Rute, uma Mulher Digna de Confiança – Ev. Luiz Henrique

Rute, uma Mulher Digna de Confiança – Ev. Luiz Henrique

Lição 7, Rute, Uma Mulher Digna de Confiança

2º Trimestre de 2017 – Título: o Caráter do Cristão – Moldado Pela Palavra de DEUS e Provado Como Ouro

Comentarista: Pr. Elinaldo Renovato de Lima (Pr.Pres.ADPAR – Assembleia de DEUS em Parnamirim/RN)

Complementos, ilustrações e vídeos: Pr. Luiz Henrique de Almeida Silva – 99-99152-0454

AJUDA PARA A LIÇÃO

http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao8-dtp-4tr16-rute-deus-trabalha-pela-familia.htm

 

TEXTO ÁUREO

“[…] porque, aonde quer que tu fores, irei eu e, onde quer que pousares à noite, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu DEUS é o meu DEUS.” (Rt 1.16)

 

VERDADE PRÁTICA

DEUS usou Rute, quebrando todos os paradigmas raciais, para torná-la parte da linhagem do Messias.


LEITURA DIÁRIA

Segunda – Ne 13.2 DEUS transformou a maldição ?em bênção
Terça – Sl 115.3 DEUS faz tudo o que lhe apraz
Quarta – Jo 3.16 JESUS veio para morrer por todos os homens que nEle creem
Quinta – Sl 24.1 O mundo e seus habitantes pertencem a DEUS
Sexta – Cl 3.10,11 Em CRISTO, nenhum povo é excluído do seu amor
Sábado – Ef 2.19 Em CRISTO, todos somos da família de DEUS


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – Rute 1.11, 14-1811 – Porém Noemi disse: Tornai, minhas filhas, por que iríeis comigo? Tenho eu ainda no meu ventre mais filhos, para que vos fossem por maridos? 14 – Então, levantaram a sua voz e tornaram a chorar; e Orfa beijou a sua sogra; porém Rute se apegou a ela. 15 – Pelo que disse: Eis que voltou tua cunhada ao seu povo e aos seus deuses; volta tu também após a tua cunhada. 16 – Disse, porém, Rute: Não me instes para que te deixe e me afaste de ti; porque, aonde quer que tu fores, irei eu e, onde quer que pousares à noite, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu DEUS é o meu DEUS. 17 – Onde quer que morreres, morrerei eu e ali serei sepultada; me faça assim o SENHOR e outro tanto, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti. 18 – Vendo ela, pois, que de todo estava resolvida para ir com ela, deixou de lhe falar nisso.

Comentários da BEP – CPAD

1.1 NOS DIAS EM QUE OS JUÍZES JULGAVAM. A história de Rute desenrola-se durante o período dos juízes. Ela revela que durante a deplorável apostasia moral e espiritual daqueles dias (cf. Jz 17.6; 21.25), havia um remanescente fiel que continuava a amar e obedecer a Deus. O livro salienta o fato de que Deus opera na vida daqueles que permanecem fiéis a Ele e à sua Palavra (ver 2.12).

1.3 MORREU ELIMELEQUE, MARIDO DE NOEMI. Noemi, embora fosse uma fiel seguidora do Senhor, experimentou grande adversidade.

(1) Ela e a sua família sofreram os efeitos da fome, e tiveram que abandonar sua própria casa (v. 1). Além disso, ela perdeu seu marido (v. 3) e seus dois filhos. Parecia que o Senhor a abandonara e até mesmo se voltara contra ela (vv. 13,21).

(2) A história de Rute, no entanto, revela que Deus continuava cuidando dela, inclusive agindo através de terceiros, para socorrê-la em suas necessidades. Como no caso de Noemi, o crente fiel e leal a Cristo pode experimentar grandes adversidades na sua vida. Tal fato não significa que Deus os abandonou ou que os está castigando. As Escrituras frisam, repetidas vezes, que Deus continua, com todo o amor, a fazer todas as coisas cooperarem para o nosso bem em tempos de aflição (ver Rm 8.28,36).

 

OBJETIVO GERALMostrar que DEUS usou a vida de Rute para quebrar paradigmas raciais e torná-la parte da linhagem do Messias.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Apresentar um resumo da história de Rute;

Mostrar o cuidado de Noemi e o caráter de Rute;

Explicar como Rute entrou na genealogia de JESUS.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSORNa lição de hoje, estudaremos a respeito do caráter bondoso e fiel de Rute. Ela se recusou a abandonar sua sogra, viúva e sem nenhum recurso financeiro. Rute escolheu ajudar Noemi e seguir o seu DEUS. Ela trabalhou nos campos recolhendo espigas para sustentar sua sogra e para sobreviver. Esse era um trabalho honesto, porém nada fácil para uma mulher sozinha. Sua história revela seu caráter bondoso e fiel ao DEUS de Israel e à sua sogra. Aprendemos com seu perfil que o amor e a bondade são capazes de mudar a história de uma pessoa. Pois, essa gentia, que não fazia parte do povo de DEUS, entrou na genealogia de JESUS.

PONTO CENTRAL – Rute tinha um caráter bondoso e íntegro.

 

Resumo da Lição 7, Rute, Uma Mulher Digna de Confiança
I – RUTE, UM RESUMO DE SUA ORIGEM
1. Uma estrangeira.

  1. Como Rute vinculou-se a uma família israelita.
  2. Em direção à terra de Judá.

II – O CUIDADO DE NOEMI E O CARÁTER DE RUTE

  1. Um amor sincero e profundo.
  2. O caráter amoroso de Rute.
  3. a) Um caráter amoroso e confiante.
  4. b) Um caráter fortalecido na fé em DEUS.
  5. c) Um caráter decidido e firme.

III – COMO RUTE ENTROU NA GENEALOGIA DE JESUS

  1. Rute chega a Belém.
  2. Rute atrai a atenção de Boaz.
  3. Rute casa com Boaz.

 

SÍNTESE DO TÓPICO I – Rute era uma moabita que se vinculou a uma família israelita e veio a fazer parte da linhagem do Messias.

SÍNTESE DO TÓPICO II – O cuidado de Rute para com Noemi revelou o seu caráter fiel e bondoso.

SÍNTESE DO TÓPICO III – Rute, pela graça divina, veio fazer parte da linhagem do Messias.


PARA REFLETIR – A respeito de Rute, uma mulher digna de confiança, responda: Que significa o nome Rute?
O nome Rute significa “amizade”.
Por que os moabitas não podiam entrar na congregação de Israel?
Por não terem permitido o povo de Israel passar por suas terras, em direção a Canaã.
Qual a diferença entre a decisão de Rute e a de Orfa quanto a Noemi?
Orfa chorou, beijou a sogra, e voltou aos seus deuses; Rute chorou, mas preferiu ficar ao lado de Noemi.
Como Rute mostrou que se converteu a DEUS?
Quando disse a Noemi: “[…] o teu povo é o meu povo, o teu DEUS é o meu DEUS”.
Que significado tem a inclusão de Rute, a moabita, na genealogia de JESUS?
Demonstra que DEUS não é DEUS apenas de Israel, mas é “Senhor do céu e da terra”.
CONSULTE

Revista Ensinador Cristão – CPAD, nº 70, p39.

 

Resumo Rápido da Lição 7, Rute, Uma Mulher Digna de Confiança,  Pr. Henrique

É provável que Josué tenha governado os israelitas por 25 anos. Com a morte de Josué os israelitas se voltaram para a idolatria. É provável que o livro de Rute tenha sido escrito por Samuel com o propósito de provar a linhagem israelita de Davi, para que não tivesse problemas com seu povo quando assumisse a posição de rei. Apesar de Davi descender de uma Moabita, seu pai era um israelita. É provável que o período de juízes tenha durado 400 anos. O livro de Rute narra a época dos juízes, mais precisamente o final. O povo se misturava com os habitantes de Canaã, Caiam na idolatria e seus pecados dai se multiplicavam. DEUS os abandonava e os amaldiçoava por quebrarem sua aliança. Quando estavam doentes e pobres e escravizados clamavam a DEUS e DEUS enviava um Juiz para os livrar. Quando este juiz morria, voltavam a praticar todo pecado de novo e assim acontecia tudo de novo.

A FOME QUE HOUVE EM BELÉM ERA RESULTADO DA MALDIÇÃO DE DEUS SOBRE A IDOLATRIA DO POVO ISRAELITA.

Elimeleque ao invés de se converter, foi procurar comida na terra idólatra de Moabe. A fé havia acabado e pelo nome de seus filhos vemos a doença e a morte chegando em sua família (Malom = “doente” e Quiliom = “desfalecimento”). Sua esposa era Noemi, que embora tivesse fé em DEUS, foi levada junto para Moabe por seu esposo. Acabou morrendo Elimeleque. Seus filhos se casaram com mulheres moabitas (Malom com rute e Quiliom com Ofra), contrariando a palavra de DEUS (Dt 7.3 nem te aparentarás com elas; não darás tuas filhas a seus filhos e não tomarás suas filhas para teus filhos; 4 pois elas fariam desviar teus filhos de mim, para que servissem a outros deuses; e a ira do Senhor se acenderia contra vós e depressa vos consumiria). Os dois filhos de Elimeleque morrem em Moabe, devido à sua desobediência a DEUS. Agora são 3 viúvas. Noemi, Rute e Ofra.

I – RUTE, UM RESUMO DE SUA ORIGEM

  1. Uma estrangeira.

Rute era moabita.Existem 39 livros no velho testamento,entre eles existem livros da lei, poéticos,proféticos e históricos.Entre os históricos existe um livro localizado entre o livro de Juízes e I Samuel,chamado Rute escrito 900 a.c, o livro conta a historia sobre uma bela jovem de Moabe.

Havia uma maldição de DEUS sobre os Moabitas dizendo que até a 10ª geração não poderiam fazer parte da congregação de DEUS. (Dt 23.3-6; Ne 13.2).
A pergunta é: Será que Rute não era já da 11ª geração de Moabitas ou posteriores? Ela faz parte da genealogia de JESUS. (Deuteronômio 23…2 Nenhum filho bastardo, nascido de união ilícita, fará parte da congregação do Eterno; e seus descendentes também não poderão entrar na assembleia do SENHOR até a décima geração. 3 Nenhum amonita ou moabita, até a décima geração, fará parte do povo de Deus, o SENHOR. Eles deverão permanecer de fora, 4 pois não foram ao vosso encontro com pão e água quando caminháveis após a saída do Egito, e porque subornaram Balaão, filho de Beor, para vir de Petor em Aram Naharáim, Mesopotâmia, com o propósito de proferir maldição contra o teu povo).NA VERDADE, AI SE MANIFESTA A GRAÇA DE DEUS.

HISTÓRIA DA GRAÇA

E Salmom gerou a Boaz, e Boaz gerou a Obede, E Obede gerou a Jessé, e Jessé gerou a Davi.Rute 4:21,22 – “Salmom foi pai de Boaz, e a mãe de Boaz foi Raabe. Boaz foi pai de Obede, e a mãe de Obede foi Rute. Obede foi pai de Jessé,” – Mateus 1:5 – Dai veio o rei Davi e daí nasceu JESUS, o salvador. Isso mesmo. JESUS é descendente de Raabe e de Rute. Duas mulheres não israelitas. A mãe de JESUS, Maria, é descendente de Arão, o sumo sacerdote. José, pai adotivo de JESUS, é descendente direto do rei Davi. Uma prostituta, uma moabita, uma mãe da família sacerdotal e um pai da família real. Resumindo tudo isso numa palavra – GRAÇA.

  1. Como Rute vinculou-se a uma família israelita.

Elimeleque era um judeu que saiu da sua terra “Belém de Judá” e foi para a terra de Moabe em busca de sobrevivência,pois esta terra estava na fome,ele era casado com Noemi e tinha dois filhos Malom e Quilom,estes por sua vez se casaram com moabitas,Orfa mulher de Quilom, e Rute esposa de Malom.

  1. Em direção à terra de Judá.

Passaram anos e Noemi ficou viúva e logo depois suas noras ficaram também.A viúva de Elimeleque vendo que não restava lhe mais nada naquela terra resolveu voltar para Belém de Judá e assim despedindo-se de suas queridas noras,elas até queriam ir com ela,mas ja estava resolvido Noemi precisava voltar sozinha ate que Orfa se despediu dela e voltou para a casa dos pais.

II – O CUIDADO DE NOEMI E O CARÁTER DE RUTE

  1. Um amor sincero e profundo.

Rute como amava muito sua sogra (coisa que não se vê hoje né rsrs) não quis deixá-la e Noemi não queria ser um tropeço na vida de Rute mas depois de muita insistência Rute acabou indo com Noemi para Israel.

  1. O caráter amoroso de Rute.
  2. a) Um caráter amoroso e confiante.

Rute amou sua sogra e resolveu não deixá-la só. confiava no DEUS de sua sogra e acreditava que poderia ajudar sua sogra a não passar por dificuldades de alimentação. Na verdade, Rute desejava trabalhar na colheita de trigo para sustentar sua sogra quando chegassem a Belém. rute era uma pessoa em quem sua sogra podia confiar.

  1. b) Um caráter fortalecido na fé em DEUS.

O caráter de Rute foi mudado devidio a seu contato com Noemi. Aprendeu a ter fé em DEUS e eswperar por um futuro melhor. |Em meio a tantos problemas e sofrimentos acreditou que tudo daria certo dali para frente.

  1. c) Um caráter decidido e firme.

Havia decisão de trabalhar, de vencer as lutas, de se casar, de ter filhois, de ajudar sua sogra, de ser aceita por DEUS. A fé dá firmeza e certeza na provisão de DEUS.

III – COMO RUTE ENTROU NA GENEALOGIA DE JESUS

Mulheres na Genealogia de JESUS – Tamar (Mt 1,3); Raabe e Rute (Mt 1,5); a mulher de Urias, o heteu, Bate-Seba (Mt 1,6); e Maria (Mt 1,16). Portanto temos 5 mulheres e entre elas algumas eram de origem estrangeira. Tamar era Cananeia, Raabe era de Jericó e Rute de Moabe. Bate-Seba/ Betsabéia era a mulher de Urias, um homem heteu.

  1. Rute chega a Belém.

Chegando em Belém as coisas não estavam muito boas pois Noemi não possuía mais nada e para isto Rute foi rabiscar espigas,ou seja,como era na lei tudo que caia das mão de uma pessoa,a mesma  não podia pegar de novo,então quando os colhedores de espigas deixavam cair, as espiga ficavam no chão,então quem não tinha nada para comer ficava sempre atrás para pegar as espigas caídas,porque isto era lei,e Rute foi uma pessoa assim para poder alimentar sua sogra.Não sabendo Rute ela estava nos campos de Boaz o parente mais próximo depois de um homem que a bíblia não menciona.

Boaz achou Rute muito bela quando a viu pela primeira vez,tanto é que pediu aos colhedores que deixassem cair de propósito as espigas para que ela pegasse mais,depois ele a convidou para comer juntamente com os outros.

Quando Rute voltou do campo e foi para a sua casa,ela contou tudo para Noemi,que na mesma hora viu que Boaz era o parente mais próximo.Conforme era a lei quando uma mulher ficasse viúva ela era dada ao parente mais próximo do falecido para perpetuação da semente,Noemi entendo os desígnios de Deus,orientou a Rute que quando Boaz fosse se deitar ela iria deitar aos pés dele.

E foi assim,acabando a colheita,Boaz foi se deitar depois de comer e beber,Rute depois de ter se lavado e se vestido,desceu ate onde Boaz estava descobriu os pés dele e se deitou.Quando deu meia-noite Boaz se assustou,pois quem era mulher que estava aos pés dele?A nora de Rute lhe contou toda sua historia e que também ele era o parente mais próximo de Malom,o homem entendeu tudo e lhe disse que iria fazer de tudo para se casar com ela,mas tinha um detalhe existia outro remidor ele era o parente bem mais próximo do que Boaz então este homem tinha mais direitos do que ele,mas Boaz prometeu a Rute que iria fazer com este homem desistisse dela para que Boaz se casasse com a nora de Noemi.

Chegando pois a manhã seguinte Boaz correu mais do que depressa para a cidade e sentou em alguma porta,quando o remidor iria passando em frente, ele o chamou e também convocou dez anciãos da cidade para tratar aquele negócio.

  1. Rute atrai a atenção de Boaz.

RUTE PERGUNTA A BOAZ: Por que achei graça em teus olhos, para que faças caso de mim, sendo eu uma estrangeira? Rute 2:10

BOAZ RESPONDE A RUTE: Bem se me contou quanto fizeste à tua sogra, depois da morte de teu marido; e deixaste a teu pai e a tua mãe, e a terra onde nasceste, e vieste para um povo que antes não conheceste.
O Senhor retribua o teu feito; e te seja concedido pleno galardão da parte do Senhor Deus de Israel, sob cujas asas te vieste abrigar. Rute 2:11,12

Devemos chamar a atenção das pessoas para nós por nossas boas obras como crentes que somos. Amar as pessoas ´´e nosso dever e nossa obrigação.

  1. Rute casa com Boaz.

Boaz contou para o remidor toda a história e que ele também teria que tomar Rute como esposa,o remidor desistiu da herança de Elimeleque e descalçou os seus sapatos e deu para Boaz como fato de desistência daquele negócio.E assim Boaz teve o direito legítimo de se casar com ela.

Rute foi muito abençoada pois alem de ter se casado com um homem justo também teve um filho chamado Obede que é avô do Rei Davi.

Rute e sua sogra Noemi protagonizaram uma história de DEVOÇÃO,SOFRIMENTO e GENEROSIDADE.Esta história apresenta exemplos de mulheres que concretizaram em seus afazeres o amor sacrificial e cumpre a lei de Deus que é “amor”,na benevolência divina estas vidas são abençoadas e passam a ser uma benção de geração em geração.

RUTE 4.3-8 – O procedimento de Boaz e Rute não estaria em desacordo com a lei do levirato?

PROBLEMA: Deuteronômio 25.5-10 delineia o que é conhecido como a lei do levirato. Se um homem morria e deixava sua esposa sem filhos, o irmão daquele homem era moralmente obrigado a casar-se com a mulher de seu irmão e gerar filhos no nome de seu irmão falecido. Essa prática assegurava que o nome de quem morria sem gerar filhos não ficaria sem descendência. Entretanto, Boaz não era irmão de quem tinha sido marido de Rute, e que falecera. Assim, o procedimento deles não estaria em desacordo com a lei do levirato?

SOLUÇÃO: Embora tenha sido um caso um pouco mais complicado, o procedimento de Boaz, Noemi e Rute certamente não estava em desacordo com o que a lei do levirato estabelecia. O primeiro propósito do casamento pelo levirato era perpetuar a linha familiar daquele que morreu. Alguns fatores indicam que no tempo de Boaz e Rute já eram comuns alguns acréscimos ao que a lei do levirato originalmente estabelecera . Primeiro, se não havia um irmão vivo na família, então a obrigação do casamento ficava com o parente do sexo masculino mais próximo do falecido.

No caso em questão, havia um parente mais próximo do que Boaz da família de Noemi. Entretanto, quando ele não aceitou o convite, Boaz tornou-se o homem com grau de parentesco mais próximo, enquadrando-se na condição de ser aquele que legalmente teria de cumprir aquela obrigação moral.

Segundo, junto com a responsabilidade de gerar filhos no nome do falecido, havia ainda a responsabilidade de resgatar qualquer propriedade que pertencia ao que morrera e que tivesse sido vendida ou confiscada (Lv 25.25). Como o parente mais próximo não estava em condições de assumir tal responsabilidade (Rt 4.6), ele declinou desse direito e dessa responsabilidade de resgatar Noemi e casar-se com Rute, passando tais obrigações a Boaz. Nada há no resgate de Noemi nem no casamento de Boaz com Rute que esteja em desacordo com a lei do levirato.

Extraído do livro MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e “Contradições” da Bíblia. Norman Geisler – Thomas Howe

Conclusão

De viúva moabita, sem filhos e passando fome, Rute passa a ser casada com o homem mais importante de Belém. Passa a ser rica. Passa as ser reconhecida como povo de DEUS. Passa a ser mãe de um ascendente do rei Davi, passa a ser ascendente de JESUS.

Aprendemos com rute que pode haver verdadeira amizade e amor para com nosso semelhante, em especial por uma sogra.Em meio às adversidades nasce a fé em DEUS. (Enquanto estava em Moabe Rute não manifestou sua fé, mas ao perder tudo e entrar numa terra estarnha, sua fé brotou como uma fonte de água). Rute é uma lutadora confiante num futuro melhor. Rute acredita que ainda poderá ter uma família.

Rute vê as circunstâncias e acontecimentos guiados por DEUS. Rute não temia seu passado, seu futuro estava à sua frente para ser conquistado.

Rute era uma moabita que se vinculou a uma família israelita e veio a fazer parte da linhagem do Messias. O cuidado de Rute para com Noemi revelou o seu caráter fiel e bondoso. Rute, pela graça divina, veio fazer parte da linhagem do Messias.

Comentários de Vários Livros com algumas modificações do Pr. Henrique

(Strong Português) Belém – בית לחם Beyth LechemBelém = “casa do pão (alimento)”
1) uma cidade em Judá, cidade natal de Davi

 

(Strong Português) Elimeleque – אלימלך ’EliymelekElimeleque = “meu Deus é rei”
1) marido de Noemi

 

(Strong Português) נעמי No ÌomiyNoemi = “minha delícia”
1) esposa de Elimeleque, mãe de Malom e Quiliom, e sogra de Rute e Orfa

 

(Strong Português) מחלון MachlownMalom = “doente”
1) filho de Elimeleque com Naomi e primeiro marido de Rute

 

(Strong Português) כליון KilyownQuiliom = “desfalecimento”
1) um efraimita e filho de Elimeleque com Noemi, o marido falecido de Rute (ou talvez o marido falecido de Orfa)

 

(Strong Português) ערפה ÌOrpahOrfa = “gazela”
1) uma mulher moabita, esposa de Quiliom, o filho de Noemi e concunhada de Rute

 

(Strong Português) רות RuwthRute = “amizade”
1) nora de Naomi, esposa de Boaz, e avó de Davi

Rute em hebraico: vistosa, beleza, amiga, Companheira – Dicionário de Nomes

 

LIVRO DE RUTE – Dicionário Wycliffe

A Bíblia Hebraica coloca o livro de Rute na última divisão principal (Escritos) como um dos cinco Megilloth. As Bíblias em Português colocam esse livro depois do livro de Juizes, acompanhando a LXX, a Vulgata e os escritos de Josefo. Nào se tem certeza de que esse livro tenha, alguma vez, feito parte do livro de Juizes. Trata- se de uma história breve que contém quatro cenas, e uma concludente genealogia.

Esboço

  1. A Peregrinação em Moabe e o Retorno à Pátria, 1.1-22
  2. Rute, a Respigadora, 2.1-23

III. O Pedido de Rute a Boaz na Eira, 3.1-18

  1. Boaz Assume as Funções de um Parente Remidor, 4.1-17
  2. Genealogia desde Perez até Davi, 4.18-22

Propósito

Os estudiosos têm opiniões muito divergentes sobre o propósito desse livro. Podemos dispensar as opiniões de que: (a) o autor queria simplesmente contar uma história interessante; (o) o livro é uma interpretação não literal de textos bíblicos (midrash) sobre o suposto mito do culto à fertilidade em Belém (Staples); (c) trata-se de um panfleto de propaganda destinado a enfatizar o dever do casamento com um parente próximo (Driver); e (d) o autor deseja exaltar a fidelidade de uma viúva. Alguns estudiosos (por exemplo, R. H. Pfeiffer e G. A. F. Knight) argumentam que o livro de Rute é uma polêmica contra as exigências de Esdras (capítulos 9-10) e de Neemias (13.23- 31) de que os judeus deveriam despedir as suas esposas pagãs. O autor menciona muitas vezes que Rute é uma moabita (Rt 1.4,222.2,6,11-13,214.5,10). Além disso, não existe indicação de que os judeus envolvidos nessa história desaprovassem os casamentos de Quiliom com Onã, de Malom com Rute, e de Boaz com Rute. E também nào existem polêmicas no próprio livro de Rute – mesmo em passagens onde ela poderia ser esperada. Poderiamos esperar uma indicação do autor de que o parente próximo teria rejeitado Rute por ser uma mulher de origem pagã, ou de que Boaz se casou com ela apesar de sua origem gentílica, mas nenhuma menção existe a esse respeito (Hertzberg).

