A Sobrevivência em Tempos de Crise – Francisco Barbosa

A Sobrevivência em Tempos de Crise – Francisco Barbosa

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A Sobrevivência em Tempos de Crise

TEXTO ÁUREO VERDADE PRÁTICA
“Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.”

(Jo 16.33)

As crises podem ser superadas com sabedoria, fé e com a ajuda de Deus.
LEITURA DIÁRIA
Segunda – Hc 1.1,2

O questionamento e o silêncio de Deus em meio à crise

Terça – Hc 1.3,4

Um profeta entristecido em meio à crise de violência e corrupção

Quarta – Hc 2.2

A resposta de Deus em meio à crise

Quinta- Hc 1.13

Deus usa o ímpio, em meio à crise, como  instrumento de correção

Sexta – Hc 3.17,18

A fé na provisão de Deus em tempos de crise

Sábado – Hc 3.19

Deus é a nossa força em tempos de crise

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Habacuque 1.1-17
1 – O peso que viu o profeta Habacuque.

2 – Até quando, SENHOR, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritarei: Violência! E não salvarás?

3 – Por que razão me fazes ver a iniquidade e ver a vexação? Porque a destruição e a violência estão diante de mim; há também quem suscite a contenda e o litígio.

4 – Por esta causa, a lei se afrouxa, e a sentença nunca sai; porque o ímpio cerca o justo, e sai o juízo pervertido.

5 – Vede entre as nações, e olhai, e maravilhai-vos, e admirai-vos; porque realizo, em vossos dias, uma obra, que vós não crereis, quando vos for contada.

6 – Porque eis que suscito os caldeus, nação amarga e apressada, que marcha sobre a largura da terra, para possuir moradas não suas.

7 – Horrível e terrível é; dela mesma sairá o seu juízo e a sua grandeza.

8 – Os seus cavalos são mais ligeiros do que os leopardos e mais perspicazes do que os lobos à tarde; os seus cavaleiros espalham-se por toda parte; sim, os seus cavaleiros virão de longe, voarão como águias que se apressam à comida.

9 – Eles todos virão com violência; o seu rosto buscará o oriente, e eles congregarão os cativos como areia.

10 – E escarnecerão dos reis e dos príncipes farão zombarias; eles se rirão de todas as fortalezas, porque, amontoando terra, as tomarão.

11 – Então, passarão como um vento, e pisarão, e se farão culpados, atribuindo este poder ao seu deus.

12 – Não és tu desde sempre, ó SENHOR, meu Deus, meu Santo? Nós não morreremos. Ó SENHOR, para juízo o puseste, e tu, ó Rocha, o fundaste para castigar.

13 – Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a vexação não podes contemplar; por que, pois, olhas para os que procedem aleivosamente e te calas quando o ímpio devora aquele que é mais justo do que ele?

14 – E farias os homens como os peixes do mar, como os répteis, que não têm quem os governe?

15 – Ele a todos levanta com o anzol, e apanha-os com a sua rede, e os ajunta na sua rede varredoura; por isso, ele se alegra e se regozija.

16 – Por isso, sacrifica à sua rede e queima incenso à sua draga; porque, com elas, se engordou a sua porção, e se engrossou a sua comida.

17 – Porventura, por isso, esvaziará a sua rede e não deixaria de matar os povos continuamente?

HINOS SUGERIDOS: 50, 140, 474 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL

Mostrar que as crises que enfrentamos em nossa nação e no mundo

são resultado do mundo decaído.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

  1. Reconhecer que a crise é uma realidade do mundo atual;
  2. Mostrar que a crise é consequência do pecado;

III.    Explicar o porquê das crises política, econômica e espiritual.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Prezado professor, neste trimestre teremos a oportunidade ímpar de estudarmos a respeito das crises que nossa nação e o mundo vêm enfrentando: crise espiritual, política e econômica. O comentarista do trimestre é o pastor Elienai Cabral – escritor e conferencista da Casa Publicadora das Assembleias de Deus.

