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Os Impérios Mundiais e o Reino do Messias - Sulamita Macêdo

Professoras e professores, observem estas orienta√ß√Ķes:

1 - Antes de abordar o tema da aula, é interessante que vocês mantenham uma conversa informal e rápida com os alunos:

- Cumprimentem os alunos.

- Dirijam-se aos alunos, chamando-os pelo nome, para tanto é importante uma lista nominal para que vocês possam memorizar.

- Perguntem como passaram a semana.

- Escutem atentamente o que eles falam.

- Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.

- Verifiquem se h√° alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.

2 - Este momento não é uma mera formalidade, mas uma necessidade. Ao escutá-los, vocês estão criando vínculo com os alunos, eles entendem que vocês também se importam com eles.Outro fator importante para estabelecer vínculos com os alunos é através das redes sociais, adicionem os alunos e mantenham comunicação com eles.

3 - Ap√≥s a chamada, solicitem ao secret√°rio da classe a rela√ß√£o dos alunos ausentes e procurem manter contato com eles durante a semana, atrav√©s de telefone ou email ou pelas redes sociais,deixando uma mensagem “in box” dizendo que sentiu falta dele(a) na EBD).Os alunos se sentir√£o queridos, cuidados, perceber√£o que voc√™s sentem falta deles. Dessa forma, voc√™s estar√£o estabelecendo v√≠nculos afetivos com seus alunos.

4 - Escolham um momento da aula, para mencionar os nomes dos alunos aniversariantes, parabenizando-os, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo.

5 - Fazendo o que foi exposto acima, somando-se a um professor motivado, associando a uma boa preparação de aula, com participação dos alunos, vocês terão bons resultados! Experimentem!

6 - Agora, voc√™s iniciam o estudo da li√ß√£o. Vejam estas sugest√Ķes:- Escrevam no quadro o t√≠tulo da li√ß√£o: Os Imp√©rios Mundiais e o Reino do Messias.

- Falem que a partir desta li√ß√£o, vamos estudar sobre a 2¬™ parte do livro de Daniel, que trata de sonhos e vis√Ķes de cunho prof√©tico e apocal√≠ptico dados por Deus a Daniel.

- Escrevam no quadro os nomes dos 4 animais e apresentem também uma figura deles:

Le√£o com asas de √°guia

Urso

Leopardo com 04 asas

Animal com aparência espantosa


- Leiam com os alunos Dn 7. 3 a 8, 13,14, expliquem o significado da visão dos 04 animais. Falem também dos 10 chifres e do pequeno chifre.Apresentem a figura da estátua do sonho de Nabucodonosor e façam uma relação com a visão dos 04 animais.

- Depois, falem sobre o julgamento das na√ß√Ķes do mundo e que o juiz ser√° Deus.

- Falem em seguida sobre a Grande Tribulação, o domínio do Anticristo, seu julgamento e destruição.

- Agora, falem sobre a volta de Jesus e o reino milenial.- Para concluir a aula, utilizem a din√Ęmica¬†“O Reino do Messias”.Tenham uma excelente e produtiva aula!

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Os Impérios Mundiais e o Reino do Messias - Luciano de Paula Lourenço

Texto Base: Daniel 7:3-8,13,14

“E o reino, e o dom√≠nio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o c√©u ser√£o dados ao povo dos santos do Alt√≠ssimo; o seu reino ser√° um reino eterno, e todos os dom√≠nios o servir√£o e lhe obedecer√£o” (Dn 7:27).

INTRODUÇÃO
Nesta Aula estudaremos o capítulo 7, onde é narrada a visão que Deus deu a Daniel sobre o fim dos Impérios mundiais e o surgimento do Reino eterno do Messias. Até o capítulo 6, vimos a parte histórica do livro; agora, nos capítulos 7 a 12, veremos a parte profética.
O capítulo 7 está dividido em duas grandes partes: os versículos 1 a 14 retratam o sonho de Daniel; os versículos 15 a 28, a interpretação do sonho.
Percebe-se que há um paralelo entre o capítulo 2 e o capítulo 7. Estudiosos dizem que o capítulo 2 apresenta um panorama na perspectiva do homem, enquanto o capítulo 7 apresenta uma perspectiva divina do mesmo tema. O capítulo 2 trata da história dos impérios em seu aspecto externo: seu esplendor; o capítulo 7 trata do aspecto espiritual interno: são como feras selvagens.
Daniel 7 trata do desenrolar da história humana até o fim do mundo. Se olharmos apenas para os reinos deste mundo somos o povo menos favorecido da terra, mas se olharmos para o trono de Deus somos o povo mais feliz da terra. Os impérios do mundo surgem, prosperam e desaparecem, mas o Reino de Cristo permanece para sempre. (1)
I. A VISÃO DOS QUATRO ANIMAIS (Dn 7:1-8)

1. A vis√£o (Dn 7:3-15).¬†A vis√£o de Daniel ocorreu no “primeiro ano de Belsazar, rei da Babil√īnia” (Dn 7:1), ou seja, quatorze anos antes da queda do reino Babil√īnico. A vis√£o de Daniel revela a ordem das coisas futuras - da √©poca em que o profeta se encontrava, mais de cinco s√©culos antes do nascimento de Cristo, at√© os nossos tempos e at√© o fim da Era gent√≠lica. Da sua perspectiva, rodeado por uma escurid√£o silenciosa da noite (Dn 7:2), emergiu uma figura violenta e furiosa - tempestuosos ventos do c√©u, animais rugindo (Dn 7:3) subindo das √°guas, espalhando-se pela terra, um ap√≥s o outro. Aqui, Daniel v√™ a hist√≥ria dos reinos mundiais em terr√≠vel convuls√£o. Todavia, ele olha e v√™ Deus assentado no trono (Dn 7:9-11). Devemos estar conscientes de que um Dia toda natureza gent√≠lica ser√° extirpada e o reino de Cristo estabelecido para sempre. Os grandes reinos crescem, fortalecem-se, deterioram-se e caem, mas s√≥ o Reino de Deus permanece para sempre, conforme Daniel cap√≠tulos 2 e 7.
2. Interpreta√ß√£o.¬†”Cheguei-me a um dos que estavam perto e pedi-lhe a verdade acerca de tudo isso. E ele me disse e fez-me saber a interpreta√ß√£o das coisas” (Dn 7:16).
a) “O le√£o com asas de √°guia” (Dn 7:4).O le√£o (rei dos animais) e a √°guia (rainha das aves) s√£o s√≠mbolos da grandeza da Babil√īnia. Duas coisas aqui devem ser observadas no texto:

