Uma Aliança Superior – Pr. Luiz Henrique

Uma Aliança Superior – Pr. Luiz Henrique

Lição 8Uma Aliança Superior

1º Trimestre de 2018 – Título: A Supremacia de CRISTO – Fé, Esperança e Ânimo na Carta aos Hebreus

Comentarista: Pr. José Gonçalves, pastor presidente das Assembleias de DEUS em Água Branca, PI.

Complementos, Ilustrações e Vídeos: Pr. Luiz Henrique de Almeida Silva – 99-99152-0454.

Ajuda http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/hebreus.htm

Estudo Importante –  http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/alianca.htm

 

TEXTO ÁUREO
“Porque este é o concerto que, depois daqueles dias, farei com a casa de Israel, diz o Senhor: porei as minhas leis no seu entendimento e em seu coração as escreverei; e eu lhes serei por DEUS, e eles me serão por povo.” (Hb 8.10).

VERDADE PRÁTICA
A Nova Aliança em tudo é superior à Antiga porque se fundamenta em promessas superiores.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Hb 8.2 Um Tabernáculo celestial fundado pelo Senhor

Terça – Hb 8.3,4 Um ministério celestial que transcende o sacerdócio terreno

Quarta – Hb 8.6 Um ministério eficaz e fundamentado em promessas superiores

Quinta – Hb 8.10 Promessas fundamentadas no ESPÍRITO

Sexta – Hb 8.11 Uma promessa de natureza individual e universal

Sábado – Hb 8.12 Uma promessa de natureza misericordiosa

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – Hebreus 8.1-10
1 – Ora, a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da Majestade, 2 – ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem. 3 – Porque todo sumo sacerdote é constituído para oferecer dons e sacrifícios; pelo que era necessário que este também tivesse alguma coisa que oferecer. 4 – Ora, se ele estivesse na terra, nem tampouco sacerdote seria, havendo ainda sacerdotes que oferecem dons segundo a lei, 5 – os quais servem de exemplar e sombra das coisas celestiais, como Moisés divinamente foi avisado, estando já para acabar o tabernáculo; porque foi dito: Olha, faze tudo conforme o modelo que, no monte, se te mostrou. 6 – Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de um melhor concerto, que está confirmado em melhores promessas.  7 – Porque, se aquele primeiro fora irrepreensível, nunca se teria buscado lugar para o segundo. 8 – Porque, repreendendo-os, lhes diz: Eis que virão dias, diz o Senhor, em que com a casa de Israel e com a casa de Judá estabelecerei um novo concerto, 9 – não segundo o concerto que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; como não permaneceram naquele meu concerto, eu para eles não atentei, diz o Senhor. 10 – Porque este é o concerto que, depois daqueles dias, farei com a casa de Israel, diz o Senhor: porei as minhas leis no seu entendimento e em seu coração as escreverei; e eu lhes serei por DEUS, e eles me serão por povo.

OBJETIVO GERAL – Explicitar a superioridade do Novo Concerto inaugurado por CRISTO.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Explicar os aspectos de superioridade da Nova Aliança: sua dimensão, natureza e importância;

Salientar a superioridade da Nova Aliança em seus aspectos posicional, funcional e cultual;

Mostrar que a promessa do Novo Concerto é de natureza interior e espiritual; de natureza individual e universal; bem como de natureza relacional

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Prezado(a) professor(a), chegamos numa seção bíblica importante da Carta de Hebreus: os capítulos 8-10. Esses capítulos narram os aspectos da Nova Aliança. Por isso, estude profundamente esses capítulos a fim de preparar-se para esta e para as próximas aulas. Assim, o assunto de destaque desta lição abarca a natureza, os aspectos e a promessa da Nova Aliança. Ore ao Senhor, para que após a exposição desses capítulos, seus alunos tenham mais convicção a respeito da dispensação que ora desfrutamos: o tempo da graça.
PONTO CENTRAL – O Novo Concerto que JESUS CRISTO inaugurou é superior ao Antigo. 

Resumo da Lição 8, Uma Aliança Superior

I – UM SANTUÁRIO SUPERIOR

1. Pertencente a uma dimensão superior.

2. Possuidor de uma natureza superior.

3. Possuidor de uma importância superior.

II – UM MINISTÉRIO SUPERIOR

1. No aspecto posicional.

2. No aspecto funcional.

3. No aspecto cultual.

III – UMA PROMESSA SUPERIOR

1. De natureza interior e espiritual.

2. De natureza individual e universal.

3. De natureza relacional.

SÍNTESE DO TÓPICO I – A Nova Aliança é dotada de uma dimensão superior, de uma natureza superior e de uma importância superior à Antiga.

SÍNTESE DO TÓPICO II – A Nova Aliança inaugurada por Cristo é superior à Antiga no aspecto posicional, funcional e cultual.

SÍNTESE DO TÓPICO III – A promessa do Novo Concerto é de natureza interior e espiritual; de natureza individual e universal; bem como de natureza relacional. 

CONSULTE – Revista Ensinador Cristão – CPAD, nº 73, p40

SUGESTÃO DE LEITURA – O Tabernáculo e a Igreja, Estudo Devocional do Tabernáculo no Deserto e O Tabernáculo e suas Lições por Gunnar Vingren

 

Resumo Rápido do Pr. Henrique da Lição 8, Uma Aliança Superior

INTRODUÇÃO

Pelo menos três motivos são apresentados pelo autor aos hebreus para provara a superioridade do sacerdócio de JESUS: aliança é superior à antiga; o santuário é superior e também o sumo sacerdote, CRISTO JESUS, é superior. O antigo santuário era terreno, o novo santuário é celestial, Arão era o mediador agora é JESUS. Nosso sumo sacerdote é sacerdote-rei. Nossos sumo sacerdote está sentado à destra do Pai para interceder por nós. Nova Aliança é superior e substitui a Antiga Aliança, pois não condena, mas salva e possui superiores promessas, que são espirituais.

I – UM SANTUÁRIO SUPERIOR

1. Pertencente a uma dimensão superior.

Dimensão Celeste – No Céu, diante de DEUS. Na antiga aliança DEUS vinha uma vez por ano receber o sacrifício pelos pecados do povo, na nova aliança DEUS e JESUS estão sempre juntos, em comunhão perfeita, no trono da glória. Aqui na Terra nós temos o ESPÍRITO SANTO morando em nós. Comunhão com DEUS 24 horas por dia.Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? 1 Coríntios 6:19

2. Possuidor de uma natureza superior.

Natureza Espiritual. O tabernáculo terreno era um modelo, uma pálida cópia, uma caricatura do verdadeiro. Foi construído para homens ministrarem e foi construído com materiais terrenos, embora preciosos. Construído para receber sacrifícios de animais e para receber sangue desses animais. Era passageiro, pois podia ser queimado e derretido, como foi pelo fogo, pelo general Tito e seu exército. Arão era sumo sacerdote deste santuário da antiga aliança e morreu. JESUS é sumo sacerdote do santuário celestial, morreu, mas ressuscitou e vive para sempre para interceder por nós junto ao PAI. O tabernáculo celestial é construído de coisas espirituais, é casa de DEUS, é eterno e indestrutível. Para nós cristãos, nós mesmos somos tabernáculo de DEUS. Casa espiritual de DEUS. Templo do ESPÍRITO SANTO.Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo. 1 Coríntios 3:17

3. Possuidor de uma importância superior.

Por DEUS, Para DEUS e na Presença de DEUS.

a- O antigo tabernáculo tinha por objetivo a comunhão do povo com DEUS. JESUS está no tabernáculo celestial na presença do PAI. Nós mantemos a comunhão com DEUS ao mantermos a comunhão com o ESPÍRITO SANTO (não O entristecendo, não O resistindo, não O extinguindo). Manter comunhão significa que somos batizados no mesmo ESPÍRITO SANTO, falamos em línguas todos os dias, oramos em línguas (Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no ESPÍRITO SANTO, Judas 1:20)A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do ESPÍRITO SANTO seja com todos vós. Amém. 2 Coríntios 13:14b- O antigo tabernáculo tinha por objetivo também manter DEUS com o povo e mostrar às outras nações que DEUS estava com eles. Para isso o povo precisava se santificar.Disse Josué também ao povo: Santificai-vos, porque amanhã fará o Senhor maravilhas no meio de vós. Josué 3:5
Portanto santificai-vos, e sede santos, pois eu sou o Senhor vosso Deus. Levítico 20:7
E imolai a páscoa, e santificai-vos, e preparai-a para vossos irmãos, fazendo conforme a palavra do Senhor, dada pela mão de Moisés. 2 Crônicas 35:6.DEUS é santo e no tabernáculo celeste, habita a plenitude da divindade. Nós devemos ser santos para manter a santidade de DEUS em nós.Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo. 1 Coríntios 3:17Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor; Hebreus 12:14O tabernáculo revelava a perfeição e a harmonia do caráter do Senhor – Tinha graus de santidade exigidos no átrio, no lugar santo e no santo dos santos. Não era qualquer um que podia entrar no átrio (Fora do lugar santo e do santo dos santos). Não era qualquer um que podia entrar no lugar santo (fora do santo dos santos – só quem era sacerdote). Não era qualquer um que podia entrar no santo dos santos (só quem era sumo sacerdote).DEUS mostrava que na sua presença era preciso um elevado grau de santidade. Para nós sermos usados por DEUS temos que nos santificar com muita oração, jejum, estudo da Palavra de DEUS e muita fé em DEUS e em seu poder.

II – UM MINISTÉRIO SUPERIOR

1. No aspecto posicional.

JESUS é o único e verdadeiro sumo sacerdote-rei aprovado por DEUS. Qualquer rei é excluído de suas funções se ousar assumir tal posição, idem com qualquer sacerdote.O salmo 110:4 só se aplica a JESUS. Nenhum outro ser humano pode arrogar o direito de pertencer à ordem de Melquisedeque, pois este foi criado e dirigido pelo ESPÍRITO SANTO exatamente para prefigurar o sacerdócio de JESUS. Por não pertencer à ordem sacerdotal humana de Arão só JESUS, que está no céu é da ordem de Melquisedeque, pode assumir a posição de sumo sacerdote celestial. Cada um de nós, crentes salvos, somos sacerdotes de DEUS na terra, vivendo para interceder pelos homens e pregando o evangelho de salvação a todos.Jurou o Senhor, e não se arrependerá: tu és um sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedeque. Salmos 110.4

2. No aspecto funcional.

No Antigo Pacto, os sacerdotes adentravam no tabernáculo para oferecer suas ofertas e sacrifícios muitas vezes, e o sumo sacerdote uma vez no ano (Hb 8.3).JESUS CRISTO, se fosse da ordem de Arão, também teria que fazer o mesmo, mas como é da ordem de Melquisedeque, não tem esta obrigação, pois Ele mesmo se deu em sacrifício (1 Co 5.7) e foi de uma vez por todas. CRISTO, portanto, não está mais oferecendo sacrifício no céu de forma repetida como fazia os sacerdotes levitas. Agora, Ele intercede por todos os que o invocam. Nós somos intercessores também. O ESPÍRITO SANTO É INTERCESSOR NA TERRA E JESUS É INTERCESSOR NO CÉU.Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção. Hebreus 9:12
Que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente por seus próprios pecados, e depois pelos do povo; porque isto fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo. Hebreus 7:27
De outra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo. Mas agora na consumação dos séculos uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo. Hebreus 9:26Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção. Hebreus 9:12Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles. Hebreus 7:25
Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus; Hebreus 9:24 Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós. Romanos 8:34E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. Romanos 8:26
E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos. Romanos 8:27

3. No aspecto cultual.

Na época que a epístola foi escrita ainda existia o culto judaico no templo em Jerusalém. Os sacrifícios eram oferecidos, mas sem conversão daqueles que ofereciam e muito menos dos que eram ofertantes.Ora, se ele estivesse na terra, nem tão pouco sacerdote seria, havendo ainda sacerdotes que oferecem dons segundo a lei, Hebreus 8:4.O sacerdócio de JESUS na Nova Aliança é muito superior, pois seu sacrifício foi oferecido no verdadeiro tabernáculo, que é o celestial. A presença de DEUS e o aceite de DEUS é real e completo. Nós também devemos apresentar um culto bíblico a DEUS. DEUS responde ao culto verdadeiro com manifestações gloriosas.E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas. 1 Coríntios 12:10
Que fareis pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação. 1 Coríntios 14:26

III – UMA PROMESSA SUPERIOR

1. De natureza interior e espiritual.

DEUS chamou Abraão e seus descentes, tendo em vista o descente que é JESUS CRISTO.Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz: E às descendências, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua descendência, que é Cristo. Gálatas 3:16Com Abraão e este povo DEUS fez uma Aliança, aliança de sangue.

Veja  http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/alianca.htm – A aliança possui leis para serem cumpridas por seus aliançados. Se cumprirem as leis ou regras da aliança são abençoados, se não cumprirem são amaldiçoados. Veja Deuteronômio 28.Tais leis foram escritas em tábuas de pedra, matéria prima encontrada em abundância nas imediações do Monte Sinai. Isso nos mostra a humanidade e imperfeição dos materiais usados, tanto é verdade, que as primeiras pedras foram quebradas. A fragilidade da lei para a salvação é assim revelada a nós. A lei é perfeita, mas os que as deveriam cumprir eram imperfeitos e desobedientes.Na Nova aliança é apresentado ao homem uma fácil maneira de se relacionar com DEUS agradando-O no cumprimento das normas existentes através de JESUS CRISTO que cumpriu toda a lei e nos enviou o ESPÍRITO SANTO que nos ajuda a nos manter em santificação e obediência a DEUS. Agora a santidade completa está dentro de nós, no ESPÍRITO SANTO que mora em nós, só temos que nos submeter à sua direção. Portanto a lei agora é espiritual e está escrita em tábuas de nosso coração (entendimento espiritual). A lei escrita em pedras condenava, mas a lei no coração é espiritual e nos mostra JESUS CRISTO que nos salva e purifica de todo pecado.Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito. Romanos 8:1 A lei da antiga aliança não salvou ninguém, não aproximou o homem de DEUS, antes condenou o homem por revelar o pecado, afastou mais o homem de DEUS. A Nova Aliança tanto salva como aproxima o homem de DEUS, tornando-o templo do próprio DEUS.

