A Santíssima Trindade: um só Deus em três Pessoas – Ev. Luiz Henrique

A Santíssima Trindade: um só Deus em três Pessoas – Ev. Luiz Henrique

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Lição 3, A Santíssima Trindade, um só DEUS em três Pessoas

3º Trimestre de 2017 – Título: A Razão da Nossa Fé: Assim Cremos, assim Vivemos

Comentarista: Pr. Pres. Esequias Soares, Assembleia de DEUS, Jundiai, SP

Complementos, ilustrações e vídeos: Pr. Luiz Henrique de Almeida Silva – 99-99152-0454

 

TEXTO ÁUREO
“Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do ESPÍRITO SANTO.” (Mt 28.19)

 


VERDADE PRÁTICA
Cremos em um só DEUS, eternamente subsistente em três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO iguais em substância, glória, poder e majestade.

 

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Gn 1.1 O nome hebraico Elohim, “DEUS”, é plural, e isso vislumbra a Trindade
Terça – Gn 1.26 A doutrina da Trindade está implícita no Antigo Testamento desde o princípio
Quarta – Fp 2.11 A Bíblia ensina que o Pai é DEUS
Quinta – Jo 1.1 As Escrituras afirmam que o Filho é DEUS
Sexta – At 5.3,4 A Palavra de DEUS mostra a deidade do ESPÍRITO SANTO
Sábado – Dt 6.4 O nome “DEUS” ou “SENHOR” se aplica ao DEUS Trino e Uno


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – 1 Coríntios 12.4-6; 2 Coríntios 13.13
1 Co 12.4 – Ora, há diversidade de dons, mas o ESPÍRITO é o mesmo.
5 – E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.
6 – E há diversidade de operações, mas é o mesmo DEUS que opera tudo em todos.
2 Co 13.13 – A graça do Senhor JESUS CRISTO, e o amor de DEUS, e a comunhão do ESPÍRITO SANTO sejam com vós todos. Amém!

OBJETIVO GERAL

Saber que cremos em um só DEUS, eternamente subsistente em três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Explicar as construções bíblicas trinitárias;

Mostrar que DEUS é trino e único;

Conhecer algumas crenças inadequadas a respeito da Trindade;

Apresentar algumas respostas às objeções acerca da Trindade.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Na lição de hoje estudaremos a respeito de uma das mais importantes e cruciais doutrinas do pensamento cristão, a Trindade. Não cremos na existência de três deuses, mas em um só que subsistente em três pessoas distintas, eternas e que criaram todas as coisas. É importante que você procure, no decorrer da lição, enfatizar que embora não conste na Bíblia a palavra Trindade, vamos encontrar tanto no Antigo Testamento quanto no Novo, evidências desta relevante doutrina. Veremos na lição como o conceito de Trindade foi formulado. Segundo Stanley Horton, “historicamente, a Igreja formulou a doutrina da Trindade em razão do grande debate a respeito do relacionamento entre JESUS de Nazaré e o Pai”.
Que o DEUS Trino e Uno abençoe sua aula e seus alunos de modo que eles possam compreender e confessar ao mundo a fé em um só DEUS, existente em si mesmo como Pai, Filho e ESPÍRITO SANTO.

 

PONTO CENTRAL – Cremos em um só DEUS, eternamente subsistente em três pessoas.

 

Resumo da Lição 3, A Santíssima Trindade: um só DEUS em três Pessoas

I – CONSTRUÇÕES BÍBLICAS TRINITÁRIAS
1. A unidade na Trindade (1 Co 12.4-6).

  1. A bênção apostólica (2 Co 13.13).
  2. O DEUS trino e uno revelado (Ef 4.4-6).

II – O DEUS TRINO E UNO

  1. Uma questão crucial.
  2. A Trindade.

III – AS CRENÇAS INADEQUADAS

  1. Os monarquianistas dinâmicos.
  2. Os monarquianistas modalistas.
  3. O arianismo.

IV – RESPOSTA ÀS OBJEÇÕES ACERCA DA TRINDADE

  1. Esclarecimento.
  2. A definição de Tertuliano.
  3. Formulação definitiva da Trindade.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO I – Na Bíblia encontramos algumas construções trinitárias.

SÍNTESE DO TÓPICO II – Cremos em um DEUS trino e uno.

SÍNTESE DO TÓPICO III – Os monarquianistas dinâmicos, os modalistas e o arianismo propagam crenças inadequadas a respeito da Trindade.

SÍNTESE DO TÓPICO IV – Na Bíblia Sagrada encontramos as respostas às objeções acerca da Trindade.

 

PARA REFLETIR – A respeito da Santíssima Trindade: Um só DEUS em três pessoas, responda:
Qual a passagem bíblica mais contundente em favor da Trindade? Mateus 28.19.
O que significa ser “unicista”? Significa crer na doutrina unicista que nega a doutrina da Trindade.
O que é arianismo? É a doutrina formulada por Ário e o movimento que ele fundou em Alexandria, Egito. Ário ensinava que o Senhor JESUS não era da mesma substância do Pai.
Quem criou o termo Trindade no mundo Ocidental? Tertuliano.
Quando e onde a formulação trinitária se definiu? A formulação trinitária só aconteceu no Concílio de Constantinopla em 381.

CONSULTE – Revista Ensinador Cristão – CPAD, nº 71, p. 37.

 

Cremos (Confissão de Fé) – POR FAVOR, LEIA PARA A IGREJA

  1. Na inspiração divina verbal e plenária da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé e prática para a vida e o caráter cristão (2 Tm 3.14-17);
  2. Em um só DEUS, eternamente subsistente em três pessoas distintas que, embora distintas, são iguais em poder, glória e majestade: o Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO; Criador do Universo, de todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, e, de maneira especial, os seres humanos, por um ato sobrenatural e imediato, e não por um processo evolutivo (Dt 6.4; Mt 28.19; Mc 12.29; Gn 1.1; 2.7; Hb 11.3 e Ap 4.11);
  3. No Senhor JESUS CRISTO, o Filho Unigênito de DEUS, plenamente DEUS, plenamente Homem, na concepção e no seu nascimento virginal, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal dentre os mortos e em sua ascensão vitoriosa aos céus como Salvador do mundo (Jo 3.16-18; Rm 1.3,4; Is 7.14; Mt 1.23; Hb 10.12; Rm 8.34 e At 1.9);
  4. No ESPÍRITO SANTO, a terceira pessoa da Santíssima Trindade, consubstancial com o Pai e o Filho, Senhor e Vivificador; que convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo; que regenera o pecador; que falou por meio dos profetas e continua guiando o seu povo (2 Co 13.13; 2 Co 3.6,17; Rm 8.2; Jo 16.11; Tt 3.5; 2 Pe 1.21 e Jo 16.13);
  5. Na pecaminosidade do homem, que o destituiu da glória de DEUS e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de JESUS CRISTO podem restaurá-lo a DEUS (Rm 3.23; At 3.19);
  6. Na necessidade absoluta do novo nascimento pela graça de DEUS mediante a fé em JESUS CRISTO e pelo poder atuante do ESPÍRITO SANTO e da Palavra de DEUS para tornar o homem aceito no Reino dos Céus (Jo 3.3-8, Ef 2.8,9);
  7. No perdão dos pecados, na salvação plena e na justificação pela fé no sacrifício efetuado por JESUS CRISTO em nosso favor (At 10.43; Rm 10.13; 3.24-26; Hb 7.25; 5.9);
  8. Na Igreja, que é o corpo de CRISTO, coluna e firmeza da verdade, una, santa e universal assembleia dos fiéis remidos de todas as eras e todos os lugares, chamados do mundo pelo ESPÍRITO SANTO para seguir a CRISTO e adorar a DEUS (1 Co 12.27; Jo 4.23; 1 Tm 3.15; Hb 12.23; Ap 22.17);
  9. No batismo bíblico efetuado por imersão em águas, uma só vez, em nome do Pai, e do Filho, e do ESPÍRITO SANTO, conforme determinou o Senhor JESUS CRISTO (Mt 28.19; Rm 6.1-6; Cl 2.12);
  10. Na necessidade e na possibilidade de termos vida santa e irrepreensível por obra do ESPÍRITO SANTO, que nos capacita a viver como fiéis testemunhas de JESUS CRISTO (Hb 9.14; 1 Pe 1.15);
  11. No batismo no ESPÍRITO SANTO, conforme as Escrituras, que nos é dado por JESUS CRISTO, demonstrado pela evidência física do falar em outras línguas, conforme a sua vontade (At 1.5; 2.4; 10.44-46; 19.1-7);
  12. Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo ESPÍRITO SANTO à Igreja para sua edificação, conforme sua soberana vontade para o que for útil (1 Co 12.1-12);
  13. Na segunda vinda de CRISTO, em duas fases distintas: a primeira — invisível ao mundo, para arrebatar a sua Igreja antes da Grande Tribulação; a segunda — visível e corporal, com a sua Igreja glorificada, para reinar sobre o mundo durante mil anos (1 Ts 4.16, 17; 1 Co 15.51-54; Ap 20.4; Zc 14.5; Jd 1.14);
  14. No comparecimento ante o Tribunal de CRISTO de todos os cristãos arrebatados, para receberem a recompensa pelos seus feitos em favor da causa de CRISTO na Terra (2 Co 5.10);
  15. No Juízo Final, onde comparecerão todos os ímpios: desde a Criação até o fim do Milênio; os que morrerem durante o período milenial e os que, ao final desta época, estiverem vivos. E na eternidade de tristeza e tormento para os infiéis e vida eterna de gozo e felicidade para os fiéis de todos os tempos (Mt 25.46; Is 65.20; Ap 20.11-15; 21.1-4).
  16. Cremos, também, que o casamento foi instituído por DEUS e ratificado por nosso Senhor JESUS CRISTO como união entre um homem e uma mulher, nascidos macho e fêmea, respectivamente, em conformidade com o definido pelo sexo de criação geneticamente determinado (Gn 2.18; Jo 2.1,2; Gn 2.24; 1.27).

 

Resumo rápido do Pr. Henrique – Lição 3, A Santíssima Trindade: um só DEUS em três Pessoas

INTRODUÇÃO

Para estudarmos DEUS usamos a trindade, pois está bem clara esta doutrina na Bíblia. Porém DEUS é um só. O homem é 3 em 1, espírito (letra minúscula), alma e corpo. O Pastor estuda seu espírito, o psiquiatra estuda sua alma e o médico em anatomia estuda seu corpo. Assim, para estudarmos DEUS precisamos estudar o PAI, o FILHO e o ESPÍRITO SANTO. Se para estudarmos o ser humano o dividimos em 3 partes, para estudarmos DEUS consideramos suas 3 pessoas, Mas de maneira nenhuma separamos o ser humano para estudá-lo, pois ele morreria se separássemos uma de suas partes. Assim também DEUS existe em 3 pessoas inseparáveis. O ser humano estudado é um ser só – existindo em uma tricotomia (espirito, alma e corpo – 1 Ts 5.23) – DEUS é um DEUS só coexistindo em uma Trindade (PAI, o FILHO e ESPÍRITO SANTO – Mt 28.19).

Quando o homem aceita a JESUS como Salvador e Senhor recebe o ESPÍRITO SANTO em seu interior, ai passa a ser nova criatura, com seu espírito recriado, ligado a DEUS. Continua sendo uma tricotomia, pois não tem domínio sobre o ESPÍRITO SANTO que é uma pessoa que fala, se alegra, se entristece, sente, decide, age por conta própria. Este homem passa a ser então Templo do ESPÍRITO SANTO – morada de DEUS na Terra. Se der espaço, se der liberdade ao ESPÍRITOI SANTO, este o levará à comunhão com DEUS e a ser instrumento de DEUS na Terra para grandes obras de salvação e milagres.

 

DEUS deixou a trindade subentendida dentro de nós pela tricotomia.

nós somos espírito, possuímos uma lama e moramos em um corpo. Eu sou uma pessoa com 3 partes distintas, mas que não podem sobreviver separadas uma da outra. o problema da tricotomia é que o espírito pode desejar uma coisa diferente do que a alma deseja e do que o corpo deseja.

Exemplo: pela manhã, no Domingo, o espírito pode desejar ir para a EBD aprender a Palavra de DEUS, a alma pode desejar assistir TV e o corpo desejar dormir mais. O poder de decisão está na alma, por isso mesmo “a alma que pecar, esta morrerá” (estará afastada de DEUS).

na Trindade não existe diferença de desejo entre as 3 pessoas. O PAI pensa e deseja do jeito do FILHO e do ESPÍRITO SANTO. Os três são um, como diz a Palavra de DEUS e concordam num, como diz a mesma  Palavra.

1 João 5.6-9 – Pai, a Palavra, e o ESPÍRITO SANTO – Trindade

1 João 5.6-9 – Este é aquele que veio por água e sangue, isto é, JESUS CRISTO; não só por água, mas por água e por sangue. E o ESPÍRITO é o que testifica, porque o ESPÍRITO é a verdade. Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o ESPÍRITO SANTO; e estes três são um. E três são os que testificam na terra: o ESPÍRITO, e a água e o sangue; e estes três concordam num.
Se recebemos o testemunho dos homens, o testemunho de DEUS é maior; porque o testemunho de DEUS é este, que de seu Filho testificou.
JESUS entrou na Terra através de um nascimento físico – parto tem água e sangue –

Água e sangue têm sido interpretados pelo menos de quatro formas: (1) como o batismo e a morte de JESUS; (2) como Sua encarnação; (3) como a água e o sangue que fluíram de Seu flanco na cruz; e (4) como o batismo do cristão e a ceia do Senhor. Mas o correto é a entrada no mundo em seu nascimento físico – parto – filho de uma mulher (Jo 10 – .Entrou pela porta no curral).

este é o testemunho de que ELE nasceu aqui na terra como homem. Quando morreu saiu de seu lado água e sangue, este é o testemunho de morreu realmente aqui na Terra. O ESPÍRITO SANTO dá testemunho porque esteve o tempo todo com JESUS aqui na Terra.

No céu A trindade dá Testemunho colocando JESUS como a Palavra viva e mostra lá presente dando testemunho da trindade também o Pai e o ESPÍRITO SANTO.

Na terra a Trindade dá Testemunho no batismo nas águas de JESUS.

 

HOMEM =  CORPO – ALMA – ESPÍRITO

Morada – decisão – comunhão

Casa – livre arbítrio – reino espiritual

Corpo – σωμα soma – o corpo de seres humanos – corpo sem vida ou cadáver  – aquilo que projeta uma sombra como distinta da sombra em si. Entrada ou não para o pecado pelos 5 sentidos. Seus desejos mais ardentes são: comida, bebida, sexo e dormir. Deve ser dominado para que não vá ao extremo em uma dessas coisas. O jejum é importante.

Alma – ψυχη psuche – lugar dos sentimentos, desejos, afeições, aversões (nosso coração, alma etc.) A alma considerada como um ser moral designado para vida eterna – distinta de outras partes do corpo. Conhecimento do reino material. deve ser dominada pela Leitura a e meditação na Bíblia para que não tome decisões contrária à Palavra de DEUS.

ESPÍRITO – πνευμα pneuma – a palavra Pneuma aqui se refere a um espírito, i.e., simples essência, destituída de tudo ou de pelo menos todo elemento material, e possuído do poder de conhecimento, desejo, decisão e ação, conhecimento do reino espiritual. deve ser dominado pela oração para que não se enlace com o outro lado esp

iritual que é o de Satanás e suas artimanhas.

DEUS – TRINDADE – UM DEUS só – 3 pessoas

DEUS PAI – planejou nossa salvação.

DEUS Filho JESUS – executou o plano de DEUS PAI – É o Verbo – A ação. ELE morreu por nós na cruz.

DEUS ESPÍRITO SANTO – Dá poder para realização do Plano de DEUS PAI e execução de DEUS Filho, JESUS e revela isto à humanidade.

 

Não havia nenhuma necessidade de se ter confeccionado um livro de doutrinas bíblicas ou de confissão de fé ou de um cremos, pois tudo isso está na Bíblia, nossa única regra de fé e prática. A Assembleia de DEUS cresceu e se tornou a maior igreja do Brasil sem precisar de uma declaração de Fé, pois a Bíblia sempre esteve entre nós como o livro dos livros e sempre foi suficiente para nos guiar a toda verdade. Porém isso veio em boa hora para que tivéssemos sintetizadas em um livro nossas principais regras de fé e prática e pudéssemos comparar isso com algumas denominações que se infiltram muitas vezes em nossos cursos de teologia, como é o caso dos seguidores do Calvinismo.

Muitos professores de teologia em faculdades teológicas das Assembleias de DEUS no Brasil são calvinistas e até alguns de nossos alunos se tornaram calvinistas ou pelo menos se simpatizam com o calvinismo. Mal sabem eles que estão ofendendo e entristecendo o ESPÍRITO SANTO com tal atitude, pois o calvinismo é contrário ao batismo no ESPÍRITO SANTO com evidência do falar em línguas, na atualidade, bem como contrário às manifestações dos dons espirituais na atualidade. Além do mais, são adeptos da graça irrestível e da predestinação incondicional, doutrinas antibiblicas e contrárias às nossa crenças.

 

As três religiões monogâmicas e a Trindade

Cristianismo – A maioria dos crentes não entende direito a trindade. Dentre os chamados cristãos, a maioria é idólatra e adora pessoas ao invés de adorarem a DEUS. Maria é a principal fonte de adoração no catolicismo, por exemplo.

Judaísmo – Os judeus nos consideram idólatras não só por causa de JESUS que para eles não é DEUS, mas também dizem que a doutrina da Trindade ensina adorar a 3 deuses.

Islamismo – Apesar de terem seu deus falso Alá, nos consideram idólatras tanto por adorar a JESUS que não é DEUS para eles, como por adotar a doutrina da trindade que para eles é adorar a 3 deuses. Por isso entram em países e matam seus habitantes e obrigam outros a se tornarem muçulmanos. Para eles, estão cumprindo as ordens de Alá e o que determinou o alcorão. Até a maneira de matar os cristãos está identificada no Alcorão: Pela crucificação ou pela degola. Acreditam que vão para o paraíso quando assim procederem e lá terão 7 virgens e muita orgia.

TÁTICA DE EVANGELISMO ISLÂMICO – Adotam a tática de terem muitos filhos em países com baixa natalidade, como é o Brasil na atualidade. Podem ter 4 esposas e procuram ter pelo menos 4 filhos com cada uma delas. Assim, em poucos anos são maioria populacional neste país e vão dominar a sociedade, muitas vezes pela violência.

 

Os três principais apóstolos do Novo Testamento (Pedro – João e Paulo) já adotavam o ensino da Trindade nos primórdios da Igreja –

1 Pedro 1:1,2 – Pedro, apóstolo de JESUS CRISTO, aos estrangeiros dispersos no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia; Eleitos segundo a presciência de DEUS Pai, em santificação do ESPÍRITO, para a obediência e aspersão do sangue de JESUS CRISTO: Graça e paz vos sejam multiplicadas.

João 14:23 – JESUS respondeu, e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada. – Plural

Pai, a Palavra, e o ESPÍRITO SANTO – Trindade

1 João 5.6-9 – Este é aquele que veio por água e sangue, isto é, JESUS CRISTO; não só por água, mas por água e por sangue. E o ESPÍRITO é o que testifica, porque o ESPÍRITO é a verdade. Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o ESPÍRITO SANTO; e estes três são um. E três são os que testificam na terra: o ESPÍRITO, e a água e o sangue; e estes três concordam num.
2 Coríntios 13:14  A graça do Senhor JESUS CRISTO, e o amor de DEUS, e a comunhão do ESPÍRITO SANTO seja com todos vós. Amém

OS CONCÍLIOS DE NICEIA E DE CONSTANTINOPLA ERAM DA LEGÍTIMA IGREJA?

O ÚNICO CONCÍLIO QUE PODEMOS AFIRMAR VERDADEIRAMENTE QUE FOI REALIZADO PELA IGREJA LEGITIMA DE JESUS CRISTO E COM AUTORIZAÇÃO DESTE FOI O DE ATOS DOS APÓSTOLOS CAPÍTULO 15.

Precisamos entender que os concílios de Niceia e o de Constantinopla eram para líderes religiosos da época que se diziam representantes das Igreja de CRISTO na Terra. esses líderes já estavam quase que em sua totalidade corrompidos pelo poder político e pelo poder religioso e idólatra, como a igreja católica apostólica romana.

Os crentes verdadeiros e salvos desta época não tinham problemas para aceitar a trindade e a deidade de JESUS e do ESPÍRITO SANTO, pois já estava contida nos ensinos apostólicos e constava nas bíblias. No concílio havia um monte de católicos e políticos sem compromisso com DEUS e com a liderança de imperadores idólatras e corruptos que usaram a religião para atrair todos a si mesmos e não a DEUS.

 

TRINDADE – TRÊS EXTREMOS

1- TRITEISTAS – Para eles existem três deuses. O que é Triteísmo? O bispo Marcelo de Ancira, pai desta doutrina considerada herética, numa tentativa de defender o Monoteísmo, afirmava que havia em DEUS três pessoas e três naturezas distintas, e duas forças, que saiam de DEUS e a Ele retornavam. É uma perversão da doutrina cristã da trindade (cristianismo) que pode ser vista como uma espécie de politeísmo. Essa doutrina visa DEUS como três deuses iguais e distintos.O Triteísmo, como o Modalismo, nega a morte de CRISTO, porque é dito que os três Seres divinos são exatamente iguais e nenhum deles poderia morrer ou poderia separar-se um do outro.

 

2- UNICISTAS – Para eles só JESUS existe (conjunto Voz da Verdade por exemplo – http://www.cacp.org.br/igreja-voz-da-verdade-uma-seita-unicista/ )

 Aqui eles dizem haver só JESUS, se apresentando como PAI às vezes e às vezes como ESPÍRITO SANTO.

 

– UNITARISMO  – Aqui podem assumir a posição de só DEUS PAI sendo DEUS. JESUS para eles não é DEUS e nem o ESPÍRITO SANTO é DEUS.

 

SABELIANISMO – unicista – Só DEUS (Para eles não há uma segunda pessoa chamada Filho, nem uma terceira chamada o ESPÍRITO SANTO) – Ramificação moderna desta doutrina tem adotado apenas JESUS como DEUS, se tronando unicistas, colocando JESUS em manifestações como Pai ou como Espirito. É como se JESUS colocasse uma máscara de PAI e se manifestasse assim. Também é como se colocasse uma máscara de ESPÍRITO SANTO e se manifestasse assim, Porém é só JESUS para eles.

 

Principais grupos unicistas modernos
-Igreja Evangélica Voz da Verdade (IEVV); -Igreja Só JESUS; -Igreja Local (Witness Lee) -Adeptos do Nome Yehoshua e Suas Variantes; -Tabernáculo da Fé. -A Voz da Pedra Angular (Willian Soto Santiago)
– Ministério Internacional Creciendo en Gracia -Igreja CRISTO Vive (do apostolo Miguel Ângelo) – Pentecostal Novo Nascimento em CRISTO e outras…

 

OS ESPÍRITAS CARDECISTAS COMBATEM A DOUTRINA DA TRINDADE (LIVRO CRISTIANISMO E ESPIRITISMO – PAG 73).

 

OS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ COMBATEM A DOUTRINA DA TRINDADE COM MAIS VEEMÊNCIA – DIZEM QUE SATANÁS DEU ORIGEM A DOUTRINA DA TRINDADE. REVISTA SENTINELA – ENSINAM QUE MIGUEL E JESUS SÃO A MESMA PESSOA E QUE O ESPÍRITO SANTO É APENAS UMA FORÇA ATIVA.

 

3- ARIANISMO – doutrina de Ário, padre cristão de Alexandria (Egito), que afirmava ser CRISTO a essência intermediária entre a divindade e a humanidade, negava-lhe o caráter divino e ainda desacreditava a Santíssima Trindade. Ário foi expuklso da igreja junto com seus seguidores no concílio de Constantinopla. A doutrina de JESUS sendo DEUS e a doutrina da trindade prevaleceram. posteriormente a doutrina do ESPÍRITO SANTO sendo DEUS seria adotada também.

 

AS TRÊS PESSOAS RECEBEM OS MESMOS ATRIBUTOS DIVINOS:
* Eternidade: Pai (Sl 90.12); Filho (Ap 1.8,17; Jo 1.2; Mq 5.2); ESPÍRITO SANTO (Hb 9.14).
* Poder infinito: Pai (1Pe 1.5); Filho (2Co 12.9); ESPÍRITO SANTO (Rm 15.19).
* Onisciência: Pai (Jr 17.10); Filho (Ap 2.23); ESPÍRITO SANTO (1Co 2.11).
* Onipresença: Pai (Jr 23.24); Filho (Mt 18.20); ESPÍRITO SANTO (Sl 139.7).
* Santidade: Pai (Ap 15.4); Filho (At 3.14); o ESPÍRITO é chamado de ESPÍRITO SANTO, foi por isso que os anjos clamaram: “SANTO, santo, santo é o Senhor dos Exércitos” (Is 6.3).
* Verdade: Pai (Jo 7.28); Filho (Ap 3.17); ESPÍRITO SANTO (1Jo 5.6).
* Benevolentes: Pai (Rm 2.4); Filho (Ef 5.25); ESPÍRITO SANTO (Ne 9.20).
* Comunhão: Pai (1Jo 1.3); Filho (idem); ESPÍRITO SANTO (2Co 13.14).

 

POR QUE A TRINDADE É DE UMA MESMA SUBSTÂNCIA?

 – Hb.. 1:3, é dito que JESUS é a ”representação” exata da substância de DEUS ou natureza: hypostaseos de tes de charakter).

O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas;

Hebreus 1:3  απαυγασμα apaugasma – – brilho refletido – de CRISTO que reflete perfeitamente a majestade de DEUS – fulgor

χαρακτηρ charakter – instrumento usado para esculpir ou gravar – marca estampada sobre aquele instrumento ou trabalhado sobre ele – marca ou figura cauterizada (Lev 13:28) ou selada sobre, impressão – expressão exata (imagem) de alguém ou algo, semelhança marcada, reprodução precisa em todos os aspectos

Expressa imagem da sua pessoa – υποστασις hupostasis – Dicionário Strong
1) ato de colocar ou estabelecer sob
1a) algo colococado sob, base, fundação
2) aquilo que tem um fundamento, é firme
2a) aquilo que tem existência atual
2a1) substância, ser real
2b) qualidade substancial, natureza, de um pessoa ou coisa
2c) a estabilidade de mente, firmeza, coragem, resolução
2c1) confidência, forte confiança, segurança

 

I – CONSTRUÇÕES BÍBLICAS TRINITÁRIAS
1. A unidade na Trindade (1 Co 12.4-6).

A unidade de DEUS não contradiz a doutrina da Trindade porque DEUS não é uma unidade absoluta, e sim uma unidade composta e dinâmica. Seu relacionamento com o Filho e o ESPÍRITO SANTO é desde a eternidade.7 O nome Elohim, plural de Eloah, “DEUS” em hebraico, revela os primeiros vislumbres da Trindade no Antigo Testamento. É o nome que aparece na declaração: “No princípio, criou DEUS os céus e a terra” (Gn 1.1). O verbo “criou” está no singular, e o sujeito Elohim, “DEUS”, no plural, o que revela uma pluralidade na deidade. Além disso, o monoteísmo do Antigo Testamento não é absoluto e permite a pluralidade na unidade: “E disse DEUS: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gn 1.26); “Então, disse o SENHOR DEUS: Eis que o homem é como um de nós” (Gn 3.22); “Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua” (Gn 11.7). Essa pluralidade na unidade é vista também no profeta Isaías: “A quem enviarei, e quem há de ir por nós?” (Is 6.8). Mas o Novo Testamento tornou explícito o que antes estava implícito no Antigo Testamento, mostrando clara e diretamente as três pessoas associadas em unidade e igualdade, como a fórmula batismal em Mateus 28.19 e em outras passagens: “Ora, há diversidade de dons, mas o ESPÍRITO é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo DEUS que opera tudo em todos” (1 Co 12.4- 6); e na bênção apostólica: “A graça do Senhor JESUS CRISTO, e o amor de DEUS, e a comunhão do ESPÍRITO SANTO sejam com vós todos. Amém!” (2 Co 13.13). Essa unidade de natureza reaparece mais

adiante: “Há um só corpo e um só ESPÍRITO, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só DEUS e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos, e em todos” (Ef 4.4-6); e na obra da redenção: “Eleitos segundo a presciência de DEUS Pai, em santificação do ESPÍRITO, para a obediência e aspersão do sangue de JESUS CRISTO: graça e paz vos sejam multiplicadas” (1 Pe 1.2). Assim, o que estava implícito no Antigo Testamento é revelado explicitamente no Novo Testamento e fica confirmado que a pluralidade na divindade é tríplice, como JESUS deixou claro ao ordenar o batismo “em nome do Pai, e do Filho, e do ESPÍRITO SANTO” (Mt 28.19).

 

PASSAGENS BÍBLICAS QUE COMPROVAM A DOUTRINA DA TRINDADE

No Antigo Testamento

Vemos no Shemá a trindade.
Deuteronômio 6.4 Ouve, Israel, o SENHOR nosso DEUS [ é ] o único SENHOR. Em Gênesis 2.24 aparece a mesma palavra para unidade composta (Gênesis 2.24 Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne – Ambos é uma unidade composta).