Primeiro, as asas foram arrancadas. Aqui, fala de Nabucodonosor sendo expulso do trono para viver com os animais (ver Dn 4:32).
Segundo, o texto diz que o animal foi levantado da terra e posto em pé como um homem; e foi-lhe dado um coração de homem. Isto se refere o retorno de Nabucodonosor de sua lucidez e da sua conversão (ver Dn 4:32b,36,37).
b) “O urso” (Dn 7:5).
Aqui, o urso é símbolo do império medo-persa, um império formado pela coligação de dois povos: os medos e os persas. Esse império foi descrito em Daniel 2:32,39.
As “tr√™s costelas”¬†que o urso trazia na sua boca, na simbologia prof√©tica, significam as tr√™s primeiras pot√™ncias conquistadas pelo Imp√©rio Medo-persa. S√£o elas: (a) Babil√īnia; (b) A L√≠dia, na √Āsia Menor; (c) O Egito. Esses tr√™s reinos (costelas) fizeram uma coliga√ß√£o pensando suplantar as amea√ßas do inimigo, mas n√£o tiveram nenhum √™xito nisso, pois a conquista por Dario e Ciro dessas na√ß√Ķes j√° estava vaticinada cerca de 80 anos antes, como est√° descrito pelo profeta do Senhor: “O Senhor despertou o esp√≠rito dos reis da M√©dia; porque o seu intento contra Babil√īnia √© para a destruir” (Jr 51:11,29).
c) O leopardo com quatro asas (Dn 7:6).
Esse animal simboliza o imp√©rio grego-maced√īnio. Em 334, Alexandre Magno empreendeu sua surpreendente conquista, que em um per√≠odo de 10 anos o levou a ser soberano de um vasto imp√©rio.
Alexandre foi educado por Aristóteles. Difundiu a cultura grega entre os povos vencidos. O idioma grego tornou-se conhecido em todo o mundo antigo e veio a ser a língua em que o Novo Testamento foi escrito. Ele fundou a cidade de Alexandria, conhecida mundialmente por sua famosa biblioteca e pelo farol na ilha de Faros, uma das sete maravilhas do mundo antigo.
Observe três destaques importantes no texto de Daniel 7:6.
Primeiro,¬†”e¬†tinha quatro asas de ave nas suas costas”.¬†Daniel notifica que nas¬†costas¬†do animal havia¬†quatro asas.¬†Elas representam, sem d√ļvida, os “quatro generais” de Alexandre que, ap√≥s sua morte, fundaram quatro realezas. S√£o eles: (a) Ptolomeu; (b) Sel√™uco; (c) Lis√≠maco; (d) Cassandro. Em tudo que Alexandre fazia esses generais estavam sempre em evid√™ncia. Cada um deles come√ßou por implantar-se na regi√£o que lhe fora designada, e n√£o ficaram somente nisso, pois a ambi√ß√£o de gl√≥ria e de poder, levou-os a lutarem entre si, para novas conquistas. Clique aqui para ler o texto completo »

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Os Impérios Mundiais e o Reino do Messias - Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco

Aula pr√©via referente a Li√ß√£o 8: Os Imp√©rios Mundiais e o Reino do Messias do 4¬ļ Trimestre de 2014: Integridade Moral e Espiritual ‚ÄĒ o legado do livro de Daniel para a Igreja hoje, como prepara√ß√£o dos Professores da EBD durante a semana anterior a aula.

Lição 8 - 4T/2014

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Os Impérios Mundiais e o Reino do Messias - Ev. José Roberto A. Barbosa

OS IMP√ČRIOS MUNDIAIS E O REINO DO MESSIAS

Texto √Āureo Dn. 7.27 - Leitura B√≠blica Dn. 7.3-14




Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa

www.subsidioebd.blogspot.com

Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO

O capítulo 7 de Daniel inicia a segunda parte do livro, com ênfase nos detalhes proféticos. Essa característica faz com que alguns estudiosos identifiquem esse como o Apocalipse do Antigo Testamento. Esse capítulo pode ser dividido em duas partes: os versículos de 1 a 14 que tratam a respeito do sonho de Daniel, e do 15 ao 28, a interpretação do sonho. No início da aula nos voltaremos para a análise dos impérios mundiais, com destaque para a figura do anticristo, e ao final, estudaremos sobre o reino do Messias.

1. OS IMP√ČRIOS MUNDIAIS

Os reinos do mundo n√£o s√£o independentes, os imp√©rios mundiais est√£o debaixo da soberania de Deus (Dn. 7.2,3). Os quatro ventos, ao longo da B√≠blia, retratam a totalidade da terra, o alcance mundial. Principalmente nos dias atuais, marcados pela globaliza√ß√£o, os quatro cantos da terra se tornaram um. Os reinos se levantam e demonstram sua pot√™ncia aos todos os lugares. A m√≠dia se encarrega de fazer a divulga√ß√£o dos feitos dos imp√©rios, a propaganda √© utilizada como arma para a domina√ß√£o. O mar √© s√≠mbolo dos povos, que se encontra em convuls√£o, diante dos impasses dos governos humanos. Deus permite que os governos humanos prevale√ßam, mas n√£o apoia suas decis√Ķes, principalmente √†quelas que prejudicam seus servos. Imp√©rios se levantam e caem, nenhum deles permanece para sempre, essa inconst√Ęncia √© uma demonstra√ß√£o de fragilidade. Os imp√©rios mundiais s√£o demonstrados atrav√©s de quatro animais, que se encontram em paralelo com o cap√≠tulo 2 do livro de Daniel. Neste cap√≠tulo nos deparamos com os imp√©rios e seu esplendor, enquanto que no cap√≠tulo 7 o enfoque est√° em aspecto interno, como feras. Esses governos n√£o s√£o ovelhas, mas animais selvagens, que n√£o agem em prol do bem das pessoas, funcionam como governos que devoram as pessoas. Os animais apresentados nessa vis√£o de Daniel sobem do mar, de maneira sucessiva e simult√Ęnea. Eles t√™m caracter√≠sticas recorrentes: surgem de baixo, s√£o animais ferozes, ser√£o destru√≠dos no futuro, seu tempo √© determinado por Deus (Dn. 7.12). Os quatro animais s√£o: o le√£o (imp√©rio babil√īnico), o urso (imp√©rio medo-persa), o leopardo (imp√©rio grego-maced√īnio) e o animal de dez chifres (imp√©rio romano).

2. OS IMPERIOS MUNDIAIS E A REVELAÇÃO DO ANTICRISTO

O le√£o √© o rei dos animais, sua for√ßa √© not√≥ria, √© um s√≠mbolo da grandeza do imp√©rio babil√īnico (Dn. 4.32). O leopardo alado revela a velocidade e agilidade do imp√©rio de Alexandre Magno, que em 334, ap√≥s um per√≠odo de 10 anos, tornou-se soberano entre as na√ß√Ķes. Ele foi educado por Arist√≥teles, por isso difundiu a cultura grega, principalmente o idioma entre os povos conquistados. Mas morreu subitamente em 324 a. C., na Babil√īnia, seu reino foi dividido em quatro cabe√ßas. A gl√≥ria do imp√©rio grego-maced√īnio passou, outra prova dos limites dos reinos humanos. Deus est√° no comando, os reinos do mundo tem liberdade, mas seus dias est√£o contados. Em Dn. 7.7, nos deparamos com um animal terr√≠vel, extremamente forte, s√≠mbolo do imp√©rio romano. A principal caracter√≠stica desse animal √© a sua for√ßa, e o seu poder, com capacidade destruidora. Esse animal possu√≠a grandes dentes de ferro, e com eles devorava e estra√ßalhava a todos. Ele revela ser insens√≠vel com suas v√≠timas, as consome sem qualquer pena (Dn. 7.23). Tal animal estranho tem dez chifres, sendo identificados como dez reis (Dn. 7.24). √Č uma descri√ß√£o n√≠tida do imp√©rio romano, que em 241 derrotaram os cartagineses e ocuparam a ilha da Sic√≠lia. Em 218 a. C., as legi√Ķes romanas entraram na Espanha, em 202 a. C., conquistaram Cartago. Em 146 a. C., tomaram Corinto, e em 63 a. C., Pompeu ocupou a Palestina. Ao longo de dois s√©culos, o imp√©rio romano experimentou gl√≥ria, fama e poder. Mas em 476, os b√°rbaros venceram o imp√©rio romano, at√© que em 1453 d. C., os turcos ocuparam a cidade de Constantinopla, findando o imp√©rio romano no Ocidente. Em seguida Daniel revela a figura do anticristo (Dn. 7.8), tratando-o como uma pessoa, o “pequeno chifre”, seu n√ļmero √© o 666 (Ap. 13.18). Jo√£o o denomina de O mentiroso (I Jo. 2.22), o anticristo (I Jo. 2.18), a besta (Ap. 13.1). Para Paulo, ele √© o homem da iniquidade (II Ts. 2.3), o in√≠quo (II Ts. 2.8), o filho da perdi√ß√£o (II Ts. 2.3). Para Jesus, o anticristo √© o abomin√°vel da desola√ß√£o (Mt. 24.15-28).

