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Deus Abomina a Soberba - Luciano de Paula Lourenço

Texto Base: Dn 4:10-18
“Agora, pois, eu, Nabucodonosor, louvo, e exal√ßo, e glorifico ao Rei dos c√©us; porque todas as suas obras s√£o verdades; e os seus caminhos, ju√≠zo, e pode humilhar aos que andam na soberba” (Dn 4:37).

INTRODUÇÃO
Nesta Aula trataremos acerca do cap√≠tulo 4 de Daniel. Neste cap√≠tulo, Daniel traz a imagem de uma √°rvore florescente representando a figura de Nabucodonosor, o imperador da Babil√īnia. Na imagem apresentada um homem anuncia que a √°rvore seria cortada e ficaria apenas o tronco com suas ra√≠zes. Isto demonstra o desastroso efeito da soberba. O s√°bio Salom√£o alerta: “A soberba precede a ru√≠na, e altivez do esp√≠rito precede a queda” (Pv 16:18).
Um indiv√≠duo soberbo √© aquele que deseja ser mais do que √© e ainda se coloca acima dos outros para humilh√°-los e envergonh√°-los. O soberbo superdimensiona a pr√≥pria imagem e diminui o valor dos outros. √Č o narcisista que, ao se olhar no espelho, d√° nota m√°xima e aplaude a si mesmo. √Č por isso que o s√°bio diz que, em vindo a soberba, sobrev√©m a desonra. A soberba √© a sala de espera da desonra. √Č o corredor do vexame. √Č a porta de entrada da vergonha e da humilha√ß√£o. A B√≠blia diz que Deus resiste ao soberbo (Tg 4:6), declarando guerra contra ele. “Gl√≥ria ao homem nas maiores alturas”, esse √© o grito de guerra da humanidade orgulhosa e √≠mpia que continua desafiando Deus e tentando construir o c√©u na terra (Pv 11:1-9; Ap 18). Deus aborrece “olhos altivos” (Pv 6:16,17) e promete destruir “a casa dos soberbos” (Pv 15:25).
I. A PROVA DA SOBERANIA DIVINA (Dn 4:1-3)
A soberania de Deus é a autoridade inquestionável que o Senhor detém sobre o Universo, pelo fato óbvio de que Ele é o Criador de todas as coisas(Is 44:6;45:6; Ap 11:17). Sua soberania está baseada em sua onipotência, onipresença e onisciência. Quando afirmamos que Deus é soberano, estamos dizendo que Ele controla o Universo e pode fazer o que lhe aprouver. A soberba é um dos pecados da alma que afeta diretamente a soberania de Deus.
1. Nabucodonosor, chamado por Deus para um des√≠gnio especial (Jr 25:9. “…Nabucodonosor […] meu servo“.
Esta express√£o n√£o significa que o monarca babil√īnico adorava o Deus de Israel, mas apenas que era usado pelo Senhor para cumprir seus prop√≥sitos (√† semelhan√ßa de Ciro, que √© chamado de ungido do Senhor, em Isa√≠as 45:1). N√£o h√° d√ļvida que ele foi submetido a um des√≠gnio especial do Deus do C√©u, o Deus de Daniel. Mesmo sendo um rei √≠mpio cumpria um des√≠gnio especial de corre√ß√£o divina ao reino de Jud√°, por ter se corrompido com o sistema mundano, iniquo, inimigo de Deus. Ora, Deus tinha e tem o dom√≠nio de todos os reinos do mundo, e poder para fazer com que o √≠mpio Nabucodonosor, por um des√≠gnio especial, se tornasse pr√≥spero em seu reino e crescesse em extens√£o, a ponto de se autodenominar “rei de reis”. O profeta Jeremias, que presenciou a investida babil√īnica contra o reino de Jud√° e seu ex√≠lio para Babil√īnia, diz que Deus chamou Nabucodonosor de “meu servo” (Jr 25:9). Na verdade, Nabucodonosor foi a “vara” de Deus de puni√ß√£o ao seu povo por ter abandonado o Senhor e tomado o caminho proibido da idolatria e dos costumes pag√£os dos reinos vizinhos. Aprendemos que Deus, em sua soberania √© Aquele “que muda os tempos e as horas; ele remove os reis e estabelece os reis” (Dn 2:21).
2. A soberba de Nabucodonosor.¬†Conquanto tenha sido um instrumento que Deus utilizou para corrigir e disciplinar o seu povo, Nabucodonosor foi traspassado pela arrog√Ęncia, pela soberba. Por causa disso, Deus mostrou que ele seria punido severamente; ele seria, como¬†a √°rvore do sonho, cortado at√© o tronco (Dn 4:18). Isto cumpriu-se literalmente na vida de Nabucodonosor, e ele, depois de humilhado, perdeu a capacidade moral de pensar e decidir porque seu cora√ß√£o foi mudado - de “cora√ß√£o de homem” (Dn 4:16) para “um cora√ß√£o de animal”. Ele foi dominado por uma insanidade sem precedente. A puni√ß√£o levaria “sete tempos”, per√≠odo em que¬†Nabucodonosorestaria agindo de forma irracional √† semelhan√ßa dos animais do campo (Dn 4:28-33), tendo o seu corpo molhado pelo orvalho do c√©u. Esse estado de decad√™ncia do rei foi resultado de sua soberba.
O Rev. Hernandes Dias Lopes diz que a soberba é a porta de entrada do fracasso e a sala de espera da ruína. O orgulho leva a pessoa à destruição, e a vaidade a faz cair na desgraça. Na verdade, o orgulho vem antes da destruição, e o espírito altivo, antes da queda. Nabucodonosor foi retirado do trono e colocado no meio dos animais por causa da sua soberba (cf. Dn 4:30-37). O rei Herodes Antipas I morreu comido de vermes porque ensoberbeceu seu coração em vez de dar glória a Deus (At 12:21-23). O reino de Deus pertence aos humildes de espírito, e não aos orgulhosos de coração.
Esse terr√≠vel mal tamb√©m tem grassado igrejas locais. A B√≠blia registra um exemplo: a igreja de Laodic√©ia. Esta igreja, a come√ßar do seu l√≠der, enchia o peito e dizia para todos, com evidente e louca arrog√Ęncia: “Rico sou e de nada tenho falta”¬†(Ap 3:17). Ora, √© nesta tola manifesta√ß√£o de arrog√Ęncia que se verifica a fraqueza espiritual. S√≥ temos for√ßa espiritual quando reconhecemos a nossa insignific√Ęncia, a nossa pequenez, o nosso nada diante de Deus. A autoglorifica√ß√£o √© desprez√≠vel. A igreja de Laodic√©ia exaltou-se dando nota m√°xima a si mesma em todas as √°reas. Mas Cristo a reprovou em todos os itens. A B√≠blia diz: “Louve-te o estranho, e n√£o a tua boca; o estrangeiro, e n√£o os teus l√°bios”(Pv 27:2). Deus detesta o louvor pr√≥prio. Jesus explicou essa verdade na par√°bola do fariseu e do publicano. Aquele que se exaltou foi humilhado, mas o que se humilhou, desceu para sua casa justificado.
3. Nabucodonosor proclama a soberania de Deus (Dn 4:1-3). “Nabucodonosor, rei, a todos os povos, na√ß√Ķes e l√≠nguas que moram em toda a terra: Paz vos seja multiplicada! Pareceu-me bem fazer conhecidos os sinais e maravilhas que Deus, o Alt√≠ssimo, tem feito para comigo. Qu√£o grandes s√£o os seus sinais, e qu√£o poderosas, as suas maravilhas! O seu reino √© um reino sempiterno, e o seu dom√≠nio, de gera√ß√£o em gera√ß√£o“.
Nabucodonosor d√° testemunho da grandeza e do poder de Deus. Chegou a esta conclus√£o depois da sua experi√™ncia humilhante de loucura. Foi restaurado de sua dem√™ncia depois que se humilhou diante do Alt√≠ssimo. Reconheceu a soberania do Deus Onipotente e fez uma proclama√ß√£o acerca do Eterno dom√≠nio de Deus (Dn 4:34-37). Ele aprendeu que o Senhor, em sua soberania, √©¬†“quem muda o tempo e as esta√ß√Ķes, remove reis e estabelece reis” (Dn 2:21).
II. DEUS FALA NOVAMENTE A NABUCODONOSOR POR MEIO DE SONHOS (Dn 4:4-9).
1. Deus adverte Nabucodonosor atrav√©s de um sonho. Nabucodonosor sentia-se senhor de tudo a ponto de, mais uma vez, se permitir dominar por uma arrog√Ęncia inconceb√≠vel. Ent√£o, Deus o adverte atrav√©s de um sonho.
tive um sonho”¬†(Dn 4:5). √Ä semelhan√ßa do cap√≠tulo dois quando teve o sonho da grande est√°tua representando seu reino e os reinos que o sucederiam, mais uma vez Deus fala com Nabucodonosor; mais uma vez ele ficou aflito por n√£o entender o seu significado.
√Č interessante perceber que o modo como Deus falava com os homens nos antigos tempos era diverso. Ele utilizava de canais poss√≠veis para se fazer intelig√≠vel aos seus servos. Pelo fato dos antigos, especialmente os caldeus, darem muita import√Ęncia aos sonhos e a sua interpreta√ß√£o, Deus usou esse canal de comunica√ß√£o para revelar o significado das imagens do sonho na cabe√ßa do rei. √Č claro que esse modo de falar e revelar a sua vontade n√£o seja o √ļnico modo da comunica√ß√£o divina. Portanto, essa via de comunica√ß√£o n√£o era e n√£o √© uma regra que obrigue Deus ter que falar somente por meio de sonhos. Mas Ele o fez, porque os antigos acreditavam piamente que os sonhos tinham um sentido divino. Hoje, temos a Palavra de Deus como o canal revelador da fala de Deus aos homens. √Č bom que se diga que n√£o existe dom de sonhar como afirmam alguns crist√£os. Mas √© certo que Deus pode usar esse meio e outros mais para revelar a sua vontade soberana aos seus servos (Elienai Cabral. Integridade Moral e Espiritual. O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. Editora CPAD).
2. Daniel √© convocado (Dn 4:8,9).¬†”Mas, por fim, entrou na minha presen√ßa Daniel, cujo nome √© Beltessazar, segundo o nome do meu deus, e no qual h√° o esp√≠rito dos deuses santos; e eu contei o sonho diante dele: Beltessazar, pr√≠ncipe dos magos, eu sei que h√° em ti o esp√≠rito dos deuses santos, e nenhum segredo te √© dif√≠cil; dize-me as vis√Ķes do meu sonho que tive e a sua interpreta√ß√£o“.
H√° um contraste entre o sonho do cap√≠tulo 2 e o sonho do cap√≠tulo 4. O primeiro sonho foi esquecido pelo rei, mas o segundo sonho ele n√£o o esqueceu (Dn 2:1,6 e 4:10-17). Como da vez passada (cap√≠tulo 2), todos os s√°bios da Babil√īnia, com seus magos, astr√≥logos, caldeus e os adivinhadores foram convocados √† presen√ßa do rei para darem a interpreta√ß√£o do sonho e, mais uma vez, falharam (Dn 4:6,7). Finalmente, foi convocado Daniel, e este, ao ouvir do rei o relato pediu-lhe um tempo porque, por quase uma hora, estava at√īnito e sem coragem para revelar a verdade do sonho ao rei. Daniel ficou perturbado, e disse: “O sonho seja contra os que te t√™m √≥dio, e a sua interpreta√ß√£o para os teus inimigos” (Dn 4:19).
3. Daniel ouve o sonho e d√° a sua interpreta√ß√£o (Dn 4:19-26).¬†O rei conta a Daniel todo o seu sonho. Ele viu uma grande √°rvore de dimens√Ķes enormes que produzia belos frutos e que era vis√≠vel em toda a terra. Os animais do campo se abrigavam debaixo dela e os p√°ssaros faziam seus ninhos nos seus ramos (Dn 4:10-12). O rei viu descer do c√©u “um vigia, um santo” (Dn 4:13) e esse vigia clamava forte: “Derribai a √°rvore e cortai-lhe os ramos” (Dn 4:14). “Ent√£o Daniel… esteve at√īnito quase uma hora” (4:19). O tempo que Daniel levou para interpretar o sonho significava que ele ficou amedrontado em contar ao rei a verdade. De certo modo, Daniel gozava da confian√ßa do rei como conselheiro e preferia, como homem, que as revela√ß√Ķes do sonho n√£o atingissem a pessoa do rei. Mas Daniel n√£o p√īde evitar, porque o pr√≥prio rei, percebendo a perplexidade de Daniel, o instou a que n√£o tivesse medo e contasse exatamente o que o seu Deus havia revelado.
a)¬†Uma √°rvore majestosa (Dn 4:11,12).¬†A “√°rvore” do sonho de Nabucodonosor era formosa e bela. A vis√£o espl√™ndida dessa √°rvore indicava a formosura, a grandeza, o poder e a riqueza que representavam a gl√≥ria de Nabucodonosor. Ningu√©m na terra havia alcan√ßado todo esse poder antes dele. Daniel declarou ao rei que aquela √°rvore que seria cortada era o pr√≥prio rei e disse:“Es tu, √≥ rei”¬†(Dn 4:22). Imaginemos o semblante de espanto de Nabucodonosor ao ouvir esta declara√ß√£o. Como resignar-se serenamente ante um fato inevit√°vel revelado pelo Deus de Daniel. Assim √© a gl√≥ria dos homens, como uma √°rvore que cresce e se torna frondosa e, de repente, √© derribada. Assim Deus destr√≥i os soberbos (Elienai Cabral. Integridade Moral e Espiritual. O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. Editora CPAD).
b)¬†Ju√≠zo e miseric√≥rdia s√£o demonstra√ß√Ķes da soberania divina. “Esta √© a interpreta√ß√£o, √≥ rei; e este √© o decreto do Alt√≠ssimo, que vir√° sobre o rei, meu senhor: ser√°s tirado de entre os homens, e a tua morada ser√° com os animais do campo, e te far√£o comer erva como os bois, e ser√°s molhado do orvalho do c√©u; e passar-se-√£o sete tempos por cima de ti, at√© que conhe√ßas que o Alt√≠ssimo tem dom√≠nio sobre o reino dos homens e o d√° a quem quer” (Dn 4:24,25). Clique aqui para ler o texto completo »

