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Daniel, nosso “Contemporâneo” - Pr. Geraldo Carneiro Filho

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 01 - DATA: 05/10/2014
TÍTULO: “DANIEL, NOSSO CONTEMPORÂNEO”
TEXTO ÁUREO - Mt 24.15
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Dn 1.1-2; 7.1; 12.4
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/

I - INTRODUÇÃO:

Neste trimestre, estudaremos Daniel, livro maravilhoso, cheio de revelações sobre “as coisas que estão por vir”. Nesta primeira lição, veremos como ele está estruturado, e aprenderemos a respeito da pessoa de seu autor.

II - O LIVRO DE DANIEL:

(1) - Estrutura do livro - Este livro contém 12 capítulos e 357 versículos. Ele pode ser dividido em duas partes:

(a) - Parte histórica, que compreende os capítulos l a 6, registra acontecimentos presenciados por Daniel na Babilônia, inicialmente, sob o reinado de Nabucodonosor (cap. l a 4), depois, no governo de Belsazar (cap.5), e, finalmente, seu milagroso livramento nos dias de Dario, o medo (cap.6).

(B) - Parte profética, que compreende os capítulos 7 a 12, registra as visões que Daniel recebeu de Deus acerca da elevação e queda dos governos humanos, sobre o destino do povo de Israel, em relação à dominação das nações gentílicas, e o futuro dos judeus no plano de Deus. “O Altíssimo tem domínio sobre os reinos dos homens, e os dá a quem quer” (Dn 4.32b).

O livro de Daniel é chamado de o “Apocalipse do Antigo Testamento”.

Esta divisão é meramente didática, uma vez que, na chamada parte histórica, estão registrados episódios nos quais Daniel interpreta sonhos e visões de conteúdo eminentemente profético.

(2) - Autoria do livro - O autor do livro é o profeta Daniel. A moderna crítica teológica rejeita unanimemente esta autoria, apesar da informação contida no próprio texto (Dn 7.1; 8.2; 9.2), e da informação de Jesus, sem dúvida, o maior teólogo de todos os tempos. Ele citou em seu sermão escatológico o profeta Daniel (Mt 24.15).

Esta “moderna” teologia, que não acredita na existência da revelação profética pelo Espírito Santo, atribui a autoria do livro a um autor desconhecido que teria vivido por volta de 163 a.C.

O espaço não nos permite analisar detalhadamente todos os argumentos que estes teólogos apresentam, e ficamos com o testemunho do próprio livro e com a sanção do Senhor Jesus, de que o profeta Daniel é o autor deste livro.

O livro foi escrito na Babilônia, durante o período da vigência do cativeiro babilônico.

III - DANIEL, O AUTOR DO LIVRO:

(1) - Quem foi Daniel? - Sobre o autor do livro, o profeta Daniel, sabe-se apenas aquilo que está relatado no livro por ele escrito. A Bíblia não registra o nome de seus pais, mas diz que pertencia à nobreza, era da linhagem real (Dn 1.3). Ele e seus três amigos, Hananias, Misael e Azarias, eram jovens de boa aparência, instruídos, bem educados (Dn 1.4), mas, sobretudo, servos de Deus, com profundas convicções (Dn 1.8).

Daniel foi contemporâneo dos profetas Jeremias e Ezequiel.

(2) - O cativeiro babilônico - No ano de 605 a.C., no terceiro ano do reinado de Jeoiaquim sobre Judá, Nabucodonosor, rei da Babilônia, fez o seu primeiro ataque a Jerusalém. Sitiou a cidade e levou para a Babilônia vasos sagrados da casa do Senhor (Dn l.1,2; 2 Cr 36.4-7). Nessa ocasião, levou alguns judeus cativos, entre os quais, Daniel e seus três amigos (Dn 1.3). Estes foram, por ordem do soberano, escolhidos, para viverem no palácio, a fim de que fossem ensinados nas letras e na língua dos caldeus, para que, posteriormente, pudessem estar diante do rei, a seu serviço (Dn 1.4,5).

Posteriormente, Nabucodonosor atacou Judá mais duas vezes.

(3) - A cidade de Babilônia - Foi propósito do rei Nabucodonosor fazer da cidade um monumento de beleza. Ficaram famosos os seus jardins suspensos. Ao admirar o esplendor de sua cidade, um dia, Nabucodonosor exclamou: “Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com a força do meu poder, e para glória da minha magnificência?” (Dn 4.30). E, por causa de sua soberba. foi castigado por Deus.

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Daniel, nosso “Contemporâneo” - Sulamita Macêdo

Professoras e professores, observem estas orientações:

1 - Antes de abordar o tema da aula, é interessante que vocês mantenham uma conversa informal e rápida com os alunos:

- Cumprimentem os alunos.

- Dirijam-se aos alunos, chamando-os pelo nome, para tanto é importante uma lista nominal para que vocês possam memorizar.- Perguntem como passaram a semana.

- Escutem atentamente o que eles falam.

- Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.

- Verifiquem se há alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.

2 - Este momento não é uma mera formalidade, mas uma necessidade. Ao escutá-los, vocês estão criando vínculo com os alunos, eles entendem que vocês também se importam com eles.Outro fator importante para estabelecer vínculos com os alunos é através das redes sociais, adicionem os alunos e mantenham comunicação com eles.

3 - Após a chamada, solicitem ao secretário da classe a relação dos alunos ausentes e procurem manter contato com eles durante a semana, através de telefone ou email ou pelas redes sociais,deixando uma mensagem “in box” dizendo que sentiu falta dele(a) na EBD).Os alunos se sentirão queridos, cuidados, perceberão que vocês sentem falta deles. Dessa forma, vocês estarão estabelecendo vínculos afetivos com seus alunos.

4 - Escolham um momento da aula, para mencionar os nomes dos alunos aniversariantes, parabenizando-os, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo.

5 - Fazendo o que foi exposto acima, somando-se a um professor motivado, associando a uma boa preparação de aula, com participação dos alunos, vocês terão bons resultados! Experimentem!

6 - Agora, façam uma panorâmica do trimestre. Para tanto, apresentem os seguintes pontos:

- Tema: Integridade Moral e Espiritual - O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje

- Capa:O que vemos?

Mãos segurando uma Bíblia

O que isto tem a ver com o tema? Podemos ter integridade moral e espiritual observando e praticando o que a Bíblia nos ensina.

- Comentarista: Pastor Elienai Cabral

Apresentem informações sobre ele, vejam na interação da lição 01.Se possível, mostrem uma foto dele.

