Caim Era do Maligno – Ev. Luiz Henrique

Caim Era do Maligno – Ev. Luiz Henrique

Lição 5 – Caim Era do Maligno

4º trimestre de 2015 – O Começo de Todas as Coisas – Estudos Sobre O Livro de Gênesis

Comentarista da CPAD: Pr. Claudionor Correa de Andrade

Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva

NÃO DEIXE DE ASSISTIR AOS VÍDEOS DA LIÇÃO ONDE TEMOS MAPAS, FIGURAS, IMAGENS E EXPLICAÇÕES DETALHADAS DA LIÇÃO

http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm

 

TEXTO ÁUREO
“[…] Que nos amemos uns aos outros. Não como Caim, que era do maligno e matou a seu irmão […].” (1 Jo 3.11,12)

 

VERDADE PRÁTICA
Quem ama de verdade não se deixa dominar nem pela inveja nem pelo ódio.

 

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Gn 4.1 – Caim, o primogênito de Adão, era mau
Terça – Gn 4.2 – Caim, foi um importante lavrador da terra
Quarta – Gn 4.5 – Caim e sua oferta foram rejeitados por DEUS
Quinta – Gn 4.6 – Caim tinha o seu coração tomado pelo rancor
Sexta – Gn 4.8 – O ódio e o rancor fizeram de Caim um homicida
Sábado – 1 Jo 3.12 – Caim foi dominado pelo pecado, pois seu coração era mau

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – Gênesis 4.1-10

1 – E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu, e teve a Caim, e disse: Alcancei do Senhor um varão. 2 – E teve mais a seu irmão Abel; e Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra. 3 – E aconteceu, ao cabo de dias, que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao SENHOR. 4 – E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura; e atentou o SENHOR para Abel e para a sua oferta. 5 – Mas para Caim e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o seu semblante. 6 – E o SENHOR disse a Caim: Por que te iraste? E por que descaiu o teu semblante? 7 – Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti? E, se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e para ti será o seu desejo, e sobre ele dominarás. 8 – E falou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel e o matou. 9– E disse o Senhor a Caim: Onde está Abel, teu irmão? E ele disse: Não sei; sou eu guardador do meu irmão? 10 – E disse DEUS: Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra.

 

OBJETIVO GERAL
Conscientizar dos perigos de se deixar dominar pela inveja e pelo ódio.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Explicar porque Caim era do maligno;

Compreender porque DEUS rejeitou o sacrifício de Caim;

Explicar que ódio e a inveja de Caim o levaram a matar seu irmão.

 

PONTO CENTRAL – O coração de Caim era mau, por isso, DEUS rejeitou a sua oferta.

 

Resumo da Lição 5 – Caim Era do Maligno

I – CAIM, SEGUIDOR DE SATANÁS
1. A semente da mulher.

2. O agricultor.
3. A apostasia de Caim.

II – O CULTO DE CAIM

  1. O sacrifício rejeitado.
  2. A atitude interior reprovada.
  3. O pecado sempre presente.

III -CAIM NÃO GUARDOU O SEU IRMÃO

  1. O crime.
  2. O álibi.
  3. A marca do crime.


SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO top2
“‘E irou-se Caim fortemente’ (4.5). A ira de Caim mostra quão decidido ele estava em agir por conta própria, sem se submeter a DEUS. A ira é uma emoção destruidora. Nunca poderemos nos desculpar por ter ofendido alguém dizendo: ‘Tenho um temperamento agressivo’. Precisamos considerar a ira como pecado e conscientemente nos submeter à vontade de DEUS” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p 28).

 

PARA REFLETIR – A respeito do livro de Gênesis:
O que levou Caim a odiar Abel?
O fato da oferta de Abel ser aceita e a dele não.
Como era o culto de Caim?
O culto de Caim era para satisfazer o seu ego.
Por que o ofertório de Caim foi reprovado?
Porque seu coração era mau, cheio de inveja e ódio.
Que desculpa deu Caim ao Senhor?
Ele afirmou estar em outro lugar quando da morte de Abel.
Quais as características da geração de Caim?
Uma geração perversa e contumaz.

 

CONSULTE – Revista Ensinador Cristão – CPAD, nº 64, p. 39.

Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos

 

SUGESTÃO DE LEITURA

Hermenêutica Fácil e Descomplicada, Quem é Você para Julgar e Visão Panorâmica do Antigo Testamento

 

Comentários extras de vários autores com algumas modificações do Ev. Luiz Henrique

Caim ofertou e fez culto como todo mundo faz. Muito louvor, pregação, avisos, etc… Abel fez culto de adoração, ofereceu sua própria vida (animal em seu lugar)

Como o sangue desse animal prefigurava o sangue de JESUS na cruz e o sacrifício desse animal prefigurava o sacrifício de JESUS na cruz:

Pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e por ela, depois de morto, ainda fala. Hebreus 11:4

Primeiro. todos estavam expulsos do Éden, portanto no Éden ninguém mais entrou.
Segundo. os filhos de Adão aprenderam com seu pai a adorar a DEUS.
Terceiro. Um filho era adorador e puxou para o lado bom.
Quarto. O outro filho era do maligno. Prestou culto, nas não adorou. [Não como Caim, que era do maligno e matou a seu irmão […].” (1 Jo 3.11,12)]
Quem estava em Caim sabia o que era matar e instigou Caim a matar seu irmão. Ele veio para matar, roubar e destruir. Roubou a paz dos irmãos, destruiu a família de Adão, matou a semente boa de Adão, seu filho Abel.

João diz que Caim invejava Abel, pois suas obras eram más, enquanto os do seu irmão eram mais justas (1Jo 3.12), e nós Lemos em Hebreus que “pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício que Caim” (Hb 11.4).

 

O SINAL DE CAIM – Será???  –   Entre neste endereço para ver gigantes na terra http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/sinal_de.htm

por Mário Renato Castanheira Fanton.

