A Segunda Vinda de Cristo – IEADPE

A Segunda Vinda de Cristo – IEADPE

Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco

Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais

Pastor Presidente: Aílton José Alves

Av. Cruz Cabugá, 29 – Santo Amaro – Recife-PE / CEP. 50.040.000 Fone: 3084.1524 / 3084.1543

LIÇÃO 11 – A SEGUNDA VINDA DE CRISTO – 3º TRIMESTRE DE 2017

(1 Ts 4.13-18 ; Lc 21.25-27)

INTRODUÇÃO

Nesta lição, traremos a definição teológica e bíblica da palavra Arrebatamento; pontuaremos o que diz a Declaração de Fé das Assembleias de Deus sobre este assunto; analisaremos quais os sinais que antecedem este evento escatológico; pontuaremos alguns elementos atrelados a este rapto da Igreja; estudaremos as principais diferenças entre as duas fases deste acontecimento; e por fim, concluiremos mostrando algumas características do Arrebatamento da Igreja.

I – O QUE É A SEGUNDA VINDA DE CRISTO

A Segunda Vinda de Cristo é um evento a ser realizado em duas fases. A primeira é o arrebatamento da Igreja, antes da Grande Tribulação (1Ts 1.10; 5.9), momento este em que nós, “os que ficarmos vivos, seremos arrebatados” (1Ts 4.17); a segunda fase é a sua vinda em glória, depois da Grande Tribulação e visível aos olhos humanos: “Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá […]” (Ap 1.7). Nessa vinda gloriosa, Jesus retornará com os santos arrebatados da terra: “na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, com todos os seus santos” (SOARES, 2017, pp. 185,186 – grifo nosso). Vejamos:

1.1 A primeira fase da segunda vinda. Esta fase destina-se à Igreja e será invisível, e é chamada de “encontro” ou “arrebatamento” (1Ts 4.17). Nesta ocasião ocorrerá a ressurreição dos que morreram em Cristo (1Ts 4.16); os crentes vivos serão transformados. Seus corpos se revestirão de imortalidade (1Co 15.51,53) e tanto os crentes ressurretos como os que foram transformados, serão arrebatados para encontrar-se com Cristo nos ares (1Ts 4.17). A palavra arrebatamento deriva da palavra no grego “harpazo” e significa: “raptar”, “levar com ímpeto”, “arrancar”, “resgatar”, “tirar”, “retirar um objeto com força e rapidez inesperada” (VINE, 2002, p. 862).

1.2 A segunda fase da segunda vinda. Esta fase acontecerá sete anos depois do arrebatamento, ou seja, após a Grande Tribulação. O regresso de Cristo, desta vez, será visível e glorioso e todos verão a Jesus (Zc 12.10; 13.1,2; 14.3,4; Mt 24.30; 26.64; Ap 1.7). Seu primeiro toque a este mundo será no Monte das Oliveiras, como está escrito pelo profeta Zacarias (14.14) e Cristo virá acompanhado com os seus santos e com os anjos (Mt 25.31; Ap 19.11-16).

II – A IMPORTÂNCIA DA DOUTRINA DA SEGUNDA VINDA DE CRISTO

A Segunda Vinda de Jesus se dará em duas etapas, separadas por um período de 7 anos. Esse período lá no céu é conhecido como as “Bodas do Cordeiro”, enquanto aqui na Terra ocorrerá a “Grande Tribulação”. O Arrebatamento prétribulacional ensina que, antes do período de sete anos conhecido como Grande Tribulação, todos os membros do corpo de Cristo (tanto os vivos quanto os mortos) serão arrebatados nos ares para o encontro com Jesus Cristo rumo aos céu.

2.1 Sua preeminência nas Escrituras. Só NT se refere de maneira direta ao segundo advento de Cristo, mais de 300 vezes. Um em cada vinte e cinco versículos do NT trata da Segunda Vinda de Jesus. Paulo refere-se ao evento umas 50 vezes. Alguém já disse que a segunda vinda é mencionada oito vezes mais do que a primeira. Epístolas inteiras (1 e 2 Tessalonicenses) e capítulos inteiros (Mateus 24 e Marcos 13) são dedicados ao assunto (THIESSEN, 2006, p. 317).

