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Não Tomarás o Nome do Senhor em Vão - Rede Brasil de Comunicação

Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Recife / PE

Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais

Pastor Presidente: Aílton José Alves

Av. Cruz Cabug√°, 29 - Santo Amaro - CEP. 50040 - 000 Fone: 3084 1524

LI√á√ÉO 05 - N√ÉO TOMAR√ĀS O NOME DO SENHOR DEUS EM V√ÉO

1¬ļ TRIMESTRE 2015 (√äx 20.7; Mt 5.33-37; 23.16-19)

INTRODUÇÃO

Veremos nesta quinta lição, que a finalidade do terceiro mandamento é afirmar a santidade de Deus. Não podemos profaná-lo e nem tratá-lo irreverentemente. Não se deve pensar em Deus ou em seus mistérios sem a devida sobriedade e reverência. Estudaremos que na Bíblia, o nome está intimamente ligado à pessoa, indicando o seu próprio caráter, ou ainda denotando a posição e função de quem traz o nome (Êx 23.21). O terceiro mandamento nos diz que quando lembramos do nome de Deus, devemos preparar-nos para render-lhe culto porque as verdades que sabemos sobre alguém são despertadas quando pronunciamos o seu nome.

I - N√ÉO TOMAR√ĀS O NOME DO TEU DEUS EM V√ÉO

Este mandamento nos diz que √© errado usar o nome de Deus em coisas v√£. A palavra v√£o, significa: “algo insignificante, vazio, oco, in√ļtil, sem valor; ilus√≥rio, sem fundamento real, f√ļtil, fr√≠volo, falso, ignorante, ineficaz” (FERREIRA, 2004, p. 2035). O nome de Deus s√≥ era pronunciado uma vez por ano, pelo sumo-sacerdote, ao aben√ßoar o povo no grande Dia da Expia√ß√£o (Lv 23.27), e isso com extrema rever√™ncia e adora√ß√£o. Os escribas por exemplo; quando tinha que escrever o Nome de Deus em uma obra, eles paravam, lavavam-se, mudavam de veste e caneta, e somente assim escrevia. Logo em seguida, eles depositava a caneta usada em um lugar onde nunca mais poderia ser usado por ningu√©m para escrever outra palavra. Ainda hoje muitos judeus ortodoxos para n√£o usar o nome de Deus em v√£o, nem sequer dizem o nome Jeov√° ou Jav√©. Ao inv√©s disso, eles usam a palavra Deus, ou Adonai.

1.1 “N√£o tomar√°s o nome do SENHOR teu Deus em v√£o […]” (√äx 20.7). No juda√≠smo mais recente, esta proibi√ß√£o envolvia qualquer uso impensado e irreverente do nome YHWH (pronuncia-se YHAV√Č). Em sua forma original, o terceiro mandamento refe-se a jurar falsamente pelo nome do SENHOR (Lv 19.12). Este parece ser o verdadeiro sentido do texto hebraico. A lei permitia aben√ßoar e amaldi√ßoar em nome de YHWH (Dt 11.26), isso equivalia a proclamar Sua vontade e Seu prop√≥sito para com v√°rias classes de indiv√≠duos. Jurar pelo Seu nome era, ent√£o, permitido, embora fosse proibido por Cristo, s√©culos mais tarde (Mt 5.34). Na verdade, jurar pelo Seu nome (e n√£o pelo de qualquer outro deus) era um sinal de que tal pessoa era um adorador de Jeov√° (Jr 4.2), e por isso era algo digno de louvor (COLE, 1981, p. 151).

1.2 Toda lei carrega uma penalidade para aquele que a desobedece. Este mandamento traz consigo um aviso espec√≠fico. Sem d√ļvida isto √© mencionado devido a tend√™ncia insolente do homem pensar a respeito deste pecado. Observemos que o mandamento traz dentro de si uma severa advert√™ncia de Deus a respeito da desonra ao Seu nome: “… o SENHOR n√£o ter√° por inocente…” (√äx 20.7). Essa fala demonstra que Deus n√£o aceita a falta de rever√™ncia diante de Seu nome.

II - O TERCEIRO MANDAMENTO E A BANALIZAÇÃO DO NOME DE DEUS

Os nomes de Deus n√£o s√£o apenas uma indica√ß√£o pessoal, mas s√£o inerentes √† sua natureza e revelam suas obras e seus atributos… Quando a B√≠blia faz men√ß√£o do “nome de Deus”, est√° revelando o poder, a grandeza e a gl√≥ria do Deus Todo-poderoso; al√©m de mostrar seus atributos, o nome representa o pr√≥prio Deus (SOARES, 2014, p. 50). No AT o castigo para o mau uso do nome de Deus era o apedrejamento (Lv 24.16). Uma puni√ß√£o severa: “… porque o Senhor n√£o ter√° por inocente…” (√äx 20.7-c). Est√° impl√≠cito, especificamente, que o pr√≥prio Deus ser√° o vingador daqueles que tomam o seu nome em v√£o. Percebemos que essa proibi√ß√£o estava ligada ao juramento falso, que era usar o nome de Deus para atestar uma declara√ß√£o mentirosa (Lv 19.12). Esse mandamento n√£o exclui a recorr√™ncia ao nome do Senhor em juramentos verdadeiros e solenes (2Sm 2.27; Jr 4.2; Nm 30.3; Js 7.17; Jo 9.24; 2Co 1.23). Este mandamento apresenta um aviso necess√°rio para n√£o se mencionar o nome de Deus em v√£o, e ainda √© t√£o necess√°rio como na √©poca em que foi institu√≠do. Tomamos o nome de Deus em v√£o quando:

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N√£o tomar√°s o Nome do Senhor em v√£o - Francisco A. Barbosa

¬†TEXTO √ĀUREO
“Nem jurareis falso pelo meu nome, pois profanar√≠eis o nome do vosso Deus. Eu sou o SENHOR.” (Lv 19.12)

VERDADE PR√ĀTICA
O terceiro mandamento proíbe o juramento indiscriminado e leviano, pois o voto é um tipo de compromisso que deve ser reservado para uma solenidade excepcional e incomum.

LEITURA DI√ĀRIA
Segunda - Dt 6.13
O cuidado do juramento em nome de Deus

Terça - Gn 14.18-20
O Deus de Melquisedeque era o mesmo Deus de Abra√£o

Quarta - 1 Pe 1.15, 16
Deus é santo e exige santidade de seu povo

Quinta - Mt 6.9
√Č dever do crist√£o santificar o nome divino

Sexta - Ec 5.2-5
O cuidado antes de fazer um voto a Deus

S√°bado - Tg 5.12
A linguagem do crist√£o deve ser sim, sim e n√£o, n√£o

LEITURA B√ćBLICA EM CLASSE

Êxodo 20.7; Mateus 5.33-37; 23.16-19Êxodo 207 Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.Mateus 533 Outrossim, ouvistes que foi dito aos antigos: Não perjurarás, mas cumprirás os teus juramentos ao Senhor.34 Eu, porém, vos digo que de maneira nenhuma jureis; nem pelo céu, porque é o trono de Deus;35 Nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei;36 Nem jurarás pela tua cabeça, porque não podes tornar um cabelo branco ou preto.37 Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna.Mateus 2316 Ai de vós, condutores cegos! pois que dizeis: Qualquer que jurar pelo templo, isso nada é; mas o que jurar pelo ouro do templo, esse é devedor.17 Insensatos e cegos! Pois qual é maior: o ouro, ou o templo, que santifica o ouro?18 E aquele que jurar pelo altar isso nada é; mas aquele que jurar pela oferta que está sobre o altar, esse é devedor.19 Insensatos e cegos! Pois qual é maior: a oferta, ou o altar, que santifica a oferta?

OBJETIVO GERAL

Interpretar corretamente o mandamento “N√£o tomar√°s o nome do Senhor em v√£o”.

