A Evangelização das Pessoas com Deficiência – Sulamita Macedo

A Evangelização das Pessoas com Deficiência – Sulamita Macedo

Lição 11: A evangelização das pessoas com deficiência

Professoras e professores, observem estas orientações:

1 – Antes de abordar o tema da aula, é interessante que vocês mantenham uma conversa informal e rápida com os alunos:

– Cumprimentem os alunos.

– Dirijam-se aos alunos, chamando-os pelo nome, para tanto é importante uma lista nominal para que vocês possam memorizar.

– Perguntem como passaram a semana.

– Escutem atentamente o que eles falam.

– Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.

– Verifiquem se há alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.

2 – Este momento não é uma mera formalidade, mas uma necessidade. Ao escutá-los, vocês estão criando vínculo com os alunos, eles entendem que vocês também se importam com eles.

Outro fator importante para estabelecer vínculos com os alunos é através das redes sociais, adicionem os alunos e mantenham comunicação com eles.

3 – Após a chamada, solicitem ao secretário da classe a relação dos alunos ausentes e procurem manter contato com eles durante a semana, através de telefone ou email ou pelas redes sociais, deixando uma mensagem “in box” dizendo que sentiu falta dele(a) na EBD).

Os alunos se sentirão queridos, cuidados, perceberão que vocês sentem falta deles. Dessa forma, vocês estarão estabelecendo vínculos afetivos com seus alunos.

4 – Escolham um momento da aula, para mencionar os nomes dos alunos aniversariantes, parabenizando-os, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo.

5 – Fazendo o que foi exposto acima, somando-se a um professor motivado, associando a uma boa preparação de aula, com participação dos alunos, vocês terão bons resultados! Experimentem!

6 – Agora, vocês iniciam o estudo da lição. Vejam estas sugestões:

– Apresentem o título da lição: A evangelização das pessoas com deficiência.

– Em seguida, utilizem a dinâmica “Inclusão”.

– Apresentem as figuras abaixo e reflitam com os alunos sobre as dificuldades da pessoa com deficiência e falta de informação daqueles que não possuem deficiência.

 

 

 

– Lembrem-se de que ao trabalhar o conteúdo da lição, vocês devem oportunizar a participação do aluno, envolvendo-o através de exemplos e situações próprias de sua idade. Dessa forma, vocês estão contextualizando o tema com a vida do aluno, além de promover uma aprendizagem mais significativa.

Tenham uma excelente e produtiva aula!

Atenção! Professores da classe dos novos convertidos:

Vocês encontram sugestões para a revista Discipulando do 1o. ao 4o. ciclo, no marcador “Discipulando”.

Para a revista 1 e 2 do Discipulado, vocês encontram  no marcador “Subsídio Pedagógico Discipulado 1” e “Subsídio Pedagógico Discipulado 2”, do currículo antigo. Façam bom proveito!

Dinâmica: Inclusão

Objetivos:

Refletir sobre a importância da evangelização aos portadores de deficiência.

Enfatizar que o evangelho é inclusivo.

Material(humano): Quantidade de pessoas em número ímpar.

Procedimento:

1 – Organizem os alunos em círculo. A quantidade deve ser ímpar.

2 – Solicitem que os alunos formem duplas, quando vocês disserem: Agora! ou Já! Sobrará sempre uma pessoa.

3 – Perguntem para a pessoa que ficou sozinha:

– Como você se sentiu por não está formando uma dupla?

– É ruim não está incluído?

4 – Perguntem a 01 ou 02 pessoas que formaram duplas:

Como se sentiu formando duplas, isto é, não ficar excluído?

5 – Continuem fazendo o mesmo procedimento pelos menos 05 vezes, com a mesma quantidade de pessoas em número ímpar. Falem que a cada comando(dizer Agora! ou Já!), as duplas devem ser formadas por pessoas diferentes.

6 – Lembrem-se de que poderão ocorrer várias situações:

– Haverá alguém que conseguiu fazer duplas em todos momentos.

– Haverá alguém que conseguiu ora formar dupla ora ficar “excluído”.

– Haverá alguém que desistiu de tentar formar duplas.

7 – Finalizem, enfatizando a importância:

– Da inclusão dos portadores de necessidades especiais no evangelho de Cristo.

– Da Igreja oferecer condições para que os portadores de deficiências se sintam integrados e que tenham acessibilidade.

8 – Para concluir, leiam:

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”(João 3:16).

“E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas”(Atos 10:34).

“Sai depressa pelas ruas e bairros da cidade, e traze aqui os pobres, e aleijados, e mancos e cegos”(Lucas 14:21).

Ideia original desconhecida.

Esta versão da dinâmica por Sulamita Macedo.

Sugestão para a conclusão do 3º.Trimestre de 2016:

Listar os tipos de grupos para evangelizar apresentados nas lições;

Lembrar quais as estratégias de evangelização para os grupos estudados no trimestre;

Cada aluno ou mais de um aluno escolher um ou mais grupos para evangelizar durante a semana;

Apresentar o resultado da evangelização no próximo domingo.

