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Deus Abomina a Soberba - CPAD

INTRODUÇÃO

I - A PROVA DA SOBERANIA DIVINA (Dn 4.1-3)

II - DEUS FALA NOVAMENTE A NABUCODONOSOR POR MEIO DE SONHOS (Dn 4.4-9)

III - A PREGAÇÃO DE DANIEL

CONCLUSÃO

O JU√ćZO DIVINO SOBRE A SOBERBA.

DANIEL 4.30-33

Na aula desta semana, aprenderemos de que forma a soberba domina o coração do homem a ponto de torná-lo endurecido para ouvir a voz do Criador. A história de Nabucodonosor exemplifica este fato. No auge do seu reinado, o rei não reconheceu a soberania divina e nem temeu ao Deus de Daniel que se mostrara presente na história de seu império. Antes, o rei se enrijeceu para com o Altíssimo e persistiu em se vangloriar da hegemonia alcançada em seu reinado. De modo que, a soberba engodou seu coração a tal ponto, que se tornou em afronta diante de Deus. Pois o egoísmo e a presunção do rei em achar que toda a grandeza do seu reino era para sua própria ostentação, fez com que Nabucodonosor perdesse a noção do propósito divino, para o qual, Deus o havia levantado.

Em vista disso, o Alt√≠ssimo interveio novamente na hist√≥ria do rei atrav√©s de um sonho. Depois de consultar a todos os s√°bios e entendidos que havia na Cald√©ia, a fim de que trouxessem a interpreta√ß√£o da vis√£o, por fim, o rei manda chamar a Daniel. Mais uma vez o jovem hebreu se apresenta diante da corte babil√īnica com a miss√£o de dar entendimento ao rei do que seria a tal vis√£o. De maneira precisa, o profeta hebreu descreve o decl√≠nio do reinado de Nabucodonosor e adverte ao rei para que se arrependa de suas injusti√ßas e desfa√ßa seus pecados diante de Deus. Pois brevemente, a justi√ßa divina haveria de se manifestar sobre o rei, ao cabo de doze meses, trazendo um duro ju√≠zo sobre a postura presun√ßosa que o d√©spota demonstrara diante do Criador.

Ap√≥s fazer declara√ß√Ķes arrogantes e vangloriosas, a soberba do rei precedeu a sua ru√≠na. Ao final, o tirano √© arrancado dentre os homens e passa a comer erva como os bois, transformando-se em um animal. Dessa forma, o ju√≠zo de Deus se cumpre a fim de repreender o orgulho do rei babil√īnio. Nesta li√ß√£o, analise com seus alunos a rela√ß√£o existente entre a soberania divina e a presun√ß√£o humana. Explique como Deus realiza o seu ju√≠zo sobre os que se permitem ser dominados por esta mazela que consome a alma e leva a destrui√ß√£o.

O engano do coração de Nabucodonosor

Em face disso, ao invés de reconhecer a soberania divina, o rei se mostra enrijecido para ouvir a voz do Criador. A insistência em se vangloriar pela supremacia conquistada por seu reinado, fez com que a soberba se assenhoreasse do inculto coração do rei. Tal atitude pareceu mal aos olhos do Senhor, visto que Deus aborrece o coração altivo (cf. Pv 6.16,17). Não obstante tenha experimentado e visto com os próprios olhos a manifestação do poder do Criador na vida de Daniel e seus amigos, o rei não reconheceu a soberania divina. Antes, elevou o seu coração a ponto de afrontar o Deus Altíssimo com palavras de autosuficiência.

Acerca disso, o Dicion√°rio B√≠blico Wyciffe, define o orgulho da seguinte maneira: “Atitude de autoexalta√ß√£o, com seu conceito de superioridade, pisando arrogantemente sobre os outros e, em sua independ√™ncia espiritual, rebelando-se contra Deus com uma suposta autosufici√™ncia. O uso de nove palavras hebraicas pelo Antigo Testamento indica a universalidade, natureza, efeitos e condena√ß√£o do orgulho” (CPAD, 2010, p.1425). √Ä vista disso, o ego√≠smo do rei foi acreditar que tudo quanto possu√≠a e toda a grandeza de seu reino eram para a sua ostenta√ß√£o. Com isso, Nabucodonosor perdeu a no√ß√£o e esqueceu-se do prop√≥sito divino para o qual foi constitu√≠do. A fim de subjugar v√°rios povos que n√£o temiam a Deus, o rei dilacerou as na√ß√Ķes, transformando-os em p√≥, desprovendo reis de suas riquezas, levando escravos cativos para a Cald√©ia, dentre os quais, estava o povo de Jud√°. Porquanto, para isso foi constitu√≠do o poderoso Nabucodonosor.

Todavia, a arrog√Ęncia em almejar assentar o seu trono acima de tudo e de todos, ecoou mal aos ouvidos de Deus. Assim, o Senhor dos senhores determinou a sua ru√≠na, “a fim de que bendissesse o Alt√≠ssimo, e louvasse, e glorificasse ao que vive para sempre, cujo dom√≠nio √© um dom√≠nio sempiterno, e cujo reino √© de gera√ß√£o em gera√ß√£o” (cf. Dn 4.34).

A soberba decorre em ruína

Em resposta a altivez de Nabucodonosor, o Alt√≠ssimo interv√©m novamente na hist√≥ria do rei atrav√©s de um sonho. Havendo consultado todos os s√°bios e instru√≠dos de todo imp√©rio para fazer saber a interpreta√ß√£o do que seria aquela vis√£o, o rei n√£o obteve √™xito, e por isso, manda chamar Daniel. Dessa vez, o rei relata o sonho ao jovem hebreu: estando sossegado em sua casa e florescente em seu pal√°cio, o rei avistou uma √°rvore imensa e forte, cuja altura atingia o c√©u. Era vista por todos os confins da terra. Debaixo de sua folhagem formosa, todos os animais do campo encontravam sombra. Entretanto, a ordem superior determinara que a frondosa √°rvore fosse cortada e que seu tronco fosse mantido preso em cadeias. A vis√£o deixa o jovem profeta at√īnito, de modo que esteve assim durante uma hora.

Ao final, Daniel declara a interpeta√ß√£o: “A √°rvore que viste […] √© tu, √≥ rei, que cresceste e te fizeste forte; a tua grandeza cresceu e chegou at√© o c√©u, e o teu dom√≠nio, at√© a extremidade da terra. E quanto ao que viu o rei, um santo que descia do c√©u e dizia que cortasse a √°rvore, por√©m o tronco deixasse na terra, com cadeias de ferro e bronze, significa o decreto do Alt√≠ssimo que vir√° sobre o rei, pois ser√°s tirado de entre os homens e tua morada ser√° com os animais do campo e comer√°s erva como os bois, at√© que passem sete tempos sobre ti” (cf. Dn 4.20,22-24). Dessa forma, o Senhor determinou o duro ju√≠zo sobre a postura presun√ßosa de Nabucodonosor.

Ao cabo de doze meses, estando o rei passeando sobre o pal√°cio real, fez declara√ß√Ķes arrogantes e vangloriosas que ecoaram mal aos ouvidos de Deus. Em consequ√™ncia, o rei foi tirado dentre os homens, e a sua morada foi com os animais do campo, de modo que a prepot√™ncia do rei resultou em sua queda. Assim, vemos o cumprimento claro do que diz a Palavra de Deus a respeito da soberba: “A soberba precede a ru√≠na, e a altivez de esp√≠rito precede a queda” (Pv 16.18). Tendo em vista que no cora√ß√£o do rei, n√£o foi achado entendimento para se humilhar diante do Soberano Criador, a consequ√™ncia de sua conduta foi um deprimente abatimento.