2. De natureza individual e universal.

Na antiga aliança só os ditos especiais, os líderes tinham acesso à Palavra de DEUS – para se ter uma cópia de alguma parte das escrituras tinha que pagar caro a um escriba ou ser pertencente do clero oficial do templo ou da política judaica.Nos dias de JESUS, era comum encontrar os “mestres da lei” que frequentemente eram consultados sobre os detalhes da Torá.Na Nova Aliança o Senhor prometeu que “todos me conhecerão” (Hb 8.11). Na Nova Aliança o conhecimento do Senhor está à disposição de todos os crentes e não apenas de uma classe privilegiada.um crente pode sozinho aprender a Palavra de DEUS e ser mestre de muitos. Basta orar muito, estudar muito, jejuar muito, se consagrar a DEUS e consultar ao ESPÍRITO SANTO.Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite, e não de sólido mantimento. Hebreus 5:12
E a unção que vós recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis. 1 João 2:27
E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada. Tiago 1:5

3. De natureza relacional.

O relacionamento com DEUS é o mais importante agora. DEUS promete intimidade. “Porque serei misericordioso para com as suas iniquidades e de seus pecados e de suas prevaricações não me lembrarei mais” (v.12). DEUS promete uma nova Aliança firmada em melhores promessas e numa intimidade com DEUS que se esquece dos pecados de seu povo e os perdoa.Na Nova Aliança nosso relacionamento com DEUS é de um Pai com seus filhos. E eu serei para vós Pai,E vós sereis para mim filhos e filhas, Diz o Senhor Todo-Poderoso. 2 Coríntios 6:18Na antiga Aliança os pecados eram relembrados todos os anos, na Nova Aliança os pecados são totalmente lavados e esquecidos e o crente é purificado pelo sangue de JESUS.E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniqüidades. Hebreus 10:17
Porque serei misericordioso para com suas iniqüidades, E de seus pecados e de suas prevaricações não me lembrarei mais. Hebreus 8:12Esta é a aliança que farei com eles Depois daqueles dias, diz o Senhor:Porei as minhas leis em seus corações,E as escreverei em seus entendimentos; acrescenta:
E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniqüidades. Hebreus 10:16,17

CONCLUSÃO

I- UM SANTUÁRIO SUPERIOR

O santuário da Nova Aliança é Pertencente a uma dimensão superior, celestial.O santuário da Nova Aliança é possuidor de uma natureza superior, eterna.O santuário da Nova Aliança é possuidor de uma importância superior, espiritual e santo.

II – UM MINISTÉRIO SUPERIOR

O ministério de JESUS CRISTO é superior no aspecto posiciona, pois seu sacerdócio é de uma ordem superior, a de Melquisedeque.O ministério de JESUS CRISTO é superior no aspecto funcional, pois é capaz de levar à salvação.O ministério de JESUS CRISTO é superior no aspecto cultual, pois o culto é realizado no céu.III – UMA PROMESSA SUPERIORA Nova aliança é agora de natureza interior e espiritual. A mudança ocorre de dentro (do ESPÍRITO SANTO) para fora.A Nova aliança é agora de natureza individual e universal, pois cada um é salvo e recebe o ESPÍRITO SANTO, formando o corpo de CRISTO na terra, a igreja.A Nova aliança é agora de natureza relacional. Somos íntimos do Senhor. Ouvimos e somos ouvidos.

COMENTÁRIOS DE REVISTAS E LIVROS E DICIONÁRIOS

Revista CPAD – 3º Trimestre de 2001 – Título: Hebreus — “… os quais ministram em figura e sombra das coisas celestes” – Comentarista: Elinaldo Renovato

LIÇÃO 8 – CRISTO, MEDIADOR DE UMA MELHOR ALIANÇA – LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:

HEBREUS 8.1-4, 6-13 

1 Ora, a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da Majestade,2 ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem. 3 Porque todo sumo sacerdote é constituído para oferecer dons e sacrifícios; pelo que era necessário que este também tivesse alguma coisa que oferecer.4 Ora, se ele estivesse na terra, nem tampouco sacerdote seria, havendo ainda sacerdotes que oferecem dons segundo a lei,6 Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de um melhor concerto, que está confirmado em melhores promessas.7 Porque, se aquele primeiro fora irrepreensível, nunca se teria buscado lugar para o segundo.8 Porque, repreendendo-os, lhes diz: Eis que virão dias, diz o Senhor, em que com a casa de Israel e com a casa de Judá estabelecerei um novo concerto, 9 não segundo o concerto que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; como não permaneceram naquele meu concerto, eu para eles não atentei, diz o Senhor.10 Porque este é o concerto que, depois daqueles dias, farei com a casa de Israel, diz o Senhor: porei as minhas leis no seu entendimento e em seu coração as escreverei; e eu lhes serei por DEUS, e eles me serão por povo.11 E não ensinará cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece o Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até ao maior.12 Porque serei misericordioso para com as suas iniqüidades e de seus pecados e de suas prevaricações não me lembrarei mais.13 Dizendo novo concerto, envelheceu o primeiro. Ora, o que foi tornado velho e se envelhece perto está de acabar.

PONTO DE CONTATO:

JESUS CRISTO é o Mediador da Nova Aliança. Que significa isso? Qual a importância desse fato? A aliança dada por Moisés deveria ser desprezada? Se todos os rituais e cerimônias do judaísmo haviam perdido o seu valor, o que existia para tomar o seu lugar? Qual seria a base para alguém se comunicar com DEUS? Estas eram as interrogações daqueles crentes hebreus. O presente estudo declara-nos a resposta:a base agora deveria ser JESUS CRISTO. Ele é o Ministro do “verdadeiro tabernáculo” (v.2); o Mediador de superior aliança (v.6). O tabernáculo é a morada de DEUS. Sendo Ministro, JESUS CRISTO nos leva à própria presença de DEUS, onde temos plena comunhão com Ele. Por ser de uma superior aliança, CRISTO nos prepara e equipa para entrarmos e morarmos no Lugar Santíssimo. Aleluia!OBJETIVOS: No final desta aula seu aluno deverá estar apto a:
Explicar o que é uma aliança.
Definir qual a posição de CRISTO no céu.
Valorizar CRISTO como Ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo.

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA:

Divida a turma em dois grupos (A e B). O grupo A deverá ler Hebreus 8.1-5 e contrastar o ministério sacerdotal
de CRISTO com o levítico. O grupo B deverá ler Hebreus 8.7-13 e contrastar a Antiga Aliança com a Nova. Dê a
eles pelo menos 10 minutos para a execução desta tarefa. Utilize o esquema abaixo para orientar esta atividade.

G  R  U  P  O       A
Sacerdócio de CRISTO Sacerdócio Levítico
Sacerdote perfeito Sacerdote imperfeito
Sacrifício perfeito Sacrifício imperfeito
Tabernáculo celestial Tabernáculo terreno
Real Sombra
G  R  U  P  O       B
Nova Aliança Antiga Aliança
Escrita nos corações Escrita em pedras
Graça Lei
Incondicional Condicional
Sem defeito Defeituoso

INTRODUÇÃO
A Antiga Aliança implicava mandamentos, estatutos e juízos, os quais não foram observados pelo povo escolhido. Era um concerto transitório, como indica o escritor: “Porque se aquele primeiro fora irrepreensível,
nunca se teria buscado lugar para o segundo” (v.7). Diante disso, JESUS trouxe uma Nova Aliança, que se estabeleceu, não em atos exteriores, rituais, mas no interior do homem, no entendimento e no coração. Por isso, é um melhor concerto. Que o Senhor nos faça entender esse tema, e que o valorizemos em nossa vida cristã!
I. A POSIÇÃO DE CRISTO NO CÉU
1. “Um sumo sacerdote tal…” (v.1a).
Com esta expressão, a Palavra de DEUS visa mais uma vez enfatizar a singularidade de CRISTO como Sumo Sacerdote, destacando-o e diferenciando-o dos sumo sacerdotes comuns, frágeis, mortais, da Antiga Aliança. A expressão “tal”, aqui, evidencia a incapacidade das palavras humanas para descrever a grandeza de CRISTO. É o que ocorre também em Jo 3.16 (de “tal” maneira).
2. “Assentado nos céus”.Esta expressão que também aparece em 1.3; 10.12 e 12.2, indica CRISTO, como Sumo Sacerdote perfeito, que realizou sua obra de tal forma que tem o direito de assentar-se no seu trono, ao lado direito do Pai. Já os sacerdotes do Antigo Pacto não podiam assentar-se, pois sua obra nunca terminava. Por isso nunca são descritos como sentados.
3. “À destra do trono da majestade” (v.1b).CRISTO, à direita de DEUS, está na posição da mais alta honra, nos céus. Em Mc 16.19, está escrito: “Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e assentou-se à direita de DEUS”. JESUS CRISTO é o único ser que tem essa posição de extremo destaque nos céus. Tal verdade nos é transmitida, para que saibamos que o nosso mediador não é um ser celeste qualquer, mas aquele que tem posição de honra, única e destacada, diante de DEUS. As nossas orações são levadas a Ele, que por nós intercede junto ao Pai.
II. O SACERDÓCIO DE CRISTO NOS CÉUS

1. “Ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo”.Não obstante estar CRISTO assentado à destra de DEUS,
e tendo concluído sua obra, quando do seu ministério terreno, Ele é aqui descrito como “ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo” (v.2). Nos céus, o Mestre amado continua a executar seu ministério ou serviço divino, como nosso mediador, intercessor, advogado e Sumo Sacerdote perante o Pai, pois entrou no SANTO dos Santos.
2. O que cristo faz nos céus.Abrindo um pouco o véu da eternidade, a Bíblia revela-nos algo sobre o trabalho de CRISTO nos céus. De lá, Ele controla todas as coisas, tanto as que estão nos céus, quanto as que estão na terra, no universo, enfim. Ele está assentado “à destra da majestade”, “sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder” (1.3). É muita coisa! Em relação a nós, diz a Bíblia, que “ele está à direita de DEUS, e também intercede por nós” (Rm 8.34b). Há milhões de crentes, orando todos os dias, em todos os lugares, em todas as mais de 6.000 línguas conhecidas, e JESUS está ouvindo essas orações, e intercedendo por nós.Glória a DEUS! JESUS contempla todos os seus servos e trabalha em favor deles. (Leia Is 64.4.)
3. Constituído por DEUS (vv.2-4).JESUS, como Sumo Sacerdote constituído por DEUS, no céu, exerce seu trabalho no verdadeiro tabernáculo, fundado pelo Senhor, e não pelo homem. O antigo tabernáculo, montado no deserto, deixou de existir.Sua exuberante glória desapareceu. Salomão construiu o majestoso templo, que substituiu o tabernáculo (2 Cr 7.1,11). Mais tarde, esse templo foi destruído e substituído por outro, que também desapareceu. Mas o tabernáculo celeste, no qual CRISTO está, é eterno e indestrutível.
III. UM NOVO CONCERTO
1. “Um ministério mais excelente” (v.6a).
Mais do que um sacerdote, na terra, JESUS foi o “cordeiro de DEUS”, oferecendo-se a si mesmo como holocausto, entregando sua vida em nosso lugar (cf. Jo 10.15, 28).Agora Ele exerce as funções sumo sacerdotais lá no céu: “ministério mais excelente” (1.4), que o realizado por todos os sacerdotes e sumo sacerdotes terrenos, da Antiga Aliança.

2. “Mediador dum melhor concerto” (v.6.b).Numa aliança, existem três elementos envolvidos. As partes, no mínimo duas, e um mediador. No Antigo Pacto, vemos DEUS de um lado e o povo de Israel de outro. O mediador era o sacerdote ou o sumo sacerdote. Foi DEUS quem propôs e estabeleceu a Antiga Aliança. Os sacerdotes fizeram seu trabalho, mas fracassaram. Foram mediadores deficientes e falhos. O lado humano,representado por Israel, arruinou-se apostatando. Mas DEUS, por sua infinita misericórdia, proveu-nos um Novo e melhor Concerto, “confirmado em melhores promessas” (v.6), através de CRISTO.

3. O novo concerto aboliu o antigo (v.7).“Porque, se aquele primeiro fora irrepreensível, nunca se teria buscado lugar para o segundo”. Em Jeremias, lemos: “Mas este é o concerto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o SENHOR: porei a minha lei no seu interior e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu DEUS, e eles serão o meu povo” (Jr 31.33). Ver Ez 36.25,26. Isto é muito significativo. No Antigo Pacto, o culto era mais exterior: havia os sacrifícios de animais, os rituais, a guarda dos sábados, das luas novas, etc. O Novo Concerto trazido por CRISTO, em tudo é superior. A lei de CRISTO é colocada no coração do homem. Em lugar de todos os sacrifícios do Antigo Pacto, CRISTO, entregando-se na cruz, efetuou um único e suficiente sacrifício, expiador e redentor. Glória a DEUS!
CONCLUSÃO
Não devemos ter nenhuma dúvida quanto a validade da Nova Aliança, perpetrada por CRISTO. O apóstolo Paulo escrevendo aos Coríntios, asseverou: “Assim que, se alguém está em CRISTO, nova criatura é: ascoisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Co 5.17). Isso se refere a quem aceitou a CRISTO, deixando os velhos pecados e costumes, e que deve valorizar a cada dia a salvação em CRISTOJESUS, não voltando às velhas práticas. É preciso ter firmeza na fé.