- Lições do trimestre - apresentem da seguinte forma:Peçam para que 13 alunos leiam os títulos das lições, um de cada vez.

7 - Agora, iniciem o estudo da lição 01: Daniel, Nosso “Contemporâneo”.

- Solicitem que os alunos abram a Bíblia no índice. Peçam para que os alunos procurem o livro de Daniel.Falem que o estudo deste trimestre será sobre este livro.Falem que o livro de Daniel está inserido no conjunto de Profetas Maiores, juntamente com Isaías, Jeremias, Ezequiel. A divisão em maiores e menores não quer dizer que os primeiros foram mais importantes, mas escreveram mais que os outros classificados como menores. Nesse momento, peçam para que os alunos observem estes livros no índice.Agora, solicitem para que abram no livro do Profeta Daniel e falem sobre a quantidade de capítulos que são 12 e conclamem para que os alunos leiam durante esta 1ª semana de aula, depois apresentem uma visão geral sobre o livro, como: O autor, a data, objetivos, personagens principais, fatos e profecias.- Em seguida, apresentem um relato histórico sobre os acontecimentos que contextualizam o livro de Daniel.- Falem sobre a importância do estudo deste livro e sua contemporaneidade.

- Para finalizar, utilizem a dinâmica “O Cativeiro”.Tenham uma excelente e produtiva aula!
Dinâmica: O Cativeiro

Objetivo: Contextualizar o tema do cativeiro do povo hebreu com a situação difícil que passam os alunos.

Material:Correntes confeccionadas com papel

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Daniel, nosso “Contemporâneo” - AD Londrina

Aula ministrada pelo Pr. Eliziel Pacheco para EBD da Asssembléia de Deus em Londrina.

Acesse: www.adlondrina.com.br

Lição 1 - 4T/2014

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Daniel, nosso “Contemporâneo” - Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco

Aula prévia referente a Lição 1: Daniel, nosso “Contemporâneo” do 4º Trimestre de 2014: Integridade Moral e Espiritual — o legado do livro de Daniel para a Igreja hoje, como preparação dos Professores da EBD durante a semana anterior a aula.

Lição 1 - 4T/2014

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Daniel, nosso “Contemporâneo” - Ev. José Roberto A. Barbosa



Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa

www.subsidioebd.blogspot.com

Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO

Estamos iniciando o último trimestre de 2014, durante as próximas lições estudaremos Daniel. Esse livro bíblico traz muitas orientações para a integridade moral e espiritual do povo de Deus. Na aula de hoje faremos uma apresentação panorâmica do livro, destacando sua atualidade em relação às questões morais e espirituais que a igreja tem enfrentado. Mostraremos que Daniel, de certo modo, é nosso “contemporâneo”, na medida em que se identifica com os mesmos desafios que a igreja precisa enfrentar em períodos de crise.

1. DANIEL, O PROFETA

Daniel, cujo nome significa “Deus é meu Juiz” foi um profeta (Mt. 24.15), do qual pouco podemos saber a respeito, além do que nos está registrado na Bíblia. Como Isaias era também membro da tribo de Judá, e ao que tudo indica, membro da família real (Dn. 1.3-6). Em razão do cativeiro judaico na Babilônia, Daniel teria sido levado muito jovem para essa terra (Dn. 1.4), no terceiro ano de Joaquim (605 a. C.), oito anos antes da ida de Ezequiel para esse mesmo cativeiro. Quando à Babilônia, Daniel foi colocado na corte de Nabucodonosor, tornando-se conhecedor da ciência dos caldeus, e se destacando em seu conhecimento diante dos demais sábios. Uma demonstração da superioridade do conhecimento de Daniel foi reconhecida na capacidade dada por Deus para interpretar o sonho de Nabucodonosor. Esse episódio deve ter ocorrido no segundo ano do seu reinado, por volta do ano 603. a. C. Alguns anos mais tarde sucedeu o segundo sonho de Nabucodonosor, também interpretado pelo profeta. Daniel foi levado a uma alta posição de poder durante o reinado babilônico. Ele passou 70 anos no cativeiro, tendo acompanhado o governo medo-persa, de Dario e Ciro. Justamente durante esse governo o profeta de Deus foi lançado na cova dos leões, por causa da sua fidelidade a Deus. Daniel nos deixou um legado de fidelidade a Deus, mesmo nos períodos de crise moral e espiritual. O livro de Daniel se acha dividido em duas partes (1) histórica e (2) profética, na primeira parte Daniel é apresentado em terceira pessoa; na segunda parte ele mesmo narra os episódios. A seguir destacamos os princípios assuntos: 1) Daniel e seus companheiros na corte de Nabucodonosor; 2) o sonho do rei com respeito à grande imagem, simbolizando quatro reinos; 3) a fornalha de fogo na qual são lançados os companheiros de Daniel; 4) o sonho de Nabucodonosor no qual foi vista e uma grande árvore; 5) o banquete suntuoso e profano de Belsazar; 6) Daniel é lançado na cova dos leões por causa da sua fidelidade a Deus; 7) visão dos quatro grandes animais que subiam do mar, e seu juízo diante do Ancião de Dias; 8) visão do carneiro com dois chifres, ferido pelo bode, que tinha um chifre entre os olhos; 9) compreensão da profecia de Jeremias (Jr. 25.12; 29.10), quanto aos setenta anos das idolatrias de Jerusalém; e 10) outras visões de Daniel a respeito do futuro de Israel e das outras nações.

