Eu Sei em Quem tenho Crido – Ev. Isaías de Jesus

Eu Sei em Quem tenho Crido – Ev. Isaías de Jesus

TEXTO ÁUREO =  “(….) porque eu sei  em quem tenho crido e estou certo de  que e poderoso para guardar o meu deposito ate aquele Dia.”

VERDADE PRÁTICA = O crente, assim como o líder, precisa ter convicção de sua chamada e de sua condição de salvo em Jesus Cristo.

LEITURA BIBLICA = 2 TIMÓTEO 1.3-8= 2.1-4

INTRODUÇÃO

Esta segunda epístola Paulo escreveu a Timóteo, de Roma, quando era prisioneiro ali e corria risco de vida. As seguintes palavras deixam isso claro: Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo (cap. 4.6). Parece que sua remoção deste mundo, em sua própria percepção, não estava longe. Especialmente considerando-se o furor e a maldade dos seus perseguidores, e sua ida perante Nero, que chama de sua primeira defesa, quando ninguém o assistiu; antes, todos o desampararam (cap. 4.16). Intérpretes concordam que essa foi a última epístola que o apóstolo escreveu. Não se sabe ao certo onde Timóteo estava. O escopo dessa epístola difere um pouco da anterior, não se referindo tanto ao seu oficio como evangelista, mas ao seu comportamento e conduta pessoais.

ORAÇÕES E AÇÃO DE  GRAÇAS

A dedicatória da epístola denomina o próprio Paulo um apóstolo pela vontade de Deus, simplesmente por sua benevolência e por sua graça, da qual se declara digno. Segundo a promessa de vida que está em Cristo Jesus, ou de acordo com o evangelho. O evangelho é a promessa de vida em Cristo Jesus. A vida é o alvo; e Cristo, o caminho ( Jo14.6). A vida é colocada na promessa; e ambas estão seguras em Cristo Jesus, a testemunha fiel. Porque todas quantas promessas há de Deus são nele sim; e por ele o Amém (2 Co 1.20).

Ele chama Timóteo de filho querido. Paulo sentiu a mais cordial afeição por ele, tanto porque foi instrumento de sua conversão quanto pelo fato de, como um filho ao pai, ter servido com ele no evangelho. Observe: Paulo era um apóstolo de Jesus Cristo pela vontade de Deus. Como ele não recebera o evangelho de homem, nem tinha sido ensinado por ele, mas o recebeu pela revelação de Jesus Cristo (Gl 1.12), assim sua comissão para ser apóstolo não foi pela vontade de homem, mas de Deus. Na epístola anterior, ele diz que foi segundo o mandado de Deus,

Aqui está nosso Salvador e, aqui, pela vontade de Deus. Deus o chamou para ser apóstolo. Temos a promessa da vida. Que Deus seja bendito por ela: Em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode menti prometeu antes dos tempos dos séculos (Tt 1.2).

E uma promessa para descobrir a liberdade e certeza dela. Essa, bem como as outras promessas, é em Cristo e por meio dele. Todas elas surgem da misericórdia de Deus, em Cristo, e elas são certas, para que possamos delas depender com segurança. A graça, misericórdia e paz, que o mui amado filho de Paulo, Timóteo, queria, vêm de Deus, o Pai, e Jesus Cristo, nosso Senhor. Consequentemente, tanto um quanto o outro é o doador dessas bênçãos, e devem ser utilizadas para Eles. As melhores pessoas querem essas bênçãos, e estas são as melhores bênçãos que podemos pedir para nossos mui amados amigos, para que possam ter graça para ajudá-los em tempo de necessidade, e misericórdia para perdoar o que está errado, e dessa forma tenham paz com Deus, o Pai, e Cristo Jesus, nosso Senhor.

Ações de graça de Paulo a Deus pela fé e santidade de Timóteo: ele agradece a Deus o fato de fazê-lo lembrar-se de Timóteo em suas orações. Observe: Independentemente do bem que fazemos, e dos bons préstimos que dispensamos aos nossos amigos, Deus deve receber toda a glória, e nós devemos agradecer-lhe. E Deus quem coloca em nosso coração a memória de pessoas específicas para orarmos por elas. Paulo orava muito. Ele orava dia e noite. Em todas as suas orações, ele se lembrava de seus amigos. Ele orava de forma particular por bons ministros; ele orava por Timóteo e fazia memória dele nas suas orações, noite e dia. Ele o fazia sem cessar.

A oração era seu constante afazer. E ele nunca se esquecia de seus amigos, como ocorre conosco com frequência. Paulo serviu ao Deus dos seus antepassados com uma consciência pura. Era um consolo para ele saber que Timóteo nascera na casa de Deus e era a semente daqueles que o serviam, assim como ele o servia com uma consciência pura, da melhor forma possível. Ele guardou a consciência sem ofensa e se esforçava diariamente para fazê-lo (At 24.16). Paulo desejava muito vê-lo, por causa do grande amor que tinha por ele, para que pudesse ter comunhão com ele, lembrando-se de suas lagrimas na sua última partida. Timóteo estava triste com a partida de Paulo, e chorou na sua despedida.

Por essa razão, Paulo desejava vê-lo novamente, porque percebeu a grande afeição de Timóteo por ele. Ele agradece a Deus que Timóteo tenha guardado a fé de seus antepassados (v. 5). Observe: A herança da fé foi transmitida a Timóteo por sua mãe. Ele tinha uma mãe e uma avó devotas:elas creram, embora seu pai não o fizesse (At 16.1). E uma coisa consoladora quando os filhos imitam a fé e santidade de seus piedosos pais, e seguem seus passos (3 Jo 4). Habitou primeiro em tua avó e em tua mãe, e estou certo de que também habita em ti. Paulo tinha uma opinião muito caridosa de seus amigos. Ele estava bem disposto a esperar o melhor deles. Na verdade, ele tinha muitos motivos para pensar o melhor de Timóteo, porque a ninguém tinha de igual sentimento (Fp 2.20). Observe: Devemos, de acordo com o apóstolo Paulo, servir a Deus com uma consciência pura, de acordo com os seus e nossos antepassados.

Devemos fazê-lo com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé tendo o coração purificado da má consciência (Hb 10.22). 2. Em nossas orações devemos fazer memória sem cessar dos nossos amigos, especialmente dos fiéis ministros de Cristo. Paulo se lembrava do seu amado filho Timóteo em suas orações noite e dia.

A fé que habita em crentes verdadeiros é não fingida; ela é sem hipocrisia; essa é uma fé que permanecerá firme diante da provação, e habita neles como um princípio vivo. A fé que havia em Timóteo, fora herdada de sua mãe Eunice e da fé que havia em sua avó, e isso era o motivo da gratidão de Paulo, e deveria ser a nossa sempre que encontramos exemplo semelhante. Deveríamos regozijar-nos toda vez que observamos a graça de Deus. Foi o que Barnabé fez (At 11.23,24). Muito me alegro por odiar que alguns de teus filhos andam na verdade (2 Jo 4).