O juízo de Deus em repreensão à soberba

N√£o obstante, Deus tenha dado um per√≠odo de doze meses para que o rei se arrependesse, a postura arrogante do tirano era deplor√°vel diante da gra√ßa divina. Com isso, o ju√≠zo de Deus se cumpre a fim de repreender o orgulho do rei. O d√©spota √© arrancado dentre os homens e passa a comer erva como os bois, transformando-se em um animal. Na obra Daniel, vers√≠culo por vers√≠culo, Severino Pedro descreve o estado ca√≥tico de Nabucodonosor da seguinte maneira: “o texto em foco mostra como o julgamento veio sobre Nabucodonosor conforme fora predito, e ele foi expulso do meio dos homens, aparentemente afetado da enfermidade conhecida como licantropia. A doen√ßa aqui referida est√° atestada em tempos pr√©-cient√≠ficos, n√£o sendo mais hoje mencionada por esse nome. O Dr. Montagu G. Barker, psiquiatra cl√≠nico, descreve o que segue: ‚ÄėNo que tange √† doen√ßa de Nabucodonosor, as caracter√≠sticas s√£o de um bem agudo ataque de insanidade; a sua apar√™ncia dava ideia de que ele era de fato um animal. Por√©m, quanto √† sua recupera√ß√£o, podia ser imediata. Em outras pessoas, por√©m, n√£o acontece assim’. Continua ainda o m√©dico: ‚ÄėA pessoa que se recupera da citada doen√ßa, o fazia imediatamente. Seu discernimento e bom senso, como aconteceu com Nabucodonosor, voltava imediatamente’” (CPAD, 2005, p.87). Com isso, aprendemos por meio da maneira empregada pelo Senhor, que tornou conhecido o ju√≠zo sobre a vida de Nabucodonosor por causa de seu orgulho: “N√£o se glorie o s√°bio na sua sabedoria, nem o forte na sua for√ßa; n√£o se glorie o rico nas suas riquezas. Mas o que se gloriar glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o SENHOR, que fa√ßo benefic√™ncia, ju√≠zo e justi√ßa na terra; porque destas coisas me agrado, diz o SENHOR” (Jr 9.23,24).

Considera√ß√Ķes finais

Em virtude disso, podemos concluir que a soberba, de fato, √© um sentimento que endurece o cora√ß√£o do homem de modo que este se torne insens√≠vel para ouvir a voz de Deus. A hist√≥ria de Nabucodonosor nos mostrou um exemplo desta prepot√™ncia no cora√ß√£o humano. Embora tivesse sido um rei muito aclamado e bem sucedido, n√£o poderia em momento algum deixar de reconhecer a soberania do Deus Alt√≠ssimo, que o havia exaltado com o prop√≥sito de abater as na√ß√Ķes √≠mpias sobre a terra. Entretanto, o rei persistiu em se autovenerar por causa da hegemonia alcan√ßada por seu reinado e n√£o se humilhou, mesmo com a repreens√£o de Daniel para que se desfizesse de seus pecados e usasse de miseric√≥rdia para com os pobres. Com isso, o duro ju√≠zo de Deus se manifestou sobre o rei, pelo tempo determinado, a fim de que desse a gl√≥ria devida a Deus e bendissesse o seu santo nome. Assim, a presun√ß√£o e ego√≠smo do rei babil√īnico refletem a imagem de muitos nos dias atuais que tamb√©m desprezam a soberania divina e s√£o arrogantes perante Deus, porquanto s√≥ se preocupam com a autorrealiza√ß√£o. Na aula desta semana, o professor poder√° explicar que Deus trar√° a ju√≠zo toda altivez humana que se eleva contra a soberania divina. Esclare√ßa tamb√©m a respeito do cuidado que devemos ter para que a soberba n√£o domine nossos cora√ß√Ķes em virtude da magnific√™ncia que Deus manifesta em nossas vidas.

Publicado no Portal CPAD 

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Deus Abomina a Soberba - Rede Brasil de Comunicação

Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Recife / PE

Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais

Pastor Presidente: Aílton José Alves

Av. Cruz Cabug√°, 29 - Santo Amaro - CEP. 50040 - 000 Fone: 3084 1524

LI√á√ÉO 05 - DEUS ABOMINA A SOBERBA 4¬ļ TRIMESTRE 2014

(Dn 4.1018)

INTRODUÇÃO

Nesta quinta lição, veremos no mau exemplo do Rei Nabucodonosor, que a soberba é um grave pecado contra Deus. Estudaremos a definição da palavra soberba, as características deste sentimento e analisaremos as sérias consequências que ela (a soberba) proporciona. Também pontuaremos alguns exemplos de pessoas que foram soberbas na Bíblia.

I - DEFINIÇÃO DA PALAVRA SOBERBA

A soberba √© o encurvamento do homem a si mesmo. Soberbo no grego √© huperephanos que significa: “mostrar-se a si mesmo acima dos outros” formada de huper que √© “muito acima de” e da express√£o phainomai que √© “aparecer, ser manifesto”, embora muitas vezes denote “preeminente”, sempre √© usado no NT no mau sentido de “arrogante, desonesto, orgulhoso, altivo, soberbo” (Lc 1.51? Rm 1.30? 2Tm 3.2? Tg 4.6? 1Pe 5.5) (VINE, 2002, p. 996 - grifo nosso). Um outro termo equivalente √© “arrog√Ęncia”. O Aur√©lio define como: “orgulho que se manifesta por atitudes altivas e desdenhosas” (FERREIRA, 2004, p. 199). O termo deriva-se do hebraico zad√īn e significa “altivez”, “orgulho” ou “soberba” (Ml 3.15? 4.1? Sl 119.51,69,78,122? Jr 43.2). O orgulho √© um pecado abomin√°vel diante de Deus (Pv 21.4? 6.16).

II - CARACTER√ćSTICAS DA GRANDEZA DA BABIL√ēNIA

O imp√©rio babil√īnico recebeu na B√≠blia Sagrada o t√≠tulo de “a j√≥ia dos reinos, a gl√≥ria e orgulho (soberba) dos caldeus…”, e sua capital foi chamada de “cidade dourada” (Is 13.19? 14.4). Jeremias 51.41, diz de Babil√īnia: “A gl√≥ria de toda terra”. A cidade era extravagante? suntuosa al√©m do que se possa imaginar? era sem rival na hist√≥ria do mundo. “A grandeza do reino dos caldeus pode ser medida pelas dimens√Ķes e riquezas de Babil√īnia. Esta cidade ocupou uma √°rea quadrada de 576 Km com avenidas de 45 metros de largura por 24 km de comprimento, que dividiam luxuosos quarteir√Ķes com exuberantes jardins, suntuosas resid√™ncias, magn√≠ficos pal√°cios e gigantescos templos. Um desses templos, dedicado a Bel, media 5 km de circunfer√™ncia, e um dos pal√°cios reais ocupava uma √°rea superior a 12 km quadrados. Os historiadores afirmam que os muros de Babil√īnia eram duplos e alcan√ßavam a altura de 112 metros, com uma largura de 24 metros […] essa grande metr√≥pole inventou um alfabeto, resolveu problemas de aritm√©tica, inventou instrumentos para medi√ß√£o do tempo, descobriu a arte de polir, gravar e perfurar pedras preciosas? alcan√ßou grande progresso nas artes t√™xteis, estudou com √™xito o movimento dos astros, concebeu a ideia da gram√°tica como ci√™ncia e elaborou um sistema de leis civis. Em grande parte, a cultura dos gregos provinha de Babil√īnia” (ALMEIDA, sd, p. 10 ).

III - CARACTER√ćSTICAS DA GRANDEZA DE NABUCODONOSOR

O profeta Jeremias, contempor√Ęneo do per√≠odo do ex√≠lio de Israel e Jud√° na Babil√īnia, diz que Deus chamou a Nabucodonosor de “meu servo”, seu significado evidentemente √© “meu instrumento” (Jr 25.9? 27.6 e 43.10.). Na verdade, Nabucodonosor foi a vara de Deus de puni√ß√£o ao seu povo por ter abandonado o Senhor e tomado o caminho da idolatria e dos costumes pag√£os. Ao referir-se a Nabucodonosor, um escritor disse que: “o Imp√©rio era ele e ele era o Imp√©rio.