2. NOSSO “CONTEMPORÂNEO

O cenário espiritual de Judá, nos tempos do profeta Daniel, era caótico, isso porque nos anos 608 a 597 a. C., Joaquim reinava em Jerusalém (II Rs. 23.34). Naqueles dias duas nações lutavam pelo controle da região, a saber, Assíria e Egito. Neco, rei do Egito, subira para batalhar contra o rei da Assíria (II Rs. 23.29, Josias, que era o rei de Judá, decidiu atacar o Egito, mas morreu na batalha de Carquemis, em 608 a. C. Neco, em resposta ao ataque, destituiu a Jeocaz, filho de Josias, tendo esse reinado apenas três meses, impondo pesados tributos a Judá, constituindo rei a Jeoaquim, irmão deposto de Jeocaz (II Rs. 23.31-35). Joaquim foi um rei ímpio, tendo este rasgado e queimado o rolo da Palavra de Deus, que continha as mensagens do profeta Jeremias (Jr. 36.20-26). De certo modo a situações política daquela época não é diferente dos desafios que temos enfrentado nos dias atuais. A Palavra de Deus está sendo desconsiderada, os governantes estão preocupados, a fim de agradar a determinados grupos, em retirar os princípios cristãos de pauta. Acompanhamos, na sociedade brasileira, um processo de descristianização do valores, e uma processo contínuo de secularização. Alguns sacerdotes estão fazendo conchavos com os políticos, a fim de tirarem proveito pessoal das iguarias que lhes são oferecidas. Os profetas de Deus, tal como Jeremias e Daniel, estão denunciando esses impropérios, e por isso estão sendo perseguidos. Como fez Joaquim com o profeta Urias, ao desagradá-lo com mensagens contrários, alguns governantes estão perseguindo, e se for o caso, matando os profetas de Deus (Jr. 26.20-23). Mas Deus acompanha os acontecimentos, Ele é Senhor da história, no ano 606 a. C., o cenário militar foi modificado, uma vitória de Nabucodonosor, da Babilônia, sobre Neco, consolidou esse governo como uma potencial mundial. Em 605 a. C., após várias incursões sobre Jerusalém, Nabucodonosor domina aquele local e leva cativo os nobres, dentre eles Daniel, para o cativeiro, o rei Joaquim rendeu-se sem resistência. A abominação tomou conta de Jerusalém, pois em 586 a. C., após dezoito meses de sítio, os exércitos do rei da Babilônia saquearam a cidade, destruindo também o templo. O reinado de Nabucodonosor durou o período de 43 anos, tendo sido uma período de desolação para o povo judeu, por se encontrar no cativeiro (Sl. 137.1-9).

3. IDENTIFICAÇÃO COM DANIEL

Daniel nos mostra como viver para Deus em temos de falta de integridade moral e espiritual, principalmente na juventude. Por meio dos profetas o povo de Judá foi advertido, Jeremias e Habucuque anteciparam que a Babilônia invadiria Jerusalém, e levaria seu povo cativo. O testemunho de Daniel inspira os crentes a viverem em santidade, e se aproximarem de Deus, ainda que a maioria relativize Sua palavra. Daniel estava diante de uma geração que estava colhendo os frutos que os seus pais haviam semeado (Dn. 1.2). Isso nos mostra que a apostasia espiritual não acontece de uma hora para outra, é resulta de uma negligência paulatina, um distanciamento sutil da Palavra de Deus. O povo de Israel, ao invés de confiarem na Palavra, estavam se fundamentando no templo (Jr. 7.7). Os templos são necessários, e importantes para as igrejas, mas é a Palavra que conduz às vidas pelos caminhos do Senhor. Um templo suntuoso não salvará uma igreja da ruína espiritual, o avivamento não depende de estruturas arquitetônicas, mas da dependência de Deus. Daniel nos inspira a continuar acreditando na intervenção divina, mesmo diante dos tempos difíceis, a despeito de suas perdas e das vicissitudes pelas quais passou, seu coração permanecia em Deus. Ao invés de murmurar pelas adversidades, o jovem Daniel buscou discernimento e aproveitou as oportunidades, para estudar na Universidade da Babilônia. Ainda que Nabucodonosor quisesse desintegrar a identidade dos jovens judeus, inclusive alterando os seus nomes, Daniel sabia quais eram suas raízes, e se matinha fiel aos seus princípios. Durante o período em que esteve naquela Universidade, Daniel equilibrou o seu tempo, de modo a não se deixar contaminar com as iguarias do rei, e dedicando tempo sua vida devocional diante do Senhor (Dn. 1.5). O homem de Deus sabia que não podia se deixar dominar pela aculturação, isto é, pelo domínio cultural dos babilônicos, aprendeu a tirar proveito do que era necessário, mas sem relativizar seus valores judaicos. O mundo pode tentar modificar os nossos nomes, mas não pode mudar nossos corações, como Daniel não podemos esquecer-nos de quem somos, e o propósito para o qual fomos criados.

CONCLUSÃO

Mesmo quando obteve honra em sua vida profissional, Daniel não se esqueceu de Deus. Após a conclusão da sua graduação, passou a servir no palácio de Nabucodonosor, mas sempre se manteve fiel aos seus princípios. Aqueles que fazem a vontade de Deus seguirão seu curso, mesmo depois da queda dos impérios, assim ocorreu com Daniel, que serviu até o primeiro ano de Ciro, rei persa, depois da queda da Babilônia. Deus está no comando das situações da vida daqueles que decidem viver para Ele, mesmo nos tempos de crise a mão do Senhor estarão sobre eles. O futuro está no controle de Deus, ao Seu tempo fará o que Lhe apraz, conforme Seus desígnios.

BIBLIOGRAFIA

WEIRSBE, W. Be resolute: Daniel. David Cook: Ontario, 2008.

BALDWIN, J. G. Daniel: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1983.

Publicado no blog Subsídio EBD 

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Para Ler o Livro de Daniel - Pr. Kleber Maia

INFORMAÇÕES BÁSICAS SOBRE DANIEL
? Conteúdo: uma série de histórias sobre como Deus traz honra a si próprio por meio de Daniel e seus três amigos na Babilônia, seguida de quatro visões apocalípticas que tratam de reinos futuros e do reino final de Deus.

? Profeta: Daniel, um dos primeiros exilados à Babilônia, escolhido para servir como administrador de província primeiro na corte babilónica, depois na persa.

? Data da composição: desconhecida; presumivelmente perto do fim do século sexto a.C. (c. 520 a.C.), embora muitos tenham suge¬rido que o livro date da primeira metade do século segundo a.C. (c.165 a.C.).