Subsídio Bibliológico
“O novo santuário e a nova aliança (Cap. 8). Antes de considerar detalhadamente a obra sacerdotal de CRISTO (cap. 9;10.1-18), o autor apresenta um panorama geral, quanto à natureza, da relação entre o novo santuário (8.1-6) e a Nova Aliança (8.7-13).
1. O novo santuário
O autor inicia o argumento dizendo: “Quanto ao assunto em discussão, este ponto é principal (a essência do que temos dito) porque agora possuímos um Sumo Sacerdote, e Ele já está exercendo a obra sacerdotal condigna à sua posição no santuário celeste”. Este santuário foi divinamente estabelecido sobre o trono da majestade nas alturas (vv.1,2).
A obra de CRISTO como Sumo Sacerdote, nas regiões celestiais, de maneira nenhuma poderia cumprir-se na terra, pois no tempo que foi escrita a epístola ainda havia uma ordem sacerdotal (ultrapassada, contudo ainda funcionando) estabelecida pela lei mosaica. Uma vez que CRISTO não pertencia à tribo de Levi (7.13,14), naturalmente não podia atuar com eles (vv.5,6).
2. A nova aliança
O sistema levítico baseava-se numa aliança que até os profetas reconheceram imperfeita e transitória, pois falavam do propósito divino de estabelecer uma nova. Se a primeira fosse perfeita, não haveria procura por uma segunda aliança (v.7). Daí entendemos que havia no coração do povo santo que viveu no Antigo Testamento um senso de satisfação. Procuravam algo superior. E essa aliança melhor já fora prometida, como provam as Escrituras (Jr 31.31-34; Ez 36.25-29; vv. 8-12).
Características da Nova Aliança:
A- Inclui todo o povo da Antiga Aliança — Israel e Judá — e mais os gentios (v.8)
B- É distinta da Antiga Aliança, instituída no tempo do Êxodo (v.9), através da qual DEUS ordenou uma nação em tudo separada e exclusiva, para testemunho do seu poder. A nação de Israel veio servir de tipo à “nação santa” (assim representada pela igreja, 1 Pe 2.9), que seria levantada pela Nova Aliança.C- Possui características positivas, de ordem espiritual e subjetiva. Sua eficiente operação transformaria o coração daqueles que cressem, de um modo tão definitivo que os mandamentos fariam parte da personalidade deles (v.10).D- É universalmente eficaz em favor de todos os povos, incluindo a “casa de israel”, de quem o Senhor seria individualmente conhecido (v.11).E- Apoia-se na graça de DEUS, suficiente para prover um perdão absoluto. O pecado seria removido até da  memória divina (v.12).” (Comentário Bíblico – Hebreus, CPAD, págs.145-147.)QUESTIONÁRIO:1. Que quis dizer o escritor da Carta aos Hebreus com a expressão “um sacerdote tal?” R. Mostrar a singularidade do sacerdócio de CRISTO.
2. Que significa, no texto, CRISTO “assentado” no céu? R. Significa que CRISTO, como Sumo Sacerdote perfeito, realizou sua obra de modo tão exato que tem o direito
de assentar-se no seu trono, ao lado do Pai. 3. Por que JESUS é apontado como “Ministro do Santuário, e do verdadeiro Tabernáculo”?
R. Porque Ele continua a executar seu ministério divino, pois entrou no lugar SANTO dos Santos. 4. Por que o novo concerto substituiu o antigo?R. Porque o antigo concerto envelheceu, perdendo sua finalidade com o tempo.
5. Onde DEUS prometeu escrever o novo concerto com Israel? R. No interior do coração.

A CARTA AOS HEBREUS – Introdução e Comentário por DONALD GUTHRIE – SOCIEDADE RELIGIOSA EDIÇÕES VIDA NOVA E ASSOCIAÇÃO RELIGIOSA EDITORA MUNDO CRISTÃO(v) O ministro da Nova Aliança (8.1-13)

1. Visto que o escritor já discursou com bastante detalhes a respeito de CRISTO como Sumo Sacerdote, pode-se querer saber o que ainda falta para sua exposição.

Por enquanto, porém, não explicou como nosso Sumo Sacerdote leva a efeito Seus deveres. Este é realmente o tema dos próximos dois capítulos e meio (até 10.18), mas outra questão importante, a Nova Aliança, é introduzida no decurso da discussão. No presente capítulo, o ministério de JESUS e a necessidade de uma nova aliança estão ligados entre si. A frase inicial revela o essencial da discussão anterior (Ora, o essencial das coisas que temos dito, é que…). A palavra poderia significar “resumo”, mas o contexto revela que “essencial” é melhor, porque o enfoque recai sobre aquilo que o Sumo Sacerdote tem para oferecer e onde realiza seu ministério.

Em primeiro lugar, no entanto, é dada uma declaração breve acerca das características peculiares do nosso Sumo Sacerdote, (i) Ele se assentou à destra do trono da Majestade nos céus. Esta consideração já foi feita em 1.3 a respeito do Filho, mas agora é repetida com aplicação direta ao tema sumo sacerdotal. Isto demonstra quão cuidadosamente o escritor trabalhou sua tese, constantemente dando indícios que são jóias em si mesmos, mas que reluzem com novos significados quando são vistos contra um pano de fundo diferente. Na verdade, esta idéia de CRISTO assentado ocorre outra vez em 10.12 e 12.2. Significa uma obra feita bem e verdadeiramente. A idéia é baseada no Salmo 110.1. À parte da presente declaração e a redação paralela em 1.3, o único outro lugar onde o termo Majestade é usado é Judas 25, onde ocorre como um atributo de DEUS, mas não como um título. O fato de que nosso Sumo Sacerdote está sentado à destra de DEUS ressalta Sua categoria em comparação com a linhagem de Arão, cujos sacerdotes somente podiam ficar de pé na presença de DEUS, sendo que sua tarefa nunca estava definitivamente completa.

2. A segunda característica é que (ii) é ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo.Isto parece estranho à primeira vista, porque segue o ato de sentar-Se. Chama a atenção, no entanto, à obra contínua de CRISTO. A palavra traduzida “ministro” (leitourgos) ocorreu uma vez antes nesta Epístola em 1.7, referindo-se aos anjos numa citação de Salmo 104.4. Paulo usa a palavra para seu próprio ministério cristão (Rm 15.16) e para o serviço de Epafrodito (Fp 2.25). Até mesmo a usa para as autoridades seculares em Romanos 13.6. No presente contexto, no entanto, o ministério em vista diz respeito especialmente às coisas santas, conforme demonstra o contexto. O santuário (tòn hagiòn) pode ser especialmente entendido a respeito do SANTO dos Santos, como em 9.3. A conexão entre este e a idéia da tenda (tabernáculo) é significante, porque demonstra que a base da linguagem figurada do escritor não é o Templo, mas, sim, o tabernáculo. O adjetivo verdadeiro visa formar um contraste com o símbolo terrestre. O lugar do ministério de CRISTO é real e espiritual, comparado com o ministério da linhagem de Arão num tabernáculo meramente temporário. Mais uma vez, é ressaltado um contraste entre o aparente e o real, sendo que aquele é erigido pelo homem, ao passo que o último é erigido pelo Senhor.

3. A função principal dos sumos sacerdotes terrestres agora é transferida para nosso Sumo Sacerdote.O escritor deseja demonstrar que CRISTO cumpre as funções usuais do cargo, mas de uma maneira muito melhor do que a linhagem de Arão as cumpriu. A declaração: Pois todo sumo sacerdote é constituído, é um eco exato de 5.1, mas ao passo que a nomeação ali é para um propósito de representação, aqui é mais especificamente para oferecer dons e sacrifícios, i.é, no cumprimento da respectiva função. Estes sacrifícios são uma alusão direta às ofertas levíticas e possivelmente tenham principalmente em vista o Dia da Expiação. Haverá uma exposição mais completa deste último no capítulo seguinte. Aqui, o propósito imediado é comentar sobre o sacrifício espiritual que nosso Sumo Sacerdote ofereceu. A esta altura, a oferta não é definida, mas o escritor já demonstrou em 7.27 que o sacrifício era o próprio CRISTO, e expande esta idéia posteriormente. Fala da necessidade de nosso Sumo Sacerdote fazer uma oferta.68 Esta é a única ocorrência no Novo Testamento onde a palavra aqui traduzida necessário (anankaios) é usada a respeito de CRISTO. É usada para a obra necessária de qualquer sumo sacerdote, mas tem um significado mais profundo quando é aplicada a CRISTO, porque havia uma necessidade divina para Ele Se oferecer como sacrifício. Deve ser notado, além disto, que o princípio da oferta sacerdotal é expresso numa forma impessoal — o que (ti) – que se toma pessoal somente quando é aplicada à oferta do próprio CRISTO.

4. Ocorre ao escritor que talvez surja alguma confusão na mente dos seus leitores a respeito da coexistência de duas ordens de sacerdócio.Passa, portanto, a demonstrar que o sacerdócio de JESUS não foi estabelecido na terra. A consideração principal que está fazendo é que é impossível para JESUS cumprir as condições, quer na questão da genealogia, quer na natureza exata dos dons, que estão estipuladas na Lei Mosaica. Assim passa à sua tese de que o sacerdócio superior é aquele que opera no céu, não na terra. Esta linha de argumento faz uma grande contribuição na direção de explicar porque JESUS nunca cumpriu nenhuma função sacerdotal durante o Seu ministério. Mas deve ser notado que embora Sua obra sumo sacerdotal esteja no céu, Seu sacrifício de Si mesmo ocorreu na terra. O ministério terrestre deve ser considerado a preparativa para a obra celestial. O versículo seguinte explica a base da conexão entre o culto levítico e a obra de CRISTO.

5. A tese que subjaz esta Epístola está baseada na existência dalguma correspondência entre o culto ritual em Levítico e a obra espiritual de CRISTO, mas o movimento sempre é do menor para o maior.As duas palavras empregadas aqui para expressar a idéia — figura (hypodeigma) e sombra (skia) – igualmente subentendem uma realidade mais profunda por detrás daquilo que é visto. Uma cópia de uma grande obra-prima de (68) Westcott: Comm., ad. loc., rejeita com razão o conceito de que CRISTO continua a oferecer sacrifícios. Semelhante pensamento é estranho ao ponto de vista do autor de que a oferta de CRISTO é completa (de uma vez para sempre). Montefiore: Comm., pág. 134, demonstra que a idéia de uma oferta de sangue no céu também era estranha ao judaísmo helenístico, que postulava ofertas de um tipo diferente. Somente mais tarde, no judaísmo cabalístico, é que surge a idéia de um sacrifício literal no céu. Exemplo – A arte não é o objeto legítimo, mas dá alguma ideia de como é o original.A semelhança é incompleta e não é até que seja visto o original que a glória inteira é reconhecida. De modo semelhante, uma sombra não pode existir na realidade a não ser que haja um objeto para lançá-la. Há alguma correspondência, mas a sombra é inevitavelmente um quadro distorcido e quase sem detalhes do verdadeiro. O propósito do escritor não é reduzir a glória da sombra, mas ressaltar a glória da sua substância. O que está especialmente em mente é “o santuário celeste” (epouraniõn). Somente a palavra “celestes” aparece no grego, no entanto, e é melhor, por isso, tratá-la de modo geral como sendo coisas  celestiais (ARA), sendo que a palavra “tabernáculo” é subentendida a partir do v. 2, e pelo uso da palavra skènè (“tenda, tabernáculo”) tanto ali quanto aqui. Fica especialmente evidente a partir da declaração acerca de Moisés que é o pano de fundo bíblico, e não o pano de fundo do judaísmo, com seu Templo central, que está em mente. A mente do autor remonta a Êxodo 25.40, onde é citada a instrução de DEUS a Moisés. No judaísmo alexandrino a mesma passagem de Êxodo era exposta de acordo com princípios platônicos, em que o tabernáculo que foi construído era considerado apenas uma cópia imperfeita daquele que existia no céu, que o próprio Moisés viu. O tabernáculo na terra era apenas uma sombra da realidade.69 Mas porque o escritor desta Epístola cita a passagem a esta etapa do argumento? Talvez tenha suposto que seus leitores não tivessem familiaridade com o fato de que DEUS dera instruções exatas acerca dos pormenores do tabernáculo, mas isto parece improvável. É mais provável que quisesse lembrar os seus leitores de que até mesmo a sombra foi minuciosamente ordenada por DEUS, a fim de que pudesse demonstrar a maior excelência do santuário celeste. Além disto, se DEUS ordenou os pormenores do modelo (typosj, seu significado simbólico é assegurado. Todos os pormenores meticulosos no relato do Êxodo teriam pouco propósito se algum antítipo melhor não estivesse sendo prenunciado por eles. A palavra traduzida instruído (kechrèmatistaij neste versículo não é geralmente usada no Novo Testamento, mas, sim, refere-se a um oráculo divino, uma palavra autorizada que precisa ser obedecida. O sacerdócio arônico e as disposições para eles não vieram a existir por acidente,«ias por desígnio.