Outros estudiosos acreditam que o propósito desse livro estava ligado à ancestralidade de Davi, mas essa opinião não recebeu uma aceitação geral no tocante à intenção do autor. Será que ele desejava preencher uma lacuna que existia nessa época (a árvore genealógica em 4.18-22 também é encontrada em uma forma ampliada em 1 Crônicas 2.5-15) entre Perez e Davi? Ou será que pretendia estabelecer um relacionamento entre a casa de Davi e a de Moabe, talvez para fornecer uma base para a união das duas nações contra um inimigo comum, ou para que Moabe se submetesse a Israel? Esse tipo de relacionamento poderia explicar porque Davi confiou os seus pais aos cuidados do rei de Moabe (1 Sm 22.3,4), embora esse evento também tenha outras explicações plausíveis. Ou será que ele estava tentando negar que Davi deveria ser considerado um moabita, pois ele era um descendente de Boaz (um judeu), a fim de evitar um estigma que poderia ser lançado contra ele por causa do estatuto preservado em Deuteronômio 23.3,4, proibindo que um moabita entrasse na assembléia do Senhor até a décima geração? Parece provável que o autor desse livro estivesse interessado em fornecer informações sobre os antepassados de Davi, mas subordinou essa intenção a um propósito mais grandioso.

O principal propósito do autor era enfatizar o cuidado providencial demonstrado pelo Senhor em relação às duas viúvas em condições desesperador as (Hertzberg) e, dessa forma, mostrar que o aparecimento e a ascensão de Davi, em um período crucial da história de Israel, não foi acidental (esta também é a opinião de Ringgren). Esse tema está maravilhosamente contido nas declarações de Boaz a Rute sobre esse assunto (2.11,12), e está explícito ao longo de todo o livro (cf. 1.8,16,17; 2.3,4,20-23; 3.1-4,7-13; 4.13-15).

Data

O Talmude (Baba Bathra 145) considera Samuel como autor desse livro, mas isso é improvável. Sua data depende de entendermos o seu propósito. Se fosse uma obra polêmica contra as medidas de Esdras e Neemias, ele deveria pertencer ao período pós-exílico, provavelmente ao século IV a.C. Se, entretanto, o autor pretende enfatizar a providência de Deus, esse livro certamente seria do período pré-Exllico. Sob um cuidadoso escrutínio, as supostas palavras e expressões finais deixam de refutar uma data anterior (veja Driver) e suas expressões aramaicas podem ser tentativas posteriores de esclarecer certas obscuridades do primeiro texto. As semelhanças entre Rute 4.7ss. e Deuteronômio 25.5ss. não exigem uma data posterior à reforma do rei Josias, ocorrida em 621 a.C. (provocada pela descoberta do livro da lei que, presumivelmente, incluía Deuteronômio) porque a tradição em Rute se apóia em códigos legais anteriores, e as circunstâncias subjacentes a essas duas passagens não são verdadeiramente as mesmas. Veja Rute. A sintaxe e o vocabulário hebraicos, as expressões idiomáticas e a pureza do estilo (veja Driver) dão suporte a uma data anterior para o livro. Entendemos que sua forma atual não pode ser anterior à época de Davi (4.18-22).

Bibliografia. Stephen Bertman, “Sym- metrical Design in the Book of Ruth”, JBL, LXXXTV (1965), pp. 165-168. John J. Davies, Conquest and Crisis. Studies in Joshua, Judges and Ruth, Grand Rapids. Baker, 1969, pp. 155- 170. S. R. Driver, An Introduction to the Litemture of the Old Testament, Nova York. Scribneris, 1893, pp. 453-456. J. Vernon McGee, In a Barley Field, Glendale. G/L Publications, 1968. Leon Morris, Ruth, Londres. IVCF, 1968. Charles F. Pfeiffer, “Ruth”, WBC, pp. 267-272. W. E. Staples, “The Book of Ruth״, AJSL, LIII (1937), 145-157. Veja também Juizes, Livro de.

  1. T. W.

 

RUTE

Uma moabita que teve a distinção única de se casar com dois fazendeiros judeus. Maíom (Rt 4.10), um dos filhos de Elimeleque (4.3) e Noemi (1.2); e Boaz, um parente de Elimeleque (4.3).

Ao endossar entusiasticamente esses casamentos, a família de Elimeleque ignorou o estatuto preservado em Deuteronômio 23.3,4 que proibia que os judeus aceitassem moabitas em sua comunidade, ou então não estava ciente dessa proibição.

Rute foi notável em sua disposição de renunciar ao seu próprio meio em troca de outro que lhe era estranho, e se parece um pouco com Abraão ao se aventurar em uma terra que nunca tinha visto (Gn 12. lss. cf. Rt 2.11). Elá resistiu à tentação – sem dúvida muito forte – de sua cunhada (Orfa) de retornar ao sen povo. Por causa de seu amor por Noemi, Rute desejava permanecer com sua sogra, tornar-se uma judia, trocar o seu deus (provavelmente Quemos, Nm 21.291 Rs 11.7,33) pelo Deus de Noemi (O Senhor, cf. Rt 2.12,13) e ser sepultada no mesmo local de Noemi (Rt 1.14-17). A devoção de Rute transcendia o pessimismo de Noemi, que atribuía seu completo “vazio” ao Deus Todo-Poderoso, e insistia que as mulheres de Belém a chamassem de Mara (“amarga”, 1.19-21).

Embora não estivesse sob nenhuma obrigação, Rute imediatamente tirou proveito da época do ano em Belém (era a colheita da cevada – desde a metade até o final de maio, precedendo a colheita do trigo) para vislumbrar um meio de sustentar a si e sua sogra. Os trabalhadores israelitas ficaram impressionados com sua dedicação e contaram a Boaz (2.11) que lhe concedeu privilégios especiais (2.14ss.).

O auge da devoção de Rute reflete-se na obediência à sugestão de Noemi de que deveria ir ao debulhador à noite, quando Boaz estava cheio de vinho, para tentar persuadi-lo a aceitar a responsabilidade de se tomar um parente remidor. Ele consentiu, e quando o parente mais próximo desistiu de sua oportunidade, Boaz, voluntariamente, assumiu o seu lugar. Comprou a propriedade de Elimeleque, Quiliom e Malom e se casou com Rute (4.712־). Ele obedeceu ao costume do levirato (q.v.), a lei contida em Deuteronômio 25.5-10, embora não fosse irmão de Malom, mas apenas um parente próximo. No devido tempo, nasceu Obede (“servo”), filho de Boaz e Rute. A“amargura” de Noemi foi amenizada por sua alegria pela criança, que se tornou um ancestral de Davi (4.18-22) e do Messias. Rute foi uma das quatro mulheres especificam ente mencionadas por Mateus na genealogia do Senhor Jesus (1.5). Todas essas mulheres eram gentias, e a intenção de Mateus era, aparentemente, enfatizar a dimensão universal dos ancestrais de Jesus. J. T. W.

 

O LIVRO DE RUTE – Bíblia da Liderança cristã – John C Maxwell

Deus honra lealdade e integridade

Resumo

O Livro de Rute nos lembra que Deus honra e enfatiza as seguintes qualidades de liderança: lealdade e integridade. Rute, uma jovem moabita, confrontou-se com a opção de abandonar a sua sogra viúva ou arriscar a sua vida numa terra estrangeira. Ela escolheu permanecer comprometida à sua amiga e mentora, Noemi, e, no final, a sua decisão incomum foi recompensada.

O comprometimento de Rute de ficar com a sua sogra, apesar da morte do marido dela, revelou seu admirável caráter e demonstrou seu senso de lealdade e responsabilidade. Ao permaneceu fiel a Noemi, demonstrou uma atitude ética impecável e manteve-se fiel ao juntar espigas todos os dias no campo de um homem rico. Dessa maneira destacou-se como pessoa única.

De onde essa mulher não-judia aprendeu tal caráter e confiança em Deus ao buscar suprimento para as suas necessidades? De seu falecido marido? De Noemi? Não sabemos, mas sabemos que Rute permaneceu comprometida fazendo a coisa certa, e Deus a surpreendeu suprindo todas as suas necessidades e mais do que isso. Deus providenciou para Rute a pessoa do Boaz, um homem de caráter semelhante; e talvez essa seja a lição mais profunda do livro.

Rute ilustra que, quando líderes focam na realização do que é correto, Deus abençoará o fruto do seu trabalho. Qualificar tal bênção significa colocar responsabilidades à frente de resultados. Caráter deve preceder conduta. Fidelidade deve preceder frutificação.

“Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça,” lembra Jesus, “e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33). É assim que o reino de Deus funciona. Jesus ensinou, que se a árvore é boa, o fruto também será bom (Mt 12.33-35). No Livro de Rute, Jesus prioriza mais o ser do que o fazer.

A nossa liderança deve fluir do nosso íntimo, um fruto natural do que temos encarnado. Apesar dessa verdade, a maioria dos líderes se debate exatamente nesse ponto. Por definição, a maioria dos líderes e orientada por resultados. Eles saltam, imediatamente, para o visível e mensurável, para os resultados exteriores que pessoas afirmam. Quem afirma a sua disciplina privada e pessoal? Quem pergunta sobre a sua carreira segunda-feira de manhã, quando se dirige ao seu escritório? A maioria dos líderes fala sobre o “ponto extremo”.

Embora todos nós concordemos que o caráter é fundamental, parece difícil demais sustentar isso. Por isso, a maioria das pessoas, mesmo líderes, avança em busca de resultados. Para alguns, “os fins justificam os meios”. Deus, no entanto, diz que, quando trabalhamos a profundidade de nosso ministério, ele trabalhará a largura do mesmo.

Líderes precisam ler a bela história de Rute, pois ela lhes lembrará duas verdades fundamentais:

  1. Deus, de fato, recompensa o caráter.
  2. No final, Deus realizará os seus propósitos, mesmo que tenha de usar uma mulher moabita para isso.

O papel de Deus em Rute

Por que Deus, em sua providência, preservou o Livro de Rute? Talvez ele tenha feito isso porque Rute ocuparia um lugar de honra na linhagem messiânica. Deus se movimenta através desse livro como um divino Diretor de acontecimentos, orquestrando um plano para enxertar Rute na árvore genealógica da família de Davi e conduzindo, finalmente, a Jesus.

Deus realiza a sua Obra e a sua liderança através de todas as alegrias e tragédias da vida. Fome, solidão, morte, exílio voluntário e fidelidade inabalável tornam-se ferramentas que ele usa para cumprir o seu plano soberano. Como líder fenomenal, Deus avaliou os recursos e as circunstâncias daquele momento da história de Israel para desencadear o seu plano.

Líderes em Rute

Noemi e Boaz

Outra pessoa de influência em Rute

Rute

Lições de liderança

  • Deus recompensa a integridade e a lealdade de líderes.
  • Deus realizará soberanamente os seus propósitos através de pessoas

aparentemente desqualificadas.

* Líderes devem valorizar mais o caráter e a formação espiritual do que a formação de conduta e habilidades.

Destaque de liderança em RUTE

RUTE: Prontamente segue Noemi (1.8-18)

BOAZ: Modelo de bondade e liderança espiritual (2.4-17)

GENEROSIDADE: Boaz não registra dívidas, simplesmente continua dando (2.8—4.10)

MULHERES : que fizeram a diferença (4.13-17)

QUE PARECEM DESQUALIFICADOS? (Rt 1.1-22)

Todo líder necessita de recursos financeiros e humanos, mas o comprometimento sempre merece prioridade. Quando o líder demonstra comprometimento com a missão e com os objetivos da organização, os recursos sempre surgirão.

No primeiro capítulo do livro que leva o seu nome, Rute decide ficar com Noemi, sua sogra, mesmo depois de perder o seu marido. Ela não sabia, mas o seu comprometimento a encaminharia a muitas portas abertas. Rute encontra trabalho durante uma época difícil, faz amigos numa terra estrangeira e, depois, ganha um novo marido, Boaz. Causa grande admiração o fato de Deus incluir Rute, uma moabita adotada na família de Israel, na linhagem de Cristo. O filho a quem ela deu à luz tornou-se parte da linhagem do Messias!

A chave? Comprometimento. Enquanto o líder não se compromete, ele permanece hesitante. Mas, no momento em que o líder, de fato, se compromete, então Deus age, e toda uma série de acontecimentos começa a fluir. Todo tipo de incidentes imprevistos, reuniões, pessoas e assistência material, coisas que ninguém podia imaginar, começam a surgir. E tudo começa a acontecer no momento em que o líder se compromete firmemente.

Perfil de Liderança

RUTE

Prontamente segue Noemi (Rt 1.8-18)

O Livro de Rute conta uma história de amor e respeito entre duas mulheres que viviam em mundos bastante diferentes.

A gentil e amável Rute, uma moabita, cuidou intensamente de sua sogra, Noemi. Rute deixou prontamente o conforto de sua região e o único mundo que conhecia para viajar com Noemi à estrangeira Belém. Ela exemplifica a força e a determinação que líderes devem ter para se aventurarem e seguirem a Deus, mesmo que isso signifique deixar para trás família e amigos.

Rute submeteu-se às orientações dadas por Noemi nessa nova e estranha cultura. Seu parente resgatador, Boaz, casou-se, mais tarde, com ela e proporcionou-lhe segurança e proteção. Mas, inicialmente, quando Rute decidiu seguir as orientações de Noemi, a jovem moabita não dispunha de meios para saber como tudo aconteceria. Ela simplesmente avançou num gesto de fé.

Noemi orou para que Rute se tornasse famosa em Israel por causa das suas boas ações. Ainda hoje, Deus responde orações dessa natureza quando milhões de crentes estudam o Livro de Rute para extraírem lições memoráveis sobre amor e fidelidade. Como bisavó do rei Davi, a estrangeira Rute encontrou lugar definitivo na linhagem de nosso Salvador, Jesus Cristo.

CORAGEM: RUTE VAI EM FRENTE E ASSUME O RISCO (Rt 3.1-6)

Rute assumiu um risco ao seguir as instruções de sua sogra. O que permite um líder se arriscar?

R – Responsabilidade: Percebe a necessidade de ir em frente.

I – Iniciativa: Age e se antecipa aos outros.

S – Sacrifício: Esforça-se para fazer tudo funcionar.

C – Conhecimento: Possui informação suficiente para confiar na decisão.

O – Ouvir: Segue as instruções que recebe.

Perfil de Liderança

BOAZ

Modelo de bondade e liderança espiritual (Rt 2.4-17)

As primeiras palavras que ouvimos de uma pessoa muitas vezes são as mais duradouras e impressionantes para nós.

As primeiras palavras registradas de Boaz, rico e influente proprietário de terras e fazendeiro de Belém, nos dizem que ele amava a Deus e desejava as bênçãos de Deus para as pessoas que estavam em sua volta, inclusive para aquelas que trabalhavam nos seus campos.

No dia em que Rute pediu para ajuntar espigas deixadas pelos servos, Boaz chegou ao campo e saudou os segadores com um cordial “O Senhor seja convosco!” (Rt 2.4)

“O Senhor te abençoe!”, os servos responderam (Rt 2.4).

Por que aqueles trabalhadores responderam tão entusiasticamente ao desejo de bênção de Boaz? Aparentemente, eles sabiam alguma coisa a respeito desse homem extraordinário, sobre o seu relacionamento com Deus e a maneira de tratar pessoas.

Vemos a natureza especial de Boaz no tratamento dado a Rute. Quando ele ouviu a história dessa pobre viúva moa-bita, demonstrou-lhe grande bondade e consideração, ao ponto de até mesmo providenciar proteção especial para ela dos homens do campo e permissão especial para juntar espigas com os servos. Também lhe deu toda água necessária e, mais tarde, a convidou para fazer companhia a ele e aos trabalhadores numa refeição.

Boaz fornece o modelo do tipo de bondade requerida de todos os bons líderes. Ele sabia quando ir ao encontro de alguém e dar as boas-vindas àqueles que Deus levava ao seu círculo de influência, mostrando-se, inclusive, compassivo e caridoso para com os seus.

A LEI DA BASE SÓLIDA:

RUTE E BOAZ SÃO BENEFICIADOS (Rt 3.1-15)

Noemi sabia como uma mulher podia comunicar apropriadamente o seu interesse por um homem. Instruiu Rute a entrar na tenda onde Boaz dormia, descobrisse os pés dele e se deitasse ali. Quando Boaz acordou e percebeu a presença de Rute, imediatamente compreendeu a proposta de casamento da parte dela. Porém o senso de integridade de Boaz não lhe permitiu dormir com ela; estava comprometido a praticar o que pregava. E isso o que a palavra “integridade” significa: singularidade. As palavras, os pensamentos e as ações de uma pessoa formam uma unidade.

A antiga palavra grega para “sinceridade” carrega significado semelhante. Estátuas eram queimadas em fornos, emergindo geralmente do forno com pequenas fendas. Artistas tentavam esconder essas rachaduras, enchendo as fendas com cera quente. Vez por outra, aparecia uma estátua sem defeitos. Ao pé dessas obras, o artista escrevia sinceros, sem cera.

Sua liderança é “sem cera”? Suas palavras, intenções e ações formam uma unidade? Você é um líder tipo Boaz?

21 Qualidades: Generosidade

Boaz não registra dívidas, simplesmente continua dando (Rt 2.8—4.10)

Líderes devem ser generosos, predispostos a partilhar os seus recursos com outros. Acreditam que um lampião nada perde se acende outro.

Ninguém fornece modelo melhor dessa verdade do que Boaz, o líder espiritual que se tornou o marido de Rute. Possuía um grande campo e, semelhante a outros proprietários de terra, empregava segadores para recolherem a sua safra. Quando os segadores terminavam a sua tarefa, permitia-se que os menos afortunados “espigassem” no campo, recolhendo tudo que ficara para trás da safra de grãos. Rute foi tal pessoa.

O espírito generoso de Boaz, imediatamente, percebeu a presença de Rute. Pediu que os segadores descobrissem a identidade dessa mulher; depois, expressou a sua generosidade a ela. Boaz revelou a sua liderança generosa de várias maneiras:

1.Foi generoso com a sua compaixão (Rt 2.8-9).

Disse que Rute não recolhesse espigas em outro lugar; ela ganharia dele tudo quanto precisava.

  1. Foi generoso com os seus complementos (Rt 2.11-12).

Percebeu o sacrifício de Rute e complementou os esforços dela.

  1. Foi generoso com a sua cortesia (Rt 2.14).

Convidou Rute para juntar-se aos empregados para uma refeição, servindo-lhe, bondosamente, tudo quanto desejava.

  1. Foi generoso com a sua colheita (Rt 2.15-16).

Disse aos seus segadores para reservarem feixes extras de trigo para ela.

a- Foi generoso com a sua credibilidade (Rt 3.11-13).

Mostrou respeito ao fazer o que era certo segundo o pedido de Rute.

b- Foi generoso com o seu comprometimento (Rt 4.9-10).

Comprometeu-se com Rute, certificando-se de que o marido anterior dela não tinha descendentes para suscitar o seu nome.

Você pode dar sem amor, mas não pode amar sem dar. Líderes que deixam de demonstrar generosidade devem perguntar-se: De fato, amo as pessoas a quem lidero? Quando grandes líderes erram, sempre erram pelo lado da generosidade Se erram no pagamento de salários, erram em pagar demais. Se erram na demissão de um funcionário, erram pelo lado de excessivo apoio emocional, indenização e afirmação. Nenhum líder vai em frente imitando Ebenezer Scrooge.

Jesus falou a respeito desse espírito generoso quando disse: “Ao que demandar contigo e tirar-lhe a túnica, deixa-lhe também a capa. Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas” (Mt 5.40-41).

O espírito generoso impulsionou Boaz a andar a segunda milha com Rute, mesmo antes de imaginar que ela se tornasse sua esposa (Pensava que ela seria atraída a um homem mais jovem – Rt 3.10.). Mesmo assim, Boaz dedicou a ela tempo extra, atenção, trigo, respeito, favor e honra.

Que tal você? Alguém atribuiria generosidade à sua liderança?

BOAZ E RUTE DEMONSTRAM CARÁTER… E ISSO SE PAGA (Rt 4.1-6)

Rute e Boaz queriam que o seu relacionamento progredisse, mas, quando a verdade veio à luz, Boaz informou a Rute que precisava tomar a decisão diante dos líderes da cidade. Rute se submeteu, jamais punindo o seu desejo de casar-se novamente. O caráter habilita o líder a fazer o que é certo, mesmo quando isso é difícil.

MULHERES QUE FIZERAM A DIFERENÇA (Rt 4.13-17)

Rute e Noemi constituem apenas dois exemplos de mulheres nas Escrituras que fizeram a diferença. Essas heroínas aparecem em toda parte no Antigo e Novo. Estude essas senhoras e seja encorajado:

Débora (Jz 45), Dorcas (At 9.36-42), Ester (Livro de Ester), Eunice (At 16.1-3; 2Tm 1.5), Eva (Gn 232Co 11.3), Febe (Rm 16.1-2), Isabel (Lc 1.5-80), Joquebede (Êx 2.1-116.20), Lídia (At 16.12-15,40), Lóide (2Tm 1.5), Maria (Lc 10.38-42Jo 12), Maria Madalena (Mt 20.1-1827.56,61), Maria, mãe de Jesus (Mt I; 2; Lc I; 2), Marta (Lc 10.38-41; Jo II), Miriã (Êx 15.20-21), Priscila (At 18.2,18,26), Raabe (Js 26.17-25),  Raquel (Gn 29—31), Rebeca (Gn 2425.20-28), Sara (Gn 2121618), Suzana (Lc 8.3).

Fome na Casa do Pão – (Rt 1.1-22) – Comentários Expositivos Hernandes Dias Lopes

Vamos olhar na perspectiva da fome na Casa do Pão, fazendo uma aplicação para a igreja contemporânea.

A fome é uma experiência dolorosa. Ela produz inquietação, desespero e até mesmo a morte. Todavia, a fome é capaz de alimentar-se da própria morte. Há muitos anos, um avião caiu nas montanhas geladas dos Andes. Muitas pessoas morreram. Os que escaparam da morte, transidos de frio e castigados pela fome, alimentaram-se de carne humana para sobreviverem. Seus companheiros de viagem tornaram-se alimento. Para fugirem da morte, sobreviveram por causa da morte daquelas desventuradas vítimas.

Estive visitando a Coréia do Sul em 1997. Ao mesmo tempo que vi a riqueza e a prosperidade daquele tigre asiático, emergido das cinzas e dos destroços da guerra e da opressão, vi também a miséria amarga em que se encontrava a Coréia do Norte. Dominada pela mão de ferro do ditador Kim Jong-II, aquela nação está ainda imersa no mais profundo desespero econômico. Enquanto o governo vive encastelado na pompa mais regalada, o povo é assolado por uma pobreza aviltante. Retornando daquela viagem, li na Folha de S. Paulo, no dia 2 de maio de 1997, que as autoridades sanitárias da Coréia do Norte estavam tomando medidas drásticas para evitar que as pessoas castigadas pela fome comessem os seus próprios mortos.

A fome é pior do que a morte. Quando Jerusalém foi entrincheirada por Nabucodonosor, os judeus viveram também essa dramática realidade. Jeremias chegou a dizer que os que morreram à espada foram mais felizes do que aqueles que sucumbiram pela fome (Lm 4.9). A fome mata pouco a pouco. E uma tortura em câmara lenta. Ela suga as energias e retira lentamente o oxigênio da pessoa. A fome dói. A fome consome. A fome mata.

(Parêntesi do Pr. Henrique – “Certo dia o rei de Israel estava passando por cima da muralha da cidade, quando uma mulher gritou para ele: Ó rei, meu senhor, me ajude! Ele respondeu: Se o SENHOR Deus não ajudar você, como é que eu posso ajudá-la? Você pensa que eu tenho trigo ou vinho? Mas diga qual é o seu problema. Ela respondeu: Outro dia esta mulher me disse: Vamos comer o seu filho hoje e amanhã comeremos o meu. Então nós cozinhamos o meu filho e o comemos. No dia seguinte eu disse que era a vez de comermos o filho dela, mas ela o escondeu!
Ao ouvir isso, o rei rasgou as suas roupas em sinal de desgosto, e as pessoas que estavam perto da muralha viram que por baixo das suas roupas ele estava vestido com roupa de pano grosseiro.”) (2Reis 6.26-30)
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Há fartura de pão no mundo, mas o descaso daqueles que têm fartura de pão por aqueles que estão famintos é tão grande que ainda vemos rostos desfigurados pela fome, crianças revirando os latões de lixo das nossas cidades, disputando com os urubus e cães doentes um pedaço de pão para mitigar a macabra fome. Enquanto uma minoria banqueteia-se regaladamente, ainda assistimos ao espetáculo doloroso de crianças e velhos com o ventre estufado, com o corpo macérrimo, com a pele furada pelas costelas em ponta, com os olhos sem brilho e o coração sem esperança, fuzilados pela dor de um estômago vazio.

Milhões de pessoas morrem no mundo todos os anos, vitimadas pela fome. Outras vivem com o ventre empanturrado de farinha com água, mas desnutridas. Não poucos têm pão, mas com escassez. Li sobre uma grande família no sertão brasileiro que passou uma semana inteira alimentando-se apenas com um quilo de feijão. Todos os dias cozinhavam o mesmo feijão, tomando apenas o seu caldo.

