Benção e Maldição na Família de Noé – Renato Bromochenkel

Benção e Maldição na Família de Noé – Renato Bromochenkel

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I. A FAMÍLIA DE NOÉ – Já estabelecidos nas imediações do Ararate, Noé e sua família recebem do Senhor a incumbência de repovoar a Terra. E, assim, tem início um novo processo civilizatório. Daquele único clã, sairão as tribos, nações e povos que, espalhados pelos cinco continentes, hão de originar reinos e impérios. A tarefa será nada fácil. A ruptura cultural com o mundo de Lameque envidará muito trabalho. Por isso mesmo, os filhos de Noé empenhar-se-ão em recompor as ciências, engenhos e tecnologias de quase vinte séculos. Se algum esforço foi requerido de Adão, de Noé há de ser exigida redobrada pertinácia, para que a nova civilização finque suas raízes. Em meio a tantos afazeres e preocupações, eis que um incidente na família do patriarca cinde a humanidade ali representada. Tudo começou quando Noé retomou suas lides agrárias.

II. NO PRINCÍPIO, ERA A AGRICULTURA
Sem a agricultura, a civilização seria impossível. É o que nos ensina a História. Os povos que, hoje, nos encantam com o seu progresso e desenvolvimento são os que mais se entregaram ao amanho da terra. Os europeus, norte-americanos e japoneses são um exemplo clássico. O cultivo do sol o exigiu-lhes o domínio da meteorologia, da química, da metalurgia e de outras ciências fronteiriças. Quem lida com a plantação há de necessitar de enxadas e relhas, adubos e previsões do tempo. Concernente aos povos que se limitaram à caça e à coleta vegetariana, jazem tão primitivos quanto há dois mil anos.
1. Noé, o agricultor.

Já fora da arca e já estabelecido nas imediações de Sinear, passou Noé a trabalhar a terra, pois não desconhecia os benefícios da agricultura. Assim o autor sagrado descreve a fadiga do patriarca: “Sendo Noé lavrador, passou a plantar uma vinha” (Gn 9.20). O verbo hebraico natah não significa apenas plantar; seu significado tem sérias implicações civilizatórias: estabelecer, edificar e construir.

Em sua essência, plantar é fazer cultura. Ciente da importância da agricultura, eis que Noé põe-se a trabalhar a terra. E, dessa forma, semeia uma nova civilização que, dentro em pouco, não terá apenas recuperado o que se havia perdido, mas se haverá surpreendentemente. Haj a vista o que dirá o próprio Senhor quando da soberba de Babel : “Agora não haverá restrição para tudo que intentam fazer” (Gn 11.6).
Noé volta à terra. El e planta uma vinha e semeia uma civilização; seus filhos colherão reinos e impérios.
2. A vinha de Noé. Pelo que depreendo das palavras de Jesus, a uva j á era bastante cultivada no período pré-diluviano, pois os discípulos de Lameque entregavam-se à comida e à bebida. Vinhas e adegas eram mui encontradiças naquele tempo. Ninguém desconhecia o poder inebriante do fruto da vide.
Juntamente com a vinha, o patriarca constrói uma adega. E, com a ciência que trouxera da primeira civilização, põe-se a vinificar suas uvas. Desenvolvendo a enologia, produz a primeira safra de vinho da segunda civilização. De vinhateiro, faz-se vinicultor. Mas essa sua faina trar-lhe-ia constrangimento e desinteligência ao lar.
III. O BOM E VELHO VINHO DE SEMPRE
Se por um lado, o vinho é o mais notório símbolo da alegria, por outro, é o emblema mais poderoso da intemperança. Quem a ele se entrega, por mais avisado e sábio, acaba comportando-se de maneira inconveniente. Por isso, o rei Salomão alerta-nos a tratá-l o com cuidado e duplicada prudência. Que o exemplo de Noé sirva-nos de alerta.
1. Um homem piedoso e íntegro. Na História Sagrada, foi Noé considerado um dos três varões mais piedosos de todos os tempos (Ez 14.14). Pontificando-se ao lado de Jó e Daniel, não soube, porém, como se comportar diante do vinho. Para comemorar a primeira safra de sua vide, embebedou-se e pôs-se nu na tenda patriarcal (Gn 9.21). Que escândalo! O homem que sobrevivera ao Dilúvio deixava-se, agora, afogar numa taça de vinho. O patriarca, embriagando-se, desveste-se e cai num sono profundo. Sua vinolência chega a tal ponto que o leva a perder a noção do certo e do errado. Por algum tempo, faz-se dissoluto. Por isso, recomenda-nos Paulo: “E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito” (Ef 5.18).