6. Declara-se aqui que o ministério de CRISTO é tanto mais excelente (diaphotõteras), termo este que já ocorreu em 1.4.Pode ser considerada um tipo de palavra-chave para expressar a superioridade de CRISTO nesta Epístola, especialmente porque nas suas ocorrências é ligada com a palavra superior. Neste contexto há um paralelo entre o novo ministério e o antigo, e entre a nova aliança e a antiga. O escritor pretende expor a superioridade da nova aliança, mas por enquanto está ocupado em demonstrar que o ministério deve ser proporcional à aliança de conformidade com a qual é estabelecido. O ministro é um mediador da aliança. Seu ministério é visto no contexto da aliança, o que explica porque o escritor mudou repentinamente para o tema da nova aliança. A idéia de mediar uma aliança também será exposta mais plenamente no capítulo seguinte (9.15ss.). Posto que uma aliança envolve duas partes contratantes, o mediador é intermediário cuja tarefa é manter as partes em comunhão uma com a outra. Num caso em que DEUS é uma das partes e o homem é a outra, a idéia da aliança é inevitavelmente unilateral. A apostasia é sempre do lado do homem, e, portanto, a tarefa do mediador é principalmente agir em prol do homem diante de DEUS, embora também deva agir em prol de DEUS diante dos homens. A base do ponto de vista de que a nova aliança é melhor do que a antiga é que é instituída com base em superiores promessas. Mas em que sentido esta expressão deve ser entendida? Subentende que ambas eram baseadas em promessas, mas que havia uma diferença qualitativa entre as duas na natureza das promessas. Este ponto de vista, no entanto, é difícil, se todas as promessas de DEUS são igualmente invioláveis. É preferível, portanto, entender que “superior” refere-se ao propósito espiritual mais sublime inerente na nova aliança, e.g., a idéia da lei escrita sobre o coração (v. 10). As promessas que podem fazer assim devem ser melhores do que promessas que somente podem levar à codificação da lei antiga (i.é, a lei de Moisés).

7. É o fracasso da primeira aliança que fornece a necessidade da segunda.Quando o escritor dá a entender que a primeira aliança não estava sem efeito, não está sugerindo que a lei estava defeituosa, mas somente que a experiência do homem sob a lei era defeituosa. Se, na realidade, a lei tivesse sido a resposta à necessidade do homem, não teria havido necessidade alguma de uma nova aliança. Esta declaração é o sinal para o escritor citar uma passagem extensiva de Jeremias a fim de explicar sua abordagem à nova aliança.

8. A função da lei na procura de falhas é claramente ressaltada nesta citação de Jeremias 31.31-34, que é introduzida pela palavra característica diz (legei).Isto, como já foi notado, indiretamente faz com que as palavras da Escritura sejam as palavras faladas por DEUS. Esse escritor não está interessado em declarar o nome do profeta, porque para ele o fator crucial e’ a autoridade divina por detrás da idéia que está transmitindo. A tríplice repetição de diz o Senhor nesta citação reafirma este fato. O contexto da passagem demonstra o povo de DEUS na etapa da restauração após as provações do cativeiro. A nova situação exige uma nova abordagem no relacionamento entre DEUS e Seu povo — em resumo, uma nova aliança.

Em primeiro lugar na citação há uma declaração de intenção. Vêm dias… e firmarei… tem um tom de autoridade que não deixa lugar para dúvidas. Semelhante ação é tão certa quanto a palavra de DEUS, embora séculos haveriam de passar antes do seu cumprimento. Nosso escritor não tem dúvida alguma de que a declaração confiante desta profecia do Antigo Testamento aplica-se à era messiânica e diz respeito diretamente ao ministério de JESUS. É bem possível que tivesse em mente a referência à nova aliança na instituição da Ceia do Senhor (cf. Mt 26.28). Outro aspecto da aliança é sua aplicação tanto a Israel quanto a Judá. Historicamente, isto envolvia o saneamento da brecha que trouxera tamanha desgraça na história antiga do povo judaico. Mas até mesmo nesta passagem não há indício de uma nova aliança que pudesse estender-se a todas as pessoas, tanto aos gentios como aos judeus, conforme o que aconteceu como resultado do evangelho. Realmente, vale notar que este aspecto universal do evangelho não acha lugar nesta Epístola, mas uma explicação suficiente disto seria sua destinação restrita a uma audiência judaica. A palavra traduzida nova (kainè) aqui, indica alguma coisa que é nova em comparação com aquilo que a antecedeu, ao passo que o adjetivo alternativo (neos), aplicado à mesma aliança em 12.24, indica seu frescor, em comparação com alguma coisa velha e esgotada. Os dois aspectos estão cheios de significado.
9. O contraste entre a nova aliança e a antiga é visto numa referência específica às circunstâncias em que a antiga aliança foi celebrada.
O pensamento israelita constantemente remontava à libertação do Egito, porque era a partir daquele ponto na história que se podia dizer que datava a existência independente de Israel como nação. É notável aqui que o próprio DEUS fez a aliança. Não consultou os homens. Além disto, a expressão os tomei pela mão ressalta, mais uma vez, a iniciativa divina. Embora o grego fale de “minha mão” e ressalte assim o antropomorfismo, não deixa de ser vividamente expressivo. É uma maneira poética de deixar claro que o povo estava incapacitado até que DEUS, por assim dizer, colocou Sua mão na deles para os conduzir até fora da terra do Egito, o lugar do seu cativeiro. Uma aliança normalmente envolve a plena cooperação das duas partes. Se uma parte contratante falhar, a aliança toma-se nula. Foi virtualmente isto que aconteceu com a antiga aliança. Os israelitas não continuaram na… aliança, o que significa que não cumpriram suas condições. Os pronomes “eles” e “eu” são enfáticos nos dois casos, enfatizando, mais uma vez, a prerrogativa divina. Este fato é visto igualmente na descrição da aliança como sendo minha aliança. Quando DEUS declara: eu não atentei para eles, não se deve pensar que se trata de um ato arbitrário de falta de solicitude, mas como a conseqüência inevitável de Seu povo virar as costas à aliança da graça que Ele fizera para o benefício e a bênção deles.
10. Agora vem uma exposição da prometida nova aliança.
Tem várias características dignas de nota. Diz respeito à casa de Israel, expressão esta que idealmente inclui a totalidade do povo de DEUS, embora, no contexto de Jeremias, principalmente o povo judaico. Entrará em vigor depois daqueles dias, que forma uma ligação com “estes últimos dias” mencionados em 1.2 e refere-se à era cristã. O texto hebraico deste versículo tem o singular “lei,” que, por alguma razão, foi traduzida pela Septuaginta como leis, no plural, como aqui. Isto é bastante significativo porque em nenhuma outra ocasião a Septuaginta traduz o singular hebraico desta maneira. É possível que o tradutor quisesse enfatizar as diferentes partes da lei de DEUS para distinguir estas partes da lei de Moisés como uma unidade completa. A passagem contém um contraste subentendido entre a lei escrita nas tábuas de pedra e as leis colocadas nas suas mentes. Não pode haver dúvida de que estas últimas são superiores àquela, porque aquilo que está na mente não pode deixar de afetar a atividade. A declaração dupla: nas suas mentes e sobre os seus corações, um exemplo de paralelismo poético hebraico, enfatiza o caráter interior da nova aliança. Dos dois termos, o mais abrangente no uso hebraico é coração, que envolvia não somente a vontade, como também as emoções. Os dois termos nesta citação são melhor considerados num sentido corporativo, como se o escritor tivesse em mira o caráter coletivo do outro parceiro na aliança feita por DEUS. Há um sentido em que as novas leis são impressas na mente e no coração do povo como um todo. Embora a antiga aliança tivesse demonstrado que DEUS era o DEUS de Israel e que consideraria Israel como Seu povo, há um sentido mais profundo em que isto poderia ser realizado num sentido plenamente espiritual somente na nova aliança. Ressalte-se de modo significante os pronomes seu (autois = “deles”) e meu (moi). O grego oferece uma expressão sucinta: “Eu serei para eles como DEUS, e eles serão para mim como povo.” O relacionamento deve ser íntimo e mútuo.
11. Outro aspecto da nova aliança é que o conhecimento de DEUS agora pode vir diretamente, sem a necessidade de intermediários.
A comunhão com DEUS será tal que todos entre Seu povo O conhecerão. Este fato exclui imediatamente a idéia de uma classe privilegiada de iniciados especiais que seriam os únicos que pudessem ensinar os outros, conforme existiam, por exemplo, nas religiões de mistério, e que certamente era alimentada até certo ponto pelo sistema dos escribas no judaísmo. Além disto, na comunidade da nova aliança não haveria distinções de classe devidas à idade ou à categoria, porque o conhecimento de DEUS estaria disponível para a gama inteira, desde o menor deles até ao maior. A verdadeira comunidade cristã tem a intenção de ser um grupo em que todos estão em pé de igualdade através de uma experiência comum e pessoal do Senhor, porque todos me conhecerão.
12. A citação termina com uma explicação da base espiritual da nova aliança.
DEUS revela Seu próprio caráter: usarei de misericórdia. Não há sugestão alguma de que este seja um novo desenvolvimento no caráter divino, porque a antiga aliança era baseada na misericórdia. O homem nunca poderia chegar a DEUS se não fosse a misericórdia dEle. Mas na nova aliança a misericórdia de DEUS destaca-se mais claramente. Fornece um fundamento seguro para Seu povo aproximar-se dEle. A segunda revelação: e dos seus pecados jamais me lembrarei, é reconfortante porque significa que o perdão é completo. Já não haverá possibilidade de pecados, uma vez perdoados, serem levantados contra o povo de DEUS. Todas as garantias neste sentido, antes da era cristã, eram baseados na eficácia daquele sacrifício perfeito ainda a ser oferecido, do qual as ofertas levíticas eram apenas uma sombra. Semelhante certeza direta do perdão divino deve ter sido como o som de música para um povo exilado cujas ofertas sacrificiais já não eram possíveis. As linhas paralelas que se referem às iniqüidades (adikiai) e aos pecados (hamartiai) são outro caso de paralelismo poético semítico. A segunda palavra é mais geral e abrangente que a primeira, mas as duas se complementam mutuamente ao enfatizarem a idéia de perdão completo.
13. Tendo completado sua citação de Jeremias, o escritor agora dá seu comentário sobre ela, e, ao assim fazer, vai além do propósito original da passagem.
Entende que a exposição da nova aliança subentende que a antiga é obsoleta. Olhando a passagem a partir do limiar da era cristã, vê mais nas palavras do que era possível para Jeremias. A palavra traduzidaantiquado (pepalaiõken) está no tempo perfeito, o que sugere que a primeira aliança já se tomara obsoleta, e que o resultado disto ainda está evidente no presente. O mesmo verbo é usado na segunda frase como um particípio do presente, se toma antiquado, porque o escritor quer ressaltar que embora teoricamente a antiga já se tornou obsoleta, na prática é um processo paulatino. A combinação entre este pensamento com o de tomar-se envelhecido ressalta a inevitabilidade do processo. Assim como as pessoas envelhecem e morrem, ilustrando, assim, o seu caráter efêmero, igualmente a antiga aliança é efêmera. Uma palavra interessante é usada para descrever o fim da antiga aliança, i.é, prestes a desaparecer (engys apanismou). A forma verbal da mesma palavra é usada para a efemeridade da vida humana em Tiago 4.14, como um vapor que aparece repentinamente e desaparece com igual rapidez. É fundamental na teologia crista que a antiga aliança já cumpriu sua função e que agora cedeu lugar à nova. Historicamente a continuação do ritual do Templo foi tomada impossível pela destruição daquele Templo pelo general romano, Tito, mas de qualquer maneira, os dias do ritual já estavam contados.
 
 
SÉRIE Comentário Bíblico – HEBREUS – As coisas novas e grandes que DEUS preparou para vocè – SEVERINO PEDRO DA SILVA
 