A fome é uma realidade universal. Ela tem castigado o ser humano desde o começo da humanidade, e é uma das marcas do fim dos tempos. Belém de Judá também estava enfrentando um tempo de fome (1.1-3). A terra que manava leite e mel estava agora assolada. O solo ubérrimo se tornara seco e estéril. Os campos férteis não tinham nenhum sinal de vida. A fome alastrava-se, deixando um rastro de pânico e medo. A crise econômica era conseqüência da crise espiritual. Aquele era o tempo dos juizes, um longo período de mais de trezentos anos de muita instabilidade e inconstância do povo de Israel. O povo só se voltava para Deus na hora do aperto, mas se esquecia dEle nos tempos de bonança. Na verdade, aquele foi um tempo em que a nação se desviara de Deus. Cada um seguia o seu próprio coração. A Palavra de Deus fora esquecida, a apostasia tomou conta do povo e este virou as costas para o Senhor. A seca, a invasão do inimigo e a fome vieram, então, como juízo de Deus sobre a nação rebelde.

Quando o povo se afasta de Deus, os céus retêm as chuvas, e a fome assola a terra. Quando a igreja perde o fervor espiritual, ela perde a capacidade de alimentar as multidões com o pão espiritual. Quando falta pão na igreja, o mundo entra em colapso. Esse fato pode ser visto no livro de Rute.

Fome de pão na Casa do Pão

Na Segunda Guerra Mundial, houve muitas atrocidades. Homens perversos, embrutecidos e dominados pela malignidade sacrificaram milhões de vidas, fazendo-as perecer nas câmaras de gás, nos paredões de fuzilamento, nos campos de concentração e castigando-as com trabalhos forçados e escassez de pão.

Após a guerra, várias crianças órfãs foram levadas para um orfanato. Inquietas, elas não conseguiam dormir. Ao serem observadas por um psicólogo, este percebeu que a inquietação das crianças era a insegurança e o medo de lhes faltar o pão. O medo da fome lhes roubava o sono. O psicólogo orientou que cada criança antes de dormir deveria receber um pedaço de pão não para comer, mas para segurar. Assim, as crianças se aquietaram e conseguiram dormir seguras e sossegadas. A fome traz inquietação. A certeza de que teriam pão no dia seguinte curou as crianças da inquietação que lhes roubava o sono.

Houve fome de pão em Belém, a Casa do Pão. Belém é um símbolo da igreja. Muitas vezes, também, falta pão na igreja, e as pessoas começam a passar fome. O pão que falta na igreja não é aquele feito de trigo, mas aquele que procede da boca de Deus. E a fome desse pão do céu que nos faz buscar a Deus com todas as forças da nossa alma.

No dia em que a nossa fome de Deus for maior do que a fome por comida, por dinheiro, por fama e reconhecimento, então poderemos experimentar as maravilhas de Deus. No entanto, precisamos também tapar os ouvidos ao clamor pessimista daqueles que nos dizem que não vamos conseguir, que a crise nos vencerá e que jamais Deus nos dará pão com fartura.

Quando falta pão na Casa do Pão, as pessoas se desesperam

O livro de Rute é uma história de amor que ensina ricas lições espirituais. Tommy Tenney, em seu livro Os caçadores de Deus, faz uma profunda e pertinente exposição do capítulo primeiro de Rute. Ele escreve sobre a fome que castigou a cidade de Belém e suas implicações para a igreja contemporânea. Houve um tempo em que o nome da cidade de Belém era apenas uma propaganda enganosa, uma promessa vazia, uma negação da sua realidade. Houve um dia em que os fornos de Belém ficaram frios e cobertos de cinza, e as prateleiras, vazias. A terra tórrida gemia sob o calor inclemente e escaldante do sol. A chuva dadivosa e benfazeja foi retida, e o céu fechou suas comportas. A semente perecia sem vida no ventre da terra. Nos pastos, o gado mugia desassossegado pela fome. Nos currais, não havia ovelhas. Nos campos, outrora farturosos, não havia frutos. Nas casas, não havia pão, e o povo começou a passar fome.

Onde há fome, há inquietação. Onde a fome chega, reina o desespero. A fome é implacável. Ela abate sem piedade as suas vítimas. A Casa do Pão ficou sem pão. As pessoas chegavam de todos os lados à procura de pão, mas voltavam de mãos vazias. Suas esperanças eram frustradas. Belém tornou-se um lugar de inquietação e angústia, e não de satisfação e plenitude.

Belém, um retrato da igreja

A Casa do Pão, vazia de pão, é um retrato da igreja contemporânea. A igreja também é a casa do pão. As pessoas estão famintas. Elas têm necessidades não do pão que perece, mas do pão da vida./ O próprio Deus é quem coloca essa fome em nós: “Eis que vêm dias, diz o Senhor Deus, em que enviarei fome sobre a terra, não de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor” (Am 8.11). Muitas pessoas buscam saciar sua fome espiritual na igreja, mas não encontram nela o pão da vida. Muitas pessoas buscam Deus na igreja, mas não o encontram na igreja. Encontram muito do homem e pouco de Deus. Encontram muito ritual e pouco pão espiritual. Encontram muito da terra e pouco do céu.

A igreja hoje está também substituindo o pão do céu por outro alimento. Está pregando o que o povo quer ouvir, e não o que o povo precisa ouvir. Prega-se para agradar, e não para alimentar. Dá-se palha, em vez de trigo, ao povo (Jr 23.28).

Há igrejas, também, que, além de não terem pão, estão vendendo farelo para o povo, e cobrando caro por ele. Há líderes que, além de adulterar o evangelho, ainda o têm comercializado e mercadejado. Na ânsia do ter mais do que na busca do ser, muitas igrejas estão desengavetando as indulgências da Idade Média, dando-lhes novas roupagens, mercadejando a graça de Deus e induzindo o povo incauto ao misticismo mais tosco.

Quando falta pão na Casa do Pão, as pessoas deixam a Casa do Pão

(Parêntesi do Pr. Henrique – Abraão e Isaque desceram ao Egito e a Gerar em busca de Pão, DEUS impediu Isaque de chegar ao Egito, mas ficou em Gerar.)

A fome deixa as pessoas desassossegadas. Ela move e remove as pessoas do seu lugar. Os irmãos de José desceram ao Egito para comprar pão. Os quatros leprosos de Israel arriscaram suas vidas para procurar pão no acampamento do inimigo.

Quando a fome chegou a Belém, Elimeleque, Noemi, Malom e Quiliom abandonaram a cidade do pão. Eles colocaram o pé na estrada da fuga, em vez de escolher o caminho do enfrentamento (e do arrependimento – Pr Henrique). Eles saíram movidos pela visão humana, e não guiados pela fé. Como Ló, buscaram segurança, e não a vontade de Deus. Buscaram novos horizontes, e não a direção do céu.

Elimeleque, em vez de buscar a Deus para resolver o problema, fugiu das circunstâncias adversas. Em vez de clamar aos céus por restauração, ele e sua família fugiram da Casa do Pão para as terras de Moabe ( Pr. Henrique – deixaram de buscvar a solução no DEUS verdadeiro para buscarem em Quemos, deus dos amonitas).

Muitas pessoas deixam a igreja quando falta pão na Casa do Pão. Muitas pessoas vão procurar alimento em seitas heréticas, onde só tem veneno mortífero. Outras rebuscam os farelos do próprio mundo como fez Demas que amou o presente século e abandonou a fé (2Tm 4.10). A solução não é abandonar a Casa do Pão, quando falta pão. O verdadeiro pão só pode vir do céu. Ele não é produzido pelo esforço humano. É dádiva divina. A solução não é fugir à procura de outro pão, mas rogar ao Senhor que nos dê novamente o pão do céu.

Os tempos de restauração nascem da consciência de crise. E quando sentimos nossa falência espiritual que nos prostramos aos pés do Senhor, clamando por restauração. E quando os nossos celeiros estão vazios que somos desafiados a clamar por pão. Quando há sinais de fome em nossas entranhas é que clamamos como o filho pródigo: “Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome!” (Lc 15.17). A crise, longe de nos levar para as terras de Moabe e para as campinas do Jordão ou mesmo para as planícies do Egito, deveria nos levar para os joelhos e para uma busca sem trégua de restauração.

Uma triste constatação

Uma pergunta surge por todos os lados: por que as pessoas deixam a igreja ou não são atraídas a ela? A resposta é: Porque não há pão. O pão era um símbolo da presença de Deus. Havia o pão da proposição, ou seja, o pão da presença (Nm 4.7). O pão indica a presença de Deus. Nada satisfaz as pessoas de forma plena senão Deus. O próprio Deus colocou a eternidade no coração do homem. Você pode ter templos suntuosos, pregadores eruditos, música de qualidade superlativa, mas só Deus satisfaz a alma.

Como o pai aflito que rogou aos discípulos de Jesus que libertassem seu filho possesso, mas saiu desiludido pela falta de poder deles, temos visto também uma igreja que tem conhecimento, mas não tem poder. E outras que trombeteiam poder, mas não têm nem conhecimento nem poder. As multidões não estão encontrando pão na Casa do Pão.

Muitas vezes, falamos que está fluindo sobre nós um rio de vida, mas o que as pessoas vêem é um rio de palavras vazias. Temos palavra, mas não temos vida. Temos doutrina, mas não temos poder. Temos ortodoxia, mas não temos unção. Temos receita de pão, mas não temos pão.

Quando falta pão na Casa do Pão, as pessoas buscam alternativas perigosas

Elimeleque e sua família, ao enfrentarem a crise da fome, fugiram para Moabe. Quando Belém, a Casa do Pão, ficou vazia, aquela família se viu obrigada a procurar pão em outro lugar. O dilema é que Moabe não era um lugar seguro para aquela família; ao contrário, um lugar de sofrimento, doença, pobreza e morte. As alternativas do mundo podem nos jogar na cova da morte.

Elimeleque e seus filhos Malom e Quiliom morreram em Moabe. Eles perderam a vida buscando a sobrevivência. Eles encontraram a morte, em vez de segurança. Eles encontraram a sepultura, em vez de um lar. Eles, no afã de evitarem a fome em Belém, encontraram a morte em Moabe. Onde eles pensaram que preservariam a vida, a perderam.

A segurança de Moabe é falsa. A fartura de Moabe é enganosa. Moabe significou para Noemi doença, pobreza e viuvez. Moabe significou para Noemi a perda dos seus dois filhos. Moabe é um símbolo do mundo e de sua aparente segurança. Moabe levará os seus filhos e os enterrará antes do tempo. Moabe separará você do seu cônjuge. Moabe tirará a sua alegria e encherá o seu coração de amargura. O preço cobrado em Moabe é muito alto: lá as pessoas pagam com seus casamentos, seus filhos e suas próprias vidas. Na verdade, Noemi partiu cheia de esperança e voltou pobre, vazia, amargurada e ferida (1.20,21).

Quando volta a ter pão na Casa do Pão, as pessoas correm para a Casa do Pão

Há um rumor que chega até Moabe: “Então, se dispôs ela com as suas noras e voltou da terra de Moabe, porquanto, nesta, ouviu que o Senhor se lembrara do seu povo, dando-lhe pão” (1.6). Noemi volta porque ouviu falar que havia pão em Belém. Há um murmúrio que percorre as nossas cidades, ruas e becos; é o murmúrio dos famintos. Se somente um deles ouvisse um boato de que o Pão está de volta à Casa do Pão, a notícia logo se espalharia com grande intensidade, e as multidões seriam atraídas irresistivelmente à Casa do Pão. Os famintos viriam e constatariam que a propaganda não é enganosa. Elas diriam: não é uma farsa. E verdade, realmente existe pão com fartura, podemos matar a nossa fome. Deus está na igreja. A glória de Deus resplandece na igreja. O Pão do Céu é oferecido gratuitamente na igreja!

Sim, como necessitamos do Pão do Céu em Belém! Sim, como necessitamos da gloriosa presença de Deus em nossas igrejas! Tão logo as pessoas saibam que Deus está na igreja, elas virão de todos os lados. Tudo o que precisamos é da presença de Deus, é da glória de Deus sobre nós, é de pão com fartura para os famintos.

A história dos avivamentos nos mostra essa gloriosa verdade. Quando Deus visita o Seu povo, as multidões são atraídas à igreja. Os corações se rendem a Jesus, e a igreja se levanta no poder do Espírito Santo para alimentar os famintos com o Pão do Céu. Não precisamos nos contentar com migalhas. Não precisamos viver de farelos. Não precisamos nos alimentar das migalhas que caem da mesa. O Senhor nos oferece um banquete, fornadas de pão quente preparado nos fornos do céu.

Quando há pão na Casa do Pão, as pessoas nos acompanharão à Casa do Pão

Rute acompanhou Noemi a Belém (1.16-19,22). Da mesma maneira que Rute, uma gentia, acompanhou Noemi à Casa do Pão, também as multidões famintas nos acompanharão à Casa de Deus quando souberem que Deus nos visitou com abundância de pão. As pessoas virão à igreja quando provarem o pão da presença de Deus.

Rute encontrou pão em Belém. Ela saiu de Moabe, lugar de morte, e encontrou a vida e um futuro glorioso em Belém. Ela tornou-se avó de Davi, um símbolo do Rei messiânico. Davi nasceu em Belém, a Casa do Pão. Mas Rute também foi um membro da genealogia de Jesus. Jesus também nasceu em Belém. Ele é o Pão da Vida (Jo 6.35,48). O Pão da Vida nasceu na Casa do Pão. Agora temos o Pão do Céu na Casa do Pão. A todos os que têm fome, Ele diz: “Este é o pão que desce do céu, para que todo o que dele comer não pereça. Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém dele comer, viverá eternamente” (Jo 6.50,51).

Quando tem pão na Casa do Pão, os pródigos voltam à igreja. Noemi voltou para Belém. A igreja ficará cheia quando as pessoas souberem que lá encontrarão pão com fartura. Quando Deus visita o Seu povo com Pão na Casa do Pão, os cultos tornam-se cheios de vida. Há sincera e abundante adoração. As músicas tornam-se cheias de alegria, as orações cheias de fervor, e os crentes cheios do Espírito.

Que a fome de Deus seja o sinal distintivo da nossa vida. Que a nossa fome de Deus seja maior do que a nossa fome pelas bênçãos de Deus.

Os pródigos não voltarão sozinhos à Casa do Pão

Rute voltou com Noemi. Noemi voltou e trouxe Rute. Semelhantemente, quando a igreja é restaurada, não somente os que saíram dela voltam, mas trazem outras pessoas. Quando o Espírito de Deus é derramado, os descendentes de Jacó brotam como os salgueiros junto à corrente das águas (Is 44.4). Precisamos fazer como os quatro leprosos de Samaria ao encontrarem pão: “Não fazemos bem; este dia é dia de boas-novas, e nós nos calamos” (2 Rs 7.9). Precisamos sair pelas ruas da cidade, pelas praças e becos dizendo que tem pão na Casa do Pão.

Se Deus realmente se manifestar com poder na igreja, o rumor dos famintos se espalhará no campo e na cidade. Antes de podermos abrir as portas, os famintos já estarão na fila esperando o pão. E, quando os pródigos voltarem, não voltarão sozinhos, os gentios que habitavam em Moabe voltarão com eles.

Notas do capítulo –  Larson, Gary N. The new Ungers Bible hand-book. Chicago, Illinois. Moody-Press, 1984: p. 140. – Tenney, Tommy. Os caçadores de Deus. Belo Horizonte, MG. Editora Dynamus, 2000: p. 34.

Tenney, Tommy. Os caçadores de Deus, 2000: p. 36. – Tenney, Tommy. Os caçadores de Deus, 2000: p. 46.

A mulher de Pilatos (Mt 27.19-24), A mulher que lavou os pés de Jesus (Lc 7.36-50), A mulher samaritana (Jo 4), A viúva no templo (Mc 12.41-44), Abigail (ISm 25.1-42), Ana (I Sm 1.2—2.21), Ana (Lc 2.36-38),

 

Rute – Comentários da Biblia Diário Vivir (ESP)

1.1 A história do Rute transcorre em algum momento durante o período dos juizes. Aqueles eram dias negros para o Israel, quando “cada um fazia o que bem lhe parecia” (Jdg 17:6Jdg 21:25). Mas em meio desses tempos escuros e maus, até havia quem seguia a Deus. Noemí e Rute são exemplos formosos de lealdade, amizade e entrega a Deus e ao um pelo outro.

1.12 Moab era a terra ao leste do Mar Morto. Era uma das nações que oprimiram ao Israel durante o período dos juizes (Jdg 3:12ss), assim é que havia hostilidade entre as duas nações. A fome deveu ter sido bastante severo no Israel para que Elimelec decidisse ir-se daí com sua família. Lhes chamava efrateos porque Efrata era o nome antigo de Presépio. Até se o Israel derrotasse ao Moab, seguiriam as tensões entre eles.

1.45 As relações amistosas com os moabitas não se passavam (Deu 23:3-6) embora possivelmente não se proibiram, já que os moabitas viviam fora da terra prometida. Casar-se com um cananeo (e com qualquer que vivesse dentro das fronteiras da terra prometida), estava, entretanto, contra a Lei de Deus (Deu 7:1-4). Aos moabitas não lhes permitia adorar no tabernáculo porque durante o êxodo do Egito não permitiram aos israelitas passar através de sua terra.

Como nação escolhida de Deus, Israel deveu ter estabelecido as normas de uma vida de alta moral para as outras nações. É irônico, mas foi Rute, uma moabita, a quem Deus usou como exemplo de caráter espiritual genuíno. Isto mostra quão estéril era a vida do Israel nesses dias.

RUTE E NOEMI

As histórias de algumas pessoas na Bíblia se encontram tão entrelaçadas que quase são inseparáveis. Sabemos mais a respeito de sua relação que delas como indivíduos. E em uma era que rende culto à personalidade, suas histórias são modelos úteis que ajudam às boas relações. Noemí e Rute são exemplos formosos desta fusão de vidas. Suas culturas, seus antecedentes familiares e sua idade eram muito diferentes. Como sogra e nora, talvez tiveram tantas oportunidades de tensão como de ternura. E assim se mantiveram unidas a uma à outra.

Passaram por profunda tristeza, quiseram-se muito e entregaram por completo ao Deus do Israel. E apesar de sua interdependência, tinham liberdade quanto a seu compromisso da uma pela outra. Noemí estava disposta a permitir que Rute retornasse a sua família. Rute estava disposta a deixar sua terra natal e ir ao Israel. Noemí incluso ajudou nos acertos matrimoniais do Rute e Booz mesmo que isto podia trocar sua relação com ela.

Deus estava no centro de sua comunicação íntima. Rute chegou a conhecer deus do Israel através do Noemí. A anciã permitiu que Rute visse, escutasse e sentisse todo o gozo e a angústia de sua relação com Deus. Quão freqüentemente sente você que seus pensamentos e perguntas a respeito de Deus devem ficar fora de uma amizade íntima? Quão freqüentemente expressa seus desordenados pensamentos a respeito de Deus com sua esposa ou com seus amigos? Expressar abertamente a respeito de nossa relação com Deus pode brindar profundidade e intimidade a nossa relação com outros.

Pontos fortes e lucros :

— Uma relação onde o vínculo maior era a fé em Deus

— Uma relação de um sólido compromisso mútuo

— Uma relação em que cada pessoa tratou de fazer o melhor para a outra

Lições de sua vida :

— A presença viva de Deus em uma relação supera as diferenças que de outro modo criam divisão e desarmonia

Dados gerais :

— Onde: Moab, Presépio

— Ocupações: Algemas, viúvas

— Familiares: Elimelec, Mahlón, Quelión, Orfa, Booz

Versículo chave :

“Respondeu Rute: Não me rogue que te deixe, e me além de ti; porque a em qualquer lugar que você for, irei eu, e em qualquer lugar que viver, viverei. Seu povo será meu povo, e seu Deus meu Deus” (Rth 1:16).

Sua história se relata no livro do Rute. Mat 1:5 também menciona ao Rute.

1.8, 9 No mundo antigo quase não havia nada pior que ser viúva. Maltratavam-nas ou as passavam por cima. Quase sempre eram pessoas golpeadas pela pobreza. A Lei de Deus, entretanto, estabelecia que o parente mais próximo do marido falecido devia cuidar da viúva; mas Noemí não tinha parentes no Moab e não sabia se existia algum vivo no Israel.

Até nessa situação se desesperada, Noemí teve uma atitude desinteressada. Embora decidiu retornar ao Israel, animou ao Rute e a Orfa para que ficassem no Moab e começassem uma nova vida, embora isso significasse mais dor para ela. Como Noemí, devemos considerar as necessidades de outros e não só as nossas. Conforme descobriu Noemí, quando você atua desinteresadamente, outros se sentirão animados a seguir seu exemplo.

1.11 O comentário do Noemí aqui (“eu tenho mais filhos no ventre que possam ser seus maridos?”) refere-se ao levirato, a obrigação do irmão do finado de cuidar sua viúva (Deu 25:5-10). Esta lei evitava que a viúva ficasse na miséria e proporcionava uma forma para que continuasse o nome do finado algemo.

Noemí, entretanto, não tinha outros filhos que se casassem com o Rute nem com a Orfa, assim que as animou para que ficassem em sua terra natal e se voltassem a casar. Orfa esteve de acordo, o qual era seu direito. Mas Rute esteve disposta a renunciar à possibilidade de segurança e filhos para cuidar do Noemí.

1.16 Rute era uma moabita, mas isso não lhe impediu de adorar ao Deus verdadeiro, nem tampouco impediu a Deus aceitar sua adoração e encher a de grandes bênções. Deus não amava unicamente aos judeus. Deus escolheu aos judeus como instrumento para que o resto do mundo o conhecesse. Isto se cumpriu quando Jesus nasceu como judeu. Através do, todo mundo pode conhecer deus. Act 10:34-35 diz que “Deus não faz acepção de pessoas, mas sim em toda nação se agrada do que lhe teme e faz justiça”. Deus aceita a todos os que o adoram; atua através das pessoas sem importar raça, sexo ou nacionalidade. O livro do Rute é um exemplo perfeito da imparcialidade de Deus. Embora Rute provinha de uma raça freqüentemente desprezada pelos israelitas, foi benta por sua fidelidade. Chegou a ser a bisavó do rei Davi e um antepassado direto do Jesus.

1.20, 21 Noemí experimentou várias penúrias. Abandonou o Israel casada e segura; retornou viúva e pobre. trocou-se o nome para expressar sua amargura e a dor que sentia. Noemí não rechaçava a Deus ao manifestar abertamente sua dor. Entretanto, tal parece que perdeu a visão dos tremendos recursos que tinha em sua relação com o Rute e com Deus. Quando em frente momentos amargos, Deus receberá com agrado suas orações sinceras, mas cuide-se de não passar por cima o amor, a força e os recursos que O provê nas pressente relações. E não permita que a amargura e a desilusão o ceguem ante as oportunidades.

1.22 Presépio estava a uns oito quilômetros ao sul de Jerusalém. O povo estava rodeado por exuberantes campos e arvoredos de olivos. Suas colheitas eram abundantes.

A volta do Rute e Noemí a Presépio foi sem dúvida parte do plano de Deus porque nesta aldeia nasceria Davi (1Sa 16:1) e como o predisse o profeta Miqueas (Mic 5:2), também Jesus nasceria ali. Esta ação, foi mais que uma simples conveniência para o Rute e Noemí. Conduzia ao cumprimento da Escritura.

1.22 devido a que o clima do Israel é muito moderado, há duas colheitas cada ano, na primavera e no outono. A colheita de cevada se levava a cabo na primavera e foi nesse tempo de esperança e de plenitude que Rute e Noemí retornaram a Presépio. Presépio era uma comunidade agrícola e devido a que era época de colheita, havia muito grão restante nos campos. Este grão podia compilar-se ou espigar-se e logo convertê-lo em alimento. (se desejar mais informação sobre espigar, veja-a nota a 2.2.)

 

Rute – Comentário Neves de Mesquita AT

1) Fome e imigraçõo de Elimeleque (1:1-5) –

“Nos dias em que os juízes governavam, houve uma fome na terra” (v. 1). Este verso coloca o episódio do livro numa época certa, mesmo que não tivesse sido escrito nela . Pertence, pois, ao período dos juízes. Nós acabamos de estudar este livro; estamos mais ou menos familiares com a situação em que estes homens governavam. Uns por façanhas, como Sansão, outros por ganância de poder, como Abimeleque (cap. 9), alguns por outros motivos ou intenções. Nesta época, Elimeleque, sua mulher e filhos dirigem-se para Moabe, provavelmente uma pequena região. O uso da palavra campo não parece indicar a grande terra dos moabitas. Possivelmente seria a região rica e bem regada junto ao Arnom, perto dos rubenitas. Assim sendo. Elimeleque estava junto da família mesmo em terra estranlha. Havia dois filhos que se teriam unido aos pais para o cultivo de um bom pedaço de terra.

