Perseverando na Fé – Pr. Luiz Henrique

Perseverando na Fé – Pr. Luiz Henrique

Lição 12, Perseverando na Fé

4º Trimestre de 2017 – Título: A Obra da Salvação – JESUS CRISTO é o Caminho, e a Verdade e a Vida.

Comentarista: Pr. Claiton Ivan Pommerening, Assembleia de DEUS de Joinvile, SC.

Complementos, Ilustrações e Vídeos: Pr. Luiz Henrique de Almeida Silva – 99-99152-0454.

AJUDA –http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao5-ist-3tr15-apostasia-fidelidade-diligencia-no-ministerio.htmhttp://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao1-eemp-1tr13-aapostasianoreinodedeus.htmhttp://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao2-vemofim-ofimvemadoutrinadasultimascoisas.htmhttp://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao9-es-pecadoscontraoespiritosanto.htmhttps://ebdnatv.blogspot.com.br/2017/12/figuras-da-licao-12perseverando-na-fe.html  FIGURAS

TEXTO ÁUREO “Ao que vencer, lhe concederei que se assente comigo no meu trono, assim como eu venci e me assentei com meu Pai no seu trono” (Ap 3.21). 

VERDADE PRÁTICA A vida cristã exige perseverança, coragem e determinação. Há uma gloriosa promessa para quem perseverar até o fim.  

LEITURA DIÁRIA 

Segunda — Gl 6.9,10 Perseverando em fazer o bem 

Terça — Tg 1.2-4 Quando a perseverança amadurece a nossa caminhada de fé 

Quarta — Fp 3.13,14 Mantendo os olhos fixos em CRISTO JESUS 

Quinta — Mc 13.13 A promessa para quem perseverar até o fim 

Sexta — Ap 3.11 Guardando o que tem para ninguém roubar a nossa coroa 

Sábado — 2Ts 2.16,17 Consolando o coração durante a caminhada da fé 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE- 2 Timóteo 4.6-8. 6 — Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo. 7 — Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. 8 — Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.

OBJETIVO GERAL

Mostrar que a vida cristã exige perseverança, coragem e determinação. 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

I. Explicar que é preciso perseverar na fé cristã;

II. Mostrar o perigo da apostasia;

III. Compreender que em CRISTO estamos seguros. 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Somos gratos a DEUS por nossa salvação mediante a fé em JESUS CRISTO. Agora como filhos de DEUS precisamos perseverar fiéis até o fim. Devemos buscar a DEUS, rejeitar o pecado e resistir à apostasia que é uma transgressão irrestrita capaz de levar a pessoa a um estado de cauterização da mente, tornando-a insensível à voz do ESPÍRITO SANTO, sendo portanto um caminho sem volta. 

PONTO CENTRAL –  Em caso de apostasia da fé em CRISTO existe a possibilidade de se perder a salvação. 

Resumo da Lição 12: Perseverando na Fé

I. A PERSEVERANÇA BÍBLICA

1. Conceito bíblico de perseverança. 

2. Provisão divina e cooperação humana. 

II. O PERIGO DA APOSTASIA

1. Conceituando apostasia. 

2. A prática da apostasia. 

III. SEGUROS EM CRISTO

1. CRISTO garante a salvação.

2. A alegria da salvação. 

3. A certeza da vida eterna.  

SÍNTESE DO TÓPICO (I) É preciso permanecer em CRISTO até o fim.

SÍNTESE DO TÓPICO (II) A apostasia pode levar à perda da salvação.

SÍNTESE DO TÓPICO (III)  Se permanecermos fiéis a CRISTO estaremos seguros até o fim. 

PARA REFLETIR- A respeito de perseverando na fé, responda:Qual é o conceito bíblico de perseverança?

Perseverar remonta a ideia de permanecer, resistir, em nosso caso, não desistir da fé cristã em tempos de tentação, aflição, angústia, provação e perseguição.

Aponte alguns meios promotores de perseverança.Alguns meios são: cultivar a vida de oração; submeter-se ao senhorio de CRISTO no enfrentamento das provações; manter o coração e a mente protegidos sob o escudo da fé para desfazer as investidas de Satanás; cultivar a humildade que livra da queda e do tropeço; em tudo dar graças pela vontade de DEUS; e, por fim, cultivar a esperança, mantendo os olhos na eternidade, aguardando o nosso Salvador voltar.

O que é a apostasia?Apostasia, do gr. apostásis, que significa afastamento, remonta ao “abandono premeditado e consciente da fé cristã”.

O que garante a certeza de sermos conservados irrepreensíveis?A fidelidade de CRISTO nos garante a certeza de sermos conservados irrepreensíveis até sua vinda.

Em que está firmado a nossa certeza da vida eterna?O nosso fundamento na certeza da vida eterna não está firmado no mérito próprio, mas única e exclusivamente no mérito da obra salvífica de CRISTO JESUS.  

SUBSÍDIO TEOLÓGICO- TOP1 –  Perseverar

“[Do gr. hupomone; do lat. perseverantia]. Constância, tenacidade. Capacitação que o crente recebe, através do ESPÍRITO SANTO, para permanecer fiel até a vinda de CRISTO JESUS. No grego, o termo serve para ilustrar a coragem demonstrada pelo soldado em plena batalha. Perseverança é a virtude varonil que só o filho de DEUS pode ter” (ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. 13ª Edição. RJ: CPAD, 2004, p.298). CONSULTE – Revista Ensinador Cristão – CPAD, nº 72, p42.

Lição 12, Perseverando na Fé

4º Trimestre de 2017 – Título: A Obra da Salvação – JESUS CRISTO é o Caminho, e a Verdade e a Vida.

Comentarista: Pr. Claiton Ivan Pommerening, Assembleia de DEUS de Joinvile, SC.

Complementos, Ilustrações e Vídeos: Pr. Luiz Henrique de Almeida Silva – 99-99152-0454.

AJUDA –

http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao5-ist-3tr15-apostasia-fidelidade-diligencia-no-ministerio.htm

http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao1-eemp-1tr13-aapostasianoreinodedeus.htm

http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao2-vemofim-ofimvemadoutrinadasultimascoisas.htm

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https://www.slideshare.net/henriqueebdnatv/slides-da-lio-12-perseverando-na-f-4tr17-pr-henrique-ebd-na-tv SLIDES

 

TEXTO ÁUREO

 “Ao que vencer, lhe concederei que se assente comigo no meu trono, assim como eu venci e me assentei com meu Pai no seu trono” (Ap 3.21).

 

VERDADE PRÁTICA

 A vida cristã exige perseverança, coragem e determinação. Há uma gloriosa promessa para quem perseverar até o fim.

 

LEITURA DIÁRIA

 Segunda — Gl 6.9,10 Perseverando em fazer o bem

 Terça — Tg 1.2-4 Quando a perseverança amadurece a nossa caminhada de fé

 Quarta — Fp 3.13,14 Mantendo os olhos fixos em CRISTO JESUS

 Quinta — Mc 13.13 A promessa para quem perseverar até o fim

 Sexta — Ap 3.11 Guardando o que tem para ninguém roubar a nossa coroa

 Sábado — 2Ts 2.16,17 Consolando o coração durante a caminhada da fé

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE- 2 Timóteo 4.6-8.

 6 — Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo. 7 — Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. 8 — Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.

 

OBJETIVO GERAL

Mostrar que a vida cristã exige perseverança, coragem e determinação.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  1. Explicarque é preciso perseverar na fé cristã;
  2. Mostraro perigo da apostasia;

III. Compreender que em CRISTO estamos seguros.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Somos gratos a DEUS por nossa salvação mediante a fé em JESUS CRISTO. Agora como filhos de DEUS precisamos perseverar fiéis até o fim. Devemos buscar a DEUS, rejeitar o pecado e resistir à apostasia que é uma transgressão irrestrita capaz de levar a pessoa a um estado de cauterização da mente, tornando-a insensível à voz do ESPÍRITO SANTO, sendo portanto um caminho sem volta.

 

PONTO CENTRAL –  Em caso de apostasia da fé em CRISTO existe a possibilidade de se perder a salvação.

 

Resumo da Lição 12: Perseverando na Fé

  1. A PERSEVERANÇA BÍBLICA
  2. Conceito bíblico de perseverança.
  3. Provisão divina e cooperação humana.
  4. O PERIGO DA APOSTASIA
  5. Conceituando apostasia.
  6. A prática da apostasia.

III. SEGUROS EM CRISTO

  1. CRISTO garante a salvação.
  2. A alegria da salvação.
  3. A certeza da vida eterna.

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I) É preciso permanecer em CRISTO até o fim.

SÍNTESE DO TÓPICO (II) A apostasia pode levar à perda da salvação.

SÍNTESE DO TÓPICO (III)  Se permanecermos fiéis a CRISTO estaremos seguros até o fim.

 

PARA REFLETIR- A respeito de perseverando na fé, responda:

Qual é o conceito bíblico de perseverança?

Perseverar remonta a ideia de permanecer, resistir, em nosso caso, não desistir da fé cristã em tempos de tentação, aflição, angústia, provação e perseguição.

Aponte alguns meios promotores de perseverança.

Alguns meios são: cultivar a vida de oração; submeter-se ao senhorio de CRISTO no enfrentamento das provações; manter o coração e a mente protegidos sob o escudo da fé para desfazer as investidas de Satanás; cultivar a humildade que livra da queda e do tropeço; em tudo dar graças pela vontade de DEUS; e, por fim, cultivar a esperança, mantendo os olhos na eternidade, aguardando o nosso Salvador voltar.

O que é a apostasia?

Apostasia, do gr. apostásis, que significa afastamento, remonta ao “abandono premeditado e consciente da fé cristã”.

O que garante a certeza de sermos conservados irrepreensíveis?

A fidelidade de CRISTO nos garante a certeza de sermos conservados irrepreensíveis até sua vinda.

Em que está firmado a nossa certeza da vida eterna?

O nosso fundamento na certeza da vida eterna não está firmado no mérito próprio, mas única e exclusivamente no mérito da obra salvífica de CRISTO JESUS.

 

 SUBSÍDIO TEOLÓGICO- TOP1 –  Perseverar

“[Do gr. hupomone; do lat. perseverantia]. Constância, tenacidade. Capacitação que o crente recebe, através do ESPÍRITO SANTO, para permanecer fiel até a vinda de CRISTO JESUS. No grego, o termo serve para ilustrar a coragem demonstrada pelo soldado em plena batalha. Perseverança é a virtude varonil que só o filho de DEUS pode ter” (ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. 13ª Edição. RJ: CPAD, 2004, p.298).

 

CONSULTE – Revista Ensinador Cristão – CPAD, nº 72, p42.

 

Comentários do Pr. Henrique

Observações

E o mesmo DEUS de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor JESUS CRISTO. 1 Tessalonicenses 5:23

 

Tem gente que não sabe nada sobre presciência de DEUS – Presciência significa saber antes e não interferir antes.
Na Bíblia vemos vários crentes salvos que depois apostataram da fé e foram excluídos da salvação. – Por exemplo Judas Iscariotes (Mc 3:14,19; Jo 18:2), Simão o mago (At 8:9-24) e Demas (2 Tm 4:10).

Efésios 2: 8. Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de DEUS; 9. não vem das obras, para que ninguém se glorie.

Graça é JESUS morrendo por nós na cruz e ressuscitando. Isso é que é dom de DEUS (deu de presente, sem merecimento nosso). A fé é nossa e é individual. VEJA JESUS FALANDO QUE A FÉ É DO HOMEM E logo JESUS, estendendo a mão, segurou-o, e disse-lhe: Homem de pouca fé, por que duvidaste? Mateus 14:31

E JESUS lhes disse: Por causa de vossa incredulidade; porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível. Mateus 17:20

Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de DEUS é a vida eterna, por CRISTO JESUS nosso Senhor. Romanos 6:23

Falsos profetas e falsos mestres não são joio.
Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós. Mateus 23:15

 

“Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.” – Apocalipse 3:11.
Guardar. Só guardamos se houver ladrão, senão não precisaríamos guardar.
Existe um no mundo que veio matar, roubar e destruir.
Nós recebemos de DEUS a salvação. Coroa de glória e honra. Recebemos a filiação de DEUS. Somos filhos amados.

Porque, qual é a nossa esperança, ou gozo, ou coroa de glória? Porventura não o sois vós também diante de nosso Senhor Jesus Cristo em sua vinda? 1 Tessalonicenses 2:19
Somos a imagem e semelhança de DEUS.
O diabo quer roubar isso de nós. CUIDADO.
O cuidado que devemos tomar é vigiar, orar, jejuar, estudar e meditar a bíblia. Estarmos ocupados na obra de DEUS.
Combatermos o pecado, primeiro em nós e depois, em todo lugar que estiver.

στεφανος stephanos
coroa – a bem-aventurança eterna que é concedida como prêmio ao genuínos servos de DEUS.
λαμβανω lambano
Tomar – pegar pelo astúcia (capturar, usado de caçadores, pescadores, etc.), lograr alguém pela fraude.
ερχομαι erchomai
Venho – vir de um lugar para outro. Usado tanto de pessoas que chegam quanto daquelas que estão retornando
– aparecer, apresentar-se, vir diante do público
JESUS VEM NOS BUSCAR. SÓ SERÁ ARREBATADO QUE ESTIVER EM COMUNHÃO COM O ESPÍRITO SANTO. CUIDADO PARA NÃO APOSTATAR DA FÉ.

 

Calvinista diz que Apocalipse não pertence a bíblia – Chegam a dizer que é história e é mentira o que está ali registrado.

 E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, DEUS tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro.
Apocalipse 22:19
A doutrina calvinista quer tirar da igreja as manifestações do ESPÍRITO SANTO, pois o diabo sabe que isso é que atrai pessoas para o evangelho e comprova o verdadeiro evangelho.

Calvinismo é seita heréticas – CUIDADO com os falsos “irmãos”.

E Judas, irmão de Tiago, e Judas Iscariotes, que foi o traidor. Lucas 6:16
Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos; 2 Coríntios 11:26
E isto por causa dos falsos irmãos que se intrometeram, e secretamente entraram a espiar a nossa liberdade, que temos em CRISTO JESUS, para nos porem em servidão; Gálatas 2:4

 

INTRODUÇÃO

O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Romanos 8:16

Dentro de nós habita o ESPÍRITO SANTO e saber manter comunhão com este ESPÍRITO, que é DEUS mesmo, vai nos manter salvos. Se desejar saber se continua salvo basta perguntar ai dentro.

Pois nele se alegra o nosso coração; porquanto temos confiado no seu santo nome. Salmos 33:21 Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. Romanos 14:17

Veja que a verdadeira alegria vem de DEUS, vem do ESPÍRITO SANTO que em nós habita. Portanto só os salvos possuem esta alegria.

Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? 1 Coríntios 6:19 – Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? 1 Coríntios 3:16

Como só podemos manter a comunhão com o ESPÍRITO SANTO estando em CRISTO, temos que tomar muito cuidado para não perder esta salvação. A apostasia pode atingir ao crente que não ora e não lê e estuda a Bíblia.

 

Dia 13-12-17 – Dois pastores suicidaram-se – Cada um assassinou a si mesmo. Perderam a salvação.
O calvinismo ensina que não se perde a salvação porque DEUS não deixa os escolhidos se perderem. Lorota. Não vigia não para ver…

Judas foi escolhido por JESUS, saiu com os doze para evangelizar, expulsar demônios, curar enfermos, ressuscitar mortos, depois saiu com os setenta e fêz o mesmo. Andou com JESUS, Viu os milagres de JESUS, Ouviu os sermões de JESUS. Ouviu os ensinos de JESUS. Viu JESUS orar, jejuar. Mesmo assim, desviou-se.

Judas acabou atirando as moedas no Templo antes de retirar-se para ir se enforcar (Mateus 27:4,5). 

Judas, “precipitando-se, rebentou pelo meio, e todas suas entranhas se derramaram” (Atos 1:18). 

Judas se desviou, para ir para o seu próprio lugar” (Atos 1:25). VEJA – SE DESVIOU.

 

  1. A PERSEVERANÇA BÍBLICA
  2. Conceito bíblico de perseverança.

O termo ‘apostasia’ só aparece quatro vezes na Bíblia: duas no plural (Jr 2.19; 5.6) e duas no singular (Jr 8.5; 2 Ts 2.3). O escritor da Epístola aos Hebreus, parece querer ligar o pecado imperdoável com o da “apostasia”, manifestada pela descrença no poder do ESPÍRITO SANTO e na eficácia da Palavra de DEUS. Ele diz: “Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o Dom celestial, e se fizeram participantes do Es­pírito SANTO, e provaram a boa palavra de DEUS, e as virtudes do século futuro, e recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quan­to a eles, de novo crucificam o Filho de DEUS, e o expõem ao vitupério” (Hb 6.4-6). A apostasia leva a pessoa a retroceder na vida espiritual e impossibilita o sentimento de arrependimento. A missão sombria da apostasia é neutralizar a operação miraculosa do ESPÍRITO SANTO e desviar a mente da verdade divina revelada nas Escrituras. Foi este, portanto, o sentido (de desvio da fé) empregado por Jeremias, quando denuncia Israel do pecado de apostasia. Então ele diz: “A tua malícia te castigará, e as tuas apostasias te repreenderão; sabe, pois, e vê que mal e quão amargo é deixares ao Senhor teu DEUS, e não teres em ti o meu temor, diz o Senhor DEUS dos Exércitos […] Dize-lhes mais: Assim diz o Senhor: Porventura cairão e não se tomarão a levantar? Desviar-se-ão, e não voltarão? Por que, pois, se desvia este povo de Jerusalém com uma apostasia tão contínua? Persiste no engano, não quer voltar” (Jr 2.19; 5.6; 8.4,5). No Novo Testamento, muitas heresias disseminadas por seitas gnósticas atingiram não somente as igrejas dos gentios, mas contaminou também uma boa parte das igrejas judaicas, às quais a Epístola aos Hebreus se dirigia.

 

  1. Provisão divina e cooperação humana.

É POSSÍVEL UM CRENTE TER SEU NOME RISCADO DO LIVRO DA VIDA??? Evidente que sim.

Êx 32.32 Agora, pois, perdoa o seu pecado; se não, risca-me, peço-te, do teu livro, que tens escrito. CLARO QUE É PÓSSÍVEL PERDER A SALVAÇÃO.

 

A Bíblia ensina que o crente pode perseverar na sua fé, mas também pode deixar de perseverar e cair em apostasia e perder sua salvação.
Paulo diz que não atingiu a perfeição – isso nos mostra que a doutrina calvinista da perfeição do crente aqui na Terra é falsa e incoerente com a Bíblia. Só a teremos no céu, após o arrebatamento.
Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por CRISTO JESUS. Filipenses 3:12

Sobre A astúcia do Diabo. Além da fragilidade humana, o crente precisa perseverar porque o tentador procura nos derrubar (1 Pe 5.8). Toda tentação é proveniente da própria natureza humana (1 Co 10.13; Tg 1.13-15), todavia, o principal agente da tentação é Satanás (Mt 4.3; Lc 4.2; 1 Ts 3.5; Tg 4.7). Precisamos estar vigilantes e fortalecermo-nos no Senhor a fim de vencer as batalhas espirituais, que somos submetidos (Ef 6.10-18).

 

Ananias e Safira perderam a salvação – Então Pedro lhe disse: Por que é que entre vós vos concertastes para tentar o ESPÍRITO do Senhor? Eis aí à porta os pés dos que sepultaram o teu marido, e também te levarão a ti. E logo caiu aos seus pés, e expirou. E, entrando os moços, acharam-na morta, e a sepultaram junto de seu marido. E houve um grande temor em toda a igreja, e em todos os que ouviram estas coisas. E muitos sinais e prodígios eram feitos entre o povo pelas mãos dos apóstolos. E estavam todos unanimemente no alpendre de Salomão. Atos 5:9-12
De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de DEUS, e tiver por profano o sangue da aliança com que foi santificado, e fizer agravo ao ESPÍRITO da graça? Hebreus 10:29

 

 

Objeções ao Calvinismo e ao salvo para sempre dos batistas tradicionais

1. Primeira objeção
A doutrina da perseverança invalida as advertências sobre a necessidade que os crentes tem de se esforçarem para permanecerem na fé (Mt 10:22; Lc 13:24; Jo 8:31; Jo 15:5; 1 Co 16:13; Cl 1:29; Hb 3:14; Tg 2:5; Ap 2:10; Ap 3:11). Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de DEUS creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam. Hebreus 11:6

2. Segunda objeção
“os casos de apostasia” que se encontram registrados na Bíblia. Por exemplo Judas Iscariotes (Mc 3:14,19; Jo 18:2), Simão o mago (At 8:9-24) e Demas (2 Tm 4:10). Ananias e Safira – E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou. E um grande temor veio sobre todos os que isto ouviram. Atos 5:5.

