Paz de Deus: Antídoto contra as Inimizades – Ev. Isaías de Jesus

PAZ: ANTIDOTO CONTRA AS INIMIZADES

TEXTO ÁUREO = “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.” Fp 4.7

VERDADE APLICADA = A verdadeira paz produz uma sensação de prazer indescritível na vida de quem recebe o fruto do Espírito.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

► Ensinar como encontrar a verdadeira paz;

► Revelar como desfrutar de uma paz permanente;

► Mostrar que a certeza de vida eterna produz a paz.

LEITURA BIBLICA – Romanos 5: 1-5

INTRODUÇÃO

Paz é mais do que simplesmente ausência de guerra. É a palavra correta para caracterizar o relacionamento harmonioso do homem para com Deus, para consigo mesmo e para com o seu semelhante. Na análise de William Barclay, paz “descreve a saúde do corpo, o bem-estar e a segurança, a perfeita serenidade e tranquilidade, uma vida e um estado em que o homem tem um relacionamento perfeito com o seu próximo e com Deus”. O referido teólogo resume tudo isto, dizendo: “A paz é o relacionamento certo em todas as esferas da vida”. No conceito cristão de paz, do grego eirēnē e no hebraico shālôn, ultrapassa o significado secular do termo. A paz de acordo com Nm 6.26 e Ef 2.14 são obtidas mediante a bênção divina. Em Números, o “rosto” de Deus é um hebraísmo que significa “seu favor” e “sua presença”. Por conseguinte, a paz procede do favor e da presença do Eterno entre o seu povo (Cl 3.15).

I. EM BUSCA DA VERDADEIRA PAZ

A busca pela paz é algo comum a todas as pessoas em todas as épocas e em todos os lugares. Afinal, quem não gostaria de ter paz? Pois é uma necessidade inerente ao ser humano. Vários são os fatores que se somam para perturbar e roubar a paz. Mas, com certeza, a rebelião do homem contra Deus pela desobediência – desde o Éden – é o fator causal da falta de paz, pois “o pendor da carne é inimizade contra Deus” (Rm 6.6-7). As circunstâncias adversas apenas aumentam a necessidade de paz. O mundo de hoje é também um mundo sem paz. No anseio de paz, muitos se entregam as buscas vãs: na idolatria, na astrologia, no ocultismo, no esoterismo, na jogatina e em tantas outras práticas que retratam a vida aflita e agitada das pessoas sem Deus. Tais pessoas são comparadas pelo profeta ao “mar agitado, que não se pode aquietar” (Is 57.20). Mas como bem disse o autor da revista é a partir do momento que a pessoa desenvolve o amor e o gozo que ela sente na vida um bem-estar de paz que só pode ser alcançada através da comunhão íntima com Deus.

1.1. Paz além do nosso entendimento

A paz verdadeira é uma experiência possível somente no Senhor. É por isso que Ele enfatiza que a paz por Ele oferecida é dada não como a dá o mundo. (Jo 14.27). A paz dada pelo mundo é instável circunstancial, tem uma conotação profundamente materialista e complexa.

É preciso entender que paz é muito mais que simplesmente estabilidade econômica e financeira, segurança, e ausência de conflitos. Paz é um estado de espírito decorrente do acerto da vida com Deus. Não basta apenas desejar e pedir esta paz. É preciso acertar a vida com Deus para recebê-la. A paz é, portanto, um estado de espírito que toma conta daquele que acerta sua vida com Deus (Rm 5.1). O salmista apresenta o seguinte conselho: “Aparta-te do mal, e faze o bem; procura a paz, e segue-a”(Sl 34.14). Esse empenho implica no acerto da vida diante do Senhor. A paz não é uma conquista humana, ou que esteja em qualquer parte de sua alma, mente, vontade e emoção, é um fruto do Espírito. É algo experimentado em sua amplitude, pois a paz é de Deus, portanto é um dos tesouros escondido no vaso de barro, dentro de nosso espírito (2 Co 4.7). A paz é uma conquista e somente adquirida por aqueles que confiam no Senhor e nos quais o Espírito de Deus age livremente (Is 26.3).

1.2. O Príncipe da paz

A verdadeira paz não tem origem em tratados entre os homens, nem na disposição humana de não envolver-se em conflitos, até porque muitas pessoas aparentemente pacíficas experimentam terríveis conflitos existenciais em seu íntimo. A fonte para os que desejam a gloriosa paz é o próprio Senhor Jesus, o Príncipe da Paz (Is 9.6) que garante o verdadeiro descanso ao ser humano (Mt 11.28) para que ele desfrute da paz interior (Sl 46.2). O vocábulo paz vem do hebraico, shālôn, já citado na introdução, seu sentido vai além do conceito comum de paz e abrange inteireza, harmonia, completude.