Aproveite o tema do trimestre para mostrar aos seus alunos que o mundo está em crise, mas os céus não. Deus é Soberano e Senhor. Ele tem o suprimento para todos aqueles que nEle confiam.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Neste trimestre, estudaremos as crises que o mundo decaído vem enfrentando ao longo do tempo. Jesus nos alertou que no mundo teríamos aflições, mas prometeu estar conosco todos os dias, até a consumação dos séculos (Mt 28.20). Não estamos sozinhos em meio às crises. Sabemos que o Brasil enfrenta uma séria crise política, moral e econômica sem precedentes. Já se fala em 11 milhões de desempregados. Muitas empresas estão fechando suas portas; a indústria não consegue escoar a produção, pois o comércio não tem para quem vender os produtos. E o resultado é a tão temida recessão econômica. A crise também tem afetado a área da saúde. Os que buscam os hospitais públicos sofrem nas filas de espera. Faltam médicos, remédios e leitos, e muitas pessoas morrem sem conseguir atendimento. A Educação também tem enfrentado crises. Vivemos em uma sociedade caótica, porém temos um Deus que cuida de nós. É o que veremos nesta lição. [Comentário: Os tempos são de crise – econômica, política, moral e ética, espiritual. O cotidiano está marcado por essa situação presente em todas as áreas de nossa vida. Mas como proceder nesses, momentos aflitivos? Qual deve ser a conduta de um cristão autêntico? A questão que Habacuque levanta e que a maioria dos cristãos enfrenta é: Onde está Deus que vê tudo isso e não faz nada para sanar o problema? Será que Deus não vê? Não vê toda esta brincadeira humilhante com a vida humana, como o direito está sendo pervertido, como o justo está sendo massacrado? Estar confiante e alegre, quando tudo vai bem é fácil. Porém, e quando tudo parece dar errado, quando atravessamos uma profunda crise? Aqui está o verdadeiro desafio! Sabendo que temos um Deus que zela por nós. O profeta Habacuque canta, em tempos de crise. É um hino que parte de um coração marcado pela dor, e sente que os tempos são difíceis. Nestas horas de aflições é que o povo de Deus mais deve adorar. O ensino, aqui, é no sentido de se regozijar no Senhor, venha o que vier. Paulo e Silas, na prisão, cantaram louvores a Deus (At 16.25) e o próprio Cristo nos orienta da necessidade de nos alegrarmos nos momentos difíceis (Mt 5.11,12). A propósito, no dizer do Rev Hernandes Dias Lopes, a crise é um tempo de oportunidade: “Era um tempo de seca. Isaque estava na terra dos filisteus. Isaque semeou naquela terra e colheu a cento por um. Ele cavou poços e reabriu os poços antigos. Mesmo sendo perseguido pelos filisteus não deixou seu coração azedar nem entrou em batalhas inúteis. Ele prosperou no deserto. A crise é um tempo de oportunidade, uma encruzilhada onde aqueles que confiam em Deus colocam o pé na estrada da vitória, mas os que duvidam da sua providência, enveredam-se pelos atalhos da dúvida e incredulidade. Você foi chamado a viver pela fé. Semeie no seu deserto e o deserto, pela graça de Deus, florescerá. É possível, à semelhança de Isaque, prosperar no deserto!” PROSPERANDO NO DESERTO, Hernandes Dias Lopes.] Dito isto, vamos pensar maduramente a fé cristã?

PONTO CENTRAL

A crise espiritual, política e econômica que o mundo enfrenta é consequência do mundo decaído.

 

I – A CRISE COMO UMA REALIDADE

  1. Deus criou um mundo perfeito. Deus criou um mundo perfeito e nele colocou o homem, para cuidar da criação e com ela habitar. Adão recebeu do Criador a missão de governar a Terra e cultivar o solo. Por um período de tempo (não sabemos quanto tempo), Adão e Eva viveram sem crise e em harmonia, governando o mundo. Todavia, Adão e Eva caíram na tentação do Diabo, desobedecendo à ordem de Deus. Com o pecado veio o juízo divino sobre Adão, Eva e a serpente. A terra também sofreu as consequências do pecado (Gn 3.17). O pecado deformou a raça humana e fez com que o mundo viesse experimentar as diferentes crises que temos visto. A primeira crise que Adão enfrentou foi no seu relacionamento com sua esposa, Eva. Adão culpou a Deus e a mulher pelo seu erro (Gn 3.12). Em meio às crises, sejam elas de diferente ordem, temos a tendência de sempre culpar alguém. [Comentário: Gênesis 3 descreve a rebelião de Adão e Eva contra Deus e contra Seus mandamentos. Desde então, o pecado tem sido passado de geração a geração e nós, descendentes de Adão, temos herdado pecado dele. Romanos 5.12 nos diz que através de Adão o pecado entrou no mundo, e por causa disso a morte foi passada a todos os homens porque “o salário do pecado é a morte” (Rm 6.23). Essa é a condição que chamamos de pecado herdado. Assim como herdamos características físicas de nossos pais, assim também herdamos nossas naturezas pecaminosas de Adão. A queda de nossos primeiros pais, trouxe conseqüências desastrosas não apenas para eles, mas também para toda a humanidade. Entender o que aconteceu com Adão e Eva após o primeiro pecado é chave para compreendermos a situação em que o homem se encontra hoje. Isto porque, Adão não agiu como uma pessoa particular, mas como representante de toda a humanidade. Após o pecado, há uma fuga da responsabilidade. “E ele disse: Ouvi a Tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me” (Gn 3.10). Adão tenta encobrir sua culpa, colocando a culpa em Eva (v 12), que por sua vez, culpou a serpente (v 13). Eles não aceitaram a responsabilidade pelo erro. Ao contrário transferiram a responsabilidade para o outro. Não é assim também em nossos dias? Extraído de:http://www.monergismo.com/textos/pecado_original/pecado_gildasio.htm]
  1. Uma sociedade em crise. Com a Queda, vieram os males e as crises, que assolam a Terra até os dias atuais. A apostasia tornou-se universal. Hoje parece não haver mais limites ao adultério, a imoralidade e a corrupção. O homem está cada dia mais distante de Deus e cometendo toda sorte de torpeza. Nossa geração assemelha-se a dos dias de Noé. Contudo, Deus está no controle. O Dia do Senhor virá e a sua justiça será feita. Vivemos em uma sociedade corrupta e perversa, mas não pertencemos a este mundo, por isso, não podemos nos conformar com a sua maneira de pensar e agir (Rm 12.2).[Comentário: Após o pecado, a Terra foi amaldiçoada. (Gn 3.17): A natureza sofre junto com a humanidade, compartilhando assim as conseqüências da queda. As Escrituras descrevem esta maldição em três maneiras:
  2. a) O sustento será obtido com fadiga v 17.