3. Terceira objeção
Qualquer verdadeiro crente pode perder a sua salvação. Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do ESPÍRITO SANTO, E provaram a boa palavra de DEUS, e as virtudes do século futuro, E recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de DEUS, e o expõem ao vitupério. Hebreus 6:4-6
a) Aqueles que uma vez foram iluminados.
b) Tornaram-se participantes do ESPÍRITO SANTO.
c) Provaram da boa Palavra de DEUS.
d) Provaram dos poderes do mundo vindouro.
e) É impossível renová-los para arrependimento.

4. Quarta objeção
A doutrina da perseverança dos santos torna fútil toda exortação e mandamento bíblico.
Não matarás.Não adulterarás.Não furtarás. Êxodo 20:13-15

5. Quinta objeção
A doutrina da perseverança dos santos pode nutrir um sentimento de segurança carnal numa pessoa não convertida. (A pessoa ímpia vai imaginar que ser crente é poder viver e fazer o que desejar) – Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde? Romanos 6:1

6. Sexta objeção
A doutrina da perseverança dos santos conduz à uma vida indolente e imoral. (Rm 6:14; Ef 1:4). E o mesmo DEUS de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor JESUS CRISTO. 1 Tessalonicenses 5:23

7. Sétima objeção
A doutrina da perseverança dos santos não se harmoniza com a liberdade humana.
Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, Deuteronômio 30:19 (ESCOLHE)

8. Oitava objeção
A doutrina da Perseverança dos Verdadeiros Crentes anula a responsabilidade humana.
Mas o ESPÍRITO expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; 1 Timóteo 4:1

Doutrina Dos batistas Tradicionais diz: “uma vez salvos, salvos para sempre” – não tem amparo concreto nas Escrituras.
* Dos calvinistas diz: DEUS vai te guardar do pecado e você Alcançará a salvação pois DEUS te escolheu antes da fundação do mundo para ser salvo e como Ele é soberano não permitirá que você morra apóstata mesmo que tenha vivido a vida toda de crente na apostasia. – não tem amparo concreto nas Escrituras.

 

Não existe graça irresistível como ensinam os calvinistas – Teologia Sistemática Pentecostal – CPAD

O homem através dos tempos tem resistido a DEUS, por sua incredulidade e rebeldia (At 7.51; I Ts 5.19Pv 1.23-30Mt 23.372 Pe 2.21Hb 6.6,7Tg 5.19). Ora, a ação do ESPÍRITO SANTO no pecador, para que se salve, é persuasiva, e não compulsória: “Assim que, sabendo o temor que se deve ao Senhor, persuadimos os homens à fé, mas somos manifestos a DEUS; e espero que, na vossa consciência, sejamos também manifestos” (2 Co 5.11).

Um cristão salvo pode vir a se perder; pode, sim, desviar-se, cair em pecado e perecer, caso não se arrependa ante a insistência do ESPÍRITO SANTO (Ez 18.24,2633.18Hb 3.12-145.9I Tm 4.15.15; 12.25; 2 Pe 3.17;2.20-22Rm 11.21,22ITs 5.15Dt 30.19I Cr 28.92 Cr 15.2I Co 10.12Jo 15.6). Essa verdade fica ainda mais evidente quando consideramos o “se” condicional quanto à salvação (Hb 2.33.6,14Cl 1.22,23), bem como a condição: “ao que vencer”, que aparece sete vezes em Apocalipse 2 e 3.

As palavras de JESUS em João 6.37 — “Todo o que o Pai me dá, esse virá a mim, e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora” — significam que DEUS destinou à salvação, não somente este ou aquele indivíduo, mas sim todo aquele que nEle crê (Jo 3.16). Ou seja, tal passagem refere-se ao fato de DEUS aceitar o pecador quando este vem a Ele.

Outro texto empregado pelos calvinistas é João 10.27,28: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; e dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará das minhas mãos”. Note que o versículo 27 mostra as condições da ovelha, para que ela nunca venha a perecer, nem sair das mãos de JESUS e do Pai (cf. Jo 6.67).

Se não há perigo de queda definitiva para o crente, por que a Bíblia adverte com tanta ênfase para que ninguém caia (I Co 10.12Hb 3.12Jo 15.6I Tm 4.1 [“apostatarão”]; 2Ts 2.3 [“apostasia”]; Pv 16.1828.14Ap 2.4,5)? Porque; se viverdes segundo a carne, morrereis… (Rm 8.13).

Portanto, irmãos, procurai Jazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis (2 Pe 1.10).

Antes, subjugo o meu corpo e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado (l Co 9.27).

… porquanto vos desvíastes do Senhor, o Senhor não será convosco (Nm 14.43).

O verdadeiro significado da predestinação. Em I Timóteo 2.4, está escrito: “DEUS quer que todos os homens se salvem”. Nisto está incluído o mundo inteiro que queira. De fato, todos os que verdadeiramente crêem, se salvam; somos testemunhas disso. O Senhor predestinou à salvação todo aquele que aceitar a JESUS.

A predestinação fatalista da alma, como ensinada pelos calvinistas, bem como a dependente de obras humanas, propalada pelos arminianistas, não têm apoio na Palavra de DEUS. O termo original de onde provém a nossa palavra “predestinação” (gr. proorizo) significa “destinar de antemão”, “predeterminar”, “preestabelecer”, “prefixar”, “preeleger”, etc.

Esse vocábulo aparece seis vezes no Novo Testamento, variavelmente traduzido, dependendo da versão utilizada. Na versão Revista e Corrigida (ARC), a palavra aparece nas seguintes passagens:

Atos 4.28 — “anteriormente determinado”.

Romanos 8.29 — “predestinou”.

Romanos 8.30 — “predestinou”.

I Coríntios 2.7 — “ordenou antes”.

Efésios 1.5—“predestinou”.

Efésios 1.11 — “predestinados”.

A predestinação que a Bíblia realmente ensina não é a de uns para a vida eterna e a de outros para a perdição eterna. A predestinação é para os que quiserem ser salvos, conforme lemos em 2 Tessalonicenses 2.13 e 2 Timóteo 2.10: “DEUS nos escolheu desde o princípio para a salvação”; “Escolhidos para que também alcancem a salvação”.

Eleição é o ato divino pelo qual DEUS escolhe ou elege um povo para si, para salvá-lo (2Ts 2.13). Predestinação é o ato de DEUS determinar o futuro desse povo. No Novo Testamento, esse povo é a Igreja, o Corpo de CRISTO, o povo salvo (Ef 1.22,23).

Na predestinação de DEUS para a Igreja está a sua conformação à imagem do Filho de DEUS (Rm 8.29), a sua chamada para a salvação (Rm 8.30), a sua justificação (Rm 8.30) e a sua glorificação (Rm 8.30). Essa conformação depende de chamada, justificação e glorificação do crente. E depende, ainda, da santidade de DEUS (Ef 1.4) e da adoção de filhos (Ef 1.5).

Outrossim, a eleição divina não consiste somente na soberania de DEUS, mas também na sua graça (Rm 11.5).

A real segurança da salvação. O crente está seguro quanto à sua salvação enquanto permanecer em CRISTO (Jo 15.1-6). Não há segurança fora de JESUS e do seu aprisco. Não há segurança espiritual para ninguém, estando em pecado (cf. Rm 8.13Hb 3.65.9). JESUS guarda o crente do pecado; e não no pecado.

Somos mantidos em CRISTO pelo seu poder, mediante a nossa fé nEle (I Pe 1.5; Jd v.20; 2 Co I.24b). A salvação é eterna para os que obedecem ao Senhor (Hb 5.9I Co 15.1,2). Estamos em pé pela fé em CRISTO, e não pela predestinação: “tu estás em pé pela fé” (Rm 11.20); “se é que permaneceis firmes e fundados na fé” (Cl 1.22,23); “DEUS é salvador de todos, mas principalmente dos fiéis [lit. “dos que crêem”]” (I Tm 4.10).

Há vários outros textos que também mostram a segurança do crente somente enquanto este está em CRISTO:

Pois que tão encarecidamente me amou, também eu o livrarei; pô-lo-ei num alto retiro, porque conheceu o meu nome (Sl 91.14).

Tenho posto o Senhor continuamente diante de mim; por isso que ele está à minha mão direita, nunca vacilarei (Sl 16.8).

Porque nos tornamos participantes de CRISTO, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim (Hb 3.14).

…eu sei em quem tenho crido e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele Dia (2 Tm 1.12).

[Senhor JESUS CRISTO, o qual vos confirmará também até ao fim, para serdes irrepreensíveis no Dia de nosso Senhor JESUS CRISTO (l Co 1.8).

O crente deve obedecer a DEUS; não para que a sua obediência o salve ou o mantenha salvo, mas como uma expressão da sua salvação, do seu amor e da sua gratidão para com aquEle que o salvou. Não nos tornamos salvos por aquilo que fazemos ou deixamos de fazer, mas pela fé em JESUS CRISTO (At 16.31). A conservação da salvação também vem pela fé em CRISTO, pois está escrito: “O justo viverá da fé” (Rm I.17).

 

  1. O PERIGO DA APOSTASIA
  2. Conceituando apostasia. 

Apostasia (em grego antigo απόστασις [apóstasis], “estar longe de”), não se refere a um mero desvio ou um afastamento temporário em relação à sua fé e à prática religiosa. Tem o sentido de um afastamento definitivo e deliberado de alguma coisa, uma renúncia de sua anterior fé ou da sã doutrina. Pode manifestar-se abertamente ou de modo oculto (2 Pe 2.1). O apóstolo Paulo advertiu aos cristãos do Novo Testamento dizendo que, antecipando a vinda do Anticristo, a apostasia viria como sombria precursora. Assim disse ele: “Ninguém, de maneira alguma, vos engane, porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição” (2 Ts 2.3). O termo ‘apostasia’ é usado muitas vezes para designar tudo aquilo que é ‘espúrio’ ou ‘rejeitado’. Contudo, apostasia, no conceito das Escrituras, apresenta um sentido mais vasto e mais sombrio que vai além daquilo que é humano ou apenas social. Está profetizado no Novo Testamento que a apostasia procurava se infiltrar no seio da Igreja Cristã. Para muitos estudiosos das Escrituras, apostasia é o mesmo que abominação da desolação. Assim, em vários períodos da história do povo de Israel e da Igreja Cristã, a apostasia esteve presente como arma sombria e avassaladora.

 

  1. A prática da apostasia.

A APOSTASIA PESSOAL
Hb 3.12 “Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do DEUS vivo”.
A apostasia (gr. apostásis) aparece duas vezes no NT como substantivo (At 21.21; 2Ts 2.3) e, aqui em Hb 3.12, como verbo (gr. aphistemi, traduzido “apartar”). O termo grego é definido como decaída, deserção, rebelião, abandono, retirada ou afastar-se daquilo a que antes se estava ligado; afastamento, abandono premeditado e consciente da fé cristã.

(1) Apostatar significa cortar o relacionamento salvífico com CRISTO, ou apartar-se da união vital com Ele e da verdadeira fé nEle. Sendo assim, a apostasia individual é possível somente para quem já experimentou a salvação, a regeneração e a renovação pelo ESPÍRITO SANTO (cf. Lc 8.13; Hb 6.4,5); não é simples negação das doutrinas do NT pelos inconversos dentro da igreja visível. A apostasia pode envolver dois aspectos distintos, embora relacionados entre si:

(a) a apostasia teológica, i.e., a rejeição de todos os ensinos originais de CRISTO e dos apóstolos ou dalguns deles (1Tm 4.1; 2Tm 4.3); e

(b) a apostasia moral, i.e., aquele que era crente deixa de permanecer em CRISTO e volta a ser escravo do pecado e da imoralidade (Is 29.13; Mt 23.25-28; Rm 6.15-23; 8.6-13).

(2) A Bíblia adverte fortemente quanto à possibilidade da apostasia, visando tanto nos alertar do perigo fatal de abandonar nossa união com CRISTO, como para nos motivar a perseverar na fé e na obediência. O propósito divino desses trechos bíblicos de advertência não deve ser enfraquecido pela idéia que afirma: “as advertências sobre a apostasia são reais, mas a sua possibilidade, não”. Antes, devemos entender que essas advertências são como uma realidade possível durante o nosso viver aqui, e devemos considerá-las um alerta, se quisermos alcançar a salvação final. Alguns dos muitos trechos do NT que contêm advertências são: Mt 24.4,5,11-13; Jo 15.1-6; At 11.21-23; 14.21,22; 1Co 15.1,2; Cl 1.21-23; 1Tm 4.1,16; 6.10-12; 2Tm 4.2-5; Hb 2.1-3; 3.6-8,12-14; 6.4-6; Tg 5.19,20; 2Pe 1.8-11; 1Jo 2.23-25.
1 Tm 4.1 –  Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios;


(3) Exemplos da apostasia propriamente dita acham-se em Êx 32; 2Rs 17.7-23; Sl 106; Is 1.2-4; Jr 2.1-9; At 1.25; Gl 5.4; 1Tm 1.18-20; 2Pe 2.1,15,20-22; Jd 4,11-13; a apostasia, segundo a Bíblia, ocorrerá dentro da igreja professa nos últimos dias desta era:
Ocorrerá a “apostasia” (gr. apostasia), que literalmente significa “desvio’’, “afastamento’’, “abandono’’ (2.3). Nos últimos dias, um grande número de pessoas da igreja apartar-se-á da verdade bíblica.
(a) Tanto o apóstolo Paulo quanto CRISTO revelam um quadro difícil da condição de grande parte da igreja — moral, espiritual e doutrinariamente — à medida que a era presente chega ao seu fim (cf. Mt 24.5, 10-13, 24; 1Tm 4.1; 2Tm 4.3,4). Paulo, principalmente, ressalta que nos últimos dias elementos ímpios ingressarão nas igrejas em geral.
(b) Essa “apostasia” dentro da igreja terá duas dimensões.

(i) A apostasia teológica, que é o desvio de parte ou totalidade dos ensinos de CRISTO e dos apóstolos, ou a rejeição deles (1Tm 4.1; 2 Tm 4.3). Os falsos dirigentes apresentarão uma salvação fácil e uma graça divina sem valor, desprezando as exigências de CRISTO quanto ao arrependimento, à separação da imoralidade, e à lealdade a DEUS e seus padrões (2Pe 2.1-3,12-19). Os falsos evangelhos, voltados a interesses humanos, necessidades e alvos egoístas, gozarão de popularidade.

(ii) A apostasia moral, que é o abandono da comunhão salvífica com CRISTO e o envolvimento com o pecado e a imoralidade. Esses apóstatas poderão até anunciar a sã doutrina bíblica, e mesmo assim nada terem com os padrões morais de DEUS (Is 29.13; Mt 23.25-28).

Muitas igrejas permitirão quase tudo para terem muitos membros, dinheiro, sucesso e prestígio (ver 1Tm 4.1). O evangelho da cruz, com o desafio de sofrer por CRISTO (Fp 1.29), de renunciar todo pecado (Rm 8.13), de sacrificar-se pelo reino de DEUS e de renunciar a si mesmo será algo raro (Mt 24.12; 2Tm 3.1-5; 4.3).
(c) Tanto a história da igreja, como a apostasia predita para os últimos dias, advertem a todo crente a não pressupor que o progresso do reino de DEUS é infalível na sua continuidade, no decurso de todas as épocas e até o fim. Em determinado momento da história da igreja, a rebelião contra DEUS e sua Palavra assumirá proporções espantosas. No dia do Senhor, cairá a ira de DEUS contra os que rejeitarem a sua verdade (1Ts 5.2-9).
(d) O triunfo final do reino de DEUS e sua justiça no mundo, portanto, depende não do aumento gradual da igreja professa, mas da intervenção final de DEUS, quando Ele se manifestará ao mundo com justo juízo (Ap 19—22; ver 2Ts 2.7,8; 1Tm 4.1; 2Pe 3.10-13; Jd).

(4) Os passos que levam à apostasia são:
(a) O crente, por sua falta de fé, deixa de levar plenamente a sério as verdades, exortações, advertências, promessas e ensinos da Palavra de DEUS (Mc 1.15; Lc 8.13; Jo 5.44,47; 8.46).
(b) Quando as realidades do mundo chegam a ser maiores do que as do reino celestial de DEUS, o crente deixa paulatinamente de aproximar-se de DEUS através de CRISTO (4.16; 7.19,25; 11.6).
(c) Por causa da aparência enganosa do pecado, a pessoa se torna cada vez mais tolerante do pecado na sua própria vida (1Co 6.9,10; Ef 5.5; Hb 3.13). Já não ama a retidão nem odeia a iniquidade (ver 1.9).
(d) Por causa da dureza do seu coração (3.8,13) e da sua rejeição dos caminhos de DEUS (v. 10), não faz caso da repetida voz e repreensão do ESPÍRITO SANTO (Ef 4.30; 1Ts 5.19-22; Hb 3.7-11).
(e) O ESPÍRITO SANTO se entristece (Ef 4.30; cf. Hb 3.7,8); seu fogo se extingue (1Ts 5.19) e seu templo é profanado (1Co 3.16). Finalmente, Ele afasta-se daquele que antes era crente (Jz 16.20; Sl 51.11; Rm 8.13; 1Co 3.16,17; Hb 3.14).


(5) Se a apostasia continua sem refreio, o indivíduo pode, finalmente, chegar ao ponto em que não seja possível um recomeço.

(a) Isto é, a pessoa que no passado teve uma experiência de salvação com CRISTO, mas que deliberada e continuamente endurece seu coração para não atender à voz do ESPÍRITO SANTO (3.7-19), continua a pecar intencionalmente (10.26) e se recusa a arrepender-se e voltar para DEUS, pode chegar a um ponto sem retorno em que não há mais possibilidade de arrependimento e de salvação (6.4-6; Dt 29.18-21; 1 Sm 2.25; Pv 29.1). Há um limite para a paciência de DEUS (ver 1 Sm 3.11-14; Mt 12.31,32; 2 Ts 2.9-11; Hb 10.26-29,31; 1 Jo 5.16).

(b) Esse ponto de onde não há retorno, não se pode definir de antemão. Logo, a única salvaguarda contra o perigo de apostasia extrema está na admoestação do ESPÍRITO: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações ( 3.7,8,15; 4.7).


(6) É próprio salientar que, embora a apostasia seja um perigo para todos os que vão se desviando da fé (2.1-3) e que se apartam de DEUS (6.6), ela não se consuma sem o constante e deliberado pecar contra a voz do ESPÍRITO SANTO (ver Mt 12.31, pecado contra o ESPÍRITO SANTO).


(7) Aqueles que, por terem um coração incrédulo, se afastam de DEUS (3.12), podem pensar que ainda são verdadeiros crentes, mas sua indiferença para com as exigências de CRISTO e do ESPÍRITO SANTO e para com as advertências das Escrituras indicam o contrário. Uma vez que alguém pode enganar-se a si mesmo, Paulo exorta todos aqueles que afirmam ser salvos: “Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos” (ver 2 Co 13.5).


(8) Quem, sinceramente, preocupa-se com sua condição espiritual e sente no seu coração o desejo de voltar-se arrependido para DEUS, tem nisso uma clara evidência de que não cometeu a apostasia imperdoável. As Escrituras afirmam com clareza que DEUS não quer que ninguém pereça (2 Pe 3.9; cf. Is 1.18,19; 55.6,7) e declaram que DEUS receberá todos que já desfrutaram da graça salvadora, se arrependidos, voltarem a Ele (cf. Gl 5.4 com 4.19; 1 Co 5.1-5 com 2 Co 2.5-11; Lc 15.11-24; Rm 11.20-23; Tg 5.19,20; Ap 3.14-20; note o exemplo de Pedro, Mt 16.16; 26.74,75; Jo 21.15-22).

 

III. SEGUROS EM CRISTO

  1. CRISTO garante a salvação.

A SEGURANÇA DA SALVAÇÃO – BEP – CPAD
1 Jo 5.13 “Estas coisas vos escrevi, para que saibais que tendes a vida eterna e para que creais no nome do Filho de DEUS.”
O mesmo ESPÍRITO testifica com o nosso espírito que somos filhos de DEUS. Romanos 8:16
Todo cristão deseja ter a certeza da salvação, ou seja: a certeza de que, quando CRISTO voltar ou a morte chegar, esse cristão irá estar com o Senhor, no céu (Fp 1.23; 2Co 5.8). O propósito de João ao escrever esta primeira epístola é que o povo de DEUS tenha esta certeza (5.13). Note que João não declara em parte alguma da carta que uma experiência de conversão vivida apenas no passado proporciona certeza ou garantia da salvação hoje. Supor que possuímos a vida eterna, tendo por base única uma experiência passada, ou uma fé morta, é um erro grave. Esta epístola expõe nove maneiras de sabermos que estamos salvos como crentes em JESUS CRISTO.
Temos a certeza da vida eterna quando cremos “no nome do Filho de DEUS” (5.13; cf. 4.15; 5.1, 5). Não há vida eterna, nem certeza da salvação, sem uma fé inabalável em JESUS CRISTO; fé esta que o confessa como o Filho de DEUS, enviado como Senhor e Salvador nosso.
Temos a certeza da vida eterna quando temos CRISTO como Senhor da nossa vida e procuramos sinceramente guardar os seus mandamentos. “E nisto sabemos que o conhecemos: se guardarmos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu conheço-o e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade. Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de DEUS está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele” (2.3-5; ver também 3.24; 5.2; Jo 8.31, 51; 14.23; Hb 5.9).
Temos a certeza da vida eterna quando amamos o Pai e o Filho, e não o mundo (2.15; cf. 5.4).
Temos a certeza da vida eterna quando habitual e continuamente praticamos a justiça, e não o pecado (2.29). Por outro lado, quem vive na prática do pecado é do diabo (3.7-10; ver 39).
Temos a certeza da vida eterna quando amamos os irmãos (3.14; ver também 2.9-11; 4.7, 12, 20; 51; Jo 13.34,35).
Temos a certeza da vida eterna quando temos consciência da habitação do ESPÍRITO SANTO em nós. “E nisto conhecemos que ele está em nós: pelo ESPÍRITO que nos tem dado” (3.24). Ver também 4.13: “Nisto conhecemos que estamos nele, e ele em nós, pois que nos deu do seu ESPÍRITO”.
Temos a certeza da vida eterna quando nos esforçamos para seguir o exemplo de JESUS e viver como ele viveu (2.6; cf. Jo 13.15).
Temos a vida eterna quando cremos, aceitamos e permanecemos na “Palavra da vida”, i.e., o CRISTO vivo (1.1), e de igual modo procedemos com a mensagem de CRISTO e dos apóstolos, conforme o NT (2.24; cf. 1.1-5; 4.6).
Temos a certeza da vida eterna quando temos um intenso anelo e uma inabalável esperança pela volta de JESUS CRISTO, para nos levar para si mesmo. “Amados, agora somos filhos de DEUS, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos. E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro” (3.2,3; cf. Jo 14.1-3).

Embora haja a possibilidade de o crente apostatar-se da fé, a fidelidade de CRISTO nos garante a certeza de sermos conservados irrepreensíveis até sua vinda (Jd v.1; 1Ts 5.23,24). Podemos nos sentir seguros em CRISTO, pois Ele tem poder de nos manter livres de tropeços (Jd v.24). A oração sacerdotal de JESUS revela muito dessa segurança: “dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará das minhas mãos” (Jo 10.28). ENQUANTO ESTIVERMOS EM CRISTO NADA NOS SEPARARÁ DE CRISTO E DE SUA SALVAÇÃO.

 

  1. A alegria da salvação. 

A alegria de DEUS não é emoção, é uma alegria do ESPÌRITO, é uma alegria que sentimos quando estamos na presença de DEUS.

“As multidões unanimemente prestavam atenção ao que Felipe dizia, porque ouviam e viam os sinais que ele fazia. Os espíritos imundos saíam de muitos que os tinham, clamando em alta voz, e muitos paralíticos e coxos eram curados. Havia grande alegria naquela cidade.” (Atos 8:6-8)

Jesus disse “… A vossa alegria ninguém poderá tirar.” (João 16:22b)

Somos alegres por estarmos em comunhão com CRISTO.
O Apóstolo Paulo disse: “Alegrai-vos sempre no Senhor. Outra vez digo, alegrai-vos.” (Filipenses 4:4)

 

  1. A certeza da vida eterna.

Temos a vida eterna a partir do momento que aceitamos a JESUS como Senhor e Salvador, mas se não perseveramos na santificação, corremos o risco de perdermos o que nos estava garantido.;

Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna. João 6:47

Não somos salvos por nossos próprios méritos, mas pelo sacrifício de JESUS em nosso lugar. Quem faz alguma coisa para conseguir ser salvo por seus próprios méritos está fazendo obra morta. Na verdade a auto-justificação é pecado.

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Efésios 2:8

Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará as vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo? Hebreus 9:14.

Na mesma hora que confessamos a JESUS e cremos que ELE RESSUSCITOU dentre os mortos estamos salvos.

A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Rm 10.9.

 

CONCLUSÃO

A perseverança bíblica é uma certeza para que alcancemos a salvação ao final de nossa vida na terra ou até o arrebatamento. Perseverança é manter nossa salvação em união a CRISTO e tendo a ajuda do ESPÌRITO SANTO,  combatendo contra o pecado, portanto deve haver a provisão divina e a cooperação humana na Perseverança nossa. 

Existe o perigo da apostasia na vida de qualquer cristão. A apostasia é o abandono da fé. O crente pode cair na  apostasia quando permite que o pecado tome conta de si ou que falsas doutrinas preencham seu conhecimento.

estamos seguros em CRISTO que nos garante a salvação se estivermos em comunhão com ELE. Temos a alegria da salvação provinda do ESPÍRITO SANTO que em nós habita e nos da a certeza de salvação e vida eterna com DEUS.

Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. Apocalipse 3:11

 

Comentários de alguns livros com algumas correções do Pr. Henrique É POSSÍVEL PERDER A SALVAÇÃO? As Grandes Doutrinas da Bíblia – Raimundo de Oliveira – CPADNo V Século da nossa era, Agostinho pontificou que o crente, em circunstância alguma, poderá perder a salvação. (copiado depois pelo calvinismo). Segundo ele, o crente uma vez salvo, permaneceria salvo por toda a eternidade, independentemente das suas ações ou atitudes. Esta declaração deu início a um debate doutrinário e teológico que permanece até os nossos dias. Acreditam até que quem se suicida está salvo, pois foi escolhido antes para ser salvo.1. O Argumento das EscriturasUm dos maiores argumentos bíblicos, segundo o qual o crente pode perder a salvação, é a freqüente menção do condicional “se”, com respeito à salvação. As porções bíblicas dadas a seguir demonstram que a salvação como uma experiência humana, depende da situação do crente, e é manifesta em expressões bíblicas tais como: “Permanecer em CRISTO”, “Continuar na fé”, “andar na luz”, “não retroceder”, etc. Segue-se uma lista de trechos das Escrituras onde estas frases aparecem.“Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora” (Jo 15.6).“Se é que permaneceis na fé” (Cl 1.23).– “Se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei” (1 Co 15.2).“Se negligenciardes tão grande salvação” (Hb 2.3).“Se de fato guardarmos firmes até ao fim a confiança” (Hb 3.14).“Se retroceder” (Hb 10.38).“Se, porém, andarmos na luz” (1 Jo 1.7).2. Advertências DiretasA Bíblia contém muitas advertências acerca do perigo de cair da graça divina. Paulo advertiu os santos que achavam que fazendo o que quisessem mesmo assim estariam salvos: “Aquele, pois, que pensa estar em pé, veja que não caia” (1 Co 10.12). O escritor da epístola aos Hebreus advertiu que é possível deixar o coração encher-se de descrença, ao ponto de perder a salvação: “Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do DEUS vivo” (Hb 3.12). A epístola de Judas leva-nos a meditar nos santos do Antigo Testamento, nos dias de Moisés, quando diz: “Quero, pois, lembrar-vos que o Senhor, tendo libertado um povo tirando-o da terra do Egito, destruiu, depois, os que não creram” (Jd v.5). Há uma exortação severa de João, que não deixa dúvida alguma quanto à possibilidade de alguém perder a sua salvação: “O vencedor, de nenhum modo sofrerá o dano da segunda morte” (Ap 2.11). “Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa” (Ap 3.11).3. Exemplos a ConsiderarA Bíblia não apenas ensina sobre a possibilidade de se perder a salvação, como também registra casos de várias pessoas que viraram as costas para DEUS, perdendo por completo a comunhão com Ele. No Antigo Testamento, lemos acerca de Saul que “DEUS lhe mudou o coração” e que “o ESPÍRITO de DEUS se apossou de Saul” (1 Sm 10.9,10). Mais tarde, porém, tomou-se possuído dum espírito maligno, e acabou a sua vida cometendo suicídio. Está dito de Salomão, que na sua juventude “amava ao Senhor, andando nos preceitos de Davi, seu pai” (1 Rs 3.3). Mais tarde, porém, ele rejeitou a DEUS e começou a adorar os falsos deuses (1 Rs 11.1-8). Felizmente, em tempo, retornou a DEUS, não porque fosse predestinado à salvação, mas porque deu lugar ao arrependimento no seu coração. No Novo Testamento, o exemplo mais destacado dum desviado e apóstata, éo de Judas Iscariotes. Judas no princípio era um verdadeiro crente, pois jamais CRISTO confiaria a um pecador o ministério de evangelizar curar enfermos e expulsar demônios (Mt 10.7,8). Porém, já por ocasião da última Ceia Judas havia abandonado a fé. CRISTO sabia que Judas ja não fazia parte do grupo dos salvos. O próprio Judas confirmou isto, quando traiu a CRISTO e cometeu suicídio. Himeneu e Alexandre, dois dos cooperadores de Paulo pós manterem a fé e boa consciência, naufragaram na fé, pelo que Paulo os entregou a Satanás (1 Tm 1.19,20). Demas, outro associado ministerial de Paulo é declarado um ajudante fiel. Estava presente quando Paulo escrevia suas epístolas aos Colossenses e a Filemom (Cl 4.14; Fl v.24). Paulo mesmo o chamou de “cooperador” seu. É, pois, difícil compreender que Demas não fosse um crente verdadeiramente salvo. Apesar disto, mais tarde abandonou a fé, literalmente perdeu a salvação, por causa do seu “amor’ ao presente século” (2 Tm 4.10). Apesar de tudo, o crente não tem porque ter medo. Pois aquele que não dormita e nem dorme, “aquele que te guarda” (Sl 121.3), diz: “Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap 2.10). A APOSTASIA PESSOAL (Estudos Doutrinarios da Biiblia de Estudo Pentecostal) 2 Pedro 2.1-9. –1E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.2E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade;3e, por avareza, farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.4Porque, se DEUS não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o Juízo;5e não perdoou ao mundo antigo, mas guardou a Noé, pregoeiro da justiça, com mais sete pessoas, ao trazer o dilúvio sobre o mundo dos ímpios;6e condenou à subversão as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinza e pondo-as para exemplo aos que vivessem impiamente;7e livrou o justo Ló, enfadado da vida dissoluta dos homens abomináveis8(porque este justo, habitando entre eles, afligia todos os dias a sua alma justa, pelo que via e ouvia sobre as suas obras injustas).9Assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos e reservar os injustos para o Dia de Juízo, para serem castigados.2.1 ENTRE VÓS HAVERÁ TAMBÉM FALSOS MESTRES O ESPÍRITO SANTO adverte repetidas vezes nas Escrituras que surgirão muitos falsos mestres dentro das igrejas. As advertências a respeito de mestres e líderes introduzindo heresias no meio do povo de DEUS foram feitas antes por JESUS (ver Mt 24.11 nota; 24.24,25), e o ESPÍRITO SANTO continuou advertindo através de Paulo (ver 2 Ts 2.7; 1 Tm 4.1; 2 Tm 3.1-5), de Pedro (vv. 1-22), de João (1 Jo 2.18; 4.1; 2 Jo 7,11), de Judas (Jd 3,4,12,18) e das cartas de CRISTO às sete igrejas (ver Ap 2.2,6)
2.1 NEGARÃO O SENHOR QUE OS RESGATOU. De conformidade com Pedro, os falsos mestres dentro da igreja que estavam “negando (gr. arneomai = repudiar ou renunciar) o Senhor que os resgatou” tinham abandonado o caminho certo e se desviado (v. 15), tornando-se “fontes sem água” (v. 17). Antes, eles tinham se livrado da maldade do mundo, mediante JESUS CRISTO, mas agora voltaram a emaranhar-se no pecado (v. 20).2.2 SERÁ BLASFEMADO O CAMINHO DA VERDADE. Muitos crentes professos seguirão esses falsos pregadores, com suas “dissoluções” (i.e., imoralidades sexuais). Por causa da vida pecaminosa desses líderes e seus seguidores, DEUS e seu evangelho serão infamados (ver 2 Tm 4.3,4).
2.3 POR AVAREZA… PALAVRAS FINGIDAS. Os falsos mestres comercializarão o evangelho, sendo peritos na avareza e em conseguir dinheiro dos crentes, a fim de promover ainda mais seus ministérios e seus modos luxuosos de vida. (1) Os crentes devem estar a par de que um dos métodos principais dos falsos ministros é usar “palavras fingidas”, ou seja, contar histórias impressionantes, mas inverídicas, ou publicar estatísticas exageradas a fim de motivar o povo de DEUS a contribuir com dinheiro. Glorificam a si mesmos e promovem seu próprio ministério com esses relatos inventados (cf. 2 Co 2.17). Deste modo, o crente sincero, mas desinformado,
torna-se um objeto de exploração. (2) Pelo fato de esses obreiros profanarem a verdade de DEUS e fraudarem o seu povo com sua cobiça e engano estão destinados à perdição e à destruição.
2.4 ANJOS… HAVENDO-OS LANÇADO NO INFERNO. Provavelmente, trata-se dos anjos que se rebelaram juntamente com Satanás, contra DEUS (Ez 28.15), e tornaram-se os espíritos maus referidos no NT. As Escrituras não explicam por que uns espíritos malignos estão em cadeias, enquanto outros estão livres para agir com Satanás na terra (cf. Jd 6)
2.8 AFLIGIA… A SUA ALMA JUSTA. Uma característica principal do homem de DEUS é que ele ama a justiça e detesta a iniqüidade (ver Hb 1.9). Sua alma se angústia e se aflige (vv. 7,8) pelo pecado, imoralidade e impiedade reinantes no mundo (ver Ez 9.4; Jo 2.13-17; At 17.16).
2.9 LIVRAR… OS PIEDOSOS. O modo de Ló reagir ante a iniqüidade e imoralidade ao seu redor (v. 8) tornou-se uma prova que determinou, tanto o seu próprio livramento, quanto seu destino na eternidade. (1) DEUS livrou Ló porque este rejeitava o mal e sentia repugnância na sua alma, diante “da vida dissoluta dos homens abomináveis” (v. 7). (2) Quando CRISTO voltar para levar seu povo (ver Jo 14.3) e manifestar a sua ira sobre os ímpios (3.10-12), Ele levará para si mesmo a sua igreja visível que, por causa da sua fé nEle e do seu amor por Ele, é, aqui, como Ló, afligida pela conduta carnal, pela vida imoral e pelos demais pecados clamorosos da sociedade ao seu redor. (3) DEUS sabe como libertar seus servos fiéis do meio ambiente imoral e corrupto, em cada geração (cf. Mt 6.13; 2 Tm 4.18; Ap 3.10)
A Perseverança – TEOLOGIA SISTEMÁTICA STANLEY M. HORTON – CPADSe a doutrina da eleição provoca a ira dos incrédulos, entre os crentes a doutrina da perseverança surte o mesmo efeito. As caricaturas que os proponentes das várias opiniões pintam dos conceitos de seus oponentes usualmente não têm base na realidade. Alguns da persuasão wesleyana-arminiana insistem acreditarem os calvinistas que, uma vez salvos, podem cometer os pecados que quiserem, tantas vezes quantas quiserem, e ainda continuarem salvos como se acreditassem que a obra santificadora do ESPÍRITO e da Palavra não os afeta. Por outro lado, calvinistas insistem que os wesleyanos-arminianos acreditam que qualquer pecado cometido compromete a salvação, de modo que “caem dentro e fora” da salvação cada vez que pecam como se acreditassem que o amor, paciência e graça de DEUS são tão frágeis que rompem à mínima pressão. Qualquer pessoa bíblica e teologicamente alerta reconhecerá a mentira em cada uma dessas caricaturas. A presença de extremos tem levado a generalizações lastimáveis.Naturalmente, é impossível aceitar como igualmente verdadeiras as posições calvinista e wesleyana. Ou a Bíblia oferece à pessoa verdadeiramente salva a garantia de que, por mais longe que se afaste da prática do cristianismo bíblico, não se apartará definitivamente da fé, ou essa garantia não existe. Ambas as posições não podem ser verdadeiras. Mas é possível buscar uma orientação bíblica mais equilibrada.Biblicamente, perseverança não significa que todo aquele que professar a fé em CRISTO e se tornar parte de uma comunidade de crentes tem a segurança eterna. Em 1 João 2.18,19, lemos que o surto de “anticristos” demonstra que “é já a última hora. Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós”. Este é um dos textos prediletos dos calvinistas, para apoiar o argumento de que os que “saem” da fé a ponto de se perderam eram apenas crentes nominais. Alguns argumentam que Simão, o mago (At 8.9-24), é um exemplo de semelhante pessoa. Os não-calvinistas não prestam nenhum serviço à sua posição teológica quando procuram diminuir o impacto dessas declarações. Nem todas as pessoas em nossas igrejas e nem todos os que oferecem evidências exteriores de fé são crentes de verdade. JESUS disse a alguns que reivindicavam possuir poderes espirituais extraordinários (e Ele não negava o fato) nunca os haver conhecido (Mt 7.21-23). Declarações desse tipo não visam aterrorizar o coração do crente genuíno e sincero, mas advertir aqueles que dependem de realizações exteriores para ter a certeza da salvação.De acordo com as Escrituras, a perseverança refere-se à operação contínua do ESPÍRITO SANTO, mediante a qual a obra que DEUS começou em nosso coração será levada a bom termo (Fp 1.6). Parece que ninguém, seja qual for a sua orientação teológica, é capaz de levantar objeções a semelhante declaração. E gostaríamos que o assunto pudesse ser deixado como está. Porém, tendo em vista a necessidade da exegese da bíblica com integridade, tal desejo revela-se impossível. O que diz a Bíblia, especificamente, a esse respeito?Há relevante apoio, no Novo Testamento, à posição calvinista. JESUS não perderá nada de tudo quanto DEUS lhe deu (Jo 6.38-40). As ovelhas jamais perecerão (10.27-30). DEUS sempre atende as orações de JESUS (11.42), e Ele orou ao Pai que guardasse e protegesse os seus seguidores (17.11). Somos conservados por CRISTO (1 Jo 5.18). O ESPÍRITO SANTO em nós é o selo e a garantia da nossa redenção futura (2 Co 1.225.5Ef 1.14). DEUS guardará o que confiarmos a Ele (2 Tm 1.12). Ele é poderoso para salvar em todo o tempo aqueles que nEle creem (Hb 7.24,25). O seu poder nos guarda (1 Pe 1.5). DEUS em nós é maior do que qualquer coisa fora de nós (1 Jo 4-4). Que garantias grandiosas! Nenhum crente pode (nem deve) viver sem elas. E, se fosse apenas isto que o Novo Testamento tivesse a dizer, a posição do calvinismo estaria segura e inabalável.Porém há mais. Os wesleyanos-arminianos aceitam sem hesitação a relevância e garantias dos textos supra. Mas parece que os calvinistas às vezes apelam a métodos tortuosos, na exegese e na hermenêutica, a fim de evitar as implicações de outros textos neotestamentários. Não é possível apenas a apostasia formal, mas também a real (Hb 6.4-610.26-31). A palavra grega apostasia (“apostasia”, “rebelião”) provém de aphistêmi (“partir”, “ir embora”) e transmite o conceito de modificar a posição em que a pessoa está de pé. Millard Erickson diz: “O escritor… está tratando de uma situação hipotética… JESUS [Jo 10.28] está nos dizendo o que vai acontecer: as suas ovelhas não perecerão. Então, pode-se entender que a Bíblia diz que poderíamos apostatar, porém, mediante o poder de CRISTO para nos conservar, isso não nos acontecerá”.Se tal pode acontecer, por que a possibilidade existiria somente em hipótese? Erickson e a maioria dos calvinistas referem-se a Hebreus 6.9 como evidência: “Mas de vós, ó amados, esperamos coisas melhores e coisas que acompanham a salvação, ainda que assim falamos”. Semelhante justificativa fica sendo tênue à luz de Hebreus 6.11,12: “Mas desejamos que cada um de vós mostre o mesmo cuidado até ao fim, para completa certeza da esperança; para que vos não façais negligentes, mas sejais imitadores dos que, pela fé e paciência, herdam as promessas”. Continuar na fé e na prática confirma nossa esperança e herança. E realmente possível fazer uma exegese de Hebreus 10.26-31, mesmo a despeito do v. 39, de modo a concluir que se refira meramente a uma possibilidade lógica, e não real?Prosseguindo nesse raciocínio, citemos a advertência de JESUS: “O amor de muitos se esfriará. Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo” (Mt 24.12,13). Ele diz que olhar para trás nos torna indignos do Reino (Lc 9.62) e adverte: “Lembrai-vos da mulher de Ló” (Lc 17.32). JESUS diz ainda que, se a pessoa não permanecer nEle, será cortada (Jo 15.6; cf. Rm 11.17-211 Co 9.27). Paulo diz que podemos ser alienados de CRISTO e cair da graça (Gl 5.4); que alguns naufragaram na fé (1 Tm 1.19); que alguns abandonarão (gr. aphistêmi) a fé (1 Tm 4.1); e que “se o negarmos, também ele nos negará” (2 Tm 2.12). O escritor aos Hebreus diz que “a casa [de DEUS] somos nós, se tão-somente conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até ao fim” (3.6); que devemos cuidar para que ninguém entre nós tenha “um coração mau e infiel, para se apartar [gr. aphistamai] do DEUS vivo” (3.12); e que “nos tornamos participantes de CRISTO, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim” (3.14).Pedro menciona aqueles que “depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador JESUS CRISTO, forem outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se-lhes o último estado pior do que o primeiro. Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado. Deste modo, sobreveio-lhes o que por um verdadeiro provérbio se diz: O cão voltou ao seu próprio vômito; a porca lavada, ao espojadouro de lama” (2 Pe 2.20-22).João diz que a vida eterna não é possessão do crente, independente de ele ter a CRISTO (1 Jo 5.11,12). O Pai “deu também ao Filho ter a vida em si mesmo” no mesmo sentido em que o Pai tem vida por seu próprio direito e natureza (Jo 5.26). A nós não foi concedido esse direito. A vida eterna é a vida de CRISTO em nós, e nós a possuímos somente à medida que estamos “em CRISTO”.Os calvinistas, dizendo que essas advertências são essencialmente hipotéticas para os crentes verdadeiros, empregam várias ilustrações. Erickson refere-se a pais que temem que seus filhos saiam correndo para a rua e sejam atropelados por um automóvel. Eles têm duas opções: construir um muro alto que impossibilite a saída de dentro do quintal (mas isto restringiria a liberdade da criança); ou podem advertir a criança contra o perigo de sair correndo para a rua (neste caso, a criança poderia fazer isso, mas não o fará). Se, porém, os automóveis (os perigos) realmente não existem, e se a criança sabe disso, funcionará realmente a advertência como dissuasão?Permita-me uma outra analogia. Vamos imaginar que estamos dirigindo nosso carro pela estrada, à noite. Em diferentes trechos, passamos por sinais de advertência: “Curva fechada!” “Ponte caída!” “Deslizamento!” “Estrada estreita e sinuosa!” “Declive forte!” “Obras na estrada!” E nenhum desses perigos acaba surgindo. Iremos pensar que foi uma brincadeira de mau gosto, ou algum louco colocou aqueles sinais. De que maneira seriam advertências, se não correspondessem à realidade?Os calvinistas argumentam ter a certeza da salvação em virtude de sua posição teológica, ao contrário dos wesleyanos-arminianos. Mas seria essa a verdade? Apenas se baseiam na letra, mas não no ESPÍRITO.Tendo em vista passagens bíblicas como os capítulos 6 e 10 de Hebreus e as demais mencionadas, como podem os calvinistas alegar maior certeza de salvação que os arminianos? Como poderão ter certeza de estar entre os eleitos antes de chegar ao Céu? Se a pessoa pode chegar tão perto do Reino quanto descrito na Epístola aos Hebreus, em 2 Pedro e em Mateus 7.22 e ainda não estar “dentro” do Reino, de onde provém essa certeza maior? Na realidade, a certeza da salvação dada a todos os crentes verdadeiros mediante o ESPÍRITO SANTO que em nós habita, é que, pela graça mediante a fé, estamos em CRISTO, nossa redenção e justiça. E, estando nEle, temos a segurança eterna. Esta verdade aplica-se aos wesleyanos-arminianos. Não ousamos presumir, mas não precisamos ter medo.Paulo faz a seguinte afrimação – Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus. Filipenses 3:12  Pecados Imperdoáveis (Doutrina do Pecado) – Raimundo de Oliveira – As Grandes Doutrinas da Bíblia – CPAD

I. Pecados que não Mereciam o Perdão
1. Definição de pecados imperdoáveis.
 Muitos têm procurado oferecer uma explicação do pecado, classificando-o em maior e menor — em atos e ati­tudes. Como também de igual modo, entender quais são os pecados perdoáveis e os imperdoáveis. Não queremos classificar vários tipos de pecados, no sentido de mais ou menos rigorosos; isso é feito do ponto de vista social e também al­guns ensinos teológicos alienados de DEUS, têm procurado de alguma maneira amenizar a natureza maligna do pecado, com suas interpretações. Contudo, do ponto de vista divino de observação, ״toda iniquidade é pecado”. Mas devemos também ter em mente que as Escrituras reconhecem a existência de diferentes graus de culpa. A Bíblia também reconhece vários graus de sofrimento, de acor­do com as obras que cada um praticou (Ez 32.17). Elas reconhecem a diferença entre a culpa de pecados cometidos devido à ignorância e os praticados à plena luz da consciência. Neste sentido o grau de culpa corresponde ao grau de conhe­cimento que a pessoa tem. O pecado de Adão foi grande; o que para nós hoje seria pequeno: comer apenas um fruto, não seria quebrar todos os mandamentos de DEUS, escritos no Decálogo; entretanto, aqui existe a diferença entre “um ato” isolado e “uma atitude” deliberada. No seu caso, portanto, foi uma atitude de transgressão (ir além do limite) da ordem que recebera do Criador. Porque ele recebera somente uma ordem dEle e a transgrediu mesmo sem ser engana­do; cedeu de olhos abertos, e por isso caiu em transgressão (1 Tm 2.14).
2. O conceito rabínico sobre o pecado. Em Israel, alguns rabinos classificam vários tipos de pecados. De acordo com os rabinos, as Escrituras descrevem cerca de 374 atos ou atitudes em que uma pessoa pode vir a trans­gredir a lei divina. Torna-se impossível, portanto, mencioná-los todos aqui neste argumento; mas, contudo, procuraremos mostrar pelo menos aqueles que ficaram mais conhecidos por sua agressividade à moral conservadora e à santidade divina. As Escrituras e a aceitação popular sobre a classificação do pecado afirmam que o pecado pode se originar de três fontes, a saber:
a) Primeiro: pecar por pensamentos. Pensar de maneira errada (Ez 28.16; Mt 5.28; Mc 7.21,22). Este pecado fica oculto aos olhos humanos, mas é patente aos olhos de DEUS. Ele é classificado na categoria de “erros ocultos” que precisam ser expurgados mediante uma confissão a sós com DEUS (Sl 19.12; 139.23,24).
b) Segundo: pecar através das palavras. Além de outros — blasfêmia por exemplo (Jd v. 15). Alguém pode ofender a Trindade divina com duras palavras e através delas, praticar o pecado de blasfêmia. Os fariseus foram advertidos por JESUS quando falavam mal da origem do seu poder (Mt 12.31-32). A besta, por exemplo: “abriu a sua boca em blasfêmias contra DEUS, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu” (Ap 13.6).
c) Terceiro: pecar por meio das ações ou obras. Como sempre falamos.
Estas, praticadas do lado negativo, fazem com que os homens amem mais as trevas do que a luz (Gn 3.6,7; Jo 3.19).
Nenhuma força exterior é capaz de conter: os pensamentos — as palavras — e as ações do homem, a não ser DEUS. Ele pode revelar a alguém através de sonho ou de sua palavra, e por meio destes evitar que o homem peque contra Ele ou contra a outrem. DEUS proibiu o rei Abimeleque de tocar em Sara, tra­zendo pecado contra si mesmo e a nação a quem governava. DEUS ‘impediu’ a Abimeleque de pecar contra Ele, por meio de um sonho, conforme depreende­mos da passagem que se segue: “E disse-lhe DEUS em sonhos: Bem sei eu que na sinceridade do teu coração fizeste isto; e também eu te tenho impedido de pecar contra mim; por isso não te permiti tocá-la” (Gn 20.6). Também impediu a Davi de que destruísse Abigail e tudo que ela possuía. Assim Davi se refere a esse episódio dizendo: “Porque, na verdade, vive o Senhor DEUS de Israel, que me impediu de que te fizesse mal, que se tu não te apressaras, e não me vieras ao encontro, não ficaria a Nabal até a luz da manhã nem mesmo um menino (1 Sm 25.34). Com efeito, porém, isso somente é feito quando há temor diante de seus olhos (2 Tm 4.18).
II. O Pecado de Apostasia
1. A apostasia.
 O termo ‘apostasia’ só aparece quatro vezes na Bíblia: duas no plural (Jr 2.19; 5.6) e duas no singular (Jr 8.5; 2 Ts 2.3). O escritor da Epístola aos Hebreus, parece querer ligar o pecado imperdoável com o da “apostasia”, manifestada pela descrença no poder do ESPÍRITO SANTO e na eficá­cia da Palavra de DEUS. Ele diz: “Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o Dom celestial, e se fizeram participantes do Es­pírito SANTO, e provaram a boa palavra de DEUS, e as virtudes do século futuro, e recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quan­to a eles, de novo crucificam o Filho de DEUS, e o expõem ao vitupério” (Hb 6.4-6). A apostasia leva a pessoa a retroceder na vida espiritual e impossibilita o sentimento de arrependimento. A missão sombria da apostasia é neutralizar a operação miraculosa do ESPÍRITO SANTO e desviar a mente da verdade divina re­velada nas Escrituras. Foi este, portanto, o sentido (de desvio da fé) empregado por Jeremias, quando denuncia Israel do pecado de apostasia. Então ele diz: “A tua malícia te castigará, e as tuas apostasias te repreenderão; sabe, pois, e vê que mal e quão amargo é deixares ao Senhor teu DEUS, e não teres em ti o meu temor, diz o Senhor DEUS dos Exércitos […] Dize-lhes mais: Assim diz o Senhor: Porventura cairão e não se tomarão a levantar? Desviar-se-ão, e não voltarão? Por que, pois, se desvia este povo de Jerusalém com uma apostasia tão contínua? Persiste no engano, não quer voltar” (Jr 2.19; 5.6; 8.4,5). No Novo Testamento, muitas heresias disseminadas por seitas gnósticas atingiram não somente as igrejas dos gentios, mas contaminou também uma boa parte das igrejas judaicas, às quais a Epístola aos Hebreus se dirigia.
2. Definição da apostasia. Apostasia (em grego antigo απόστασις [apóstasis], “estar longe de”), não se refere a um mero desvio ou um afastamento temporário em relação à sua fé e à prática religiosa. Tem o sentido de um afas­tamento definitivo e deliberado de alguma coisa, uma renúncia de sua anterior fé ou da sã doutrina. Pode manifestar-se abertamente ou de modo oculto (2 Pe 2.1). O apóstolo Paulo advertiu aos cristãos do Novo Testamento dizendo que, antecipando a vinda do Anticristo, a apostasia viria como sombria precursora. Assim disse ele: “Ninguém, de maneira alguma, vos engane, porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição” (2 Ts 2.3). O termo ‘apostasia’ é usado muitas vezes para designar tudo aquilo que é ‘espúrio’ ou ‘rejeitado’. Contudo, apostasia, no conceito das Escrituras, apresenta um sentido mais vasto e mais sombrio que vai além daquilo que é humano ou apenas social. Está profetizado no Novo Testamento que a apostasia procurava se infiltrar no seio da Igreja Cristã. Para muitos estudiosos das Escrituras, apostasia é o mesmo que abominação da desolação. Assim, em vários períodos da história do povo de Israel e da Igreja Cristã, a apostasia esteve presente como arma sombria e avassaladora.
a) Atos sacrílegos — incluindo coisas sagradas: Antigo Testamento. A profanação feita por Antíoco Epifânio quando ofereceu um animal imundo so­bre o Templo em Jerusalém, foi um ato de abominação. Ele fez isso e outras profanações, sendo ele, portanto, um protótipo do Anticristo, durante o tempo sombrio da Grande Tribulação. Este tal feito abominável foi considerado pelos judeus como sendo apostasia. A profanação feita por Antíoco Epifânio para os judeus que consideravam Jerusalém como cidade santa e o Templo, o lu­gar mais sagrado da terra, foi, portanto, na concepção judaica uma verdadeira profanação que trazia em seu bojo a cara da apostasia. Anos depois, Calígula, planejou a destruição do Templo de Jerusalém. E no tempo da destruição de Jerusalém, no ano 70 d.C., os romanos ofereceram sacrifícios às suas insígnias, posta diante da porta oriental, quando proclamaram Tito imperador; todavia, uma vez mais, isso serviu como emblema expressivo da apostasia, que surgiria no seio da cristandade e durante o reinado do Anticristo. Contudo, o auge culminante da apostasia institucionalizada, se dará, quando o próprio Satanás será adorado na pessoa do Anticristo. Isso se dará através de ação e do poder do Anticristo (Ap 13. 4).1
b) Atos sacrílegos — incluindo coisas sagradas: Novo Testamento. No ano 70 d.C., quando o Templo foi totalmente destruído pelas tropas de Tito, filho de Vespasiano, muitos judeus chegaram a pensar que a nuvem negra da apostasia tinha chegado. O comandante Vespasiano fez grande esforço e tentou conservar intacto o Templo, já que era uma das maravilhas do mundo, mas seus soldados o incendiaram, atirando em seu interior uma tocha acesa. A Minorah, o candelabro de 7 braços, foi salva e levada por Tito triunfalmente, para Roma. Em 135, depois de aplacar a segunda rebelião judaica, Adriano profanou o lugar do antigo Templo , erigindo ali um Templo dedicado a Júpiter. Os primeiros cristãos considera­ram o local como um lugar amaldiçoado por DEUS e o monte Moriá se converteu num amontoado de escombros. Com efeito, porém, este ato contra o Templo de Jerusalém foi um ato de destruição do que um estabelecimento da apostasia.2
c) Apostasia envolvendo pessoa — campo mental. No campo mental a apostasia se manifesta também em forma de heresia. Ela tem aparência religio­sa, inofensiva e cordial. Contudo, seus efeitos são perniciosos e avassaladores. O Senhor JESUS advertiu com veemência sobre a vinda de falsos profetas e fal­sos ensinadores que introduziríam encobertamente estas heresias de perdição. Então Ele disse: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas…” (Mt 7.15a). E mais adiante, Ele diz: “E surgirão muitos falsos profetas…” (Mt 24.11). Tam­bém o apóstolo Pedro adverte a Igreja Cristã do primeiro século, dizendo: “E também houve entre o povo (hebreu) falsos profetas” (2 Pe 2.1a). Estes falsos profetas que se levantaram no Antigo Testamento, e aqueles que iriam se le­vantar durante o período da dispensação da graça, trariam muitas perturbações ao povo de DEUS.
3, Os três estágios da apostasia. Teologicamente falando, podemos classificar três graus de apostasia:Apostasia inicial.A apostasia inicial conforme é dito aqui, pode ser dividida em dois grupos, a saber: a apostasia religiosa e a apostasia moral.
1º. Apostasia religiosa.Esta sempre tem início com a “heresia”. Qualquer tipo de heresia que, no começo, parece algo pequeno e inofensivo, depois, com o passar do tempo, pode levar a pessoa a um estágio maior — que é o da apostasia. Nesse seu primeiro estágio, ela entra encobertamente no seio cristão como heresia de perdição. A principio, parece inofensiva, mas, logo em seguida, apresenta sua face sombria e destruidora. O apóstolo Paulo advertiu aos crentes de Tessalônica dizendo: “Ninguém, de maneira alguma, vos engane, porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição”. A apostasia é introduzida na mente humana pelo ‘filho da perdição’. De igual modo, também acontecerá o mesmo com as heresias. Foi, este, portanto, o título que apóstolo Pedro deu ao sombrio ensino que os falsos doutores encobertamente introduziríam no sistema cristão. A heresia ensinada por estes mestres do mal deriva da palavra háiresis e significa escolha, seleção, preferência. Daí surgiu a palavra seita (latim secta — doutrina ou sistema que diverge da opinião geral e é seguido por muitos), por efeito de semântica. Do ponto de vista cristão, heresia é o ato de um indivíduo ou de um grupo que se afasta do ensino da Palavra de DEUS, e adota, e divulga suas próprias idéias, ou as idéias de outrem, em matéria de religião. Geralmente é um grupo não ortodoxo, esotérico (do grego, esoterikós, que significa conhecimento secreto, ao alcance de poucos). Reforçando, podemos dizer que, nos conceitos aci­ma apresentados, heresia e seita, em sua própria definição, são contraditó­rias e separatistas daquilo que dizem, verdadeiramente, as Sagradas Escrituras, a própria Palavra de DEUS. Em resumo, é o abandono da verdade. O termo háiresis aparece no original em At 5.17; 15.5; 24.5; 26.5; 28.22. Por sua vez, heresia aparece em 1 Co 11.19; Gl 5.20; 2 Pe 2.1.
2º. Apostasia moral.A apostasia moral tem sua origem em determinadas influências demoníacas. Tanto gregos como judeus criam na existência e influência dos demônios sobre o comportamento humano. Entre os gregos, a partir de Pitágoras (500 a.C.), tinha vários significados a palavra “demô­nio”, às vezes era considerado um deus, ou uma divindade no sentido geral: o gênio ou a fortuna, a alma de alguém que pertenceu à Idade de Ouro e que se tomara agora em divindade tutelar, um deus de categoria inferior. A etimologia da palavra “demônio”, “daimõn” em grego, deriva-se de “doio- mai”, que traz em si a ideia de “dividir”, “partilhar”. Sócrates, segundo Platão, tinha um espírito como seu mensageiro, que ele reputava como sendo um demônio. Dissuadia-o, mas nunca o aconselhava. Filo pensava que demônios tinham a mesma natureza que os anjos, só que os anjos se conservavam a certa distância da Terra e eram empregados de DEUS como mensageiros. Evidentemente, Filo conservou isso do pensamento grego. Flávio Josefo, mesmo sendo judeu, mas que tinha índole helenizada, em­pregava demônio, “daimonia”, especialmente só para espíritos malignos. Em várias passagens do Novo Testamento, mostram que os demônios são seres reais. Nisso se dá o fato de poderem ser contados (Lc 8.2), não gos­tam de andar só, mas em bandos e, às vezes, muitas companhias (Mc 16.9; Lc 11.26). Eles mesmos disseram: “Legião [6 mil] é o meu nome, porque somos muitos” (Mc 5.9b). Eles têm personalidade: falam, gritam, claman­do com grande voz (Mt 8.31; Mc 1,26; Lc 8.28). Os demônios já foram anjos no passado, contudo, foram desincorporados por DEUS e rebaixados da categoria de anjos, para a de espíritos malignos.
Apostasia oficializada. O escritor da epístola aos Hebreus afirma que o sistema de apostasia pouco a pouco pode ser oficializado, isto é, aquilo em sentido tópico pode ser ampliado ou direcionado (quer dizer, ensinado). No­vamente o escritor sagrado diz: “Porque é impossível que os que, já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do ESPÍRITO SANTO, e provaram a boa Palavra de DEUS, e as virtudes do século fu­turo, e recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento, pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de DEUS, e o expõem ao vitupério” (Hb 6.6). O conceito do escritor nesta passagem é que a apostasia leva a pessoa a retroceder na vida espiritual e impossibilita o sentimento de arrependimento. A missão sombria da apostasia é neutralizar a operação miraculosa do ESPÍRITO SANTO. Ela, a apostasia, obscurece a mente que foi iluminada pelo ESPÍRITO SANTO quando produziu na pessoa o arrependimento. “Recaíram”, usado aqui pelo autor sagrado, é o equivalente de Hebreus 3.12, onde “um coração mau e infiel” leva a criatura humana a “se apartar do DEUS vivo”. Essa apostasia é introduzida no ambiente cristão por ensinos “doutrinários”, visto que aqueles que a ela se atêm, “crucificam o Filho de DEUS, e o expõem ao vitupério”. Há, em nossos dias, muitos ensinos que são verdadeiras heresias (CALVINISMO, POR EXEMPLO) e estas heresias afastam as pessoas do conhecimento que o evangelho traz para os corações dos homens. Até mesmo “aqueles que se estavam afastando dos que andam em erro” (2 Pe 2.18), são engodados por estas heresias doentias. A ‘recaída’ fala de alguém que estava se recuperando de uma doença, mas, por falta de esforço, negligenciou sua total recuperação. O nosso sucesso espiritual depen­de de uma vida de comunhão contínua com DEUS e com os poderes do mundo futuro — afastando-se desta comunhão, o cristão começa paulatinamente a enfraquecer, pois sua alma doente não tem nenhum poder de reação, o que, muitas vezes, leva a pessoa a um estado pior do que o primeiro. Pedro advertiu sobre isso dizendo: “Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador JESUS CRISTO, forem, outra vez, envolvidos nelas e vencidos, tomou-se-lhes o último estado pior do que o primeiro” (2 Pe 2.20).
Apostasia imposta.Nesta fase final da apostasia, a imposição já é feita através do próprio Estado com autorização de um líder. Uma grande parte dos moradores da terra que viver nos dias do anticristo será forçada a se tomar apóstata até mesmo contra sua vontade. A besta que subiu da terra “faz que a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta, cuja chaga mortal fora curada (…) e faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas” (Ap 13.12,16). Portanto, os sintomas da apostasia manifestar-se-ão com maior for­ça nos últimos temos, pois, de acordo o ensinamento do Novo Testamento, a apostasia se manifestaria como fermento na massa no limiar do tempo que antecede à vinda de JESUS. Pelo menos foi isso que os escritores do Novo Tes­tamento deixaram escrito como advertência para o povo de DEUS. O próprio Paulo adverte dizendo: “Mas o ESPÍRITO expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios” (1 Tm 4.1). Na passagem em foco, o ESPÍRITO SANTO diz, por meio de Paulo, que “nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé”. Esta expressão no grego do Novo Testamento significa “levar à revolta”, “des­viar”; quando usado o verbo “aphistemi”, na voz transitiva, significa “afastar-se”, “retirar-se”, “apostatar” e outras forma de expressão. Quando ligada diretamente ao mundo religioso, significa “descer um degrau” — quer dizer, “descer moralmente e espiritualmente”. Este verbo significa rejeitar uma posi­ção anterior (DOUTRINA DOS APÓSTOLOS, POR EXEMPLO), aderindo à posição diferente e contraditória à primeira; perder a primeira fé, repelindo-a em favor de outra crença. Paulo afirma que isso pode se dar motivado por espíritos malignos, cuja atividade consiste em enganar aos homens, desviando-lhes a atenção para longe de CRISTO (cf. Jr 2.19; 5.6; 8.5; 2 Ts 2.3). Era uma ideia muito comum, no judaísmo, que, por detrás das prá­ticas idólatras, havia espíritos enganadores, que prejudicavam os homens no relacionamento com o verdadeiro DEUS e a verdadeira adoração. Esta deve ser uma das razões por que, na atualidade, já existem tantas fórmulas de engano. O Dr. C. Larkin adverte-nos que uma condenação incondicional de DEUS repousa sobre o espiritismo. A razão disso é que tal sistema procura afastar as pessoas da verdadeira fé em JESUS CRISTO e na providência divina. Sua isca, através da qual ele atrai os que estão à sua disposição, é o interesse natural que a mente humana tem naquilo que está além da presente esfera da vida, especialmente este interesse se reanima quando alguém da família morre.
4. Os passos que podem levar à apostasia.O termo ‘apostasia’ vem do Antigo Testamento conforme já tivemos a ocasião de mencioná-la no profe­ta Jeremias (Jr 2.19; 5. 6; 8.5) e aparece duas vezes no Novo Testamento como substantivo (2 Ts 2.3; 1 Tm 4.1) e, em Hebreus 3.12, como verbo (grego aphis- temi, traduzido “apartar”). O termo grego é definido como decaída, deserção, rebelião, abandono, retirada ou afastar-se daquilo que antes estava ligado.
a) Apostatar significa cortar o relacionamento da comunhão estabelecida com CRISTO, ou apartar-se da união vital com Ele e da verdadeira fé nEle. Sendo assim, a apostasia individual é possível somente para quem já experimentou a salvação, a regeneração e a renovação pelo ESPÍRITO SANTO (Lc 8.13; Hb 6.4,5), não é simples negação das doutrinas do Novo Testamento pelos inconversos dentro da igreja visível. A apostasia pode envolver também a apostasia teológica, isto é, a rejeição de todos os ensinos originais de CRISTO e dos apóstolos ou dalguns deles (1 Tm 4,1; 2 Tm 4.3).
b) A apostasia isolável, isto é, aquilo que leva o crente a se isolar de CRISTO e volta a ser escravo do pecado e da imoralidade (Is 29.13; Mt 23.25-28; Rm 6.15-23; 8.6-13; Hb 10. 26).
c) A Bíblia adverte fortemente quanto à possibilidade da apostasia, visan­do tanto nos alertar do perigo fatal de abandonar nossa união com CRISTO, como para nos motivar a perseverar na fé e na obediência. O propósito divino desses trechos bíblicos de advertência não deve ser enfraquecido pela ideia que afirma: “as advertências sobre a apostasia são reais, mas a sua possibilidade, não”. Antes, devemos entender que essas advertências são como uma realida­de possível durante o nosso viver aqui e devemos considerá-las um alerta, se quisermos alcançar a salvação final. Algumas passagens do Novo Testamento que contêm inúmeras advertências contra a apostasia, são: (Mt 24.4, 5,11,12; Jo 15.1-6; 1 Co 15.12-20; Cl 1.21-23; 1 Tm 4.1,16; 6.10-12; 2 Tm 4.2-5; Hb 2.1-3; 3.6-8,12-14; 6.4-6; 10.26; Tg 5.19, 20; 2 Pe 1.8-11; 1 Jo 2.23-25). Exis­tem vários exemplos onde a apostasia propriamente dita pode ser encontrada nas seguintes passagens: (Êx 32; 2Rs 17.7-23; Sl 106; Is 1.2-4; Jr 2.1-9; Act 1.25; Gl 5.4; 1 Tm 1.18-20; 2 Pe 2.1,15, 20-22; Jd vv.4,11-13).
Um cristão, pelo que entendemos, não deveria ser capaz de blasfemar contra o Espí­rito SANTO. Contudo, por falta de cuidado de uma plena comunhão com DEUS, ele pode apostatar. Por exemplo:
d) Os pecados chamados de capitais. Alguns (especialmente o pensamen­to escolástico) querem ligar os sete pecados capitais com a apostasia, pois os mesmos são relacionados na lista dos pecados imperdoáveis.
1º. Sete pecados capitais. Os pecados capitais são divididos em sete principais fontes de atos pecaminosos. Eles são descritos assim:
— O orgulho; — A avareza; — A luxúria; — A ira; A gula; — A inveja; — A preguiça.
Os pecados capitais são divididos em sete principais fontes de atos pecaminosos, conforme já tivemos ocasião de descrevê-los acima. Eles foram chamados de capitais porque estes atos tem geralmente sua raiz no orgulho.
2º. O pecado venial. O pecado venial, é o que não é considerado mortal e, é praticado segundo os teólogos da Era Medieval, por desobediência em matéria leve ou por não ter pleno conhecimento. Segundo se crer, o pecado venial, embora prepara o caminho para o pecado mortal e seja o maior mal depois do pecado mortal, ainda não destrói completamente a amizade da alma com DEUS. É uma enfermidade da alma e não a morte. Eles foram chamados de capitais, segundo este conceito de classificá-los, porque estes atos têm geralmente sua raiz no orgulho.
Depois do pecador receber a salvação e passar a viver em sintonia com o pecado, o pensamento geral das Escrituras é que JESUS salva ‘do’ pecado. Diferente do pensamento que acha que JESUS salva ‘no’ pecado.Quando não se nota esta diferença, o cristão pode pouco a pouco regredir até o primeiro estágio da apostasia. Alguns deles são:
(I) Quando as realidades do mundo chegam a ser maiores do que as do reino ce­lestial de DEUS, o crente deixa paulatinamente de aproximar-se de DEUS através de CRISTO (Hb 4.16; 7.19, 25; 11.6).
(II) Por causa da aparência enganosa do pecado, a pessoa se toma cada vez mais tolerante do pecado na sua própria vida (1 Co 6.9,10; Ef 5.5; Hb 3.13). Já não ama a retidão nem odeia a iniquidade (Hb 1. 9).
(III) Por causa da dureza do seu coração (Hb 3.8,13) e da sua rejeição dos caminhos de DEUS (Hb 3.10), não faz caso da repetida voz e repreensão do ESPÍRITO SANTO (Ef 4.30; 1 Ts 5.19-22; Hb 3.7-11).
(IV) O ESPÍRITO SANTO se entristece (Ef 4.30; Hb 3.7, 8); seu fogo se ex­tingue (1 Ts 5.19) e seu templo é profanado (1 Co 3.16). Finalmente, Ele se afasta daquele que antes era crente (Jz 16.20; Sl 51.11; Rm 8.13; 1 Co 3.16,17; Hb 3.14).
III. O Pecado Voluntário
1. Pecar voluntariamente. 
“Porque, se pecarmos voluntariamente, de­pois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, mas uma certa expectação horrível de juízo, e ardor de fogo, que há de devorar os adversários. Quebrantando alguém a lei de Moisés, morre sem misericórdia, só pela palavra de duas ou três testemunhas. De quanto maior cas­tigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de DEUS, e tiver por profano o sangue da aliança com que foi santificado, e fizer agravo ao ESPÍRITO da graça?” (Hb 10.26-29).
a) O pecado voluntário — seria o pecado de rebelião? Alguns escritores têm pensado que, certamente, significa nesta passagem o pecado de rebelião. Visto que a “rebelião é como o pecado de feitiçaria” (1 Sm 15.23). Tal pecado era punido com a pena de morte, quando era praticado em qualquer de suas formas de expressão. O tempo verbal presente indica persistência contínua; o advérbio enfático, colocado em primeiro lugar, no texto grego, frisa que tal pecado é cometido deliberadamente, praticado por alguém que tinha encontra­do em CRISTO a vida eterna. Contudo, enganado por seu ‘coração mau e infiel’ que fora ‘endurecido’ pelo engano do pecado, apartou-se do DEUS vivo (Hb 3.12,13; 2 Pe 2.20-22). Portanto, parece indicar que se trata de um pecado imperdoável. Ele é semelhante — em parte — à blasfêmia contra o ESPÍRITO SANTO, visto que quem o pratica, está fazendo “agravo ao ESPÍRITO da graça”, que é o ESPÍRITO SANTO. O fato de não restar mais sacrifício para tais pecados, não significa que o sacrifício final foi rejeitado, mas principalmente porque tal pecado (ou pecados) é imperdoável. Assim, não há provisão divina para sua remissão. A passagem de Hebreus 10.26-29 perece ser uma reminiscência daquilo que foi dito em Hebreus 6.4-8, quando se diz aos cristãos do perigo sombrio de caírem num estado de apostasia e por meio desta, entristecerem ao ESPÍRITO SANTO. Aqui o escritor sagrado adverte sobre os que vivem pecando “voluntariamente”. O Dr. F. W. Grant observa que este “pecado voluntário” representa mais que um fruto da ignorância, sendo uma aberta oposição a DEUS e a tudo que é divino. Não se trata de uma fraqueza da alma — mas de uma atitude obstinada do espírito. Deve ser esta a razão, que para tais transgresso­res, “não resta mais sacrifício pelos pecados”, visto que voluntariamente se entregaram a prática da iniquidade (cf. Sl 109.17). Alterado.4
b) O pecado voluntário — seria o pecado de blasfêmia? Segundo o escritor sagrado, o pecado voluntário traz em si uma expectação horrível de juízo. No conceito judaico um dos pecados mais horríveis era o pecado de blasfêmia. Mas este pecado era punido com a morte de apedrejamento e não com fogo, como aqui está em foco (Lv 24.14,23). Neste caso do pecado voluntário, o que resta é “uma certa expectação horrível de juízo, e ardor de fogo, que há de devorar os adversários” (Hb 10.27). A punição de tal pecado parece ser executada pelo fogo — como muitos outros pecados na Bíblia tinham esta punição. Alegoricamente falando, o fogo aqui não deve ser entendido como fogo natural. E, sim o fogo da ira de DEUS. Em algumas passagens das Escrituras, os inimigos de DEUS, são aqueles que procuram fazer mal ao seu povo. Mas aqui, a advertência vem contra aqueles que vivem pecando “voluntariamente” e expondo o Filho de DEUS ao vitupério. De qualquer forma, rejeitar o sacrifício redentor de CRISTO, é persistir na senda do erro, e errar conscientemente, pode agravar a pena de quem o faz, de acordo com o ensinamento de JESUS, em que diz: “E o servo que soube a vontade do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua von­tade, será castigado com muitos açoites; mas o que a não soube, e fez coisas dignas de açoites, com poucos açoites será castigado” (Lc 12.47,48). O castigo da ignorância será menor do que o castigo da consciência — e o escritor aqui adverte que, conhecer JESUS e depois negá-lo, será digno de um maior “juízo, e ardor de fogo, que há de devorar os adversários” de DEUS e de CRISTO.
c) O pecado voluntário — seria o pecado de prostituição dissoluta. “Ve­nerado seja, entre todos, o matrimônio e o leito sem mácula; porém, aos que se dão à prostituição, e aos adúlteros, DEUS os julgará” (Hb 13.4). Para alguns estudiosos, o pecado de prostituição englobando todas as formas de expressão, seria, então, o pecado voluntário. Este pecado, quando praticado, era punido com fogo. Mas isso foraintercalado na lei, visto que mesmo antes da lei, já existia tal punição em Israel. No episódio envolvendo Tamar e Judá, vemos que a punição do pecado de prostituição era por meio do fogo. “E aconteceu que, quase três meses depois, deram aviso a Judá, dizendo: Tamar, tua nora, adulterou, e eis que está grávida do adultério. Então disse Judá: Tirai-a fora para que seja queimada” (Gn 38.24). Posteriormente parece que este tipo de punição foi modificado. Os escribas e fariseus lembraram a JESUS que tal pe­cado de prostituição envolvendo mulheres fosse punido com a morte de ape­drejamento e não com fogo (Jo 8.5). Eles citaram Deuteronômio 22.21,23,24, que diz: “Então levarão a moça à porta da casa de seu pai, e os homens da sua cidade a apedrejarão, até que morra; pois fez loucura em Israel, prostituindo-se na casa de seu pai; assim tirarás o mal do meio de ti… quando houver moça vir­gem, desposada, e um homem a achar na cidade, e se deitar com ela, então trareis ambos à porta daquela cidade, e os apedrejareis, até que morram; a moça, porquanto não gritou na cidade, e o homem, porquanto humilhou a mulher do seu próximo; assim tirarás o mal do meio de ti”.
2. O que seria então o pecado voluntário? — seria o pecado de desdém. O pecado de desdém (desprezo — menosprezar) seria praticado por mentes pervertidas. Parece que este é o pecado que aqui está em foco. Ele seria praticado por aqueles que não levariam em conta, a pessoa de CRISTO, de sua obra e de sua importância. Os sintomas deste pecado se manifestam de várias maneiras. Contudo, as mais evidentes são o desprezo e o escárnio (cf. Lc 23.11). Tais práticas seriam levadas a efeito de três maneiras:
a) Pisar o Filho de DEUS. A frase que aqui está em foco, parece se coadunar com aquilo que já foradito em Hebreus 6.6, onde aqueles que ‘recaíram’ da graça, passam ser renovados, visto eles, “de novo crucificam o Filho de DEUS, e o expõem ao vitupério”. Contudo, a maioria dos comentadores aceitam esta passagem como sendo o pecado de apostasia, que também segundo as Escri­turas, seria imperdoável. A expressão ‘pisar o Filho de DEUS’ aqui, deve ter o sentido, que JESUS falou em Mateus 7.6. Ali Ele mostra a possibilidade de alguém pisar as pérolas com os pés. E depois, ‘voltando-se’ as despedacem. JESUS além de seu nome por excelência: JESUS! Ele tem o nome: pelo qual se chama é a Palavra de DEUS (Ap 19.13). Aqueles que se voltam para o mundo e começam a negar o sacrifício de CRISTO —* simplesmente estão pisando o Filho — a Palavra — e o expondo ao vitupério.
b) Ter por profano o sangue do testamento. Ter pôr profano o sangue do testamento, isto é, o sangue de CRISTO, é negar o poder purificador e santificador que existe no sangue do Cordeiro. Aqueles que, voltando as costas para DEUS, passam a profanarem o sacrifício da redenção. Para estes, portanto, são ultra­passados os limites da redenção. Para estes, diz o texto divino: “já não resta mais sacrifício pelos pecados” (Hb 10.29).
c) Fazer agravo ao ESPÍRITO da graça. Fazer agravo ao ESPÍRITO da graça é negar toda a extensão da misericórdia de DEUS, manifestado no processo da salvação do homem. Tal pecado é praticado por alguém que já foi participante desta graça salvadora. “Porquanto se, depois de terem escapado das corrup­ções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador JESUS CRISTO, forem outra vez envolvidos nelas e vencidos, tomou-se-lhes o último estado pior do que o primeiro. Porque melhor lhes foranão conhecerem o caminho da justi­ça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado; deste modo sobreveio-lhes o que por um verdadeiro provérbio se diz: O cão voltou ao seu próprio vômito, e a porca lavada ao espojadouro de lama” (2 Pe 2.20-22). O julgamento por DEUS será inevitável, sobre os tais que pratica­rem tais pecados. Contudo, ele será realizado de acordo com a justiça divina. O Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO testemunharão todos os atos dos homens e todos serão julgados de acordo com as suas obras. Semelhante capacidade de julgamento, a Trindade divina tem conferido para seus juizes e para sua igreja aqui na terra. A Lei de Moisés orientava que os juizes determinassem a morte daquele que tivesse prevaricado contra um mandamento ou ordem divina, reputado como passivo de pena capital, a prova testemunhai, somente a partir de duas testemunhas ou três testemunhas. “Por boca de duas testemunhas, ou três testemunhas, será morto o que houver de morrer; por boca duma só testemu­nha não morrerá” (Dt 17.6). Este procedimento foi transferido para o seio cristão com respeito a conduta moral dos anciãos. Quando Paulo dava instruções sobre o procedimento na escolha dos obreiros, ele recomendou, dizendo: “Não aceites acusação contra o presbítero, senão com duas ou três testemunhas” (1 Tm 5.19). Devemos, portanto, evitar certos julgamentos precipitados baseados apenas em informações de alguém cuja vida é reprovada por DEUS e a sociedade. Algumas informações são calúnias. Algumas vezes parece — mas não é.
IV. O Pecado para a Morte
1. Pecado para a morte. Alguns teólogos procuram desassociar o pe­cado que é para a morte daquele que é classificado com blasfêmia contra o ESPÍRITO SANTO. Segundo esta maneira de interpretar o texto que aqui está em foco, o pecado para a morte é praticado por alguém que é ‘irmão’ (isto é, um cristão). Enquanto que a blasfêmia contra o ESPÍRITO SANTO, somente será pra­ticado por um pecador. Em 1 João 5.16,17 parece que o pecado para a morte está ligado à apostasia. Ali diz que “Há pecado para morte, e por esse não digo que ore”. Depois, o apóstolo acrescenta: “Há pecado que não é para morte”. Alguns estudiosos das Escrituras sustentam que ‘esse pecado para morte’ que aqui está em foco, é a blasfêmia contra o ESPÍRITO SANTO, manifestado em for­ma de apostasia, em razão do termo ‘irmão’ (se alguém vir pecar seu irmão), encontra-se inserido na frase.
2. Pecados imperdoáveis no Antigo Testamento. Quando abrimos o Antigo Testamento (especialmente no Pentateuco), nos deparamos com uma série de pecados que exigiam penas capitais. Com efeito, porém, a morte ali mencionada era física, e não espiritual. Ainda que aquele que morria em tais condições, não sabemos se lhe era assegurado o perdão divino com vista ao mundo vindouro. Diferente do Novo Testamento. Nele, quem está em foco não é a morte física — e sim, a espiritual. Vamos procurar relacionar alguns pecados que eram punidos com a pena de morte:
a) São vários os pecados considerados imperdoáveis no Antigo Testamento.
1º. Oferecer alguém de sua semente a Moloque. “Falou mais o Senhor a Moisés, dizendo: Também dirás aos filhos de Israel: Qualquer que, dos filhos de Israel, ou dos estrangeiros que peregrinam em Israel, der da sua descen­dência a Moloque, certamente morrerá; o povo da terra o apedrejará. E eu porei a minha face contra esse homem, e o extirparei do meio do seu povo, porquanto deu da sua descendência a Moloque, para contaminar o meu san­tuário e profanar o meu santo nome. E, se o povo da terra de alguma maneira esconder os seus olhos daquele homem, quando der da sua descendência a Moloque, para não o matar. Então eu porei a minha face contra aquele ho­mem, e contra a sua família, e o extirparei do meio do seu povo, bem como a todos que forem após ele, prostituindo-se com Moloque” (Lv 20.1-5).
2º. Virar-se para os adivinhadores. “Quando alguém se virar para os adivi­nhadores e encantadores, para se prostituir com eles, eu porei a minha face contra ele, e o extirparei do meio do seu povo” (Lv 20.6).
3º. O filho que amaldiçoar o pai ou a mãe. “Quando um homem amaldiçoar a seu pai ou a sua mãe, certamente morrerá; amaldiçoou a seu pai ou a sua mãe; o seu sangue será sobre ele” (Lv 20.9).
4º. O homem que adulterasse com a mulher de outro. Ambos morreríam. “Também o homem que adulterar com a mulher de outro, havendo adul­terado com a mulher do seu próximo, certamente morrerá o adúltero e a adúltera” (Lv 20.10).
5º. O filho que adulterasse com a mulher de seu pai. Ambos morreríam. “E o homem que se deitar com a mulher de seu pai descobriu a nudez de seu pai; ambos certamente morrerão; o seu sangue será sobre eles” (Lv 20.11).
6º. O homem que adulterasse com a sua nora. Ambos morreríam. “Seme­lhantemente, quando um homem se deitar com a sua nora, ambos certamen­te morrerão; fizeram confusão; o seu sangue será sobre eles” (Lv 20.12).
7º. O homem que se deitasse com outro homem. “Quando também um homem se deitar com outro homem, como com mulher, ambos fizeram abo­minação; certamente morrerão; o seu sangue será sobre eles” (Lv 20.13).
8º. O homem que tomasse a filha e a mãe como esposa. “E, quando um homem tomar uma mulher e a sua mãe, maldade é; a ele e a elas queimarão com fogo, para que não haja maldade no meio de vós” (Lv 20.14).
9º. O homem que se deitasse com um animal. “Quando também um homem se deitar com um animal, certamente morrerá; e matareis o animal” (Lv 20.15).
10°. A mulher que se chegasse a um animal. “Também a mulher que se chegar a algum animal, para ajuntar-se com ele, aquela mulher matarás bem assim como o animal; certamente morrerão; o seu sangue será sobre eles” (Lv 20.16).
11°. A filha dum sacerdote que se prostituísse. “E quando a filha de um sacerdote começar a prostituir-se, profana a seu pai; com fogo será quei­mada” (Lv 21.9).
12°. O crime de emboscada. “Mas se alguém agir premeditadamente contra o seu próximo, matando-o à traição, tirá-lo-ás do meu altar, para que mor­ra” (Êx 21.14).
13°. O parricida e matricida. “O que ferir a seu pai, ou a sua mãe, certamen­te será morto” (Êx 21.15).
14°. O furto qualificado. “E quem raptar um homem, e o vender, ou for acha­do na sua mão, certamente será morto” (Êx 21.16).
15°. O dono que sabia que seu boi era escorneador e se ele matasse alguém. “Mas se o boi dantes era escorneador, e o seu dono foi conhecedor disso, e não o guardou, matando homem ou mulher, o boi será apedrejado, e tam­bém o seu dono morrerá” (Êx 21.29).
16º. Pecado de feitiçaria. “A feiticeira não deixarás viver” (Êx 22.18).
17°. Quem sacrificasse aos ídolos e não ao Senhor. “O que sacrificar aos deuses, e não só ao Senhor, será morto” (Êx 22.20).
18°. Filhos desobedientes. “Quando alguém tiver um filho contumaz e re­belde, que não obedecer à voz de seu pai e à voz de sua mãe, e, castigando-o eles, lhes não der ouvidos. Então seu pai e sua mãe pegarão nele, e o levarão aos anciãos da sua cidade, e à porta do seu lugar; e dirão aos anciãos da cida­de: Este nosso filho é rebelde e contumaz, não dá ouvidos à nossa voz; é um comilão e um beberrão. Então todos os homens da sua cidade o apedrejarão, até que morra; e tirarás o mal do meio de ti, e todo o Israel ouvirá e temerá” (Dt 21.18-21). Todos estes pecados eram dignos do juízo de morte.
b) Havia outros pecados que eram julgados dignos de pena capital. Além dos pecados aqui mencionados, havia aqueles que os juizes em Israel consi­deravam dignos de morte. No caso de JESUS quando se encontrava diante do tribunal, os judeus disseram: Nós temos uma lei, e, segundo a nossa lei, deve morrer, porque se fez Filho de DEUS” (Jo 19.7b). Esta lei era a lei de Moisés.
De acordo com a gravidade do delito, ela mandar matar com a confirmação das palavras de duas ou três testemunhas (Hb 10.28).
3. Pecados imperdoáveis no Novo Testamento. Já tivemos a ocasião de descrever em notas expositivas o grau e natureza de alguns pecados, que jul­gamos ser imperdoáveis, e aqui, para uma melhor compreensão do significado pensamento, mostraremos alguns textos, nos quais se subentende que haja essa possibilidade.
a) Texto: blasfemar contra o ESPÍRITO SANTO. “Portanto, eu vos digo: Todo o pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o ESPÍRITO não será perdoada aos homens. E, se qualquer disser alguma palavra contra o Fi­lho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas, se alguém falar contra o ESPÍRITO SANTO, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro” (Mt 12.31,32).
b) Texto: apostatar. “Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tomaram participantes do ESPÍRITO SANTO, e provaram a boa palavra de DEUS, e as virtudes do século futuro, e recaí­ram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de DEUS, e o expõem ao vitupério” (Hb 6.4-6).
c) Texto: pecar voluntariamente depois de salvo. “Porque, se pecarmos vo­luntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados” (Hb 10.26).
d) Texto: pecado para a morte. “Se alguém vir pecar seu irmão, pecado que não é para morte, orará, e DEUS dará a vida àqueles que não pecarem para morte. Há pecado para morte, e por esse não digo que ore. Toda a iniquidade é pecado, e há pecado que não é para morte” (1 Jo 5.16,17).
V. O Pecado Abominável
1. Pecado com significação complexa. 
Sabemos que o pecado é ini­quidade e como iniquidade toma-se abominável aos olhos de DEUS. Contu­do, existem aqueles pecados que são por natureza abominações oficializadas contra DEUS e contra sua autoridade divina. Levítico e Deuteronômio citam vários pecados de abominação. Também falam em alguns que são de natureza maldosa e confusa:
ego pecado de maldade (Lv 18.17);
ego pecado de confusão (Lv 18.23).

2. Abominação — profanar lugares e coisas sagrados. O profeta ta Daniel fala da abominação sendo oficializada. Historicamente seu vaticínio cumpriu-se em Antíoco Epifânio, monarca selêucida. O profeta de DEUS fala de um período de tempo que cobre 2.300 tardes e manhãs (Dn 8.14). Este período das “duas mil e trezentas tardes e manhãs” aponta para o período das atrocida­des praticadas por Antíoco Epifânio, monarca selêucida, e no final deste lapso de tempo ele estabelecida oficialmente a abominação desoladora nos lugares santos. Foi ele, segundo as informações de Flávio Josefo e dos escritos parale­los, que estabeleceu a “abominação da desolação” no santuário em Jerusalém.
a) A profanação e purificação do santuário — historicamente falando.
“Essa profecia foi cumprida literalmente. O primeiro sacrifício pagão foi ofere­cido no dia 25 de dezembro de 168 a.C. por ordem de Antíoco Epifânio IV (que reinou: 175-163), que ordenou uma série de profanação no santuário de Jeru­salém e que, também a partir daquela data, somente fossem oferecidos no altar do Senhor, animais imundos. Mas, em 25 de dezembro de 165 a.C., o sacrifício santo foi oferecido novamente sobre o altar novo”.5
Isso quer dizer que o santuário terreno, e não o celestial, foi purificado. No conceito da Sra. Ellen White, o que aqui está em foco, é o santuário celestial. Contudo, isso não coaduna com a tese e argumento principal. A profanação do santuário duraria 2300 tardes e manhãs até que se desse a purificação do santuário. São precisamente três anos, equivalentes a 2.190 tardes e manhãs. Porém, regulares e de ordenação divina, algum tempo antes da oferta dos sacrifícios pagãos em seu lugar, o que dá conta de duas mil e trezentas tardes e manhãs de acordo com o texto”. Com efeito, porém, devemos ter em mente que 3 anos somente somam 1.080 dias e não 2.300 tardes e manhãs que for­mam dias completos. Mas a História diz que estas profanações continuaram por 6 anos e meio aproximadamente: “Dois anos depois, no vigésimo quinto dia do mês que os hebreus chamam de Casleu (dezembro) e os macedônios, Apeleu, na 153 Olimpíada, Antíoco Epifânio voltou a Jerusalém e não per­doou nem mesmo aos que o receberam na esperança de que ele não faria nenhum ato de hostilidade, e ali estabeleceu uma abominação maior. Sua in­saciável avareza fez com que ele não temesse violar também a sua fé para des­pojar o templo de tantas riquezas de que sabia estar ele cheio. Tomou os vasos consagrados a DEUS, os candelabros de ouro, a mesa sobre a qual se punham os pães da proposição e os turíbulos. Levou mesmo as tapeçarias de escarlate e de linho fino, pilhou os tesouros, que tinham ficado escondidos por muito tempo; afinal, nada lá deixou. E para cúmulo de maldade proibiu os judeus de oferecer a DEUS os sacrifícios ordinários, segundo sua lei os obrigava. Depois de ter assim saqueado toda a cidade, mandou matar uma parte dos habitantes e fez levar dez mil escravos com suas mulheres e filhos, mandou queimar os mais belos edifícios, destruiu as muralhas, construiu, na cidade baixa, uma fortaleza com grandes torres, que dominavam o templo e lá colocou uma guarnição de macedônios, entre os quais estavam vários judeus maus e, tão ímpios, que não havia males que eles não infligissem aos habitantes. Mandou também constrair um altar no templo e lá fez sacrificar porcos, o que era uma das coisas mais contrárias à nossa religião. Uma estátua de Zeus Olímpio foi colocada no templo de Jerusalém por ordem de Antíoco Epifânio. Obrigou então os judeus a renunciarem ao culto do verdadeiro DEUS, para adorar seus ídolos, ordenou que se lhes construíssem templos em todas as cidades e determinou que não se passasse um dia, que lá não se imolassem porcos. Proibiu também aos judeus, sob penas graves, que circundassem seus filhos e nomeou fiscais para vigiarem se eles observavam suas determinações, as leis que ele impunha, e obrigá-los a isso, se recusassem. A maior parte do povo obedeceu-lhe, fê-lo voluntariamente ou por medo; mas essas ameaças não puderam impedir aos que tinham virtude e generosidade, de observar as leis de seus pais; o cruel príncipe os fazia morrer, por vários tormentos. Depois de tê-los feito retalhar a golpes de chicote, sua horrível desumanidade não se contentava de fazê-los crucificar, mas, enquanto respiravam, ainda fazia enforcar e estrangular, perto deles, suas mulheres e os filhos que tinham sido circuncidados. Mandava queimar todos os livros das Sagradas Escrituras e não perdoava a um só de todos aqueles em cujas casas os encontrava”.6
b) A profanação e purificação do santuário — profeticamente falando.
Profeticamente falando, não será profanado o templo do tempo de Antíoco Epifânio. Aquele não existe mais. Mas será então, profanado o templo exis­tente na época da Grande Tribulação e pelo Anticristo. Várias profanações feitas ao santuário em Jerusalém podem ser chamadas de “abominação de- soladora”, mas a que nosso Senhor JESUS se referiu, trata-se daquela que será implantada pelo Anticristo no tempo da Grande Tribulação. Ela, portanto, é futura e não passada. No contexto de Marcos 13.14, que fala do mesmo as­sunto, está dito assim: “Ora, quando vós virdes a abominação do assolamento, que foi predito estar onde não deve estar (quem lê, entenda), então os que estiverem na Judeia fujam para os montes”. Em algum sentido, estas palavras do Senhor assinalavam alguns acontecimentos que tiveram lugar no ano 70 de nossa era, quando os exércitos romanos destruíram a cidade de Jerusalém e o santuário. Contudo, o seu cumprimento em plenitude aponta claramente para uma outra ocasião. A predição do profeta Daniel, segundo o Senhor JESUS, aponta para um tempo futuro: o do Anticristo. Ele procurará, a todo custo, ani­quilar qualquer sentimento religioso que leve o homem em direção a DEUS. Tal “filho da perdição (…) se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama DEUS, ou se adora; de sorte que se assentará, como DEUS, no templo de DEUS, queren­do parecer DEUS” (2 Ts 2.4). O objetivo do Diabo, num passado remoto, foi “se assentar na cadeira de DEUS e parecer DEUS” (Ez 28.2). O Anticristo, também, trará em seu coração perverso o mesmo sentimento sombrio. O Diabo queria tomar o lugar de DEUS no santuário celeste — o Anticristo, com efeito, quer tomar o lugar de DEUS no santuário terrestre — porém divino, porque pertence ao Senhor, o qual ele o chama de “minha casa”. Quando o grande inimigo de DEUS e dos homens quis usurpar o lugar que pertencia a DEUS no seu santuário celestial, foi chamado de “renovo abominável” (Is 14.19); quando o Anticristo se “assentar no santuário de DEUS” em Jerusalém, será também chamado de “abominação da desolação”. Portanto, a “abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel”, será o próprio Anticristo.
3. Idolatria — substituindo DEUS por uma outra coisa. A idolatria é usualmente definida como a prática de adoração a ídolos, valores e idéias em oposição à adoração a um DEUS monoteísta. A idolatria é considerada um dos maiores pecados nas religiões abraâmicas, de outro modo, em religiões onde esta atividade não é considerada como pecado, o termo idolatria é sem sentido. Quais imagens, idéias e objetos, constituem idolatria, e quais consti­tuem uma adoração válida é um assunto de discussões por autoridades e grupos religiosos. É notável o conflito sobre o uso do termo no cristianismo, entre dois dos seus principais ramos, o catolicismo e o protestantismo. Um termo originalmente de cunho religioso, a idolatria foi duramente condenada por cer­tas religiões cujos ritos não incluíam imagens de ídolos. A Bíblia, a Torah e o Alcorão são particularmente taxativos quanto à idolatria, comparando-a com alguns dos piores crimes e pecados concebíveis. Por conta desta condenação, o termo “idolatria” é atualmente adotado como forma pejorativa de referência a práticas religiosas não abraâmicas. Desobedecendo as leis de DEUS segundo os seus mandamentos.7
a) Proibição de adorar ídolo no Antigo Testamento. A adoração a ídolo (do grego antigo ε’ίδωλον, “simulacro”, derivado de είδος, “aspecto”, “figura”) ou algo semelhante é explicitamente proibido na Palavra de DEUS, em ambos os testamentos. “Então falou DEUS todas estas palavras, dizendo: Eu sou o Senhor teu DEUS, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura,
nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor teu DEUS, sou DEUS zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam. E faço misericórdia a milhares dos que me amam e aos que guardam os meus mandamentos” (Êx 20.1-6). O quebrantamento deste mandamento do Senhor que proibia a adoração de imagens de esculturas, trouxe a Israel — em vá­rias ocasiões, punições severas e avassaladouras. Quaisquer modalidades de adorações a qualquer coisa ou ser, seria considerada abominação aos olhos de DEUS (Dt 17. 3,4).
b) Proibição de adorar ídolo: no Novo Testamento. “Filhinhos, guardai- vos dos ídolos” (1 Jo 5.21). Nem anjo se deve adorar. O apóstolo Paulo ad­vertiu, dizendo: “Ninguém vos domine a seu bel-prazer, com pretexto de hu­mildade e culto dos anjos” (Cl 2.18a). E João em seu Apocalipse, diz: “E eu lancei-me a seus pés (pés do anjo) para o adorar; mas ele disse-me: Olha não faças tal; sou teu conservo, e de teus irmãos, que têm o testemunho de JESUS. Adora a DEUS; porque o testemunho de JESUS é o espírito de profecia” (Ap 19.10). Depois João acrescentado: “E eu, João, sou aquele que vi e ouvi estas coisas. E, havendo-as ouvido e visto, prostrei-me aos pés do anjo que mas mos­trava para o adorar. E disse-me: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a DEUS” (Ap 22.8,9).
4. Heresia. Heresia (do latim haerêsis, por sua vez do grego αϊρεσις, “escolha” ou “opção”) é a doutrina ou linha de pensamento contrária ou diferente de um credo ou sistema de um ou mais credos religiosos que pressuponha(m) um sistema doutrinai organizado ou ortodoxo. A palavra pode referir-se tam­bém a qualquer “deturpação” de sistemas filosóficos instituídos, ideologias políticas, paradigmas científicos, movimentos artísticos, ou outros. A quem funda uma heresia dá-se o nome de heresiarca. O termo heresia foi utilizado primeiramente pelos cristãos, para designar idéias contrárias à religião pura e imaculada para com DEUS. Também chamada pelos escritores sagrados de “falsas doutrinas”. Qualquer tipo de heresia é uma doutrina contrária à ver­dade que foi revelada na Bíblia. Ela, é, portanto: “deturpação, distorção ou má-interpretação” de tudo aquilo que a palavra de DEUS ensina. A heresia é mencionada entre as obras da carne (Gl 5.20).
Os heréticos. Os tradicionais heréticos, eram especialistas em introduzí- rem “encobertamente heresias de perdição” e após conseguirem que alguém seguissem suas dissoluções, exigiam dos tais, que fizessem uma confissão pública, negando “o Senhor que os resgatou” (1 Pe 2.1,2). Lamentavelmente, muitos seguiram estas heresias ensinadas pelos falsos doutores, e trouxeram “sobre si mesmos repentina perdição”. O apóstolo Pedro encontrou um destes grupos dentro do cristianismo, que tinha aderido a esta forma de heresia, exis­tente no primeiro século da Era Cristã. O gnósticismo, por exemplo, foi uma das heresias mais perturbadora no inicio do cristianismo.
a) Tendência cristão para aceitar a heresia. Paralelo à formação da Igreja Cristã Primitiva, apareceram outros grupos se dizendo detentores da doutrina e fé cristã. Alguns destes ensinadores baseavam seus ensinamentos em prin­cípios filosóficos, outros, em tradições herdadas por seus ancestrais e ainda um terceiro grupo, atuado por espíritos enganadores, que ensinava claramente “doutrinas de demônios”.
b) Os Gnósticos e os Agnósticos. Existe diferença entre o termo “gnós­tico” e “agnóstico”, conforme veremos no presente argumento. Este termo provém de duas palavras gregas (a, “não”; gnõsis “conhecimento”). O termo foi criado por 2º H. Huxley (1825-1895) para indicar literalmente “não co­nhecimento”, o oposto de gnósticismo. Enquanto o agnóstico indica alguém que alega “não conhecer”; enquanto que gnóstico, indica “conhecimento por excelência”. Assim, os dois termos passaram a significar duas linhas de pensamentos em relação a DEUS:
1º. Os gnósticos. Estes afirmam que DEUS existe, mas que sua existência e natureza não são conhecidas. Adiantavam também, que DEUS é inabor­dável, e que por isso não existia um mediador que pudesse conduzir o homem até Ele. A finalidade deste grupo era degradar o Filho de DEUS, negando sua existência divina — reputando-o, apenas, a mero homem.
2º. Os agnósticos. Os agnósticos — doutrina segundo a qual não é possí­vel ter certeza sobre as questões religiosas — como a existência ou não de DEUS, já que elas não podem ser confirmadas nem negadas cientificamen­te. Os agnósticos não são ateus nem crentes, mas assumem ignorância em relação àquilo que está além do conhecimento racional. O termo agnóstico vem do adjetivo grego agnósticos, que significa ignorante. Os agnósticos, mesmo não sendo ateus, procuravam negar a DEUS e sua existência, di­zendo que, não se pode conhecer a DEUS. Os agnósticos ensinavam que a mente humana era impossibilitada de conhecer a realidade, e com suas doutrinas, negavam a DEUS e por extensão o sacrifício redentor de seu Filho JESUS. Lamentavelmente, muitos cristãos dos primeiros séculos, deram ouvidos as estas doutrinas erradas, tomando-se presas tanto dos agnósti­cos como dos gnósticos, apesar do ESPÍRITO SANTO, por boca de Paulo e de outros escritores do Novo Testamento, tê-los advertidos.8
5. A doutrina de demônios. “Mas o ESPÍRITO expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enga­nadores, e a doutrina de demônios” (1 Tm 4.1). Espíritos enganadores. Este grupo era formado por pessoas possuídas por Satanás. A fonte do seu ensino, portanto, era claramente dos “espíritos enganadores”, que mesmo conhecendo a JESUS e saberem quem Ele era, procuravam, a todo custo, negar sua pes­soa e a fonte do seu poder. Encontramos em Atos dos Apóstolos, um número desconhecido de livros de magia negra e outras formas de expressão, que continham as doutrinas nocivas que este grupo ensinava. Tanto seus livros como seu ensino, foram repudiados e queimados como literatura prejudicial ao cristianismo. Estes livros continham os ensinamentos sobre magia negra, doutrina de demônios e coisas assim, desde os tempos da antiga Babilônia; mas o poder do evangelho de CRISTO, neutralizou todas aquelas forças do mal. A soma de dinheiro gasto com esta literatura do mal, foi muito grande, con­forme descreve o texto sagrado: “Também muitos dos que seguiam artes má­gicas trouxeram os seus livros e os queimaram na presença de todos e, feita a conta do seu preço, acharam que montava a cinquenta mil peças de prata” (Act 19.19). Alguns opinam que a apostasia (comentada à parte neste livro) deve fazer parte da doutrina dos demônios, visto que o apóstolo Paulo ad­vertiu aos cristãos do Novo Testamento dizendo que, antecipando a vinda do Anticristo, viria como sombra precursora a apostasia. Assim disse ele: “Ninguém, de maneira alguma, vos engane, porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição” (2 Ts 2.3). O termo ‘apostasia’ é usado muitas vezes para designar tudo aquilo que é ‘espúrio’ ou ‘rejeitado’. Contudo, apostasia, no conceito das Escrituras, apresenta um sentido mais vasto e mais sombrio que vai além daquilo que é humano ou apenas social. Está profetizado no Novo Testamento que a apos­tasia procurava se infiltrar no seio da Igreja cristã. Para muitos estudiosos das Escrituras, apostasia é o mesmo que abominação da desolação. Assim, em vários períodos da história do povo de Israel e da Igreja Cristã, a apostasia es­teve presente como arma sombria e avassaladora. Contudo, o termo apostasia, ganhou sentido especial nas páginas do Novo Testamento. APOSTASIA (Dicionário Wycliffe)Gr. apostasia, “um abandono ou deserção da fé”).Embora a palavra grega seja usada apenas duas vezes no NT (Act 21.212 Ts 2.3), ela é encontrada na LXX várias vezes, como em Josué 22.22, para expressar a rebelião do povo de DEUS, e em 2 Crônicas 29,19 em que vasos santificados do Templo foram lançados fora. A apostasia só é possível para cristãos nominais. No caso de crentes verdadeiros, as Escrituras declaram que DEUS ou os traz de volta através do sofrimento e castigo (1 Co 11.29,301 Co 5.5) ou os remove através da morte (1 Co 11.30). No caso de apóstatas, embora possa permitir que permaneçam, DEUS retira deles toda a possibilidade de arrependimento e salvação (Hb 6.1-610.26-31). A apostasia deve ser diferenciada da ignorância ou da falta de conhecimento, bem como da heresia, que é um conhecimento errado (2 Tm 2.25,26). Os homens podem ser salvos da ignorância, mas não da apostasia. Ela é caracterizada por uma rejeição deliberada da Divindade de CRISTO (1 Jo 2.22,23Judas 4) e sua morte expiatória (Fp 3.182 Pe 2.1Hb 10.29). R. A. K. BLASFÊMIA (Dicionário Wycliffe)Seu conceito envolvia uma intencional e provocadora afronta à natureza, ao nome, e à obra de DEUS, através de palavras ou atos (2 Rs 19.3,6,22; cf. 18.22). As vezes, estava dirigida a homens ou objetos intimamente associados a DEUS; por exemplo, Israel (Is 52.5), as montanhas de Israel (Ez 35.12), o templo (1 Mac 7.38). A idéia também era expressa de forma eufêmíca pelo uso da raiz bãrak, termo usualmente empregado para bênção, sendo que a verdadeira intenção seria óbvia pelo contexto (1 Rs 21.10,13Sl 10.3Jó 1.5,112.5,9; cf. A. Murtonen, VT, IX [19591, 171),Muitas vezes a blasfêmia é expressa contra o nome do Senhor (Lv 24.11,16Sl 74.10,18Is 52.5). Essa terminologia levou os judeus a um supersticioso entendimento do próprio nome. Alguns manuscritos do Qumram, por exemplo, embora de acordo com a última escrita “quadrada”, transcreveram o nome do Senhor de acordo com a antiga escrita para evitar profanar o seu nome com caracteres mais novos e comuns. Da mesma forma, os judeus não ousavam pronunciar esse Nome; portanto, ao ler, substituíam “Adonai” por “Jeová”. Apenas como lembrete ao leitor, eles escreviam os sinais de vogal de “Adonai” com as consoantes de Jeová, e na LXX escreveram kurios, palavra grega para “Adonai” ou “Senhor”.A blasfêmia era uma ofensa capital e, entre os judeus, a execução era tradicionalmente feita por apedrejamento (Lv 24.11-16; cf. destino de Nabote, apesar da falsidade da acusação, 1 Reis 21.10,13). No caso de JESUS, a acusação de blasfêmia estava baseada em sua afirmação de possuir prerrogativas Divinas (Mt 9.326.64,65Mc 2.7Jo 10.33,3619.7), mas como a pena capital imposta seria executada sob jurisdição romana, ela foi mudada para a crucificação. Estevão foi apedrejado até à morte acusado de ter blasfemado (Act 6.117.56-58).No NT, de acordo com seu emprego no grego clássico, blasphemeo e seus substantivos estão, muitas vezes, relacionados com homens e uma injuria à sua reputação; isto é, “calúnia” ou “difamação” (Rm 3.81 Co 4.1310.30Tt 3.2; cf. Arndt, s.v.). Bibliografia. HennannW, Beva\ “Blasphemeo etc.” TDNT, I, 621-625. R. V. R. Blasfêmia contra o ESPÍRITO SANTOO ato de cometer o pecado de blasfêmia contra o ESPÍRITO SANTO, ou o pecado imperdoável, foi praticado por alguns homens na ocasião em que o Senhor JESUS CRISTO curou um homem que era cego, surdo e mudo devido a uma possessão demoníaca (Mt 12.24- 32Mc 3.22-30Lc 11.15-2012.10). Os fariseus acusaram JESUS de estar associado com Satanás, e procuraram provar isso afirmando que Satanás estava ajudando JESUS a expulsar os demônios das pessoas. A resposta do Senhor veio em duas partes: um reino assim dividido não resistiría; e como então explicariam os fariseus o sucesso dos próprios judeus que expulsavam demônios? Neste episódio o Senhor JESUS CRISTO declarou que essa acusação que os fariseus tinham levantado era um pecado imperdoável contra o ESPÍRITO SANTO.Trata-se de um pecado que é particulamente dirigido contra o Espirito. Um pecado semelhante, contra CRISTO, o Filho do Homem, seria perdoável. A razão disto é simplesmente a de que embora os fariseus pudessem ter interpretado mal as palavras e as obras de JESUS como o Messias, eles deveriam ter sabido, através das suas Escrituras do Antigo Testamento, que o ESPÍRITO SANTO era suficientemente poderoso para expulsar demônios. Portanto, este pecado é um pecado contra o conhecimento, ou um pecado “à mão levantada” (lit. de forma “atrevida”) em contraste com um pecado cometido por ignorância (Nm 15.30). Tal pecado era imperdoável no Antigo Testamento, e as ofertas somente poderiam ser feitas pelos pecados cometidos por ignorância (Nm 15.22-31).Entretanto, para cometer esse pecado imperdoável, é necessária uma condição especial. Não se trata simplesmente de blasfemar em nome do ESPÍRITO, mas afirmar ou acusar que as obras de CRISTO originam-se em Satanás, e assim esta seria uma acusação de que CRISTO seria um agente de Satanás. Mas JESUS foi ungido com o ESPÍRITO no rio Jordão, como o servo escolhido de DEUS, e exerceu seu ministério público com o poder do ESPÍRITO (Lc 4.1,14). O ato de se cometer esse pecado pressupõe a presença pessoal de CRISTO na manifestação do poder divino. O episódio não ensina, de maneira nenhuma, que alguns pecados podem ser perdoados no futuro, mas ensina enfaticamente qne o destino eterno é determinado aqui e agora.Alguns podem pensar que este pecado específico contra o ESPÍRITO SANTO não possa ser cometido hoje, uma vez que o Senhor não está pessoalmente presente na terra. No entanto, cada um de nós deve estar alerta para não atribuir os miraculosos dons do ESPÍRITO (1 Co 12.4-11,28) às operações demoníacas ou satânicas. A rejeição a CRISTO é, naturalmente, um pecado imperdoável em qualquer tempo (Jo 3.18). C. C. R. APOSTASIAJr 8.5 A apostasia desvia o povo de DEUSJeremias 5 = 3 Ah! SENHOR, não atentam os teus olhos para a  verdade? Feriste-os, e não lhes doeu; consumiste-os,  e não quiseram receber a correção; endureceram as suas faces mais do que uma rocha; não quiseram  voltar.
Jeremias 9 = 6 A tua habitação está no meio do engano; pelo engano recusam conhecer-me, diz o SENHOR.Jeremias continua a expressar a sua angústia por causa do povo rebelde de DEUS e da sua recusa em arrepender-se e assim escapar da destruição que se aproxima. Queria chorar, mas sua dor era profunda demais para ele verter lágrimas. Exclamações de angústia, declarações de culpa e advertências sobre o castigo inevitável do povo estão por todo este capítulo
 2Ts 2.3 A apostasia tem sua origem no DiaboSEM QUE ANTES… Paulo explica os eventos que assinalarão o início do Dia do Senhor, e passa a considerar a destruição do “homem do pecado” e dos ímpios no fim desta era. A seqüência dos eventos será assim: (1) No decurso de toda a época da igreja, um “mistério da injustiça” (v. 7) está em ação, o que nos faz lembrar que o fim está chegando; o mal se tornará cada vez mais desenfreado à medida que a história chega ao fim. (2) À medida que o “mistério da injustiça” predomina, a apostasia na igreja atingirá proporções cada vez maiores (v. 3; cf. Mt 24.12; 2 Tm 4.3,4). (3) O detentor, i.e., o que restringe o “mistério da injustiça”, é então tirado do meio (vv. 6,7). (4) Em seguida, manifesta-se “o homem do pecado” (vv. 3,4,7,9,10). (5) A apostasia chega ao auge, na sua rebelião total contra  DEUS e sua Palavra; DEUS envia uma influência enganadora sobre aqueles que não amam a verdade (vv. 9-11). (6) Mais tarde, “o homem do pecado” é destruído com todos aqueles que tiveram prazer na iniqüidade (v. 12). Isso ocorre à vinda de CRISTO, depois da tribulação, i.e., no fim desta era (v. 8; Ap 19.20,21).
 1Tm 4.1 A apostasia marcará os últimos temposAPOSTATARÃO ALGUNS DA FÉ. O ESPÍRITO SANTO revelou explicitamente que haverá, nos últimos tempos, uma rebeldia organizada contra a fé pessoal em JESUS CRISTO e da verdade bíblica (cf. 2 Ts 2.3; Jd 3,4). (1) Aparecerão na igreja pastores de grande capacidade e poderosamente ungidos por DEUS. Alguns realizarão grandes coisas por DEUS, e pregarão a verdade do evangelho de modo eficaz, mas se afastarão da fé e paulatinamente se voltarão para espíritos enganadores e falsas doutrinas. Por causa da unção e do zelo por DEUS que tinham antes, desviarão a muitas pessoas. (2) Muitos crentes se desviarão da fé porque deixarão de amar a verdade (2 Ts 2.10) e de resistir às tendências pecaminosas dos últimos dias (cf. Mt 24.5,10-12; ver 2 Tm 3.2,3). Por isso, o evangelho liberal dos ministros e educadores modernistas encontrará pouca resistência em muitas igrejas (4.1; 2 Tm 3.5; 4.3; ver 2 Co 11.13). (3) A popularidade dos ensinos antibíblicos vem sobretudo pela ação de Satanás, conduzindo suas hostes numa oposição cerrada à obra de DEUS. A segunda vinda de CRISTO será precedida de uma maior atividade de satanismo, espiritismo, ocultismo, possessão e engano demoníacos, no mundo e na igreja (Ef 6.11,12). (4) A proteção do crente contra tais enganos e ilusões consiste na lealdade total a DEUS e à sua Palavra inspirada, e a conscientização de que homens de grandes dons e unção espirituais podem enganar-se, e enganar os outros com sua mistura de verdade e falsidade. Essa conscientização deve estar aliada a um desejo sincero do crente praticar a vontade de DEUS (Jo 7.17) e de andar na justiça e no temor de DEUS (Sl 25.4,5,12-15). (5) Os crentes fiéis não devem pensar que pelo fato da apostasia predominar dentro do cristianismo nesses últimos dias, não poderá ocorrer reavivamento autêntico, nem que o evangelismo segundo o padrão do NT não será bem-sucedido. DEUS prometeu que nos “últimos dias” salvará todos quantos invocarem o seu nome e que se separarem dessa geração perversa, e que Ele derramará sobre eles o seu ESPÍRITO SANTO (At 2.16-21,33,38-40; 3.19)
 Jd 4Gálatas 2 4 E isso por causa dos falsos irmãos que se tinham entremetido e secretamente entraram a espiar a nossa liberdade que temos em CRISTO JESUS, para nos porem em servidão;
2 Pedro 2 1 E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.
Romanos 9 21 Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra?
22 E que direis se DEUS, querendo mostrar a sua ira e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para perdição,
2Tm 4.3 A apostasia não suporta a sã doutrinaPorque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si 8doutores conforme as suas próprias concupiscências;
 NÃO SOFRERÃO A SÃ DOUTRINA. No decurso da história da igreja sempre houve aqueles que não amam a sã doutrina. À medida que o fim se aproxima, a situação nesse sentido tornar-se-á pior (cf. 3.1-5; 1 Tm 4.1). (1) “Não sofrerão a sã doutrina” (v. 3). Muitos professarão ser cristãos, freqüentarão as igrejas e mostrarão que servem a DEUS, mas não aceitarão a fé apostólica original do NT, nem as exigências bíblicas ordenando que o crente separe-se da injustiça (3.5; cf. Rm 1.16). (2) “Desviarão os ouvidos da verdade” (v. 4). A autêntica pregação bíblica de um homem de DEUS não mais será aceita por muitas igrejas. Os desviados da verdade desejarão sermões que apresentem um evangelho menos exigente (cf. 2.18; 3.7,8; 1 Tm 6.5; Tt 1.14). Já não aceitarão trechos da Palavra de DEUS que tratam de arrependimento, pecado, perdição, necessidade da
santidade e de separação do mundo (cf. 3.15-17; Jr 5.31; Ez 33.32). (3) “Amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências” (v. 3). Esses falsos crentes não quererão pastores segundo os padrões da Palavra de DEUS (cf. 1.13,14; 1 Tm 3.1-10), mas buscarão os que toleram seus desejos egoístas e mundanos. Escolherão pregadores com dons de oratória, com a habilidade de divertir o povo e com uma mensagem que lhes assegure que é possível ser crente e continuar vivendo segundo a carne (cf. Rm 8.4-13; 2 Pe 2). (4) O ESPÍRITO SANTO adverte todos que permanecem fiéis a DEUS e se submetem à sua Palavra, que lhes aguardam perseguição e sofrimento, por amor à justiça (3.10-12; Mt 5.10-12). Além disso, devem separar-se das pessoas, das igrejas e das instituições que negam o poder de DEUS para a salvação, e que pregam um evangelho modificado (3.5; ver Gl 1.9; 1 Tm 4.1,2; 2 Pe 2.1; Jd 3; Ap 2.24). Devemos sempre ser leais ao evangelho do NT e aos fiéis ministros de DEUS que o proclamam. Assim, poderemos ter certeza de estreita comunhão com CRISTO (Ap 3.20-22) e de tempos de refrigério pela presença do Senhor (At 3.19,20)
 1Tm 1.9,10 A apostasia é condenávelOcorrerá a “apostasia” (gr. apostasia), que literalmente significa “desvio’’, “afastamento’’, “abandono’’ (2.3). Nos últimos dias, um grande número de pessoas da igreja apartar-se-á da verdade bíblica.
(a) Tanto o apóstolo Paulo quanto CRISTO revelam um quadro difícil da condição de grande parte da igreja — moral, espiritual e doutrinariamente — à medida que a era presente chega ao seu fim (cf. Mt 24.5, 10-13, 24; 1Tm 4.1; 2Tm 4.3,4). Paulo, principalmente, ressalta que nos últimos dias elementos ímpios ingressarão nas igrejas em geral.
(b) Essa “apostasia” dentro da igreja terá duas dimensões. (i) A apostasia teológica, que é o desvio de parte ou totalidade dos ensinos de CRISTO e dos apóstolos, ou a rejeição deles (1Tm 4.1; 2 Tm 4.3). Os falsos dirigentes apresentarão uma salvação fácil e uma graça divina sem valor, desprezando as exigências de CRISTO quanto ao arrependimento, à separação da imoralidade, e à lealdade a DEUS e seus padrões (2Pe 2.1-3,12-19). Os falsos evangelhos, voltados a interesses humanos, necessidades e alvos egoístas, gozarão de popularidade). (ii) A apostasia moral, que é o abandono da comunhão salvífica com CRISTO e o envolvimento com o pecado e a imoralidade. Esses apóstatas poderão até anunciar a sã doutrina bíblica, e mesmo assim nada terem com os padrões morais de DEUS (Is 29.13; Mt 23.25-28). Muitas igrejas permitirão quase tudo  para terem muitos membros, dinheiro, sucesso e prestígio (ver 1Tm 4.1). O evangelho da cruz, com o desafio de sofrer por CRISTO (Fp 1.29), de renunciar todo pecado (Rm 8.13), de sacrificar-se pelo reino de DEUS e de renunciar a si mesmo será algo raro (Mt 24.12; 2Tm 3.1-5; 4.3).
(c) Tanto a história da igreja, como a apostasia predita para os últimos dias, advertem a todo crente a não pressupor que o progresso do reino de DEUS é infalível na sua continuidade, no decurso de todas as épocas e até o fim. Em determinado momento da história da igreja, a rebelião contra DEUS e sua Palavra assumirá proporções espantosas. No dia do Senhor, cairá a ira de DEUS contra os que rejeitarem a sua verdade (1Ts 5.2-9). LEITURA BÍBLICA – HEBREUS 3.7-127 Portanto, como diz o ESPÍRITO SANTO, se ouvirdes hoje a sua voz, 8 não endureçais o vosso coração, como na provocação, no dia da tentação no deserto, 9 onde vossos pais me tentaram, me provaram e viram, por quarenta anos, as minhas obras. 10 Por isso, me indignei contra esta geração e disse: Estes sempre erram em seu coração e não conheceram os meus caminhos. 11 Assim, jurei na minha ira que não entrarão no meu repouso. 12 Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do DEUS vivo.
Nesta carta, os Hebreus são chamados IRMÃOS SANTOS (vv 1).
Hebreus provavelmente foi escrito a um grupo de cristãos judeus que, depois da sua conversão a CRISTO, foram submetidos à perseguição e ao desânimo (10.32-39).
Que os destinatários de Hebreus eram verdadeiros cristãos, nascidos de novo, fica claro pelas referências abaixo:
(1) 2.1-4 fala do perigo de se desviarem da salvação;
(2) em 3.1, os leitores são chamados “irmãos santos, participantes da vocação celestial”; e
(3) em 3.6, onde são chamados a casa de DEUS. Para mais evidências de que os destinatários eram salvos por CRISTO, ver 3.12-19; 4.14-16; 6.9-12,18-20; 10.19-25,32-36; 12.1-29; 13.1-6,10-14,20,21.

O versículo 6, que não foi mencionado na leitura traz importante ensino para nossa lição: 6 mas CRISTO, como Filho, sobre a sua própria casa; a qual casa somos nós, se tão-somente conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até ao fim.
3.6 SE… CONSERVARMOS FIRME… ATÉ AO FIM. As declarações condicionais de Hebreus merecem atenção especial (ver 2.3; 3.6,14; 10.26) porque advertem que a salvação é condicional.
(1) A segurança do crente em CRISTO é mantida somente enquanto ele coopera com a graça de DEUS perseverando na fé e na santidade até o fim da sua existência terrena. Essa verdade foi enfatizada por CRISTO (Jo 8.31; Ap 2.7,11,17,25,26; 3.5,11,12,21) e é uma admoestação repetida em Hebreus (2.1; 3.6,14; 4.16; 7.25; 10.34-38; 12.1-4,14).
(2) A salvação assegurada aos membros da igreja que deliberadamente pecam nas igrejas, hoje tão em voga nalguns círculos, não tem lugar no NT (Ap 3.14-16; ver Lc 12.42-48; Jo 15.6).
3.7 DIZ O ESPÍRITO SANTO. Assim como os demais escritores do NT, o escritor de Hebreus considera as Escrituras, no sentido final e pleno, como as palavras do ESPÍRITO SANTO e não como meras palavras dos homens (cf. 9.8; 10.15; 2 Tm 3.16; 2 Pe 1.21.
Ao lermos a Bíblia, não devemos pensar que estamos lendo simplesmente a história de homens que viveram com dificuldade na penosa estrada deste mundo. Ao morrermos no Senhor, entramos no seu repouso perfeito no céu.
Diante do exposto, devemos tomar todo o cuidado para não ofender à única pessoa que pode nos ajudar a viver de acordo com a vontade de DEUS, para podermos herdar essa vida eterna que nos é outorgada no momento de nossa conversão: o ESPÍRITO SANTO.

A blasfêmia dos fariseus (também em Lc 11.14-23).
22 Trouxeram-lhe, então, um endemoninhado cego e mudo; me, de tal modo o curou, que o cego e mudo falava e via. 23 E toda a multidão se admirava e dizia: Não é este o Filho de Davi? 24 Mas nos fariseus, ouvindo isso, diziam: Este não expulsa os demônios senão por Belzebu, príncipe dos demônios. 25 JESUS, porém, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: Todo reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá. 26 E, se Satanás expulsa a Satanás, está dividido contra si mesmo; como subsistirá, pois, o seu reino? 27 E, se eu expulso os demônios por Belzebu, por quem os expulsam, então, os vossos filhos? Portanto, eles mesmos serão os vossos juízes. 28 Mas, se eu expulso os demônios pelo ESPÍRITO de DEUS, pé conseguintemente chegado a vós o Reino de DEUS. 29 Ou como pode alguém entrar em casa do homem valente e furtar os seus bens, se primeiro não manietar o valente, saqueando, então, a sua casa? 30 Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha. 31 Portanto, eu vos digo: todo pecado e blasfêmia se perdoará aos homens, mas a blasfêmia contra o ESPÍRITO não será perdoada aos homens. 32 E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á perdoado, mas, se alguém falar contra o ESPÍRITO SANTO, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro.