Como supremo e absoluto […] ele era o ‘tudo’, a majestade suprema... Al√©m disso, desempenhou uma administra√ß√£o que conservou todas as na√ß√Ķes em harmonia, bem como sob completa seguran√ßa e prote√ß√£o. Jamais a hist√≥ria registrou um soberano pol√≠tico no trono do mundo maior do que ele. Ele a todos sobrepujou em gl√≥ria, grandeza e majestade. Assim, achou por bem Deus que lhe dera todo o poder e a gl√≥ria (Dn 2.37-38? Jr 25.9), honr√°-lo no s√≠mbolo da cabe√ßa de ‘ouro fino’ da est√°tua de seu impressionante sonho inspirado… √Č surpreendente notar que a interpreta√ß√£o de Daniel ignorou por completo, n√£o somente os reis que precederam Nabucodonosor no trono de Babil√īnia como tamb√©m os que lhe sucederam. Em toda a Terra e em toda a Hist√≥ria n√£o houve outro potentado que governasse o mundo t√£o a contento de Deus” (ALMEIDA, sd, pp. 11,12).

IV - CARACTER√ćSTICAS DA SOBERBA DE NABUCODONOSOR

O relato do quarto cap√≠tulo de Daniel demonstra o sutil, mas desastroso, efeito da soberba. Um comportamento excessivamente orgulhoso, arrogante e presun√ßoso caracteriza o sentimento da soberba. A ideia de poder sobre os outros por si s√≥ √© uma loucura. “A soberba leva o homem a desprezar os superiores e a desobedecer as leis. Ela nada mais √© que o desejo distorcido de grandeza” e completa: “a pessoa que manifesta a soberba atribui apenas a si pr√≥prio os bens que possui. Tem liga√ß√£o direta com a ambi√ß√£o desmedida, a vangl√≥ria, a hipocrisia, a ostenta√ß√£o, a presun√ß√£o, a arrog√Ęncia, a altivez, a vaidade, e o orgulho excessivo, com conceito elevado ou exagerado de si pr√≥prio”. Nabucodonosor concentrou todas estas caracter√≠sticas perdendo-se em si mesmo no mundo obscuro do orgulho. … N√£o √© esta a grande Babil√īnia que eu edifiquei […] para gl√≥ria da minha magnific√™ncia? (Dn 4.30) (Revista Ensinador Crist√£o. Editora CPAD. p. 38).

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Deus Abomina a Soberba - Ev. Isaías de Jesus

TEXTO √ĀUREO =¬†”Agora, pois, eu, Nabucodonosor, louvo, e exalto, e glorifico ao Rei dos c√©us; porque todas as suas obras s√£o verdades; e os seus caminhos, ju√≠zo, e pode humilhar aos que andam na soberba” (Dn 4.3 7).
VERDADE PR√ĀTICA¬†=¬†¬†= A soberba e o pecado que mais afronta a a soberania divina.
LEITURA BIBLICA = Daniel 4.10-18
INTRODUÇÃO
O princ√≠pio e o final deste cap√≠tulo levam-nos a ter a esperan√ßa de que Nabucodonosor tenha sido um monumento ao poder da gra√ßa divina, e √†s riquezas da miseric√≥rdia celeste. Ap√≥s ser curado de sua loucura, difundiu amplamente e escreveu para as gera√ß√Ķes futuras o modo como Deus o havia humilhado de modo justo e, por sua gra√ßa o havia restaurado. Quando o pecador volta a si, procurar√° o bem-estar dos demais, dando a conhecer a prodigiosa miseric√≥rdia de Deus.
Antes de Daniel relatar os ju√≠zos divinos contra ele por causa de seu orgulho, Nabucodonosor falou das advert√™ncias que teve em um sonho ou vis√£o. Daniel explicou-lhe o seu significado. A pessoa representada seria despojada de toda honra e privada do uso da raz√£o pelo espa√ßo de sete anos. Este √© certamente o mais doloroso de todos os ju√≠zos temporais. Qualquer que seja a afli√ß√£o exterior que Deus permita nos alcan√ßar temos motivos para suport√°-la pacientemente e estar agradecidos de Ele permitir que utilizemos a nossa mente de um modo s√£o, e que coloque a nossa consci√™ncia em paz. Por√©m se o Senhor considerar adequado impedir por tais meios que um pecador cometa m√ļltiplos delitos, ou que um crente desonre o seu nome, at√© a preven√ß√£o mais espantosa seria prefer√≠vel √† m√° conduta.
A PROVA DA SOBERANIA DIVINA
4: 1-3 - Este cap√≠tulo est√° na forma de uma proclama√ß√£o do rei para todo o mundo.¬†A li√ß√£o que Nabucodonosor aprendeu de sua experi√™ncia √© resumida agora, depois que sua arrog√Ęncia se foi, s√≥ ent√£o a maneira pela qual ele foi humilhado √© explicada. Nabucodonosor fala da grandeza de Deus e da sua capacidade de fazer com que os homens orgulhosos se humilhem (Jeremias 27:4-6) e tamb√©m reconhece a perman√™ncia do reino de Deus (Salmo 145: 13).

Atribuição de Louvor ao Deus Altíssimo (4.1-3)
O quarto cap√≠tulo de Daniel tem sido descrito ¬∑como o documento governamental mais marcante dos tempos antigos. Iniciando com a inscri√ß√£o Nabucodonosor, rei (1), esse documento falava com autoridade imperial a todos os povos, na√ß√Ķes e l√≠nguas. Sem expressar vergonha ou apresentar desculpas, essa proclama√ß√£o exaltava a Deus, o Alt√≠ssimo(2). Poucos l√≠deres mundiais em qualquer √©poca t√™m sobrepujado Nabucodonosor em dar gl√≥ria a Deus ou em expressar de forma correta seu sublime car√°ter. Esse cap√≠tulo bem poderia ser chamado de “Teodic√©ia do Imperador” - uma vindica√ß√£o sublime dos julgamentos de Deus e sua justi√ßa.
Como são grandes os seus sinais,  como são poderosas as suas maravilhas!O seu reino é um reino eterno; o seu domínio dura de geração em geração (3, NVI).
2. Nabucodonosor fala de seu sonho, 4:4-18.
4:4-7 - Este sonho difere daquele do capítulo 2 porque Nabucodonosor o conta aos sábios, mas nem assim eles conseguem dar a interpretação.
4:8-9 - Nabucodonosor não tinha sido completamente curado do politeísmo, mas parece reconhecer o Deus de Daniel como o maioral. Depois que seus próprios sábios fracassam na interpretação, ele chama por Daniel.
4: 1 0-12 - Ele sonhou com uma árvore forte e grande que estava num lugar proeminente e cujos galhos atingiam os confins da terra.Era agradável de se olhar, seu fruto era bom de se comer, e sua sombra dava proteção às bestas do campo e às aves do ar.
4:13-14 - Um “vigilante” (anjo), “um santo que descia do c√©u” veio.Ele mandou que a √°rvore fosse abatida, os galhos e as folhas cortados, e seu fruto espalhado.
4: 15-16 - Mas o tronco foi deixado, amarrado com uma faixa de ferro e bronze.¬†A √°rvore representava uma pessoa que teria seu cora√ß√£o de homem trocado por um de um animal at√© que sete per√≠odos de tempo passassem. A extens√£o dos “tempos” n√£o pode ser determinada, se refere a semanas, meses ou anos, ou mesmo esta√ß√Ķes dentro do ano. O ensinamento mais claro √© que se refere a um tempo completo, um per√≠odo de tempo plenamente determinado, conhecido por Deus e intencionalmente come√ßado e terminado por Deus (veja 4:25,32; 5:21).
4: 17 -18 - O prop√≥sito a ser conseguido por isto √©, ent√£o, declarado:“o Alt√≠ssimo tem dom√≠nio sobre o reino dos homens; e o d√° a quem quer” (veja 2:21; 4:17, 25, 32; 5:21; Jeremias 27:4-8).