A CONVICÇÃO EM DEUS

Temos aqui uma exortação e um estímulo a Timóteo em relação ao seu dever (v 6): te lembro. As pessoas mais devotas precisam ser lembradas. Devemos ser lembrados daquilo que sabemos. O apóstolo Pedro diz, em 2 Pedro 3.1: Escrevo-vos, agora, esta segunda corte, em ambas as quais desperto com exortação o vosso ânimo sincero.

Ele o exorta a despertar o dom de Deus que estava nele. Despertar ou avivar como o fogo no meio das brasas. Aqui significa todos os dons e graças que Deus tinha dado a ele, para qualificá-lo para a obra de evangelista. Dons do Espírito Santo, dons extraordinários que foram conferidos pela imposição de mãos do apóstolo. E isso que ele deve despertar. Ele deve exercitá-los e crescer neles: use dons e tenha dons. Porque e qualquer que tiver será dado (Mt 25.29).

Ele deve aproveitar todas as oportunidades para usar esses dons, e, assim, despertá-los, porque essa é a melhor maneira de torná-los mais eficientes. Quer o dom de Deus em Timóteo fosse comum, quer não (embora eu me incline para o sobrenatural), ele deveria despertá-lo, caso contrário esse dom definharia. Além disso, verifica-se que o dom veio sobre ele pela imposição das mãos do apóstolo, o que deduzo ser um ato distinto de sua ordenação, pois esta fora efetuada pelas mãos do presbitério (1 Tm 4.14).

E provável que o Espírito Santo, em seus dons e graça extraordinários, tenha sido conferido a Timóteo pela imposição das mãos do apóstolo (porque entendo que ninguém, a não ser os apóstolos, possuía autoridade para invocar Espírito Santo) e, mais tarde, sendo assim ricamente suprido para a obra do ministério, foi ordenado pelo presbitério. Observe: O grande impedimento de proveito no progresso de nossos dons é a hesitação escrava. Paulo, portanto, adverte Timóteo contra isso: Porque Deus não nos deu o espírito de temor (v. 7).

Foi devido ao medo vergonhoso que o servo mau enterrou seu talento e não negociou com ele (Mt 25.25). Por isso, Deus tem nos fortalecido contra o espírito do medo, dizendo repetidas vezes para não temermos. “Não tema a face de ninguém; não tema os perigos que possa enfrentar no seu dever”. Deus nos libertou do espírito de temor e nos deu um espírito de fortaleza, e de amor; e de moderação. O espírito de fortaleza, ou de coragem e resolução para combater dificuldades e perigos; o espírito de amor a Deus, que nos ajudará durante a oposição que podemos encontrar, como Jacó que não se incomodou com o serviço pesado que precisou suportar por amor a Raquel.

O espírito de amor a Deus vai nos colocar acima do medo do homem e toda dor que o homem possa nos causar; e o espírito de moderação, ou quietude na mente, um desfrutar pacifico de nós mesmos, porque somos, às vezes, desencorajados em nosso caminho e trabalho pelas criaturas da nossa própria fantasia e imaginação. Mas uma mente sóbria e sólida preveniria e facilmente contestaria esse temor. O espírito que Deus dá aos seus ministros não é um espírito medroso, mas, sim, corajoso; ele é um espírito de fortaleza, porque falam em nome daquele que tem todo o poder, tanto nos céus como na terra; e é um espírito de amor, porque o amor a Deus e aos homens deve inflamar os ministros em todas as suas tarefas; e é um espírito de moderação, porque anunciam as palavras da verdade e da sobriedade.

Ele o exorta a contar com aflições e se preparar para elas: “Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor nem de mim, que sou prisioneiro seu. Não te envergonhes do evangelho e do testemunho que tu deste dele”. Observe:

  1. Nenhum de nós tem motivos para se envergonhar do evangelho de Cristo. Também não devemos nos envergonhar daqueles que estão sofrendo pelo evangelho de Cristo. Timóteo não deve se envergonhar do querido e idoso Paulo, embora estivesse agora em cadeias. Assim como ele não devia ter medo de sofrei ele também não devia temer de reconhecer aqueles que sofriam pela causa de Cristo. (1) O evangelho é o testemunho do nosso Senhor.

Por meio do evangelho Ele dá testemunho de si mesmo a nós. Ao professarmos nossa lealdade a Ele, damos testemunho dele e para Ele. (2) Paulo era o prisioneiro do Senhor (Ef 4.1). Por causa dele estava preso em cadeias. (3) Não temos motivos para nos envergonhar do testemunho de nosso Senhor ou de seus prisioneiros. Se estivermos envergonhados de um ou de outro agora, Cristo se envergonhará de nós na vida futura. “Antes, participa das aflições do evangelho, segundo o poder de Deus, isto é, conta com as aflições por amor ao evangelho, prepara-te para elas, está pronto a sofrer com os santos sofredores neste mundo”.

“Participa das aflições do evangelho”; ou como podemos ler: Sofra com o evangelho; “não somente compadeça-se com aqueles que sofrem pelo evangelho, mas esteja pronto a sofrer com eles e sofrer como eles”. Se em algum momento o evangelho está passando por dificuldades, aquele que espera a vida e a salvação por meio desse evangelho estará contente em sofrer com ele. Observe: [1] Teremos condições de suportar as aflições bem, quando extrairmos força e poder de Deus para nos capacitar a suportá-las: Participo das aflições do evangelho, segundo o poder de Deus. [2] Todos os cristãos, mas especialmente os ministros, devem esperar aflições e perseguições por amor ao evangelho. [3] Elas serão proporcionais ao poder de Deus (1 Co 10.13) que está sobre nós.

  1. Ao mencionar Deus e o evangelho, ele observa as grandes coisas que Deus fez por nós pelo evangelho (vv. 9,10). Para animá-lo a sofrer, ele faz duas considerações: (1) A natureza do evangelho pelo qual foi chamado a sofrei e os desígnios e propósitos gloriosos e graciosos dela. E comum em Paulo, ao mencionar Cristo e seu evangelho, fazer uma digressão de seu tema e prolongar-se sobre o assunto. O coração dele transbordava daquilo que é toda nossa salvação e deveria ser todo nosso desejo. Observe: [1] O evangelho almeja a nossa salvação: Ele nos salvou; e não deveríamos nos incomodar em sofrer por aquilo que esperamos poder nos salvar. Ele começou a nossa salvação e a completará no seu devido tempo; porque Deus chama as coisas que não são (que ainda não estão completas) como se já fossem (Rm 4.17).