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Deus Abomina a Soberba - AD Londrina

Aula ministrada pela Professora Persiliana para EBD da Asssembléia de Deus em Londrina.

Acesse: www.adlondrina.com.br

Lição 5 - 4T/2014

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Deus Abomina a Soberba - Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco

Aula pr√©via referente a Li√ß√£o 5: Deus Abomina a Soberba do 4¬ļ Trimestre de 2014: Integridade Moral e Espiritual ‚ÄĒ o legado do livro de Daniel para a Igreja hoje, como prepara√ß√£o dos Professores da EBD durante a semana anterior a aula.

Lição 5 - 4T/2014

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Deus Abomina a Soberba - Ev. José Roberto A. Barbosa

DEUS ABOMINA A SOBERBA

Texto √Āureo Dn. 4.37 - Leitura B√≠blica Dn. 4.10-18

Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa

www.subsidioebd.blogspot.com

Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO

Na aula de hoje daremos continuidade ao tema da interven√ß√£o divina na hist√≥ria. Os governantes s√£o servos de Deus, a fim de cumprir responsabilidades, principalmente para o bem da maioria. Mas como aconteceu com Nabucodonosor, nem sempre eles atentam para essa miss√£o, e se ensoberbecem. Primeiramente destacaremos a soberba do monarca babil√īnico, em seguida, mostraremos que essa √© abomina√ß√£o aos olhos de Deus, e ao final, refletiremos sobre a import√Ęncia da humildade na vida crist√£, especialmente para aqueles que est√£o na lideran√ßa.