    Em Gênesis, capítulo 4 há a descrição do pecado de Caim, ou seja, aquele em que ele matou Abel, devido a aceitação de Deus à oferta de seu irmão e rejeição da sua. Em virtude desse pecado houve uma conseqüência, qual foi: …”Agora maldito és desde a terra , que abriu sua boca para receber das tuas mãos o sangue do teu irmão. Quando lavrares o solo, não te dará mais a sua força: fugitivo e errante serás pela terra. …O Senhor, porém lhe disse: Portanto qualquer que matar a Caim será vingado sete vezes. E pôs o Senhor um sinal em Caim, para que não o ferisse quem quer que o encontrasse”….(Gênesis 4:11,12e15) Agora, passaremos a analisar qual seria esse sinal: Quando a Bíblia, antes de começar a falar de Noé no capítulo 6 de Gênesis, relata um fato interessante e misterioso, que, …”os filhos de Deus viram que as filhas dos homens eram formosas, e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram. Então disse o Senhor: Não permanecerá o meu Espírito para sempre com o homem, pois este é mortal; os seus dias serão cento e vinte anos. Havia naqueles dias gigantes na terra, e também depois, quando os filhos de Deus conheceram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos. Estes foram valentes, os homens de renome que houvera na antiguidade”…. Duas teorias tem surgido para explicar o fato supra mencionado, porém somente a segunda parece-nos coerente, o que pretenderemos mostrar a seguir: A primeira diz, serem filhos de Deus, anjos, é isso mesmo, seres celestiais, baseados no texto de Jó 1:6. Os que assim o fazem, pensam que, porque o texto se refere a filhos de Deus apresentando-se perante o Senhor e logo em seguida aparece também Satanás(anjo caído). Os filhos aqui nesse caso, tem que ser igual a Satanás em espécie, o que não é verdade. Porque esses não poderiam ser aqueles que já morreram e que terão que comparecer perante o tribunal de Cristo? A Bíblia é omissa e não apresenta nenhuma margem para tal interpretação, o que torna perigoso uma análise do tipo. Esses que assim pensam, fundamentam-se também no texto de Judas 1:6 combinado com Apocalipse 9:14. (JD 1:6) “E aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia;” (AP 9:14) “A qual dizia ao sexto anjo, que tinha a trombeta: Solta os quatro anjos, que estão presos junto ao grande rio Eufrates.” Esses anjos, referidos nos textos mencionados, não precisam ser os mesmos de Gênesis 6, mas sim aqueles que se rebelaram juntamente com Lúcifer. Nessa rebelião, somou-se 1/3 dos anjos do céu. Todos nós sabemos que anjo é o gênero da qual existem muitas espécies(querubim, Serafim, arcanjo, etc…). Esses, referidos em Ap. 9:14, com certeza possuem diferente espécie da grande maioria, possuem graus diferentes de poder. Por isso, pelo fato de possuírem grandes poderes é que estão presos em cadeias, para que Deus os libertando façam todo o mau previsto em Apocalipse. Mas o que derruba por terra esta teoria é o que Jesus disse a respeito de anjos nos textos de Mt 22:30; Mc12:25 e Lc 20:35. Disse que no céu, todos nós seremos iguais aos anjos, não nos casaremos, nem seremos dados em casamento, ou seja, não haverá a hipótese, dentre outras, de podermos relacionarmos sexualmente. Quanto a segunda teoria, bem mais coerente do ponto de vista Bíblico e também será um ponto de apoio de nosso estudo, fundamenta-se nos seguintes argumentos: Gênesis 4:25 descreve que Adão teve um outro filho com Eva, Sete. Este veio substituir Abel, seu irmão que houvera morrido. No versículo 26 do capítulo 4, continua a dizer que Sete teve um filho, a qual pôs o nome de Enos, e foi nesse tempo que os homens começaram a invocar o nome do Senhor. Em Atos 2:21 diz que todo aquele que invocar o Senhor será salvo. Portanto, sabemos que quem é salvo, conseqüentemente, se torna filho de Deus. Já que é assim , esses seres mencionados em Gênesis, por analogia ao versículo de Atos, são considerados filhos de Deus. Após o pecado de Caim e sua punição por parte de Deus, ele se retirou da presença do Senhor e foi habitar numa terra ao Oriente do Éden, cujo o nome era Node. Lá ele teve filhos, e a partir do versículo 18 até o 24, do capítulo 4 de Gênesis, fala da descendência de Caim. Em seguida, no capítulo 5 descreve a descendência de Sete, filho de Adão, sendo que no final dessa última descrição há uma observação importante de que esse é o tempo em que os homens começaram a buscar a Deus. O capítulo 6 inicia falando sobre o relacionamento entre os filhos dos homens e os filhos de Deus. O interessante é que Deus no versículo 16, capítulo 34 do livro de Êxodo diz para Moisés alertar o povo de Israel que quando eles viessem a possuir a terra prometida, seus filhos não tomassem por mulheres das suas filhas, para não se prostituírem após outros deuses. O que mais chama a atenção é que Deus usa o mesmo termo de Gênesis 6, seus filhos(filhos de Deus pois era povo de Deus)e suas filhas(filhas dos homens, pois eram do mundo e adoravam outros deuses). O que vem a reforçar a idéia acima é o fato de que, após o relato inicial em Gênesis 6, o texto mostra a ira de Deus contra a corrupção humana nos versículos 6 e 7 resultando na destruição da raça humana com o dilúvio e a salvação apenas da família de Noé, porque este era justo e temente a Deus, não tendo se corrompido como os demais(Hb 11:7). Mas, como Deus destruiu a todos, exceto Noé, o que aconteceu com aquele povo de Gênesis 4:26 que começara a invocar o nome do Senhor? Com certeza se corrompeu, pois se não o tivesse, Deus os teria preservado como fez com Noé. Como se corromperam? Conforme descreve Gênesis 6:2, ou seja, tendo visto os filhos de Deus(aqueles que invocavam o nome do Senhor) que as filhas dos homens(descendência de Caim. Pecadores que se retiraram da presença do Senhor) eram formosas e tomaram mulheres para si de todas as que escolheram. Fatos semelhantes a esse aconteceu também com: Sansão que, pelo fato de ter buscado uma mulher dentre os filisteus, Dalila, se corrompeu (Juízes 14:1 a 3. Note que nesse caso, que o vers. 1 emprega o termo: “filhas dos Filisteus”. Poderia ter-se dito “gentios”, mas não foi); Salomão(1 Reis 11:3). O que aconteceu com Salomão e Sansão também aconteceu com esses filhos de Deus, expressão essa, usada apenas para diferenciar o povo de Deus dos gentios, e não anjos como muitos, erroneamente, pensam. O que acontece no versículo 1 de Gênesis é uma justificativa do castigo previsto no versículo 3, como também, acontece nos 5 e 6. Se fossem anjos, a punição deveria vir apenas para eles e não para os homens, posto que são de maior força, podendo dominar facilmente os humanos e fazerem o que quiser, como o diabo, também, muitas vezes faz com as pessoas. Portanto, volto a afirmar que filhos dos homens são aqueles descendentes de Sete que começaram a invocar o nome do Senhor, e filhos dos homens são os descendentes de Caim que se afastaram de Deus e começaram a pecar. Agora, passaremos a analisar o mérito do assunto. Vocês devem estar pensando, porque falar sobre Gênesis 6, sendo que o sinal está no capítulo 4. Acontece que ambos estão intimamente ligados e antes de irmos ao mérito devemos esclarecer algumas coisas preliminarmente. O versículo 4 do capítulo 6 fala que: “Havia naqueles dias gigantes na terra, e também depois, de quando os filhos de Deus conheceram as filhas dos homens”….Por que será que há essa observação, quanto a gigantes, nessa passagem? Porque isso tem tudo a ver com o contexto, é óbvio. Repare bem, como fala o texto: “que havia naqueles dias gigantes, e também depois…”.Se já havia gigantes antes da relação entre os filhos dos homens e os de Deus, da onde teriam vindo esses, sendo que Deus deveria também os ter criado, posto que Ele tudo criou? Qual seria a razão dessa criação diferente do ser humano normal?. Deus não criou os gigantes a tôa, tem um objetivo, o de diferenciar uma espécie de humanos de outros. O texto acima mostra que eles já existiam na terra antes daqueles fatos descritos. Se eles já existiam foram criados, para diferenciar Caim e seus descendentes do resto da população. O sinal colocado em Caim deveria ser um que, quem o visse ficasse com medo. Todos, ao vê-lo teriam que ter medo dele, para assim, não tentar matá-lo. Deus não iria sair avisando a todos que o homem de tais características não deveria ser morto. Deus pôs algo em Caim que já amedrontaria a todos pela aparência, afinal o objetivo desse sinal era: (GN 4:14) “Eis que hoje me lanças da face da terra, e da tua face me esconderei; e serei fugitivo e vagabundo na terra, e será que todo aquele que me achar, me matará.”(GN 4:15) “O SENHOR, porém, disse-lhe: Portanto qualquer que matar a Caim, sete vezes será castigado. E pôs o SENHOR um sinal em Caim, para que o não ferisse qualquer que o achasse.”. Tanto é verdade que quando Moisés enviou espias para Canaã, eles voltaram dizendo estar cheia de pessoas de grande estatura(Nm13:33), e no versículo 31 e 32 de Números, capítulo 13, também fala que Israel não podia atacar aquele povo, pois era mais forte, como também eram de grande estatura e a terra devorava seus moradores. Fato semelhante que ilustra essa idéia é, aquele em que Golias se apresenta para guerrear contra Israel e todos ao verem o gigante, espantaram-se e temeram muito(1Sm 17:11). É evidente, portanto, que a característica de gigante era colocar medo em quem os encontrasse. Mas, todos devem estar pensando como se explica o fato de haverem gigantes na terra após a destruição dessa pelo dilúvio e preservação apenas da família de Noé. A explicação é simples. Do casamento dos filhos de Deus(descendentes de Sete) e os filhos dos homens(descendentes de Caim), saíram os homens valentes da antiguidade. Por que a Bíblia não fala exatamente que resultou dessa união, os gigantes? Porque há que se lembrar da lei da genética. Entendemos que a Bíblia diz apenas que, Deus transformou Caim em gigante e só. Seus filhos, poderiam ser ou não gigante, já que sua esposa era normal. Um exemplo é o de um casal que tem filhos, cujo marido é alto e a esposa baixa, há a probabilidade de a criança ser alta como o pai, ou baixa como a mãe. Assim também aconteceu com os descendentes de Caim, nem todos seus filhos e filhas eram gigantes, mas apenas alguns. Os descendentes(homens ou mulheres) que não eram gigantes, mesmo assim possuíam em seu código genético “gens” de gigantes, podendo gerar filhos que fossem, conforme a genética atual explica possibilidades semelhantes, é obvio que se referindo a outras características. É claro que Deus ao fazer isso com Caim, não transformou apenas sua