Por isso ele diz: aquele que nos salvou. [21 O evangelho foi designado para a nossa santificação. E nos chamou com uma santa vocação; Ele nos chamou para a santidade. O cristianismo é um chamado, uma santa vocação; esta é a vocação com a qual somos chamados, a vocação para a qual somos chamados, para trabalhar nele. Observe: Todos os que forem salvos no futuro são santificados agora. Onde quer que a vocação do evangelho seja uma chamada eficaz, ela é declarada para ser uma vocação santa, tornando santos os que são de fato chamados. [3] A origem dela é a graça livre e o propósito eterno de Deus em Cristo Jesus. Se a tivéssemos merecido, teria sido difícil sofrer por ela; mas nossa salvação é graça livre e não de acordo com nossas obras, e, portanto, não devemos pensar muito em sofrer por ela.

Essa graça nos foi dada antes dos tempos dos séculos, isto é, no propósito e nos desígnios de Deus desde toda a eternidade; em Cristo Jesus, porque todos os dons que vêm de Deus para o pecador vêm em Crista Jesus e por meio dele. [4] O evangelho é a manifestação desse propósito e graça: pelo aparição de nosso Salvador Jesus Cristo, que estava no seio do Pai desde a eternidade, e estava perfeitamente ciente de todos os seus propósitos graciosos. Pela sua aparição, esse propósito gracioso foi manifesto a nós.

Se Jesus Cristo sofreu por ele, será que não deveríamos estar prontos a sofrer por ele? [5[ A morte é abolida pelo evangelho de Cristo: Ele aboliu a morte, não somente a enfraqueceu, mas a tirou do caminho, quebrou o seu poder sobre nós. Ao tirar o pecado, Ele aboliu a morte (porque o aguilhão da morte é o pecado, 1 Co 15.56), ao alterar a natureza dela e quebrar o poder dela. De inimiga, a morte tornou-se amiga. Ela é a porta por onde saímos de um mundo difícil, opressivo e pecaminoso, para um mundo de paz e pureza perfeita. E o poder dela foi quebrado, porque a morte não triunfa naqueles que crêem no evangelho, mas eles triunfam sobre ela. Onde está, ó marte, ateu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória? (1 Co 15.55). [6] Ele trouxe à luz a vida e a incorrupção, pelo evangelho.

Ele nos mostrou um outro mundo mais claramente do que era antes de ser descoberto debaixo de qualquer dispensação anterior, e a felicidade daquele mundo, a recompensa certa de nossa obediência pela fé: todos nós, com cara descoberta, refletimos, como um espelho, a glória do Senhor (veja 2 Co 3.18). Ele a trouxe à luz, não somente a colocou diante de nós, mas a ofereceu, pelo evangelho. Vamos valorizar o evangelho mais do que nunca, porque é por meio dele que a vida e a imortalidade são trazidas à luz, porque dessa forma ele tem a preeminência acima de todas as descobertas anteriores. Ele é o evangelho de vida e imortalidade, à medida que as descobre para nós e nos orienta no caminho preparado que nos leva para lá, bem como propõe os motivos mais convincentes para estimular nossos esforços em buscar a glória, a honra e a imortalidade.

Considere o exemplo do bendito Paulo (vv. 11,12). Ele foi designado para ensinar aos gentios. Ele achava que essa era uma causa digna de sofrimento. Por que Timóteo não deveria achara mesmo? Ninguém precisa ter medo, nem estar envergonhado de sofrer pela causa do evangelho: Não me envergonho, diz Paulo, porque eu sei em quem tenho crido e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele Dia. Observe: [11 Homens bons muitas vezes sofrem muitas coisas pela melhor causa no mundo: por cuja causa sofro essas coisas; isto é: “por causa da minha pregação e lealdade ao evangelho”. [2] Eles não precisam se envergonhai a causa os confirmará; mas aqueles que se opõem ao evangelho serão vestidos de vergonha. [3] Aqueles que confiam em Crista sabem em quem têm crido.

O apóstolo fala com um triunfo e exultação santos: “Estou numa base firme. Sei que depositei o grande depósito nas mãos do melhor curador”. E estou certo etc. O que devemos entregar a Crista? Qual é esse depósito? A salvação da nossa alma, e a sua preservação para o Reino celestial. E o que entregarmos dessa forma a Ele, o Senhor certamente guardará. Está chegando o dia em que a nossa alma será inquirida: “Homem! Mulher! Você tinha uma alma que lhe foi confiada. O que fez com ela?

A quem foi oferecida, a Deus ou a Satanás? De que maneira ela foi usada, a serviço do pecado ou a serviço de Cristo?” Está chegando um dia, e será um dia muito solene e terrível, quando prestaremos contas da nossa mordomia (Lc 16.2) da nossa alma. Se por meio de uma fé obediente e ativa a confiamos a Jesus Cristo, podemos estar certos de que Ele é capaz de guardá-la, e ela surgirá para o nosso conforto naquele dia.

Ele o exorta a conservar o modelo das sãs palavras (v. 13). 1. “Tenha um modelo das sãs palavras” (assim pode ser lido), “um modelo breve, um catecismo, dos primeiros princípios da religião, de acordo com as Escrituras, um esquema de palavras sãs, um breve resumo da fé cristã, com um método apropriado, tirado das Sagradas Escrituras para o seu uso próprio”.

Observe:

Por modelo das sãs palavras eu entendo as próprias Sagradas Escrituras.  “Tendo-o, conserve-o, lembre-o, preserve-o, dedique-se a ele. Dedique-se a ele em oposição a todas as heresias e doutrinas falsas, que corrompem a fé cristã. Dedique-se aquilo que de mim tem ouvido”. Paulo estava divinamente inspirado. E bom dedicar-se a esses modelos das sãs palavras que temos nas Escrituras. Porque elas, certamente, eram divinamente inspiradas. Essa é uma linguagem sã e irrepreensível (Tt 2.8).

Mas como ela pode ser conservada? Nafé e na caridade; isto é, devemos reconhecê-la como uma palavra fiel, e declará-la bem-vinda e digna de toda aceitação. Conserve-a em um coração honesto, que é a arca do concerto, na qual as tábuas da lei e do evangelho estão mais seguramente depositadas (Sl 119.11). A fé e o amor (caridade) devem andar juntos. Não é suficiente crer nas sãs palavras e concordar com elas, mas devemos amá-las, crer na verdade delas e amar a sua benevolência, e devemos propagar o modelo das sãs palavras em amor; falando a verdade em amor (Ef 4.15). Nafé e na caridade que há em Crista Jesus.

Deve ser fé e amor cristão, fé e amor fixados em Jesus Crista, por meio de quem Deus fala conosco e nós a Ele. Timóteo, como ministro, deve conservar o modelo das sãs palavras, para o beneficio dos outros. Podemos ler também: palavras que curam. Há uma virtude que cura na Palavra de Deus. Enviou a sua palavra e os sarou (veja Si 107.20).