1. A SOBERBA HUMANA

A natureza ca√≠da do ser humano o faz propenso √† soberba, principalmente √†queles que ocupam posi√ß√Ķes sociais mais elevadas. Mas Deus, com sua gra√ßa maravilhosa, busca alcan√ßar o pecador, mesmo que este esteja caminhando na dire√ß√£o oposta. No caso de Nabucodonosor, Deus colocou pessoas que acreditavam nEle para influenciar suas decis√Ķes. Muito embora o rei tenha se distanciado v√°rias vezes para o orgulho, a presen√ßa de Daniel, Hananias, Mizael e Azarias oportunizava que o monarca mudasse suas pr√°ticas. O papel dos crist√£os nas institui√ß√Ķes sociais √© bastante importante. Eles podem influenciar positivamente as pessoas atrav√©s do testemunho, n√£o apenas pelas palavras. Isso porque h√° aqueles que falam demais, mas n√£o vivem o que dizem, sendo instrumento de esc√Ęndalo para o evangelho. V√°rias vezes, por causa da influ√™ncia de Daniel, Nabucodonosor reconheceu que o Deus daqueles jovens era verdadeiro (Dn. 2.47). Mesmo assim, o rei, talvez por se deixar conduzir pela vaidade humana, preferiu o caminho da exalta√ß√£o pessoal. A constru√ß√£o de uma est√°tua de ouro, para ser adorada como divindade, demonstrou sua soberba,¬† o rei queria que seu governo fosse eterno, mas Deus n√£o d√° Sua gl√≥ria aos homens (Is. 42.8). A fixa√ß√£o no poder pode levar qualquer governo √† loucura, como aconteceu com o rei da Babil√īnia. Existem alguns pol√≠ticos que enlouqueceram por causa do seu fasc√≠nio pelo poder (Dn. 4.17,25,32). O poder, assim como o dinheiro e o sexo, podem se tornar √≠dolos, diante dos quais muitos se dobram. A busca desenfreada pelo poder, como um fim em si mesmo, √© t√£o mal√©fica quanto o pr√°tica do adult√©rio. N√£o apenas os pecados sexuais devem ser dignos de disciplina na igreja, mas tamb√©m aqueles de cunho financeiro e de abuso de poder. N√£o podemos esquecer que somente Jesus tem toda autoridade no c√©u e na terra (Mt. 28.18), a lideran√ßa da igreja deve conduzir o rebanho com mansid√£o e sabedoria (I Pe. 5.1,2).

2. √Č ABOMINA√á√ÉO

Nabucodonosor teve um sonho que o perturbou bastante, ele viu uma √°rvore que chegava ao c√©u, sendo vista em toda terra (Dn. 4.10-18). Aquela √°rvore, de acordo com a interpreta√ß√£o corajosa de Daniel, era o pr√≥prio rei da Babil√īnia (Dn. 4.19-27). O rei seria retirado do seu cargo e iria viver entre os animais, at√© reconhecer que Deus √© soberano (Dn. 4.25). A restaura√ß√£o do seu reino dependeria da sua disposi√ß√£o para se humilhar diante do Senhor. A soberba tem levado muitos √† ruina, n√£o podemos deixar de destacar que esse foi o pecado que transformou L√ļcifer em Satan√°s (Is. 14.14). A soberba de muitos governantes est√° causando doen√ßas purulentas, alguns deles est√£o sendo comidos por bichos (At. 12.21-23). A pol√≠tica dos homens se caracteriza pela autopromo√ß√£o, a propaga√ß√£o dos feitos pessoais, diferentemente do que foi ensinado por Jesus (Mt. 6.3). O princ√≠pio b√≠blico permanece, Deus resiste os soberbos e exalta os humildes (I Pe. 5.5; Tg. 4.6-8). Nabucodonosor, ao inv√©s de dar gl√≥ria a Deus, colocou-se em primeiro lugar. O uso do pronome exagerado do pronome “eu” pode ser ind√≠cio de soberba (Dn. 4.30). Toda opul√™ncia da Babil√īnia n√£o foi capaz de resistir ao ju√≠zo de Deus. No tempo oportuno o Senhor subjugar√° todos os reinos da terra, nesse tempo os joelhos se dobrar√£o para reconhecer que Jesus √© o Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap. 19.16). Enquanto esse dia n√£o chega, os governos humanos seguem seu curso, de acordo com a vontade do povo. Do mesmo modo que Deus permitiu que Israel tivesse um rei, escolhendo Saul, nos dias atuais, o Senhor deixa que os homens governem. A democracia √© um exemplo de exerc√≠cio dessa escolha, Deus n√£o toma partido, nem pela esquerda, e muito menos pela direita. Essas ideologias s√£o humanas, o reino de Deus somente se concretizar√° no futuro, quando Cristo reinar.

3. DIANTE DE DEUS

A queda repentina do governo de Nabucodonosor √© uma representa√ß√£o do que vir√° a acontecer no futuro (Dn. 4.31,32). O governo desse monarca foi marcado pela opul√™ncia, e assim tem sido a maioria dos governos humanos. Deus abomina aqueles que governam com injusti√ßa, ai daqueles que criam leis para oprimir os mais pobres (Is. 10.1). Os profetas de Deus denunciaram muitos reis, inclusive os de Israel e Jud√°, que ao inv√©s de favorecerem os pobres, governaram apenas para eles mesmos. Em um processo democr√°tico, Deus delega aos homens a responsabilidade para escolherem seus representantes. Cabe aos cidad√£os, inclusive os evang√©licos, saber optar por seus candidatos. Essa escolha passa pelo processo de avalia√ß√£o de desempenho, a partir de crit√©rios n√£o apenas individuais, mas principalmente sociais. Quando Cristo voltar, todos os governos da terra ter√£o fim, ent√£o, o Senhor governar√° com reta justi√ßa. V√°rios profetas anteciparam as gl√≥rias desse reino eterno, que ser√° marcado pela equidade, sobretudo pela paz (Is. 11). Aqueles que t√™m posi√ß√£o social, incluindo as lideran√ßas eclesi√°sticas, devem se colocar na condi√ß√£o de servos (Jo. 13). E saberem que um dia prestar√£o contas a Deus sobre como lideraram, se com autoridade ou autoritarismo. Nenhuma lideran√ßa deve fazer promo√ß√£o pessoal, como Jo√£o Batista, devem declarar humildemente a supremacia de Cristo (Mt. 3.11). O culto a celebridade, comum tamb√©m no contexto evang√©lico, nos envergonha perante a m√≠dia. A constru√ß√£o de obras salom√īnicas √© uma demonstra√ß√£o da vangloria humana. Alguns ap√≥stolos, bispos e pastores est√£o indo longe demais em sua ostenta√ß√£o. Esses tamb√©m ser√£o julgados pelo Senhor, quando o Seu trono for estabelecido para julgar as obras (At. 17.31; Ap. 20.11-15).

CONCLUSÃO

Somente o governo de Jesus é para sempre, todos os reinos da terra estão com os dias contados. Mas nem todos os governantes compreendem sua missão na terra, tendo em vista que, para alguns governar é ter posição elevada sobre os demais. Esses que agem com o espírito de Nabucodonosor, que é o do próprio anticristo, serão julgados pelo Senhor, quando vier em glória para estabelecer o Seu reino sobre a terra. Finalmente todos desfrutarão de um governo eterno, marcado pela paz e verdadeira prosperidade.

BIBLIOGRAFIA

CHAPELL, B. The gospel according to Daniel. Grand Rapids: Baker Books, 2014.

WEIRSBE, W. Be resolute: Daniel. David Cook: Ontario, 2008.