Os discípulos necessitavam de ouvir essa promessa de paz da boca do próprio Jesus (Jo 14.27). Eles iam enfrentar o momento mais dramático de suas vidas na crucificação de seu Mestre. Isso abalaria todas as suas esperanças messiânicas reunidas ao longo dos últimos três anos. Eles estavam perturbados e atemorizados, como mostrou o Senhor em suas palavras confortadoras (Mt 26.31; Jo 16.32,33). Por isso, o intuito do Mestre era de que eles compreendessem a necessidade da cruz como parte indispensável do plano de Deus (Lc 24.26,46; Sl 22.1-18). Lembremo-nos de que essa paz que o Senhor nos dá é a fonte de nossa alegria e o antídoto contra toda e qualquer ansiedade (Fp 4.4-6).

1.3. Vivendo em paz em um mundo turbulento

Vivemos em uma sociedade conturbada, onde o ser humano tenta alcançar em vão a paz por esforço próprio. Todavia, não há paz para o ímpio à margem da salvação em Cristo Jesus: “Os ímpios, diz o meu Deus, não têm paz” (Is 48.22; 57.21; Jr 6.14; 1 Ts 5.3). Portanto, se faz necessário exercitar nossa fé em Cristo, somente Ele pode trazer “perfeita paz”. Nós devemos receber o Espírito Santo em nossos corações e reconhecê-Lo, não como uma influência ou um atributo de Deus, mas como o próprio Deus. Todavia, isto vai requerer um esforço de nossa parte; pois o mundo, os negócios, a fraqueza da carne, as enfermidades de nossas mentes, o mau exemplo das pessoas ao nosso redor, e o diabo com todas as suas artimanhas, tentarão desviar nossos pensamentos do Senhor para nos fazer esquecê-Lo. Vamos, então, cultivar o hábito de ter intimidade com Jesus. Quando os nossos pensamentos se desviarem Dele, vamos trazê-los de volta com paciência, pois qualquer impaciência pode ser perigosa, pois perturba nossa paz interior, abafando a calma voz do Espírito Santo, e impedindo a graça de Deus de nos dominar e controlar nossos corações.

Mas se, com toda a mansidão e humildade de coração, buscarmos a presença do Espírito Santo e obedecermos à Sua voz, Ele manterá nossos corações em santa calma em meio às inúmeras inquietações, fraquezas e problemas. “Não andeis ansiosos por coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graça. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus” (Fl 4. 6,7).

II. UM DESCANSO PERMANENTE

A paz concedida por Cristo é uma virtude que afasta o pânico, anula a ansiedade e traz ao coração perturbado a serenidade necessária para tomarmos nossas decisões segundo o propósito de Deus para as nossas vidas. Em todas as situações da vida, inclusive nas incertezas e adversidades, essa paz divina nos proporciona descanso permanente, ela é a nossa segurança para atravessarmos o vale, sabendo que o Senhor sempre fará o melhor a nosso respeito (Sl 23.4; Jo 14.27; 16.33; 20.19,21,26).

2.1. Paz: serenidade em meio às lutas

A paz interior, provinda de Deus (Cl 3.15), que excede a todo entendimento, é o remédio permanente contra toda a amargura, todo o ressentimento que nos cercam, bem como qualquer outra obra que o inimigo tente impingir sobre nós na tentativa de nos fazer desviar do propósito de Deus. Essa paz de Deus levou Paulo a enfrentar as mais cruéis perseguições, com açoites e outros flagelos, sob a forte e tenaz oposição dos enganadores (1 Co 6.1-10; 2 Co 11.1-33), até chegar ao fim de seus dias e declarar com a mesma serena paz a certeza do recebimento da coroa da justiça (2 Tm 4.6-8). Você e eu podemos desfrutar a mesma paz!