Em relação ao mesmo sentido ele diz (v. 14): Guarda o bom depósito pelo Espírito Santo que habita em nós. Esse bom depósito era o modelo de sãs palavras, a doutrina cristã, que foi confiado a Timóteo no batismo e ensino, quando se tornou cristão, e em sua ordenação, quando se tornou ministro. Observe:

(1) A doutrina cristã é um depósito confiado a nós. Ela é confiada aos cristãos em geral, mas aos ministros em particular. Ela é um bom depósito, de um valor inestimável, e que terá um beneficio indescritível. Ela é realmente um bom depósito, uma jóia inestimável. Ela descobre para nós as riquezas incompreensíveis de Cristo (Ef 3.8).

Ela é confiada a nós para ser preservada pura e íntegra, e a ser transmitida àqueles que virão depois de nós, e devemos guardá-la e não contribuir em nada para a corrupção da sua pureza, o enfraquecimento do seu poder ou a diminuição da sua perfeição: Guarda o bom depósito pelo Espírito Santo que habita em nós.

Observe: Mesmo esses que são tão bem ensinados não podem guardar o que aprenderam, assim como não puderam aprender isso no início, sem a assistência do Espírito Santo. Não devemos pensar que podemos guardá-lo com nossas próprias forças, mas devemos guardá-lo pelo Espírito Santo. (2) O Espírito Santo habita em todos os ministros e cristãos genuínos. Cada um deles é o templo dele, e Ele os capacita a guardar o evangelho puro e incorrupto. Mas, mesmo assim, eles devem usar todo seu esforço para guardar esse bom depósito, porque o auxilio e o habitar do Espírito Santo não excluem os esforços das pessoas, mas estão em harmonia.

UM CONVITE AO SOFRIMENTO POR CRISTO

Neste capítulo, nosso apóstolo dá a Timóteo muitas exortações e orientações, que podem ser de grande utilidade para outros, ministros e cristãos, para quem foram designadas, bem como para ele. Ele o anima em seu trabalho, mostrando onde deve buscar ajuda (v. 1). Ele deve cuidar da sucessão do ministério, para que o oficio não morra com ele (v. 2). Ele o exorta à constância e perseverança nesse trabalho, como soldado e marido, considerando qual seria o fim de todo o seu sofrimento etc. (vv. 3-15). Ele deve evitar falatórios profanos e vãos (vv. 16-18), porque serão perniciosos. Ele fala do fundamento de Deus, que fica firme (vv. 19-21). O que ele deve evitar: desejos da mocidade e perguntas loucas e sem instrução; e o que deve fazer (vv. 22-26).

Aqui Paulo encoraja Timóteo à constância e perseverança em seu trabalho: fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus (v. 1). Observe: Aqueles que têm trabalho para fazer para Deus devem despertar-se a fazê-lo e fortalecer-se para isso. Ser forte na graça que está em Cristo Jesus pode ser entendido em oposição à fragilidade da graça. Onde há a verdade da graça deve haver um trabalhar para alcançar a força da graça. A medida que nossas provações aumentam, precisamos nos tornar mais fortes no que é bom: nossa fé mais forte, nossa resolução mais forte, nosso amor a Deus, e a Cristo, mais forte. Ou, pode ser entendido em oposição a sermos fortes em nossas próprias forças: “Sejam fortes, não confiando em sua própria suficiência, mas na graça que está em Jesus Cristo”.

Compare com Efésios 6.10: Fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Quando Pedro prometeu antes morrer por Cristo a negá-lo, estava confiando em sua própria força. Se estivesse forte na graça que está em Cristo Jesus, lograria mais êxito. Observe:

Existe graça em Cristo Jesus; porque a lei foi dada por Moisés, mas a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo (Jo 1.17). Existe graça suficiente nele para todos nós. Devemos ser fortes nessa graça; não em nós mesmos, em nossa própria força, ou na graça que já recebemos, mas na graça que está nele e que é o caminho para ser forte na graça. Como um pai exorta seu filho, assim Paulo exorta Timóteo com grande ternura e afeição: Tu, pois, meu filho, fortifica-te etc. Observe:

Timóteo deve contar com sofrimentos, mesmo até o sangue, e, portanto, deve treinar outros a sucedê-lo no ministério do evangelho (v. 2). Ele deve instruir outros e treiná-los para o ministério, e, dessa forma, confiar-lhes as coisas que havia ouvido. Ele deve também ordená-los para o ministério, colocar o evangelho como um depósito nas mãos deles, e, assim, confiar-lhes as coisas que havia ouvido.

Timóteo deve prestar atenção em duas coisas ao ordenar ministros: a fidelidade e integridade deles (“Confia-o a homens fiéis, que sinceramente buscam a glória de Deus, a honra de Cristo, o bem-estar das almas e o progresso do reino do Redentor entre os homens”), e também a habilidade ministerial deles. Eles não devem ter conhecimento somente, mas ser capazes de também ensinar outros, e ser aptos a ensinar. Temos aqui: O que Timóteo deveria confiar a outros — o que tinha ouvido do apóstolo entre muitas testemunhas. Ele deve entregar a outros apenas aquilo que Paulo entregara a ele e a outros, de acordo com o que havia recebido do Senhor Jesus Cristo. Ele deveria confiar a eles esse evangelho como um depósito sagrado, que deveriam guardar e transmitir de maneira pura e incorrupta a outros.

Esses a quem ele deve confiar essas coisas devem ser fiéis, isto é, homens confiáveis, e idôneos para ensinar a outros. 4. Embora os homens fossem fiéis e idôneos, ainda assim, essas coisas deviam ser confiadas a eles por Timóteo, um ministro, um homem com um cargo; porque ninguém deve introduzir-se no ministério, mas deve ter essas coisas confiadas a eles por aqueles que já estão exercendo esse ministério.

Ele deve sofrer aflições (v. 3): Sofre, pois etc. Todos os cristãos, especialmente os ministros, são soldados de Jesus Cri sto. Eles lutam debaixo da sua bandeira, em sua causa, e contra seus inimigos, porque Ele é o capitão da nossa salvação (Hb 2.10).  Os soldados de Jesus Cristo devem ser aprovados como bons soldados, fiéis ao capitão, resolutos em sua causa, e não devem desistir de lutar até que se tornem mais do que vencedores, por aquele que os amou (Rm 8.37).

Esses que provam ser bons soldados de Jesus Cristo devem suportar dificuldades; isto é, devemos esperar por elas e contar com elas neste mundo; devemos suportar e nos acostumar com elas e carregá-las pacientemente quando surgirem, e não permitir ser afastados da nossa integridade por causa delas.