OBJETIVOS ESPEC√ćFICOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a: Abaixo, os objetivos específicos referem-se aos que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

  • I. ¬†¬†¬†Mostrar¬†como eram usados os nomes no Antigo Testamento.
  • II.¬†¬†¬†Apontar¬†o problema da pron√ļncia do nome de Deus.
  • III.¬†¬†Elencar¬†as modalidades dos juramentos no Antigo Testamento.
  • IV.¬†Apresentar¬†a perspectiva de Jesus sobre o juramento

COMENT√ĀRIO
INTRODUÇÃO
A dificuldade humana para dizer a verdade e cumprir com os seus compromissos na antiguidade eram motivos de juramentos triviais em coisas ef√™meras da vida. Deus √© santo e exige santidade de seu povo. Assim, o relacionamento de todas as pessoas deve ser honesto e cada um deve falar a verdade. A lei estabelece limites, pois Deus est√° presente nos relacionamentos pessoais de seu povo.¬†[Coment√°rio:¬†Quem de n√≥s jamais falou express√Ķes tais como: “Meu Deus do C√©u”, “Deus √© brasileiro”, “Ai meu Deus” ou “Por Deus”, “Se Deus quiser”, “Que Deus te ajude “? E o terceiro mandamento? Ser√° que ele se aplica a esses ditados populares? Ao longo do Pentateuco encontramos informa√ß√Ķes sobre cada um dos dez mandamentos, e quanto ao terceiro mandamento n√£o √© diferente. O contexto b√≠blico fala sobre o uso de modo trivial do nome divino, proibindo o perj√ļrio e toda a forma de profana√ß√£o e blasf√™mia do nome de YHWH. Como escreve Russell Norman Champlin: “Acima de todos os outros povos, os hebreus respeitavam e temiam a Deus. Por essa raz√£o, n√£o usavam o nome de Deus frivolamente. Eles pronunciavam os nomes de Deus com altera√ß√Ķes que lhes permitiam n√£o terem de verbalizar os sons exatos desses nomes. Os escribas registravam os nomes de Deus lavando frequentemente as m√£os. Um dos mandamentos mosaicos, o terceiro, proibia o uso fr√≠volo do nome divino (√äx 20.7). Sabemos que as culturas antigas acreditavam no poder espiritual dos nomes. Saber qual o nome de uma divindade, ou de um dem√īnio, supostamente dava √† pessoa certo poder sobre essa divindade ou dem√īnio, em momentos de necessidade. No caso dos dem√īnios, o conhecimento dos nomes deles poderia ser um meio de expeli-los. Esses fatos demonstram o respeito que algumas pessoas tinham pelos nomes, e talvez esse fosse um dos motivos pelo extremo respeito que os judeus tinham pelo nome divino. No juda√≠smo posterior, encontramos o uso espiritual de nomes; mas n√£o temos evid√™ncias a esse respeito quanto √† primitiva cultura judaica, embora isso deva ter existido em algum grau e de alguma maneira“.¬†CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado vers√≠culo por vers√≠culo. Editora Hagnos. pag. 4131.]¬†¬†Convido voc√™ para mergulharmos mais fundo nas Escrituras!
I. O NOME DIVINO
1. O nome.¬†Nos tempos do Antigo Testamento, o nome era empregado n√£o simplesmente para distinguir uma pessoa das outras, mas tamb√©m para mostrar o car√°ter e a √≠ndole do indiv√≠duo. Houve caso de mudan√ßa de nomes em consequ√™ncia de uma experi√™ncia com Deus como Abra√£o (Gn 17.5), Sara (Gn 17.15) e Jac√≥ (Gn 32.28). O nome de Deus representa o pr√≥prio Deus, √© inerente √† sua natureza e revela suas obras e atributos. N√£o √© um apelativo, nem simplesmente uma identifica√ß√£o pessoal ou uma distin√ß√£o dos deuses das na√ß√Ķes pag√£s. A B√≠blia revela v√°rios nomes divinos que podemos classificar em dois grupos: gen√©ricos e espec√≠ficos.¬†[Coment√°rio:¬†A Enciclop√©dia da B√≠blia (Cultura Crist√£) comenta o seguinte: “√Č caracter√≠stico do sistema hebraico-crist√£o o uso dos nomes para a deidade como instrumentos para a revela√ß√£o divina. Os v√°rios nomes, simples e compostos, empregados tanto no AT quanto no NT, n√£o s√£o meras constru√ß√Ķes ou designa√ß√Ķes humanas. Antes, s√£o instrumentos reveladores, aparecendo como pontos centrais na carreira do povo israelita, e refletindo a auto-revela√ß√£o de Deus. A simpatia de Israel por nomes refletia a atitude geral para com a nomenclatura que era comum aos povos antigos. Com eles o nome de uma pessoa n√£o era apenas uma designa√ß√£o de uma rela√ß√£o familiar - n√£o uma simples posse - mas algo distintivamente pessoal. Embora n√£o haja nenhuma evid√™ncia de que no uso israelita dos nomes estes eram considerados (como em algumas culturas) por conter poderes espirituais, todavia os nomes eram vistos com muito respeito. Isto era verdadeiro acerca dos nomes pessoais; e a mesma seriedade √© aparente no emprego das designa√ß√Ķes para a divindade entre os povos do AT. Na cultura semita, os nomes eram frequentemente usados para designar uma caracter√≠stica da pessoa nomeada. O sentimento parece ter sido o de nominar sua personalidade. Um exemplo deste tipo de uso √© encontrado no caso do nome de Jac√≥, que significa “suplantador”, cujo sujeito era de fato uma pessoa astuta e egoc√™ntrica.¬†MERRILL C. TENNEY. Enciclop√©dia da B√≠blia. Editora Cultura Crist√£. Vol. 1. pag.123.]
2. Nomes gen√©ricos.¬†S√£o tr√™s os nomes gen√©ricos que o Antigo Testamento aplica al√©m do “Deus de Israel”. Na sua tradu√ß√£o do hebraico para a nossa l√≠ngua s√≥ aparecem dois nomes, “Deus” e “Alt√≠ssimo”. O nome “Deus” em nossas b√≠blias √© tradu√ß√£o do hebraico El (Nm 23.8) ou Eloah (Dt 32.15), ou seu plural, Elohim (Gn 1.1). O outro nome gen√©rico √© Elyon, “Alt√≠ssimo” (Dt 32.8), √†s vezes acompanhado de “El”, como em El-Elyon, “Deus Alt√≠ssimo” (Gn 14.19,20).¬†[Coment√°rio:¬†O Comentarista da li√ß√£o, Pr Esequias Soares, escreve no livro que serve de apoio √† revista deste trimestre: “O nome ELOHIM apresenta os primeiros vislumbres da Trindade. A declara√ß√£o de G√™nesis 1.1; traz o verbo no singular, “criou”, e o sujeito no plural ELOHIM, “Deus”, o que revela a unidade de Deus na Trindade. Constru√ß√£o similar aparece em v√°rias partes do Antigo Testamento: “E disse Deus: Fa√ßamos o homem √† nossa imagem, conforme a nossa semelhan√ßa” (Gn 1.26); “Ent√£o disse o SENHOR Deus: Eis que o homem √© como um de n√≥s” (Gn 3.22); “Eia, des√ßamos e confundamos ali a sua l√≠ngua” (Gn 11.7). A Trindade √© vista em ELOHIM √† luz do contexto b√≠blico. O Novo Testamento explicitou o que antes estava impl√≠cito no Antigo Testamento. Quando ELOHIM refere-se √†s divindades falsas traz no plural o verbo, o pronome ou o adjetivo, representando a multiplicidade. Quando, por√©m, aplicado ao Deus de Israel, o verbo e o seus complementos v√™m geralmente no singular. Os rabinos reconheceram a pluralidade neste nome, mas, como o juda√≠smo √© uma religi√£o que defende o monote√≠smo absoluto, e n√£o admite Jesus Cristo como o Messias de Israel, fica dif√≠cil para eles entenderem essa pluralidade. Para explic√°-la, argumentam ser um plural de majestade, mas isso √© uma determina√ß√£o rab√≠nica posterior. A defini√ß√£o de plural de majestade ou de excel√™ncia, como disse, foi dada pelo rabinato posterior. Disse Shlomo ibn Yitschaki, conhecido pela sigla RASHI, grande rabino e erudito judeu (nascido em 1040): “O plural de majestade n√£o significa haver mais de uma pessoa na divindade”. Essa declara√ß√£o serviu para o juda√≠smo prosseguir sua marcha mantendo o monote√≠smo absoluto sem Jesus e sem o Esp√≠rito Santo. No relato da cria√ß√£o e em muitas outras passagens do Antigo Testamento, ELOHIM √© nome pr√≥prio usado como forma alternativa de Jav√©. Segundo Umberto Cassuto, esse nome √© usado para se referir √† ideia obscura e mais abstrata da deidade, de um Deus universal e Criador do mundo, indicando a transcend√™ncia da natureza de Deus; ao passo que Jav√© aparece quando as caracter√≠sticas est√£o claras e concretas e sugere um Deus pessoal que se relaciona diretamente com o povo. No cap√≠tulo um de G√™nesis, Deus aparece como o Criador do universo f√≠sico e como o Senhor do mundo, exercendo dom√≠nio sobre todas as coisas. Tudo quanto existe veio √† exist√™ncia por causa exclusiva de Seu fiat (poder criador), sem qualquer contato direto entre Ele e a natureza. Portanto, aplicando-se aquelas regras, aqui cabe o uso do nome ELOHIM (CASSUTO, 1961, p. 32). ELOHIM √© um dos nomes pr√≥prios de Deus, mas aparece como apelativo no Antigo Testamento quando se refere a divindades falsas, por exemplo os deuses do Egito (√äx 12.2) e de outras na√ß√Ķes (Dt 13.7,8; Jz 6.10). A palavra √© usada com rela√ß√£o √†s imagens dos cultos pag√£os (√äx 20.23). As Escrituras fazem uso irregular de ELOHIM em refer√™ncia a seres sobrenaturais (1 Sm 28.13) e ju√≠zes (SI 82.6). Aparece tamb√©m, cerca de 20 vezes, com rela√ß√£o √†s divindades pag√£s individuais“.¬†Esequias Soares. Os Dez Mandamentos. Valores Divinos para uma Sociedade em Constante Mudan√ßa. Editora CPAD. pag. 51-53.]
3. Nomes espec√≠ficos.¬†S√£o tr√™s os nomes espec√≠ficos que o Antigo Testamento aplica somente para o Deus verdadeiro: Shadday, Adonay e YHWH. El-Shadday, “Deus Todo-poderoso”, √© o nome que Deus usou ao revelar-se a Abra√£o (Gn 17.1; √äx 6.3). Adonay, “Senhor”, √© um nome pr√≥prio e n√£o um pronome de tratamento (Is 6.1). O outro nome √© o tetragrama (as quatro consoantes do nome divino, YHWH, Yahweh, Jav√© ou Jeov√°). A vers√£o Almeida Corrigida, nas edi√ß√Ķes de 1995 e 2009, emprega “SENHOR”, com todas as letras mai√ļsculas, onde consta o tetragrama no Antigo Testamento hebraico para distinguir de Adonay (Jz 6.22).¬†[Coment√°rio:¬†o Dicion√°rio B√≠blico Wycliffe (CPAD), sobre a aplica√ß√£o dos nomes pr√≥prios, traz o seguinte: “EL ELYON, EL SHADDAI, YAHWEH. A reviravolta not√°vel na teologia b√≠blica √© a de que o Deus vivo √© progressivamente conhecido por meio dos acontecimentos hist√≥ricos reais, nos quais Ele revela tanto a si mesmo quanto os seus objetivos. Com isso, os termos gen√©ricos para divindade ganham um conte√ļdo mais espec√≠fico, tornam-se nomes pr√≥prios e, sucessivamente, abrem caminho para designa√ß√Ķes posteriores que refletem mais plenamente a natureza de Deus, que √© progressivamente revelada. A palavra El, termo mais comum para divindade, nas l√≠nguas semitas (mas que n√£o √© a palavra usual no Antigo Testamento), vem frequentemente associada a um substantivo ou a um adjetivo (cf. ‘el ‘elyon, “Deus Alt√≠ssimo”, ou ‘el shaddai, “Deus Todo-Poderoso”). Como consequ√™ncia, tornou-se um nome pr√≥prio de Deus. El Shaddai tornou-se o nome patriarcal caracter√≠stico para Divindade, como consequ√™ncia do concerto divino com Abra√£o. Enquanto Elohim representa Deus especialmente na fun√ß√£o do Criador, Formador e Preservador do homem e do mundo, El Shaddai se concentra nos limites divinos dos processos naturais para os prop√≥sitos da sua gra√ßa. O nascimento de Isaque, o filho prometido, na aus√™ncia de qualquer possibilidade natural, mostra Deus como materializando de forma onipotente o seu objetivo de gra√ßa em uma cria√ß√£o finita e pecadora, deca√≠da. Na LXX e no Novo Testamento, El Shaddai √© traduzido como pantokrator, “O Todo-Poderoso”, “O Onipotente” (cf. 2 Co 6.18; Ap 1.8; 4.8). Com a evolu√ß√£o da hist√≥ria religiosa hebraica, os primeiros nomes de Deus passaram para um plano secund√°rio em vista da auto-revela√ß√£o de Deus que ocorria. Mesmo assim, o nome El Shaddai n√£o substitui completamente Elohim, uma vez que os hebreus conservam todas as designa√ß√Ķes de Divindade, algumas vezes intercambiando-as, conforme as circunst√Ęncias possam sugerir um ou outro. O uso liter√°rio de nomes divinos, portanto, n√£o fornece uma indica√ß√£o inequ√≠voca do desenvolvimento liter√°rio e da autoria dos escritos sagrados. O nome por excel√™ncia para o Deus de Israel √© Jeov√° (YAHWEH), encontrado 6.823 vezes no Antigo Testamento. Por meio da liberta√ß√£o de Israel da escravid√£o no Egito, de sua ado√ß√£o como uma na√ß√£o, e de sua condu√ß√£o at√© a Terra Prometida, o DEUS Redentor √© especialmente conhecido por esse nome. O DEUS auto-revelado se revela de maneira redentora de uma forma especial (EU SOU O QUE SOU, √äx 3.14). Veja Eu Sou. O Deus vivo, que havia anteriormente se manifestado aos patriarcas como El Shaddai (√äx 6.2ss.), n√£o era totalmente desconhecido deles como Jeov√°, sendo esse nome encontrado frequentemente em Genesis e pronunciado pelo pr√≥prio Senhor Deus, e mesmo na b√™n√ß√£o de Jac√≥ (que nenhum redator teria alterado!). A partir de Abra√£o, o nome de Jeov√° aparece periodicamente nos registros sagrados. Mas com o resgate de Israel e com o estabelecimento da teocracia, Jeov√° torna-se o nome inconfund√≠vel no Antigo Testamento para o Deus vivo, que n√£o apenas adapta a natureza pecadora √† gra√ßa, mas tamb√©m molda um novo tipo de gra√ßa em meio a este curso natural das coisas. Consequentemente, o nome Jeov√° (uma reconstru√ß√£o artificial em portugu√™s para a palavra hebraica YHWH, originalmente pronunciada Yahweh ou Yahveh) enfatiza, em particular, a atividade redentora de Deus. Devido √†s supersti√ß√Ķes, os hebreus chegaram a evitar pronunciar a palavra de quatro letras YHWH, substituindo-a por Adonai. Nos s√©culos mais recentes, Jeov√° tem servido como o equivalente a Yahweh na literatura, nos hinos e nas tradu√ß√Ķes da B√≠blia em portugu√™s. A B√≠blia de Jerusal√©m adotou o nome Yahweh. Sobrepondo uma estrutura de desenvolvimento naturalista sobre a B√≠blia, a cr√≠tica elevada diz que os m√ļltiplos nomes de Deus, particularmente Elohim e Yahweh, refletem fontes liter√°rias divergentes. Esta suposi√ß√£o foi, durante muito tempo, um alicerce da hip√≥tese JEDP, agora desacreditada, que reduz o Pentateuco (q.v) a fontes originais conflitantes. A tentativa de explicar o nome composto Yahweh-Elohim por meio da combina√ß√£o de documentos provou ser insustent√°vel, e a hip√≥tese JEDP √© cada vez mais reconhecida como um grupo de fontes artificialmente projetadas (em um contexto preciso, sobre o qual os pr√≥prios cr√≠ticos n√£o entraram em acordo)”.¬†PFEIFFER .Charles F. Dicion√°rio B√≠blico Wycliffe. Editora CPAD. pag. 540-541]
PONTO CENTRAL