Assim como a mulher terá seus filhos com dor, o homem haverá de comer o fruto da Terra por meio de trabalho penoso. Antes da queda, o trabalho de Adão no jardim era prazeroso e agradável, mas de agora em diante, seu trabalho, bem como o dos seus descendentes será seguido de cansaço e tribulação.

  1. b) A Terra produzirá cardos e abrolhos v 18.

O cultivo da terra seria mais difícil do que antes. Cardos e abrolhos aqui significam: plantas indesejáveis, desastres naturais, enchentes, insetos, secas e doenças. A natureza foi subvertida com o pecado do homem. (Rm 8:20-21).

  1. c) No suor do rosto comerás v 19.

O trabalho árduo se tornaria a porção do homem. A vida não seria fácil.Extraído de:http://www.monergismo.com/textos/pecado_original/pecado_gildasio.htm. A Bíblia é muito clara ao afirmar que a civilização da época pré-diluviana conseguiu alcançar um nível de perversidade nunca visto até então. O homem estava aproveitando toda sua capacidade para a prática do mal, mostrando que o pecado havia corrompido de forma generalizada todos os aspectos da raça humana. Não sabemos ao certo qual era a população do planeta naquele momento da história, porém sabemos que apenas um homem achou graça perante os olhos do Senhor e, apenas Noé e sua família, conseguiram sobreviver ao juízo de Deus sobre aquela geração depravada. O que acontecia nos dias de Noé que se assemelham aos nossos dias? Afirma Jesus: “Comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento”, v27. A expressão “casavam e davam-se em casamento” quer dizer, literalmente, casar e descasar-se seguidamente. Perceba que não há qualquer menção a Deus nessa passagem. O homem preocupa-se apenas consigo mesmo. Ele é o centro de tudo. Isso é homocentrismo, hedonismo, humanismo, existencialismo, secularismo. Em 2 Timóteo 4.10, Paulo conta que Demas se perdeu, “amando o presente século”. Demas foi um obreiro que amou o secularismo. Extraído de: http://www.cpadnews.com.br/blog/antoniogilberto/fe-e-razao/26/os-perigos-da-secularizacao-nas-igrejas-(1%C2%AA-parte).html]

SÍNTESE DO TÓPICO I

A crise que atinge o mundo é real e é consequência da Queda.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“Adão e Eva tentaram igualar-se a Deus e determinar seus próprios padrões de conduta (Gn 3.22). O ser humano, através da Queda, tornou-se até certo ponto independente de Deus, e começou a fazer o seu próprio julgamento entre o bem e o mal. Neste mundo, o julgamento ou discernimento humano, imperfeito e pervertido, constantemente decide sobre o que é bom ou mau. Tal coisa nunca foi da vontade de Deus, pois Ele pretendia que conhecêssemos somente o bem, e para isso, dependendo dEle e da sua palavra. Todos quantos confessam Cristo como Senhor, retornaram ao propósito original de Deus para a humanidade. Passam a depender da Palavra de Deus para determinarem o que é bom” (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, p. 38).

CONHEÇA MAIS

*Habacuque

“Habacuque profetizou a Judá entre a derrota dos assírios, em Nínive, e a invasão de Jerusalém pelos babilônios (605 – 597 a.C.). O livro é o único no seu gênero por não ser uma profecia dirigida diretamente a Israel, mas  sim a um diálogo entre o profeta e Deus. Habacuque queria saber por que Deus não fazia algo a respeito da iniquidade que predominava em Judá. Deus lhe responde, então, que enviaria os babilônios para castigar a Judá. Esta resposta deixou o profeta ainda mais confuso: ‘Por que Deus castigaria o seu povo através  de uma nação mais ímpia do que ele?’ No fim, Habacuque aprende a confiar em Deus, e a viver pela fé da maneira como Deus o requer: independentemente  das circunstâncias.” Para conhecer mais leia, Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, p.1336.

Noé repovoou a terra, porém o homem continuou com a semente do pecado em seu coração. Não demorou muito para a crueldade adentrar na casa do próprio Noé.