3. O REINO DO MESSIAS

A origem do anticristo √© sat√Ęnica, pois ele receber√° autoridade do pr√≥prio Satan√°s. Esse pequeno chifre tem uma rela√ß√£o com o animal terr√≠vel, na verdade surge dele. Ele ser√° pequeno apenas no in√≠cio (Dn. 7.8), depois ir√° crescendo paulatinamente (Dn. 7.20). Isso porque o anticristo ter√° a pretens√£o de ser Deus (II Ts. 2.3,4). Ele agir√° com √≥dio a Deus, sua boca falar√° grandes coisas (Dn. 7.8,20), proferir√° palavras contra o Alt√≠ssimo (Dn. 7.25), tratar√° de mudar os tempos e a leis (Dn. 7.25). O anticristo ser√° um perseguidor, pois far√° guerra contra os santos de Deus, e prevalecer√° contra eles (Dn. 7.21), magoar√° os santos do Alt√≠ssimo (Dn. 7.25), e esses ser√£o entregues nas m√£os dele (Dn. 7.25). Mas o governo do anticristo tamb√©m ter√° seu fim, seu dom√≠nio √© limitado (Dn. 7.25). O dom√≠nio ser√° tirado dos quatro reis e tamb√©m do anticristo (Dn. 726). Ele ser√° destru√≠do pelo fogo (Dn. 7.11), na verdade, ser√° lan√ßado no lago do fog (Ap. 19.20). Isso acontecer√° por ocasi√£o da vinda de Cristo, como Rei dos reis e Senhor dos senhores, ao final dos sete anos de tribula√ß√£o (II Ts. 2.8). Finalmente o Reino de Cristo ser√° consumado em plenitude (Dn. 7.13,14). Cristo j√° reina, mas esse reino √© limitado, acontece apenas entre aqueles que creem. Mas no futuro, quando Ele retornar com poder e grande gl√≥ria, Seu reino ser√° universal (Dn. 7.14). Todas as na√ß√Ķes, povos e l√≠nguas O reconhecer√£o e O servir√£o (Dn. 7.14). Diante dEle todo joelho se dobrar√°, toda l√≠ngua confessar√° que Jesus √© o Senhor (Fp. 2.9-11) para sempre (Dn. 7.14). O governo de Cristo ser√° partilhado com os santos (Dn. 7.18,22,27).

CONCLUSÃO

Daniel ficou impactado com os acontecimentos que viriam a acontecer (Dn. 7.14,15). Nós, os cristãos, temos motivos celebrar, ao reconhecer que os ditames do mundo estão nas mãos de Deus. O rosto de Daniel empalideceu (Dn. 7.28), nós também podemos nos espantar, mas com confiança, disposto a enfrentar os poderes do mal, cientes que, ao Seu tempo, o Senhor julgará todos os reinos da terra. Os inimigos que oprimem o povo de Deus serão julgados, e o reino do Messias durará para sempre.

BIBLIOGRAFIA

LOPES, H. D. Daniel. São Paulo: Hagnos, 2005.

WEIRSBE, W. W. Be resolute: Daniel. David Cook: Ontario, 2008.

Publicado no blog Subsídio EBD 

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Os Impérios Mundiais e o Reino do Messias - AD Londrina

Aula ministrada pelo Pr. Eliziel Pacheco para EBD da Asssembleia de Deus em Londrina.

Acesse: www.adlondrina.com.br

Lição 8 - 4T/2014

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Integridade em Tempos de Crise - Rede Brasil de Comunicação

Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Recife / PE

Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais

Pastor Presidente: Aílton José Alves

Av. Cruz Cabug√°, 29 - Santo Amaro - CEP. 50040 - 000 Fone: 3084 1524

LI√á√ÉO 07 - INTEGRIDADE EM TEMPOS DE CRISE - 4¬ļ TRIMESTRE 2014

(Dn 6.3-5,10,11,15,16,20)

INTRODUÇÃO

O profeta Daniel foi um homem de Deus √≠ntegro e um funcion√°rio excelente e fiel. Sua dedica√ß√£o e capacidade despertavam inveja por parte daqueles que trabalhavam com ele, mas que n√£o suportavam sua prosperidade. Esses tais, tramaram a morte do homem de Deus, incitando o rei a criar um decreto que lhe proibisse orar ao Deus do c√©u. Para Daniel, era prefer√≠vel morrer que viver sem orar. Logo, por n√£o obedecer ao decreto real, o profeta judeu foi lan√ßado numa cova com le√Ķes para ser morto, todavia, o seu Deus, proporcionou-lhe um grande livramento.

I - DEFINIÇÃO DA PALAVRA INTEGRIDADE

O dicion√°rio Aur√©lio diz que esta palavra significa: “qualidade de √≠ntegro; inteireza. Retid√£o, imparcialidade. Inoc√™ncia, pureza, castidade” (FERREIRA, 2004, p. 1116). “A integridade refere-se a higidez (sa√ļde) moral, a condi√ß√£o daqueles que s√£o possuidores de um aut√™ntico car√°ter moral, em contraste com aqueles cuja natureza inclui o engodo, a ast√ļcia e a mal√≠cia. O trecho de Gn 25.27 faz a compara√ß√£o entre Jac√≥ e Esa√ļ. Jac√≥ aparece ali como um homem integro; mas Esa√ļ descrito como um homem dotado de habilidades violentas. Em Tito 2.7, a palavra grega aphthoria (palavra que s√≥ se acha por uma vez em todo o Novo Testamento), que nossa vers√£o portuguesa traduz por “integridade”, em algumas outras vers√Ķes aparece como “incorruptibilidade” ou “sanidade”. Ali, essa virtude aparece como uma das qualidades que os l√≠deres das igrejas crist√£s devem possuir. Com toda a raz√£o, podemos pensar que temos a√≠ um aspecto do fruto do Esp√≠rito Santo em nossas vidas, embora, tal virtude n√£o seja especificamente mencionada na lista de G√°latas 5.22,23. Mas Jesus ensinou claramente esse principio, conforme se v√™ em Mt 6.1-6. Para n√≥s, povo de Deus, a integridade envolve a honestidade a retid√£o, a higidez de car√°ter e uma espiritualidade da mais pura qualidade que evita e foge da corrup√ß√£o” (CHAMPLIN, p. 347, 2004 - acr√©scimo nosso).

II - DANIEL, UM FUNCION√ĀRIO √ćNTEGRO

Uma das primeiras responsabilidades de Dario foi reorganizar o reino da Babil√īnia recentemente conquistado (Dn 6.1-2). A B√≠blia diz que Ele nomeou 120 s√°trapas para governar o reino e colocou-os sob as ordens de tr√™s administradores, um dos quais era Daniel (Dn 3.2). “Os s√°trapas eram respons√°veis diante destes tr√™s presidentes ou administradores, talvez 40 s√°trapas para cada presidente” (CHAMPLIN, 2001, p. 3398).