Um Sonho Perturbador (4.4-18)
N√£o h√° uma indica√ß√£o clara acerca do per√≠odo no reinado de Nabucodonosor em que essa experi√™ncia humilde e esclarecedora veio a ele. Keil sugere que ela ocorreu “no per√≠odo final do seu reinado, depois de ter participado de muitas guerras para a funda√ß√£o e estabelecimento do seu imp√©rio mundial, mas tamb√©m, ap√≥s concluir a maior parte das suas constru√ß√Ķes espl√™ndidas”. N√£o havia nada em seu ambiente que trouxesse profunda satisfa√ß√£o ao rei. Ele havia varrido o mundo com suas conquistas. Ele tinha sido altamente bem-sucedido como projetista e construtor, tanto na Babil√īnia como em todo seu vasto imp√©rio. Agora, em casa, estava sossegado […] e florescente no seu pal√°cio (4). Mas sua paz e satisfa√ß√£o foram quebradas por um sonho que o perturbou profundamente. Como ele havia feito anteriormente em uma ocasi√£o semelhante, convocou todos os s√°bios de Babil√īnia (6). Mas, apesar de toda sua sabedoria e ostenta√ß√£o eles n√£o fizeram saber (7) o mist√©rio ao rei. N√£o est√° inteiramente claro se Daniel foi chamado nessa primeira convoca√ß√£o.
Talvez ele tenha sido propositadamente excluído pelo rei até que a maioria dos sábios tivesse a oportunidade de provar o que eles eram capazes de fazer. Mas, por fim, entrou na minha presença Daniel (8). Dele, o rei testificou: eu sei que há em ti o espírito dos deuses santos (9). O rei tinha visto em seu sonho uma árvore (10) que crescia cada vez mais de maneira que a sua altura chegava até ao céu (11) e parecia cobrir toda a terra. Sua folhagem era tão formosa e o fruto tão abundante que provia alimento e sombra para todos (12) - homens, aves e animais do campo. Então, um ser celestial chamado de vigia, um santo (13) apareceu e quebrou o silêncio com uma ordem poderosa:  Derribai a árvore, e cortai·lhe os ramos, e sacudi as suas folhas, e espalhai o seu fruto (14).
O mensageiro celestial continuou a mostrar detalhes específicos do sonho amedrontador, o qual soava como um presságio de julgamento. E, na verdade, era um julgamento, mas um julgamento temperado com misericórdia. Porque Nabucodonosor estava em rota de colisão, mas Deus seria fiel a ele.
Keil sugere que √© poss√≠vel que na identifica√ß√£o do rei do decreto dos vigiadores (17) haja uma alus√£o √† antiga teologia babil√īnica. Na hierarquia das deidades havia trinta deuses conselheiros servindo cinco grandes deuses planet√°rios. Quinze deles eram encarregados pelo mundo superior e quinze pelo mundo inferior. A cada dez dias um mensageiro de cada conselho visitava o outro mundo e trazia uma palavra. Mas, independentemente da limita√ß√£o teol√≥gica que Nabucodonosor tivesse tido, ele veio a conhecer um Deus superior, o Alt√≠ssimo, que tem dom√≠nio sobre os reinos dos homens.

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Deus Abomina a Soberba - Francisco A. Barbosa

TEXTO √ĀUREO
“Agora, pois, eu, Nabucodonosor, louvo, e exalto, e glorifico ao Rei dos c√©us; porque todas as suas obras s√£o verdades; e os seus caminhos, ju√≠zo, e pode humilhar aos que andam na soberba” (Dn 4.37).

VERDADE PR√ĀTICA
A soberba é o pecado que mais afronta a soberania divina.

HINOS SUGERIDOS
46, 244, 306.

LEITURA DI√ĀRIA
Segunda - Pv 8.13

Deus aborrece a soberba
Terça - Pv 11.2

A soberba é afronta
Quarta - Mc 7.20-22

A soberba é o pecado do coração
Quinta - 1Jo 2.16

A soberba da vida não é de Deus
Sexta - Gn 17.1; Jó 11.7

Nenhuma soberba resiste a Deus
S√°bado - 2Cr 26.3-21

O rei Uzias e a soberba

LEITURA B√ćBLICA EM CLASSE

Daniel 4.10-18.10 - Eram assim as vis√Ķes da minha cabe√ßa, na minha cama: eu estava olhando e vi uma √°rvore no meio da terra, cuja altura era grande;11 - crescia essa √°rvore e se fazia forte, de maneira que a sua altura chegava at√© ao c√©u; e foi vista at√© aos confins da terra.12 - A sua folhagem era formosa, e o seu fruto, abundante, e havia nela sustento para todos; debaixo dela, os animais do campo achavam sombra, e as aves do c√©u faziam morada nos seus ramos, e toda carne se mantinha dela.13 - Estava vendo isso nas vis√Ķes da minha cabe√ßa, na minha cama; e eis que um vigia, um santo, descia do c√©u,14 - clamando fortemente e dizendo assim: Derribai a √°rvore, e cortai-lhe os ramos, e sacudi as suas folhas, e espalhai o seu fruto; afugentem-se os animais de debaixo dela e as aves dos seus ramos.15 - Mas o tronco, com as suas ra√≠zes, deixai na terra e, com cadeias de ferro e de bronze, na erva do campo; e seja molhado do orvalho do c√©u, e a sua por√ß√£o seja com os animais na grama da terra.16 - Seja mudado o seu cora√ß√£o, para que n√£o seja mais cora√ß√£o de homem, e seja-lhe dado cora√ß√£o de animal; e passem sobre ele sete tempos.17 - Esta senten√ßa √© por decreto dos vigiadores, e esta ordem, por mandado dos santos; a fim de que conhe√ßam os viventes que o Alt√≠ssimo tem dom√≠nio sobre os reinos dos homens; e os d√° a quem quer e at√© ao mais baixo dos homens constitui sobre eles.18 - Isso em sonho eu, rei Nabucodonosor, vi; tu, pois, Beltessazar, dize a interpreta√ß√£o; todos os s√°bios do meu reino n√£o puderam fazer-me saber a interpreta√ß√£o, mas tu podes; pois h√° em ti o esp√≠rito dos deuses santos.

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Analisar¬†a soberania divina na vida de Nabucodonosor.
  • Saber¬†que Deus falou com Nabucodonosor por interm√©dio dos sonhos.
  • Compreender¬†a fidelidade da prega√ß√£o de Daniel para o rei.