II – A CRISE COMO UMA CONSEQUÊNCIA DO PECADO

  1. A crise na sociedade antediluviana. Depois da Queda, o pecado se alastrou pela raça humana como um vírus letal (Gn 6.5). Porém, o mundo antediluviano ainda não vivia o caos. Segundo as Escrituras Sagradas não havia fome e a saúde do homem era boa, pois a expectativa de vida era bem elevada, chegando quase a mil anos (Gn 5.27). Embora houvesse provisão, saúde e expectativa de vida, o homem continuava longe de Deus e entregue a toda a sorte de torpeza. A terra encontrava-se corrompida e cheia de violência (Gn 6.11). Muitos, erroneamente, acreditam que a violência é consequência da modernidade e do capitalismo. A violência é consequência do pecado e da dureza do coração do homem, que vive longe do Criador. Dizendo isso, não estamos negando que a pobreza, o desemprego e a falta de acesso à educação contribuem para o aumento da violência. Deus é santo e não pode tolerar o pecado, por isso, decidiu frear a maldade do homem trazendo o dilúvio (Gn 6.13). Mas Deus também é misericordioso. Em sua bondade e misericórdia, Ele determinou que Noé construísse uma arca. A arca serviria para abrigar Noé e sua família, os animais e todos aqueles que acreditassem na pregação do servo de Deus. A arca era um refúgio contra a ira de Deus. Mas aquelas pessoas não creram nas advertências de Noé e não quiseram buscar refúgio em Deus. Somente Noé e sua família foram salvos das águas do dilúvio formando uma nova civilização.[Comentário: Muitos discutem as causas da violência, mas, à luz da Palavra de Deus, temos que a causa da violência é o pecado, a morte espiritual, que dá início ao processo que chega até a violência. Sem o pecado, não há que se falar em violência e é por isso, aliás, que, no reino milenial de Cristo, haverá paz e justiça (Sl 85.10). “O antropólogo francês René Girard, no livro “A violência e o Sagrado”, publicado em 1972, afirma que a violência está na base da sociedade e da cultura sob a forma dissimulada do bode expiatório. O bode expiatório, sacrificado, serve para apaziguar e controlar a violência. Sacrifica-se um e todos ficam contentes. A culpa foi totalmente atribuída ao bode expiatório. Atualmente procuramos, também, os bodes expiatórios. E enquanto estes não forem sacrificados não haverá sossego”.http://www.horaluterana.org.br/multimidia/o-pecado-e-a-violencia/. “Já no mundo antediluviano, vemos que Deus, ao ver que a terra estava cheia de violência, ou seja, que se tinha atingido a “medida da tolerância de Deus”, tomou a devida providência para pôr fim àquele estado de coisas, mandando o dilúvio, o juízo sobre toda aquela geração perversa e corrompida. O mesmo, aliás, fará ao término da Grande Tribulação, quando, na batalha do Armagedom, porá fim à extrema violência com que o Anticristo terá atacado os santos daquele tempo e, mais precisamente, o remanescente de Israel. Assim também Deus agiu com relação a Sodoma e Gomorra, com relação aos moradores de Canaã, a Nínive e ao próprio povo do reino do norte, o reino de Israel, que, como nos dá conta o profeta Amós, também havia enveredado pelo caminho da violência (Am 6.3) . Deus, a cada momento, tem mostrado que não permitirá que a violência atinja limites superiores ao de Sua tolerância, sendo, mesmo, a violência existente uma demonstração do que é o pecado e de que como Deus está no controle de todas as coisas”. http://aandremoreira.blogspot.com.br/2009/05/violencia-chaga-visivel-do-pecado.html]
  1. Crise na sociedade pós-dilúvio. Noé repovoou a terra, porém o homem continuou com a semente do pecado em seu coração. Não demorou muito para a crueldade adentrar na casa do próprio Noé. O servo do Senhor plantou uma vinha, fez vinho e se embriagou (Gn 9.20,21). Seu filho Cam, vendo o pai bêbado, expôs a sua nudez. Cam foi amaldiçoado por Noé (Gn 9.25), numa mostra clara de que o pecado traz maldição para a família e para a nação. Muitas vezes a crise é consequência do pecado. Os homens se estabeleceram na antiga planície da Suméria e não demorou muito para iniciarem a construção de uma torre. Esse era um monumento para engrandecimento do homem. Era a busca pelo poder. Muitos, na atualidade estão construindo monumentos para si mesmo (casas, carros importados, joias, roupas de grife), mas não ajudam aqueles que estão necessitados. Deus não se agradou desse projeto arrogante e fez com que cada um falasse uma língua diferente, dificultando o ajuntamento das pessoas em um só lugar. A sociedade pós-diluviana não se tornou melhor do que a antediluviana, pois a iniquidade humana continuou a crescer. [Comentário: O termo “corrupção” provém do latim, “corruptione”, e o Aurélio o define como “ato ou efeito de corromper; decomposição, putrefação”. Figuradamente a expressão significa: “devassidão, depravação, perversão” (FERREIRA, 2004, p. 560 – acréscimo nosso). 4.2 O juízo de Deus (Gn 6.13,17). Durante o tempo que Deus deu aos homens para se arrepender mediante a pregação de Noé, seus contemporâneos não lhe deram ouvidos (2Pe 2.5). Com a arca já construída e os animais dentro, Deus ordena que Noé e sua família entrem para que ele cumpra a Sua palavra enviando sobre a terra o seu juízo (Gn 7.1-24). “Embora o pecado e a violência possam ficar sem punição por algum tempo dentro da longanimidade divina, todavia não serão esquecidos. Apesar de ele ser “tardio em irar-se” e estar sempre interessado em mostrar-se misericordioso, não é absolutamente imune a ira quando sua lei é impugnada e sua graça desprezada” (ELISSEN, 1993, p. 318). 