2.1 A compet√™ncia de Daniel (Dn 6.3). Desde a sua chegada a Babil√īnia at√© os √ļltimos dias da sua vida, Daniel se mostrou um servo competente (Dn 1.20,21). “Neste tempo, ele contava mais ou menos 88 anos de idade. O jovem esfor√ßado, fiel e corajoso do primeiro cap√≠tulo √© o idoso esfor√ßado, fiel e corajoso deste cap√≠tulo” (BOYER, 2009, p. 52). Ele conseguiu crescer profissionalmente devido a gra√ßa de Deus e a sua presteza aos seus patr√Ķes (Dn 1.17,20; 2.48,49; 5.29; 6.3,28). “Durante um per√≠odo de quase setenta anos, Daniel serviu a seis governadores babil√īnios e a dois persas. No governo de tr√™s deles (Nabucodonosor, Belsazar e Dario) foi elevado a primeiro-ministro. Ocupou essa fun√ß√£o durante o cativeiro final de Jud√° e o regresso dos cativos” (ELLISEN, 2012, p. 258).

2.2 A excel√™ncia de Daniel (Dn 6.3-a). O texto b√≠blico deixa claro que Daniel era preterido pelo rei Dario em rela√ß√£o aos outros funcion√°rios “porque nele havia um esp√≠rito excelente” (Dn 6.3). A palavra “esp√≠rito” no hebraico “ruah” tem v√°rios significados e nesse contexto “√© usado para aludir √†quilo que habilita o homem a fazer determinado trabalho ou que representa a ess√™ncia de uma qualidade humana” (VINE, 2002, p. 114). Por sua vez, a express√£o subsequente “excelente” segundo o Aur√©lio quer dizer “que √© muito bom” (FERREIRA, 2004, p. 850). Esta virtude destaca-se na vida desse nobre servo de Deus (Dn 1.17; 4.8; 5.12,14).

2.3 A fidelidade de Daniel (Dn 6.3,4). A forma com a qual Daniel se comportava na fun√ß√£o que lhe foi confiada, rendeu-lhe grande admira√ß√£o e confian√ßa por parte do rei Dario, que pensava coloc√°-lo sobre todo o reino (Dn 6.3). Sua fidelidade era uma virtude extremamente destac√°vel na fun√ß√£o que exercia (Dn 6.4). Segundo o Aur√©lio a palavra “fiel” significa: “que cumpre aquilo a que se obriga; leal; honrado; √≠ntegro” (FERREIRA, 2004, p. 894). “O homem pode se mostrar “fiel” em suas rela√ß√Ķes com os membros da ra√ßa humana (I Sm 26.23). Mas, geralmente, a Pessoa a quem se √© “fiel” √© o pr√≥prio Senhor (II Cr 19.9)” (VINE, 2002, p. 128). Biblicamente, podemos destacar quais as testemunhas que atestam a integridade de Daniel: (1) Os funcion√°rios que com ele trabalhavam (Dn 6.4); (2) o rei Dario (Dn 6.3,4; 16-20); (3) o pr√≥prio Daniel sabia que servia a Deus com fidelidade (Dn 6.22); e, (4) o Deus de Daniel atestou isso dando-lhe livramento (Dn 6.22,23). Daniel era fiel em tudo que fazia, tanto para o rei como para Deus. Por isso, foi perseguido, mas triunfou. A B√≠blia nos orienta a procedermos de igual modo (Ef 6.5,6; Cl 3.22; I Tm 6.1; Tt 2.9; I Pe 2.18).

III - CAUSAS DO √ďDIO DOS FUNCION√ĀRIOS A DANIEL

3.1 Porque era um judeu assumindo um cargo na Babil√īnia (Dn 6.1-3). Para aqueles que exerciam fun√ß√Ķes na Babil√īnia, ver um judeu sendo benquisto, prosperando e recebendo altos cargos era inadmiss√≠vel (Dn 1.19,20; Dn 3.12). “Tratava-se de mais um caso de antissemitismo (sentimento contr√°rio ao povo judeu), um pecado terr√≠vel encontrado nas Escrituras desde os dias do Fara√≥ at√© o fim dos tempos (Ap 12). Ao que parece, esses oficiais n√£o sabiam da alian√ßa entre Deus e Abra√£o, que prometia aben√ßoar quem aben√ßoasse os judeus e amaldi√ßoar quem os amaldi√ßoasse (Gn 12.1-3). Quando esses homens come√ßaram a atacar Daniel, estavam atraindo sobre si o ju√≠zo de Deus” (WIERSBE, 2004, p. 342).

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Integridade em Tempos de Crise - CPAD

INTRODUÇÃO

I - DANIEL, UM HOMEM √ćNTEGRO EM UM MEIO POL√ćTICO CORRUPTO (Dn 6.1-6)

II - DANIEL, UM HOMEM √ćNTEGRO QUE N√ÉO TRANSIGIU COM SUA F√Č EM DEUS (Dn 6.10-16)

III - DANIEL NA COVA DOS LE√ēES (Dn 6.16-24)

CONCLUSÃO

A ASCENS√ÉO POL√ćTICA DE DANIEL

DANIEL 6.3

O coment√°rio da aula desta semana discorre acerca da ascens√£o pol√≠tica de Daniel durante o per√≠odo em que o rei Dario dominava o Imp√©rio Medo-persa. A integridade e honestidade do profeta fez com que ele se distinguisse dentre os principais pr√≠ncipes e presidentes de todas as prov√≠ncias do Imp√©rio, porquanto, nele havia um “esp√≠rito excelente”. Por causa disso, o rei pensava em constitu√≠-lo sobre todo o reino. Sua devo√ß√£o e obedi√™ncia foram determinantes para que Deus realizasse os grandes feitos, como realizou durante o per√≠odo em que o profeta esteve no cativeiro. A fim de cumprir o prop√≥sito divino, Daniel ascendeu politicamente alcan√ßando os postos mais altos dos imp√©rios babil√īnios e Medo-persa. Tal feito √© resultado da a√ß√£o divina em conformidade com a f√© e obedi√™ncia do servo de Deus que n√£o retrocedeu mesmo em meio ao perigo de morte, pois confiava que o Deus Todo-Poderoso era fiel para livr√°-lo, como fez na cova dos le√Ķes.

Assim sendo, a dedicação de Daniel serve de modelo para os crentes da atualidade. A integridade e honestidade não são vistas com bons olhos em meio ao sistema corrupto e mundano dos dias atuais, porém é neste contexto que Deus inseriu a Igreja, a fim de que faça a diferença e seja sal da terra e luz do mundo. Na lição desta semana, o professor poderá abordar sobre a integridade de Daniel como um diferencial que o levou a ascender em meio ao contexto político Medo-persa. Explique também sobre o papel dos crentes na sociedade; e de que forma a Igreja pode influenciar o meio político em que está inserida.

A integridade e honestidade de Daniel

Assim, a hist√≥ria do profeta toma um novo rumo a partir da gest√£o de Dario, durante o dom√≠nio Medo-persa. ¬†A integridade e honestidade de Daniel, fez com que ele se distinguisse dos demais pr√≠ncipes e presidentes a ponto de Dario desejar constitu√≠-lo sobre todo o dom√≠nio do Imp√©rio. O segredo da excel√™ncia de Daniel estava justamente no seu relacionamento fiel que mantinha com Deus. O fato de o profeta manter a devo√ß√£o di√°ria explica o motivo de tantos milagres serem realizados durante o per√≠odo em que esteve no cativeiro babil√īnio. Tal caracter√≠stica encontrada no car√°ter de Daniel era essencial para que exercesse o cargo de confian√ßa para o qual foi constitu√≠do.