O nome de um era Malom, que significa “delicado”, o do outro, Quilom, que significa “fraco”. Noemi significa “agradável”, gentil. Família de quatro pessoas, bem comportadas, família caseira e unida, seria um estímulo aos seus aparentados moabitas, cujos costumes eram bem diferentes, pelo que sabemos das suas crônicas religiosas (Núm. 25). Os dois rapazes, solteiros que eram, casaram com moabitas. O casamento com moabitas não estava totalmente proibido porque eles não eram considerados como os cananeus. Apenas não podiam ser admitidos no templo ou na religião, a menos que fossem circuncidados. No tempo de Herodes, o Grande, muitos moabitas se infiltraram em Israel e, para poderem gozar dos benefícios da religião e da sociedade, não hesitaram em se deixar circuncidar. As mulheres se chamavam Orfa e Rute. O nome da primeira significa bondosa ou a que vira as costas. O da segunda significa rosa. Depois morreram Elimeleque e os dois filhos, deixando três viúvas em terra estranha. Rute era a esposa de Malom, talvez o mais velho. O Targum diz que ela era filha de Eglom, rei dos moabitas (Jul. 3:14). Se o Targum estiver certo e este Eglom, pai de Rute, for o Eglom de Juízes 3:14, então temos um ponto certo sobre a data do livro dos juízes. Mas não parece proceder a idéia expressa pelo Targum. A morte dos dois rapazes tem sido atribuída ao seu casamento com estranhas, o que não nos parece certo. Houve muitos casamentos com mulheres de fora da comunidade hebraica, mas não nos consta que os homens tivessem morrido por isso. Os nomes dos rapazes (“delicado” ou “definhamento” e outro “consunção” ou fraco) nada indicam quanto à sua morte. Morreram prematuramente, sem que se saiba por que. De qualquer modo, tinha razão Noemi em dizer que o Senhor havia descarregado a sua mão sobre ela.

2) Noemi e Rute voltam a Judá (vv. 6-18).

Ouviram que tinha chovido em Israel e o Senhor se lembrara do Seu povo. Então Noemi decidiu voltar à sua terra. Os laços de amizade com as duas noras eram muito fortes e elas não queriam separar-se dela. Foi um gesto muito tocante. Como é que duas estrangeiras, de costumes diferentes, e, por que não dizer, de índoles diferentes, se uniram assim à sua sogra? Noemi não queria que elas a acompanhassem. As duas insistiram em acompanhar a sogra. A expressão de Noemi, que cada uma voltasse a “terra de sua mãe”, quando deveria ter dito “terra de seus pais”, é significativa. Dá a entender que, sendo sogra, só podia pensar nas mães das noras. Parece que o pai de Rute ainda vivia, pois foi lembrado por Boaz (2:11).

“O Senhor vos dê que acheis descanso, cada uma em casa de seu marido. E Noemi beijou-as, em despedida (v. 9). Eram moças e bem podiam encontrar rapazes que as quisessem. Elas responderam, chorando em altas vozes: “Não, iremos contigo ao teu povo.” Noemi insistiu com elas para voltarem às suas casas e a seus deuses. Deus poderia dar-lhes descanso (benevolência significa descanso) enquanto em Judá talvez não tivessem isso. É interessante notar que o nome Jeová, aqui traduzido Senhor, já era conhecido das moças, e até o seria entre os moabitas, de modo geral. Em hebraico menuchah significa lugar de descanso e é sinônimo de descanso em vista de promessa. Noemi alega mais que, não tendo outros filhos, não estava na obrigação de os dar às viúvas, conforme preceitua Deuteronômio 25:5, conferido com Mateus 22:23-33. Foi em virtude dessa lei, que Boaz veio a casar com Rute. Se essa lei existia em Moabe não se sabe, mas é possível que não. Existia em Israel, e Noemi está pensando em termos de israelita.

Noemi sente-se amargurada por causa das noras, em não poder dar-lhes outros maridos (v. 13). “A mim me amarga o ter o Senhor descarregado contra mim a sua mão.” Noemi sente-se frustrada na sua vida. Acha que Deus foi severo com ela, levando-lhe o marido e os dois filhos e deixando-a agora com duas noras, que não queriam separar-se dela. Não sabia que isto estava de antemão planejado. Havia outro plano a ser realizado em Israel, mas, como de nada sabia, falava como quem fala para o seu momento. Então voltaram a chorar as três. Orfa com um beijo se despediu da sogra para ir ao seu povo e aos seus deuses. Rute, porém, se apegou à sua sogra e a não deixou. A resolução de Rute era inabalável e a sua linguagem não podia deixar qualquer dúvida, tornando-se até um modelo de decisão e amor: “Onde quer que morreres, morrerei eu, e ali serei sepultada. Assim rne faça o Senhor, e outro tanto se outra coisa que não seja a morte me separar de ti” (v. 17). Que linda linguagem, que belas imagens de pensamentos de uma moabita! Vendo, pois Noemi que a moça de todo estava decidida a jogar sua sorte com a sogra, deixou de instar com ela. Amizades verdadeiras são raras, mas quando se encontram, constituem uma riqueza. Que mais poderia Noemi esperar da terra estranha, onde perdeu o marido e os filhos? Se ela voltasse rica e cheia de “amigos”, isso ainda não compensaria a amizade sincera de uma jovem de outra linhagem, e de outra religião, de outros costumes. Aliás, pela leitura, vê-se claro que Rute já tinha adotado a Jeová como o seu Deus. Os deuses antigos da sua família ficavam para trás. Deus, por sua vez, não deixaria de honrar uma fé como a desta moça. E honrou-a dando-lhe um marido ideal e uma linhagem como nunca ela poderia ter em sua terra. Assim Deus, o bom Deus, galardoa os que lhe obedecem e o seguem.

3) Um regresso triste (vv. 19-22).

“Assim, pois, foram-se ambas, até que chegaram a Belém.” A viagem não era muito comprida, mas também não era muito curta. Uns 80 quilômetros, se tanto. Se voltassem pelo sul do Mar Morto, teriam de dar uma grande volta e subir pelo deserto de Judá, uma viagem perigosa e cansativa. Voltando pelo caminho que nos parece mais

lógico, atravessariam o território de Rúben e de Gade e passariam o Jordão, no vau de Jericó. Dali para Belém era um salto, viagem de um dia e meio. Não sabemos qual teria sido o caminho, mas podemos crer que o curso aqui proposto foi o seguido por elas. Basta imaginar duas mulheres sozinhas, com as trouxas à cabeça, andando de vila em vila, parando aqui e ali para se alimentar e para dormir, em estalagens nem sempre muito confortáveis e seguras. Que de heroísmo e coragem! Certamente já estavam seguras de que o Deus de Israel as guardaria. Doutra sorte nem teriam ânimo para a viagem. Atualmente há boas estradas, mas, naqueles longínquos tempos, nada disso havia. Agora se vai de automóvel, por uma estrada asfaltada, do antigo território dos rubenitas até Jerusalém e a viagem se faz em poucas horas. Então não seria assim. Era um tempo em que nem havia reis em Israel e cada qual fazia o que bem parecia aos seus olhos (Juí. 21:25).

Finalmente chegaram a Belém-Efrata, assim chamada antigamente. Toda a cidade se alvoroçou (comoveu) (v. 19). Não era para menos. Depois de dez anos de ausência, voltava uma antiga belemita, desfilhada e viúva, acompanhada de uma estranha, que logo foi apresentada como sendo a sua nora, também viúva. Então se diria: “Que houve, que todas estas mulheres ficaram viúvas?” Somos levados a crer que a família de Elimeleque era muito conhecida, e ele era um lavrador, talvez bem situado financeiramente. Possivelmente, o parente Boaz estaria por ali e se alegraria com a volta da parenta, que talvez ele nem pensasse voltaria. O serviço de correio naqueles tempos era coisa muito rara e só existia para os negócios do Estado. Os particulares, quando se mudavam, morriam na lembrança dos que ficavam. Assim Boaz teria ficado alegre ao saber da volta da sua parenta. As mulheres diziam (eram as mulheres porque o verbo hebraico está na forma feminina) : “Não é esta Noemi?

Ela respondia: “Não me chameis Noemi e sim MARA, porque amarga tem sido a minha vida. O substantivo Mara – amargo ou amarga – veio de Êxodo 15:23, quando os israelitas não puderam beber as águas, de amargas que eram. Noemi se considerava de vida amarga, pois com grande amargura o Todo-Poderoso a tinha afligido. O nome divino El-Elion, muito antigo, e que sempre denotava poder para socorrer, fora contrário a Noemi, pois, lhe levara o marido e os dois filhos. Coitada de Noemi! “Ditosa eu parti, porém o Senhor (Jeová) me fez voltar pobre.” Era ditosa porque era casada com um homem bom e tinha dois filhos, que, parece, eram o seu consolo. Voltava agora sem nada, Então não era mais Noemi, porém MARA. A sua queixa é admissível numa mulher que não tinha, como muita gente ainda hoje não tem, ciência dos caminhos de Deus, que do mal pode tirar o bem. “Todas as coisas contribuem para o bem dos que amam Deus”. Isso ela não sabia. Chegava à sua cidade no princípio da sega da cevada, que vinha um pouco antes da cega do trigo. Isto deveria ser em abril de um ano que não se sabe.

  1. RUTE VEM PARA BELÉM (1.1-22) – Comentário da Bíblia NVI – F. F. Bruce

1) Uma família israelita em Moabe (1.1-5)

Uma época de fome na terra de Judá faz Elimeleque (“Deus é rei”), sua esposa Noemi (“minha agradável”) e os seus filhos Malom (“doente”) e Quiliom (“debilitado”) deixarem a sua casa em Belém (“casa de pão”) para se estabelecer em Moabe, um planalto a leste do mar Morto. É irônico que tivessem de deixar a “casa de pão” na terra prometida para ir a Moabe, mas na época dos juízes houve apostasia religiosa e o Senhor veio com julgamento contra o seu povo. Que o propósito deles era retomar fica claro no uso da palavra gür, que expressa residência temporária. Efrata tinha sido o nome antigo de Belém (Gn 35.1948.7Mq 5.2 e v. o paralelismo em 4.11); por isso eram chamados efrateus. Depois da morte de Elimeleque, Malom se casou com Rute, e Quiliom, com Orfa; as duas noivas eram moabitas. A lei não proibia o casamento com moabitas, mas havia algumas restrições para a aceitação dos moabitas na congregação (Dt 23.3; cf. Ne 13.23-30). Rute e Orfa não são nomes hebreus, e o significado é incerto, v. 4. por quase dez anos: isso provavelmente cobre todo o tempo em Moabe, e o casamento dos dois irmãos pode ter ocorrido mais próximo do final desse período. Malom e Quiliom morreram. O narrador aqui concentra a atenção em Noemi, enviuvada, sofrendo com a perda dos filhos e numa terra estranha, todas essas circunstâncias com significado religioso.

2) A determinação de Rute em ir com Noemi (1.6-18)

Noemi decidiu voltar para Belém depois que chegaram notícias a Moabe de que o Senhor viera em auxílio do seu povo, dando-lhe alimento (lit. “pão”). O verbo usado no original para traduzir “vir em auxílio” é o equivalente a “visitar”, paqad, que pode significar “vir com bênção”, com freqüência para encerrar um período de provações, e.g., Gn 21.150.24,25Êx 13.19Jr 15.1527.2229.10; especialmente SL 65.9. Mas o verbo pode significar também “castigar”, como em Am 3.2,14 et al.

Noemi, não querendo conduzir as suas noras à vida numa terra estranha, diz a elas que voltem às suas famílias, v. 8. Ela reconhece a bondade delas com os seus maridos e com ela e ora para que o Senhor seja leal com elas (mostrar hesed “amor leal”; “amor constante”) e lhes conceda segurança (m‘nühãh, v. 3.1) no casamento. (Observe que Itesedí uma característica do próprio Deus, expressa principalmente na sua lealdade à aliança. E muito mais forte do que bondade.) Ela deu-lhes beijos de despedida, mas elas insistiram em ir com Noemi. Ela então, chamando-as carinhosamente de minhas filhas, mais uma vez as aconselha a voltar. Numa série de perguntas retóricas, Noemi — com a idéia do levira-to em mente (Dt 25.5ss) — argumenta que ela já não pode ter esperança de ter filhos para oferecê-los como maridos e, de qualquer maneira, não se poderia exigir delas que esperassem tanto tempo. v. 13. A formulação desse versículo na NTLH transmite a idéia de que Noemi expressa remorso porque as suas noras foram envolvidas na sua aflição, mas a formulação Para mim é mais amargo do que para vocês, pois a mão do Senhor voltou-se contra mim se harmoniza melhor com o hebraico. Parece que o sentido que ela quer transmitir é: “Perdi marido e filhos e sou velha demais para casar de novo e ter filhos. Vocês perderam os maridos, mas ainda são jovens para casar de novo e ter filhos. Por que compartilhar da minha aflição?”. E significativo que Noemi não atribui a sua aflição ao acaso ou ao azar, mas à mão do Senhor, um antropomorfismo comum da atividade soberana de Deus, reconhecida em toda a história. v. 14. Orfa, evidentemente convencida pelo argumento, despediu-se e partiu. E injusto culpar Orfa por sua decisão. Não conhecemos todas as circunstâncias; por exemplo, talvez ela soubesse da determinação de Rute e que Noemi não ficaria sozinha. Mas Rute, com lealdade mais forte e laços afetivos mais próximos, //!’.»« com ela [Noemi], (dãbaq, “apegar-se”; v. ARA e ARC; Gn 2.24Rt 2.821). v. 15. Novamente Noemi encoraja Rute a voltar e seguir a sua cunhada que estava voltando para o seu povo e para o seu deus, “Camos”, cf. Nm 21.29 (ou “deuses”), mas Rute, totalmente decidida, expressa a sua determinação em expressões de beleza indescritível. Ela declara a sua lealdade a Noemi, sua disposição em se identificar com o povo de Israel e a sua devoção ao Deus de Noemi. A sua promessa é selada com um juramento que invoca o juízo de Deus se ela não o cumprir. Essa fórmula de juramento, possivelmente acompanhada de um gesto, é encontrada de forma completa em Samuel e Reis, mas em forma abreviada em outros textos. v. 18. Vendo a força e a natureza da decisão de Rute, Noemi não insistiu mais.

3) Rute e Noemi chegam a Belém (1.19-22)

  1. 19. A chegada de Noemi e Rute a Belém causou comoção considerável. A pergunta das mulheres: Será que é Noemi? sugere que os anos que se haviam passado e o luto pelas perdas tinham alterado a sua aparência, v. 20. Noemi retoma o significado do seu nome e responde: Não me chamem Noemi (“agradável”), melhor que me chamem de Mara (“amarga”), pois o Todo-poderoso tornou a minha vida muito amarga. Esse nome divino ’El shaddai é quase sempre usado com referência à ação de Deus com pessoas em aflição. (V. comentário adicional acerca de sadday de L. Morris em Judges-Ruth, TOTC, 1968, p. 264). v. 21.A formulação da RSV, como também da NTLH (“o Deus todo-poderoso me fez sofrer e me deu tanta aflição”), é baseada na emenda textual do hebraico que fazem o grego, o siríaco e o latim, que é: “o Senhor testificou contra mim”, i.e., o Senhor demonstrou o seu desgosto por mim, por isso não me chamem de “agradável”. A frase 0 Todo-poderoso trouxe desgraça sobre mim completa o paralelismo. Noemi exagera a mudança desfavorável nas suas circunstâncias. Ela saiu com uma família completa numa época de fome e, embora o Senhor a trouxesse de volta privada de seu marido e de seus filhos, voltou com uma nora dedicada, a vizinhos compassivos, e isso na época da colheita, v. 22. Parece que é esse o ponto que o autor quer ressaltar de forma branda e amável.

 

MIGRAÇÃO I. Elimeleque vai para Moabe ( Rute 1: 1-5 ) – Comentário Bíblico Wesleyana

1  E sucedeu que, nos dias em que os juízes governavam, que houve uma fome na terra. E um homem de Belém de Judá saiu a peregrinar no país de Moabe, ele e sua esposa, e seus dois filhos. 2  E o nome do homem era Elimelech, eo nome de sua mulher Noemi, e o nome do seus dois filhos Malom e Quiliom, efrateus de Belém de Judá. E eles vieram para o país de Moab, e continuou lá. 3  E Elimelech, o marido de Naomi, morreu; e ficou ela com os seus dois filhos. 4  E eles tomaram para si mulheres de mulheres moabitas; o nome de uma era Orfa, eo nome da outra Rute; e ficaram ali quase dez anos. 5  E Malom e Quiliom morreram ambas; e a mulher desamparada de seus dois filhos e de seu marido. A bela história de Rute tem a sua definição nos dias em que os juízes julgado (v. 1 ). Tudo começou como um resultado de uma grave fome em Judá. A escassez crítica fez a vida em Judá intolerável para um israelita chamado Elimelech. Para escapar da ameaça de fome, ele e sua mulher, Naomi, juntamente com os seus filhos, Malom e Quiliom, deixou sua herança em Belém e viajou para Moab. Foi um movimento desesperado para Elimelech. Significava deixando rostos e ambiente familiar. Envolveu o risco de viagens durante o período inquieto dos juízes. É necessário ajustes consideráveis ​​para uma nova cultura e uma forma exterior de vida. Geograficamente, a distância de Belém para Moabe não era grande por aqueles dias. Uma viagem de cerca de 50 milhas estava envolvido. O coração de Moab foi o planalto que ficava a leste do Mar Morto entre o Arnon e os barrancos Zerede, que drenam para o Mar Morto. Cultural e religiosamente, no entanto, a distância foi imensa. Ao contrário da confederação das tribos de Israel, o reino de Moab foi altamente organizada. Havia excelentes edifícios e fortificações fortes. Houve considerável atividade agrícola e pastoril. A religião dos moabitas foi dedicado a Quemós e adoração de Quemos incluído sacrifício humano. Elimelech e sua família tentou fazer um novo começo nesta terra estrangeira. Eles deixaram um país assolado pela fome só para encontrar novos reveses. Em primeiro lugar, verificou-se a morte de Elimêlech (v. 3 ). Em segundo lugar, houve a perda dos dois filhos, que, depois de ter se casaram com mulheres moabitas, viveu 10 anos e morreu (v. 5 ). Em terceiro lugar, as esposas enlutadas ficaram sem filhos. Enquanto alguns têm tentado mostrar que esses reveses veio como resultado de migração para uma terra estranha e casamento com mulheres estrangeiras, não há nenhuma prova de que tal era o caso. II. NAOMI e suas filhas-de-lei ( Rute 1: 6-22 ) Receber a notícia de que a fome em Judá estava no fim, Naomi decidiu voltar para sua terra natal. Suas filhas-de-lei, Orfa e Rute, também decidiu ir com ela.

PERSUAÇÃO A. Naomi ( 1: 6-14 )

6  Então se levantou ela com as filhas-de-lei, que ela poderia voltar a partir do país de Moab.: por que tinha ouvido no país de Moab como o Senhor havia visitado o seu povo, dando-lhes pão 7  E ela saiu do o lugar onde ela estava, e suas duas filhas-de-lei com ela; e eles iam a caminho de volta para a terra de Judá. 8  E Naomi disse a suas duas filhas-de-lei, Vai, volta cada um de vocês para a casa de sua mãe: negócio Jeová bondosamente com você, como vós o fizestes com o morto, e comigo. 9  Jeová conceder-lhe que acheis descanso cada uma em casa de seu marido. Em seguida, ela beijou-os, e eles levantaram a sua voz, e chorou. 10  E disseram-lhe: Não, mas nós voltaremos contigo ao teu povo. 11  E Naomi disse: Voltai, minhas filhas; porque ireis com me? Tenho eu ainda filhos no meu ventre, para que possam ser seus maridos? 12  Voltai, minhas filhas, seguir o seu caminho; pois eu sou velho demais para ter um marido. Se eu devo dizer, eu tenho esperança, se eu deveria mesmo ter uma noite marido, e ainda tivesse filhos, 13  seria, pois, vós fique até que eles foram cultivadas? portanto, seria a vós de ter maridos? Não, filhas minhas; para entristece-me muito por amor de vós, para a mão do Senhor vem saindo contra mim. 14  e levantaram a sua voz, e chorou novamente: e Orfa beijou a sua mãe-de-lei; mas Rute se apegou a ela. Naomi se esforçou para convencer as filhas-de-lei para permanecer em Moab. Vai, volta cada um de vocês para a casa de sua mãe (v. 8 ). A referência de Naomi é aposentos das mulheres. negócio Jeová bondosamente com você (v. 8 ). O termo hebraico chesed é variadamente traduzido “benignidade”, “bondade”, “lealdade”. Naomi estava desejoso de que Deus iria conceder chesed para suas filhas-de-lei, embora estivessem fora de Israel e estrangeiros para a aliança. Jeová conceder-lhe que acheis descanso cada uma em casa de seu marido (v. 9 ). O pronome ela aqui se refere a suas respectivas mães, portanto, o significado é que eles devem voltar para suas casas paternas. Naomi revela o total desamparo das viúvas sem filhos quando exorta Orpah e Rute a voltar para onde eles iriam encontrar segurança e bondade na casa da família. Não obstante o seu fundamento, Naomi enfrentou filhas-de-lei que estavam firme em sua determinação de ir com ela. Não, mas nós voltaremos contigo ao teu povo (v. 10 ). Orpah e Rute haviam se provado gentilmente em suas relações, não só com os seus maridos, que já não estavam vivendo, mas agora também com a mãe-de-lei que estava na profundidade de uma morte em vida de solidão e auto-incriminação. Naomi revelou seu sentimento de culpa profunda quando ela disse: Por entristece-me muito por amor de vós, para a mão do Senhor vem saindo contra mim (v. 13 margin: “É muito mais amargo para mim do que para você”).Ainda Orpah e Rute estavam dispostos a arriscar seu futuro em uma terra estrangeira, a fim de ajudar Naomi.

PERSISTÊNCIA DE RUTE ( 1: 15-22 )

15  E ela disse: Eis que a tua irmã-de-lei é voltado para o seu povo, e para o seu deus: volta tu também após tua irmã-de-lei. 16  E Rute disse: Rogai me para não deixar-te, e para voltar de seguir-te; para para onde vais, eu irei; e onde tu lodgest, vou apresentar; o teu povo será o meu povo, o teu Deus, meu Deus, 17  , onde tu morres, eu vou morrer, e ali serei sepultada. Jeová Assim me faça, e outro tanto, se outra coisa que não a morte parte de ti e me 18  E quando viu que ela estava stedfastly disposto a ir com ela, ela parou de lhe falar. 19  Então eles dois, até que chegaram a Belém. E sucedeu que, quando chegaram a Belém, que toda a cidade se comoveu por causa delas, e as mulheres , disse: Não é esta Noemi? 20  E disse-lhes: Chame-me não Naomi, me chamar de Mara; para o Todo-Poderoso de amargura comigo. 21  Cheia parti, eo Senhor me fez tornar vazio; ? Por que me chamais Noemi, visto que o Senhor testifica contra mim, eo Todo-Poderoso me afligiu22  Assim Noemi voltou, e Rute, a moabita, sua filha-de-lei, com ela, que voltou para fora do país de Moabe; e eles vieram a Belém no início da colheita da cevada. Por causa de persuasão de Naomi, Orpah cedeu e, despedindo, voltou para o seu povo. Naomi tentou usar a decisão de Orpah influenciar Rute, Eis que a tua irmã-de-lei é voltado para o seu povo, e para o seu deus (v.15 ). No entanto, Rute não queria seguir sua irmã-de-lei e voltar para a segurança de seu povo e da adoração do deus de Moab. Ela estava tão firmemente comprometido com o tratamento gentil e dedicado a sua mãe-de-lei como tinha sido para o marido (cf. observações de Naomi em v. 8 ). Naomi tinha sido grandemente abalado em sua fé pelas duras experiências recentes de que ela havia sido submetidos. Ela reagiu com amargura quando viu sua vida sob julgamento divino. Sem hesitação e sem reservas Rute entrou em dura provação de Naomi e deu devoção abnegada para ela. Não obstante o que Naomi tinha dito, sobre a decisão do Senhor para ela, Rute resolutamente declarou, Rogai me para não deixar-te … para onde fores, eu irei … o teu povo será o meu povo, o teu Deus é o meu Deus … o Senhor fazê-lo para me, e outro tanto, se outra coisa que não te parte morte e me (vv. 16 , 17 ). Suas palavras constituem uma expressão requintada de resolução. Embora Naomi tinha oferecido nada, mas a incerteza e frustração, Rute não estava olhando para as circunstâncias como ela declarou a sua decisão de ir com Naomi. Mais de afeição natural motivado Rute. Não só ela estava resoluto em seu propósito de dar devoção abnegada a um aflito e amarga mãe-de-lei, mas também estava determinada a se juntar a pessoas de Naomi em adorar o Deus verdadeiro. Ela estava pronta a renunciar a seu culto ancestral, pois ela havia chegado ao conhecimento do Deus que tinha havia levantado um povo distintas. Presumivelmente, Elimelech e sua família a tinha trazido esse conhecimento. Em vez de voltar para sua antiga vida, Rute preferiu arriscar tudo e ir com Naomi. Determinação para ajudar os outros e servir a única fé resoluta Deus vivo e verdadeiro exige sempre e decisão. Os dois chegaram a Belém, para a surpresa dos habitantes. É este Naomi? (v. 19 ). Esta foi uma expressão de espanto ao ver Naomi voltar em uma condição tão triste. A resposta de Naomi indica que suas aflições haviam deixado sua marca em seu espírito. Chame-me não Naomi, me chamar de Mara; para o Todo-Poderoso de amargura comigo (v. 20 ). O contraste entre o nome do ex, Naomi, que significa “agradável”, e este último nome, Mara, que significa “amargo”, é bastante significativo, tendo em conta o fato de que ela culpou a Deus por seus problemas. Em mais de uma ocasião, ela havia se queixado por causa do que para ela foi um duro tratamento pelo Senhor (cf. vv. 13 , 20-21 ; 2:20 ). No entanto, Rute ficou ao seu lado na devoção gracioso e também manteve uma fé inabalável em Deus, apesar de suas circunstâncias. Embora Rute era um estrangeiro, sua devoção a Naomi e sua fé em Deus fez uma impressão memorável sobre os habitantes de Belém.