? Ênfases: a soberania de Deus sobre todas as nações e seus governantes; o cuidado de Deus pelos judeus no Exílio, com promessas de uma restauração final; o presente triunfo e a vitória final de Deus sobre a maldade humana.
VISÃO GERAL DE DANIEL
O livro de Daniel se divide nitidamente em duas partes (caps. 1-6 e 7-12). A primeira contém histórias da corte, principalmente sobre Daniel e três amigos seus, que se mantêm absolutamente leais a Javé, mesmo quando ascendem a posições de importância no Império Babilônico. Há quatro ênfases aqui: (1) na lealdade dos quatro hebreus a Deus, (2) no livramento milagroso deles por parte de Deus, (3) no reconhecimento da grandeza do Deus de Israel por parte dos reis gentios, e (4) em Daniel como intérprete de sonhos por intermédio de dom divino - todas elas realçando a soberania de Deus sobre todas as coisas, incluindo o rei que conquistou e destruiu Jerusalém.A segunda parte consiste numa série de visões apocalípticas sobre a ascensão e queda de sucessivos impérios, todos os casos envolvendo um governante tirânico vindouro (7.8,24,25; 8.23-25; 11.36-45) - mais frequentemente interpretado como sendo Antíoco IV (Epifânio), dos governantes selêucidas da Palestina (175-164 a.C.), que, devido à desolação que afligiu a Jerusalém e ao fato de ter profanado o Templo, viria a ser o primeiro de uma série de figuras do Anticristo nas literaturas judaica e cristã. Mas, em todos os casos, o foco final é no juízo de Deus sobre o inimigo e no glorioso reino futuro que a guarda o seu povo.
ORIENTAÇÕES PARA A LEITURA DE DANIEL
Em primeiro lugar, é importante observar que na Bíblia hebraica o livro de Daniel integra os Escritos, e não os Profetas. Em parte isso se deve ao gênero do livro - histórias sobre um “profeta” e visões apocalípticas, em vez de oráculos proféticos. De fato, não há nada na literatura judaica ou cristã que se assemelhe a Daniel, um livro que combina histórias da corte e visões apocalípticas. Além disso, o propósito do livro é inspirar e encorajar o povo de Deus que está vivendo sob domínio estrangeiro, não chama-lo ao arrependimento à luz de juízos vindouros. Daniel, portanto, não é em momento algum chamado de profeta, mas visto, antes, como um homem a quem Deus revela mistérios.Será proveitoso, portanto, dar uma lida na breve descrição do gênero apocalíptico em Entendes o que Lês? (p. 301-303), já que os sonhos e visões nos capítulos 2 e 7-11 apresentam a maior parte das características que definem este gênero - o livro foi gerado numa época de opressão; trata-se, do começo ao fim, de uma obra literária; ele vem por intermédio de visões e sonhos concedidos por anjos; contém imagens de fantasia que simbolizam a realidade; e Daniel recebe a ordem de selar as visões para os últimos dias (8.26; 9.24; 12.4).Um fato interessante é que os capítulos 1 e 8-12 são escritos em hebraico, enquanto os capítulos 2-7 estão em aramaico, a língua franca no oriente Próximo no século sexto a.C. até o tempo de Cristo. Quanto a isso, há duas coisas a observar. Em primeiro lugar, a parte em aramaico consiste nas histórias e na primeira visão, sugerindo que estas podem ser lidas por todos; já a introdução e as visões interpretadas estão em hebraico, talvez implicando que se destinem apenas ao povo de Deus. Em segundo lugar, a parte do livro escrita em aramaico ordena-se segundo um padrão quiástico:

  • Os capítulos 2 e 7 contém visões semelhantes de reinos futuros, concluindo o reino final e eterno de Deus.
  • Os capítulos 3 e 6 são histórias de livramento milagroso, em que se fez oposição a Deus.
  • Os capítulos 4 e 5 são histórias sobre o fim de dois reis babilônicos, que ambos reconhecem a grandeza do Deus de Israel.

Assim, estas histórias nos contam que Deus está no controle final de toda a história humana (caps. 2 e 7), o que se ilustra com histórias tanto de libertação milagrosa (caps. 3 e 6) quanto da “derrubada” dos dois reis babilônicos (caps. 4 e 5). Todas essas histórias são primorosamente narradas. Para aproveitá-las totalmente, não é má ideia tentar lê-las em voz alta; é assim que se pretendia, originalmente, que o texto fosse lido.Também é importante, na leitura de Daniel, ter consciência de duas situações históricas; (1) a do próprio profeta e (2) a prevista por ele em suas visões. Assim, os capítulos 1-6 descrevem questões na corte babilônica, do tempo de Nabucodonosor até o primeiro dos governantes persas da Babilônia (c. 605-530 a.C.) - do tempo antes da queda de Jerusalém, quando os primeiros cativos de Judá foram levados à Babilônia, até o tempo logo depois da queda do Império babilônico em 539.As visões (caps. 7-12) retomam esse período. A Babilônia foi seguida do longevo Império Persa (539 a c. 330 a.C.). então veio o breve Império Grego de Alexandre (333-323 a.C.) que, quando este morreu, foi dividido entre quatro generais (v. 8.19-22). Especialmente interessante para se entender a história judaica intertestamentária é a longa disputa pela Palestina entre os selêucidas (da Antioquia [o norte]) e os ptolomeus (do Egito [o sul]), a que se alude na visão de Daniel 11 (v., p. ex., as notas de estudo na Bíblia de Estudo NVI e da BÍBLIA PENTECOSTAL). A ascensão de Antíoco IV, crucial para Daniel, é descrita em 11.21-32; Antíoco IV buscou eliminar tudo que fosse judaico em Jerusalém, forçando os israelitas a adotar a política de helenização que ele impôs às suas terras. Assim, ele proibiu que se guardasse a Lei, e mostrava favor especial pelos helenizantes (v. 11.28). Seu plano de tomar o Egito acabou sendo frustrado por Roma; ao voltar para casa ele passou por Jerusalém, derramando sua fúria sobre os judeus - que lhe resistiram -, profanando finalmente o Lugar Santo ao erigir nele uma estátua de Zeus, em 167 a.C. (11.30,31). Esse evento, que acabou levanto à revolta dos macabeus registrada nos livros apócrifos de 1 e 2 Macabeus, é vislumbrado em Daniel 7-11. Dá para imaginar como teria sido ler o livro de Daniel durante esse período - tanto as histórias nos capítulos 1-6 (Deus honra a lealdade e humilhará os reis arrogantes!) quanto as próprias visões (Deus predisse todas essas coisas).Finalmente, é importante observar que a vinda do reino messiânico é retratada como ocorrendo depois da derrota de Antíoco, o que de fato ocorreu um século e meio depois - o único reino digno de menção após o de Antíoco não sendo o de Roma, mas o de Cristo.Em consonância com toda a tradição profética hebraica, esses eventos históricos vindouros eram vistos contra o pano de fundo do grande futuro escatológico final de Deus (v. Introdução aos Profetas, p. 205).

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A Atualidade dos Últimos Conselhos de Tiago - CPAD

INTRODUÇÃO

I - O VALOR DA PACIÊNCIA E A PROIBIÇÃO DO JURAMENTO (Tg 5.7-12)

II - A UNÇÃO DE ENFERMOS E COMO DEUS OUVIU A ELIAS (Tg 5.13-18)

III - A IMPORTÂNCIA DA CONVERSÃO DE UM IRMÃO (Tg 5.19,20)

CONCLUSÃO

A ADVERTÊNCIA DE TIAGO ACERCA DO JURAMENTO. TIAGO 5.12.

