Exortações Gerais – Ev. Isaías de Jesus

Exortações Gerais – Ev. Isaías de Jesus

Texto Áureo= “Em tudo, te dá por exemplo de boas obras, na doutrina, mostra incorrupção, gravidade, sinceridade. (Tt2.7)

Verdade Prática = A Palavra de Deus tem exortações de grande valor para todos os crentes, em todos os Lugares.

LEITURA BIBLICA = TITO 2: 1-8

INTRODUÇÃO

Aqui está a terceira parte do assunto dessa epístola. No capítulo anterior, o apóstolo tinha orientado Tito a respeito de questões de governo e a que colocasse em ordem as coisas deficientes nas igrejas. Agora, ele apresenta as seguintes exortações:De maneira geral, em relação ao cumprimento fiel do seu próprio ofício. O fato de ordenar os outros a pregar não o isentava de pregar. Sua função não era apenas cuidar dos ministros e presbíteros, mas tambémprecisava instruir alguns cristãos específicos a cumprirem o seu dever.

O MODO CORRETO DE FALAR DO LIDER

Depois de discorrer sobre o estabelecimento de padrões de vida, aos quais os líderes cristãos devem corresponder, e sobre o castigo dos obstrucionistas maus, que estavam pondo em perigo a integridade das igrejas, agora Paulo interessa-se pastoralmente pelos crentes cretenses. Dirigindo-se incisivamente a Tito, ele diz: Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina (1).

A palavra grega traduzida por tu é enfática. Diante da falsidade posicional dos oponentes, torna-se dever de Tito apresentar ousadamente a verdade. Aqui ocorre mais uma vez a preocupação de Paulo pelo depósito da sã doutrina, que é a herança preciosa da igreja. Mas ele não tem em mente a doutrina no sentido de dogma, a formulação verbal da verdade cristã. Tratam-se das conseqüências éticas apropriadas que sempre emanam da verdade cristã. Esta dedução fica nitidamente clara nos versículos a seguir.

Os velhos que sejam sóbrios, graves, prudentes, sãos na fé, na caridade e na paciência (2). O evangelho de Cristo tem de mudar a maneira de pensar das pessoas e dar frutos numa vida transformada. Era esta transformação poderosa que tornava a igreja primitiva invencível. Como foi que a igreja cristã derrotou o paganismo fortificado do império romano? A resposta de T. R. Glover é que “os cristãos sobrepujaram os pagãos na vida, na morte e nos conceitos”.

Em todos os pontos, os cristãos excederam de longe os mais altos padrões que o mundo pagão conhecia. Este fato está ilustrado aqui claramente. Os primeiros três traços de caráter determinados para os velhos são: sóbrios,graves, prudentes (2).

Devemos entender o termo sóbrios no sentido de “temperantes” (AEC, RA) ou “moderados” (BAB, NTLH); com toda a certeza, a temperança e moderação relacionadas ao uso de vinho, mas também é a atitude de temperança e moderação em todos os prazeres da vida. O termo grego traduzido por graves também ocorre em 1 Timóteo 3.8,11, onde é aplicado aos diáconos e suas esposas (“honestos” e “honestas”). Sugere seriedade de propósito (cf. “respeitáveis”, AEC, BAB, BJ, RÃ; “dignos de respeito”, NVI; “sérios”, CII, NTLH) que, como ressalta Guthrie, “se ajusta particularmente à dignidade de pessoas mais velhas; contudo”, ele adverte, “nunca devemos confundir seriedade com carranca”.2 O terceiro termo grego traduzido por prudentes significa corretamente “autodisciplinados”; Moffatt traduz por “mestres de si”.

Os mestres éticos estóicos do século 1 poderiam ir até aqui. Mas Paulo ainda não terminou a lista de traços de caráter. Há mais três, cada uma das quais marcantemente cristã: Sãos na fé, na caridade (“no amor”, ACF, AEC, BAB, NTLH, NVI, RA) e na paciência (2). E. F. Scott ressalta que, “para Paulo, as virtudes cristãs cardeais são a fé, a esperança e o amor”, como constam em 1 Coríntios 13.13. Mas com relação à substituição da esperança por paciência, Scott observa que Paulo, talvez, “pensa na esperança de forma inclusa na fé que se apodera da vida por vir. Ou pode ser que ele coloque a paciência no lugar da esperança, porque pensa especialmente nos idosos cuja atitude para a vida é, agora, de resignação”.

Não devemos entender que ser sãos na fé é ser sãos na doutrina, por mais importante que isso seja. Paulo está acentuando a fé vigorosa e saudável que une o homem redentoramente a Cristo. Ligado com a fé está o amor divino (agape), que é profusa e graciosamente derramado no coração daqueles que se rendem ao domínio de Cristo. A paciência, a terceira virtude desta segunda tríade, é a força e propósito de coração para viver a vida cristã até o fim. O termo grego é traduzido por “constância” (AEC, RÃ), “perseverança” (BAB, BJ, BV, NTLH, NVI), “firmeza” (RSV) e “resistência” (NEB). Estas são qualidades espirituais que enriquecem os anos maduros da vida.

As mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem (3). O apóstolo admoesta as mulheres idosas da igreja a cultivarem as virtudes semelhantes às que os homens idosos devem ter. O termo semelhantemente sugere este paralelo. Mas Paulo é muito específico em suas exigências sobre elas.

