Quem Ama Cumpre Plenamente a Lei Divina – Ev. José Roberto A. Barbosa

Quem Ama Cumpre Plenamente a Lei Divina – Ev. José Roberto A. Barbosa

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QUEM AMA CUMPRE PLENAMENTE A LEI DIVINA

Leitura Bíblica: Pv. 16.32 – Texto Áureo: I Jo. 2.17-17

Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa

www.subsidioebd.blogspot.com

Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO

Dando sequência aos estudos sobre o fruto do Espírito, na aula de hoje nos voltaremos para o amor, aquele aspecto que é propulsor de todas as virtudes espirituais. Na verdade, o amor-agape, expressão maior da fé cristã, e uma das virtudes capitais de I Co. 13, é a demonstração mais sublime do caráter cristão. Inicialmente, definiremos o amor cristão, em seguida mostraremos como ele é identificado, e ao final, ressaltaremos exemplos, com destaque para Jesus, como o Modelo do genuíno amor.

  1. AMOR-AGAPE, A VIRTUDE DAS VIRTUDES

A vida cristã é um chamado para o amor, sem esse é impossível nos identificarmos com Jesus. Na verdade, é no amor que demonstramos que pertencemos a Ele, pois está escrito que o Mestre se dispôs a amar os Seus discípulos até o fim (Jo. 13.1). Por isso deixou a seguinte ordenança para Seus seguidores: “que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei” (Jo. 15.12). A palavra mais sublime no Novo Testamento Grego para amor é agape, com o significado de “amor desinteressado, profundo e constante”. Essa é a mesma palavra que encontramos em Jo. 3.16, por meio do qual sabemos que Deus amou o mundo de maneira tal que entregou Seu Filho Unigênito para morrer pelos que nEle creem”. João afirma, em I Jo. 4.19, que nós somente amamos a Deus porque Ele nos amou primeiro”. Mas existem outras palavras gregas para expressar o amor: philia – que carrega o sentido de amor fraternal, e eros – que emana dos sentidos naturais. O maior desses amores certamente é o AGAPE, por possuir uma dimensão vertical – em direção a Deus, horizontal – em direção ao próximo, e interior – em direção a nós mesmos. É importante que essas dimensões do amor-agape sejam consideradas, pois alguém que se fia demasiadamente no amor a Deus pode se tornar um fanático, o que busca apenas o amor ao próximo se torna um mero filantropo; e o amor somente a si mesmo, favorece ao egocentrismo. Por isso Jesus foi enfático ao ressaltar a natureza tríplice do amor-agape (Mc. 12.28-34; Mt. 22.34-40). A observância aos mandamentos de Cristo passa inclusive pelo amor, pois somente aqueles que O amam podem guardar Seus ensinos (Jo. 14.15).

  1. A IDENTIFICAÇÃO ESPIRITUAL DO AMOR-AGAPE

O amor-agape é identificado com maior propriedade em I Co. 13, que ressalta esse como uma característica da vida genuinamente cristã. Nesse texto Paulo também faz um contraponto entre o amor-agape e os dons espirituais,  abordados nos capítulos 12 e 13. Nada há de errado em buscar os dons espirituais, mas é preciso que esse esteja em consonância com o amor-agape (I Co. 14.1). A partir desse texto depreendemos que o amor é sofredor – que se sacrifica pelo outro; é benigno – demonstrado através de ações; não é invejoso – não se ressente com o sucesso dos outros; não trata com leviandade, não se ensoberbece – não se coloca acima dos demais; não se porta com indecência – não destrata as pessoas, principalmente em público; e não busca seus interesses –  mostra disposição para o serviço; não se irrita – não se chateia com as pessoas; não suspeita mal – não guarda rancor das pessoas; não folga com a injustiça – antes se deleita com a verdade. Paulo concluiu esse trecho da sua Epístola assegurando que “permanecem a fé, a esperança e o amor, estres três; porém, o maior deste é o amor” (I Co. 13.13). É interessante observar que os cristãos geralmente se lembram de Jo. 3.16, mas poucos guardam na memória I Jo. 3.16, que diz: Conhecemos o amor nisto: que Jesus Cristo deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos.

  1. EXEMPLOS PARA O VIVER NO AMOR-AGAPE

Existem vários exemplos bíblicos de amor-agape, certamente o mais emblemático entre eles é o de Jesus, que amou Seus discípulos, e entregou a Sua vida pelos pecadores. Ele é a expressão maior do amor divino, na verdade, Deus prova Seu amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós, sendo nós ainda pecadores (Rm. 5.8). Entre aqueles que serviram ao Senhor no primeiro século, muitos se destacaram na manifestação do genuíno amor. Os cristãos de Colossos desenvolveram essa virtude do fruto do Espírito, pelo qual foram elogiados por Paulo (Cl. 1.3-8). A Igreja de Éfeso também era amorosa, tendo recebido com cuidado o Apóstolo Paulo (At. 20.20-31), ainda que, em Ap. 2.4, são advertidos pelo Senhor, por terem esquecido o primeiro amor. Uma igreja é realmente promissora quando cresce no amor-agape, o restante é apenas adereço, e não pode ser supervalorizado. Cada discípulo de Jesus deve cultivar o amor-agape, como fez João que ficou reconhecido como o discípulo do amor (Jo. 19.25,26). Antes de partir, Jesus também desafiou Pedro, como um daqueles que seriam colunas da igreja, para que amasse a Cristo, bem como as Suas ovelhas (Jo. 21.15-17). O amor-agape é um critério fundamental para aqueles que desejam servir no ministério cristão. Muitos líderes foram reprovados nesse particular, pois amam mais o presente século do que a Cristo, e as ovelhas servem apenas para que delas tirem proveito. Jesus é o exemplo de Pastor, que conhece cada uma das Suas ovelhas, e que se sacrifica por elas, e lhes mostra o caminho correto (Jo. 10.1). Cada cristão deve estar disposto a se entregar a Deus, e a servir o próximo em amor, somente assim mostraremos que somos dEle.

CONCLUSÃO

Muitos querem ser identificados como seguidores de Jesus, mas somente aqueles que O servem em amor podem assim serem vistos. Em Jo. 13.35 o próprio Cristo afirma que somente podem ser classificados como seguidores dEle aqueles que O seguem em amor. A verdade evangélica, comumente defendida com muita veemência em alguns arraiais, especialmente os televisivos, deve ser mostrada em amor e mansidão (I Pe. 3.15). É assim que o nome de Jesus é glorificado, e a Igreja é vista como instrumento de graça, e alcança o mundo distanciado de Deus (At. 2.47).

BIBLIOGRAFIA

OLIVEIRA, A. G. Os frutos do Espírito. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

OLIVEIRA, F. T. As obras da carne e o fruto do Espírito. São Paulo: Reflexão, 2016.

Publicado no blog Subsídio EBD

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