Os reis do tempo de Daniel olhavam para ele e encontravam a confian√ßa necess√°ria de um servo de Deus. E por conta disso, a a√ß√£o do Esp√≠rito elevou o profeta as mais elevadas posi√ß√Ķes do contexto pol√≠tico de sua √©poca, a fim de que cumprisse o prop√≥sito divino de tornar conhecido o nome do Deus Alt√≠ssimo em todo o mundo e todos temessem a sua soberania. Porquanto, “Ele √© o Deus vivo e para sempre permanente, e o seu reino n√£o se pode destruir; o seu dom√≠nio √© at√© o fim” (Dn 6.26), conforme posteriormente reconheceu o pr√≥prio rei Dario, mediante o livramento concedido a Daniel na cova dos le√Ķes. Sendo assim, notamos que a obedi√™ncia do profeta aos princ√≠pios da Lei de Deus, foi determinante para que sobrevivesse √†s press√Ķes do corrupto sistema Medo-persa.

A ascensão política do profeta

Em face disso, a ascens√£o pol√≠tica de Daniel se deu a partir do prop√≥sito divino de constitu√≠-lo sobre o reino. O Coment√°rio B√≠blico do Antigo Testamento de Mattew Henry: Isa√≠as a Malaquias descreve o cen√°rio pol√≠tico em que o profeta se encontrava, da seguinte forma: “Assim que Dario subiu ao trono da Babil√īnia, depois da sua conquista, ele remodelou o governo, promoveu Daniel a primeiro-ministro de estado, colocou-o na dire√ß√£o e o nomeou como funcion√°rio-chefe do tesouro e do grande selo. […] Dario constituiu cento e vinte pr√≠ncipes sobre o seu reino (v.1), e nomeou os distritos nos quais eles teriam de administrar a justi√ßa, preservar a paz p√ļblica e cobrar os impostos devidos ao rei. […] Sobre esses pr√≠ncipes havia um triunvirato, ou tr√™s presidentes, que deveria assumir e determinar tudo o que estivesse relacionado √†s contas p√ļblicas, receber os pedidos dos pr√≠ncipes, ou mesmo as queixas feitas contra eles em caso de m√° administra√ß√£o, a fim de que o rei n√£o sofresse nenhum dano (v.2), para que n√£o tivesse nenhuma perda dos seus impostos, e que o poder que havia delegado aos pr√≠ncipes n√£o fosse mal empregado tornando-se uma opress√£o de s√ļditos” (CPAD, 2010, p.861).

Dessa forma, Daniel tornou-se um influente estadista que atuava em todo o Imp√©rio. Entretanto, o profeta encontrou muitas adversidades, inclusive com o restante dos presidentes, que resistiram a reconhecer a sua autoridade, tendo em vista que era judeu e seu povo estava exilado na Babil√īnia. Por causa da inveja, seus inimigos conspiraram contra ele, fazendo com que o rei decretasse um edito real em que todos deveriam prestar unicamente adora√ß√£o √† personalidade do rei Dario, excluindo qualquer tipo de ora√ß√£o ou devo√ß√£o a qualquer deus, durante o per√≠odo de trinta dias. N√£o obstante, Daniel se mostrou fiel a Deus e permaneceu em seu prop√≥sito orando de joelhos tr√™s vezes ao dia como era de costume. Desse modo, seus inimigos o denunciaram e o profeta foi lan√ßado na cova dos le√Ķes. Todavia, a a√ß√£o divina se mostrou presente na vida do profeta em conformidade com a sua f√© e obedi√™ncia. Mesmo em meio ao perigo de morte Daniel n√£o retrocedeu, antes confiou no livramento do Deus Todo-Poderoso que enviou o seu anjo e fechou a boca do le√£o.

Daniel, um exemplo de dedicação e serviço

Tendo em vista a dedica√ß√£o de Daniel em servir a Deus, sua integridade e honestidade servem de modelo para os crentes da atualidade. Tais princ√≠pios s√£o imprescind√≠veis de ser encontrados nos crentes, porquanto, assim como nos dias de Daniel havia um sociedade corrompida e prom√≠scua que procedia de mal a pior, tamb√©m nos deparamos nestes √ļltimos dias com um mundo pervertido, em meio a um sistema de valores deturpados e antag√īnicos a Palavra de Deus. Para Daniel, a influ√™ncia caldeia e medo-persa n√£o foram fortes o suficiente para extirpar do cora√ß√£o do profeta a f√© √ļnica e verdadeira que tinha aprendido desde o princ√≠pio da sua juventude. Pelo contr√°rio, as adversidades enfrentadas serviram de meio para que Deus manifestasse seu poder atrav√©s da vida de Daniel.

Portanto, √© nesse contexto mundano que Deus inseriu a Igreja, a fim de que fa√ßa a diferen√ßa e seja sal da terra e luz do mundo. E para que possamos dar conta desta miss√£o, √© necess√°rio abra√ßarmos de forma incisiva os ideais de honestidade e fidelidade encontrados nas Escrituras Sagradas. Porquanto, o que temos visto em geral, √© a demasiada cr√≠tica dos infi√©is a respeito do mau testemunho dos crentes. Por causa disso, a sociedade observa com desconfian√ßa o discurso do bem estar e da miseric√≥rdia para com o pr√≥ximo. Pois as pessoas n√£o encontram mais referenciais de integridade para que possam se espelhar a fim de que haja √Ęnimo em praticar o bem para com o semelhante.

Sendo assim, podemos observar que a predisposi√ß√£o e servi√ßo encontrados em Daniel est√£o escassos. Todavia, a Igreja pode e deve mudar esta realidade a partir da observ√Ęncia da Palavra de Deus e da devo√ß√£o verdadeira com o Criador. Porquanto somos seus servos e possu√≠mos a virtude do Esp√≠rito Santo que esteve presente sobre a vida de Daniel e certamente estar√° sobre n√≥s tamb√©m, a fim de que testemunhemos a gra√ßa de Deus a este mundo que se encontra na escurid√£o do pecado.

Considera√ß√Ķes finais

Considerando o papel representativo de Daniel no contexto político do Império Medo-Persa, notamos que a ascensão do profeta se deu, por conta da insistente conduta honesta e integra em que se distinguiu dos principais parlamentares de seu tempo. Deste modo, o profeta do cativeiro alcançou o cargo mais elevado que poderia ser designado aos funcionários do governo por conta da excelência de caráter e competência que demonstrara.

Não obstante, as adversidades se levantaram por parte daqueles que eram seus inimigos e invejavam a prosperidade do profeta. Pelo que, não compreendiam que o segredo de Daniel consistia no propósito divino a seu respeito e na obediência e confiança encontrada no servo de Deus. Desse modo, sua devoção fazia toda diferença a ponto de se dizer que neste homem, agora já perto dos seus noventa anos, ainda havia nele um espírito excelente. Do mesmo modo, é importante que a Igreja também se predisponha a ser diferente em meio a este contexto corrompido em que está inserida. Não estamos aqui por acaso, a Igreja possui um papel relevante de influenciar a sociedade com os valores da Palavra de Deus e isso será manifesto a partir da integridade e honestidade observada na vida daqueles que servem a Deus, assim como fazia Daniel.