A frase que sejam sérias no seu viver, como convém a santas é traduzida por “a serem reverentes na sua maneira de viver” (N’VI; cf. CII). O termo grego traduzido por “reverentes” (NVI) significa, literalmente, “humilhar a si mesma como sacerdotisa no desempenho de seus deveres”. As mulheres maduras devem ser dedicadas às coisas espirituais. Afigura da “mãe em Israel” (Jz 5.7) tem quase desaparecido da igreja atual. Em nossos dias, há a carência desesperadora de mulheres santas de outrora. Mulheres que conheçam a Jesus e o amem, mulheres para quem o privilégio de ministrar ao Senhor seja a mais alta alegria da vida, mulheres como honraram a casa de Maria e Marta, em Betânia; tais mulheres são necessárias na igreja de hoje e de amanhã.

Nem precisamos dizer que para tais mulheres piedosas seria desnecessária a próxima estipulação do apóstolo: Não caluniadoras, não dadas a muito vinho (3). Traduzida em termos mais simples e atuais, a determinação fica assim: “Não boateiras ou escravas de bebida forte” (NEB; cf. BV).

A outra especificação — mestras no bem (3) — não deve ser entendida no sentido de violar a norma do apóstolo estipulada em 1 Timóteo 2.12. Presumimos que a insistência paulina de as mulheres não ensinar publicamente nas igrejas seja válida tanto para as igrejas cretenses quanto para a igreja efésia. O ensino que o apóstolo tem em mente é, provavelmente, o que procede de um exemplo piedoso, suplementado por aconselhamentos e palavras de incentivo dados reservadamente. Este dever imposto nas mulheres mais velhas forma a transição para a exortação do apóstolo para as mulheres mais jovens.

PADRÕES PARA OS JOVENS, 2.4-8

As mulheres idosas têm o dever de ensinar as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos (4). Este é um dos ingredientes essenciais no lar feliz e cristão. O amor do marido e dos filhos era virtude aclamada entre pagãos e cristãos. Kelly cita o fragmento de inscrição lapidar encontrada em Pérgamo, Mísia: “Júlio Basso […] para sua docíssima esposa, dedicada ao marido e dedicada aos filhos”.4 Por mais ideais que tais virtudes sejam, o triste fato é que são honradas depois de não serem observadas.

Mas o padrão do apóstolo imposto nas mulheres novas continua: A serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seu marido, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada (5). Para entendermos esta passagem, devemos considerá-la no contexto dos costumes gregos. Barclay ressalta que, “no antigo mundo grego, a mulher respeitável tinha uma vida completamente retirada. Na casa, ela possuía aposentos próprios, raramente deixando-os, nem mesmo para sentar-se à mesa para as refeições com os membros masculinos da família; e nenhum homem entrava nos aposentos dela, exceto o marido.

Ela nunca comparecia a assembléias ou reuniões públicas; raramente era vista nas ruas, e se o fosse […] nunca estava desacompanhada”. Para mulheres acostumadas em tal clausura, o cristianismo veio com maravilhoso poder libertador. Seria fácil tal emancipação ir a extremos escandalosos quando vista no contexto desta exclusão tradicional. Se o padrão que Paulo estipula parece limitador e restritivo, devemos entendê-lo no contexto dos padrões do século 1.

Moffatt traduz o termo moderadas (5) por “donas do seu nariz”, O termo grego traduzido por castas reflete esta mesma virtude que, no uso do Novo Testamento, sempre denota pureza (cf. “puras”, BAB, NTLH, NVI). Boas donas de casa é a qualidade prática da boa administração doméstica. A palavra de Moffatt para esta virtude é “doméstica”. O termo grego traduzido por boas tem o significado de “afáveis”, “dispostas” e “compreensivas”. Sujeitas a seu marido é atitude que o apóstolo propõe repetidamente (Ef 5.22; Cl 3.18).

Trata-se de virtude antiquada e que decididamente não conta com o apoio das jovens atualmente. Mas sugere atitude de deferência ao marido que ela ama. Em troca, o marido deve mostrar bondade, sensibilidade e sensatez, tornando esta virtude recomendável para os nossos dias.

Paulo faz estas determinações por uma razão cristã muito básica:Afim de que apalavra de Deus não seja blasfemada (5). Seria fatal para a igreja, se ela se expusesse à acusação de que as liberdades concedidas aos seus membros são subversivasdos ideais da vida familiar. A maneira em que Moffatt pôs esta questão é totalmente justificada: “Caso contrário, será um escândalo para o evangelho” (cf. BV, CH, NTLH).

Agora o apóstolo passa a tratar dos jovens: Exorta semelhantemente os jovens a que sejam moderados (6). A responsabilidade de ser moderados não pesa apenas nos jovens, mas também em Tito, cuja tarefa é exortá-los insistentemente nesse ponto. No grego, este verbo é consideravelmente mais forte que o verbo traduzido por “fala” no versículo 1 deste capítulo. Uma opção tradutória seria “recomenda com insistência” ou “obriga”. A virtude que Tito deve insistir em suas exortações, que foi traduzida por moderados, é a virtude estóica de autocontrole (cf. “controlados”, BAB). Phillips traduz assim: “Você também deve insistir para que os moços levem a vida a sério” (CH). O versículo 7 continua na mesma linha de pensamento:

Em tudo, te dá por exemplo de boas obras. E difícil decidir se a frase em tudo combina com a advertência a Tito ou se pertence à moderação do versículo 6. Qualquer uma das alternativas é possível, pois é puramente questão de pontuação. Seja qual for a interpretação correta, a frase enfatiza o amplo escopo desta virtude. Tito é aconselhado a apregoá-la e exibi-la em sua conduta.