4.3 O livramento de Deus (Gn 6.14-16). Noé achou graça aos olhos de Deus (Gn 6.8). O Senhor o livrou junto com a sua família do grande dilúvio, porque este tinha um caráter santo distinguindo-se dos seus contemporâneos (Gn 6.9). Somando-se a isto a atitude do patriarca depois que recebeu a orientação divina quanto a construção da arca, não titubeou, mas agiu com fé (Hb 11.7-a), obedecendo de forma imparcial a Palavra de Deus (Gn 6.22; 7.5). No artigo A HUMANIDADE DEPOIS DO DILÚVIO, do Pr. Forrest Keener, ele escreve: “omo mencionamos antes, um erro clássico de muitos é pensar em Noé e sua descendência como uma linhagem boa de pessoas, marcada por um comportamento íntegro constante. Deixe-se saber que Noé foi “um homem justo”. Ele “caminhou com Deus”. Deus disse sobre ele: “Eu te vi íntegro diante de mim”. Tudo isso é verdade e é um resultado da graça, mas deve ficar claro que Noé foi ainda descendência de Adão, e ele e os seus foram todos pecadores, mas por natureza e imputação. Poderíamos saber disso observando sua descendência hoje, mas isso não é necessário. A Bíblia o afirma em Gênesis 8:21: “Porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice”. Essa verdade é demonstrada por toda geração e está registrada desse modo nas Escrituras, como Gênesis 9:22-29. Aqui, encontramos Noé em um estado de embriaguez e nudez. Desse modo, ele está sustentando a tentação para seu filho mais novo, Cão, para pecar, e seu coração depravado responde prontamente. Isso, alternadamente, traz o julgamento sobre sua descendência até Canaã, o mais jovem. Isso deve parecer injusto, mas se entendermos a Bíblia corretamente, veremos a espécie humana como uma raça, e não todos eles como um conjunto de indivíduos separados. Noé compartilhou o pecado de Adão tanto na culpa quanto no julgamento, e isso é transmitido através de Sem, Abraão, Isaque, Jacó, Judá e todos aqueles que nasceram ou nascerão. Mas, em Cristo, toda a semente santa é feita justa. Considere Romanos 5:19. Deve ser notado também que, como um resultado do efeito do pecado sobre o corpo físico, e alguns pensam que por causa das mudanças na terra depois do dilúvio, a expectativa de vida humana começou a diminuir rapidamente. Noé viveu 950 anos, mas seu filho Sem (o segundo de três) viveu apenas 600 anos. Seu filho, Arfaxade, viveu apenas 438 anos; seu filho, Selá, apenas 433; seu filho, Éber, 468, e seu filho, Pelegue, apenas 239 anos. Quando observamos dez gerações depois, a de Abraão, a expectativa de vida diminuiu para 175 anos. Isaque, depois dele, viveu 180 anos e Jacó, 147. Outro fato que nos ajudará a entender essa história é que a maior parte disso teve lugar durante a vida de Noé. Abraão nasceu cerca de 58 anos depois de Noé morrer e afastou-se de Harã apenas cerca de dezessete anos após a morte de Noé. Há dez gerações de Adão até Noé e dez gerações de Noé até Abraão. Como o efeito do pecado se expande rapidamente! Mas, em tudo isso, vemos a mão de Deus muito determinada e fielmente estabelecendo Sua aliança eterna pela qual produzirá a semente prometida, Jesus Cristo, por Quem Ele redimirá os homens de seus pecados.”Texto extraído de: http://www.palavraprudente.com.br/estudos/forrest_k/eventosvt/cap17.html]
  1. Crise nos tempos de Jesus e na Igreja Primitiva. Jesus nasceu na terra de Israel, em uma região conhecida como Palestina. O Filho de Deus veio ao mundo em um tempo em que o Império Romano dominava Israel. A tensão política e a instabilidade social eram grandes. Era um tempo de crise política, social, moral e espiritual. Mas, em meio às crises a luz raiou dissipando as trevas e trazendo esperança para a humanidade. Nos dias de Jesus, havia muitos pobres e necessitados. Por isso, o Mestre ensinava que era preciso cumprir o que fora dito pelo profeta Isaías (Is 58.6,7). Não adiantava dizer que eram filhos de Abraão, caso não desfizessem o jugo do oprimido e repartissem o pão com o faminto. Isso nos faz lembrar que a fé sem as obras é morta (Tg 2.15-17). A Igreja Primitiva enfrentou uma terrível perseguição. Havia muitos necessitados, todavia os irmãos acudiam os pobres e necessitados. Em tempos de crise, os bens eram partilhados (At 4.34,35). É em meio à crise que podemos ver o quanto as pessoas são generosas. A generosidade aliada à comunhão fazia com que muitos fossem atraídos a Jesus Cristo, contribuindo para o crescimento da igreja. [Comentário: “O Filho de Deus não se fez homem, em geral: fez-se tal homem particular, judeu, galileu, num determinado momento da história do mundo. Como homem, ele foi, portanto, marcado pela geografia e pela história do seu país, por sua cultura; esteve sujeito às leis econômicas; entrou nos conflitos políticos; partilhou das esperanças do seu povo. Neste Caderno, fala-se pouco de Jesus, quase não se estudam textos bíblicos. No entanto este é um estudo importante — e que muitas vezes se exigia de nós: uma apresentação das condições sociais, econômicas, políticas que fizeram de Jesus o homem que ele foi. Sem dúvida, um homem não se explica unicamente por essas diferentes condições e Jesus menos que qualquer outro. Mas é conhecendo-as melhor que se vê surgir com mais clareza a originalidade da sua mensagem e da sua pessoa” Christiane Saulnier e Bernard Rolland. La Palestino au temps de Jésus © Editions du Cerf, Paris, 1979. O cristianismo surgiu no contexto de uma relação tensa entre os judeus e o Império Romano. Jesus ensinou claramente o princípio da separação entre os dois reinos com a célebre declaração de Mt 22:21: “Daí a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. No seu nascimento e na sua morte, Jesus experimentou a ira dos poderes constituídos (Mt 2:3,13; 27:2,11,37; Lc 23:2,8-12), porém o seu maior conflito foi com o sistema religioso, não com o sistema político. Outras referências aos governantes nos evangelhos são encontradas em: Mt 20:25-26; Lc 2:1-2; 3:1-2,19; 13:32; Jo 18:36; 19:11. http://www.mackenzie.br/7113.html.]