2.2. Para vermos a Deus, temos que ter paz com os homens

Ensina-nos a Bíblia que “Deus não é de confusão; e, sim, de paz” (1 Co 14.33). A partir disso, somos chamados a viver em paz e a promover a paz entre todos os homens (2 Co 13.11; Rm 12.18; Jr 29.7). Conforme o ensino de Jesus no sermão da montanha, todo cristão é chamado a ser um pacificador (Mt 5.9). Na carta aos Romanos aprendemos que o Reino de Deus é justiça e alegria no Espírito Santo (Rm 14. 17-19). No mesmo texto somos exortados a promover a paz. Assim, se quisermos ver realmente a Deus, temos de viver em harmonia com nossos irmãos, amando uns aos outros, para isso, é preciso deixar claro que a paz de Deus, fruto do Espírito Santo amadureça em nossas vidas.

2.3. O homem sem Deus não tem paz

A verdadeira paz que tantos almejam só pode ser adquirida em Deus. O crente deve estar consciente de que a paz é uma qualidade interior, que nasce de um relacionamento correto com Deus (Ef 2.11-17). Segundo Charles Stanley, aquilo que o mundo oferece como “paz” é definitivamente uma ilusão, mesmo que possa parecer muito real. É como uma miragem no deserto. O mundo considera a paz como sendo o resultado de se fazer as coisas certas e ter as intenções corretas. Esses não são nem de longe os critérios para a paz descrita na Palavra de Deus (Jo 14.27; 16.33; Rm 5.1). Nenhuma providência humana pode trazer e garantir a paz real, pois o homem pecador não conhece “o caminho da paz” (Rm 3.17; 1 Ts 5.3).

A Bíblia nos adverte sobre as falsas mensagens de paz para enganar o povo: “Paz, paz; quando não há paz” (Jr 6.14; 8.11).  A paz de Deus não é efêmera, é constante na vida de seus servos. O crente está sujeito às intempéries da vida, no entanto, nos momentos difíceis é o próprio Espírito Santo que comunica ao coração do crente: “Não temas.” Os servos de Deus não estão imunes às circunstâncias difíceis ou perturbadoras. Todavia, temos a promessa de que o Espírito Santo estará sempre presente para nos ajudar (Jo 14.16).

III. LIÇÕES PRÁTICAS

O fruto do Espírito é concedido a todo cristão através da ação do Espírito Santo, o amor, gozo e paz não é privilégio apenas de alguns servos. Todo aquele que buscar viver o amadurecimento do fruto do Espírito irão vivenciar uma vida equilibrada. Segundo Charles Stanley, a paz se estende a todos que aceitam a Jesus como seu Salvador, que se afastam dos seus pecados e passam a viver em obediência à orientação da Palavra de Deus e do Espírito Santo. Observe as Palavras do próprio Senhor Jesus: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou” (Jo 14.27).

3.1. Certeza de vida eterna produz paz

A maior e mais excelente de todas as manifestações da graça soberana de Deus sem dúvida é certeza de vida eterna, ou seja, a nossa salvação em Cristo. É simplesmente impossível dar graças ao Pai pela salvação que Ele nos deu em Cristo sem experimentar a santa alegria cristã (Cl 1.11-14). É por isso que o autor da revista diz que o amor aliado à alegria produz no crente um sentimento de grande paz interior. Pois quem se encontra com Cristo e Sua Palavra, encontra o maior e mais valioso tesouro, por amor do qual qualquer sacrifício pode ser feito com o coração cheio de gozo e paz (Mt 13.44).

3.2. Deus destrói os planos do Diabo    

Precisamos viver em contato direto com Deus, se desejamos experimentar uma paz profunda e duradoura. Segundo Charles Stanley, a paz de Deus tem o poder de nos sustentar ou manter em meio à realidade: “Filhinhos, sois de Deus e já os tendes vencido, porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo” (1 Jo 4.4). Atualmente no nosso país, estamos vivendo dias difíceis, os jornais, cada vez mais sensacionalista divulgam informações a todo o momento, seja na área da política, saúde, segurança e etc. É verdade que precisamos de melhoras, no entanto, a mídia aumenta ainda mais os problemas, afim de Ibope.

Como disse o autor da revista, Satanás através de sua ação, tem a finalidade de desestabilizar todos. Devemos confiar no Senhor de todo coração, a Bíblia afirma que o Senhor conservará em paz aquele cuja mente está firme e confia nEle (Is 26.3). A confiança em Deus nada tem a ver com mero otimismo. Os que confiam no Senhor, mesmo diante das lutas, tribulações e hostilidades deste mundo, desfrutam de perfeita paz: “Os que confiam no SENHOR serão como o monte Sião, que não se abala, mas permanece para sempre” (Sl 125.1). Você deseja ter paz? Mantenha seus pensamentos e sua confiança em Deus (Sl 37.3).

