Isaque, um Caráter Pacífico – Ev. Isaías de Jesus

Isaque, um Caráter Pacífico – Ev. Isaías de Jesus

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ISAQUE, UM CARÁTER PACÍFICO

Texto Áureo = “E disse Deus: Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isa que; e com ele estabelecerei o meu concerto, por concerto perpétuo para a sua semente depois dele.”(Gn 1.7.19)

Verdade Prática = Isa que, segundo filho de Abraão, deixou um exemplo de humildade e submissão a Deus e a seus pais.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE = Gênesis 26.12-25

INTRODUÇÃO

O nome Isaque significa “riso”. Ele era o único filho de Abraão com sua esposa, Sara. Assim, um elo vital na linhagem que levava a Cristo. (1Cr 1:28, 34; Mt 1:1, 2; Lu 3:34) Isaque foi desmamado com cerca de 5 anos; quase que foi oferecido como sacrifício, quando tinha talvez 25 anos; casou-se aos 40; tornou-se pai de gêmeos aos 60 e morreu com 180 anos. — Gên 21:2-8; 22:2; 25:20, 26; 35:28.

I – ISAQUE O FILHO DA PROMESSA

O nascimento de Isaque ocorreu sob circunstâncias bem incomuns. Tanto o pai como a mãe dele já eram bem idosos, já tendo há muito cessado a menstruação de sua mãe. (Gên18:11) Assim, quando Deus disse a Abraão que Sara daria à luz um filho, ele se riu dessa perspectiva, perguntando: “Nascerá um filho a um homem de cem anos de idade, e dará à luz Sara, sim, uma mulher de noventa anos de idade?” (Gên 17:17) Ao saber o que ocorreria, Sara também riu. Daí, “no tempo designado” do ano seguinte, nasceu o menino, provando que nada é ‘extraordinário demais para Yehowah’. (Gên 18:9-15) Sara então exclamou: “Deus me preparou riso”, acrescentando: “Todo aquele que ouvir isso há de se rir de mim.” E assim, exatamente como Deus dissera, o menino foi apropriadamente chamado de Isaque, que significa “Riso”. — Gên 21:1-7; 17:19.

Pertencendo à casa de Abraão, e sendo o herdeiro das promessas, Isaque foi devidamente circuncidado, no oitavo dia. — Gên 17:9-14, 19; 21:4; At 7:8; Gál 4:28.

Sabemos da história de Abraão. Ele recebeu a promessa do próprio Deus; porém, não conseguiu esperar com paciência. O tempo foi passando e então, procurou fazer um filho por si mesmo. Seus próprios desejos, sua própria vontade, à parte de Deus. Então veio Ismael que, segundo o apóstolo Paulo, foi um filho da carne. Ismael não foi o filho da promessa. Este episódio está registrado em Gênesis 16. Havia passado dez anos desde que o Senhor havia dado a promessa de um herdeiro. Aos 85 anos Abraão, impacientemente proveu um filho da carne.

Houve um silêncio de Deus por 15 anos, até que o Deus da promessa reaparece e lhe reafirma a promessa. Em seguida, no tempo determinado de Deus a promessa se cumpre. Gênesis 21:1-3 – “Visitou o Senhor a Sara, como lhe dissera, e o Senhor cumpriu o que lhe havia prometido. Sara concebeu e deu à luz um filho a Abraão na sua velhice, no tempo determinado, de que Deus lhe falara. Ao filho que lhe nasceu, que Sara lhe dera à luz, pôs Abraão o nome de Isaque”. Este sim, foi filho da promessa.

Falando como pastor, muitas vezes dá vontade de encher a igreja com os filhos da carne para que todos vejam que temos um ministério bem sucedido. Passa-se anos e a igreja não cresce, a incredulidade bate à porta e a carne começa a querer agir por si, independente de Deus. Deus havia dado a promessa à Abraão: “aquele que será gerado de ti será o teu herdeiro” (Gn. 15:4). Como o número das estrelas, “será assim a tua posteridade” (Gn. 15:5). No entanto, Sara, a esposa de Abraão era estéril (Gn. 11:30). E “não lhe dava filhos” (Gn. 16:1).

