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O Perigo da Autorrealização Humana - Ev. José Roberto A. Barbosa

O PERIGO DA BUSCA PELA AUTORREALIZAÇÃO HUMANA

Texto √Āureo Tg. 4.10 - Leitura B√≠blica Tg. 4.1-10
Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa

www.subsidioebd.blogspot.com

Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO

A sociedade moderna est√° impregnada pela ideia do sucesso, muitas vezes alcan√ßado a qualquer custo, sem qualquer considera√ß√£o √©tica, mais que isso, sem o aval divino. Na aula de hoje estudaremos a respeito dos perigos da busca desenfreada pela autorrealiza√ß√£o pessoal, ressaltando, sobretudo, as implica√ß√Ķes que essa pode trazer, quando distanciadas dos princ√≠pios divinos. Destacaremos, na aula de hoje, que a autorrealiza√ß√£o pressup√Ķe uma √©tica, e que essa deve se respaldar nos princ√≠pios crist√£os.

1. A AUTORREALIZAÇÃO HUMANA

Nas livrarias os livros que mais s√£o vendidos s√£o aqueles que motivam √† autorrealiza√ß√£o, esses s√£o comumente reconhecidos como “autoajuda”. Isso porque se fundamentam na concep√ß√£o de sucesso, independentemente de Deus. O mundo empresarial comprou essa concep√ß√£o, que √© considerada normal em um contexto no qual Deus se tornou desnecess√°rio. Em conson√Ęncia com Tiago, devemos ter cuidado com a competitividade exacerbada que predomina nos mundo dos neg√≥cios, e que, √†s vezes, est√° sendo adotado dentro das igrejas. As desaven√ßas no √Ęmbito eclesi√°stico n√£o t√™m o respaldo divino (Tg. 4.1). As invejas e cobi√ßas est√£o sendo colocadas em um patamar que os outros deixam de ser considerados. H√° at√© aqueles que oram com intento de satisfazerem suas vaidades (Tg. 4.3). Devemos tomar cuidado com essas ora√ß√Ķes, na maioria das vezes elas refletem os desejos mais ocultos, e em alguns casos, sentimentos de gan√Ęncia. Alcan√ßar determinados espa√ßos n√£o pode ser a raz√£o de ser, a competitividade tamb√©m tem limites, o respeito ao pr√≥ximo continua sendo o padr√£o √©tico de Jesus (Mt. 22.37). Paulo, em conson√Ęncia com a mensagem de Tiago, nos orienta a deixar morrer nossos membros, para n√£o sermos controlados pelas nossas paix√Ķes (Cl. 3.5-9). N√£o h√° limite para a cobi√ßa, em uma sociedade de consumo, quanto mais se tem mais se quer. A propaganda incita √† inveja, a buscar primeiro nossos interesses, e colocar os outros em segundo plano, inclusive o reino de Deus. Mas Jesus nos ensina que devemos colocar o reino de Deus primeiro, e as coisas necess√°rias nos ser√£o acrescentadas (Mt. 6.33). Como o salmista, nosso maior desejo deve ser agradar a Deus, Ele precisa ser sempre nosso maior anelo (Sl. 63.1). Devemos lembrar sempre que o cristianismo nada tem a ver com esses padr√Ķes absorvidos pela sociedade. A igreja precisa ser diferente, n√£o apenas no modo de vestir, mas tamb√©m em seu proceder. Como bem destacou Kierkegaard, “no dia que o cristianismo e o mundo se tornarem amigos, o cristianismo deixar√° de existir”.

2. O PERIGO DA AUTORREALIZAÇÃO

Esse sistema de autorrealiza√ß√£o em que os fins justificam os meios n√£o √© crist√£o, √© diab√≥lico. N√£o devemos esquecer que o mundo jaz no maligno (I Jo. 5.19) e que Satan√°s, o deus deste s√©culo, cegou o entendimento das pessoas (II Co. 4.4). Destacamos algumas das tend√™ncias atuais: valoriza√ß√£o do tempor√°rio em detrimento do eterno (I Co. 7.32,33), a cobi√ßa dos olhos, atrav√©s da ostenta√ß√£o de bens, que alimenta a soberba da vida, n√£o prov√©m de Deus (I Jo. 2.16); e o desejo desenfreado de ter sempre mais, ao ponto de perder a pr√≥pria vida (Mt. 16.26; Lc. 9.25). A par√°bola contada por Jesus, a respeito do rico insensato, deve servir de alerta a todos aqueles que se entregam desordenadamente aos interesses mundanos (Lc. 12.19-21). Muitas pessoas est√£o trocando o tesouro celestial, que a tra√ßa n√£o corr√≥i nem a ferrugem o atinge, pelos tesouros terrenos (Mt. 6.21). Tenhamos cuidado para n√£o nos deixar levar pelo pensamento da maioria, nem sempre a voz do povo √© a voz de Deus, como se costuma dizer. Fomos alcan√ßados pela gra√ßa de Deus, e essa nos reclama a um modo de viver diferenciado, que n√£o se pauta pelo mundanismo (Tt. 2.11,12). Os valores deste mundo nada t√™m a ver com os princ√≠pios da Palavra de Deus (I Jo. 2.15). Enquanto que a sociedade exalta aqueles que conseguiram “vencer na vida”, a mensagem evang√©lica diz “Deus resiste aos soberbos, d√°, por√©m, gra√ßa aos humildes” (Pv. 3.34; Tg. 4.6). Existe um ranking daqueles que s√£o considerados os mais ricos do mundo, e esse √© divulgado todos os anos pelas principais revistas internacionais. Mas ser√° que esses mesmos ricos podem ser considerados assim do ponto de vista de Deus? Os crit√©rios do Senhor em rela√ß√£o ao sucesso s√£o diferentes daqueles apregoados pelo mundo dos neg√≥cios. Na perspectiva divina o modelo de sucesso √© o de Jesus, que se esvaziou, tomando a forma de servo, de igual modo, devemos considerar sempre os outros superiores a n√≥s mesmos (Fp. 2.3). A f√© crist√£ n√£o exalta, ou pelo menos n√£o deveria, aqueles que conseguiram seu “lugar ao sol”. A preocupa√ß√£o dos crist√£os, como foi a de Cristo, deve ser com aqueles que se encontra em condi√ß√£o de vulnerabilidade. O aux√≠lio aos mais pobres √© uma miss√£o a ser perseguida por todos os crist√£os, levando √†s pessoas o evangelho integral, que percebe tanto o corpo quanto o esp√≠rito.

3. O EQUILIBRO NAS REALIZA√á√ēES

A busca pela realiza√ß√£o pessoal necessariamente n√£o √© pecado, todas as pessoas podem estudar, tamb√©m comercializar, mas a soberba n√£o deve ser o fundamento de qualquer empreendimento. Em tudo que fazemos devemos estar debaixo da sujei√ß√£o de Deus, nada temos ou podemos ter sem que Ele nos permita. Ao inv√©s de seguir os ditames deste mundo tenebroso, devemos ouvir a Palavra de Deus, e escolher ir ap√≥s Jesus, como seus disc√≠pulos (Mt. 16.24-28). Para isso precisamos resistir ao diabo, revestindo-nos de toda armadura de Deus (Ef. 6.10-18), n√£o nos dobrando aos seus ardis (Tg. 4.7; I Pe. 5.7,8). Quando mais nos aproximamos de Deus, mais nos distanciamos do alcance de Satan√°s (Tg. 4.8). O autor de Hebreus nos chama √† aproxima√ß√£o de Deus, com um cora√ß√£o sincero e repleto de f√© (Hb. 10.22). A adora√ß√£o ao Senhor √© o caminho por meio do qual nos achegamos ao trono da gra√ßa, o pr√≥prio Deus busca adoradores, que o fazem em esp√≠rito e em verdade (Jo. 4.24). √Č nessa disposi√ß√£o que podemos trabalhar, estudar e fazer qualquer coisa, tudo na f√© em Cristo Jesus, que a todos aben√ßoa (I Co. 10.31-33; II Tm. 3.16; I Pe. 2.9). Os crist√£os n√£o podem fazer parte do mundo (sat√Ęnico), mas est√£o no mundo (f√≠sico) a fim de atrair o mundo (pessoas) para Deus. Nessa miss√£o, devemos ter cuidado para n√£o sermos engodados pelos padr√Ķes que podem nos distanciar de Deus. N√£o precisamos entrar nessa competitividade doentia, confiemos no Senhor, assim como fez Abra√£o (Gn. 13.8). Os crist√£os n√£o est√£o impedidos de estudarem, buscar promo√ß√Ķes no trabalho, mas est√£o limitados pela √©tica b√≠blica. Atitudes que envergonham o evangelho n√£o deve ser utilizadas para se alcan√ßar determinado fim. As m√£os dos crist√£os devem estar limpas, nada de duplo √Ęnimo, isto √©, procedimentos contradit√≥rios (Tg. 4.8). N√£o somos crist√£os apenas durante o per√≠odo que estamos dentro do templo, mas em todos os momentos da vida, vinte e quatro horas por dia.

