A Igreja em um Mundo Novo – Valorize a EBD

TEXTO DO DIA
“E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa,  agradável e perfeita vontade . de Deus,” (Rm 12.2)
SÍNTESE
A Igreja atual enfrenta desafios que devem ser superados com sabedoria e, acima de tudo, sob a direção de Deus.
OBJETIVOS
 
SABER como se deu a transição do mundo veterotestamentário para o neotestamentário.
EXPLICAR os aspectos políticos e socioculturais do mundo enfrentado pela igreja do primeiro século.CONSCIENTIZAR de que precisamos fazer uma leitura crítica do mundo para transformá-lo mediante o nosso testemunho.

INTERAÇÃO
Prezado professor, inicie a primeira aula desse trimestre apresentando aos alunos o tema geral: “Novos Tempos, Novos Desafios”. Explique que as treze lições analisam as principais mudanças ocorridas no mundo na primeira década do século 21. Como Igreja do Senhor precisamos fazer uma leitura crítica da nossa realidade, do nosso tempo, para que possamos viver o Evangelho de Cristo e ensiná-lo a esta geração de forma ungida e inteligente. O comentarista das lições é o pastor César Moisés Carvalho – escritor, conferencista, chefe do setor de Educação Cristã da CPAD, professor da FAECAD, graduado em Pedagogia e pós-graduado em Teologia pela PUC-Rio.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Sugerimos que você reproduza o quadro abaixo. Explique aos alunos que estamos vivendo um tempo de mudanças em diversas áreas — econômica, política, social, religiosa, etc. Em seguida faça as seguintes indagações: “Estas mudanças afetam a igreja?” “Qual deve ser a atitude da igreja frente a estas mudanças?” Ouça os alunos com atenção e incentive a participação de todos. Em seguida peça que, utilizando apenas uma palavra, preencham o quadro. Conclua enfatizando que a Igreja do Senhor precisa fazer uma leitura crítica do nosso mundo para que possa transformá-lo mediante a pregação da Palavra de Deus.
 
Novos Tempos, Novos Desafios
As principais mudanças da primeira década do século 21 e suas implicações para a Igreja
A fim de auxiliar os professores na abordagem do tema do terceiro trimestre da revista Lições Bíblicas Jovens, o texto objetiva oferecer uma súmula do assunto a ser tratado em cada lição.
A Popularidade do processo de globalização
Apesar de a “globalização” ser um processo antigo de tentativa de integralizar os países, a expressão globalização só começou ser popularizada no final do século passado e início deste. Ainda sem um consenso a respeito do assunto, tanto em termos de definição quanto de história, neste novo século, em 2004, foi que presenciamos a entrada de dez novos países à União Européia, um dos chamados “blocos econômicos” mais conhecidos. A própria China, que sempre foi hostil e arredia, em 2002, passou a compor a OMC
— Organização Mundial do Comércio. A globalização, na realidade, é ainda um reflexo principal de uma das maiores características humanas, que é a necessidade de estar junto. Contudo, desde a Torre de Babel, tal “união” não tem significado solidariedade, mas altivez e orgulho em relação a Deus e uma forma de expropriar ainda mais o semelhante.
É A Igreja em um novo Mundo .É fato que o tempo e o mundo em que vivemos são muito distintos dos originais em que a Igreja nasceu. Como viver os mesmos princípios doutrinários que marcaram os primeiros cristãos em situações tão diferentes? Esse desafio só pode ser vencido com o que Karl Barth dizia acerca de o cristão carregar em uma das mãos a Bíblia e, na outra, o jornal. Em termos diretos, não podemos comunicar a mensagem cristã como se estivéssemos falando às pessoas do “século passado”, precisamos fazer com que o Evangelho faça sentido às de hoje.
O terrorismo marca o início do novo século
O mundo assistiu atônito aos ataques terroristas em 11 de setembro de 2001. Quase três mil pessoas perderam a vida e o mundo despertou para o que se avizinhava no novo século e milênio: Nossas fortalezas verticais não podem conter o sentimento de ódio. Para mudar o mundo, é preciso antes transformar o homem.
A era da informação instantânea e o avanço tecnológico O aumento do acesso à informação é algo que vem em ritmo crescente desde os últimos vinte anos. Contudo, foi mesmo nesta primeira década do século 21 que a internet deixou de ser algo apenas remoto e limitado aos aparelhos de “fax-modem” com 4 acesso discado, para acesso irrestrito através das “redes sem fio” (Wi-Fi e Wireless). Já não é mais preciso estar em casa para acessar a grande rede e verificar o e-mail ou conferir as notícias. Agora é possível até mesmo assistir a um programa de televisão ou ver um vídeo. O maior reflexo desse crescimento são as modernas invenções tecnológicas deste novo século. Desde os modernos celulares cuja função telefone é, de longe, a mais importante, até vários outros avanços que revolucionaram a comunicação digital, todos inventados ao longo desta década e, principalmente, a partir de sua segunda metade, temos: Lap- tops cada vez menores e mais leves, porém, com mais capacidade de armazenamento de informações; Smartpho- ne; Palmtop; Ipad; Ipho- ne; TV de plasma e de LCD; Televisão em 2, 3 e 4 Ds; MP 7 etc.
As epidemias globais
Primeiro foi a Sars (Severe Acute Res- piratory Syndrome – Síndrome Respiratória Aguda Grave), depois veio a gripe aviária e, recentemente, a suína. Pestes que através de aeroportos, ou outros ambientes com grande concentração e rotatividade, acabaram globalizando epidemias e causando milhares de mortes neste novo ^ século.
O avanço científico No início deste novo século deu-se a conclusão do mapeamento do genoma humano. A biomédica e a bioética nunca foram tão populares quanto agora. Há pouco tempo, discussões envolvendo o assunto sobre células tronco foram acompanhadas por todo o país, quando o Supremo Tribunal Federal decidiu aprovar a utiliza-
èção das pesquisas com células-tronco embrionárias. Foi preciso discutir até mesmo quando se inicia a vida, o conceito de alma e muitos outros temas que antes eram restritos às discussões teológicas. As cirurgias para “mudança de sexo” se multiplicam e os transexuais ganham visibilidade midiática. No caso de alguém converter-se após a referida mudança, como a igreja acolherá esta pessoa?
as mudanças das leis e dos valores morais
Em um país de orientação predominantemente cristã, começamos a perceber que as leis que visam regulamentar a prostituição como atividade profissional e o “casamento homossexual” como união reconhecida pelo Estado, não pretendem outra coisa senão uma mudança na concepção dos valores ^ morais. O proselitismo homossexual com o patrocínio do Estado já é uma realidade. O que será das novas gerações? Quais valores morais orientarão a vida das futuras famílias?
Ascensão econômica e a melhoria na qualidade de vida A implementação de novas políticas com a ascensão de governos que nunca haviam chegado ao poder vem causando impacto econômico positivo principalmente nas classes C e D. Entretanto, ao mesmo tempo em que produzem melhorias na qualidade de vida dos cidadãos, estes mesmos A regimes introduzem políticas de minorias bastante perigosas. Até que ponto o populismo não está “dando com uma mão” para “tirar com dez outras”, fazendo com que até mesmo a moralidade seja banida?
 A Nova Religiosidade 
 