2. Quando o vinho faz-se irresistível. Aconselhando Timóteo a selecionar avisadamente os obreiros, Paul o é incisivo: “Que o bispo seja irrepreensível , esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não violento, porém cordato, inimigo de contendas, não avarento” (1 Tm 3,2,3).
O Senhor dera a vinha a Noé, mas Noé, imoderando-se, dera-se à vinha, entregando-se ao desprezo doméstico. Se um homem santo e piedoso como o patriarca não se houve com moderação ante o vinho, sejamos precavidos. Doutra forma, corremos o risco de cometer até inimagináveis torpezas (Gn 19.31-38).
Quem não pode conter-se, abstenha-se. O ideal é agir como os recabitas que, ansiando por agradar a Deus, evitavam o vinho (Jr 35.1-19). O patriarca não ignorava os efeitos da fermentação. Certamente vira ele, no período antediluviano, o que os seguidores de Lameque faziam sob o jugo da bebida. Além de comer imoderadamente, imoderadamente bebiam, dando-se a todos os excessos. Noé, embriagado, caiu num pecado que, sóbrio, condenara.
3. A nudez de Noé. Dando-se ao vinho, Noé embriaga-se. Perde a noção do certo e do errado. Ignora os l imites da ética e do decoro mínimo. Agora, ei-lo irreconhecível em sua tenda. Despe-se e deixa-se vencer pela vinolência. Al i estava um dos três homens mais piedosos da História Sagrada exposto diante da esposa, filhos, noras e netos.
Vejamos como se comportavam Jó e Daniel citados por Ezequiel juntamente com Noé. Pelo que nos relata o autor sagrado, o patriarca de Uz, ao contrário dos filhos, não se dava ao vinho. Quanto a Daniel , observamos que, de fato, el e não compartilhava do vinho do rei. Mas, particul ar e reservadamente, bebia o seu vinho.
Num momento de ansiedade e interrogações, o profeta abstém-se das iguarias e bebidas: “Manjar desejável não comi, nem carne, nem vinho entraram na minha boca, nem me ungi com óleo algum, até que passaram as três semanas inteiras” (Dn 10.3).
Dos três varões mais piedosos da História Sagrada, observamos três diferentes posturas: duas louváveis e uma condenável . Jó era abstêmio, e Daniel , moderado. Quanto a Noé, deixou-se dominar pela imoderação, trazendo escândalo ao l ar. Nos países mediterrâneos, onde o vinho fermenta a cultura e o cotidiano das gentes, a bebida é l arga e, às vezes, prodigamente consumida até por cristãos professos. Não são poucos os servos de Deus que se permitem embriagar, comprometendo a saúde física e espiritual.
Enfermam o corpo e a alma. Nossa piedade resiste ao orgulho, à concupiscência e aos pecados mais grosseiros. Todavia, é incapaz de resistir ao vinho. Na taça, fruto da vide; no estômago, reação química e escândalo. Se imoderados, agiremos soberbamente, dar-nos-emos à lascívia e agiremos como os mais grosseiros e vulgares pecadores. Portanto, moderação e cuidado. Se você dele se abstiver, melhor. Embora todas as coisas sejam-nos lícitas, nem todas convém-nos. Afinal , somos a comunidade ética e moral por excelência.
IV. A IRREVERÊNCIA DE CAM
Cam, o filho mais novo de Noé, representou à nova civilização o que Caim, o filho mais velho de Adão, representara à antiga. De sua pouquíssima história, podemos extrair muita conclusão. Embora salvo do Dilúvio, não conseguira livrar-se dos pecados que ocasionaram a grande inundação. Na primeira oportunidade, sua loucura e irreverência vieram à tona, revelando quem, de fato, era ele. Pelo jeito, em nada diferia dos herdeiros espirituais de Lameque. Não fora seu pai, teria perecido nas águas da ira divina.
1. O desamor. Quem ama não é indecente. Mas discreto, lhano, gentil . Se assim devemos portar-nos em relação aos estranhos, o que não faremos concernente aos nossos pais? O filho mais novo de Noé, conforme já vimos, não se importava com tais questões. Imbuído ainda do espírito da geração que perecera no Dilúvio, estava sempre disposto a caçoar e irreverenciar a todos, inclusive o próprio pai.
Ao deparar-se com o pai desnudo na tenda, Cam não se conteve. Saiu a contar a todos o que presenciara. Chamou a atenção de Sem, Jafé, das cunhadas, filhos e sobrinhos. El e fez questão que todos vissem o homem mais piedoso da Terra numa situação acabrunhante e vergonhosa. Já imaginou se todos tivessem acorrido à porta da tenda do vel ho patriarca para ver-lhe o opróbrio? Num único momento a humanidade teria se desencaminhado e, por certo, haveria de tornar-se pior do que a geração prédiluviana. Cam era desamoroso, debochado e insolente. El e caricaturava tudo o que via.
