Alegria, Fruto do Espírito; Inveja, Hábito da Velha Natureza – Pr. Adilson Guilhermel

Alegria, Fruto do Espírito; Inveja, Hábito da Velha Natureza – Pr. Adilson Guilhermel

ALEGRIA, FRUTO DO ESPÍRITO; INVEJA; HÁBITO DA VELHA NATUREZA.
Lição 4
– 22 de Janeiro de 2017
Texto Áureo
: “Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos.” (Filipenses 4.4)
Leitura Bíblica em Classe
: João 16.20-24

Introdução: O exemplo bem marcante de alguém que tem implantado em si o fruto do Espírito está na pessoa do Apóstolo Paulo. Nesse caso o fruto em destaque e que foi necessário para as condições a qual ele se encontrava como prisioneiro em Roma, era o Gozo. Isso ficou demonstrado que nem a sua prisão ou as provações dos filipenses não ofuscariam a sua alegria. Não é fácil encontrar motivos para nos alegrar em circunstâncias negativas, tais como; enfrentando maldades, tristeza, miséria, privações, doenças e muito mais e não se abalar com isso. Porém tendo o fruto se desenvolvendo em nossas vidas reunimos forças para nossa própria motivação, como também para motivar pessoas que estejam passando problemas difíceis em alguma área da sua vida.

I – GOZO É UM FRUTO QUE NOS TRÁZ ALEGRIA E FELICIDADE INTERIOR

  1. Quem tem o fruto do gozo é revestido pela alegria do Senhor.
    João 16.20 Na verdade, na verdade vos digo que vós chorareis e vos lamentareis, e o mundo se alegrará, e vós estareis tristes, mas a vossa tristeza se converterá em alegria.

Sem a mensagem da cruz onde a vitória de Cristo foi consumada, nunca haveria a verdadeira alegria cristã, porque essa vitória é à base da nossa redenção. Assim o evento da cruz que nos momentos cruciais do sofrimento de Cristo causou muito pranto e tristeza, na sua sequencia de outros eventos os discípulos caíram em si, e isso fez com que toda aquela tristeza se transformasse em alegria. Dentro de uma perspectiva correta a respeito da cruz a qual os discípulos se conscientizaram, esse evento tornou-se uma fonte inesgotável de alegria, a qual foi fundamental para darem continuidade ao ministério de Cristo reunindo forças para enfrentar todo tipo de adversidades no gozo do Espírito.

  1. Quem tem o fruto do gozo sente Deus, a fonte da nossa alegria.
    João 16.21 A mulher, quando está para dar à luz, sente tristeza, porque é chegada a sua hora; mas, depois de ter dado à luz a criança, já não se lembra da aflição, pelo prazer de haver nascido um homem no mundo.

Os discípulos sentiram dor em curto prazo, como uma mulher quando entra em trabalho de parto e logo que dá a luz a criança, o alívio das dores acontece e já não se lembra de mais da sua aflição. Assim os discípulos tiveram muita dor nos momentos cruciais de toda trajetória de Jesus a caminho da cruz, como também no momento da crucificação. Tudo isso passou quando recebem a notícia da sua ressurreição e quanto Cristo se manifesta subitamente a todos que estavam reunidos. Além desses momentos preciosos com Cristo durante quarenta dias, veio outro momento de grande alegria dez dias após a ascensão do Senhor, na vinda do Espírito Santo na ocasião do Pentecoste.

  1. Quem tem o fruto do gozo recebe de Deus a bênção da alegria.
    João 16.22 Assim também vós agora, na verdade, tendes tristeza; mas outra vez vos verei, e o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria ninguém vo-la tirará.

Quando o fruto do gozo é implantado e desenvolvido em nossas vidas, a nossa espiritualidade passa a ser evolutiva e assim alcançamos uma estrutura necessária para suportarmos todo tipo de sofrimento em nossa caminhada para a glória. A nossa alegria não é como a alegria do mundo, pois a do mundo é de curta duração, mas a nossa alegria é transcendental e perdurará por toda eternidade. Precisamos sempre se lembrar do que Jesus disse aos discípulos quando estavam entristecidos pela sua partida: (Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também. João 14:2, 3). Enquanto aguardamos a vinda de Cristo, devemos lidar com nossas provações e dores, a fim de sermos amadurecidos em nossa vida cristã.

II – INVEJA, OBRA CARNE QUE TEM DESGOSTO DA FELICIDADE ALHEIA.

  1. Inveja, é definida como desejo de possuir o bem do outro.
    Provérbios 14.30 diz que “a inveja é a podridão dos ossos

Se as pessoas pudessem compreender o mal que causa a inveja, certamente procurariam evitar esse sentimento em suas vidas. Isto porque, a inveja causa uma destruição interior, causando turbulências na mente como uma espécie de podridão nos ossos, os quais representam a estrutura do homem. Assim uma estrutura contaminada pela inveja leva a uma situação de enfermidade da alma que pode atingir tanto a parte física como a parte psicológica tornando-as doentias. Um dos fortes sentimentos negativos causados pela inveja é o ódio no coração, pois esse sentimento causa distúrbios de extrema gravidade que corroem o homem interiormente provocando perturbações que deixarão sequelas, muitas vezes irreparáveis. Se um cristão ainda tem esse sentimento nocivo, é porque ainda não tem o fruto do gozo implantado na sua vida. Quem tem o fruto do gozo, sabe contentar-se com o que tem e não com o que os outros têm. É preciso lembrar que as pessoas com esse sentimento não entrará no reino de Deus.

