Rute, uma Mulher Digna de Confiança – Ev. José Roberto A. Barbosa

Rute, uma Mulher Digna de Confiança – Ev. José Roberto A. Barbosa

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RUTE, UMA MULHER DIGNA DE CONFIANÇA

Texto Áureo Rt. 1.16 – Leitura Bíblica  Rt. 1.11-18

Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa

www.subsidioebd.blogspot.com

Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO

Na lição de hoje, daremos continuidade aos estudos sobre o caráter do cristão, desta feita, nos voltaremos para Rute, uma mulher de Deus. Inicialmente, apresentaremos algumas informações a respeito dos desafios pelos quais ela e Noemi, sua sogra, passaram. Em seguida, ressaltaremos a aliança que essas duas mulheres fizerem, com destaque para a decisão de Rute, de ficar ao lado de Noemi, mesmo diante da adversidade. E por fim, mostraremos que Rute foi uma mulher que foi agraciada por Deus, passando a fazer parte da linhagem do Salvador, o Senhor Jesus Cristo.

  1. RUTE, UMA MULHER DE DEUS

O nome de Rute significa “amizade”, e na verdade, foi isso que ela demonstrou ser ao longo da sua vida, especialmente em sua aliança com Noemi. Ela era uma mulher moabita, um povo que historicamente era adversário de Israel. É paradoxal que uma mulher que fazia parte dos inimigos de Israel tenha participado da história da salvação. Essa é uma demonstração da graça de Deus, não apenas para os israelitas, mas para todos os povos. A história de Rute está no contexto de uma família judaica que precisou sair de Belém a fim de fugir da seca. Elimeleque, que era o esposo de Noemi, e seus dois filhos, Malom e Quiliom, partiram para a terra de Moabe, a fim de sobreviverem a escassez. Essa família tomou uma série de decisões equivocadas, além de terem saído do seu lugar, os filhos desse casal se casaram com mulheres moabitas. Malom se casou com Rute, e Quiliom casou-se com Orfa. Tempos depois, os maridos dessas mulheres vieram a falecer, não por causa da desobediência. Pelo menos não temos fundamento bíblico para fazer esse tipo de afirmação. Fato é que por causa da morte deles, elas ficaram desamparados, considerando que o próprio Elimeleque também faleceu. Após dez anos, o povo de Israel passou a desfrutar de fartura, favorecendo o retorno de Noemi para sua terra (Rt. 1.6). A viúva de Elimeleque decidiu desobrigar as duas noras, caso elas desejassem poderiam ir para Belém, mas se preferissem poderiam ficar em Moabe (Rt. 1.7). Vale a pena ressaltar que Belém, em hebraico, significa “casa de pão”, e justamente nessa cidade nasceu o Pão da Vida (Jo. 6.30.-34).

  1. RUTE, UM PACTO DE FIDELIDADE

Em Rt. 1.14, está escrito que, depois de Noemi dispensar suas noras, “levantaram a sua voz e tornaram a chorar; e Orfa beijou a sua sogra; porém Rute se apegou a ela”. É bastante compreensível, da perspectiva humana, a decisão de Orfa, pois ela recorreu a lógica, por isso seguir “aos seus deuses” (Rt. 1.15). Mas Rute pôs sua confiança no Deus de Noemi, por isso declarou: “Não me instes para que te deixe e me afaste de ti; porque, aonde quer que tu fores, irei eu e, onde quer que pousares à noite, ali pousarei eu (Rt. 1.16). Essa também é uma demonstração de identificação de Rute com a sua sogra, e de respeito pela experiência que tiverem juntas, sobretudo nos tempos difíceis. É bem provável que Noemi já estivesse com a idade avançada, carecendo de maiores cuidados de uma pessoa mais jovem. Como ela não tinha mais marido e filhos, Rute tomou a decisão acertada de ficar ao seu lado. O exemplo de Rute deve inspirar todo aqueles que convivem com pessoas idosas, que se encontram em condição de dependência. Há uma tendência de descartar as pessoas na sociedade individualista e pragmática na qual estamos vivendo. Aquelas que não mais produzem, às vezes, são tratadas como escória. Rute nos lega um modelo de sensibilidade, principalmente de empatia para com as pessoas mais necessitadas. Ela identificou-se não apenas com o sofrimento de Noemi, mas com o seu Deus: “o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus” (Rt. 1.16). Precisamos de pessoas de princípios nesses dias tão difíceis, e que estejam alinhadas com a Palavra de Deus, e que se identifiquem com aqueles que sofrem. Rute estava realmente decidida, por isso afirmou: “onde quer que morreres, morreirei eu e ali serei sepultada; me faça assim o Senhor e outro tanto, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti” (Rt. 1.17).

  1. RUTE, NA LINHAGEM DO SALVADOR

A decisão acertada de Rute fez com que ela viesse a fazer parte da genealogia do Salvador e Senhor Jesus Cristo (Mt. 1.5). Depois de chegar em Belém, Rute foi alcançada pela providência divina, que a ninguém desampara. Ela mostrou ser uma mulher proativa, e começou a trabalhar, a fim de encontrar uma alternativa. A esse respeito é importante lembrar que a providência de Deus trabalha em conjunto com a atuação humana. O trabalho deve ser visto como uma benção divina, considerando que o próprio Deus trabalhou (Jo. 5.17). Paulo foi enfático ao declarar aos tessalonicenses que aqueles que não querem trabalhar também não devem comer. E mais, que devemos trabalhar sempre para não servir de fardo para os irmãos da igreja (II Ts. 3.2). Contudo, devemos também lembrar que existem pessoas que não estão trabalhando por causa do desemprego que grassa nosso país. Por direção de Deus, Rute foi rebuscar espigas no campo de Boaz, sendo este “da geração de Elimeleque” (Rt. 2.3). Havia uma lei em Israel que possibilitava a remissão de um parente, para que a posteridade desse fosse preservada, através do casamento com alguém da família do falecido. Boaz desposou Rute, a moabita mulher de Malom, para que o falecido suscitasse descendência. O casamento entre Boaz e Rute seguiu todo o ritual legal estabelecido para que essa viesse a dar filhos ao marido. Como resultado, Rute se tornou mãe de Obede, sendo esse o pai de Jessé, que foi pai de Davi. Por conseguinte, essa mulher determinada se tornou a avó daquele que seria o rei mais amado de Israel. E muito mais importante, comporia a genealogia de Jesus, o prometido para salvar Israel, e a todos que nEle creem, dos seus pecados.

CONCLUSÃO

A vida de Rute serve de inspiração para todos aqueles que passam por situações de adversidades, e que decidem confiar em Deus, ainda que as circunstâncias não sejam favoráveis. E mais, que Deus nos surpreende com a Sua providência, de modo que pode transformar em comédia situações que sejam aparentemente trágicas. De igual modo, nós que outrora estávamos distantes dos planos de Deus, fomos agraciados em Jesus Cristo, e alcançados por Sua maravilhosa graça.

BIBLIOGRAFIA

LIMA, E. R. de. O caráter do cristão. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

WEIRSBE, W. W. Be commited: Ruth & Esther. Colorado Springs: David C. Cook, 2008.

Publicado no blog Subsídio EBD

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