2. A irreverência. No meio pentecostal , a irreverência não é vista como pecado. Brincamos com os dons espirituais, imitamos as línguas estranhas e, de quando em quando, urdimos algumas profecias e visões. Ao que parece, o único pecado que leva para o inferno é o que diz respeito à castidade. Desde que não se adultere, nem se prostitua, que o deboche seja liberado.
A Palavra de Deus, porém, coloca a irreverência no mesmo patamar dos pecados grandes e temíveis. Afirma Paulo que a Lei foi promulgada inclusive para castigar os irreverentes (1 Tm 1.9). O mesmo apóstolo deixa claro que, nos últimos dias, a falta de respeito surgirá como um dos mais fortes sinais da chegada da apostasia final.
Por conseguinte, o pecado de Cam não era uma simpl es brincadeira. Levando-se em conta que Noé representava a Deus naquele momento, a irreverência camita avultava-se como gravíssima blasfêmia. Por muito menos, o profeta Eliseu amaldiçoou uns garotos (2 Rs 2.23). Narra o autor sagrado que o profeta os desventurou, e, na mesma hora, apareceram duas ursas que despedaçaram 42 daqueles meninos. Noutras palavras, o pecado de Cam era tão grave, que poderia ser punido com a morte. Sua transgressão constituiu-se na primeira apostasia da segunda civilização.
V. O JUÍZO SOBRE CANAÃ
Segundo a doutrina da responsabil idade pessoal , os fil hos não serão castigados pel as transgressões
dos pais, nem os pais serão penal izados pel as iniquidades dos fil hos. A sentença divina não isenta o transgressor nem o iníquo: a al ma que pecar esta morrerá. Mas no caso específico de Cam, parece que há
uma exceção a essa regra. No entanto, como veremos, a j ustiça divina foi perfeita no castigo imposto a
Canaã, fil ho de Cam.
1. A apostasia de Cam. Conforme já vimos, tudo começou com a irreverência de Cam que, ao ver a nudez do pai, não somente contemplou-a, mas a expôs a toda a família. A reverência fez-se grave apostasia, l evando a iniquidade e o pecado à nova civilização. Mas, mercê de Deus, a transgressão não se generalizou. Pelo contexto da narrativa bíblica, constatamos que Canaã, filho de Cam, não somente caiu no mesmo erro do pai, como veio a superá-lo.
Portanto, Noé não foi respeitado nem pelo filho, nem pelo neto; ambos fizeram-se igualmente réprobos. Quanto aos outros filhos de Cam, não tomaram parte naquele pecado. Por isso, não foram penalizados.
2. A sedição de Canaã. O que era irreverência em Cam fez-se apostasia e sedição em Canaã. Não faltou muito para que a segunda civilização, ainda no nascedouro, viesse a se corromper. Se lermos os capítulos 10 e 11 de Gênesis com atenção e cuidado, verificaremos que a rebelião de Canaã não se deteve com a reprimenda de Noé. Mais adiante, constataremos que el a foi crescendo até alcançar todos os caimitas, num primeiro momento, e, num segundo, as demais famílias de Noé. E, assim, os filhos do patriarca irmanaram-se contra o Senhor, no episódio da Torre de Babel . Por isso, a justiça divina recaiu pesadamente sobre Canaã e seus descendentes.
3. A maldição de Canaã. Entre as mitologias hermenêuticas, há uma que vem causando mal-estar devido à sua conotação racista. Há gente que ainda acha que a maldição que Deus impôs a Cam foi a cor que, hoje, caracteriza os povos subsaarianos. Na verdade, o Senhor não castigou todos os camitas, mas apenas Canaã que, ao contrário de seus irmãos e primos, pôs-se a debochar da nudez do avô.
Sua maldição consistiu na perda de suas terras aos filhos de Abraão, o mais ilustre representante de Sem depois de Jesus Cristo. Eis o que decreta Noé: “Maldito seja Canaã; seja servo dos servos a seus irmãos. E ajuntou: Bendito seja o SENHOR, Deus de Sem; e Canaã lhe seja servo. Engrandeça Deus a Jafé, e habite el e nas tendas de Sem; e Canaã lhe sej a servo” (Gn 9.25-27).
Os descendentes de Canaã vieram a habitar as terras que, hoj e, pertencem ao Estado de Israel . Ali, começaram a deteriorar-se de tal maneira, que o seu modo de vida passou a ser sinônimo de pecado e abominação. A sociedade cananeia tornou-se irrecuperável ; depravara-se essencial e total mente. Não havia entre os descendentes de Canaã pensadores, filósofos ou sábios, mas sacerdotes ávidos por sacrifícios infantis. Por esse motivo, o Senhor removeu, daquelas terras boas e ampl as, os descendentes de Canaã, até que viessem a desaparecer como nação.