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Integridade em Tempos de Crise - Ev. Isaías de Jesus

TEXTO √ĀUREO¬†= “Ent√£o, os pr√≠ncipes e os presidentes procuravam achar ocasi√£o contra Daniel a respeito cio reino; mas n√£o podiam achar ocasi√£o ou culpa alguma; porque ele era fiel, e n√£o se achava nele nenhum v√≠cio nem culpa” (Dn 6.4).
VERDADE PR√ĀTICA¬†= A integridade deve ser a nossa marca, compreendendo igualmente cora√ß√£o, mente e vontade.
LEITURA BIBLICA =  Daniel 6.3-5,10,11,15,16,20
INTRODUÇÃO
O vers√≠culo final do cap√≠tulo 5 e o primeiro vers√≠culo do cap√≠tulo 6 nos introduzem ao novo governo. Embora Ciro fosse o conquistador, Dario, o medo, √© apresentado como o monarca no poder na Babil√īnia. Parece que a pol√≠tica de Ciro era deixar a administra√ß√£o do governo nas m√£os de outros, enquanto seguia em frente com novas conquistas. Durante muitos anos um dos problemas cruciais do livro de Daniel tem sido a identidade de Daria, o medo, o filho de Assuero (5.31; 9.1). A hist√≥ria secular n√£o fornece nenhum tipo de ajuda para solucionar esse problema. O mesmo se podia dizer de Belsazar, at√© que as inscri√ß√Ķes cuneiformes come√ßaram a revelar seus segredos.
DANIEL UM HOMEM INTEGRO EM UM MEIO POLITICO CORRUPTO
6: 1-2 - Dario (Gubaru, veja DanieI5:31) estabeleceu a administração do seu reino, nomeando 120 sátrapas (governadores). Sobre esses sátrapas ele nomeou três presidentes ou comissários.
6:3 - Um excelente espírito estava em Daniel, e Dario procurou fazer dele governador de toda a área. Que elogio! Não admira que Dario o colocasse na primeira posição no reino. Daniel deveria agora estar nos seus oitenta anos, mas não cessou de ser um dirigente, em atitude e em trabalho.
6:4-5 - Ci√ļme e inveja levaram os outros presidentes e pr√≠ncipes a procurarem pretexto para apontarem falta em Daniel.¬†Eles queriam que Daniel fosse removido n√£o somente porque eles podiam ter desejado sua posi√ß√£o, mas talvez porque ele complicasse a vida deles, por sua defesa da retid√£o. (p. ex., se voc√™ gostasse de tomar um pouco de bebida, poderia seu amigo do peito ser um que n√£o gostasse? d. Jo√£o 3:20.) Outro elogio √© feito a Daniel pelo fato que eles sabiam que o √ļnico meio para fazerem alguma acusa√ß√£o contra ele seria relacionado com seu servi√ßo a Deus.
Avanço Político de Daniel (6.1-3) = Na reorganização do governo, Dario seguiu a política liberal de Ciro e logo dividiu a responsabilidade da administração. A nomeação de 120 presidentes (1), sobre os quais foram colocados três príncipes (2), pode ter sido um arranjo temporário para assegurar a coleta regular dos impostos e manter um sistema de arrecadação e contabilidade. A breve explicação do versículo 2 parece indicar isso: aos quais esses presidentes dessem conta, para que o rei não sofresse dano.
Dos tr√™s presidentes, Daniel se distinguiu. E Dario encontrou nele um esp√≠rito excelente (3) e planejava estender sua autoridade sobre todo o reino.¬†¬†Daniel devia ter em torno de 85 anos ou talvez se aproximasse dos 90 anos. Ele tinha passado por diversas crises pol√≠ticas. Agora, a sua reputa√ß√£o de homem √≠ntegro e honesto chegara ao conhecimento dos novos governantes. Talvez informantes tenham aconselhado os novos governantes acerca da posi√ß√£o de Daniel na noite fatal da queda de Belsazar. Quaisquer que fossem as circunst√Ęncias, o homem de Deus estava pronto para servir onde fosse necess√°rio.
6:6-9 - Eles decidiram ir ao rei e us√°-lo como armadilha para Daniel.Eles bajulam Dario, e ent√£o seduzem o seu ego engrandecido sugerindo que emita um decreto real proibindo a adora√ß√£o de quem quer que seja, al√©m do pr√≥prio rei, durante um per√≠odo de trinta dias. A desobedi√™ncia a este decreto seria o lan√ßamento do culpado na cova dos le√Ķes. O rei Dario assinou um decreto fazendo que isso fosse um estatuto que n√£o poderia ser cancelado ou mudado, nem mesmo pelo pr√≥prio rei.
A Trama dos Presidentes (6.4-9) = Um homem de fidelidade e honestidade é desconcertante para maquinadores desonestos. Ver Daniel prestes a receber uma promoção que o colocaria acima deles era mais do que os príncipes e os presidentes podiam tolerar. Eles precisavam destruir Daniel a qualquer custo. O fracasso em encontrar falhas na administração de Daniel os fez buscar uma maneira de atacá-Lo no seu ponto mais forte - sua religião e a lei do seu Deus (5).O rei foi ingênuo no que tange à sugestão dos inimigos de Daniel. Era bastante comum para os governantes dos medos e persas colocar-se no lugar de um dos seus deuses e requerer a adoração do povo. Dario sentiu-se lisonjeado em ser o centro da devoção religiosa por um mês, assim, assinou esta escritura e edito (9).
DANIEL UM HOMEM INTEGRO QUE N√ÉO TRANSIGIU COM SUA F√Č EM DEUS
Daniel deu gra√ßas diante de seu Deus “como costumava fazer”, 6: 1 0-15.
6: 10 - A lealdade de Daniel a Deus vinha em primeiro lugar. A trama que tinha sido lançada desafiava sua lealdade ao rei. Contudo, Daniel não mudou sua prática usual. Ele era leal ao rei, mas Deus seria sempre o primeiro.Ele era um homem de oração. Sua vida exterior era sem falta porque sua vida interior era totalmente devota e pura. Três vezes por dia, ele se ajoelhava e orava.
6: 11-13 - Os inimigos de Daniel observaram-no infringindo o decreto do rei e correram para contar. Primeiro, eles lembraram o rei do estatuto que assinou, depois acusaram Daniel de violar sua ordem três vezes por dia.
6: 14-15 - O rei ficou descontente consigo mesmo e procurou achar um modo de livrar Daniel, mas o decreto real não podia ser alterado.
A Devoção Corajosa de Daniel  = A resposta de Daniel foi inequívoca. Alterar seus hábitos de devoção ou tornar secreta a sua relação com o seu Deus seria uma negação básica. Ele se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como também antes costumava fazer (10). Essa era uma lei que não tinha o direito de estar nos livros dos estatutos. Tornar uma questão de profunda consciência uma ilegalidade é uma grande traição contra o Deus dos céus.
A quest√£o da autoridade do estado e do direito da consci√™ncia individual tem se tornado crucial muitas vezes em nosso s√©culo iluminista. E, semelhantemente a Daniel, homens t√™m sido tra√≠dos por causa de uma posi√ß√£o de consci√™ncia. Os presidentes conspiradores relataram a Dario: “Daniel, um dos exilados de Jud√°, n√£o te d√° ouvidos, √ď rei, nem ao decreto que assinaste. Ele continua orando tr√™s vezes por dia” (13; NVI).
O rei ficou triste quando percebeu as implica√ß√Ķes da sua a√ß√£o. Ele prop√īs dentro do seu cora√ß√£o livr√°-Io (14) da armadilha legal na qual ambos haviam sido apanhados por interm√©dio dessa trama abomin√°vel. Os maquina dores pressionaram o rei de maneira cruel e desavergonhada (15). Eles pressionaram o rei a fazer o que sentia repugn√Ęncia em fazer, ou seja, lan√ßar Daniel na cova dos le√Ķes (16).
DANIEL NA COVA DOS LE√ēES
Daniel √© salvo das bocas dos le√Ķes, 6: 16-24.
6: 16-19 - O rei expressou esperan√ßa de que o Deus de Daniel o livrasse.¬†Ainda que ele dissesse isto, passou uma noite sem dormir. De manh√£ bem cedo foi at√© a cova dos le√Ķes perguntar sobre Daniel. Alguns dos que declaram f√© em Deus parecem ser mais ou menos como Dario: seus atos n√£o correspondem a suas palavras (Hebreus 13:5-6).