Publicado no Blog Subsídio EBD 

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A Providência Divina na Fidelidade Humana - CPAD

INTRODUÇÃO

I - A TENTATIVA DE SE INSTITUIR UMA RELIGIÃO MUNDIAL

II - O DESAFIO À IDOLATRIA

III - A FIDELIDADE A DEUS ANTE A FORNALHA ARDENTE (Dn 3.8-12)

CONCLUSÃO

O PREN√öNCIO DO ESP√ćRITO DO ANTICRISTO

DANIEL 3.1-5

Na li√ß√£o desta semana, estudaremos a respeito da a√ß√£o maligna arquitetada por Nabucodonosor ao construir uma imagem de ouro, cuja inten√ß√£o era impor o dom√≠nio diab√≥lico sobre o mundo antigo. Seus ardis haveriam de se manifestar tanto na esfera material quanto na espiritual. A narrativa de Daniel descreve a imagem erigida no campo de Dura com a finalidade de apresentar o s√≠mbolo do poder babil√īnico sobre o mundo antigo, assim como a excel√™ncia do seu rei que se autodenominava um deus. Por esta causa, v√°rios te√≥logos veem esta narrativa como o pren√ļncio da a√ß√£o do Anticristo que tamb√©m ambicionar√° imperar o seu dom√≠nio sobre a humanidade no tempo do fim. O “rei que h√° de vir”, constituir√° a imagem da besta a fim de ser adorada por todos os povos da terra (Ap 13.14,15), semelhante ao intento de Nabucodonosor ao decretar o mesmo sobre todos os que exerciam cargo em todas as prov√≠ncias da Babil√īnia (cf. Dn 3.4,5). Por conseguinte, vemos aqui a rea√ß√£o nobre de tr√™s jovens hebreus, que mesmo em meio √† adversidade cruel a que foram submetidos, mostraram-se fieis e determinados a n√£o negarem a f√© no Deus Alt√≠ssimo (v.12). Da mesma maneira, a Igreja de Cristo tamb√©m √© convidada nestes √ļltimos dias, a resistir √†s press√Ķes mundanas que incidem contra ela, n√£o abrindo m√£o dos princ√≠pios da Palavra de Deus e nem sendo conivente com o esp√≠rito do Anticristo que j√° opera nos filhos da desobedi√™ncia e que dominar√° a terra durante o per√≠odo da Grande Tribula√ß√£o. Sendo assim, nesta li√ß√£o, o professor poder√° ensinar a classe com respeito √† a√ß√£o do esp√≠rito do anticristo ao longo da hist√≥ria e que se apresentar√° abertamente no tempo do fim. Analise tamb√©m o posicionamento dos jovens hebreus mediante a adversidade como exemplo de f√© para a Igreja atual, a fim de que os crentes permane√ßam fieis a Palavra de Deus e n√£o se conformem com os valores deste mundo.

A apresentação da estátua de Nabucodonosor

No contexto de Daniel, vemos que a imagem erigida no campo de Dura, cuja medida corresponde a aproximadamente vinte e sete metros de altura, por tr√™s de largura, teve como finalidade apresentar o s√≠mbolo do poder babil√īnico sobre o mundo antigo. Conforme vimos na li√ß√£o anterior, o rei havia sonhado com uma est√°tua constitu√≠da de diversos materiais de valores estim√°veis, cuja interpreta√ß√£o dada por Daniel significava o advento dos quatro maiores imp√©rios que iriam surgir ao longo da antiguidade. Em virtude disso, o rei entendeu que o seu reino, representado pela cabe√ßa de ouro, deveria ser exaltado acima de todos os demais reinos da terra, porquanto, “o Deus dos c√©us havia lhe dado o reino, e o poder, e a for√ßa, e a majestade” (cf. Dn 2.37,38). Com isso, o d√©spota teve a ideia de erguer uma imagem que fosse avistada de terras distantes, a fim de demonstrar o s√≠mbolo da supremacia do imp√©rio babil√īnico acima de todos os reinos da terra. Na obra de Severino Pedro, Daniel, vers√≠culo por vers√≠culo: as vis√Ķes para estes √ļltimos dias, o autor declara da seguinte maneira acerca da imagem de ouro que rei erigiu: “‚Äė… e tinha levantado’. O original pode verter as palavras da seguinte maneira: ‚ÄėO rei Nabucodonosor fez uma imagem de ouro. E levantou-a’. Estas palavras formam um refr√£o que percorre a primeira metade do cap√≠tulo (vers√≠culo 1-18). O grande √≠dolo de Nabucodonosor era uma imagem nova e nacional. E, evidentemente, o objetivo do monarca era consolidar todas as nacionalidades do mundo em uma s√≥ na√ß√£o. A na√ß√£o babil√īnica. ‚ÄėPara alcan√ßar tal coisa era essencial que o governo fosse supremo em tudo, tanto no sentido religioso como no civil. A Roma pag√£, s√©culos depois, fez o mesmo, perseguindo os crentes, n√£o somente depois que faziam cultos a Cristo, mas porque n√£o adoravam a C√©sar, o imperador, como um ser divino […]’. Nota-se nas palavras, repetidas vezes, que o rei ajuntou ‚Äėos s√°trapas, os prefeitos, e presidentes, os ju√≠zes, os tesoureiros, os conselheiros, os oficiais, e todos os governadores […] para que viessem √† consagra√ß√£o’. Isso era, sem d√ļvida, uma forma para dar prest√≠gio √† inaugura√ß√£o da nova religi√£o, ajuntando, assim, as autoridades de todas as prov√≠ncias do seu vasto reino” (CPAD, 2005, p.54). Em vista disso, a inten√ß√£o do rei era perpetuar o seu dom√≠nio diab√≥lico por todo o mundo antigo, n√£o somente politicamente, mas tamb√©m espiritualmente de modo a banir todos os que possu√≠am alguma cren√ßa que fosse contr√°ria √† sua autoridade.

O pren√ļncio do esp√≠rito do Anticristo no tempo do fim

Em virtude disso, alguns te√≥logos veem a narrativa de Daniel como o pren√ļncio da a√ß√£o do anticristo nos tempos finais da consuma√ß√£o. O mesmo obter√° prest√≠gio de muitas lideran√ßas presidenciais que submeter√£o seus governos a supremacia do l√≠der sat√Ęnico. Assim como o rei Nabucodonosor decretou que todos os que exerciam cargo em todas as prov√≠ncias da Babil√īnia, deveriam se prostrar perante a est√°tua de ouro, da mesma maneira o Anticristo determinar√° que todos adorem a imagem da besta. Desse modo, √© poss√≠vel notar algumas semelhan√ßas entre a personalidade do rei da Babil√īnia, descrito por Daniel e a pessoa do Anticristo, deparado no livro de Apocalipse. Primeiramente, Daniel apresenta Nabucodonosor como um rei arrogante: a imagem revelada no sonho, interpretado por Daniel, descrevia o rei como a cabe√ßa de ouro da imagem. Por esta causa, o rei se elevou, pensando estar acima de qualquer ordem que existisse seja no plano material quanto no espiritual. Em seguida, vemos a influ√™ncia que tinha no contexto religioso: o rei determinara que todos se prostrassem diante da est√°tua de ouro. Com isso, todas as religi√Ķes estariam submetidas ao sincretismo imperado pelo rei, inclusive, a cren√ßa de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. Outra caracter√≠stica significante era a capacidade de dom√≠nio que o rei exercia sobre as pessoas de todo o imp√©rio: por conta do medo imposto pelo d√©spota, todos o temiam, tendo em vista que aqueles que desobedecessem a ordem do rei seriam lan√ßados na fornalha ardente.

De modo igual, as Escrituras caracterizam o Anticristo tamb√©m como um ser arrogante: pois “se levantar√° contra tudo o que se chama Deus ou se adora” (cf. 2 Ts 2.4). Dessa forma se autodenominar√° como um deus, assentando-se no templo de Deus, querendo parecer Deus. Por conseguinte, exercer√° influ√™ncia no contexto religioso: ordenar√° a adora√ß√£o √† imagem da besta, a fim de banir qualquer forma de adora√ß√£o que n√£o seja a institu√≠da pelo Anticristo. Desse modo, “o homem da iniquidade” como √© chamado, exercer√° total controle sobre a vida espiritual, pol√≠tica e religiosa de todos quantos habitam sobre a terra naquele tempo: a fim de consolidar o seu dom√≠nio sobre o mundo, “o rei que h√° de vir” empregar√° “a marca de seu nome sobre todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, para que ningu√©m possa comprar ou vender, sen√£o aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o seu n√ļmero na m√£o direita ou sobre a testa” (Ap 13.16,17). Assim sendo, a hist√≥ria de Nabucodonosor pode ser considerada o pren√ļncio b√≠blico que evidencia a a√ß√£o maligna do esp√≠rito do Anticristo por de tr√°s dos dom√≠nios terrenos, a fim de se opor contra a soberania de Deus.