 

Significado de Rute 1  – Comentário com Recursos Adicionais Bíblia The Word – Rute 1

1.1 — Nos dias em que julgavam os juízes. Os eventos no livro de Rute aconteceram antes do estabelecimento da monarquia de Israel. Os juízes eram servos de Deus que estabeleceram o ensino da Sua Lei e a retidão durante um tempo de degeneração política, moral e espiritual. A história de Rute brilha como um holofote em uma era de escuridão na história de Israel. Moabe estava localizada a leste do mar Morto. Os moabitas descendiam de Ló, devido à sua relação incestuosa com sua filha mais velha (Gn 19.30-37). A fome em Israel se estendia até Belém, embora seu nome signifique casa do pão.

1.2,3 — Devido à fome, Elimeleque, cujo nome significa Deus é rei, viajou para Moabe com sua esposa e seus dois filhos. Os nomes de sua esposa e de seus filhos também carregavam significado. Noemi significa agradável, doce. Ela se tomou amarga quando a tragédia abateu sua família, mas sua amargura foi revertida (cap. 4). Os nomes dos dois filhos, Malom e Quiliom, significam doentio e fracassado, respectivamente. A morte prematura desses dois filhos em Moabe mostrou que seus nomes eram apropriados (Rt 1.2,5). Efrata era um outro nome para a região de Belém (Gn 48.7Mq 5.2).

1.4,5 — O nome moabita Orfa pode significar pescoço, um termo referente à beleza física naquela cultura. O nome moabita Rute conota amizade. Embora a Lei de Moisés não proibisse os homens de Israel de casarem-se com mulheres moabitas, excluía os moabitas da congregação de Israel por dez gerações (Dt 23.1-4).

1.6,7 — O Senhor. Esta é a primeira menção do nome de Deus na história. O próprio Deus está no centro do livro. Este versículo ilustra a misericórdia dele, que sustentou até mesmo Seu povo desobediente com comida. Ele visitou Seu povo tanto para abençoá-lo quanto para discipliná-lo (Êx 20.5,6).

1.8 — A palavra hesed, traduzida do hebraico como benevolência, é frequentemente usada para descrever Deus e significa amor leal. Essa palavra expressa a lealdade de Deus, Sua aliança e Seu amor pelo Seu povo. Neste versículo, Noemi declarou a esperança de que o pacto de amor do Senhor fosse estendido às suas noras, que estavam fora da terra de Israel e não eram judias.

1.9 — O conceito de descanso mencionado aqui se refere à segurança encontrada no casamento. Noemi reconheceu nos versículos 8 e 9 que é o Senhor que intervém na vida de Seu povo para trazer-lhe bênçãos. Sua providência é destacada em todo o livro de Rute.

1.10-13 — As noras de Noemi insistiram em retornar com ela. Em resposta, Noemi ressaltou que não poderia prover maridos para elas e expressou preocupação com a felicidade delas. Seu amor por elas foi demonstrado pelo uso de palavras pessoais, como minhas filhas ou filhas minhas, nos versículos 11 e 13, respectivamente.

1.13 — Noemi estava amarga (hb. marar), porque perdera seu marido e seus filhos e atribuíra essas circunstâncias à disciplina de Deus.

1.14 — Neste versículo, as respostas de Orfa e Rute são um contraste. Orfa fez o esperado e retornou para casa. Ainda assim, Rute rez o inesperado, e ficou com sua pobre sogra. Mesmo que compreensível, a atitude de Orfa significou que ela havia abandonado o Deus de Israel. Por outro lado, a atitude de Rute a trouxe para dentro da linhagem do Messias (4.18-22).

1.15 — Noemi tentou mais uma vez convencer Rute a voltar para Moabe. A palavra usada para deuses (hb. elohim) se refere aos deuses de Moabe. Aqui somos lembrados de que ir para Israel era também ir para o único Senhor; permanecer fora de Israel era ficar longe da aliança de Deus com Seu povo.

1.16,17 — Em uma resposta linda e poética, carregada de emoção, Rute descreve sua determinação em ficar com Noemi. Sua afirmação de que o Deus de Noemi seria o seu Deus é especialmente contundente, porque é uma afirmação de fé no Senhor, o Deus de Israel. O fato de Rute usar o nome divino Yahweh, que é traduzido como o Senhor, em um juramento indica o seu comprometimento com o Deus vivo. Ela estava escolhendo apegar-se não apenas a Noemi, sua terra e seu povo, mas também ao seu Deus. Na verdade, ela estava abandonando tudo que havia conhecido para seguir ao único e verdadeiro Deus. Ela estava seguindo os passos de Abraão, que abandonou sua terra e sua parentela natal em resposta a uma ordem de Deus.

1.18-20 — Noemi, temporariamente, esqueceu- se do comprometimento leal e corajoso de Rute ou o ignorou. Ela queria que seu nome refletisse a amargura que sentia devido às circunstâncias por que estava passando e, por isso, autonomeou-se Mara, que significa amarga.

1.21 — Os conceitos de fartura e escassez aparecem aqui. Noemi partiu para Moabe completa: com um marido e dois filhos. Mas agora retornava a Belém vazia. A única família que possuía era Rute. Sua pergunta emocionada é um exemplo de paralelismo no idioma hebraico, um artifício que reforça e dá ênfase à sua emoção. Noemi estava completamente desesperada com o agir do Senhor em sua vida. Isso torna ainda mais marcante a escolha de Rute de não apenas ficar com sua sogra, mas também seguir o seu Deus.

1.22 — O tema do retorno é muito importante neste versículo. O verbo voltar também foi utilizado para se referir a Rute — o que não seria comum por parte do narrador, uma vez que não há qualquer indicação de que Rute havia estado em Israel antes.

Rute, a moabita. Como a história explica, Deus estendeu Sua proteção a Rute, mesmo ela sendo uma estranha. Rute e Noemi chegaram a Belém no princípio da sega da cevada. A cevada era o primeiro grão a amadurecer e este deveria ser o período da safra. O fato de haver um período de safira indica que a fome em Israel já havia cessado (Rt 1.1,6).

 

RUTE – CAPÍTULO 1 – (1322 aC) – EXPOSITOR Bíblia The Word

ELIMELECH E NAOMI N OW aconteceu nos dias em que os juízes julgavam (como a exatamente quando esta era, não estamos disse) , que houve uma fome na terra (fomes foram enviados pelo Senhor a Israel como um julgamento por causa de declínio espiritual) . E um homem de Belém de Judá (Belém significa “casa do pão”) saiu a peregrinar no país de Moabe, ele e sua esposa, e seus dois filhos (indo para um país fora de Israel de viver foi proibido pelo Senhor, e ainda, vamos ver como o Senhor leve a mal e transformá-lo em direito, mas com grande perda, como acompanha tudo falha) .

2 E o nome do homem Elimeleque, eo nome de sua mulher Noemi, e os de seus dois filhos Malom e Quiliom, efrateus de Belém de Judá. E eles vieram para o país de Moab, e continuou lá (por causa da fome, no entanto, melhor estar em um período de fome em que pertence ao Senhor, como fez Israel, do que estar em um lugar de prosperidade, e que seja preenchido com a idolatria, como era Moab) .

SOFRIMENTO

O marido de 3 E Elimelech Naomi morreu; e ficou ela com os seus dois filhos (estar fora da vontade de Deus sempre traz sofrimento) .

4 E eles tomaram para si mulheres de mulheres moabitas (não foi proibido na Lei para um hebreu para se casar com uma mulher moabita, mas uma moabita, por causa de ser amaldiçoado por Deus, foi proibido de entrar na congregação do Senhor [ Deut . 23: 3 ], no entanto, a fé pode superar isso, o que fez com Rute) ; o nome de um era Orfa, eo nome da outra, Rute (dois livros da Bíblia com nomes de mulheres-Rute e Ester; em um, uma mulher se casa com um gentio hebraico, e, na outra, uma mulher hebraica casa-se com um gentio, ambos os casamentos prever, como predito [ Gn 12: 3 ; 18:18 ; 22:18 ; 26: 4 ; . Ps 72:17 ; Atos 03:25 ], para que os gentios, como tal, devem ser trazidos para o Reino de Deus em relação a Israel) ; e ficaram ali quase dez anos (é muito fácil, espiritualmente falando, para entrar em direções erradas, no entanto, muito difícil de sair que direção errada, a fim de voltar para o caminho certo) .

5 E, Malom e Quiliom também morreram os dois; e foi a mulher desamparada de seus dois filhos e de seu marido (mais sofrimento!) .

NAOMI

6 Então se levantou ela com as suas noras, que ela poderia voltar do país de Moabe, pois tinha ouvido no país de Moab, que o SENHOR tinha visitado o seu povo, dando-lhe pão (os Targuns judaicos dizem que um anjo falou para ela e deu essa informação, em outras palavras, a fome acabou, evidentemente durou vários anos) .

7 Pelo que saiu do lugar onde estava, e suas duas noras com ela; e eles iam a caminho de volta para a terra de Judá.

8 E Naomi disse a seus noras: Ide, voltai cada uma à casa de sua mãe.: O negócio Senhor gentilmente com você, como você tem lidado com os mortos, e comigo (Parece que Naomi, pelo menos nesta fase ., tinha tão pouca fé nas promessas de Deus, e uma experiência tão pobre como o resultado de sua própria desobediência, que ela desanimado suas filhas-de-lei de voltar com ela Isso ela não deveria ter feito, no entanto, a mesma falta de fé que fez com que ela e sua família a deixar Israel assola ela ainda. Mas, como veremos, quando ela não voltar a Israel, a

sua fé vai começar a voltar. Moabe não era o lugar da fé, como o sistema mundial nunca é o lugar da fé. Israel era o lugar da fé, e por isso é atualmente, espiritualmente falando.)

9 O Senhor lhe conceda que você pode encontrar descanso cada uma em casa de seu marido (Naomi sabia que não havia “descanso” na terra de Moab, porque era um lugar de idolatria) . Então ela beijou-os; e levantaram a sua voz, e chorou.

10 E disseram-lhe: Certamente voltaremos com você até o seu povo (com a declaração, “seu povo”, eles estavam falando, assim, do Deus de Israel) .

11 E Noemi disse: Voltai, minhas filhas: por que você vai comigo? há ainda nenhuma mais filhos no meu ventre, para que possam ser seus maridos? (Mais uma vez, a dúvida ea descrença regra. Naomi estava andando pela vista, em vez de pela fé. Tal direção sempre limita Deus.)

12 Voltai, minhas filhas, seguir o seu caminho; pois eu sou velho demais para ter um marido. Se eu devo dizer, eu tenho esperança, se eu deveria ter um marido também a noite, e ainda tivesse filhos;

13 Será que você demorar para eles até que eles foram cultivadas? que você iria ficar para eles de ter maridos? (Em outras palavras, espere até que eles cresceram, assim não se casar com outra pessoa.) não, minhas filhas; por isso me entristece muito por amor de vós que a mão do SENHOR se descarregou contra mim. (Naomi sentiu que ela tinha sofrido a trágica perda de seu marido e dois filhos por causa de estar fora da vontade de Deus, deixando Israel para a Moabe Houve, sem dúvida, alguma verdade nisso;. No entanto, devemos sempre lembrar, Deus não trabalha com o que poderia ter sido, mas sim a partir de) “o que é.”

RUTE

14 E levantaram a sua voz, e tornaram a chorar; e Orfa beijou a sua sogra; mas Rute se apegou a ela (Orpah esquerda, e nunca ouvi-la novamente;! como é triste) .

15 E ela (Naomi) disse: Eis que a sua cunhada está voltado para o seu povo, e aos seus deuses.: volta tu também após sua cunhada (Do comunicado, “aos seus deuses”, é óbvio que o grande fator afirmando aqui foi que os deuses de Moabe, contra o Deus de Israel. Orfa escolheu “seus deuses”, e perdeu a melhor coisa que poderia acontecer a qualquer indivíduo-Eterna Vida. Em essência, Naomi perguntou Rute se é isso que ela é vai fazer bem! Exatamente como o que Naomi tinha em mente, podemos apenas imaginar. Parece que ela não queria prometer-lhes coisas que não podia cumprir. Esta parece ter sido a sua intenção. Mas ainda assim, em tudo isso a sua fé, ao que parece, era muito, muito baixo.)

16 E Rute disse: Rogai me para não deixá-lo, ou para voltar de seguir-lhe: para onde você for, eu irei; e onde apresentar, vou apresentar: o teu povo será o meu povo, e teu Deus, meu Deus:

17 Quando você morrer, eu vou morrer, e ali serei sepultada; o Senhor: Assim me faça, e outro tanto, se outra coisa senão a morte parte você e eu. (Isso tem que ser uma das maiores demonstrações, um dos maiores afirmações de Salvação, encontrada na totalidade da Palavra de Deus. Em essência, é o que deve caracterizar todos os que vêm a Cristo.

Neste consagração, não há olhar para trás. A sorte está lançada. Ela vai sempre virar as costas para o mundo da idolatria e rebelião contra Deus. Ela vai sempre jogar em seu lote com aqueles que adoram o Senhor da Glória. Mesmo quando ela morre, ela não quer ser mandado de volta para Moab, mas sim enterrado na terra de Israel, o que ela era. Ela cortou todos os laços com o passado, até mesmo sua família, e tudo o mais. Esta é exatamente a consagração que é

exigido por Deus de todos os que vêm a Ele. Qualquer coisa menos não constitui Salvação a todos!)

18 Quando ela (Naomi) viu que ela (Rute) foi fitos disposto a ir com ela, então ela deixou de lhe falar (“firmemente minded” deve ser o caráter de cada crente) .

19 Então eles dois, até que chegaram a Belém. E sucedeu que, quando chegaram a Belém, que toda a cidade se comoveu por causa delas, e diziam: Não é esta Noemi? (As palavras, “eles disseram,” proclamar uma riqueza de informações. Eles carregam o idéia de que a pobreza que envolvia Naomi era óbvio para todos. Além de que, o marido e os dois filhos estavam ausentes, o que significa que eles estavam mortos. Como assim, e acima de tudo, ela é acompanhada por uma moabita, que foi uma censura dentro de si. Pouco que o povo de Belém percebe que esta moabita seria o ancestral do Messias!)

20 E disse-lhes: Chame-me não Naomi, me chamar de Mara (amargo) :. para o TodoPoderoso tem lidado muito amargamente comigo (Isso não estava correto O Senhor não tinha lidado amargamente com Naomi Enquanto os problemas podem ser autorizados por!. o Senhor, eles são por causa de nossos erros, e, certamente, não dele.)

21 Cheia parti, e que o Senhor me fez tornar vazio (em seu pensamento, “vazio”, descreveu a sua situação, no entanto, ela era muito mais completo do que ela poderia até mesmo começar a pensar; Rute viria a ser a maior bênção de todos; incredulidade vê “vazio”, enquanto fé vê “full”) : por que então me chamais Noemi, visto que o Senhor testemunhou contra mim, eo Todo-Poderoso me afligiu?

22 Assim Noemi voltou, e Rute, a moabita, sua nora, com ela, que voltou do país de Moabe (o Espírito Santo nos quer saber quem é Rute, para que possamos saber o que Rute se torna, Ele é, em Ao mesmo tempo, a dizer-nos que, como Ele mudou a vida de Rute, Ele pode mudar nossas vidas, também) , os quais chegaram a Belém no início da colheita da cevada. (Isso foi em abril, época da Páscoa Com efeito, o. Espírito Santo está dizendo: “Quando eu vir o sangue, passarei por cima de você.” Não existe pecado do Sangue não pode cobrir Não há vida a purificação do sangue não pode mudar Vai mudar Rute;.. ele pode nos mudar.)

  1. A Família de Elimeleque Emigra para Moabe. 1:1-5. Comentário Bíblico Moody
  2. Nos dias em que julgavam os juizes. O Livro de Rute apresenta um contraste aos turbulentos acontecimentos descritos em Juízes. Ali nós lemos sobre a apostasia e a opressão, inveja intertribal e guerra civil. Aqui somos lembrados da providência divina na vida de uma família das tristezas dessa família e do modo como os propósitos do Senhor foram realizados através de uma moabita, que veio a ser antepassada do Rei Davi e do Salvador (cons. Mt. 1:5).

Houve fome na terra. As chuvas na Palestina não são muito abundantes e com bastante freqüência são insuficientes para regarem adequadamente a lavoura básica. Houve fomes durante a vida de Abraão (Gn. 12:10), Davi (lI Sm. 11:1) e Elias (I Reis 17:1). Na terra de Moabe. Moabe foi um filho de Ló, o fruto funesto de um relacionamento incestuoso de Ló com uma de suas filhas (Gn. 19:36, 37 ). Os moabitas pagaram a Balaão para amaldiçoar Israel (Nm. 22:1-8), durante a peregrinação de Israel a Canaã. Sob circunstâncias normais os moabitas eram excluídos da participação da vida nacional e cooperativa de Israel (Dt. 23:3-6). Havia relacionamento amistoso entre indivíduos israelitas e moabitas, no entanto. Quando fugia da ira de Saul, Davi encontrou um amigo no rei de Moabe (I Sm. 22:3, 4).

  1. Malom e Quiliom. Os nomes dos dois filhos de Elimeleque e Noemi expressam fraqueza física. Malom significa “doentio” e Quiliom, “definhante”. Na verdade não viveram muito tempo depois de se estabelecerem em Moabe.
  2. Os quais casaram. Os filhos de Elimeleque e Noemi estabeleceram-se em Moabe e se casaram, Não há condenação específica sobre tais casamentos, embora certamente os israelitas ortodoxos deveriam ter desaprovado.
  3. Ficando assim a mulher desamparada. Durante os dez anos de estada em Moabe, o marido e os dois filhos de Noemi morreram, Tudo o que restou da família antes tão feliz, foram três mulheres – Noemi e suas duas noras, Rute e Orfa.

 

Rute – Autor: Desconhecido (Samuel) – Data: Entre 1050 e 500 aC – Comentários e Esboços da Bíblia Plenitude

AutorOs estudiosos discordam quanto à data do livro, porém o seu cenário histórico é evidente. Os episódios relatados nos livro de Rute se passam durante o período de Juízes, sendo parte daqueles eventos que ocorrem entre a morte de Josué e a ascensão da influência de Samuel (provavelmente 1150 e 1100 aC).
A tradição rabínica assegura que Samuel escreveu o livro na segunda metade do séc. XI aC. Apesar do pensamento crítico mais recente sugerir uma data pós-exílica bem mais tardia (cerca de 500 aC), há evidências na linguagem da obra bem como referencias a costumes peculiares próprios do séc. XII aC que recomendam a aceitação da data mais antiga. É razoável supor que Samuel, que testemunhou o declínio do reinado de Saul e foi divinamente instruído para ungir Davi como escolhido de Deus para o trono, tivesse redigido o livro. Uma história tão comovente como essa certamente já teria sido passada adiante oralmente entre o povo de Israel, e a genealogia que a conclui indicaria uma conexão com os patriarcas, oferecendo assim uma resposta a todos aqueles que, em Israel, indagassem pelo passado familiar do seu rei.

Cristo ReveladoBoas representa uma das mais dramáticas figuras do AT que antecipa a obra redentora de Jesus. A função de “parente remidor” cumprida de forma tão elegante nas ações que promoveram a restauração pessoal de Rute, dá testemunho eloqüente a respeito disso. As ações de Boaz efetuam a participação de Rute nas bênçãos de Israel e a incluem na linhagem familiar do Messias (Eph 2:19). Eis aqui uma magnífica silhueta do Mestre, antecipando em muitos séculos a sua graça redentora. Como nosso “parente chegado”, ele se torna carne—vindo como um ser humano (Joh 1:14) ; (Fhp 2:5-8)

Esboço de Rute

  1. Uma família hebraica em Moabe 1.1-22

Sofrimento de Noemi 1.1-5
Dedicação e promessa de Rute 1.6-18
Retorno a Belém 1.19-22

  1. Uma mulher humilde no campo da colheita 2.1-23

Rute no campo de Boaz 2.1-3
Generosidade e proteção de Boaz 2.4-17
Noemi reconhece a bondade de Deus 2.18-23

III. Um matrimônio planejado 3.1-18

Orientação de Noemi 3.1-5
Obediência de rute 3.6-13
Recompensa pela obediência 3.14-18

  1. Parente e remidor 4.1-22

Boaz, o remidor escolhido por Deus 4.1-12
Casamento de Boaz com Rute 4.13
Benção de Deus sobre Noemi 4.14-17
Genealogia de Davi 4.18-22

.Fonte: Bíblia Plenitude

Rute – História dos Hebreus – De Abraão à queda de Jerusalém.

História de Rute, mulher de Boaz, bisavô de Davi. Nascimento de Samuel. Os filisteus vencem os israelitas e tomam a arca da aliança. Ofni e Finéias, filhos de Eli, sumo sacerdote, são mortos nessa batalha.

  1. Rute 7. Depois da morte de Sansão, Eli, sumo sacerdote, governou o povo de Israel. Houve no seu tempo uma grande carestia. Abimeleque,* que morava na cidade de Belém, na tribo de Judá, não a podendo suportar, foi com a mulher, Noemi, e seus dois filhos, Quiliom e Malom, para o país dos moabitas. Ali tudo correu perfeitamente bem, e ele casou o mais velho dos filhos com uma jovem de nome Orfa e o mais moço com outra, de nome Rute. Dez anos depois, pai e filhos morreram, e Noemi, cheia de aflição, resolveu voltar para o seu país, que então estava em situação melhor que a de quando ela o havia deixado.

As noras quiseram segui-la, porém, como as amasse demais para tolerar que sofressem a mesma infelicidade, rogou-lhes que ficassem, pedindo a Deus que as fizesse mais felizes no segundo matrimônio, pois não o haviam sido no primeiro. Orfa consentiu naquele desejo, mas a extrema afeição que Rute devotava à sogra não lhe permitiu abandoná-la e desejou ser sua companheira também na adver¬sidade. Assim, chegaram ambas a Belém, onde veremos em seguida que Boaz, primo de Abimeleque, as recebeu com grande bondade. Noemi dizia aos que a chamavam por esse nome: “Deveríeis antes chamar-me Mara” — que significa “dor” — “e não Noemi” — que quer dizer “felicidade”.

* As Escrituras chamam-no Elimeleque.

Rute 2. Chegou o tempo da ceifa, e Rute, a fim de obter alimento, foi respigar, com licença da sogra. Entrou por acaso no campo que pertencia a Boaz. Ele che¬gou pouco depois e perguntou ao administrador quem era aquela moça. Ele o informou de tudo o que sabia, dito por ela mesma. Boaz louvou muito o afeto que ela nutria pela sogra e pela memória do marido e desejou-lhe toda sorte de felicidade. Disse ao administrador que permitisse a ela não somente respigar, mas levar o que desejasse, e que lhe dessem ainda de beber e de comer, como aos ceifadores.

Rute guardou um caldo para a sogra, que levou para ela à tarde, com o que havia recolhido. Noemi, por seu lado, guardara para Rute parte do que os vizinhos lhe haviam dado para o jantar. Rute contou-lhe o que se havia passado, e Noemi disse-lhe que Boaz era um parente e homem de bem, tanto que esperava que ele tomasse cuidado dela, Rute, que em seguida voltou a respigar no campo dele.

Rute 3. Dias depois, quando toda a cevada já estava batida, Boaz veio à sua propriedade e deitou-se na eira. Quando Noemi o soube, julgou vantajoso que Rute se prostrasse aos pés dele para dormir e disse-lhe para fazer o que pudesse para consegui-lo. Rute não ousou desobedecê-la e assim, mansamente, esguei-rou-se até os pés de Boaz. Ele não a percebeu no momento, porque estava muito adormecido, porém ao acordar, pela meia-noite, percebeu que alguém estava deitado junto dele e perguntou quem era. Ela respondeu: “Sou Rute, vossa serva, e rogo-vos que consintais que eu repouse aqui”.

Nada mais ele perguntou e deixou-a dormir, mas a despertou bem cedo, antes que os empregados se tivessem levantado, dizendo-lhe para apanhar quanta cevada quisesse e então voltar para a casa da sogra, antes que alguém percebesse que ela passara a noite junto dele. Porque era necessário, por prudência, evitar qualquer motivo de comentários, principalmente em assunto daquela importância. Ele acrescentou: “Aconselho-vos a perguntar a alguém que vos seja mais próximo que eu se vos quer tomar para esposa. Se ele estiver de acordo, podereis desposá-lo. E, se recusar fazê-lo, eu vos desposarei, como a Lei me obriga”. Rute narrou à sogra esse fato, e ambas conceberam então firme esperança de que Boaz não as abandonaria.