Ser exemplo tem mais força que dar conselho; as pessoas nos seguirão do modo em que seguimos Cristo, quer o sigamos de perto ou de longe.

As exortações do apóstolo para Tito prosseguem: Na doutrina, mostra incorrupção, gravidade, sinceridade, linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós (7,8). E evidente que Paulo está muito preocupado com o ensino de Tito e com sua conduta. O versículo 7b é traduzido assim: “Em teu ensino, tens de mostrar integridade e altos princípios” (NEB). Tito é exortado a usar linguagem sã e irrepreensível (8). Phillips interpreta esta passagem assim: “Esteja seu discurso acima de qualquer crítica, para que seus opositores sintam-se envergonhados ao descobrir que não há nada que nos desmereça” (CH). Tito tinha de ser um apologista da fé cristã em Creta (usando “apologia” no sentido teológico correto de proclamação e apoio).

O BOM EXEMPLO EM TUDO

Qualidades Espirituais. É indispensável que o líder caminhe ao lado e com Deus na liderança. Para isso, é necessário que o coração do líder seja inteiramente de Deus (2Cr 16.9). Sendo assim, o líder uma pessoa que procura com intensidade ter ou possuir uma elevada estatura espiritual.

O padrão divino para o líder é extremamente elevado, para que ele possa atingir o padrão de Deus, é necessário obediência plena da parte dele. Seu viver deve ser irrepreensível. O que ele ensina em relação às verdades espirituais da Palavra de Deus, devem condizer com a verdade. Não deve acontecer de que um membro chegue diante dele e o acusa de não estar praticando o que prega, de não estar cumprindo este ou aquele outro mandamento da Palavra de Deus.

Temos na vida de Daniel um grande exemplo: ele era irrepreensível, não havia nada que as pessoas podiam falar com relação a faltas em sua vida. Sendo assim, seus inimigos tentaram achar algo para acusá-lo na lei de Deus. Nada encontraram. Por fim, tiveram que fazer algo para que ele viesse a cair, mas sua vida espiritual era tão elevada que mesmo diante do decreto do rei, ele não sucumbiu. Sua firmeza espiritual foi o seu segredo (Dn6).

As qualidades espirituais devem ser prioridades absolutas na vida do líder. Se ele assim proceder, as pessoas irão querer imitar o seu exemplo.

Qualidades Morais. Os líderes devem possuir uma vida limpa, isso não deve ser por medo dos liderados, mas sim pelo temor diante de Deus, por querer agradá-lo. Nas Escrituras, temos um exemplo bastante forte deste padrão moral que o líder deve ter.

José se recusou a ter relações sexuais com a mulher de Potifar, não por temer a Potifar, mas por temer cometer tamanho pecado diante de Deus (Gn 39.7-21).

Qualidades Pessoais. Cada líder tem a sua própria personalidade. Ninguém é igual a ninguém. Porém há qualidades pessoais que cada líder deveria ter preocupação. Um líder deve estabelecer alvos pessoais. Ele deve estabelecer alvos para si mesmo, bem como para sua congregação (Rm 12.3; Fp 3.14).

Nos ensinamentos do Santo Espírito, temos de mostrar três coisas: incorrupção, gravidade e sinceridade. Não é certo corromper a Palavra por razão alguma. Os políticos se adaptam a qualquer situação; mas nós, não. Se tivermos de sofrer um prejuízo por falar a verdade, é preciso pagar o preço. Devemos ser sérios e não brincar com os assuntos de Deus. Não é correto cair na tentação e deixar de falar a verdade apenas para lotar uma igreja. O pecado e as más condutas devem ser combatidos. Por outro lado, a sinceridade deve nortear todos os atos de quem é de Deus. Se você não tiver a resposta do Senhor, não invente uma. Só faça a obra de modo produtivo e correto, e seja sincero em tudo. O seu falar deve ser sim, sim e não, não, pois o que passar disso é do maligno (Mateus 5.37).

CONCLUSÃO

Esforce-se para praticar apenas boas obras. Nunca deixe de assumir os seus direitos em Cristo e sempre faça uso do Nome dEle para que o trabalho divino seja realizado. Dizer que, se não aconteceu foi porque o Senhor não quis, não tem justificativa bíblica. Ao curar o cego, no episódio narrado em João 9, Jesus disse que, se os discípulos não edificassem o ministério, ele não seria feito. Quem não faz boas obras ocupa-se com as ruins. Veja o tipo de obra que você faz.

A geração passada nos deixou como herança o bom nome de cristão. Devemos dar o máximo de nós para deixarmos à próxima geração esse bom nome. É assim que se glorifica a Deus. Jesus disse que o Pai procura adoradores que O adorem em espírito e em verdade (João 4.23).

