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O Cuidado ao Falar e a Religi√£o Pura - Thiago Santos

Por Thiago Santos

INTRODUÇÃO
I - PRONTO PARA OUVIR E TARDIO PARA FALAR (TG 1.19,20)
II - PRATICANTE E NÃO APENAS OUVINTE DA PALAVRA (TG 1.21-25)
III - A RELIGIÃO PURA E VERDADEIRA (TG 1.26,27)
CONCLUSÃO
O PERIGO DA MALEDICÊNCIA NO SEIO DA IGREJA. TIAGO 1.26.

A Palavra de Deus descreve a Igreja de Cristo como a esposa santa, pura e imaculada que h√° de encontrar-se com o esposo no grande Dia das Bodas do Cordeiro (Ap 19.7-9; Ef 5.25,26). Neste √≠nterim, conv√©m que a Igreja se mantenha firme e vigilante a espera do Senhor. O ap√≥stolo Pedro tamb√©m exorta os crentes a conservarem suas vidas em santifica√ß√£o, dizendo: “mas, como √© santo aquele que vos chamou sede v√≥s tamb√©m santos em toda a vossa maneira de viver, porquanto escrito est√°: sede santos, porque eu sou Santo” (1 Pe 1.15,16). A √©tica crist√£, tratada na ep√≠stola de Tiago, adverte a respeito da l√≠ngua desenfreada que constitui um dos h√°bitos mais inconvenientes ao comportamento crist√£o e que, nos dias atuais, tem sido um dos grandes males encontrados na reputa√ß√£o da igreja. O cuidado e vigil√Ęncia do crist√£o com a maledic√™ncia √© de suma import√Ęncia, pois as consequ√™ncias s√£o desastrosas para toda a congrega√ß√£o que pode ser contaminada, como diz o escritor aos Hebreus: “Segui a paz com todos e a santifica√ß√£o, sem a qual ningu√©m ver√° o Senhor, tendo cuidado de que ningu√©m se prive da gra√ßa de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem”. (Hb 12.14,15). A fim de compreendermos melhor o que Tiago discorre em sua ep√≠stola a respeito da maledic√™ncia no seio da Igreja, precisamos responder algumas quest√Ķes: O que deve ser evitado para que a maledic√™ncia n√£o encontre espa√ßo entre os irm√£os? Quais as consequ√™ncias desastrosas causadas pelo h√°bito da maledic√™ncia? Qual a import√Ęncia da comunh√£o para a edifica√ß√£o do Corpo de Cristo? Tais pontos devem ser considerados para que a Igreja n√£o perca a unidade da f√© e esteja preparada para encontrar-se com o Senhor.

O que devemos evitar falar

A exorta√ß√£o de Tiago observa que a linguagem do crist√£o deve ser pura de forma que os coment√°rios desagrad√°veis sejam evitados entre os irm√£os: “Se algu√©m entre v√≥s cuida ser religioso e n√£o refreia a sua l√≠ngua, antes, engana o seu pr√≥prio cora√ß√£o, a religi√£o desse √© v√£” (Tg 1.26). Portanto, importa que os crentes tomem cuidado com o que comentam para que a comunh√£o no Corpo de Cristo n√£o seja comprometida. A √©tica deve ser caracter√≠stica essencial dos servos de Deus, principalmente daqueles que est√£o encarregados de cuidar do rebanho (1 Tm 3.2-4,7-9; Tt 1.7-9). Todo sigilo √© pouco por parte dos que possuem a fun√ß√£o de ouvir as ovelhas. Qualquer exposi√ß√£o indevida de alguma informa√ß√£o pessoal tratada em gabinete acarretar√° em constrangimento para os que est√£o buscando a orienta√ß√£o pastoral e pode at√© mesmo destruir fam√≠lias inteiras. √Č importante tamb√©m que se tenha o devido respeito pelo minist√©rio da Casa de Deus. O meio irm√£o do Senhor continua a exortar: “Irm√£os, n√£o faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irm√£o e julga seu irm√£o, fala mal da lei e julga a lei; e, se tu julgas a lei, j√° n√£o √©s observador da lei, mas juiz” (Tg 4.11). Logo, n√£o √© papel da Igreja julgar o minist√©rio da Casa de Deus, mas aos que errarem ser√£o repreendidos de acordo com a Palavra de Deus perante a igreja (cf. 1 Tm 5.19,20). No entanto, √© fundamental que os crentes tenham a maturidade de n√£o permitir que a maledic√™ncia se propague na congrega√ß√£o.¬†Acerca desse mesmo assunto, em Prov√©rbios 6.16-19, encontramos: “Estas seis coisas aborrecem ao Senhor, e a s√©tima a sua alma abomina: olhos altivos, e l√≠ngua mentirosa, e m√£os que derramam sangue inocente, e cora√ß√£o que maquina pensamentos viciosos, e p√©s que se apressam a correr para o mal, e testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irm√£os”. Notamos que o autor finaliza esta se√ß√£o afirmando que a coisa que Deus mais abomina √© o ato de semear contendas entre os irm√£os. Isso deixa claro o quanto Deus repudia a maledic√™ncia e valoriza a comunh√£o, visto que √© atrav√©s do testemunho da Igreja que o mundo pode conhecer a Cristo, conforme o pr√≥prio Jesus afirmou em sua ora√ß√£o sacerdotal: “Eu n√£o rogo somente por estes, mas tamb√©m por aqueles que, pela sua palavra, h√£o de crer em mim; para que todos sejam um, como tu, √≥ Pai, o √©s em mim, e eu, em ti; que tamb√©m eles sejam um em n√≥s, para que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17.20,21).

As consequências da maledicência para a Igreja

A maledic√™ncia √© um pecado agressivo a Igreja e traz muitas consequ√™ncias desastrosas para os crentes. De acordo com o Dicion√°rio Vine, “a defini√ß√£o da palavra ‚Äėmaldizente’ vem de diabolos, que √© um adjetivo que significa ‚Äėdifamador, caluniador, que usa falsamente’; √© usado como substantivo em 1 Tm 3.11 (‚Äėmaldizentes’), onde a refer√™ncia √© √†queles que s√£o dados a encontrar faltas no comportamento e conduta dos outros, e a espalhar suas insinua√ß√Ķes e cr√≠ticas pela igreja. Tamb√©m √© encontrado em 2 Tm 3.3; Tt 2.3 (‚Äėcaluniadoras’)” (CPAD, 2002, p. 768). Sendo assim, o h√°bito indevido de espalhar coment√°rios desnecess√°rios da vida de terceiros caracteriza a obra da carne, e tal atitude deve ser rejeitada pelos crentes. Paulo exorta os colossenses a respeito disso: “Mas agora vos despojais tamb√©m de tudo: da ira, da c√≥lera, da mal√≠cia, da ‚Äėmaledic√™ncia’, das palavras torpes da vossa boca” (Cl 3.8). Observe que a maledic√™ncia √© precedida pela ira, pela c√≥lera e pela mal√≠cia. Todos s√£o sentimentos facciosos do cora√ß√£o do homem e se n√£o forem trabalhados resultar√£o em ra√≠zes de amargura, e mais cedo ou mais tarde, ser√£o expressos na forma de atitudes incompat√≠veis com o car√°ter crist√£o. Este comportamento √© extremamente prejudicial √† Igreja, pois compromete o bom relacionamento entre os irm√£os. Uma igreja dividida poder√° at√© existir institucionalmente, por√©m n√£o haver√° vida espiritual e o seu poder de influ√™ncia na sociedade ser√° nulo. Assim, a maledic√™ncia √© uma arma eficientemente utilizada por Satan√°s para atingir a vitalidade da Igreja e ferir o princ√≠pio fundamental da f√© crist√£ que √© o amor ao pr√≥ximo, de maneira que os crentes deixam de se identificar como membros uns dos outros e pertencentes ao Corpo de Cristo.