CONCLUSÃO

Mas para aqueles que se arredaram com o pecado, Tiago nos traz uma mensagem de esperan√ßa. √Č preciso sentir a mis√©ria da condi√ß√£o de distanciamento de Deus, e lamentar o desejo de autorrealiza√ß√£o fora dos padr√Ķes b√≠blicos. A convers√£o √© uma possibilidade, que se concretiza na vida daqueles que abandonam o orgulho. O sucesso, como um fim em si mesmo, n√£o tem respaldo escritur√≠stico. A advert√™ncia de Jesus nesse sentido √© enf√°tica: “Ai de v√≥s, que estais fartos, porque tereis fome, ai de v√≥s, o que agora rides, porque vos lamentareis e chorareis” (Lc. 6.25).

BIBLIOGRAFIA

DAVIDS, P. H. Tiago. São Paulo: Vida, 1997.

SHEDD, R. P.; BIZERRA, E. F.¬†Uma exposi√ß√£o de Tiago. S√£o Paulo: Shedd Publica√ß√Ķes, 2010.

Publicado no blog Subsídio EBD 

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O Perigo da Busca pela Autorrealização Humana - AD Londrina

Aula ministrada pelo Prof. Ailton Nantes para EBD da Asssembléia de Deus em Londrina.

Acesse: www.adlondrina.com.br

Lição 10 - 3T/2014

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O Perigo da Busca pela Autorrealização Humana - Pr. Geraldo Carneiro Filho

ESCOLA B√ćBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANG√ČLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITER√ďI - RJ
LI√á√ÉO N¬ļ 10 - DATA: 07/09/2014
T√ćTULO: “O PERIGO DA BUSCA PELA AUTORREALIZA√á√ÉO HUMANA”
TEXTO √ĀUREO - Tg 4.10
LEITURA B√ćBLICA EM CLASSE: Tg 4.1-10
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/

I - INTRODUÇÃO:

O servo de Deus precisa estar orando e vigiando para n√£o se deixar dominar pelas paix√Ķes carnais.

II - ORIGEM DAS GUERRAS E PELEJAS NAS IGREJAS

(1) - O Diabo - Ele tentou Jesus (Lc 4.2; Mt 4.1) e continua tentando os servos de Deus, provocando guerras c pelejas entre os crentes que d√£o lugar √† sua a√ß√£o. Ele anda “em derredor, bramando como le√£o, buscando a quem possa tragar” (l Pe 5.8). Havendo guerras e pelejas, n√£o h√° uni√£o e, sem esta, n√£o h√° b√™n√ß√£o. Devemos prevenir-nos contra as “astutas ciladas do diabo” (Ef 6.11).

(2) - A carne - Tiago, indagando de onde v√™m as guerras e pelejas entre os crentes, responde que v√™m dos deleites que guerreiam nos seus membros (v. l). Paulo diz que os pecados “operavam em nossos membros” (Rm 7.5). Essas paix√Ķes ou deleites que operam nos nossos membros (a natureza carnal), tanto podem ser de origem sexual, como emocional e moral, as quais geram contendas. Algu√©m pode deleitar-se, em ver o mal ou a queda do outro. √Č prazer diab√≥lico.

(3) - Desejo de poder - Esse desejo carnal de poder tem origem em L√ļcifer, que, ao desejar tomar o lugar de Deus, imaginou-se grande (cf. Ez 28.2,17). H√° muitos que, para “subir” nos cargos, procuram passar por cima dos outros, gerando guerras e pelejas desnecess√°rias. O melhor √© humilhar-se sob a potente m√£o de Deus e ser exaltado por Ele a Seu tempo (Tg 4.10, l Pe 5.6).

(4) - Cobi√ßa - O ap√≥stolo diz: “Cobi√ßais e nada tendes” (v.2a). Cobi√ßa √© a “ambi√ß√£o desmedida de riquezas”. √Č irm√£ da avareza. √Č o desejo incontrol√°vel e mals√£o de obter dinheiro e outros bens materiais, n√£o importando como. Isso √© pecado. A B√≠blia diz que “…o amor ao dinheiro √© a raiz de toda esp√©cie de males; e nessa cobi√ßa alguns se desviaram da f√© e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (l Tm 6.10).

(5) - Invejas - “…sois invejosos e cobi√ßosos e n√£o podeis alcan√ßar” (v.2b). A inveja √© prima da cobi√ßa e da avareza. Esta palavra vem do latim “inv√≠dia”, significando “desgosto ou pesar pela felicidade de outrem; desejo violento de possuir o bem alheio” (Dicion√°rio Aur√©lio). Na B√≠blia, inveja √© “obra da carne” (Gl 5.21). Seja qual for o sentido, inveja √© sentimento carnal e diab√≥lico, sendo causa de guerras e contendas entre pessoas nas igrejas. O invejoso √© um fraco, um escravo de si mesmo. Que Deus tenha miseric√≥rdia dessa gente, despertando-as para a convers√£o do seu eu.

III - CONSEQU√äNCIAS DAS PAIX√ēES HUMANAS:

(1) - Car√™ncia de bens espirituais - “Nada tendes, porque n√£o pedis” (v.2c). O ap√≥stolo falava a crentes que, ao inv√©s de buscarem a Deus, em ora√ß√£o sincera, ficavam a guerrear entre eles, cobi√ßar o que era dos outros. Tudo isso gerava um clima de inquieta√ß√£o, que n√£o motivava a adora√ß√£o a Deus. Paulo, escrevendo aos filipenses, diz que devemos orar, suplicar e apresentar a√ß√Ķes de gra√ßas, em lugar de inquietar-nos. Assim, teremos a paz de Deus (Fp 4.6,7).

(2) - Ora√ß√Ķes n√£o respondidas - “Pedis e n√£o recebeis” (v.3). No vers√≠culo anterior, o ap√≥stolo diz que eles n√£o pediam. Aqui, diz que pediam, mas n√£o recebiam. Por qu√™? A resposta √© dada em seguida: “…porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites” (v.3). Em meio √†s guerras e pelejas internas, na igreja local, seus pedidos n√£o tinham valor. Temos o direito de pedir o que quisermos ao Senhor, desde que o objetivo n√£o seja ego√≠sta, e, acima de tudo, seja para a gl√≥ria de Deus. Jesus ensinou os disc√≠pulos a orar (ver Mt 6.5-13).

(3) - Infidelidade espiritual - Tiago chamou aqueles crentes de “ad√ļlteros e ad√ļlteras” (v.4a). Podemos entender que se tratava de infidelidade espiritual, pois o ap√≥stolo acentua que “a amizade do mundo √© inimizade contra Deus”. Entre aqueles crentes, n√£o havia lugar para o Esp√≠rito de Deus. Jo√£o diz que “Se algu√©m ama o mundo, o amor do Pai n√£o est√° nele” (l Jo 2.15). Esse amor ao mundo configura adult√©rio ou infidelidade espiritual. Deus n√£o aceita isso, em hip√≥tese alguma. Jesus disse que “ningu√©m pode servir a dois senhores…” (Mt 6.24).

IV - O RELACIONAMENTO COM DEUS PREJUDICADO

(1) - O Esp√≠rito tem ci√ļmes (v.5b) - Apesar de certos estudiosos da B√≠blia acharem que o vers√≠culo √© amb√≠guo quanto ao termo Esp√≠rito, o cuidadoso e amplo estudo do contexto, acrescido das demais passagens correlatas, deixa claro tratar-se do Esp√≠rito Santo, que, ante a amizade do crente com o mundo, tem zelo extremo, entristecendo-se com esse “adult√©rio” espiritual. As guerras e pelejas, pr√≥prias de carnais, sufocam a comunh√£o com o Esp√≠rito Santo.

(2) - “Deus resiste aos soberbos” (v.6a) - O soberbo √© o mesmo que orgulhoso. Este, na verdade, n√£o tem nada de positivo em sua vida. De acordo com a Psicologia, orgulho √© medo. O orgulhoso tem medo de n√£o ser respeitado, de n√£o ser reconhecido. Por isso, exalta-se a si mesmo, buscando a qualquer custo “honra e estima dos outros a fim de satisfazer o seu orgulho” (B√≠blia de Estudo Pentecostal). Assim, em sua exalta√ß√£o, perde a oportunidade de ser aben√ßoado por Deus. E pior: encontra pela frente a resist√™ncia da poderosa m√£o de Deus. Ao contr√°rio disso, diz Tiago que Deus “d√°, por√©m, gra√ßa aos humildes”.