O cristão não deve jurar nem pelo céu, nem pela terra. A sua linguagem deve ser sim,sim ou não, não; e o que passa disso vem do Maligno.

S√ćNTESE DO T√ďPICO I

No Antigo Testamento, o nome de uma pessoa tinha a função de mostrar o caráter ou a índole de um indivíduo.
CONHEÇA MAIS

*Sinais Diacríticos

A palavra “diacr√≠tico” vem do grego diakretikos, que significa “distin√ß√£o ou o que distingue”. Na l√≠ngua portuguesa, os sinais diacr√≠ticos s√£o os acentos gr√°ficos usados para distinguir as pron√ļncias das vogais: o acento agudo, o circunflexo, o til, a cedilha, etc. Enquanto que na l√≠ngua portuguesa esses sinais distinguem-se das letras ou das vogais, no hebraico eles s√£o as pr√≥prias vogais unidas √†s consoantes.

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Não Tomarás o Nome do Senhor em Vão - Pr. Mário Sérgio

Vídeo Oficial da IEADJO - IEADJO - Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Joinville: Dicas e comentários da Escola Bíblica Dominical, com o Pr. Mário Sérgio.

Lição 5 - 1T/2015

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Não tomarás o Nome do Senhor em vão - Ev. Luciano de Paula Lourenço

Texto Base: Êxodo 20:7; Mateus 5:33-37; 23:16-19

“Nem jurareis falso pelo meu nome, pois profanar√≠eis o nome do vosso Deus. Eu sou o SENHOR” (Lv 19:12).
 
