Uma Promessa de Salvação – Ev. José Roberto A. Barbosa

Uma Promessa de Salvação – Ev. José Roberto A. Barbosa

A PROMESSA DA SALVAÇÃO

Texto Áureo: Gn. 3.15 – Leitura Bíblica: Gn. 3.9-15

INTRODUÇÃO

Neste trimestre, estudaremos a Soteriologia – doutrina da salvação, com enfoque na pessoa de Cristo, sendo Este: o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo. 14.6). Na aula de hoje, trataremos a respeito da promessa da salvação, o denominado, protoevangelho, que se encontra em Gn. 3.15. Inicialmente definiremos salvação, e na segunda parte da lição, nos voltaremos para o texto bíblia que narra a queda de Adão e Eva, bem como a providência de Deus para a salvação da humanidade.

  1. SALVAÇÃO, DEFININDO O CONCEITO

No Novo Testamento, o substantivo soteria está estreitamente relacionado à vinda do Messias. Jesus foi convidado a ir à casa de um cobrador de impostos corrupto, cujo nome era Zaqueu. Este, depois de ouvir a mensagem do Mestre, arrependeu-se dos seus pecados. Como resultado, a soteria de Deus entrou naquela casa (Lc. 19.9). A mensagem da soteria encontra maior destaque nos escritos neotestamentários de Paulo e do autor da Epístola aos Hebreus. Ao escrever aos Efésios, o Apóstolo dos Gentios afirma que os crentes daquela cidade, após terem ouvido a palavra da verdade, foram alcançados pela soteria (Ef. 1.13; 2.5,8). Em sua Epístola aos Filipenses, instrui os crentes a desenvolveram a salvação, com temor e tremor (Fp. 2.12). Isso quer dizer que aqueles que foram alcançados pela soteria de Deus, não por meio das obras, mas pela fé (Ef. 2.8,9), devem viver como pessoas salvas (Hb. 6.9). Mas a salvação tanto tem um aspecto passado quanto futuro, está na dimensão do “já” e do “ainda não”. Ela está fundamentada na salvação providenciada por Cristo, na cruz do calvário (Lc. 2.30; 19.9; I Ts. 5.9; II Tm. 2.10; 3.15; Hb. 2.3; 9.28; I Pe. 1.10). A soteria ainda não se completou, pois aguardamos ainda a glorificação, da qual estamos cada vez mais próximos (I Ts. 5.9; Hb. 1.14). A soteria providenciada por Deus é motivo de júbilo e celebração. O livro de Apocalipse está repleto de cânticos que glorificam o Senhor por Sua salvação (Ap. 7.10; 12.10; 19.1). Mas a ekklesia não deve apenas celebrar a salvação de Deus, é sua responsabilidade proclamá-la ao mundo (At. 13.47; 28.28). Não podemos esquecer que a soteria de Deus é o próprio Cristo, pois Ele é o Yeshua, o Salvador, Aquele que morreu na cruz do calvário, e que ressuscitou ao terceiro dia, para que todo aquele que nEle crer, tenha a vida eterna (Jo. 3.16).