3.3. Cristo restaura a paz perdida pelo pecado

A paz que Jesus oferece é perfeita, é diferente da paz ilusória que dá o mundo, pois esta, ao oposto daquela, não se mantém em razão da dubiedade do coração humano (Pv 2.5).

Quantos acordos fracassam, quantas relações são desfeitas por estarem baseados apenas nas boas e frágeis intenções humanas, que não resistem ao primeiro sinal de fraqueza das partes. Em razão disso, precisamos ter sempre o Senhor como o nosso grande parceiro em todas as nossas decisões. Essa paz é, também, diferente porque cumpre o propósito mais sublime do Senhor para o ser humano: restaura a nossa paz com Deus (Rm 5.1). O nosso relacionamento com Deus antes rompido pelo pecado é agora restaurado, mediante a justificação por Ele outorgada (Rm 5.1; Fp 3.9; Gl 2.16). Sim, Jesus é a nossa paz (Ef 2.14-17).

CONCLUSÃO

É de suma importância o amadurecimento do fruto do Espírito Santo em nossas vidas, o amor, gozo e a paz, faz o cristão sentir-se confortado consigo mesmo. Quando estamos em Cristo, a paz com Deus é restaurada, e daí passamos a ter harmonia uns com os outros na dimensão do amor de Deus derramado em nossos corações (Rm 5.5). Essa paz supera qualquer obstáculo, não se enfraquece quando não é correspondida e busca sempre suprir as deficiências humanas nos relacionamentos (Mc 9.50; Rm 12.9-21; 1 Ts 5.12,13). Que cada um de nós tenha a paz abundante e bendita de Jesus em nossos corações (Nm 6.24-26).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Edição Revista e Corrigida, tradução de João Ferreira de Almeida, CPAD, 2008.

Lições Bíblicas Mestre- Jovens e Adultos. As doenças do nosso século – As curas que a Bíblia oferece. Editora CPAD – 3° semestre de 2008. Lição 7: Cristo, a perfeita paz.

Lições Bíblicas Mestre- Jovens e Adultos – As promessas de Deus para a sua vida. Editora CPAD – 4° semestre de 2007. Lição 6: A promessa da paz interior.

Revista do professor: Jovens e Adultos. Fruto do Espírito. Destacando os aspectos do caráter cristão na era da pós-modernidade. Rio de Janeiro: Editora Betel – 2º Trimestre de 2016. Ano 26 n° 99. Lição 07 – Paz: o prazer inefável da tranquilidade e serenidade.

 

COMENTÁRIOS ADICIONAIS

Paz o fruto da harmonia

TEXTO ÁUREO: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14).

VERDADE PRÁTICA: CRISTO oferece-nos a paz em vez de angústia, conforto no lugar de tribulação, fruto de paz ao invés de obras de dissensões.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – ROMANOS 14.17-19; EFÉSIOS 4.1-3.

INTRODUÇÃO

A palavra “Paz” é usada na Bíblia em três dimensões. Primeiro, há a paz espiritual. Trata- se da paz entre o homem e Deus. Segundo, há a paz psicológica, ou a paz íntima; a que experimentamos conosco mesmo. Terceiro, há a paz relacional, a paz entre as pessoas. A Bíblia diz que o pecado destruiu, ou degenerou seriamente, todas as três dimensões da paz. Quando o homem foi criado, estava em paz com Deus, em paz consigo mesmo e em paz com todos as demais coisas criadas. Todavia, ao rebelar-se contra Deus, destruiu sua comunhão com Ele. O homem passou a não ter mais paz consigo mesmo, e estava incapacitado para gozar paz com os outros.

Embora vivamos num país onde “impera a paz”, não nos esqueçamos da violência vivida nas grandes cidades, nas possessões ilegais de terra, na insegurança residencial em qualquer parte do país e na guerra em que muitas famílias estão vivendo de filhos contra pais e de maridos contra esposas e vice-versa; e até a guerra entre membros de denominações religiosas e ainda, por incrível que pareça, na guerra entre os membros de uma mesma denominação que se diz evangélica.

Somente com uma disposição muito grande de amar com o amor ágape de DEUS poderemos encontrar a paz em meio a esta guerra.