1- Ora, a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da Majestade;
Aqui o escritor sagrado exalta a CRISTO acima de todos os seres. Ele está assentado à destra da mão de DEUS, que significava para os povos antigos à “destra do poder”, onde um príncipe herdeiro passava a exercer sua autoridade monárquica sob os auspícios do pai ou de uma autoridade tutelar (cf. 2 Rs II; 12). As Escrituras mencionam vários elementos doutrinários a respeito das mãos de DEUS; como em I Reis 22.19, onde ambas as mãos são mencionadas. Mas de maneira especifica, a sua mão direita é que mais está em foco. Para os gregos, estar assentado ao lado direito de alguém, significava estar ao lado do poder, pensamento este que passou também a figurar posteriormente no pensamento cristão (Mc 16.19; Hb 1.3, etc.). Nenhuma outra autoridade, terrena ou celeste, está presentemente assentada ali! Mas o nosso Sumo Sacerdote ali está assentado ao lado do Pai, com toda a honra e glória a Ele dedicada!
ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem.
Os sacerdotes terrenos haviam sido agraciados por DEUS com uma grande honra, a de serem ministros do santuário terrestre — originalmente erigido no deserto e depois transferido para o templo construído por Salomão. Mas a honra de ser ministro do santuário celestial, no Reino eterno de DEUS, somente foi conferida a nosso Senhor JESUS CRISTO. Moisés foi comissionado por DEUS para construir o Tabernáculo no deserto, quando recebeu de DEUS o modelo de cada peça e a orientação divina acerca de cada detalhe. DEUS ainda lhe advertiu dizendo: “Atenta, pois, que o faças conforme o seu modelo, que te foi mostrado no monte” (Ex 25.40). Nele, Arão e seus filhos foram ministros. Porém, este não era o verdadeiro Tabernáculo que estava nos céus, cujo arquiteto foi DEUS, e não o homem. Nele, somente JESUS teve o privilégio de entrar e nele ministrar!
Porque todo sumo sacerdote é constituído para oferecer dons e sacrifícios; pelo que era necessário que este também tivesse alguma coisa que oferecer.
O sumo sacerdote da linhagem de Arão tinha de ser um homem competente para manter seu povo no centro da vontade de DEUS. Por isso vemos que “a iniqüidade do santuário” era posta sobre ele (Nm I8.I). Era, portanto, necessário que o sumo sacerdote e os sacerdotes inferiores oferecessem “dons [ofertas] e sacrifícios” todos os dias — por si mesmos e pelos outros. Assim CRISTO morreu por todos nós. Ele sempre está à mão direita do Pai intercedendo por nós; junto com o valor de um sacrifício infinito, temos uma poderosa mão que nos sustenta. Em paga dos sacrifícios os sacerdotes levitas recebiam tributos. CRISTO também recebe todos os dias os tributos de louvor, honra e adoração que a Ele são oferecidos. Quando lemos as palavras do Senhor na oração do Pai Nosso, observamos que Ele nos ensinou que devemos a cada dia renovar nossa comunhão e nossa vida espiritual com DEUS, quando o Mestre diz: “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores” (Mt 6.12). Isso indica que devemos estar a cada dia aos seus santos pés confessando nossas dívidas e desfrutando do seu perdão; mas nada disso envolve animais e outras oferendas que eram mencionadas no antigo pacto.
O Ministério Sacerdotal de CRISTO
Ora, se ele estivesse na terra, nem tampouco sacerdote seria, havendo ainda sacerdotes que oferecem dons segundo a lei,
Durante sua vida terrena, nosso Senhor JESUS CRISTO apresentou-se ao povo sob muitos títulos, mas nunca como sacerdote. A razão para tal omissão foi que, ainda que como um sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedeque, Ele veio para cumprir a Lei. E até a sua morte esta ainda estava em vigor, e os sacerdotes da linhagem de Arão continuavam oferecendo sacrifícios no templo todos os dias. Estes sacrifícios por eles oferecidos representavam o próprio CRISTO que ainda estava vivo — vivendo entre os homens. Contudo, o estabelecimento pleno do sacerdócio eterno de CRISTO em favor do homem deu-se depois de sua morte, sendo a sua vida o sacrifício feito em favor dos homens perante DEUS (Rm 8.34).
os quais servem de exemplar e sombra das coisas celestiais; como Moisés divinamente foi avisado, estando já para acabar o tabernáculo; porque foi dito: Olha,
faze tudo conforme o modelo que; no monte, se te mostrou.
O sacerdócio levítico tinha um tabernáculo construído no deserto, no qual se ofereciam os sacrifícios ordenados sob o antigo concerto. Nosso Sumo Sacerdote tinha um corpo imaculado: “o verdadeiro tabernáculo”, fundado não por Moisés, mas pelo próprio Senhor (v. 2). Ele cumpriu todas as figuras do Antigo Testamento. Era maior (em valor) e mais perfeito (para seu fim) do que o antigo. Não foi feito por mãos (como fora o primeiro) nem foi “desta criação”, pois foi especialmente preparado por DEUS (9.11). Em CRISTO e por meio dEle o sacrifício supremo da sua morte como oferenda a DEUS, em favor dos homens, foi perfeito. Na antiga aliança, o animal tomado para sacrifício era rigorosamente examinado, para que se verificasse se o mesmo era ou não portador de algum defeito, mancha ou ruga. Mas era impossível que aquela perícia detectasse uma pequena enfermidade interna naquele animal. Seria possível que, sem uma intervenção divina que capacitasse a comissão examinadora com um discernimento divino, aquela pequena doença interna passasse despercebida. Mas CRISTO era e é perfeito em qualquer área da existência: exterior e interiormente. Ele é DEUS!
Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente quanto é mediador de um melhor concerto, que está confirmado em melhores promessas.
O ministério exercido pelo sumo sacerdote levítico era sem dúvida um ministério excelente. Mas o ministério de CRISTO é mais excelente, pois Ele é Mediador “… de um melhor concerto, que está confirmado em melhores promessas”. Aquele sumo sacerdote da linhagem de Arão não podia continuar seu ministério sacerdotal depois de sua morte; mas aquEle Sumo Sacerdote que fora levantado por DEUS por meio de um juramento continua exercendo seu sacerdócio eterno sob o novo concerto, cuja duração ultrapassará o hoje do tempo e entrará no amanhã da eternidade. Tudo em CRISTO é atual e perfeito. NEle e por Ele
o ser humano encontra a razão de seu viver. Por este motivo Ele nos garantiu uma vida cheia de sua plenitude, dizendo: “O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância” (Jo 10.10).
Eis que Estabelecerei um Novo Concerto
Porque, se aquele primeiro fora irrepreensível, nunca se teria buscado lugar para o segundo.
De acordo com o Dr. C. I. Scofield, uma “dispensação” é um período de tempo em que o homem é experimentado em relação à sua obediência a alguma revelação especial da vontade tanto permissiva como diretiva de DEUS. Os teólogos dispensacionais ensinam que existem sete dispensações: Ia: A da inocência; 2a: A da consciência; 3a: A do governo humano; 4a: A da promessa (patriarcal); 5a: A da Lei; 6a: A da graça; 7a: A da plenitude dos tempos (Reino).
As Escrituras também nos informam que DEUS estabeleceu 8 pactos, ou alianças, com os homens. São elas: (I) Edênica; (2) Adâmica; (3) Noélica; (4) Abraâmica; (5) Lei; (6) Palestiniana; (7) com Davi e (8) a Nova Aliança, que foi selada com o sangue de CRISTO. Esta última é um legado da graça divina e entrou em vigor com a morte de CRISTO (cf. Mt 26.28I Pe 1.4). Todas as alianças foram de alguma forma repreensíveis por causa da fraqueza humana. Mas o pacto feito por DEUS e selado com a morte de seu Filho é eterno e irrepreensível em si mesmo e em sua forma de aplicação!
Porque; repreendendo-os, lhes diz: Pis que virão dias, diz o Senhor, em que com a casa de Israel e com a casa de Judá estabelecerei um novo concerto,
Para que tenhamos uma melhor compreensão deste novo concerto prometido por DEUS a Israel, convém que atentemos para a frase: “repreendendo-os, lhes diz”, que relembra alguns dos vaticínios do profeta Jeremias. As profecias de Jeremias podem ser divididas em três grupos, sendo o terceiro desses grupos também subdivido em três partes, a saber:
Os capítulos 21—25, que falam contra os pastores do povo; os capítulos 26—29, que falam contra os falsos profetas; e os capítulos 30 e 31, que falam da restauração do povo por meio de um novo concerto. Aqui surge a promessa do novo concerto, dizendo: “Eis que dias vêm, diz o Senhor, em que farei um concerto novo com a casa de Israel e com a casa de Judá” (Jr 31-31). E nos versículos 32-34 são estabelecidas as normais deste concerto.
não segundo o concerto que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; como não permaneceram naquele meu concerto, eu para eles não atentei, diz o Senhor.
A continuação de Jeremias 31.32 dá a idéia de como seria este novo concerto do Senhor. “Não conforme o concerto que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porquanto eles invalidaram o meu concerto, apesar de eu os haver desposado, diz o Senhor”. DEUS tirou Israel do Egito, mostrando-lhes muitos milagres e prodígios; então firmou um pacto com eles. Mas tal concerto se alicerçava sobre a Lei, escrita em tábuas de pedra e contendo ameaças àqueles que não cumprissem este pacto. O novo concerto de DEUS com Israel repousaria agora sobre condições espirituais que seriam mescladas com a misericórdia divina, tendo como mediador não mais Moisés, mas o próprio Filho de DEUS. Neste novo concerto não há distinção entre “… grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas CRISTO é tudo em todos” (Cl 3.11).
A Lei como Confirmação do Novo Concerto
Porque este é o concerto que, depois daqueles dias, farei com a casa de Israel, diz o Senhor: porei as minhas leis no seu entendimento e em seu coração as escreverei; e eu lhes serei por DEUS, e eles me serão por povo.
A Lei foi primeiramente dada a Israel como sendo a “lei oral”. Depois, Moisés recebeu de DEUS a “lei escrita”. A lei oral foi gravada na mente do povo eleito, mas ao que parece não desceu ao seu coração. “Porque o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim e, com a boca e com os lábios, me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído” (Is 29.13Mt 15.8). A Lei escrita, quando lida, relembrava ao povo o seu dever para com o Senhor, DEUS de Israel. Porém, o novo concerto por DEUS prometido trazia uma nova metodologia indutiva para cada coração. “Mas este é o concerto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: porei a minha lei no seu interior e a escreverei no seu coração…” (Jr 31.33).
E não ensinará cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece o Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até ao maior.
O escritor sagrado continua aqui descrevendo o princípio de formação desta grande promessa do Senhor para com Israel, quando DEUS se prontifica a ensinar Ele próprio ao seu povo, conforme descreve o profeta: “E não ensinará alguém mais a seu próximo, nem alguém, a seu irmão, dizendo: Conhecei ao Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até ao maior, diz o Senhor…” (Jr 31.34a). Este dever de cada judeu em particular e de cada cristão em geral, de conhecer ao Senhor, primeiramente foi ensinado por JESUS, tendo prosseguimento no ministério do ESPÍRITO SANTO (Jo 14.2617.3). Os fiéis atualmente recebem em seus corações uma espécie de “unção especial”, como aquela que recebiam os sacerdotes, profetas e reis no Antigo Testamento, para ministrarem perante o Senhor, chamada de “a unção do SANTO” (I Jo 2.20). Esta capacita cada crente a entender “… qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de DEUS”. Ela é descrita assim: “E a unção que vós recebestes dele fica em vós, e não tendes necessidades de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis” (I Jo 2.27, ênfase do autor).
Porque serei misericordioso para com suas iniqüidades e de seus pecados e de suas prevaricações não me lembrarei mais.
Uma das cláusulas do novo concerto falava do perdão divino que DEUS daria ao seu povo. O trecho final da grande profecia de Jeremias 31.31-34 afirmava isso, conforme está escrito: “… porque perdoarei a sua maldade e nunca mais me lembrarei dos seus pecados” (Jr 31.34b). A promessa de DEUS, aqui profetizada por Jeremias, tinha um alcance muito vasto. Ela começava com o povo de Israel e se estenderia também a cada salvo da dispensação da graça. Isto significa que ela era oferecida às velhas e às novas criaturas de ambos os períodos que envolvem o antigo e o novo concerto. “O perdão dos pecados é a condição básica. Enquanto os pecados não forem perdoados, a lei não poderá ser impressa em nossas mentes e em nossos corações. Enquanto os pecados não forem perdoados, não poderemos receber o conhecimento de DEUS. Enquanto os pecados não forem perdoados, não poderá haver qualquer ‘nova criação’. Assim, o perdão dos pecados é uma das melhores promessas sobre a qual repousa a nova aliança”.
Dizendo novo concerto, envelheceu o primeiro. Ora,
o que foi tomado velho e se envelhece perto está de acabar.
O novo e o velho aqui se referem primeiramente ao antigo concerto recebido por Moisés e entregue ao povo hebreu como forma de observação. Enquanto o novo se refere à Nova Aliança que DEUS oferece à humanidade por meio de JESUS CRISTO. Assim, “a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por JESUS CRISTO” (Jo I.17). Por esta razão o ensino de CRISTO durante seu ministério terreno podia ser admirado como sendo, de fato, uma “nova doutrina” (Mc 1.27). Assim, a validade expiatória do antigo pacto feito com Israel terminava com a morte de CRISTO, que através de seu sangue inaugurara uma Nova Aliança, que serviria tanto para Israel como para todo aquele que nEle cresse e o aceitasse como Salvador. Doravante Ele tornou-se: “… a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo” (I Jo 2.2). Desta forma, o antigo concerto perdeu a sua validade expiatória, e o novo concerto, feito por meio da morte de CRISTO, assume uma nova posição que jamais será invalidada.
 
A Excelencia da Nova Aliança em CRISTO – Orton H Wiley – Comentário Exaustivo da carta aos Hebreus – Editora Central Gospel – Estrada do Guerenguê . 1851 – Taquara I 11111 Rio de Janeiro – RJ – CEP: 22713-001 PEDIDOS: (21) 2187-7090 .
 
O MINISTÉRIO SUPERIOR E A NOVA ALIANÇA
Nos capítulos anteriores, o autor da Epístola provou a necessidade de uma nova ordem de sacerdócio, baseado escrituristicamente sobre as alusões a Melquisedeque, Testamento. Demonstrará agora a necessidade de uma nova ordem de serviço, fundada em uma comparação entre Arão e CRISTO. Esta nova seção é geralmente considerada como se estendendo de Hebreus 8.1 a 10.18 e inclui uma análise dos dois ministérios (Hb 8.3-6); as duas alianças ou dispensações (Hb 8.7-13); os dois tabernáculos (Hb 9-1-12); as duas ofertas (Hb 9.13-28); e os dois sacrifícios (Hb 10.1-18). Devem ser considerados também os dois véus (Hb 10.19-22), mas estes versículos em geral são classificados na seção exortativa. O presente capítulo será analisado dentro das quatro divisões seguintes: a transição; o Ministro do santuário; o Mediador da aliança superior; e as provisões da nova aliança.
 