Diante deste panorama, fica fácil querer agir na carne a fim de prover filhos da carne. Abraão, um homem de fé, devido às circunstâncias desalentadoras, falhou no esperar a promessa de Deus. Este é o ponto em que muitos falham também. Não conseguem esperar a promessa Daquele que é fiel. Uma irmã solteira diz: “já estou ficando velha e não vejo nenhum rapaz na igreja. Preciso dar um jeito senão acabo solteirona”. Abraão, por não ter paciência e não esperar em Deus, agiu por conta próprio e fez um filho da carne. Muitos jovens, impacientemente, entram na carne, na fornicação e acabam fazendo filhos da carne.

A história nos comprova que Ismael, o filho da carne de Abraão trouxe e ainda traz muitos problemas para os descendentes de Isaque, o filho da promessa. Muitos jovens da igreja olham as circunstâncias e se esquecem de olhar para o Alto, de esperar no Deus que cumpre Suas promessas.  Deus veio a este homem que já tinha um filho da carne e o surpreende dizendo que sua velha e estéril esposa teria um filho. (Gênesis 17:16 e 19). Deus não se esquece das suas promessas.

A esta altura, Sara está com 90 anos e Abraão com 100. Ambos estavam totalmente incapacitados para ter um filho. Tudo que possuíam era a promessa de Deus, nada mais. Para aqueles que creem, isto é tudo, Sua promessa é suficiente. A única esperança para que o filho da promessa venha é através de um milagre de Deus. Somente o poder de Deus pode fazer nascer um filho da promessa. Felizes aqueles que realmente confiam no Senhor e esperam Nele. Aqueles que agem na carne sofrerão, mas aqueles que, pela fé, esperaram o filho da promessa, serão abençoados.

Este testemunho da vida de Abraão é para que creiamos no milagre do novo nascimento. Quando tudo parece impossível aos nossos olhos, quando estivermos em total falência de nós mesmos, quando tudo parece perdido. Este é o momento do milagre de Deus, este é o momento de fazer nascer um filho da promessa. Novo nascimento é um milagre, só Deus pode realizar.

Ele o faz naquele que crê e espera. Abraão esperou 25 anos para poder ver o filho da promessa. Certamente ele queria ter visto bem antes. Mas as coisas de Deus seguem o tempo Dele, não o nosso. O filho da promessa não nasce da vontade da carne ou do sangue, mas de Deus. João 1:13 – “os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus”. Os filhos da promessa provêm da vontade de Deus, não do homem.

Os únicos filhos da promessa são aqueles que foram gerados em Cristo Jesus, nasceram do espírito. São os regenerados, os nascidos de novo. Efésios 2:10 – “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”. Outrora, como filhos da carne, vivíamos desagradando a Deus, vivíamos na carne. Lutávamos, esforçávamos e procurávamos prosperar com as nossas próprias forças. Mas agora, pela cruz, ao nascermos de novo, tornamo-nos filhos da promessa. Ismael, o filho da carne, precisou sair da casa do pai; porém, Isaque, o filho da promessa, permaneceu com o Pai e foi grandemente abençoado.

Hoje, como filhos da promessa, também somos abençoados como Isaque. Gálatas 3:8-9 – “Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão: Em ti, serão abençoados todos os povos. De modo que os da fé são abençoados com o crente Abraão”. Como é bom ser um nascido de novo, ser um filho da promessa. Tudo isso tornou-se possível porque nosso Amado se entregou por nós na cruz.

Ninguém pode se tornar um filho da promessa sem passar pela cruz de Cristo. Por causa do Cristo crucificado, tornamo-nos filhos da promessa e a bênção agora nos alcança. Gálatas 3:13-14 – “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro), para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios em Jesus Cristo, a fim de que recebêssemos, pela fé, o Espírito prometido”. Muitos nasceram debaixo da maldição como consequência dos pecados dos pais que, por sua vez, eram filhos da carne.