Nesta última lição, veremos a advertência de Tiago concernente a vários conselhos práticos que os crentes da dispersão deveriam observar, inclusive, acerca do juramento. O meio irmão do Senhor adverte aos crentes que não é necessário se apropriar do juramento como forma de ratificar suas afirmativas. Pois o caráter de suas obras deve evidenciar, diante de Deus e dos homens, a veracidade de suas declarações: “Mas, sobretudo, meus irmãos, não jureis, nem pelo céu, nem pela terra, nem façais qualquer outro juramento; mas que a vossa palavra seja sim, sim, e não, não; para que não caiais em condenação” (Tg 5.12). Porquanto, nada será mais manifesto em nosso favor do que nossas atitudes. Da mesma maneira, vemos no sermão da montanha, Cristo ensinar aos seus discípulos acerca do juramento: “Seja, porém, o vosso falar: sim, sim; não, não, porque o que passa disso é de procedência maligna” (Mt 5.37). Vemos aqui que ambas as passagens apresentam a prática de vida como algo que deve alinhar-se com a verdade confessada. Caso contrário, os crentes cairão em condenação, pela falta de comprometimento com aquilo que tratam diante de Deus. Tal comportamento é designado por Jesus como sendo de procedência maligna, tendo em vista que a mentira é uma característica inerente ao Diabo, pois “não há verdade nele; quando profere a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” (cf. Jo 8.44). Assim, é imprescindível que os crentes permaneçam firmes e constantes em tudo quanto tratarem perante Deus e os homens, a fim de que o nome de Cristo não seja blasfemado. Tendo em vista que devemos ter cuidado com o que falamos, “pois pelas nossas palavras seremos justificados ou seremos condenados” (cf. Mt 12.37), explique à classe sobre a importância de o crente manter a palavra, a fim de demonstrar a verdade do evangelho. Avalie com os alunos se a ausência de tal comportamento não evidencia a falta do verdadeiro “novo nascimento”.

Devemos evitar fazer juramentos

Considerando a advertência de Tiago, é importante entender que o juramento não pode ser utilizado pelos crentes como forma de comprovar suas afirmativas, visto que o caráter de suas obras dará testemunho de suas palavras. Pois nada é mais evidente do que o testemunho de um homem para torná-lo digno de credibilidade. De acordo com o Dicionário Bíblico Wycliffe, “Os juramentos de Deus nas Escrituras são de dois tipos, aqueles feitos por Deus e aqueles feitos pelos homens: os juramentos de Deus são afirmações solenes para seu povo, afirmações da aliança da absoluta verdade de sua Palavra (Nm 23.19) afim de que possam depositar uma confiança implícita em sua palavra (Is 45.20-24). Suas promessas confirmadas por juramento foram feitas aos patriarcas (Gn 50.24; Sl 105.9-11), à nação de Israel (Dt 29.10-13), à dinastia davídica (Sl 89.35-37,49), e ao Sacerdote-Rei messiânico (Sl 110.1-4; Hb 7.15-22). Já o juramento feito pelos homens é um recurso solene a Deus para confirmar a veracidade de suas palavras, carregando a implicação expressa de castigo em caso de falha em falar a verdade ou cumprir a promessa. Nas Escrituras, os juramentos desempenharam um papel importante em tribunais legais (Êx 22.11; Lv 6.2-5) e em transações nacionais (1 Rs 18.10; 2 Rs 11.4; Ez 17.16), bem como em assuntos domésticos e religiosos (Gn 24.37; Jz 21.5; 1Rs 2.43; Ed 10.5). […] O Senhor Jesus Cristo condenou o uso indiscriminado, leviano ou evasivo de juramentos que prevalecia entre os judeus (Mt 5.33-37; 23.16-22). Ele ensinou que os homens deveriam ser transparentes e honestos em seu falar, para que o juramento entre eles se tornasse desnecessário (Mt 5.34-37)” (CPAD, 2010, pp.1118-19). Conforme o meio irmão do Senhor tornou conhecido ao longo desta epístola, as práticas das obras evidenciam a verdade da fé. Da mesma maneira, o caráter cristão comprovará a veracidade de nossas palavras por intermédio da nossa prática. Tendo em vista que é inerente ao crente falar a verdade, torna-se desnecessário a utilização do juramento (cf. Jo 8.44; 1 Co 5.8; 13.6).

A palavra do crente deve ser meramente sim ou não

Desta forma, o meio irmão do Senhor enfatiza que a resposta de nossas declarações deve ser meramente sim ou não. Porquanto, nada será mais manifesto em nosso favor do que as nossas atitudes. A procedência verdadeira em conformidade com a Palavra de Deus comprova a veracidade de nossas declarações. Semelhantemente no sermão da montanha, Jesus ensina seus discípulos acerca do juramento: “Seja, porém, o vosso falar: sim, sim; não, não, porque o que passa disso é de procedência maligna” (Mt 5.37). Assim sendo, o mundo dará crédito a nossa fala, à medida que guardamos os mandamentos da Palavra de Deus e os colocamos em prática. Com isso, vemos que a declaração de Tiago está em consenso com o evangelho de Cristo, pois prega a prática de vida em conformidade com a verdade confessada. De outra forma, os crentes cairão em condenação, pois a infidelidade com aquilo que tratamos perante Deus e os homens denota a falta de autenticidade em nosso caráter. Tal comportamento é designado por Jesus como procedência maligna, considerando que a mentira é uma característica do Diabo, pois “não há verdade nele; quando profere a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” (cf. Jo 8.44). Portanto, Tiago adverte a que não haja incoerência nas palavras dos crentes, já que a honestidade e fidelidade a Verdade do Evangelho são suficientes para confirmar a veracidade de nossas declarações.