Se do Senhor é a Terra e a sua plenitude, conclui-se que Ele a dá a quem lhe aprouver, e, dela, desaloja os povos segundo o seu querer e justiça. Por isso, houve por bem desalojar os cananeus daquela boa terra, para dar-lha aos hebreus. Não somente a História, mas a própria Geografia, acham-se sob o absoluto controle de Deus. Eis porque o Senhor entrega o território cananeu a Israel . Aquelas terras, portanto, são propriedade dos filhos de Abraão.
VI. O DESTINO DOS CAMITAS
Se Deus o quisesse, poderia ter amal diçoado todos os cl ãs provenientes do caçul a de Noé. Mas, castigando Cam, amaldiçoou a seu filho, Canaã, que, à sua semelhança, era também irreverente, debochado e sedicioso. Quanto aos outros fil hos de Cam, imigraram à África, ao Oriente Médio e, segundo é-nos possível depreender linguisticamente, até mesmo ao Extremo Oriente.
1. Os camitas da África. Segundo a genealogia de Gênesis 10, estes são os filhos de Cam: Cuxe, Mizraim, Pute e Canaã. Os três primeiros, j á em sol o africano, dão origem a poderosos reinos e impérios. De Cuxe, veio a Etiópia, cujo poderio militar amedrontava povos e nações. Vamos encontrá-los no Novo Testamento, na figura daquele oficial de Candace, rainha dos etíopes. Mizraim foi o pai dos egípcios que, na História Sagrada, detinha a hegemonia na região do Oriente Médio. Quanto a Pute, é o patriarca que deu origem à Líbia que, nos tempos bíblicos, era uma potência não desprezível . Canaã, o caçula de Cam, seguiu o caminho do pai. E, hoje, já não há indícios de sua civilização, a não ser as informações da Bíblia Sagrada.
2. Os camitas da África e os hebreus. Foi numa nação camita que os filhos de Israel abrigaram-se até que tivessem condições de assumir o controle das terras que o Senhor prometera a Abraão. No Egito, os hebreus peregrinaram por 430 anos. De início, o relacionamento entre semitas e camitas, em sol o egípcio, foi amistoso e mui produtivo. José, filho de Jacó, assumiu o governo egípcio e, dessa forma, preservou a progênie hebreia num momento de dificuldade e fome.
Passados quatro séculos, porém, eis que um Faraó, que não conhecia a José, passou a oprimir os hebreus. Sua intenção era destruir a nação que, embora escolhida por Deus, ainda não havia assumido a sua identidade profética e sacerdotal . Por essa razão, interveio o Senhor com mão poderosa, a fim de arrancar Israel do Egito.
Na verdade, o Senhor castigou severamente o Egito, mas não o destruiu, porque tinha, e ainda tem, grandes promessas a essa nação camita. Os israel itas, por exempl o, eram exortados a não mal tratar os egípcios, pois em sua terra peregrinaram (Dt 23.7). Nos úl timos dias, o Egito terá um l ugar especial no pl ano divino, e estará relacionado estreitamente com o povo de Israel (Is 19.21-25).
O interessante é que Israel abrigou-se entre um povo camita até que tivesse condições de apossar-se do território de outro camita que, segundo a promessa divina, cabia-lhe como hebrança. Mas qual a diferença entre o Egito e Canaã. Os cananeus, devido à sua depl orável idol atria, j amais produziram moral istas ou reformadores sociais, ao passo que entre os egípcios, os sábios eram comuns, conforme observamos nesta passagem do l ivro dos Reis: “Era a sabedoria de Sal omão maior do que a de todos os do Oriente e do que toda a sabedoria dos egípcios” (1 Rs 4.30). Vê-se, pois, que o saber dos egícpios era proverbial e l endário. Quanto aos cananeus, eram tidos como grandes pecadores. Haj a vista que os sodomitas e gomorritas provinham de clãs cananeus.
CONCLUSÃO
Sem e Jafé, ao contrário de Cam, não escarneceram da embriaguez de Noé. Mas, reverentemente, cobriram a nudez do pai, impedindo que o incidente l evasse a sua família a um escândalo ainda maior. Se agirmos assim, evitaremos falatórios, maledicências e sedições na família de Deus. Por isso, foram eles abençoados de uma forma peculiar. O primeiro tornou-se num dos principais ascendentes legais de Jesus Cristo. Quanto a Jafé, pai dos europeus, ajudou a propagar a mensagem do Evangelho até aos confins da Terra.
Portanto, não exponhamos as faltas de nossos irmãos. Mas, discreta e amorosamente, ajudamo-l os a se reerguerem. Afinal , todos podemos cair em muitas faltas e tentações. Se quisermos, pois, ser tratados com amor e consideração, usemos de iguais medidas.
Publicado no blog A Tribuna Gospel

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