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O Perigo da Busca pela Autorrealização Humana - Ev. Natalino das Neves

Aula ministrada pelo Ev. Natalino das Neves - Projeto IEADSJP_EBDTV.

Projeto da IEADSJP - Igreja Evangélica Assembleia de Deus de São José dos Pinhais

Baixe, também, os slides da aula, clicando aqui.

Publicado no Blog do Ev. Natalino das Neves

Lição 10 - 3T/2014

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O Perigo da Busca pela Autorrealização Humana - Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco

Aula pr√©via referente a Li√ß√£o 10: O Perigo da Busca da Autorrealiza√ß√£o Humana do 3¬ļ Trimestre de 2014: F√© e obras ‚ÄĒ ensinos de Tiago para uma vida crist√£ aut√™ntica, como prepara√ß√£o dos Professores da EBD durante a semana anterior a aula.

Lição 10 - 3T/2014

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A Verdadeira Sabedoria se Manifesta na Pr√°tica - Thiago Santos

Por Thiago Santos

INTRODUÇÃO
I - A CONDUTA PESSOAL DEMONSTRA SE A NOSSA SABEDORIA √Č DIVINA OU DEMON√ćACA (Tg 3.13-15)

II - ONDE PREVALECEM A INVEJA E SENTIMENTO FACCIOSO, PREVALECE TAMB√ČM O MAL (Tg 3.16)

III - AS QUALIDADES DA VERDADEIRA SABEDORIA (Tg 3.17,18)

CONCLUSÃO

“A SABEDORIA √Č JUSTIFICADA POR SEUS FILHOS”. TIAGO 3.13,18.

“A sabedoria √© justificada por seus filhos”, disse Jesus (Mt 11.19). Isto √©, a sabedoria √© evidenciada no car√°ter dos filhos de Deus. Nesse contexto, Tiago apresenta, a partir do vers√≠culo treze do terceiro cap√≠tulo de sua ep√≠stola, a “sabedoria que vem do alto”, cuja manifesta√ß√£o se d√° por meio das obras. O prop√≥sito dessa vez √© ressaltar “o bom trato em obras de mansid√£o de sabedoria” como evid√™ncias da sabedoria divina na vida dos crentes (Tg 3.13). O meio irm√£o do Senhor tamb√©m considera esta sabedoria, como um dom outorgado aos que servem a Deus de maneira √≠ntegra e est√°vel (cf. Tg 1.5), pois Deus atende a peti√ß√£o daqueles que n√£o duvidam, mas creem na fidelidade de Deus, “em quem n√£o h√° mudan√ßa, nem sombra de varia√ß√£o” (cf. 1.6,17). Al√©m disso, a sabedoria √© qualificada como “pura, pac√≠fica, moderada, trat√°vel, cheia de miseric√≥rdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia” (cf. 3.17). Tais qualidades concordam com as virtudes citadas pelo ap√≥stolo Paulo em G√°latas 5.22, a respeito do “fruto do Esp√≠rito”, que s√£o peculiaridades aos que andam na f√©. Esta anu√™ncia constitui o modelo √©tico para a vida crist√£ e pode ser nitidamente observada no car√°ter de Jesus, visto que Ele √© a personifica√ß√£o da verdadeira sabedoria, “em quem est√£o escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ci√™ncia” (Cl 2.3). Por conseguinte, os frutos desta sabedoria encontram-se na dire√ß√£o que o Esp√≠rito Santo concede aos crentes para lidarem com as situa√ß√Ķes adversas em sua vida pessoal e no conv√≠vio da igreja (cf. Rm 8.14). Na li√ß√£o desta semana, o professor dever√° levar a classe a refletir sobre a necessidade que a igreja atual tem de adquirir a “sabedoria do alto”, de maneira que a conduta dos crentes evidencie o car√°ter de Cristo atrav√©s das boas obras. “Pois o fruto da justi√ßa semeia-se na paz, para os que exercitam a paz” (v.18).

A sabedoria se mostra pelo bom trato, em obras de mansid√£o

Nesse contexto, mais uma vez o meio irm√£o do Senhor enfatiza que a sabedoria se manifesta atrav√©s das obras. No entanto, desta vez, Tiago argumenta que a proced√™ncia em tais obras deve caracterizar a presen√ßa da sabedoria divina, que √© mansa e equilibrada na vida dos crentes. O vers√≠culo 13 diz: “[…] mostre, pelo seu bom trato, as suas obras em mansid√£o de sabedoria”. Logo, os crentes demonstrar√£o possuir a verdadeira sabedoria, n√£o pelo n√≠vel de conhecimento que possuem, mas pela qualidade e consist√™ncia de tais obras em demonstrar o amor de Deus. Isso porque o prop√≥sito da sabedoria divina √© apresentar os valores do Reino de Deus ao mundo a partir da √©tica demonstrada nas atitudes dos crentes. Tal comportamento deve ser manso e equilibrado, conforme o exemplo de Cristo (cf. Mt 11.29,30). De outro modo, caso haja inveja e esp√≠rito faccioso, al√©m de n√£o ter do que se gloriar, o crente deve converter-se e n√£o “mentir contra a verdade” (cf. Tg 3.14). Tais sentimentos n√£o s√£o inerentes √† sabedoria divina, mas pertencem √† humana e, portanto, caracteriza-se meramente como terrena, animal e diab√≥lica. Seu resultado culmina em “perturba√ß√£o e toda obra perversa” (v.15). N√£o obstante, sua origem estar nas obras da carne, a proced√™ncia real, sabemos, decorre de influ√™ncia demon√≠aca. Assim sendo, os que possuem a sabedoria divina, devem proceder de acordo com a √©tica do car√°ter de Cristo que √© “manso e humilde de cora√ß√£o” (Mt 11.29), a fim de demonstrarem o bom trato em suas obras.

A sabedoria divina é um dom concedido por Deus

Na verdade, a sabedoria divina tamb√©m √© vista como um dom concedido mediante a f√©. Em face disso, Tiago afirma: “os que n√£o t√™m sabedoria, pe√ßam com f√©, e n√£o duvidando e a receber√£o” (Tg 1.5,6). O crit√©rio para receber tal sabedoria √© a integridade da f√©. Logo, os que desejam adquirir a sabedoria divina, precisam manifestar uma f√© que rejeite toda duplicidade de que adv√©m a instabilidade espiritual. Ainda assim, esta d√°diva n√£o √© concedida por merecimento, e sim, pela gra√ßa de Deus √†quele que a busca. N√£o √© adquirida por meio das institui√ß√Ķes de ensino acad√™mico, visto que a sua origem n√£o √© humana, embora o conhecimento seja de suma import√Ęncia para a sabedoria. A sabedoria divina vem “do Pai das luzes em quem n√£o h√° mudan√ßa, nem sombra de varia√ß√£o” (cf. 1.17). Nesse caso, a confian√ßa no car√°ter de Deus √© indispens√°vel para o recebimento deste dom, tendo em vista que uma das qualidades de Deus √© a imutabilidade. De acordo com Stanley Horton, essa express√£o indica que “Deus permanece est√°vel quanto √† sua natureza, ao passo que se mostra flex√≠vel nas suas a√ß√Ķes. Quando Deus faz uma alian√ßa com algu√©m, a sua promessa √© um selo e garantia suficiente de sua imut√°vel natureza e prop√≥sitos: ‚ÄėPelo que, querendo Deus mostrar mais abundantemente a imutabilidade do seu conselho aos herdeiros da promessa, se interp√īs com juramento’ (Hb 6.17). Deus jamais muda seus prop√≥sitos, pois se o fizesse, certamente estaria contradizendo o seu pr√≥prio car√°ter” (Teologia Sistem√°tica: Uma Perspectiva Pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p.135). Outro crit√©rio para receber essa sabedoria √© a const√Ęncia (cf. 1 Co 15.58). Tiago cita o exemplo da onda do mar para discernir o tipo de pessoa que n√£o tem prop√≥sito em rela√ß√£o ao que pede a Deus, pois “√© levado pelo vento e lan√ßado de uma para outra parte” (cf 1.6,8). Tal pessoa n√£o receber√° a sabedoria divina, porquanto √© inconstante naquilo que prop√Ķe em ora√ß√£o diante de Deus (v.7). Desse modo, a sabedoria divina somente ser√° concedida aos que possuem o compromisso fidedigno de n√£o se mover da esperan√ßa da f√©, antes perseveram em confiar na gra√ßa de Deus que atende a peti√ß√£o daqueles que n√£o hesitam (Tg 1.5; Hb 10.23; 11.6).