A import√Ęncia da comunh√£o para a edifica√ß√£o do Corpo de Cristo

√Č importante salientar que o h√°bito de maldizer √© caracter√≠stico da pr√≥pria identidade de Satan√°s, pois ele √© “maldizente” desde o princ√≠pio. Esse n√£o √© o prop√≥sito da Igreja, pois o convite de Deus n√£o √© para que os crentes vivam de forma desleal e em disc√≥rdia. O evangelho pregado por Jesus desde o princ√≠pio destaca a import√Ęncia da comunh√£o mesmo em meio as diferen√ßas de personalidade e temperamento inerentes √† natureza humana. Tal era comum entre os crentes da Igreja Primitiva. A pr√°tica da vida crist√£ remete a aceita√ß√£o da mensagem ensinada por Jesus acerca do amor que somos devedores uns aos outros (Jo 15.12; Rm 13.8). O pr√≥prio Senhor Jesus recomendou: “Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os p√©s, v√≥s deveis tamb√©m lavar os p√©s uns aos outros. Porque eu vos dei o exemplo para que, como eu vos fiz, fa√ßais v√≥s tamb√©m” (Jo 13.13,14). Paulo confirma o mesmo ao exortar os Filipenses: “Nada fa√ßais por contenda ou por vangl√≥ria, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. N√£o atente cada um para o que √© propriamente seu, mas cada qual tamb√©m para o que √© dos outros “(Fl 2.4,5). √Č para isto que a Igreja foi chamada, pois em meio a uma sociedade egoc√™ntrica e de valores completamente invertidos, a Igreja de Cristo tem o importante papel de influenciar a sociedade atrav√©s dos ideais √©ticos contidos na Palavra de Deus, pois estes promovem a comunh√£o.

Considera√ß√Ķes finais

Conclu√≠mos que as dificuldades encontradas atualmente nas rela√ß√Ķes interpessoais, no seio da igreja, s√£o decorrentes da falta de conhecimento sobre a √©tica crist√£. A l√≠ngua desenfreada √© um problema que precisa ser tratado com o ensino constante dos valores √©ticos da Palavra de Deus que moldam o car√°ter crist√£o. N√£o somos chamados para permanecermos na mera observ√Ęncia de preceitos, e sim, na pr√°tica da Palavra de Deus. √Č preciso fazer mais do que evitar a promo√ß√£o de um falat√≥rio a respeito da vida alheia. √Č tamb√©m necess√°rio “pensar nas coisas que s√£o do alto”, em tudo aquilo que √© proveitoso para a edifica√ß√£o espiritual, conforme afirma o ap√≥stolo Paulo em Colossenses 3.2 e Filipenses 4.8. A pr√°tica da “religi√£o pura”, observada por Tiago (cf. Tg 1.27), √© precedida pelo cuidado necess√°rio com aquilo que se fala. Portanto, os que possuem o h√°bito inconveniente da maledic√™ncia, caem no engano da falsa religiosidade. A religi√£o que verdadeiramente aproxima o homem de Deus tem como objetivo alcan√ßar o pr√≥prio homem. Os cuidados com as vi√ļvas e os √≥rf√£os evidenciam esta preocupa√ß√£o com a pr√°tica da Palavra e n√£o meramente com a observ√Ęncia de um c√≥digo de leis. Logo, o comportamento √©tico do crist√£o deve ser marcado pela obedi√™ncia √† Palavra e pelo cultivo da comunh√£o. A maledic√™ncia n√£o contribui em nada para a edifica√ß√£o da igreja, apenas caracteriza o decl√≠nio espiritual e moral daqueles que s√£o maldizentes. √Č importante que a Igreja tenha o conhecimento da Palavra e trabalhe para extirpar qualquer resqu√≠cio de maledic√™ncia ou falsa religiosidade que comprometa a comunh√£o e a unidade da f√©, pois “somos membros uns dos outros” (cf. Ef 4.3-6; Rm 12.4,5).

Publicado no Portal CPAD 

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TV EBD - O Cuidado ao Falar e a Religi√£o Pura - Ev. Luiz Henrique

Assista os vídeos da TV EBD com a aula da Lição 5 - O Cuidado ao Falar e a Religião Pura. Para facilitar o download, o vídeo é dividido em 6 partes. Você pode assistir aqui mesmo, clicando nos vídeos, ou clicar nos links, acima dos vídeos para salvar; ao abrir a nova página, clique no botão Download. Os vídeos são produzidos pelo Ev. Luiz Henrique e também publicados no site Estudos Bíblicos EBD, ou no blog EBDnaTV.

1ª Parte - Lição 5 - 3T/2014

2ª Parte - Lição 5 - 3T/2014

3ª Parte - Lição 5 - 3T/2014

4ª Parte - Lição 5 - 3T/2014

5ª Parte - Lição 5 - 3T/2014

6ª Parte - Lição 5 - 3T/2014

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Question√°rio - O Cuidado ao Falar e a Religi√£o Pura - Ev. Luiz Henrique

Questionário da Lição 5 - O Cuidado ao falar e a religião pura

Responda conforme a revista da CPAD do 3¬ļ Trimestre de 2014 - Para jovens e adultos

Tema: F√Č E OBRAS - Ensinos de Tiago para uma Vida Crist√£ Aut√™ntica

Complete os espa√ßos vazios e marque com “V” as respostas verdadeiras e com “F” as falsas.

 

TEXTO √ĀUREO

1- Complete:

“[…] Mas todo o __________________________ seja pronto para _________________________, tardio para __________________________, tardio para se _________________________” (Tg 1.19).

 

VERDADE PR√ĀTICA

2- Complete:

As nossas _________________________ podem, ou n√£o, _________________________ a _________________________ de DEUS.

 

I. PRONTO PARA OUVIR E TARDIO PARA FALAR (Tg 1.19,20)

3- O que nos ensina Tiago sobre estar pronto para ouvir?

(    ) Ouvir é um empreendimento prazeroso e, por isso, praticado por muitos.

(    ) Para alguns crentes, a pessoa sábia é a que sempre tem algo a falar.

(    ) Ouvir é um empreendimento trabalhoso e, por isso, ignorado por muitos.

(    ) Diferentemente, as Escrituras admoestam-nos a ser prontos para ouvir.

(¬†¬†¬† ) No vers√≠culo 19, Tiago introduz o seu ensino sobre o “ouvir” e o “falar” destacando a express√£o sabei isto.

(    ) Com essa expressão, ele demonstra a sua preocupação pastoral com os seus leitores.

(    ) Outro termo no versículo 19 chama-nos a atenção: pronto.

(¬†¬†¬† ) No grego, a palavra significa “r√°pido”, “ligeiro” e “veloz”.

(    ) O escritor sacro incentiva-nos a estar disponíveis a ouvir.

(¬†¬†¬† ) √Č uma atitude que depende de uma disposi√ß√£o e tamb√©m da decis√£o em ouvir o outro.

(¬†¬†¬† ) A exemplo do profeta Samuel, que desde a sua inf√Ęncia foi ensinado a ouvir a voz divina, o povo de DEUS deve persistir em escutar os des√≠gnios do Pai, pois nesses √ļltimos dias t√™m Ele falado atrav√©s do seu Filho, o Verbo Vivo de DEUS.

 

4- O que nos ensina Tiago sobre ser tardio para falar?

(    ) Quem ouve com atenção adquire a rara capacidade de opinar acerca de qualquer assunto.

(¬†¬†¬† ) √Č justamente por isso que a Carta de Tiago exorta-nos a ser tardios para falar (v.19).

(    ) Uma palavra dita sem pensar, fora de tempo, e sem conhecimento dos fatos, pode provocar verdadeiras tragédias.

(    ) Quem nunca se arrependeu de ter falado antes de pensar?

(    ) Quem ouve com atenção adquire a capacidade de falar com facilidade.

 

5- Como agiu José diante de Faraó, o imperador do Egito Antigo?

(    ) O patriarca José aproveitou sabiamente um momento ímpar em sua vida.