As palavras podem justificar e também condenar

Em face disso, é imprescindível que os crentes permaneçam firmes e constantes em tudo quanto tratarem perante Deus e os homens, a fim de que o nome de Cristo não seja blasfemado. Porquanto, devemos ter cuidado com o que falamos, “pois pelas nossas palavras seremos justificados ou seremos condenados” (cf. Mt 12.37). Desse modo, o caráter do homem se torna conhecido pela abundância do que há em seu coração. Sendo a natureza do homem má, todo o pensamento do seu coração também prevaricará contra ele, visto que da sua boca procederá somente o que for para a sua própria condenação. De outro modo, se a paz for abundante em seu interior, produzirá frutos de justiça e de sua boca emanará somente o que for para edificação (cf. Mt 12.35-37; Ef 4.29). Assim, os que fazem uso do juramento com a finalidade de ratificar suas afirmativas, evidenciam que não estão verdadeiramente firmados na verdade. Por esta causa, Jesus trata a respeito do juramento com a finalidade de desvendar a verdadeira aplicação da lei de Deus, que os homens transformaram em rudimentos favoráveis ao seu bel prazer, a fim de justificarem os intuitos pecaminosos da sua natureza humana decaída (cf. Mt 5.17, 33-37). Contudo, diante do Senhor não há lugar para a falsa devoção, pois todas as coisas estão bem patentes aos olhos de Deus que sonda o coração do homem e conhece qual é a verdadeira intenção (cf. Jr 17.10; Pv 20.27). Sendo assim, a advertência de Tiago conclui que não devemos proceder de forma dúbia em tudo quanto tratarmos. Para isso, importa aos crentes manterem-se comprometidos em procederem de forma coerente com aquilo que declaram, a fim de que o nome de Cristo não seja blasfemado (cf. 1 Jo 3.18).

Considerações finais

Por fim, chegamos ao final desta última lição em que vimos a abordagem de Tiago a respeito de vários conselhos práticos dados aos crentes da dispersão. Neste ínterim, consideramos a advertência do meio irmão do Senhor referente ao juramento. Concluímos que a mensagem do evangelho tem como finalidade que os crentes apresentem uma vida em que a prática da Palavra de Deus esteja em conformidade com aquilo que professam. Deste modo, as palavras se tornarão insuficientes para provarem a verdade se a conduta do crente não condisser com o seu discurso. Assim, o caráter de Cristo moldado no crente se mostra por meio da honestidade e imparcialidade em tudo quanto trata perante Deus e os homens. De fato, como já comentamos anteriormente, a palavra do crente deve ser firme e constante: sim, sim e não, não, de maneira que não perca a credibilidade perante os homens. Caso contrário, isto resultará em condenação, pois o compromisso com a verdade é inerente a natureza do salvo e os que procedem em mentira, devem analisar se verdadeiramente estão em Cristo (2 Co 13.5). Por certo, Deus é conhecedor do coração do homem e observa claramente a intenção de nossas atitudes. Assim sendo, é a nossa procedência que evidenciará quem verdadeiramente somos. Por esta causa devemos ter o devido cuidado com o que falamos, pois “pelas nossas palavras seremos justificados ou seremos condenados” (Mt 12.37). Considerando a advertência de Tiago, explique a respeito do comprometimento que os crentes devem ter com aquilo que tratam perante Deus e os homens. Analise com a classe em relação ao comportamento cristão, se a ausência da verdade não é uma evidência da necessidade de haver realmente um novo nascimento.

Publicado no Portal CPAD 

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A Atualidade dos Últimos Conselhos de Tiago - Rede Brasil de Comunicação

Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Recife / PE

Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais

Pastor Presidente: Aílton José Alves

Av. Cruz Cabugá, 29 - Santo Amaro - CEP. 50040 - 000 Fone: 3084 1524

LIÇÃO 13 - A ATUALIDADE DOS ÚLTIMOS CONSELHOS DE TIAGO - 3º TRIM. 2014

(Tg 5.7-20)

INTRODUÇÃO

Nesta última lição deste trimestre, analisaremos diversos conselhos práticos para a vida cristã ensinados por Tiago, tais como: a importância de se esperar em Deus com paciência, tendo como exemplo a figura agricultor e do patriarca Jó; o apóstolo exorta que utilizemos o eficaz recurso da oração nas aflições, enfermidades e confissão de pecados. E, por fim, exorta-nos a resgatarmos os irmãos que se desviaram fazendo-os regressarem a comunhão perdida.

I - O AGRICULTOR: UM EXEMPLO DE ESPERANÇA, PACIÊNCIA E PERSEVERANÇA

“Tiago agora passa a aconselhar o pobre oprimido. Suas instruções são no sentido do pobre suportar com paciência sua situação econômica e social à vista da iminente volta, do Senhor. Como exemplo de alguém que deve exercitar a paciência, Tiago cita o caso do lavrador que espera “o precioso fruto da terra”. Na Palestina, as primeiras chuvas (outubro/novembro) vinha depois da semeadura e as últimas chuvas (abril/maio) quando os campos já estavam amadurecendo. Ambas eram de suma importância para o sucesso da colheita. Do mesmo modo o cristão, diz Tiago, não deve perder a paciência diante das adversidades, mas deve estabelecer firmemente o seu coração à vista do fato de que “a vinda do Senhor está próxima” (MOODY, sd, p. 24 - acréscimo nosso).

CARACTERÍSTICAS DO AGRICULTOR DEFINIÇÃO E REFERÊNCIAS
a) Esperança. “Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra” (Tg 5.7-a). No grego “elpis” que quer dizer “expectativa favorável e confiante”. Tem a ver com o que não se vê e o futuro (Rm 8.24,25).
b) Paciência. “aguardando-o com paciência” (Tg 5.7-b). No grego “hupomone”, que significa literalmente “permanência em baixo de”. A paciência que só se desenvolve nas provas (Tg 1.3).
c) Perseverança. “até que receba a chuva temporã e serôdia” (Tg 5.7-c). No grego “proskarteresis” que significa “constância”, “paciência”. A forma verbal desta palavra significa “aderir”, “persistir”, “ocupar-se em”, “passar muito tempo em” (Ef 6.18).

 

II - TIAGO EXORTA QUANTO A PACIÊNCIA, PRUDÊNCIA E A ORAÇÃO

2.1 Exortação a paciência tendo como modelo o patriarca Jó (Tg 5.10,11). “Além dos lavradores, também, os profetas são citados como exemplos de “sofrimento e paciência”. Jó era tradicionalmente considerado um profeta, e aqui foi explicitamente citado como um exemplo de perseverança. Este é o único lugar do NT, onde Jó foi mencionado. O ponto principal da ilustração de Jó é que a paciente perseverança mantém-se sobre a convicção de que as dificuldades não são sem significado, mas que Deus tem alguma finalidade e propósito nelas, o que Ele há de realizar” (MOODY, sd, p. 24). A Bíblia ensina que a tribulação produz paciência (Rm 5.3; Tg 1.3).

