A Sobrevivência em Tempos de Crise – Daniel Conegero

A Sobrevivência em Tempos de Crise – Daniel Conegero

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A Sobrevivência em Tempos de Crise é o tema da lição 1 das Lições Bíblicas do 4º trimestre de 2016 da editora CPAD para a Escola Bíblica Dominical. Nesta lição falaremos sobre a realidade das crises que atingem o mundo.

Texto Áureo: João 16:33

Leitura Bíblica em Classe: Habacuque 1:1-17

Introdução – Lição 1: A Sobrevivência em Tempos de Crise

Lições Bíblicas 4º Trimestre de 2016Escola Bíblica Dominical

O mundo é atingido por crises desde que o homem foi contaminado pelo pecado. A crise espiritual é a raiz de todas as outras crises que assolam o mundo. Há crises financeiras, políticas e militares, sociais e culturais, de modo que afetam o homem em vários âmbitos de sua vida.

Apesar de haver tempos de prosperidade e tranquilidade, as crises sempre aparecerem e causam estragos gigantescos na sociedade. Nessas horas, mesmo potencias mundiais sofrem os efeitos causados pelas crises, como foi o caso dos EUA em 2008 com a Grande Recessão.

Nos últimos tempos, nosso país está sendo duramente castigado por uma grande crise. Tal crise que atinge nossa economia e, sobretudo, a política, reflete na precariedade da segurança, saúde, educação, cultura e desenvolvimento do país como um todo.

A Igreja de Cristo não está imune a essas crises. Ainda habitamos em um mundo caído e corrompido, e também sofremos com as aflições presentes nessa terra. Apesar disto, nós somos confortados com a verdade de que temos um Deus que nos fortalece em todos os momentos. Nós servimos a um Deus que nos faz sobreviver em tempos de crise.

I- A Crise Como Uma Realidade – Lição 1: A Sobrevivência em Tempos de Crise

Toda crise tem sua origem na desobediência do homem em relação aos mandamentos de Deus. Adão e Eva foram os únicos que conheceram esse mundo sem nenhuma crise. Quando Deus criou o mundo, Ele o fez de uma forma com que tudo funcionava perfeitamente, ou seja, não havia pestes, calamidades, desastres naturais, e a terra estava preparada para fornecer ao homem, e a toda criação, tudo o que seria necessário para a sobrevivência.

Entretanto, o primeiro casal foi tentado pelo Diabo e acabou desobedecendo às ordens de Deus. Essa desobediência trouxe terríveis consequências não só ao homem, mas a toda criação. A justiça de Deus exige a punição pela desobediência, e o resultado do pecado do homem foi a morte, não apenas a morte física, mas a morte espiritual, ou seja, a humanidade foi separada de Deus.

Com isso, o mundo ficou completamente deformado, decaído, depravado e corrompido. A raça humana, a coroa da criação, se tornou inimiga de Deus, de modo que todos são indesculpáveis perante Ele (Sl 143:2; Jo 5:42; Rm 3:10-12, 23; Rm 7:18,23; Ef 4:18; 2Tm 3:2-4; Tt 1:15). Com isso, a crise passou a ser uma realidade inevitável. Saiba mais sobre esse assunto lendo o estudo bíblico “A Queda do Homem“.

II- A Crise Como Uma Consequência do Pecado – Lição 1: A Sobrevivência em Tempos de Crise

Como vimos, a crise tem origem no pecado do homem. Logo, ela está presente desde os primórdios da humanidade. Após a Queda, o primeiro casal foi expulso do Jardim do Éden e logo Eva deu à luz a Caim.

Na história de Caim podemos ver o quão perversa seria a humanidade, pois o primeiro humano nascido nesse mundo foi um assassino. Os primeiros capítulos do livro de Gênesisjá mostram a crise moral e espiritual escancarada, e a sobrevivência em tempos de crise passou a ser uma constante da vida do homem.