Mas Deus, por meio de Jesus Cristo, nos resgatou da maldição da velha vida da carne e nos fez filhos da promessa. Isto é novo nascimento, isto é passar pela cruz. A cruz foi a porta pela qual nossa vida de escravidão e maldição ficou para trás. Há duas classes de pessoas: os filhos da carne e os filhos da promessa. Gálatas 4:22-23 – “Pois está escrito que Abraão teve dois filhos, um da mulher escrava e outro da livre. Mas o da escrava nasceu segundo a carne; o da livre, mediante a promessa”. Em qual delas você está hoje? Somente pela cruz de Cristo podemos passar da escravidão para a liberdade; da maldição para a bênção, da carne para a promessa. Jesus Cristo, nenhum outro mais, pode realizar este milagre. Ele já fez isso em mim, aleluia! Desejo ardentemente que você também seja um filho da promessa ao nascer Dele.

Gálatas 4:28 – “Vós, porém, irmãos, sois filhos da promessa, como Isaque”.

II – O HOMEM DE DEUS NÃO É ISENTO DE DEFEITOS = VS. 7-11

“6 Assim habitou Isaque em Gerar. 7 Então os homens do lugar perguntaram-lhe acerca de sua mulher, e ele respondeu: É minha irmã; porque temia dizer: É minha mulher; para que porventura, dizia ele, não me matassem os homens daquele lugar por amor de Rebeca; porque era ela formosa à vista. 8 Ora, depois que ele se demorara ali muito tempo, Abimeleque, rei dos filisteus, olhou por uma janela, e viu, e eis que Isaque estava brincando com Rebeca, sua mulher. 9 Então chamou Abimeleque a Isaque, e disse: Eis que na verdade é tua mulher; como pois disseste: E minha irmã? Respondeu-lhe Isaque: Porque eu dizia: Para que eu porventura não morra por sua causa. 10 Replicou Abimeleque: Que é isso que nos fizeste? Facilmente se teria deitado alguém deste povo com tua mulher, e tu terias trazido culpa sobre nós. 11 E Abimeleque ordenou a todo o povo, dizendo: Qualquer que tocar neste homem ou em sua mulher, certamente morrerá”.

  1. Isaque, como todo servo de Deus, teve falhas em sua vida. Habitando no meio dos filisteus, mentiu acerca de Rebeca sua mulher, dizendo que ela era sua irmã, temeroso por sua própria vida, pois acreditava que se falasse a verdade, aqueles homens o matariam para ficar com sua mulher. Porém sua trama foi descoberta por Abimeleque, rei dos filisteus, que o repreendeu e ao mesmo tempo deu uma ordem ao seu povo para que não tocassem em Rebeca.
  1. Este episódio em sua vida foi semelhante ao episódio ocorrido com Abraão e Sara, seus pais, quando estiveram no Egito,Gn 12.11-13, “11 Quando ele estava prestes a entrar no Egito, disse a Sarai, sua mulher: Ora, bem sei que és mulher formosa à vista; 12 e acontecerá que, quando os egípcios te virem, dirão: Esta é mulher dele. E me matarão a mim, mas a ti te guardarão em vida. 13 Dize, peço-te, que és minha irmã, para que me vá bem por tua causa, e que viva a minha alma em atenção a ti”.
  1. Mesmo que Isaque, ou Abraão tenham mentido para salvar a própria “pele”, Deus não compactuaria com eles. Sabemos que a mentira não deve fazer parte da vida de um filho de Deus! A Bíblia em Jo 8.44, afirma que quem mente é filho do Diabo, que é o pai da mentira: “Vós tendes por pai o Diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele é homicida desde o princípio, e nunca se firmou na verdade, porque nele não há verdade; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio; porque é mentiroso, e pai da mentira”. Certamente Deus não se agradou de Isaque em sua mentira! Porém, precisamos entender que um filho de Deus, pode ter falhas, cometer pecados. Queremos percorrer alguns textos da Palavra de Deus que nos advertem sobre o fato de que não somos impecáveis, sem erro:

Rm 7.17-24, – O presente texto da Palavra de Deus nos mostra o apóstolo Paulo diante de um grande dilema: conviver com sua natureza pecaminosa, carnal, e ao mesmo tempo levar uma vida santificada para Deus.