SEGUI… A PAZ E A SANTIFICAÇÃO: Primeiro devemos seguir, ou seja, buscar a todo o custo a Paz com todos, sabendo de antemão que não conseguiremos esta tão almejada Paz com todos, pois seria necessário sair do mundo, porém devemos tentar de todas as formas mantermos a paz com o máximo de pessoas possível, como fez nosso Senhor e mestre JESUS CRISTO.  Ser santo é estar separado do pecado e consagrado a DEUS. É ficar perto de DEUS, ser semelhante a Ele, e, de todo o coração, buscar sua presença, sua justiça e a sua comunhão.

Acima de todas as coisas, a santidade é a prioridade de DEUS para os seus seguidores (Ef 4.21-24). (1) A santidade foi o propósito de DEUS para seu povo quando Ele planejou sua salvação em CRISTO (Ef 1.4). (2) A santidade foi o propósito de CRISTO para seu povo quando Ele veio a esta terra (Mt 1.21; 1 Co 1.2,30). (3) A santidade foi o propósito de CRISTO para seu povo quando Ele se entregou por eles na cruz (Ef 5.25-27). (4).

A santidade é o propósito de DEUS, ao fazer de nós novas criaturas e nos conceder o ESPÍRITO SANTO (Rm 8.2-15; Gl 5.16-25, Ef 2.10). (5) Sem santidade, ninguém poderá ser útil a DEUS (2Tm 2.20,21). (6) Sem santidade, ninguém terá intimidade nem comunhão com DEUS (Sl 15.1,2). (7) Sem santidade, ninguém verá o Senhor (v. 14; Mt 5.8)

I. OS FRUTOS DA PAZ

  1. O fruto da paz produz vida espiritual. Para que o ESPÍRITO SANTO possa desenvolver o fruto espiritual da paz Ele une o amor à paz e se entrelaça às suas outras qualidades:

a) Graça e paz. “Graça e paz seja convosco da parte daquele que é, e que era, e que há de vir” (Ap 1.4). Graça é favor imerecido. No A.T. significa favor, especialmente na frase ‘achar graça’ (Gn 6.8, etc.). No N.T. é aquele favor que o homem não merece, mas que Deus livremente lhe concede – algumas vezes é posta em contraste com a lei (Rm 6.14) – e também exprime a corrente de misericórdia divina, pela qual o homem é chamado, é salvo, é justificado, e habilitado para viver bem e achar isso suficiente para ele (Gl 1.15 – Ef 2.8 – Rm 3.24 – 1Co 15.10 – 2 Co 12.9).

É viver sob o favor de DEUS, é se submeter à vontade de DEUS mesmo que arriscando a própria vida.

b) Amor e paz. “Sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o DEUS de amor e de paz será convosco” (2Co 13.11). Mesmo parecer não é pensar do mesmo modo, pois cada um tem sua personalidade própria, porém todos devem procurar saber qual a vontade de DEUS e segui-la obedecendo de todo o coração, de toda mente, com toda boa vontade e alegria. Somente a igreja que vive sob a direção de DEUS pode viver unida com um só propósito, a salvação do mundo.

c) Vida e paz. “A inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz” (Rm 8.6). A lei foi dada para mostrar o pecado ao homem, com o fim de que este homem, sabendo que é pecador, clamasse por um salvador, portanto a lei foi colocada como ponte para conduzir o pecador arrependido a DEUS, através de JESUS CRISTO que morreu para pagar esse mesmo pecado, portanto aquele que se inclina para a carne está debaixo desta lei que condena, mas aquele que está no ESPÍRITO, está debaixo da lei espiritual que salva, liberta, tira o fardo pesado do pecado e conduz à vida com abundância, a vida eterna com DEUS.

  1. O fruto da paz produz vida moral.

a) Santidade e paz. A santidade é a capacidade do ESPÍRITO SANTO nos separar de tudo o que não condiz com a presença de DEUS. Somente através da paz que CRISTO nos deu ao nos reconciliar com o PAI é que alcançamos esta separação do mundo e conseqüentemente conquistamos a paz em nosso interior, o que é mais importante, pois a paz externa, dificilmente a teremos, enquanto estivermos no exército de CRISTO, na terra. “O mesmo DEUS de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor JESUS CRISTO” (1Ts 5.23; Hb 12.14). Devemos abrir nossa vida para que o ESPÍRITO SANTO nos guie a esta paz.

b) Justiça e paz. “O fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz” (Tg 3.18). É num momento de paz que paramos para meditarmos sobre nossa situação perante nosso criador e então tomamos a decisão de seguí-lo. Na paz com as pessoas à nossa volta é que podemos compartilhar o evangelho e levá-las à salvação em JESUS. Na paz é que aprendemos e ensinamos a Palavra de DEUS.