(    ) Antes de responder às perguntas sobre os sonhos do monarca, José as ouviu e refletiu sobre elas.

(    ) Orientado pelo Senhor, respondeu sabiamente a seus irmãos.

(    ) Orientado pelo Senhor, respondeu sabiamente a Faraó.

(    ) Temos de aprender a refletir sobre o que vamos dizer e falar no tempo certo.

(¬†¬†¬† ) Pese bem as palavras, e ore como o rei Davi: “P√Ķe, √≥ SENHOR, uma guarda √† minha boca; guarda a porta dos meus l√°bios”.

 

6- O que nos ensina Tiago sobre o controle da ira?

(    ) O versículo 11 da carta de Tiago expressa o seguinte: prontos a se irar.

(    ) O versículo 19 da carta de Tiago expressa o seguinte: tardios para se irar.

(    ) A ira é um profundo sentimento de ódio e rancor contra a outra pessoa.

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O Cuidado ao Falar e a Religi√£o Pura - Ev. Luiz Henrique

Lição 5 - O Cuidado ao falar e a religião pura

LI√á√ēES B√ćBLICAS - 3¬ļ Trimestre de 2014 - CPAD - Para jovens e adultos

Tema: F√Č E OBRAS - Ensinos de Tiago para uma Vida Crist√£ Aut√™ntica

Coment√°rio: Pr. Eliezer de Lira e Silva
Complementos, ilustra√ß√Ķes, question√°rios e v√≠deos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva

Question√°rio

N√ÉO DEIXE DE ASSISTIR AOS V√ćDEOS DA LI√á√ÉO ONDE TEMOS MAPAS, FIGURAS, IMAGENS E EXPLICA√á√ēES DETALHADAS DA LI√á√ÉO

http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm

Veja mais subsídios em: http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao5-sdvv-4tr13-ocuidadocomaquiloquefalamos.htm

 

TEXTO √ĀUREO

“[…] Mas todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” (Tg 1.19).

 

 

VERDADE PR√ĀTICA

As nossas palavras podem, ou n√£o, evidenciar a sabedoria de DEUS.

 

LEITURA DI√ĀRIA

Segunda - Êx 19.5 Ouçamos a voz do Senhor

Terça - Ec 3.7 Tempo de falar e de calar

Quarta - Ef 4.26,29 A ira é uma porta para o pecado

Quinta - 1 Pe 1.23-25 Gerados em amor pelo poder da Palavra

Sexta - Sl 68.5 DEUS √© Pai dos √≥rf√£os e juiz das vi√ļvas

Sábado - Ef 1.3-6 Santos e irrepreensíveis em amor

 

LEITURA B√ćBLICA EM CLASSE - Tiago 1.19-27

19 Sabeis isto, meus amados irmãos; mas todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.  20

Porque a ira do homem n√£o opera a justi√ßa de DEUS. 21 Pelo que, rejeitando toda imund√≠cia e ac√ļmulo de mal√≠cia, recebei com mansid√£o a palavra em v√≥s enxertada, a qual pode salvar a vossa alma. 22 E sede cumpridores da palavra e n√£o somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos.¬† 23 Porque, se algu√©m √© ouvinte da palavra e n√£o cumpridor, √© semelhante ao var√£o que contempla ao espelho o seu rosto natural;¬† 24 porque se contempla a si mesmo, e foi-se, e logo se esqueceu de como era. 25 Aquele, por√©m, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade e nisso persevera, n√£o sendo ouvinte esquecido, mas fazedor da obra, este tal ser√° bem-aventurado no seu feito. 26 Se algu√©m entre v√≥s cuida ser religioso e n√£o refreia a sua l√≠ngua, antes, engana o seu cora√ß√£o, a religi√£o desse √© v√£.¬† 27 A religi√£o pura e imaculada para com DEUS, o Pai, √© esta: visitar os √≥rf√£os e as vi√ļvas nas suas tribula√ß√Ķes e guardar-se da corrup√ß√£o do mundo.

 

Sabedoria para Usar a L√≠ngua (Tiago 3:1-18) - James, por Hendrickson Publishers - Edi√ß√£o Contempor√Ęnea, da Editora Vida, Traduzido pelo Rev. Oswaldo Ramos.
A rea√ß√£o de Tiago ao comportamento de grupos na igreja de sua √©poca √© convocar a igreja para que controle a l√≠ngua, expondo as marcas do ESP√ćRITO de DEUS, e finalmente denunciando a motiva√ß√£o humana de muitos crentes, na igreja.
3:1 Meus irm√£os, indica o in√≠cio de uma se√ß√£o. N√£o sejais muitos de v√≥s mestres: os mestres eram importantes na igreja (Romanos 12:7; 1 Cor√≠ntios 12:28; Ef√©sios 4:11-13), mas a igreja tamb√©m estava sendo prejudicada por falsos mestres (e.g., 1 Tim√≥teo 1:7; Tito 1:11; 2 Pedro 2:1). Era f√°cil falsificar o dom do ensino, bastando que o fals√°rio fosse bastante eloq√ľente. Mas era bem certo que, quando uma pessoa se apresentava “voluntariamente” para ensinar, em vez de ser impelida pelo ESP√ćRITO, seus motivos mundanos com a toda a certeza se manifestavam em ci√ļme, contenda ou heresia. Tiago valoriza o minist√©rio, mas percebe que sua atra√ß√£o e poder sociais tornam-no perigoso, e que a pessoa deve ser relutante em investir nele a vida.
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O Cuidado ao Falar e a Religi√£o Pura - Pr. Geraldo Carneiro Filho

ESCOLA B√ćBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANG√ČLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITER√ďI - RJ
LI√á√ÉO N¬ļ05- DATA: 03/08/2014
T√ćTULO: ‚ÄúO CUIDADO AO FALAR E A RELIGI√ÉO PURA‚ÄĚ
TEXTO √ĀUREO ‚Äď Tg 1.19
LEITURA B√ćBLICA EM CLASSE: Tg 1.19-27
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/

I - INTRODUÇÃO

Vivemos num tempo em que, para muitos, h√° uma grande dist√Ęncia entre o dizer e o fazer, pregar e praticar, falar e dar o exemplo. Mahatma Ghandi, diante de um l√≠der crist√£o, disse: “Admiro o vosso Cristo, e n√£o o vosso cristianismo”. Que Deus nos ajude a viver na pr√°tica a Palavra de Deus, para n√£o cairmos no descr√©dito daqueles que nos rodeiam.

II ‚Äď O RELACIONAMENTO COM O PR√ďXIMO:

(1) - Pronto para ouvir ‚Äď Tg 1.19b ‚Äď A B√≠blia d√° mais valor a quem sabe ouvir do que a quem sabe falar. Quando falamos, sempre nos arriscamos a errar. E isso √© natural. Mas, quando ouvimos, sempre podemos aprender com nossos interlocutores, tanto o que √© certo quanto o que √© errado. A B√≠blia manda o filho ouvir a instru√ß√£o de seu pai; ouvir as palavras dos s√°bios ‚Äď Pv 1.8; 22.17 cf Ec 7.5.

(2) - Tardio para falar - Tg 1.19c - Aqui, h√° muita sabedoria, por tr√°s desse pedacinho de frase. O velho ad√°gio popular diz: “Quem muito fala, muito erra” - Pv 11.12; Pv 17.28.

(3) - Tardio para irar-se - Tg 1.19c - Por causa da ira, amizades s√£o perdidas; muitos ficam doentes, deprimidos; acidentes ocorrem; crimes s√£o perpetrados; e tantos outros males. A B√≠blia tem raz√£o, quando diz que todo o homem seja “tardio para se irar”. Ela, no seu realismo s√°bio, ensina: “Irai-vos e n√£o pequeis; n√£o se ponha o sol sobre a vossa ira” (Ef 4.26). Jesus, no templo, virou mesas, expulsou os cambistas e n√£o pecou. Mois√©s, ao ver a idolatria com o bezerro de ouro, quebrou as t√°buas da lei, puniu os id√≥latras e n√£o pecou.