INTRODUÇÃO
Na sequencia do estudo dos Dez Mandamentos, iremos tratar nesta Aula sobre o Terceiro Mandamento, a saber: “N√£o tomar√°s o nome do SENHOR, teu Deus, em v√£o…” (√äx 20:7). Este mandamento inclui qualquer uso do nome de Deus de maneira leviana, blasfema ou insincera. Deve-se reverenciar o nome divino porque revela o car√°ter de Deus, a sua santidade. “Santo e tremendo √© o Seu nome” (Sl 111:9).
Os dias em que vivemos s√£o de mai√ļsculas irrever√™ncias a tudo que √© moral, estimuladas pela imprensa, em suas diversas matizes. Nada √© sagrado neste s√©culo: religi√£o, sexo, f√©, fam√≠lia, Deus, etc. Tudo pode ser zombado, satirizado e distorcido. Milh√Ķes se dirigem ao Todo-poderoso e santo Deus, que habita na luz inacess√≠vel, como se dirigissem a uma pessoa qualquer, ou a um ser imagin√°rio sem valor nenhum. Tais zombadores devem saber que de Deus ningu√©m zomba (Gl 6:7).¬†Aquilo que fazemos aqui determinar√° nosso destino amanh√£.¬†”… o SENHOR n√£o ter√° por inocente o que tomar o seu nome em v√£o” (√äx 20:7).¬†Deus √© amor, mas tamb√©m √© justi√ßa e, por isso, no tempo certo, no tempo que lhe aprouver, providenciar√° o julgamento de todos os homens, a fim de que cada um responda pelos atos cometidos, atos estes decorrentes da liberdade com que aquinhoou cada ser humano.
I. O NOME DIVINO
1. O Nome.¬†O nome de Deus revela o que Ele √©. O nome de Deus n√£o √© apenas uma identifica√ß√£o pessoal, mas √© inerente √† Sua natureza e revela Suas obras e Seus atributos. N√£o √© meramente uma distin√ß√£o dos deuses das na√ß√Ķes pag√£s. Quando a B√≠blia faz men√ß√£o do “nome de Deus”, est√° revelando o poder, a grandeza e a gl√≥ria do Deus Todo-Poderoso.
Cada nome divino revela-nos como Deus deseja ser conhecido por n√≥s. Falam-nos sobre quem Deus √© e como ele age em rela√ß√£o ao homem. √Č por este motivo que Deus aparece com v√°rios nomes nas p√°ginas sagradas. Cada um desses nomes revela uma caracter√≠stica espec√≠fica de Deus. Portanto, n√£o podemos tratar os nomes de Deus como “varas de cond√£o” que fazem as coisas acontecer. Esse tipo de racioc√≠nio equivocado tem levado muitas pessoas a acreditar que o simples “pronunciar” de um nome divino “libera” alguma energia espiritual poderosa. Isso, por√©m, est√° fora da realidade. O nome divino tem real valor por causa do pr√≥prio Deus. O uso “m√°gico” do nome de Deus n√£o funciona, como n√£o funcionou no caso dos filhos de Ceva (At 19:14-16).
As Escrituras mostram que √© Deus quem age, e n√£o o homem que o controla por meio de f√≥rmulas m√°gicas. Talvez a maior confus√£o na pr√°tica esteja no mau uso da frase “se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei” (Jo 14:14). S√≥ proferir o nome de Jesus n√£o significa que tudo acontecer√° automaticamente. Pedir alguma coisa “em nome de Jesus” significa pedir alguma coisa segundo a vontade de Deus (1Jo 5:14). Pedir em nome de Jesus √© pedir o que Jesus pediria. Pedir em Seu nome √© como “agir por procura√ß√£o”: n√£o √© a minha vontade que ser√° feita por meio de Jesus, mas sim a vontade dEle que se realizar√° por meio da minha ora√ß√£o.
2. Nomes específicos. Deus é descrito de maneira específica por diversos nomes hebraicos no Antigo Testamento. Entre eles merecem especial destaque os termos Elohim, Javé e Adonay.
- Elohim¬†√© o nome hebraico gen√©rico para Deus. Seu significado etimol√≥gico √© “for√ßa, poder“, e refere-se a Deus como Criador, como o ser transcendente e como o Deus que est√° acima de todos os outros. Uma curiosidade interessante sobre o nome¬†Elohim¬†√© que se trata de um substantivo em forma plural no hebraico. O nome “Deus” em nossas B√≠blias √© tradu√ß√£o do hebraico¬†El (Nm 23:8)¬†ou¬†Eloah (Dt 32:15),¬†ou seu plural,¬†Elohim (Gn 1:1). J√° o nome¬†El¬†√© usado para compor outros nomes divinos, como¬†El-Shadday (Deus Todo-poderoso - Gn 17:1; √äx 6:3),¬†e tamb√©m para formar nomes hebraicos comuns como Daniel e Samuel.
- Adonay (Senhor) refere-se ao senhorio de Deus. O significado literal é Senhor, mas nunca é usado para se referir ao homem. Adonay destaca também a plena soberania de Deus.
- Jav√©.¬†Este √© o nome que mais define o pr√≥prio Deus. O termo hebraico seria¬†YHWH.¬†O significado de¬†Jav√©¬†√© “Eu Sou” ou “Sempre estarei sendo“, ou como gostam os judeus “o Eterno“. A forma √© uma abrevia√ß√£o do “EU SOU O QUE SOU“, dito por Deus a Mois√©s em √äxodo 3:13,14.
Os judeus deixaram de pronunciar o nome divino para evitar a vulgariza√ß√£o do nome e assim n√£o violar o Terceiro Mandamento. A pron√ļncia perfeita se perdeu. As consoantes do tetragramaYHWH¬†receberam as vogais de¬†Adonay,¬†o que veio a gerar o nome¬†Yahweh,¬†Jav√©¬†ou¬†Yehowah. Todavia, os estudiosos hoje concordam, principalmente com base nas antigas translitera√ß√Ķes gregas, que o nome divino seria¬†Yahweh, ou seja,¬†Jav√©¬†em portugu√™s. A vers√£o Almeida Corrigida, nas edi√ß√Ķes de 1995 e 2009, emprega “SENHOR”, com todas as letras mai√ļsculas, onde consta o tetragrama (YHWH) no Antigo Testamento hebraico para distinguir de¬†Adonay¬†(Jz 6:22).
II. TOMAR O NOME DE DEUS EM VÃO
1. O Terceiro Mandamento (Ex 20:7). “N√£o tomar√°s o nome do SENHOR, teu Deus, em v√£o; porque o SENHOR n√£o ter√° por inocente o que tomar o seu nome em v√£o“.
O nome de Deus é especial porque traz a sua identidade pessoal. Nas Escrituras Sagradas, o nome está intimamente ligado à pessoa, indicando o seu próprio caráter, ou ainda denotando a posição e função de quem traz o nome (Êx 23:21). O Terceiro Mandamento nos diz que quando nos lembramos do nome de Deus, devemos preparar-nos para render-lhe culto porque as verdades que sabemos sobre alguém são despertadas quando pronunciamos o seu nome.
A proibi√ß√£o de usar o nome de Deus “em v√£o” ocorre em fun√ß√£o de o mesmo estar intimamente ligado ao car√°ter divino (√äx 3:15; Lv 22:32). Assim, por causa da natureza santa do nome do Senhor, o mesmo deve ser reverenciado, invocado, louvado e bendito (Mt 6:9). Tomar o nome do Senhor “em v√£o”¬†inclui o fazer uma falsa promessa usando esse nome - “nem jurareis falso pelo meu nome, pois profanar√≠eis o nome do vosso Deus. Eu sou o SENHOR” (Lv 19:12).
Era comum o uso de palavras mágicas em encantamentos no mundo antigo. Um exemplo bíblico ocorre em Atos 19:13-16, onde lemos sobre a tentativa pecaminosa de invocar o nome do Senhor Jesus, por mágicos que usavam o nome do Salvador como uma forma de encantamento.
O nome de Deus deve ser honrado e respeitado por ser profundamente sagrado, e deve ser usado somente de maneira santa - “Portanto, v√≥s orareis assim: Pai nosso, que est√°s nos c√©us, santificado seja o teu nome” (Mt 6:9). Deus j√° √© santo, ent√£o significa que somos santificados quando deixamos o Nome de Deus infundir em nossa natureza aquilo que Ele traz (santidade, cura, autoridade, provis√£o, etc).
2. Objetivo do Terceiro Mandamento.¬†”A finalidade √© por um freio na mentira, restringir os juramentos e assim evitar a profana√ß√£o do nome divino (Lv 19:12). Ningu√©m deve usar o nome de Deus nas conversas triviais do dia a dia, pois isso √© misturar o sagrado com o comum (Lv 10:10). O Senhor Jesus condenou duramente essas pervers√Ķes farisaicas, pr√°ticas que precisavam ser corrigidas ou mesmo substitu√≠das. Este mandamento foi restaurado sob a gra√ßa e adaptado a ela na nova dispensa√ß√£o, manifesto na linguagem do crist√£o: “sim, sim; n√£o, n√£o” (Mt 5:37) (LBM. p.38.CPAD).
3. O Valor do Terceiro Mandamento (1). No Antigo Testamento, o castigo para o mau uso do nome de Deus era o apedrejamento (Lv 24:16). Percebemos que essa proibição estava ligada ao juramento falso, que era usar o nome de Deus para atestar uma declaração mentirosa (Lv 19:12).
Esse mandamento n√£o exclui a recorr√™ncia ao nome do Senhor em juramentos verdadeiros e solenes (2Sm 2:27; Nm 30:3; Jr 4:2; Js 7:19; 2Co 1:23). Podemos invocar o nome de Deus nas ang√ļstias. Tamb√©m podemos invocar Seu nome clamando por socorro e salva√ß√£o (Sl 50:15).
Hans Ulrich Reifler, em seu livro “A √Čtica dos Dez Mandamentos” (editora Vida Nova), diz a respeito do Terceiro Mandamento: “Muitas pessoas abusam do nome do Senhor inconscientemente. Na cultura brasileira, as express√Ķes ‚Äėmeu Deus’, ‚ÄėDeus me livre’, ‚Äėse Deus quiser’, ‚ÄėDeus √© testemunha’, ‚Äėjuro por Deus‘, tornam-se t√£o frequentes, e at√© populares, que todos acabaram se acostumando. O problema n√£o est√° no uso dessas palavras, mas na atitude do cora√ß√£o. Quando bem pensadas, tais express√Ķes constituem uma ora√ß√£o, manifestam nossa confian√ßa no Senhor e testificam a sinceridade da nossa f√©. Por outro lado, n√£o resta d√ļvida de que o uso impensado dessas frases n√£o ajuda em nada; pelo contr√°rio, revela leviandade para com as coisas sagradas, e √© isto o que est√° em pauta no Terceiro Mandamento”.
4. Formas “sutis” de tomar o Nome do Senhor em v√£o¬†(2). Na B√≠blia, a palavra “v√£o” significa “vazio”, “sem conte√ļdo”, “sem valor”, “n√£o produtivo“. Pronunciar o nome de Deus¬†em v√£o¬†demonstra um desprezo para com o Deus Todo-Poderoso.
a) Com irrever√™ncia¬†(Ef 5:3,4 - ARA) - “…palavras v√£s ou chocarrices…”.¬†S√£o todas aquelas formas de falar, aquelas frases irreverentes que usamos que incluem o nome santo de Deus. Como √© comum e inconsequente soltarmos um “meu Deus do c√©u“, “pelo amor de Deus“. Se queremos realmente dizer aquilo, ent√£o n√£o tem problema. Mas se for apenas uma “for√ßa de express√£o” ou coment√°rio descuidado, a√≠ √© outra coisa.
b) Com hipocrisia (Is 48:1). São pessoas que se chamam pelo nome de Deus, mas não vivem sinceramente na presença de Deus. Professam e cantam publicamente, mas em casa não vivem a verdade que confessa. A pessoa que procura disfarçar uma vida pecaminosa, ao mesmo tempo em que professa o nome de Cristo, quebra o Terceiro Mandamento. Tais indivíduos são culpados diante de Deus (Êx 20:7) e só receberão misericórdia depois de se arrependerem.
c) Como uma falsa imagem. Usamos em¬†“v√£o” o nome de Deus quando usamos Deus como espantalho na educa√ß√£o dos filhos, quando, por exemplo, amea√ßamos dizendo: “Deus est√° te vendo! Deus vai te castigar!“.¬†¬†Com esses abusos do nome de Deus, muitas pessoas foram feridas na sua inf√Ęncia.¬† A imagem curadora de Deus se transforma numa imagem amea√ßadora, vingativa e muito exigente. Clique aqui para ler o texto completo »