c) Justiça, alegria e paz. “O Reino de DEUS não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no ESPÍRITO SANTO” (Rm 14.17). Nas festas mundanas onde a comida e a bebida são fartas, não se encontra a paz de DEUS, a verdadeira paz, porém nas festas ágapes, ou festas de DEUS, onde Seu povo se reúne para louvar, adorar a DEUS e aprender sobre o Mesmo a paz sobresai como a pétala de uma rosa a desabrochar para a luz da aurora.

d) Confiança e paz. “Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti” (Is 26.3). Uma boa consciência é imprescindível a quem quer servir e conhecer a DEUS. Nossa mente deve ser conservada e presa na Palavra de DEUS.

2Co 10.5 Destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo;

A confiança tem a ver com a fé depositada naquele que pode tudo e que cuida de nós em todas as adversidades de nossa vida, DEUS.

II. AS TRÊS DIMENSÕES DA PAZ

  1. Paz com DEUS. A paz com DEUS só é possível mediante a justificação pela fé.

Is 59.2 Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.

Rm 8.7 Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser. Vimos acima que nossos pecados nos separaram de DEUS e criaram uma inimizade com DEUS.

Rm 5.1 TENDO sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; A fé em que JESUS morreu por nós e levou sobre si nossos pecados, nossas ofensas, deu-nos a reconciliação com DEUS e consequentemente a Paz com DEUS.

A justificação

A justificação acha-se ligada a importantíssima questão de se saber ‘como pode o homem ser justo para com Deus?’ Por três vezes se faz uma tal pergunta no Livro de Jó (4.17 – 9.2 – 25.4 – cp com 15.14). Sinceros israelitas sentiram a opressão da idéia (Sl 143.2 – Mq 6.6). Em todo o ritual mosaico esse sentimento se manifesta, bem como no ritual e cerimonial do paganismo. o primeiro lugar da Bíblia, onde se sugere a verdadeira solução do problema, encontra-se em Gn 15.1 a 6, pois aí, pela primeira vez, se fala da ‘justiça’ e da ‘crença’. A palavra de Deus, se diz no vers. 1, veio a Abraão, porque foi grande a confiança deste na revelação divina, sendo a justiça a conseqüência.

Esta passagem é, em alguns casos a chave para as diversas referências que em outros lugares da Bíblia as encontram com respeito à justiça e fé. A mesma idéia da justificação pela confiança em Deus se apresenta em Sl 32.1,2 e Hc 2.4 – mas de um modo mais claro se acha a doutrina da justificação nas páginas do Novo Testamento. A justificação diz particularmente respeito à nossa verdadeira relação com Deus, não se tendo em vista a condição espiritual, mas a situação judicial. Esta verdadeira comunhão com Deus foi comprometida pelo pecado, de que resultou a culpa, a condenação e a separação. A justificação compreende o ressurgimento dessa comunhão, sendo removida a condenação pelo perdão, a culpa pela justiça, e a separação pela boa vontade.

A justificação significa realmente a reintegração do homem, na sua verdadeira relação com Deus. É, então, considerado como justo, aceito perante Deus como reto com respeito à lei divina, sendo, portanto, restaurada a sua primitiva posição. E deste modo a justificação é muito mais do que o perdão, embora o perdão seja, necessariamente, uma parte da justificação. As duas idéias se acham distintas em At 13.38,39. o perdão é apenas negativo, sendo dado para ser removida a condenação, ao passo que a justificação é também positiva, trazendo a remoção da culpa e a concessão das boas relações com Deus. o perdão é apenas um ato de misericórdia divina, repetindo-se esse ato sucessivamente por toda a nossa vida cristã. A justificação é completa, nunca é repetida, e abrange o passado, presente e futuro da nossa vida. ‘Quem já se banhou (justificação), não necessita de lavar senão os pés (perdão)’ (Jo 13.10).

Também a justificação se deve distinguir da santificação, que geralmente se compreende na significação ‘de ser feito santo’. Ainda que justificação e santificação sejam estados inseparáveis na experiência da vida, devem, contudo, claramente distinguir-se no pensamento. A justificação diz respeito à nossa situação espiritual – e a santificação à nossa espiritual condição. Aquela está em conexão com o nosso estado para com Deus, e esta com o amor que Lhe devemos: uma trata da nossa aceitação, a outra da nossa qualidade de aceitáveis – uma é o fundamento da paz, Cristo por nós – a outra é o fundamento da nossa pureza, Cristo em nós.