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

BIBLIOGRAFIA

ongrace.comestudoscristaos.com

Comentário Bíblico Mathew Henry

Comentário Bíblico Volume 09 – Beacon As Epistolas Pastorais

 

EXORTAÇÕES GERAIS

Texto Áureo= “Em tudo, te dá por exemplo de boas obras, na doutrina, mostra incorrupção, gravidade, sinceridade. (Tt2.7)

Verdade Prática = A Palavra de Deus tem exortações de grande valor para todos os crentes, em todos os Lugares.

LEITURA BIBLICA = TITO 2: 1-8

INTRODUÇÃO

Ética pode ser entendida como o grupo de regras e princípios que orientam a conduta do homem, fazendo- o diferenciar entre certo e errado. A ética cristã refere-se aos padrões e práticas morais fundamentadas nos princípios bíblicos. Alguns destes princípios nos são revelados com muita propriedade no texto base da lição e envolvem toda a nossa vida, bem como os relacionamentos que a compreendem. Mostra a conduta ética que deve ser adotada pelo líder e por todos os membros da igreja. Postula que, como cristãos, precisamos viver “… neste presente século sóbria, justa epiamente” (Tt 2.12), como verdadeiros filhos de Deus.

A ÉTICA DO LÍDER SEGUNDO A BÍBLIA

O líder cristão deve adotar o comportamento ético de em todo tempo comunicar as verdades bíblicas, ter uma conduta irrepreensível em seu dia-a-dia. Deve ainda lembrar-se que é “… o exemplo dos fiéis…” (1Tm 4.12), atentando para os seguintes aspectos:

A palavra do líder deve ser coerente com a Palavra de Deus – “Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina” (Tt 2.1). Neste versículo, Paulodirigiu-se diretamente a Tito, insistindo que esse tenha sempre o propósito de transmitir a saudável palavra de Deus, contrastando com as heresias que surgiam tenazmente naquela época. Em nossos dias não é diferente, não são poucas as heresias de um pseudo-evangelho totalmente estranho à genuína Palavra de Deus. O líder cristão, segundo o conselho de Paulo, deve preocupar-se seriamente em pastorear genuinamente seu rebanho, oferecendo-lhe um alimento saudável, que os edifique e que os imunize contra doutrinas heréticas.

O comportamento do líder deve refletir o modelo bíblico – “Em tudo, te dá por exemplo de boas obras… para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós” (Tt 2.7,8). Tito é admoestado aprimar por ser exemplo. Ele deveria ter um comportamento padrão, capaz de impactar a igreja, influenciando-a a ‘reproduzir’ sua conduta. Sabe-se que, em geral, o líder exerce forte influência sobre seus liderados, por isso deve preocupar-se em sempre dar exemplos que coadunem com as Escrituras, levando uma vida reta, irrepreensível e não receba nenhuma acusação dos opositores.

A autoridade do líder deve estar fundamentada nas escrituras – “Fala disto, e exorta, e repreende com toda a autoridade. Ninguém te despreze”(Tt 2.15). O líder cristão possui autoridade que lhe foi constituídapor Deus. Ele deve acreditar nessa autoridade e dela fazer uso. O versículo acima dá a entender que a ‘fala’ do líder deve estar permeada de verdades bíblicas. Seja pregando, aconselhando ou em conversas descontraídas, ele deve em todo tempo e, com muita convicção, comunicar o que diz a palavra de Deus, mantendo-se distante da impiedade e dos desejos mundanos. Usar a autoridade que lhe foi concedida e ter convicção do que fala, é fundamental para que o líder não seja desprezado pelos liderados.

A ÉTICA CRISTÃ PRATICADA PELA IGREJA

Há um comportamento ético e objetivo a ser seguido pelo povo de Deus, que compreende padrões morais e espirituais. A igreja é a família de Deus, e como modelo familiar, cada um de seus membros possui responsabilidades específicas. Vejamos qual deve ser a atitude de cada membro:

  1. Quanto aos idosos – “Os velhos que sejam sóbrios, graves, prudentes, sãos na fé, na caridade e na paciência. As mulheres idosas, semelhantemente que sejam sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras do bem” (Tt 2.2,3).A igreja primitiva seguia a cultura patriarcal, na qual aos idosos era dispensado extremo respeito, por sua experiência de vida, sabedoria e conduta. Nestes versículos, Paulo postula a grande responsabilidade que compete aos idosos.

Para dar exemplo aos mais jovens, eles devem primar pela moderação, equilíbrio, dignidade, dedicação a Deus, não acusar a ninguém injustamente, nem ser escravo de coisa alguma, ser mestres do correto proceder cristão, tanto na igreja, quanto em suas casas. Devem usar a autoridade que lhes foi outorgada pela idade, para ensinar, nunca para caluniar.

Quanto aos jovens – “Exorta semelhantemente os jovens a que sejam moderados” (Tt 2.6). A juventude é uma fase marcada por atitudesimaturas, inconseqüentes, e às vezes, irreverentes. O jovem cristão deve, contudo, conscientizar-se de que ele faz parte da família de Deus e deve obedecer aos ensinamentos cristãos, não para agradar ao pastor, mas a Deus. Para alcançar tal intento, ele conta com o Espírito Santo, que gera em seu interior o fruto do espírito. Como cristão, ele tem um padrão moral a ser seguido, o que deve fazê-lo com seriedade e sensatez, colocando em prática o autocontrole, para que em sua vida, dê um autêntico testemunho de Cristo.