Longe de caracterizar-se como ateísta, este século tem se mostrado extremamente propenso à religiosidade. Entretanto, um fenômeno novo já começa a despontar. Trata-se do que, momentaneamente, está sendo chamado de “movimento dos desigrejados”. A cada dia novas obras são publicadas com o depoimento de pessoas desiludidas com a igreja enquanto instituição. De acordo com o Censo do IBGE de 2010, incrivelmente, depois do catolicismo romano e da Assembléia de Deus, este é hoje o “grupo religioso” que mais cresce. É preciso pensar nas causas e em como lidar com esse novo problema.
 
A superexposição midiática da igreja
Desde os tempos de Constantino, em nenhum outro tempo a igreja foi tão amplamente exposta. “Milagres”, ou algo parecido, dividem o horário nobre da TV aberta com novelas e outras programações. Até quando a “espetacularização da fé” auxilia o verdadeiro Evangelho? Como buscar formas alternativas de evangelização sem parecer que estamos envolvidos na mesma briga mercadológica por “almas”?
A secularização mais presente
Em nenhum outro lugar o reflexo da secularização é tão evidente quanto na igreja. Apesar de serem as artes e a ciência (e a filosofia por trás delas) os grandes propulsores da modernidade tardia, no campo religioso suas influências se revelam ainda mais presentes. A flexibilização dos valores do Evangelho, visando amoldá-los às mudanças da pós-modernidade é um dos perigos mais sutis deste tempo para a igreja. O que seria, de fato, a “secularização”? A inserção de pensamentos puramente materiais na esfera religiosa ou a atribuição de uma dimensão religiosa às coisas puramente temporais?
As catástrofes naturais
A primeira e mais chocante catástrofe ambiental deste século foi o tsunami do Continente Asiático, em dezembro de 2004. Esse desastre varreu diversos países, fazendo com que cidades inteiras sumissem instantaneamente. O número de mortes superou os 230 mil. Terremotos e outros desastres, inclusive no Brasil, demonstraram a fragilidade humana diante da fúria da natureza e suscitaram novamente a pergunta: “Por que coisas ruins acontecem se Deus é bom?”
A Igreja do Século 21
Recentemente, um novo conceito surgiu nos círculos teológicos brasileiros, trata-se da chamada “teologia pública”, ou seja, a mensagem cristã adequada em termos de linguagem, forma e conteúdo, às necessidades das pessoas do mundo atual. Fazer esse caminho e não secularizar o Evangelho é o grande desafio da igreja neste tempo. Se ela fechar-se, poderá tornar-se sectária, obsoleta e incomunicável às pessoas que dela mais precisam. Não obstante, abrir-se em demasia, leva a comunidade de fé ao perigo de descaracterizar-se diante das absorções indiscriminadas de modelos que não servem para a sua vivência.
Considerações Finais
 
Que mudanças devemos ainda enfrentar nesse novo milênio? Eis uma pergunta impossível de ser respondida. Quais implicações, os acontecimentos acima elencados, trouxeram para o dia a dia da sociedade? Esta sim é uma questão, não apenas possível de ser respondida, mas que deve obrigatoriamente ocupar a pauta das discussões, pois é para isso que nós, professores, fomos chamados.

 

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