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Integridade em Tempos de Crise - Francisco A. Barbosa

¬†TEXTO √ĀUREO

‚ÄúEnt√£o, os pr√≠ncipes e os presidentes procuravam achar ocasi√£o contra Daniel a respeito do reino; mas n√£o podiam achar ocasi√£o ou culpa alguma; porque ele era fiel, e n√£o se achava nele nenhum v√≠cio nem culpa‚ÄĚ (Dn 6.4).

VERDADE PR√ĀTICA

A integridade deve ser a nossa marca, compreendendo igualmente coração, mente e vontade.

HINOS SUGERIDOS

175, 310, 394.

LEITURA DI√ĀRIA

Segunda - Sl 7.8
Deus julga-nos conforme nossa integridade

Terça - Jó 1.1; 2.3
Jó era homem íntegro

Quarta - 1Rs 9.4
Integridade é símbolo de inteireza

Quinta - Mt 6.19-24
Jesus ensinou sobre a integridade

Sexta - 2Cr 25.2; 1Rs 9.4
Integridade em tudo

S√°bado - 1Jo 2.15-17
Integridade é não dividir o coração

LEITURA B√ćBLICA EM CLASSE

Daniel 6.3-5,10,11,15,16,20.3 - Ent√£o o mesmo Daniel se distinguiu destes pr√≠ncipes e presidentes, porque nele havia um esp√≠rito excelente; e o rei pensava constitu√≠-lo sobre todo o reino.4 - Ent√£o os pr√≠ncipes e os presidentes procuraram achar ocasi√£o contra Daniel a respeito do reino; mas n√£o podiam achar ocasi√£o ou culpa alguma; porque ele era fiel, e n√£o se achava nele nenhum v√≠cio nem culpa.5 - Ent√£o estes homens disseram: Nunca acharemos ocasi√£o alguma contra este Daniel, se n√£o a procurarmos contra ele na lei do seu Deus.10 - Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa (ora havia no seu quarto janelas abertas da banda de Jerusal√©m), e tr√™s vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava gra√ßas, diante do seu Deus, como tamb√©m antes costumava fazer.11 - Ent√£o aqueles homens foram juntos, e acharam a Daniel orando e suplicando diante do seu Deus.15 - Ent√£o aqueles homens foram juntos ao rei, e disseram ao rei: Sabe, √≥ rei, que √© uma lei dos medos e dos persas que nenhum edito ou ordenan√ßa, que o rei determine, se pode mudar.16 - Ent√£o o rei ordenou que trouxessem a Daniel, e o lan√ßaram na cova dos le√Ķes. E, falando o rei, disse a Daniel: O teu Deus, a quem tu continuamente serves, ele te livrar√°.20 - E, chegando-se √† cova, chamou por Daniel com voz triste; e, falando o rei, disse a Daniel: Daniel, servo do Deus vivo! dar-se-ia o caso que o teu Deus, a quem tu continuamente serves, tenha podido livrar-te dos le√Ķes?

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Saber¬†que Daniel era um homem √≠ntegro, mesmo vivendo em um meio corrompido.
  • Analisar¬†o car√°ter √≠ntegro de Daniel.
  • Compreender¬†porque Daniel foi parar na cova dos le√Ķes.