A sabedoria divina como arquétipo ético para a vida cristã

Da mesma forma, a sabedoria divina possui as distintivas inerentes ao car√°ter de Cristo que os crentes devem observar. Visto que Ele √© a personifica√ß√£o da verdadeira sabedoria que orienta os crentes em rela√ß√£o a sua conduta perante Deus e os homens. O Coment√°rio B√≠blico de Mattew Henry: Atos a Apocalipse, classifica a “sabedoria do alto” da seguinte maneira: “a) √© primeiramente pura: sem mistura de m√°ximas ou coisas que a degradem; √© livre da iniquidade e de manchas, n√£o tolerando nenhum pecado conhecido, mas zelosa pela santidade tanto no cora√ß√£o quanto na vida; b) depois pac√≠fica: a paz segue a pureza e depende dela. Os que s√£o verdadeiramente s√°bios fazem o que podem para preservar a paz, para que n√£o seja violada; c) √© moderada: n√£o insistindo no direito absoluto em quest√Ķes de propriedade; n√£o dizendo, nem fazendo nada √°spero em aspectos de censura; n√£o sendo furiosa acerca de opini√Ķes, insistindo na ‚Äėpr√≥pria opini√£o’ al√©m da capacidade dos outros, nem na opini√£o daqueles que se op√Ķem al√©m das suas inten√ß√Ķes; d) trat√°vel: persuas√≠vel a favor do que √© bom ou contra o que √© mau; e) ‚Äėcheia de miseric√≥rdia e de bons frutos’: uma disposi√ß√£o interior para tudo o que √© bom e am√°vel, tanto para ajudar os que carecem, quanto para perdoar os que ofendem; f) sem parcialidade: sem suspei√ß√£o, ou livre de julgamento ou fazendo conjecturas indevidas na nossa conduta maiores a uma pessoa do que a outra; g) sem hipocrisia: n√£o tem enganos ou disfarces. N√£o consegue concordar com os procedimentos que o mundo considera s√°bios, que na verdade s√£o espertos e enganosos, mas √© sincera e franca, firme e uniforme, e coerente consigo mesma” (CPAD, 2010, p.835). Da mesma forma, o ap√≥stolo Paulo, na ep√≠stola direcionada aos g√°latas (cf. Gl 5.22), cita semelhantes caracter√≠sticas da sabedoria divina descrita por Tiago, quando menciona as qualidades do “fruto do Esp√≠rito” na vida do crente. Nesse caso, o ap√≥stolo dos gentios enfatiza a pr√°tica de vida crist√£ que deve cultivar bons frutos, pois os que andam no Esp√≠rito trazem estas virtudes em seu car√°ter. Portanto, a sabedoria divina oferece a √©tica que determina como os crentes devem praticar a verdade, visto que a proced√™ncia daqueles que se tornam s√°bios, √© conhecida por meio do seu “bom trato, em obras de mansid√£o de sabedoria” (v.13).

A necessidade da sabedoria no seio da igreja

Sendo assim, a sabedoria divina √© indispens√°vel para a Igreja, pois constitui o importante papel de mediar os conflitos existentes nas rela√ß√Ķes entre os irm√£os. Por conseguinte, a a√ß√£o desta sabedoria encontra-se justamente na capacidade dotada aos crentes de resolverem situa√ß√Ķes adversas, tanto em sua vida pessoal, quanto no conv√≠vio da Igreja (Tg 1.5). Visto que √© de suma import√Ęncia que a igreja seja renovada com os princ√≠pios s√°bios da Palavra de Deus, pois tais princ√≠pios influenciam no comportamento crist√£o. Uma vez que a √©tica crist√£ deve ser instru√≠da de forma predominante pelos que ensinam a Palavra de Deus. Todavia, h√° muitas igrejas que se desfazem por conta da instabilidade espiritual dos crentes, em raz√£o da aus√™ncia de sabedoria para resolver determinados conflitos, como encontramos em Prov√©rbios 24.3: “Com a sabedoria se edifica a casa, e com a intelig√™ncia ela se firma; e pelo conhecimento se encher√£o as c√Ęmaras de todas as subst√Ęncias preciosas e deleit√°veis”. Muitos sucumbem na f√©, por n√£o adquirirem a maturidade crist√£ decorrente da sabedoria divina para superar tais dificuldades. Alguns agem de forma inversa, alimentam somente as obras da carne nas quais predominam a inveja e o esp√≠rito faccioso (cf. Tg 3.16). Estes se tornam inconstantes na f√© e est√£o sempre estagnados mediante as tenta√ß√Ķes. Portanto, a sabedoria divina √© indispens√°vel para que a igreja preserve a pureza e a comunh√£o mediante as adversidades e cres√ßa devidamente na gra√ßa e no conhecimento que h√° em Cristo Jesus (cf. 2 Pe 3.18).


Considera√ß√Ķes finais

Em vista disso, conclu√≠mos que a sabedoria divina, de fato, √© justificada por seus filhos. Porquanto, os que verdadeiramente s√£o constitu√≠dos deste dom, demonstram por meio de sua proced√™ncia em obras de mansid√£o de sabedoria (cf. Tg 3.13). Isto porque a sabedoria √© uma caracter√≠stica inerente aos filhos de Deus. N√£o √© o mesmo que adquirir conhecimento, embora seja √ļtil para a sabedoria aplicar-se ao conhecimento. Entretanto, a verdadeira sabedoria encontra-se no bom trato demonstrado pelos crentes, que tem como prop√≥sito, apresentar ao mundo o amor divino (cf. Mt 11.19). Desse modo, os que produzem o fruto do Esp√≠rito e possuem as caracter√≠sticas peculiares da sabedoria divina em seu car√°ter, podem ser considerados verdadeiramente s√°bios. Todavia, os que andam na carne, somente conhecem a sabedoria humana, que √© terrena, animal e diab√≥lica (cf. Tg 3.15; Rm 8.8). Esta falsa sabedoria, repleta de inveja e esp√≠rito faccioso, resulta somente em contendas e divis√Ķes para o corpo de Cristo. E os que possuem a sabedoria divina, entendem que estas a√ß√Ķes s√£o nocivas a Igreja e decorrentes das concupisc√™ncias carnais, que dominam o cora√ß√£o dos incr√©dulos. Assim, √© indispens√°vel que a Igreja adquira a sabedoria divina, de maneira que saiba conduzir as adversidades e conflitos existentes na rela√ß√£o entre os irm√£os. Por conseguinte, √© o bom trato de nossas a√ß√Ķes que evidenciar√° se possu√≠mos, ou n√£o, a sabedoria que vem do alto. Que nesta li√ß√£o, o professor conduza a classe a entender o quanto √© necess√°rio buscar esta sabedoria divina, que semeia a paz para que o fruto da justi√ßa seja colhido em abund√Ęncia por toda a Igreja.

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A Verdadeira Sabedoria se Manifesta na Prática - Rede Brasil de Comunicação

Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Recife / PE

Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais

Pastor Presidente: Aílton José Alves

Av. Cruz Cabug√°, 29 - Santo Amaro - CEP. 50040 - 000 Fone: 3084 1524

LI√á√ÉO 09 - A VERDADEIRA SABEDORIA SE MANIFESTA NA PR√ĀTICA - 3¬ļ TRIM. 2014

(Tg 3.13-18)

INTRODUÇÃO

Nos dias de Tiago, muitos mestres se diziam s√°bios, mas, viviam em contendas, se auto gloriando e eram invejosos. Por isso, o ap√≥stolo adverte que a verdadeira sabedoria n√£o se manifesta, necessariamente, em discursos e palavras, mas, principalmente, em obras: “Quem dentre v√≥s √© s√°bio e inteligente? Mostre, pelo seu bom trato, as suas obras em mansid√£o de sabedoria” (Tg 3.13). Em outras palavras: aquele que √© s√°bio n√£o √© invejoso e nem contencioso. Nesta li√ß√£o veremos a defini√ß√£o de sabedoria; estudaremos o contraste entre a sabedoria que vem de Deus e a que vem do diabo; e, finalmente, a diferen√ßa entre o mestre que √© carnal e o que √© espiritual.

I - DEFINIÇÃO

O termo grego para sabedoria √© “sophia” e significa “habilidade nas quest√Ķes da vida”, “sabedoria pr√°tica”, “administra√ß√£o s√°bia e sensata” ou “uso correto do conhecimento” (Lc 21.15; At 6.3; 7.10; Cl 1.28; 3.16; 4.5). “A sabedoria √© a capacidade espiritual de ver e avaliar nossa vida e conduta do ponto de vista de Deus. Inclui fazer escolhas acertadas e praticar as coisas certas de conformidade com a Palavra de Deus e na dire√ß√£o do Esp√≠rito Santo (STAMPS, 1995, p. 1926). “Ter sabedoria √© pensar bem e agir bem em qualquer empreendimento realizado, seja secular ou espiritual” (CHAMPLIN, 2004, p. 7).