estatura, mas também lhe deu mais força, proporcional ao seu tamanho, o que quer dizer que quem, dos seus descendentes, não fosse gigante poderia possuir a força de um. Isso explica o fato da Bíblia falar em homens valentes da antiguidade. Significa que esses, eram apenas homens de grande força, daí a diferenciação que o texto faz entre esses e aqueles. Com a destruição da raça humana no dilúvio e preservação da família de Noé, como se explica o surgimento dos gigantes na nova terra de Noé e sua família, já que Davi lutou contra o gigante Golias, e também Josué e os espias viram gigantes na terra prometida? É importante estabelecermos, preliminarmente que, as pessoas que entraram na arca com Noé eram: Noé, esposa, três filhos e três noras. Foi a partir desses que surgiram os gigantes, posto que todos o demais humanos foram destruídos. Dentre os filhos de Noé não poderia haver “gen” de gigante, já que Noé foi o único justo num mundo corrompido e com certeza se assim foi, não teria ele feito como os demais e tomado mulher para si dentre aquelas dos filhos dos homens(descendentes de Caim). Se seus filhos não possuíam o “gen” de gigante, quem possuía? Com certeza, uma das esposas dos filhos de Noé. Essa esposa certamente era a de Cão, porque se formos analisar algumas coisas chegaremos a conclusão clara disso. Vejamos: 1) No capítulo 9, versículo 20 em diante do livro de Gênesis notamos uma passagem onde o filho de Noé, Cão, tendo visto a nudez de seu pai fez algo de muito errado, que a palavra não especifica, mas na qual lhe gerou uma conseqüência muito drástica: (Gn 9:25) “E disse: Maldito seja Canaã; servo dos servos seja aos seus irmãos.” (Gn 9:26) “E disse: Bendito seja o SENHOR Deus de Sem; e seja-lhe Canaã por servo.” (Gn 9:27) “Alargue Deus a Jafé, e habite nas tendas de Sem; e seja-lhe Canaã por servo.” Para que Cão tenha cometido tamanho pecado, com certeza a influência da convivência com sua esposa (descendente dos filhos de Caim) o tenha levado a isso. 2) Outra evidência clara é que, se formos reparar a partir do versículo 6, do capítulo 10 de Gênesis, a Bíblia começa a descrever os descendentes de Cão. O interessante, a princípio, é de se observar que um dos filhos de Cão se chama Canaã. Se vocês se lembrarem, quando Deus chama a Abrão para ir para a terra prometida, a terra é a de Canaã(GN 12:5-“E tomou Abrão a Sarai, sua mulher, e a Ló, filho de seu irmão, e todos os bens que haviam adquirido, e as almas que lhe acresceram em Harã; e saíram para irem à terra de Canaã; e chegaram à terra de Canaã.”). Naquela época, quando a terra era desabitada e alguém a possuísse primeiramente, colocava-se o nome do conquistador ou de seu povo àquela terra. Exemplo claro disso encontra-se em Gênesis 4:17, onde Caim tem um filho e dá o mesmo nome da criança a uma cidade que acabara de edificar. Era costume de Caim, que passou a seus descendentes dar nome às cidades, semelhantes aos dos filhos, o que também se fez com Canaã. Ela inicialmente foi habitada pelo filho de Noé, Canaã, daí advém seu nome. E como defendemos ser a mulher de Cão uma descendente dele, nada mais óbvio, seus descendentes fazerem como faziam os ascendentes no passado. Era algo que se aprendeu com os antepassados. Mas, o que isso tem a ver com o tema em análise? Tem tudo a ver. Quando Josué foi espiar a terra prometida, a terra era a de Canaã, e lá eles avistaram os gigantes (Nm 13:28,33). Agora, como se explica o fato de haverem gigantes na terra de Canaã? Então, diante de tudo que falamos, concluímos que esses encontrados naquela região eram os descendentes de Cão, filho de Noé, cuja esposa era descendente de Caim e também, talvez, podia não ser gigante, mas carregava em seu código genético o “gen” deles. O versículo 19 do capítulo 10 de Gênesis confirma tudo que foi dito, porque fala que o termo dos cananeus foi desde Sidom, em direção a Gerar, até Gaza; em direção a Sodoma, Gomorra, Admá e Zeboim, até Laza. A terra de Sodoma e Gomorra é exatamente a planície que os espias avistaram e percorreram, ou seja, é o local da terra prometida. 3) Se observarmos ainda na genealogia de Cão em Gênesis, capítulo 10, versículo 14, encontramos que dentre os descendentes de Cão havia Patrusim, Casluim( donde saíram os filisteus). Agora, se verificarmos em 1Sm 17:4, a Bíblia se refere a passagem onde Israel iria guerrear contra os filisteus, até que surge no meio do povo dos filisteus um gigante, Golias, este que futuramente foi morto por Davi. O interessante é que no primeiro texto mencionado há a referência à origem do povo filisteu, que advieram dentre os descendentes de Cão. Outro ponto que merece destaque é que no versículo 11 do capítulo 17 se 1Sm observamos que a reação do povo de Israel ao ver o Gigante foi de espanto e temor, exatamente o que Caim precisava para não ser morto quando alguém lhe encontrasse(Gn 4:15). Diante de todo exposto, concluímos que o sinal posto em Caim foi transformá-lo num gigante, para que todos ao vê-lo ficassem atemorizados e com medo, não tentando, dessa forma matá-lo.

Será esse o grande segredo do sinal de Caim? Analise e tire suas conclusões!

CAIM

Caim é o primeiro filho de Adão e Eva. Seu nome é derivado, de acordo com Gn 4.1, da raiz kanah, possuir, e foi dado a ele por conseqüência das palavras de sua mãe em seu nascimento: “Adquiri um varão com o auxílio do SENHOR”. Nenhuma conclusão séria pode ser extraída desta derivação. O livro de  Gênesis, interessado no relato da origem das diferentes ocupações do homem, diz que Caim se tornou um homem da terra, enquanto seu irmão pastor de ovelhas. Ambos ofereceram ao Senhor um sacrifício de acordo com a analogia que seria mais tarde prescrita na Lei, sobre o poder de remissão do Criador. Caim ofereceu seus frutos da terra; e Abel as “primícias do seu rebanho e da gordura deste”. De acordo com alguns significados não indicados no texto sagrado, talvez, tenha sido algum tipo de alusão ao fogo que consumiu a oferta de Gideão (Jz 6.21) ou de Elias (1Rs 18.38), Deus manifestou aos irmãos que Abel e seu sacrifício fora aceito por Ele; que, ao contrário, Ele rejeitou a oferta de Caim. Nós não falamos a respeito das razões dessa preferência. Enquanto as conjecturas do sujeito a que é mais aceita entre os comentaristas é a que foi incorporada à Septuaginta na versão do que Deus disse a Caim no verso 7: “Se não fizeres bem, o pecado jaz à porta”. Isto implica que Caim cometeu a falta de apresentar  a Deus ofertas imperfeitas, reservando para si mesmo a melhor parte do que produziu a terra. No entanto, Santo Agostinho, que estava sob a influência da Septuaginta, entendeu a passagem de outra maneira. Caim, nos diz ele, deu a Deus boa parte dos seus bens, mas não deu a Ele seu coração (De Civitate Dei, XV, vii). Isto está de acordo com  a causa maior que geralmente desperta a preferência de Deus. A seqüência da história nos mostra a disposição do coração de Caim para o mal. João diz que Caim invejava Abel, pois suas obras eram más, enquanto os do seu irmão eram mais justas (1Jo 3.12), e nós Lemos em Hebreus que “pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício que Caim” (Hb 11.4).
Caim irou-se com a rejeição divina. Nos versos 6 e 7 do capítulo 4 de Gênesis lemos a advertência e o aviso de Deus: “Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo”. O pecado é aqui representado sob a figura de uma besta selvagem rondando a porta do coração, pronta para atacar sua vítima. Caim era capaz de resistir à tentação, mas não foi, e a história bíblica continua no relato do terrível crime que nasceu do ódio e da inveja. Ele assassinou Abel. Questionado pelo Senhor onde estaria o seu irmão ele respondeu que definitivamente não sabia. Para vingar o sangue de Abel, Deus pronunciou a sentença do primeiro homicídio. O texto no hebraico pode ser traduzido como: “E agora maldito és tu desde a terra, que abriu a sua boca para receber o sangue do teu irmão” etc., ou “maldito serás sobre a terra” etc. Esta tradução refere-se à sentença que seria dita nas palavras seguintes: “quando lavrares a terra, não te dará mais a sua força”, ou seja, sua produção. Por último nos é relatado que este foi banido; este afastamento seria da terra onde seus pais moravam ou estivessem, como vimos em algumas passagens apresentadas. No momento da sentença, Deus continuou a manifestar sua presença de uma maneira especial, é falado que “saiu Caim da face do Senhor”. (verso 16). A terra de exílio de Caim, para onde este seria orientado e guiado, numa vida vagante, é chamada no hebraico, a terra de Nod, e é dito que se situava ao leste do Éden. Como não sabemos onde o Éden se situava, a localização de Nod também não pode ser determinada. A punição parecia a Caim maior do que ele poderia suportar; nas suas respostas, as palavras expressavam medo de vir a ser morto; Deus deu-lhe a promessa de proteção especial à sua vida e colocou nele um sinal. Não há indicação para nós qual a natureza deste sinal. O único evento subsequente da vida de Caim, dito pela Bíblia, é a fundação de uma cidade chamada Enoque, após ter um filho com este nome. Um bom número de autores acham que esta tradição, que faz de Caim o primeiro construtor de cidades, não é compatível com a história relatada; eles dizem que isto é melhor entendido como um relato popular da origem das tribos nômades do deserto. Se nos colocarmos no contexto do autor de Gênesis, elementos que este entendia de um modo geral, não há razão para supor que ele estava errado em escrever palavras da maneira que ele entendia como “construção” de uma cidade por Caim. Comentaristas mais conservadores estão provavelmente mais corretos ao julgarem que a “cidade” de Caim não foi notável em importância.