Quanto aos servos – “Exorta os servos a que se sujeitem a seu senhor e em tudo agradem, não contradizendo” (Tt 2.9). Em nossos dias,esse versículo refere-se ao relacionamento entre empregados e empregadores, onde o empregado cristão é instruído a seguir certo padrão de conduta. O crente deve executar seu trabalho secular, como se o fizesse para Deus, desempenhando suas tarefas com alegria, obediência, zelo e fidelidade. Deve atender às ordens de seus superiores sem contradizê-los ou questioná-los, desde que não firam seus princípios éticos cristãos. Tal atitude mostra a larga diferença entre o empregado cristão e o que não é. Agir assim glorifica o nome do Senhor e faz declinar qualquer acusação contra o povo de Deus.

A ÉTICA CRISTÃ COMO RESPOSTA GRAÇA DE DEUS

Imerecidamente fomos alcançados pela Graça de Deus, o que transformou por completo nossas vidas. Nosso encontro com Cristo trouxe implicações éticas quanto ao nosso novo proceder. Após o benefício da graça, somos impelidos a comunicar o amor de Deus, agir piedosamente, ansiar pela vinda de Cristo e praticar boas obras. Vejamos:

  1. A graça nos conclama a abandonar a impiedade – “Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente” (Tt 2.12).A graça de Deus é o que nos impulsiona a uma vida de retidão. Ela nos ensina a buscarmos a santificação, para que compartilhemos do caráter moral de Cristo, sem o qual, não alcançaremos o céu. Tudo o que fazemos aqui, surte efeito em nossa vida eterna. A vida cristã deve ser vivida com seriedade, autocontrole, santificação, justiça e sob o domínio do EspíritoSanto. A moralidade divina deve estar registrada em nossa alma e ser refletida em nossa vida diária, tanto para com Deus, como para com os homens, dentro da igreja, ou fora dela.
  1. A graça nos leva a uma expectativa da volta de cristo – “Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo” (Tt 2.13). A espera por Cristo nos faz vislumbrara dimensão eterna de nossa existência. Ela nos conclama a uma vida santa e piedosa neste mundo. O encontro que teremos com Cristo é algo glorioso e não se compara a nada que conhecemos. Nossa imaginação não é capaz de conceber o esplendor do futuro que Deus tem nos preparado, pois“as coisas que o olhonão viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam” (I Co 2.9).
  1. A graça nos conduz à prática de boas obras – “O qual se deu a si mesmo por nós, para nos remir de toda iniqüidade e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras” (Tt 2.14). Pertencemos a Cristoe fomos por Ele escolhidos. É glorioso ser especial para Deus, mas isto nos acarreta uma grande responsabilidade, que é a prática de boas obras. Como novas criaturas, somos moldados conforme a natureza de Cristo, que nos leva a sermos santos, gentis e altruístas. Essas são atitudes que revelam que temos o amor de Deus em nós, pois a Sua graça e salvação exigem que procedamos assim. Os atos piedosos que praticamos são o fruto do Espírito Santo em nós.

CONCLUSÃO

A lição nos mostra que os padrões éticos estabelecidos na Bíblia nos trazem edificação moral e espiritual. Ao praticarmos esses padrões tornamo-nos verdadeiros exemplos de boas obras, obedecendo ao mandamento bíblico (1Tm 4.12b). No capítulo estudado somos enfaticamente instruídos a buscarmos uma vida santa e pura, bem como uma conduta irrepreensível. Com muita excelência nos aponta onde devemos basear nossa fé, quais devem ser nossas práticas, e o que devemos comunicar. Assim, esforcemo-nos por viver como “um povo seu especial, zeloso de boas obras” (Tt 2.14b).

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembleia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

BIBLIOGRAFFIA

missaoaupe.com.br

 

EXORTAÇÕES GERAIS

Texto Áureo= “Em tudo, te dá por exemplo de boas obras, na doutrina, mostra incorrupção, gravidade, sinceridade. (Tt2.7)

Verdade Prática = A Palavra de Deus tem exortações de grande valor para todos os crentes, em todos os Lugares.

LEITURA BIBLICA = TITO 2: 1-8

INTRODUÇÃO

O texto que vamos estudar neste capítulo revela quanto o apóstolo Paulo era cuidadoso com a igreja local. Ele não apenas se preocupava com a doutrina, com o ensino, com as exortações de caráter espiritual propriamente dito, Muito diferente de alguns obreiros ou líderes, que não têm sensibilidade para valorizar o lado humano da igreja ou das pessoas. Paulo, mais urna vez, em urna carta, tece considerações e ensinos sobre diversas faixas etárias de crentes em Jesus. Já fizera recomendações semelhantes em sua primeira carta a Timóteo 5.1,2.