2.2 É uma chave para a compreensão das Escrituras. A doutrina bíblica, como um todo seria simplesmente ininteligível, caso fosse estudada separadamente das promessas referentes à Segunda Vinda de Cristo. Muitas tipos das Escrituras perdem seus aspectos mais atraentes se não forem vistos à luz da volta de Cristo (At 3.19-24; Mt 16.27; Jo 14.3; Tg 5.8; Hb 10.37) (THIESSEN, 2006, p. 317).

2.3 É a esperança da Igreja. Paulo fala do retorno de Cristo como a esperança da Igreja. Ao contrário duma esperança escapista, a esperança da Igreja quanto à volta de Jesus, é o testemunho altaneiro (que permanece nas alturas) de que o nosso porvir jaz além dos limites das esperanças e possibilidades deste mundo divorciado de Deus. Este será: pessoal e corporal (At 1.11); visível (Ap 1.7; Mt 24.26 e 27; 1 Jo3. 2,3); e, iminente (Lc 21.28).

2.4 É incentivo para o viver cristão. A vinda do Senhor é nos apresentada como a grande esperança da Igreja (At 23.6; 26.6-8; Rm 8.20,25; 1Co 15.19; Gl 5.5; Tt 2.13; 1Pd 1.2,3; 2Pd 3.9-13).

III – CARACTERÍSTICAS DA SEGUNDA VINDA DE CRISTO

3.1 Antes do Arrebatamento. Ninguém sabe o dia do Arrebatamento da Igreja, só é possível saber que o evento é iminente, pois os sinais se identificam no decorrer da história. Lembremos sempre das palavras de Jesus: Não vos pertence saber os tempos ou épocas que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder” (At 1.7). O arrebatamento da Igreja reunirá os que morreram em Cristo e permaneceram fiéis até a morte (Ap 2.10; 1Ts 5.23; 1Ts 4.13). Vejamos alguns sinais que antecedem o Arrebatamento:

  • O aparecimento dos falsos “Cristos” (Mt 24.5; Mc 13.6; Lc 21.8);
  • O aparecimento de nação contra nação (Mt 24.7; Mc 13.8; Lc 21.10);
  • O aumento de fomes e grandes misérias (Mt 24.7; Mc 13.8; Lc 21.11);
  • O aumento de guerras e rumores de guerras (Mt 24.6; Mc 13.7; Lc 21.9);
  • O aumento de terremotos (Mt 24.7; Mc 13.8; Lc 21.11);
  • O aumento de epidemias; coisas espantosas e sinais nos céus (Lc 21.11).

3.2 Depois do Arrebatamento. Todo o plano de aliança com Israel, ainda não cumprido, torna obrigatória a segunda vinda do Messias à terra. O princípio do cumprimento literal torna o retorno de Cristo essencial. A Bíblia descreve vários eventos antecedem a segunda vinda de Cristo em Glória, e entre eles podemos pontuar alguns. Vejamos:

  • A abertura de sete selos, sete trombetas e sete cálices (Ap 6.1-8.5; 8. 6-11.19; 16.1-21);
  • Perseguição e mortes para Israel e os gentios que se converterem neste período (Ap 6.9-11; 7.9-14; 13.7);
  • Deus usará o sofrimento para preparar a nação de Israel (Dt 4.30, Jr 30.7; Ez 20.37; Dn 12.1; Zc 13.8,9);
  • O aparecimento das 144 mil judeus, doze mil de cada tribo de Israel com exceção da tribo de Dã (Ap 7.4-8);
  • O aparecimento das duas Testemunhas que serão dois profetas levantados por Deus (Ap 11.3-14);
  • O aparecimento do Anticristo que é a besta que emerge do mar (Ap 13.1-4, 16,17 ver Dn 7.8,25; 8.25);
  • O aparecimento do Falso Profeta que é a besta que emerge da terra (Ap 13.11-15);
  • A segunda vinda de Cristo em glória (Jd 14; Zc 14.5; Ap 19.14).

IV – CARACTERÍSTICAS DO ARREBATAMENTO

Podemos dizer que os propósitos do Arrebatamento são: a) Livrar a igreja da Grande Tribulação (Ap 3.10; 1Ts 1.10); b) Tratar com Israel (Jr 30.11; Ez 20.37-38; Dn 9.24; Os 2.14; 6.1-3); c) Cumprir o estágio final na vida dos salvos na glorificação do corpo (1Co 15.42-44; 51-53); e, d) Recompensar os salvos por seu trabalho prestado na terra (1Co 3.12-15; 1Jo 4.17; Hb 10.30-b). Vejamos então algumas características do Arrebatamento da Igreja:

4.1 Uma promessa consoladora. Segundo o dicionário Houaiss (2001, p. 811) consolar é: “aliviar a dor, o sofrimento, a aflição (de outrem ou a própria), com palavras, recompensas, promessas”. A promessa do Arrebatamento aparece nas Escrituras, trazendo uma consolação para a Igreja (Jo 14.1-3, 18, 28; At 1.6-12; 1Ts 4.13-18).