A TRANSIÇÃO
O escritor de Hebreus, tendo sintetizado o pensamento dos capítulos anteriores a respeito da perfeição do sacerdócio de CRISTO, passa imediatamente a uma análise da perfeição do Seu ministério.
Ora, o essencial das coisas que temos dito é que possuímos tal sumo sacerdote, que se assentou à destra do trono da Majestade nos céus. (Hebreus 8.1)
Estes versículos de transição a respeito da realeza e do sacerdócio de CRISTO são baseados no Salmo 110. lb,4b: Assenta-te à minha mão direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés. Tu és um sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedeque (v. 4b).
1. Ora, o essencial das coisas que temos dito é que possuímos tal sumo sacerdote ( Hb 8.1)
A palavra kephalaion tem sido interpretada pelos comentadores, tanto os antigos como os modernos, de duas maneiras diferentes: (1) como suma, no sentido de sumário [como vemos na arc: Ora, a suma do que temos dito]; e (2 ) como * essencial, no sentido de ponto principal do argumento [como vemos na ara : Ora, o essencial das coisas que temos dito], Vaughan viu a última interpretação como um ponto-chave e
assim interpreta esta porção do versículo: “Como ponto capital das coisas que estão sendo ditas”; ideia que constitui a pedra angular do pensamento; e ainda como “ponto principal que coroa nossa exposição. Este ponto supremo é expresso nas palavras: possuímos tal sumo sacerdote.
A palavra tal significa a dignidade e a glória da pessoa de CRISTO, anteriormente descrito como santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e mais sublime do que os céus (Hb 7.26). É um Sacerdote tal
que nos convém, que é próprio para nós. Gloriosa como é esta verdade, não  raro é considerada meramente como exposição doutrinária, e não como método prático de vida. O autor da Epístola, porém, não está tratando de abstrações, revelando ao coração de seus irmãos e a toda a humanidade a plenitude da salvação que provém de DEUS e procurando orientar convencionalmente a sua fé. Ele deseja que compreendam que, se pela confissão que fizeram do Senhor crucificado, que ressuscitou e ascendeu aos céus, tornaram-se proscritos da comunidade de Israel e já não mais são considerados fiéis quanto às ministrações no templo terreno, não ficaram, por isso, sem o eterno Sumo Sacerdote de sua confissão, que ministra no santuário celestial. Ministrando nos céus, tudo o que JESUS é e faz é celestial; e esta vida celeste JESUS revela ao coração do Seu povo, habitando nele mediante o Seu ESPÍRITO SANTO. O trono a destra da Majestade, nas alturas (Hb 1.3) não deve mais, portanto, ser contemplado à distância e com temor; ao contrário, o povo é levado a aproximar-se de DEUS com afeição filial. O nosso Sumo Sacerdote é tal que podemos fazer entrega total de nossa vida a Ele e viver, dia a dia, mediante a Sua intercessão sacerdotal. Temos tal sumo sacerdote não apenas em teoria, mas em experiência pessoal, e por Ele vivemos na presença de DEUS dentro do SANTO dos Santos, além do véu.
2. Que se assentou à destra do trono (Hb 8.1b ara)
As declarações feitas a respeito do Sumo Sacerdote e Seu ministério parecem ter sido agrupadas de modo a serem imediatamente assimiladas e relacionadas umas com as outras. Daí termos o trono, a majestade e os céus, que representam a Sua autoridade real; e estão intimamente relacionadas às Suas funções sacerdotais no verdadeiro tabernáculo, igualmente nos céus. As palavras que se assentou a destra do trono sugerem um ato voluntário de Um que assume o trono em virtude da tarefa realizada ou de um alvo plenamente atingido; ao passo que à destra sugere lugar de honra e poder, bem como de satisfação e deleite. O direito de CRISTO ao trono é a recompensa de Sua realização pessoal. Vimos que o Filho tornou-se Homem e, por causa do sofrimento da morte, foi coroado de glória e de honra, para que, pela graça de DEUS a dignidade e autoridade de rei; como Rei, administra a aliança feita conosco nos dias da Sua humilhação. Corno Sumo Sacerdote, na Sua humanidade glorificada, Ele representa o homem para DEUS e, na Sua natureza divina, Ele simboliza DEUS para o homem. Tudo o que faz, quer como Sacerdote, quer como Rei, é celestial. E esta vida celestial Ele nos comunica por intermédio do ESPÍRITO. Assim é que estabelece dentro do coração do Seu povo o Remo dos céus, o qual, em seu estágio inicial, é descrito com o justiça, e paz, e alegria no ESPÍRITO SANTO (R m 14.17).
Como ministro do santuário e do verdadeiro tabemáculo que o Senhor erigiu, não  o homem. Hebreus 8.2. Tendo sido apresentado o aspecto real de CRISTO, a atenção é agora dirigida para o Seu sacerdócio ideal.Ele é ministro do santuário e do verdadeiro tabemáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem (Hb 8.2). Embora assentado à destra do trono de DEUS, CRISTO é ainda Sacerdote, revestido de autoridade real; Rei com a paciente benignidade de um Sacerdote. O sacerdote não  deve apenas trazer a oferta; deve também ministrar num santuário, um local de aproximação de DEUS. O santuário de CRISTO está nos céus, no verdadeiro tabemáculo que DEUS erigiu. Ministra CRISTO conforme as realidades espirituais do céu, e ali representa Seu povo e leva-o à presença de DEUS mediante o ESPÍRITO. O vocábulo grego para santuário em Hebreus 8.2 não é o termo comum ho naos (ó v a ó ç), mas ton hagion (tc ü v áyícov), dos santos-, e, visto que as funções sacerdotais de CRISTO estão em conformidade com todas as manifestações da presença  divina, acrescenta-se o termo mais genérico skenes, tabemáculo. Disse Westcott: “A Idea geral é a da imediata presença de DEUS e a cena de Sua manifestação aos que o adoravam. Tendo CRISTO entrado no SANTO dos Santos pelo Seu próprio sangue, o autor da Epístola mostrará, depois, que Ele preparou um novo e vivo caminho para o Santíssimo e habita além do véu. Nós também podemos entrar pelo Seu sangue ali, onde habita a presença santificadora do ESPÍRITO SANTO. É para termos essa vida de santidade que o escritor de Hebreus nos insta a entrar.
1 . O sumo sacerdote e sua oferta
Pois todo sumo sacerdote é constituído para oferecer tanto dons como sacrifícios; por isso, era necessário que também esse sumo sacerdote tivesse o que oferecer. Hebreus 8.3 ara.
Segue-se, portanto, que CRISTO, sendo Sumo Sacerdote, deve ter o que oferecer, e o escritor de Hebreus nos disse, de modo preliminar, que esta oferta é Ele mesmo (Hb 7.27). Mas será apenas quando tomar o assunto do tabernáculo maior e mais perfeito que o autor da Epístola completará o seu pensamento e apresentará, de maneira adequada, a oferta suprema de CRISTO. E o que faz sob o simbolismo do grande Dia da Expiação, de modo que Levítico 10 deverá estar sempre associado a Hebreus 9 e 10, sendo o primeiro o capítulo central da expiação no Antigo Testamento, e os segundos os importantes capítulos neotestamentários da expiação. E interessante observar que, no texto grego de Hebreus 8.3, evidencia-se uma verdade crucial, nem sempre perfeitamente reconhecida nas traduções inglesas. A palavra prospherein,oferecer, na acepção aplicada aos sacerdotes judeus, é um iterativo, infinito presente, para expressar que eles levavam as suas ofertas repetidamente, jamais cessando de levá-las todos os anos. A palavra, contudo, aplicada à oferta de CRISTO é prosenegkei, do mesmo radical, mas aqui usado no subjuntivo aoristo e, portanto, de sentido meticuloso, significando apenas uma oferta de JESUS, sem repetição desse ato. Este fato o autor da Epístola trata mais integralmente nos capítulos 9 e 10.
2. O santuário celestial
O versículo seguinte assinala um passo adiante no progresso do argumento: Ora, se ele estivesse na terra, nem mesmo sacerdote seria, visto existirem aqueles que oferecem os dons segundo a lei (Hb 8.4 a r a ) .Os sacerdotes levitas eram divinamente designados para servir no tabernáculo terreno; por isso, teria sido ilegal que outro, ainda que superior a eles, servisse em seu lugar. O argumento é este:
1. CRISTO não poderia ser Sacerdote na terra, pois não pertencia à linhagem levítica. O escritor é enfático: [pela Lei], Ele não seria sacerdote de nenhuma espécie, muito menos sumo sacerdote, incumbido tão-somente da prosphora, a oferta do sangue no SANTO dos Santos no grande Dia da Expiação.
2. Os dons e sacrifícios dos sacerdotes levitas eram também prescritos pela Lei Mosaica, entendendo-se que esta era de autoridade divina para a instituição como um todo, incluindo o ritual, bem como o dever. Visto que JESUS não poderia ser Sacerdote na terra, nem a Sua oferta ser aceitável no tabernáculo terreno, é muito evidente que o Seu sacerdócio superior demandava um santuário celeste, e a Sua oferta o maior e mais perfeito tabernáculo (Hb 9.11 ara) . Assim, a necessidade do santuário celeste é apresentada pela ineficiência e impropriedade do tabernáculo terreno.
3 . O original e a sombra
Continua a progredir o pensamento do autor da Epístola quanto aos sacerdotes levitas, os quais ministram em figura e sombra das coisas celestes, assim como foi Moisés divinamente instruído, quando estava para construir o tabernáculo; pois diz ele: Vê que faças todas as coisas de acordo com o modelo que te fo i mostrado no monte (Hb 8.5 ara) . Nesse versículo, há uma referência a Êxodo 25.9,40, onde se acha claramente expresso que o tabemáculo e o seu mobiliário, revelados a Moisés, eram apenas uma cópia do que lhe fora mostrado no monte. O santuário celeste é que é o original; o terreno era apenas cópia ou sombra. Por esta razão, o autor da Epístola descreve os sacerdotes levitas como prestando serviço em um reino de sombras e em um santuário feito por mãos humanas. Conquanto o serviço do tabemáculo terreno fosse apenas sombra da realidade celeste, era pelo menos isso. Seus sacerdotes simbolizavam o grande Sacerdote, e seus sacrifícios, o sacrifício de CRISTO na cruz.
O escritor de Hebreus sugere ainda que, como havia um sacerdócio com um sistema de sacrifícios instituídos por Moisés, assim deve haver um Sacerdote no santuário real (Hb 8.1), e Aquele que o ocupa deve ter o que oferecer (Hb 8.3). Os verdadeiros fatos, portanto, são um Sumo Sacerdote segundo a ordem eterna, um santuário celeste e uma oferta aceitável a DEUS. Esta última, como já vimos, era CRISTO, que, mediante o ESPÍRITO eterno, ofereceu-se sem mancha a DEUS.
4 . Uma apologética cristã
Os versículos precedentes oferecem uma forte apologia da doutrina cristã em oposição ao judaísmo. Os judeus poderiam argumentar: (1) que o culto da tradição de Arão, com seu esplêndido ritual, tinha sido a sua inspiração desde a infância; (2) que o Sacerdote cristão estava tão afastado e invisível, que nada havia para inspirar adoração. Contudo, como lembrou o bispo Chadwick: “A força e a magia de um culto pomposo, um conjunto complicado de vestes e incenso e um sacrifício visível, exerceram sempre influência sobre a Igreja, e ela, não raro, tentou incorporá-los aos seus prórios métodos”. O escritor da Epístola aponta para um caminho melhor. Este caminho superior coloca o espiritual em oposição ao magnificente e enfrenta todas essas influências com uma fé vivificante no invisível, até que a oferta de CRISTO se torne mais solene porque oferecida além do véu; é grandiosa demais, na verdade, para ter como cenário a terra. CRISTO está onde o salmista predisse que Ele estaria, assentado à destra de DEUS e invisível a nós, porque subiu àquele assento terrível na luz inacessível e ali permanecerá até que os Seus inimigos sejam postos debaixo dos Seus pés (cf. SI 110.1).
O Mediador de uma aliança melhor
O autor da Epístola leva a sua discussão ao clímax, quanto ao ministério de CRISTO, com as palavras: Agora, com efeito, obteve JESUS ministério tanto mais excelente, quanto é ele também Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas (Hb 8.6). Este versículo assinala a transição não para um estudo da oferta ou do santuário, mas para CRISTO como Mediador de uma aliança melhor. O autor da Epístola já falara de CRISTO como o Fiador da aliança, pelo que se entende a garantia de sua validade; falara também de CRISTO como o Ministro do santuário celeste pelo qual devemos achegar-nos a DEUS. Fala agora de CRISTO como o Mediador de uma aliança superior, sem o qual o homem pecaminoso não  resistiria na presença de DEUS.
 