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O crist√£o pode jurar? - Pr. Kleber Maia

Estudo sobre a Fidelidade do Cristão. Subsídio para a lição 5 - Não tomarás o Nome do Senhor em vão.

Lição 5 - 1T/2015

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Não tomarás o Nome do Senhor em vão - Sulamita Macêdo

Lição 05: Não Tomarás o Nome do Senhor em Vão


Professoras e professores, observem estas orienta√ß√Ķes:

1 - Antes de abordar o tema da aula, é interessante que vocês mantenham uma conversa informal e rápida com os alunos:

- Cumprimentem os alunos.

- Dirijam-se aos alunos, chamando-os pelo nome, para tanto é importante uma lista nominal para que vocês possam memorizar.

- Perguntem como passaram a semana.

- Escutem atentamente o que eles falam.

- Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.- Verifiquem se há alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.

2 - Este momento não é uma mera formalidade, mas uma necessidade. Ao escutá-los, vocês estão criando vínculo com os alunos, eles entendem que vocês também se importam com eles.Outro fator importante para estabelecer vínculos com os alunos é através das redes sociais, adicionem os alunos e mantenham comunicação com eles.

3 - Ap√≥s a chamada, solicitem ao secret√°rio da classe a rela√ß√£o dos alunos ausentes e procurem manter contato com eles durante a semana, atrav√©s de telefone ou email ou pelas redes sociais,deixando uma mensagem “in box” dizendo que sentiu falta dele(a) na EBD).Os alunos se sentir√£o queridos, cuidados, perceber√£o que voc√™s sentem falta deles. Dessa forma, voc√™s estar√£o estabelecendo v√≠nculos afetivos com seus alunos.

4 - Escolham um momento da aula, para mencionar os nomes dos alunos aniversariantes, parabenizando-os, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo.

5 - Fazendo o que foi exposto acima, somando-se a um professor motivado, associando a uma boa preparação de aula, com participação dos alunos, vocês terão bons resultados! Experimentem!

6 - Agora, voc√™s iniciam o estudo da li√ß√£o. Vejam estas sugest√Ķes:

- Comecem utilizando a din√Ęmica “EU SOU O QUE SOU”.

- Depois, trabalhem os pontos levantados na lição de forma participativa e contextualizada.Tenham uma excelente e produtiva aula!
Din√Ęmica: EU SOU O QUE SOU

Objetivos:Introduzir o estudo sobre o 3¬ļ. Mandamento: N√£o Tomar√°s o Nome do Senhor em V√£o.Promover socializa√ß√£o entre os alunos, atrav√©s da apresenta√ß√£o do seu nome, seu significado e/ou algo relacionado √† escolha dele.

Material:

Lista nominal dos nomes dos alunos.

Papel colorido ou cartolina para escrever o nome do aluno e o significado do nome.

Procedimento:

Antes da aula:Durante a semana procurem o significado dos nomes dos alunos em livros ou sites específicos.Organizem em pedaços de papel colorido ou cartolina o nome do aluno e o significado, como no exemplo abaixo:

Sulamita
Que possui a perfeiçãoA preferida de Salomão

Durante a aula:

- Façam uma surpresa para os alunos, entregando o significado do nome de cada um.

- Pe√ßam para que os alunos expressem o que acharam do significado do nome e o que acham da escolha deste nome para eles/elas.Para aqueles nomes que voc√™s n√£o encontraram o significado, perguntem para o aluno quem escolheu esse nome e/ou conte algo relacionado a ele.Algumas pessoas, nesse momento, se emocionam por lembrarem-se de entes queridos que j√° partiram ou mesmo por recordarem-se da inf√Ęncia e at√© de apelidos.

- Depois, falem: A escolha do nome de uma pessoa é muito importante. No Antigo Testamento, o nome das pessoas relacionava-se com suas características e também ao caráter. Alguns personagens bíblicos tiveram seus nomes modificados devido a uma experiência com Deus.

- Falem: Às vezes, nós recebemos apelidos de mau gosto ou por algum fato algumas pessoas façam brincadeiras com o nome e não gostamos deste procedimento e nos incomodamos. E quanto, ao nome de Deus? Há muitas pessoas que usam o nome de Deus de forma indevida.- Escrevam no quadro: EU SOU O QUE SOU.