II - DOIS TIPOS DE SABEDORIA

No capítulo 3 de sua epístola, o apóstolo Tiago enumera dois tipos de sabedoria. Vejamos:

2.1 A sabedoria que n√£o vem do alto (Tg 3.15). Esta sabedoria n√£o procede de Deus e possui tr√™s caracter√≠sticas principais: √© terrena, animal e diab√≥lica. √Č a sabedoria que produz maus frutos e n√£o promovem a paz e a comunh√£o.

Vejamos:

  • √Č terrena. O termo deriva-se do grego “epigeios” e significa “da terra”, “terrestre”. √Č a sabedoria deste mundo, em contraste com a que procede do c√©u (Jo 3.12; I Co 1.20,21; Tg 1.5). √Č uma sabedoria limitada, egoc√™ntrica, como a dos inimigos da cruz de Cristo, que s√≥ pensam nas coisas terrenas (Fp 3.19).
  • √Č animal. Ou seja, n√£o √© espiritual. A palavra grega para animal √© “psykikos” e √© traduzida por natural em contraste com a sobrenatural ou espiritual (ICo 2.14; 15.44,46). √Č uma sabedoria totalmente √† parte do Esp√≠rito de Deus.
  • √Č diab√≥lica. O termo grego √© “daemon” e significa “demon√≠aca” ou “diab√≥lica”. Essa foi a sabedoria usada pela serpente para enganar Eva, induzindo-a a querer ser igual a Deus e fazendo-a descrer de Deus para crer nas mentiras do diabo (Gn 3.1-5). O diabo tenta os homens de v√°rias formas: pela cobi√ßa (Lc 22.3); pelo √≥dio (Jo 8.44) e pelo engano e pela mal√≠cia (II Co 11.3).

2.2 A sabedoria que vem do alto (Tg 3.17). “A verdadeira sabedoria vem de Deus, do alto, visto que ela √© fruto de ora√ß√£o (Tg 1.5), ela √© dom de Deus (Tg 1.17). Essa sabedoria est√° em Cristo: Ele √© a nossa sabedoria (ICo 1.30). Em Jesus temos todos os tesouros da sabedoria (Cl 2.3). Essa sabedoria est√° na Palavra, visto que ela nos torna s√°bios para a salva√ß√£o (2Tm 3.15). Ela nos √© dada como resposta de ora√ß√£o” (Ef 1.17; Tg 1.5). (LOPES, 2006, p. 77)

  • √Č pura. A sabedoria de Deus √© incontaminada, sem qualquer defeito moral e livre de impureza. O termo derivase do grego “hagnos” e pode ser traduzido por “limpo”, “puro”, “inocente”. A sabedoria que vem do alto n√£o pode conduzir o homem ao pecado e impureza (Pv 2.7; 4.11).
  • √Č pac√≠fica. A palavra deriva-se de dois termos gregos “eirene”, que significa “paz” e “poei√Ķ”, que quer dizer “fazer” e pode ser traduzida por “pacificador” ou “fazer a paz”. A sabedoria divina n√£o √© contenciosa, nem facciosa (Pv 3.17; Mt 5.9). Logo, aquele que √© s√°bio n√£o vive em contendas e dissen√ß√Ķes (Tg 3.14).
  • √Č moderada. O termo grego traduzido por moderada √© “piekes”, e significa: “cheio de considera√ß√£o”, “gentil”, qualidades essas que os homens facciosos e ambiciosos n√£o possuem (Tg 3.14,16). Essa caracter√≠stica da sabedoria do alto trata da atitude de n√£o criar conflitos nem comprometer a verdade para manter a paz.
  • √Č trat√°vel. A palavra grega √© eupeithes e significa “facilmente persuadido” ou “contr√°rio de obstinado”. Essa sabedoria √© aberta √† raz√£o. √Č ser uma pessoa comunic√°vel, de f√°cil acesso, que √© capaz de mudar de opini√£o quando necess√°rio (Fp 3.7).
  • √Č cheia de miseric√≥rdia. A palavra miseric√≥rdia significa lan√ßar o cora√ß√£o na mis√©ria do outro. √Č inclinar-se para socorrer o aflito e sentir ternura pelo necessitado e estender-lhe a m√£o, ainda que ele nada mere√ßa. A verdadeira sabedoria produz profundo sentimento de miseric√≥rdia no homem interior (Rm 12.30; Cl 2.12).
  • √Č cheia de bons frutos. A sabedoria de Deus √© pr√°tica. Ela muda a vida e produz bons frutos para a gl√≥ria de Deus. Nesse texto, os bons frutos tem o sentido de boas obras (Gl 5.22; Ef 5.8; Fp 1.11). Uma das principais caracter√≠sticas da ep√≠stola de Tiago √© o ensino sobre a teoria e a pr√°tica. Ele j√° havia ensinado sobre a necessidade de ouvir e praticar a Palavra (Tg 1.19-27); e entre a f√© e as obras (Tg 2.14-16). Agora ele fala da necessidade de demonstrar a sabedoria pelas obras (Tg 3.13-18).
  • √Č sem parcialidade. A palavra grega √© adi√°kritos e significa “n√£o dividido em julgamento”. Quando temos a sabedoria de Deus, julgamos conforme a verdade e n√£o conforme a press√£o ou conveni√™ncia (I Rs 3.16-28).
  • √Č sem hipocrisia. A palavra traduzida por hipocrisia √© “anypokritos” e significa “sinceridade”, “sem fingimento”, “sem disfarce”, “n√£o fingido”. O hip√≥crita √© como um ator que representa um papel diferente ao da sua vida real. Onde existe a verdadeira sabedoria n√£o h√° lugar para hipocrisia (Rm 12.9; II Co 6.6).

III - A DIFERENÇA ENTRE O MESTRE CARNAL E O ESPIRITUAL

Quem dentre v√≥s √© s√°bio e inteligente?…” (Tg 3.13-a). Essa pergunta de Tiago evidencia que entre os membros da igreja do primeiro s√©culo a quem ele dirigiu esta ep√≠stola havia aqueles que se consideravam mestres e s√°bios, mas, suas obras n√£o demonstravam a pr√°tica da sabedoria. Por isso, o ap√≥stolos os exorta a demonstrarem sua “sabedoria” pelo seu proceder “…mostre, pelo seu bom trato, as suas obras em mansid√£o de sabedoria?” (Tg 3.13-b).

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A Verdadeira Sabedoria se Manifesta na Prática - Pr. César Moisés

Dicas da CPAD para que o professor possa dar uma boa aula.

O Pr. César Moisés ajuda você na preparação da sua aula de Escola Dominical falando sobre o tema da lição 9 - A Verdadeira Sabedoria se Manifesta na Prática.

Lição 9 - 3T/2014

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A Verdadeira Sabedoria se Manifesta na Pr√°tica - Francisco A. Barbosa

TEXTO √ĀUREO
“Quem dentre v√≥s √© s√°bio e inteligente? Mostre, pelo seu bom trato, as suas obras em mansid√£o de sabedoria” (Tg 3.13). Tiago continua sua discuss√£o sobre doutrina fazendo um contraste entre a sabedoria divina e diab√≥lica. O cerne aqui √© que o mestre deve praticar o que ensina.

VERDADE PR√ĀTICA
A verdadeira sabedoria não se manifesta na vida do crente através do discurso, mas das obras.

HINOS SUGERIDOS
165, 225, 499

LEITURA DI√ĀRIA
Segunda - 2 Cr 9.22

O rei mais s√°bio do mundo
Terça - Jó 28.28

Sabedoria e inteligência
Quarta - Sl 111.10; Pv 9.10

O princípio da sabedoria
Quinta - Dn 2.20,21

Deus é o dono da sabedoria
Sexta - Lc 2.52

Jesus cresceu em sabedoria
S√°bado - Cl 4.5

Sabedoria para com “os de fora”

LEITURA B√ćBLICA EM CLASSE

Tiago 3.13-1813 - Quem dentre vós é sábio e inteligente? Mostre, pelo seu bom trato, as suas obras em mansidão de sabedoria.14 - Mas, se tendes amarga inveja e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade.15 - Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica.16 - Porque, onde há inveja e espírito faccioso, aí há perturbação e toda obra perversa.17 - Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura, depois, pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia.18 - Ora, o fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz.