Texto Pedagógico

A Inclusão na Escola Bíblica Dominical

A Educação Inclusiva está fundamentada no direito ao acesso a escola para todos e no respeito às diferenças. O olhar para o aluno com deficiência deve ser de um sujeito capaz de responder as exigências do meio de acordo com as condições que lhe são oferecidas e com a maneira particular que lhe é específica.

O evangelho anunciado por Jesus era inclusivo. Jesus demonstrou amor pelos portadores de deficiência, curando-os, pregando a salvação e ensinando os valores do reino.  A igreja precisa divulgar o evangelho para todos, incluindo os deficientes, cumprindo o ide de Jesus: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura”(Marcos 16:15 – grifo nosso).

A inclusão de pessoas portadoras de deficiência pode e deve ser praticada nas classes de Escola Dominical.  Que atitudes devem ser observadas para a inclusão do aluno com deficiência na EBD? Observe estes itens:

– Não rejeitar o aluno com deficiência;

– Acolher e integrar o aluno, procurando socializa-lo com os demais colegas;

– Falar para os alunos que nós somos diferentes um dos outros e falar sobre mais uma diferença – a deficiência;

– Não se desesperar ao tomar conhecimento de que há na classe um aluno com deficiência;

– Fala com a família do aluno com deficiência sobre o comportamento dele, como reagir em situações inesperadas e aprendizagem;

– Procurar ajuda com quem já possui experiência nesta área;

– Ler sobre a deficiência do aluno e como ele aprende;

– Não ficar preso ao diagnóstico, a deficiência, ao problema;

– Entender que o aluno com deficiência intelectual aprende de forma diferente, mas aprende;

– Observar como o aluno aprende e fazer as intervenções, adaptando as atividades da aula;

– Organizar o planejamento de aula, com atividades para todos os alunos, inclusive para o portador de necessidade educativa especial.

Atentem agora para as atitudes que não podem ser aceitas por parte do professor, coordenador etc.:

– Rejeitar o aluno;

– Aceitar o aluno e fazer de conta que ele é invisível;

– Deixar que os outros alunos coloquem apelidos ou fazer imitações relacionadas a deficiência;

– Superproteger o aluno com deficiência;

– Não planejar atividades para o tipo de deficiência;

– Falar que o aluno deficiente não aprende, que ele não sabe.

Um aluno com deficiência física aprende como outro aluno sem deficiência, se ele não tiver comprometimento mental. A dificuldade do aluno será certamente a locomoção e a coordenação motora. Para melhor atender ao cadeirante é importante que a acessibilidade esteja adequada, para que não haja barreiras arquitetônicas que dificultem ou impeçam seu acesso às dependências da igreja.

Caso o aluno tenha deficiência intelectual, ele também aprenderá da forma que lhe é possível. Conteúdo abstrato é um fator de dificuldade para quem tem comprometimento cognitivo. O professor deve exemplificar o assunto com situações do cotidiano para favorecer a compreensão.

O aluno com deficiência auditiva se comunica com gestos ou Libras(Língua Brasileira de Sinais) ou  pela leitura labial do interlocutor. Se ele for oralizado, o professor deverá falar de frente para o aluno e articular bem as palavras.

O aluno com deficiência visual total ou parcial requer do professor o cuidado de detalhar o conteúdo e falar o que está contido nos recursos visuais, como mapa, cartaz, filme etc. O ideal seria o uso do Sistema Braille que serve para a escrita e leitura, uma linguagem em código, aceita mundialmente.

Como o professor deve agir, caso deseje exibir um filme e em sua classe há portadores de deficiência auditiva e visual?  O filme requer o uso da visão e da audição, há uma recomendação a ser observada quanto à presença de alunos com necessidades especiais, no caso dos deficientes auditivos(surdos) e dos deficientes visuais(cegos), para que eles sejam incluídos no processo da aula.

Com alunos surdos na sala, o ideal é escolher filmes legendados, se ele for alfabetizado na segunda língua(Português). Se for alfabetizado em Libras(primeira língua), é interessante a presença de um intérprete. Mesmo que o surdo seja oralizado, fazer uso da leitura labial no filme é quase impossível, pois os atores não falam de frente para o ouvinte e de forma pausada.

Com a presença de alunos cegos ou de baixa visão, fazer um resumo oral ou em Braille do que vai ser exibido, detalhando imagens mais importantes de forma que ele entenda.

A igreja além de evangelizar os deficientes, também deve se organizar para discipular aqueles que aceitam a Cristo. A Escola Dominical é o espaço ideal para o ensino da Palavra de Deus, pois o recém-convertido participará de uma classe específica. Os professores devem estar preparados para receber e ensinar os alunos que tenham ou não deficiência. Mãos à obra!

Por Sulamita Macedo.

Publicado no blog Atitude de Aprendiz

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