Extraído de The Catholic Encyclopedia, Volume III (tradução livre)

 

Estudo no livro de Gênesis – Antônio Neves de Mesquita – Editora: JUERP – CAIM E ABEL (Gênesis 4)

No capítulo 4 temos, no princípio, o primeiro nascimento ocorrido na terra e o primeiro ato de cultor espiritual. Em Caim e Abel, temos dois tipos diferentes de adoradores; um, que julga poder adorar a Deus segundo seu próprio modo; e outro, conformando-se com o método divino. Abel aproximou-se de Deus por meio do sacrifício de sangue, e foi aceito; Caim, aproximou-se por meio estranho, e foi rejeitado. O culto, pois, dependia do estado do coração para com Deus. Podemos notar, de passagem, que Adão e Eva não tiveram filhos antes da queda, bem como os filhos de Noé, que, sendo casados, só tiveram filhos depois do dilúvio (10:1). O primeiro filho foi motivo de admiração e regozijo da parte do casal. Caim, que significa “Aquisição”, foi uma prova de estabelecimento e validez de concerto entre Deus, Adão e Eva. É possível que eles julgassem ter perdido o privilégio recebido, de povoar a terra, em vista do pecado cometido. As próprias palavras de Eva – “Adquiri um homem com o auxílio de Jeová” – mostram que a promessa da semente estava realizada e que por meio desta semente havia de ser esmagada a cabeça da serpente.

É possível que eles julgassem ser este rapaz quem esmagaria a cabeça da serpente e restauraria o primitivo estado de pureza. É difícil afirmar ou negar. Depois nasceu Abel, que significa “Vaidade”. O período entre o nascimento de Caim e Abel parece ter sido infeliz e cheio de desapontamentos, de modo que Eva começou a encarar a vida, ainda nos pontos mais brilhantes, como simples vaidade. Realmente, o futuro a convenceria ainda mais da crueza da vida, com a morte do próprio Abel. Estes dois filhos seguiram profissões diferentes e tinham temperamentos diferentes. A humanidade dividiu-se por diferentes caminhos. Caim era agricultor, e Abel, pastor de ovelhas. Ambas as profissões eram lícitas, mas a de Abel era mais de acordo com a natureza sacrificial. Ao cabo de dias, Caim trouxe, dos frutos da terra, uma oferta a Jeová; e Abel, dos seus primogênitos, ofereceu um sacrifício. A expressão “ao cabo de dias” sugere o dia do culto, o sábado. O lugar do culto e da manifestação de Deus parece ter sido ao Oriente do Jardim, conforme a expressão de Caim: “Eis que hoje me lanças fora da tua presença”. Havia um lugar particular para Deus ali ser adorado. É interessante perguntar quem instruiu os dois filhos de Adão a oferecerem sacrifícios. Sem que possamos responder afirmativamente, o sacrifício data da ocasião da transgressão, quando Deus usou animais, para deles tirar as peles, a fim de cobrir Adão e Eva. É natural que daí em diante os dois primeiros habitantes da terra sentissem a contínua necessidade de comunhão com Deus, por meio do sacrifício, e que toda a família participasse deste culto. O espírito de sacrifício como meio demonstrativo de gratidão e acesso à divindade ofendida encontra-se em todas as religiões do mundo; e no V. T., muito antes de a Lei ser dada, encontramos diversos homens, em ocasiões diversas, oferecendo sacrifícios. O sacrifício é parte da natureza religiosa do homem, pois que ele é incuravelmente religioso, como diz Bastian.

Os Dois Sacrifícios – (Gên. 4:3-7)

Os dois sacrifícios eram de natureza diferente. Um era sacrifício de sangue e era feito com os primogênitos do rebanho, conforme a lei levítica, já em prática no tempo de Adão. A carne, com a gordura, era oferecida sobre o altar, na dispensação Mosaica, e, a julgar pelo ritual a que Abel se submeteu, parece que já existia o altar naquele tempo. O culto estava bem elaborado. Na falta de sacerdote, o próprio pecador oferecia sua própria oferta. Os dois sacrifícios não somente são diversos em si mesmos e com valor profundamente diferente, mas os próprios ofertantes são dois tipos diferentes. Crê-se que Caim não podia oferecer sua oferta de manjares, sem primeiro oferecer sacrifício de sangue, para expiar seu pecado, a fim de, depois, oferecer das primícias da sua terra. Se isto foi a causa de Deus não haver atentado para a sua oferta, é difícil dizer. Só há uma alternativa: ou a oferta não estava de acordo com o estado espiritual do ofertante, ou a oferta não foi acompanhada do espírito de adoração, e, neste caso, era uma simples formalidade. Parece que a última conjectura é a mais razoável. De qualquer forma, Deus aceitou uma e rejeitou a outra. Os rabis têm uma tradição de que Deus mostrou sua aprovação pela oferta de Abel fazendo vir fogo do céu e consumindo o holocausto, como no caso de Elias com os profetas de Baal. Este era, sem dúvida, um modo por que Deus aceitava o sacrifício de sangue, muitas vezes, mas nunca aceitava desta forma a oferta de manjares. Se a tradição fosse verídica, explicaria por que Caim se irou, vendo que o fogo não consumia sua oferta, como tinha consumido a de Abel. Entretanto, é apenas uma tradição, que pode ser ou não verídica. O autor da carta aos Hebreus diz que, pela fé, Abel ofereceu melhor sacrifício do que Caim (Hb. 11:4). A rejeição da oferta parece ter sido devida ao coração de Caim. Ele não estava adorando o Criador, mas simplesmente conformando-se com o rito da família.

A ira e o ciúme abrasaram Caim, e o seu semblante caiu. Deus pergunta-lhe por que ficou tão irado, e diz: “Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti?” (Não terás levantado teu semblante?) A ira de Caim não era justificável; ele não tinha sido desprezado; se procedesse bem, continuaria a gozar dos favores divinos, mas, se procedesse mal, o pecado estava à porta, como um leão pronto a lançar-se sobre a presa. A última parte do verso 7 é realmente difícil de entender: ” … para ti será seu desejo, mas tu dominarás sobre ele.” Há três maneiras de interpretar esta última parte do verso.

A primeira interpretação trata do significado da palavra “pecado” (se realmente significa pecado no sentido ordinário da palavra, ou oferta pelo pecado) e afirma que a palavra aqui realmente significa pecado. (Em hebraico as palavras pecado e oferta expiatória são iguais.) A segunda interpretação é que esta palavra significa “oferta pelo pecado”. Ambos os significados são amplamente justificados na Bíblia. Se, portanto, traduzirmos a palavra por “oferta pelo pecado” ou “oferta expiatória”, daremos à tradução do verso o seguinte: “Se não procederes bem, a oferta pelo pecado à porta.” Isto é, à porta do curral, tens animais que podem ser oferecidos, como sacrifício pelo mal que fizeres; não fiques, pois, iracundo, há um meio aceitável para ti. Em resumo, a primeira interpretação diz que, no caso de a palavra significar “pecado” literalmente, então, este pecado está à porta, como uma fera pronta a saltar sobre Caim: ” … para ti será seu desejo, mas tu dominarás sobre ele”. Este pecado será constante perseguidor de Caim, mas este conseguirá vencê-lo. A segunda interpretação diz que a “oferta pelo pecado” está à porta e pode ser usada sempre que precisar. Na terceira interpretação, alguns comentadores separam a última parte do verso 7 da primeira parte, e fazem que ela se refira à primogenitura de Caim. Caim julgou ter sido repudiado por Deus, havendo sua oferta sido rejeitada, e a conseqüência lógica seria ter sido despojado dos direitos da primogenitura. A idéia de que Abel agora passava a ser seu senhor, fez-lhe cair o semblante como reflexo do estado moral em que tinha caído, pela rejeição da oferta. Deus, que tanto via o semblante como o coração, divisou o móvel de toda a transformação e, para consolar o irado Caim, diz-lhe (parafraseando o texto): “Se fizeres bem, continuará a haver aceitação para ti; se fizeres mal, o pecado jaz à porta (segundo a primeira interpretação) e tu sofrerás as conseqüências de teu mau procedimento, ou (conforme a segunda interpretação), a oferta pelo pecado está à porta e teu mal pode ser expiado; não obstante tua falta agora, e tua falta possível no futuro, tu continuarás a dominar sobre teu irmão.” “para ti será todo o seu desejo.” (de teu irmão). O verso é difícil, mas a idéia é clara. Deus quer desviar a ira de Caim e evitar o terrível pecado que já estava começando a dominar o seu coração. Se Caim tivesse ouvido o conselho de Deus, qualquer que seja a verdadeira interpretação, continuaria na posse dos privilégios e bênçãos da primogenitura e a dominar sobre o irmão.