PALAVRA CHAVE

Soberba: Comportamento excessivamente orgulhoso; arrog√Ęncia, presun√ß√£o.
COMENT√ĀRIO
INTRODUÇÃO
Na aula de hoje estudaremos o cap√≠tulo quatro de Daniel, cujo conte√ļdo consiste de um testemunho pessoal do rei Nabucodonosor. Ele foi submetido a um estado de loucura, resultante de sua soberba, que o levou a viver como um animal do campo por “sete tempos”, at√© que Deus o tirou daquela condi√ß√£o. Ao final desse per√≠odo, Nabucodonosor reconheceu a soberania do Deus dos cativos de Jud√°. A hist√≥ria revela o que ocorre com os que se exaltam e se tornam soberbos ante a majestade do Todo-Poderoso. A trajet√≥ria de Nabucodonosor demonstra a soberania divina sobre toda a cria√ß√£o, pois nenhuma criatura pode usurpar a gl√≥ria de Deus. O epis√≥dio ilustra tamb√©m que a miseric√≥rdia e a justi√ßa divinas s√£o capazes de salvar o homem arrependido.¬†[Coment√°rio:¬†O ano era 606 antes de Cristo (a.C.), o mundo estava sob dom√≠nio do Imp√©rio Babil√īnico, cujo rei deste imp√©rio era Nabucodonosor, filho e sucessor de Nabopolassar, rei da Babil√īnia que libertou o reino da Ass√≠ria e destruiu N√≠nive, seu pai lutou contra Neco, rei do Egito, em Carqu√™mis, derrotou os eg√≠pcios, e conquistou a S√≠ria e a Israel. Nabucodonosor tamb√©m conquistou a Palestina, tomou Jerusal√©m, e levou cativos para a Babil√īnia v√°rios judeus, inclusive o profeta Daniel. Em 598 a.C., ap√≥s a revolta de Joaquim de Jud√°, que tinha o apoio do fara√≥ Neco, Nabucodonosor o derrota. Nabucodonosor derrota os judeus uma terceira vez, e leva cativo o rei Jeconias de Jud√° em 597 a.C. Na √ļltima revolta, de Zedequias, Nabucodonosor arrasa Jerusal√©m (586 a.C.), fura os olhos de Zedequias e o deixa prisioneiro por toda a vida. Nabopolasar (626-605 a.C.) foi o fundador do que se chama Imp√©rio Neobabil√īnico, o qual teve sua idade de ouro nos dias do rei Nabucodonosor e durou at√© que Babil√īnia caiu nas m√£os dos medos-persas no ano 539. Nabucodonosor se orgulhava de “sua Babil√īnia”, que ele dizia ter criado por suas pr√≥prias m√£os, com a for√ßa de seu poder, para gl√≥ria de sua magnific√™ncia. Este soberbo rei foi reduzido ao estado dos animais, completamente humilhado pelo decreto divino que anulou tudo quanto ele era e podia fazer. A gra√ßa de Deus √© soberana, Seu chamado √© irresist√≠vel. Os prop√≥sitos de Deus n√£o podem ser frustrados. Ele leva a cabo tudo o que determina fazer.¬†Agindo Deus, ningu√©m o impedir√°?. O ap√≥stolo Paulo declara: “Aos que predestinou, a estes tamb√©m chamou; e aos que chamou, a estes tamb√©m justificou; e aos que justificou, a estes tamb√©m glorificou” (Rm 8.30). Daniel, no cap√≠tulo 4, mostra a luta de Deus na salva√ß√£o de Nabucodonozor. Deus move os c√©us e a terra para levar esse soberbo rei √† convers√£o. Hoje, veremos nesta li√ß√£o a soberania de Deus na hist√≥ria e tamb√©m na salva√ß√£o de cada pessoa!]¬†Convido voc√™ para mergulharmos mais fundo nas Escrituras!
I. A PROVA DA SOBERANIA DIVINA (Dn 4.1-3)
1. Nabucodonosor, chamado por Deus para um des√≠gnio especial (Jr 25.9).¬†Segundo a hist√≥ria, Nabucodonosor reinou na Babil√īnia no per√≠odo de 605 a 562 a.C. Foi um rei que Deus, dominador de todas as na√ß√Ķes do mundo, levantou para um des√≠gnio especial, permitindo que o seu reino prosperasse e crescesse em extens√£o. O profeta Jeremias diz que Deus chamou a Nabucodonosor de “meu servo” (Jr 25.9). Na verdade, Nabucodonosor foi o instrumento divino de puni√ß√£o do povo de Deus. Israel foi castigado por ter abandonado o Senhor e tomado o caminho da idolatria e dos costumes pag√£os.¬†[Coment√°rio:¬†Este vers√≠culo afirma com clareza que YAHWEH era a causa real dos acontecimentos. Nabucodonosor chega a ser chamado de servo de YAHWEH, e ele saberia realizar bem a sua tarefa. Haveria total destrui√ß√£o de Jud√° e das na√ß√Ķes circundantes. Essas na√ß√Ķes tornar-se-iam uma piada internacional, lugares de desola√ß√£o perp√©tua. Animais selvagens se mudariam para as desola√ß√Ķes que antes tinham sido Jerusal√©m, a Dourada (Veja Jr 9.11 e 10.22). Quanto a Nabucodonosor como servo de YAHWEH, n√£o significa que o monarca babil√īnio adorava o Deus de Israel, mas apenas que era usado pelo Senhor para cumprir seus prop√≥sitos (como no caso de Ciro, que √© chamado de ungido do Senhor, em Isa√≠as 45.1). Jr 40.2 mostra-nos que Nebuzarad√£, capit√£o de Nabucodonosor, tinha alguma consci√™ncia da miss√£o divina que o rei da Babil√īnia cumpria. O Novo Coment√°rio da B√≠blia afirma que “Meu servo¬†n√£o est√° nos LXX, por√©m seu significado evidentemente √© “meu instrumento”. O rei babil√īnio e seus aliados deixariam a terra se perder e levariam para o ex√≠lio quem quisessem”.¬†DAVIDSON. F. Novo Coment√°rio da B√≠blia.¬†¬†pag. 55.].
2. A soberba de Nabucodonosor.¬†Apesar de ser um “instrumento” usado pelo Senhor, segundo o pastor Matthew Henry, “Nabudonosor foi o rival mais ousado da soberania do Deus Supremo do que qualquer outro mortal jamais pudesse ter sido”. Traspassado pela presun√ß√£o, Nabucodonosor ficou longos “sete tempos” numa situa√ß√£o irracional √† semelhan√ßa dos animais do campo (Dn 4.28-33). S√≥ assim o soberano caldeu viu que o Alt√≠ssimo est√° acima dele.¬†[Coment√°rio:¬†Matthew Henry comenta o seguinte: “Os monarcas mais potentes e absolutos s√£o servos de Deus. Nabucodonosor, que √© um instrumento da sua ira, √© t√£o verdadeiramente seu servo quanto Ciro, que √© um instrumento da sua miseric√≥rdia. Com a terra de Jud√° prestes a ser desolada, aqui Deus convoca o seu ex√©rcito que dever√° abat√™-la. Ele o re√ļne, toma todas as fam√≠lias do norte, pois talvez haja ocasi√£o para elas, e as lidera como seu comandante, trazendo-as contra essa terra, e d√°-lhes sucesso, n√£o somente contra Jud√° e Jerusal√©m, mas contra todas as na√ß√Ķes em redor para que n√£o confiem nelas como aliadas ou auxiliares contra essa for√ßa amea√ßadora”.HENRY. Matthew. Coment√°rio Matthew Henry Antigo Testamento Isa√≠as a Malaquias. Editora CPAD. pag. 473.]. Clique aqui para ler o texto completo »

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Deus Abomina a Soberba - Ev. Natalino das Neves

Aula ministrada pelo Ev. Natalino das Neves - Projeto IEADSJP_EBDTV.

Projeto da IEADSJP - Igreja Evangélica Assembleia de Deus de São José dos Pinhais

Baixe, também, os slides da aula, clicando aqui.

Publicado no Blog do Ev. Natalino das Neves

Lição 5 - 4T/2014 - Parte 1

Lição 5 - 4T/2014 - Parte 2

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Deus Abomina a Soberba - Sulamita Macêdo


Professoras e professores, observem estas orienta√ß√Ķes:

1 - Antes de abordar o tema da aula, é interessante que vocês mantenham uma conversa informal e rápida com os alunos:

- Cumprimentem os alunos.

- Dirijam-se aos alunos, chamando-os pelo nome, para tanto é importante uma lista nominal para que vocês possam memorizar.

- Perguntem como passaram a semana.

- Escutem atentamente o que eles falam.

- Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.

- Verifiquem se h√° alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.

2 - Este momento não é uma mera formalidade, mas uma necessidade. Ao escutá-los, vocês estão criando vínculo com os alunos, eles entendem que vocês também se importam com eles.Outro fator importante para estabelecer vínculos com os alunos é através das redes sociais, adicionem os alunos e mantenham comunicação com eles.

3 - Ap√≥s a chamada, solicitem ao secret√°rio da classe a rela√ß√£o dos alunos ausentes e procurem manter contato com eles durante a semana, atrav√©s de telefone ou email ou pelas redes sociais,deixando uma mensagem “in box” dizendo que sentiu falta dele(a) na EBD).Os alunos se sentir√£o queridos, cuidados, perceber√£o que voc√™s sentem falta deles. Dessa forma, voc√™s estar√£o estabelecendo v√≠nculos afetivos com seus alunos.