SÍNTESE DO TÓPICO II

A crise é uma consequência do pecado. Deus não tolera o pecado. Para disciplinar seu povo, Ele usaria os babilônios (Hc 1.5-12).

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

Maldade e violência

Essas palavras são usadas para caracterizar os pecados que causaram o dilúvio de Gênesis. Maldade é rasab, atos criminosos que violam os direitos dos outros e tiram proveito do sofrimento deles. Violência é hamas, atos deliberadamente destrutivos que visam prejudicar outras pessoas. Quando qualquer sociedade é marcada por situações frequentes de maldade e violência corre o risco de receber o juízo de Deus.

Noé deve ser honrado por sua constante fidelidade. Ele trabalhou durante anos na construção da arca numa planície sem água (Gn 6.3). Ele deve ter sofrido zombaria sem piedade dos seus vizinhos, nenhum dos quais respondeu às suas advertências acerca do juízo divino. Contudo, Noé não deixou de confiar em Deus. Manteve uma postura obediente. Percebemos a qualidade de nossa fé quando passamos por provações” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 29).

III – A CRISE

  1. A crise política. Israel enfrentou uma terrível crise política depois da morte de Salomão. Roboão, o filho sucessor, pede conselhos aos anciãos, mas ignora as orientações deles. Ele prefere seguir os conselhos de seus amigos (1 Rs 12.10). Roboão buscou fazer aquilo que era melhor para si e não para o seu povo. Os resultados foram os piores possíveis. A nação foi dividida, afastando o povo de Deus. Essa divisão perdurou por muito tempo trazendo dor e sofrimento para todos. Quando homens insensatos assumem o poder, toda a nação sofre as consequências. Atualmente, o Brasil está enfrentando uma crise política sem precedentes. Ela tem sido destaque nos principais jornais do mundo. A cada dia surge um novo escândalo. Estamos vivendo um momento muito delicado. A corrupção tem se alastrado como um câncer, atingindo todos os poderes. Como Igreja do Senhor, temos que orar em favor da nossa nação e lutar contra toda a forma de corrupção, pois temos um Deus que é santo e que abomina tal condição. Quando escolhemos, de forma errada, uma pessoa para nos representar tanto no Executivo quanto no Legislativo, a injustiça se alastra e muitos problemas surgem, como os que ocorreram em Israel (Dt 16.18-20; Is 1.23). [Comentário: O livro de 2 Reis registra três séculos tristes na história dos reinos de Israel e Judá. Continuando a história contada em 1 Reis, este livro relata os reinados paralelos dos reis de Israel e Judá do nono século a.C. até a queda destes reinos. Israel caiu à Assíria em 721 a.C., e Judá caiu À Babilônia em 586 a.C. O final do livro acrescenta mais informações sobre o cativeiro, com a última anotação sobre a libertação de Joaquim em 561 a.C. Estes três séculos foram especialmente tristes, não somente pela queda destes dois reinos, mas pelos motivos que levaram o Senhor a determinar tal sofrimento para seu povo. Depois da divisão do reino, todos os reis do norte (Israel) foram rebeldes contra Deus. Alguns eram piores que outros, mas nenhum dos reis de Israel se mostrou fiel ao Senhor. Pouco mais de 200 anos depois da divisão dos reinos, Israel caiu. Vale a pena ler a explicação dos motivos deste castigo severo, registrada em 2 Reis 17.http://www.estudosdabiblia.net/jbd069.htm. Pouco antes da morte de Salomão, em 931 a.C., Deus enviou Aías para profetizar contra a casa de Davi por causa da idolatria de Salomão (I Reis 11:29-31). A profecia era de que o reino de Israel seria dividido, e que 10 tribos seriam governadas por alguém de fora da casa de Davi. Apenas uma tribo deveria ser deixada para a casa de Davi. Isso, naturalmente, totaliza 11 tribos, enquanto houve 12. A razão para isso é que a tribo de Benjamin uniu-se com a casa de Judá e eles, aparentemente, tornaram-se uma tribo. Roboão, filho de Salomão, foi para Siquém para ser feito rei, mas quando Jeroboão, o filho de Nebate, servo de Salomão, ouviu isso, organizou uma conspiração que levou Roboão a agir imprudentemente. O povo foi até Roboão e perguntou se seus impostos sobre eles seriam aliviados em comparação àqueles de Salomão. Rejeitando o conselho dos anciãos e aceitando aquele dos homens jovens, ele disse que o encargo de seu governo seria tão pesado que o seu dedo pequeno ficaria mais grosso do que a cintura de seu pai. Deste modo, Israel rebelou-se contra ele, apedrejou seus coletores de impostos e Jeroboão se tornou rei sobre eles. Deste ponto em diante, Israel e Judá se tornaram dois reinos separados. Eles são geralmente aludidos como o Reino do Norte (Israel) e o Reino do Sul (Judá). Israel rapidamente voltaria para a escravidão e o Reino do Norte terminaria. A casa de Judá iria segui-los na escravidão não muitos anos mais tarde, mas a nação deles, pela providência de Deus, retornaria para a região e continuaria até o tempo de Jesus Cristo, o Messias. Observe que, na história de Israel, Deus elevou um homem depois de outro, e prometeu benção por obediência. Tal obediência nunca foi uma realidade. A benção prometida, ou seja, pela obediência, só pode vir por Cristo, não de homem.http://www.palavraprudente.com.br/estudos/forrest_k/eventosvt/cap46.html.]