A reação da Igreja em resposta ao espírito do Anticristo

√Ä medida que Nabucodonosor decretou de forma incisiva a venera√ß√£o da imagem erigida no campo de Dura, notamos a atitude ousada de tr√™s jovens hebreus, que mesmo em meio √† adversidade cruel a que foram submetidos, mostraram-se fieis e determinados a n√£o negarem a f√© no Deus Alt√≠ssimo. Perante a ordem do rei, ao soar da trombeta e de toda sorte de instrumentos de sopro e sons musicais, os jovens hebreus desobedecem a ordem do rei e ousadamente n√£o se prostram diante da imagem. Com isso, s√£o questionados acerca de sua atitude. Em resposta, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, deixam claro que n√£o se prostrariam diante da est√°tua de ouro do rei, mesmo que fossem lan√ßados na fornalha ardente aquecida sete vezes. Porquanto, “quer Deus os livrasse, ou n√£o, permaneceriam fieis em sua cren√ßa no Deus de Israel, Criador dos c√©us e da terra” (Dn 3.16-18). Em vista disso, receberam a senten√ßa, e manietados, foram lan√ßados na fornalha. Contudo, o quarto homem, cujo rei declarou ser “semelhante ao filho dos deuses”, aparece para livr√°-los. Portanto, a fidelidade encontrada nos jovens tornou-se conhecida atrav√©s da provid√™ncia divina. De igual modo, a Igreja de Cristo tamb√©m √© convidada, nestes √ļltimos dias, a resistir √†s press√Ķes mundanas que sobrev√™m contra ela a fim de que n√£o abra m√£o dos princ√≠pios da Palavra de Deus e n√£o ceda aos rudimentos carnais que perpetuam na sociedade. A concupisc√™ncia da carne, a concupisc√™ncia dos olhos e a soberba da vida s√£o os fundamentos que norteiam o sistema mundano, cujo intento √© atingir as bases da Igreja. A qual deve estar firmada nos valores b√≠blicos para que possa resistir √† a√ß√£o do esp√≠rito anticrist√£o que predomina no mundo. Pois “as portas do inferno n√£o prevalecer√£o contra a Igreja do Senhor” (Mt 16.18).

Considera√ß√Ķes finais

√Ä vista do que tratamos nesta li√ß√£o, o pren√ļncio da a√ß√£o do esp√≠rito do Anticristo pode ser entendida nitidamente na narrativa de Daniel por meio da figura do rei Nabucodonosor. Tendo em vista que a a√ß√£o maligna idealizada pelo rei, em construir a imagem de ouro no campo de Dura, coincide com o fato escatol√≥gico, descrito no livro de Apocalipse, a respeito da inten√ß√£o perversa do Anticristo que h√° de erigir tamb√©m, a imagem da besta a fim de que todos os povos, na√ß√Ķes, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, sirvam ao prop√≥sito do l√≠der sat√Ęnico na Grande Tribula√ß√£o. De outro modo, vemos a conduta de Sadraque, Mesaque e abede-Nego como um arqu√©tipo para a Igreja destes √ļltimos dias que tamb√©m se depara com circunst√Ęncias adversas que querem banir a f√© crist√£ genu√≠na das camadas da sociedade. Sendo assim, a Igreja “n√£o deve se conformar com este mundo” (cf. Rm 12.2), visto que os valores mundanos fazem press√£o contra os crentes para que deixem os princ√≠pios da Palavra de Deus e consintam com a dissoluta invers√£o de valores. Porquanto, o que temos visto √© fruto da impl√≠cita a√ß√£o diab√≥lica do esp√≠rito anticrist√£o na sociedade, empregando valores contr√°rios a Palavra de Deus e que se manifestar√° abertamente no per√≠odo da Grande Tribula√ß√£o. Desse modo, √© relevante que o professor nesta li√ß√£o, explique o simbolismo encontrado na narrativa de Daniel, concernente a atua√ß√£o do esp√≠rito do Anticristo ao longo da hist√≥ria. Considere tamb√©m a conduta dos jovens hebreus mediante a adversidade como um exemplo de f√© para a Igreja da atualidade.

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A Providência Divina na Fidelidade Humana - Rede Brasil de Comunicação

Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Recife / PE

Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais

Pastor Presidente: Aílton José Alves

Av. Cruz Cabug√°, 29 - Santo Amaro - CEP. 50040 - 000 Fone: 3084 1524

LI√á√ÉO 04 - A PROVID√äNCIA DIVINA NA FIDELIDADE HUMANA - 4¬ļ TRIMESTRE 2014

(Dn 3.1-7,14)

INTRODUÇÃO

No capítulo 3 do livro de Daniel, Misael, Hananias e Azarias, se depararam com um culto idólatra promovido pelo rei que, por meio de um decreto, obrigou a todos que se curvassem diante de um ídolo. Contudo, eles demonstraram sua fidelidade mantendo-se de pé mesmo sob sentença de morte. Nesta lição, destacaremos algumas virtudes destes servos do Senhor e o que Deus pode realizar quando alguém se compromete com a sua Palavra, custe o que custar.

I - A PROPOSTA ARDILOSA DO REI NABUCODONOSOR

O registro do cap√≠tulo 3 do livro de Daniel sugere claramente que o prop√≥sito principal desta parte do livro √© diretamente pr√°tico e n√£o doutrin√°rio. Como podemos ver, n√£o h√° predi√ß√Ķes. A narrativa simplesmente fala do destino dos tr√™s amigos de Daniel na qualidade de firmes confessores da f√© (Daniel n√£o aparece no cap√≠tulo). “Por que Daniel n√£o foi descoberto em desobedi√™ncia civil como os tr√™s foram, explica-se melhor pela conjectura de que estivesse ausente da cidade em alguma obriga√ß√£o oficial” (MOODY, sd, pp. 29,30 - acr√©scimo nosso).

1.1 A promo√ß√£o da idolatria (Dn 3.1). O paganismo fazia parte da cultura babil√īnica. Deuses como Aku, Bel, Nebo dentre outros eram adorados em Babil√īnia (Dn 1.7; 2.11; 3.12,14,18;5.4,23). A narrativa do cap√≠tulo 3 de Daniel elucida bem esta verdade, pois narra a constru√ß√£o de um √≠dolo (Dn 3). A descri√ß√£o de quem a erigiu: Nabucodonosor; o material com que foi feito: ouro; o seu tamanho 30 metros de altura por 3 de largura; e as pessoas convidadas para prestigiar o evento nos mostra qu√£o significativa era esta reuni√£o e qu√£o imponente era a est√°tua (Dn 3.1,2). H√° tr√™s opini√Ķes principais entre os estudiosos da B√≠blia sobre que tipo de √≠dolo era esse que foi constru√≠do por Nabucodonosor: (1¬™) Talvez ele estivesse tentando reproduzir a est√°tua que vira em sonho (Dn 2.31-49); (2¬™) podia estar homenageando seu padroeiro, Nebo, ou alguma outra divindade; e, (3¬™) poderia ser uma imagem de si mesmo na tentativa de auto deificar-se, o que era uma pr√°tica pag√£ comum aos grandes conquistadores (Jz 8.27; II Sm 18.18; Dn 4.29,30). A B√≠blia condena veemente a pr√°tica da idolatria (√äx 20.2-4,23; Lv 19.4; 26.1; Dt 7.5,25; 12.3; I Rs 14.9; Is 2.8,9; 57.5; Jr 1.16; At 15.28,29; I Co 10.14; Cl 3.5; I Pe 4.3; I Jo 5.21).