- Leiam Ex 3.14 e 15b: “Ent√£o disse Mois√©s a Deus: Eis que quando eu for aos filhos de Israel, e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a v√≥s; e eles me disserem: Qual √© o seu nome? Que lhes direi? E disse Deus a Mois√©s: EU SOU O QUE SOU”.- Falem: Vemos que o nome de Deus representa o que Ele √© e n√£o devemos proferir Seu nome em v√£o, conforme o 3¬ļ. Mandamento: N√£o Tomar√°s o Nome do Senhor em V√£o. √Č sobre este mandamento o tema da li√ß√£o de hoje.

- Agora, comecem o estudo do tema.
Por Sulamita Macedo.

Publicado no blog Atitude de Aprendiz 

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Não tomarás o Nome do Senhor em vão - Ev. Isaías de Jesus

TEXTO √ĀUREO¬†= “Nem jurareis falso pelo meu nome, pois profanar√≠eis o nome do vosso Deus. Eu sou o SENHOR.”¬†(Lv 19.12)
VERDADE PR√ĀTICA¬†= O terceiro mandamento pro√≠be o juramento indiscriminado e leviano, pois o voto √© um tipo de compromisso que deve ser reservado para uma solenidade excepcional e incomum.
LEITURA B√ćBLICA EM CLASSE¬†=¬†√äxodo 20.7; Mateus 5.33-37; 23.16-19
INTRODUÇÃO
3. O terceiro mandamento.¬†“N√£o tomar√°s o nome do Senhor, teu Deus, em v√£o” (√äx 20.7). O nome de Deus representa Ele mesmo; sua divina natureza; seu infinito poder e seu santo car√°ter. Este mandamento, portanto, diz respeito √† santidade do Senhor. Tomar o nome do Todo-Poderoso em v√£o √© mencion√°-lo de modo banal, profano, secular e irreverente.
Tomar o nome do SENHOR, teu Deus, em v√£o √© “recorrer ao irrealismo, ou seja servir-se do nome de Deus para apelar ao que n√£o √© express√£o do car√°ter divino”. Tal uso profano do nome de Deus ocorre no perj√ļrio, na pr√°tica da magia e na invoca√ß√£o dos mortos. A proibi√ß√£o √© contra o falso juramento e tamb√©m inclui juramentos levianos e a blasf√™mia t√£o comum em nossos dias. “Este mandamento n√£o obsta o uso do nome de Deus em juramentos verdadeiros e solenes.” Deus odeia a desonestidade, e √© pecado s√©rio algu√©m usar o nome divino para encobrir um cora√ß√£o mau, ou para se fazer melhor do que se √©.
A pessoa que procura disfar√ßar uma vida pecaminosa, ao mesmo tempo em que professa o nome de Cristo, quebra este terceiro mandamento. Tais indiv√≠duos s√£o culpados diante de Deus e s√≥ recebem miseric√≥rdia depois de se arrependerem. Os justos veneram o nome de Deus por ser santo e sagrado.¬†(Leo G. Cox. Coment√°rio B√≠blico Beacon. Editora CPAD. Vol. 1. pag. 190). Alan Cole afirma que “No juda√≠smo mais recente, esta proibi√ß√£o envolvia qualquer uso impensado e irreverente do nome YHWH. Este s√≥ era pronunciado uma vez por ano, pelo sumo-sacerdote, ao aben√ßoar o povo no grande Dia da Expia√ß√£o (Lv 23:27). Em sua forma original, o mandamento parece ter-se referido a jurar falsamente pelo nome de YHWH (Lv 19:12). Este parece ser o verdadeiro sentido do texto hebraico.
A lei permitia abençoar e amaldiçoar em nome de YHWH (Dt 11:26): isso equivalia virtualmente a proclamar Sua vontade e Seu propósito para com várias classes de indivíduos. Jurar pelo Seu nome era, então, permitido, embora fosse proibido por Cristo, séculos mais tarde (Mt 5.34). Na verdade, jurar pelo Seu nome (e não pelo de qualquer outro deus) era um sinal de que tal pessoa era um adorador de YHWH (Jr 4.2), e por isso era algo digno de louvor.
Uma raz√£o mais profunda para tal proibi√ß√£o pode ser vista no fato de que Deus era a √ļnica realidade viva para a mentalidade israelita. √Č por isso que Seu nome era sempre envolvido nos votos e juramentos, normalmente na f√≥rmula “t√£o certo como vive o Senhor” (2 Sm 2:27). Usar tal frase e depois deixar de cumprir o voto era questionar a realidade da pr√≥pria exist√™ncia de Deus. Pois YHWH n√£o ter√° por inocente. A explica√ß√£o, embora correta, provavelmente n√£o fazia parte do abrupto mandamento apod√≠tico original”¬†(R. Alan Cole, Ph. D. √äXODO Introdu√ß√£o e Coment√°rio. Editora Vida Nova. pag. 150).].
Todos nos naturalmente temos uma abertura no rosto, a qual chamamos de boca. E obviamente em cada boca √† um pequeno √≥rg√£o chamado l√≠ngua. A l√≠ngua, apesar de relativamente pequena quando comparado com o restante do corpo, √© uma for√ßa muito poderosa e influente no corpo todo. A B√≠blia nos diz que:¬†”…A l√≠ngua tamb√©m √© um fogo; sim, a l√≠ngua, qual mundo de iniquidade, colocada entre os nossos membros, contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, sendo por sua vez inflamada pelo inferno. Pois toda esp√©cie tanto de feras, como de aves, tanto de r√©pteis como de animais do mar, se doma, e tem sido domada pelo g√™nero humano, mas a l√≠ngua, nenhum homem a pode domar. √Č um mal irrefre√°vel; est√° cheia de pe√ßonha mortal…”¬†(Tiago 3:6-8). Paulo nos aconselha que, como crist√£os, devemos usar nossa l√≠ngua para atividades nobres, diz ele:¬†”…Nenhuma palavra torpe saia da boca de voc√™s, mas apenas a que for √ļtil para edificar os outros, conforme a necessidade, para que conceda gra√ßa aos que a ouvem…”¬†(Ef√©sios 4:29). Ele tamb√©m nos diz em Colossenses 3:08¬†”…Mas agora, despojai-vos tamb√©m de tudo: da ira, da c√≥lera, da mal√≠cia, da maledic√™ncia, das palavras torpes da vossa boca…”.¬†Neste¬†3¬ļ Mandamento, n√£o estamos falando apenas de uma boca suja, que vomita palavr√Ķes ou palavras torpe. Este Mandamento trata de algo muito mais grave, trata-se da utiliza√ß√£o indevida ou o uso profano do¬†Santo Nome de Deus em v√£o. O nome de Deus √© para ser usada em conex√£o com o seu louvor ou sua proclama√ß√£o. Infelizmente, para muitos parece, que o nome de Deus √© como mais uma palavra corriqueira que pode ser usada de qualquer forma.
O terceiro Mandamento - Um nome Vener√°vel
Vener√°vel = Sagrado, Santo; que √© digno de venera√ß√£o, respeito e Reverencia; muito respeit√°vel. Esta √© a defini√ß√£o da palavra segundo os dicion√°rios. Nos tempos B√≠blicos, ao contrario de hoje os nomes tinham grande import√Ęncia, os nomes na B√≠blia geralmente revelavam algo sobre a pessoa, sua ascend√™ncia, sua origem, etc. E isto √© especialmente verdadeiro e forte no que diz respeito aos nomes de Deus. Vejamos:
“YHWH / YAHWEH / JEOV√Ā / SENHOR”¬†(Deuteron√īmio 6:4, Daniel 9:14) - A rigor, este √© o √ļnico nome pr√≥prio para Deus. Traduzido nas b√≠blias em portugu√™s como “SENHOR” (com letras mai√ļsculas) para distingui-lo de Adonai, “Senhor”. A revela√ß√£o do nome √© primeiramente dada a Mois√©s¬†“Eu sou quem eu sou”¬†(√äxodo 3:14). Este nome especifica um imediatismo, uma presen√ßa. Yahweh est√° presente, acess√≠vel, perto dos que o invocam por livramento (Salmo 107:13), perd√£o (Salmo 25:11) e orienta√ß√£o (Salmo 31:3). Ele descreve Deus como auto existente imut√°vel e eterno. (Mal. 03:06, Tiago 1:17). Na B√≠blia, o nome “SENHOR” muitas vezes est√° associado a outras palavras formando assim os nomes compostos de Deus que revelam mais sobre Sua natureza e Seus atributos. Alguns deles s√£o:
JEOV√Ā-JIR√Č:”O Senhor prover√°”¬†(G√™nesis 22:14) - o nome utilizado por Abra√£o quando Deus proveu o carneiro para ser sacrificado no lugar de Isaque.
JEOV√Ā-RAFA:”O Senhor que sara”¬†(√äxodo 15:26) - “Eu sou o Senhor que te sara”, tanto em corpo e alma. No corpo, atrav√©s da preserva√ß√£o e da cura de doen√ßas, e na alma, pelo perd√£o de iniquidades.