  1. A crise econômica. Muitos países já enfrentaram terríveis crises econômicas ao longo dos anos. Nas Escrituras Sagradas, encontramos, no livro de Gênesis, a extraordinária crise de alimentos pela qual passou toda a terra (Gn 41.55,56). Porém, a crise foi revelada a Faraó por intermédio de um sonho (Gn 41.1-8). Deus deu a José a interpretação do sonho e ele foi levantado como governador do Egito. José recebeu de Deus sabedoria para administrar em tempos de crise. A crise foi tão intensa que pessoas de todas as terras se dirigiam ao Egito para comprar alimento (Gn 41.57). No Brasil, a crise econômica que estamos enfrentando está diretamente ligada à crise política. Segundo alguns economistas, o “Brasil não sairá da crise econômica se não resolver a crise política e ética”. Em meio à crise não podemos nos desesperar nem nos entristecer. Precisamos orar e confiar no Deus de toda provisão. [Comentário: “Registros egípcios contam que a fome, causada pelas estiagens nas cabeceiras do Nilo, durou muitos anos. A agricultura egípcia dependia das enchentes anuais ao longo do rio, que depositavam terra nova fértil tornando a irrigação possível. Também nesse aspecto a autenticidade do relato bíblico tem total sustentação histórica” Para conhecer mais leia, Guia do Leitor da Bíblia, CPAD, p.46. […] Quando se tornou o segundo governante mais poderoso em posição no Egito. Ele sabia exatamente o que fazer. Durante anos de colheitas abundantes, juntou todas as colheitas que iam além das necessidades imediatas do povo e as armazenou em numerosas cidades do Egito. Durante esse tempo, nasceram-lhe dois filhos. O primeiro foi chamado Manassés, ‘que esquece’, como testemunho de que Deus havia apagado dos pensamentos tristes e íntimos de José os anos de trabalho e de toda a casa de seu pai. O segundo filho foi chamado Efraim, ‘dupla fertilidade’, como testemunho das providências misericordiosas de Deus na terra da sua aflição. Quando chegaram os sete anos de fome, o Egito estava preparado com uma grande provisão de alimentos armazenada para a emergência. Mas a seca cruzou as fronteiras do Egito e atingiu a Palestina e outros países vizinhos. Dentro do próprio Egito, logo as pessoas sentiram fome e pediram comida. Sem demora, José as abasteceu de provisões segundo um plano já em execução. As pessoas tiveram a permissão de comprar os grãos armazenados e, assim, tiveram o suficiente para comer. Habitantes de outros países ficaram sabendo da provisão que havia no Egito e foram comprar alimentos” (Comentário Bíblico Beacon. 1.ed. Vol 1. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, pp. 114,115). Se não houver uma reação adequada à crise, ela pode desestabilizar nossa fé, comprometer nosso potencial, bem como nossa motivação, tirando também de nós o senso de oportunidade. A história de José nos ensina que o sofrimento pode moldar nosso caráter e levar-nos a ser bem-sucedidos em todas as áreas de nossas vidas. Os sofrimentos nos ensinam a lidar com circunstâncias adversas. Cada episódio na vida de José fazia parte dos desígnios de Deus.]
  1. A crise espiritual. No texto bíblico dessa lição, o profeta Habacuque, que viveu e ministrou em Judá, questionou a Deus a respeito da crise que seu povo estava enfrentando. O profeta estava em meio a uma sociedade agonizante, e por isso, desejava algumas respostas de Deus. Muitas vezes, como Habacuque, diante do caos também nos perguntamos: “Por que Senhor?” O profeta ficou perturbado ao ver que os ímpios prosperavam e os justos iam mal. Deus, entretanto, ouviu os questionamentos do profeta. Ele ouve e responde nossas indagações, embora nem sempre tenhamos as respostas no momento em que queremos. O Senhor não deixou Habacuque sem resposta (Hc 2.1,2). O Senhor falou que o seu julgamento viria sobre Judá. Deus não tolera o pecado. Para disciplinar seu povo, Ele usaria os babilônios (Hc 1.5-12). Habacuque questiona a Deus, porém ele era um homem de fé. Suas indagações não eram resultado de dúvida ou incredulidade. Ele confiava que Deus poderia suprir as necessidades do seu povo mesmo não florescendo a figueira e não havendo fruto na vide (Hc 3.17). Mesmo que não houvesse provisão, ele continuaria confiando na fidelidade do Senhor. Confiar em Deus em tempos de abundância é relativamente fácil; difícil é continuar confiando na provisão em meio à escassez. [Comentário: O profeta Habacuque viveu numa das épocas mais conturbadas da história de Israel. Homem de oração, de profunda comunhão com o Senhor, teve o privilégio de ver, com clareza o que estava ocorrendo e as consequências que adviriam de tanta desobediência e afastamento do Senhor. Para que sua pregação e testemunho permanecessem, ele escreveu sua mensagem num livro preciosíssimo. Além dos problemas espirituais de afastamento do Senhor, havia graves problemas internos e ex-ternos em seu país. Israel vivia um tempo de declínio espiritual e moral. Imperavam a violência, a iniquidade, a opressão, a injustiça (1.1-4); Nessa fase o povo estava longe de Deus e chegavam até a praticar a idolatria: “Ai daquele que diz à madeira: Acorda! E à pedra muda: Desperta! Pode o ídolo ensinar? Eis que está coberto de ouro e de prata, mas, no seu interior, não há fôlego nenhum”. Enfim, havia um fracasso nacional, como descrito em Hc 1.2-5. Notamos que os homens que não servem a Deus agem da mesma forma em todas as épocas: exploração do próximo, enriquecimento ilícito, ameaças, violência e assim por diante. O que Deus fez ontem pode fazer hoje, Hc 3.3. Deixemos o Senhor ficar no controle da Igreja. Para isso, devemos orar como o profeta Habacuque. “Aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos”, 3.2. E, se isso fizermos, o tão precioso avivamento certamente virá, a renovação se firmará e todos os pastores e igrejas triunfarão na plenitude do Espírito Santo. http://www.iprb.org.br/artigos/textos/art51_100/art74.htm]