A palavra hebraica aqui empregada para Um – “echad” significa uma unidade composta e, portanto, não excluí o conceito cristão de uma Trindade de Pessoas dentro daquela unicidade. A palavra hebraica que expressa unidade absoluta é “yachid”.

 

Gênesis 1.26 E disse DEUS: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se move sobre a terra. 27 E criou DEUS o homem à sua imagem; à imagem de DEUS o criou; macho e fêmea os criou.

עשה Ìasah –  fazer, manufaturar, realizar, fabricar – está no Plural.

 

Gênesis 3.22 Então, disse o SENHOR DEUS: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, pois, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma, e viva eternamente,

Um de nós – indicando a pluralidade de DEUS.

 

Gênesis 11.7 – Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro. Plural.

Isaías 6. 3 – E clamavam uns para os outros, dizendo: SANTO, santo, santo é o Senhor dos exércitos; a terra toda está cheia da sua glória.

Compare com João 12.41 Estas coisas disse Isaías, porque viu a sua glória, e dele falou.

Isaías 6.8a Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem irá por nós? Plural.

 

Isaías 48.16 Chegai-vos a mim e ouvi isto: Não falei em segredo desde o princípio; desde o tempo em que aquilo se fez, eu estava ali; e, agora, o Senhor JEOVÁ me enviou o seu ESPÍRITO.

João 1:1-3 – No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com DEUS, e o Verbo era DEUS.
Ele estava no princípio com DEUS.
Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.

 

No Novo Testamento

EU SOU

João 8.58 – Disse-lhes JESUS: Em verdade, em verdade vos digo que, antes que Abraão existisse, eu sou.

Êxodo 3.14 – E disse DEUS a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós.

 

Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, JESUS CRISTO, o Justo.

O Paráclito no evangelho é o ESPÍRITO SANTO, “o Consolador”, ao passo que na epístola esse título, que não se encontra em nenhum outro lugar no Novo Testamento, é aplicado a JESUS CRISTO o justo, que é o nosso Advogado no céu, não na terra. Mas estes conceitos não se contradizem, nem se excluem um ao outro. Por que se deveria julgar impossível que a Segunda e a Terceira Pessoas da Trindade exercem um ministério de socorro e de advocacia, o ESPÍRITO na terra e o filho no céu? Além disso, se JESUS chamou o ESPÍRITO de “outro Paráclito” (14:16), quem é o primeiro?

 

João 10:30 – Eu e o Pai somos um. – Somos – Plural. E unidade.

 Mateus 28:19 – Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do ESPÍRITO SANTO;

 Lucas 3.22 – E o ESPÍRITO SANTO desceu sobre ele em forma corpórea, como pomba; e ouviu-se uma voz do céu, que dizia: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo.
Mateus 3:16,17 – E, sendo JESUS batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o ESPÍRITO de DEUS descendo como pomba e vindo sobre ele. E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.
João 14.26 – Mas aquele Consolador, o ESPÍRITO SANTO, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.
João 16:13,14 – Mas, quando vier aquele ESPÍRITO de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar.

 2 Coríntios 13:14  A graça do Senhor JESUS CRISTO, e o amor de DEUS, e a comunhão do ESPÍRITO SANTO seja com todos vós. Amém
1 Pedro 1:1,2 – Pedro, apóstolo de JESUS CRISTO, aos estrangeiros dispersos no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia; Eleitos segundo a presciência de DEUS Pai, em santificação do ESPÍRITO, para a obediência e aspersão do sangue de JESUS CRISTO: Graça e paz vos sejam multiplicadas.

 João 14:23 – JESUS respondeu, e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada. – Plural

 João 15.26 Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele ESPÍRITO de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim.

 1 Coríntios 12.4 Ora, há diversidade de dons, mas o ESPÍRITO é o mesmo.5 E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.6 E há diversidade de operações, mas é o mesmo DEUS que opera tudo em todos.

 Efésios 4.1 ROGO-VOS, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, 2 Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, 3 Procurando guardar a unidade do ESPÍRITO pelo vínculo da paz. 4 Há um só corpo e um só ESPÍRITO, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; 5 Um só Senhor, uma só fé, um só batismo; 6 Um só DEUS e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós.

 

Muitas pessoas não conseguem enxergar na Bíblia a doutrina da trindade. Incrível que não percebam uma doutrina tão clara que foi ensinada tanto por JESIUS quanto pelos apóstolos e também é vista no Antigo Testamento. O apóstolo Paulo ensina a Trindade até mesmo na despedida de suas cartas. O mesmo apóstolo ensina sobre a Trindade de DEUS em uma mesma essência e substância, em diversidade de manifestações de cada Pessoa distinta. E declara que o ESPÍRITO é o mesmo, o Senhor é o mesmo e o DEUS Pai é o mesmo. É a unidade na diversidade.

 

  1. A bênção apostólica (2 Co 13.13).

Era tão natural citar a Trindade na igreja que Paulo a usava até mesmo na despedida dos irmãos ao final dos cultos. Não creio que no princípio da igreja havia divergências quanto à existência da trindade de DEUS, mas com o passar dos anos e o comprometimento de muitos cristãos com o império romano e a idolatria houve o o crescimento de seitas e heresias e dai então a Trindade começou a ser confundida no meio da chamada igreja, mas não no meio dos verdadeiros e fiéis crentes.

A fonte da graça do Senhor JESUS é o amor de DEUS no ESPÍRITO SANTO. É uma saudação trinitária.

Esta carta maravilhosamente humana termina com a mais sublime de todas as doxologias. A epístola começa (cons. 1:2) e termina com uma afirmação da divindade de CRISTO que é remanescente de Mt. 28:19. Os genitivos nesta doxologia são provavelmente subjetivos – a graça que vem do Senhor JESUS CRISTO; o amor que DEUS concede; a comunhão que o ESPÍRITO SANTO engendra. (Moody).

A bênção final em 2 Coríntios 13:13 é uma das prediletas das igrejas. Enfatiza a Trindade (ver Mt 28:19) e as bênçãos que podemos receber pelo fato de pertencermos a DEUS. A graça do Senhor JESUS CRISTOnos traz à memória suia morte em nossos lugar (Is 53). O amor de DEUS nos leva ao Calvário, onde DEUS deu seu Filho como sacrifício por nossos pecados (Jo 3:16). A comunhão do ESPÍRITO SANTO nos lembra Pentecostes, quando o ESPÍRITO de DEUS veio e formou a Igreja (At 2).

Os cristãos de Corinto, naquela época, e todos os cristãos hoje precisam encarecidamente das bênçãos da graça, do amor e da comunhão. Os judaizantes daquela época, assim como as seitas de hoje, enfatizavam a Lei em vez da graça, a exclusividade em vez do amor e a independência em vez da comunhão.

Devemos pedir a DEUS que nos transforme em cristãos desse tipo. Sejamos encorajados e encorajemos a outros! (Comentários Bíblicos TT W. W. Wiersbe)

A graça do Senhor JESUS CRISTO, eo amor de DEUS, ea comunhão do ESPÍRITO SANTO estejam com todos vós. ( 13:14 )

Para pronunciar uma bênção é invocar solenemente uma bênção, e Paulo freqüentemente o fizeram em suas epístolas (por exemplo, um Rom:. 7 ; 16:20 ; 1 Cor 1: 3. ; 16:23 ; Gálatas 1: 3-4. ; 6:18 ; Efésios 1: 2. ; 6: 23-24 ; Fl 1. 2 ; 4:23 ; Col. 1: 2 ; . 1 Tessalonicenses 1: 1 ; 5:28 ; 2 Tessalonicenses 1: 2. ; 03:18 ; . Filemon 3 ). Nenhuma bênção no Novo Testamento, no entanto, é teologicamente rica e profunda como esta. É o único que menciona as três pessoas da Santíssima Trindade. Duas características importantes deste magnífico chamada bênção para um exame mais detalhado.

Primeiro, como mencionado acima, é uma bênção trinitária, refletindo uma verdade que é central para a fé cristã. Paulo não dá aqui uma exposição formal, sistemático da doutrina da Trindade; esta declaração trinitária apenas fluiu de forma natural e desinibida dele, como todas as bênçãos na vida cristã brota do DEUS trino.

Obviamente, a doutrina da Trindade é essencial para a fé cristã. Aqueles que negam que cometer idolatria, adorando um deus falso inexistente, e, assim, perde a possibilidade de salvação. Enquanto ele não contém uma declaração teológica formal, precisa da doutrina da Trindade, em um comunicado, a Escritura, no entanto, clara e inequivocamente ensina que o único e verdadeiro DEUS existe eternamente em três pessoas co-iguais e co-eternas. A prova bíblica para a doutrina da Trindade pode ser resumido em um silogismo simples: A Bíblia ensina que há um só DEUS. No entanto, ele chama três pessoas DEUS.Portanto, as três pessoas são o único DEUS.

Que há um só DEUS é o ensino inegável das Escrituras. DEUS mesmo declarou em Deuteronômio 32:39 , “Vede agora que eu, eu o sou, e não há outro deus além de mim.” “Você é o único DEUS”, exclamou Davi ( Sl. 86:10 ). Por meio do profeta Isaías, DEUS deixou claro que não existe agora, nunca foi, e nunca será qualquer outro deus: “Tu és meu testemunhas, diz o Senhor, e meu servo, a quem escolhi, para que você pode saber e crer em Mim e entender que eu sou aquele. Antes de mim não foi formado nenhum DEUS, e não haverá ninguém depois de mim “( Is. 43:10 ). Para a igreja de Corinto, rodeada por idolatria pagã, Paulo escreveu: “Assim que, quanto ao comer das coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que não existe tal coisa como um ídolo no mundo, e que não há senão um só DEUS” ( 1 Cor . 8: 4 ). (Veja também Deut 04:35. , 39 ; 6: 4 ; . 1 Sam 2: 2 ; 2 Sm 07:22. ; 22:32 ; 1 Reis 08:23 , 60 ; 2 Reis 19:15 , 19 ; 2 Chron 06:14. ; Ne 9: 6. ; . Ps 18:31 ; Isa 37:16. , 20 ; 44: 6 , 8 ; 45: 5-6 , 21 ; 46: 9 ; Joel 2:27 ).

A Bíblia chama DEUS Pai em passagens como 1 Coríntios 15:24 ; Gálatas 1: 1 , 3 ; Efésios 6:23 ; Filipenses 1: 2 ; e Jude 1 , como poucos discutam.

Mas, apesar dos ensinamentos de vários cultos demoníacos em contrário, o Filho também é chamado de DEUS. João abriu seu evangelho com uma poderosa afirmação da divindade de CRISTO: “No princípio era o Verbo [JESUS CRISTO; v. 14 ], e o Verbo estava com DEUS, e o Verbo era DEUS “( João 1: 1 ). O ex-Tomé cético ( João 20:25 ) gritou quando viu o CRISTO ressuscitado, (“Meu Senhor e meu DEUS!” 28 v.). Romanos 9: 5 descreve JESUS como “DEUS bendito eternamente”, enquanto Tito 2: 13 e 2 Pedro 1: 1 se referem a Ele como DEUS, o Pai chama o DEUS Filho em “nosso DEUS e Salvador.” Hebreus 1: 8 , dizendo-lhe: “O teu trono, ó DEUS, é para todo o sempre, e os justos cetro é o cetro do seu reino. “

O ESPÍRITO SANTO também é chamado de DEUS. Em Atos 5: 3 Pedro perguntou Ananias “, por que encheu Satanás o teu coração a mentir para o ESPÍRITO SANTO?” Mas no versículo seguinte, ele lhe disse: “Você não mentiu aos homens, mas a DEUS.” II Coríntios 3:18 se refere ao ESPÍRITO SANTO como “o Senhor, o ESPÍRITO”.

Assim, a Escritura ensina claramente a profunda realidade, incompreensível de DEUS uno e trino (cf. 48:16 Isa. ; Mt 28:19. ; Lucas 3: 21-22 ; 1 Cor 12: 4-6. ).

Mas essa bênção não é trinitário só mas também redentora. É na salvação que a Trindade é mais evidente. O amor de DEUS , o Pai fez com que Ele planeja redenção e escolher aqueles que seriam salvos (João 3:16 ; Rm 5: 8-10. ). Foi através da graça do Senhor JESUS CRISTO ao morrer como um sacrifício pelos pecados que a salvação foi efectuada para os remidos ( Rm 5: 6. ; 1 Cor. 15: 3 ; 1 Pedro 3:18 ; 1 João 2: 2 ) . Como resultado da salvação, os crentes são levados a comunhão do ESPÍRITO SANTO, como Ele os habita ( Rm 8: 9. , 11 ; 1 Cor 6:19. ; Gl 4: 6. ) e coloca-los no corpo de CRISTO ( 1 Cor. 12:13 ).

A bênção de Paulo forma uma conclusão adequada para esta epístola, que apesar de toda a sua severa repreensão da loucura e do pecado do Corinthians termina com uma nota de bênção. Era desejo do apóstolo que a igreja de Corinto se colocasse em uma posição de experimentar todas as bênçãos que a salvação traz. Foi com esse objetivo em mente que ele defendeu sua comissão e sua mensagem, e que ele repreendeu, incentivado, e orou por eles. Não pode haver maior objetivo de qualquer pastor fiel do que o seu povo se conhecer as riquezas completas que DEUS lhes concede através da redenção. (Comentário Bíblico – John Macarthur)

 

  1. O DEUS trino e uno revelado (Ef 4.4-6).

Há um só corpo e um só ESPÍRITO, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só DEUS e Pai de todos, que está acima de tudo e por todos e em todos. (4: 4-6)

Tudo o que diz respeito à salvação, a igreja, e o reino de DEUS está baseado no conceito de unidade, que se reflectem no uso de Paulo de sete um ‘s nestes três versos. A causa, ou base, de unidade externa é a unidade interior. Unidade prática é baseada na unidade espiritual. Para enfatizar a unidade do ESPÍRITO, Paulo recita as características de unidade que são pertinentes para a nossa doutrina e da vida.

Paulo não desenvolve as áreas específicas de unidade, mas apenas as listam : corpo, espírito, esperança, Senhor, a fé, o batismo, e DEUS e Pai . Seu foco é sobre a unicidade desses e todos os outros aspectos da natureza, o plano de DEUS, e do trabalho como base para o nosso compromisso de viver como um só. É óbvio que o versículo 4 fala sobre o ESPÍRITO SANTO, o versículo 5 sobre o Filho, e no versículo 6 sobre o Pai.

Unidade no ESPÍRITO

Há um só corpo e um só ESPÍRITO, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; (4: 4)

Há apenas um corpo de crentes, a Igreja, que é composto por todos os santos que confiou ou vai confiar em CRISTO como Salvador e Senhor. Não há corpo denominacional, geográfica, étnica ou racial. Não há Gentil, masculino, feminino, escravo ou homem livre corpo judeu. Há somente o corpo de CRISTO, e da unidade do corpo é o coração do livro de Efésios.

Obviamente um só ESPÍRITO, o ESPÍRITO SANTO de DEUS, que mora em cada crente e que é, portanto, a força unificadora interior no corpo de CRISTO. Os crentes são templos individuais do ESPÍRITO SANTO (1 Cor. 3: 16-17), que são coletivamente “bem ajustados e vão crescendo em um templo santo no Senhor, … que está sendo construído em conjunto em uma habitação de DEUS no ESPÍRITO “(Ef. 2: 21-22). O ESPÍRITO “é dado como penhor da nossa herança, tendo em vista a redenção da possessão de DEUS, para o louvor da sua glória” (Ef. 1:14). Ele é o anel de noivado divino (penhor), por assim dizer, que garante que todos os crentes estarão na ceia das bodas do Cordeiro (Apocalipse 19: 9).

Se todos os cristãos estivessem andando em obediência e no poder do ESPÍRITO SANTO, em primeiro lugar a nossa doutrina e, em seguida, nossos relacionamentos seriam purificados e unificados. A unidade espiritual que já existe em quanlidade baixa seria praticamente manifestada em completa harmonia entre o povo de DEUS.

Os crentes também são unificados na uma só esperança da sua vocação . Nosso chamado para a salvação é em última análise, um chamado para refletirmos CRISTO em perfeição e eterna glória. Em CRISTO, temos diferentes dons, ministérios, lugares e serviço, mas apenas um … Chamado , o chamado para “sermos santos e irrepreensíveis diante dele” (Ef 1: 4.) e “para sermos conformes à imagem de Seu Filho “(Rm 8:29.), issso ocorrerá quando virmos o CRISTO glorificado (1 João 3: 2). É o ESPÍRITO que nos colocou no único Corpo, a igreja e que garante o nosso futuro de glória.

Unidade no Filho

um só Senhor, uma só fé, um só batismo, (4: 5)

Assim como, obviamente, não há senão um só Senhor , JESUS CRISTO, nosso Salvador. “Não há salvação em nenhum outro, pois não há outro nome debaixo do céu que foi dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4:12). Paulo disse aos Gálatas: “Mesmo que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que vos temos pregado a você, seja anátema” (Gálatas 1: 8.)Em verdadeiro cristianismo só existe uma só fé , “a fé que uma vez por todas foi entregue aos santos” e para o qual estamos a lutar (Jude 3.). Nossa única fé é o conteúdo da Palavra de DEUS revelada. Falta de estudo fiel e cuidadosa de Sua Palavra, a tradição não examinada, as influências mundanas, inclinações carnais, e muitas outras coisas fará a doutrina fragmentar em muitas variáveis ​​e até mesmo em contraditórias formas. A Palavra de DEUS contém muitas verdades, mas suas verdades individuais são apenas facetas do harmonioso de sua única verdade, que é a nossa única fé .

Não há senão um só batismo entre os crentes. O batismo espiritual, pelo qual todos os crentes são colocados no corpo pelo ESPÍRITO SANTO, está implícita no versículo 4. A um só batismo do versículo 5 é melhor tomar para se referir ao batismo com água, o comum Novo Testamento significa de um crente confessando publicamente JESUS como Salvador e Senhor. Este é o preferido por causa da maneira como Paulo falou especificamente de cada membro da Trindade, em sucessão. Este é o verso de que o Senhor JESUS CRISTO, por assim dizer.

O batismo na água foi extremamente importante na igreja primitiva, e não como um meio de salvação ou bênção especial, mas como um testemunho de identidade com e unidade em JESUS CRISTO. Os crentes não foram batizados em nome de uma igreja local, um evangelista de destaque, um ancião líder, ou até mesmo um apóstolo, mas apenas em nome de CRISTO (ver 1 Cor. 1: 13-17). Aqueles que por um só Senhor estão em uma só fé testemunhar que a unidade em um só batismo .

Unidade no Pai

um só DEUS e Pai de todos, que está acima de tudo e por todos e em todos. (4: 6)

A doutrina básica do judaísmo sempre foi: “O Senhor é o nosso DEUS, é o único Senhor!” (Deut. 6: 4; ver também 4:35; 32:39; Isa 45:1446: 9.), E unicidade de DEUS é tão fundamental para o Cristianismo (ver 1 Cor. 8: 4-6Ef. 4: 3-6Tiago 2:19). No entanto, também o Novo Testamento revela a verdade mais completa que é a trindade – o único DEUS está em três Pessoas – Pai , Filho e ESPÍRITO SANTO (Mt 28:19João 6:2720:28Atos 5: 3-4.).

DEUS o Pai é frequentemente usado na Escritura como o título divino mais abrangente e inclusivo, embora seja claro em muitos textos do Novo Testamento que Ele nunca está separado na natureza ou no poder do Filho ou o ESPÍRITO SANTO. O argumento de Paulo aqui não é o de separar as pessoas da Divindade, mas observar seus papéis originais e ainda se concentrar em sua unidade em relação uns aos outros e em relação ao nos vários aspectos diferentes mencionados nestas três versos manifestados – igreja.

O nosso único DEUS e Pai , juntamente com o Filho e o ESPÍRITO SANTO, é sobre todos, e por todos e em todos . Essa declaração coloca pontos abrangentes para o divino, a unidade gloriosa e eterna que o Pai dá aos crentes pelo Seu ESPÍRITO e por meio do Filho. DEUS criou, DEUS amou, DEUS salvou, DEUS gerou. DEUS controla, DEUS sustenta, DEUS enche, DEUS é bendito. Somos um povo de um soberano ( sobre tudo ), onipotente ( por tudo ) e onipresente ( em todos ) DEUS. (Comemtário Bíblico – John Macarthur).

 

II – O DEUS TRINO E UNO

  1. Uma questão crucial.

A Palavra Divina (João 1: 1-5)

No princípio era o Verbo, eo Verbo estava com DEUS, eo Verbo era DEUS. Ele estava no princípio com DEUS. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada surgiu que tem vindo a ser. Nele estava a vida, ea vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. (1: 1-5)

A seção do evangelho de João abertura expressa a verdade mais profunda no universo nos termos mais claros. Embora facilmente compreendida por uma criança, inspirados pelo ESPÍRITO as palavras de João transmitem uma verdade além da capacidade das maiores mentes da história humana de entender: o DEUS infinito eterno tornou-se um homem na pessoa do Senhor JESUS CRISTO. O glorioso, verdade incontestável que, em JESUS o divino “Verbo se fez carne” (1,14) é o tema do evangelho de João.

A divindade do Senhor JESUS CRISTO é um princípio essencial, inegociável da fé cristã. Diversas linhas de evidência bíblica fluem juntos para provar conclusivamente que Ele é DEUS.

Em primeiro lugar, as declarações diretas das Escrituras afirmam que JESUS é DEUS. De acordo com sua ênfase sobre a divindade de CRISTO, João registra várias dessas declarações. O verso do seu evangelho abertura declara: “a Palavra [JESUS] era DEUS” No evangelho de João JESUS repetidamente assumiu para si o nome divino “Eu sou” (cf. 4:26; 8:24, 28, 58; 13: 19: 18: 5, 6, 8). Em 10:30, Ele alegou ser um em natureza e essência com o Pai (que os judeus incrédulos reconheceu isso como uma reivindicação de divindade resulta da sua reação no v 33;. Cf. 5:18). Nem JESUS corrigiu Tomé quando se dirigiu a ele como “meu Senhor e meu DEUS!” (20:28); na verdade. A reação de JESUS seria inexplicável se Ele não fosse DEUS.

Aos Filipenses Paulo escreveu: “[JESUS], subsistindo em forma de DEUS”, possuindo “igualdade com DEUS” absoluto (Fp 2: 6.). Em Colossenses 2: 9, ele declarou: “Porque nele toda a plenitude da Divindade habita em forma corpórea.” Romanos 9: 5 se refere a CRISTO como “DEUS bendito eternamente”; Tito 2:13 e 2 Pedro 1: 1 o chamam de “nosso DEUS e Salvador.” DEUS Pai dirigida ao Filho como DEUS emHebreus 1: 8: “O teu trono, ó DEUS, é para todo o sempre, e o cetro justo é o cetro do seu reino.” Em sua primeira epístola João se referiu a JESUS CRISTO como “o verdadeiro DEUS” (1 João 5:20).

Em segundo lugar, JESUS CRISTO recebe títulos em outros lugares nas Escrituras dadas a DEUS. Como observado acima, JESUS tomou para si o nome divino “Eu sou.” Em João 12:40 João citou Isaías 06:10, uma passagem que na visão de Isaías se refere a DEUS (cf. Is 6: 5.). No entanto, no versículo 41 João declarou: “Estas coisas Isaías disse porque viu a sua [de CRISTO;. 36, 37, 42 cf. vv] glória, e ele falou Dele.” Jeremias profetizou que o Messias seria chamado de “O Senhor [ YHWH ] nossa justiça “(Jer. 23: 6).

DEUS e JESUS são ambos chamados Pastor (Sl. 23: 1João 10:14); Juiz (Gen. 18: 25-2 Tim. 4: 18); Um SANTO (Is. 10:. 16:10 20-Ps; Atos 2:273:14); Primeiro e último (Is 44: 6; 48:. 12Rev 01:1722:13.);Light (Sl 27: 1João 8:12.); Senhor do sábado (Ex 16:2329; Levítico 19:… 3 Mateus 12: 8); Salvador (Is. 43: 11Atos 4:12Tito 2:13); Pierced One:; (Zc 12 10 João 19:37). Poderoso DEUS (Is 10: 21Isa. 9: 6.); Senhor dos senhores; (Deut 10 17Rev 17:14..) Alpha e Omega (Apocalipse 1: 8Rev 22:13.); Senhor da Glória (Sl 24: 10-1 Cor. 2: 8.); e Redentor (Is 41:1448:17; 63:. 16 Ef. 1: 7Hb 9:12.).

Em terceiro lugar, JESUS CRISTO possui os atributos incomunicáveis ​​de DEUS, aqueles única para ele. A Escritura revela que CRISTO seja eterno (Miquéias 5: 2Isa. 9: 6.), Onipresente (Mat. 18:2028:20), onisciente (Mat. 11:27João 16:3021:17) , onipotente (Filipenses 3:21.), imutável (Hebreus 13: 8.), soberano (Mateus 28:18.), e gloriosa (João 17: 51 Cor. 2:. 8; cf. Is 42: 8 ; 48:11, onde DEUS diz que Ele não vai dar a Sua glória para outra).

Em quarto lugar, JESUS CRISTO faz as obras que só DEUS pode fazer. Ele criou todas as coisas (João 1: 3Colossenses 1:16), sustenta a criação (Colossenses 1:17Heb. 1: 3), ressuscita os mortos (João 05:2111: 25-44), perdoa o pecado (Marcos 2:10; cf. v. 7), ea sua palavra permanece para sempre (Mateus 24:35; cf. Is. 40: 8.).

Em quinto lugar, JESUS CRISTO recebeu adoração (Matt 14:3328: 9.; João 9:38Phil 02:10Heb. 1: 6.). -embora Ele ensinou que só DEUS deve ser adorado (Mt 4 : 10). Escritura também registra que os dois homens SANTO (Atos 10: 25-26) e dos santos anjos (Apocalipse 22: 8-9) recusou a adoração.

Por fim, JESUS CRISTO recebeu a oração, que só deve ser dirigida a DEUS (João 14: 13-14Atos 7: 59-601 João 5: 13-15).

Os versículos 1-18, o prólogo de apresentação de João da divindade de CRISTO, são uma sinopse ou visão geral de todo o livro. João definido claramente seu objetivo ao escrever seu evangelho em 20: 31-que seus leitores “creiais que JESUS é o CRISTO, o Filho de DEUS, e para que, crendo [eles], tenhais vida em seu nome.” João revelou JESUS CRISTO como “o Filho de DEUS”, a segunda pessoa da Trindade eterna. Ele se tornou um homem, o “CRISTO” (Messias), e se ofereceu como sacrifício pelos pecados. Aqueles que colocam a sua fé n’Ele “terá vida em seu nome”, enquanto que aqueles que rejeitam serão julgados e condenados à punição eterna.

A realidade que JESUS é DEUS, introduzido no prólogo, é exposta ao longo do livro por uma selecção cuidadosa de João de reivindicações e milagres que selam o caso. Os versículos 1-3 do prólogo ensina que JESUS é co-igual e co-eterno com o Pai; versículos 4-5 relacionar a salvação que Ele trouxe, que foi anunciado pelo seu arauto, João Batista (vv 6-8.); versículos 9-13 descrevem a reação da raça humana a Ele, ou rejeição (. vv 10-11) ou aceitação (vv 12-13.); versículos 14-18 resumir todo o prólogo.

O prólogo também apresenta vários termos-chave que aparecem ao longo do livro, incluindo a luz (3: 19-21; 8:12; 9: 5; 12: 35-36, 46), as trevas (3:19; 08:12; 12 : 35, 46), vida (3: 15-16, 36; 04:14, 36; 05:21, 24, 26, 39-40; 6:27, 33, 35, 40, 47-48, 51, 53-54, 63, 68; 08:12; 10:10, 28; 11:25; 12:25, 50; 14: 6; 17: 2, 3; 20:31), testemunha (ou testemunhar; 2: 25; 03:11; 05:31, 36, 39; 7: 7; 08:14; 10:25; 12:17; 15: 26-27; 18:37), glória (02:11; 05:41 , 44; 07:18; 08:50, 54; 11: 4, 40; 12:41; 17: 5, 22, 24) e mundial (3: 16-17, 19; 04:42; 06:14 , 33, 51; 7: 7; 08:12, 23, 26; 9: 5, 39; 10:36; 11:27; 12:19, 31, 46-47; 13: 1; 14:17, 19 , 22, 27, 30-31; 15: 18-19; 16: 8, 11, 20, 28, 33; 17: 5-6, 9, 11, 13-16, 18, 21, 23-25; 18 : 36-37).

Desde os primeiros cinco versículos do evangelho prólogo de João fluir três evidências da divindade do Verbo encarnado, JESUS CRISTO: Sua preexistência, Seu poder criador, e sua auto-existência.

A preexistência da Palavra

No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com DEUS, eo Verbo era DEUS. Ele estava no princípio com DEUS. (1: 1-2)

Arche ( início ) pode significar “fonte” ou “origem” (cf. Cl 1:18Apocalipse 3:14); ou “regra”, “autoridade” “governante”, ou “uma autoridade” (cf. Lc 0:11; 20:20; Rom. 08:381 Cor 15:24;.. Ef 1:213 : 1006:12;Colossenses 1:162:1015Tito 3: 1). Ambas as conotações são verdadeiros de CRISTO, que é o Criador do universo (v 3; Colossenses 1:16Heb. 1: 2.). E seu regente (Col. 2:10Efésios 1: 20– . 22Filipenses 2: 9-11). Mas Arche refere-se aqui para o início do universo descrito em Gênesis 1: 1.