Novamente, ao escrever a Tito, seu fiel “companheiro” e “cooperador” (2Co 8.23) e “verdadeiro filho” (Tt 1.4), Paulo exorta acerca do tratamento humano e fraternal que deve ser dado a diversas classes de pessoas, não só como cristãs, membros de uma igreja local, mas como pessoas, com suas carências e necessidades emocionais e físicas. A visão de Paulo era ampla, abrangente, holística. Há pessoas que, na liderança da igreja, voltam-se mais para os adultos e se esquecem dos jovens, dos adolescentes e das crianças.

Outros valorizam sobremaneira os idosos, os velhos, os anciãos, mas não dão muita atenção aos de mais idade. Todavia, Paulo sabia que as ovelhas do rebanho de Jesus precisam ser bem assistidas, independentemente de sua faixa etária, sexo ou condição social.

Os conselhos de Paulo tinham como alvo os crentes das igrejas de Creta. Mas o porta-voz deveria ser o jovem obreiro Tito. Depois de doutrinar sobre a organização da igreja local quanto aos requisitos para a consagração de obreiros, e como tratar os “contradizentes” e falsos crentes, Paulo torna-se mais enfático e voltado para o dia a dia das pessoas, ao longo de sua vida humana. Chama-nos a atenção o fato de Pauloescrever tanto sobre jovens e adultos, mas parece que se esqueceu das crianças, de como a igreja local deveria tratá-los, pois não apresenta ensinos específicos, senão para “filhos” em geral (Ef 6.1,4; 1Ts 2,7,11).

Provavelmente, Paulo teria sido casado, pois era membro do Sinédrio (cf. At 22.5; 26.10), ou viúvo, com base em 1 Corintos 7.7a, e pelo fato de ter profundo conhecimento sobre o matrimônio e suas implicações para a vida cristã.

Nesta seção da carta a Tito, Paulo não se esqueceu de exortar sobre o exemplo que o obreiro deve dar para com todas as pessoas, tanto da igreja como de fora. A Timóteo, ele já houvera dado semelhante conselho: “Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, na caridade, no espírito, na fé, na pureza” (1 Tm 4.12),

As cartas pastorais são uma fonte bíblica e confiável sobre doutrina, prática e ensinamentos importantes para o melhor desempenho das funções ministeriais, notadamente para os líderes cristãos, que, nos dias presentes, carecem de fundamentos para suas decisões, providências e medidas, necessárias à sua administração eclesiástica.

I- O QUE O OBREIRO DEVE FALAR

Após as advertências contra os que não se comportam à altura da condição de servo de Deus, Paulo adverte a Timóteo sobre o que ele deve dizer ou falar diante da igreja e dos homens em geral. “Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina” (Tt 2.1). Sem dúvida, é uma grande lição para os obreiros cristãos, em todos os lugares, em todo o tempo.

Esses precisam saber expressar-se, transmitindo mensagens, ensinamentos, exortações e sermões, nos momentos mais diversos, Saber falar é uma arte, uma virtude. E o apóstolo orienta que o parâmetro sobre o que falar é o que “convém à sã doutrina”, ou seja, o que é conveniente, diante dos princípios da Palavra de Deus. Tiago, apóstolo de Jesus, deixou precioso ensino sobre o saber falar: “Sabeis isto, meus amados irmãos; mas todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” (Tg 1.19).

Há pessoas, nas igrejas, que falam demais. E dizem o que não deveriam dizer, causando problemas de relacionamento. Ser “tardio para falar” e “pronto para ouvir” é sinal de sabedoria, O falar do crente em Jesus, e mais ainda do obreiro, deve ser sério e de acordo com os ditames da Palavra de Deus.

O púlpito é lugar de grande responsabilidade para quem dele faz uso. A mensagem deve glorificar a Deus e ser motivo de glorificação no ministério pastoral. Escrevendo aos romanos, Paulo declarou: “Porque convosco falo, gentios, que, enquanto for apóstolo dos gentios, glorificarei o meu ministério” (Rm 11,13). Ele sabia da grande missão de ser apóstolo ou “doutor dos gentios”.

Seu conhecimento, adquirido ao longo da sua vida, desde sua juventude, deveria ser colocado à disposição da igreja do Senhor Jesus, especialmente, na proclamação do evangelho aos gentios. O servo de Deus precisa ter cuidado para não falar coisas inconvenientes. “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem” (Ef 4.29). O obreiro deve ter “linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós” (Tt 2.8).

II- EXORTAÇÕES AOS IDOSOS, AOS JOVENS E SERVOS

  1. Como os Velhos Devem Portar-se

“Os velhos que sejam sóbrios, graves, prudentes, sãos na fé, na caridade e na paciência” (Tt 2.2). A vivência com diversas igrejas, o contato com vários grupos de pessoas, fez com que Paulo tivesse experiência suficiente para exortar aos anciãos, às pessoas que, hoje, fazem parte da “Terceira Idade”, ou da “Melhor Idade”. Em nosso país, pessoa idosa é quem está com mais de 60 anos. Idade em que as experiências já se acumularam, ao longo da jornada. Mas há muitos que tiveram uma formação familiar e espiritual deficiente, e causam transtornos em casa e na igreja.

Uma das coisas mais constrangedoras é ver uma pessoa idosa agindo de modo ridículo ou inconveniente. Os velhos crentes, conforme esse ensino, devem ser “sóbrios”, isto é, simples, modestos, sem exageros. Alguns, por causa de sua formação deficiente, comportam-se de modo contrário à sã doutrina. Mas os idosos devem ser “graves”, ou seja, respeitosos, sérios e decentes. Isso não quer dizer que o idoso crente deve ser uma pessoa de “cara fechada”, ranzinza, intolerante.