III - O RELACIONAMENTO COM DEUS:

(1) - Pronto para ouvir a Palavra de Deus - Muitos s√≥ querem ser ouvidos em suas pr√©dicas. Mas √© importante saber ouvir a Palavra. “Quem √© de Deus ouve as palavras de Deus” (Jo 8.47).

Ouvir, aqui, n√£o √© um mero escutar; √© dar ouvidos, prestar aten√ß√£o, com o objetivo de obedecer e praticar. Quem assim faz √© comparado por Jesus a um “homem prudente”, enquanto o que ouve e n√£o pratica √© comparado a um “homem insensato” - Mt 7.24, 26b cf Pv. 8.33.

(2) - Rejeitando toda imund√≠cia ‚Äď Tg 1.21 - Aqui, imund√≠cia √© sin√īnimo de pecado, iniquidade, pensamentos maus, mentiras, adult√©rios, enganos, etc. Paulo ensina que devemos nos despojar do “velho homem”, deixando a mentira, e que devemos tirar de n√≥s “toda amargura, e ira, e c√≥lera, e gritaria, e blasf√©mias e toda a mal√≠cia” - (Ef 4.22, 25, 31).

Hoje, talvez o esgoto principal pelo qual a imund√≠cia entra nos lares √© a TV, com suas novelas imundas, filmes pornogr√°ficos, e a Internet, atrav√©s da qual muitos est√£o degradando suas mentes e a de seus filhos. √Č melhor cumprir o que diz o Sl 101.3.

(3) - Recebendo a Palavra com mansid√£o (Tg 1.21) - Tiago falava para crentes. Exortava-os a receber a palavra com mansid√£o. Por qu√™? Certamente, havia algu√©m que n√£o recebia a mensagem com alegria. Hoje, acontece a mesma coisa. Quando o pastor exorta, com base na B√≠blia, combatendo os pecados, as atitudes il√≠citas, h√° quem fique irado, e at√© procure mudar de igreja. √Č o esp√≠rito de carnalidade dominando.

IV - CUMPRIDORES DA PALAVRA:

(1) - N√£o somente ouvintes ‚Äď Tg 1.22 - Quem ouve a palavra de Deus e n√£o a cumpre, como j√° vimos, √© comparado por Jesus a “um homem insensato” (Mt 7.26).

Tiago compara tal pessoa a um homem que se olha no espelho e, ao sair, n√£o mais se lembra dos detalhes do seu rosto natural (Tg 1.23-24).

No tempo do apóstolo, os espelhos não tinham a nitidez e o brilho de hoje; eram feitos de metal. Quem ouve a Palavra e não a cumpre e não fixa seu sentido em sua mente está perdendo tempo.

(2) - Atentando bem para a lei da liberdade ‚Äď Tg 1.5 - Fomos chamados √† liberdade crist√£. Isto √©: liberdade da servid√£o do pecado, para seguirmos a Cristo e servi-Lo de todo cora√ß√£o. Diante disso, Paulo nos exorta, dizendo que n√£o devemos usar da liberdade para dar ocasi√£o √† carne (Gl 5.13). √Č desta forma que devemos cumprir a Palavra de Deus, com liberdade para fazermos o que agrada a Deus, e n√£o aos homens ou a n√≥s mesmos.

(3) - Sendo fazedor da obra ‚Äď Tg 1.25 - Tiago fala do cumpridor da Palavra como um “fazedor da obra” de Deus, sendo, assim, “bem-aventurado no seu feito”. √Č muito importante que pratiquemos a Palavra:

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O Cuidado ao Falar e a Religião Pura - Pr. César Moisés

Dicas da CPAD para que o professor possa dar uma boa aula.

O Pr. César Moisés ajuda você na preparação da sua aula de Escola Dominical falando sobre o tema da lição 5 - O Cuidado ao Falar e a Religião Pura.

Lição 5 - 3T/2014

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O Cuidado ao Falar e a Religião Pura - Rede Brasil de Comunicação

Igreja Evangélica Assembleia - Recife / PE

Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais

Pastor Presidente: Aílton José Alves

Av. Cruz Cabug√°, 29 - Santo Amaro - CEP. 50040 - 000. Fone: 3084 1524

LI√á√ÉO 05 - O CUIDADO AO FALAR E A RELIGI√ÉO PURA - 3¬ļ TRIMESTRE 2014

(Tg 1.19-27)

INTRODUÇÃO

Estudaremos nesta lição o ensino do apóstolo Tiago sobre os perigos da falta de controle no uso da língua; veremos também que devemos ter o máximo de cuidado com nosso temperamento para não dar ocasião ao diabo inflamar uma ira excessiva em nosso coração; e por fim, concluiremos analisando que a verdadeira religião consiste não só em palavras, mais também em ação fraternal.

I - DEFINI√á√ÉO DA PALAVRA L√ćNGUA

A l√≠ngua √© um √≥rg√£o do corpo humano, cuja fun√ß√£o principal est√° relacionada a fala. √Č em face dessa atribui√ß√£o que esse membro do corpo aparece na B√≠blia como uma poderosa for√ßa. Afirma-se que a morte e a vida est√£o no seu poder (Pv 18.21). Tiago elabora isso quando se refere √† l√≠ngua como indom√°vel e um mal incontido, cheio de veneno mortal (Tg 3.8) e como fogo, um mundo de iniquidade (Tg 3.6). Paulo, por sua vez, refere-se √† l√≠ngua como um instrumento de engano (Rm 3.13), caracterizando o homem n√£o regenerado. Jesus ensinou que os homens ter√£o de prestar contas, finalmente, de sua vida na terra, incluindo “toda palavra fr√≠vola que proferirem” (Mt. 12.36). (MERRILL, sd, Vol. 3. p. 933).

II - ANALISANDO O TEXTO DE TIAGO: O CUIDADO AO FALAR

A sabedoria nem sempre consiste em ter algo a dizer. Ela envolve o ouvir cuidadosamente, o refletir piedosamente, e o falar mansamente, pois quando falamos demais é porque ouvimos pouco. Pessoas que falam muito tendem a errar muito e Tiago nos adverte sabiamente para revertermos este processo. Vejamos:

2.1 “Portanto, meus amados irm√£os, todo o homem SEJA PRONTO PARA OUVIR…” Tg 1.19-a. A express√£o “seja pronto para ouvir” √© uma bela maneira de traduzir a ideia de uma audi√ß√£o s√°bia e ativa. N√£o devemos simplesmente deixar de falar; devemos estar prontos e dispostos mais para ouvir. Deus n√£o nos impede de falar, mas pede que o fa√ßamos de forma coerente e com sabedoria. “o que guarda sua boca conserva a sua alma, mas o que muito abre os l√°bios tem perturba√ß√£o” (Pv 13.3). J√° diz o ad√°gio popular: “Temos dois ouvidos mas somente uma boca, assim podemos ouvir mais e falar menos”. Portanto, devemos ouvir duas vezes mais do que falar. Muitos de n√≥s bem far√≠amos em esperar e ouvir mais, e falar menos (Sl 141.3; Pv 10.19; Pv 13.3; Pv 17.28; Pv 29.20) (BARCLAY, sd, p. 66). Quanto ao uso da fala e o uso apropriado da linguagem, podemos ver nos seguintes Salmos (Sl 5.9; 12.2; 15.3; 17.3; 34.12; 35.28; 36.3; 39.9; 55.21; 64.4; 66.17; 73.9; 94.1; 101.5; 109.2; 119.172; 120.3,4; 139.4 e 141.3). O fil√≥sofo grego Xen√≥crates que viveu em 396 - 314 a.C e que acompanhou Plat√£o dizia: “Tenho-me arrependido muitas vezes por ter falado, mas nunca por ter guardado sil√™ncio” (CHAMPLIN, 2004, p. 2501).