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Conscientizar-se¬†de que a nossa conduta pessoal demonstra se a nossa sabedoria √© humilde ou demon√≠aca;
  • Mostrar¬†que onde prevalecem a inveja e sentimento faccioso, prevalece tamb√©m o mal, e
  • Analisar¬†as qualidades da verdadeira sabedoria.

PALAVRA CHAVE

Sabedoria do Alto: Nesta lição, este tipo de sabedoria caracteriza-se pela capacidade de conviver de forma íntegra, ética e respeitosa para com todos.
COMENT√ĀRIO
INTRODUÇÃO
Nessa li√ß√£o aprenderemos que obter informa√ß√£o, ou conhecimento intelectual, n√£o significa adquirir sabedoria. Algumas pessoas s√£o bem inteligentes, mas ao mesmo tempo inaptas para relacionarem-se com outras pessoas. Hoje estudaremos a sabedoria como a habilidade de exercer uma √©tica correta com vistas a praticar o que √© certo. Veremos a pessoa s√°bia como algu√©m que se mostra madura em todas as circunst√Ęncias da vida, pois √© no cotidiano que a sabedoria do crente deve se mostrar.¬†[Coment√°rio:¬†Hoje, veremos que se conhecimento intelectual fosse sin√īnimo de sabedoria, os escribas seriam os mais s√°bios. Se a sabedoria humana tivesse valor, os escribas e fariseus seriam as pessoas mais elogiadas por Cristo, e sabemos que foi justamente o inverso, escribas e fariseus foram os mais bombardeados pelos duros discurso de Cristo. Nossos dias s√£o din√Ęmicos e dominados pelo conhecimento. Facilmente encontramos a solu√ß√£o de problemas graves e doen√ßas at√© pouco tempo atr√°s consideradas sem curas. Tecnologias que, se bem empregadas, salvam vidas. N√£o √© esse tipo de sabedoria que Tiago combate. N√£o devemos desprezar, seria loucura! Esse tipo de conhecimento √© sadio, faz bem √† humanidade e √© uma prova da capacidade intelectual que Deus concedeu ao homem. A quest√£o tem in√≠cio quando o homem tenta usar esse tipo de conhecimento no reino de Deus. Tiago ao falar “Ora, se algum de v√≥s tem falta de sabedoria, pe√ßa-a a Deus, que a todos d√° liberalmente e n√£o censura, e ser-lhe-√° dada”, n√£o se referia a esse tipo de sabedoria (grande soma de conhecimento, ou erudi√ß√£o, ou ci√™ncia, ou saber). Ele fala de outro tipo de sabedoria, a sabedoria vinda da parte de Deus - “para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da gl√≥ria, vos d√™ o esp√≠rito de sabedoria e de revela√ß√£o no pleno conhecimento dEle” (Ef 1.17). Em Mateus cap√≠tulo 11, Jesus inicia um discurso contra os escribas e os fariseus, e no vers√≠culo 19 ele chega ao √°pice da mensagem, afirmando que: “Entretanto a sabedoria √© justificada pelas suas obras”. Jesus estava condenando a sabedoria diab√≥lica dos fariseus e dos escribas, que sabiam e n√£o faziam; e afirma que o que justifica a sabedoria √© a pr√°tica de obras. Ou seja, n√£o adianta saber se n√£o faz.]¬†Vamos mergulhar mais fundo?
I. - A CONDUTA PESSOAL DEMONSTRA SE A NOSSA SABEDORIA √Č DIVINA OU DEMON√ćACA (Tg 3.13-15)
1. A Sabedoria n√£o se mostra com discurso (v. 13).¬†Segundo as Escrituras, quem √© s√°bio? De acordo com o que nos ensina Tiago, √© aquela pessoa que apresenta “bom trato com os outros” e “obras de mansid√£o”. Note que os conceitos de sabedoria, conforme expostos no texto, apenas podem ser provados pela pr√°tica. Quem se julga s√°bio e inteligente, para fazer jus aos termos, deve demonstrar sabedoria e habilidade na vida di√°ria, tanto para com os de dentro da igreja, quanto para com os de fora.¬†[Coment√°rio:¬†1 Cor√≠ntios 8.1 fala que o saber ensoberbece. Quem busca a sabedoria somente para saber √© soberbo. N√£o pode ser edificado porque nele n√£o est√° o amor de Deus, e o que edifica √© o amor.Nos vers√≠culo 2 e 3, Paulo diz que se algu√©m julga saber alguma coisa, com efeito n√£o aprendeu ainda como conv√©m saber. Mas se algu√©m ama a Deus esse √© conhecido por Ele. O Rev. Hernandes Dias Lopes escreve em sua obra¬†TIAGO Transformando provas em triunfo(Editora Hagnos): “Sabedoria √© tamb√©m olhar para a vida com os olhos de Deus. A pergunta do s√°bio √©; em meus passos, o que faria Jesus? Como ele falaria, como agiria, como reagiria? Cristo n√£o foi um mestre da escola cl√°ssica. Ele ensinou os seus disc√≠pulos na escola da vida. Ensinar a sabedoria √© mais importante do que apenas transmitir conhecimento. Tiago est√° contrastando dois diferentes tipos de sabedoria: a sabedoria da terra e a sabedoria do c√©u. Qual sabedoria governa a sua vida? Por qual caminho voc√™ est√° trilhando? Que tipo de vida voc√™ est√° vivendo? Que frutos esse estilo de vida est√° produzindo? A sua fonte √© doce ou salgada (3.12)? Tiago mostra, tamb√©m, que essa sabedoria se reflete nos relacionamentos (3.13.14). S√°bio √© aquele que √© santo em car√°ter, profundo em discernimento e √ļtil nos conselhos. Voc√™ conhece o s√°bio e o inteligente pela mansid√£o da sua sabedoria e pelas suas obras, ou seja, imitando a Jesus, que foi manso e humilde de cora√ß√£o (Mt 11.29). Warren Wiersbe, comparando a sabedoria de Deus com a sabedoria do mundo, faz tr√™s contrastes: quanto √† sua origem, quanto √†s suas caracter√≠sticas e quanto aos resultados.”LOPES. Hernandes Dias. TIAGO Transformando provas em triunfo. Editora Hagnos. pag.. Tiago compara o s√°bio √† fonte de √°gua doce, n√£o misturada com a amarga descrita no vers√≠culo 11, e √† √°rvore cuja natureza √© tal que produz “bons frutos”, nos vers√≠culos 12 e 17. Tiago aconselha aos mestres crist√£os - ou pretendentes a mestres - na Igreja e mais amplamente a todos que se chamam crist√£os. “O temor do Senhor √© o princ√≠pio da sabedoria, e a ci√™ncia do Santo, a prud√™ncia” (Pv 9.10) - este √© o significado que Tiago emprega aqui. Suas obras seriam os resultados espec√≠ficos ou a√ß√Ķes que brotam da sua vida reta. Todas essas a√ß√Ķes devem ser realizadas em mansid√£o de sabedoria, ou seja, com a humildade que √© decorrente de ser semelhante a Cristo.
2. Inveja e fac√ß√£o (v. 14).¬†Se para ocupar a posi√ß√£o de mestre a pessoa for motivada pela inveja, ou por um sentimento faccioso, de nada valer√° o ensino por ela ministrado. O que Tiago apresenta na passagem em estudo n√£o diz respeito ao conte√ļdo ministrado pelo mestre, mas √† postura soberba e arrogante adotada por ele ao ministr√°-lo. As informa√ß√Ķes podem at√© ser corretas e ortodoxas, mas a postura adotada pelo mestre lan√ßar√° por terra, ou n√£o, o discurso por ele proferido. O mestre, por voca√ß√£o, compreende a sua posi√ß√£o de servo. Ele gosta de estar com as pessoas. Assim, naturalmente, ele ensinar√° o aluno com efici√™ncia, mas principalmente, com o seu exemplo e respeito (Mt 23.1-39).¬†[Coment√°rio:¬†Sentir amarga inveja √© o resultado de um zelo mal orientado que traz a agressividade. √Č sentir raiva pelas realiza√ß√Ķes de outras pessoas. Sempre que n√≥s encontrarmos algum defeito em um l√≠der, devemos nos perguntar o que est√° nos motivando a este sentimento t√£o forte a respeito do defeito desta pessoa. Ser√° que n√≥s n√£o compartilhamos esta mesma fraqueza? N√≥s nos imaginamos melhores naquela fun√ß√£o? Ou, na verdade, estamos simplesmente com inveja das capacidades ou do talento que Deus lhe permitiu ter? Uma resposta afirmativa a qualquer destas perguntas deve nos fazer tomar muito cuidado na maneira como expressamos as nossas cr√≠ticas. O Vers√≠culo 14, como em Filipenses 2.3, o ego√≠smo refere-se aos l√≠deres da igreja que est√£o desenvolvendo um “esp√≠rito partid√°rio”. Isto produz fac√ß√Ķes que s√£o favor√°veis ou contr√°rias ao pastor ou a determinados programas, que apoiam ou n√£o quest√Ķes n√£o necessariamente essenciais √† f√© crist√£. O ego√≠smo √© o desejo de viver para si mesmo e para nada ou ningu√©m mais, somente para aquilo que se pode aproveitar. Em um esfor√ßo para persuadir a outros, esta pessoa pode perder a raz√£o e se tornar fan√°tica. Tendo confian√ßa somente no seu conhecimento, ela comporta-se de maneira arrogante e com superioridade em rela√ß√£o aos outros. Pessoas assim n√£o devem se gabar como se fossem s√°bias, pois este √© o pior tipo de mentira. O Coment√°rio B√≠blico Beacon (CPAD) comenta o vers√≠culo 14 assim: “Aqueles que t√™m amarga inveja e sentimento faccioso no cora√ß√£o (v. 14) n√£o s√£o humildes. Essa falha indica que eles n√£o t√™m a sabedoria de Deus da qual brota a mansid√£o. Essa “inveja amarga e ambi√ß√£o ego√≠sta” (NVI) est√° em vosso cora√ß√£o - o √Ęmago da pessoa, de onde se originam as a√ß√Ķes (cf. Mt 15.19). Tiago diz: Se voc√™ encontrar esse tipo de esp√≠rito, “n√£o se glorie disso e dessa forma esteja em rebeldia e contr√°rio √† Verdade” (NT AmpL). O ap√≥stolo pode estar usando a verdade no seu sentido costumeiro. No entanto, em vista do significado espec√≠fico que ele d√° a esse termo em 1.18 e 5.19, ele pode ser entendido como sendo sin√īnimo da palavra evangelho. Assim “as pessoas s√£o advertidas contra express√Ķes e a√ß√Ķes que contradizem ‚Äėa f√© do nosso Senhor Jesus Cristo’” (2.1).¬†A. F. Harper. Coment√°rio B√≠blico Beacon. Tiago. Editora CPAD. Vol. 10. pag. 179.]. Clique aqui para ler o texto completo »