2.2 Exortação quanto aos juramentos tendo como base o ensinamento de Cristo (Tg 5.12). “Uma vez mais, Tiago menciona as palavras de Jesus em seu ensino doutrinário (Mt 5.33-37). O irmão de Jesus e pastor da Igreja em Jerusalém não está condenando os juramentos solenes, pois eram uma antiga prática judaica, legalmente válida, quando se precisava atestar uma palavra empenhada (Êx 22.11). Assim como foi instado a fazer Jesus perante Caifás (Mt 26.63,64), e Paulo, ao expressar seu zelo para com a Igreja (Rm 1.9; 9.1). Tiago está condenando o uso leviano do santo nome de Deus ou de qualquer pessoa ou objeto sagrado para garantir a verdade do que se diz. Os cristãos devem ser conhecidos como pessoas cujas palavras são absolutamente dignas de crédito, sem nem mesmo a necessidade de juramentos” (JAMES, 2007, p. 09).

2.3 Exortação quanto a prática da oração tendo como exemplo o profeta Elias (Tg 5.13-18). Para exemplificar o poder da oração, Tiago cita o profeta Elias, que sendo um homem com as mesmas limitações que temos, orou ao Senhor para que não chovesse e não choveu; em seguida orou para que chovesse e assim foi (I Rs 17.1; 18.1). Segundo Tiago, a oração de um justo realiza muitas coisas (Tg 5.16-b), entre as quais podemos citar: (1) leva-o mais perto de Deus (Hb 7.25); (2) abre caminho para uma vida cheia do Espírito Santo (Lc 11.13; At 1.14); (3) dá-lhe poder para servir e para a devoção cristã (At 1.8; 4.31,33; Ef 3.14-21); (4) edifica-o espiritualmente (Jd 20); (5) dá-lhe compreensão da provisão de Cristo por nós (Ef 1.18,19); (6) ajuda-o a vencer a Satanás (Dn 10.12,13; Ef 6.12,18); (7) esclarece a vontade de Deus para ele (Sl 32.6-8; Pv 3.5,6 Mc 1.35-39); (8) capacita-o a receber dons espirituais (I Co 14.1); (9) leva-o a comunhão com Deus (Mt 6.9; Jo 7.37; 14.16,18,21) e, (10) outorga-lhe graça, misericórdia e paz (Fp 4.6,7; Hb 4.16).

III - CONSELHOS DE TIAGO PARA QUEM SOFRE, PARA QUEM ESTÁ ENFERMO E EM PECADO

Em sua epístola, Tiago deu o devido valor a prática da oração mencionando-a várias vezes (Tg 1.5,6; 4.2,3; 5.13-18). A Bíblia ensina o cristão a orar em todo tempo (I Ts 5.17). Todavia, o apóstolo elenca alguns momentos e circunstâncias na vida onde devemos buscar o socorro de Deus em oração:

3.1 Oração na aflição (Tg 5.13). Essa palavra do apóstolo visa descrever aqueles que sofrem por qualquer tribulação, aperto, necessidade, privação ou enfermidade. Diante de qualquer circunstância difícil diz Tiago “ore”. Temos diversos exemplos de pessoas que recorreram a Deus em momentos de aflição e foram por Ele aliviados (2 Cr 32.12,13; Sl 18.6; Lc 22.44; 2 Co 12.7-10). Mas, por quais razões devemos orar na aflição? (1ª) Porque a oração é um ato de fé que pode solucionar problemas e trazer alegria (Gn 25.21; I Sm 1.10-18); (2ª) porque a oração pode ajudar o crente a mostra-se capaz de suportar suas tribulações (II Co 12.8,9; Ef 6.18); (3ª) porque a oração pode distrair a mente do salvo em suas tribulações (Fp 4.6,7; I Pe 5.7); e, (4ª) porque a oração é um exercício espiritual que melhora a qualidade espiritual da alma, ainda que o homem mortal continue a padecer sob circunstâncias adversas (Lc 22.44; At 7.60).

3.2 Oração quando se está enfermo (Tg 5.14,15). Certamente o texto em foco refere-se aos doentes no corpo físico. A recomendação do apóstolo para aqueles que encontram-se nessa condição é de recorrerem ao presbítero a fim de pedir oração, crendo que sua saúde pode ser restaurada. Isto não é uma sugestão de que Deus sempre atende a oração do crente com um sim. Toda oração, inclusive a oração pela cura, fica sujeita à vontade de Deus (II Co 12.8,9; I Jo 5.14). Deve-se destacar também que a prática de ungir a cabeça do enfermo, não indica que o óleo possui poder curador. Embora na cultura judaica o azeite de oliveira era considerado com propriedades medicinais (Lc 10.34). A ideia original é que esse óleo fosse usado como um sinal visível e tangível do poder de Deus representando a unção do Espírito Santo. Biblicamente, o que pode proporcionar cura é o nome do Senhor conforme o próprio Jesus e os seus santos apóstolos ensinaram (Mc 16.17,18; At 3.6,7; Tg 5.14,15).

3.3 Confissão de pecados contra Deus e contra o próximo (Tg 5.15-16). A origem das enfermidades está no pecado original, nem sempre num pecado pessoal (Gn 3.17-19; Jo 9.1-3). Todavia, existem casos também onde a pessoa encontra-se enferma por causa de uma transgressão cometida (Sl 32.3,4; II Cr 26.19; Jo 5.14). Por isso, Tiago diz: “e, se houver cometido pecados” lançando luz sobre esta verdade. Em caso de pecado que fira a santidade da igreja, o transgressor confessa a Deus e pede orientação ao pastor e/ou presbítero para que se necessário for, seja aplicada a disciplina pela igreja, dependendo da gravidade do pecado (Tg 5.15; I Co 5;6). No segundo caso, se o pecado está no campo dos relacionamentos interpessoais, o apóstolo recomenda “confessar as suas culpas uns aos outros”. Isso visa o encorajamento mútuo, como também a busca da reconciliação e perdão dos irmãos entre si.

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TV EBD - A Atualidade dos Últimos Conselhos de Tiago - Ev. Luiz Henrique

Assista os vídeos da TV EBD com a aula da Lição 13 - A Atualidade dos Últimos Conselhos de Tiago. Para facilitar o download, o vídeo é dividido em 6 partes. Você pode assistir aqui mesmo, clicando nos vídeos, ou clicar nos links, acima dos vídeos para salvar; ao abrir a nova página, clique no botão Download. Os vídeos são produzidos pelo Ev. Luiz Henrique e também publicados no site Estudos Bíblicos EBD, ou no blog EBDnaTV.