1.2 A unifica√ß√£o da religi√£o. A pol√≠tica de Nabucodonosor ap√≥s conquistar cidades era de torn√°-las col√īnias de explora√ß√£o exigindo o pagamento de tributo (II Rs 24.1; 36.10), e conduzir cativos √† elite do reino para que estes pudessem auxili√°-lo na administra√ß√£o do seu imp√©rio (Dn 1.3-5; 3.4,5). Sabedor de que os seus conquistados eram de outras religi√Ķes, Nabucodonosor, intentou na constru√ß√£o dessa grande imagem de escultura fazer com que seu governo fosse supremo em tudo, tanto no aspecto civil quanto religioso, promovendo um grande culto ecum√™nico (Dn 3.3-5).

“Inicialmente, o ecumenismo era a concretiza√ß√£o do ideal apost√≥lico de agrega√ß√£o de todos os que professam o nome de Cristo. Com o passar dos tempos, por√©m, a palavra foi sendo desvirtuada at√© ser tomada como um perfeito sin√īnimo para o sincretismo religioso. Os que buscam semelhante universalidade, pregam a uni√£o indistinta entre protestantes, cat√≥licos, judeus, esp√≠ritas, budistas etc. Tal uni√£o √© contr√°ria ao esp√≠rito das Escrituras; tanto o Antigo quanto o Novo Testamento s√£o exclusivistas em mat√©ria de f√© e pr√°tica” (Lv 20.23-27; II Co 6.14-18) (ANDRADE, 2006, pp. 156,157).

1.3 Um decreto real nocivo (Dn 3.4-5,10). Para for√ßar os convidados adorarem a est√°tua, o sagaz Nabucodonosor atrav√©s do arauto anunciou que a homenagem aquele √≠dolo tinha a for√ßa de um decreto “Tu, √≥ rei, fizeste um decreto” (Dn 3.10-a). O Aur√©lio diz que um decreto √© uma “determina√ß√£o escrita, emanada do chefe do Estado, ou de outra autoridade superior” (FERREIRA, 2004, p. 608). Diante disto, n√£o adorar a imagem era estar em desobedi√™ncia civil a autoridade constitu√≠da. A B√≠blia recomenda que o servo de Deus esteja sujeito a autoridade e a obede√ßa (Dn 3.12; 6.10,11; Lc 20.22-25; Rm 13.1-7; I Tm 2.1,2; I Pe 2.17). Todavia, quando a autoridade cria leis e decretos que contrariam a Palavra de Deus, que √© a nossa regra de f√© e pr√°tica, devemos preferir a vontade soberana do Senhor (Lc 12.31-33; At 5.27-29).

1.4 A pena capital (Dn 3.6,11). Nabucodonosor parecia prever que alguns daqueles l√≠deres que foram convidados para a cerim√īnia de consagra√ß√£o da est√°tua se opusesse a prostrar-se perante ela, por isso providenciou uma penalidade, um castigo severo para o que procedesse assim “E qualquer que n√£o se prostrar e n√£o a adorar, ser√° na mesma hora lan√ßado dentro da fornalha de fogo ardente” (Dn 3.6). A fornalha de que se refere o texto “trata-se de um forno grande, com abertura no alto, usado para moldar coisas (Dn 3.22,23). Ao n√≠vel do ch√£o havia uma porta, por onde o metal era extra√≠do (Dn 3.26). Esse tipo de forno recebia o combust√≠vel pelo alto, ao passo que era fechado por tijolos nos quadro lados. Ele era usado para infligir puni√ß√£o capital por parte dos persas (Jr 29.22; Os 7.7). Usualmente tinha forma de c√ļpula” (CHAMPLIN, p. 808, 2004 - acr√©scimo nosso). Como podemos ver, o verdadeiro servo de Deus est√° disposto a sofrer o pior dos castigos que contrariar a vontade do Senhor (Dn 6.10-17; Hb 11.34-38).

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A Providência Divina na Fidelidade Humana - Francisco A. Barbosa

TEXTO √ĀUREO
Eis que o nosso Deus, a quem n√≥s servimos, √© que nos pode livrar; ele nos livrar√° do forno de fogo ardente e da tua m√£o, √≥ rei” (Dn 3.17).

VERDADE PR√ĀTICA
Se formos fiéis, a providência divina jamais faltará.

HINOS SUGERIDOS
178, 244, 296

LEITURA DI√ĀRIA
Segunda - Sl 34.17

Deus ouve quando clamamos
Terça - Sl 68.10

bondade de Deus
Quarta - Fp 2.8-11

Jesus, nome sobre todo o nome
Quinta - Sl 50.15

Deus nos livra do mal
Sexta - Sl 59.16

O Senhor nos protege na ang√ļstia
S√°bado - Mt 6.13

Pertencem a Deus o reino, o poder e a glória

LEITURA B√ćBLICA EM CLASSE

Daniel 3.1-7,141. O rei Nabucodonosor fez uma est√°tua de ouro, cuja altura era de sessenta c√īvados, e a sua largura de seis c√īvados; levantou-a no campo de Dura, na prov√≠ncia de babil√īnia.2. Ent√£o o rei Nabucodonosor mandou reunir os pr√≠ncipes, os prefeitos, os governadores, os conselheiros, os tesoureiros, os ju√≠zes, os capit√†es, e todos os oficiais das prov√≠ncias, para que viessem √† consagra√ß√£o da est√°tua que o rei Nabucodonosor tinha levantado.3. Ent√£o se reuniram os pr√≠ncipes, os prefeitos e governadores, os capit√†es, os ju√≠zes, os tesoureiros, os conselheiros, e todos os oficiais das prov√≠ncias, √† consagra√ß√£o da est√°tua que o rei Nabucodonosor tinha levantado; e estavam em p√© diante da imagem que Nabucodonosor tinha levantado.4. E o arauto apregoava em alta voz: Ordena-se a v√≥s, √≥ povos, na√ß√Ķes e l√≠nguas:5. Quando ouvirdes o som da buzina, da flauta, da harpa, da sambuca, do salt√©rio, da gaita de foles, e de toda a esp√©cie de m√ļsica, prostrar-vos-eis, e adorareis a est√°tua de ouro que o rei Nabucodonosor tem levantado.6. E qualquer que n√£o se prostrar e n√£o a adorar, ser√° na mesma hora lan√ßado dentro da fornalha de fogo ardente.7. Portanto, no mesmo instante em que todos os povos ouviram o som da buzina, da flauta, da harpa, da sambuca, do salt√©rio e de toda a esp√©cie de m√ļsica, prostraram-se todos os povos, na√ß√Ķes e l√≠nguas, e adoraram a est√°tua de ouro que o rei Nabucodonosor tinha levantado.14. Falou Nabucodonosor, e lhes disse: √Č de prop√≥sito, √≥ Sadraque, Mesaque e Abednego, que v√≥s n√£o servis a meus deuses nem adorais a est√°tua de ouro que levantei?

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Analisar¬†a tentativa de Nabucodonosor de instituir uma religi√£o mundial.
  • Conscientizar-se¬†de que n√£o podemos aceitar a idolatria.
  • Compreender¬†a fidelidade dos amigos de Daniel ante a fornalha ardente