2.2 “…tardio para FALAR, tardio para se IRAR” Tg 1.19-b. O conselho de Tiago √© que tamb√©m dever√≠amos ser tardios para nos irarmos. H√° uma conex√£o √≠ntima entre o ouvir e o falar; tamb√©m entre o falar e a ira. Aquele que ouve mais atentamente entende melhor o seu pr√≥ximo; entender leva a um falar ponderado e a uma resposta branda que “desvia o furor” O falar impensado, por outro lado, com frequ√™ncia produz a palavra pesada que “suscita a ira” (Pv 15.1). A ira √© um profundo sentimento de √≥dio e rancor contra a outra pessoa. Uma vez descontrolada, ela n√£o produz a justi√ßa de Deus, mas uma justi√ßa segundo o crit√©rio da pessoa que sofreu o dano: a vingan√ßa. Vejamos algumas verdades sobre este tema:

2.2.1 Podemos dizer que h√° dois tipos de ira: a justa (Ef 4.26) e a injusta (Ef 4.31). “A √ļnica ira que o homem pode ter √© uma ira que Cristo sentiu” (Mc 3.5). Esse tipo de ira n√£o √© a express√£o de uma petul√Ęncia particular, mas de um ressentimento p√ļblico contra o comportamento e as a√ß√Ķes que levam outros a sofrer sem culpa da pessoa irada” (HARPER, 2008, Vol. 10. pp. 161-162). Em Ef√©sios 4.26 o ap√≥stolo Paulo tamb√©m instrui sobre a ira que √© dada no contexto de uma cita√ß√£o literal do Sl 4.4-a: “Perturbai-vos e n√£o pequeis…” Com essas palavras Paulo lembra, em tom de exorta√ß√£o, a r√°pida transi√ß√£o da ira para o pecado.

2.2.2 A B√≠blia n√£o diz que n√£o devemos nos irar, mas ela mostra que √© importante controlarmos adequadamente este sentimento: “irai-vos e N√ÉO pequeis; N√ÉO se ponha o sol sobre a vossa ira. N√ÉO deis lugar ao diabo” (Ef 4.26,27). √Č interessante notarmos que Paulo qualifica sua express√£o permissiva ao sentirmos ira com tr√™s adv√©rbios negativos, a saber: Irar sem pecar; n√£o conservar a ira no cora√ß√£o e n√£o dar lugar ao Diabo. De acordo com o livro de Deuteron√īmio, o p√īr-do-sol √© a hora em que todo o mal contra Deus e contra os outros deve ser corrigido (Dt 24.13,15). N√£o devemos ceder aos nossos sentimentos de ira ou permitir que eles nos levem ao √≥dio. Jesus Cristo enfureceu-se com os mercadores no Templo, mas esta era uma ira justa, e por isso, n√£o o levou a pecar (Mt 21.12,13; Mc 11.15,16; Lc 19.45-48).

2.3 “Porque a ira do HOMEM n√£o opera a justi√ßa de DEUS” Tg 1.20. Esses dois elementos citados “ira do homem e justi√ßa de Deus” est√£o extremamente distantes um do outro. A ira do homem pode ser justa aos seus pr√≥prios olhos, mas isso n√£o significa que ela √© justa aos olhos de Deus. E um momento de indigna√ß√£o pode colocar muitas coisas a perder na vida de um crist√£o al√©m de n√£o garantir a b√™n√ß√£o de Deus.

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O Cuidado ao Falar e a Religi√£o Pura - Francisco A. Barbosa

TEXTO √ĀUREO

‚Äú[…] Mas todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar‚ÄĚ (Tg 1.19). Embora a comunidade crist√£ d√™ muito valor ao talento da eloqu√™ncia, Tiago coloca a √™nfase sobre o ouvir. Aquele que ouve atentamente a palavra da verdade progride na vida.

VERDADE PR√ĀTICA

As nossas palavras podem, ou n√£o, evidenciar a sabedoria de Deus.

HINOS SUGERIDOS

101, 185, 376.

LEITURA DI√ĀRIA

Segunda - Êx 19.5
Ouçamos a voz do Senhor

Terça - Ec 3.7
Tempo de falar e de calar

Quarta - Ef 4.26,29
A ira é uma porta para o pecado

Quinta - 1 Pe 1.23-25
Gerados em amor pelo poder da Palavra

Sexta - Sl 68.5
Deus √© Pai dos √≥rf√£os e juiz das vi√ļvas

S√°bado - Ef 1.3-6
Santos e irrepreensíveis em amor

LEITURA B√ćBLICA EM CLASSE

Tiago 1.19-27

19 Portanto, meus amados irm√£os, todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.20 Porque a ira do homem n√£o opera a justi√ßa de Deus.21 Por isso, rejeitando toda a imund√≠cia e superfluidade de mal√≠cia, recebei com mansid√£o a palavra em v√≥s enxertada, a qual pode salvar as vossas almas.22 E sede cumpridores da palavra, e n√£o somente ouvintes, enganando-vos a v√≥s mesmos.23 Porque, se algu√©m √© ouvinte da palavra, e n√£o cumpridor, √© semelhante ao homem que contempla ao espelho o seu rosto natural;24 Porque se contempla a si mesmo, e vai-se, e logo se esquece de como era.25 Aquele, por√©m, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, n√£o sendo ouvinte esquecidi√ßo, mas fazedor da obra, este tal ser√° bem-aventurado no seu feito.26 Se algu√©m entre v√≥s cuida ser religioso, e n√£o refreia a sua l√≠ngua, antes engana o seu cora√ß√£o, a religi√£o desse √© v√£.27 A religi√£o pura e imaculada para com Deus e Pai, √© esta: Visitar os √≥rf√£os e as vi√ļvas nas suas tribula√ß√Ķes, e guardar-se da corrup√ß√£o do mundo.

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Aprender¬†sobre estar “pronto para ouvir” e “tardio para falar”.
  • Compreender¬†a import√Ęncia de ser praticante, e n√£o s√≥ ouvinte.
  • Saber¬†qual √© a religi√£o pura e verdadeira.

PALAVRA CHAVE

Religião: Geralmente caracteriza-se pela crença na existência de um poder ou princípio superior, sobrenatural, do qual depende o destino do ser humano e ao qual se deve respeito e obediência.