JESUS CRISTO foi já existente, quando os céus e a terra foram criados; Assim, ele não é um ser criado, mas existiu desde toda a eternidade. (Desde o início dos tempos, com a criação do universo físico, o que quer que existia antes que a criação é eterna.) “O Logos [Palavra] não veio em seguida, começar a ser, mas naquele ponto em que tudo começou a ser, ele já era. No início, um lugar onde você pode, a Palavra já existia. Em outras palavras, o Logos é antes do tempo, eterno. ” (Marcus Dods, “João” em W. Robertson Nicoll, ed. Comentário Bíblico os expositores ‘ [Reprint; Peabody Mass .: Hendrickson, 2002], 1: 683 ênfase no original..). Essa verdade fornece a prova definitiva da divindade de CRISTO, pois só DEUS é eterno.

Descrição de João da Palavra atingiu o seu auge na terceira cláusula deste verso de abertura. Não só a Palavra existe desde toda a eternidade, e ter comunhão face-a-face com DEUS, o Pai, mas também o Verbo era DEUS. Essa declaração simples, apenas quatro palavras em Inglês e Grego ( theos en ho logos ), é talvez a declaração mais clara e direta da divindade do Senhor JESUS CRISTO para ser encontrado em qualquer lugar na Escritura.

Mas, apesar de sua clareza, grupos heréticos quase desde o momento que João escreveu estas palavras têm torcido o seu significado para apoiar suas doutrinas falsas sobre a natureza do Senhor JESUS CRISTO.Notando que theos ( DEUS ) é anarthrous (não precedido pelo artigo definido), alguns argumentam que é um substantivo indefinido e traduzem erroneamente a frase, “a Palavra era divina” (ou seja, a simples posse de algumas das qualidades de DEUS) ou, ainda mais terrível, “o Verbo era um deus “.

De acordo com as regras da gramática grega, quando o predicado nominal ( DEUS nesta cláusula) precede o verbo, não pode ser considerada indefinida (e, portanto, traduzida como “um deus” em vez de DEUS) simplesmente porque ele não tem o artigo. Que o termo DEUS é definitivo e se refere ao verdadeiro DEUS é óbvio por várias razões. Primeiro, theos aparece sem o artigo definido outras quatro vezes no contexto imediato (vv 6, 12, 13, 18; cf. 3:.. 2, 21; 09:16; Mt 5: 9). Não tradução das Testemunhas de Jeová até mesmo distorcida da Bíblia torna os anartros theos “um deus” nesses versículos. Em segundo lugar, se o significado de João era que a Palavra era divina, ou um deus, havia maneiras que ele poderia ter formulado isso para se fazer inequivocamente claro. Por exemplo, se ele queria dizer que a Palavra era meramente em algum sentido divino, ele poderia ter usado o adjetivo theios (cf. 2 Pedro 1: 4). Deve ser lembrado que, como Robert L. Reymond, observa que “não há padrão Greek Lexicon” divino “como um dos significados de ofertas theos (e nem o substantivo tornou um adjetivo quando ‘lança’ seu artigo ” JESUS, o Messias Divino [Phillipsburg, NJ:.. Presb & Ref, 1990], 303). Ou se ele queria dizer que a Palavra era um deus, ele poderia ter escrito ho logos en theos . Se João tinha escrito ho theos en ho logos , os dois substantivos ( theos e logos ) seriam intercambiáveis, e DEUS, e o Verbo seria idêntico. Isso teria significado que o Pai era o Verbo, que, como mencionado acima, seria negar a Trindade. Mas, como Leon Morris pergunta retoricamente: “De que outra forma [com excepção theos en ho logos ] em grego seria um dizer: ‘o Verbo era DEUS “? ( O Evangelho Segundo João, A Commentary New International sobre o Novo Testamento [Grand Rapids: Eerdmans, 1979]., 77 n 15).

Sob a inspiração do ESPÍRITO SANTO, João escolheu o texto exato que transmite com precisão a verdadeira natureza da Palavra, JESUS CRISTO. “Ao theos sem o artigo, João não indica, por um lado, a identidade da pessoa com o Pai, nem ainda, por outro lado, qualquer natureza mais baixa do que a do próprio DEUS “(HAW Meyer, Crítica e Exegetical manual ao o Evangelho de João [Reprint; Winona Lake, Ind .: Alpha, 1979], 48).

A verdade da divindade e de plena igualdade de JESUS CRISTO com o Pai é um elemento inegociável da fé cristã. Em 2 João 10 João advertiu: “Se alguém vem ter convosco, e não traz este ensino [o ensino bíblico a respeito de CRISTO;. Cf. vv 7, 9], não deve recebê-lo em sua casa, e não dar-lhe uma saudação . ” Os crentes não devem ajudar os falsos mestres heréticos de qualquer forma, inclusive dando aqueles que blasfemam contra CRISTO alimentação e alojamento, uma vez que a pessoa que faz isso “participa de [seus] más ações” (v. 11). Tal comportamento aparentemente sem caridade é perfeitamente justificada em direção falsos mestres que negam a divindade do nosso Senhor e do evangelho, uma vez que eles estão sob a maldição de DEUS:

Há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de CRISTO. Mas mesmo que nós mesmos ou um anjo do céu, vos anunciasse um evangelho ao contrário do que já vos pregamos, ele deve ser amaldiçoado! Como já dissemos antes, assim agora novamente o digo: Se alguém vos pregar outro evangelho além do que você recebeu, ele deve ser amaldiçoado! (Gal. 1: 7-9)

Enfatizando o perigo mortal, tanto Paulo (Atos 20:29) e JESUS (Mat. 7:15) descrito falsos mestres como lobos disfarçados. Eles não estão a ser recebidos no aprisco das ovelhas, mas guardado contra e evitado.

A confusão sobre a divindade de CRISTO é imperdoável, porque o ensino bíblico a respeito é clara e inequívoca. JESUS CRISTO é a Palavra eternamente preexistente, que goza de plena comunhão face-a-face e vida divina com o Pai, e é o próprio DEUS.

O poder criador da Palavra

Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada surgiu que tem vindo a ser. (1: 3)

Mais uma vez João expressa uma verdade profunda em linguagem clara. JESUS CRISTO, o Verbo eterno, criou tudo o que . surgiu João ressaltou que a verdade, repetindo-lo negativamente, sem ele nada (lit., “nem mesmo uma coisa”) passou a existir que tem vindo a ser.

 

“porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl 2.9). Não sabeis vós que sois o templo de DEUS e que o ESPÍRITO de DEUS habita em vós?” (1Co 3.16); e é também Senhor:

(Strong Português) Plenitude πληρωμα pleroma
plenitude, abundância, cumprimento, realização.

Divindade habita em forma corpórea. Só ele tem o poder de salvar. Pleroma (plenitude ) é o mesmo termo usado em 1:19 . Paulo insiste em que toda a plenitude da Divindade, não uma parte dela, habita em CRISTO. Katoikeō ( mora ) significa “para se acalmar e ficar em casa.” O tempo presente indica que a essência da divindade permanece continuamente em casa, em CRISTO. Divindade é uma palavra enfatizando natureza divina. Que a natureza de DEUS, que se firmou continuamente em JESUS CRISTO não era uma luz divina que apenas acendeu por um tempo, mas era a sua. Ele é totalmente DEUS para sempre. E como Aquele que possui toda a plenitude da divindade, CRISTO é a cabeça de todo poder e autoridade. Ele não era um de uma série de seres menores que emanam de DEUS, como os falsos mestres ensinavam. Ao contrário, Ele é o próprio DEUS e, portanto, a cabeça de todo o reino angélico. (Comentário Bíblico – John Macarthur).

 

  1. A Trindade.

Antes de sua ascensão ao céu, JESUS mandou que os discípulos batizassem “em nome do Pai, e do Filho e do ESPÍRITO SANTO” (Mt 28.19). Essa é a passagem bíblica mais contundente em favor da Trindade.

Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do ESPÍRITO SANTO, ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei; (28: 19-20a)

Elemento da missão da igreja é a obediência ao mandamento do Senhor, que se torna possível somente quando as atitudes de disponibilidade, adoração e submissão caracterizam a vida do crente.

Foi à luz de sua autoridade absoluta, soberana que JESUS ordenou: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações.” A palavra de transição é , portanto. “Porque eu sou o Senhor soberano do universo,” JESUS estava dizendo: “Eu tenho tanto a autoridade para mandar você para ser minhas testemunhas e o poder de permitir que você a obediência ao meu comando. “

Mathēteuō ( fazei discípulos ) é o verbo principal e do comando central dos versículos 19-20, que formam a frase final do evangelho de Mateus.

Mathēteuō carrega uma bela combinação de significados. Neste contexto, refere-se aqueles que depositam sua confiança em JESUS CRISTO e O seguem na vida de aprendizado contínuo e da obediência. “Se vós permanecerdes na minha palavra”, disse JESUS, “então você serão verdadeiramente meus discípulos” (João 8:31). Deve-se notar que alguns discípulos não eram verdadeiros (ver João 6:66).

A Grande Comissão é um comando para trazer os incrédulos em todo o mundo a um conhecimento salvífico de JESUS CRISTO, e o termo que o Senhor usa nesta comissionamento é fazer discípulos. O verdadeiro convertido é um discípulo, uma pessoa que aceitou e submeteu-se a JESUS CRISTO, o que isso pode significar ou demanda. A pessoa verdadeiramente convertida está cheio do ESPÍRITO SANTO e dada uma nova natureza que anseia a obedecer e adorar ao Senhor que o salvou. Mesmo quando ele é desobediente, ele sabe que está vivendo na contramão de sua nova natureza, que é a de honrar e agradar ao Senhor. Ele ama a justiça e odeia o pecado, incluindo o seu próprio.

Ao longo do livro de Atos, o batismo é mostrado na associação mais próxima possível com a conversão. Os três mil almas convertidas em Pentecostes foram imediatamente batizado (Atos 2:41). Assim que o etíope acreditava em CRISTO, ele parou o seu carro para que ele pudesse ser batizado (08:38). Assim que Paulo recebeu de volta sua visão depois de sua conversão, ele foi batizado (09:18). Quando Cornélio e sua família foram salvos, Pedro “ordenou que fossem batizados em nome de JESUS CRISTO” (10:48). Como descrentes em Corinto estavam sendo ganhas para JESUS CRISTO, eles também estavam sendo batizados (18: 8). Quando Paulo encontrou alguns discípulos de João em Éfeso que só haviam sido batizados para o arrependimento, ele disse-lhes sobre JESUS, o único para quem João estava apenas preparando o caminho, e quando eles acreditavam que “eles foram batizados em nome do Senhor JESUS” (19: 1-5).

O batismo é para ser feita em nome do Pai e do Filho e do ESPÍRITO SANTO. JESUS não estava dando uma fórmula ritual, embora aquela bela frase dos lábios de nosso Senhor tem sido comumente utilizado e de forma adequada nos serviços batismais ao longo da história da igreja. Em nome de não é uma fórmula sacramental, como pode ser visto no fato de que o livro de Atos relata para novos convertidos sendo batizados com essas palavras precisas. Essas palavras são um pouco uma declaração rica e abrangente da união maravilhosa que os crentes têm com toda a Divindade.

Em seu depoimento aqui sobre o batismo, JESUS novamente se colocou claramente em um nível igual com DEUS , o Pai e com o ESPÍRITO SANTO. Ele também enfatiza a unidade da Trindade, ao declarar que o batismo deve ser feito em seu único nome (singular), não em seus nomes separados. Como acontece em muitas partes das Escrituras, a frase o nome aqui encarna a plenitude de uma pessoa, que engloba tudo o que ele é, tem, e representa. Quando ele é batizado, o crente se identifica com tudo o que DEUS é, tem, e representa.

O pronome JESUS usa aqui ( eis , em ) também pode ser traduzida como “em” ou “até”. Aqueles que ensinam a regeneração batismal-a crença de que o batismo com água é essencial para a salvação, insistem que deve aqui ser traduzida como “em”. Mas isso é uma tradução completamente arbitrária e, em qualquer caso, não pode levantar-se contra as muitas outras passagens que comprovam o batismo não tem parte na regeneração, mas é sim um ato exterior, após a regeneração, que atesta a sua tendo ocorrido.

Batismo não coloca um crente em unidade com a Trindade, mas significa que, pela graça de DEUS trabalhando através de sua fé em JESUS CRISTO, o crente já foi feito um com o Pai, e do Filho e do ESPÍRITO SANTO.

O terceiro requisito para fazer discípulos de todas as nações é o de ensinar-lhes a observar tudo o que vos tenho ordenado. A missão da Igreja não é simplesmente para converter, mas para ensinar. O convertido é chamado a uma vida de obediência ao Senhor, e de forma a obedecer-Lhe é obviamente necessário para saber o que Ele exige. Como já mencionado, um discípulo é, por definição, um aprendiz e seguidor. Portanto, estudar, entender e obedecer “todo o propósito de DEUS” (Atos 20:27) é a tarefa ao longo da vida de todo verdadeiro discípulo. (Comentário Bíblico – John Macarthur).

 

III – AS CRENÇAS INADEQUADAS

Duas notórias heresias opuseram-se à Igreja quanto à doutrina da Trindade: sabelianismo e arianismo.

Admitimos ser a Trindade um mistério; um mistério mui profundo: não pode ser compreendido pela mente humana. Mas o ESPÍRITO da Verdade ajuda-nos em nossa fraqueza e incapacidade (1 Co 2.13-16). Adoramos o PAI, o FILHO e o ESPÍRITO SANTO.Reconhecemos-Ihes suas respectivas personalidades por suas atuações descritas pela Bíblia. Por conseguinte, humildemente reconhecemos serem Eles Um em comunhão, propósito e substância.

O termo “trindade” não aparece nas Escrituras Sagradas; é uma formulação posterior. O fato de a nomenclatura vir depois do fechamento do cânon sagrado não significa que a doutrina da Trindade não exista ou que não seja bíblica. De caráter teológico, a palavra em apreço foi atribuída à divindade, no final do segundo século, por Tertuliano de Cartago, ao escrever contra o unicismo:

Todos são de um, por unidade de substância, embora ainda esteja oculto o mistério da dispensação que distribui a unidade numa Trindade, colocando em sua ordem os três, Pai,

Filbo e ESPÍRITO SANTO; três contudo, não em essência, mas em grau; não em substância, mas em forma, não em poder; mas em aparência, pois eles são de uma só substância e de uma só essência e de um poder só, já q-ue é de um só DEUS que esses graus e formas e aspectos são reconhecidos com o nome de Pai, Filho e ESPÍRITO SANTO (Contra Práxeas U).

Depois da metade do segundo século, surgiu um movimento em tomo do monoteísmo cristão, o monarquianismo. Seus defensores dividiam-se em dois grupos: os dinâmicos (diziam que CRISTO era Filho de DEUS por adoção); e os modalistas (ensinavam que CRISTO apenas era uma forma temporária da manifestação do único DEUS). Tertuliano chamou-os de monarquianistas — gr. monarchia, “governo exercido por um único soberano”. (A DOUTRINA DE DEUS -Teologia Sistemática Pentecostal)

 

  1. Os monarquianistas dinâmicos.

Monarquianismo dinâmico. Os principais representantes da cristologia dinâmica ou adocionista foram Teodoro de Bizâncio e Paulo de Samosata. Teodoro, “o curtidor”, discípulo dos alogoi, grupo que rejeitava a doutrina do Logos e aceitava o Evangelho de João com certa ressalva, foi o primeiro monarquianista dinâmico de importância. Chegou a Roma, em 190, e foi ex-comungado em 198.

Para os monarquianistas dinâmicos, JESUS era apenas um homem de vida santa que nasceu de uma virgem, sobre o qual desceu o ESPÍRITO SANTO, por ocasião do seu batismo, no rio Jordão. Alguns de seus discípulos rejeitavam qualquer direito divino em JESUS, enquanto outros afirmavam que Ele teria se tomado divino, em certo sentido, por ocasião da sua ressurreição. Hipólito (170-236) rebateu todas essas falaciosas crenças (.Refutação de Todas as Heresias, VII, 23).

O mais famoso monarquianista dinâmico foi Paulo de Samosata, bispo de Antioquia entre 260 e 272. Descrevia o Logos como atributo impessoal do Pai. Eusébio de Cesaréia disse que ele “nutria noções inferiores e degradadas de CRISTO, contrárias à doutrina da igreja, e ensinava que quanto à natureza Ele [JESUS] não passava de homem comum” (História Eclesiástica, 7, XXVII).

Eis o que Paulo de Samosata afirmava:

O Logos e o ESPÍRITO eram qualidades divinas e não pessoas. Eram poderes ou potencialidades de DEUS, mas não pessoas no sentido de seres independentes. JESUS era um homem inspirado pelos poderes de cima. O poder do Logos habitara JESUS como num vaso, como nós habitamos nossas casas. A unidade que JESUS tinha com DEUS era da vontade e do amor; não de natureza.

Suas idéias foram examinadas por três sínodos, entre 264 e 269, e o último excomungou-o. (A DOUTRINA DE DEUS -Teologia Sistemática Pentecostal)

 

  1. Os monarquianistas modalistas.

Monarquianismo modalista. Não negava a divindade do Filho nem a do ESPÍRITO SANTO, mas, sim, a distinção dessas Pessoas, o que é diametralmente oposto aos ensinos do Novo Testamento, que assevera que há uma unidade composta de DEUS em três Pessoas distintas. Os modalistas pregavam a unidade absoluta de DEUS, coisa que nem mesmo o Antigo Testamento ensina. Para apoiar tal ensino, “mutilaram” textos neotestamentários.

Seus principais representantes foram: Noeto, Práxeas e Sabélio. Segundo Hipó- lito, Noeto era natural de Esmima e ensinava que CRISTO era o próprio Pai, e que o próprio Pai nasceu, sofreu e morreu (Contra Todas as Heresias, 10.23). Cipriano, bispo de Cartago, chamou tal heresia de patripassionismo (Epístolas, 72.4), do latim Pater, “Pai”, e passus de patrior, “sofrer”.

Práxeas foi discípulo de Noeto, e o seu principal opositor foi Tertuliano. Em Contra Práxeas L, Tertuliano disse: “Práxeas fez duas obras do demônio em Roma: expulsou a profecia e introduziu a heresia; afugentou o Parácleto e crucificou o Pai”.

Dessa última escola destacou-se o bispo Sabélio, que se tomou um grande líder desse movimento (por isso, os seus seguidores foram chamados de sabelianistas ou sabelianos). Por volta de 215, Sabélio já ensinava suas doutrinas em Roma.

Pai, Filho e ESPÍRITO SANTO são nomes, são “prosopa” (semblantes, faces), e não seres independentes. São reais em energias consecutivas; um vem depois do outro, aparecendo o mesmo DEUS em faces diferentes. Trata-se do mesmo DEUS agindo na História por meio de três semblantes. O “prosopon” do Pai aparece na sua obra criadora, como doador da lei. O “prosopon” do Filho aparece do

nascimento à ascensão de JESUS. A partir da ascensão de JESUS surge o semblante do Espirito, doador da vida.81

Hipólito, em Contra Todas as Heresias, refutou essas idéias, que hoje são defendidas pelos unicistas. (A DOUTRINA DE DEUS -Teologia Sistemática Pentecostal)

 

  1. O arianismo.

Arianismo. E o nome da doutrina formulada por Ário e do movimento que ele fundou em Alexandria, no Egito, na primeira metade do quarto século. Ario era presbítero em Alexandria, no ano 318, quando a controvérsia começou. Sua doutrina contrariava a crença ortodoxa seguida pela da igreja.

A controvérsia girava em torno da eternidade de CRISTO. Atanásio (296-373), o inimigo implacável da doutrina de Ario, dizia que o Filho é eterno e da mesma substância do Pai; ou seja, homoousios, “da mesma substância; consubstanciai; o termo central para o argumento de Atanásio contra Ario e a solução do problema trinitariano oferecido no Concilio de Nicéia (325 d.C.)”.82

Ario, por outro lado, dizia que o Senhor JESUS não era da mesma natureza do Pai; era criatura, criado do nada, uma classe de natureza inferior à do Pai, nem divina e nem humana — uma terceira classe entre a deidade e a humanidade.83

Segundo Ario, “Somente DEUS Pai seria eterno e não gerado. O Logos, o CRISTO pré-existente, seria mera criatura. Criado a partir do nada, nem sempre existira”.84 Os seus seguidores usavam a palavra anomoios— “dessemelhante; um termo usado pelos arianistas extremistas da metade do quarto século, os assim chamados anomoianos, para argüir que a essência do Pai é totalmente dessemelhante da do Filho”.85

Depois do Concilio de Nicéia, a controvérsia continuou, mas havia um grupo intermediário, semi-niceno, meio-atanasiano e meio-ariano, que afirmava ser o Filho de natureza similar ou igual, e não da mesma natureza ou substância do Pai. Apoiavam-se no termo bomoiousios— “de substância similar, aparência”;86 “de substância semelhante; um termo usado para descrever a relação do Pai para o Filho pelo partido não atanasiano, não ariano na igreja, seguindo o Concilio de Nicéia”.87

Essa discussão chamou a atenção do povo e também ganhou conotação política, considerada, hoje, como a maior controvérsia da história da igreja cristã. O imperador romano Constantino enviou mensageiros, com o propósito de uma conciliação, porém foi tudo em vão.

Constantino, então, convocou um concilio na cidade de Nicéia, na Bitínia, Ásia Menor — hoje Ismk, na Turquia —, aberto em 19 de junho de 325, com a participação de 318 bispos provenientes do Oriente e do Ocidente, mas apenas vinte apoiaram a causa arianista, não obstante a sua grande popularidade.88

Em Nicéia, o credo aprovado era decisivamente anti-arianista; apenas dois bispos não o assinaram. Até Eusébio da Nicomédia, arianista, assmou o credo elaborado nesse concilio. Depois, os pais capadócios Basílio de Cesaréia, Gregório de Nazianzo e Gregório de Nissa se encarregaram de “elucidar, definir e defender a doutrina trinitariana”.89

A formulação da doutrina da Trindade é o resultado dessas controvérsias cristoló- gicas, na tentativa de harmonizar o monoteísmo com a deidade absoluta do Filho.

Como uma doutrina, ela é uma indução humana das afirmações da Escritura; mas a indução, por ser feita com justeza, é tão parte do ensino de DEUS em sua palavra como ê qualquer uma das doutrinas que têm sido formalmente enunciadas ali.90

O Credo Niceno. Este, como vimos, veio do Concilio de Nicéia, que tratou da controvérsia arianista. Seu conteúdo enfatiza a divindade de JESUS CRISTO e é, ao mesmo tempo, uma resposta à cristologia de Ario:

Cremos em um sé DEUS, Pai Onipotente, Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis.

Em um só Senhor JESUS CRISTO, Verho de DEUS, DEUS de DEUS, Luz de Luz; Vida de Vida, Filho Unigênito, Primogênito de toda a criação, por quem foram feitas todas as coisas; o qual foi feito carne para nossa salvação e viveu entre os homens, e sofreu, e ressuscitou ao terceiro dia, e suhiu ao Pai e novamente virá em glória para julgar os vivos e os mortos. Cremos também em um só ESPÍRITO SANTO.

O Credo de Atanásio ou Atanasiano, Depois do Concilio de Nicéia, em 325, muitos documentos circulavam nas igrejas sobre o assunto. O credo que hoje chamamos de Atanasiano expressa o pensamento de Atanásio e tudo o que defendeu durante toda a sua vida, conquanto não haja indícios confiáveis de que o texto seja de sua autoria.

Esse credo não foi mencionado no Concilio de Êfeso, em 431, nem no da Calcedônia, em 451, tampouco no de Constantinopla, em 381.91 “O credo popularmente atribuído a Atanásio é, de modo geral, considerado um cântico eclesiástico de autoria desconhecida, do século IV ou V”.92

Assim declara o Credo Atanasiano:

A fé universal é esta: que adoremos um DEUS em trindade, e trindade em unidade; (ff)

Não confundimos as Pessoas, nem separamos a substância. (5) Pois existe uma única Pessoa do Pai, outra do Filho, e outra do ESPÍRITO SANTO. (6) Mas a deidade do Pai, do Filho e do ESPÍRITO SANTO ê toda uma só: glória é igual e a majestade é coetema. (7)

Tal como é o Pai, tal é o Filho e tal é o ESPÍRITO SANTO. (8) O Pai é incriado, o Filho

íncríado, e o ESPÍRITO SANTO íncríado. (9) O Pai é imensurável, o Filho é imensurável o ESPÍRITO SANTO é imensurável. (10) O Pai é eterno, o Filho é eterno, o ESPÍRITO SANTO ê eterno. (I l) E, no entanto, não são três eternos, mas há apenas um eterno. (Z 2) Da mesma forma não há três íncríados, nem três imensuráveis, mas um só íncríado e um imensurável. (13) Assim também o Pai é onipotente, o Filho é onipotente e o ESPÍRITO SANTO é onipotente. (14) No entanto, não há três onipotentes, mas sim, um onipotente.

(15) Assim, o Pai é DEUS, o Filho êDeus, e o ESPÍRITO SANTO êDeus. (16) No entanto, não há três Deuses, mas um DEUS. (I 7) Assim o Pai é Senhor, o Filbo é Senhor, e o ESPÍRITO SANTO ê Senhor. (18) Todavia não há três Senhores, mas um Senhor. (19)

Assim como a veracidade cristã nos obriga a confessar cada Pessoa individualmente como sendo DEUS e Senhor; (20) Assim tambémficamos privados de dizer que haja três Deuses ou Senhores. (21) O Pai não foi feito de coisa alguma, nem criado, nem gerado; (22) o Filho procede do Pai somente, não foi feito, nem criado, mas gerado. (23) O ESPÍRITO SANTO procede do Pai e do Filbo, não foi feito, nem criado, nem gerado, mas procedente.

(24) Há, portanto, um Pai, e não três Pais; um Filho, e não três Filhos; um ESPÍRITO SANTO, não três Espíritos Santos. (25) E nessa trindade não existe primeiro nem último; maior nem menor. (26) Mas as três Pessoas são coetemas, são iguais entre si mesmas;

(27) de sorte que por meio de todas, como acima foi dito, tanto a unidade na trindade como a trindade na unidade devem ser adoradas.

Mais longo que o Niceno, trata-se de um credo que enfatiza, de modo mais pormenorizado, a Trindade. Durante a Idade Média, dizia-se que Atanásio o escrevera no seu exílio, em Roma, e ofereceu-o ao bispo de Roma, Júlio I, para servir como confissão de fé. Desde o século IX se atribui o credo a Atanásio.

Na verdade, o Credo Atanasiano traz esse nome porque Atanásio defendeu tenazmente a ortodoxia cristã; no entanto, o autor do tal credo é desconhecido. Mencionado pela primeira vez em um sínodo, realizado entre 659-670,93 o credo em apreço serve como teste da ortodoxia desde o século VII, para os catolicismos romano e ortodoxo, bem como para o protestantismo.94

Bases bíblicas da Trindade

O Credo Atanasiano afirma: “Adoramos um DEUS em trindade e trindade em unidade. Não confundimos as Pessoas, nem separamos a substância”. No trinitarianismo — que honra as Escrituras — JESUS é DEUS Todo-poderoso. No unicismo, DEUS é JESUS. Os modalistas e unicistas de hoje confundem as Pessoas da Trindade. Mas a Palavra de DEUS não nos deixa em dúvida, como já vimos: as três Pessoas são distintas.

No batismo de JESUS, o ESPÍRITO SANTO veio sobre Ele, e o Pai falou desde o Céu, como lemos em Mateus 3.16,17:

E, sendo JESUS batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o ESPÍRITO de DEUS descendo como pomba e vindo sobre ele. E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo. (A DOUTRINA DE DEUS -Teologia Sistemática Pentecostal)

 

VEJA ESTES EXEMPLOS:

Jo 15.26 Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele ESPÍRITO de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim.

1 Co 12.4 Ora, há diversidade de dons, mas o ESPÍRITO é o mesmo.5 E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.6 E há diversidade de operações, mas é o mesmo DEUS que opera tudo em todos.

Ef 4.1 ROGO-VOS, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, 2 Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, 3 Procurando guardar a unidade do ESPÍRITO pelo vínculo da paz. 4 Há um só corpo e um só ESPÍRITO, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; 5 Um só Senhor, uma só fé, um só batismo; 6 Um só DEUS e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós.

 

Embora o termo “trindade” não seja encontrado em nenhum lugar da Bíblia, há numerosas passagens que lhe fazem alusão. Um vívido exemplo é visto de maneira clara nos eventos que cercam o batismo de JESUS no rio Jordão: -Batizado JESUS, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o ESPÍRITO de DEUS descendo como pomba, vindo sobre ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é meu FILHO amado, em quem me comprazo” (Mt 3.16,17).