JEOV√Ā-NISSI:”O Senhor √© minha bandeira“(√äxodo 17:15), onde por bandeira entende-se um lugar de reuni√£o antes de uma batalha. Esse nome comemora a vit√≥ria sobre os amalequitas no deserto em √äxodo 17.
JEOV√Ā-MAKADESH:”O Senhor que santifica, torna santo”¬†(Lev√≠tico 20:8, Ezequiel 37:28) - Deus deixa claro que apenas Ele, e n√£o a lei, pode purificar o Seu povo e faz√™-los santos.
JEOV√Ā-SHALOM:”O Senhor nossa paz”¬†(Ju√≠zes 6:24) - o nome dado por Gide√£o ao altar que ele construiu ap√≥s o Anjo do Senhor ter-lhe assegurado de que n√£o morreria como achava que morreria depois de v√™-lO.
JEOV√Ā-ELOIM:”Senhor Deus”¬†(G√™nesis 2:4, Salmo 59:5) - uma combina√ß√£o do singular nome YHWH e o nome gen√©rico “Senhor”, significando que Ele √© o Senhor dos senhores.
JEOV√Ā-TSIDIKENU:”O Senhor nossa justi√ßa”¬†(Jeremias 33:16) - Tal como acontece com Jeov√°-Makadesh, s√≥ Deus proporciona a justi√ßa para o homem, em √ļltima inst√Ęncia, na pessoa de Seu Filho, Jesus Cristo, o qual tornou-se pecado por n√≥s “para que nele f√īssemos feitos justi√ßa de Deus” (2 Cor√≠ntios 5:21).
JEOV√Ā-ROHI:”O Senhor nosso Pastor”¬†(Salmo 23:1) - Depois de Davi ponderar sobre seu relacionamento como um pastor de ovelhas, ele percebeu que era exatamente a mesma rela√ß√£o de Deus com ele, e assim declara: “Yahweh-Rohi √© o meu Pastor. Nada me faltar√°” (Salmo 23:1).
JEOV√Ā-SHAMMAH:”O Senhor est√° ali”¬†(Ezequiel 48:35) - o nome atribu√≠do a Jerusal√©m e ao templo l√°, indicando que o outrora partida gl√≥ria do Senhor (Ezequiel 8-11) havia retornado (Ezequiel 44:1-4).
JEOV√Ā-SABAOTH:”O Senhor dos Ex√©rcitos”¬†(Isa√≠as 1:24, Salmos 46:7) - Ex√©rcitos significa “hordas”, tanto dos anjos quanto dos homens. Ele √© o Senhor dos ex√©rcitos dos c√©us e dos habitantes da terra, dos judeus e gentios, dos ricos e pobres, mestres e escravos. O nome expressa a majestade, poder e autoridade de Deus e mostra que Ele √© capaz de realizar o que determina a fazer.
“ELOHIM”: Deus “Criador, Poderoso e Forte”¬†(G√™nesis 17:7; Jeremias 31:33); esta √© a forma plural de Eloah, a qual acomoda a doutrina da Trindade, refere-se ao Ser Supremo, fiel, Deus Uno e Trino.
Na primeira frase da B√≠blia, a natureza superlativa do poder de Deus √© evidente quando Deus (Elohim) fala para que o mundo exista (G√™nesis 1:1). Esta √© a palavra comum para Deus na B√≠blia. √Č usado mais de 2.000 vezes no Antigo Testamento. Na verdade, quando Deus saiu da eternidade para revelar-se ao homem, este √© o nome que ele escolheu. Um nome representando a si mesmo como o forte e fiel.
EL, ELOAH: Deus “poderoso, forte, proeminente”¬†(G√™nesis 7:1, Isa√≠as 9:6) - etimologicamente, El parece significar “poder”, como em “Tenho o poder para prejudic√°-los” (G√™nesis 31:29). El √© associado com outras qualidades, tais como integridade (N√ļmeros 23:19), zelo (Deuteron√īmio 5:9) e compaix√£o (Neemias 9:31), mas a raiz original de ‚Äėpoder’ continua.
EL SHADDAI: “Deus Todo Poderoso”, “O Poderoso de Jac√≥”¬†(G√™nesis 49:24; Salmo 132:2,5) - fala do poder supremo de Deus sobre todos.
ADONAI:”Senhor”¬†(G√™nesis 15:2; Ju√≠zes 6:15) - usado no lugar de YHWH, o qual os judeus achavam ser sagrado demais para ser pronunciado por homens pecadores. No Antigo Testamento, YHWH √© mais utilizado em tratamentos de Deus com o Seu povo, enquanto que Adonai √© mais utilizado quando Ele lida com os gentios.
EL ELIOM:”Alt√≠ssimo”¬†(Deuteron√īmio 26:19) - derivado da raiz hebraica para “subir” ou “ascender”, ent√£o a implica√ß√£o refere-se a algo que √© muito alto. El Elyon denota a exalta√ß√£o e fala de um direito absoluto ao senhorio.
EL ROI:”Deus que v√™”¬†(G√™nesis 16:13) - o nome atribu√≠do a Deus por Agar, sozinha e desesperada no deserto depois de ter sido expulsa por Sara (G√™nesis 16:1-14). Quando Agar encontrou o Anjo do Senhor, ela percebeu que tinha visto o pr√≥prio Deus numa teofania. Ela tamb√©m percebeu que El Roi a viu em sua ang√ļstia e testemunhou ser um Deus que vive e v√™ tudo.
EL-OLAM:”Deus eterno”¬†(Salmo 90:1-3) -A natureza de Deus n√£o tem princ√≠pio, fim e nem quaisquer limita√ß√Ķes de tempo. Deus cont√©m dentro de Si mesmo a causa do pr√≥prio tempo. “De eternidade a eternidade, tu √©s Deus.”
EL-GIBOR:”Deus Poderoso”¬†(Isa√≠as 9:6)- o nome que descreve o Messias, Jesus Cristo, nesta por√ß√£o prof√©tica de Isa√≠as. Como um guerreiro forte e poderoso, o Messias, o Deus Forte, vai realizar a destrui√ß√£o dos inimigos de Deus e governar com cetro de ferro (Apocalipse 19:15).
O nome de Deus deve ser usado com extrema reverência e adoração. Os escribas por exemplo; quando tinha que escrever o Nome de Deus em uma obra, eles paravam, lavavam-se, mudavam de veste e caneta, e somente assim escrevia.
Logo em seguida, eles depositava a caneta usada em um lugar onde nunca mais poderia ser usado por ninguém para escrever outra palavra. Ainda hoje muitos judeus ortodoxos para não usar o nome de Deus em vão, nem sequer dizem o nome Jeová ou Javé. Ao invés disso, eles usam a palavra Deus, ou Adonai.
O terceiro Mandamento - Banalizando o nome de Deus
Este mandamento nos diz que¬†√© errado usar o nome de Deus em coisas v√£. A palavra v√£o, significa algo vazio, oco, in√ļtil, sem valor; ilus√≥rio, sem fundamento real, f√ļtil, fr√≠volo, falso, ignorante, ineficaz. Quando usamos o nome de Deus de forma v√£, estamos cometendo uma blasf√™mia! Infelizmente, em nossos dias ouvimos o Nome de Deus ser degradado com muito mais frequ√™ncia do que ouvimos ser exaltado! √Č quase que normal ouvirmos palavras de maldi√ß√£o em conjunto com o nome de Deus, coisa do tipo pesar a m√£o, aperta, etc, mas se analisarmos os exemplos dos santos na B√≠blia, n√£o vemos nada disso; mas sim quando eles eram ofendidos perseguidos e ate mesmo apedrejados, clamavam a Deus para perdoar seus agressores, hoje muitos de nos por qualquer coisa j√° esta pedindo a Deus para pesar a m√£o,¬†usando desta forma o nome de Deus para a maldi√ß√£o do pr√≥ximo.
Quantas vezes ouvimos, a express√£o: Oh Deus!, Oh meu Deus!, Jesus, Oh Jesus, Oh Cristo, Jesus Cristo!, Deus Todo Poderoso!, Oh, Senhor!, Meu Deus!,¬†my god, ou qualquer um dos milhares de jarg√Ķes que mesmo os crist√£os muitas vezes usam de forma inapropriada.¬†Na TV os artista brincam com o nome de Deus, e seus clich√™s s√£o logo absorvidos pela plateia. Pessoa usam o nome de Deus em associa√ß√£o a seus clubes de futebol, etc.¬†Ou mesmo quando pronunciamos o nome de Deus metodicamente, quero dizer, domingo ap√≥s domingo, nas can√ß√Ķes e nas ora√ß√Ķes e nos testemunhos, mas sem sinceridade e sem rever√™ncia genu√≠na,¬†estamos usando o nome de Deus em v√£o. Ou quando usamos como uma camuflagem em meio a hipocrisia, prometemos a Deus fazer uma coisa e fazemos outra, ent√£o somos culpados diante dEle. Se seu nome revela seu car√°ter, e n√≥s estamos usando Seu Nome, ent√£o a nossa hipocrisia envia uma falsa imagem de Deus e, portanto, viola o Seu Nome. “A hipocrisia da igreja √© muito pior do que a profana√ß√£o da rua.” - Greg Laurie). “…E por que me chamais, Senhor, Senhor, e n√£o fazeis o que eu digo?..”(Lucas 6:46). N√£o seja culpado de se¬†esconder atr√°s do nome de Deuscomo uma camuflagem para o mal! Clique aqui para ler o texto completo »

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N√£o tomar√°s o nome do Senhor em v√£o - Ev. F√°bio Segantin

Vídeo-aula sobre a lição 5 - Não tomarás o nome do Senhor em vão, apresentada pelo Ev. Fábio Segantin.