Mas devem saber relacionar-se com todos, especialmente com os de menos idade.Os velhos crentes devem ser “prudentes”, sinônimo de cautelosos; devem ser “sãos na fé”, o que significa que devem ter segurança na sua maneira de crer e de ver as verdades e práticas cristãs. Devem, ainda, ser “sãos”“na caridade e na paciência”. Por vezes, a velhice torna-se inconveniente para algumas pessoas. Falta-lhes a paciência no relacionamento com os outros.

As doenças, os distúrbios próprios da idade avançada provocam alterações psicológicas ou emocionais, que tornam os velhos intolerantes, grosseiros ou até agressivos. Mas é preciso saber administrar esse importante estado da vida humana. As pessoas mais novas, na igreja ou na família, precisam saber tratar com os idosos, que têm problemas emocionais ou físicos. Acerca dos velhos crentes, disse o salmista: “Os que estão plantados na Casa do Senhor florescerão nos átrios do nosso Deus”.

“Na velhice ainda darão frutos; serão viçosos e florescentes, para anunciarem que o Senhor é reto; ele é a minha rocha, e nele não há injustiça” (SL 92.13-15).

  1. O Comportamento das Mulheres Idosas e dos Jovens

1) As mulheres idosas. No parágrafo anterior, vimos que os homens idosos devem ser exemplo em seu comportamento. Nesta seção, Paulo dá ensinamento sobre as mulheres de mais idade:“As mulheres idosas, semelhante- mente, que sejam sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem” (Tt 2.3), Mulheres idosas, com mais de 60 anos, são pessoas que têm vivência e experiências de grande valor para serem exemplo para as gerações mais novas. A santidade que se requer de todos os crentes impõe que sejam serias no viver

Devem ser mulheres santas, que não andem com atitudes e maus exemplos, na igreja ou fora dela. Não devem ser caluniadoras (gr. diabolos), “não dadas a muito vinho”, o que indica que, na época de Paulo, o tomar vinho não era condenável, desde que fosse de forma moderada, “social”, como se diz atualmente. Mas é melhor evitar o uso de vinho alcoolizado. Um bom suco de uva integral, puro, temo mesmo efeito sobre a saúde, e evita inconvenientes de ultrapassar o limite da sobriedade.

2) As mulheres mais novas

O que mais chama a atenção quanto ao comportamento a ser vivido pelas mulheres cristãs idosas é que devem ser “mestras do bem”. Sim, elas devem ser “mestras” para as mulheres mais novas. Estas devem ter cornportameit0 exemplar, à altura de quem é nova criatura, e vive em conformidade com os princípios cristãos. “[…1 para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos, a serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seu marido, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada” (Tt 2.4,5).

Nesses versículos, vemos qualidades elevadas a serem cultivadas pelas mulheres cristãs. As mulheres devem ser moderadas — urna mulher exagerada, exibida, excêntrica, que “gosta de aparecer”, não condiz com a modéstia cristã (1Tm 2.9); castas, ou seja, puras, que demonstrem comportamento cristão sério, e não carnal ou impuro; boas donas de casa — qualidade de grande valor para urna esposa cristã, que deve saber administrar bem o seu lar (Pv 14.1). Também devem ser sujeitas a seus maridos, exortação semelhante à que Paulo faz em Efésios 5.21-23 e Colossenses 3.18. As mulheres cristãs devem ter essas qualidades, “a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada”.

3) Os jovens cristãos

“Exorta semelhantemente os jovens a que sejam moderados” (Tt 2.6). Certamente, à época de Paulo, não havia diferenciação entre jovens e adolescentes. Todos os solteiros, em geral, eram considerados “jovens”. Nessa carta, a Tito, Paulo chama a atenção para o comportamento juvenil, exortando os jovens a serem “moderados”, ou comedidos, prudentes, sem exageros em seu comportamento. No contexto do Antigo Testamento, sob a Lei de Moisés, e depois, nos tempos do Novo Testamento, os jovens e adolescentes não eram tratados com o excesso de liberdades que lhes é concedido nos tempos atuais.

De forma alguma, a disciplina, o respeito às normas e a obediência eram ensinados de forma zelosa, no próprio lar (Dt 11.18,19). O apóstoloJoão, escrevendo sobre os jovens cristãos, mostra o perfil de um jovem salvo, que decide ser fiel a Deus: “[..1 Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno” (1 Jo 2,14). Com esse perfil, o jovem ou a jovem cristã demonstra moderação, no comportamento pessoal, no namoro, no noivado e no relacionamento com as pessoas em geral.

  1. O Comportamento dos Servos Cristãos

Nesta parte da carta a Tito, Paulo passa dos ensinamentos, levando em conta sexo e idade, para a condição social dos servos cristãos. Àquela época, havia a escravidão. Como não podia eliminar tal tipo de relação entre patrão e empregados, Paulo procura disciplinar essa relação de trabalho e de condição social .A Tito, ele refere-se apenas ao comportamento dos servos perante seus senhores (Tt 2.9,10).