Rute 4. Ele voltou à cidade pelo meio-dia e reuniu os magistrados. Mandou chamar Rute e seu parente mais próximo, ao qual disse: “Não possuis os bens de Abimeleque?” Respondeu ele: “Sim, eu os possuo pelo direito que a Lei me dá, sendo o seu parente mais próximo”. Boaz replicou: “Não basta cumprir parte da Lei, deve-se cumprir toda ela. Assim, se quiserdes conservar os bens de Abimeleque, é necessário que desposeis a viúva, que vedes aqui presente”. O homem respondeu que já era casado e, tendo filhos, preferia ceder-lhe os bens e a mulher. Boaz tomou os magistrados como testemunhas dessa declaração e disse a Rute que se aproximasse daquele parente, descalçasse-lhe um dos sapatos e lhe desse um tapa no rosto, como a Lei determinava. Ela o fez, e Boaz então desposou-a.

Ao fim de um ano, ela teve um filho, do qual Noemi teve o encargo de cuidar e a quem chamou Obede, na esperança de que ele a ajudaria em sua velhice, pois Obede, em hebreu, significa “auxílio”. Obede foi pai de Jessé, pai do rei Davi, cujos filhos até a vigésima geração reinaram na nação dos judeus. Fui obrigado a narrar essa história para dar a conhecer que Deus eleva quem quer ao soberano poder, como se viu na pessoa de Davi, cuja origem foi a seguinte:

7 Samuel 2. Os interesses dos hebreus estavam então em mau estado, e eles travaram guerra com os filisteus, pelo motivo que passo a narrar. Hofni e Finéias, filhos de Eli, sumo sacerdote, não eram menos ultrajantes para com os homens que ímpios para com Deus. Não havia injustiça que eles não cometessem. Não se contentando em receber o que lhes pertencia, tomavam também o que não lhes era devido. Corrompiam com presentes as mulheres que vinham ao Templo por devoção ou atentavam contra a honra delas pela força, exercendo assim funesta tirania.

Tantos crimes tornaram-nos odiosos a todo o povo e mesmo ao próprio pai. Deus lhes fez conhecer, bem como a Samuel, que então era apenas uma criança, que eles não evitariam a sua justa vingança, por isso Eli a esperava a todo momento e já os chorava como mortos. Porém, antes de relatar de que modo eles e todos os israelitas — por causa deles — foram castigados, quero falar dessa criança, que se tornou mais tarde um grande profeta.

  1. 7 Samuel 1. Elcana, da tribo de Efraim, morava em Ramataim-Zofim, no território dessa tribo, e tinha como esposas Ana e Penina. Esta lhe dera filhos. Não os tivera, porém, de Ana, a quem ele amava ardentemente. Um dia, estando com a família em Silo, onde se localizava o sagrado Tabernáculo, Ana, vendo os filhos de Penina sentados à mesa perto da mãe e Elcana a dividir entre as duas mulheres e eles as iguarias que restavam dos sacrifícios, a dor pelo fato de ser estéril a fez derramar lágrimas. O marido fez o que pôde para consolá-la. Depois ela entrou no Tabernáculo, rogou com fervor a Deus que a tornasse mãe e fez voto de que, se Ele lhe desse um filho, o consagraria ao seu santo serviço. E não se cansava de fazer sempre a mesma oração.

Eli, sumo sacerdote, que estava sentado diante do Tabernáculo, julgou que ela estivesse embriagada e ordenou que se retirasse. Ela respondeu-lhe que jamais bebera outra coisa senão água pura, mas que na aflição em que se encontrava por ser estéril rogava a Deus que lhe desse filhos. Disse-lhe ele então que não se afligisse e garantiu que Deus lhe daria um filho. Com essa esperança, foi então ao encontro do marido e a Umentou-se com alegria. Voltando ao seu país, ficou grávida e teve um filho, a quem chamou Samuel, isto é, “ouvido por Deus”. Quando voltaram a Silo para dar graças por meio de sacrifícios e pagar os dízimos, Ana, cumprindo o seu voto, consagrou o menino a Deus e entregou-o nas mãos de Eli. Deixaram crescer-lhe o cabelo, e ele só bebia água. Foi educado no Templo. Elcana teve ainda de Ana três filhos e duas filhas.

  1. 1 Samuel 3. Quando Samuel completou doze anos, começou a profetizar, e certa noite, quando dormia, Deus chamou-o pelo nome. Pensando que era Eli quem o chamava, foi logo ter com ele. Mas este disse-lhe que não havia nem mesmo pensado em chamá-lo. A mesma coisa aconteceu por três vezes. Eli não teve então dificuldade para imaginar o que se passava e disse-lhe: “Meu filho, não vos chamei, nem agora nem das outras vezes. É Deus quem vos chama. Respondei então que estais pronto a obedecer-lhe”.

Deus chamou então novamente a Samuel, e ele respondeu: “Eis-me aqui, Senhor. Que desejais que eu faça? Estou pronto a obedecer”. Então falou-lhe deste modo: “Sabei que os israelitas cairão na maior de todas as desgraças: os dois filhos de Eli morrerão no mesmo dia, e o sumo sacerdócio passará da família dele para a de Eleazar, porque Eli atraiu a minha maldição sobre os seus dois filhos, testemunhando mais amor por eles que por mim”. O temor de causar sofrimentos a Eli não permitiu a Samuel narrar-lhe o que ouvira nessa revelação. Mas Eli obrigou-o a falar. Então, esse infeliz genitor não duvidou mais da sorte de seus filhos. Samuel, no entanto, crescia cada vez mais em graça, e todas as coisas que profetizava não deixavam de acontecer.

  1. 1 Samuel 4. Logo depois os filisteus se puseram em campo para atacar os israelitas. Acamparam-se perto da cidade de Afeca e, não encontrando resistência, avançaram ainda mais. Travaram por fim um combate, no qual os israelitas foram vencidos. Estes, depois de terem perdido mais ou menos uns quatro mil homens, retiraram-se desordenadamente para o seu acampamento. O temor de serem completamente desbaratados foi tão grande que mandaram embaixadores ao Senado e ao sumo sacerdote para rogar que lhes mandassem a arca da aliança. Não duvidavam que com esse socorro obteriam a vitória, porque não imaginavam que Deus, que pronunciara a sentença de seu castigo, era mais poderoso que a arca, reverenciada unicamente por causa dEle. Mandaram então a arca ao acampamento.

Hofni e Finéias acompanharam-na, por causa da velhice do pai, e ele disse a ambos que, se acontecesse de ela ser tomada e eles tivessem tão pouca coragem que sobrevivessem a tal perda, jamais tornassem a se apresentar diante dele. A chegada da arca alegrou tanto aos israelitas que eles já se julgavam vitoriosos. Ao mesmo tempo, lançou terror no espírito dos filisteus. Mas uns e outros estavam enganados. Ao travar-se a batalha, a perda que os filisteus temiam caiu sobre os seus inimigos, enquanto a confiança que os israelitas depositavam na arca foi inútil, pois foram postos em debandada ao primeiro embate. Perderam trinta mil homens, dentre os quais estavam os dois filhos de Eli, e a arca caiu em poder dos filisteus.

 

RUTE – Dicionário Champlin

Visto tratar-se de uma forma contraída, alguns estudiosos preferem não identificar seu sentido, mas outros pensam em «companheira». Na LXX, Routh. Seria uma palavra moabita, pois nenhuma raiz hebraica pode ser, convincentemente, identificada. Ela foi mulher moabita, bisavó do rei Davi.

Uma família judaica migrara de Belém para Moabe, a fim de escapar da fome que se agravava. O chefe da família, Elimeleque, não demorou a falecer, como também os dois filhos homens, Malom (que se casou com Rute), e Quiliom, que se casara com outra jovem moabita, Orfa. Desses casamentos, não houve filhos. As três viúvas, sogra e noras, ficaram juntas. Quando Noemi, a sogra, resolveu voltar à sua terra, insistiu com suas noras viúvas que retornassem cada uma à casa de sua mãe. Orfa terminou cedendo, mas Rute estava resolvida a acompanhar sua sogra onde quer que ela fosse, dizendo:«… o teu povo é meu povo, o teu Deus é meu Deus» (Rute 1:16).

Chegaram em Belém, no tempo da colheita. Rute foi respigar, conforme o direito que assistia aos pobres, no campo plantado de Boaz, parente ao falecido Elimeleque e que acolheu bondosamente à jovem moabita, por ter ouvido falar de sua lealdade para corm Noemi. Disso resultou que, embora sendo homem já idoso, Boaz resolveu casar-se com Rute, embora houvesse um homem que tinha maiores direitos de casamento levirato (vide), do que ele. Como esse outro homem se recusou a cumprir o seu papel de parente remidor (vide), Boaz alegremente assumiu esse papel. O filho do casal, Obede, foi o avô paterno de Davi. Quanto a certos detalhes técnicos sobre costumes e leis dos judeus, ver o livro de Rute.

Rute é uma das cinco mulheres mencionadas na genealogia de Jesus, em Mat. 1:1-17, a saber: Tamar, cananéia; Raabe, cananéia; a mulher de Urias, Bate-Seba, judia; Maria, mãe de Jesus, judia; a própria Rute, moabita. A inclusão de Rute é muito mais notável porque os moabitas não podiam fazer parte do povo de Israel (ver Deu. 23:3-6 Nee. 13:1), mas sua lealdade e confiança foram recompensadas, e ela se tornou uma das antepassadas do Senhor Jesus, uma honra em nada pequena.

 

Lição 8, Rute, DEUS Trabalha Pela Família

4º Trimestre de 2016 – Título: O DEUS de Toda Provisão – Esperança e Sabedoria Divina para a Igreja em meio às Crises – Comentarista: Pr. Elienai Cabral

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – Rute 1.1-14

1 – E sucedeu que, nos dias em que os juízes julgavam, houve uma fome na terra; pelo que um homem de Belém de Judá saiu a peregrinar nos campos de Moabe, ele, e sua mulher, e seus dois filhos. 2 – E era o nome deste homem Elimeleque, e o nome de sua mulher, Noemi, e os nomes de seus dois filhos, Malom e Quiliom, efrateus, de Belém de Judá; e vieram aos campos de Moabe e ficaram ali. 3 – E morreu Elimeleque, marido de Noemi; e ficou ela com os seus dois filhos, 4 – os quais tomaram para si mulheres moabitas; e era o nome de uma Orfa, e o nome da outra, Rute; e ficaram ali quase dez anos. 5 – E morreram também ambos, Malom e Quiliom, ficando assim esta mulher desamparada dos seus dois filhos e de seu marido. 6 – Então, se levantou ela com as suas noras e voltou dos campos de Moabe, porquanto, na terra de Moabe, ouviu que o SENHOR tinha visitado o seu povo, dando-lhe pão.  7 – Pelo que saiu do lugar onde estivera, e as suas duas noras, com ela. E, indo elas caminhando, para voltarem para a terra de Judá, 8 – disse Noemi às suas duas noras: Ide, voltai cada uma à casa de sua mãe; e o SENHOR use convosco de benevolência, como vós usastes com os falecidos e comigo. 9 – O SENHOR vos dê que acheis descanso cada uma em casa de seu marido. E, beijando-as ela, levantaram a sua voz, e choraram,  10 – e disseram-lhe: Certamente, voltaremos contigo ao teu povo.  11 – Porém Noemi disse: Tornai, minhas filhas, por que iríeis comigo? Tenho eu ainda no meu ventre mais filhos, para que vos fossem por maridos? 12 – Tornai, filhas minhas, ide-vos embora, que já mui velha sou para ter marido; ainda quando eu dissesse: Tenho esperança, ou ainda que esta noite tivesse marido, e ainda tivesse filhos,  13 – esperá-los-íeis até que viessem a ser grandes? Deter-vos-íeis por eles, sem tomardes marido? Não, filhas minhas, que mais amargo é a mim do que a vós mesmas;  porquanto a mão do SENHOR se descarregou contra mim. 14 – Então, levantaram a sua voz e tornaram a chorar; e Orfa beijou a sua sogra; porém Rute se apegou a ela.

 

COMENTÁRIOS DE DIVERSOS AUTORES E LIVROS COM ALGUMAS MODIFICAÇÕES DO Ev. LUIZ HENRIQUE

PONTOS DIFÍCEIS E POLÊMICOS

Livro da geração de JESUS CRISTO, filho de Davi, filho de Abraão. Abraão gerou a Isaque; e Isaque gerou a Jacó; e Jacó gerou a Judá e a seus irmãos; E Judá gerou, de Tamar, a Perez e a Zerá; e Perez gerou a Esrom; e Esrom gerou a Arão; E Arão gerou a Aminadabe; e Aminadabe gerou a Naassom; e Naassom gerou a Salmom; E Salmom gerou, de Raabe, a Boaz; e Boaz gerou de Rute a Obede; e Obede gerou a Jessé; E Jessé gerou ao rei Davi; e o rei Davi gerou a Salomão da que foi mulher de Urias. Mateus 1:1-6

JESUS descendente de Sara que era estéril, de rebeca que era estéril, de Raquel que era estéril, de Tamar que tevbe um filho de seu sogro, de Raabe a prostituta e descendente de Rute a moabita, descendente de Moabe que era filho de uma mãe que teve seu filho de seu próprio pai, Ló. Isso é graça. Glória a DEUS!

 

Belém – Padaria

 

Elimeleque foi procurar Pão fora de Belém, mas acabou encontrando a morte para ele e seus dois filhos. Noemi voltou para a padaria em busca de pão e O encontrou. Belém – βηθλεεμ Bethleem. Casa de pão – padaria.  

Eu sou o pão da vida. João 6:48 Porque o pão de DEUS é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo. João 6:33 JESUS é o pão nascido na padaria, tanto na celeste, quanto na terrestre.

Não adianta procurar pão no mundo, ele só é encontrado na casa de DEUS.

Elimeleque morava na Padaria, mas não tinha trigo para fazer pão. Para fazer pão precisa de trigo e para nascer trigo precisa de chuva. Não havia chuva por causa da idolatria.
Não adianta estar na casa de DEUS sem JESUS. Para ser casa de DEUS precisa de ter a presença de JESUS e só temos a presença de JESUS através do ESPÍRITO SANTO, e Este só se faz presente com muita oração. Só existe presença de JESUS quando adoramos exclusivamente a DEUS, não existe comunhão entre trevas e luz.
Precisava Abraão permanecer em Canaã? Precisava Isaque permanecer em Canaã? Precisava Elimeleque permanecer em Belém? SIM. Havia fome ali. Se você só tem fé em DEUS na bonança, quando está bem financeiramente sua fé não agrada a DEUS. Para que fé se não precisa de DEUS?

Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no DEUS da minha salvação. O Senhor DEUS é a minha força, e fará os meus pés como os das cervas, e me fará andar sobre as minhas alturas.
Habacuque 3:17-19.

 

O livro de Rute é a história de um drama familiar nele encontramos
– o problema da crise financeira
– o problema da imigração
– o problema da doença
– o problema da morte
– o problema da viuvez
– o problema da pobreza
– o problema da amargura contra DEUS Ao mesmo tempo, o livro de Rute nos fala sobre:
– a força da amizade
– a beleza da providência
– a recompensa da virtude.
No Evangelho de Mateus, Rute, a moabita, é mencionada na genealogia de JESUS (1.5). É muito interessante, que além de Raabe, uma ex-prostituta de Jericó, apareça a moabita Rute oriunda de uma cultura pagã e idólatra. É a prova de que CRISTO JESUS veio como o salvador de qualquer ser humano e que a sua graça é capaz de alcançar o mais vil pecador. A história de Rute nos mostra o quanto DEUS guia os passos dos que desejam servi-Lo com verdade. Embora vivendo um contexto de escassez e fome,
DEUS trouxe provisão à necessidade de Rute. A história dessa grande mulher nos estimula a vivermos uma vida de devoção sincera a DEUS, sabendo que o Pai é grande o bastante para abençoar o esforço das nossas mãos e a sinceridade da nossa fé. *Ensinador Cristão – CPAD

 

Belém Efrata – O nome Efrata é outro nome dado a Belém

אפרת ’Ephraath ou אפרתה ’Ephrathah

Efrata = “monte de cinzas: lugar frutífero”

1) um lugar próximo a Betel onde Raquel morreu e foi sepultada

2) outro nome para Belém

 

COMENTÁRIO

Uma família que pagou um alto preço por uma decisão precipitada de um chefe de família.

Neste texto, vemos a história de um homem chamado Elimeleque, tomando uma decisão que mudou a sua vida, a vida de sua esposa e de seus filhos. O livro de Rute corresponde à época dos Juízes, e nesta época, não havia Rei em Israel, o povo fazia o que bem entendia e agia da forma que eles achavam correto.

A Bíblia diz que, “na época em que os Juízes julgavam a terra, houve fome em Israel”. Foi neste período de fome que Elimeleque tomou a decisão de se mudar para a terra de Moabe. (na época de Abrão houve fome e este desceu ao Egito, na época de Isaque houve fome e este foi a Gerar, na época de Elimeleque houve fome e este desceu a Moabe, na época de Pedro e Paulo hove fome em toda parte e os irmãos vendiam suas propriedades para ajudarem aos pobres).

A Bíblia diz que ele escolheu sair da terra de Israel e mudar-se para um outro país em procura de alimento e socorro.

A princípio, esta decisão parecia ser correta, mas não foi. Muitas vezes, quando nós enfrentamos momentos de lutas ou quando a fome bate em nossa casa ou quando os negócios não vão bem, nós somos obrigados a tomar decisões em nossas vidas que, nem sempre, serão as melhores, pois, são decisões precipitadas, e nós iremos sofrer as conseqüências das decisões que tomamos hoje, no dia de amanhã.

Elimeleque vendo a situação do país, a fome, pegou sua esposa e seus filhos e foram para Moabe, onde havia muita idolatria, um local de pecado, onde as pessoas adoravam a um deus que não era O DEUS verdadeiro.

Quando você tem uma decisão a tomar, você deve pensar muito bem, consultando a DEUS, nesta decisão. Qual é o melhor caminho para a sua vida?

A mudança geográfica não significa que os problemas vão terminar. Mudar de casa não vai resolver o problema. Mudar de cidade não vai resolver o problema. Mudar de igreja não vai resolver o problema. Pensar em fugir, não resolverá o problema. DEUS não quer que tomemos a decisão de agir desta forma. DEUS não quer que tomemos decisões precipitadas. Nós temos que ser sábios.

Este tipo de problema aconteceu com Abraão. A Bíblia diz que DEUS falou a Abraão: “olha, eu darei para ti esta terra, para você habitar nela”. E houve fome na terra e Abraão saiu e foi para o Egito pensando: “bom, eu vou fugir da fome. DEUS tem outro caminho, onde estou, está difícil. Eu vou fugir”. Teve que mentir e quase perdeu sua esposa. Se DEUS não intervém, teria destruído o plano de DEUS em sua vida.

Nem sempre estas mudanças serão o melhor de DEUS para a sua vida. Você precisa orar muito antes de tomar uma decisão, você precisa consultar a Palavra, e perguntar a DEUS o que você deve fazer. Você deve, às vezes, aceitar a opinião dos pastores e dos líderes que estão sobre a sua vida, e que, muitas vezes, têm mais sabedoria do que você. No entanto, você deve analisar tudo pela Palavra e tomar a atitude certa. Muitos perdem a benção do Senhor em suas vidas por tomarem a atitude errada. Buscam o caminho errado, fazem negócios que DEUS não mandou fazer e vão para lugares que DEUS não mandou ir, e depois choram e reclamam pensando que DEUS não os abençoou.

“O homem pode fazer planos mas a resposta final vem de DEUS”. Você tem que descobrir quais são os planos de DEUS para a sua vida, pois, do contrário você vai fracassar

Elimeleque tomou uma decisão.

Salmo 33: 18-19
“Mas os olhos do Senhor estão sobre os que o temem; sobre os que esperam no seu constante amor, para livrar as suas almas da morte, e para os conservar vivos na fome”.

Se você obedece a Bíblia e se consagra a DEUS, esta palavra é para você.

No dia da fome Ele vai suprir as suas necessidades e você não precisará mudar de lugar para ver as bênçãos de DEUS, Ele te alcançará.

Elimeleque não percebeu e não entendeu a voz de DEUS.

Salmo 37: 18-19
“O Senhor conhece os dias dos retos, e a sua herança permanecerá para sempre. Não serão envergonhados nos dias maus; nos dias de fome se fartarão”.

O Senhor é responsável por suprir as suas necessidades. Podem vir os planos econômicos, a crise, a fome, o desemprego, mas DEUS diz que vai guardar a sua vida e te suprir em meio a crise e fome. Você deve confiar no Senhor, na Sua palavra e não desanimar e nem voltar para trás, mas permanecer firme.

É fácil confiar em DEUS quando tudo está bem, não é verdade?

DEUS quer nos ensinar a confiar nele quando os nossos olhos não vêem nenhuma solução para os problemas. É crer para ver a glória de DEUS.

A Bíblia diz em Deuteronômio 11:13 – “Diligentemente”.

Se você obedecer a DEUS ele te abençoará. Mas, a Bíblia diz que se o povo se desviar e for atrás dos ídolos, DEUS irá fechar os céus e a chuva, e a terra não dará o seu alimento e, consequentemente, virá a fome sobre a terra.

A fome e a seca vêm sobre uma nação quando ela é idólatra. Quando uma nação coloca alguma coisa à frente de DEUS; não apenas uma estátua de um santo, mas até mesmo pessoas, objetos e passam a depender mais dessas coisas do que de DEUS, Ele diz que ficaria irado contra aquele povo, e haveria fome e seca, e as pessoas iriam sofrer as consequências de sua desobediência.

Naquela época, cada uma fazia o que achava mais reto, e cada um fazia a seu modo. Sobreveio a fome e Elimeleque, que era judeu, deveria confiar em DEUS e ficar naquela terra.

Não tome decisões apenas por que as situações estão complicadas. Antes de decidir qualquer coisa pergunte a DEUS, ore e derrame o seu coração e a sua vida diante de DEUS. Ore, jejue, levante de madrugada e gaste tempo em oração, pergunte a DEUS qual a decisão que você deve tomar. Diga a DEUS: “Senhor eu não quero tomar a decisão errada, eu quero andar na tua palavra’; e se você for sincero, DEUS vai falar com você de uma maneira tremenda.

DEUS pode falar por meios que, muitas vezes, não são os meio convencionais. DEUS fala através da Palavra, através de um irmão, por profecias, por sonhos, por revelações, por palavras de conhecimento, visões e de diversas formas. O mais importante é que você ouça a voz de DEUS para a sua vida.

Porque as decisões erradas trazem problemas

A mudança de Elimeleque parecia, à princípio, uma mudança de residência e, com sinceridade de coração, ele pensou que o melhor caminho seria ir para Moabe. Elimeleque morreu e, anos mais tarde, seus dois filhos também morreram (v. 3). Eu não quero dizer que ele morreu porque foi para Moabe; mas também não vou dizer que não, pois, ele pode ter morrido por outra causa. No entanto, a Bíblia declara que logo após a mudança, ele morreu e que dez anos depois, seus filhos morreram. Por uma decisão que o pai tomou, a família inteira sofreu as conseqüências. O marido é o sacerdote da casa, é o ministro de DEUS em seu lar e as decisões que ele tomar, afetarão a vida de seus filhos e de seus netos. Tenha o temor de DEUS em sua vida e tome as decisões corretas. O homem morreu e sua esposa ficou desamparada, sozinha longe de seu povo e tudo isso porque Elimeleque ficou com medo da fome. Elimeleque tinha planos, tinha sonhos. Você pode sonhar, mas muitas vezes não é o sonho que DEUS tem para a sua vida. O que DEUS quer é que você sonhe planos dEle para a sua vida. Tenho visto pessoas tomarem decisões erradas e sofrerem na vida, levando com eles suas esposas e seus filhos. Muitas vezes, alguém perde tudo o que tem porque fugiu da terra que DEUS tinha para ele. Meu irmão, muitas vezes DEUS permite que a fome venha sobre o país, para que você confie mais nEle e não nas circunstâncias. O medo do diabo e da crise, não é de DEUS. Esta não é a decisão que você tem que tomar. Muita gente morre cedo por decisões erradas. Deuteronômio diz que você deve ensinar o seu filho a estudar a Palavra desde pequeno. Mas, muitas vezes, nos esquecemos da Bíblia e lá no quarto ao invés da Palavra, está a fotografia de uma banda de rock qualquer ou de um ídolo da novela ou do futebol ou da luta de MMA ou coisa parecida.

Há muitas caminhos que ao homem parecem corretos mas, o fim deles são caminhos de morte.