Ele não deve se embaraçar com os negócios deste mundo (v. 4). Um soldado, quando é alistado, abandona sua opinião, e todos os interesses a ela relacionados, para que possa atender às ordens do seu capitão. Se nos entregamos a Cristo para sermos seus soldados, devemos nos desligar deste mundo. E, embora não tenhamos como escapar completamente dos afazeres desta vida, não devemos nos embaraçar com eles a ponto de nos distrairmos e nos afastarmos de nossas obrigações para com Deus e dos grandes interesses do cristianismo. Esses que combaterão o bom combate devem desligar-se deste mundo. Afim de agradar àquele que nos alistou paira a guerra. Observe: Um soldado deveria ter um grande cuidado em agradar seu general. A grande preocupação de um cristão deve ser buscar agradar a Cristo e ser aprovado por Ele. A forma de agradar àquele que nos chamou para ser soldados é não nos embaraçarmos com os negócios desta vida, mas estar livres dos embaraços que nos impedem em nossa guerra santa.

Ele deve cuidar para que, ao combater na guerra espiritual, siga as normas adequadas (v. 5):

Se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente. Estamos empenhando-nos pelo domínio, para obter o domínio de nossas concupiscências e depravações, para sobressair naquilo que é bom. Porém, não podemos esperar o prêmio sem que observemos as leis. Ao fazer o que é bom, devemos cuidar para fazê-lo da forma correta, para que o nosso bem não seja mal-interpretado. Observe o seguinte: Um cristão deve lutar para obter o domínio. Ele deve buscar dominar seus próprios desejos e corrupções. Ele deve militar de acordo com as leis dadas a ele. Ele deve lutar legitimamente. Aqueles que o fizerem serão coroados no final, depois que uma vitória completa for alcançada.

Ele deve estar disposto a esperar por uma recompensa (v 6): O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a gozar dos frutos. Ou, como deveria ser traduzido: O lavrador trabalhando primeiro, deve gozar dos frutos, como pode ser comparado com Tiago 5.7, Se queremos gozar dos frutos, precisamos trabalhar primeiro. Se queremos ganhar o prêmio, devemos correr a corrida. E, além disso, devemos primeiro trabalhar como o lavrador, com diligência e paciência, antes de gozarmos dos frutos. Devemos fazer a vontade de Deus, antes de alcançarmos as promessas, motivo pelo qual necessitamos de paciência (Hb 10.36).

O apóstolo destaca ainda mais as coisas que tinha dito a Timóteo e expressa seu desejo e esperança em relação a ele: Considera o que digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo (v. 7).

Aqui: Paulo exorta Timóteo a considerar aquelas coisas que mereceram sua admoestação. Timóteo deve ser lembrado a usar suas faculdades reflexivas acerca das coisas de Deus. A consideração ou ponderação é tão necessária para uma boa conduta como para uma conversa saudável.

O apóstolo ora por ele: Considera o que digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo. Observe: E Deus quem dá o entendimento. O homem mais inteligente precisa cada vez mais desse dom. Se aquele que deu a revelação na Palavra não der o entendimento no coração, não somos ninguém. Junto com nossas orações pelos outros, que o Senhor possa dar entendimento em tudo a eles, devemos exortar e despertá-los a considerar o que dizemos, porque a consideração é o caminho para entender, lembrar e praticar o que ouvimos e lemos.

Encorajamentos Ministeriais = vv. 8-13

Para encorajar Timóteo no sofrimento, o apóstolo o lembra da ressurreição de Crista (v. 8): Lembra-te de que Jesus Cristo, que é da descendência de Davi, ressuscitou dos mortos, segundo o ‘meu evangelho. Essa é a grande prova da sua missão divina, e, portanto, uma grande confirmação da verdade da religião cristã.

E a consideração disso deveria nos tornar fiéis à nossa profissão de fé cristã e deveria particularmente nos encorajar a sofrer por ela. Que os santos sofredores lembrem-se disso. Observe: 1. Devemos olhar para Jesus, o autor e consumador da nossa fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus (Hb 12.2). 2. A fé fervorosa na encarnação e na ressurreição de Jesus Cristo, e a ponderação correta a respeito delas. servirão de suporte ao cristão debaixo de todos os sofrimentos na vida presente.

Mais uma coisa para animá-lo no sofrimento era que ele tinha Paulo como exemplo. Observe:

Como o apóstolo sofreu (v. 9): Pelo que sofro […] como um malfeitor Que Timóteo, o filho, não espere um tratamento melhor do que Paulo, o pai. Paulo era um homem que fazia o bem, e mesmo assim sofreu como um malfeitor. Não devemos estranhar se esses que fazem o bem passem mal neste mundo e se os melhores homens recebam o pior tipo de tratamento. Mas o seu conforto era que a palavra de Deus não estava presa. Poderes perseguidores podem silenciar ministros e contê-los, mas não podem impedir a operação da Palavra de Deus no coração e consciência das pessoas.

Ela não pode ser amarrada por nenhuma força humana. Isso deveria encorajar Timóteo a não ter medo das cadeias por causa do testemunho de Jesus. Porque a palavra de Cristo, que deveria ser mais preciosa para ele do que a liberdade, ou a própria vida, no final não deveria sofrer nada por causa das cadeias do apóstolo.

Veja o seguinte: (1) O bom tratamento do apóstolo no mundo: sofro trabalhos; para isso ele foi chamado e designado. (2) O pretexto debaixo do qual sofria: sofro como um malfeitor. Assim os judeus disseram a Pilatos concernente a Crista: Se este não fosse malfeito não to entregaríamos (Jo 18.30). (3) A real e verdadeira causa de sofrer como um malfeitor:

Pelo que; isto é, pela causa do evangelho.

O apóstolo sofreu trabalhos nas prisões, e, mais tarde, resistiu até ao sangue, combatendo contra o pecado (Hb 12.4). Embora os pregadores da Palavra estejam muitas vezes presos, a Palavra nunca está.

Por que ele sofreu alegremente: todo sofro por amor dos escolhidos (a 10). Observe: (1) Bons ministros podem e devem animar-se diante dos serviços mais duros e dos sofrimentos mais duros, sabendo que Deus certamente trará coisas boas à sua igreja, e beneficio aos seus eleitos. Para que também eles alcancem a salvação que está em Cristo Jesus. Além da salvação da nossa própria alma deveríamos estar dispostos a fazer e a sofrer qualquer coisa para promover a salvação da alma dos outros. (2) Os eleitos são destinados a obter salvação:

Porque Deus não nos destinou para a ira, ousa para a aquisição da salvação (1 Ts 5.9). (3)

Essa salvação está em Crista Jesus, nele como a fonte, o comprador e doador dela; e ela vem acompanhada com glória eterna: não há salvação em Crista Jesus sem ela. (4) Os sofrimentos do nosso apóstolo eram por causa dos eleitos, para a confirmação e encorajamento.