A base da nossa justificação é a obra redentora de nosso Senhor Jesus Cristo. ‘Àquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós, para que nele fôssemos feitos justiça de Deus’ (2Co 5.21). ‘Por meio dele todo o que crê é justificado’ (At 13.39). Por conseqüência, é pela obra de Cristo, e não pelas nossa próprias obras ou méritos, que nós somos justificados. o homem tem sempre procurado estabelecer a sua própria justiça, mas o mau êxito tem sido o resultado, em todos os tempos, pois é manifesta a sua incapacidade, tanto para apagar o passado, como para garantir o futuro. ‘Pela graça sois salvos,… e isto não vem … de obras, para que ninguém se glorie’ (Ef 2.8,9). A justificação é alcançada pela fé. ‘Todo o que crê é justificado’ (At 13.39) – ‘Justificados, pois, mediante a fé’ (Rm 5.1).

A confiança faz sempre supor que dependemos de alguém que nos está superior – é o reconhecimento da nossa própria incapacidade, e do poder de algum outro ser. A fé une-nos a Cristo, e essa união é a única resposta que se pode dar à revelação de Deus. É a renúncia de nós próprios, e a crença no Salvador. Descansamos em Jesus os nossos corações e aceitamos a Sua perfeita justiça. A grande verdade da justificação, pela fé em Cristo, é de supremo valor para a vida espiritual e serviço de Deus. Ela é a base da paz espiritual (Rm 5.1). É o fundamento da liberdade espiritual, ficando nós livres da escravidão do pecado, e sendo assim levados à própria presença de Deus. É a garantia da santidade, porque traz aos nossos corações o poder do Espírito Santo. É, também, a inspiração de toda a obra boa, visto como a alma, livre de toda a ansiedade a respeito da sua salvação, fica livre para trabalhar na salvação dos outros.

Não há contradição entre S. Paulo e S. Tiago sobre esta doutrina da justificação, embora ambas as epístolas se refiram a Abraão para exemplo. Paulo, em Rm4, trata de Abraão a respeito do que está descrito em Gn 15 – Tiago trata do mesmo patriarca, em relação ao fato narrado no cap. 22 do mesmo livro, o que aconteceu vinte e cinco anos depois. Mas durante este espaço de tempo foi Abraão um homem justificado pela fé (Gn 15.6), e quando chegou o tempo da grande prova (Gn 22), manifestou, então, a sua fé pelas obras.

Quando Paulo escreveu teve em vista os não-cristãos, e faz uso do cap. 15 de Gn para provar a necessidade da fé, e mostrar que obras são as que vêm da fé. Tiago, porém, dirige-se aos cristãos, e usa o cap. 22 de Gn para provar as necessidades das obras, e fazer ver que a fé deve ser provada pelas obras. Paulo está tratando o assunto do ponto de vista legalístico, e contra todo o mérito humano – Tiago discorre com espírito antinômico e contra a simples ortodoxia intelectual. Um faz realçar a base da justificação, o outro a prova. Como diz Arnot, Paulo e Tiago não são dois soldados de exércitos diferentes, combatendo um contra o outro, mas sim dois combatentes do mesmo exército, lutando, costa com costa, contra inimigos que vêm de direções opostas.

  1. Paz de DEUS. “E a paz de DEUS, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações” (Cl 3.15).

A paz interior só é conseguida pela certeza de salvação, que é transmitida a nós pelo ESPÍRITO SANTO, residente em cada cristão verdadeiramente fiel. O corpo é a Igreja, formada pelos crentes em JESUS e tendo recebido o ESPÍRITO SANTO vivem em união e paz.

  1. Paz com os Homens. “Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens” (Rm 12.18).

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” (João 14:27).

“Aparta-te do mal e pratica o que é bom; procura a paz e empenha-te por alcançá-la” Salmo 34:14

“Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo. Porque Ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um, e, tendo derribado a parede de separação que estava no meio, a inimizade, aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz” (Efésios 2:13-15).

III. A PAZ ILUSTRADA

  1. Exemplos do Antigo Testamento.

a) Abraão era um homem que amava a paz.