1. CRISTO como o Mediador de superior aliança
Agora, com efeito, obteve JESUS ministério tanto mais excelente, quanto é ele também Mediador de superior aliança… Hebreus 8.6 aara
Disse o Dr. Pope: Nenhuma idéia é mais fundamental na teologia cristã do que a da intercessão; e nenhuma tão obviamente depende, para uma concepção adequada, de sua relação com a Pessoa única e indivisível de CRISTO. Com referência ao nosso presente propósito, a palavra pode ser analisada sob três aspectos. Na união de Suas naturezas humana e divina, nosso Senhor é, no mais profundo sentido da palavra e em virtude de Sua natureza dupla, um Mediador, mas isto somente por causa da reconciliação intercessória das duas partes mediante o Seu sacrifício como um terceiro entre os dois. E, combinando estes, Sua pessoa encarnada é a Mediadora da aliança cristã em todos os seus atos. Por isso, a nossa doutrina pode relacionar-se com a encarnação, a expiação e o ministério redentor de CRISTO. (Pope, The Person of Christ, p. 43)
Seguindo o esboço feito por esse escritor e colocando em proeminência parte do rico pensamento dele a respeito da importância do Mediador, ressaltamos que:
1 — Na encarnação, a intercessão encontra o seu significado mais alto e mais pleno. A natureza humana é realmente levada à comunhão com o Ser divino na pessoa de CRISTO. Na união de DEUS com o homem, a paz se torna “uma realidade consumada e bendita”. Nunca é demais salientar isto, contanto que apenas nos lembremos de que o penhor eterno de reconciliação foi dado ao homem tão somente no pressuposto de uma expiação, que, na natureza humana, CRISTO ofereceria pela nossa raça. (Pope, The Person of Christ)
2 — CRISTO, sendo DEUS e Homem em uma só pessoa, tornou-se o Reconciliador, pois a natureza humana que assumiu Ele ofereceu como sacrifício na cruz do Calvário para fazer expiação pelos pecados do povo. A Sua natureza humana, portanto, tornou-se o instrumento, bem como o penhor de nossa redenção. Este, porém, é o mistério da pessoa intercessória: que cada natureza dá a sua própria virtude à obra propiciatória, ao passo que essa virtude é o resultado de sua intervenção como terceira pessoa [como mediadora]. [Essa pessoa intercessora] E divina em seu valor, humana em seu caráter apropriado, divino- humana ao reconciliar DEUS e os homens. (Pope, The Person of Christ)
A divindade da pessoa divino-humana de CRISTO confere à oferta que Ele apresentou na cruz um valor e uma aceitação ilimitados; a própria Oferta foi o preço de resgate pago “naquele ouro fino do santuário, a Sua vida” (Pope, The Person of Christ).
3 — CRISTO se tornou, assim, o nosso Redentor vivo. A Sua oferta, no sentido mais elevado, foi um sacrifício vivo, pois a Lei do Seu ser foi tal que, mesmo morrendo, Ele voltou a viver. Este é o aspecto mais amplo da intercessão “que representa a Pessoa de CRISTO realizando, na terra e no céu, a união entre DEUS e os homens” (Pope, The Person of Christ). Elevamo-nos, se tal palavra pode ser usada, da encarnação como penhor de paz e da expiação como a redenção desse penhor, para o ministério intercessório do próprio Senhor, no qual ambas se acham unidas. (Pope, The Person of Christ).
 
2. As superiores promessas
Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas. Hebreus 8.6b ara
A primeira aliança foi estabelecida sobre promessas humanas de obediência à Lei, contudo, como observa o apóstolo Paulo, isto falhou por causa da fraqueza da carne (Rm 8.3). A nova aliança se baseia em melhores promessas, isto é, nas promessas de DEUS unicamente, e estas confirmadas por juramento. Trata-se, pois, de uma aliança da graça, em vez de aliança das obras, em que a fidelidade de DEUS substitui a fraqueza humana. Contudo, ao falar da primeira aliança, deve-se ter em mente que, anteriormente à mosaica, houve outras:
1. Houve, primeiro, a aliança tácita entre Criador e criatura, assumindo DEUS certas responsabilidades para com o homem e impondo-lhe as correspondentes obediência e confiança (Gn 1.26-30; 2.16,17).
2. A primeira aliança [oficialmente] expressa foi com Noé (Gn 9.8-17), cujo sinal foi o arco-íris. Enquanto houvesse arco-íris, a aliança permaneceria.
3. A seguinte foi feita com Abraão e a sua semente, e era de natureza pessoal, dada na qualidade de uma promessa e condicionada à fé. Esta aliança foi comentada por Paulo: A Lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não a pode ab-rogar, de forma que venha a desfazer a promessa (G1 3.17 a r a ) .
4. A posterior foi a mosaica, que foi a primeira aliança nacional. Por esta razão, é conhecida como a primeira ou a antiga aliança, embora, talvez, o significado fosse mais exato se a palavra prote, tivesse sido traduzida como anterior. Contudo, era comum em grego que o termo primeiro fosse usado em contraste com deutera, e isto poderá explicar a sua acepção aqui.
 
3. O insucesso da primeira aliança
Porque, se aquela primeira aliança tivesse sido sem defeito, de maneira alguma estaria sendo buscado lugar para uma segunda. E, de fato, repreendendo-os, diz: Eis a í vêm dias, diz o Senhor, e firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá. Hebreus 8.7,8
O autor da Epístola observou que a primeira aliança foi falha e que isso ofereceu motivo de buscar-se uma nova. Para as palavras repreendendo-os (Hb 8.8), há duas versões ou variantes: a primeira é autous), que em nossa tradução aparece como o pronome átono os [= a eles]; a segunda é a forma neutra autois, encontrada no texto do Vaticano. De acordo com a primeira variante, a falha da antiga aliança seria devido aos israelitas somente; de acordo com a segunda [palavra, autois], no neutro, a alusão seria aos particulares da Lei, que não  podem levar à consumação os desígnios de DEUS para a humanidade. Que uma das falhas residia na desobediência “humana, está claramente expresso no pronunciamento divino: Como não permaneceram naquele meu concerto, eu para eles não atentei, diz o Senhor(Hb 8.9b). Contudo, visto que se buscava uma nova aliança, é evidente que a antiga era deficiente em certo grau, o que se verifica sob dois aspectos: (1) não  tinha poder para habilitar os homens a cumprir a obediência requerida; (2) não podia apagar os pecados que se seguiam à desobediência dos votos da aliança. Era inadequada e, embora concedida divinamente, não era o desígnio final de DEUS para o homem.Sendo assim, a realização de uma nova aliança deve ser interpretada como definitiva e na efetivação da qual deve estar incluída a consumação final. Esta consumação CRISTO realizou quando, por Seu próprio sangue derramado na cruz do Calvário, Ele entrou no SANTO dos Santos celeste e tornou-se o nosso Sumo Sacerdote para sempre.
 
4. O oráculo do Antigo Testamento e a nova aliança
Indicar que a aliança de DEUS com Moisés deveria ser rebaixada pelo valor de outra posterior pareceria, para a maior parte dos judeus, nada menos que sacrilégio. Perguntariam eles: “Como se poderia dizer que a primeira aliança não era infalível quando se sabia que fora concedida por ordenação divina?” O autor da Epistola tem de sustentar a sua tese por uma citação das próprias Escrituras hebraicas e, para isso, recorre ao oráculo de Jeremias, que declara: Eis aí vêm dias, diz o Senhor, em que firme arei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá (Hb 8.8 ara; cf. Jr 31.31 ara) . Deve-se observar que essas palavras não são mera inferência do oráculo, mas a própria declaração de DEUS. DEUS mesmo diz: Firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judd\ daí o autor da Epístola argumenta que, se a primeira aliança tivesse sido perfeitamente adequada, não haveria necessidade de uma segunda. A nova aliança é, pois, superior por operar uma experiência interior real de santidade mediante o dom do ESPÍRITO SANTO, não se limitando a uma nação; podendo ser difundida universalmente. Paulo mencionou esses pontos quando disse que a Lei estava enferma pela carne (Rm 8.3) e os que são da f é são filhos de Abraão e, portanto,herdeiros das promessas (Gl 3.7). Declarou ainda que a bênção de Abraão, que veio sobre os gentios por JESUS CRISTO, foi para que, pela fé, nós recebamos a promessa do ESPÍRITO (Gl 3.14). Em suma, a nova aliança ocupa um lugar não preenchido pela primeira e abrange toda a vontade de DEUS para os homens.
5. Comparação entre antiga e nova alianças
E firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá. Não segundo a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os conduzir até fora da terra do Egito; pois eles não continuaram na minha aliança, e eu não atentei para eles, diz o Senhor. Hebreus 8.8b,9 ara
A expressão não segundo deve ser compreendida no sentido de não à semelhança de ou não na escala da primeira aliança. A nova não deveria nem mesmo assemelhar-se à antiga, sendo de uma natureza inteiramente diversa. As palavras com seus pais transmitem a ideia de um benefício para os pais. Já a frase no dia em que os tomei pela mão evoca a ideia do ato de estender a mão a uma criança ou pessoa idosa. Sugere que a aliança feita com Israel por intermédio de Moisés foi estabelecida com um povo imaturo e não era o plano definitivo de DEUS para o Seu povo.
A última sentença— pois eles não continuaram na minha aliança, e eu não atentei para eles, diz o Senhor — é uma citação de Jeremias 31.32, como aparece na Septuaginta. O bispo Chadwick observou que, no original hebraico, essas palavras têm este sentido literal: “Embora eu lhes fosse como marido, e com pesar o digo: Eiíera!” A alienação e o divórcio são aludidos e reforçados pelas palavras que justificam a expressão:  Eu não atentei para eles. O tempo verbal de emelesa expressa um ato de abandono único: “Deixei, desisti de cuidar deles”. Visto que a nova aliança não deveria, de forma alguma, assemelhar-se à antiga, podemos notar, sucintamente e com proveito, os seguintes contrastes antes de passar à análise completa das provisões do novo concerto:
1. A primeira aliança era falha; a nova é perfeita. A primeira era temporária e feita com vistas a um Outro que havia de vir; a segunda é a expressão final e duradoura da graça de DEUS.
2. A antiga aliança era nacional e tratava com os homens coletivamente; a nova trata com o indivíduo e fundamenta-se, afinal, na promessa feita a Abraão pessoalmente e à sua semente, como indivíduos.
3. A aliança anterior relacionava-se a coisas materiais e baseava-se em promessas seculares. Devia haver uma herança material, a terra de Canaã O Senhor entregaria os inimigos do Seu povo na mão deste e alargaria suas fronteiras. A nova aliança é espiritual, pois as coisas materiais não podem satisfazer a alma do homem.
4. A aliança mosaica estabeleceu um padrão ou regra de vida, mas não podia dar o poder nem a disposição para obedecer aos mandamentos que DEUS impunha ao Seu povo. Pela nova aliança, a Lei de DEUS é escrita interiormente no coração do homem; assim, não apenas ilumina a mente com a possibilidade de conhecer o Senhor, mas proporciona a disposição para obediência interior.
5. A antiga aliança não podia, com suas ofertas contínuas, remover o pecado. Os sacerdotes ofereciam o que nada lhes custara. A nova aliança foi estabelecida por CRISTO, que se manifestou uma vez por todas,para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado (Hb 9.26 ara) .
6. A antiga aliança se limitava aos filhos de Abraão segundo a carne; a nova é universal em seu escopo, pois os que são de CRISTO são descendência de Abraão e herdeiros conforme a promessa (Gl 3.29). Visto que a fé real era a única condição da aceitação de Abraão, é, portanto, a única condição exigida dos filhos espirituais desse patriarca. A aliança mosaica, com suas obras, é posta de lado para sempre como condição básica de aceitação da parte de DEUS: Essa é a razão por que provém da fé, para que seja segundo a graça (Rm 4.16aara ) .
AS PROVISÕES DA NOVA ALIANÇA
Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: na sua mente imprimirei as minhas leis, também sobre o seu coração as inscreverei; e eu serei o seu DEUS, e eles serão o meu povo. E não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até ao maior. Pois, para com as suas iniqüidades, usarei de misericórdia e dos seus pecados jamais me lembrarei. Hebreus 8.10-12
As diversas linhas de pensamento traçadas pelo autor da Epístola ‘ encontram seu foco na gloriosa verdade da nova aliança. As provisões desta são apresentadas, primeiro, como empreendimento do Mediador em Hebreus 8.10-12; e, depois, são comentados os benefícios advindos dela ao povo de DEUS em Hebreus 10.15-18. Na presente passagem (Hb 8.10-12), o que o Mediador realizou é apresentado como preparação para um estudo da oblação perfeita de JESUS, apresentada sob o simbolismo do Dia da Expiação. Este era o exercício sacerdotal supremo sob a dispensação levítica e símbolo do que foi realmente feito ao achegarmo-nos a DEUS. O melhor esboço deste texto (Hb 8.10-12) talvez seja o de Andrew Murray, que os dispõe divididos em três partes: (1) a bênção central da aliança; (2) a bênção suprema da aliança, e (3) a bênção inicial da aliança. Este esboço acompanha a disposição escriturística e ilustra também o método geral de apresentação da verdade. Nosso Senhor, na conversa que teve com Nicodemos, apresentou a necessidade do novo nascimento e, depois, da Sua própria morte como meio de torná-lo possível. E o apóstolo Pedro falou primeiro sobre as bênçãos do Pentecostes e, depois, sobre a maneira como esta graça é obtida. Paulo seguiu a mesma ordem em seu discurso em Antioquia da Pisídia. Esta ordem tem o endosso das Escrituras e da razão, pois os homens têm sempre de convencer-se das bênçãos, antes que empreendam esforços sinceros para consegui-las. Devemos agora voltar nossa atenção para a divisão do esboço supramencionado, de maneira mais particular.
1. A bênção central da aliança
Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: na sua mente imprimirei as minhas leis, também sobre o seu coração as inscreverei. Hebreus 8.10 aara
A Lei de DEUS, escrita no coração e na mente dos homens, forma a ideia central da aliança. Na primeira, a Lei era imposta; ela falhou porque não havia disposição de coração para obediência. A Lei era boa, mas o coração não estava voltado para ela. Pela nova aliança, DEUS transforma a Lei externa em vida interior e, mediante o dom do ESPÍRITO SANTO, de tal maneira purifica e renova o coração do homem que, do seu íntimo, este cumpre a vontade de DEUS. Além disso, o fato de a Lei ser gravada na mente humana sugere uma tal comunicação da verdade divina, que possibilita ao homem aliançado não apenas amar o Senhor com todas as suas forças, mas também interpretar e expressar, com inteligência, esse amor por um viver santo. Uma vez que a característica vital da nova aliança é vida espiritual no ser interior do homem, o coração deste se abre para DEUS e entende o que é agradável ao Senhor. Isto o leva imediatamente ao conhecimento pessoal de DEUS. E conhecê-lo contribuiu para o homem amar Aquele que é o próprio Amor. O amor que o ESPÍRITO SANTO derrama no coração purificado pelo sangue de JESUS torna-se a energia que é a fonte de alegre obediência à Lei de DEUS. O amor torna-se, assim, o cumprimento da Lei e, de modo algum, rebaixa o padrão divino ou enfraquece a lei moral.
2 . A bênção suprema da aliança
E eu serei o seu DEUS, e eles serão o meu povo.Hebreus 8.10b ara .
A bênção suprema da nova aliança é a comunhão pessoal com DEUS. Ele se torna o objeto supremo da afeição do Seu povo, o qual recebe a certeza interior de pertencer inteiramente a DEUS. Essa gloriosa comunhão é realizada por meio da Lei gravada na mente e no coração do povo de DEUS. Visto, porém, que a mente carnal não está sujeita à Lei de DEUS (Rm 8.7), o coração deve ser purificado antes que seja perfeitamente harmonizado com a vontade de DEUS. Afinal, só os puros de coração veem a DEUS, e sem a santidade ninguém verá o Senhor (H b 1 2 .1 4 ). Esse fato de ter o coração purificado de todo pecado e a Lei de DEUS nele gravada é uma experiência consciente, pessoal, operada na alma pelo ESPÍRITO SANTO. Mas o nosso descanso não é na experiência; repousamos em DEUS, a quem a experiência da pureza de coração nos possibilitou ver e com quem o ESPÍRITO da santidade nos leva a uma comunhão consciente. Deste modo, o coração purificado e renovado se torna a “sala de audiências” de DEUS, o único a quem adoramos e servimos. *
3. A bênção inicial da aliança
Pois, para com as suas iniqüidades, usarei de misericórdia e dos seus pecados jamais me lembrarei. Hebreus 8.12 ara.
Visto que a misericórdia é o motivo não só da remissão dos pecados, mas da Lei de DEUS escrita no coração e da conseqüente comunhão com Ele, é a primeira bênção da aliança, seguindo-se-lhe as bênçãos centrais e supremas. Se a remissão dos pecados parece ser um mero aditamento nestas duas apresentações da nova aliança, deve-se ter em mente que Israel foi redimido da culpa do pecado pelo sangue do cordeiro pascal aspergido sobre as ombreiras das portas, sendo conduzido liberto da servidão pela mão forte e pelo braço estendido de DEUS. A Epístola aos Hebreus, conforme já explicamos, não aborda a Páscoa, apenas a aspersão do sangue sobre o altar e o concerto do Sinai (Ex 24). O propósito é revelar o verdadeiro Cordeiro pascal e o Dia da Expiação.
O termo iniqüidades, em Hebreus 8.12, pode referir-se principalmente às transgressões de Israel, que pecou de maneira grave em especial no deserto, mas é suficientemente amplo para estender-se à purificação de todo pecado cometido, inclusive o original, herdado. De qualquer modo, sugeriu-se que a frase para com as suas iniqüidades, usarei de misericórdia é uma revelação da graça divina, e a dos seus pecados jamais me lembrarei fala do esquecimento divino em que estes pecados seriam lançados. O termo hileos, misericordioso, merece maior consideração. Tem um significado mais profundo em Hebreus 8.12 do que se lhe atribui comumente, pois aqui significa ser propício. No caso do publicano que batia no peito dizendo Ó DEUS, tem misericórdia de mim, pecador (Lc 18.13c), a palavra usada foi hilastheti, que significa propiciar, isto é, mostrar misericórdia em virtude de um castigo pelo qual foi oferecido um substituto. Com efeito, eis o que o publicando disse: “Sou um pecador; não sou o Cordeiro oferecido no altar de bronze; portanto, por amor ao Substituto que por mim morreu, sê propicio, sê misericordioso para comigo, o pecador”.
Houve casos no Antigo Testamento em que se demonstrou misericórdia sem exigir a punição legal pelo pecado, como a Abner e a Absalão. Contudo, em ambos os casos, os resultados foram desastrosos. Sob a nova aliança, por é, CRISTO mesmo tornou-se a nossa Propiciação, de sorte que DEUS pode ser ao mesmo tempo, Justo e o Justificador daqueles que creem em JESUS (Rm 3.24-26).
4 . A conclusão do capítulo
Quando ele diz N ova, torna antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e envelhecido está prestes a desaparecer. Hebreus 8.13 ara O grego tem dois pares de palavras para expressar o velho e o novo. Kainos, novo e palaios velho, são termos relativos, sendo nova uma coisa acrescentada a algo já existente. Assim, a nova aliança é kainos, nova, no sentido de que foi feita após a primeira, que agora se torna palais, velha. J i as palavras neos (veóç) e geraios (yeçaióç) denotam, respectivamente, que uma coisa é nova no sentido de ser jovem, fresca em si mesma, e velha ou idosa em si mesma. As palavras palaios e geraios, que significam velho, são usadas neste texto. Quando DEUS falou de uma nova aliança (kainos), cerca de 600 a.C., declarou como velha {palais) a primeira. Não foi JESUS que fez a aliança envelhecer; há séculos, ela havia sido estabelecida, por isso, o autor da Epístola usou a palavra geraios referindo-se ao envelhecimento desta aliança, prestes a desaparecer.* Indiretamente, ele estava dizendo aos leitores: “Você querem voltar à velha aliança, que envelheceu e está para desaparecer? JESUS éo Mediador de algo superior; no santuário celestial. Ele ministra nã apenas as palavras, mas o Espírito”. A frase na sua mente imprimirei as minhas leis (Hb 8.10b ara) é, em seguida, amplificada na declaração: E não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até ao maior (Hb 8.11). No sentido mais imediato, é pela remissão dos pecados e pela inscrição da Lei divina dentro do coração humano que os crentes conhecem o Pai em experiência pessoal. Não se trata de mero conhecimento sobre DEUS, como aquele que se poderia obter ouvindo a Lei externa, mas familiaridade com o próprio DEUS em CRISTO. Existe também um sentido mais objetivo em que esse texto pode ser interpretado. No Antigo Testamento, a revelação não  foi completa, mas DEUS falou muitas vezes e de muitas maneiras (Hb 1.1); assim, as palavras dos profetas, de Moisés em diante, deviam ser transmitidas a grupos cada vez maiores. E ainda, a Lei de Moisés, sendo dada em preceitos e mandamentos, exigia interpretação, levando à formação dos escribas, que se dedicavam a esta tarefa. Em JESUS CRISTO, contudo, a revelação tornou-se completa. E, mediante o ESPÍRITO SANTO concedido no Pentecostes, a Palavra de DEUS foi rapidamente anunciada e difundida. Mas esta, transmitida oralmente durante algum tempo, logo se fixou em um cânone de Escrituras, inspiradas pelo ESPÍRITO SANTO. A nossa Bíblia, pois, é a um tempo a Palavra de DEUS e um registro dessa Palavra, e por isto tão-somente é que se torna o fundamento de nossa fé e prática. Por esta Palavra apenas, que não é de interpretação particular, podemos até julgar os que se levantam para pregar. Neste sentido, então, podemos dizer que, desde o menor até o maior, desde as crianças até os teólogos e intérpretes, a Palavra de DEUS, em Sua capacidade de salvar, é acessível a todos.
 