 

IV – RESPOSTA ÀS OBJEÇÕES ACERCA DA TRINDADE

  1. Esclarecimento.

ATANÁSIO

 É comum ouvir representantes das seitas antitrinitarianas dizerem que a doutrina da Trindade é de origem pagã e foi imposta por um imperador pagão no Concílio de Niceia em 325. Esses argumentos das  organizações contrárias à fé trinitária são falsos. O Concílio de Niceia não tratou da Trindade; a

controvérsia foi em torno da identidade JESUS de Nazaré. Os credos anteriores ao século IV eram de caráter local e estavam relacionados ao batismo na preparação catequética; sua autoridade procedia

da igreja local de onde o documento se originou. São os chamados credos sinodais. O Credo Niceno é a primeira fórmula publicada por um concílio ecumênico e a primeira a possuir status de valor universal em sentido legal. O documento é resultado da chamada controvérsia ariana, que começou no ano 318 em Alexandria, no Egito. O confronto girava em torno da identidade do Senhor JESUS CRISTO e a questão era sobre a sua deidade e igualdade com o Pai.

O documento aprovado em Niceia tornou-se ponto de partida, ao invés de ponto de chegada. A controvérsia prosseguiu por duas razões principais: a volta do arianismo e a indefinição sobre a identidade do ESPÍRITO SANTO. O Concílio de Constantinopla em 381 reconheceu e ampliou o texto da fórmula teológica aprovada em Niceia em 325. O tema do Concílio de Niceia será analisado no capítulo seguinte.

Atanásio (300-373) foi um dos principais defensores da fé nicena nos anos que se seguiram ao Concílio de Niceia. Ele polemizou com os arianos em defesa da divindade do Filho; sua discussão era cristológica em sua obra Contra os arianos; e ele refutou também os tropicianos e os pneumatomacianos, em defesa da divindade do ESPÍRITO SANTO, em Epístolas a Serapião sobre o ESPÍRITO SANTO. A cristologia de Atanásio estava enraizada no homoousianismo, termo grego derivado de homooúsios, que significa ser da “mesma substância”, da “mesma essência”, usado no Credo Niceno ao declarar que o Filho “é consubstancial

com o Pai” ou “da mesma substância do Pai”, homooúsion tō patrí, em grego. Na época de Atanásio, o pensamento neoplatônico e origenista estava bem sedimentado no Oriente, de modo que essas ideias aparecem na teologia atanasiana, mas o seu conceito de Trindade era nos termos de consubstancialidade e sem o subordinacionismo de Orígenes (Epístola a Serapião, livro I 14.4, 28.1).

Atanásio foi claro e direto ao afirmar que o ESPÍRITO SANTO é consubstancial com o Pai e com o Filho. Cirilo de Jerusalém (315-386), contemporâneo de Atanásio, refutava as heresias de sua geração em favor da Trindade (Catequese, XVI.3).

 

  1. A definição de Tertuliano.

TERTULIANO DE CARTAGO

Tertuliano de Cartago, uma cidade do norte da África (155-224), advogado romano de formação intelectual estoica convertido ao cristianismo, tornou-se conhecido como o “Pai do cristianismo latino”. Ele refutou os monarquianistas modalistas, um grupo que não negava a divindade do Filho nem a do ESPÍRITO SANTO, mas, sim, a distinção destas Pessoas, de modo diametralmente contrário ao ensino das igrejas desde os dias apostólicos. Seus principais representantes foram Noeto, Práxeas e Sabélio.

Noeto era natural de Esmirna e ensinava que “CRISTO era o próprio Pai, e o próprio Pai nasceu, sofreu e morreu”. Cipriano (200-258 d.C.), bispo de Cartago, chamou a heresia de Noeto, num tom jocoso, de “patripassionismo” (Epístola 73), do latim Pater, “Pai”, e passus, de patrior, “sofrer”.

Práxeas foi discípulo de Noeto, e a sua doutrina reacendeu no norte da África em 213, através de um dos discípulos de Práxeas, quando Tertuliano começou a sua refutação em Contra Práxeas, texto contendo capítulos. Tertuliano polemizou com esses monarquianistas, dizendo: “Práxeas fez duas obras do diabo em Roma: expulsou a profecia e introduziu a heresia; afugentou o Paracleto e crucificou o Pai” (Contra Práxeas, I). O bispo Sabélio foi o principal expoente do modalismo; ele ensinava que o Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO não eram três Pessoas distintas, mas apenas três aspectos do DEUS único. Nos tempos do Antigo Testamento, o Pai se manifestou como Legislador. Nos tempos do Novo Testamento, este Pai era o mesmo Filho encarnado e também fazia o papel de ESPÍRITO SANTO como inspirador dos profetas.

 

  1. Formulação definitiva da Trindade.

Foi no combate ao sabelianismo que Tertuliano trouxe uma formulação trinitária melhor e mais compreensível. É dele o termo “Trindade”, trinitas em latim. Ele “foi responsável pela criação de 509 novos substantivos, 284 novos adjetivos e 161 verbos na língua latina” (McGRATH, 2005, p. 375).

Sua explicação sobre o Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO em uma só divindade preserva o monoteísmo sem comprometer a deidade absoluta das três Pessoas da Trindade. É a unidade na Trindade e a Trindade na unidade. Todos são de um, por unidade de substância, embora ainda esteja oculto o mistério da   dispensação que distribui a unidade numa Trindade, colocando em sua ordem os três, Pai, Filho e ESPÍRITO SANTO; três contudo, não em essência, mas em grau; não em substância, mas em forma, não em poder, mas em aparência, pois eles são de uma só substância e de uma só essência e de um poder só, já que é

de um só DEUS que esses graus e formas e aspectos são reconhecidos com o nome de Pai, Filho e ESPÍRITO SANTO (Contra Práxeas, II – Grifo é nosso).

Três autem non statu sed gradu, nec substantia sed forma, nec potestate sed specie, unius autem substabtiae et unius status et unius potestatis, quia unus DEUS ex quo et gradus isti et formae et species in nomine Patris et Filii et Spiritus Sancti deputantur (Adversus Praxean, II).

Tertuliano apresenta aqui uma breve interpretação da natureza divina conforme revelada nas Escrituras e no testemunho das igrejas desde a era apostólica. É a primeira fórmula, trinitária que atravessou os séculos. O que ele escreveu aqui vale ainda hoje, apesar das diversas pontas soltas que precisaram ser amarradas posteriormente, mas a sua estrutura da Trindade na unidade e da unidade na Trindade é mantida em Orígenes, Atanásio, nos pais capadócios, em Hilário de Poitiers e em Agostinho de Hipona, entre outros. O termo mostra o esforço de Tertuliano para provar que a tríplice manifestação revelada na história salvífica é compatível com a unidade substancial de DEUS. O Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO são da mesma substância, mas essa essência divina é uma só; a diferença está nas formas, graus e aspectos. Ele emprega o termo latino, unus, ou o seu derivado, unicus, para o verdadeiro DEUS do cristianismo. Faz isso na tentativa de afastar a ideia de triteísmo, acusação feita por seus opositores monarquianistas. Ele usa ainda outra palavra, unitas, derivado do verbo unire, que “significa a unidade interna e orgânica da natureza divina… Unitas, portanto, é o abstrato do termo unus, ou seja, ‘um por natureza’, ‘uniforme’, ‘unificado’, sem necessidade de ser reduzido à unidade aritmética” (MORESCHINI, 2008, pp. 205, 206). Assim, a unidade na Trindade e a Trindade na unidade são uma defesa do monoteísmo judaico-cristão.

Essa primeira formulação trinitária foi muito útil, e as igrejas do Ocidente se valeram dela por muito tempo sem alteração do texto, apesar de suas limitações. É inegável a contribuição de Tertuliano para a época, mas muitas perguntas que ficaram sem respostas foram solucionadas no Oriente a partir de Atanásio e dos pais capadócios.

Tertuliano escreveu em latim. A substância, substantia em latim, significa em si “substância, ser, realidade de uma coisa, essência”. Isso quer dizer “coisa subjacente, material ou espiritual, de coisas, aquilo que existe” (MULLER, 1993, p. 290). O seu equivalente grego é hipóstase ou ousía. Hipóstase é a “forma de existir”; o termo vem de duas palavras gregas: hypo, “sob”, e istathai, “ficar”. E ousía significa “essência, ser”. A essência é a “qualidade do ser, o qual faz o ser precisamente o que ele é. Exemplo: a essência de Pedro, Paulo e João é sua humanidade; a essência de DEUS é deidade ou divindade” (MULLER, 1993, pp. 105, 106). Mas a palavra latina usada para “essência” nessa declaração de Tertuliano é status, “condição,

qualidade”. Todos esses termos filosóficos aparecem nas controvérsias cristológicas, trinitárias e pneumatológicas, e a grande dificuldade de compreensão está na falta de precisão na definição dessas palavras. O que Tertuliano chama aqui de “graus, formas e aspectos”, ele passa a chamar de persona, “Pessoa”, ou personae, no plural, mais adiante (Contra Práxeas, XII), ao mostrar a unidade na Trindade no relato da Criação (Gn 1.26, 3.22).

 

 

Tertuliano foi o primeiro a usar o termo “Pessoa” para os membros da Trindade. Uma substância e três Pessoas. O vocábulo “Pessoa” é inadequado para aplicar às três identidades distintas da Trindade. Os pais capadócios evitaram usar esse termo para identificar o Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO na Trindade. Em vez de falar em três Pessoas da Trindade, eles as identificavam como três hipóstases.

 

No concilio de Constantinopla a Trindade é definitivamente reconhecida.

 

CONCLUSÃO

As construções bíblicas trinitárias se baseiam na unidade na trindade (1 Co 12.4-6).  A bênção apostólica (2 Co 13.13) é um grande exemplo da doutrina da trindade no Novo Testamento. O DEUS trino e uno é revelado em Ef 4.4-6. O DEUS trino e uno é uma questão crucial na doutrina bíblica da trindade. As crenças antigas e inadequadas dos monarquianistas dinâmicos e dos monarquianistas modalistas ainda hoje perturbam a muitas denominações heréticas e ainda existem aqueles que seguem o  arianismo. Em resposta às objeções acerca da trindade houveram esclarecimentos nos concílios onde Atanásio e Tertuliano defenderam a Trindade e a formulação definitiva da trindade foi reconhecida.

A Doutrina da Trindade está bem clara na Bíblia. Não é porque não tem o nome trindade na Bíbluia que a doutrina deixará de existir. não tem na Bíblia a Palavra avivamento, mas devemos buscar e desejar esse avivamento tanto em nossa vida particular como na vida da igreja.

 

A UNIÃO DAS DUAS NATUREZAS DE CRISTO – (CRISTOLOGIA – A doutrina de JESUS CRISTO)

Essa doutrina é chamada de Hipóstase. Esse vocábulo vem de duas palavras gregas hypo, “sob”, e istathai, “ficar”. Nas discussões teológicas sobre a doutrina da Trindade, na era da patrística, era usada como sinônimo de ousia, “essência, ser”. Com relação a JESUS, significa a união das duas naturezas de CRISTO: divina e humana. Os elementos próprios da natureza humana na vida de CRISTO já foram apresentados anteriormente.

Os evangelhos não estabelecem a fronteira entre as naturezas humana e divina de JESUS durante o seu ministério terreno (1 Tm 3.16). Apresentam com clareza meridiana a natureza humana de JESUS durante seu ministério e não poderiam ser mais claros. Isso fazia parte do ensino apostólico “que nasceu da descendência de Davi segundo a carne” (Rm 1.3); “dos quais são os pais, e dos quais é CRISTO, segundo a carne” (Rm 9.5); “JESUS CRISTO, homem” (1 Tm 2.5); “O qual, nos dias da sua carne, oferecendo, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar da morte, foi ouvido quanto ao que temia” (Hb 5.7); “e todo espírito que não confessa que JESUS CRISTO veio em carne não é de DEUS” (1 Jo 4.3).

Os evangelhos, contudo, registram que diversas vezes JESUS declarou-se DEUS e agiu como tal. Ele aceitou adoração por diversas vezes (Mt 8.29.1814.3315.25Jo 9.38), algo que o apóstolo Pedro recusou de Cornélio e até repreendeu o centurião, por isso dizendo “…Levanta-te, que eu também sou homem” (At 10.25, 26); o mesmo aconteceu com o anjo, diante do qual o apóstolo João se prostrou para adorar: “E eu lancei-me a seus pés para o adorar, mas ele disse-me: Olha, não faças tal; sou teu conservo e de teus irmãos que têm o testemunho de JESUS; adora a DEUS” (Ap 19.10). Mais adiante o apóstolo tentou outra vez, mas a reação do anjo foi a mesma (Ap 22.89). JESUS perdoou os pecados do paralítico de Cafarnaum: “Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar pecados…” (Mc 2.10) e várias vezes igualou-se a DEUS, ele disse: “Não se turbe o vosso coração; credes em DEUS, crede também em mim” (Jo 14.1). Isso é exigir nele a mesma fé que se tem em DEUS.

Que, sendo em forma de DEUS, não teve por usurpação ser igual a DEUS. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz (Fp 2.6- 8).

Até hoje, em nosso meio, às vezes, aparece alguém ensinando o kenotismo, ou kenosis, “esvaziamento”. O nome vem do verbo grego κενόω (kenoō), “esvaziar, aniquilar, destruir” ((BALZ & SCHNEIDER, 2001, vol. I, p. 2995), que aparece apenas uma vez no Novo Testamento: “aniquilou-se a si mesmo” (Fp 2.7), a ARA e a TB empregam o verbo “esvaziar”. Essa doutrina afirma que JESUS se esvaziou a si mesmo de sua divindade durante a encarnação, afirmando possuir apenas a natureza humana, com isso nega a divindade de JESUS enquanto esteve na terra. Porém, tal pensamento não se sustenta, pois esse esvaziamento não é de sua divindade:

JESUS não deixou de ser DEUS durante a encarnação. Pelo contrário, abriu mão apenas do exercício independente dos atributos divinos. Ele ainda era plena Deidade no seu próprio ser, mas cumpriu o que parece ter sido imposto pela encarnação: limitações humanas reais, não artificiais (HORTON, 1996, p. 326, 327).

É inaceitável a idéia de ter deixado sua divindade no céu para recuperá-la depois da ressurreição. Quem perdoou os pecados do paralítico de Cafarnaum, ou ainda, quem foi adorado durante seu ministério terreno, foi o JESUS homem ou o JESUS DEUS? Claro que foi o JESUS DEUS! Diante do exposto, torna evidente a falácia da doutrina kenótica.

 

 

COMENTÁRIOS  DE ALGUNS LIVROS E DICIONÁRIOS

 

CAPÍTULO III. SOBRE A TRINDADE – Pequeno resumo – Livro Declaração de Fé – CPAD

  1. A unidade na Trindade
  2. Negação ao unicismo, unitarismo e triteísmo
  3. A função das três Pessoas da Trindade
  4. O DEUS Pai
  5. O DEUS Filho
  6. O DEUS ESPÍRITO SANTO

 

CAPÍTULO III. SOBRE A TRINDADE

CREMOS, professamos e ensinamos o monoteísmo bíblico, que DEUS é uno em essência ou substância, indivisível em natureza e que subsiste eternamente em três pessoas — o Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO, iguais em poder, glória e majestade e distintas em função, manifestação e aspecto: “Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do ESPÍRITO SANTO” (Mt 28.19). As Escrituras Sagradas claramente revelam que a Trindade é real e verdadeira. Uma só essência, substância, em três pessoas. Cada pessoa da santíssima Trindade possui todos os atributos divinos — onipotência,1 onisciência,2 onipresença,3 soberania4 e eternidade.5 A Bíblia chama textualmente de DEUS cada uma delas;6 as Escrituras Sagradas, no entanto, afirmam que há um só DEUS e que DEUS é um: “Todavia para nós há um só DEUS” (1 Co 8.6); “mas DEUS é um” (Gl 3.20); “um só DEUS e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos, e em todos” (Ef 4.6).

  1. A unidade na trindade. A unidade de DEUS não contradiz a doutrina da Trindade porque DEUS não é uma unidade absoluta, e sim uma unidade composta e dinâmica. Seu relacionamento com o Filho e o ESPÍRITO SANTO é desde a eternidade.7 O nome Elohim, plural de Eloah, “DEUS” em hebraico, revela os primeiros vislumbres da Trindade no Antigo Testamento. É o nome que aparece na declaração: “No princípio, criou DEUS os céus e a terra” (Gn 1.1). O verbo “criou” está no singular, e o sujeito Elohim, “DEUS”, no plural, o que revela uma pluralidade na deidade. Além disso, o monoteísmo do Antigo Testamento não é absoluto e permite a pluralidade na unidade: “E disse DEUS: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gn 1.26); “Então, disse o SENHOR DEUS: Eis que o homem é como um de nós” (Gn 3.22); “Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua” (Gn 11.7). Essa pluralidade na unidade é vista também no profeta Isaías: “A quem enviarei, e quem há de ir por nós?” (Is 6.8). Mas o Novo Testamento tornou explícito o que antes estava implícito no Antigo Testamento, mostrando clara e diretamente as três pessoas associadas em unidade e igualdade, como a fórmula batismal em Mateus 28.19 e em outras passagens: “Ora, há diversidade de dons, mas o ESPÍRITO é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo DEUS que opera tudo em todos” (1 Co 12.4- 6); e na bênção apostólica: “A graça do Senhor JESUS CRISTO, e o amor de DEUS, e a comunhão do ESPÍRITO SANTO sejam com vós todos. Amém!” (2 Co 13.13). Essa unidade de natureza reaparece mais

adiante: “Há um só corpo e um só ESPÍRITO, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só DEUS e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos, e em todos” (Ef 4.4-6); e na obra da redenção: “Eleitos segundo a presciência de DEUS Pai, em santificação do ESPÍRITO, para a obediência e aspersão do sangue de JESUS CRISTO: graça e paz vos sejam multiplicadas” (1 Pe 1.2). Assim, o que estava implícito no Antigo Testamento é revelado explicitamente no Novo Testamento e fica confirmado que a pluralidade na divindade é tríplice, como JESUS deixou claro ao ordenar o batismo “em nome do Pai, e do Filho, e do ESPÍRITO SANTO” (Mt 28.19).

  1. Negação ao unicismo, unitarismo e triteísmo. Negamos o unicismo sabelianista e moderno, ou seja, que o Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO sejam três modos de uma mesma pessoa divina, porque está escrito que as três pessoas são distintas.8 Negamos também o unitarismo, pois essa doutrina afirma que somente o Pai é DEUS, negando, assim, a divindade do Filho e do ESPÍRITO SANTO, ao passo que as Escrituras Sagradas ensinam a divindade do Filho e do ESPÍRITO SANTO.9 Também negamos o triteísmo, ou seja, que existam três deuses separados, pois a Bíblia revela a existência de um único DEUS verdadeiro: “há um só DEUS e que não há outro além dele” (Mc 12.32); “todavia, para nós há um só DEUS” (1 Co 8.6). Essa doutrina monoteísta tem implicação para a salvação: “E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único DEUS verdadeiro e a JESUS CRISTO, a quem enviaste” (Jo 17.3). Cremos que a doutrina da santíssima Trindade é uma verdade bíblica, conforme definida no Credo de Atanásio: “A fé universal é esta: que adoremos um DEUS em trindade, e trindade em unidade; não confundimos as Pessoas, nem separamos a substância”. Os triteístas acreditam em mais de um DEUS, os unicistas confundem as pessoas, e os unitaristas separam a substância. São crenças inadequadas que estão em desacordo com a fé cristã bíblica e histórica, razão pela qual nós as 24 rejeitamos. Há um só DEUS que subsiste em três pessoas distintas, definidas e identificadas com a mesma natureza divina.
  2. A função das três Pessoas da Trindade. É possível um membro da Trindade subordinar-se voluntariamente a um ou aos dois outros membros, mas isso não significa ser inferior em essência. Há uma absoluta igualdade dentro da Trindade, e nenhuma das três Pessoas está sujeita, por natureza, à outra, como se houvesse uma hierarquia divina. Existe, sim, uma distinção de serviço. O Pai possui a mesma essência divina das demais pessoas da Trindade.10 O Filho é gerado do Pai,11 e o ESPÍRITO SANTO procede do Pai e do Filho.12A paternidade é o papel da primeira pessoa da Trindade que opera por meio do Filho e por meio do ESPÍRITO SANTO.13 O Pai proclamou as palavras criadoras,14 e o Filho executou-as.15 O Pai planejou a redenção,16 e o Filho, ao ser enviado ao mundo, realizou-a.17 Quando o Filho retornou ao céu, o ESPÍRITO SANTO foi enviado pelo Pai e pelo Filho para ser o Consolador e Ensinador.18 A subordinação do Filho não compromete a sua deidade absoluta e, da mesma forma, a subordinação do ESPÍRITO SANTO ao ministério do Filho e ao Pai não é sinônimo de inferioridade. Quando o Senhor JESUS disse: “o Pai é maior do que eu” (Jo 14.28) — pois Ele fez-se servo,19 como consequência da encarnação — não quis dizer, com essa declaração, que se tornou, em substância, menor que o Pai, e sim que se subordinou funcionalmente à vontade do Pai: “porque não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai, que me enviou” (Jo 5.30); “Porque eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” (Jo 6.38); “Então, disse: Eis aqui venho, para fazer, ó DEUS, a tua vontade” (Hb 10.9). A submissão do Filho foi uma condição voluntária para o seu messiado: “também o mesmo Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que DEUS seja tudo em todos” (1 Co 15.28). Isso não compromete a deidade absoluta

do Filho: “porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl 2.9), nem a igualdade de essência e de substância das três Pessoas da Trindade.

  1. O DEUS Pai. O Pai já é identificado como DEUS com abundante frequência nas Escrituras: “porque a este o Pai, DEUS, o selou” (Jo 6.27); “e por DEUS Pai […] da parte de DEUS Pai” (Gl 1.1,3). O Pai possui a mesma essência divina das demais pessoas da Trindade. Isso está mais do que evidente na fórmula batismal: “em nome do Pai, e do Filho, e do ESPÍRITO SANTO” (Mt 28.19).
  2. O DEUS Filho. O Senhor JESUS CRISTO é, desde a eternidade, o único Filho de DEUS e possui a mesma natureza do Pai, como afirmam os credos: “consubstancial com o Pai”, em grego, homooúsion to patrí, que significa “da mesma substância com o Pai”, qualifica a unidade de essência do Pai e do Filho. JESUS disse: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30). Ele é a segunda pessoa da Trindade e que foi enviado pelo Pai ao mundo.20 Ensinamos que o Filho se fez carne, possuindo agora duas naturezas, a divina e a humana21, sendo verdadeiro DEUS e verdadeiro homem.22 Acreditamos em sua concepção sem pecado no ventre da virgem Maria.23 Negamos que tenha sido criado ou passado a existir somente depois que foi gerado por obra do ESPÍRITO SANTO.24 Confessamos que o Filho é autoexistente: “Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo” (Jo 5.26); “Disse-lhes JESUS: Em verdade, em verdade vos digo que, antes que Abraão existisse, eu sou” (Jo 8.58) e eterno,25 que voluntariamente se sujeita ao Pai.26 Que, em obediência ao plano do Pai, morreu e ressuscitou para que o mundo fosse salvo. 27 Que, vitorioso, ascendeu ao céu, assentando-se à direita de DEUS Pai.28 Que o Filho é o único mediador entre DEUS e os seres humanos,29 o propiciador,30 o único salvador,31 o nosso sumo sacerdote e intercessor.32
  3. O DEUS ESPÍRITO SANTO. O DEUS ESPÍRITO SANTO possui a mesma essência do DEUS Pai e do DEUS Filho; Ele é a terceira pessoa da Trindade e foi enviado ao mundo pelo Pai e pelo Filho; Ele é “o ESPÍRITO que provém de DEUS” (1 Co 2.12) e penetra até as profundezas de DEUS.33 Negamos que o ESPÍRITO SANTO seja apenas um atributo da divindade porque Ele é DEUS e Senhor.34 A obra do ESPÍRITO SANTO é dar prosseguimento ao plano de salvação idealizado por DEUS Pai e executado pelo DEUS Filho.35 Ensinamos que o ESPÍRITO SANTO possui o papel de regenerar, purificar e santificar o homem e a mulher36 e que é Ele quem convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo.37 Quem concede a segurança da redenção38 e capacita o salvo para o serviço cristão;39 que guia, dirige e conduz o povo 25 de DEUS;40 quem inspirou os profetas e apóstolos bíblicos,41 reparte os dons espirituais42 e produz nas pessoas as virtudes que refletem o caráter de DEUS, denominado fruto do ESPÍRITO: “amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança” (Gl 5.22,23).

1 Onipotência: o Pai – “E qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder” (Ef 1.19); o Filho – “Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-poderoso” (Ap 1.8); o ESPÍRITO SANTO – “pelo poder dos sinais e prodígios, na virtude do ESPÍRITO de DEUS; de maneira que, desde Jerusalém e arredores até ao Ilírico, tenho pregado o evangelho de JESUS CRISTO” (Rm 15.19).

2 Onisciência: o Pai – “SENHOR, tu me sondaste e me conheces. Tu conheces o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento. Cercas o meu andar e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos. Sem que haja uma palavra na minha língua, eis que, ó SENHOR, tudo conheces” (Sl 139.1-4); o Filho – “Agora, conhecemos que sabes tudo e não precisas de que alguém te interrogue. Por isso, cremos que saíste de DEUS” (Jo 16.30); o ESPÍRITO SANTO – “Mas DEUS no-las revelou pelo seu ESPÍRITO; porque o ESPÍRITO penetra todas as coisas, ainda as profundezas de DEUS. Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de DEUS, senão o ESPÍRITO de DEUS” (1 Co 2.10,11).

3 Onipresença: o Pai – “E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes, todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar” (Hb 4.13); o Filho – “Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mt 18.20); o ESPÍRITO SANTO – “Para onde me irei do teu ESPÍRITO ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, tu aí estás; se fizer no Seol a minha cama, eis que tu ali estás também; se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá” (Sl 139.7-10).

4 Soberania: o Pai – “Ainda antes que houvesse dia, eu sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; operando eu, quem impedirá?” (Is 43.13); o Filho – “acima de todo principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro” (Ef 1.21); o ESPÍRITO SANTO – “Ora, o Senhor é o ESPÍRITO; e, onde está o ESPÍRITO do Senhor, aí há liberdade” (2 Co 3.17 – Versão Almeida Atualizada).

5 Eternidade: o Pai – “O teu trono está firme desde então; tu és desde a eternidade” (Sl 93.2); o Filho – “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será Maravilhoso Conselheiro, DEUS Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Is 9.6); o ESPÍRITO SANTO – “quanto mais o sangue de CRISTO, que, pelo ESPÍRITO eterno, se ofereceu a si mesmo imaculado a  DEUS, purificará a vossa consciência das obras mortas, para servirdes ao DEUS vivo?” (Hb 9.14).

6 DEUS: o Pai – “E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único DEUS verdadeiro e a JESUS CRISTO, a quem enviaste” (Jo 17.3); o Filho – “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com DEUS, e o Verbo era DEUS” (Jo 1.1); o ESPÍRITO SANTO – “Disse, então, Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao ESPÍRITO SANTO e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a, não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a DEUS” (At 5.3,4). 

7 “E, agora, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse” (Jo 17.5).

8 “E, sendo JESUS batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o ESPÍRITO de DEUS descendo como pomba e vindo sobre ele. E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3.16,17).

9 “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com DEUS, e o Verbo era DEUS” (Jo 1.1); “Disse, então, Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao ESPÍRITO SANTO e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a, não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a DEUS” (At 5.3, 4).

10 “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30); “Mas DEUS no-las revelou pelo seu ESPÍRITO; porque o ESPÍRITO penetra todas as coisas, ainda as profundezas de DEUS. Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de DEUS, senão o ESPÍRITO de DEUS” (1 Co 2.10,11).

11 “Assim, também CRISTO não se glorificou a si mesmo, para se fazer sumo sacerdote, mas glorificou aquele que lhe disse: Tu és meu Filho, hoje te gerei” (Hb 5.5).

12 “Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele ESPÍRITO da verdade, que procede do Pai, testificará de mim” (Jo 15.26); “E, havendo dito isso, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o ESPÍRITO SANTO” (Jo 20.22).

26 13 “Ora, há diversidade de dons, mas o ESPÍRITO é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo DEUS que opera tudo em todos” (1 Co 12.4-6); “Há um só corpo e um só ESPÍRITO, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só DEUS e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos, e em todos” (Ef 4.4-6).

14 “Porque falou, e tudo se fez; mandou, e logo tudo apareceu” (Sl 33.9); “Pela fé, entendemos que os mundos, pela palavra de DEUS, foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente” (Hb 11.3).

15 “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada que foi feito se fez” (Jo 1.3); “Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele” (Cl 1.16).

16 “Em esperança da vida eterna, a qual DEUS, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos” (Tt 1.2).

17 “Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer” (Jo 17.4); “E, sendo ele consumado, veio a ser a causa de eterna salvação para todos os que lhe obedecem” (Hb 5.9).

18 “Mas aquele Consolador, o ESPÍRITO SANTO, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” (Jo 14.26).

19 “Que, sendo em forma de DEUS, não teve por usurpação ser igual a DEUS. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens” (Fp 2.6,7).

20 “Porque DEUS amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque DEUS enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” (Jo 3.16,17); “Nisto se manifestou o amor de DEUS para conosco: que DEUS enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos” (1 Jo 4.9).