1ª Parte - Lição 13 - 3T/2014

2ª Parte - Lição 13 - 3T/2014

3ª Parte - Lição 13 - 3T/2014

4ª Parte - Lição 13 - 3T/2014

5ª Parte - Lição 13 - 3T/2014

Resumo do Trimestre - Lição 14 - 3T/2014

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Questionário - A Atualidade dos Últimos Conselhos de Tiago - Ev. Luiz Henrique

Questionário da Lição 13 - A Atualidade dos Últimos Conselhos de Tiago
Responda conforme a revista da CPAD do 3º Trimestre de 2014 - Para jovens e adultos

Tema: FÉ E OBRAS - Ensinos de Tiago para uma Vida Cristã Autêntica

Complete os espaços vazios e marque com “V” as respostas verdadeiras e com “F” as falsas.

 

TEXTO ÁUREO

1- Complete:

“Confessai as vossas __culpas__ uns aos outros e orai uns pelos outros, para que __sareis__; a oração feita por um __justo__ pode muito em seus efeitos” (Tg 5.16).

 

VERDADE PRÁTICA

2- Complete:

Se vivermos os __princípios__ da Epístola de __Tiago__ teremos uma vida cristã que __agradará__ ao nosso Deus.

 

I. O VALOR DA PACIÊNCIA E A PROIBIÇÃO DO JURAMENTO (Tg 5.7-12)

3- Qual o valor da paciência e da perseverança (vv.7,8)?

(    ) No versículo sete Tiago evoca uma imagem agrícola para exemplificar o valor da paciência e da perseverança. Tal imagem é comum aos destinatários de sua época.

(    ) O líder da Igreja em Jerusalém nos ensina que tanto a paciência quanto a perseverança são valores que devem ser cultivados, não em alguns momentos, mas durante a vida toda.

(    ) A fim de vencermos as dificuldades, privações, inquietações e sofrimentos da existência terrena, precisaremos da paciência e da perseverança.

(    ) Essas características também estão relacionadas à nossa esperança na vinda do Senhor.

(    ) Sejamos pacientes e perseverantes em aguardá-la, pois ela, conforme nos diz as Escrituras, está próxima (Fp 4.5; Hb 10.25,37; 1 Jo 2.18; Ap 22.10,12,20).

 

4- Qual o valor da tolerância de uns para com os outros (v.9)?

(    ) Mais uma vez a Palavra do Senhor reitera o cuidado com a língua, pois se não soubermos usá-la acabaremos por cometer falsos julgamentos contra as pessoas.  

(    ) No versículo nove, Tiago adverte-nos acerca do dia do juízo divino.

(    ) O Juiz está às portas! Ele sim julgará com retidão e, justamente por isso, não podemos nos ocupar emitindo opiniões e comentários falsos contra quaisquer pessoas, quer sejam esta parte da igreja quer não.

 

5- Qual o testemunho da aflição, sofrimento e juramento (vv.10-12)?

(    ) O ensino desses três versículos, primeiramente, alude à aflição e a paciência dos profetas que falaram em nome do Senhor.

(    ) De igual modo, posteriormente, trata da paciência de Jó e o fim que o Senhor lhe concedeu após tamanha aflição e sofrimento (Ez 14.14,20; Hb 11.23-38).

(    ) Os crentes a quem Tiago escreveu sentiam-se orgulhosos por ser comparados aos personagens do Antigo Testamento.

(    ) Ao experimentar as aflições, eles sabiam que assim como Deus concedera graça a Jó (Jó 42.10-17), da mesma forma daria a eles.  

(    ) No versículo doze, após o exemplo do poder de Deus em relação aos seus servos, os profetas e Jó, Tiago admoesta-nos a que não caiamos no erro de jurar pelo céu ou pela terra.

(    ) Nossas palavras não são poderosas para garantir o juramento.

(    ) Não! Tudo depende de Deus e da sua vontade. Tiago nos ensina que não devemos fazer tais juramentos, pois a palavra do discípulo de Jesus deve se resumir ao sim ou ao não (Mt 5.33-37). Isto deve ser suficiente!

 

II. - A UNÇÃO DE ENFERMOS E COMO DEUS OUVIU A ELIAS (Tg 5.13-18)

6- Qual o valor da oração e dos cânticos (Tg 5.13)?

(    ) Diante das adversidades, ou nos períodos de bonança, a Bíblia nos recomenda a adorar a Deus.

(    ) Se estivermos tristes e angustiados, devemos buscar o Senhor em oração; se estivermos alegres, devemos cantar louvores a Deus. Em ambas as situações, Deus deve ser adorado! Como é bom sermos acolhidos pelo Senhor.

(    ) Se tivermos de chorar, choremos na presença dEle; se tivermos de cantar, entoemos louvores diante dEle.

Dessa maneira, seremos maravilhosamente consolados pelo Criador.

 

7- Qual o valor da oração da fé (vv. 14,15) pelo enfermo?

(    ) A orientação de se chamar os presbíteros, ou anciãos da comunidade cristã, para orar por um enfermo e ungi-lo com azeite, denota a ideia de respeito que os crentes tinham com esses ministros.

(    ) Os presbíteros serviam ao povo de Deus com alegria. Isso também indica que a atitude de ungir o enfermo com o óleo não deve ser banalizada em nosso meio.

(    ) Hoje, as pessoas ungem bens materiais, bairros e até cidades. Isso é esoterismo!

(    ) A base bíblica em o Novo Testamento fala do acolhimento ao enfermo para que ele seja curado.

(    ) É a “oração da fé” que, além de curar o doente, faz com que ele sinta igualmente o perdão dos seus pecados.

 

8- Como são a oração e confissão (v.16-18)?

(    ) Esse é um texto maravilhoso, mas infelizmente, desprezado por muitos. Ele rechaça a “confissão entre os irmãos”.

(    ) É um incentivo a koinonia, ou seja, à união e ao amor fraternal entre os salvos.

(    ) Como todos somos pecadores, em vez de acusarmo-nos uns aos outros, devemos realizar confissões públicas para ajudarmo-nos mutuamente.  

(    ) Uma vez confessada a nossa culpa e tendo orado uns pelos outros, seremos sarados.

(    ) Tiago lança ainda mão do conhecido profeta Elias, para mostrar que até mesmo um homem como ele, que foi usado poderosamente por Deus, era igual a nós e sujeito às mesmas paixões. Todavia, o profeta orou e Deus ouviu o seu clamor. De fato, a oração de um justo pode muito em seus efeitos.

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