4 - Escolham um momento da aula, para mencionar os nomes dos alunos aniversariantes, parabenizando-os, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo.

5 - Fazendo o que foi exposto acima, somando-se a um professor motivado, associando a uma boa prepara√ß√£o de aula, com participa√ß√£o dos alunos, voc√™s ter√£o bons resultados! Experimentem!6 - Agora, voc√™s iniciam o estudo da li√ß√£o. Vejam estas sugest√Ķes:

- Iniciem apresentado o título da lição: Deus Abomina a Soberba.

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Deus Abomina a Soberba - Ev. Luiz Henrique

Li√ß√Ķes B√≠blicas - 4¬ļ Trimestre de 2014 - CPAD - Para jovens e adultos

Tema: A Integridade Moral e Espiritual - O Legado Do Livro De Daniel Para A Igreja Hoje.

Coment√°rios: Pr. Elienai Cabral
Complementos, ilustra√ß√Ķes, question√°rios e v√≠deos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva

N√ÉO DEIXE DE ASSISTIR AOS V√ćDEOS DA LI√á√ÉO ONDE TEMOS MAPAS, FIGURAS, IMAGENS E EXPLICA√á√ēES DETALHADAS DA LI√á√ÉO

http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm

 

TEXTO √ĀUREO

“Agora, pois, eu, Nabucodonosor, louvo, e exal√ßo, e glorifico ao Rei dos c√©us; porque todas as suas obras s√£o verdades; e os seus caminhos, ju√≠zo, e pode humilhar aos que andam na soberba” (Dn 4.37).

 

VERDADE PR√ĀTICA

A soberba é o pecado que mais afronta a soberania divina.

 

LEITURA DI√ĀRIA

Segunda - Pv 8.13 DEUS aborrece a soberba

Terça- Pv 11.2 A soberba é afronta

Quarta - Mc 7.20-22 A soberba é o pecado do coração

Quinta- 1 Jo 2.16 A soberba da vida não é de DEUS

Sexta- Gn 17.1; Jó 11.7 Nenhuma soberba resiste a DEUS

S√°bado - 2 Cr 26.3-21 O rei Uzias e a soberba

 

LEITURA B√ćBLICA EM CLASSE - Daniel 4.10-18

10 Eram assim as vis√Ķes da minha cabe√ßa, na minha cama: eu estava olhando e vi uma √°rvore no meio da terra, cuja altura era grande; 11 crescia essa √°rvore e se fazia forte, de maneira que a sua altura chegava at√© ao c√©u; e foi vista at√© aos confins da terra. 12 A sua folhagem era formosa, e o seu fruto, abundante, e havia nela sustento para todos; debaixo dela, os animais do campo achavam sombra, e as aves do c√©u faziam morada nos seus ramos, e toda carne se mantinha dela. 13 Estava vendo isso nas vis√Ķes da minha cabe√ßa, na minha cama; e eis que um vigia, um santo, descia do c√©u, 14 clamando fortemente e dizendo assim: Derribai a √°rvore, e cortai-lhe os ramos, e sacudi as suas folhas, e espalhai o seu fruto; afugentem-se os animais de debaixo dela e as aves dos seus ramos. 15 Mas o tronco, com as suas ra√≠zes, deixai na terra e, com cadeias de ferro e de bronze, na erva do campo; e seja molhado do orvalho do c√©u, e a sua por√ß√£o seja com os animais na grama da terra. 16 Seja mudado o seu cora√ß√£o, para que n√£o seja mais cora√ß√£o de homem, e seja-lhe dado cora√ß√£o¬† de animal; e passem sobre ele sete tempos. 17 Esta senten√ßa √© por decreto dos vigiadores, e esta ordem, por mandado dos santos; a fim de que conhe√ßam os viventes que o Alt√≠ssimo tem dom√≠nio sobre os reinos dos homens; e os d√° a quem quer e at√© ao mais baixo dos homens constitui sobre eles. 18 Isso em sonho eu, rei Nabucodonosor, vi; tu, pois, Beltessazar, dize a interpreta√ß√£o; todos os s√°bios do meu reino n√£o puderam fazer-me saber a interpreta√ß√£o, mas tu podes; pois h√° em ti o esp√≠rito dos deuses santos.

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Question√°rio - Deus Abomina a Soberba - Ev. Luiz Henrique

Questionário da Lição 5 - DEUS Abomina a Soberba

Responda conforme a revista da CPAD do 4¬ļ Trimestre de 2014 - Para jovens e adultos

TEMA: A INTEGRIDADE MORAL E ESPIRITUAL - O LEGADO DO LIVRO DE DANIEL PARA A IGREJA HOJE. Coment√°rio: Pr. Elienai Cabral

Complete os espa√ßos vazios e marque com “V” as respostas verdadeiras e com “F” as falsas.

 

TEXTO √ĀUREO¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†

1- Complete:

“Agora, pois, eu, _________________________________, louvo, e exal√ßo, e glorifico ao Rei dos c√©us; porque todas as suas obras s√£o _________________________________; e os seus caminhos, ju√≠zo, e pode ________________________________ aos que andam na soberba” (Dn 4.37).

 

VERDADE PR√ĀTICA

2- Complete:

A _________________________________ é o ________________________________ que mais _________________________________ a soberania divina.

 

I. A PROVA DA SOBERANIA DIVINA (Dn 4.1-3)

3- Como Nabucodonosor foi chamado por DEUS para um desígnio especial (Jr 25.9)?

(¬†¬†¬† ) Segundo a hist√≥ria, Nabucodonosor reinou na Babil√īnia no per√≠odo de 562 a 605 a.C..

(¬†¬†¬† ) Segundo a hist√≥ria, Nabucodonosor reinou na Babil√īnia no per√≠odo de 605 a 562 a.C..

(¬†¬†¬† ) Foi um rei que DEUS, dominador de todas as na√ß√Ķes do mundo, levantou para um des√≠gnio especial, permitindo que o seu reino prosperasse e crescesse em extens√£o.

(¬†¬†¬† ) O profeta Jeremias diz que DEUS chamou a Nabucodonosor de “meu servo”.

(    ) Na verdade, Nabucodonosor foi o instrumento divino de punição do povo de DEUS.

(    ) Israel foi castigado por ter abandonado o Senhor e tomado o caminho da idolatria e dos costumes pagãos.

 

4- Como era a soberba de Nabucodonosor?

(¬†¬†¬† ) Apesar de ser um “instrumento” usado pelo Senhor, segundo o pastor Matthew Henry, “Nabudonosor foi o rival mais ousado da soberania do DEUS Supremo do que qualquer outro mortal jamais pudesse ter sido”.

(¬†¬†¬† ) Traspassado pela presun√ß√£o, Nabucodonosor ficou longos “seis tempos” numa situa√ß√£o irracional √† semelhan√ßa dos bois do campo.

(¬†¬†¬† ) Traspassado pela presun√ß√£o, Nabucodonosor ficou longos “sete tempos” numa situa√ß√£o irracional √† semelhan√ßa dos animais do campo.

(    ) Só assim o soberano caldeu viu que o Altíssimo está acima dele.

 

5- De que maneira Nabucodonosor proclama a soberania de DEUS (Dn 4.1-3)?

(    ) Depois de ter experimentado a punição de sua soberba, Nabucodonosor se arrependeu do seu pecado e foi restaurado de sua demência.

(    ) Mesmo depois de ter experimentado a punição de sua soberba, Nabucodonosor não se arrependeu do seu pecado e nunca foi restaurado de sua demência, acabando por ser substituído por seu filho.

(    ) Isso o levou a fazer uma proclamação acerca do eterno domínio de DEUS.

(¬†¬†¬† ) O rei babil√īnio aprendeu que o Senhor, em sua soberania, √© aquele “que muda os tempos e as horas; ele remove os reis e estabelece os reis”.

 

II. DEUS FALA NOVAMENTE A NABUCODONOSOR POR MEIO DE SONHOS (Dn 4.4-9)

6- Como DEUS adverte Nabucodonosor através de um sonho?