  1. Inveja é uma obra da carne que é fruto da velha natureza.
    Gaiatas 5.21 inveja,

O problema do homem não é o que está fora dele e sim o que está dentro dele. Porque é dentro do homem que procedem os maus pensamentos e dentre os vários vícios do velho homem está o da inveja. A única maneira de o cristão evitar esses vícios é andando no espírito, pois se andar na carne não terá como evitá-los e acabará sendo vítima de qualquer um desses vícios. A inveja é tão nociva que pode ser considerada como um vício de difícil possibilidade de cura, dentre todos os demais vícios. A inveja causa uma aflição que causa inquietude, a qual tortura a mente principalmente quando deseja o bem alheio.

  1. Inveja, os seus efeitos causam danos ao próprio invejoso.
    Porque sabia que por inveja o haviam entregado. Mateus 27:18

Jesus realizando a sua obra maravilhosa de salvação pregando o evangelho ás multidões acabou provocando inveja nas autoridades religiosas de Jerusalém. Essa inveja que se transformou em ódio levou esses líderes a procurar algum motivo para interromper o ministério de Cristo. A sua entrada triunfal em Jerusalém foi odiada por esses religiosos, como também os seus ensinamentos e os vários milagres que operava. A ira deles movida pelo sentimento de inveja ia aumentando a cada dia, pois Jesus atraia grandes multidões de seguidores. Isso mostra o quanto a inveja é um sentimento perverso, pois ela nutria o ódio desses líderes ao ponto de prepararem uma cilada para condená-lo a crucificação. Quem se deixa dominar por esse sentimento maligno não consegue refrear as suas intenções, enquanto ele não ter êxito nelas.

Ill – GOZO, UMA ALEGRIA DO ESPÍRITO PARA SER VIVIDA INTENSAMENTE.

  1. A alegria no viver em Cristo uma vida com plena abundância.
    O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância. João 10:10

Os ladrões falsos pastores sob a influência de Satanás se proliferam com a finalidade de roubar, matar e destruir as ovelhas. Com as suas técnicas persuasivas arrebanham multidões e nessas suas técnicas persuadem as almas a terem uma visão materialista e de ganhos fáceis, com o único objetivo, que é a exploração financeira. Em contraste absoluto com esses mercenários da fé, Jesus veio para que tenham uma verdadeira vida dotada do fruto do Espírito, que é necessário para uma vida espiritual com abundância, que nos dão motivações importantes para transpor todos os obstáculos no caminho da vida eterna.

  1. Alegria no servir a Cristo mesmo passando pelas tribulações.
    João 16.23 E naquele dia nada me perguntareis. Na verdade, na verdade vos digo que tudo quanto pedirdes a meu Pai, em meu nome, ele vo-lo há de dar.

Jesus com eles, os discípulos proporcionava um grande gozo em suas vidas, tanto que os seguiam por todos os lugares em que Ele andava e isso era algo muito prazeroso para quem tinha esse privilégio. Após a sua partida ao céu, houve certa expectativa a respeito de como eles se comportariam a partir disso, porém tudo isso se finaliza com a chegada do Espírito Santo no dia de Pentecoste. Assim, Jesus o consolador que estava com eles, enviou o outro consolador, que não estaria com eles com Jesus, mas que estaria neles, ou seja, habitaria neles para guiá-los a toda verdade. Também veio para assegurar a promessa de Jesus, na qual estaria com eles até a consumação dos séculos, promessa essa que se estende para todos os seus seguidores em toda parte do mundo.  Estando Jesus com eles aqui na terra, sempre supriu as necessidades dos seus discípulos e para evitar que se preocupassem nesse sentido após a sua partida, eles continuariam sendo supridos em suas necessidades, pois não deixariam de receber os cuidados do Senhor. Simplesmente deveriam orar ao Pai em nome de Jesus para que as suas necessidades fossem supridas, o que continua acontecendo para todos que não pedem para usar em seus deleites.

  1. Alegria em trabalhar na obra de Cristo e ter a sua retribuição.
    João 16.24 Até agora nada pedistes em meu nome; pedi, e recebereis, para que o vosso gozo se cumpra.

Uma importante orientação enfatizada por Cristo para que as nossas orações sejam atendidas, é que seja feita em Seu nome. A oração feita em nome de Jesus é essencial para garantir o seu sucesso, como também é uma maneira de afirmar a nossa completa dependência dEle para suprir todas as necessidades. Nesse caso também tem o objetivo de que o seu nome seja glorificado na sua resposta. A oração é uma força poderosa para prosseguirmos nessa difícil caminhada superando todos os obstáculos a serem enfrentados. Nessa caminhada haverá dores, aflições, tristeza e muito mais, porém o gozo implantado em nossos corações é um importante motivador para reverter todas as tristezas em alegria.

Elaborado pelo Pastor Adilson Guilhermel

Publicado no site Esboços da EBD

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