21 “Que, sendo em forma de DEUS, não teve por usurpação ser igual a DEUS. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também DEUS o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, para que ao nome de JESUS se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que JESUS CRISTO é o Senhor, para glória de DEUS Pai” (Fp 2.6-11).

22 “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com DEUS, e o Verbo era DEUS […]. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.1,14); “acerca de seu Filho, que nasceu da descendência de Davi segundo a carne, declarado Filho de DEUS em poder, segundo o ESPÍRITO de santificação, pela ressurreição dos mortos, — JESUS CRISTO, nosso Senhor” (Rm 1.3,4); “dos quais são os pais, e dos quais é CRISTO, segundo a carne, o qual é sobre todos, DEUS bendito eternamente. Amém!” (Rm 9.5).

23 “E, projetando ele isso, eis que, em sonho, lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do ESPÍRITO SANTO” (Mt 1.20); “Quem dentre vós me convence de pecado? E, se vos digo a verdade, por que não credes?” (Jo 8.46); “O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano” (1 Pe 2.22); “E bem sabeis que ele se manifestou para tirar os nossos pecados; e nele não há pecado” (1 Jo 3.5).

24 “Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele” (Cl 1.16,17).

25 “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será Maravilhoso Conselheiro, DEUS Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Is 9.6); “E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre milhares de Judá, de ti me sairá o que será Senhor em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Mq 5.2); “JESUS CRISTO é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente” (Hb 13.8).

26 “JESUS disse-lhes: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra” (Jo 4.34); “Porque eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” (Jo 6.38).

27 “Porque DEUS enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” (Jo 3.17); “E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2 Co 5.15); “E vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo” (1 Jo 4.14).

28 “Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e assentou-se à direita de DEUS” (Mc 16.19); “O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do 27 seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da Majestade, nas alturas” (Hb 1.3).

29 “Porque há um só DEUS e um só mediador entre DEUS e os homens, JESUS CRISTO, homem” (1 Tm 2.5).

30 “E ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo” (1 Jo 2.2).

31 “Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é CRISTO, o Senhor” (Lc 2.11); “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (At 4.12).

32 “Mas este, porque permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo. Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a DEUS, vivendo sempre para interceder por eles. Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime do que os céus, que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente, por seus próprios pecados e, depois, pelos do povo; porque isso fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo” (Hb 7.24-27).

33 “Mas DEUS no-las revelou pelo seu ESPÍRITO; porque o ESPÍRITO penetra todas as coisas, ainda as profundezas de DEUS. Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de DEUS, senão o ESPÍRITO de DEUS” (1 Co 2.10,11).

34 “Disse, então, Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao ESPÍRITO SANTO e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a, não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a DEUS” (At 5.3,4); “Ora, o Senhor é o ESPÍRITO; e, onde está o ESPÍRITO do Senhor, aí há liberdade” (2 Co 3.17 – Versão Almeida Atualizada).

35 “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre, o ESPÍRITO da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós” (Jo 14.16,17).

36 “E é o que alguns têm sido, mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor JESUS e pelo ESPÍRITO do nosso DEUS” (1 Co 6.11); “não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do ESPÍRITO SANTO” (Tt 3.5).

37 “Todavia, digo-vos a verdade: que vos convém que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, se eu for, enviar-vo-lo-ei. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo” (Jo 16.7,8).

38 “Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o ESPÍRITO SANTO da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de DEUS, para louvor da sua glória” (Ef 1.13, 14).

39 “E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lc 24.49).

40 “Mas, quando vier aquele ESPÍRITO da verdade, ele vos guiará em toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir” (Jo 16.13).

41 “Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação; porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de DEUS falaram inspirados pelo ESPÍRITO SANTO” (2 Pe 1.20,21).

42 “Porque a um, pelo ESPÍRITO, é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo ESPÍRITO, a palavra da ciência; e a outro, pelo mesmo ESPÍRITO, a fé; e a outro, pelo mesmo ESPÍRITO, os dons de curar; e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas. Mas um só e o mesmo ESPÍRITO opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer” (1 Co 12.8-11).

 

A DOUTRINA DA TRINDADE – Teologia Sistemática Pentecostal – CPAD

No estudo dos atributos de DEUS, vimos a sua unidade. Ao discorrer sobre os seus nomes, analisamos o sentido do plural de majestade no nome divino Elohim. Tendo isso em mente, podemos afirmar, à luz da Palavra de DEUS, que a doutrina da Trindade não compromete a unidade de DEUS.

Nessa última parte da Teologia (ouTeontologia), trataremos da história, do conceito e dos fundamentos bíblicos da doutrina da Trindade. Não há contradi­ção entre o monoteísmo do Antigo Testamento e a Trindade cristã, haja vista o mesmo e único DEUS subsistir eternamente em três Pessoas. Ele é um só Senhor em três Pessoas, e não três Deuses.

Cada Pessoa da Trindade é DEUS. A Palavra do Senhor descarta a idéia de triteísmo (três Deuses) e de unicismo. A Trindade pode ser definida como a união de três Pessoas — o Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO — em uma só divindade. Tais Pessoas, embora distintas, são iguais, eternas e da mesma substância. Ou seja, DEUS é cada uma dessas Pessoas.

As Escrituras Sagradas ensinam que há um só DEUS, e que Ele é um só. Elas ensinam que o Pai é DEUS pleno, com todos os atributos da divindade (I Co 8.6); e que o Filho é DEUS, e não apenas parte da divindade: “porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl 2.9). E elas também asseveram que o ESPÍRITO SANTO é DEUS, como lemos em Atos 5.3,4:

Disse, então, Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao ESPÍRITO SANTO e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a, não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a DEUS.

A Trindade no tetragrama YHWH. A Palavra de DEUS afirma que a Trindade é DEUS. Vemo-la no tetragrama YHWH. Nesse caso, quando lemos o nome “DEUS” ou “Senhor”, nas Escrituras, precisamos entender que esses termos podem ser aplicados à Trindade, isoladamente ou da mesma maneira, ao Pai, ao Filho e ao ESPÍRITO SANTO.

Analisemos algumas passagens bíblicas que revelam a unidade na Trindade:

“E há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento, assim como o Senhor tem dito, e nos restantes que o Senhor chamar” (J1 2.32). Neste texto, o tetragrama, segundo o Novo Testamento, é uma referência ao Senhor JESUS (Rm 10.13).

“E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o ESPÍRITO de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e o prantearão como quem pranteia por um unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito” (Zc 12.10). Temos, nesta passagem, uma profecia escatológica; o DEUS Jeová de Israel promete proteger Jerusalém e seus moradores.

Observe a expressão: “e olharão para mim, a quem traspassaram”. Quem foi ao Céu traspassar a Jeová? Trata-se, naturalmente, de uma referência a JESUS, quando foi traspassado no Gólgota: “E outra vez diz a Escritura: Verão aquele que traspassaram” (Jo 19.37).

“E disse ela: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão. E despertou do seu sono e disse: Sairei ainda esta vez como dantes e me livrarei. Porque ele não sabia que já o Senhor se tinha retirado dele” (Jz 16.20). O contexto desta referência mostra que YHWH se refere ao ESPÍRITO SANTO (Jz 15.14).

Esses dados da revelação nos parecem complexos, mas essa aparente com­plexidade não é sinônima de contradição. Não há, na verdade, contradição nas Escrituras; estamos lidando com um Ser que é infinito. Como escreveu Chafer: “A doutrina como apresentada nas Escrituras é, portanto, aceitável ainda que não explicável”.

Deuteronômio 6.4. “Ouve, Israel, o Senhor, nosso DEUS, é o único Senhor”. E evidente que esta passagem bíblica refere-se ao DEUS Trino, à Trindade — como veremos abaixo. Nela, temos tanto o termo “DEUS” como o tetragrama YHWH. A sua ênfase é o monoteísmo, que se tornou ao longo dos séculos a confissão de fé dos judeus.

Ainda hoje, os judeus religiosos recitam esse versículo três vezes ao dia. O termo hebraico usado para “único” Çehact) indica unidade composta:

No famoso Shemá de Deuteronômio… a questão da diversidade dentro da unidade tem implicações teológicas. Alguns eruditos têm pensado que, embora “um” esteja no singular, o uso da palavra abre espaço para a doutrina da Trindade. 5

A expressão hebraica YHWH ’ehad traduz-se também por “Jeová é um”; esta construção hebraica aparece em Zacarias 14.9: “naquele dia um só será Jeová, e um só o seu nome” (Tradução Brasileira). A palavra apropriada hebraica para “unidade absoluta” é yahid, que traz a idéia de “solitário, isolado”,79 mas não é esse é o termo usado em Deuteronômio.

Em Gênesis 2.24, a palavra ’ebad é usada para dizer que o marido e a mulher são ambos “uma só carne”. O Novo Testamento não contradiz o Antigo, porém torna explícito o que dantes estava implícito: a unidade de DEUS não é absoluta; e sim composta. O Antigo Testamento revela a unidade na Trindade, ao passo que o Novo revela a Trindade na unidade.

A doutrina da Trindade não neutraliza nem contradiz a doutrina da unidade; nem esta anula a da Trindade, que, conforme pregada pelos cristãos que seguem a Palavra do Senhor, consiste em um só DEUS em três Pessoas, e não três Deuses; isso seria apenas uma tríade, e não a Trindade.

 

O DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO DA DOUTRINA DA TRINDADE

O termo “trindade” não aparece nas Escrituras Sagradas; é uma formulação posterior. O fato de a nomenclatura vir depois do fechamento do cânon sagrado não significa que a doutrina da Trindade não exista ou que não seja bíblica. De caráter teológico, a palavra em apreço foi atribuída à divindade, no final do segundo século, por Tertuliano de Cartago, ao escrever contra o unicismo:

Todos são de um, por unidade de substância, embora ainda esteja oculto o mistério da dispensação que distribui a unidade numa Trindade, colocando em sua ordem os três, Pai,

Filho e ESPÍRITO SANTO; três contudo, não em essência, mas em grau; não em substância, mas em forma, não em poder; mas em aparência, pois eles são de uma só substância e de uma só essência e de um poder só, já que é de um só DEUS que esses graus e formas e aspectos são reconhecidos com o nome de Pai, Filho e ESPÍRITO SANTO (Contra Práxeas II). Depois da metade do segundo século, surgiu um movimento em tomo do monoteísmo cristão, o monarquianismo. Seus defensores dividiam-se em dois grupos: os dinâmicos (diziam que CRISTO era Filho de DEUS por adoção); e os modalistas (ensinavam que CRISTO apenas era uma forma temporária da manifestação do úni­co DEUS). Tertuliano chamou-os de monarquianistas — gr. monarchia, “governo exercido por um único soberano”.

Monarquianismo dinâmico. Os principais representantes da cristologia di­nâmica ou adocionista foram Teodoro de Bizâncio e Paulo de Samosata. Teodoro, “o curtidor”, discípulo dos alogoi, grupo que rejeitava a doutrina do Logos e aceitava o Evangelho de João com certa ressalva, foi o primeiro monarquianista dinâmico de importância. Chegou a Roma, em 190, e foi ex-comungado em 198.

Para os monarquianistas dinâmicos, JESUS era apenas um homem de vida santa que nasceu de uma virgem, sobre o qual desceu o ESPÍRITO SANTO, por ocasião do seu batismo, no rio Jordão. Alguns de seus discípulos rejeitavam qualquer direito divino em JESUS, enquanto outros afirmavam que Ele teria se tomado divino, em certo sentido, por ocasião da sua ressurreição. Hipólito (170-236) rebateu todas essas falaciosas crenças (.Refutação de Todas as Heresias, VII, 23).

O mais famoso monarquianista dinâmico foi Paulo de Samosata, bispo de Antioquia entre 260 e 272. Descrevia o Logos como atributo impessoal do Pai. Eusébio de Cesaréia disse que ele “nutria noções inferiores e degradadas de CRISTO, contrárias à doutrina da igreja, e ensinava que quanto à natureza Ele [JESUS] não passava de homem comum” (História Eclesiástica, 7, XXVII).

Eis o que Paulo de Samosata afirmava:

O Logos e o ESPÍRITO eram qualidades divinas e não pessoas. Eram poderes ou potencialidades de DEUS, mas não pessoas no sentido de seres independentes. JESUS era um homem inspirado pelos poderes de cima. O poder do Logos habitara JESUS como num vaso, como nós habitamos nossas casas. A unidade que JESUS tinha com DEUS era da vontade e do amor; não de natureza.80

Suas idéias foram examinadas por três sínodos, entre 264 e 269, e o último excomungou-o.

Monarquianismo modalista. Não negava a divindade do Filho nem a do ESPÍRITO SANTO, mas, sim, a distinção dessas Pessoas, o que é diametralmente oposto aos ensinos do Novo Testamento, que assevera que há uma unidade composta de DEUS em três Pessoas distintas. Os modalistas pregavam a unidade absoluta de DEUS, coisa que nem mesmo o Antigo Testamento ensina. Para apoiar tal ensino, “mutilaram” textos neotestamentários.

Seus principais representantes foram: Noeto, Práxeas e Sabélio. Segundo Hipólito, Noeto era natural de Esmima e ensinava que CRISTO era o próprio Pai, e que o próprio Pai nasceu, sofreu e morreu (Contra Todas as Heresias, 10.23). Cipriano, bispo de Cartago, chamou tal heresia de patripassionismo (Epístolas, 72.4), do latim Pater, “Pai”, e passus de patrior, “sofrer”.

Práxeas foi discípulo de Noeto, e o seu principal opositor foi Tertuliano. Em Contra Práxeas L, Tertuliano disse: “Práxeas fez duas obras do demônio em Roma: ex­pulsou a profecia e introduziu a heresia; afugentou o Parácleto e crucificou o Pai”.

Dessa última escola destacou-se o bispo Sabélio, que se tomou um grande líder desse movimento (por isso, os seus seguidores foram chamados de sabelianistas ou sabelianos). Por volta de 215, Sabélio já ensinava suas doutrinas em Roma.

Pai, Filho e ESPÍRITO SANTO são nomes, são “prosopa” (semblantes, faces), e não seres independentes. São reais em energias consecutivas; um vem depois do outro, aparecendo o mesmo DEUS em faces diferentes. Trata-se do mesmo DEUS agindo na História por meio de três semblantes. O “prosopon” do Pai aparece na sua obra criadora, como doador da lei. O “prosopon” do Filho aparece do

nascimento à ascensão de JESUS. A partir da ascensão de JESUS surge o semblante do Espirito, doador da vida.81

Hipólito, em Contra Todas as Heresias, refutou essas idéias, que hoje são defen­didas pelos unicistas.

Arianismo. E o nome da doutrina formulada por Ário e do movimento que ele fundou em Alexandria, no Egito, na primeira metade do quarto século. Ario era presbítero em Alexandria, no ano 318, quando a controvérsia começou. Sua doutrina contrariava a crença ortodoxa seguida pela da igreja.

A controvérsia girava em torno da eternidade de CRISTO. Atanásio (296-373), o inimigo implacável da doutrina de Ario, dizia que o Filho é eterno e da mesma substância do Pai; ou seja, homoousios, “da mesma substância; consubstanciai; o termo central para o argumento de Atanásio contra Ario e a solução do problema trinitariano oferecido no Concilio de Nicéia (325 d.C.)”.

Ario, por outro lado, dizia que o Senhor JESUS não era da mesma natureza do Pai; era criatura, criado do nada, uma classe de natureza inferior à do Pai, nem divina e nem humana — uma terceira classe entre a deidade e a humanidade.83

Segundo Ario, “Somente DEUS Pai seria eterno e não gerado. O Logos, o CRISTO pré-existente, seria mera criatura. Criado a partir do nada, nem sempre existira”.84 Os seus seguidores usavam a palavra anomoios — “dessemelhante; um termo usado pelos arianistas extremistas da metade do quarto século, os assim chamados anomoianos, para argüir que a essência do Pai é totalmente dessemelhante da do Filho”.85

Depois do Concilio de Nicéia, a controvérsia continuou, mas havia um grupo intermediário, semi-niceno, meio-atanasiano e meio-ariano, que afir­mava ser o Filho de natureza similar ou igual, e não da mesma natureza ou substância do Pai. Apoiavam-se no termo bomoiousios— “de substância similar, aparência”;86 “de substância semelhante; um termo usado para descrever a relação do Pai para o Filho pelo partido não atanasiano, não ariano na igreja, seguindo o Concilio de Nicéia”.87

Essa discussão chamou a atenção do povo e também ganhou conotação po­lítica, considerada, hoje, como a maior controvérsia da história da igreja cristã. O imperador romano Constantino enviou mensageiros, com o propósito de uma conciliação, porém foi tudo em vão.

Constantino, então, convocou um concilio na cidade de Nicéia, na Bitínia, Ásia Menor — hoje Ismk, na Turquia —, aberto em 19 de junho de 325, com a participação de 318 bispos provenientes do Oriente e do Ocidente, mas apenas vinte apoiaram a causa arianista, não obstante a sua grande popularidade.88

Em Nicéia, o credo aprovado era decisivamente anti-arianista; apenas dois bispos não o assinaram. Até Eusébio da Nicomédia, arianista, assumiu o credo elaborado nesse concilio. Depois, os pais capadócios Basílio de Cesaréia, Gregório de Nazianzo e Gregório de Nissa se encarregaram de “elucidar, definir e defender a doutrina trinitariana”.

A formulação da doutrina da Trindade é o resultado dessas controvérsias cristológicas, na tentativa de harmonizar o monoteísmo com a deidade absoluta do Filho.

Como uma doutrina, ela é uma indução humana das afirmações da Escritura; mas a indução, por ser feita com justeza, é tão parte do ensino de DEUS em sua palavra como ê qualquer uma das doutrinas que têm sido formalmente enunciadas ali.90

O Credo Niceno. Este, como vimos, veio do Concilio de Nicéia, que tratou da controvérsia arianista. Seu conteúdo enfatiza a divindade de JESUS CRISTO e é, ao mesmo tempo, uma resposta à cristologia de Ario:

Cremos em um sé DEUS, Pai Onipotente, Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis.

Em um só Senhor JESUS CRISTO, Verbo de DEUS, DEUS de DEUS, Luz de Luz; Vida de Vida, Filho Unigênito, Primogênito de toda a criação, por quem foram feitas todas as coisas; o qual foi feito carne para nossa salvação e viveu entre os homens, e sofreu, e ressuscitou ao terceiro dia, e subiu ao Pai e novamente virá em glória para julgar os vivos e os mortos. Cremos também em um só ESPÍRITO SANTO.

O Credo de Atanásio ou Atanasiano, Depois do Concilio de Nicéia, em 325, muitos documentos circulavam nas igrejas sobre o assunto. O credo que hoje chamamos de Atanasiano expressa o pensamento de Atanásio e tudo o que defendeu durante toda a sua vida, conquanto não haja indícios confiáveis de que o texto seja de sua autoria.

Esse credo não foi mencionado no Concilio de Êfeso, em 431, nem no da Calcedônia, em 451, tampouco no de Constantinopla, em 381.“O credo popularmente atribuído a Atanásio é, de modo geral, considerado um cântico eclesiástico de autoria desconhecida, do século IV ou V”.

Assim declara o Credo Atanasiano:

A fé universal é esta: que adoremos um DEUS em trindade, e trindade em unidade; (ff)

Não confundimos as Pessoas, nem separamos a substância. (5) Pois existe uma única Pessoa do Pai, outra do Filho, e outra do ESPÍRITO SANTO. (6) Mas a deidade do Pai, do Filho e do ESPÍRITO SANTO ê toda uma só: glória é igual e a majestade é coetema. (7)

Tal como é o Pai, tal é o Filho e tal é o ESPÍRITO SANTO. (8) O Pai é incriado, o Filho

íncríado, e o ESPÍRITO SANTO íncríado. (9) O Pai é imensurável, o Filho é imensurável o ESPÍRITO SANTO é imensurável. (10) O Pai é eterno, o Filho é eterno, o ESPÍRITO SANTO ê eterno. (I l) E, no entanto, não são três eternos, mas há apenas um eterno. (Z 2) Da mesma forma não há três íncríados, nem três imensuráveis, mas um só íncríado e um imensurável. (13) Assim também o Pai é onipotente, o Filho é onipotente e o ESPÍRITO SANTO é onipotente. (14) No entanto, não há três onipotentes, mas sim, um onipotente.

(15) Assim, o Pai é DEUS, o Filho é DEUS, e o ESPÍRITO SANTO é DEUS. (16) No entanto, não há três Deuses, mas um DEUS. (I 7) Assim o Pai é Senhor, o Filho é Senhor, e o ESPÍRITO SANTO ê Senhor. (18) Todavia não há três Senhores, mas um Senhor. (19)

Assim como a veracidade cristã nos obriga a confessar cada Pessoa individualmente como sendo DEUS e Senhor; (20) Assim também ficamos privados de dizer que haja três Deuses ou Senhores. (21) O Pai não foi feito de coisa alguma, nem criado, nem gerado; (22) o Filho procede do Pai somente, não foi feito, nem criado, mas gerado. (23) O ESPÍRITO SANTO procede do Pai e do Filho, não foi feito, nem criado, nem gerado, mas procedente.

(24) Há, portanto, um Pai, e não três Pais; um Filho, e não três Filhos; um ESPÍRITO SANTO, não três Espíritos Santos. (25) E nessa trindade não existe primeiro nem último; maior nem menor. (26) Mas as três Pessoas são coetemas, são iguais entre si mesmas;

(27) de sorte que por meio de todas, como acima foi dito, tanto a unidade na trindade como a trindade na unidade devem ser adoradas.

Mais longo que o Niceno, trata-se de um credo que enfatiza, de modo mais pormenorizado, a Trindade. Durante a Idade Média, dizia-se que Atanásio o escrevera no seu exílio, em Roma, e ofereceu-o ao bispo de Roma, Júlio I, para servir como confissão de fé. Desde o século IX se atribui o credo a Atanásio.

Na verdade, o Credo Atanasiano traz esse nome porque Atanásio defendeu tenazmente a ortodoxia cristã; no entanto, o autor do tal credo é desconhecido. Mencionado pela primeira vez em um sínodo, realizado entre 659-670,93 o credo em apreço serve como teste da ortodoxia desde o século VII, para os catolicismos romano e ortodoxo, bem como para o protestantismo.

Bases bíblicas da Trindade

O Credo Atanasiano afirma: “Adoramos um DEUS em trindade e trindade em unidade. Não confundimos as Pessoas, nem separamos a substância”. No trinitarianismo — que honra as Escrituras — JESUS é DEUS Todo-poderoso. No unicismo, DEUS é JESUS. Os modalistas e unicistas de hoje confundem as Pessoas da Trindade. Mas a Palavra de DEUS não nos deixa em dúvida, como já vimos: as três Pessoas são distintas.

No batismo de JESUS, o ESPÍRITO SANTO veio sobre Ele, e o Pai falou desde o Céu, como lemos em Mateus 3.16,17:

E, sendo JESUS batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o ESPÍRITO de DEUS descendo como pomba e vindo sobre ele. E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.

Há inúmeras referências nos Evangelhos em que JESUS deixou claro que é uma Pessoa, e o Pai outra: “E na vossa lei está também escrito que o testemunho de dois homens é verdadeiro. Eu sou o que testifico de mim mesmo, e de mim testifica também o Pai, que me enviou” (Jo 8.17,18). A Bíblia apresenta as três Pessoas em condições de igualdade (Mt 28.19). JESUS disse: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30).

No Antigo Testamento. “No principio, criou DEUS os céus e a terra” (Gn 1.1). A Trindade está implícita no nome divino Elohim — isso já foi antecipado no estudo sobre os nomes de DEUS. O nome hebraico usado para DEUS é Elohim, onde vemos os primeiros vislumbres da Trindade. O verbo está no singular bara, “criou”, e o sujeito, no plural, Elohim, “DEUS”, o que revela a unidade de DEUS na Trindade.

Na criação do homem, a Trindade está presente, como lemos em Gênesis 1.26:

E disse DEUS: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se move sobre a terra.

As três Pessoas da Trindade atuaram em conjunto. O Filho criou todas as coisas e também o homem (Jo 1.1-3Cl 1.16); da mesma forma, o ESPÍRITO SANTO (Jó 33.4Sm 104.30) e o Pai (Pv 8.22-30). Ou seja, quando falamos do Criador, devemos ter em mente a Trindade, pois as três Pessoas agiram juntas na gloriosa obra da criação de todas as coisas.

Então, disse o SENHOR DEUS: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, pois, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma, e viva eternamente (Gn 3.22).

Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro (Gn 11.1).

Ora, por que “um de nós”, se DEUS é único? Porque essa unidade é, na ver­dade, uma triunidade. Da mesma forma, encontramos isso em Gênesis 11.7. Por que “desçamos e confundamos”, e não “vou descer e confundir”? Se a Trindade não fosse uma verdade bíblica, que fazer com essas passagens? Dizer que DEUS estava falando com os anjos é admitir que os anjos são divinos. Fica, pois, clara e patente a realidade da Trindade nessas passagens mencionadas.

“E clamavam uns para os outros, dizendo: SANTO, SANTO, SANTO é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória” (Is 6.3). Outro ponto igualmente importante é essa visão do profeta Isaías, através da qual ele viu o “Senhor”, hb. Aionaí (v.I).

Esse mesmo DEUS disse: “A quem enviarei e quem há de ir por nós?” (v.8). Notemos, novamente, a pluralidade presente na unidade divina. Mas outro de­talhe que não devemos perder de vista, ainda na passagem em apreço, é o fato de o profeta, inspirado pelo ESPÍRITO, dizer que a Terra está cheia da glória de Jeová dos Exércitos. Ora, isso está associado ao que retrata o Novo Testamento acerca de JESUS, em João 12.39-41:

Por isso, não podiam crer, pelo que Isaías disse outra vez: Cegou-lhes os olhos e endureceu- lhes o coração, afim de que não vejam com os olhos, e compreendam no coração, e se convertam, e eu os cure. Isaías disse isso quando viu a sua glória e falou dele.

Ainda em Isaías 6 lemos, nos versículos Isaías 6.8,10:

Depois disso, ouvi a voz do Senhor; que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então, disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim. Então, disse ele: Vai e dize a este povo: Ouvis, de fato, e não entendeis, e vedes, em verdade, mas não percebeis. Engorda o coração deste povo, e endurece-lhe os ouvidos, e fecha-lhe os olhos; não venha ele a ver com os seus olhos, e a ouvir com os seus ouvidos, e a entender com o seu coração, e a converter-se, e a ser sarado.

O texto sagrado mostra que é o DEUS de Israel quem fala por meio do profeta. No entanto, o apóstolo Paulo, sob a inspiração divina, afirma que é o ESPÍRITO SANTO quem fala, conforme lemos em Atos 28.25-27:como ficaram entre si discordes, se despediram, dizendo Paulo esta palavra:

Bem falou o ESPÍRITO SANTO a nossos pais pelo profeta Isaías, dizendo: Vai a este povo e dize: De ouvido, ouvireis e de maneira nenhuma entendereis; e, vendo, vereis e de maneira nenhuma percebereis. Porquanto o coração deste povo está endurecido, e com os ouvidos ouviram pesadamente e fecharam os olhos, para que nunca com os olhos vejam, nem com os ouvidos ouçam, nem do coração entendam, e se convertam, e eu os cure.

Isso significa que o ESPÍRITO SANTO é o mesmo DEUS de Israel. E isso é uma evidência de que a visão de Isaías revela a Trindade. Essa doutrina, portanto, embora não tenha sido bem esclarecida nos tempos dos patriarcas, reis e profetas hebreus, para não confundir o povo com os deuses das religiões politeístas das nações vizinhas de Israel, está implícita no Antigo Testamento.

No Novo Testamento. A Trindade só pôde ser ensinada explicitamente com o advento do Filho, o Senhor JESUS, e com a manifestação do ESPÍRITO SANTO, como veremos a partir de agora.

“Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do ESPÍRITO SANTO” (Mt 28.19). Apesar de a Bíblia ensinar que há a unidade de DEUS, convém-nos nunca perder de vista que “a Bíblia também ensina que DEUS não é uma mônada estéril, mas existe eternamente em três pessoas”.93 Esse relacionamento das três Pessoas é visto em Gênesis 1.263.2211.7Isaías 6.8; e João 17.5.

A expressão “em nome” está no singular. O umcismo afirma que esse “nome” é JESUS; portanto, o nome dEle, segundo esse falacioso movimento moderno, é “Pai, Filho e ESPÍRITO SANTO”. Esta interpretação não honra a Palavra de DEUS.

No singular, a palavra “nome” é distributiva, como no texto hebraico de Rute 1.2. Embora apareça no plural, na ARC — “e os nomes de seus dois fi­lhos, Malom e Quiliom” —, no hebraico, está no singular, shem, “nome” (veshem shene-banav, “e o nome dos dois filhos”). O mesmo ocorre na Septuaginta: onoma, “nome” (kaí onoma tois dysín buioís, “e o nome dos dois filhos”).

Observe que o nome, na passagem acima, refere-se tanto a Malom quanto a Quiliom; essa é a mesma construção de Mateus 28.19, “e não faz confusão entre eles. Se tivesse sido empregado o plural, ‘nomes’, a Bíblia precisaria dar mais de um nome a cada”.96 O texto sagrado menciona, por conseguinte, três Pessoas distintas em uma só divindade. “Em nome” quer dizer em nome de DEUS, do único DEUS que subsiste eternamente em três Pessoas.