Ele também anima Timóteo quanto à perspectiva de um estado futuro.

  1. Aqueles que seguem fielmente a Cristo, suas verdades, e caminhos, não importa o custo, certamente terão os benefícios disso no outro mundo: se morrermos com ele, também com ele viveremos (v. 11). Se, em conformidade com Cristo, estivermos mortos para este mundo, para os seus prazeres, ganhos e honras, iremos morar com Ele em um mundo melhor e estar para sempre com Ele. Ainda mais, embora sejamos chamados para sofrer por Ele, não perderemos com isso.

Esses que sofrem por Crista na terra reinarão com Cristo nos céus (v. 12). Aqueles que sofreram com Davi em sua humilhação foram elevados com ele na sua exaltação: assim será com aqueles que sofrem com o Filho de Davi.

  1. Estaremos nos expondo a um grande risco se formos infiéis a Ele:se o negarmos, também ele nos negará. Se o negarmos diante dos homens, Ele nos negará diante do seu Pai (Mt 10.33). E a pessoa que Cristo repudiar no final será para sempre miserável. Esse certamente será ocaso, quer acreditemos nisso ou não (v. 13): se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo. Ele é fiel às suas admoestações, fiel às suas promessas.

Nenhuma delas deixará de se cumprir, nem o menor sinal ou til. Se formos fiéis a Cristo, Ele certamente será fiel a nós. Se formos falsos com Ele, Ele será fiel às suas admoestações: Ele não pode negar-se a si mesmo; Ele não pode retrocederem relação a uma única palavra falada, porque Ele é Amém e Amém, a fiel testemunha. Observe: (1) Estar morto com Ele precede nosso viver com Ele, e as duas coisas estão conectadas: para que um ocorra o outro precisa ocorrer.

Assim, o nosso sofrimento por Ele é o caminho para reinar com Ele. Vós, que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do Homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel (Mt 19.28). (2) Esta é uma palavra fiel e digna de aceitação e deve ser crida. (3) Mas, se o negarmos, por medo ou vergonha, ou por causa de um beneficio temporário, Ele nos negará e repudiará, e não negará a si mesmo, mas continuará fiel à sua Palavra quando admoestar e quando prometer.

CONCLUSAO

O bom soldado de Cristo é assim chamado por ser um homem dedicado, que permanece em guarda e está disposto a sofrer pela causa de Cristo. Os soldados em serviço não contam com segurança e facilidade. Pelo contrário, dureza, riscos e sofrimento são aceitos sem contestação.

O soldado luta em meio ao sofrimento; o atleta compete com honestidade; o lavrador é destacado pelo seu trabalho árduo, O termo labutar (kopiao) significa “cansar-se, fatigar-se”. O sucesso na lavoura só é conseguido com muito trabalho. O agricultor precisa ser conhecedor do solo, das técnicas de plantio, dos tipos de sementes, das estações climáticas; mas todo esse conhecimento sem um trabalho exaustivo não lhe dará o resultado desejado.

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

BIBLIOGRAFIA

Comentário Bíblico Mathew Henry

Guia do Professor = Desafios de Um Jovem Líder – Editora Cristã Evangélica

EU SEI EM QUEM TENHO CRIDO

TEXTO ÁUREO =“(….) porque eu sei  em quem tenho crido e estou certo de  que e poderoso para guardar o meu deposito ate aquele Dia.”

VERDADE PRÁTICA = O crente, assim como o líder, precisa ter convicção de sua chamada e de sua condição de salvo em Jesus Cristo.

LEITURA BÍBLICA = 2 TIMÓTEO 1.3-8= 2.1-4

Louvado seja o nosso Deus e pai, criador dos céus e da terra e que muito nos abençoará – mais uma vez – nessa noite por meio de Sua palavra.

Nosso texto de hoje é uma tendência oposta ao que vemos proliferando pelos arraiais evangélicos – ou que acha que entende o evangelho – pois fala da certeza sobre em quem temos depositado nossa confiança. Veremos que para o homem de Deus permanecer firme diante das situações adversas da vida, se faz necessário que ele compreenda algumas – para não dizer, muitas! – questões referentes ao evangelho e sua mensagem. Paulo nos orientará

mediante sua confissão inabalável quanto à certeza no seu Salvador.

Enquanto a primeira carta de Paulo a Timóteo teve um cunho mais eclesiástico – isto é, visava a estrutura daquela igreja – a segunda – parece – ser dirigida mais especificamente ao próprio destinatário e às dificuldades com que ele iria se deparar.

Paulo inicia sua segunda carta a Timóteo, afirmando – novamente, pois o fez também em 1Tm 1:1 – que era apóstolo pela vontade de Deus, mas não somente isso, mas que havia sido constituído para tal fim “segundo a promessa da vida que está em Cristo Jesus” (v.1). Paulo não invoca sobre si um mero título – como muitos o fazem hoje em dia – ou proclama a Timóteo que ele um apóstolo porque gostava de ter alguns “status” entre os crentes, mas lhe diz que assim é pois vive “segundo a promessa da vida que está em Cristo Jesus”.

Ele então continua dizendo que serve a Deus com uma consciência pura, não fingida, não egoísta, mas como uma espécie de amor altruísta, isto é, voltado para o próximo – “Dou graças a Deus, a quem desde os meus antepassados sirvo com uma consciência pura, de que sem cessar faço memória de ti nas minhas orações noite e dia” (v.2 – ênfase minha).

Após instar a Timóteo para que permanecesse nos retos caminhos em que havia sido ensinado (vs.4-6), Paulo anima o seu amado para que não se deixasse levar pelas situações adversas ou pensasse que o Senhor não o havia instituído para aquele ofício, mas sim que “Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação” (v.7) – pois era necessário que Timóteo entendesse que a força do Senhor estava com ele, apesar de tudo que teria de suportar.

Então, Paulo exorta Timóteo para que não perdesse as esperanças no evangelho – pois, se Paulo continuava a labutar em prol do reino porque tinha sido constituído apóstolo, “segundo a promessa da vida que está em Cristo Jesus” (v.1),

Isso também seria verdadeiro para Timóteo que havia recebido a bênção de Paulo (v.6) – e para que não se envergonhasse do evangelho, mas “antes participa das aflições do evangelho segundo o poder de Deus” (v.8). Contudo, a finalidade da exortação não era apenas para que Timóteo compartilhasse das aflições de Paulo, mas sim para mostrar que Paulo – e Timóteo também viria a experimentar (veja os versículos mais adiante) – estava sofrendo por aquele “nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos” (v.9), declarando a Timóteo a grandiosa obra que estava diante dele.