A última destas três interpretações parece ser a mais razoável e tem em seu favor a opinião dos melhores “scholars” e é a que o autor aceita, de preferência. A expressão “.. para ti será todo o seu desejo e tu dominarás sobre ele” só pode referir-se a Abel e Caim, porque o pronome em ambos os lugares é masculino e não pode referir-se a pecado. Era natural a ira de Caim. Sua oferta tinha sido rejeitada, e a primeira coisa que pensou foi que tinha perdido a primogenitura. Deus intervém e mostra-lhe que não, que ele continuaria a dominar sobre Abel e este a ser seu servo. Esta promessa, entretanto, condicionada à conduta de Caim, tendo ele se desviado pelo crime que praticou, o chefe da família, após Adão, não foi mais Caim, mas Sete que veio em lugar de Abel. Por sua atuação, o primogênito perdeu a primogenitura, que teria passado a Abel, mas como este foi morto, passou para o seu substituto, Sete. A história da raça é clara sob este ponto de vista, confirmando, destarte, esta última interpretação.

O Primeiro Homicídio

Após a cena entre Deus, Abel e Caim, dá-se o primeiro homicídio na terra. A morte era ainda desconhecida; e foi Abel, o justo, o primeiro a prová-la. Caim tinha ficado irado contra seu irmão, e, a despeito da promessa consoladora de que ele não seria repudiado, esperou a primeira oportunidade para se ver livre de seu irmão. Abel era-lhe um estorvo, e era preciso removê-lo. Ele era incrédulo, e não tinha podido dar crédito às palavras de Deus. Abel tinha fé, e por isso seu sacrifício foi aceitável a Deus. Este fato é o primeiro conflito entre fé e incredulidade. A raça dividiu-se neste ponto, e está dividida até hoje. As maiores guerras têm sido guerras religiosas. A religião é um patrimônio da humanidade, e a falta dela é a causa de tantos conflitos. Daí em diante, duas linhas genealógicas podem constatar-se: a dos filhos de Deus, os homens religiosos, os crentes, e a dos filhos dos homens.

Adão e Eva estão começando a colher os frutos da sua falta. O primogênito tornou-se criminoso e proscrito, e o filho que pensavam ser da promessa estava morto. Jeová aparece a Caim depois do crime, e pergunta-lhe por Abel. A resposta revela a perversidade de Caim: “Sou eu o guardador de meu irmão?” Outro pecado, o da mentira. Todo criminoso é mentiroso. Ele bem sabia onde estava Abel, mas achou que era melhor responder que fosse perguntar ao pai e à mãe. Ele nada tinha a ver com a conduta de quem tinha pai e mãe. Vai perguntar ao pai e à mãe, eles devem saber onde ele está. Difícil era para Caim esconder o seu crime. Deus pergunta-lhe: que fizeste? “A voz do sangue de teu irmão clama até mim desde a terra”. Não houve testemunha ocular, mas o próprio sangue do justo clamava. Há uma grande doutrina aqui. Era pelo sangue inocente que o pecador, no V.T., se reconciliava com Deus, e foi pelo sangue da aspersão, que fala melhores coisas que o de Abel, que Jesus se tornou mediador de um novo concerto.

Jeová, supremo juiz, pronunciou a condenação de Caim e expeliu-o da sua face. É a primeira maldição descarregada sobre um homem. Quando Adão pecou, Deus amaldiçoou a terra, mas não a ele; agora, porém, o pecado agravou-se de modo tal, a ponto de destruir a própria obra divina. A raça caminha a largos passos para a ruína. Caim não pode negar seu crime, e sua própria consciência lhe diz que a punição é maior do que se pode suportar, mas não maior do que ele merece. Considera-se indigno da presença de Deus e, como vagabundo, sem a proteção de Deus e do homem, será morto pelo primeiro homem que o encontrar, e para fugir à perspectiva, delibera ir para uma terra afastada, para evitar ser morto mais depressa.

Deus, porém, dá-lhe a promessa de que não será morto e põe-lhe na testa um sinal. Duas coisas devemos notar aqui. A primeira é que a morte de Caim não expiaria seu próprio pecado. A Bíblia desconhece o costume pagão dos sacrifícios humanos. Além de outras razões, eles são incapazes de corresponder às exigências sacrificiais. A segunda é quanto ao sinal que Deus pôs em Caim. Este sinal devia estar em lugar bem conspícuo, de modo a poder ser visto ao longe. Alguém crê que foi um sinal preto e que daqui vem a raça escura, mas isto é mera suposição. A raça preta descende de Cão (Ham), filho de Noé, e não era possível que este sinal se reproduzisse noutra pessoa que nada tinha com o crime de Caim, e muito menos que Cão fosse escuro e os demais irmãos brancos.

A questão de cores deve relacionar-se com as condições topográficas, climatéricas e ecológicas. Está, pois, para ser respondida a pergunta sobre que sinal seria esse. O autor crê que foi um sinal bem visível e intransmissível.

A Mulher de Caim

Muitos crentes neófitos têm sido confundidos com a pergunta: Quem era a mulher de Caim? E não poucos críticos têm achado nesta simples narrativa suficiente material para crer que havia duas raças diferentes, uma, descendente de Adão e Eva, e outra, que tinha evoluído dos animais inferiores. Isto é ignorar propositada ou perversamente o estilo do autor e as condições da narrativa. Nada se diz de como nem de onde se originou esta mulher, mas é certo também que Moisés nada diz dos outros filhos de Adão e nem uma só palavra das filhas, não obstante dizer que teve filhos e filhas (Gênesis 5:4). A narrativa é circunscrita à linha genealógica e, portanto, deixa de parte tanto os personagens como os incidentes de valor secundário. Adão viveu 800 anos, depois que gerou o último filho mencionado, Sete, e, certamente, devia ter muitos outros filhos, nascidos antes e depois de Sete. A raça estava já espalhada no tempo em que Caim foi banido. Por outro lado, não é nada improvável que Caim tenha levado consigo sua mulher. Repugna-nos crer que levasse sua mulher, porque, neste caso, seria sua própria irmã, mas este era, indiscutivelmente, o caso. Ela podia ser sobrinha ou mesmo descendente em grau mais adiantado, mas, no caso de ser irmã, não seria ele o único a tomar por mulher sua irmã, visto que os primeiros casamentos só foram possíveis entre irmãos. Muitos anos depois desta história, Abraão casou com uma meio irmã.

Tal prática é hoje condenável e proibida pelo código e é mesmo desnecessária. Não é, pois, preciso recorrer à existência de outra raça, visto a legitimidade naquela ocasião dos casamentos consanguíneos e a numerosidade admissível da prole adâmica. Caim, em chegando à terra de Node, conheceu sua mulher, e ela lhe deu Enoque. O verbo “conhecer” aqui tem significado conjugal e nada prova em favor da teoria de que ela desconhecia a Caim. Com o medo de ser morto, edificou uma cidade murada e deu-lhe o nome de seu filho Enoque.

Estudo no livro de Gênesis – Antônio Neves de Mesquita – Editora: JUERP – CAIM E ABEL (Gênesis 4)

 

Revista CPAD – Lições Bíblicas 1942 – 1º trimestre de 1942 – A Mensagem do Livro de Gênesis – LIÇÃO 4 – 25/01/1942 – CONSEQUÊNCIAS DA QUEDA – Adalberto Arraes 

LIÇÃO 4 – CONSEQUÊNCIAS DA QUEDA – GÊN. 4:1-15

Texto Áureo: — “O meu pecado é muito grande, para eu poder alcançar perdão— Gên. 4:13.

Com a expulsão do primeiro casal do jardim, se iniciava uma nova era. DEUS não os tinha abandonado, como até hoje nunca o fez, mas usava agora outros caminhos, impostos  pelo seu próprio amor, a fim de  poder assistir o homem, revelando-se a ele, pouco a pouco, até o dia em que viria o Seu  Filho, que no-lo faria conhecido, cheio de graça e de verdade.  A prole iniciada por Adão e Eva, no conhecimento  vergonhoso  da sua mudez, eles a poderiam ter conseguido na santidade  e inocência em que foram criados, obedecendo o mandato  divino (1:28). O que ora faziam com conhecimento das trevas, poderiam ter feito em luz, pois todas as coisas são  puras para aqueles que não têm maldade.  Ah! Como nós tornamos miseráveis por esse conhecimento ignominioso do pecado 1 Porém dizemos como Paulo: — Graças a DEUS que nos dá vitória por nosso Senhor JESUS CRISTO.

 

I – Iniciava-se assim a era em que os homens destituídos da lei ou mandamento obedeciam mais ou menos o seu instinto já envenenado, embora seguidos ainda pelo Criador.

II – A revelação do homem para com DEUS, antes da queda, era direta e franca.