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A Verdadeira Sabedoria se Manifesta na Prática - Ev. Isaías de Jesus

TEXTO √ĀUREO =¬†”Quem dentre v√≥s √© s√°bio e inteligente? Mostre, pelo seu bom trato, as suas obras em mansid√£o de sabedoria” (Tg 3.13).
VERDADE PR√ĀTICA¬†= A verdadeira sabedoria n√£o se manifesta na vida do crente atrav√©s do discurso, mas das obras.
LEITURA B√ćBLICA¬†¬†= Tiago 3.13-18
INTRODUÇÃO
O saber humano √© limitado, falho, e mut√°vel a cada ano que passa. Entretanto, a sabedoria que vem da parte de Deus, √© ilimitada, perfeita e imut√°vel, consubstanciada na Sua Palavra, que permanece para sempre, capacitando o crente fiel a saber conduzir-se ante as mais dif√≠ceis situa√ß√Ķes, de modo surpreendente, diante de Deus e dos homens.
Na sua discuss√£o quanto √† sabedoria no seu aspecto global, Tiago afirma existirem dois tipos de sabedoria: a sabedoria proveniente de Deus, “a sabedoria que vem do alto” (v.17), e a sabedoria “terrena”, a sabedoria “animal”, pr√≥pria do homem natural. Ao estabelecer a diferen√ßa entre ambas, o ap√≥stolo desafia os seus leitores, bem como a todos os crentes, hoje, a se empenharem na conquista da verdadeira sabedoria, a divina, que procede do alto.
CONCEITOS DE SABEDORIA
1. Sob o ponto de vista humano.¬†Sabedoria significa “grande conhecimento, erudi√ß√£o, saber, ci√™ncia, conhecimento justo das coisas, raz√£o”. Esse √© o aspecto positivo da concep√ß√£o humana de sabedoria. H√°, tamb√©m, o sentido negativo, segundo o qual, sabedoria √© “esperteza, ast√ļcia, manha”. Da√≠, algu√©m dizer:”Fulano √© muito sabido…”.
2. Sob o ponto de vista bíblico.
a) √Č guardar os mandamentos do Senhor. Mois√©s, exortando o povo de Israel, sobre o cumprir os mandamentos do Senhor, disse: “Guardai-os, pois, e fazei-os, porque esta ser√° a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos que ouvir√£o todos estes estatutos e dir√£o: S√≥ este grande povo √© gente s√°bia e entendida” (ver Dt 4.1-6). Para Deus, s√°bio √© quem Lhe obedece.

b) √Č saber calar (J√≥ 13.5).¬†O patriarca disse aos seus amigos, que se eles tivessem ficado calados, isso seria a sua sabedoria. “At√© o tolo, quando se cala, ser√° reputado por s√°bio; e o que cerrar os seus l√°bios, por s√°bio” (Pv 17.28). Tiago considera imposs√≠vel domar a l√≠ngua (Tg 3.8). Entretanto o s√°bio segundo Deus cala-se, quando for tempo de calar (Ec 3.7b).
c) √Č temer a Deus.¬†No livro de J√≥ est√° escrito: “Mas disse ao homem: Eis que o temor do Senhor √© a sabedoria, e apartar-se do mal a intelig√™ncia” (J√≥ 28.28). Para Deus, o s√°bio √© aquele que teme ao Senhor, ou seja, que tem respeito profundo ao Criador. Salom√£o disse: “O temor do Senhor √© o princ√≠pio da sabedoria, e a ci√™ncia do Santo, a prud√™ncia” (Pv 9.10).
d) √Č dom do Esp√≠rito Santo.¬†Deus d√° dons aos crentes, como “manifesta√ß√£o do Esp√≠rito”, “a cada um para o que for √ļtil”. “Porque a um, pelo Esp√≠rito, √© dada a palavra da sabedoria” (1 Co 12.7,8a). O dom da palavra da sabedoria √© “parte da sabedoria de Deus dada ao homem; opera no saber, na prega√ß√£o, no aconselhamento, nas emerg√™ncias, na separa√ß√£o de obreiros e na administra√ß√£o”. Quantos problemas e desastres t√™m ocorrido em muitas igrejas, que se esfacelam ou sobrevivem a duras penas, por falta desse dom.
A SABEDORIA DO MUNDO
A “sabedoria” enfocada neste ensino de Tiago, nada tem a ver com o conhecimento que resulta da forma√ß√£o acad√™mica ou com a que decorre da experi√™ncia de vida ao alcance de todos os homens. Tiago est√° falando aqui da “sabedoria” que ensina ao homem viver para si mesmo e n√£o para Deus. √Č a que traz em seu bojo a inveja, a contenda, a divis√£o, a perturba√ß√£o da paz. Tal “sabedoria” √© pr√≥pria do homem sem Deus. Deste modo, a sabedoria segundo o mundo “√© terrena, animal e diab√≥lica” (v.15). As suas conseq√ľ√™ncias s√£o:
1. Amarga inveja (v.14). Quanto desse fruto nocivo é encontrado em nossas igrejas! A inveja do progresso material de um irmão ou do seu crescimento espiritual ou posicional dentro da igreja, por exemplo. A inveja por parte de alguns daqueles que exercem cargos de liderança na igreja tem perturbado bastante o desenvolvimento da obra de Deus.
Na vida do rei Saul encontramos a manifesta√ß√£o devastadora do ci√ļme e da inveja.Para Saul era inconceb√≠vel que as mulheres em Jerusal√©m cantassem: “Saul feriu os seus milhares, por√©m Davi os seus dez milhares. Ent√£o Saul se indignou muito, e aquela palavra pareceu mal aos seus olhos, e disse: Dez milhares deram a Davi, e a mim somente milhares: na verdade, que lhe falta, sen√£o s√≥ o reino?” (1 Sm 18.7,8). O que Saul n√£o sabia era que ele mesmo, e n√£o Davi seria a v√≠tima da sua atitude de inveja e ci√ļmes.
O que come√ßou com uma aparente “inocente” atitude de ci√ļme desdobrou-se em raiva e conseq√ľente tentativa de assassinato, e com tudo isso, o temor: “E temia Saul a Davi, porque o Senhor era com ele e se tinha retirado de Saul” (I Sm 18.12).
2. Sentimento faccioso (v.14).¬†O esp√≠rito de fac√ß√£o no seio da comunidade crist√£ √© de inspira√ß√£o diab√≥lica. O Esp√≠rito de Deus nada tem a ver com as divis√Ķes e partidarismos eventualmente surgidos na Igreja de Jesus Cristo. Para muitos crentes, hoje, a gl√≥ria √© pertencer a esta ou √†quela igreja, a este ou √†quele minist√©rio, enquanto que para eles os demais crentes s√£o crist√£os de segunda categoria.
Isto √© um desservi√ßo ao reino de Deus e uma forma de rompimento dos sagrados la√ßos do amor fraternal. Esta tend√™ncia de criar fac√ß√Ķes e partidos dentro da Igreja de Jesus Cristo n√£o √© t√£o recente como alguns possam imaginar. J√° nos prim√≥rdios da Igreja havia aqueles que estufavam o peito e arrogantemente diziam: “Eu sou de Paulo; e outro: Eu de Apolo…” (I Co 3.4).
A esses o ap√≥stolo Paulo censurou veementemente: “Ainda sois carnais. Pois, havendo entre v√≥s inveja, contendas e dissens√Ķes, n√£o sois porventura carnais, e n√£o andais segundo os homens?… Porventura n√£o sois carnais?” (I Co 3.3,4).
O resultado quando damos corda a estes dois aspectos da sabedoria “terrena, animal e diab√≥lica” (v.15), √© a “perturba√ß√£o e toda a obra perversa” (v.16).
CARACTER√ćSTICAS DA SABEDORIA CARNAL (vv.14-16)
1. Tem amarga inveja.¬†O s√°bio carnal √© dominado pela inveja. Ele fica perturbado e revoltado com o sucesso alheio. Sua sabedoria s√≥ abrange as coisas carnais e humanistas, √© de natureza baixa (v.15). 2. Sentimento faccioso. √Č sentimento de divis√£o, de grupos e grupelhos, de “panelinhas”. Essa sabedoria s√≥ faz mal √† obra do Senhor.
3. √Č terrena.¬†J√° vimos que a sabedoria excelente √© a que vem do alto. A sabedoria carnal √© terrena e s√≥ serve para as coisas desta vida.
4. Animal.¬†√Č sabedoria dominada pela natureza carnal, n√£o-convertida, que n√£o tem a virtude do Esp√≠rito Santo.
5. Diab√≥lica.¬†Na sabedoria que n√£o √© de Deus, o Diabo procura ocasi√£o, para causar inveja, esp√≠rito faccioso e “perturba√ß√£o e toda obra perversa” (v.16).