Porém, Paulo não prende-se ao tempo passado, mas diz que o propósito de sua vida – que já há muito havia sido predestinada – no tempo presente se dá por meio da “aparição de nosso Salvador Jesus Cristo, o qual aboliu a morte, e trouxe à luz a vida e a incorrupção pelo evangelho” (v.10).

Ou seja, por meio de Jesus Cristo, aquela “santa vocação” de Paulo e Timóteo que havia sido predestinada “antes dos tempos dos séculos”, agora havia se tornado realidade mediante “aparição de nosso Salvador Jesus Cristo” e no qual Paulo havia sido “constituído pregador, e apóstolo, e doutor dos gentios” (v.11)

Finalmente, Paulo escreve dizendo como isso se traduz em sua vida: “Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho; porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia” (2Tm 1:12). Nesse momento, como que fazendo uma pausa para recuperar as energias, ele descreve a Timóteo como que conseguia ser prisioneiro (v.8) e viver a vida pela fé em Cristo Jesus, e a resposta encontrasse no meio de nosso versículo: “porque eu sei em quem tenho crido”.

Muitos hoje em dia olham para a vida de Paulo e gritam: “Eu queria ser como Paulo! Ser mestre da Lei, apóstolo de Cristo, ter servido às igrejas, ter levado o evangelho da salvação, ter presenciado muitos milagres, ser reconhecido pela igreja, ter minhas palavras perpetuadas pelo tempo…”, contudo, esquecem-se que a vida de Paulo – e de tantos outros! – não foi apenas isso.

“Porque tenho para mim, que Deus a nós, apóstolos, nos pôs por últimos, como condenados à morte; pois somos feitos espetáculo ao mundo, aos anjos, e aos homens.Nós somos loucos por amor de Cristo, e vós sábios em Cristo; nós fracos, e vós fortes; vós ilustres, e nós vis. Até esta presente hora sofremos fome, e sede, e estamos nus, e recebemos bofetadas, e não temos pousada certa, E nos afadigamos, trabalhando com nossas próprias mãos. Somos injuriados, e bendizemos; somos perseguidos, e sofremos; Somos blasfemados, e rogamos; até ao presente temos chegado a ser como o lixo deste mundo, e como a escória de todos. Não escrevo estas coisas para vos envergonhar” (1Co 4:9-14).

“Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo.

Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos; Em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez. Além das coisas exteriores, me oprime cada dia o cuidado de todas as igrejas” (2Co 11:24-28).

Paulo também teve alguns – na verdade, muitos! – conhecidos e companheiros engolidos pelos mares da incredulidade – “Conservando a fé, e a boa consciência, a qual alguns, rejeitando, fizeram naufrágio na fé.

E entre esses foram Himeneu e Alexandre, os quais entreguei a Satanás, para que aprendam a não blasfemar” (1Tm 1:18-20). “Procura vir ter comigo depressa, Porque Demas me desamparou, amando o presente século, e foi para tessalônica” (2Tm 4:9,10). “Alexandre, o latoeiro, causou-me muitos males; o Senhor lhe pague segundo as suas obras. Tu, guarda-te também dele, porque resistiu muito às nossas palavras. Ninguém me assistiu na minha primeira defesa, antes todos me desampararam” (1Tm 4:14-16).

Contudo, esse homem ainda podia dizer: “eu sei em quem tenho crido”.

Amados irmãos, certamente que temos muito a aprender com essas poucas palavras. Aqui, gostaria de frisar 3 apontamentos importantes para a vida cristã:

  1. É necessário que Deus se revele ao homem e o fortaleça

A força motivadora de Paulo é encontrada no primeiro versículo: “Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus” (v.1).

Assim como em suas outras cartas, Paulo procurou deixar claro que o fato dele sofrer o que sofria, era porque havia recebido o apostolado de Jesus Cristo – isto é, havia sido chamado para proclamar a bênção de Deus e implantar novas igrejas por onde Ele o guiasse – e que não era ele mesmo quem batalhava, mas Cristo por ele: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim” (Gl 2:20)

Paulo sabia que se não fosse pelo Senhor, ele não iria a lugar algum e certamente já teria abandonado a fé. – “Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade” (Fp2:13).

O apóstolo Paulo – e também todos os demais grandes homens da Bíblia – tinha a certeza de que era Deus quem o fortalecia, que era Ele quem o guiava, que era Ele quem o inspirava: “Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém” (Rm 11:36). Paulo não via-se lutando inutilmente, mas “Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3:14) – ele sabia em que cria.

Paulo era consciente de que havia sido instituído como apóstolo “pela vontade de Deus” e não por suas próprias forças – ou por seu “livre arbítrio” – pois quem em sã consciência escolheria viver uma vida sofredora em vez de poder desfrutar dos “prazeres” – ainda que efêmeros e ínfimos – dessa vida? Que razões Paulo teria para seguir um Cristo crucificado e que era zombado por todos? De que valeria viver uma vida seguindo um homem que se dizia ser filho do Rei, mas que no entanto não pôde nem ao menos descer de uma cruz?

Certamente que Paulo levava cativo em seu coração as palavras ditas aos romanos: “Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece” (Rm 9:16).

  1. O homem de Deus precisa conhecer muito bem o evangelho

É um erro extremamente grosseiro o fato de hoje em dia vermos pessoas serem tão avessas à intelectualidade. Está “na moda” ser relativo, ser indiferente, ser voltado para si mesmo, buscar o seu próprio prazer, ganhar dinheiro à custa de outros e uma série de atos estranhos à Escritura. É lamentável vermos a deterioração dos inúmeros “ministérios” que proliferam mais que postos de gasolina, farmácias ou padarias, sem ao menos atentarem para as palavras de Jesus: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste!” (Mt 23:37). Tais “ministérios” não percebem que mais pregam as “boas novas” do homem pecador do que as boas novas do Santo Salvador.

Quando falamos sobre intelectualidade e o repulso que isso causa nas pessoas – afinal, para tais, ser intelectual é ser “nerd”, retrógrado, sem alegria pela vida, um indivíduo taciturno, quase que desconectado da sociedade – isso não significa que somente os crentes que souberem grego, hebraico, aramaico e geografia bíblica serão salvos, contudo, importa-nos notar que precisamos conhecer a quem temos seguido.

A Bíblia nos diz: “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que não entra pela porta no curral das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador. Aquele, porém, que entra pela porta é o pastor das ovelhas. A este o porteiro abre, e as ovelhas ouvem a sua voz, e chama pelo nome às suas ovelhas, e as traz para fora. E, quando tira para fora as suas ovelhas, vai adiante delas, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. Mas de modo nenhum seguirão o estranho, antes fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos” (Jo 10:1-5).

Observemos que em momento algum Jesus nos diz que o pastor fica atrás das ovelhas dando-lhes chicotadas ou ferindo-as desnecessariamente – como que para infundir-lhes terror e medo – mas antes vai à frente, guiando-as e tão somente elas o seguem, “porque conhecem a sua voz”. Jesus também não demonstra estar apreensivo com a possível chance de algumas delas se perderem, pois “conhecem a sua voz”.

As ovelhas do Senhor sempre ouvem e para sempre ouvirão a sua voz, ainda que durante o tempo de sua peregrinação sofram assaltos, fome, sede, nudez, ventos contrários, raios, terremotos e qualquer outra coisa que possa lhes tentar a desviarem-se do único e reto caminho caminho. E para aqueles que saíram e não mais voltaram, a Bíblia nos alerta: “Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós” (1Jo 2:19).

O pastor puritano Richard Baxter, ao escrever sobre os sermões e como isso deveria se dar na vida da igreja, escreveu no capítulo “Orientações Sobre Como

Ouvir com Proveito a Palavra Pregada, no Christian Directory: Não vinde ouvir com um coração desatento, como se viésseis ouvir uma questão que pouco vos interessa, mas vinde com um senso da indizível importância, necessidade e consequência da Santa Palavra que viestes ouvir; e quando entenderdes o quanto isso vos envolve, será de grande ajuda compreenderdes cada verdade em particular… Esforçai-vos diligentemente por aplicar a Palavra, enquanto a estiverdes ouvindo… Não deixeis tudo ao encargo do ministro, como aqueles que não irão além do que forem empurrados… Tendes um trabalho a fazer, tanto quanto o pregador, e deveríeis estar tão ocupados quanto ele… deveis abrir vossas bocas, digerindo a Palavra, pois ninguém pode digeri-la em vosso lugar… logo, trabalhai o tempo todo, abominando o coração preguiçoso no ouvir, tanto quanto um ministro preguiçoso. Ruminarei e recordai tudo ao chegardes em casa, em vossos quartos, e, mediante a meditação, pregai novamente a vós mesmo. Se a prédica for exposta friamente pelo pregador, então… pregai com maior vigor aos vossos corações…” Costumamos lamentar, hoje em dia, que os ministros não sabem pregar; mas não é igualmente verdadeira que nossas congregações não sabem ouvir? [1]

Para que uma conversão seja sólida, segundo Baxter, é indispensável o conhecimento da verdade. “Um homem pode ir para o inferno com conhecimento”, afirma ele, “mas ele certamente irá para o inferno se não o tiver”, pois como “pode amar e servir a Deus a quem não conhece?” [2]

Certamente que tais palavras nos soam um tanto ásperas, mas isso não é culpa delas mesmas, mas sim de nossos corações obscurecidos e ainda propensos para a auto satisfação. É lamentável que muitos professos da fé cristã não atentem para a exortação bíblica: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2Tm 2:15).

Nossas igrejas estão cheias de bodes que são tratados como ovelhas e ovelhas que são tratadas como bodes. Homens e mulheres precisam urgentemente ser colocados contra a parede do evangelho e exortados: “Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados” (Ef 4:1) e ainda: “Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” (Rm 8:9).

Novamente, Baxter nos útil nessa questão: Toda pessoa dotada de uma alma capaz de fazer questionamento, deveria conhecer o Deus que a criou e para qual finalidade deveria viver; e também deveria conhecer o caminho para a sua felicidade eterna, tanto quanto os eruditos. Vocês não têm almas a serem ganhas ou perdidas, tanto quanto os eruditos? Deus deixou clara para vocês a sua vontade em sua Palavra; Ele lhes tem dado mestres e muitos outros meios, de tal modo que vocês não terão desculpa se forem ignorantes; vocês devem saber como ser crentes, mesmo que não sejam eruditos.

Vocês poderão chegar ao céu usando o inglês, embora não tenham conhecimento do hebraico ou grego, mas nas trevas da ignorância vocês jamais chegarão lá. …Portanto, se pensam que podem justificar-se diante da sua falta de conhecimento, então poderão também pensar que podem justificar-se diante da falta de amor e de obediência, pois essas virtudes não podem existir sem o conhecimento… Se ao menos vocês estivessem dispostos a obter o conhecimento de Deus e das realidades celestes, assim como estais dispostos a conhecer as artes de seus negócios, vocês já teriam começado a muito tempo, não poupando esforços nem dores para obter esse conhecimento. Mas vocês pensam que sete anos é pouco para aprender a sua profissão e, no entanto, não querem dedicar um dia, em cada sete, para aprenderem com diligência as questões atinentes à salvação de suas almas. Se o céu é elevado demais para vocês pensarem nele e se prepararem para ele, então ele é elevado demais para vocês chegarem a possuí-lo”. [3]

“Porque eu quero a misericórdia, e não o sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos” (Os 6:6).

  1. É necessário que o homem de Deus leve cativo a promessa da vida eterna

Por fim, Paulo podia viver e seguir em frente a sua jornada, pois vivia “segundo a promessa da vida que está em Cristo Jesus” (v.1). “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem” (Hb 11:1).

Paulo não conseguia enxergar – literalmente – o seu fim, nem tampouco tinha uma “visão além do alcance”, contudo, vivia segundo a fé e a promessa da vida que está em Cristo Jesus.

Meus amados, como temos nos esquecido de que somos forasteiros nesse mundo, que estamos apenas de passagem e que nada mais importa a não ser vivermos para proclamar e glorificar a Deus nesse mundo. É indispensável que nos lembremos diariamente do céu e de suas promessas, pois caso contrário, certamente fraquejaremos.

Assim como um jardim – na ilustração de Spurgeon – precisa de constantes cuidados para que não se introduzam sorrateiramente ervas daninhas e toda sorte de pestes, assim também é necessário que o homem de Deus examine a sim mesmo a cada dia para que veja se não cresce junto ao seu coração qualquer semente maligna que possa dissimular heresias e vontades contrárias ao evangelho de nosso Senhor e Salvador.

Que possamos refletir sobre em quem temos crido e se de fato estamos conscientes de quem Ele é em si mesmo e o que significa isso em nossas vidas. Que o Espírito Santo de Deus nos guie junto à nossa consciência e mostre-nos se de fato temos vivido uma vida segundo o Seu propósito, e quando isso acontecer, que nos lembremos das santas e sábias palavras: “E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos” (Tg1:22).

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

Notas:

[1] Citado em: Entre os Gigantes de Deus, J. I Packer – pág. 275

[2] Citadoem: http://www.monergismo.com/textos/vida_piedosa/medita_baxter.pdf

[3] Citado em: Entre os Gigantes de Deus, J. I. Packer – pág. 75 e 76 – Richard Baxter viveu entre 1615 e 1691.

Publicado no Blog do Ev. Isaías de Jesus

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