Após o tombo, porém, outro caminho urgia ser aberto. O homem podia agora chegar-se a DEUS pela fé. A fé, que vem de DEUS, é viva e substituiu o acesso à árvore da vida, o qual fora vedado ao homem. Relação com DEUS, significa vida, e para que isso se desse, teve DEUS de dar alguma coisa em lugar da árvore vedada; deu então a Fé, já viva, fé naquele que viria (3:15). “Ao cabo de dias”, provavelmente nos sábados — (J. F. and Brown) os dois irmãos vinham a DEUS com seus sacrifícios e ofertas, e aí já vemos a tendência maligna de se justificar por obras. Enquanto que Abel não se valia do sacrifício, mas sim da fé, Caim, esperava algum mérito pela oferta, pois não dedicava o seu coração a DEUS. (Heb. 11:4). Nem mesmo durante a ulterior vigência da lei, o sacrifício

tinha importância capital, mas o que valia era o sangue derramado com a reverência de quem, pela fé, dissesse contrito: “Senhor aceita este sangue em lugar do meu que devia ser derramado.”

Quem se julgasse assim miserável é que poderia alcançar  misericórdia. Do contrário, são cerimônias mortas e sem aceitação na presença do Senhor (Isa. 1:13).

III – Não sabemos quais as instruções que aqueles dois irmãos receberam de se apresentarem a DEUS, mas parece (v. 5) que alguma desobediência houve.

É possível que Caim tenha desagradado, pelo fato de se apresentar com a oferta antes do sacrifício. — “O Altíssimo não aceitou o sacrifício de Caim; ninguém se pode aproximar do Altíssimo e adorá-lo, sem derramamento de sangue, mesmo sangue de Cordeiro, o qual Ele mesmo instituiu: A oferta pelo pecado  tem de vir antes da oferta de agradecimento. Podem o* entrar no SANTO dos Santos e nos apresentarmos ante o Trono da Graça somente passando através do véu rasgado — o corpo de CRISTO (Earth’s Earliest Ages) –  Contudo, DEUS não abandona o pecador, mas o busca,  zeloso. O Senhor revelou a Caim que, praticando o bem, 41e  venceria o pecado que se achava próximo. Ora, como sabemos  que ninguém tem em si mesmo força sobre o pecado, obviamente  compreendemos que a vitória viria se ele praticasse a  obra da fé. Assim, pela fé, o pecado pode ser vencido.  Se o sacrifício e a  oferta forem postos nos seus lugares, DEUS será satisfeito, a fé será guardada, o homem obrará o  bem, será justificado por DEUS (pela fé obediente) e vencerá  o pecado que jaz à porta. (v. 7).  DEUS adverte sempre o homem que já uma vez O conheceu e que, aos poucos, se afasta d’Ele, pois nenhum prazer tem o Senhor na morte do ímpio.

Caim não ouviu a voz do Senhor, não voltou atrás no seu caminho e inaugurou a senda do crime. Surgiu então a bifurcação  da eternidade ante os dois primeiros irmãos na terra.  Os homens inauguraram ali duas  estradas divergentes, para  nunca mais se encontrarem. (Dan. 14:2).  Infelizmente aquele sangue não ficou isolado na terra,  mas muito sangue semelhante se tem derramado até hoje,  e ainda será derramado até o triunfo final do nosso DEUS.

Caim ficou no estado em que estão muitos, hoje. Não tinha  coragem nem sentia ânimo para clamar por perdão, mas num espírito pessimista e com os olhos fechados para a misericórdia de DEUS só exclamou: “Maior é a minha pena do que eu possa suportar.” (v. 13).

Revista CPAD – Lições Bíblicas 1942 – 1º trimestre de 1942 – A Mensagem do Livro de Gênesis – LIÇÃO 4 – 25/01/1942 – CONSEQUÊNCIAS DA QUEDA – Adalberto Arraes 

 

Revista CPAD – Lições Bíblicas – 1995 – 4º Trimestre – Gênesis, O Princípio de Todas as Coisas – Comentarista pastor Elienai Cabral

LIÇÃO 5 – DUAS LINHAGENS.HISTÓRICAS DE ADÃO

TEXTO ÁUREO – “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios” (Ef-5,15).

VERDADE PRÁTICA – Num mundo corrompido de maldade e violência, a linha­gem do pecado está fadada ao juízo final; mas a do bem está destinada a felicidade eterna.

LEITURA EM CLASSE – Gn 4.1, 2, 8, 11, 14

E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz a Caim, e disse: Alcancei do SENHOR um homem.
E deu à luz mais a seu irmão Abel; e Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra.
E falou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel, e o matou.
E agora maldito és tu desde a terra, que abriu a sua boca para receber da tua mão o sangue do teu irmão.

RESUMO

INTRODUÇÃO

O PECADO E A MALDIÇÃO DE CAIM
1. O primeiro crime no mundo – 2. Urna oferta rejeitada – 3. Urna maldição inevitável – 4. Caim se casa e constrói urna cidade

CONCLUSÃO

OBJETIVOS

No término desta lição, os alunos deverão ser capazes de:
. Entender que Deus não faz distinção de pessoas e nem do que elas lhe apresentam. A oferta de Caim só foi rejeitada, porque ele não era sincero, diante do seu Criador.
. Compreender que a oferta de Abe] foi bem recebida, porque Deus aprovou a sinceridade de seu coração.
. Concluir que toda a descendência de Caim foi perversa, pois seguiu o mal exemplo deixado por seu ancestral.

. Concordar que·a descendência de Sete era diferente, pois seguiu a piedade de seu ancestral.

SUGESTÕES PRÁTICAS:

  1. Explique aos alunos que a oferta de Caim seria recebida da mesma forma como foi aceita a de Abel, se tivesse havido sinceridade em seu coração. No entanto, ele era displicente e oferecia o pior de sua lavoura, para o Criador. Por isso, foi rejeitado e, por inveja, matou o próprio irmão.
    2. Fale aos alunos a respeito da linhagem de Caim. Ele, devido o crime que praticou, fugiu da presença ele seus pais e construiu urna cidade,em um local bem distante. Por não temer a Deus, fez o que era mau aos olhos do Senhor, cujo exemplo foi seguido por todos os seus descendentes.
  2. Esclareça-lhes que, por causa de sua piedade, Sete foi um bom exemplo para os seus descendentes. Por esta razão, muitos deles se des­tacaram como homens tementes a. Deus. Podemos destacar, entre eles, Enoque, que, aos 65 anos, começou a buscar intensamente a presença do Senhor.

INTRODUÇÃO

Os capítulos 4 e 5 de Genesis são narrativas históricas e genealógicas. Moisés, seu autor, procurou desen­volver a história da humanidade, a partir de Adão e Eva, com urna descrição didática. Por este motivo, não aparecem todos os filhos do primeiro casal. São destacados apenas os nomes especiais, entre os quais, registraremos alguns, ligados as duas linhagens: a de Caim e Sete.

  1. O PECADO E A MALDIÇÃO DE CAIM
    1. O primeiro crime no mundo (Gn 4.3-8).
    Os dois primeiros versículos deste capítulo trazem a narra­tiva breve do nascimento dos dois primeiros filhos de Adão e Eva, os quais se chamaram Caim e Abel.

Caim e Abel aprenderam, desde cedo, a expiar suas culpas diante de Deus e oferecer ofertas de gratidão ao Senhor, por estarem vivos (Gn 4.3,4). O primeiro ofertava o fruto da lavoura do campo, do qual tirava para a sua subsistência. O segundo não deixava por menos, ao apresentar ao Senhor o primogênito de suas ovelhas. Mas Deus atentou mais para a oferta do mais novo. A primeira vista, parece-nos injusta a atitude divina, mas o Senhor é quem conhece e perscruta o interior das pessoas que se chegam a Ele. Abel tinha um coração sincero e voluntário, para servir a Deus, mas Caim, ao ofere­cer sua oferta do campo, não tinha urna atitude sincera e fazia isto, por um ato meramente legalista, isto é, para obedecer aos seus pais. Encheu-se de ciúme e inveja contra seu irmão, e usou ainda da traição, para matá-lo sem compaixão. Ele se tor­nou Ó primeiro homicida da Temi (Gn 4.7).
2. Uma oferta rejeitada (Gn 4.3,5). Deus rejeitou a oferta de Caim, porque percebeu que o coração deste filho de Adão não era verdadeiro e o seu presente tinha mais um caráter material. Seu culto tornou-se legalista, cheio de obras mortas; infrutífero, sem valor espiritual. Enquanto que a oferta de Abel foi aceita, não por ser um produto mais aceitável que o da lavoura, mas porque o segundo filho de Eva tinha urna atitude voluntária e gratificante diante do Criador. Seu coração era sincero. Seu culto, verdadeiro (Hb 11.4). O que oferecemos ao Senhor, hoje? Nossas ofertas demonstram a atitude real de nossos corações? (Sl 51.17)
3. Urna maldição inevitável (Gn 4.9-12). O poder do pecado dominou o coração de Caim, que se tornou maligno.Sob o doinínio de um profundo ódio contra o seu irmão Abel, sem que o mesmo tivesse feito qualquer coisa que justificasse sua raiva, ele usou de engodo, ao convidá­lo a ir ao campo, para depois atacá­lo e matá-lo ((Gn 4.8). O fato de tê-lo levado, indica que o crime fora premeditado, para escapar dos olhos de seus país e, deste modo, evitar testemunhas contra o seu pecado.