Ajudas da lição 7
SUBSÍDIO DIDÁTICO TOP1
Prezado(a) professor(a), antes de introduzir o primeiro tópico da lição desta semana, escreva no quadro estas três expressões: dimensão superior, natureza superior e importância superior. Após fazer a exposição do primeiro TÓPICO, retorne à lousa e peça para que os alunos expliquem com as próprias palavras as expressões-chaves sobre o ministério da Nova Aliança
CONHEÇA MAIS – Aliança
“[Do lat. alligantia, ligar a, unir-se a] Em linguagem teológica, é um acordo firmado entre DEUS e a família humana, através do qual Ele promete abençoar os que lhe aceitam a vontade e guardam os seus mandamentos (Gn 17.1-21). A base das alianças é o amor divino. É um compromisso gracioso da parte de DEUS, pelo qual Ele concede-nos favores imerecidos”. Para conhecer mais leia “Dicionário Teológico”, CPAD, p.39.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO TOP2
“O ANTIGO E O NOVO CONCERTO
Os capítulos 8-10 descrevem numerosos aspectos do antigo concerto tais como o culto, as leis e o ritual dos sacrifícios no tabernáculo; descrevem os vários cômodos e móveis desse centro de adoração do Antigo Testamento. É duplo o propósito do autor: (1) contrastar o serviço do Sumo Sacerdote no santuário terrestre, segundo o antigo concerto, com o ministério de CRISTO como Sumo Sacerdote no santuário celestial segundo o novo concerto; e (2) demonstrar como esses vários aspectos do antigo concerto prenunciam ou tipificam o ministério que estabeleceu o novo concerto.
(3) JESUS é quem instituiu o Novo Concerto ou o Novo Testamento (ambas as ideias estão contidas na palavra grega diatheke ? testamento), e seu ministério celestial é incomparavelmente superior ao dos sacerdotes terrenos do Antigo Testamento. O Novo Concerto é um acordo, promessa, última vontade e testamento, e uma declaração do propósito divino em outorgar graça e bênção àqueles que se chegam a DEUS mediante a fé obediente. De modo específico, trata-se de um concerto de promessa para aqueles que, por fé, aceitam a CRISTO como o Filho de DEUS, recebem suas promessas e se dedicam pessoalmente a Ele e aos preceitos do novo concerto” (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.1910).

SUBSÍDIO TEOLÓGICO TOP3
“Estabelecido o Novo Concerto em CRISTO, o Antigo Concerto se tornou obsoleto (8.13). Não obstante, o Novo Concerto não invalida a totalidade das Escrituras do Antigo Testamento, mas apenas as do pacto mosaico, pelo qual a salvação era obtida mediante a obediência à Lei e ao seu sistema de sacrifícios. O Antigo Testamento não está abolido; boa parte de sua revelação aponta para CRISTO […], e por ser a inspirada Palavra de DEUS, é útil para ensinar, repreender, corrigir e instruir na retidão” (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.1911)
PARA REFLETIR – A respeito de Uma Aliança Superior, responda:
De acordo com o escritor aos Hebreus, onde “fica” o tabernáculo em que JESUS entrou para oficiar? Para o escritor aos Hebreus, esse tabernáculo é o próprio céu que é chamado “verdadeiro Tabernáculo” por pertencer à dimensão celestial.
Por que JESUS deve ser visto como Sacerdote-Rei? Porque JESUS é o único Sacerdote-Rei que cumpriu as exigências da profecia bíblica do Salmo 110.4.
CRISTO continua oferecendo sacrifícios no ceú? Explique. Não, pois Ele intercede por todos os que o invocam.
Qual é a diferença da Nova Aliança, em relação à Antiga, em termos de alcance? Na Nova Aliança o conhecimento do Senhor está à disposição de todos os crentes e não apenas de uma classe privilegiada, como ocorria na Antiga Aliança.
No aspecto relacional, qual a grande diferença entre a Nova e a Antiga Aliança? Na Nova Aliança, em vez de uma “recordação de pecados todos os anos” (Hb 10.3 – ARA), como na Antiga Aliança, DEUS não mais se lembra dos pecados de seu povo (Hb 10.17).
 
AJUDA BIBLIOGRÁFICA
A CARTA AOS HEBREUS – Introdução e Comentário por DONALD GUTHRIE – SOCIEDADE RELIGIOSA EDIÇÕES VIDA NOVA E ASSOCIAÇÃO RELIGIOSA EDITORA MUNDO CRISTÃO
A Excelencia da Nova Aliança em CRISTO – Orton H Wiley – Comentário Exaustivo da carta aos Hebreus – Editora Central Gospel – Estrada do Guerenguê . 1851 – Taquara I 11111 Rio de Janeiro – RJ – CEP: 22713-001 PEDIDOS: (21) 2187-7090 .
AS GRANDES DEFESAS DO CRISTIANISMO – CPAD – Jéfferson Magno Costa
BÍBLIA ILUMINA EM CD – BÍBLIA de Estudo NVI EM CD – BÍBLIA Thompson EM CD.
Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.
CPAD – http://www.cpad.com.br/ – Bíblias, CD’S, DVD’S, Livros e Revistas. BEP – Bíblia de Estudos Pentecostal.
CHAMPLIN, R.N. O Novo e o Antigo Testamento Interpretado versículo por Versículo. 
Conhecendo as Doutrinas da Bíblia – Myer Pearman – Editora Vida
Comentário Bíblico Beacon, v.5 – CPAD.
Comentário Bíblico TT W. W. Wiersbe
Comentário Bíblico Expositivo – Novo Testamento – Volume I – Warren W. Wiersbe
CRISTOLOGIA – A doutrina de JESUS CRISTO – Esequias Soares – CPAD
Dicionário Bíblico Wycliffe – CPAD
GARNER, Paul. Quem é quem na Bíblia Sagrada. VIDA
http://www.gospelbook.netwww.ebdweb.com.brhttp://www.escoladominical.nethttp://www.portalebd.org.br/, Bíblia The Word.
O Novo Dicionário da Bíblia – J.D.DOUGLAS.
O NOVO DICIONÁRIO DA BÍBLIA – Edições Vida Nova – J. D. Douglas
Peq.Enc.Bíb. – Orlando Boyer – CPAD
Revista Ensinador Cristão – CPAD.
SÉRIE Comentário Bíblico – HEBREUS – As coisas novas e grandes que DEUS preparou para vocè – SEVERINO PEDRO DA SILVA
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
Teologia Sistemática Pentecostal – A Doutrina da Salvação – Antonio Gilberto – CPAD
Teologia Sistemática – Conhecendo as Doutrinas da Bíblia – A Salvação – Myer Pearman – Editora Vida
Teologia Sistemática de Charles Finney
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE – http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
Revista CPAD – 3º Trimestre de 2001 – Título: Hebreus — “… os quais ministram em figura e sombra das coisas celestes” – Comentarista: Elinaldo Renovato

Publicado no site do Pr. Luiz Henrique