Abraão primeiro conquistou pela sua fé, a paz com DEUS, depois com sua fé conquistou a paz com os homens. Abraão amava tanto a paz que usou de engano quando desceu ao Egito, quase provocando sua morte e de sua esposa, por causa desta tão buscada paz;

Abraão desobedeceu a DEUS em sua chamada para obter a paz com seu pai e família;

Abraão perdeu materialmente muito para alcançar a paz com seu sobrinho (Terras Boas);

Abraão tolerou seu sobrinho Ló que lhe deu muito trabalho e até participou de uma guerra por causa do mesmo, sendo homem de paz;

Abraão doou o despojo de guerra para os reis para que houvesse paz entre eles;

Abraão deu o dízimo de tudo ao representante de DEUS, Melquizedeque para que houvesse paz entre ele e DEUS.

Abraão conquistou definitivamente a paz com DEUS quando ofereceu a DEUS o que ele tinha de mais importante, seu filho amado.

b) Isaque é mais um exemplo de alguém que se empenhou pela paz. O capítulo 26 de Gênesis narra que depois da morte de Abraão, Isaque reabriu os poços que seu pai cavara, os quais seus inimigos fecharam enchendo-os de terra. Os servos de Isaque abriram outro poço, mas seus adversários contestaram. Abriram um segundo poço, e os opositores reclamaram novamente. Então Isaque simplesmente saiu dali e cavou um terceiro poço. Desta vez, os inimigos não se opuseram, mas o deixaram em paz. Pouco depois, DEUS apareceu a Isaque e renovou suas promessas com ele. Isaque aprendeu que ter paz e viver em paz é mais importante do que fazer as coisas do modo que queremos. (Mantendo o mesmo ensino da revista)

c) Daniel, o profeta, foi lançado na cova dos leões, mas pôde dormir profundamente a noite toda, sem medo, porque confiou em DEUS. Daniel aprendera que se ele confiasse em DEUS em todas as circunstâncias, ele teria paz. O Salmo 91.15 dá-nos esta garantia, quando estamos em dificuldades: “Estarei com ele na angústia; livra-lo-ei e o glorificarei”. Se reivindicarmos esta promessa, poderemos ter a paz que Daniel teve mesmo em tempos de intenso sofrimento ou dificuldade.

  1. Exemplos do Novo Testamento.

a) Nosso Senhor JESUS é chamado o “Príncipe da Paz” (Is 9.6) e o “Cordeiro de DEUS” (Jo 1.29). O cordeiro ilustra um quadro de paz. JESUS é o Cordeiro que foi morto desde a criação do mundo (Ap 13.8). A primeira mensagem pregada depois que JESUS nasceu foi de paz (Lc 2.14). Quando JESUS enviou os primeiros pregadores, ele os orientou a pregar a paz (Lc 10.5). O próprio JESUS é a nossa paz, e ele pregou a paz (Ef 2.14,17). JESUS pela cruz fez-se mediador entre DEUS e os homens, fazendo a paz (1Tm 2.5). É pois inadmissível um crente brigão.

b) A igreja primitiva ilustra que o crescimento é um dos resultados da paz. É verdade que a igreja mais cresce em tempos de aflição; tempos de bonança vigiada oferecem oportunidade de recuperação de forças e expansão.

A igreja primitiva fez bom uso dos tempos de tranqüilidade e paz (At 9.31). Reinando a paz no rebanho, ela compõe e reforça a comunhão, criando um laço indissolúvel entre os crentes.

c) As sete igrejas na Ásia foram saudadas com a expressão “Graça e paz” dirigida a todos os fiéis dessas igrejas (Ap 1.4). Graça e paz são qualidades básicas para a igreja: graça é a boa vontade do Pai para conosco e sua boa obra em nós; paz é a prova ou certeza de que esta graça foi dada. Não há verdadeira paz sem a graça de DEUS, e onde há graça de DEUS, a sua paz se segue.

CONCLUSÃO

Quando falamos de paz como fruto do Espírito, não estamos aludindo ao alívio momentâneo proporcionado em momentos de silêncio ao lado de um lago na montanha, ou à beira-mar, ou em outro lugar tranqüilo. Não estamos falando sobre a distração das diversões, que por pouco tempo tiram nosso pensamento dos problemas. Não temos em mente a paz oferecida no consultório de um psicólogo ou em tranqüilizantes e drogas. Estamos nos referindo à paz que se desenvolve em nosso interior quando temos o ESPÍRITO SANTO habitando em nós.

Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Setor I – Em Dourados – MS

Lições Bibliccas 1º. Trimestre 2005 – O fruto do Espírito – a plenitude de Cristo a vida do crente.

Publicado no Blog do Ev. Isaías de Jesus

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