Caim procurou fugir da responsabilidade de seu crime, como muita gente faz boje, por não querer as­sumir seus próprios pecados. No texto de Genesis 4. 11 e 12 Deus expressa a sua rejeição e a inevitável maldição, ao dizer-lhe: “E agora maldito és desde a terra, que abriu a sua boca para receber das tuas mãos o sangue de teu irmão”.

  1. Caim se casa e constrói urna cidade (Gn 4.17).Depois da maldição de Deus sobre Caim, para que fosse um peregrino na Terra (Gn 4.16), ele saiu do convívio que tinha e procurou isolar-se o quanto pode. Mas todas as regiões já eram habitadas pelos filhos e filhas de Adão (Gn 5.4,5). Em seu caminho errante, ele encontrou urna mulher e casou-se. Daí a impertinente pergunta de muitos crentes neófitos: “Com quem casou Caim? ou: “Quem era a mulher de Caim? De onde ela surgiu ?” Ora, não é preciso criar urna polemica em torno deste assunto, visto que a resposta é facilmente encontrada no contexto histórico e genealógico de Caim. Se o texto diz que ele construiu urna cidade era porque já havia muita gente naquele lugar (seus descendentes).

CONCLUSÃO 
Nesta lição, além dos aspectos históricos que aprendemos, desco­brimos que, em um mundo corrom­pido e pecador, Deus tem urna linha­gem especial que preserva o seu nome, a Igreja de Jesus Cristo.

ENSINAMENTOS PRÁTICOS

  1. O ambiente em que vivemos influencia, negativa ou positivamente na formação de nosso caráter. Caim, após matar seu irmão, partiu para urna terra distante, e fez o que era mau aos olhos do Senhor. Por isso, influenciou, negativamente, no comportamento de seus filhos.
    2. O pecado surtiu o seu efeito, imediatamente, na face da Terra. Caim não era um pecador, ao nascer, mas já tinha a tendência para o mal. Só porque Deus recebeu o sacrifício oferecido por Abel, e não o seu, por causa de sua displicência, voltou-se contra seu irmão e o matou.

Revista CPAD – Lições Bíblicas – 1995 – 4º Trimestre – Gênesis, O Princípio de Todas as Coisas – Comentarista pastor Elienai Cabral

 

Gênesis a Deuteronômio – Comentário Bíblico Beacon – CPAD – O Livro de Gênesis – George Herbert Livingston, B.D., Ph.D.

O Assassinato e seu Resultado, 4.1-24

Um aspecto terrível do pecado é que ele não pode ser isolado nem obliterado facilmente. Executa progressivamente sua obra devastadora na sociedade, de geração em geração. O pecado de Adão e Eva não causou infortúnio apenas para suas vidas; passou de pai para filho, de época para época. A história no capítulo 4 ilustra dolorosamente este fato e as genealogias ampliam as repercussões do mal por todas as gerações.

  1. O Assassinato de um Irmão Crédulo (4.1-16)
    Na estrutura geral, esta história é muito semelhante à anterior. Tem um cenário (4.1-5), um ato de violação (4.8), uma cena de julgamento (4.9-15) e a execução da sentença (4.16).
    A história dos primeiros dois rapazes nascidos a Adão e Eva (1) realça as repercussões do pecado dentro da unidade familiar. Os rapazes, Caim e Abel (2), tinham temperamentos notavelmente opostos. Caim gostava de trabalhar com plantas cultiváveis. Abel gostava de estar com animais vivos. Ambos tinham uma disposição de espírito religioso.
    Os filhos de Adão levaram sacrifícios ao SENHOR (3), o primeiro incidente sacrifical registrado na Bíblia.
    Que Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura (4) não quer dizer necessariamente que animais são superiores a plantas para propósitos sacrificais. Por que atentou o SENHOR para Abel e para a sua oferta (5) fica evidente à medida que a história se desenrola.
    A primeira pista aparece quase imediatamente. Caim não suportava que algum outro ficasse em primeiro lugar. A preferência do Senhor por Abel encheu Caim de raiva. Só Caim podia ser o “número um”.
    O Senhor não estava ausente da hora da adoração. Ele abordou Caim e lhe deu um aviso. Deus não o condenou diretamente, mas por meio de um jogo de palavras informou Caim que ele estava em real perigo. Em hebraico, a palavra aceitação (7) é, literalmente, “levantamento”, e está em contraste com descaiu (6). Um olhar abatido não é companhia adequada de uma consciência pura ou de uma ação correta. O ímpeto das perguntas de Deus era levar Caim à introspecção e ao arrependimento.
    Se Caim tivesse feito bem (7), com certeza Deus o teria graciosamente recebido. Mas, e se Caim não tivesse feito bem? Esta era a verdadeira questão que Caim ignorava, pois ele lançava a culpa em Abel. A ameaça à sua vida espiritual não estava longe. O pecado estava bem do lado de fora da porta, pronto para levar Caim à ruína.
    Precisamos examinar duas palavras no versículo 7. A palavra traduzida por pecado ihatfat) pode significar pecado ou oferta pelo pecado. A última opção está fora de questão, porque a presença fora da porta não parece ser útil; é sinistra. A palavra jaz (robesh) é um substantivo verbal. O problema para o tradutor é: Esta palavra serve de verbo, jaz, ou de substantivo, dando o sentido: “O pecado está de tocaia”?

Speiser destaca que o acádio, uma das origens do hebraico bíblico, tem basicamente a mesma palavra, rabishum (note que as primeiras três consoantes são as mes­mas), que significa “demônio”. Esta história bíblica vem do mesmo local geográfico; as­sim, se considerarmos que robesh é um empréstimo do acádio, a solução está à mão. 21 O texto descreve o pecado como um demônio malévolo, pronto para se lançar sobre Caim se este sair da presença de Deus sem se arrepender. Deus graciosamente ofereceu a Caim o poder de vencer o pecado: Sobre ele dominarás.
A última porção do versículo 7 pode ser parafraseada: “Tu deixaste o fogo da raiva arder por dentro; por conseguinte, quando tu deixares meu domicílio, o pecado te toma­rá. E melhor dominares a raiva para que a destruição não te vença”.
Mas Caim saiu da presença de Deus e a raiva se transformou em ciúme, o qual, por sua vez, se tornou em ódio assassino junto com um plano ardiloso. No campo, um dia a ação má foi executada — Caim… matou (8) Abel deliberadamente e sem provocação.

Mas Caim não pôde evitar o SENHOR (9). Logo se desenvolveu a cena de julgamen­to. A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra (10) é vívida expressão idiomática que significa: “Tu podes tentar esquecer teu ato de violência, mas eu não posso. O que quer que aconteça com meus filhos é questão de preocupação pessoal para mim”. O privilégio de cultivar a vida vegetal foi tomado de Caim e ele foi banido para o deserto, a fim de ser fugitivo e errante (12).
A exposição do seu pecado mudou Caim. O ódio arrogante se tornou em medo covar­de misturado com autopiedade. Ele estaria suscetível do mesmo destino que desferiu ao irmão. Não pôde nem suportar o pensamento. Mas Deus não escarneceu dele. Mais uma vez sua misericórdia suavizou o castigo. Pôs o SENHOR um sinal em Caim (15). Assim, Caim partiu para enfrentar uma vida totalmente nova, longe de Deus. A designa­ção terra de Node (16) significa “terra de vagueação”, e não parece ser o nome de uma região específica que não seja sua direção geral para a banda do oriente do Éden.
De 4.2-9, G. B. Williamson analisa “Caim e Abel”. 1) A diferença nos homens — até entre irmãos, 2b,5b,6,8,9; 2) A diferença significativa nas suas ofertas, 3-5a (cf. Hb 11.4); 3) Eis uma revelação da bondade e severidade de Deus, 7a.
Gênesis a Deuteronômio – Comentário Bíblico Beacon – CPAD – O Livro de Gênesis – George Herbert Livingston, B.D., Ph.D.