E preciso pontuar o assunto, e questionar com sabedoria. Se um patrão quer que uma serva cristã aceite adulterar ou prostituir-se com ele, ela deve aceitar? De forma alguma; o apóstolo ensina que os servos não devem contradizer ou defraudar seus senhores. Aqui, há dois aspectos. Se for necessário, e em defesa de sua fé, um servo ou serva cristã pode contradizer exigências descabidas de qualquer patrão; não deve contradizer ou se contrapor às exigências normais e legais da relação trabalhista; no aspecto da não defraudação, ele está plenamente correto, pois defraudar e sinonimo de roubar , surrupiar o que e alheio. E, segundo Paulo, os servos crentes devem comportar-se nesse padrão, “para que, em tudo, sejam ornamento da doutrina de Deus, nosso Salvador”.

Nos dias atuais, os pastores devem orientar os servos, empregados ou funcionários, na igreja, a saberem conduzir-se perante patrões, empresários, diretores ou presidentes, nas empresas, entidades ou órgãos públicos — sempre levando em conta sua condição de “filhos de Deus”, e servos do “Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Ap 19.16).

III—O BOM EXEMPLO EM TUDO

Concluindo essa seção da carta a Tito, Paulo dá um conselho pastoral bem pessoal, dirigido ao obreiro. “Em tudo, te dá, por exemplo, deboas obras; na doutrina, mostra incorrupção, gravidade, sinceridade, linguagem sã e irrepreensível para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós” (Tt 2.7,8). E discrimina sete atitudes que servem de exemplo para os obreiros em todos os tempos.

  1. Bom Exemplo

“Em tudo, te dá por exemplo de boas obras.” Ser exemplo é uma responsabilidade enorme para um cristão, especialmente para um obreiro. E ser exemplo “em tudo” é mais difícil ainda. As limitações humanas, as falhas próprias de cada uru são fatores que dificultam essa condição especial. Mas Paulo como que desafiava Tito a ser esse padrão de comportament0, na prática de “boas obras”. Estas não são a fonte da salvação, mas são indispensáveis para demonstrar que o crente é de fato uru salvo em Cristo Jesus. A salvação é pela graça (Ef 2.8,9), mas as boas obras fazem parte da vida cristã: “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.10 — grifo nosso).

O crente é salvo, independentente das obras da lei, como diz Paulo (Rm 3.20), perante Deus, mas a fé sem as obras, ou seja, sem testemunho, não tem valor perante os homens. Paulo aconselha Tito a ser em tudo , exemplo de boas obras

  1. Incorrupção na Doutrina

Assim como em Éfeso, em Creta, havia os falsos mestres, ensinadores de doutrinas corrompidas, eivadas de mistura com o gnosticismo e outras heresias dos primeiros tempos da igreja cristã. E Paulo advertiu quanto ao comportame1to de Tito. Ele deveria ter muito cuidado com a doutrina, para que sua pregação e ensino fosse de modo correto, com fundamento na Palavra de Deus, na “doutrina dos apóstolos” (At 2.42).

Se ao apóstolo Paulo fosse dado o direito de ressuscitar, hoje, no século XX1, ele ficaria estarrecido com tanta corrupção doutrinária tomando conta de púlpitos, escolas, seminários, ditos cristãos; em programas através da midia falada, escrita ou televisada.

Ele veria a corrupção doutrinária no mercantilismo que invadiu muitas igrejas ditas neopentecostais, que “vendem” bênçãos por dinheiro; que utilizam manipulação psicológica para arrecadar mais recursos das pessoas em troca de elementos místicos ou “mágicos”, supostamente oriundos do “Rio Jordão”, do “Monte Sinai”, do “Monte Carmelo”, água “ungida”, lenço “ungido” e tantos outros ensinos e práticas que não têm fundamento na Palavra de Deus. Nunca na Bíblia as curas, ou milagres, sinais e maravilhas foram operadas, por Jesus ou por seus apóstolos, em troca de dinheiro. Isso é “simonia”, reprovada na mensagem dos apóstolos (At 8.20,21).

  1. Gravidade e Sinceridade

São atitudes que equivalem a seriedade. Um obreiro deve ser sério, honesto, com postura que honre a Deus e ao seu ministério. Muitos escândalos têm perturbado a Igreja do Senhor Jesus, ao longo da história, por causa de comportamento irresponsável, frívolo e vulgar de alguns obreiros. Completando a lista de recomendações, Paulo diz que Tito deve ter “linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós”. E conduta exemplar, exigida de todos OS que querem ser obreiros, dedicados à obra do Senhor.

CONCLUSÃO

Uma igreja local é a materialização da igreja visível, Nela, podem-se observar os diversos tipos de pessoas que aceitam a Cristo, de verdade ou não. Os que são crentes verdadeiros demonstram ser novas criaturas pelo seu porte, testemunho e por suas obras. Os que são falsos crentes também se revelam por seu caráter, expresso em sua conduta. A Palavra de Deus é o referencial para todo comportamento cristão, em todas as faixas etárias da vida.

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembleia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

BIBLIOGRAFIA

Livro As Ordenanças de Cristo nas Cartas Pastorais – ElinaldoRenovato de Lima

Publicado no Blog do Ev. Isaías de Jesus

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