COMENT√ĀRIO
INTRODUÇÃO
A hist√≥ria narrada no cap√≠tulo tr√™s ocorreu possivelmente no final do reinado de Nabucodonosor. O texto √© mais uma prova de que vale a pena ser fiel a Deus at√© mesmo quando somos desafiados em nossa f√©. Nabucodonosor j√° havia se esquecido da manifesta√ß√£o do poder de Deus na revela√ß√£o dos seus sonhos (Dn 2.1-49). Tornou-se um d√©spota que exigia dos seus s√ļditos um servilismo irracional. No meio da multid√£o dos s√ļditos, por√©m, estavam os tr√™s jovens hebreus, fi√©is ao Deus de Israel, do qual n√£o transigiram de modo algum.¬†[Coment√°rio:¬†Na hist√≥ria que o cap√≠tulo 3 de Daniel nos apresenta, percebe-se a obsess√£o do rei da Ass√≠ria, Nabucodonosor, pelo poder quando ele se engrandece e exige que seus s√ļditos o adorem como um deus. Os especialistas em Antigo Testamento afirmam que essa hist√≥ria ocorreu quase ao final do seu reinado (Jr 32.1; 52.29). Temos mais uma prova, aqui no cap√≠tulo tr√™s, de que vale a pena ser fiel a Deus at√© mesmo quando nossa f√© √© desafiada. Aquele soberano esquecera da manifesta√ß√£o do poder do Deus de Israel quando teve resposta na revela√ß√£o dos seus sonhos, mas embriagado pelo poder e pelo fulgor de sua pr√≥pria gl√≥ria, conseguiu com sua presun√ß√£o, chegar ao √°pice da paci√™ncia de Deus; n√£o se contentou em ser apenas “a cabe√ßa de ouro” da grande est√°tua do seu sonho no cap√≠tulo dois. Ergue uma imensa est√°tua de ouro, tendo cerca de 30 m de altura, equivalente a oito andares de um edif√≠cio, e ordena que os representantes das na√ß√Ķes, seus s√ļditos, se ajoelhassem e adorassem √†quela est√°tua que representava ele mesmo.Tornou-se um d√©spota que exigia dos seus s√ļditos um servilismo irracional. No meio da multid√£o dos s√ļditos estavam os tr√™s jovens hebreus fi√©is ao Deus de Israel, que n√£o temiam recusar-se a adorar a outro deus que n√£o YAHWEH.]¬†Convido voc√™ para mergulharmos mais fundo nas Escrituras!
I. A TENTATIVA DE SE INSTITUIR UMA RELIGIÃO MUNDIAL
1. A grande est√°tua.¬†Embriagado pelo poder e pelo fulgor de sua pr√≥pria gl√≥ria, o rei caldeu chegou ao √°pice da presun√ß√£o, n√£o se contentando em ser apenas “a cabe√ßa de ouro” da grande est√°tua do seu “primeiro” sonho (Dn 2.36-45). Nabucodonosor perdeu o bom senso e construiu uma enorme est√°tua de ouro maci√ßo (Dn 3.1). Tamb√©m ordenou que os representantes das na√ß√Ķes, s√ļditos seus, se ajoelhassem e adorassem a est√°tua que o representava. A grande est√°tua de Nabucodonosor remete-nos a uma outra est√°tua que ser√° erguida pelo √ļltimo imp√©rio mundial gent√≠lico, profetizado como o reino do Anticristo que aparecer√° no “tempo do fim” (Ap 13.14,15).¬†[Coment√°rio:¬†N√£o parece prov√°vel que Nabucodonosor tenha erigido uma imagem a um dos antigos deuses da Babil√īnia, visto que a terra estava cheia de deidades e templos competindo entre si. √Č poss√≠vel, no entanto, que esse sonho tivesse marcado profundamente o rei, em rela√ß√£o ao seu lugar no mundo e na hist√≥ria. Afinal, n√£o era ele a cabe√ßa de ouro? N√£o era ele o primeiro e maior de todos os reis da terra? N√£o √© dif√≠cil imaginar a crescente vaidade desse d√©spota oriental, cuja mente pag√£ falhou em sondar o verdadeiro significado das percep√ß√Ķes espirituais que Deus havia tentado compartilhar com ele. Essa est√°tua de dois metros e sessenta de largura e vinte e sete metros de altura, que se elevava acima do campo de Dura, sendo vis√≠vel a quil√īmetros de dist√Ęncia, proclamava a todos o esplendor do homem que a havia projetado e a gl√≥ria do rei que ela simbolizava. O campo de Dura certamente ficava pr√≥ximo de Babil√īnia, mas sua localiza√ß√£o exata √© desconhecida. Qualquer que tenha sido o motivo de Nabucodonosor, o decreto que convocava todos os l√≠deres pol√≠ticos do reino, grandes e pequenos, n√£o deixava d√ļvida quanto √† exig√™ncia do rei. Instantaneamente, ap√≥s o sinal combinado de antem√£o se o som da orquestra imperial, cada homem deveria prostrar-se em adora√ß√£o diante da imagem.¬†Roy E. Swim. Coment√°rio B√≠blico Beacon. Daniel. Editora CPAD. Vol. 4. pag. 509.]. Clique aqui para ler o texto completo »

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A Providência Divina na Fidelidade Humana - Sulamita Macêdo

Professoras e professores, observem estas orienta√ß√Ķes:

1 - Antes de abordar o tema da aula, é interessante que vocês mantenham uma conversa informal e rápida com os alunos:

- Cumprimentem os alunos.

- Dirijam-se aos alunos, chamando-os pelo nome, para tanto é importante uma lista nominal para que vocês possam memorizar.

- Perguntem como passaram a semana.

- Escutem atentamente o que eles falam.

- Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.

- Verifiquem se h√° alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.

2 - Este momento não é uma mera formalidade, mas uma necessidade. Ao escutá-los, vocês estão criando vínculo com os alunos, eles entendem que vocês também se importam com eles.Outro fator importante para estabelecer vínculos com os alunos é através das redes sociais, adicionem os alunos e mantenham comunicação com eles.

3 - Ap√≥s a chamada, solicitem ao secret√°rio da classe a rela√ß√£o dos alunos ausentes e procurem manter contato com eles durante a semana, atrav√©s de telefone ou email ou pelas redes sociais,¬†deixando uma mensagem “in box” dizendo que sentiu falta dele(a) na EBD).Os alunos se sentir√£o queridos, cuidados, perceber√£o que voc√™s sentem falta deles. Dessa forma, voc√™s estar√£o estabelecendo v√≠nculos afetivos com seus alunos.

4 - Escolham um momento da aula, para mencionar os nomes dos alunos aniversariantes, parabenizando-os, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo.

5 - Fazendo o que foi exposto acima, somando-se a um professor motivado, associando a uma boa preparação de aula, com participação dos alunos, vocês terão bons resultados! Experimentem!

6 - Agora, voc√™s iniciam o estudo da li√ß√£o. Vejam estas sugest√Ķes:

- Apresentem o título da lição: Providência Divina na Fidelidade Humana.

- Depois, perguntem:Quais os desafios que os cristãos enfrentam na atualidade quanto a sua fé em Deus?Escutem atentamente cada resposta e escrevam no quadro. Se necessário, acrescentem outras.

- Depois, falem: Estes são os desafios que nós os crentes fiéis enfrentamos no cotidiano quanto a fé cristã. Na lição de hoje, vamos estudar sobre um desafio enfrentado por 03 jovens, Sadraque, Mesaque e Abedenego, que resolveram não se prostrar diante da estátua do rei Nabucodonosor.

- Agora, pe√ßam para que os alunos relatem este acontecimento. Cada aluno dever√° dizer uma frase, completando a hist√≥ria que come√ßa assim:O rei Nabucodonosor fez uma est√°tua de ouro…Esta atividade tem o objetivo de fazer lembrar os alunos sobre os acontecimentos desta narrativa. Alguns alunos podem n√£o conhecer ou n√£o se lembrar dos detalhes desta hist√≥ria, da√≠ a import√Ęncia de recont√°-la, para que o tema a ser estudado de forma contextualizada seja compreendido e significativo.

- Em seguida, trabalhem os pontos levantados na lição.

- Para concluir, utilizem a din√Ęmica¬†“Na Fornalha”.Tenham uma excelente e produtiva aula!
Din√Ęmica: Na Fornalha

Objetivo: Refletir e reconhecer que nas dificuldades Jesus está conosco.

Material:01 caixa de palitos de fósforos(tipo longo).

Procedimento:

- Leiam Daniel 3. 12, 15, 17, 19, 20, 21, 24, 25, 27.

- Solicitem que os alunos acompanhem em suas Bíblias a leitura citada.