COMENT√ĀRIO
INTRODUÇÃO
Na li√ß√£o dessa semana vamos estudar a maneira adequada de o crente usar um instrumento maravilhoso, mas ao mesmo tempo, potencialmente perigoso: a fala. Este assunto est√° interligado √† tem√°tica da verdadeira religi√£o que agrada a Deus. O fen√īmeno da fala √© uma das fontes de express√£o do pensamento humano, como tamb√©m √© respons√°vel pelo processo de comunica√ß√£o e de forma√ß√£o da identidade cultural de uma sociedade. As pessoas querem falar √†s outras √†quilo que pensam. O crente, todavia, tem o compromisso de n√£o apenas falar o que pensa, mas agir como prop√Ķe o Evangelho.¬†[Coment√°rio:¬†Dizendo “se algu√©m n√£o trope√ßa em palavra“, Tiago focaliza um pecado especial que o preocupa: a l√≠ngua solta. A necessidade de controlar a l√≠ngua era bem conhecida no juda√≠smo e no cristianismo (Pv 10.19; 21.23; Ec 5.1). Tiago salienta aqui, como o fez em 1.26, a import√Ęncia de controlar a l√≠ngua, pois afirma a respeito de quem for capaz de dom√°-la: esse homem √© perfeito, e capaz de refrear todo o corpo. Isto significa que tal pessoa √© madura, tem car√°ter crist√£o completo (1.4) e, assim, capacitada a enfrentar todas as prova√ß√Ķes e tenta√ß√Ķes, e a controlar todos os impulsos maus (1.12-15). Tiago caminha um passo √† frente dos rabinos. O controle dos maus impulsos √© bom, concordando com o que diz Paulo em 1 Cor√≠ntios 9.24-27, mas os impulsos mais dif√≠ceis de controlar s√£o os da l√≠ngua. Mantenha pura a fala, e o resto ser√° f√°cil; eis a marca do crist√£o maduro. Cristo ensinou que os homens ter√£o de prestar contas, finalmente, de sua vida na terra, incluindo ¬ętoda palavra fr√≠vola que proferirem¬Ľ (Mt 12.36). Tudo isso ilustra o quanto precisamos da gra√ßa de Deus. O uso da linguagem √© uma quest√£o importante. Esta enciclop√©dia cont√©m um artigo intitulado Linguagem.]Tenhamos todos uma excelente e aben√ßoada aula!
I. PRONTO PARA OUVIR E TARDIO PARA FALAR (Tg 1.19,20)
1. Pronto para ouvir.¬†Para alguns crentes, a pessoa s√°bia √© a que sempre tem algo a falar. Ouvir √© um empreendimento trabalhoso e, por isso, ignorado por muitos. Diferentemente, as Escrituras admoestam-nos a ser prontos para ouvir. No vers√≠culo 19, Tiago introduz o seu ensino sobre o “ouvir” e o “falar” destacando a express√£o sabei isto. Com essa express√£o, ele demonstra a sua preocupa√ß√£o pastoral com os seus leitores. Outro termo no vers√≠culo 19 chama-nos a aten√ß√£o: pronto. No grego, a palavra significa “r√°pido”, “ligeiro” e “veloz”. Ali, o escritor sacro incentiva-nos a estar dispon√≠veis a ouvir. √Č uma atitude que depende de uma disposi√ß√£o e tamb√©m da decis√£o em ouvir o outro. A exemplo do profeta Samuel, que desde a sua inf√Ęncia foi ensinado a ouvir a voz divina (1 Sm 3.10; 16.6-13), o povo de Deus deve persistir em escutar os des√≠gnios do Pai, pois nesses √ļltimos dias t√™m Ele falado atrav√©s do seu Filho, o Verbo Vivo de Deus (Hb 1.1; cf. Jo 1.1).¬†[Coment√°rio:¬†A express√£o “seja pronto para ouvir” √© uma bela maneira de traduzir a ideia de uma audi√ß√£o ativa. N√£o devemos simplesmente deixar de falar; devemos estar prontos e dispostos para ouvir. Este ouvir com “prontid√£o” obviamente √© feito com discernimento. Devemos examinar o que ouvimos com a Palavra de Deus. Se n√£o ouvirmos, tanto atentamente quanto prontamente, podemos ser levados a todos os tipos de falsos ensinos e enganos. Em outras palavras, ao inv√©s de exibirem um mau temperamento, for√ßando sua vontade sobre os outros, os crentes deveriam estar prontos a ouvir e ver os pontos de vista dos outros - Paulo tra√ßa esse conceito em Rm 12.16. Deve haver uma atitude de m√ļtua condescend√™ncia, o que √© apenas outra maneira de se falar sobre o amor m√ļtuo em opera√ß√£o. O amor crist√£o consiste em cuidarmos dos outros conforme cuidamos de n√≥s mesmos. Aquele que segue essa regra n√£o explode em ira nem anseia por impor sua vontade aos outros. O Coment√°rio Esperan√ßa Carta De Tiago traz o seguinte coment√°rio: “Se j√° entre humanos √© importante ouvir corretamente, √© duplamente necess√°rio ser “r√°pido no ouvir” onde e quando acontece a palavra de DEUS, “a palavra da verdade” (v. 18). Ao ouvirmos sua palavra, DEUS semeia a nova vida em n√≥s. √Č assim que ele a nutre, cria espa√ßo para ela e afasta o “in√ßo” que tenta impedir e sufocar essa “planta√ß√£o” de DEUS em n√≥s (Lc 8.11; Mt 13.7,22; 1Co 3.9). Desse modo ele fomenta a nova vida em n√≥s e faz com que amadure√ßa. Cumpre aqui ser sobretudo “r√°pido para ouvir” (com que nos ocupamos primeiro pela manh√£, a B√≠blia ou o jornal?) Para filhos de DEUS a palavra dele constitui o elemento vital (Lc 2.49). Contudo, “r√°pido para ouvir” significa para crist√£os tamb√©m que deem ouvidos a seres humanos: independentemente de se tratar do servi√ßo de amar ou de testemunhar. Temos de saber o que falta ao outro e quais s√£o suas indaga√ß√Ķes, pelo que devemos ouvi-lo atentamente. Pedro afirma: “Estai sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir raz√£o da esperan√ßa que h√° em v√≥s” (1Pe 3.15). E Paulo escreve: “Sabei como deveis responder a cada um” (Cl 4.6). Ou seja, pergunta-se e s√£o dadas respostas. N√£o um “disco” que simplesmente √© posto para tocar. Cada crist√£o vivo √© convocado a ser conselheiro espiritual em seu entorno. A premissa b√°sica de todo servi√ßo de aconselhamento √© primeiro prestar aten√ß√£o ao outro“.Fritz Grunzweig. Coment√°rio Esperan√ßa Carta De Tiago. Editora Evang√©lica Esperan√ßa.

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O Cuidado ao Falar e a Religião Pura - Ev. Isaías de Jesus

TEXTO √ĀUREO¬†= Mas todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Tg 1: 19
VERDADE PR√ĀTICA¬†= As nossas palavras podem, ou n√£o, evidenciar a sabedoria de Deus.
LEITURA BIBLICA =TIAGO 1: 19-27
INTRODUÇÃO
Vivemos num tempo em que, para muitos, h√° uma grande dist√Ęncia entre o dizer e o fazer, pregar e praticar, falar e dar o exemplo. Mahatma Ghandi, diante de um l√≠der crist√£o, disse: “Eu admiro o vosso Cristo, e n√£o o vosso cristianismo”. Que Deus nos ajude a viver na pr√°tica a Palavra de Deus, para n√£o cairmos no descr√©dito daqueles que nos rodeiam.
NO RELACIONAMENTO COM OS OUTROS
1. Pronto para ouvir (v.19b),¬†A B√≠blia d√° mais valor a quem sabe ouvir do que a quem sabe falar. Quando falamos, sempre nos arriscamos a errar. E isso √© natural. Mas, quando ouvimos, sempre podemos aprender com nossos interlocutores, tanto o que √© certo quanto o que √© errado. A B√≠blia manda o filho ouvir a instru√ß√£o de seu pai (Pv 1.8); ouvir as palavras dos s√°bios (Pv 22.17); e diz que √© melhor “ouvir a repreens√£o do s√°bio do que a can√ß√£o do tolo” (Ec 7.5).
2. Tardio para falar (v.19c).¬†Tiago recomenda que todo homem deve ser “tardio para falar”. Aqui, h√° muita sabedoria, por tr√°s desse pedacinho de frase. O velho ad√°gio popular diz: “Quem muito fala, muito erra”. E a B√≠blia assevera solenemente: “…o homem de entendimento cala-se”(Pv 11.12). E mais: “At√© o tolo, quando se cala, ser√° reputado por s√°bio; e o que cerrar os seus l√°bios, por s√°bio” (Pv 17.28).
3. Tardio para irar-se (v.19c).¬†Por causa da ira, amizades s√£o perdidas; muitos ficam doentes, deprimidos; acidentes ocorrem; crimes s√£o perpetrados; e tantos outros males. A B√≠blia tem raz√£o, quando diz que todo o homem seja “tardio para se irar”. Ela, no seu realismo s√°bio, ensina: “Trai-vos e n√£o pequeis; n√£o se ponha o sol sobre a vossa ira” (Ef 4.26). Jesus, no templo, virou mesas, expulsou os cambistas e n√£o pecou. Mois√©s, ao ver a idolatria com o bezerro de ouro, quebrou as t√°buas da lei, puniu os id√≥latras e n√£o pecou.