 

GÊNESIS – Introdução e Comentário – REV. DEREK KIDNER, M. A. – Sociedade Religiosa Edições Vida Nova ,Caixa Postal 21486, São Paulo – SP, 04602-970

O HOMEM SOB O PECADO E A MORTE (4:1-6:8)

4:1-15.0 assassinato de Abel.
Se, por trás da serpente, era perceptível o diabo no capítulo 3, a carne e o mundo entram em consideração no presente capítulo (ver adiante coment. dos vs. 16-24). O pecado é revelado com os seus ciclos de evolução como em Tg 1:15, e no v. 7 é personificado quase que à maneira paulina (c/. Rm 7:8). Muitos pormenores acentuam a gravidade do crime de Caim e, portanto, da queda. O contexto é culto, a vítima, um irmão. E enquanto que Eva fora persuadida a pecar, Caim não aceita ser dissuadido de seu pecado nem sequer por Deus; também não irá confessá-lo, nem aceitar o castigo.
1. A palavra conheceu (AV), neste sentido especial, mostra muito bem o nível plenamente pessoal da verdadeira união sexual, embora possa perder completamente este elevado conteúdo (cf. 19:5, AV).
Caim tem algo do som de qãnâ, “ adquirir” . Tais comentários sobre nomes são geralmente jogos de palavras, e não etimologias, revestindo um nome padrão de um sentido particular. Assim, por ex., em 17:17,19 um nome existente, Isaque (“ ria-se [Deus]” ) foi escolhido para rememorar certo riso e a promessa que o provocou.A expressão com o auxílio do (RV, RSV, AA) é literalmente “ com” , apenas. E embora esta palavra hebraica permita outras interpretações, a de RV, RSV, AA é a mais simples. Cf. 1 Sm 14:45 (outra palavra para “ com” ). A exclamação de fé, expressa por Eva neste versículo como no v. 25, levanta a situação acima do puramente natural, para o seu verdadeiro nível (como a fé sempre faz: 1 Tm 4:45), quer esteja dando um toque no oráculo de 3:15 ou não.

GÊNESIS 4:2-7
2. O nome Abel
 é, quanto à forma, idêntico ao termo hebraico para vaidade ou simples sopro (por ex., Ec ‘1:2, etc.). Mas a conexão é provavelmente fortuita, desde que nada se faz com ela. Pode ser que o nome seja cognato do sumério ibil(a), do acádio ab/plu, “ filho”. Os especialistas tendem a ver nesta narrativa as rivalidades de dois modos de viver, o pastoril e o agrícola.1Vê-se tal tema no Velho Testa­ mento (ex., Jr 35:6), mas aqui o contraste de culturas desempenha papel inteiramente subordinado. Deus tem lugar para as duas modalidades (cf. Dt 8), e há os passos estruturadores de um rico modelo nestas aptidões complementares e no procurado
entrelaçamento do trabalho e do culto. O esquema é feito em pedaços unicamente mediante o material humano, e é a exposição à verdade de Deus que o rompe; pondo a descoberto pela primeira vez a moral antipatia da religião carnal para com a espiritual.
3-5 A oferta é um minhâ, que nas atividades humanas era uma dádiva feita para homenagem ou para aliança e, como termo ritual, po­ dia descrever ofertas de animais e, mais freqüentemente, de cereais (por ex., 1 Sm 2:17, Lv 2:1). É argumento precário afirmar que a ausência de sangue desqualificou a oferta de Caim (cf. Dt. 26:1-11); tudo que é explícito aqui é que Abel ofereceu a fina flor do seu rebanho e que o espírito de Caim era arrogante (5; cf. Pv 21:27). O Novo Testamento infere as implicações adicionais e importantes de que a vida de Caim, diversamente da de Abel, desmentia sua oferenda (1 Jo 3:12) e de que para a aceitação de Abel, sua fé foi decisiva (Hb 11:4).
6. Nos repetidos Por que…? e Se… de Deus, Seu apelo para a razão e Seu interesse pelo pecador são assinalados tão vigorosamente como Seu interesse pela verdade (5) e pela justiça (10).
7. No Hebraico, aceito (7) é literalmente “ um exaltar” (cf. RVmg), expressão que pode indicar um semblante sorridente contrariamente a um semblante carrancudo (descaído, 6). Cf. Nm 6:26. Pode ser que o sentido seja o de que o simples olhar para o rosto de Caim o traia; mais provavelmente vai além, incluindo a promessa de restauração da parte de Deus (cf. 40:13) sobre uma mudança de coração. O quadro do pecado … recostando-se à porta (RSV; AA: o pecado jaz à porta), desenvolve-se na candente metáfora da domação de um animal selvagem. Assim, RSV: o seu desejo é por você (Moffatt: “ ansioso para 1 Cf., por ex., o conto-competição sumério de Dumuzi e Enkimdu, deus pastor e deus lavrador: A N ET , p. 41.2 Cf. M offatt.

GÊNESIS 4:8-15
estar em você” ), mas você tem de dominá-lo. A frase é uma adaptação de 3:16, sobre o qual lança melancólica luz.

  1. RV traduz corretamente o hebraico:E Caim contou a Abel, seu irmão (cf. Êx 19:25). Se este é o verdadeiro texto (como parece que é ) , Caim mostra uma natural vacilação entre aceitar ou desafiar a censura de Deus. Contudo, a LXX diz: … disse a Abel … Vamos ao campo (RSV, AA), tornando o assassínio duplamente deliberado, se estas pa­ lavras constituem de fato uma parte autêntica do texto original.
    9. Onde está Abel, teu irmão?emparelha-se a “ Onde estás?” de 3:9, como a perene e completa inquirição que Deus faz ao homem. A desumana réplica, de teor igual às evasivas respostas de 3:10ss, trai, em comparação com estas, certo endurecimento.
  2. Costumamos falar de erros que “clamam” por reparação.O Novo Testamento combina com o Velho Testamento nisto, e desenvolve a metáfora (por ex., Ap 6:9,10; Lc 18:7,8) que, todavia, deve ser vista como metáfora. Em tocante contraste, o sangue de Jesus Cristo clama pela graça (Hb 12:24).
    11,12.O impenitente Caim ouve palavras mais severas do que as dirigidas a Adão, para quem a maldição foi indireta, não tendo ele ouvido: “ És… maldito” .
    13,14. O protesto de Caim4 ecoa o tom ofendido de Dives5 (Lc 16:24,27,28; cf. Ap 16:11), em contraste com o reconhecimento do ladrão arrependido, de que: “ …recebemos o castigo que os nossos atos merecem” (Lc 23:41). A última frase do v. 14: “qualquer que me achar… (RSV), dá idéia de uma população em expansão, presente ou futura. Poderia implicar também em que cada pessoa encontrada seria um parente próximo de Abel — coerentemente com o contexto. Ver, porém, a Introdução, Origens Humanas, p. 25ss.
    15. O interesse de Deus pelo inocente (10) iguala-se somente à Sua preocupação pelo pecador.
    Mesmo a queixosa oração de Caim continha um germe de súplica; a promessa de Deus, em resposta, juntamente com a sua marca ou sinal (a mesma palavra de 9:13; 17:11) — não um estigma, e, sim, um salvo-conduto — é quase uma aliança, fazendo dele virtualmente o go’el ou protetor de Caim. Cf. 2 Sm 14:14b, AV, RV, AA. É o máximo que a misericórdia pode fazer pelos que não se arrependem.
    GÊNESIS – Introdução e Comentário – REV. DEREK KIDNER, M. A. – Sociedade Religiosa Edições Vida Nova ,Caixa Postal 21486, São Paulo – SP, 04602-970


Referências Bibliográficas (outras estão acima)

Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.

Bíblia de Estudo Almeida. Revista e Atualizada. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2006.

Bíblia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. Texto bíblico Almeida Revista e Corrigida.

Bíblia de Estudo Pentecostal. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com referências e algumas variantes. Revista e Corrigida, Edição de 1995, Flórida- EUA: CPAD, 1999.

BÍBLIA ILUMINA EM CD – BÍBLIA de Estudo NVI EM CD – BÍBLIA Thompson EM CD.

CPAD – http://www.cpad.com.br/ – Bíblias, CD’S, DVD’S, Livros e  Revistas. BEP – Bíblia de Estudos Pentecostal.

VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE – http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm

www.ebdweb.com.br – www.escoladominical.net – www.gospelbook.net – www.portalebd.org.br/

http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/alianca.htm

GÊNESIS – Introdução e Comentário – REV. DEREK KIDNER, M. A. – Sociedade Religiosa Edições Vida Nova ,Caixa Postal 21486, São Paulo – SP, 04602-970

Gênesis a Deuteronômio – Comentário Bíblico Beacon – CPAD – O Livro de Gênesis – George Herbert Livingston, B.D., Ph.D.

Revista CPAD – Lições Bíblicas – 1995 – 4º Trimestre – Gênesis, O Princípio de Todas as Coisas – Comentarista pastor Elienai Cabral

Gênesis – Comentário Adam Clarke

Revista CPAD – Lições Bíblicas – 1995 – 4º Trimestre – Gênesis, O Princípio de Todas as Coisas – Comentarista pastor Elienai Cabral

Revista CPAD – Lições Bíblicas 1942 – 1º trimestre de 1942 – A Mensagem do Livro de Gênesis – LIÇÃO 2 – 11/01/1942 – A CRIAÇÃO DO HOMEM – Adalberto Arraes 

Estudo no livro de Gênesis – Antônio Neves de Mesquita – Editora: JUERP

Publicado no site do Ev. Luiz Henrique

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