Tome cuidado nas decisões que você toma. Se forem decisões radicais, preste atenção, ore, consulte a DEUS, fale com irmãos maduros, não seja precipitado, seja humilde. DEUS vai falar com você e então, você tomará a decisão certa que irá mudar a sua vida.

As decisões que você toma podem deixar a vida de seus filhos uma benção ou levá-los a perdição. As palavras que você fala, podem ser de benção ou de destruição. A semente que você semeia, o estilo de vida que você tem em casa, o modo como você trata a sua esposa, o modo como você, homem, fala no trabalho com seus amigos e o modo com que você trata dos assuntos espirituais, vão afetar a vida de seus filhos e vão trazer benção ou maldição sobre a sua casa. Você é o sacerdote da casa. DEUS colocou na sua mão uma chave que fecha a porta para o diabo agir. DEUS te deu autoridade, use-a com sabedoria. Muitos maridos entregam seu lar ao diabo, e deixam seus filhos assistirem qualquer coisa na TV. Muitos pais não aceitam que seus filhos levem bronca na escola, quando eles fazem coisas erradas. Estas decisões vão afetar a sua vida, e nós não queremos estas coisas em nossas vidas.

Qual foi a ambição de Elimeleque?

Elimeleque queria um futuro seguro.

O ser humano quer segurança em relação ao amanhã. Não é errado querer segurança. DEUS quer que você tenha carro, caderneta de poupança, um sítio, e muitas outras coisas.

Mas, muitas vezes, as pessoas têm uma preocupação demasiada com estas coisas e, quando vem alguma situação que contraria ou abala esta segurança, elas ficam preocupadas e começam a olhar para as circunstâncias e se esquecem de DEUS.

A lição que DEUS quer nos dar é que, no tempo de fome, Ele é o nosso DEUS e Ele nos dá segurança a cada dia de nossas vidas.

Muitas vezes, nós vivemos em circunstâncias que não sabemos o que fazer, mas tenha certeza de que se você for fiel ao Senhor, Ele te ajudará. DEUS nunca vai desamparar a sai vida. Ele vai socorrer você no tempo da fome e da dificuldade. Não fuja da vontade de DEUS nos dias difíceis. Se você está desempregado, esta é uma palavra de DEUS para a sua vida: fique firme confiando no Senhor, que Ele irá suprir as suas necessidades. Fique firme na Bíblia. Talvez o tempo de fome venha para querer destruir a sua vida, mas DEUS está contigo. Creia em DEUS!!!

Noemi não tinha mais razões para ficar na terra e, pelo motivo de estar em Moabe, perdeu o momento da visitação de DEUS em sua terra.

DEUS visitou o seu povo e eles não estavam lá (Vs. 6).

Muitas vezes isto acontece, pessoas saem fora da vontade de DEUS e perdem a visitação de DEUS em suas vidas. Porque é certo que, um dia, DEUS vai visitar o Seu povo.

O povo de Israel clamou ao Senhor e DEUS ouviu o seu clamor, e desceu e salvou o Seu povo.

Meu amado, quando clamamos a DEUS, Ele sempre está disposto a salvar o Seu povo e sempre ouve do céu a nossa oração. Se você está na terra da fome, você deve clamar a DEUS e ele te responderá.

Lance sobre ELE as suas ansiedades, aquilo que tira o teu sono, aquilo que te preocupa e te deixa nervoso e apreensivo. Confie no Senhor.

Olhe para as aves do céu porque o teu Pai as sustenta. Ele te sustentará. O teu Pai te sustentará.

Fique firme na palavra de DEUS para a sua vida e não tome decisões precipitadas. Consulte a DEUS, vá para o teu quarto e não decida na dúvida.

Não coloque a sua vida e a vida de seus filhos em risco. Aprenda a confiar, esperar e ouvir o Senhor.

Noemi voltou para a terra da bênção com uma nova convertida, Rute, DEUS cuidou delas e lhes colocou na genealogia de JESUS. Glória a DEUS!

 http://www.sermao.com.br/sermoes/O_caminho_errado_que_parecia_certo/

  

Do homem são as preparações do coração, mas do SENHOR a resposta da língua. Provérbios 16:1
Muitos propósitos há no coração do homem, porém o conselho do Senhor permanecerá. Provérbios 19:21
O coração do homem planeja o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos. Provérbios 16:9
Eis que os caminhos do homem estão perante os olhos do Senhor, e ele pesa todas as suas veredas. Provérbios 5:21

 

Prefácio do Livro de Rute (Comentário Adam Clarke – Livros Históricos)

Quando e por quem o livro de Rute foi escrito, não há acordo entre os críticos e comentaristas. As coisas aconteceram nos dias em que os juízes decidiam, por isso alguns tem colocado estas transações sob Eúde; outros, sob Gideão; outros, sob Baraque, outros, em Abimeleque, e outros, sob Sangar (Filho de Anate e juiz de Israel após Eúde), opinião da maioria dos cronologistas bíblicos. O livro é, evidentemente, um apêndice ao livro de Juízes, e contém uma história perfeita em si mesma. Parece indicar uma introdução aos livros de Samuel, e na história de Davi fornecendo sua genealogia. Também nos inspira sobre a redenção que JESUS CRISTO nos proporcionou. Quanto ao autor, ele é tão incerto quanto o tempo. O mais provável é que o autor dos dois livros de Samuel, foi também o autor deste pequeno livro, que se afigure necessário para completar o seu plano da história de Davi. Veja o prefácio do primeiro livro de Samuel.

A suma da história contida neste livro é a seguinte: Um homem de Belém, chamado Elimeleque, com sua mulher Noemi, e seus dois filhos Malom e Quiliom, deixou seu próprio país, a cidade de Belém, na época de fome, e passou a peregrinar pela terra de Moabe. Lá, ele morreu, e Noemi casou seus dois filhos com duas mulheres moabitas: Malom casou-se com Rute, que é o tema principal deste livro e Quiliom casou-se com uma mulher chamada Orfa. Em cerca de 10 anos esses dois irmãos morreram, e Noemi, acompanhada de suas duas noras, saiu de Moabe para voltar à terra de Judá, pois ela tinha ouvido que a abundância de alimentos tinha novamente sido restaurada ao seu país. No caminho insistiu com suas noras para voltar ao seu país e parentes e buscarem um novo casamento. Orfa atendeu ao seu conselho, e, depois de uma despedida carinhosa, voltou para Moabe, mas Rute insistiu em acompanhar sua sogra. Elas chegaram a Belém na época da colheita, e Rute foi para os campos para recolher alimento para elas. As terras para as quais foi designada, através de sorteio, para apanhar os restos da colheita pertenciam a Boaz, um dos parentes de Elimeleque, portanto, um parente passível de remi-la. este deu ordens para que ela fosse bem tratada e permitiu beber água com seus servos. Havia ali um parente de Noemi que tinha o direito de se casar com Rute para poder continuar a família de Elimeleque, mas este se recusou a remi-la e o caminho ficou livre para que Boaz a desposasse. Esse era o costume da época, no portão de Belém, diante dos anciãos da cidade, Boaz então remiu Rute e se casou com ela. Seu filho se chamou Obede, que foi pai de Jessé, pai de Davi. Para as perguntas, quem  era Boaz? E, quem foi Rute? Nenhuma resposta satisfatória pode ser dada: tudo o que sabemos com certeza é que Boaz era de Belém, e Rute uma moabita, e, consequentemente, pagã. Pode ser possível que Boaz seja o mesmo Ibzã que julgou Israel depois de Jefté, Jz 12 :8-10, e Rute pode ter sido a filha de Eglom, rei de Moabe. Esta é a opinião mantida pelo Targum Caldeu sobre este livro. Os rabinos dizem que Elimeleque era irmão de Salmon, que se casou com Raabe, e que Noemi era sua sobrinha. A genealogia de Davi, como afirma neste livro, é a seguinte:

 

Ano 2236
Judá
Perez
Ezron, também chamado Hezrom
Aram, também chamado Ram
Aminadabe, Naasson, Salmon, que se casou com Raabe
Boaz, que se casou com Rute
Obede, que gerou Jessé
Ano 2919 Davi nasce
 

Esta cronologia está de acordo com o arcebispo Usher, e inclui, de Judá para Davi 670 anos. – Ano antes do ano comum de CRISTO, 1186. · Ano do Dilúvio, 1162. · Ano antes da primeira Olimpíada, 410. · Criação de Tisri, ou setembro, 2818. · Esta cronologia está sobre a suposição de que Obede tinha quarenta anos de idade no nascimento de Jessé, e Jessé, 50 no nascimento de Davi.

 

 

INTRODUÇÃO CAPÍTULO 1

Elimeleque, sua mulher Noemi, e seus dois filhos, Malom e Quiliom, fugia de uma fome na terra de Israel, e vão para peregrinar em Moabe, 1,2. Aqui seus filhos se casam e, no espaço de dez anos, tanto seu pai e eles morrem, 3-6 Noemi sai em seu retorno a seu país, acompanhado por suas noras Orfa e Rute, a quem ela se esforça para convencer a voltar para o seu próprio povo, 7-13 Orfa retorna, mas Rute acompanha a sogra, 14-18. Elas chegam em Belém, no tempo da colheita da cevada, 19-22.

Versículo 1. que os juízes julgavam

Nós não sabemos qual juiz julgava nesta época, alguns dizem que era Eúde, outros que na época de Sangar.

Houve uma fome

Provavelmente ocasionada pelas invasões dos filisteus e amonitas que destruíam as lavouras. O Targum diz: “DEUS decretou 10 fomes graves para o mundo, para castigar os moradores da terra, antes da vinda do Messias, o rei:

Primeiro nos dias de Adão, a segunda nos dias de Lameque; a terceira nos dias de Abraão, o quarto nos dias de Isaque, o quinto nos dias de Jacó, o sexto nos dias de Boaz, que é chamado Abstan, (Ibzã), o justo, de Belém de Judá, a sétima nos dias de Davi, rei de Israel, o oitavo nos dias de Elias, o profeta, a nona nos dias de Eliseu, em Samaria, a décima ainda está por vir, e não é uma fome de pão ou de água, mas de ouvir a palavra de profecia da boca do Senhor, e até agora a fome é grave na terra de Israel”. Na verdade nos tempos de Cláudio César houve uma grande fome e haverá uma grande fome para Israel durante a grande Tribulação.

Versículo 2. Elimeleque Isto é, DEUS é meu rei. Noemi bonito ou simpático. Malom Enfermidade. Quiliom acabado.

Versículo 3. Elimeleque morre-

Provavelmente um curto período de tempo depois de sua chegada em Moabe.

Versículo 4. e tomaram para si mulheres

O Targum muito apropriadamente observa que eles transgrediram o decreto da palavra do Senhor, e tomou para si mulheres estranhas.

Versículo 5. e de Malom e Quiliom morreram

O Targum acrescenta: E porque eles transgrediram o decreto da palavra do Senhor, e juntou-se a afinidade com pessoas estranhas, portanto, seus dias foram cortados fora. É muito provável que haja mais aqui do que conjecturas.

Versículo 6. Tinha ouvido Pela boca de um anjo, diz o Targum.

O Senhor tinha visitado o seu povo “por causa da justiça de Ibzã o juiz, e por causa das súplicas de Boaz piedoso.”

No Targum imagina-se, e não sem probabilidade, que Malom e Quiliom são os mesmos Joás e Sarafe, mencionados em 1 Crônicas 4:22, onde o hebraico deve ser assim traduzido, e Joás e Sarafe, que se casaram em Moabe, e moravam antes em Belém.

Versículo 11.

Ainda há mais filhos

Isto foi dito em alusão ao costume, que quando um irmão casado morria sem deixar descendentes, seu irmão tomasse a viúva para que os filhos desse casamento fossem contabilizados como filhos do irmão falecido. Há algo de muito persuasivo e inteligente na maneira que Noemi despede suas noras querendo que suas noras ficassem em Moabe. Vamos observar as indicações:

  1. Ela insinua que ela não poderia ter outros filhos para lhes dar.
  2. Que mesmo que tivesse ainda filhos elas, não poderiam ficar na expectativa de esperá-los crescer para se casarem com eles.
  3. Que ela era velha demais para ter um marido.

Versículo 14. E Orfa beijou a sua sogra

O Septuaginta diz: voltou às suas próprias pessoas. A Vulgata, sírio e árabe, dão a mesma conotação.

O versículo 15. Voltai aos seus deuses

Elas foram provavelmente duas idólatras. talvez prosélitas de uma conjectura infundada. Camos era o ídolo maior dos moabitas. A conversão de Rute parece ter se iniciado ao conhecer Noemi.

Versículo 16. Rute disse

Aqui um exemplo de amor e amizade maravilhoso. Eu não te deixarei, eu te seguirei: vou repousar onde tu repousar e dormir onde tu dormires; teu povo é o meu povo, ainda mais alegremente agora que abandonei o meu país, e determinei acabar os meus dias na tua companhia. Eu também, doravante, não tenho outro deus, mas somente o teu DEUS, e me unirei a ti em adoração a ELE, estou ligada a ti em afeto e consanguinidade. Eu me apegarei a ti mesmo até a morte; morrer onde tu morreres, e ser enterrada, se possível, no mesmo túmulo. Este foi um anelo do mais extraordinário e puiro amor, e, evidentemente, sem qualquer motivo secular. O Targum acrescenta várias coisas para esta conversa entre Noemi e Rute.

Versículo 17. O Senhor me guarde para que só a morte me separe de ti

DEUS pode infligir quaisquer punições a mim, até a pior punição, se eu me apartar de ti, até a morte. E parece que ela foi fiel ao seu compromisso, pois Noemi foi alimentada na casa de Boaz em sua velhice, e se tornou a babá e enfermeira do filho de Rute, Obede. Rute 4:15,16.

Versículo 19. toda a cidade se comoveu por causa delas

Parece que Noemi não era apenas conhecida, mas muito respeitada também em Belém, uma prova de que Elimeleque era de alta consideração naquele lugar.

Versículo 20. Chame-me não Noemi Isto é, bela ou agradável. Chame-me Mara Isto é, amarga, aquele cuja vida é dolorosa para ela.

O Todo-Poderoso. Aquele que é auto-suficiente, tem levado os adereços e suportes da minha vida.

Versículo 21. saí cheia. Tinha um marido e dois filhos. O Senhor me trouxe para casa novamente, mas vazia.

Tendo perdido todos os três por morte. É também provável que Elimeleque tivesse uma propriedade considerável dele na terra de Belém, pois, como ele fugiu da fome, Noemi naturalmente tomaria novamente posse da propriedade com seu retorno a Belém, talvez ela tenha pensado que tudo estava acabado.

Versículo 22. No início da colheita da cevada.

Isso foi no início da primavera, quando a colheita de cevada começava, imediatamente após a páscoa, com uma festa foi realizada no dia 15 do mês de Nisan, que corresponde quase com a nosso mês de Março. O Targum diz: “Elas chegaram a Belém no mesmo dia em que os filhos de Israel começavam a cortar o feixe de cevada que era para ser movido perante o Senhor.”Esta circunstância é o mais distintamente marcados, por causa de rabiscos de Rute, mencionado no capítulo seguinte.

  1. A maneira simples e amável, com muita simplicidade, em que a história do capítulo anterior é dito, é uma prova de sua autenticidade. Existem várias circunstâncias simpáticas registradas aqui que nenhum falsificador poderia ter inventado. Há muito coisa natural para admitir qualquer coisa de arte.
  2. No desejo de um novo casamento de Orfa e Rute que Noemi lhes deseja está incluído o descanso na casa de seus maridos.

“Uma condição de casada é um estado de descanso, por isso esta é chamada aqui, e em Rute 3:1. Assim o casamento é chamado.

O casamento é visto como um porto ou refúgio de jovens; cujos afetos, enquanto solteiros, estão continuamente flutuante ou atiradas para e ar, como um navio sobre as águas, até que este tenha chegado a um porto feliz e seguro. Há uma propensão natural de descanso e paz na maioria das pessoas em relação à união e comunhão do casamento, como todos os seres criados têm uma tendência natural para o seu próprio centro, (leve sursum, et sepultura deorsum) e estão inquietos com isso, assim que os rabinos dizem, Requiret vir costam suam, et requiret femina sedem suam, “O homem está inquieto enquanto ele sente falta de sua outra costela que lhe foi tirada do seu lado, e que a mulher está inquieta até que ela fique sob o braço do homem, de onde ela foi tirada”.

Orem a DEUS, pois, solteiros, e chorai com a boa Noemi, O Senhor nos conceda descansar em minha casa com uma boa esposa, para que eu possa viver em paz e abundância, com saúde e uma companheira para eu a confortar todos meus dias e por ela ser confortado.

Saiba que seu casamento é, de todos os seus assuntos civis, o de maior importância, tendo uma influência sobre toda a sua vida.  Ou vai arrumar ou vai estragar sua vida neste mundo; ‘Assim, um erro aqui é irrecuperável, você tem necessidade de aguçar seus olhos para olhar além do visível “. Este é um bom conselho, que os interessados deverão achar graça suficiente para levá-los a este estágio de felicidade?

 

Rute 1:1-22 (Bíblia diário Vivir)

1.1 A história do Rute transcorre em algum momento durante o período dos juizes. Aqueles eram dias negros para o Israel, quando “cada um fazia o que bem lhe parecia” (Juízes 17:6; 21:25). Mas em meio desses tempos escuros e maus, até havia quem seguia a DEUS. Noemí e Rute são exemplos formosos de lealdade, amizade e entrega a DEUS e a uma pelo outra.

1.1, 2 Moabe era a terra ao leste do Mar Morto. Era uma das nações que oprimiram Israel durante o período dos juizes (Juizes 3:12ss), assim é que havia hostilidade entre as duas nações. A fome deve ter sido bastante severa em Israel para que Elimeleque decidisse ir-se dali com sua família. Lhes chamavam efrateos porque Efrata era o nome antigo de Belém. Até que Israel derrotasse Moabe, seguiriam as tensões entre eles.

1.4, 5 As relações amistosas com os moabitas não aconteciam (Deut 23:3-6) embora, possivelmente, não estivessem proibidas, já que os moabitas viviam fora da terra prometida. Casar-se com um cananeu (e com qualquer que vivesse dentro das fronteiras da terra prometida), estava, entretanto, contra a Lei de DEUS (Deut 7:1-4). Aos moabitas não lhes era permitido adorar no tabernáculo porque durante o êxodo do Egito não permitiram aos israelitas passar através de sua terra.

Como nação escolhida de DEUS, Israel deve ter estabelecido as normas de uma vida de alta moral para as outras nações. É irônico, mas foi Rute, uma moabita, a quem DEUS usou como exemplo de caráter espiritual genuíno. Isto mostra quão estéril era a vida do Israel nesses dias.

 

RUTE E NOEMI

As histórias de algumas pessoas na Bíblia se encontram tão entrelaçadas que quase são inseparáveis. Sabemos mais a respeito de sua relação que delas como indivíduos. E em uma era que rende culto à personalidade, suas histórias são modelos úteis que ajudam às boas relações. Noemí e Rute são exemplos formosos desta fusão de vidas. Suas culturas, seus antecedentes familiares e sua idade eram muito diferentes. Como sogra e nora, talvez tiveram tantas oportunidades de tensão como de ternura. E assim se mantiveram unidas uma à outra.

Passaram por profunda tristeza, quiseram-se muito e se entregaram por completo ao DEUS de Israel. E apesar de sua interdependência, tinham liberdade quanto a seu compromisso da uma pela outra. Noemí estava disposta a permitir que Rute fosse incorporada à sua família. Rute estava disposta a deixar sua terra natal e seus deuses para ir com Rute para Israel. Noemí inclusive ajudou nos acertos matrimoniais entre Rute e Boaz mesmo que isto pudesse diminuir sua relação com ela.

DEUS estava no centro de sua comunicação íntima. Rute chegou a conhecer o DEUS de Israel através do Noemí. A anciã permitiu que Rute visse, escutasse e sentisse todo o gozo e a angústia de sua relação com DEUS. Quão freqüentemente sente você que seus pensamentos e perguntas a respeito de DEUS devem ficar fora de uma amizade íntima? Quão freqüentemente expressa seus pensamentos a respeito de DEUS com sua esposa ou com seus amigos? Expressar abertamente a respeito de nossa relação com DEUS pode brindar a profundidade e intimidade de nossa relação com outros.

Pontos fortes e lucros :

— Uma relação onde o vínculo maior era a fé em DEUS

— Uma relação de um sólido compromisso mútuo

— Uma relação em que cada pessoa tratou de fazer o melhor para a outra

Lições de sua vida :

— A presença viva de DEUS em uma relação supera as diferenças que de outro modo criam divisão e desarmonia

Dados gerais :

— Onde: Moabe, Belém

— Ocupações: Algemas, viúvas

— Familiares: Elimeleque, Malom, Queliom, Orfa, Boaz

Versículo chave :

“Respondeu Rute: Não me rogue que te deixe, e me vá para além de ti; porque a qualquer lugar que você for, irei eu, e em qualquer lugar que viver, viverei. Seu povo será meu povo, e seu DEUS meu DEUS” (Rute1:16).

Sua história se relata no livro de Rute. Mat 1:5 também menciona Rute.

1.8, 9 No mundo antigo quase não havia nada pior que ser viúva. Maltratavam-nas ou as tornavam escravas ou prostitutas. Quase sempre eram pessoas golpeadas pela pobreza. A Lei de DEUS, entretanto, estabelecia que o parente mais próximo do marido falecido devia cuidar da viúva; mas Noemí não tinha parentes em Moabe e não sabia se existia algum vivo em Israel.

Até nessa situação de desespero, Noemi teve uma atitude desinteressada. Embora decidisse retornar a Israel, animou Rute e Orfa para que ficassem em Moabe e começassem uma nova vida, embora isso significasse mais dor para ela. Como Noemí, devemos considerar as necessidades de outros e não só as nossas. Conforme descobriu Noemí, quando você atua desinteresadamente, outros se sentirão animados a seguir seu exemplo.

1.11 O comentário de Noemí aqui (“eu tenho mais filhos no ventre que possam ser seus maridos?”) refere-se ao levirato, a obrigação do irmão do finado de cuidar sua viúva (Deut 25:5-10). Esta lei evitava que a viúva ficasse na miséria e proporcionava uma forma para que continuasse o nome do finado.

Noemí, entretanto, não tinha outros filhos que se casassem com Rute e nem com Orfa, assim que as animou para que ficassem em sua terra natal e que voltassem a se casar. Orfa ficou de acordo, o qual era seu direito. Mas Rute esteve disposta a renunciar à possibilidade de segurança e filhos para cuidar do Noemí.

1.16 Rute era uma moabita, mas isso não a impediu de adorar ao DEUS verdadeiro, nem tampouco impediu a DEUS de aceitar sua adoração e enche-la de grandes bênções. DEUS não amava unicamente aos judeus. DEUS escolheu aos judeus como instrumentos para que o resto do mundo O conhecesse. Isto se cumpriu quando JESUS nasceu como judeu. Através disso, todo mundo pode conhecer DEUS. Atos 10:34-35 diz que “DEUS não faz acepção de pessoas, mas sim em toda nação se agrada do que lhe teme e faz justiça”. DEUS aceita a todos os que o adoram; atua através das pessoas sem se importar  com raça, cor, sexo ou nacionalidade. O livro de Rute é um exemplo perfeito da imparcialidade de DEUS. Embora Rute provinha de uma raça freqüentemente desprezada pelos israelitas, foi abençoada por sua fidelidade. Chegou a ser a bisavó do rei Davi e uma antepassado direta de JESUS.

1.20, 21 Noemí experimentou várias penúrias. Abandonou Israel casada e segura; retornou viúva e pobre. trocou seu nome para expressar sua amargura e a dor que sentia. Noemí não rechaçava a DEUS ao manifestar abertamente sua dor. Entretanto, parece ter perdido sua visão das tremendas bênçãos que tinha em sua relação com Rute e com DEUS. Quando, no futuro, vierem os momentos amargos, DEUS receberá com agrado suas orações sinceras, mas cuide-se de não passar por cima do amor, da força e das bênçãos que recebe na pressente relação com DEUS. E não permita que a amargura e a desilusão o ceguem ante as oportunidades.

1.22 Belém estava a uns oito quilômetros ao sul de Jerusalém. O povo era abençoado por exuberantes campos e arvoredos de olivas. Suas colheitas eram abundantes.

A volta de Rute e Noemí a Belém foi sem dúvida parte do plano de DEUS porque nesta aldeia nasceria Davi (1 Sam 16:1) e como o predisse o profeta Miqueas (Miq 5:2), também JESUS nasceria ali. Esta ação, foi mais que uma simples conveniência para Rute e Noemí. Conduzia ao cumprimento da Escritura.

1.22 devido ao clima de Israel ser muito moderado, há duas colheitas cada ano, na primavera e no outono. A colheita de cevada se levava a cabo na primavera e foi nesse tempo de esperança e de plenitude que Rute e Noemí retornaram a Belém. Belém era uma comunidade agrícola e devido a que era época de colheita, havia muitos grãos restante nos campos, que caiam ao chão na hora da colheita. Estes grãos podiam compilar-se ou espigar-se e logo convertê-los em alimento.