SÍNTESE DO TÓPICO III

A crise que a nossa nação está enfrentando é espiritual, política e econômica.

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

O profeta Habacuque viveu  em Judá, provavelmente durante o reinado de Josias. Todavia, apesar do verniz superficial da religião, essa sociedade foi arruinada pela injustiça.

No passado, muitos profetas já haviam identificado e condenado duramente a sociedade injusta de Judá, mas foi sobre o governo de Manassés, avô de Josias, que a sociedade hebraica comprometeu-se com a idolatria, atrelada aos males sociais. Josias, que assumira o trono aos oito anos de idade, conclamou a nação a que voltasse para Deus. Após ter encontrado um livro perdido da lei de Deus, extirpou a idolatria, restabeleceu o Culto no Templo e empenhou-se na administração da antiga lei de Deus. Muito embora, todos esses procedimentos não tenham conseguido eliminar a corrupção, profundamente enraizada entre o povo e suas instituições.

Habacuque, ao rogar a Deus por uma explicação do por que Ele permitiria que o iníquo pecasse e o inocente sofresse, recebe a resposta. Na época, Deus estava preparando os babilônios para ingressarem no rol das potências mundiais.

O Senhor usaria as forças armadas desses pagãos para que seu próprio povo fosse punido. Habacuque entendeu o plano de Deus, pois o uso de nações inimigas para disciplinar Israel e Judá era um precedente bem arquitetado. Não obstante, havia ainda um problema de ordem moral que perturbava o profeta. Como poderia Deus usar um povo menos justo para disciplinar o mais justo?  Desde o início, este tema palpitante tem causado preocupação aos crentes de uma forma ou de outra. Por que permitiria Deus que o iniquio alcançasse sucesso neste mundo?

Por que Ele não tomaria atitude alguma de sorte que os bons e não os ímpios prosperassem? As respostas que encontramos em Habacuque deixam evidente que o ímpio não será bem-sucedido, pois não há quem, bom ou mau, que possa evitar a mão disciplinadora do Senhor” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 560).

CONCLUSÃO

O mundo pode estar em crise, mas o Reino dos Céus não. O Senhor é soberano e não perdeu o controle da situação. O governo está em suas mãos. O Dia do Senhor virá e os justos e ímpios terão a sua recompensa. Não desanime. Confie, pois em breve o Senhor virá em nosso socorro. [Comentário: Por que o justo sofre? Esta questão tem desafiado muitas pessoas desde o Antigo Testamento. A exemplo de Jó, as crises de Habacuque ou a dúvida de Asafe no Salmo 73, todos eles estavam intrigados com o fato de o justo atravessar tremendas tribulações. Tiago exorta: “Sintam-se alegres quando estiverem passando por provações”. Esta afirmativa é contrária ao evangelho pregado hoje em alguns círculos, e isso leva a muitas pessoas chegarem enganadas às nossas Igrejas, achando que seguir a Cristo implica em estar livre de toda espécie de dificuldades. Então, ao passarem por provações se desorientam por completo. Nosso entendimento das Escrituras e o que pregamos é a mesma ótica extraordinária de Tiago: quando a sua fé vence as tribulações ela produz a perseverança, ou seja a paciência. Essa perseverança é aquela virtude do homem que continua avançando, apesar das dificuldades. É nas provações que se forja o caráter. As dificuldades vencidas nos fortalecem para que enfrentemos outras que surjam com mais capacidade e confiança.]“NaquEle que me garante: “Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Ef 2.8)”,

Francisco Barbosa

Campina Grande-PB

Setembro de 2016

PARA REFLETIR

A respeito da sobrevivência em tempos de crise, responda:

  1. Qual era a missão de Adão antes da crise se instalar na Terra?

Adão recebeu do Criador a missão de governar a Terra e cultivar o solo.

  1. As crises enfrentadas no mundo são consequência de quê?

São consequência da Queda.

  1. A sociedade pós-diluviana tornou-se melhor que a antediluviana?

Não!  O homem continuou a pecar de forma deliberada contra Deus.

  1. Quais eram as crises e conflitos no tempo de Jesus?

A tensão política e a instabilidade social eram grandes. Era um tempo de crise política, social, moral e espiritual.

  1. Quem Deus usou para administrar a crise de alimentos no Egito?

José recebeu de Deus sabedoria para administrar a crise.

Publicado no blog Auxílio ao Mestre

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