A Sobrevivência em Tempos de Crise – Ev. José Roberto A. Barbosa

A Sobrevivência em Tempos de Crise – Ev. José Roberto A. Barbosa

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A SOBREVIVÊNCIA EM TEMPOS DE CRISE

Texto Áureo Jo. 16.33 – Leitura Bíblica Hc. 1.1-17

Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa

www.subsidioebd.blogspot.com

Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO

Neste trimestre estudaremos a respeito do Deus de toda provisão, sobretudo nesses últimos dias, marcados por crises política, econômica e espiritual. No início da aula nos voltaremos para as causas da crise, em segue destacaremos as características dos tempos de crise, e ao final, daremos orientações bíblica para sobreviver as crises. Nossa expectativa é que ao longo dessas aulas sejamos confortados pelo Deus da Palavra, que nos dar força espiritual para enfrentar as adversidades.

  1. AS CAUSAS DA CRISES

As crises existem, elas são reais, e a sua causa, ao contrário do que postulam alguns sociólogos, está na natureza pecaminosa dos seres humanos. Há estudiosos que apontam as consequências como se essas fossem a causa das crises. Os problemas com os quais nos deparamos na sociedade contemporânea são apenas a ponta do iceberg. A causa das crises se encontra no pecado, na rebeldia do ser humano ao Seu Criador. No livro de Gênesis compreendemos que Deus criou um mundo perfeito, mas o primeiro homem e mulher optaram por viverem distantes do Senhor (Gn. 3.12-17). Ao invés de se submeterem à vontade de Deus, preferiram dar ouvidos à voz de Satanás, e instigados pelo desejo de serem quem não são, caíram em transgressão. O pecado é a principal mazela da sociedade, é por causa dele que o homem anda a passos largos para a destruição. Paulo é enfático ao declarar que o salário do pecado é a morte, não apenas a física, mas também a espiritual e eterna. É o pecado que incita a ganância, ao orgulho que conduziu Satanás à rebeldia. Umas das características do pecado é que ele cega o entendimento das pessoas. Adão e Eva, por exemplo, ao invés de reconhecerem o mal neles, preferiu transferi-los, ao ponto de um culpar o outro, e por fim, culpar o próprio Deus (Gn. 3.12). Anos atrás uma enquete foi feita, e perguntaram aos principais intelectuais da humanidade qual o grande problema da sociedade. Vários teóricos deram respostas diversas, mas Chesterton, o famoso escritor britânico, teve a coragem de reconhecer que o mal da sociedade poderia ser reduzido a uma palavra: “eu”. A causa das crises são os outros, por que todos pecaram (Rm. 3.23), mas esses outros também somos nós, quando preferirmos trilhar nossos próprios caminhos, ao invés dos caminhos de Deus.

  1. OS TEMPOS DE CRISES

O apóstolo Paulo adverte aos crentes que nos últimos dias da igreja na terra sobreviriam tempos trabalhosos (I Tm. 4.1; II Tm. 3.1). Esses tempos são marcados pela apostasia, uma decisão premeditada de contrariar a vontade de Deus. A humanidade caída não reconhece que a vontade de Deus é boa, agradável e perfeita (Rm. 12.1,2). Por causa disso, se ver diante de crises que não consegue resolver. A base das crises sociais é espiritual, não necessariamente religiosa, pois a religião pode servir apenas para expressar a condição da queda humana. A religião humana também é uma demonstração da queda, pois ao invés de se submeter a orientação divina, e se deixar guiar pelo Espírito, as pessoas postulam dogmas que para nada servem. A alternativa bíblica para a religião é o “andar no Espírito”, conduzindo-se pela orientação divina (Gl. 5.22). Por causa da natureza, as pessoas tomam decisões equivocadas, no campo da política, ao invés de votarem em candidatos que se propõem a trabalhar pelo bem comum, votam em pessoas que querem apenas se enriquecerem por meio dos recursos públicos. Na economia também identificamos traços da queda, pois ao invés das pessoas investirem no reino de Deus, e buscarem colocar o homem em primeiro plano, veem apenas o lucro, como se esse fosse um fim em si mesmo. A falta de amor, o genuíno elemento do fruto do Espírito, e o fundamento das relações humanas, tem sido a causa principal da iniquidade (Mt. 24.12). Tiago aponta em sua Epístola que a ganância é o mal gerador de todas as mazelas sociais (Tg. 4.4), e essa é incitada pelo amor ao dinheiro, que é raiz de todos os males (I Tm. 6.10). A adoração a Mamom, o deus das riquezas, e não ao Deus da provisão, é a razão das crises (Mt. 6.24).

  1. SOBREVIVENDO AS CRISES

Aqueles que creem em Deus pode sobreviver às crises, assim como fez o profeta Habacuque, aprendem a superar as adversidades, ainda que os tempos sejam difíceis (Hc. 3.17). Precisamos aprender a olhar para a realidade a partir do prisma divino, e não se deixar guiar pelas cosmovisões humanas. O dinheiro deve servir para satisfazer nossas necessidades fundamentais, não deve se tornar um ídolo e não podemos viver exclusivamente para ele. Paulo nos orientou a esse respeito, afirmando que havia aprendido a se contatar com o que tinha (Fp. 4.10). É nesse contexto que podemos afirmar com ele: “tudo posso nAquele que me fortalece” (Fp. 4.13). O contentamento é uma virtude que precisa ser cultivada pelos cristãos, ainda que o mundo não saiba do que se trata (I Tm. 6.6). Esse é o caminho para sobreviver as crises da contemporaneidade, precisamos aprender a desfrutar da provisão divina. Deus sabe do que precisamos, Ele alimenta as andorinhas dos céus, e cuida dos lírios do campo (Mt. 6.25-34). Não temos motivos para viver ansiosos por coisa alguma, temos um Deus que conheces nossas necessidades, e as supre em Sua soberania. Como cidadãos da terra devemos votar, mas com realismo, identificando os limites da política. Também é importante estar atento à direção que a economia tem tomado, colocando o lucro como um fim em si mesmo, deixando de buscar as necessidades humanas. No tocante a espiritualidade, o desafio é o de desenvolver uma fé centrada na Palavra, que tenha Cristo como Exemplo Maior, que nos instigue ao genuíno amor. Longe disso, restam apenas crises, que se aprofundam nas próprias religiões, inclusive as cristãs. A alternativa para esse modelo de vida centrado no eu, que impulsiona ao consumismo e ao hedonismo, é viver para Deus, amando-O e também ao próximo como a nós mesmos (Mt. 22.34-40).

CONCLUSÃO

Vivemos em um mundo em crise, e essa é decorrente do pecado, da natureza caída dos seres humanos. Diante dessa realidade, precisamos de uma revolução espiritual, fundamentada no genuíno amor cristão. Somente o amor-agape é capaz de se sacrificar pelo próximo, tenho Cristo como maior demonstração dessa verdade (Jo. 3.16). Com base na vida e ensinamentos dEle, precisamos aprender a viver em contentamento, e a confiar nos cuidados do Deus de Toda Provisão, que sabe do que necessitamos.

BIBLIOGRAFIA

BARCLEY, W. O segredo do contentamento. São Paulo: Vida, 2013.

FOSTER, G. Paz interior em tempos de crise. Belo Horizonte: Betânia, 1998.

Publicado no blog Subsídio EBD

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