 

Rute 1:1-4:22 (estrutura Bíblia Temática)

Rute (Rt)

> Noemi e Rute [Rute 1:1]

> Rute no campo de Boaz [Rute 2:1]

> Rute e Boaz na eira [Rute 3:1]

> Boaz casa com Rute [Rute 4:1]

> A genealogia de Davi [Rute 4:13]

 

Rute 1:1-22 (Bíblia Reina Valera)

Notas do Capítulo:

[1] 1.1-2 Juizes: Não eram simples magistrados que administravam justiça, a não ser líderes carismáticos chamados e enviados pelo Senhor para liberar a seu povo de uma situação opressiva. Por isso, outros traduzem caudilhos. Veja livro dos Juizes. Em números redondos, esta época se situa entre os anos 1200 e 1050 a.C.

[2] 1.1-2 Belém de Judá: Um dos lugares mais célebres da história bíblica, situado a 8 km ao sul de Jerusalém. Cf. 1 Sm 17.12,15; 20.6,28; Miq 5.2; MT 2.1-6; Lc 2.4; Jo 7.42. Se chama Belém de Judá para distinguir de Belém de Zabulom, que estava a 10 km a noroeste de Nazaré (veja Jos 19.15 N.).

[3] 1.1-2 Elimeleque, em hebreu, significa meu DEUS é rei.

[4] 1.1-2 O nome Noemí, em hebreu, significa minha doçura.

[5] 1.1-2 É provável que os nomes Malom e Queliom, em sua forma hebréia, signifiquem, respectivamente, enfermidade e esgotamento. Em tal caso, ambos os nomes aludiriam à morte prematura dos filhos deNoemí com Alimeleque (cf. V. 5).

[6] 1.1-2 Efrateos: Outro nome de Belém era Efrata. Cf. 1 Cr 4.3-4; Miq 5.2.

[7] 1.1-2 O país de Moabe se encontrava ao sul da Transjordania e ao leste do Mar Morto (veja Dt 2.9).

[8] 1.4 Embora os moabitas fossem um povo aparentado com Israel (cf. Gn 19.30-38), esta classe de matrimônios estava severamente proibida pela lei de Moisés (cf. Dt 23.3; Ed 9.1-2; 10).

[9] 1.4 Orfa: desconhece-se o significado exato deste nome; alguns o traduzem por obstinação ou rebeldia. Rute significa, provavelmente, amiga.

[10] 1.20 Noemí: Veja Rt 1.1-2. Mara, em hebreu, significa amarga.

[11] 1.21 Todo-poderoso: em hebreu, El-Shadai, antigo título do Jeová. Veja-se Gn 17.1 N.

[12] 1.22 A colheita da cevada, na primeira quinzena de maio. Cf. Ex 9.31; Rt 2.23; 2 Sm 21.9-10.

 

O LIVRO DE RUTE (http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao7-oantigotestamento-oslivroshistoricos.htm )


RUTE

SÍNTESE

O livro de Rute descreve a direção providencial de Deus na vida de uma família israelita. Devido à morte do genitor e de seus dois filhos em terra estrangeira, correm perigo o nome e a herança desta família. Contudo, a situação extrema do homem é a oportunidade de Deus. Por força da conduta de um parente que, inspirado por nobres ideais, cumpre suas obrigações, a linha hereditária permanece inalterada. A união de Boaz, o hebreu, e Rute, a moabita, converte-se no meio pelo qual Deus cumpre seu misericordioso propósito. Com relação à mensagem toda das Escrituras Sagradas, o livro nos proporciona uma perspectiva da história do nascimento de JESUS e dos acontecimentos do Pentecoste. A genealogia culmina no rei teocrático Davi, cuja linha genealógica é prometido no advento do Messias. Isto, ocorre com a inclusão de uma mulher de descendência moabita, mediante a qual se abre diante de nossos olhos a perspectiva pentecostal do significado universal do Messias: não é somente o Salvador de Israel, mas da raça humana.

 

AUTOR

No grego, e em traduções posteriores, o livro de Rute vem em seguida ao de Juízes, visto que foi em seu tempo que ocorreu a história narrada neste livro. Na Bíblia hebraica, faz parte dos chamados escritos sagrados, uma subdivisão dos cinco pergaminhos que se liam em público nos dias de festa de Israel. A história de Rute culmina na época da colheita. Este relato era lido, em geral, durante a semana, ou festa da colheita do trigo, que se denominou mais tarde festa de Pentecoste. Não se conhece seu autor. O anúncio do capítulo 1:1 no sentido de que a história aconteceu “nos dias em que julgavam os juízes”, indica que a época dos juízes pertencia ao passado. Pela forma como o autor escreve acerca de Davi em 4:17 e da genealogia em 4:18-22, fica demonstrado que conhecia o esplendor do reino de Davi. Esta consideração indicaria que o livro foi escrito antes que o reinado perdesse sua glória, possivelmente na última parte do reinado de Davi ou imediatamente depois.

 

Esboço Completo do Livro:
I. As Adversidades de Noemi (1.1-5)
II. Noemi e Rute (1.6-22)
A. Noemi Resolve Sair de Moabe (1.6-13)
B. O Amor Inabalável de Rute (1.14-18)
C. Noemi e Rute Vão a Belém (1.19-22)
III. Rute Conhece Boaz na Seara (2.1-23)
A. A Providência Divina na Decisão de Rute (2.1-3)
B. A Provisão Divina na Decisão de Rute (2.4-16)
C. Rute Informa a Noemi (2.17-23)
IV. Rute e Boaz na Eira (3.1-18)
A. Rute Recebe Instruções de Noemi sobre Boaz (3.1-5)
B. Rute Pede a Boaz para Ser Seu Remidor (3.6-9)
C. Rute Recebe Resposta Favorável de Boaz (3.10-18)
V. Boaz Casa com Rute (4.1-13)
A. Boaz e o Contrato de Parente-Remidor (4.1-12)
B. Casamento e Nascimento de um Filho (4.13)
VI. O Contentamento de Noemi (4.14-17)
VII. A Genealogia de Perez a Davi (4.18-22)
Autor: Anônimo — Tema: Amor Que Redime – Data: Século X a.C.
Considerações Preliminares
Historicamente, o livro de Rute descreve eventos na vida de uma família israelita durante o tempo dos Juízes (1.1; c. 1375—1050 a.C.). Geograficamente, o contexto é a terra de Moabe, a leste do mar Morto.

(1) O restante do livro transcorre em Belém de Judá e sua vizinhança. Liturgicamente, o livro de Rute é um dos cinco rolos da terceira divisão da Bíblia Hebraica, conhecida como Os Hagiógrafos (lit. “Escritos Sagrados”). Cada um desses rolos era lido publicamente numa das festas judaicas anuais. Visto que a comovente história de Rute ocorreu na estação da colheita, era costume ler este livro na Festa da Colheita (Pentecoste). Considerando que a lista dos descendentes de Rute não vai além do rei Davi (4.21,22), o livro foi provavelmente escrito durante o reinado de Davi. Desconhece-se o autor humano do livro, mas a tradição judaica (e.g., o Talmude) atribui essa autoria a Samuel.
Propósito
O livro de Rute foi escrito a fim de mostrar como, através do amor altruísta e do devido cumprimento da lei de Deus, uma jovem mulher moabita, virtuosa e consagrada, veio a ser a bisavó do rei Davi de Israel. O livro também foi escrito para perpetuar uma história admirável dos tempos dos juízes a respeito de uma família piedosa cuja fidelidade na adversidade contrasta fortemente com o generalizado declínio espiritual e moral em Israel, naqueles tempos (ver Juízes).
Visão Panorâmica
Esta história do amor que redime inicia quando Elimeleque parte de Judá e passa a residir com sua família em Moabe por causa de uma fome (1.1,2). O sofrimento continuou a flagelar Elimeleque, pois ele e seus dois filhos morreram em Moabe (1.3-5), o que resultou em três viúvas. Quatro episódios principais vêm a seguir.

(1) Noemi (viúva de Elimeleque) e sua devotada nora moabita, Rute, voltaram a Belém de Judá (1.6-22).

(2) Na providência divina, Rute veio a conhecer Boaz, um parente rico de Elimeleque (cap. 2).

(3) Seguindo as instruções de Noemi, Rute deu a entender a Boaz o seu interesse na possibilidade de um casamento segundo a lei do parente-remidor (cap. 3).

(4) Boaz, como parente-remidor, comprou as propriedades de Noemi e casou-se com Rute, e tiveram um filho chamado Obede — avô de Davi (cap. 4).

Embora o livro comece com tremendos reveses, termina com um final sobremodo feliz — para Noemi, para Rute, para Boaz e para Israel.
Características Especiais
Seis características principais assinalam o livro de Rute.

(1) É um dos dois livros da Bíblia que leva o nome de uma mulher (sendo o outro o de Ester).

(2) Este livro, escrito, tendo ao fundo o horizonte ominoso da infidelidade e apostasia de Israel durante o período dos juízes, descreve as alegrias e pesares de uma família piedosa de Belém durante aqueles tempos caóticos.

(3) Ilustra o fato de que o plano divino da redenção incluía os gentios que, durante os tempos do AT, foram enxertados no povo de Israel mediante o arrependimento e a fé no Senhor.

(4) A redenção é um tema central, do começo ao fim do livro, sendo o papel de Boaz, como parente-remidor, uma das ilustrações ou tipos mais claros do ministério mediador de Jesus Cristo.

(5) O versículo mais conhecido deste livro consiste nas palavras que Rute dirigiu a Noemi, quando ainda estava em Moabe: “Aonde quer que tu fores, irei eu e, onde quer que pousares à noite, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus” (1.16).

(6) Traça um retrato realista da vida, com seus contratempos, mas também mostra como a fé e fidelidade de pessoas piedosas ensejam a Deus a oportunidade de converter a tragédia em triunfo e a derrota em bênção.
Paralelismo do Livro de Rute com o NT
Este livro declara quatro verdades do NT.

(1) Transtornos humanos dão oportunidade a Deus para realizar seus grandes propósitos redentores (Fp 1.12).

(2) A inclusão de Rute no plano da redenção demonstra que a participação no reino de Deus independe de descendência física, mas pela conformação da nossa vida à vontade de Deus, mediante a “obediência da fé” (Rm 16.26; cf. Rm 1.5,16).

(3) Rute como partícipe da linhagem de Davi e de Jesus (ver Mt 1.5) significa que pessoas de todas as nações farão parte do reino do grande “Filho de Davi” (Ap 5.9; 7.9).

(4) Boaz, como o parente-remidor, é uma prefiguração do grande Redentor, Jesus Cristo (Mt 20.28; ver Rt 4.10 

 

CAPÍTULO 11 – História dos Hebreus – Flávio Josefo

História de Rute, mulher de Boaz, bisavô de Davi. Nascimento de Samuel. Os filisteus vencem os israelitas e tomam a arca da aliança. Ofni e Finéias, filhos de Eli, sumo sacerdote, são mortos nessa batalha.

  1. Rute 7. Depois da morte de Sansão, Eli, sumo sacerdote, governou o povo de Israel. Houve no seu tempo uma grande carestia. Abimeleque,* que morava na cidade de Belém, na tribo de Judá, não a podendo suportar, foi com a mulher, Noemi, e seus dois filhos, Quiliom e Malom, para o país dos moabitas. Ali tudo correu perfeitamente bem, e ele casou o mais velho dos filhos com uma jovem de nome Orfa e o mais moço com outra, de nome Rute. Dez anos depois, pai e filhos morreram, e Noemi, cheia de aflição, resolveu voltar para o seu país, que então estava em situação melhor que a de quando ela o havia deixado.

As noras quiseram segui-la, porém, como as amasse demais para tolerar que sofressem a mesma infelicidade, rogou-lhes que ficassem, pedindo a Deus que as fizesse mais felizes no segundo matrimônio, pois não o haviam sido no primeiro. Orfa consentiu naquele desejo, mas a extrema afeição que Rute devotava à sogra não lhe permitiu abandoná-la e desejou ser sua companheira também na adversidade. Assim, chegaram ambas a Belém, onde veremos em seguida que Boaz, primo de Abimeleque, as recebeu com grande bondade. Noemi dizia aos que a chamavam por esse nome: “Deveríeis antes chamar-me Mara” — que significa “dor” — “e não Noemi” — que quer dizer “felicidade”.

________________

* As Escrituras chamam-no Elimeleque.

Rute 2. Chegou o tempo da ceifa, e Rute, a fim de obter alimento, foi respigar, com licença da sogra. Entrou por acaso no campo que pertencia a Boaz. Ele chegou pouco depois e perguntou ao administrador quem era aquela moça. Ele o informou de tudo o que sabia, dito por ela mesma. Boaz louvou muito o afeto que ela nutria pela sogra e pela memória do marido e desejou-lhe toda sorte de felicidade. Disse ao administrador que permitisse a ela não somente respigar, mas levar o que desejasse, e que lhe dessem ainda de beber e de comer, como aos ceifadores.

Rute guardou um caldo para a sogra, que levou para ela à tarde, com o que havia recolhido. Noemi, por seu lado, guardara para Rute parte do que os vizinhos lhe haviam dado para o jantar. Rute contou-lhe o que se havia passado, e Noemi disse-lhe que Boaz era um parente e homem de bem, tanto que esperava que ele tomasse cuidado dela, Rute, que em seguida voltou a respigar no campo dele.

Rute 3. Dias depois, quando toda a cevada já estava batida, Boaz veio à sua propriedade e deitou-se na eira. Quando Noemi o soube, julgou vantajoso que Rute se prostrasse aos pés dele para dormir e disse-lhe para fazer o que pudesse para consegui-lo. Rute não ousou desobedecê-la e assim, mansamente, esgueirou-se até os pés de Boaz. Ele não a percebeu no momento, porque estava muito adormecido, porém ao acordar, pela meia-noite, percebeu que alguém estava deitado junto dele e perguntou quem era. Ela respondeu: “Sou Rute, vossa serva, e rogo-vos que consintais que eu repouse aqui”.

Nada mais ele perguntou e deixou-a dormir, mas a despertou bem cedo, antes que os empregados se tivessem levantado, dizendo-lhe para apanhar quanta cevada quisesse e então voltar para a casa da sogra, antes que alguém percebesse que ela passara a noite junto dele. Porque era necessário, por prudência, evitar qualquer motivo de comentários, principalmente em assunto daquela importância. Ele acrescentou: “Aconselho-vos a perguntar a alguém que vos seja mais próximo que eu se vos quer tomar para esposa. Se ele estiver de acordo, podereis desposá-lo. E, se recusar fazê-lo, eu vos desposarei, como a Lei me obriga”. Rute narrou à sogra esse fato, e ambas conceberam então firme esperança de que Boaz não as abandonaria.

Rute 4. Ele voltou à cidade pelo meio-dia e reuniu os magistrados. Mandou chamar Rute e seu parente mais próximo, ao qual disse: “Não possuis os bens de Abimeleque?” Respondeu ele: “Sim, eu os possuo pelo direito que a Lei me dá, sendo o seu parente mais próximo”. Boaz replicou: “Não basta cumprir parte da Lei, deve-se cumprir toda ela. Assim, se quiserdes conservar os bens de Abimeleque, é necessário que desposeis a viúva, que vedes aqui presente”. O homem respondeu que já era casado e, tendo filhos, preferia ceder-lhe os bens e a mulher. Boaz tomou os magistrados como testemunhas dessa declaração e disse a Rute que se aproximasse daquele parente, descalçasse-lhe um dos sapatos e lhe desse um tapa no rosto, como a Lei determinava. Ela o fez, e Boaz então desposou-a.

Ao fim de um ano, ela teve um filho, do qual Noemi teve o encargo de cuidar e a quem chamou Obede, na esperança de que ele a ajudaria em sua velhice, pois Obede, em hebreu, significa “auxílio”. Obede foi pai de Jessé, pai do rei Davi, cujos filhos até a vigésima geração reinaram na nação dos judeus. Fui obrigado a narrar essa história para dar a conhecer que Deus eleva quem quer ao soberano poder, como se viu na pessoa de Davi, cuja origem foi a seguinte:

7 Samuel 2. Os interesses dos hebreus estavam então em mau estado, e eles travaram guerra com os filisteus, pelo motivo que passo a narrar. Hofni e Finéias, filhos de Eli, sumo sacerdote, não eram menos ultrajantes para com os homens que ímpios para com Deus. Não havia injustiça que eles não cometessem. Não se contentando em receber o que lhes pertencia, tomavam também o que não lhes era devido. Corrompiam com presentes as mulheres que vinham ao Templo por devoção ou atentavam contra a honra delas pela força, exercendo assim funesta tirania.

Tantos crimes tornaram-nos odiosos a todo o povo e mesmo ao próprio pai. Deus lhes fez conhecer, bem como a Samuel, que então era apenas uma criança, que eles não evitariam a sua justa vingança, por isso Eli a esperava a todo momento e já os chorava como mortos. Porém, antes de relatar de que modo eles e todos os israelitas — por causa deles — foram castigados, quero falar dessa criança, que se tornou mais tarde um grande profeta.

  1. 7 Samuel 1. Elcana, da tribo de Efraim, morava em Ramataim-Zofim, no território dessa tribo, e tinha como esposas Ana e Penina. Esta lhe dera filhos. Não os tivera, porém, de Ana, a quem ele amava ardentemente. Um dia, estando com a família em Silo, onde se localizava o sagrado Tabernáculo, Ana, vendo os filhos de Penina sentados à mesa perto da mãe e Elcana a dividir entre as duas mulheres e eles as iguarias que restavam dos sacrifícios, a dor pelo fato de ser estéril a fez derramar lágrimas. O marido fez o que pôde para consolá-la. Depois ela entrou no Tabernáculo, rogou com fervor a Deus que a tornasse mãe e fez voto de que, se Ele lhe desse um filho, o consagraria ao seu santo serviço. E não se cansava de fazer sempre a mesma oração.

Eli, sumo sacerdote, que estava sentado diante do Tabernáculo, julgou que ela estivesse embriagada e ordenou que se retirasse. Ela respondeu-lhe que jamais bebera outra coisa senão água pura, mas que na aflição em que se encontrava por ser estéril rogava a Deus que lhe desse filhos. Disse-lhe ele então que não se afligisse e garantiu que Deus lhe daria um filho. Com essa esperança, foi então ao encontro do marido e a Umentou-se com alegria. Voltando ao seu país, ficou grávida e teve um filho, a quem chamou Samuel, isto é, “ouvido por Deus”. Quando voltaram a Silo para dar graças por meio de sacrifícios e pagar os dízimos, Ana, cumprindo o seu voto, consagrou o menino a Deus e entregou-o nas mãos de Eli. Deixaram crescer-lhe o cabelo, e ele só bebia água. Foi educado no Templo. Elcana teve ainda de Ana três filhos e duas filhas.

  1. 1 Samuel 3. Quando Samuel completou doze anos, começou a profetizar, e certa noite, quando dormia, Deus chamou-o pelo nome. Pensando que era Eli quem o chamava, foi logo ter com ele. Mas este disse-lhe que não havia nem mesmo pensado em chamá-lo. A mesma coisa aconteceu por três vezes. Eli não teve então dificuldade para imaginar o que se passava e disse-lhe: “Meu filho, não vos chamei, nem agora nem das outras vezes. É Deus quem vos chama. Respondei então que estais pronto a obedecer-lhe”.

Deus chamou então novamente a Samuel, e ele respondeu: “Eis-me aqui, Senhor. Que desejais que eu faça? Estou pronto a obedecer”. Então falou-lhe deste modo: “Sabei que os israelitas cairão na maior de todas as desgraças: os dois filhos de Eli morrerão no mesmo dia, e o sumo sacerdócio passará da família dele para a de Eleazar, porque Eli atraiu a minha maldição sobre os seus dois filhos, testemunhando mais amor por eles que por mim”. O temor de causar sofrimentos a Eli não permitiu a Samuel narrar-lhe o que ouvira nessa revelação. Mas Eli obrigou-o a falar. Então, esse infeliz genitor não duvidou mais da sorte de seus filhos. Samuel, no entanto, crescia cada vez mais em graça, e todas as coisas que profetizava não deixavam de acontecer.

  1. 1 Samuel 4. Logo depois os filisteus se puseram em campo para atacar os israelitas. Acamparam-se perto da cidade de Afeca e, não encontrando resistência, avançaram ainda mais. Travaram por fim um combate, no qual os israelitas foram vencidos. Estes, depois de terem perdido mais ou menos uns quatro mil homens, retiraram-se desordenadamente para o seu acampamento. O temor de serem completamente desbaratados foi tão grande que mandaram embaixadores ao Senado e ao sumo sacerdote para rogar que lhes mandassem a arca da aliança. Não duvidavam que com esse socorro obteriam a vitória, porque não imaginavam que Deus, que pronunciara a sentença de seu castigo, era mais poderoso que a arca, reverenciada unicamente por causa dEle. Mandaram então a arca ao acampamento.

Hofni e Finéias acompanharam-na, por causa da velhice do pai, e ele disse a ambos que, se acontecesse de ela ser tomada e eles tivessem tão pouca coragem que sobrevivessem a tal perda, jamais tornassem a se apresentar diante dele. A chegada da arca alegrou tanto aos israelitas que eles já se julgavam vitoriosos. Ao mesmo tempo, lançou terror no espírito dos filisteus. Mas uns e outros estavam enganados. Ao travar-se a batalha, a perda que os filisteus temiam caiu sobre os seus inimigos, enquanto a confiança que os israelitas depositavam na arca foi inútil, pois foram postos em debandada ao primeiro embate. Perderam trinta mil homens, dentre os quais estavam os dois filhos de Eli, e a arca caiu em poder dos filisteus.

 

Referências Bibliográficas (outras estão acima)

Bíblia Amplificada – Bíblia Católica Edições Ave-Maria – Bíblia da Liderança cristã – John C Maxwell – Bíblia de Estudo Aplicação pessoal – CPAD
Bíblia de Estudo Almeida. Revista e Atualizada. Barueri, SP:Sociedade Bíblica do Brasil, 2006 – Bíblia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. Texto bíblico Almeida Revista e Corrigida.
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Bíblias e comentários e dicionários diversas da Bíblia The Word – Comentário Bíblico Moody – Comentário Bíblico Wesleyano
Champlin, Comentário Bíblico. Hagnos, 2001 – Coleção Comentários Expositivos Hagnos – Hernandes Dias Lopes – Comentário Bíblico – John Macarthur
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Dicionário de Referências Bíblicas, CPAD – Dicionário Strong Hebraico e Grego – Dicionário Teológico, Claudionor de Andrade, CPAD – Dicionário Vine antigo e novo testamentos – CPAD
Enciclopédia Ilúmina – Estudo no livro de Gênesis – Antônio Neves de Mesquita – Editora: JUERP – Gênesis – Comentário Adam Clarke – Série Cultura Bíblica – Vários autores – Vida Nova
Gênesis – Introdução e Comentário – REV. DEREK KIDNER, M. A. – Sociedade Religiosa Edições Vida Nova ,Caixa Postal 21486, São Paulo – SP, 04602-970
Gênesis a Deuteronômio – Comentário Bíblico Beacon – CPAD – O Livro de Gênesis – George Herbert Livingston, B.D., Ph.D.
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Revista CPAD – Lições Bíblicas – 1995 – 4º Trimestre – Gênesis, O Princípio de Todas as Coisas – Pr. Elienai Cabral – Revista CPAD
Revista CPAD – Lições Bíblicas 1942 – 1º trimestre de 1942 – A Mensagem do Livro de Gênesis – Lição 2 – 11/01/1942 – A CRIAÇÃO DO HOMEM – Adalberto Arraes
Revista CPAD – ABRAÃO – 4º Trimestre de 2002 – ÊXITOS E FRACASSOS DO AMIGO DE DEUS – COMENTÁRIOS DE Pr. ELIENAI CABRAL
Hermenêutica Fácil e descomplicada, CPAD – HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva Pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996
Dicionário Bíblico Wycliffe – Charles F. Pfeiffer, Howard F. Vos, John Rea – CPAD – Manual Bíblico Entendendo a Bíblia, CPAD – Peq.Enc.Bíb. – Orlando Boyer – CPAD
Revista CPAD – Lições Bíblicas – 1995 – 4º Trimestre – Gênesis, O Princípio de Todas as Coisas – Comentarista pastor Elienai Cabral
Revista CPAD – Lições Bíblicas 1942 – 1º trimestre de 1942 – A Mensagem do Livro de Gênesis – LIÇÃO 2 – 11/01/1942 – A CRIAÇÃO DO HOMEM – Adalberto Arraes
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VÍDEOS da EBD na TV, da LIÇÃO INCLUSIVE – http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm — www.ebdweb.com.br – www.escoladominical.net – www.gospelbook.net – www.portalebd.org.br/
Wiesber, Comentário Bíblico. Editora Geográfica, 2008 – W. W. Wiersbe Expositivo

Pequena Enciclopédia Bíblica – Orlando Boyer – CPAD

Publicado no site do Ev. Luiz Henrique

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