Lição 5 - 1T/2015

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Não tomarás o nome do Senhor em vão - Ev. José Roberto A. Barbosa

N√ÉO TOMAR√ĀS O NOME DO SENHOR EM V√ÉO

Texto √Āureo Lv. 19.12 - Leitura B√≠blica¬† Ex. 20.7; Mt. 5.33-37; 23.16-19



Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa

www.subsidioebd.blogspot.com

Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO

Os nomes bíblicos carregam significados especiais, não se trata de uma terminologia arbitrária, mas de uma revelação do caráter da pessoa. Em relação a Deus, Seus nomes revelados na Bíblia expressam Sua natureza. Na aula de hoje estudaremos a respeito dos nomes de Deus, e dos seus significados, a partir dessa análise, compreenderemos porque o nome do Senhor não poderia ser tomado em vão, de acordo com o terceiro mandamento. Ao final, destacaremos o valor do Nome de Jesus, que é um nome que está acima de todo Nome.

1. O NOME DE DEUS

O terceiro mandamento diz respeito ao nome do Senhor (Ex. 20.7), que n√£o deve ser profanado. O nome de Deus foi revelado aos Israelitas, Yahweh identificou-se como o Senhor do Seu povo. A revela√ß√£o desse nome ocorreu antes do povo chegar ao Sinai, quando Mois√©s viu a sar√ßa ardente indagou como deveria ser referenciado o Deus que o enviaria a libertar os israelitas do Egito (EX. 3.14,15). ¬†O nome de Deus revelado foi um tetragrama YHWH, composto por quatro consoantes, que literalmente significa “Eu sou quem eu sou”. Esse nome identifica a autoexist√™ncia divina, isso quer dizer que Yahweh - como costuma ser pronunciado o tetragrama - n√£o depende de outros para existir. Por esse motivo o salmista declarou: “√ď Senhor, Senhor nosso, qu√£o admir√°vel √© o teu nome em toda a terra” (Sl. 8.1). Os israelitas n√£o estavam sendo proibidos de chamar Deus pelo nome, tratava-se de uma orienta√ß√£o jur√≠dica, isto √©, o nome do Senhor n√£o poderia ser usado para dar falso testemunho. No entanto, alguns rabinos levaram t√£o a s√©rio esse mandamento que deixaram de pronunciar o tetragrama, de modo que atualmente n√£o se sabe ao certo como esse deve ser pronunciado. O nome YHWH quando identificado na leitura costuma ser substitu√≠do por Adonai, termo hebraico que significa Meu Senhor, ou t√£o somente Senhor, como tem sido utilizado na tradu√ß√£o b√≠blica para o portugu√™s. A proibi√ß√£o, portanto, n√£o est√° no uso do nome, mas na sua utiliza√ß√£o indevida.

2. A REVERÊNCIA AO NOME DE DEUS

O nome do Senhor deveria ser reverenciado, n√£o apenas por aqueles que lidam com a justi√ßa, mas tamb√©m pelos profetas. O uso inapropriado da express√£o “assim diz o Senhor”, sem que Deus tivesse falado se constitu√≠a em pecado (Jr. 14.14,15). Aqueles que falam nas igrejas e nos p√ļlpitos, em nome do Senhor, devem estar conscientes dessa responsabilidade. Trata-se de um perj√ļrio usar o nome de Deus para declarar algo que Ele n√£o revelou, ou mesmo para prometer fazer algo que n√£o ser√° cumprido (Lv. 19.12). Isso deve ser considerado porque o nome de Deus √© Maravilhoso (Jz. 13.17; Is. 9.6,7), portanto Jesus nos ensinou que todos devem reconhecer que o Nome de Deus √© Santo (Mt. 6.9). O livro dos Salmos nos instrui a dar gl√≥ria ao nome do Senhor (Sl. 29.2), e a cantar gl√≥ria ao Seu nome (Sl. 72.19), a bendizer o Seu Santo Nome (Sl. 103.1). O nome do Senhor n√£o deve ser profanado, antes invocado (Gn. 4.24), e digno de confian√ßa (Is. 50.10), al√©m de ser considerado glorioso (Dt. 28.58). A grandeza de Deus deve ser motivo para a rever√™ncia em rela√ß√£o ao nome do Senhor, ningu√©m deve usar Esse Nome indevidamente. O Nome de Deus n√£o deve ser motivo de piadas, muito menos de blasf√™mias. Mas n√£o nos compete julgar, muito menos tomar atitudes agressivas em rela√ß√£o √†queles que profanam o Nome do Senhor, pois a Deus pertence √† vingan√ßa, n√£o a n√≥s (Rm. 13.1).

3. EM NOME DE JESUS

O nome do Senhor n√£o apenas deve ser mencionado atrav√©s dos nossos l√°bios, como esse Nome reflete a identidade de um Deus de amor e gra√ßa, devemos viver para Ele e tudo o que fizermos, devemos fazer em Seu Nome (Cl. 3.17). Isso tamb√©m √© motivo para temer o Deus de Israel, inclusive o nome do Senhor Jesus. O pecado de Ceva, ao usar o nome de Jesus indevidamente, deve servir de alerta para aqueles que se apropriam desse Nome para satisfazer interesses pessoais (At. 19.17). O nome de Jesus tem autoridade especial para Sua igreja, n√£o se trata de um amuleto, como querem defender alguns adeptos da Confiss√£o Positiva. √Č preciso ter cuidado, pois nem todos aqueles que dizem Senhor, Senhor t√™m parte no evangelho de Cristo (Mt. 7.21-23). O nome de Jesus tem autoridade porque Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que √© sobre todo o nome (Fp. 2.9). Por isso, diante dEle deve se dobrar todo joelho dos que est√£o no c√©u e na terra (Fp. 2.10,11). Jesus √© um nome que salva os pecadores, pois todos aqueles que O invocam encontram vida eterna (At. 4.12; Rm 10.13; I Jo. 5.13). Em nome dEle recebemos o batismo, fomos imersos no Seu corpo, fazendo parte da comunidade dos santos (Mt. 28.19). A santifica√ß√£o, operada em n√≥s pelo Esp√≠rito Santo, acontece em nome de Jesus (I Co. 6.11). Infelizmente o nome de Jesus tem sido usado para fins interesseiros no contexto evang√©lico. H√° quem o fa√ßa em forma de jarg√£o “Em o nome de Jesus”, sem dar ao Senhor a gl√≥ria, a honra e a autoridade que Lhe √© pr√≥pria.

CONCLUSÃO

O nome de Deus é significativo porque revela Sua natureza, a maneira como Ele se mostra através da Palavra. Ele não é apenas Elohim, o Deus Criador (transcendente), é também, Yahweh (imanente), o Deus que se envolve. A maior prova do interesse de Deus por nós é a vinda de Jesus, um Nome que está acima de todo e qualquer nome. Em Seu Nome temos a segurança de que somos aceitos por Deus, de Quem agora podemos nos aproximar chamando-O de Pai (Rm. 8.15-17).

BIBLIOGRAFIA

HOBBERT, J. C. The ten commandments: a preaching commentary. Nashville: Abingdon Press, 2002.

RYKEN, P. G. Os dez mandamentos para os dias de hoje. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.

Publicado no blog Subsídio EBD 

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N√£o tomar√°s o nome do Senhor em v√£o - EBP em Foco

Aula ministrada no Programa EBP em Foco da EBD da Asssembleia de Deus em Teófilo Otoni/MG.

Lição 5 - 1T/2015

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