  1. A QUEDA DE ADÃO E EVA: CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS

Satanás é real, não é um conceito abstrato, nem mesmo uma invenção dos religiosos. Ele é comparado a uma serpente em II Co. 11.3, e assim se apresenta no Jardim do Eden, através do disfarce de uma serpente. Ele é um imitador, não por acaso Paulo destaca que se faz passar por anjo de luz (II Co. 1.31). Precisamos estar atentos aos ardis do Inimigo, pois ainda hoje se apresenta como imitador, e se disfarça de modo a não percebermos suas armadilhas. Seus seguidores tentam apresentar uma falta justiça, diferente daquela providenciada por Deus (Rm. 9.30), e tem seus falsos mestres, que ensinam doutrinas contrárias à palavra de Deus (II Co. 11.13-16). Ele costuma questionar a Escritura, ou então usá-la em benefício próprio, subvertendo seus princípios (Gn. 2.15-17; II Co. 11.3). Deus estabeleceu uma restrição para o primeiro casal no Eden, esses poderiam comer livremente de qualquer fruto, mas não daquele da arvora proibida. Satanás interpreta a Palavra de Deus de maneira equivocada, ao acrescentar que “nem tocareis nele”, a própria Eva também inseriu elementos na mensagem que não foram ditas pelo Senhor, resultando em desconfiança naquilo que o Senhor falou. Devemos ter cuidado para que, influenciados por Satanás, não venhamos interpretar equivocadamente as Escrituras. Ele é o pai da mentira (Jo. 8.44), não podemos fazer concessão quando a Palavra de Deus, pois é nosso pavês e escudo (Sl. 91.4; Ef. 5.16). O resultado de se distanciar da orientação divina é sempre trágico, a desobediência de Adão e Eva resultaram na Queda da humanidade (Rm. 5.12-21; I Co. 15.22). Mas também somos responsáveis pelos nossos pecados, como Adão e Eva também podemos nos deixar seduzir pela concupiscência (Gn. 3.6; I Jo. 2.16). O desejo de ser como Deus tem conduzido a humanidade à destruição, isso pode ser percebido na própria vergonha pela qual Adão e Eva tiveram, quando perceberam que estavam despidos (Gn. 2.25; Rm. 2.12-16). O pecado traz consequências, e uma delas certamente é o medo, a culpa que distancia o ser humano de Deus (Gn. 3.10). Na tentativa de fugir do pecado, ou mesmo da sua realidade, como fizeram Adão e Eva, a humanidade busca subterfúgios, tentado vestir-se pela autojustiça (Gn. 3.21). Ao invés de reconhecerem o pecado, eles transferiram a culpa, deixando de assumir a necessidade de salvação. O resultado foi o castigo divino, para a mulher que passaria a dar à luz com dores (Gn. 3.16) e o homem que sofria diariamente com a labuta do seu trabalho (Gn. 3.17-19).

  1. PROTOEVANGELHO: A PROMESSA DA SALVAÇÃO

Mas nem tudo está perdido, pois a uma promessa de salvação para a humanidade, um animal foi morto, para que Adão e Eva fossem vestidos, essa ação divina antecipava a morte do Cordeiro de Deus, desde a fundação do mundo (Ap. 13.8). Na cruz do calvário Jesus morreu pelos pecadores (II Co. 5.21). O salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus (Rm. 3.12; 6.23). Essa mensagem foi antecipada pelo próprio Deus, o chamado protoevangelho, que se encontra em Gn. 3.15. Deus anunciou no Edén: “E porei inimizade entre ti e a mulher e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar”. Na cruz do calvário Jesus pisou na cabeça da serpente, de modo que hoje temos pleno acesso ao trono da graça de Deus. Em Gn. 3.14,15, aprendemos que o salvador prometido era a Semente da mulher- Deus que se fez homem (Jo. 1.1,14); essa semente feriu a cabeça da serpente – conquistou o pecado, ao levar sobre Si a nossa culpa; e a serpente feriu o calcanhar do Salvador, portanto, Deus experimentou a morte eterna em nosso lugar. Por causa dEle, agora temos salvação do poder do pecado e do poder das trevas (Cl. 1.13), experimentamos a redenção (I Pe. 1.18,19), vivemos segundo o Espírito (Rm. 8.1), passamos pelo novo nascimento (Jo. 3.5) e participaremos da manifestação de Cristo em glória (Cl. 3.4). Por esse motivo, podemos afirmar, já no tempo presente, que fomos salvas na justificação e regeneração (passado), estamos sendo salvos (santificação) e seremos salvos (glorificação). Jesus é a garantia que temos de que nEle as promessas de Deus serão cumpridas em nós.

CONCLUSÃO

A promessa da salvação se cumpriu em Cristo, ao se entregar pelos nossos pecados na cruz do calvário. Isso revela a gravidade do pecado, não apenas o de Adão, mas também os nossos. Ele conduz a humanidade para a morte, o distanciamento eterno do Criador, ao isolamento (Rm. 3.23). Todavia, a salvação prometida no Edén foi concretizada no calvário (Jo. 3.16), de modo que podemos ter a convicção, pela graça por meio da fé (Ef. 2.8,9), que desfrutamos da salvação e vida eterna providenciada por Deus.

BIBLIOGRAFIA

VOS, H. Genesis: Chicago: Moody Publishers, 1999.

WEIRSBE, W. W. Be Basic: Genesis. Colorado Springs: David C. Cook, 2010.

Publicado no blog Subsídio EBD

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