Ele nos mostra sua luta interna em querer fazer o bem, mas uma força contrária, a natureza de Adão enraizada nele, o arrastando para o mal. Seu pior inimigo, era ele próprio, sua carne! Enquanto estamos neste mundo, precisamos travar uma tremenda luta contra nossas tendências pecaminosas, porque como Paulo, o mal nos perseguirá. Em outro texto, o grande apóstolo nos fala desta horrenda batalha entre a carne e o espírito do homem, Gl 5.17, “Porque a carne luta contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes se opõem um ao outro, para que não façais o que quereis”.

– Sabendo que carne é inimiga de Deus, pois Deus é Espírito, precisamos “andar no Espírito”, afastando continuamente estas inclinações de nossa vida, para vivermos uma vida em Deus, Rm 8.13, “porque se viverdes segundo a carne, haveis de morrer; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis”. A vida em Deus, deve ser “em Espírito” e não “na carne”! Porém, não devemos nos surpreender se em alguma ocasião nossa carne ressurgir e assumir o comando, nos causando estragos irreparáveis. Precisamos caminhar a vida cristã com muito cuidado, procurando estabelecer o domínio do espírito contra a carne!

III. O HOMEM DE DEUS DEVE SER PRUDENTE = VS. 12-14

“12 Isaque semeou naquela terra, e no mesmo ano colheu o cêntuplo; e o Senhor o abençoou. 13 E engrandeceu-se o homem; e foi-se enriquecendo até que se tornou mui poderoso; 14 e tinha possessões de rebanhos e de gado, e muita gente de serviço; de modo que os filisteus o invejavam”.

  1. Quando Isaque se estabeleceu naquela terra, nos diz o texto que “…semeou … e no mesmo ano colheu o cêntuplo”. Observe que Isaque poderia ter comido as sementes que estavam em suas mãos, como muitos fazem. Mas não fez isso. Antes, lançou a semente à terra e pôde colher em abundância. Temos aqui uma lição de inteligência e ao mesmo tempo de prudência. O prudente é aquele que se prepara para o amanhã e não aquele que vive apenas o hoje, Pv 6.6-8, “6 Vai ter com a formiga, ó preguiçoso, considera os seus caminhos, e sê sábio; 7 a qual, não tendo chefe, nem superintendente, nem governador, 8 no verão faz a provisão do seu mantimento, e ajunta o seu alimento no tempo da ceifa”.
  1. Este princípio se aplica também ao terreno espiritual: “… pois tudo o que o homem semear, isso também ceifará”, Gl 6.7. Na verdade, a abundância de nossa colheita será proporcional à quantidade de sementes lançadas. Se na lavoura, a multiplicação da semente pode chegar ao cêntuplo, o mesmo também se aplica às verdades espirituais. Deus nos abençoará na medida em que semearmos.

IV. O HOMEM DE DEUS DEVE SER PACIFICADOR = VS. 14-22

“14 e tinha possessões de rebanhos e de gado, e muita gente de serviço; de modo que os filisteus o invejavam. 15 Ora, todos os poços, que os servos de seu pai tinham cavado nos dias de seu pai Abraão, os filisteus entulharam e encheram de terra. 16 E Abimeleque disse a Isaque: Aparta-te de nós; porque muito mais poderoso te tens feito do que nós. 17 Então Isaque partiu dali e, acampando no vale de Gerar, lá habitou. 18 E Isaque tornou a cavar os poços que se haviam cavado nos dias de Abraão seu pai, pois os filisteus os haviam entulhado depois da morte de Abraão; e deu-lhes os nomes que seu pai lhes dera. 19 Cavaram, pois, os servos de Isaque naquele vale, e acharam ali um poço de águas vivas. 20 E os pastores de Gerar contenderam com os pastores de Isaque, dizendo: Esta água é nossa. E ele chamou ao poço Eseque, porque contenderam com ele. 21 Então cavaram outro poço, pelo qual também contenderam; por isso chamou-lhe Sitna. 22 E partiu dali, e cavou ainda outro poço; por este não contenderam; pelo que chamou-lhe Reobote, dizendo: Pois agora o Senhor nos deu largueza, e havemos de crescer na terra”.