Essa declaração de JESUS, na fórmula batismal, tem como base o conceito da triunidade de DEUS. JESUS não disse: “Em nome do Pai, em nome do Filho e em nome do ESPÍRITO SANTO”. Isso porque Ele mencionou um só nome: o nome do DEUS Todo-poderoso, subsistente em três Pessoas. O Filho e o ESPÍRITO SANTO estão igualados nessa passagem. A. T. Robertson afirmou: “O batismo no (eis) nome do Pai, e do Filho, e do ESPÍRITO SANTO, no nome da Trindade”.9,

“Ora, há diversidade de dons, mas o ESPÍRITO é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo DEUS que opera tudo em todos” (I Co 12.4-6). Aqui o apóstolo Paulo mostra o aspecto trinitáno. Como, na Trindade, não existe primeiro e último (as três Pessoas são iguais), são mencionadas, nessa passagem, na ordem inversa em relação à constante deMateus 28.19.

A passagem de I Coríntios 12 a 14 trata dos dons do ESPÍRITO SANTO. O termo “Senhor” (12.5) se refere ao Filho, e “DEUS” (12.6), ao Pai. O nome “DEUS”, tbeos, no Novo Testamento grego, quando vem acompanhado do artigo e sem outra qualificação, refere-se sempre ao Pai.98 O culto cristão é adoração a DEUS, e DEUS, portanto, é quem opera no culto.

Há um só corpo e um só Espirito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só DEUS e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos, e em todos Ef 4.4-6).

Novamente, encontramos, no texto acima, a fórmula trinitária: o DEUS-Pai, o DEUS-Filho e o DEUS-ESPÍRITO. Cada uma das três Pessoas desempenha um papel na igreja. Essa verdade, ensinada primeiramente aos crentes de Éfeso, consta também do Credo de Atanásio — não se deve confundir as Pessoas; Pai é Pai, Filho é Filho, e ESPÍRITO SANTO é ESPÍRITO SANTO. Um só Pai, um só Filho e um só ESPÍRITO SANTO.

Há, portanto, um Pai, não três Pais; um Filho, não três Filhos; um Espirito SANTO, não três Espíritos Santos. E nesta trindade não existe primeiro nem último; maior nem menor. Mas as três Pessoas são co-eternas, são iguais entre si mesmas; de sorte que por meio de todas, como acima foi dito, tanto a unidade na trindade como a trindade na unidade devem ser adoradas.

As três Pessoas estão presentes, atuando cada uma na sua esfera de atuação, em perfeita harmonia e perfeita unidade: “A graça do Senhor JESUS CRISTO, e o amor de DEUS, e a comunhão do ESPÍRITO SANTO seja com vós todos” (2 Co 13.13). Esta é a mais bela bênção das epístolas paulinas, conhecida como a “bênção apostólica”, que poderia também ser chamada de “bênção trinitariana”.

No Antigo Testamento, também há uma bênção tríplice, a sacerdotal; nela DEUS aparece três vezes. Ele determinou que o sacerdote assim abençoasse os filhos de Israel: “O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz” (Nm 6.24-26).

Como se vê, existe harmonia entre os dois Testamentos quanto à doutrina da Trindade. Há outras inúmeras passagens bíblicas que mostram textualmente que cada uma dessas Pessoas é DEUS absoluto, além de enfatizarem os seus atributos divinos e as suas operações e obras, as quais serão mencionadas no fim deste capítulo.

 

As três Pessoas da Trindade

As Escrituras Sagradas afirmam que existe um só DEUS; e DEUS é um só. O Pai é o DEUS-Jeová, da mesma forma que o Filho e o ESPÍRITO SANTO são, igual­mente, o mesmo DEUS-Jeová. Trata-se, não de três Deuses, e sim de um só DEUS que subsiste em três Pessoas.

Por mais que tentemos explicar a Trindade, ela é um mistério. “Verdadei­ramente tu és o DEUS que te ocultas, o DEUS de Israel, o Salvador” (Is 45.15), ou: “tu és DEUS misterioso” (ARA). Se o Todo-Poderoso pudesse ser sondado e esquadrinhado pela mente humana, seria limitado e deixaria de ser DEUS.

O termo “Pessoa”, empregado para definir as três identidades distintas da Trindade, em certo sentido é inadequado. Daí os pais da igreja evitarem o seu uso para identificar o Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO na Trindade. O vocábulo, do grego prosopon, significa “rosto, face, expressão” — literalmente, “aquilo que aparece diante dos olhos”, “aparência”, “aspecto”, “manifestação”.

“Pessoa” é “um termo menos técnico que hipostasis ou subsístentia, usados para se referir às Pessoas da Trindade ou à Pessoa de CRISTO”.99 Seu equivalente latino é persona, termo empregado por Tertuliano com o sentido de “máscara”, a fim de refutar as heresias dos sabelianistas. A conotação, no caso, era com as máscaras que os atores usavam para representar personagens no teatro grego.100

Aplicando o termo em análise ao que chamamos de Pessoas da Trindade, alguém poderia ser induzido a crer no sabelianismo ou no modalismo. Por essa razão, os pais da igreja preferiam chamar as Pessoas divinas de bomoousios, “um ser” ou hipostasis.

Hipóstase significa “forma de ser ou de existir”,101 que vem de duas palavras gregas hypo, “sob”; e istathai, “ficar”. Nas discussões teológicas sobre a doutrina da Trindade, na era patrística, tal palavra foi aplicada como sinônimo de ousia, “essência, ser”.102 O reformador protestante Calvino preferia chamá-la de Subsistentia.103

A palavra “pessoa” diz respeito à parte consciente do homem que pensa, decide e sente; constitui o caráter, a identidade e a individualidade. Por isso, não devemos confundir pessoa com homem. No caso deste, a sua pessoa é o seu “eu”. E até possível o uso alternativo de pessoa e homem como ser, indivíduo, sujeito, personalidade, identidade, caráter, mas isso nunca deve acontecer quando o assunto diz respeito às três Pessoas da Trindade.

No caso do DEUS trino, é necessário haver restrição. Não são três seres, indi­víduos ou sujeitos, e sim três identidades conscientes. A natureza de DEUS é uma, enquanto as Pessoas divinas, três. A Trindade é a união de três identidades pessoais em um só Ser ou Indivíduo — trata-se, pois, de uma só existência ou essência.

 

A DIVINDADE E OS ATRIBUTOS DIVINOS DO FlLHO

As Escrituras enfatizam textualmente, de maneira inconfundível, a divindade do Senhor JESUS CRISTO e os seus atributos divinos, como lemos em Isaías 9.6:

Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, DEUS Forte,

Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.

Na profecia messiânica acima mencionam-se o nascimento e o ministério de JESUS. Dos nomes apresentados, um mostra expressamente que Ele é DEUS Forte, e o outro revela um atributo incomunicável exclusivo da deidade, a eternidade — Pai da Eternidade.

Analisemos outras passagens:

Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, sendo rei, reinará e prosperará, e praticará o juízo e a justiça na terra. Nos seus dias Judá será salvo, e Israel habitará seguro: e este será o seu nome, com que o nomearão: O Senhor Justiça Nossa (Jr 23.5,6).

O nome “O Senhor Justiça Nossa” é, em hebraico, YHWHTsidkenu.Ttmos, pois, outra profecia messiânica pela qual são mencionados atributos e títulos de JESUS: Re­novo de Davi, Renovo justo, Rei de toda a Terra, Salvador de Israel. Tais descrições estão reveladas no Novo Testamento na Pessoa de JESUS (Rm 1.3; At 3.14; 4.12; Ap19.16. Por fim, o Renovo de Davi, o Messias, é chamado de Jeová Justiça Nossa.

Efugireis pelo vale dos meus montes (porque o vale dos montes chegará até Azei) efugims assim como fugistes do terremoto nos dias de Uzias, rei de Judá; então, virá o Senhor, meu DEUS, e todos os santos contigo, ó Senhor (Zc 14.5).

A profecia acima é escatológica e fala do grande livramento de Jerusalém, por ocasião da Segunda Vinda de JESUS. O Messias é chamado de “Jeová, meu DEUS”, com todos os santos com Ele. Comparemos a profecia de Zacarias com a citada em Judas v. 14: “E destes profetizou também Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos”.

No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com DEUS, e o Verbo era DEUS. Ele estava no princípio com DEUS. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez Qo 1.1-3).

Na segunda parte do primeiro versículo, em grego, aparece o artigo defini­do antes do nome de DEUS, ton theon, “o DEUS”. E já vimos, anteriormente, que theos, no Novo Testamento grego, quando acompanhado de artigo e sem outra qualificação, refere-se sempre ao DEUS-Pai.

O nome theos, na terceira cláusula da passagem, é predicativo do sujeito, ante­posto ao verbo e sem o artigo definido: kai theos en ho logos, “e o Verbo era DEUS”. Segundo Martinho Lutero, “a falta de um artigo é contra o sabelianismo e a ordem da palavra é contra o arianismo”.104 Portanto, o Senhor JESUS CRISTO é DEUS e tem todos os atributos do Pai, conquanto não seja a primeira Pessoa da Trindade.

Em Romanos 9.5, está escrito: “Dos quais são os pais, e dos quais é CRISTO, segundo a carne, o qual é sobre todos, DEUS bendito eternamente. Amém”. Há, neste texto, em português, um problema de pontuação. Como na antiguidade não havia sinal gráfico para pontuar, a construção apresentada na versão Almeida Revista Atualizada (ARA) e na Tradução Brasileira é natural.

Acerca desse emprego Robertson afirmou:

Esta é a maneira natural de tomar o sentido da oração, cuja pontuação própria e literal é a seguinte: “O qual é sobre todas as coisas DEUS bendito pelos séculos… ”

A interposição de um ponto e seguido depois de “sarka’’ (ou de um ponto e vírgula) e a iniciação de uma nova oração para a doxología tem um resultado mui brusco e forçado.

O termo sarka, de sarx, é a palavra grega para “carne”. A pontuação pode, por conseguinte, mudar o sentido da mensagem.

Que, sendo em forma de DEUS, não teve por usurpação ser igual a DEUS (Fp 2.6).

O texto sagrado acima afirma que o Senhor JESUS não considerou usurpação o ser exatamente igual a DEUS, e isso ensina a deidade absoluta de JESUS CRISTO. O verbo grego traduzido por “sendo” é hyparcho, “ser, estar em existência”106. Portanto, “tem o sentido de um estado permanente: CRISTO existia e existe eter­namente na forma de DEUS”.,

Vine afirmou:

Assim, em Fp 2.6, a expressão: ‘‘que sendo (sic) [hyparchon] em forma de DEUS” implica sua deidade preexistente, anterior ao seu nascimento e sua deidade que continua depois.

A palavra expressa a continuação de um estado ou condição anterior.109

Outra palavra que devemos considerar, nessa passagem, diz respeito ao substantivo morphe, que significa “forma”, na sua essência, e não simplesmente aparência. Morphe “denota ‘a forma ou traço especial ou característico’ de uma pessoa ou coisa. E usado com significado particular no Novo Testamento, somente acerca de CRISTO, em Fp 2.6, nas frases: ‘sendo em forma de DEUS’ e ‘tomando a forma de servo’.”110

O substantivo morphe aparece apenas três vezes no Novo Testamento gre­go (Fp 2.6,7Marcos 16.12). Contrasta-se com schema, que significa “forma”, no sentido de aparência externa, e não como essência e natureza, como acontece com o primeiro.

“Que, sendo em forma de DEUS” mostra que JESUS era DEUS antes da sua en­carnação, assim como 2 Coríntíos 8.9, onde o apóstolo usa a mesma construção: “que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre”. È correto afirmar que JESUS não era rico antes de sua encarnação? Não, absolutamente! No texto de Filipenses encontramos a mesma coisa: “sendo em forma de DEUS (…) tomou a forma de servo”. O verdadeiro DEUS tornou-se verdadeiro Homem.

A passagem enfatiza a humildade. Evidentemente, os cristãos devem imitar a CRISTO, não disputando com os irmãos os seus privilégios, pois Ele, sendo DEUS, não fez uso de suas prerrogativas, mas assumiu a forma de Servo, mantendo-se fiel até a morte. Da mesma maneira, os cristãos devem seguir tal exemplo de humildade e fidelidade. A ênfase do texto, pois, não indica que eles sejam “em forma de DEUS”.

O termo grego harpagmon, traduzido por “usurpação”, significa “apoderar-se, arrancar violentamente”.

  1. Bruce declarou:

Não existe a questão de CRISTO tentar arrebatar ou apoderar-se da igualdade com DEUS: ele ê igual a DEUS; porque o fato de ele ser igual a DEUS, não é usurpação; CRISTO é DEUS em sua natureza. Tampouco existe a questão de CRISTO tentar reter essa igualdade pela força. A questão fundamental é, antes, que CRISTO não usou sua igualdade com DEUS como desculpa para auto-afirmação, ou autopromoção; ao contrário, ele a usou como ocasião para renunciar a todas as vantagens ou privilégios que a divindade lhe proporcionava, como oportunidade para auto-empobreamento e auto-sacrificio sem reservas.111

“Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl 2.9). As palavras “divindade” e “deidade” no texto grego é theotes, que só aparece uma vez no Novo Testamento grego. Essa essência divina ou deidade absoluta, disse o apóstolo Paulo, habita corporalmente em CRISTO — DEUS-Homem e Homem-DEUS.

Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande DEUS e nosso Senhor JESUS CRISTO (Tt 2.13).

Simão Pedro, servo e apóstolo de JESUS CRISTO; aos que conosco alcançaram é igualmente preciosa pela justiça do nosso DEUS e Salvador JESUS CRISTO (2 Pe l.l).

O apóstolo Paulo empregou um só artigo tou, que significa “do”, para o “grande DEUS e nosso Salvador CRISTO JESUS”. O doutor Robertson afirma que a presença de um só artigo, nessas passagens — e a mesma coisa acontece em 2 Pedro 1.1 —, revela a menção de uma só Pessoa.112 O texto sagrado apresenta, pois, de maneira direta e inconfundível que JESUS é o “grande DEUS”, o “nosso DEUS e Salvador”.

Além de todos os textos que ensinam explicitamente que o Senhor JESUS é DEUS, en­contramos os atributos incomunicáveis (exclusivos) da divindade do Pai no Filho.

JESUS CRISTO é: Eterno (Is 9.6Mq 5.2; Jo I.I-3; 8.58; Hb 13.8); Onipotente (Mt 28.18; Ef I.2I); Onipresente (Mt 18.2028.20); Onisciente (Jo 2.242516.3021.17Cl 2.2,3); e Criador (Jo I.I-3; Cl 1.16-18Hb 1.2,10).

 

Divindade e atributos divinos do ESPÍRITO SANTO

As Escrituras revelam textualmente, de maneira inconfundível, a divindade do ESPÍRITO SANTO, além de seus atributos divinos, iguais aos do Pai e do Filho. O divi­no Consolador é igual em poder às outras Pessoas da Trindade, tendo também um nome: “em nome do Pai, e do Filho, e do ESPÍRITO SANTO” (Mt 28.19). Diante desta passagem, seria um absurdo se o ESPÍRITO SANTO não fosse DEUS!

O ESPÍRITO do SENHOR falou por mim, e a sua palavra esteve em minha boca. Disse o DEUS de Israel\ a Rocha de Israel a mim me falou: Haverá um justo que domine sobre os homens; que domine no temor de DEUS (2 Sm 23.2,3).

Sucedeu, pois, no sexto ano, no mês sexto, no quinto dia do mês, estando eu assentado na minha casa, e 05 anciãos de Judá, assentados diante de mim, que ali a mão do Senhor JEOVA caiu sobre mim… E estendeu a forma de uma mão c me tomou pelos cabelos da minha cabeça; e o ESPÍRITO me levantou entre a terra e o céu e me trouxe a Jerusalém em visões de DEUS, até à entrada da porta do pátio de dentro, que olha para o norte, onde estava colocada a imagem dos ciúmes, que provoca o ciúme de DEUS Ez 8.1,3).

O profeta Ezequiel afirmou que “a mão do Senhor JEOVÁ” caiu sobre ele; em seguida, declarou que “o ESPÍRITO me levantou entre a terra e o céu”. Isso revela que o DEUS de Israel é o mesmo ESPÍRITO SANTO.

Disse, então, Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao ESPÍRITO SANTO e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a, não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a DEUS (Atos 5.3,4).

De acordo com a passagem supramencionada, a quem Ananias mentiu, ao ESPÍRITO SANTO ou a DEUS? Observe que DEUS e o ESPÍRITO SANTO são uma mesma divindade.

Ora, o Senhor é o ESPÍRITO; e, onde está o ESPÍRITO do Senhor, aí há liberdade. E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o ESPÍRITO (2 Co 3.11,18).

Além de todos os textos que ensinam explicitamente que o ESPÍRITO SANTO é DEUS, encontramos também na Palavra de DEUS todos os atributos da divindade.

O Consolador é: Eterno (Gn 1.2Hb 9.14); Onipotente (Zc 4.6Lc 1.35Rm 15.13,19); Onipresente (Sm 139.7-10I Co 3.16Jo 14.17); Onisciente (Ez 11.5Rm 8.26,27I Co 2.10,11Lc 2.26I Tm 4.1I Pe 1.11; e Criador (Jó 26.1333.4Sm 104.30).

As obras de cada Pessoa da Trindade

Para concluir este capítulo, citaremos algumas referências que corroboram o estudo sobre a Trindade. É muito importante que o estudioso do assunto leia todas as passagens abaixo.

Cada uma das três Pessoas da Trindade é autora do novo nascimento: o Pai (Jo 1.13), o Filho (I Jo 2.29) e o ESPÍRITO SANTO (Jo 3.56); e cada uma delas ressuscitou JESUS: o Pai (At 2.24; I Co 6.14), o próprio Filho (Jo 2.1910.18) e o ESPÍRITO SANTO (I Pe 3.18).

De acordo com as Escrituras, cada Pessoa da Trindade habita nos fiéis: o Pai (Jo 14.23I Co 14.252 Co 6.16Ef 4.6I Jo 2.54.12-16), o Filho (Jo 17.23;

II Co 13.5GL 2.20Ef 3.17I Jo 3.24Ap 3.20) e o ESPÍRITO SANTO (Jo 14.17Rm 8.11I Co 3. 166.19; 2Tm I.I4;Tg 4.5). Além disso, cada uma dá a vida eterna: o Pai (I Jo 5.11), o Filho (Jo 10.28) e o ESPÍRITO SANTO (GL 6.8).

 

O Pai, o Filho e o ESPÍRITO deram aos apóstolos poder para operar milagres:

O Pai (Atos 15.12; I9.I I; Hb 2.4), o Filho (Atos 4.103016.18) e o ESPÍRITO SANTO (Atos 2.2-410.44-4619.6Rm 15.19); e falaram pelos profetas e apóstolos: o Pai (Jr 1.9Lc 1.70Atos 3.21), o Filho (Lc 21.15;2 Co 13.3I Pe 1.11) e o ESPÍRITO SANTO (2 Sm 23.2Mt 10.20; Marcos 13.11).

Cada uma delas inspirou as Escrituras: o Pai (Ex 4.122Tm 3.16; Hb I.I), o Filho (2 Co 13.3I Pe 1.11) e o ESPÍRITO SANTO (2 Sm 23.2Marcos 12.36; Atos

28; 2 Pe 1.21); e guiou o povo de DEUS: o Pai (Dt 32.12Sm 23.273.24; Is, o Filho (Mt 16.24Jo 10.4I Pe 2.21) e o ESPÍRITO SANTO (SI 143.10; Is 63.14Rm 8.14Gl 5.18).

Não há dúvidas, à luz da Palavra do Senhor, quanto à Trindade, pois cada uma das Pessoas, ainda, distribui os dons espirituais: o Pai (I Co 12.6Hb 2.4), o Filho (I Co 12.5) e o ESPÍRITO SANTO (Jo 14.26I Co 12,8-11); e santifica os fiéis: o Pai (Jo 14.23I Co 14.252 Co 6.16Ef 4.6I Jo 2.54.I2-I6), o Filho (Jo 17.232 Co 13.5; G12.20; Ef 3.17I Jo 3.24) e o ESPÍRITO SANTO (Jo 14.17Rm 8.11I Co 3.16; 2Tm I.I4;Tg 4.5).

Finalmente, cada uma delas dá missão aos profetas; envia os apóstolos e mi­nistros: o Pai (Is 48.16Jr 25.4I Co 12.28; G1 I.I), o Filho (Mc 16.15; 2 Co 5.20Gl 1.1Ef 4.11) e o ESPÍRITO SANTO (Is 48.16Atos 13.2,416.6-720.28); e ensina os fiéis: o Pai (Is 48.1754.13Jo 6.45), o Filho (Lc 21.15Jo 15.15Ef 4.21Gl 1.12) e o ESPÍRITO SANTO (Lc 12.12Jo 14.26I Co 2.13). Aleluia!

 

LIÇÃO 5  A SANTÍSSIMA TRINDADE – UMA VERDADE INCONTESTÁVEL – Lições Bíblicas do 4º Trimestre de 2006 – CPAD – Jovens e Adultos

TEMA – As Verdades Centrais da Fé Cristã – Comentários da revista da CPAD: Pr. Claudionor Correia de Andrade

Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto – Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva

 

Lição 5 – A SANTÍSSIMA TRINDADE – UMA VERDADE INCONTESTÁVEL

 

TEXTO ÁUREO:

“A graça do Senhor JESUS CRISTO, e o amor de DEUS, e a comunhão do ESPÍRITO SANTO sejam com vós todos. Amém!” (2 Co 13.13).

  

VERDADE PRÁTICA:

 A doutrina da Santíssima Trindade é uma verdade bíblica fundamental e não pode ser ignorada nem desprezada por aqueles que aceitaram a CRISTO como Salvador.

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE : MATEUS 3.13-17

 13 Então, veio JESUS da Galiléia ter com João junto do Jordão, para ser batizado por ele.

 14 Mas João opunha-se-lhe, dizendo: Eu careço de ser batizado por ti, e vens tu a mim?

 15 JESUS, porém, respondendo, disse-lhe: Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então, ele o permitiu.

 16 E, sendo JESUS batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o ESPÍRITO de DEUS descendo como pomba e vindo sobre ele.

 17 E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu FILHO amado, em quem me comprazo.

 

3.13 O BATISMO DE JESUS. JESUS foi batizado por João pelas seguintes razões:

(1) Para cumprir toda a justiça (v. 15; cf. Lv 16.4; Gl 4.4,5). CRISTO, mediante o batismo, consagrou-se publicamente a DEUS, e assim cumpriu a justa exigência de DEUS.

(2) Para identificar-se com os pecadores embora o próprio JESUS não precisasse de arrependimento de pecado (2 Co 5.21; 1 Pe 2.24).

(3) Para associar-se com o novo movimento da parte de DEUS, pelo qual Ele chamava todos ao arrependimento. Este movimento teve início com João Batista como o precursor do Messias (Jo l.23,32,33).

3.16 O ESPÍRITO DE DEUS DESCENDO… SOBRE ELE. Tudo quanto JESUS fez sua pregação, seu sofrimento, sua vitória sobre o pecado Ele o fez pelo poder do ESPÍRITO SANTO. Se JESUS nada podia fazer sem a operação do ESPÍRITO SANTO, quanto precisa o povo de DEUS da capacitação do ESPÍRITO SANTO! (cf. Lc 4.1,14, 18; Jo 3.34; At 1.2; 10.38). O ESPÍRITO veio sobre JESUS para dotá-lo de poder para efetuar a obra da redenção (ver Lc 3.22). O próprio JESUS posteriormente iria batizar seus seguidores com o ESPÍRITO SANTO a fim de que eles também tivessem a capacitação do ESPÍRITO (ver 3.11; At 1.5,8; 2.4).

3.17 ESTE É O MEU FILHO AMADO. O batismo de JESUS é uma grandiosa manifestação da realidade da Trindade.

(1) JESUS CRISTO, declarado igual a DEUS (Jo 10.30), é batizado no Jordão.

(2) O ESPÍRITO SANTO, que também é igual ao PAI (At 5.3,4), desce sobre JESUS em forma de pomba.

(3) O PAI declara que se compraz em JESUS. Temos, portanto, neste ato três pessoas divinas iguais. Contraria a integridade das Escrituras explanar este evento de qualquer outra maneira. A doutrina da Trindade mostra que as três pessoas divinas subsistem em tal unidade que constituem o DEUS uno (ver Mc 1.11, sobre a Trindade; cf. Mt 28.19; Jo 15.26; 1 Co 12.4-6; Ef 2.18; 1 Pe 1.2).

 

VOZ:

Isaías 40.3 Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do SENHOR; endireitai no ermo vereda a nosso DEUS.

Marcos 1.3 Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. 

Lucas 3.4 segundo o que está escrito no livro das palavras do profeta Isaías, que diz: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai as suas veredas.

João 1.23 Disse: Eu sou a voz do que clama no deserto:  Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías. Lucas 1.76 E tu, ó menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque hás de ir ante a face do Senhor, a preparar os seus caminhos,

 

ESPÍRITO:

Isaías 4.4 Quando o Senhor lavar a imundícia das filhas de Sião e limpar o sangue de Jerusalém do meio dela, com o espírito de justiça e com o espírito de ardor,

Isaías 44.3 Porque derramarei água sobre o sedento e rios, sobre a terra seca; derramarei o meu ESPÍRITO sobre a tua posteridade e a minha bênção, sobre os teus descendentes.

Malaquias 3.2 Mas quem suportará o dia da sua vinda? E quem subsistirá, quando ele aparecer? Porque ele será como o fogo do ourives e como o sabão dos lavandeiros.

Atos dos Apóstolos 2.3 E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles.4 E todos foram cheios do ESPÍRITO SANTO e começaram a falar em outras línguas, conforme o ESPÍRITO SANTO lhes concedia que falassem.

1 Coríntios 12.13 Pois todos nós fomos batizados em um ESPÍRITO, formando um corpo, quer Judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um ESPÍRITO.

 

A TRINDADE (Willian W.Menzies e Stanley M.Horton – Doutrinas Bíblicas – CPAD – 1995 – RJ)

Um grande mistério está à nossa espreita: há somente um DEUS, e uma só Trindade (ou “triunidade”). Para desvendar tal mistério, não dispomos de analogias ou comparações adequadas. Mas a realidade da Palavra de DEUS aí está: o Supremo Ser subsiste numa unidade de três pessoas igualmente divinas e distintas.

 

Por mais difícil que nos seja compreender toda essa verdade, temos aí, não obstante, uma doutrina vital e urgente. A história eclesiástica traz dramáticos relatos de grupos cristãos que teimaram em não fazer caso da Trindade.

 

A oração familiar e cotidiana dos judeus, extraída de Deuteronômio 6.4, enfatiza a suprema grandeza da unidade divina: “Ouve, Israel, o Senhor nosso DEUS é o único Senhor”. A palavra “único”, aqui usada, corresponde ao hebraico, “echad”, que pode representar uma unidade composta ou complexa. Embora o hebraico possua uma palavra que signifique “somente um” ou “o único”, “yachid”, esta jamais é usada em relação a DEUS.

 

Paralelamente a unidade de DEUS, deparamo-nos com o conceito de sua personalidade. A personalidade envolve o conhecimento (ou inteligência), os sentimentos (ou afetos) e a vontade. O PAI, o FILHO e o ESPÍRITO SANTO, cada um de per si, revelam tais características à sua própria maneira.

 

O ESPÍRITO SANTO, por exemplo, faz coisas que o mostram realmente como uma pessoa distinta, e não como mero poder impessoal (At 8.29; 11.12; 13.2,4; 16.6,7; Rm 8.27; 15.30; 1Co 2.11; 12.11). A personalidade também requer comunhão. Todavia, antes da existência do Universo, onde estava a possibilidade de comunhão? A resposta jaz no complexo arranjo dentro da deidade.

 

A unidade de DEUS não exclui a possibilidade de nela haver personalidades compostas. Há três personalidades distintas, cada qual inteiramente divina, mas encontram-se tão harmonicamente inter-relacionadas que resultam numa única essência. Como se vê, seria totalmente errado afirmar que na Trindade haja três deuses e Uma maneira de se desvendar as distinções das pessoas, na divindade, consiste em se observar as funções atribuídas especificamente a cada uma delas.

 

Exemplificando: DEUS PAI é relacionado à obra da criação; DEUS FILHO é o principal agente da obra de redenção da humanidade; e DEUS ESPÍRITO SANTO é a garantia de nossa herança futura. Esta tríplice distinção é esboçada no primeiro capítulo de Efésios.

 

Contudo, não devemos pressionar tais distinções, pois há abundante testemunho bíblico quanto à cooperação do FILHO e do ESPÍRITO SANTO na obra da criação: o PAI criou através do FILHO (Jo 1.3); o ESPÍRITO SANTO pairava gentilmente sobre a terra, preparando-a para os seis dias da criação (Gn 1.2). O PAI enviou o FILHO ao mundo para efetuar a redenção (Jo 3.16), e o próprio FILHO, em seu ministério, veio “no poder do ESPÍRITO” (Lc4.14).