NO RELACIONAMENTO COM DEUS
1. Pronto para ouvir a Palavra de Deus.¬†Muitos s√≥ querem ser ouvidos em suas pr√©dicas. Mas √© importante saber ouvir a Palavra. “Quem √© de Deus ouve as palavras de Deus” (Jo 8.47). Ouvir, aqui, n√£o √© um mero escutar; √© dar ouvidos, prestar aten√ß√£o, com o objetivo de obedecer e praticar. Quem assim faz √© comparado por Jesus a um homem prudente” (Mt 7.24), enquanto o que ouve e n√£o pratica √© comparado a um “homem insensato” (Mt 7.26b). Em Pv. 8.33, lemos: “Ouvi o ensino, sede s√°bios…”.
2. Rejeitando toda imund√≠cia (v.21).¬†Aqui, imund√≠cia √© sin√īnimo de pecado, iniq√ľidade, pensamentos maus, mentiras, adult√©rios, enganos, etc. Paulo ensina que devemos nos despojar do “velho homem” (Ef 4.22), deixando a mentira (Ef 4.25), e que devemos tirar de n√≥s “toda amargura, e ira, e c√≥lera, e gritaria, e blasf√™mias e toda a mal√≠cia” (Ef 4.3 1). Hoje, talvez o esgoto principal pelo qual a imund√≠cia entra nos lares √© a TV, com suas novelas imundas, filmes pornogr√°ficos, e a Internet, atrav√©s da qual muitos est√£o degradando suas mentes e a de seus filhos. √Č melhor cumprir o que diz o Sl 101.3.
3. Recebendo a Palavra com mansid√£o (v.21).¬†Tiago falava para crentes. Exortava-os a receber a palavra com mansid√£o (v.2l). Por qu√™? Certamente, havia algu√©m que n√£o recebia a mensagem com alegria. Hoje, acontece a mesma coisa. Quando o pastor exorta, com base na B√≠blia, combatendo os pecados, as atitudes il√≠citas, h√° quem fique irado, e at√© procure mudar de igreja. √Č o esp√≠rito de carnalidade dominando.
CUMPRIDORES DA PALAVRA
1. N√£o somente ouvintes (v.22).¬†Quem ouve a palavra de Deus e n√£o a cumpre, como j√° vimos, √© comparado por Jesus a “um homem insensato” (Mt 7.26). Tiago compara tal pessoa a um homem que se olha no espelho e, ao sair, n√£o mais se lembra dos detalhes do seu rosto natural (vv.23,24). No tempo do ap√≥stolo, os espelhos n√£o tinham a nitidez e o brilho de hoje; eram feitos de metal. Quem ouve a Palavra e n√£o a cumpre e n√£o fixa seu sentido em sua mente est√° perdendo tempo.
2. Atentando bem para a lei da liberdade (v.25). Fomos chamados à liberdade cristã. Isto é: liberdade da servidão do pecado, para seguirmos a Cristo e servi-Lo de todo coração. Diante disso, Paulo nos exorta, dizendo que não devemos usar da liberdade para dar ocasião à carne (Gl 5.13). E desta forma que devemos cumprir a Palavra de Deus, com liberdade para fazermos o que agrada a Deus, e não aos homens ou a nós mesmos.
3. Sendo fazedor da obra (v.25).¬†Tiago fala do cumpridor da Palavra como um “fazedor da obra” de Deus, sendo, assim, “bem-aventurado no seu feito”. E muito importante que pratiquemos a Palavra:
a) No lar. O verdadeiro crente é aquele que dá testemunho da fidelidade a Deus em casa, no trato com a esposa, com os filhos, com os vizinhos. E um teste difícil, mas genuíno, eficaz e incontestável.
b) Na igreja.¬†Aqui, n√£o √© t√£o dif√≠cil cumprir a Palavra em termos exteriores. S√≥ Deus conhece os cora√ß√Ķes. Mas, no templo, as pessoas, em geral, t√™m “cara de santo”. E indispens√°vel que guardemos o nosso p√© quando entrarmos na casa de Deus (Ec 5.la).
c) Em todos os lugares.¬†Seja na escola, quartel, consult√≥rio, escrit√≥rio, com√©rcio, rua, √īnibus, carro particular, ou em outra qualquer parte.
A RELIGIÃO PURA E IMACULADA
De acordo com o Dicion√°rio Teol√≥gico (CPAD), a palavra religi√£o vem do latimreligionis, que, por sua vez, deriva do verbo religare, que tem o sentido de “ligar outra vez”. Por tr√°s desse conceito latino h√° a id√©ia de que o homem separou- se ou est√° separado de Deus e, atrav√©s da verdadeira religi√£o, o homem pode reatar sua liga√ß√£o com Ele. Com base na B√≠blia, por√©m, quem liga ou religa o homem com Deus n√£o √© religi√£o, mas Jesus Cristo, o √ļnico “mediador entre Deus e os homens”(l Tm 2.5). Tiago emite tr√™s caracter√≠sticas da “religi√£o pura e imaculada para com Deus, o pai”, que s√£o:
1. Saber refrear a l√≠ngua (v.26).¬†Para algu√©m ser um verdadeiro religioso precisa saber dominar a l√≠ngua. Do contr√°rio, “a religi√£o desse √© v√£”. √Č o tipo de religiosidade sem valor, sem vida, sem poder, sem salva√ß√£o, visto que a pessoa √© conhecida pelo que expressa com a l√≠ngua, pois Jesus disse que “da abund√Ęncia do cora√ß√£o fala a boca” (Lc 6.45). Da√≠, a import√Ęncia do fruto do Esp√≠rito, que abrange a temperan√ßa (cf. Gl 5.22). Clique aqui para ler o texto completo »

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O Cuidado ao Falar e a Religião Pura - Ev. José Roberto A. Barbosa

O CUIDADO AO FALAR E A RELIGIÃO PURA

Texto √Āureo Tg. 1.19 - Leitura B√≠blica Tg. 1.19-27
Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa

www.subsidioebd.blogspot.com

Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO

O ser humano n√£o √© apenas homo sapiens, √© tamb√©m homo religiosus, al√©m de ser capaz de conhecer, tem a necessidade de transcender. Existem muitas discuss√Ķes a respeito do papel da religiosidade para a humanidade. Na aula de hoje, a partir de Tiago, veremos que a religi√£o verdadeira diz respeito √† pr√°tica do cotidiano, que se materializa de v√°rias formas, especialmente no cuidado ao falar. Para tanto, faz-se necess√°rio que consideremos a Palavra de Deus, n√£o apenas como ouvintes, mas tamb√©m como praticantes.