  1. Ao fixar-se naquela terra e por ser um homem abençoado por Deus, agraciado com muitos animais e com muita gente de serviço, Isaque despertou grande inveja nos filisteus, que se voltariam contra ele em forma de retaliação. Seus inimigos começaram a entulhar os poços de água, anteriormente construídos pelo seu pai Abraão. Diante daquela situação conflituosa, o Rei dos filisteus, Abimeleque, pediu que Isaque saísse do meio deles, pois achava que o centro da contenda fosse Isaque e sua gente.
  1. Saindo dali, Isaque foi para o vale de Gerar, para lá habitar. Novos poços foram cavados, dos quais surgiram “águas vivas”, (v. 19), que poderia ser uma referência à águas de excelente qualidade potável. Novamente, ressurge nova contenda! Agora eram os pastores de Gerar contendendo com os pastores de Isaque, que disputavam as águas encontradas. Sempre que um poço era cavado, vinham seus inimigos e ficavam com a posse dele. Isaque se mudava para outro lugar, novamente vinham seus inimigos e começava tudo de novo!
  1. O que podemos deduzir desta particularidade na vida de Isaque é o fato de que ele não era contencioso, briguento. Pelo contrário, fugia das brigas e das contendas! Em outras palavras, “levava o desaforo para casa”! Como ele era diferente de muitos de nós! Há crentes que vivem em eternas disputas dentro da igreja. Ora disputam por um cargo de liderança, ora por defenderem “suas opiniões”. Tais irmãos acabam sempre sendo o palco de eternas divisões, discórdias e dissensões no meio do povo de Deus. A Palavra de Deus nos adverte que precisamos ser pacificadores e não “discordantes”, “conscienciosos” e não contenciosos. Vejamos:

a) Mt 5.9 “Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus”. Estamos diante de uma qualidade imprescindível para aquele que quer fazer parte do reino. O integrante do reino deve ser um “pacificador”.

Esta palavra vem do grego “eirhnopoiov” – eirenopoios (lembre-se que esta palavra é uma derivação de “eirhnh” (eirene) – “paz”) e tem como significado “promotor da paz”. Não significa somente fugir de discórdias e contendas, mas também detectar o foco delas e jogar “água benta”, pacificando irmãos em disputas, criando um clima de amizade e união no meio do povo de Deus.

b) Rm 12.18, “Se for possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens”. É verdade que há situações onde a pacificação não depende somente de nós. Podemos ser “agraciados” com um inimigo gratuito, que nos odeia sem causa! Porém, o apóstolo Paulo é claro: “… se depender de vós, tende paz…”. Em quase todas as ocasiões de conflito, se houvesse a aplicação do princípio aqui colocado, a paz reinaria rapidamente. O que acontece é justamente o contrário: muitos gostam de lançar “lenha ao fogo”, e a contenda se intensifica. Observe que Paulo não fala somente da paz entre os irmãos, mas também da paz com “todos os homens”, ou seja, estão envolvidos também aqui, aqueles que não são convertidos, no meio dos quais precisamos ser promotores da paz.

c) Hb 12.14, “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”. Temos aqui uma exortação do escritor da Carta aos Hebreus, no sentido de que a paz deve ser “perseguida” a qualquer custo. O verbo “seguir” é o termo grego “diwkw” – dioko, que quer dizer “correr rapidamente para pegar uma pessoa ou coisa”, “buscar avidamente”. Devemos buscar a paz a qualquer custo! Procurar avidamente por ela! Note que a palavra paz é colocada junto com a palavra santificação, onde o autor nos diz que “… sem a santificação ninguém verá o Senhor”. Não é isso sugestivo a nós?

  1. Sejamos pacificadores, promotores de paz não somente na igreja, mas também no meio em que vivemos!

V. O HOMEM DE DEUS DEVE POSSUIR UMA VIDA CONTAGIANTE VS. 26-31

“26 Então Abimeleque veio a ele de Gerar, com Auzate, seu amigo, e Ficol, o chefe do seu exército. 27 E perguntou-lhes Isaque: Por que viestes ter comigo, visto que me odiais, e me repelistes de vós? 28 Responderam eles: Temos visto claramente que o Senhor é contigo, pelo que dissemos: Haja agora juramento entre nós, entre nós e ti; e façamos um pacto contigo, 29 que não nos farás mal, assim como nós não te havemos tocado, e te fizemos somente o bem, e te deixamos ir em paz. Agora tu és o bendito do Senhor. 30 Então Isaque lhes deu um banquete, e comeram e beberam. 31 E levantaram-se de manhã cedo e juraram de parte a parte; depois Isaque os despediu, e eles se despediram dele em paz”.