O S√ĀBIO E INTELIGENTE SEGUNDO A B√ćBLIA
1. Aquele que tem bom trato (v.13).¬†Isto se refere ao crente que tem bom procedimento, boas maneiras e modos no relacionamento com as outras pessoas. √Č qualidade muito necess√°ria em nossos dias, quando, em face do frenesi que domina a sociedade, pessoas, mesmo na igreja, tornam-se agressivas, grosseiras, mal-educadas, causando problemas de relacionamento. Infelizmente, at√© obreiros t√™m-se perdido nesse ponto. O crente s√°bio tem bom trato. Paulo aconselha que devemos considerar cada um superior a n√≥s mesmos (Fp 2.3).
2. Aquele que tem obras de mansidão de sabedoria (v.13b). Isto fala do crente que cultiva a mansidão de modo sábio, consciente e não por medo ou covardia. Ele sabe que é melhor ser manso do que agressivo, pois, assim, glorifica a Deus e evita muitos dissabores. Mansidão é fruto do Espírito1.
3. Aquele que v√™ o mal e esconde-se.¬†Em Pv 22.3, lemos: “O avisado v√™ o mal e esconde-se; mas os simples passam e sofrem a pena”. Esconder-se do mal √© ser s√°bio, O jovem s√°bio √© aquele que “foge dos desejos da mocidade” (2 Tm 2.22).
4. Aquele que ganha almas.¬†”. ..o que ganha almas s√°bio √©” (Pv 11. 30b). O s√°bio, no conceito mundano, √© aquele que ganha muito dinheiro, de prefer√™ncia com esperteza e ilicitude. Ou aquele que possui graus acad√™micos superiores. Para Deus, no entanto, o verdadeiro s√°bio √© aquele que se esfor√ßa para ganhar almas.
A SABEDORIA QUE VEM DO ALTO
J√° estudamos que “toda a boa d√°diva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem n√£o h√° mudan√ßa nem sombra de varia√ß√£o” (Tg 1.17).
Estudamos tamb√©m que se algu√©m “tem falta de sabedoria, pe√ßa-a a Deus, que a todos d√° liberalmente, e o n√£o lan√ßa em rosto, e ser-lhe-√° dada” (Tg 1.5).
Portanto, h√° uma sabedoria superior, que vem do alto, procedente de Deus, para tantos quantos a busquem sinceramente, “n√£o duvidando” (Tg 1.6).
Os realmente s√°bios detentores desta sabedoria singular mostram-na “pelo seu bom trato as suas obras em mansid√£o de sabedoria” (Tg 3.13).
De acordo com o ensino de Tiago, a verdadeira sabedoria, aquela que vem do alto(Tg 3.17), é:

1. Pura.¬†A pureza se constitui num dos aspectos da perfei√ß√£o divina e de tudo quanto se relaciona a ela. O termo grego a9ui empregado para a palavra “pura ‚Äė √© agn√©, e geralmente est√° associada com purifica√ß√£o cerimonial. A purifica√ß√£o cerimonial era uma exig√™ncia do culto no juda√≠smo para agradar a Deus. Uma pessoa impura n√£o podia participar dele. At√© aqueles que eram designados para conduzir os vasos do Senhor tinham que ser puros (Is 52.11).
A sabedoria do alto é cerimonialmente pura, não está contaminada pelas imundícias que desagradam a Deus. Procedentes de Deus ela não está à sua inteira disposição para que seja aplicada naquilo que contribui para cumprimento do Seu desígnio.
2. Pac√≠fica.¬†Ao contr√°rio da sabedoria do alto, que √© pac√≠fica, a sabedoria diab√≥lica produz “perturba√ß√£o e toda a obra perversa”. O termo eir√©ne aqui traduzido por “paz” e “pac√≠fica” designa um estado de ordem de seguran√ßa e isen√ß√£o de √≥dios.
Nenhum verdadeiro seguidor de Jesus Cristo usará da sabedoria do alto a qual Deus lhe confiou, para prejuízo de alguém; tampouco usará da influência de sua liderança para prejudicar o amor e a harmonia entre os filhos de Deus. Uma pessoa dominada pela sabedoria de Deus projetará isto no seu relacionamento com os seus semelhantes. Aqui jaz a bem-aventurança do pacificador (Mt 5.9).
3. Tratável. O termo sugere gentileza, uma forma de cavalheirismo com as pessoas. Infelizmente existem muitas pessoas e não poucos cristãos que não são tratáveis, pelo contrário: são agressivos, grosseiros, maldosos, rancorosos.  Alguns confundem franqueza com má educação, e convicção cristã irremovível com intransigência. A violência verbal e os ataques de alguns cristãos mostram que nada aprenderam do Cristo manso e humilde de coração (Mt 11.29).
Crist√£os col√©ricos, irados contra aqueles que deles discordam, constituem-se uma ofensa ao evangelho. √Č o amor √† verdade ou o ego ferido que prevalece? A sabedoria do alto n√£o √© truculenta, pelo contr√°rio, ela nos leva a zelar pela reputa√ß√£o do nosso semelhante.
4. Cheia de miseric√≥rdia e de bons frutos.¬†Aqueles que possuem a sabedoria divina e por ela se deixam conduzir, t√™m profundo interesse pelos que sofrem, e est√£o prontos a ajudar-lhes a levar as cargas. A insensibilidade para com o sofrimento alheio n√£o √© pr√≥pria de quem provou em sua vida a compaix√£o e miseric√≥rdia de Deus. Neste caso n√£o basta ser misericordioso para com os que sofrem, √© necess√°rio ser possuidor de bons frutos. Frutos, aqui, √© a demonstra√ß√£o do cristianismo atrav√©s das a√ß√Ķes.
5. Imparcial.¬†Onde a sabedoria divina est√° presente n√£o h√° prefer√™ncia por determinadas pessoas em detrimento de outras. Agir com parcialidade √© uma forma de discrimina√ß√£o, e, como j√° estudamos, Deus condena a acep√ß√£o de pessoas. Qualquer tipo de prefer√™ncia por uma pessoa, porque ela √© culta, rica e de boa posi√ß√£o social, em detrimento de outras, que n√£o usufruem de iguais privil√©gios, n√£o √©, por certo, de inspira√ß√£o divina. Clique aqui para ler o texto completo »

  1. II 5.22). O Mestre disse: “…aprendei de” mim, que sou manso e humilde de cora√ß√£o…” (Mt II .2′ []
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