1. A VERDADEIRA RELIGIOSIDADE

H√° um prov√©rbio antigo a partir do qual se argumenta que “todos os caminhos levam a Roma”, e que geralmente √© usado para defender a verdade em todas as religi√Ķes. O pensamento moderno, pautado no relativismo filos√≥fico, assume que todos os posicionamentos, em rela√ß√£o a Deus, s√£o corretos. Esse ponto de vista tende a agradar as pessoas, principalmente os intelectuais, que se negam a aceitar a exclusividade da f√© crist√£. Ainda que o caminho de Cristo seja considerado “politicamente incorreto”, n√£o podemos deixar de defend√™-lo, isso porque Ele √© o √ļnico acesso ao Pai (Jo. 14.6). Ao contr√°rio do que se costuma defender, esse caminho n√£o √© exclusivista, mas inclusivista, na medida em que todo aquele que nEle cr√™ tem a vida eterna (Jo. 3.16). O fundamento dessa verdade se encontra na condi√ß√£o de perdi√ß√£o da humanidade, por causa do seu pecado, comumente denominada de Queda pelos te√≥logos (Rm. 3.23). A sa√≠da de Deus para tal condi√ß√£o se encontra em Cristo, o dom gratuito de Deus (Rm. 6.23), n√£o na religi√£o humana, que n√£o passa de torre de Babel (Gn. 11). Jesus √© o sim de Deus, por causa da revela√ß√£o em Cristo a religi√£o perde sua raz√£o de ser para a salva√ß√£o (II Co. 1.19-21). Por esse motivo, diante da multid√£o em Jerusal√©m, Pedro defendeu que h√° apenas um nome pelo qual importa que as pessoas sejam salvas,¬† e este √© Jesus Cristo (At. 4.12). Paulo, ao escrever para Tim√≥teo, reafirma essa doutrina, ao defender que h√° apenas um Mediador entre Deus e os homens (I Tm. 2.5). Essa √© a confiss√£o de f√© do cristianismo b√≠blico, n√£o podemos fazer concess√Ķes em rela√ß√£o ao evangelho de Cristo (Mt. 16.16). Mas o evangelho n√£o √© apenas isso, envolve uma atua√ß√£o pr√°tica diante da vida. Tiago confirma essa premissa ao argumentar que mesmo entre aqueles que se dizem crentes h√° uma religiosidade falsa. Existem inclusive pessoas que pensam que est√£o salvas, mas que na realidade est√£o distantes de Deus (Mt. 7.22,23). Outras imaginam que s√£o espirituais apenas por seguirem os procedimentos de uma igreja, mas isso n√£o se sustenta √† luz da Palavra de Deus (Ap. 3.17).

2. A RELIGIÃO PURA ALICERÇADA NA PALAVRA

A verdadeira religi√£o n√£o est√° fundamentada na mera subjetividade, n√£o se trata de um mero “se sentir bem”. √Č chegada a hora de lembrar, no contexto evang√©lico, que enganoso √© o cora√ß√£o do homem (Jr. 17.9). Existe uma ala nesse meio que condena o liberalismo teol√≥gico alicer√ßado no racionalismo. Tal cr√≠tica tem fundamento, pois n√£o podemos deixar de acreditar no sobrenatural, conforme exposto nas Sagradas Escrituras. Mas precisamos atentar para outro tipo de liberalismo, fundamentado nas emo√ß√Ķes. Os seres humanos foram criados por Deus tanto com capacidade de racioc√≠nio quanto de sentir. N√£o podemos desconsiderar essa d√°diva, devemos colocar nossos pensamentos e sentimentos diante de Deus. O movimento pentecostal cl√°ssico em seus prim√≥rdios estava fundamentado tanto no poder de Deus quanto na Palavra. Nesses √ļltimos anos temos testemunhada uma derrocada nesse sentido, na medida em que os sentimentos, que podem resultar em subjetividade, s√£o assumidos como determinantes na revela√ß√£o de Deus. A religi√£o crist√£ pura e verdadeira nasce na Palavra de Deus (Tg. 1.18), n√£o apenas atrav√©s do ouvir, mas de uma pr√°tica condizente com a mensagem revelada. A palavra de Deus deve ser recebida pelo crente (Tg. 1.21), sendo comparada a uma semente colocada no solo (Mt. 13.1-23). Uma caracter√≠stica destacada por Tiago √© a mansid√£o (Tg. 1.19), sem essa o terreno do cora√ß√£o n√£o pode acolher a Palavra de Deus. H√° muitos que n√£o se dobram diante da mensagem, parecem ter comich√£o nos ouvidos, buscam mestres para si, a fim de satisfazerem seus pecados (II Tm. 4.1-3). O movimento evang√©lico brasileiro se transformou em um restaurante self-service. As pessoas n√£o querem ter compromisso com a Palavra, ao inv√©s disso escolhem apenas o que lhes agradam. A religi√£o de Jesus Cristo desagrada ao ser humano porque o confronta diante dos seus interesses. Sinceramente existem coisas que gostar√≠amos que Cristo n√£o tivesse dito (Jo. 6.68). Mas n√£o somos donos do evangelho, pois este √© o poder de Deus para todo o que crer (Rm. 1.6), n√£o temos motivos para nos envergonhar dele, mesmo que seja “politicamente incorreto”. Para agradar o pensamento moderno n√£o podemos fazer concess√Ķes quanto ao teor do evangelho, sob pena de transform√°-lo em outro evangelho, diferente daquele pregado por Cristo e Paulo (Gl. 1.9). A f√© genuinamente evang√©lica impele √† pr√°tica de vida obediente (Tg. 1.22-25), mais do que ler a B√≠blia √© preciso permitir que essa transforme as nossas vidas (Tg. 1.23,24), que nossos pecados sejam identificados por ela, e sejamos conduzidos ao arrependimento pelo Esp√≠rito Santo (Hb. 4.12). A sociedade n√£o √© o nosso espelho, por isso devemos nos pautar pela Palavra de Deus, √© por meio dela que sabemos se estamos em conformidade com a vontade de Deus (Rm. 12.1,2).

3. A RELIGIÃO PURA E O CUIDADO AO FALAR.

A religi√£o pura, no dizer de Tiago, √© uma decis√£o de obedecer (Tg. 1.15), em conson√Ęncia com a palavra de Cristo, que nos interpela √† perman√™ncia na Palavra (Jo. 8.34). A aus√™ncia de sujei√ß√£o tem causado transtornos √† f√© evang√©lica. O Senhor nos insta ao cuidado com a l√≠ngua, h√° crentes que falam de demais, al√©m do necess√°rio. Fazendo eco √†s palavras do autor dos Prov√©rbios, devemos lembrar que a morte e a vida est√£o no poder da l√≠ngua (Pv. 18.21). O salmista tamb√©m sabia desse risco, por isso orava para que o Senhor pusesse uma guarda nos seus l√°bios (Sl. 141.3). H√° pessoas que se apressam a falar, e isso geralmente traz danos √† sua exist√™ncia, sobretudo √† vida espiritual. Quantos problemas poderiam ter sido evitados se n√£o nos adiant√°ssemos no falar? O livro de Prov√©rbios traz li√ß√Ķes preciosas a esse respeito, para isso devemos nos distanciar da perversidade dos l√°bios (Pv. 4.24), e demonstrar prud√™ncia, calando-nos quando necess√°rio (Pv. 11.12). Quanto mais se semeia a contenda, mais a situa√ß√£o se complica, por isso devemos ouvir mais e falar menos (Pv.12.,18,25). Nunca √© demais lembrar que Deus nos deu dois ouvidos e apenas uma boca. Muitas pessoas est√£o arruinadas porque falaram demais, quando deveriam ter calado (Pv. 13.2,3). Aprendamos, pois, a mansid√£o, tenhamos cuidado para n√£o nos exceder, at√© mesmo quando provocados (Pv. 15.1-4). Ao inv√©s de semear a contenda na igreja, devemos ser brandos e falar apenas o que resulta em edifica√ß√£o (Pv. 15.26,28; 16.21,24; 18.6,7). A modera√ß√£o crist√£ √© caracterizada pelo controle, o dom√≠nio pr√≥prio, que √© um aspecto do fruto do esp√≠rito (Gl. 5.22), precisa ser cultivada (Pv. 16.32). Jesus advertiu que seremos julgados pelas palavras que pronunciamos, portanto tenhamos cuidado (Mt. 12.36,37), fujamos da maledic√™ncia (Pv. 6.19).

CONCLUSÃO

As pessoas falam demais e por não calcularem as consequências do que dizem estão sendo destruídas. Tiago nos adverte quanto ao perigo de uma falsa religiosidade, desvinculada de uma prática cristã revelada na Palavra. A religião pura e verdadeira é demonstrada através do controle da língua, mas não somente isso, também pelo interesse comunitário. A fé cristã é vã se não nos envolvermos em atitudes que diminuam o sofrimento daqueles que se encontram em situação de vulnerabilidade (Tg. 1.27).

BIBLIOGRAFIA

MOTYER, J. A. The message of James. Downers Grove, Inter Versity Press, 1985.

WIERSBE, W. W. Be mature: James. Colorado Springs: David C. Cook, 2008.

Publicado no Blog Subsídio EBD 

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