PALAVRA CHAVE

Integridade: Caráter, qualidade de uma pessoa íntegra, honesta, incorruptível, cujos atos e atitudes são irrepreensíveis.
COMENT√ĀRIO
INTRODUÇÃO
O cap√≠tulo seis do livro de Daniel, objeto de estudo desta li√ß√£o, destaca o valor da integridade moral e espiritual de Daniel e seus amigos durante o reinado de Dario. Daniel agora era um homem idoso, todavia, sua f√© em Deus e sua fidelidade permaneceram inabal√°veis, mesmo diante das falsas acusa√ß√Ķes e da condena√ß√£o que fizeram com que ele enfrentasse a cova dos le√Ķes.¬†[Coment√°rio:¬†A li√ß√£o desta hist√≥ria √© a li√ß√£o da lealdade aos mandamentos de Deus, √Č a historia de um homem que se manteve integro durante sua vida independente das circunstancias. A integridade parece ser uma virtude em extin√ß√£o. Vivemos uma crise de integridade sem precedentes no mundo. Mudam os governos, mudam os partidos, mudam as leis, mas a corrup√ß√£o continua instalada em todos os segmentos da pol√≠tica nacional e internacional. As CPIs destampam os esgotos nauseabundos de cont√≠nuos atos de corrup√ß√£o nos corredores do poder, em que transitam desavergonhadamente as ratazanas esfaimadas que mordem sem piedade o er√°rio p√ļblico. Os esc√Ęndalos se multiplicam. Pol√≠ticos sem escr√ļpulo se abastecem das riquezas da na√ß√£o e deixam os pobres de est√īmago vazio. H√° falta de integridade na fam√≠lia. A fidelidade conjugal est√° amea√ßada. A multiplica√ß√£o dos div√≥rcios por motivos banais √© proclamada como uma conquista. O Brasil realizou, com ufanismo, a maior parada gay do mundo, com 1,5 milh√£o de pessoas, em S√£o Paulo, no ano de 2004, sob os aplausos de eminentes pol√≠ticos da nossa na√ß√£o. H√° falta de integridade moral nos v√°rios segmentos da sociedade. A integridade est√° ausente na escola, no namoro, no casamento, no com√©rcio, na vida financeira, nas palavras e nos acordos firmados, nos pal√°cios e at√© nas igrejas. Rui Barbosa chegou mesmo a vaticinar que chegaria o tempo em que os homens teriam vergonha de ser honestos. Esse tempo chegou. A hist√≥ria, por√©m, nos mostra que em meio √† corrup√ß√£o h√° pessoas que se mant√™m √≠ntegras. O homem n√£o √© produto do meio como pensava o fil√≥sofo John Locke. H√° abundantes exemplos dignos de serem seguidos nessa √°rea da integridade. O jovem Jos√©, do Egito, foi √≠ntegro ao preferir a pris√£o √† liberdade do pecado. O profeta Jeremias preferiu a pris√£o √† popularidade. Jo√£o Batista, o precursor de Jesus, por ser √≠ntegro, preferiu perder a cabe√ßa a perder a honra.¬†LOPES. Hernandes Dias. DANIEL Um homem amado no c√©u. Editora Hagnos. pag. 79-80.]¬†Convido voc√™ para mergulharmos mais fundo nas Escrituras!
I. DANIEL, UM HOMEM √ćNTEGRO EM UM MEIO POL√ćTICO CORRUPTO (Dn 6.1-6)
Mais de sessenta anos j√° haviam se passado desde que Daniel e seus companheiros foram levados para o pal√°cio babil√īnio. Apesar disso, eles permaneceram √≠ntegros, e mantiveram a f√© inabal√°vel no Deus vivo, mesmo vivendo em meio √† idolatria e corrup√ß√£o. Eles n√£o se corromperam com as ofertas palacianas.¬†[Coment√°rio:¬†Depois da conquista medo-persa, Dario, era um tipo de vice-rei de Ciro, da P√©rsia. Entretanto, foi Dario, um rei sobre o reino, especialmente, sobre os caldeus. O poder de mando era maior com Ciro, da P√©rsia que era rei sobre todo o imp√©rio, e v√°rios textos b√≠blicos comprovam esse fato (Is 44.21-45.5; 2 Cr 36.22,23; Ed 1.1-4). Independente da discuss√£o sobre quem reinava, de fato, √© o nome de Dario que aparece no in√≠cio do cap√≠tulo 6. Mais de 60 anos j√° se haviam passado desde que Daniel e seus companheiros foram levados para o Pal√°cio da Babil√īnia. Eram jovens que, naquela √©poca, demonstraram integridade na sua cren√ßa no Deus Vivo e n√£o se corromperam com as ofertas palacianas. Agora, com 80 anos, aproximadamente, j√° era um anci√£o experimentado que tinha ganhado a confian√ßa dos reis que passaram por aquele reino. Estava agora, no in√≠cio do segundo Imp√©rio, o medo-persa, sob o comando desses dois reis, Dario, o medo e Ciro, da P√©rsia. Daniel, por alguma raz√£o especial continuou a gozar da confian√ßa do novo rei, especialmente, na Babil√īnia.¬†Elienai Cabral. Integridade Moral e Espiritual. O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. Editora CPAD. pag. 90.].
1. Dario reorganiza o governo e delega autoridade administrativa (Dn 6.1-3).¬†Pareceu bem ao rei nomear 120 pr√≠ncipes para presidirem sobre todo o reino. Dentre estes, tr√™s seriam os principais. Os outros teriam que prestar contas a esses. Daniel estava entre os tr√™s e, dentre eles, logo se destacou e chamou a aten√ß√£o do rei Dario, pois tinha “um esp√≠rito excelente” (v.3). Assim, n√£o demorou muito para que o rei, devido √† aptid√£o de Daniel, o constitu√≠sse sobre todo o reino (v.3). Tal decis√£o despertou ci√ļme e inveja nos outros l√≠deres, os quais logo se tornaram inimigos de Daniel (vv.4,5).¬†[Coment√°rio:¬†Dn 6.1 Pareceu bem a Dario constituir sobre o reino. O autor sacro recupera aqui o fio de Dn 5.31, e agora nos diz como Dario, o medo, perpetrou um ato abomin√°vel contra o profeta Daniel, instigado pelas classes governantes invejosas do “cativo de Jud√°” que tinha subido t√£o alto no favor divino. Foi Dario I quem estabeleceu satrapias (isto √©, prov√≠ncias), cada qual com seu governador. Mas Dario aqui √© o medo referido em 5.31. Em Dn 5.31 existem os problemas hist√≥ricos que circundam o Dario deste texto. A divis√£o do pais em satrapias foi descrita por Her√≥doto [Hist. III.89-94), que afirmou que Dario I dividiu o reino em vinte divis√Ķes. Essa mesma informa√ß√£o figura em inscri√ß√Ķes da √©poca. As tradi√ß√Ķes judaicas, no entanto, aumentam esse n√ļmero para 127 divis√Ķes (ver Est. 1.1; 8.9). Josefo ent√£o aumentou o n√ļmero das satrapias para 1201 (Antiq. X.11.4). √Č prov√°vel que os judeus usassem o termo “satrapias” em um sentido mais amplo do que faziam os persas. Note o leitor que o vs. 1 deste cap√≠tulo d√° o n√ļmero judaico de 120 satrapias. Dn 6.2,3 E sobre eles tr√™s presidentes. “Uma das primeiras responsabilidades de Dario foi reorganizar o reino da Babil√īnia recentemente conquistado. Ele nomeou 120 s√°trapas (cf. Dan. 3.2) para governar o reino e colocou-os sob as ordens de tr√™s administradores, um dos quais era Daniel. Os s√°trapas eram respons√°veis diante dos tr√™s presidentes ou administradores, talvez 40 s√°trapas para cada presidente. Daniel foi um administrador extraordin√°rio, em parte por causa de sua experi√™ncia de 39 anos sob Nabucodonosor (ver Dan. 2.48). Assim sendo, Dario planejava torn√°-lo respons√°vel pela administra√ß√£o do reino inteiro. Isso, naturalmente, criou atrito entre Daniel e os outros administradores e os 120 s√°trapas” (J. Dwight Pentecost, in loc.). Daniel tinha um “esp√≠rito excelente”, prov√°vel alus√£o a como o esp√≠rito dos deuses (segundo a terminologia pag√£) estava com ele (ver Dan. 4.8,9,18). Cf. Dan. 5.12, que nos transmite a mesma mensagem. Daniel era “preferido acima de outros administradores, ou, literalmente, brilhava mais do que eles”.¬†CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado vers√≠culo por vers√≠culo. Editora Hagnos. pag. 3397-3398. Um homem √≠ntegro num meio encharcado de corrup√ß√£o (Dn 6.1-6) A Babil√īnia tinha ca√≠do, um novo imp√©rio tinha se levantado, mas os homens que subiram ao poder continuavam corruptos. O absolutismo do rei no imp√©rio babil√īnico mudou para a descentraliza√ß√£o do poder no imp√©rio medo-persa. O regime de governo mudou, mas n√£o o cora√ß√£o dos homens. √Č um grande engano pensar que as coisas v√£o mudar para melhor em virtude das mirabolantes promessas dos pol√≠ticos. Mudam-se os partidos. Mudam-se as figuras, mas o esp√≠rito e a cultura do aproveitamento s√£o os mesmos. O rei Dario estava preocupado com o problema da corrup√ß√£o, por isso, constituiu 120 prefeitos e tr√™s governadores. Constituiu fiscais do er√°rio p√ļblico. Mas aqueles que deveriam vigiar e fiscalizar se corromperam. As riquezas ca√≠ram no ralo dos desvios. A corrup√ß√£o estava instalada dentro do pal√°cio, nas rodas mais altas do governo de Dario. Nesse mar de lama, floresce um l√≠rio puro. A vida de Daniel nos mostra que √© poss√≠vel ser √≠ntegro mesmo cercado por um mar de lama de corrup√ß√£o. Daniel mant√©m-se √≠ntegro a despeito do ambiente. O homem n√£o √© produto do meio. Daniel n√£o vende sua consci√™ncia. Ele n√£o negocia os seus valores absolutos. Ele n√£o se corrompe. A base de sua integridade √© sua fidelidade a Deus. Concordo com a afirma√ß√£o de Stuart Olyott: “A espiritualidade de Daniel √© o alicerce de sua fidelidade diante dos homens”. Sua f√© √© a pedra de esquina de sua moralidade privada e p√ļblica. Os amigos de Daniel apagaram as chamas do fogo pela f√©. Agora, Daniel fecha a boca dos le√Ķes pela f√©.¬†LOPES. Hernandes Dias. DANIEL Um homem amado no c√©u. Editora Hagnos. pag. 80-81]. Clique aqui para ler o texto completo »

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TV EBD - Integridade em Tempos de Crise - Ev. Luiz Henrique

Assista os vídeos da TV EBD com a aula da Lição 7 - Integridade em Tempos de Crise. Para facilitar o download, o vídeo é dividido em 5 partes. Você pode assistir aqui mesmo, clicando nos vídeos, ou clicar nos links, acima dos vídeos para salvar; ao abrir a nova página, clique no botão Download. Os vídeos são produzidos pelo Ev. Luiz Henrique e também publicados no site Estudos Bíblicos EBD, ou no blog EBDnaTV.

1ª Parte - Lição 6 - 4T/2014

2ª Parte - Lição 6 - 4T/2014

3ª Parte - Lição 6 - 4T/2014

4ª Parte - Lição 6 - 4T/2014

5ª Parte - Lição 6 - 4T/2014

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