 

O PAI e o FILHO, de igual modo, tomam parte no ministério do ESPÍRITO SANTO, que consiste em santificar o crente. A Trindade é uma comunhão harmoniosa dentro da deidade. Essa comunhão é amorosa, porque DEUS é amor. Mas esse amor é expansivo, e não auto-centralizado.

 

Ele requeria que, antes da criação, houvesse mais de uma Pessoa dentro do Divino Ser. Um importante vocábulo para se guardar, no tocante à doutrina da Trindade, é “subordinação”. Há uma espécie de subordinação na ordem das relações das pessoas da Trindade, mas sem qualquer implicação quanto à natureza de cada uma delas.

 

O FILHO e o ESPÍRITO são declarados como “procedentes” do PAI. É uma subordinação, pois, quanto às relações, mas não quanto à essência. O ESPÍRITO, por sua vez, é declarado procedente do PAI e do FILHO. Esta é a declaração ortodoxa da Igreja Ocidental, adotada por ocasião do Concílio de Nicéia, em 325 d.C, e incorporada em diversos credos.

 

Duas notórias heresias opuseram-se à Igreja quanto à doutrina da Trindade: sabelianismo e arianismo.

 

Por volta do século III, Sabélio, numa tentativa de evitar a possibilidade de que se ensinasse a existência de três deuses, promoveu a idéia de que há apenas um DEUS. Embora, segundo ele, possua o Ser Supremo uma única personalidade, manifesta-se de três diferentes modos. Primeiramente, há o DEUS PAI, o Criador. que, posteriormente, manifestou-se como o FILHO, o Redentor. E, finalmente, veio Ele a se revelar como o ESPÍRITO SANTO. Para Sabélio, DEUS estava apenas exibindo-se sob três “máscaras” diferentes. Uma modalidade dessa heresia irrompeu nos círculos pentecostais por volta de 1915, assumindo o epíteto de “JESUS Somente” ou de “Unidade”. Usualmente apontam eles para o fato de que a palavra “nome”, em Mateus 28.19, é singular, e arrematam, dizendo que esse “nome” é JESUS. Entretanto, nos tempos bíblicos, o substantivo “nome” incluía tanto os nomes pessoais como os títulos (Lc 6.13), e somente era usado no singular quando dado a uma pessoa – como em Rute 1.2, onde “nome” aparece no singular hebraico. Notemos ainda que, em Mateus 28.19, o mandamento foi, literalmente, batizar os convertidos “no nome”, que era a maneira de se referir à adoração e serviço do PAI, do FILHO e do ESPÍRITO SANTO. Todavia, em Atos 2.38, há uma forma diferente usada no original grego, e que significa “no nome de JESUS”: era a maneira de se realçar a expressão “sob a autoridade de JESUS”; autoridade esta expressa em Mateus 28.19. Lucas usou igual terminologia para distinguir o batismo de CRISTO do batismo de João Batista. Essa espécie de unitarismo simplifica demasiadamente a Trindade.

 

Os defensores dessa posição usam a seguinte ilustração: O Dr. William Jones é tratado por seu título, Dr. Jones, em seu consultório. No bairro, os amigos chamam-no por seu nome pessoal, William. Em casa, seus filhos chamam-no de pai ou papai. O problema com tal ilustração é que William Jones, numa reunião na sede comunitária de seu bairro, não irá ao telefone falar com o pai Jones, em casa, ou para com o Dr. Jones, em seu consultório. E, no entanto, JESUS orou ao PAI, e o PAI declarou: “Tu és o meu FILHO amado, em ti me comprazo” (Lc 3.22).

 

A simplificação unitarista, pois, arrasta DEUS para o nível humano. Ora, no nível humano só há uma pessoa para cada ser. Sem importar qual seja a parte de uma pessoa (vontade, emoções etc) que esteja agindo, ela deverá dizer: “Eu fiz isso”. No nível divino, porém, há três pessoas para um só Ser. A maioria dos que seguem a doutrina do “JESUS Somente”, ensinam que só pode considerar-se salvo o que é batizado no ESPÍRITO SANTO, e fala línguas estranhas. Tal confusão deriva-se de sua falha em não distinguir entre a redenção operada por CRISTO e a unção que nos proporciona o ESPÍRITO SANTO.

 

Outra heresia que tem afligido periodicamente certos segmentos da Igreja é o arianismo.

Em 325 d.C., Ario descambou para um outro extremo. Ele enfatizou de tal forma a distinção entre as pessoas da divindade, que acabou por dividi-la em três essências distintas. E o resultado foi a subordinação não só entre as relações pessoais, mas também quanto à natureza do FILHO e do ESPÍRITO SANTO. Semelhante arremedo doutrinário esvaziou a divindade tanto de CRISTO quanto do ESPÍRITO SANTO. Ario negava a eterna filiação de CRISTO, sugerindo ter Ele começado a existir nalgum ponto do tempo após o PAI. Além disso, declarou que o ESPÍRITO SANTO teria vindo à existência através da operação do PAI e do FILHO, tornando-lhe a deidade inferior à deidade do FILHO. Há vários grupos hoje que negam igualmente a divindade do FILHO e do ESPÍRITO SANTO. Tais grupos consideram,se herdeiros espirituais de Ário.

 

Eis algumas passagens que refutam a tal subordinação: Jo 15.26; 16.13; 17.1,18,23; 1 Co12.4,6; Ef 4.1,6 e Hb 10.7,17.

 

VEJA ESTES EXEMPLOS:

Jo 15.26 Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele ESPÍRITO de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim.

1 Co 12.4 Ora, há diversidade de dons, mas o ESPÍRITO é o mesmo.5 E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.6 E há diversidade de operações, mas é o mesmo DEUS que opera tudo em todos.

Ef 4.1 ROGO-VOS, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, 2 Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, 3 Procurando guardar a unidade do ESPÍRITO pelo vínculo da paz. 4 Há um só corpo e um só ESPÍRITO, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; 5 Um só Senhor, uma só fé, um só batismo; 6 Um só DEUS e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós.

 

Embora o termo “trindade” não seja encontrado em nenhum lugar da Bíblia, há numerosas passagens que lhe fazem alusão. Um vívido exemplo é visto de maneira clara nos eventos que cercam o batismo de JESUS no rio Jordão: -Batizado JESUS, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o ESPÍRITO de DEUS descendo como pomba, vindo sobre ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é meu FILHO amado, em quem me comprazo” (Mt 3.16,17).

 

Admitimos ser a Trindade um mistério; um mistério mui profundo: não pode ser compreendido pela mente humana. Mas o ESPÍRITO da Verdade ajuda-nos em nossa fraqueza e incapacidade (1 Co 2.13-16). Adoramos o PAI, o FILHO e o ESPÍRITO SANTO.Reconhecemos-Ihes suas respectivas personalidades por suas atuações descritas pela Bíblia. Por conseguinte, humildemente reconhecemos serem Eles Um em comunhão, propósito e substância.

 

SÍNTESE TEXTUAL

Entendemos, mediante a Doutrina da Trindade, que a divindade subsiste eterna e plenamente em três pessoas: o PAI, o FILHO e o ESPÍRITO SANTO. Não são três Deuses como falsamente afirmam os hereges, mas um só DEUS. Uma é a pessoa do PAI, outra, a do FILHO, e outra, a do ESPÍRITO SANTO. O PAI não é maior do que o FILHO. O FILHO não é maior do que o ESPÍRITO SANTO, e assim respectivamente. O PAI não é o FILHO. O FILHO não é o ESPÍRITO SANTO. E o ESPÍRITO SANTO não é nenhuma das Pessoas anteriores. Todavia, a divindade pertence a cada uma das três pessoas, constituindo um só DEUS. Conforme afirmou Atanásio de Alexandria: “Adoramos um só DEUS na Trindade, a Trindade na Unidade, sem confusão de pessoas, e sem separação de substância”.

 

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA:

 Prezado professor, a doutrina da Santíssima Trindade é uma verdade incontestável. As Sagradas Escrituras, tanto no Antigo quanto em o Novo Testamento, atestam a veracidade desse ensinamento. No estudo desta semana, devemos evitar dois erros:

1) o erro do modalismo – afirma que o PAI, o FILHO e o ESPÍRITO SANTO são a manifestação da mesma pessoa;

2) o erro do subordinacionismo – afirma que o PAI é maior do que o FILHO e o ESPÍRITO SANTO, e que tanto o FILHO quanto o ESPÍRITO SANTO, estão subordinados ao PAI. Todavia, sabemos que a Trindade é Una, pois só há uma deidade; e Trina, pois são três distintas pessoas que participam da mesma deidade.

O triângulo eqüilátero é uma excelente figura para facilitar a compreensão da Trindade. Reproduza-o conforme os recursos disponíveis.

 

 

COMENTÁRIO RESUMO DA REVISTA DA CPAD – COMENTARISTA Pr.Claudionor:

INTRODUÇÃO 

Nesta lição, estudaremos um dos capítulos mais importantes da teologia. Se para constatar a existência de DEUS, é-nos suficiente a fé e a razão; para compreender a Trindade, carecemos, conjuntamente, da revelação divina que só encontramos na Bíblia Sagrada. Não é algo que se aprende através da luz natural da razão; e, sim, da iluminação espiritual que nos proporciona o ESPÍRITO SANTO na Palavra de DEUS.

 

 

III. A SANTÍSSIMA TRINDADE NO NOVO TESTAMENTO

 É no Novo Testamento que encontramos as mais claras e explícitas manifestações da Santíssima Trindade: no batismo de JESUS, em seu ministério e em sua ressurreição e ascensão e, de forma abundante, na vida da Igreja Primitiva.

  1. No batismo de JESUS(Mt 3.16,17).
  2. No ministério de JESUS(Lc 4.18,19).
  3. Na ressurreição e na ascensão de JESUS.
  4. Na vida da Igreja Primitiva.

 

CONCLUSÃO 

 A doutrina da Santíssima Trindade não é um mero exercício intelectual; é uma verdade consoladora: ensina-nos diversas coisas vitais para a nossa vida cristã. Em primeiro lugar, com a ascensão de Nosso Senhor, não fomos deixados órfãos. Ele rogou ao PAI que, amorosa e prontamente, enviou-nos o Consolador. E este, com inexprimíveis gemidos, intercede por nós e testifica que somos filhos de DEUS através dos méritos de Nosso Senhor JESUS CRISTO.

Quão consoladora é a doutrina da Santíssima Trindade. 

 

A TRINDADE DIVINA – As Grandes Doutrinas da Bíblia – Raimundo de Oliveira – CPAD

A doutrina da Trindade consiste num dos grandes mistérios da fé cristã. Em suas confissões indaga Agosti­nho: “Quem compreende a Trindade Onipotente? E quem não fala dela ainda que não a compreenda? É rara a pessoa que ao falar da Santíssima Trindade saiba o que diz. Con­tendem e discutem. E contudo ninguém contempla esta visão sem ter paz interior”.As Escrituras ensinam que DEUS é um, e que além dele não existe outro DEUS (Is 37.16). Contudo, a unidade divina é uma unidade composta de três pessoas distintas e divinas, que são: DEUS Pai, DEUS Filho, e DEUS ESPÍRITO SANTO. Não se trata de três deuses independentemente. São três pessoas, mas um só DEUS. Os três cooperam unidos e num mesmo propósito, de maneira que no pleno sentido da palavra, são um. O Pai cria, o Filho redime, e o ESPÍRITO santifica; e, no entanto, em cada uma dessas operações os três estão presentes.

 

  1. A Trindade na Bíblia

Tanto no Antigo como no Novo Testamento, título divinos são atribuídos, distintamente, às três pessoas da Trindade. Deste modo a Bíblia diz que o Pai é DEUS (Ex 20.2), que o Filho é DEUS (Jo 20.28),e que o ESPÍRITO também é DEUS (At 5.3,4). Cada pessoa da Trindade é descrita na Bíblia, como sendo:

 

A Trindade O Pai O Filho O ESPÍRITO SANTO
Onipresente Jr 23.24 Ef 1.20-23 Sl 139.9
Onipotente Gn 17.1 Ap 1.8 Rm 15.19
Onisciente At 15.18 Jo 21.17 1 Co 2.10
Criador Gn 1.1 Jo 1.3 Jó 33.4
Eterno Rm 16.16 Ap 22.13 Hb 9.14
SANTO Ap 4.8 At 3.16 1 Jo 2.20
Salvador 2 Ts 2.13 Tt 3.4-6 1 Pd 1.2

 

  1. DEUS Pai

Nas Escrituras o nome “Pai” nem sempre designa DEUS num mesmo sentido. Por exemplo, a Bíblia o apre­senta como:

a)Pai de toda a Criação (1 Co 8.6; Ef 3.14,15; Hb 12.9).

b)Pai de Israel(Dt 32.6; Is 63.16; Jr 3.4; Ml 1.6).

  1. c) Pai dos crentes (Mt 5.45; 6.6; 1 Jo 3.1).

d)Pai de JESUS CRISTO (Mt 3.17; Jo 1.14; 8.54).

Do Universo DEUS é Pai por criação; de Israel Ele é Pai por eleição; do crente Ele é Pai por adoção; e de JESUS Cris­to Ele é Pai por geração.

 

  1. DEUS Filho

Das três pessoas da Trindade, a única revelada corporalmente aos homens foi a segunda, o Senhor JESUS CRISTO. Muitas afirmações feitas a respeito do Senhor Jeová no Antigo Testamento são interpretadas no Novo Testa­mento, referindo-se profeticamente a JESUS CRISTO. Com­parando algumas citações do Antigo Testamento com ou­tras do Novo, haveremos de notar a identidade de JESUS CRISTO como DEUS. Veja isto comparando as seguintes pas­sagens das Escrituras:

Isaías 40.3,4………………   com……….   Lucas 1.68,69, 79

Êxodo 3.14………………..   com……….   João 8.56-58

Jeremias 17.10……………   com……….   Apocalipse 2.26

Isaías 60.19……………….   com……….   Lucas 2.32

Isaías 6.10…………………   com………. João 12.37-41

Isaías 8.12,13…………….   com………. 1 Pedro 3.14,15

Números 21.6,7………….   com……….   1 Coríntios 10.9

Salmo 23.1………………..   com……….   João 10.11

Ezequiel 34.11,12………..   com………. Lucas 19.10

Deuteronômio 6.16………   com……….   Mateus 4.10

 

  1. DEUS ESPÍRITO SANTO

O Pai e o Filho dão testemunho de si mesmos; o Espí­rito SANTO, porém, jamais dá testemunho de si próprio; contudo, a Bíblia o apresenta como um Ser dotado de per­sonalidade. Isto é, o ESPÍRITO SANTO possui em si os elemen­tos de existência pessoal, em contraste com a existência impessoal.A Bíblia mostra a personalidade do ESPÍRITO SANTO quando diz que Ele cria e dá vida, nomeia e comissiona ministros, dirige onde os ministros devem pregar, instrui o que os ministros devem pregar, falou através dos profetas, contende com os pecadores, reprova, consola, nos ajuda em nossas fraquezas, ensina, guia, santifica, testifica de CRISTO, tem poder próprio, sonda tudo, age segundo a sua vontade, pode ser entristecido e envergonhado, pode sofrer resistência (Jó 33.4; Is 48.16; At 13.2; 20.28; 16.6,7; 1 Co 2.13; At 1.16; 1 Pd 1.11,12; 2 Pd 1.21). O nome do ESPÍRITO SANTO aparece associado aos no­mes do Pai e do Filho, na comissão apostólica, Mt 28.19 na opera­ção dos dons espirituais na Igreja, (1 Co 12.4-6) e na bênção apostóli­ca (2 Co 13.13).

  

TRINDADE – TEOLOGIA SISTEMÁTICA – Govaski

 TRIUNO DEUS (TRINDADE) -nome significa união de três partes ou expressões em uma só.Expressão usada a primeira vez por Tertuliano Séc.II DC Ex. Água nos 3 estados num mesmo recipiente.Ex.

(1Jo. 5:7– Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o ESPÍRITO SANTO; e estes três são um.

1 Jo.5:8 – E três são os que testificam na terra: o ESPÍRITO, e a água e o sangue; e estes três concordam num.DEUS é um.

O monoteísmo é uma verdade e a divindade do Pai, do Filho e do ESPÍRITO SANTO é uma verdade.

A Unidade Divina é uma Unidade Composta, onde há realmente três pessoas distintas, cada uma das quais é a unidade, mas cada um é consciente das outras duas, em comunhão.

Não é o caso de haver três deuses independentes com existência própria.

Os três cooperam unidos no mesmo propósito. (Eu e o Pai somos um- Jo.10:30 e não,Eu Sou o Pai.)O pai cria (o filho e o ESPÍRITO São cooperadores); o filho redime (0 Pai e o ESPÍRITO enviam o filho a redimir) e o ESPÍRITO SANTO santifica (Pai e filho cooperam nesta Obra).

A trindade é uma comunhão eterna, mas a obra da redenção do homem, tornou sua manifestação histórica.

A Doutrina da trindade é uma doutrina revelada e não concebida pela razão humana. (1Co.2:16).

Essa Palavra não aparece na Bíblia, mas encontra-se na Bíblia, provas de sua existência.

E muito difícil achar termos humanos para expressar a unidade da Divindade e a distinção das Pessoas.

(Não são três deuses, nem três aspectos ou manifestações de DEUS, como prega o TRITEISMO).

Não é uma pessoa apenas, apesar de ser um Só DEUS, como prega o SABELIANISMO. O Pai ama e envia o filho; o filho veio do Pai e voltou para o Pai. O Pai e o filho enviam o ESPÍRITO; O ESPÍRITO intercede junto ao Pai. (Jo.17:1).Para combater estas duas heresias, a doutrina da trindade foi preservada através de dogma Credo de Atanásio Séc.V:‘Adoramos um DEUS em trindade, trindade em unidade.”

As três pessoas que compõe o ser único de DEUS – o Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO – são chamados de a Trindade.

A palavra “Trindade” não aparece na bíblia. (Onisciente, Teocracia e muitas outras palavras também não, mas a doutrina está lá).

Os estudiosos criaram-na para descrever as três pessoas que constituem DEUS.

Através da bíblia, DEUS está presente como sendo o Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO – não são três “deuses”, mas sim três pessoas do único DEUS (veja, por exemplo, Mateus 28:191Coríntios 16:23-242 Coríntios 13:13).

As Escrituras apresentam o Pai como a fonte da criação, o que dá a vida e DEUS de todo o universo (veja João 5:261 Coríntios 8:6Efésios 3:14-15

 

O Filho é retratado mais como a imagem do DEUS invisível, a representação exata do seu ser e de sua natureza e o Messias redentor (veja Filipenses 2:5-6Colossenses 1:14-16Hebreus 1:1-3).

O ESPÍRITO é DEUS agindo, DEUS alcançando as pessoas – influenciando-as, mudando-as internamente, enchendo-as e guiando-as (veja João 14:26 ; 15:26Gálatas 4:6Efésios 2:18).

Todos os três formam uma trindade, vivendo dentro do outro e trabalhando juntos para cumprir seu plano divino para o universo (veja João 16:13-15).

A união das três pessoas — Pai, Filho e ESPÍRITO SANTO — formando um só DEUS. DEUS é ao mesmo tempo uno e trino (Mt 3.13-1728.192Co 13.13).

 

PROVAS DA TRINDADE NA BÍBLIA:

Nome de DEUS em hebraico (indica plural) – Elohyim (Gn. 1:1); Verbo no plural Façamos… (Gn.1:26);

Expressão como um de nós (plural) – (Gn.3:22);

Verbo no plural Desçamos (Gn.11:7);

Aparições de JESUS no AT antes de nascer por Maria: (Reconhecido como DEUS e como homem): DEUS teria aparência de homem e homem teria aparência divina (Gn. 1:27);

DEUS e Abraão (Gn.18:2);

DEUS e Jacó (Gn.32:24);

DEUS e Josué (Js.5:13);

DEUS e Israel (Jz.2:4);

DEUS e Gideão (Jz.6:21);

DEUS e Manoá (Jz.13:3-6);

DEUS e deuses? (Sl.82:1);

DEUS e homem (Sl.82:6-7);

DEUS tem um filho (Pv. 30:4);

DEUS fala que olharão para Ele, que é aquele (JESUS) que traspassaram (Zc.12:10);

O Senhor diz que o (outro) Senhor repreenda? 2 Senhores? (Zc.3:2); DEUS Forte se fez menino (Is.9:6);

Por isso DEUS, o teu DEUS… (Sl. 45:7);

O Eterno, o Senhor, o Criador (3 substantivos seguidos de artigo; 3 pessoas) – (Is.40:28);

 

SETE SIGNIFICADOS DE IMPORTÂNCIA DA TRINDADE:

  1. Confere a compreensão acerca da natureza de DEUS – porque somos formados por uma alma, um corpo e um espírito, onde o homem foi criado à imagem e semelhança de DEUS.
  2. DEUS é triúno, com cada pessoa divina com função e propósito; o homem combina os 3aspectos (material, espiritual e sentimental).
  3. DEUS opera em sua Criação-DEUS Pai planeja, o Filho é o agente e o ESPÍRITO SANTO realiza;
  4. Tira a idéia de Estagnação – DEUS é dinâmico e Ele é a própria plenitude da vida;
  5. Conceito nega o deismo – afinal, DEUS age na criação, Ele quer conduzir homens ao seu seio familiar (Rm.8:29);
  6. Subentende unidade na adversidade-CRISTO é o centro de tudo, mas os homens não perdem identidade;
  7. Limita rivais ao seu poder- falsos,supostos deuses.

Analise os comparativos:

Pai testifica do Filho (Mt.3:17); Filho Testifica do Pai (Jo.5:19); Filho Testificou do ESPÍRITO (Jo.14:26); ESPÍRITO Testificou do Filho (Jo. 15:26).

Atributos Divinos da trindade: PAI FILHO E. SANTO:

Onipresença: Jr.23:24Mt.28:20; SI.139:7;

Onipotência: Gn.17:1Mt.28:18Lc.1:35;

Onisciência: 1Pe.1:2Jo.21:171Co. 2:10;

Criador: Gn. 1:1Jo. 1:3; Jó. 33:4;

Eternidade: Rm. 16:26Ap.22:13Hb. 9:14;

Santidade: Ap. 4:8; At. 3:14; 1 Jo. 2:20;

Santificador: Jo. 10:36Hb. 2:111 Pe. 1:2;

Salvador: Is. 43:112 Tm.1:1O TI. 3:5;

 

Livro do Trimestre – Livro de apoio: A Razão da Nossa Fé – Pr. Esequias Soares – CPAD

 

Trindade é a união de três Pessoas – o Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO – em uma só Divindade, sendo iguais, eternas e da mesma substância, embora distintas, sendo DEUS cada uma dessas Pessoas. Essa doutrina é um mistério porque vai além da razão, mas não contra a razão, como disse acertadamente Norman Geisler: “É conhecida apenas pela revelação divina, portanto não é assunto da teologia natural,   mas da revelação” (GEISLER, 2001, p. 834). A Bíblia declara textualmente que existe um só DEUS verdadeiro e, ao mesmo tempo, afirma com a mesma clareza e de maneira direta que JESUS é DEUS,  mostrando nele todos os títulos divinos, com seus atributos, funções e obras de DEUS. E, com o ESPÍRITO SANTO não é diferente; a Bíblia revela a sua divindade plena. Houve no passado quem defendesse o triteísmo, mas a Igreja nunca reconheceu tal ensino; antes, refutou e combateu essa ideia. O mistério consiste também no fato de o DEUS dos cristãos revelado nas Escrituras ser trino e uno sem comprometer o monoteísmo judaico-cristão.

 

AS DECLARAÇÕES ESCRITURÍSTICAS

A Trindade é uma doutrina com sólidos fundamentos bíblicos e, mesmo sem conhecer essa terminologia, os cristãos do período apostólico reconheciam essa verdade. Essa doutrina está implícita no Antigo  Testamento, pois há declarações que indicam claramente a pluralidade na unidade de DEUS (Gn 1.26; 3.22; 11.6, 7; Is 6.8). Apesar da ênfase da doutrina monoteísta como o shemá: “Ouve, Israel, o SENHOR, nosso DEUS, é o único SENHOR” (Dt 6.4) reafirmada pelo Senhor JESUS (Mc 12.29), o Antigo Testamento mostra que a unidade de DEUS não é absoluta. O Novo Testamento revela que essa pluralidade se restringe ao Pai, ao Filho e ao ESPÍRITO SANTO (Mt 28.19; 1 Co 12.4-6; 2 Co 13.13; Ef 4.4-6; 1 Pe 1.2).

Há ainda várias passagens tripartidas no Novo Testamento que revelam a Trindade (Lc 24.49; Rm 1.1-4; 5.1-5; 14.17, 18; 15.16, 30; 1 Co 6.11; 2 Co 1.20, 21; Gl 3.11-14; Ef 1.17; 2.18-22; 3.3-7, 14-17; 1 Ts 5.18). Além das declarações bíblicas apresentadas aqui, há outras evidências contundentes que fundamentam essa doutrina. Cada uma dessas Pessoas é chamada individualmente de DEUS e Senhor. O DEUS do  cristianismo é um (Gl 3.20), mas as Escrituras ensinam também que o Pai é DEUS, o Filho é DEUS e o

ESPÍRITO SANTO é DEUS. A Bíblia aplica o nome “DEUS” ao Pai sozinho (Fp 2.11), da mesma forma ao Filho (Jo 1.1) e ao ESPÍRITO SANTO (At 5.3, 4); e, na maioria das vezes, com referência à Trindade (Dt 6.4). Isso também ocorre com o Tetragrama (as quatro consoantes do nome divino YHWH), que se aplica ao Pai sozinho (Sl 110.1), ao Filho (Is 40.3; Mt 3.3) e ao ESPÍRITO SANTO (Ez 8.1,3). No entanto, aplica-se também à Trindade (Sl 83.18). Salta à vista de qualquer leitor da Bíblia a divindade plena e absoluta de cada uma dessas Pessoas. Foi assim que o ESPÍRITO revelou a unidade na Trindade.

As palavras de JESUS sobre a sua própria identidade e as suas ações revelam a sua deidade absoluta. O mesmo pode ser dito sobre as obras e as declarações a respeito do ESPÍRITO SANTO. O DEUS revelado nos evangelhos é trino e uno. A maneira como essa verdade é revelada em Mateus, Marcos, Lucas e João era perfeitamente compreendida pela geração apostólica. Por essa razão, não havia questionamento sobre a triunidade de DEUS. Quando o Senhor JESUS apaziguou a tempestade, seus discípulos questionaram:  Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?” (Mc 4.41). Eles sabiam que somente DEUS possui esse poder (Sl 65.7; 89.9).

O ensino do Senhor JESUS e de seus apóstolos expressava a fé em um só DEUS, mas ao mesmo tempo eles ensinavam a deidade absoluta do Pai, do Filho e do ESPÍRITO SANTO. A Bíblia revela a triunidade de DEUS sem necessitar de definições teológicas, e o destinatário imediato de cada texto bíblico compreendia com clareza meridiana a unidade na Trindade e a Trindade na unidade.

Não havia ainda necessidade na época de uma confissão de fé elaborada, pois essa linguagem era suficiente para a compreensão dos primeiros cristãos. Até mesmo os opositores da fé cristã, às vezes, entendiam esse discurso. JESUS disse certa vez: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (Jo 5.17). Os judeus incrédulos entenderam essa mensagem e por essa razão procuraram matar a JESUS, porque “dizia que DEUS era seu próprio Pai, fazendo-se igual a DEUS” (Jo 5.18). Esse modo de pensar dos apóstolos era compreensível aos primeiros cristãos e não havia necessidade de explicações adicionais. Não há evidência no Novo Testamento de alguém questionando essa verdade. A expansão do cristianismo no vasto império romano era geográfica e intelectual (Rm 15.19; Cl 1.6). A pregação do  evangelho passou a se defrontar com as diversas tradições gregas e romanas (At 16.21; 17.18-22). Mas a

maneira de pensar desses movimentos culturais e intelectuais exigia formulações teológicas precisas e racionais na comunicação da verdade cristã, somando-se a isso o surgimento de seitas e heresias como ebionitas, gnósticos, monarquianistas e arianistas, entre outros. E a simples repetição de passagens

bíblicas já não era mais suficiente. Isso exigia da liderança da Igreja definições teológicas racionais.

 

OS APOLOGISTAS

No que diz respeito à Trindade, os pais da Igreja nos séculos 2 e 3 não tinham uma ideia clara sobre a doutrina, exceto Tertuliano. O conceito trinitariano de Orígenes mostrou-se insatisfatório. Havia muitos conceitos diversificados sobre o Logos,3 e a doutrina do ESPÍRITO SANTO nem sequer entrou nos debates antes de Niceia.

Os primeiros pais da Igreja que antecederam o Concílio de Niceia sabiam pelos escritos do Novo Testamento e pela experiência das igrejas, a maioria fundada pelos apóstolos ou por alguém vinculado a eles ou mesmo seus sucessores, que os primeiros cristãos cultuavam a JESUS e reconheciam o senhorio de CRISTO e do ESPÍRITO SANTO. Suas explicações não eram muito claras, pois os primeiros escritores cristãos após o período apostólico não tinham uma compreensão mais avançada sobre a essência divina.

