Jacó, um Exemplo de um Caráter Restaurado – Daniel Conegero

Jacó, um Exemplo de um Caráter Restaurado – Daniel Conegero

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Jacó, Um Exemplo de Um Caráter Restaurado é o tema da lição 5 das Lições Bíblicas CPAD do 2º trimestre de 2017 para a Escola Bíblica Dominical. Neste estudo bíblico falaremos sobre a transformação no caráter de Jacó.

Texto Áureo: Romanos 9:13

Leitura Bíblica em Classe: Gênesis 25:28-34; 32:24,28,30

Introdução – Lição 5: Jacó, Um Exemplo de Um Caráter Restaurado

Lições Bíblicas 2º Trimestre de 2017 – Escola Bíblica Dominical

Isaque teve dois filhos gêmeos, Jacó e Esaú. Rebeca era estéril e demorou vinte anos para engravidar, quando Deus atendeu e as de seu esposo (Gn 25:21,26). Esaú era o primogênito, mas Jacó nasceu em seu encalço, segurando seu calcanhar. Quando olhamos para a história de Jacó mais novo de Isaque, podemos ver nitidamente um caráter transformado.

I- O Filho Mais Novo de Isaque – Lição 5: Jacó, Um Exemplo de Um Caráter Restaurado

O nome de Jacó significa “ele agarra”, do hebraico Ya’qov, muito provavelmente uma abreviação intencional de Ya’aqo-vil, um típico nome semita-ocidental que significa “que Deus proteja” ou “Deus tem protegido”.

Como foi dito, sua mãe era estéril. Ante dela, Sara também havia sido estéril, e com isso percebemos que mais uma vez o tema da esterilidade estava em pauta na linhagem escolhida por Deus pela qual a promessa iria se cumprir. Em ambos os casos, a esterilidade não deveria ser um motivo de desespero, mas um meio que enfatizava ainda mais a soberania divina na condução da História.

Ainda no ventre, já havia uma disputa entre Jacó e seu irmão. Rebeca se indagou sobre o porquê daquilo, e a resposta de Deus foi um breve acerca da história que se desenrolaria a partir dali. Deus anunciou que o mais velho serviria o mais jovem (Gn 25:23-26).

Jacó era o preferido de Rebeca, enquanto Esaú era o preferido de Isaque. Esaú, sendo o primogênito, demonstrou não ter qualquer apego aos privilégios de sua primogenitura. Então Jacó aproveitou um momento de fraqueza de Esaú, e lhe comprou o direito de primogênito.

Mais tarde, com a ajuda de sua mãe, Jacó também usou de uma fragilidade de Isaque para conseguir a benção no lugar de Esaú. Mesmo de uma forma reprovável, enganadora e mentirosa, não podemos negar que de alguma forma Jacó demonstrou maior fidelidade e visão pactual, quando desejou o direito a primogenitura e consequentemente a benção de Isaque.

Por outro lado, Esaú demonstrou desprezo pelas promessas de Deus feitas a Abraão e Isaque. Ele trocou sua primogenitura por um prato de comida, e perdeu a bênção da Aliança. O escritor do livro de Hebreus considerou Esaú como um profano por conta dessa atitude (Hb 12:16,17). Nesse episódio todos erram, Isaque, Rebeca, Jacó e Esaú, mas os propósitos de Deus não são frustrados pelas falhas humana. Na história dessa família podemos ver Deus abençoando e repreendendo o seu povo.

Diante de todos esses conflitos, talvez a pergunta inevitável seja: Por que Jacó, e não Esaú? Ainda grávida, Rebeca também fez uma pergunta: “Por que está me acontecendo isto?”.Tais perguntas só encontram resposta na soberania divina, e na aceitação de que a sabedoria de Deus está por trás de todas as coisas (Rm 11:29-36). O que podemos dizer é que Deus escolheu Jacó unicamente e, exclusivamente, por sua soberania. A benção sobre Jacó é fruto do beneplácito soberano de Deus (Rm 9:10,12).

Ao discorrer sobre esse assunto, o apóstolo Paulo já sabia que muitas pessoas chocadas, ou mesmo indignadas, buscariam por respostas, e ele forneceu uma resposta, mesmo que provavelmente não tenha agradado a todos:

Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim?
Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra?
(Romanos 9:20,21)

A verdade bíblica é que Deus amou Jacó e rejeitou Esaú antes mesmo que eles tivessem nascido e feito o bem ou mal. O apóstolo ainda fez questão de enfatizar que a causa da escolha não está no escolhido, mas, sim, Naquele que escolhe, e diante dessa verdade, de maneira alguma, podemos inferir que há injustiça da parte de Deus (Rm 9:11). Portanto, ao falar sobre a escolha de Jacó, não cabe qualquer interpretação que coloque a visão popular sobre a presciência Divina como fator causativo dessa escolha, sem que, de alguma forma, afronte os atributos de Deus e reduza a sua soberania à condicionalidade.

II- Um Homem Abençoado Por Deus – Lição 5: Jacó, Um Exemplo de Um Caráter Restaurado

Apesar do terrível comportamento de Jacó, Deus se revelou a ele em Betel como o Deus de Abraão e de Isaque (Gn 28:10-17). Na ocasião, Jacó teve um sonho, na qual ele viu basicamente uma escada posta na terra cujo topo tocava o céu, e os anjos de Deus subiam e desciam por ela.

Ali, Deus fez promessas a Jacó, enfatizando que Jacó, como portador da benção, é o herdeiro da aliança feita com Abraão. Jacó creu nas promessas que escutou, e depois reconheceu que havia estado preso em sua ignorância, ao dizer: “Na verdade o Senhor está neste lugar; e eu não o sabia” (Gn 28:16).

A experiência de Jacó com a presença transformadora de Deus alcança seu auge quando o sonho se cumpre, e seu nome é trocado de Jacó para Israel (Gn 32).

III- Lições do Caráter de Isaque – Lição 5: Jacó, Um Exemplo de Um Caráter Restaurado

Aquele homem que praticava ações duvidosas, que demonstrava um comportamento reprovável, agora passou a refletir um exemplo de um caráter restaurado. Ele havia sido oportunista, interesseiro, enganador, traidor e mentiroso. No entanto, após o encontro com Deus, tudo isso ficou para trás.

A disputa com seu irmão deu lugar ao amor, aquele que havia enganado agora desejava ser perdoado. O homem que fugiu de casa com medo e desespero, encontrou a alegria e esperança ao ser surpreendido por Deus. Aquele que procurava tirar vantagem de tudo, se tornou profundamente agradecido a Deus fazendo-lhe o maior voto registrado em todo o Antigo Testamento (Gn 28:20-22).

Conclusão – Lição 5: Jacó, Um Exemplo de Um Caráter Restaurado

Jacó realmente é um exemplo de um caráter restaurado, não ao seu velho modo, como se ele já tivesse tido uma conduta exemplar algum dia, mas uma restauração que evidencia a pura transformação de alguém que teve um encontro com Deus. A graça de Deus não nos faz pessoas melhores, mas nos faz novas pessoas.

Publicado no blog Estilo Adoração

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