  1. Depois de várias fugas de conflitos, Isaque foi procurado por Abimeleque, Auzate seu amigo e Ficol, chefe de seu exército, o que causou certa estranheza por parte de Isaque, que fez a Abimeleque uma pergunta obvia:

“Porque vieste ter comigo, visto que me odiais…?”. A resposta do rei dos filisteus foi: “Temos visto que o Senhor é contigo…”. Abimeleque propõe agora um acordo com Isaque: Dali para a frente eles seriam “amigos”.

  1. O que motivou Abimeleque a procurar Isaque? Foi pelo fato dele ter observado que Isaque não era uma pessoa comum, mas que estava debaixo da proteção e da guarda do Altíssimo. Quando vivemos a vida cristã verdadeiramente, seremos notados por outras pessoas! Teremos uma fé contagiante, a ponto destas pessoas quererem levar a vida que levamos. É o que podemos chamar de testemunho vivo e ativo. Como filhos de Deus precisamos ser bênção para outros!
  1. Porém muitos crentes ao invés de possuir uma vida contagiante acabam por ter uma vida repulsiva. Ao invés de atraírem pessoas para junto de si, empolgadas em querer desfrutar da vida que levam, tornam-se pedras de tropeço! As Escrituras nos mostram que como filhos de Deus devemos influenciar para o bem, nunca para o mal.

VI. O HOMEM DE DEUS DEVE DESFRUTAR DE COMUNHÃO COM O SENHOR VS. 2-5; 24-25

“2 E apareceu-lhe o Senhor e disse: Não desças ao Egito; habita na terra que eu te disser; 3 peregrina nesta terra, e serei contigo e te abençoarei; porque a ti, e aos que descenderem de ti, darei todas estas terras, e confirmarei o juramento que fiz a Abraão teu pai; 4 e multiplicarei a tua descendência como as estrelas do céu, e lhe darei todas estas terras; e por meio dela serão benditas todas as nações da terra; 5 porquanto Abraão obedeceu à minha voz, e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos e as minhas leis. 24 E apareceu-lhe o Senhor na mesma noite e disse: Eu sou o Deus de Abraão, teu pai; não temas, porque eu sou contigo, e te abençoarei e multiplicarei a tua descendência por amor do meu servo Abraão. 25 Isaque, pois, edificou ali um altar e invocou o nome do Senhor; então armou ali a sua tenda, e os seus servos cavaram um poço”.

  1. Pelos versículos citados, podemos ver que Isaque desfrutava de uma intimidade com o Senhor. Tanto no versículo 2, como também no versículo 24, nos diz a Palavra de Deus que “o Senhor lhe apareceu”. Isto nos fala de relacionamento, intimidade! No Velho Testamento, Deus somente se manifestava à pessoas que mantinham uma vida digna diante dEle.

O mesmo ocorre hoje. Deus não terá comunhão com alguém que não lhe seja obediente e submisso! Outro fator também é que Deus jamais entrará em contato com o homem, sem que este deseje recebê-lo. É por esta razão que o Espírito Santo somente pode habitar num coração convertido e nunca em alguém ainda não provou a graça e a salvação de Deus.

  1. Em virtude do corre-corre do mundo de hoje, muitos filhos de Deus estão perdendo a bênção de uma intimidade com o Senhor. Para desfrutarmos de uma perfeita comunhão com Deus, precisamos dar tempo a Ele. Muitas vezes há necessidade de ficarmos horas e horas na presença de Deus, para que possamos conhecê-LO mais profundamente! É verdade que O podemos conhecer pela sua Palavra, onde sua vontade é revelada de forma clara! Porém é através da oração, da comunhão, da experiência, que podemos conhecê-LO intimamente.