(    ) Nabucodonosor recebeu de seus sábios e adivinhos a revelação de sua transformação em um animal.

(    ) Tanto no Antigo como em o Novo Testamento os sonhos eram um dos canais de comunicação entre DEUS e o homem.

(    ) No caso do sonho que teve Nabucodonosor, seus sábios e adivinhos nada puderam revelar.

(¬†¬†¬† ) O rei, ent√£o, se lembrou de Daniel, o √ļnico capaz de trazer a revela√ß√£o do sonho que certa vez ele tivera.

(    ) Obviamente, não se tratava de um sonho comum, pois era uma revelação divina acerca do futuro de Nabucodonosor.

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TV EBD - Deus Abomina a Soberba - Ev. Luiz Henrique

Assista os vídeos da TV EBD com a aula da Lição 5 - Deus Abomina a Soberba. Para facilitar o download, o vídeo é dividido em 5 partes. Você pode assistir aqui mesmo, clicando nos vídeos, ou clicar nos links, acima dos vídeos para salvar; ao abrir a nova página, clique no botão Download. Os vídeos são produzidos pelo Ev. Luiz Henrique e também publicados no site Estudos Bíblicos EBD, ou no blog EBDnaTV.

1ª Parte - Lição 5 - 4T/2014

2ª Parte - Lição 5 - 4T/2014

3ª Parte - Lição 5 - 4T/2014

4ª Parte - Lição 5 - 4T/2014

5ª Parte - Lição 5 - 4T/2014

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Deus Abomina a Soberba - Luciano de Paula Lourenço

Texto Base: Dn 4:10-18
“Agora, pois, eu, Nabucodonosor, louvo, e exal√ßo, e glorifico ao Rei dos c√©us; porque todas as suas obras s√£o verdades; e os seus caminhos, ju√≠zo, e pode humilhar aos que andam na soberba” (Dn 4:37).