- Falem: Lemos o relato sobre 03 jovens judeus que foram jogados na fornalha, mas neste momento de extrema dificuldade tiveram a companhia do 4¬ļ. Homem(Deus), que estava com eles, guardando-os na fornalha e n√£o da fornalha.H√° momentos que tamb√©m nos sentimos como se estiv√©ssemos na fornalha, Jesus n√£o nos prometeu aus√™ncia de problemas, mas que estaria conosco, conforme lemos em Jo√£o 16.33 e Mateus 28.20b.- Solicitem agora para que alguns alunos contem uma situa√ß√£o dif√≠cil, que eles sentiram como se estivessem na fornalha. Para tanto, pe√ßam para que os alunos risquem o f√≥sforo e, enquanto a chama estiver acesa, contem qual foi o problema e a solu√ß√£o e como se sentiu amparado por Jesus. Caso a chama se apague antes do aluno terminar o relato, deixe que ele conclua.Dessa forma, isto √©, com o f√≥sforo aceso, o aluno dever√° ter mais objetividade no relato e o fogo se apresenta como um s√≠mbolo de ter estado na fornalha da afli√ß√£o.

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A Providência Divina na Fidelidade Humana - Luciano de Paula Lourenço

Texto Base: Daniel 3:1-7,14

“Eis que o nosso Deus, a quem n√≥s servimos, √© que nos pode livrar; ele nos livrar√° do forno de fogo ardente e da tua m√£o, √≥ rei” (Dn 3:17).
INTRODUÇÃO

Nesta Aula, trataremos acerca da fidelidade de Hananias, Misael e Azarias. Tr√™s jovens que tinham uma f√© imut√°vel no seu Deus. Eles foram provados numa fornalha ardente, todavia permaneceram fi√©is e Deus os livrou da maldade do rei Nabucodonosor e de seus inimigos. Esses jovens n√£o concordaram em se dobrar diante de uma est√°tua, que representava o orgulho de um d√©spota, e desobedeceram a uma lei que ia contra os princ√≠pios divinos. Nabucodonosor era um homem embriagado pelo poder; ficou cego pelo fulgor de sua pr√≥pria gl√≥ria. Ele n√£o se contentou em ser rei de reis, em ser o maior rei da terra, mas quis ser adorado como deus.Obedecer a Deus √© sempre a melhor alternativa, mesmo que nos leve at√© a fornalha ardente. √Äs vezes cruzamos os vales da sombra da morte, mas temos a presen√ßa amiga e consoladora do divino Pastor para nos encorajar. Passamos pelas ondas, pelos rios e at√© pelo fogo, mas o Senhor sempre aparece para nos livrar (Is 43:2)¬†- “quando passares pelas √°guas, estarei contigo, e, quando pelos rios, eles n√£o te submergir√£o; quando passares pelo fogo, n√£o te queimar√°s, nem a chama arder√° em ti“. Jesus √© o quarto Homem na fornalha ardente (Dn 3:24-25). O senhor n√£o nos livra da fornalha, mas nos salva do fogo da fornalha. Na jornada da f√© h√° tempestade, mas tamb√©m h√° Deus conosco; h√° fornalha ardente, mas h√° o quarto Homem. As prova√ß√Ķes v√™m, e √†s vezes com √≠mpeto, mas Jesus sempre vem ao nosso encontro na hora da crise.

I. A TENTATIVA DE SE INSTITUIR UMA RELIGIÃO MUNDIAL

1. A grande est√°tua.¬†”O Rei Nabucodonosor fez uma est√°tua de ouro, cuja altura era de sessenta c√īvados, e a sua largura, de seis c√īvados; levantou-a no campo de Dura, na prov√≠ncia de Babil√īnia”¬†(Dn 3:1).O Imp√©rio Babil√≥nico foi o primeiro grande imp√©rio mundial a construir uma grande est√°tua que deveria ser adorada por todos s√ļditos do imp√©rio. Provavelmente a imagem que o rei mandou erguer fosse uma est√°tua dele pr√≥prio. Isto significava uma esp√©cie de culto ao rei; uma diviniza√ß√£o do governante. √Č uma prova de que ele n√£o se converteu depois que o seu sonho foi interpretado por Daniel. Adorar a est√°tua significava, al√©m da idolatria, a adora√ß√£o ao rei. Jud√° havia “sentido na pele”, recentemente, o resultado desastroso da idolatria.Era uma est√°tua muito alta, uma clara demonstra√ß√£o da altivez do rei. Um c√īvado em Israel media cerca de 40 cm; na √©poca de Ezequiel, media 51,8 cm, por√©m o c√īvado babil√īnico media aproximadamente 49 cm, o que daria √† est√°tua uma altura pr√≥xima dos 29 metros (um edif√≠cio de mais de nove andares).A obsess√£o pelo poder faz a pessoa perder o bom senso. O rei Nabucodonosor estava dopado pela ideia de ser o maior e perdeu a autocr√≠tica embriagado pelo pr√≥prio poder e cego pelo fulgor de sua pr√≥pria gl√≥ria. Ele n√£o se contentou em ser apenas a cabe√ßa de ouro da est√°tua do seu sonho. No cap√≠tulo dois havia uma est√°tua no seu sonho e no capitulo tr√™s ele constr√≥i literalmente uma est√°tua para si. Essa presun√ß√£o vislumbra profeticamente outra est√°tua (imagem) que ser√° erguida pelo √ļltimo imp√©rio mundial gent√≠lico profetizado como o reino do Anticristo e ser√° no “tempo do Fim” (Ap 13:14,15).¬†(1)2. A diferen√ßa entre as est√°tuas. √Č necess√°rio destacar a diferen√ßa entre a est√°tua do cap√≠tulo 2 e a do cap√≠tulo 3. A est√°tua do cap√≠tulo 2 era simb√≥lica, que surgiu no sonho do rei Nabucodonosor, e a est√°tua do cap√≠tulo 3 era literal, constru√≠da pelos homens. A est√°tua do cap√≠tulo 3 tinha a forma de um obelisco e tinha um aspecto um tanto grotesco que revelava a inten√ß√£o vaidosa de Nabucodonosor de impor-se pela idolatria do homem e sua autodeifica√ß√£o aos olhos dos s√ļditos (cf Dn 4:30).3. A inaugura√ß√£o da est√°tua de ouro.¬†Todos compareceram √† inaugura√ß√£o da est√°tua, por for√ßa do edito do rei, e todos deveriam adorar a est√°tua de ouro (Dn 3:4). O rei testava seu poder de domina√ß√£o requerendo dos exilados que renegassem suas cren√ßas e substitu√≠ssem seus deuses pelos deuses da Babil√īnia. O objetivo era escravizar todos os seus s√ļditos e obrig√°-los a servirem √†s divindades caldeias. Ele queria uma religi√£o totalit√°ria em que as pessoas obedecessem n√£o pela lealdade, mas pela for√ßa bruta (Dn 3:5,6).Nabucodonosor foi seduzido por seu ego presun√ßoso que se via superior a tudo e a todos. Ele estava embriagado por sua pr√≥pria gl√≥ria temporal e passageira, por isso seu cora√ß√£o se engrandeceu e ele desejou ser adorado como deus. N√£o lhe bastou a revela√ß√£o de que o √ļnico Deus verdadeiro triunfaria na hist√≥ria conforme est√° expresso no capitulo dois. Ele preferiu exaltar a si mesmo e para tal instituiu o culto a si e, tamb√©m, a adora√ß√£o dos seus falsos deuses. O objetivo era escravizar as consci√™ncias e obrig√°-las a servirem aos seus deuses.

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Tv EBD - A Providência Divina na Fidelidade Humana - Ev. Luiz Henrique

Assista os vídeos da TV EBD com a aula da Lição 4 - A Providência Divina na Fidelidade Humana. Para facilitar o download, o vídeo é dividido em 6 partes. Você pode assistir aqui mesmo, clicando nos vídeos, ou clicar nos links, acima dos vídeos para salvar; ao abrir a nova página, clique no botão Download. Os vídeos são produzidos pelo Ev. Luiz Henrique e também publicados no site Estudos Bíblicos EBD, ou no blog EBDnaTV.

1ª Parte - Lição 4 - 4T/2014

2ª Parte - Lição 4 - 4T/2014

3ª Parte - Lição 4 - 4T/2014

4ª Parte - Lição 4 - 4T/2014

5ª Parte - Lição 4 - 4T/2014

6ª Parte - Lição 4 - 4T/2014

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