Devemos sempre lembrar que o conhecimento de Deus não é estático, mas dinâmico. Já dizia o profeta: “Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como a chuva serôdia que rega a terra”, Os 6.3. Ou seja nosso conhecimento de Deus jamais terá limites! É preciso conhecê-LO, e prosseguir nesta busca de conhecimento. Porém, sabemos que o conhecimento pleno de Deus se dará apenas na eternidade, 1Jo 3.2, “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é, o veremos”.

  1. Como podemos conhecer ao Senhor de forma mais eficiente? Vejamos algumas maneiras de conhecer a Deus nas Escrituras:

a) Dando-LHE tempo, pela amizade, Jo 15.14, “Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando”. Devemos observar que a única maneira de nos tornarmos “amigos de Deus”, é através da obediência à sua Palavra. Caso contrário, Deus não poderá compactuar-SE conosco. Lembrando de Abraão, não podemos nos esquecer que ele foi chamado “o amigo de Deus”, Tg 2.23, “…e foi chamado amigo de Deus”. Por quê Deus escolheu Abraão para ser seu amigo? Qual foi a razão desta intimidade? Certamente foi em virtude de sua obediência irrestrita ao Senhor e também pela sua disposição em estar em SUA presença.

b) Através da oração e busca, Jr 29.13, “Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração”. Em nossa busca a Deus, deve haver um envolvimento espiritual. O “coração” para os hebreus era a “parte mais interior do ser”, “as entranhas”, “o centro das emoções”, etc. É por esta razão que Jesus manda que amemos a Deus de “…todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças”, Mc 12.30. Em nossa busca a Deus devemos concentrar todo o nosso sentimento. Davi dizia: “Como o cervo anseia pelas correntes das águas, assim a minha alma anseia por ti, ó Deus!”, Sl 42.1. Davi sabia como tocar o coração de Deus!

c) Andando continuamente com Ele, Gn 5.24, “Enoque andou com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus o tomou”. Que exemplo brilhante temos na vida de Enoque, que por desfrutar de uma grande intimidade com o Senhor, não precisou passar pela morte física. Deus o tomou para si em uma de suas caminhadas com Ele! “Andar com Deus”, deve ser para o filho de Deus uma prioridade!

Devemos deixar tudo para ficar a sós com Deus! Muitas vezes ocorre o inverso: Deixamos Deus para ficar com o “tudo”, e ainda depois queremos o “tudo” de Deus! Não precisamos dizer que nada teremos!

CONCLUSÃO:

  1. Através da experiência de Isaque, vimos nesta noite como deve-se comportar um verdadeiro filho de Deus diante de certas situações que nos vêm através de nosso relacionamento com pessoas no mundo.

 

a) Diante de Abimeleque, Isaque mentiu acerca de sua esposa Rebeca. Isto nos mostra que somos falhos. Porém precisamos aprender a lidar com nossas falhas e pecados diante de Deus!

b) Quando teve oportunidade de plantar naquela terra, Isaque não titubeou, lançou imediatamente a semente. Embora ele pudesse ter comido a semente que tinha em suas mãos, sua prudência fez com que ele semeasse, e colhesse naquele anos o cêntuplo. Devemos aprender os princípios espirituais da semeadura e da colheita para sermos abençoados no reino de Deus!

c) Diante da contenda surgida entre os homens de Isaque e os homens de Abimeleque, vimos como Isaque se mostrou pacificador. Devemos não apenas procurar a paz, mas também sermos promotores da paz entre vidas!

d) Vimos como Isaque foi observado por Abimeleque. Sua vida foi uma inspiração para aquele rei idólatra. Isto levou Abimeleque a querer fazer uma aliança com Isaque. Como tem sido nosso testemunho como cristãos? Aqueles que não são crentes gostam de estar perto de nós, ou somos intransigentes, repulsivos?

e) Finalmente, vimos que Isaque mantinha uma comunhão irrestrita com o Senhor, que lhe aparecia, conversava, etc. Temos nós audiência constante na presença de Deus?

 

  1. Que a vida de Isaque seja para nós um estímulo que nos leve a viver como filhos de Deus, falhos sim, mas vitoriosos!

 

Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Setor I – Em Dourados – MS

 

Bibliografia

 

http://www.ibvir.com.br

https://cbrmaringa.wordpress.com

http://www.ensinopentecostal.com.br

Publicado no Blog do Ev. Isaías de Jesus

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