INTRODUÇÃO
Nesta Aula trataremos acerca do cap√≠tulo 4 de Daniel. Neste cap√≠tulo, Daniel traz a imagem de uma √°rvore florescente representando a figura de Nabucodonosor, o imperador da Babil√īnia. Na imagem apresentada um homem anuncia que a √°rvore seria cortada e ficaria apenas o tronco com suas ra√≠zes. Isto demonstra o desastroso efeito da soberba. O s√°bio Salom√£o alerta: “A soberba precede a ru√≠na, e altivez do esp√≠rito precede a queda” (Pv 16:18).
Um indiv√≠duo soberbo √© aquele que deseja ser mais do que √© e ainda se coloca acima dos outros para humilh√°-los e envergonh√°-los. O soberbo superdimensiona a pr√≥pria imagem e diminui o valor dos outros. √Č o narcisista que, ao se olhar no espelho, d√° nota m√°xima e aplaude a si mesmo. √Č por isso que o s√°bio diz que, em vindo a soberba, sobrev√©m a desonra. A soberba √© a sala de espera da desonra. √Č o corredor do vexame. √Č a porta de entrada da vergonha e da humilha√ß√£o. A B√≠blia diz que Deus resiste ao soberbo (Tg 4:6), declarando guerra contra ele. “Gl√≥ria ao homem nas maiores alturas”, esse √© o grito de guerra da humanidade orgulhosa e √≠mpia que continua desafiando Deus e tentando construir o c√©u na terra (Pv 11:1-9; Ap 18). Deus aborrece “olhos altivos” (Pv 6:16,17) e promete destruir “a casa dos soberbos” (Pv 15:25).
I. A PROVA DA SOBERANIA DIVINA (Dn 4:1-3)
A soberania de Deus é a autoridade inquestionável que o Senhor detém sobre o Universo, pelo fato óbvio de que Ele é o Criador de todas as coisas(Is 44:6;45:6; Ap 11:17). Sua soberania está baseada em sua onipotência, onipresença e onisciência. Quando afirmamos que Deus é soberano, estamos dizendo que Ele controla o Universo e pode fazer o que lhe aprouver. A soberba é um dos pecados da alma que afeta diretamente a soberania de Deus.
1. Nabucodonosor, chamado por Deus para um des√≠gnio especial (Jr 25:9. “…Nabucodonosor […] meu servo“.
Esta express√£o n√£o significa que o monarca babil√īnico adorava o Deus de Israel, mas apenas que era usado pelo Senhor para cumprir seus prop√≥sitos (√† semelhan√ßa de Ciro, que √© chamado de ungido do Senhor, em Isa√≠as 45:1). N√£o h√° d√ļvida que ele foi submetido a um des√≠gnio especial do Deus do C√©u, o Deus de Daniel. Mesmo sendo um rei √≠mpio cumpria um des√≠gnio especial de corre√ß√£o divina ao reino de Jud√°, por ter se corrompido com o sistema mundano, iniquo, inimigo de Deus. Ora, Deus tinha e tem o dom√≠nio de todos os reinos do mundo, e poder para fazer com que o √≠mpio Nabucodonosor, por um des√≠gnio especial, se tornasse pr√≥spero em seu reino e crescesse em extens√£o, a ponto de se autodenominar “rei de reis”. O profeta Jeremias, que presenciou a investida babil√īnica contra o reino de Jud√° e seu ex√≠lio para Babil√īnia, diz que Deus chamou Nabucodonosor de “meu servo” (Jr 25:9). Na verdade, Nabucodonosor foi a “vara” de Deus de puni√ß√£o ao seu povo por ter abandonado o Senhor e tomado o caminho proibido da idolatria e dos costumes pag√£os dos reinos vizinhos. Aprendemos que Deus, em sua soberania √© Aquele “que muda os tempos e as horas; ele remove os reis e estabelece os reis” (Dn 2:21).
2. A soberba de Nabucodonosor.¬†Conquanto tenha sido um instrumento que Deus utilizou para corrigir e disciplinar o seu povo, Nabucodonosor foi traspassado pela arrog√Ęncia, pela soberba. Por causa disso, Deus mostrou que ele seria punido severamente; ele seria, como¬†a √°rvore do sonho, cortado at√© o tronco (Dn 4:18). Isto cumpriu-se literalmente na vida de Nabucodonosor, e ele, depois de humilhado, perdeu a capacidade moral de pensar e decidir porque seu cora√ß√£o foi mudado - de “cora√ß√£o de homem” (Dn 4:16) para “um cora√ß√£o de animal”. Ele foi dominado por uma insanidade sem precedente. A puni√ß√£o levaria “sete tempos”, per√≠odo em que¬†Nabucodonosorestaria agindo de forma irracional √† semelhan√ßa dos animais do campo (Dn 4:28-33), tendo o seu corpo molhado pelo orvalho do c√©u. Esse estado de decad√™ncia do rei foi resultado de sua soberba.
O Rev. Hernandes Dias Lopes diz que a soberba é a porta de entrada do fracasso e a sala de espera da ruína. O orgulho leva a pessoa à destruição, e a vaidade a faz cair na desgraça. Na verdade, o orgulho vem antes da destruição, e o espírito altivo, antes da queda. Nabucodonosor foi retirado do trono e colocado no meio dos animais por causa da sua soberba (cf. Dn 4:30-37). O rei Herodes Antipas I morreu comido de vermes porque ensoberbeceu seu coração em vez de dar glória a Deus (At 12:21-23). O reino de Deus pertence aos humildes de espírito, e não aos orgulhosos de coração.
Esse terr√≠vel mal tamb√©m tem grassado igrejas locais. A B√≠blia registra um exemplo: a igreja de Laodic√©ia. Esta igreja, a come√ßar do seu l√≠der, enchia o peito e dizia para todos, com evidente e louca arrog√Ęncia: “Rico sou e de nada tenho falta”¬†(Ap 3:17). Ora, √© nesta tola manifesta√ß√£o de arrog√Ęncia que se verifica a fraqueza espiritual. S√≥ temos for√ßa espiritual quando reconhecemos a nossa insignific√Ęncia, a nossa pequenez, o nosso nada diante de Deus. A autoglorifica√ß√£o √© desprez√≠vel. A igreja de Laodic√©ia exaltou-se dando nota m√°xima a si mesma em todas as √°reas. Mas Cristo a reprovou em todos os itens. A B√≠blia diz: “Louve-te o estranho, e n√£o a tua boca; o estrangeiro, e n√£o os teus l√°bios”(Pv 27:2). Deus detesta o louvor pr√≥prio. Jesus explicou essa verdade na par√°bola do fariseu e do publicano. Aquele que se exaltou foi humilhado, mas o que se humilhou, desceu para sua casa justificado.
3. Nabucodonosor proclama a soberania de Deus (Dn 4:1-3). “Nabucodonosor, rei, a todos os povos, na√ß√Ķes e l√≠nguas que moram em toda a terra: Paz vos seja multiplicada! Pareceu-me bem fazer conhecidos os sinais e maravilhas que Deus, o Alt√≠ssimo, tem feito para comigo. Qu√£o grandes s√£o os seus sinais, e qu√£o poderosas, as suas maravilhas! O seu reino √© um reino sempiterno, e o seu dom√≠nio, de gera√ß√£o em gera√ß√£o“.
Nabucodonosor d√° testemunho da grandeza e do poder de Deus. Chegou a esta conclus√£o depois da sua experi√™ncia humilhante de loucura. Foi restaurado de sua dem√™ncia depois que se humilhou diante do Alt√≠ssimo. Reconheceu a soberania do Deus Onipotente e fez uma proclama√ß√£o acerca do Eterno dom√≠nio de Deus (Dn 4:34-37). Ele aprendeu que o Senhor, em sua soberania, √©¬†“quem muda o tempo e as esta√ß√Ķes, remove reis e estabelece reis” (Dn 2:21).
II. DEUS FALA NOVAMENTE A NABUCODONOSOR POR MEIO DE SONHOS (Dn 4:4-9).
1. Deus adverte Nabucodonosor atrav√©s de um sonho. Nabucodonosor sentia-se senhor de tudo a ponto de, mais uma vez, se permitir dominar por uma arrog√Ęncia inconceb√≠vel. Ent√£o, Deus o adverte atrav√©s de um sonho.
tive um sonho”¬†(Dn 4:5). √Ä semelhan√ßa do cap√≠tulo dois quando teve o sonho da grande est√°tua representando seu reino e os reinos que o sucederiam, mais uma vez Deus fala com Nabucodonosor; mais uma vez ele ficou aflito por n√£o entender o seu significado.
√Č interessante perceber que o modo como Deus falava com os homens nos antigos tempos era diverso. Ele utilizava de canais poss√≠veis para se fazer intelig√≠vel aos seus servos. Pelo fato dos antigos, especialmente os caldeus, darem muita import√Ęncia aos sonhos e a sua interpreta√ß√£o, Deus usou esse canal de comunica√ß√£o para revelar o significado das imagens do sonho na cabe√ßa do rei. √Č claro que esse modo de falar e revelar a sua vontade n√£o seja o √ļnico modo da comunica√ß√£o divina. Portanto, essa via de comunica√ß√£o n√£o era e n√£o √© uma regra que obrigue Deus ter que falar somente por meio de sonhos. Mas Ele o fez, porque os antigos acreditavam piamente que os sonhos tinham um sentido divino. Hoje, temos a Palavra de Deus como o canal revelador da fala de Deus aos homens. √Č bom que se diga que n√£o existe dom de sonhar como afirmam alguns crist√£os. Mas √© certo que Deus pode usar esse meio e outros mais para revelar a sua vontade soberana aos seus servos (Elienai Cabral. Integridade Moral e Espiritual. O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. Editora CPAD).
2. Daniel √© convocado (Dn 4:8,9).¬†”Mas, por fim, entrou na minha presen√ßa Daniel, cujo nome √© Beltessazar, segundo o nome do meu deus, e no qual h√° o esp√≠rito dos deuses santos; e eu contei o sonho diante dele: Beltessazar, pr√≠ncipe dos magos, eu sei que h√° em ti o esp√≠rito dos deuses santos, e nenhum segredo te √© dif√≠cil; dize-me as vis√Ķes do meu sonho que tive e a sua interpreta√ß√£o“.
H√° um contraste entre o sonho do cap√≠tulo 2 e o sonho do cap√≠tulo 4. O primeiro sonho foi esquecido pelo rei, mas o segundo sonho ele n√£o o esqueceu (Dn 2:1,6 e 4:10-17). Como da vez passada (cap√≠tulo 2), todos os s√°bios da Babil√īnia, com seus magos, astr√≥logos, caldeus e os adivinhadores foram convocados √† presen√ßa do rei para darem a interpreta√ß√£o do sonho e, mais uma vez, falharam (Dn 4:6,7). Finalmente, foi convocado Daniel, e este, ao ouvir do rei o relato pediu-lhe um tempo porque, por quase uma hora, estava at√īnito e sem coragem para revelar a verdade do sonho ao rei. Daniel ficou perturbado, e disse: “O sonho seja contra os que te t√™m √≥dio, e a sua interpreta√ß√£o para os teus inimigos” (Dn 4:19).
3. Daniel ouve o sonho e d√° a sua interpreta√ß√£o (Dn 4:19-26).¬†O rei conta a Daniel todo o seu sonho. Ele viu uma grande √°rvore de dimens√Ķes enormes que produzia belos frutos e que era vis√≠vel em toda a terra. Os animais do campo se abrigavam debaixo dela e os p√°ssaros faziam seus ninhos nos seus ramos (Dn 4:10-12). O rei viu descer do c√©u “um vigia, um santo” (Dn 4:13) e esse vigia clamava forte: “Derribai a √°rvore e cortai-lhe os ramos” (Dn 4:14). “Ent√£o Daniel… esteve at√īnito quase uma hora” (4:19). O tempo que Daniel levou para interpretar o sonho significava que ele ficou amedrontado em contar ao rei a verdade. De certo modo, Daniel gozava da confian√ßa do rei como conselheiro e preferia, como homem, que as revela√ß√Ķes do sonho n√£o atingissem a pessoa do rei. Mas Daniel n√£o p√īde evitar, porque o pr√≥prio rei, percebendo a perplexidade de Daniel, o instou a que n√£o tivesse medo e contasse exatamente o que o seu Deus havia revelado.
a)¬†Uma √°rvore majestosa (Dn 4:11,12).¬†A “√°rvore” do sonho de Nabucodonosor era formosa e bela. A vis√£o espl√™ndida dessa √°rvore indicava a formosura, a grandeza, o poder e a riqueza que representavam a gl√≥ria de Nabucodonosor. Ningu√©m na terra havia alcan√ßado todo esse poder antes dele. Daniel declarou ao rei que aquela √°rvore que seria cortada era o pr√≥prio rei e disse:“Es tu, √≥ rei”¬†(Dn 4:22). Imaginemos o semblante de espanto de Nabucodonosor ao ouvir esta declara√ß√£o. Como resignar-se serenamente ante um fato inevit√°vel revelado pelo Deus de Daniel. Assim √© a gl√≥ria dos homens, como uma √°rvore que cresce e se torna frondosa e, de repente, √© derribada. Assim Deus destr√≥i os soberbos (Elienai Cabral. Integridade Moral e Espiritual. O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. Editora CPAD).
b)¬†Ju√≠zo e miseric√≥rdia s√£o demonstra√ß√Ķes da soberania divina. “Esta √© a interpreta√ß√£o, √≥ rei; e este √© o decreto do Alt√≠ssimo, que vir√° sobre o rei, meu senhor: ser√°s tirado de entre os homens, e a tua morada ser√° com os animais do campo, e te far√£o comer erva como os bois, e ser√°s molhado do orvalho do c√©u; e passar-se-√£o sete tempos por cima de ti, at√© que conhe√ßas que o Alt√≠ssimo tem dom√≠nio sobre o reino dos homens e o d√° a quem quer” (Dn 4:24,25). Clique aqui para ler o texto completo »

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