4.2 Uma promessa motivadora. Diante da tentação de se afastarem da verdade do evangelho, o escritor aos hebreus os motiva a ir avante, citando uma das maiores promessas: “a segunda vinda de Cristo” (Hb 10.32-37).

4.3 Uma promessa segura. O arrebatamento é uma promessa garantida pelo próprio Deus; ainda que escarnecedores tenham surgido ao longo da história com o objetivo de negar essa verdade (2Pe 3.3,4,8,9); sabemos que o arrebatamento é um advento iminente. Jesus em seu sermão profético deixou certa a sua segunda vinda: E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem” (Mt 24.37).

4.4 Uma promessa seletiva. Outra característica não menos importante do arrebatamento, é que nem todos participarão dele: “Então, estando dois no campo, será levado um, e deixado o outro; Estando duas moendo no moinho, será levada uma, e deixada outra” (Mt 24.40,41). Ao tratar sobre o arrebatamento, Paulo ensina que dois tipos de pessoas participarão do arrebatamento: a) Os que morreram em Cristo (1Ts 4.16), e b) Os salvos que estiverem vivos (1Ts 4.17).

V – DIFERENÇAS ENTRE O ARREBATAMENTO E A SEGUNDA VINDA DE CRISTO EM GLÓRIA

É preciso distinguir os dois momentos da vinda de Jesus: o Arrebatamento (nos ares de maneira invisível), para a noiva e a Vinda em Glória (à Terra de maneira visível), com a esposa (Ap 19.7). Vejamos as seguintes diferenças:

ARREBATAMENTO DA IGREJA SEGUNDA VINDA DE JESUS EM GLÓRIA

 

Será antes da Tribulação (1Ts 5.9; Ap 3.10); Será depois da Tribulação (Ap 6-19);
O Senhor vem para a Igreja (Jo 14.2,3); O Senhor vem com a Igreja (Jd 14; Zc 14.5);
A igreja encontrará o Senhor nos ares (1Ts 4.17; Tt 2.14); A igreja retornará com o Senhor à terra (Zc 14.4,5; Ap 19.14);
Ninguém sabe o dia (Mc 13.32; 1Co 15.50-54); Se sabe o dia pois, ocorrerá 7 anos após o rápito (Ap 19.11-16);
Será invisível e secreto (1Co 15.52); Será visível e público (Mt 24.29-30; Lc 21.25-28; Ap 1.7);
Será um ato de libertação (1Ts 4.13-17; 5:9); Será um ato de julgamento (Mt 24.40-41);
O Senhor virá para libertar a Igreja (1Ts 1.10); O Senhor virá para libertar Israel (Sl 6.1-4; Zc 12.6-14; 14.1-11);
O Senhor reunirá os seus santos (1Ts 4.15-18; 2 Ts 2.1); Os seus anjos reunirão os remanescentes de Israel (Mt 24.30,31);

 

CONCLUSÃO

Concluímos esta lição, entendendo que diante dessa gloriosa promessa, da volta do Senhor Jesus em glória, devemos estar vigilantes, vivendo em santidade, esperando o arrebatamento da Igreja para podermos participar deste dia em que estaremos com o Senhor em seu segundo retorno a esta terra, com corpos transformados definitivamente livres de todo sofrimento onde estaremos para sempre com o Senhor em seu Reino Eterno.

REFERÊNCIAS

  • GILBERTO, et al. Teologia Sistemática Pentecostal. CPAD.
  • LAHAYE, T. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. CPAD.
  • RENOVATO, Elinaldo. O Final de Todas as Coisas. CPAD.
  • SILVA, E. S. da. Declaração de Fé das Assembleias de Deus. CPAD.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
  • THIESSEN, Henry Clarence. Palestras em Teologia Sistemática. IBR.
  • VINE, W.E, et al. Dicionário Vine.

Publicado no site da Rede Brasil de Comunicação

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *