Pastores e Diáconos – Pr. Adilson Guilhermel

Pastores e Diáconos – Pr. Adilson Guilhermel

Texto Áureo: Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar. I Timóteo 3.2

Leitura Bíblica em Classe: I Timóteo 3.1-4,8-13

Introdução: Houve um tempo em que as ordenações a ofícios na Igreja, tais como, pastores, presbíteros, bispos ou anciãos e diáconos obedecia a critérios rigorosos na separação para tal. É bem verdade que ainda existe essa prática em alguns ministérios, mas infelizmente não é em todos, pois há alguns ministérios que fazem essa ordenação por conveniência e não por qualificação do indivíduo. Se não bastasse isso, ainda tem indivíduos que se ordenam a um desses ofícios por conta própria e, geralmente o que mais buscam é o ofício de pastor. Essa febre de querer ser pastor e abrir igrejas a revelia na realidade não tem sido um bem para o evangelho e sim, um grande mal. O que implica é que quaisquer uns desses ofícios envolvem uma chamada de Deus para tal, e não somente isso, é também necessário que o postulante reúna várias qualificações para exercê-los. O que se observa em nossos dias é que muitos indivíduos tem se aventurado a exercer essas funções, sem qualquer qualificação para tal.

1) A SEPARAÇÃO DE UM PASTOR EXIGE QUE TENHA BOM CARÁTER

É uma ambição digna, mas não é qualquer um que pode exercer – 1 Timóteo 3.1 ESTA é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja.

Desejar um cargo ou promoção no ministério não é errado, o errado é o indivíduo forçar uma situação para alcançar aquilo que deseja. É preciso entender que esses ofícios ministeriais não são para qualquer um. É uma ambição digna, porém para cada um desses ofícios existem exigências que o postulante não pode deixar de ignorar. Caso ignore e não respeite as condições impostas pela palavra de Deus, esse indivíduo estará afrontando a Deus, a palavra, o ministério, e se caracterizando como rebelde condição essa que implicará na sua salvação.

2) PARA ALGUÉM CHEGAR A SER PASTOR REQUER QUALIFICAÇÕES

A irrepreensibilidade em vários aspectos é o requisito condicional – 1 Timóteo 3.2 Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar;

O ofício, seja de pastor, bispo, presbítero, ancião, estão enquadrados nos mesmos requisitos condicionais as suas qualificações. Nesse caso está envolvido o ministério pastoral e as condições exigidas para que seja um verdadeiro pastor. Além de ser necessária uma chamada ministerial vinda de Deus, é preciso que o indivíduo apresente um caráter irrepreensível, ou seja, não deve haver em sua vida qualquer coisa que o desabone diante dos outros, ou que satanás ou pessoas incrédulas usem para criticar ou atacar a Igreja. Não podemos nos considerar impecáveis em nossa conduta, porém devemos nos esforçar para sermos irrepreensíveis e acima de qualquer suspeita. Pastor que se divorcia por motivos que não seja o adultério, não pode se casar no outra. Caso assim o faça, não é mais digno de subir no púlpito e muito menos doutrinar a Igreja. Tem alguns pastores fazendo isso, sem qualquer temor de Deus. Por adultério, ou viuvez está de acordo com a palavra, fora disso está em pecado. Deve ser temperante, ou seja, manter o bom senso em todas as situações, como também ser sóbrio e sensato em todas as coisas. Deve ter sobriedade com a sua postura e principalmente com a palavra para não vulgarizar a mensagem com um comportamento tolo. A sua vida tanto exterior com interior deve ser exemplar, assim como no ensino e na doutrina. Ser hospitaleiro era uma condição usada em tempos passados, quando um obreiro ou visitante vinha de longe, geralmente o líder da igreja é que oferecia a hospedagem. Não é o caso de nossos dias onde há vários hotéis para isso. Ser apto para ensinar é uma das essenciais condições, pois quem não sabe manejar a palavra de Deus não pode ser separado para esse ofício.

3) A NOMEAÇÃO DE UM PASTOR É CONDICIONAL A SUA SOBRIEDADE

Apenas homens de conduta moderada podem exercer esse ofício – 1 Timóteo 3.3 Não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento;

Não dado ao vinho, significa não se embebedar, pois os bêbados ficarão de fora. Não violento significa que o pastor deve ser temperante, longânimo e ter domínio próprio. Deve ser cordato, significa que atender as pessoas com amabilidade e com atenção. Um pastor deve ser pacificador e inimigo de contendas. Não se pode diante de situações complicadas perder o equilíbrio emocional e agir destemperadamente. Não pode ser avarento também significa usar o ministério como um modo de ganhar dinheiro e geralmente para sí próprio. Caso a Igreja tenha bons recursos o pastor deve usar parte desses recursos para ajudar os membros que estão passando por necessidade.

4) O PASTOR DEVE SER CAPAZ DE GOVERNAR A SUA PRÓPRIA CASA

Quem não é capaz de cuidar dos seus não pode cuidar da igreja – 1 Timóteo 3.4 Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia.

Para um pastor o seu lar e a Igreja devem ter cuidados similares, onde ambos deve ser administrados com amor, verdade e disciplina. O pastor não pode ser uma coisa em casa e outra na Igreja, ou vice-versa. O esforço do Pastor em cuidar da salvação dos outros, também deve se estender com os do seu lar.  O pastor não pode ser um tirano ou ditador em casa e não igreja ser todo amoroso, pois isso gerará sentimentos de revolta, tanto nos filhos, como na esposa.

5) QUEM QUER SER UM DIÁCONO DEVE TER DISPOSIÇÃO DE SERVIR

Ele deve ser alguém de princípios sem qualquer vício negativo -1 Timóteo 3.8 Da mesma sorte os diáconos sejam honestos, não de língua dobre, não dados a muito vinho, não cobiçosos de torpe ganância;

A primeira nomeação ao diaconato surgiu quando os apóstolos separaram sete diáconos para serem seus assistentes. Essa nomeação foi motivada pelo acúmulo de funções que sobrecarregavam os apóstolos, e assim com a separação dos diáconos eles poderiam se dedicar mais a palavra. Em nossos tempos embora os diáconos não tenham a mesma autoridade dos presbíteros, devem possuir algumas qualificações para serem ordenados a este ofício. Devem ser indivíduos de elevado caráter cristãos e com muito senso de responsabilidade na função que o cargo exige. Deve ser pessoa de palavra, sem mentiras ou enganos. Se alguém não pode controlar essa tendência para o vinho, ou qualquer outra bebida alcoólica não pode estar qualificado para exercer qualquer ofício na Igreja e muito menos o serviço de diácono. Um diácono ou líder de Igreja não pode fazer do seu ofício um meio de obter ganhos próprios com objetivos de enriquecer-se com o que não lhe pertence. Tal pecado é muito tentador para aquele que tem a responsabilidade de manusear o dinheiro da Igreja.

6) UM DIÁCONO PRECISA SER DOTADO DE INTEGRIDADE ESPIRITUAL

Ele deve ser um homem de fé e sinceridade absoluta em tudo – 1 Timóteo 3.9  Guardando o mistério da fé numa consciência pura.

Os diáconos devem procurar aprender a doutrina bíblica observando os seus preceitos e procurando obedecer tudo de boa consciência. Um diácono que não conhece a palavra de Deus e não se esforça em conhecê-la, será sempre um problema para o bom andamento da congregação a qual serve. A escolha de alguém para o diaconato não pode ser simplesmente por ser benquisto por todos, ou por uma boa situação financeira, ou por ser um generoso contribuinte. Isso não pode ser levado em conta para a ordenação de um diácono, ou qualquer outro ofício.

7) NÃO SE SEPARA ALGUÉM A DIACONO SEM PROVAR SEU CARÁTER

Quem não for considerado irrepreensível não pode ser separado – 1 Timóteo 3.10 E também estes sejam primeiro provados, depois sirvam, se forem irrepreensíveis.

Alguém que é separado para o diaconato a revelia, sem observar se tem qualificações para tal poderá trazer grandes prejuízos para a Igreja. Isto é algo que não pode ser precipitado sob hipótese alguma, para que a obra não venha sofrer as conseqüências disso. Para saber se os postulantes ao cargo possuem qualificações é preciso observar a vida e a conduta desses indivíduos. Nos critérios de escolha é preciso que ele prove se tem vocação para servir com disposição em qualquer circunstância. Para fazer a coisa certa no sentido de separar alguém para um ofício na Igreja, é necessário fazer testes práticos em todos os candidatos a esse cargo. É preciso observar a sua maturidade espiritual e suas qualificações de toda ordem. Nenhum candidato pode receber ordenação sem ser provado em tudo.

8) TER UMA MULHER FIÉL EM TUDO É REQUISITO PARA SER DIÁCONO

Não é só passar nas provas, a sua mulher deve ser observada – 1 Timóteo 3.11 Da mesma sorte as esposas sejam honestas, não maldizentes, sóbrias e fiéis em tudo.

O indivíduo postulante ao cargo de diácono pode até ser aprovado para tal, porém não basta isso, pois também a sua mulher deve reunir condições ideais para que se concretize a oficialização do cargo. Além de sobriedade exigida é preciso saber se estão dispostas a carregar o fardo de responsabilidade pelo sucesso dos maridos. A esposa de um diácono ou qualquer outro ofício na Igreja não pode ser um impedimento no desempenho de suas tarefas. Elas devem ter um profundo interesse pela obra da igreja, não podem ser linguarudas, ou viver falando mal de quem quer que seja como também devem ser fiéis em tudo.

9) O DIÁCONO DEVE CUIDAR DA SUA FAMÍLIA DANDO BONS EXEMPLOS

Uma boa conduta no âmbito familiar é exigida na sua ordenação – 1 Timóteo 3.12 Os diáconos sejam maridos de uma só mulher, e governem bem a seus filhos e suas próprias casas.

Um diácono deve ter a reputação de ser um homem bom e fiel, tanto no seu lar, como na Igreja em que serve. Um diácono não pode servir bem na casa de Deus se não sabe servir bem em sua própria casa. Os cuidados com os filhos e o governo dos mesmos se estão dentro dos princípios bíblicos, é uma excelente experiência, para que também sirva bem a família de Deus na Igreja. Um diácono que reúne qualificação para tal, e demonstra sinceramente a sua fidelidade em todos os aspectos, certamente gozará de grande prestígio diante de Deus e dos homens.

10) O OFÍCIO DE DIÁCONO EXIGE TER DISPOSIÇÃO DE TRABALHAR

O caminho a posições mais elevadas exige integridade e retidão – 1 Timóteo 3.13 Porque os que servirem bem como diáconos, adquirirão para si uma boa posição e muita confiança na fé que há em Cristo Jesus.

Para um pastor é uma grande alegria ter um diácono que serve a Igreja com todas as qualificações concernentes ao seu ofício. Aqueles que servirem bem e buscarem o crescimento espiritual, como também se prepararem teologicamente, tem grandes possibilidades de serem promovidos a um cargo mais elevado que exija estas condições. Em nossos dias o ofício de diácono já não é tão almejado nas Igrejas, isto porque, precipitadamente já eleva as suas pretensões para cargos mais elevados, principalmente o de Pastor. É bom lembrar que um pastor é também um médico de almas, assim como um médico secular que cuida do corpo humano precisa fazer uma faculdade de medicina e ser credenciado para exercer o seu ofício, também um Pastor precisa ser credenciado e ter um preparo teológico, tanto teórico como prático, para exercer o seu ofício. Se um médico não tem esse preparo é considerado um falso médico e se o Pastor não tem o preparo necessário para cuidar de almas, é um falso pastor.

Elaborado pelo pastor Adilson Guilhermel

Publicado no site Esboços da EBD

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