Qualquer Resistência Ao ESPÍRITO SANTO Impede A Sua Operação
A- Resistir ao ESPÍRITO SANTO:
Resistir é empregar uma força contra, é reconhecer de onde vem a força, porém negar e se recusar a admitir sua procedência, dando a outrem a sua origem.
É o que fizeram contra Estevão, homem cheio de sabedoria e do ESPÍRITO SANTO que pregava o evangelho, mas foi morto por resistência dos religiosos de sua época. A Intolerância religiosa é a pior arma de Satanás para aqueles que nunca ouviram o evangelho; milhões têem morrido sem ouvir a Palavra de DEUS por causa disso, principalmente nos países onde o Islamismo é a religião oficial.

B- Entristecer o ESPÍRITO SANTO:
É tê-LO não como DEUS, como Dono e Senhor, mas como empregado. É dominar o desejo de DEUS se manifestar, tornando a manifestação do ESPÍRITO SANTO impossível de acontecer. É ter amizade com o mundo. É a vida regada no mundanismo. É viver na carne e não no ESPÍRITO.

C- Extinguir o ESPÍRITO SANTO:
Apagar, desistir de, retirar de circulação, Sufocar. É deixar de fazer qualquer coisa em que o ESPÍRITO SANTO tenha participação. É se tornar casa sem dono.

D- Blasfêmia contra o ESPÍRITO SANTO:
É o que os Fariseus fizeram: Deram a Belzebu, príncipe dos demônios, a honra pelos milagres que JESUS operava, embora soubessem que vinha de DEUS, porém não queriam reconhecer em JESUS o filho de DEUS e nem queriam perder sua posição social e religiosa, eram os representantes legais de DEUS e não aceitariam outro se intrometer em seus negócios. É atribuir a Satanás o que DEUS faz. Há muitos incrédulos dentro da “Igreja” hoje como havia no tempo de JESUS, nunca dão a JESUS a honra e a glória devida pelos seus milagres, são homens réprobos e religiosos, nada sabendo das coisas espirituais, mas com diplomas e mais diplomas que comprovam sua sabedoria humana, porém sem fruto espiritual; se assentam por detrás de suas mesas para tentarem provar que não existe e nem funciona mais o poder de DEUS.

Veja que foi por inveja e não por ignorância que atribuíram a Satanás a obra do ESPÍRITO SANTO.

Veja que o ESPÍRITO SANTO fala e sua voz deve ser ouvida com um coração (entendimento) sincero e aberto ao ESPÍRITO SANTO.
Os Israelitas, embora sabendo e vendo a operação do ESPÍRITO SANTO (DEUS) entre eles, preferiram voltar ao Egito e servirem a Faraó (antítipo de Satanás). Veja que os que assim agem, erram sempre, pois não possuem o discernimento correto, somente dado pelo ESPÍRITO SANTO. Quando há o pecado de blasfêmia acontece então o deixar de DEUS, o abandono completo por parte de DEUS, a indignação de DEUS. Aconteceu com faraó que viu a operação do ESPÍRITO SANTO e não cedeu à vontade de DEUS, então seu coração foi endurecido para que não mais achasse a porta da salvação, tornou-se “persona nom grata” no céu. DEUS é amor, mas nunca deve ser levado à sua ira. a advertência para todos nós é: “nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do DEUS vivo’.

Os pecados contra o ESPÍRITO SANTO
Os pecados contra o ESPÍRITO SANTO consistem em palavras, atitudes e atos. Entre os pecados por palavras, acham-se as afrontas verbais e as blasfêmias. As atitudes e atos constam da resistência ao ESPÍRITO, e da recusa contínua de se cumprir a vontade de DEUS. Contudo, a resistência ao ESPÍRITO é o pecado inicial que se comete contra o Consolador. Uma vez cometida esta ofensa, as demais parecerão de somenos importância, visto que o coração do ofensor, afetado terrivelmente pela iniqüidade, considerará o pecado algo comum e corriqueiro.
Lembremo-nos que o ESPÍRITO SANTO, simbolizado nas Escrituras pela pomba, é muito sensível.

I. RESISTÊNCIA AO ESPÍRITO SANTO
1. O que é resistir ao ESPÍRITO SANTO. É recusar, de forma consciente, a vontade divina transmitida pelo ESPÍRITO SANTO mediante a Palavra de DEUS e por meio de seu trabalho em nossos corações.
IMPEDIR A AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO. Ao invés de receber, desejar a ação do ESPÍRITO SANTO em sua vida ou na vida dos outros, a pessoa tenta atrapalhar a ação do ESPÍRITO SANTO, além do mais, fala mal da ação do ESPÍRITO SANTO.

2. O sentido do texto bíblico.
Ir contra, colidir contra, atrapalhar o curso normal, frear a ação do ESPÍRITO SANTO por inveja ou qualquer outro sentimento maligno.

O verbo resistir usado por Estevão no original, vai além de uma mera resistência.
Aqui a resistência é ao amor de DEUS, à revelação da palavra de DEUS.

II. AGRAVO AO ESPÍRITO SANTO
Insultar o ESPÍRITO SANTO e rebelar-se contra Ele, o qual comunica a graça de DEUS ao nosso coração, é um agravo terrível, pois sem O mesmo, não há como entendermos a salvação pela graça de DEUS; talvez por isso mesmo, muitos buscam a salvação nas obras da lei.
Gálatas 3:2 Só quisera saber isto de vós: recebestes o ESPÍRITO pelas obras da lei ou pela pregação da fé?
Paulo demonstra a superioridade da salvação pela graça mediante a fé em CRISTO sobre a tentativa de se obter a salvação mediante a obediência à lei. Mediante a fé em CRISTO recebemos o ESPÍRITO SANTO e todas as suas bênçãos, inclusive o dom da vida eterna (vv. 2,3,5,14,21; 4.6). Porém, a pessoa que depende da lei para obter a salvação não recebe o ESPÍRITO, nem a vida, porque a lei em si mesma não pode outorgar a vida (v. 21).
Acostumados como estavam ao culto levítico, e sob perseguição por causa do evangelho de CRISTO, os cristãos de origem judaica começaram a deixar a igreja e a retornar ao judaísmo centrado no Templo em Jerusalém.
Um judeu que deixa CRISTO para retornar ao judaísmo do deus do templo, um evangélico que volta ao catolicismo, ou qualquer crente que vai praticar alguma religião maligna, todos estes estão agravando ao ESPÍRITO SANTO, ESPÍRITO DA GRAÇA.

III. ENTRISTECER O ESPÍRITO SANTO
“E não entristeçais o ESPÍRITO SANTO de DEUS, no qual estais selados para o Dia da redenção. Toda amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmias, e toda malícia seja tirada de entre vós” (Ef 4.30,31).
1. Tristeza do ESPÍRITO SANTO. O vocábulo original tem a ver com agravo, dor, aflição, angústia.
NÃO ENTRISTEÇAIS O ESPÍRITO SANTO. O ESPÍRITO SANTO, que habita no crente (Rm 8.9; 1 Co 6.19), é uma Pessoa que pode sentir intensa mágoa ou tristeza, assim como o próprio JESUS sentia quando chorou por causa de Jerusalém, e em outras ocasiões (Mt 23.37; Mc 3.5; Lc 19.41; Jo 11.35).

2. O que pode entristecer o ESPÍRITO SANTO. Toda conversação maligna e corrupta, que estimule os desejos pecaminosos e a luxúria, contrista o ESPÍRITO SANTO”.
(1) O crente causa tristeza ou pesar ao ESPÍRITO SANTO, quando não dá importância à sua presença, voz ou direção (Rm 8.5-17; Gl 5.16-25; 6.7-9).
(2) Entristecer o ESPÍRITO SANTO leva a resisti-lo (At 7.51); isto, por sua vez, leva a extingui-lo (1 Ts 5.19) e, finalmente, a fazer agravo ao ESPÍRITO da graça (Hb 10.29). Esta última ação pode ser identificada como a blasfêmia contra o ESPÍRITO SANTO, para a qual não há perdão (ver Mt 12.31).

IV. MENTIR AO ESPÍRITO SANTO
1 Mas um certo varão chamado Ananias, com Safira, sua mulher, vendeu uma propriedade
2 e reteve parte do preço, sabendo-o também sua mulher; e, levando uma parte, a depositou aos pés dos apóstolos.
3 Disse, então, Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao ESPÍRITO SANTO e retivesses
parte do preço da herdade?
4 Guardando-a, não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não
mentiste aos homens, mas a DEUS.
5 E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu de expirou. E um grande temor veio sobre todos os que isto ouviram.
6 E, levantando-se os jovens, cobriram o morto e, transportando-o para fora, o sepultaram.
7 E, passando um espaço quase de três horas, entrou também sua mulher, não sabendo o que havia acontecido.
8 E disse-lhe Pedro: Dize-me, vendestes por tanto aquela herdade? E ela disse: Sim, por tanto.
9 Então, Pedro lhe disse: Por que é que entre vós vos concertastes para tentar o ESPÍRITO do Senhor? Eis aí à porta os pés dos que
sepultaram o teu marido, e também te levarão a ti.
10 E logo caiu aos seus pés e expirou. E, entrando os jovens, acharam-na morta e a sepultaram junto de seu marido.
11 E houve um grande temor em toda a igreja e em todos os que ouviram estas coisas.
12 E muitos sinais e prodígios eram feitos entre o povo pelas mãos dos apóstolos. E estavam todos unanimemente no alpendre de
Salomão.
13 Quanto aos outros, ninguém ousava ajuntar-se com eles; mas o povo tinha-os em grande estima.
14 E a multidão dos que criam no Senhor, tanto homens como mulheres, crescia cada vez mais,
15 de sorte que transportavam os enfermos para as ruas e os punham em leitos e em camilhas, para que ao menos a sombra de
Pedro, quando este passasse, cobrisse alguns deles.
16 E até das cidades circunvizinhas concorria muita gente a Jerusalém, conduzindo enfermos e atormentados de espíritos
imundos, os quais todos eram curados.
5.3 MENTISSES AO ESPÍRITO SANTO. A fim de obterem prestígio e reconhecimento, Ananias e Safira mentiram diante da igreja a respeito das suas contribuições. DEUS considerou um delito grave essas mentiras contra o ESPÍRITO SANTO. As mortes de Ananias e Safira ficaram como exemplos perpétuos da atitude de DEUS para com qualquer coração enganoso entre aqueles que professam ser cristãos. Note, também, que mentir ao ESPÍRITO SANTO é a mesma coisa que mentir a DEUS, logo, o ESPÍRITO SANTO também é DEUS (vv. 3,4; ver Ap 22.15).
5.4 POR QUE FORMASTE ESTE DESÍGNIO…? A raiz do pecado de Ananias e de Safira era seu amor ao dinheiro e elogio dos outros. Isto os fez tentar o ESPÍRITO SANTO (v. 9). Quando o amor ao dinheiro e o aplauso dos homens tomam posse de uma pessoa, seu espírito fica vulnerável a todos os tipos de males satânicos (1 Tm 6.10). Ninguém pode estar cheio de amor ao dinheiro e, ao mesmo tempo, amar e servir a DEUS (Mt 6.24; Jo 5.41-44).
5.5 ANANIAS… CAIU E EXPIROU. DEUS feriu com severidade a Ananias e Safira (vv. 5,10), para que se manifestasse sua aversão a todo engano, mentira e desonestidade no reino de DEUS. Um dos pecados mais abomináveis na igreja é enganar o povo de DEUS no tocante ao nosso relacionamento com CRISTO, trabalho para Ele, e a dimensão do nosso ministério. Entregar-se a esse tipo de hipocrisia significa usar o sangue derramado de CRISTO para exaltar e glorificar o próprio eu diante dos outros. Esse pecado desconsidera o propósito dos sofrimentos e da morte de CRISTO (Ef 1.4; Hb 13.12), e revela ausência de temor do Senhor (vv. 5,11) e de respeito e honra ao ESPÍRITO SANTO (v. 3), e merece o justo juízo de DEUS.
5.11 HOUVE UM GRANDE TEMOR EM TODA A IGREJA O julgamento divino contra o pecado de Ananias e Safira levou a um aumento de humildade, reverência e temor do povo para com um DEUS santo. Sem o devido temor do DEUS santo e da sua ira contra o pecado, o povo de DEUS voltará, em pouco tempo, aos caminhos ímpios do mundo, cessará de experimentar o derramamento do ESPÍRITO e a presença milagrosa de DEUS e então lhe será cortado o fluxo da graça divina. Este é um elemento essencial da fé neotestamentária e do cristianismo bíblico hoje em dia.

1. O sentido da palavra “mentira” em Atos 5.3. Aqui, o termo original corresponde a contar uma falsidade como se fosse verdade.
2. As implicações de se mentir ao ESPÍRITO SANTO. Quem mente ao ESPÍRITO SANTO, menospreza a sua deidade; Ele é DEUS (vv.3,4).

V. EXTINGUIR O ESPÍRITO SANTO
Paulo escrevendo aos irmãos de Tessalônica, exortou-os: “Não extingais o ESPÍRITO” (1 Ts 5.19).

1. O que é extinguir o ESPÍRITO. O termo traduzido por “extinguir” referente ao ESPÍRITO SANTO, tem o sentido colateral de apagar aos poucos uma chama, um fogo que está a arder.
5.19,20 NÃO EXTINGAIS O ESPÍRITO.
(1) Paulo compara o extinguir o fogo do ESPÍRITO com o desprezo e rejeição às manifestações sobrenaturais do ESPÍRITO SANTO, tais como a profecia (vv. 19,20). Reprimir ou rejeitar o uso correto e ordenado da profecia, ou de outros dons espirituais, resultará na perda em geral da manifestação do ESPÍRITO (1 Co 12.7-10,28-30). O ministério do ESPÍRITO SANTO a favor dos crentes é descrito em Jo 14.26; 15.26,27; 16.13,14; At 1.8; 13.2; Rm 8.4,11,16,26; 1 Co 2.9-14; 12.1-11; Gl 5.22-25.
(2) Estes dois versículos mostram com clareza que outras igrejas tinham em seu meio a manifestação de dons espirituais nos cultos de oração. Note-se bem que as mensagens proféticas não desprezadas, mas também aceitas após exame cuidadoso (v. 21; ver 1 Co 14.29).

2. O perigo de se extinguir o ESPÍRITO. A extinção das operações do ESPÍRITO SANTO na vida da igreja quando não é letal, a adoece e debilita, sem que ninguém o perceba.
São pessoas que impedem a ação do ESPÍRITO SANTO em suas congregações, não permitem que os dons do ESPÍRITO SANTO sejam manifestos. Temos muitos resistentes ao ESPÍRITO SANTO hoje na igreja.

VI. BLASFEMAR CONTRA O ESPÍRITO SANTO
1. O que é blasfemar contra o ESPÍRITO SANTO?
Os adversários de JESUSblasfemavam contra Ele e o ESPÍRITO SANTO, declarando consciente, proposital e seguidamente que JESUSoperava milagres pelo poder de Satanás, o chefe dos demônios (Mt 9.32-34; 12.22-24; Mc 3.22; Lc 11.14,15).
BLASFÊMIA CONTRA O ESPÍRITO SANTO. A blasfêmia contra o ESPÍRITO SANTO é a rejeição contínua e deliberada do testemunho que o ESPÍRITO SANTO dá de CRISTO, da sua Palavra e da sua obra de convencer o homem, do pecado (cf. Jo 16.7-11). Aquele que rejeita a voz do ESPÍRITO e se opõe a ela, afasta de si mesmo o único recurso que pode levá-lo ao perdão o ESPÍRITO SANTO. Os passos que levam à blasfêmia contra o ESPÍRITO:
(1) entristecer o ESPÍRITO. Se isto for contínuo, levará à resistência ao ESPÍRITO (Ef 4.30);
(2) resistir ao ESPÍRITO leva ao apagamento do ESPÍRITO dentro da pessoa (1 Ts 5.19);
(3) apagar o ESPÍRITO leva ao endurecimento do coração (Hb 3.8-13);
(4) o endurecimento do coração leva a uma mente réproba e depravada, a ponto de chamar o bem de mal e o mal de bem (Rm 1.28; Is 5.20). Quando o endurecimento do coração atinge certa intensidade que somente DEUS conhece, o ESPÍRITO já não contenderá para levar aquela pessoa ao arrependimento (cf. Gn 6.3; ver Dt 29.18-21; 1 Sm 2.25; Pv 29.1). Quanto àqueles que se preocupam pensando que já cometeram o pecado imperdoável, a sua disposição de se arrependerem e quererem o perdão, é evidência de que não cometeram o tal pecado imperdoável.

2. A blasfêmia contra o ESPÍRITO SANTO é imperdoável.
O ser humano pode chegar a tal cegueira espiritual a ponto de blasfemar contra o ESPÍRITO.

CONCLUSÃO
O Movimento Pentecostal somente poderá lograr bom êxito em qualidade e quantidade se nos mantivermos nos padrões da sã doutrina e revestidos do poder do alto. Poder de baixo, humano, terreno, não temos falta; mas necessitamos sempre do poder do alto, que põe a igreja em marcha (Lc 24.49). É impensável o pentecostalismo sem o ESPÍRITO SANTO. Portanto, não podemos cometer nenhum pecado contra Ele. Se o fizermos, poderemos comprometer, fatalmente, o nosso destino eterno. Que o Senhor nos ajude a sermos sadios na fé, maduros no entendimento e zelosos na manutenção da chama do autêntico avivamento espiritual.

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES: Subsídio Devocional
“O Pecado Imperdoável.
CRISTO falou de um pecado imperdoável, mas o que estava querendo dizer? Que pecado é esse? Os fariseus viam os milagres de CRISTO e os atribuíam a Satanás. CRISTO observou que a conclusão deles era ilógica (Mt 12.31, 32). Satanás jamais pensaria em expulsar seus próprios cúmplices. Satanás não expulsa Satanás. Só uma pessoa mais forte do que ele poderia expulsá-lo. O pecado imperdoável foi cometido quando os líderes espirituais colocaram-se entre CRISTO e o povo comum que estava desejoso de aceitar os milagres de JESUS, considerando-os legítimos. No contexto do Novo Testamento, esse pecado era o de uma nação incrédula que havia perdido a sensibilidade espiritual e resolvido rejeitar o Messias de DEUS. É necessário crer para ser perdoado! Os fariseus que rejeitaram as credenciais de CRISTO estavam se excluindo do reino dos céus por incredulidade. […] Se você está preocupado, pensando que cometeu esse pecado imperdoável, tenha certeza de que não o cometeu. Sua sensibilidade prova que DEUS está trabalhando em seu coração. Aqueles que cometem um pecado imperdoável não têm interesse algum no relacionamento com Ele.” (LUTZER, Erwin W. Deixando seu passado para trás. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.45-6.) Revista Ensinador Cristão, CPAD, no 27, pág. 40

AJUDA BIBLIOGRÁFICA

CPAD – http://www.cpad.com.br/ – Bíblias, CD’S, DVD’S, Livros e Revistas. BEP – Bíblia de Estudos Pentecostal.VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE – http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm

BÍBLIA ILUMINA EM CD – BÍBLIA de Estudo NVI EM CD – BÍBLIA Thompson EM CD.

Peq.Enc.Bíb. – Orlando Boyer – CPAD

Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.

O Novo Dicionário da Bíblia – J.D.DOUGLAS.

Revista Ensinador Cristão – nº 53 – CPAD.

Comentário Bíblico Beacon, v.5 – CPAD.GARNER, Paul. Quem é quem na Bíblia Sagrada. VIDA

CHAMPLIN, R.N. O Novo e o Antigo Testamento Interpretado versículo por Versículo.

STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

AS GRANDES DEFESAS DO CRISTIANISMO – CPAD – Jéfferson Magno Costa

O NOVO DICIONÁRIO DA BÍBLIA – Edições Vida Nova – J. D. Douglas

Comentário Bíblico Expositivo – Novo Testamento – Volume I – Warren W. Wiersbe

http://www.gospelbook.netwww.ebdweb.com.brhttp://www.escoladominical.nethttp://www.portalebd.org.br/

SOTERIOLOGIA – AS GRANDES DOUTRINAS DA BÍBLIA – Pr. Raimundo de Oliveira – CPAD

Comentário Bíblico TT W. W. Wiersbe

Teologia Sistemática Pentecostal – A Doutrina da Salvação – Antonio Gilberto – CPAD

A TENTAÇÃO E A QUEDA – Comentário Neves de Mesquita

Bíblia The Word.TERMOS BÍBLICOS PARA SALVAÇÃO – BEP – SALVAÇÃO

Teologia Sistemática – Conhecendo as Doutrinas da Bíblia – A Salvação – Myer Pearman – Editora Vida

CRISTOLOGIA – A doutrina de JESUS CRISTO – Esequias Soares – CPAD

Conhecendo as Doutrinas da Bíblia – Myer Pearman – Editora Vida

Dicionário Bíblico Wycliffe – CPAD

Contra o Calvinismo – Roger Olson – Editora Reflexão

Teologia Sistemática de Charles Finney

Publicado no site do Pr. Luiz Henrique

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