Os apologistas e os escritores do século II não discutem a Trindade em seus escritos, embora a fórmula Pai, Filho e ESPÍRITO SANTO, de forma vaga e imprecisa, apareça com frequência. Justino, o Mártir (100-165), diz que o ministro de culto “louva e glorifica ao Pai do universo através do nome de seu Filho e do ESPÍRITO SANTO, e pronuncia uma longa ação de graças” (I Apologia 65.3). Atenágoras de Atenas, numa apologia em favor dos cristãos acusados de ateísmo, dirigida ao imperador Marco Aurélio em 177, apresenta as primeiras articulações teológicas da Trindade: “Quem não se surpreenderá ao ouvir chamar de ateus indivíduos que admitem um DEUS Pai, um DEUS Filho e um ESPÍRITO SANTO, que mostram seu poder na unidade e sua distinção na ordem?” (Petição em Favor dos Cristãos, I.10).

Irineu de Lião, falecido no ano 202, foi discípulo de Policarpo de Ismirna, por sua vez discípulo do apóstolo João. A regula fidei, “regra de fé”, o credo usado na Igreja de Lião (uma cidade na atual França) no tempo de Irineu, diz o seguinte: “Com efeito, a Igreja espalhada pelo mundo inteiro até os confins da terra  recebeu dos apóstolos e seus discípulos a fé em um só DEUS, Pai onipotente, que fez o céu e a terra, o mar e tudo quanto nele existe; em um só JESUS CRISTO, Filho de DEUS, encarnado para a nossa salvação; e no ESPÍRITO SANTO” (Contra as heresias, livro I 10.1). Mais adiante, ele declara: “Sua Palavra e sua Sabedoria, seu Filho e seu ESPÍRITO, estão sempre junto dele… Sua Sabedoria, isto é, o ESPÍRITO, estava com ele antes que o mundo fosse feito” (Contra as heresias, livro IV 20.1, 3). Irineu diz ainda em outra

obra: “Sem o ESPÍRITO SANTO é impossível ver o Verbo de DEUS e sem o Filho ninguém pode aproximar-se do Pai, porque o Filho é o conhecimento do Pai e o conhecimento do Filho se obtém por meio do ESPÍRITO SANTO. Mas o Filho, segundo a vontade do Pai, ministra e dispensa o ESPÍRITO a quem quer, conforme, como o Pai quer” (Demonstración de la Predicación Apostólica, 7).

Justino, o Mártir, e Irineu de Lião evitam afirmar de maneira explícita que o ESPÍRITO SANTO é DEUS, mas  reconhecem a sua divindade, como se vê nos exemplos citados. Nenhum deles escreveu sobre o ESPÍRITO SANTO, mas este é mencionado com frequência ao lado do Pai e do Filho. Nessas construções trinitárias, o ESPÍRITO SANTO aparece no mesmo nível do Pai e do Filho e com qualificações divinas plenas, sem,  contudo, afirmar de maneira direta que ele é DEUS. O que é comum a todos os pais da Igreja, nesse período, é a crença na triunidade de DEUS. Todos eles defendiam uma fé trinitariana, ainda que o

conceito desse trinitarianismo não seja satisfatório.

 

TERTULIANO DE CARTAGO

Tertuliano de Cartago, uma cidade do norte da África (155-224), advogado romano de formação intelectual estoica convertido ao cristianismo, tornou-se conhecido como o “Pai do cristianismo latino”. Ele refutou os monarquianistas modalistas, um grupo que não negava a divindade do Filho nem a do ESPÍRITO SANTO, mas, sim, a distinção destas Pessoas, de modo diametralmente contrário ao ensino das igrejas desde os dias apostólicos. Seus principais representantes foram Noeto, Práxeas e Sabélio.

Noeto era natural de Esmirna e ensinava que “CRISTO era o próprio Pai, e o próprio Pai nasceu, sofreu e morreu”. Cipriano (200-258 d.C.), bispo de Cartago, chamou a heresia de Noeto, num tom jocoso, de “patripassionismo” (Epístola 73), do latim Pater, “Pai”, e passus, de patrior, “sofrer”.

Práxeas foi discípulo de Noeto, e a sua doutrina reacendeu no norte da África em 213, através de um dos discípulos de Práxeas, quando Tertuliano começou a sua refutação em Contra Práxeas, texto contendo capítulos. Tertuliano polemizou com esses monarquianistas, dizendo: “Práxeas fez duas obras do diabo em Roma: expulsou a profecia e introduziu a heresia; afugentou o Paracleto e crucificou o Pai” (Contra Práxeas, I). O bispo Sabélio foi o principal expoente do modalismo; ele ensinava que o Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO não eram três Pessoas distintas, mas apenas três aspectos do DEUS único. Nos tempos do Antigo Testamento, o Pai se manifestou como Legislador. Nos tempos do Novo Testamento, este Pai era o mesmo Filho encarnado e também fazia o papel de ESPÍRITO SANTO como inspirador dos profetas.

Foi no combate ao sabelianismo que Tertuliano trouxe uma formulação trinitária melhor e mais compreensível. É dele o termo “Trindade”, trinitas em latim. Ele “foi responsável pela criação de 509 novos substantivos, 284 novos adjetivos e 161 verbos na língua latina” (McGRATH, 2005, p. 375).

Sua explicação sobre o Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO em uma só divindade preserva o monoteísmo sem comprometer a deidade absoluta das três Pessoas da Trindade. É a unidade na Trindade e a Trindade na unidade. Todos são de um, por unidade de substância, embora ainda esteja oculto o mistério da   dispensação que distribui a unidade numa Trindade, colocando em sua ordem os três, Pai, Filho e ESPÍRITO SANTO; três contudo, não em essência, mas em grau; não em substância, mas em forma, não em poder, mas em aparência, pois eles são de uma só substância e de uma só essência e de um poder só, já que é

de um só DEUS que esses graus e formas e aspectos são reconhecidos com o nome de Pai, Filho e ESPÍRITO SANTO (Contra Práxeas, II – Grifo é nosso).

Três autem non statu sed gradu, nec substantia sed forma, nec potestate sed specie, unius autem substabtiae et unius status et unius potestatis, quia unus DEUS ex quo et gradus isti et formae et species in nomine Patris et Filii et Spiritus Sancti deputantur (Adversus Praxean, II).

Tertuliano apresenta aqui uma breve interpretação da natureza divina conforme revelada nas Escrituras e no testemunho das igrejas desde a era apostólica. É a primeira fórmula, trinitária que atravessou os    séculos. O que ele escreveu aqui vale ainda hoje, apesar das diversas pontas soltas que precisaram ser amarradas posteriormente, mas a sua estrutura da Trindade na unidade e da unidade na Trindade é mantida em Orígenes, Atanásio, nos pais capadócios, em Hilário de Poitiers e em Agostinho de Hipona, entre outros. O termo mostra o esforço de Tertuliano para provar que a tríplice manifestação revelada na história salvífica é compatível com a unidade substancial de DEUS. O Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO são da mesma substância, mas essa essência divina é uma só; a diferença está nas formas, graus e aspectos. Ele emprega o termo latino, unus, ou o seu derivado, unicus, para o verdadeiro DEUS do cristianismo. Faz isso na tentativa de afastar a ideia de triteísmo, acusação feita por seus opositores monarquianistas. Ele usa ainda outra palavra, unitas, derivado do verbo unire, que “significa a unidade interna e orgânica da natureza divina… Unitas, portanto, é o abstrato do termo unus, ou seja, ‘um por natureza’, ‘uniforme’, ‘unificado’, sem necessidade de ser reduzido à unidade aritmética” (MORESCHINI, 2008, pp. 205, 206). Assim, a unidade na Trindade e a Trindade na unidade são uma defesa do monoteísmo judaico-cristão.

Essa primeira formulação trinitária foi muito útil, e as igrejas do Ocidente se valeram dela por muito tempo sem alteração do texto, apesar de suas limitações. É inegável a contribuição de Tertuliano para a época, mas muitas perguntas que ficaram sem respostas foram solucionadas no Oriente a partir de Atanásio e dos pais capadócios.

Tertuliano escreveu em latim. A substância, substantia em latim, significa em si “substância, ser, realidade de uma coisa, essência”. Isso quer dizer “coisa subjacente, material ou espiritual, de coisas, aquilo que existe” (MULLER, 1993, p. 290). O seu equivalente grego é hipóstase ou ousía. Hipóstase é a “forma de existir”; o termo vem de duas palavras gregas: hypo, “sob”, e istathai, “ficar”. E ousía significa “essência, ser”. A essência é a “qualidade do ser, o qual faz o ser precisamente o que ele é. Exemplo: a essência de Pedro, Paulo e João é sua humanidade; a essência de DEUS é deidade ou divindade” (MULLER, 1993, pp. 105, 106). Mas a palavra latina usada para “essência” nessa declaração de Tertuliano é status, “condição,

qualidade”. Todos esses termos filosóficos aparecem nas controvérsias cristológicas, trinitárias e pneumatológicas, e a grande dificuldade de compreensão está na falta de precisão na definição dessas palavras. O que Tertuliano chama aqui de “graus, formas e aspectos”, ele passa a chamar de persona, “Pessoa”, ou personae, no plural, mais adiante (Contra Práxeas, XII), ao mostrar a unidade na Trindade no relato da Criação (Gn 1.26, 3.22).

 

 

Tertuliano foi o primeiro a usar o termo “Pessoa” para os membros da Trindade. Uma substância e três Pessoas. O vocábulo “Pessoa” é inadequado para aplicar às três identidades distintas da Trindade. Os pais capadócios evitaram usar esse termo para identificar o Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO na Trindade. Em vez de falar em três Pessoas da Trindade, eles as identificavam como três hipóstases.

 

ORÍGENES

Orígenes é o principal representante no Oriente, antes de Niceia. Por que não dizer que ele foi o fundador da teologia oriental? Orígenes nasceu em 185, em Alexandria, Egito, e morreu em Tiro, onde foi torturado até a morte em 254, por causa de sua fé em JESUS. Alexandria já era um grande centro cultural mesmo antes do surgimento da Igreja. O cristianismo prosperou nessa cidade, que veio a ser um dos importantes centros cristãos da Antiguidade. A escola de Alexandria foi fortemente influenciada pelo neoplatonismo, escola filosófica fundada por Amônio Saccas (175-242), de quem Orígenes foi discípulo.

Orígenes foi um grande defensor da fé cristã, mas o seu pensamento teológico, sobretudo sobre a  Trindade, apresenta forte afinidade com a filosofia neoplatônica defendida por Plotino, principal expoente do neoplatonismo, discípulo de Saccas e colega de classe de Orígenes. O próprio Orígenes admite essa influência quando afirma que a ideia da existência de um Pai e de um Filho de DEUS era comum também a muitos pagãos, sendo que o ESPÍRITO SANTO é exclusividade dos cristãos (Tratado sobre os Princípios, livro I 3.1). O que Tertuliano veio chamar de personae (ou pessoas) da Trindade, Orígenes chamava de hipóstase. Esse termo foi consagrado posteriormente pelos pais capadócios para identificar o Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO individualmente. Como Tertuliano, Orígenes também discordava dos modalistas no fato de confundir as três Pessoas da Trindade.

O que é mais grave no trinitarianismo de Orígenes é a ideia da condição de inferioridade do Filho em relação ao Pai. Ele afirma que “o Filho e o ESPÍRITO SANTO também são divinos” (Patrologia grega 2.3.20), mas diz em outro lugar que essa divindade é “secundária” (Contra Celso 5.39) e considera o ESPÍRITO SANTO criatura do Logos: “o mais honorável de todos os seres trazidos à existência pela Palavra, o   principal em ordem de importância, dentre todos os seres que tiveram origem no Pai por meio de CRISTO” (In Johan 2.10.75 apud KELLY, 2009, p. 95). Segundo os críticos de Orígenes, ele ensinava que “o poder do Pai é maior do que o do Filho e do ESPÍRITO SANTO, e o poder do Filho é maior do que o do ESPÍRITO SANTO”. Isto está numa carta endereçada a Mena, patriarca de Constantinopla (536-552). Essa informação aparece numa epístola de Jerônimo a Avito. Orígenes exerceu grande influência no Oriente por mais de 100 anos. Observe-se que o historiador da Igreja, Eusébio de Cesareia foi influenciado pelo pensamento de Orígenes. Ele mesmo fundou uma escola teológica nessa cidade de Cesareia e permaneceu lá durante 20 anos. Eusébio assimilou também essa doutrina subordinacionista de Orígenes, pois escreveu: “Como os oráculos dos hebreus classificam o ESPÍRITO SANTO em terceiro lugar depois do Pai e do Logos” (Preparatio Evangelica, XI.21.1).

 

ATANÁSIO

 É comum ouvir representantes das seitas antitrinitarianas dizerem que a doutrina da Trindade é de origem pagã e foi imposta por um imperador pagão no Concílio de Niceia em 325. Esses argumentos das  organizações contrárias à fé trinitária são falsos. O Concílio de Niceia não tratou da Trindade; a

controvérsia foi em torno da identidade JESUS de Nazaré. Os credos anteriores ao século IV eram de caráter local e estavam relacionados ao batismo na preparação catequética; sua autoridade procedia

da igreja local de onde o documento se originou. São os chamados credos sinodais. O Credo Niceno é a primeira fórmula publicada por um concílio ecumênico e a primeira a possuir status de valor universal em sentido legal. O documento é resultado da chamada controvérsia ariana, que começou no ano 318 em Alexandria, no Egito. O confronto girava em torno da identidade do Senhor JESUS CRISTO e a questão era sobre a sua deidade e igualdade com o Pai.

O documento aprovado em Niceia tornou-se ponto de partida, ao invés de ponto de chegada. A controvérsia prosseguiu por duas razões principais: a volta do arianismo e a indefinição sobre a identidade do ESPÍRITO SANTO. O Concílio de Constantinopla em 381 reconheceu e ampliou o texto da fórmula teológica aprovada em Niceia em 325. O tema do Concílio de Niceia será analisado no capítulo seguinte.

Atanásio (300-373) foi um dos principais defensores da fé nicena nos anos que se seguiram ao Concílio de Niceia. Ele polemizou com os arianos em defesa da divindade do Filho; sua discussão era cristológica em sua obra Contra os arianos; e ele refutou também os tropicianos e os pneumatomacianos, em defesa da divindade do ESPÍRITO SANTO, em Epístolas a Serapião sobre o ESPÍRITO SANTO. A cristologia de Atanásio estava enraizada no homoousianismo, termo grego derivado de homooúsios, que significa ser da “mesma substância”, da “mesma essência”, usado no Credo Niceno ao declarar que o Filho “é consubstancial

com o Pai” ou “da mesma substância do Pai”, homooúsion tō patrí, em grego. Na época de Atanásio, o pensamento neoplatônico e origenista estava bem sedimentado no Oriente, de modo que essas ideias aparecem na teologia atanasiana, mas o seu conceito de Trindade era nos termos de consubstancialidade e sem o subordinacionismo de Orígenes (Epístola a Serapião, livro I 14.4, 28.1).

Atanásio foi claro e direto ao afirmar que o ESPÍRITO SANTO é consubstancial com o Pai e com o Filho. Cirilo de Jerusalém (315-386), contemporâneo de Atanásio, refutava as heresias de sua geração em favor da Trindade (Catequese, XVI.3).

 

OS PAIS CAPADÓCIOS

A Capadócia aparece no Novo Testamento (1 Pe 1.1). Os pais capadócios deram continuidade à defesa da ortodoxia nicena. Eles, como Atanásio, escreveram em grego. São eles Basílio de Cesareia, Gregório de Nissa e Gregório de Nazianzo. Eles contribuíram de maneira especial na formulação definitiva da Trindade. E precisaram definir os termos flutuantes ousía e hipóstases na linguagem trinitária. Empregavam o mesmo termo “hipóstase” empregado por Orígenes para designar as Pessoas da Trindade. Em vez de usar “substância divina única”, falavam em “uma ousía em três hipóstases”. A essência da doutrina deles “é que a única Divindade existe simultaneamente em três modos de ser ou hipóstases” (KELLY, 2009, p. 199). Como Atanásio, eles defendiam o homooúsios do Filho e do ESPÍRITO

SANTO. Neles está o clímax do desenvolvimento da doutrina da Trindade.

Basílio de Cesareia (330-379), cidade da Capadócia, hoje na Turquia, combateu os antigos arianos, os neoarianos, os semiarianos e os pneumatomacianos. Escreveu no ano 373 uma refutação aos argumentos do maior expoente do arianismo radical, o arianista anomoeano de nome Eunômio: Contra Eunômio; escreveu também Sobre o ESPÍRITO SANTO, uma defesa a doxologia: “Glória seja ao Pai, com o Filho, juntamente com o ESPÍRITO SANTO”. Como Atanásio, Basílio também colocava o ESPÍRITO SANTO no mesmo nível do Pai e do Filho na fórmula batismal de Mateus 28.19.

Evitando termos filosóficos, procurava usar uma linguagem próxima da linguagem bíblica. Ele não emprega o termo homooúsios, mas defende a Trindade em outras palavras: “Como o Pai é um e um é o Filho, assim também é um o ESPÍRITO SANTO” (Tratado sobre o ESPÍRITO SANTO, 18.45).

Gregório de Nissa (335-394) era o irmão mais moço de Basílio. Ele escreveu Sobre a Trindade, continuação da obra Contra Eunômio, de autoria de seu irmão. Gregório de Nissa refutou a doutrina triteísta do heresiarca Ablábio na obra Sobre Não Três Deuses. Ablábio considerava o Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO três Deuses. Gregório de Nissa, como os seus companheiros, defendia a ideia de “que a unidade daousía, ou Divindade, procede da unidade da ação divina desvendada na revelação”

(KELLY, 2009, p. 201). Do rico epistolário de Basílio, contendo 366 epístolas, na de número 189, Gregório de Nissa, seu irmão, escreve: “Uma atividade individual do Pai, do Filho e do ESPÍRITO SANTO, em nenhum aspecto diferente para qualquer que seja a Pessoa, somos obrigados a inferir uma unidade de natureza a partir da identidade de atividade; pois o Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO cooperam na santificação, na vivificação, na consolação, e assim por diante”.

Gregório de Nazianzo (329-389) combateu os mesmos opositores de seus companheiros Basílio e seu irmão Gregório de Nissa: Eunômio e os pneumatomacianos. Escreveu com elegância e clareza sobre a Trindade e, especialmente, sobre o ESPÍRITO SANTO, por meio de epístolas, poemas e sermões. As Orações Teológicas ou Discursos Teológicos são numerados de 27 a 31, que correspondem respectivamente da primeira à quinta Oração. Para ele, a divindade existe indivisa em Pessoas divididas (Discurso 31.14). Gregório de Nazianzo dizia que o Pai se distingue por não ter sido gerado, agennēsía, “ingênito, não-gerado”; o Filho, por ter sido gerado, e o ESPÍRITO SANTO por ser enviado, procedente (Discursos, 31.8). Ele defende a doutrina da Trindade com muita propriedade e vigor e ao mesmo tempo responde aos sabelianistas e aos triteístas (Discurso 31.9).

Gregório de Nazianzo defendia a ideia de que as Escrituras aplicavam todos os títulos e atributos pertencentes a DEUS Filho e ao ESPÍRITO SANTO. E não somente isso, mas também chamou a atenção para o fato de que a palavra “santo” aplicada ao ESPÍRITO não era resultado de nenhuma fonte externa, mas

era algo próprio de sua natureza. Segundo Paul Tillich, foi Gregório de Nazianzo quem criou a fórmula definitiva da doutrina da Trindade (TILLICH, 2004, p. 92). Mas esses teólogos capadócios deixaram ainda uma ponta solta, a questão da filioque, a dupla processão do ESPÍRITO SANTO.

 

AGOSTINHO DE HIPONA

Agostinho (354-432) é reconhecido como um dos maiores gênios teológicos de todos os tempos. Hipona era uma cidade do norte da África. J. D. N. Kelly disse que Agostinho “deu à tradição ocidental sua expressão madura final” (KELLY, 2009, p. 205). Ele escreveu entre 399 e 419 De Trinitate, “Sobre

a Trindade”, obra contendo 15 capítulos produzidos em 16 anos, 209 sobre o tema no qual meditou a vida inteira. Agostinho respondia às indagações sobre o assunto que as pessoas lhes traziam. No livro I, capítulo 7, de A Trindade, citando alguns exemplos, ele explica o significado das palavras de JESUS: “o Pai é maior do que eu” (Jo 14.28), e no capítulo seguinte, ele esclarece as palavras do apóstolo Paulo sobre a sujeição do Filho ao Pai (1 Co 15.28).

O bispo de Hipona resgata a fórmula básica de Tertuliano sobre a unidade na Trindade e a Trindade na unidade. Nos livros I-IV, ele defende a sua consubstancialidade com base nas Escrituras. A doutrina das relações das Pessoas da Trindade, umas das características peculiaridade de Agostinho aparece nos livros V-VIII. Em seguida, nos livros IX-XIV, ele argumenta que se pode conhecer algo da natureza divina pela compreensão da verdade e pelo conhecimento do sumo bem pelo amor à justiça. O livro XV é a conclusão de seu pensamento.

Agostinho preserva a consubstancialidade do Filho e do ESPÍRITO SANTO com o Pai e a unidade nas três hipóstases: “O Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO perfazem uma unidade divina pela inseparável igualdade de uma única e mesma substância” (Trindade, livro I 4.7). A expressão grega usual nos pais capadócios é mían ousían, treis hypostáseis,6 “uma ousía, três hipóstases”, mas Agostinho não via diferença entre ousía e hipóstase. Assim preferia o uso de uma substância, três Pessoas, mesmo reconhecendo a limitação da linguagem humana para descrever a revelação (Trindade, livro V 9.10b).

Na doutrina de Agostinho o subordinacionismo fica descartado e a unidade da santíssima Trindade em três Pessoas distintas é mantida: “Não são, portanto, três deuses, mas um só DEUS, embora o Pai tenha gerado o Filho, e assim, o Filho não é o que é o Pai. O Filho foi gerado pelo Pai, e assim, o Pai não é o que o Filho é. E o ESPÍRITO SANTO não é o Pai nem o Filho, mas somente o ESPÍRITO do Pai e do Filho e pertence à unidade da Trindade” (Trindade, livro I 4.7b). Isso foi estruturado em forma de credo  posteriormente, no chamado Credo de Atanásio. Esse credo é agostiniano “de ponta a ponta” (KELLY, 2009, p. 206). Isso se evidencia ainda mais em sua obra (A Doutrina Cristã, I.5).

O trinitatismo de Agostinho apresenta algumas dificuldades como tem acontecido também nos demais pais da Igreja que escreveram antes dele. Alguns desses pontos são comentados por um intelectual russo da igreja Ortodoxa, que analisa também as principais ideias trinitárias e pneumatológicas da patrística. Seu nome é Sergui Bulgákov.7 Ele analisa também o trinitariasmo de Agostinho. O Oriente e o Ocidente sempre tiveram as suas diferenças: “A teologia do Ocidente, no século IV, segue seu próprio caminho, paralelo ao Oriente, ainda que independente deste. Por outro lado, suas relações, a causa de uns conhecimentos linguísticos insuficientes e de razões históricas gerais, foram remotas. Por essa razão não é de estranhar que seus caminhos divirjam justamente a partir do século IV” (BULGÁKOV, 2014, p. 85).

As críticas a Agostinho são várias, entre elas o fato de o bispo de Hipona não proceder a partir da   Trindade das hipóstases como os capadócios, senão da unidade da ousía, ou essência. Paul Tillich diz que Agostinho “interessouse muito mais pela unidade de DEUS do que pelas diferentes hipostáseis,

pelas três pessoas, em DEUS. Ele é um desses responsáveis pela inclinação contemporânea para aplicar o termo pessoa a DEUS, em vez de aplicá-lo individualmente ao Pai, ao Filho e ao ESPÍRITO SANTO” (TILLICH,

2004, p. 129). Bulgákov afirma que “a unidade da Santíssima Trindade nas três hipóstases está garantida justamente por essa unidade de substância” (2014, p. 85).

A outra crítica é ao fato de Agostinho considerar a Trindade como o amor; trata-se de uma análise que ele faz entre a Trindade e a vida pessoal humana: “Estão as três realidades (amans, quod amatur et amor), ‘aquele que ama, o que é amado e amor’” (Trindade, livro VIII 10.14). Bulgákov diz que essa ideia original de Agostinho é completamente estranha à teologia oriental: “Esta imagem trinitária do amor, aplicada à Santíssima Trindade, a complica mais introduzindo nela o elemento mente, pois em Agostinho a Trindade é análoga à memória, inteligência e vontade” (2014, p. 88). Ele “emprega o conceito da Trindade para descrever DEUS analogicamente como Pessoa. Sendo Pessoa, portanto, unidade, todos os atos de DEUS para fora (ad extra) são sempre atos da Trindade toda, até mesmo a encarnação” (TILLICH, 2004, p. 129). Essa talvez seja a contribuição mais original de Agostinho.

Sobre o sujeito das teofanias registradas no Antigo Testamento, segundo Agostinho, elas podem ser atribuídas às vezes ao Pai, ora ao Filho e também ao ESPÍRITO SANTO, ou ainda aos três (Trindade, livro II caps. 14-34). Bulgákov (2014) argumenta que teólogos orientais como Gregório de Nazianzo se negam a aceitar nessas teofanias hipóstases separadas, mas como manifestações do único DEUS que está na santíssima Trindade. Agostinho diz que as diferenças não estão em seu ser, mas nas relações que se expressam nos nomes de cada Pessoa. Bulgákov apresenta nas suas observações a questão da filioque, a qual Agostinho parece ser favorável. O termo vem do latim e significa “e do Filho”, com respeito à  processão do ESPÍRITO SANTO. As igrejas orientais sustentam que esse termo, que aparece no Credo Niceno-Constantinopolitano e no Credo de Atanásio, não é autêntico, mas uma glosa inserida posteriormente no texto que resultou no primeiro Cisma da Igreja, ruptura do Oriente com o Ocidente em 1054.

 

O CREDO DE ATANÁSIO OU ATANASIANO

O Credo de Atanásio contém 44 artigos de fé, e a sua data é cerca do ano  500. É também conhecido como Quicunque, “quem quer que seja, todo aquele”, expressão latina com a qual o Cedo começa: Quincunque vult salvus esse, “Todo aquele que quer ser salvo”. Os antigos manuscritos e fragmentos que vão do século 7 ao 9, dos quais Kelly enumera 14 (KELLY, 1964, p. 16), apresentam títulos variados e entre eles: Fides sancti Athanasii episcopi Alexandriae, “A fé do santo Atanásio bispo de Alexandria”. O texto foi redigido por um autor anônimo no sul da França por volta do ano 500. O nome de Atanásio está vinculado à obra porque ela expressa o pensamento que Atanásio manifestou durante a sua vida em defesa da fé nicena. Citamos aqui apenas os seis primeiros artigos.

1 Todo aquele que quer ser salvo, antes de tudo, deve professar a fé cristã.8

2 A qual é preciso que cada um guarde perfeita e inviolada ou terá com certeza de perecer para sempre.

3 A fé cristã é esta: que adoremos um DEUS em trindade, e trindade em unidade.

4 Não confundimos as Pessoas, nem separamos a substância.

5 Pois existe uma única Pessoa do Pai, outra do Filho, e outra do ESPÍRITO SANTO.

6 Mas a deidade do Pai, do Filho e do ESPÍRITO SANTO é toda uma só: glória é igual e a majestade é coeterna. Os credos ecumênicos são trinitários na sua forma, estrutura e conteúdo, mas o Credo de Atanásio emprega o termo Trindade de maneira direta: “que adoremos um DEUS em Trindade, e Trindade em unidade (artigo 3); “nessa Trindade, não existe primeiro nem último” (artigo 25); “tanto a unidade na

Trindade como a Trindade na unidade deve ser adorada” (artigo 27); “quem quiser ser salvo, deve pensar assim a respeito da Trindade” (artigo 28). Esse Credo é o mais longo de todos os credos ecumênicos. A estrutura do texto está dividida em cinco partes: a) introdução (artigos 1, 2); b) definição e exposição da doutrina da Trindade (artigos 3-27); c) afirmação de que todo aquele que quiser ser salvo precisa aceitar a visão de um DEUS trino e uno conforme definição do Credo (artigos 28, 29); d) fala sobre a encarnação do

Verbo, enfatizando particularmente o ensino da Igreja sobre JESUS como perfeitamente divino e perfeitamente humano (artigos 30-37); e) reafirmação do ensino dos credos anteriores, como o Credo dos Apóstolos e o Credo Niceno-Constantinopolitano dos apóstolos. Em resumo, retoma a linguagem do

Credo Niceno-Constantinopolitano sobre a esperança cristã (artigos 30-43) e finaliza reafirmando a introdução: “Esta é a fé universal: a menos que um homem creia fiel e firmemente, não pode ser salvo” (artigo 44). Os artigos 3-6 parecem uma contradição quando falam em não confundir as Pessoas e ao mesmo tempo defendem essa ideia, concluindo que o Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO possuem uma mesma deidade. Isso é uma resposta aos sabelianistas, que confundem as Pessoas, e aos arianistas, que separam as Pessoas. Na atualidade, a resposta se dirige aos movimentos Voz da Verdade e Tabernáculo da Fé, entre outros, que também confundem as Pessoas; e também às testemunhas de Jeová, que separam a substância.

  

Referências Bibliográficas (outras estão acima)

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Publicado no site do Ev. Luiz Henrique

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