Após matar Abel, Caim fugiu e fundou uma cidade. Sua descendência foi tão perversa quanto ele, conforme podemos perceber na pessoa do impiedoso Lameque. Em Gênesis 6 a humanidade é descrita num estado totalmente deplorável, uma crise generalizada que levou o próprio Deus, de certa forma, a lamentar a criação do homem.

O resultado foi o juízo de Deus sobre aquela sociedade ao enviar o Dilúvio universal sobre a terra, sobrevivendo apenas Noé e sua família. Mais tarde, na própria descendência de Noé notamos a corrupção desenfreada da humanidade, tanto no comportamento e maldição de Cam, seu filho, como no episódio da construção da Torre de Babel por Ninrode, um de seus descendentes.

O tempo passou e a humanidade foi indo de mal a pior. No Novo Testamento também podemos identificar graves crises que assolavam a terra nos dias de Jesus e dos apóstolos.

III- A Crise – Lição 1: A Sobrevivência em Tempos de Crise

A crise se mostra em diversos seguimentos de nossas vidas, porém, como já dissemos, qualquer crise será derivada, em última instância, da crise espiritual, ou seja, a crise espiritual é a base para todas as outras crises.

A Bíblia está repleta de exemplos de crises que assolaram o povo de Israel. Frequentemente os judeus se encontravam rebeldes às ordenanças do Senhor, mergulhados em idolatrias, sendo influenciados por povos pagãos e surdos às exortações do Senhor através de seus profetas.

Essa crise espiritual resultava no desdobramento de outras crises, como a política e econômica. Em diversas passagens bíblicas podemos notar as crises políticas que atingiam aquele povo, como por exemplo, a terrível crise iniciada com a morte de Salomão, onde houve a divisão da nação em dois reinos (1 Rs 12:1-24; 14:21-31): o reino do norte (Israel, com a capital em Samaria) e o reino do sul (Judá, com a capital em Jerusalém). Essa crise política deixou marcas profundas no povo judeu, perdurando até os dias de Jesus.

Já as crises econômicas são mencionadas na Bíblia desde o período dos patriarcas. Talvez a mais conhecida delas ocorreu na época de Jacó, onde houve grande fome na terra. Entretanto, na ocasião Deus usou José como um exímio administrador em tempos de crise (Gn 41).

Conclusão – Lição 1: A Sobrevivência em Tempos de Crise

Por estar ainda neste mundo, a Igreja também é afligida pelas crises. Algumas pessoas, influenciadas pela Teologia da Prosperidade, acreditam erroneamente que servir a Deus é garantia de prosperidade nessa terra. Porém, a Bíblia nos ensina algo completamente diferente desse tipo de pensamento.

A Palavra de Deus afirma claramente que esse mundo é lugar de sofrimento, que aqui padeceremos tristezas e aflições, e que tudo isso só chegará ao fim no novo céu e na nova terra, quando reinaremos eternamente com Deus.

Em tempos de crise, nós devemos aprender com o exemplo do Profeta Habacuque que viveu num período muito difícil da história do povo judeu. Judá seria esmagada pelo avanço babilônico (Hc 1:6). Havia crise política com um rei perverso reinando sobre o povo, crise econômica, e, principalmente, crise espiritual. A glória de Deus estava sendo desprezada por aquele povo incrédulo e rebelde, que perdia a cada dia sua identidade como o povo da Aliança.

Em meio aos profundos questionamentos e suplicas do profeta que refletiam toda sua tristeza e aflição, é notória a percepção que Habacuque tinha da grandeza de Deus. Ele sabia que servia a um Deus soberano sobre todas as coisas, e que qualquer crise, por pior que fosse, não estaria fora do controle desse Deus.

Em um dos versículos mais conhecidos da Bíblia, Habacuque nos ensinou o segredo da sobrevivência em tempos de crise:

Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado;
Todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação.
(Habacuque 3:17,18)

Publicado no Blog Estilo Adoração

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