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Não Farás Imagens de Esculturas - Rede Brasil de Comunicação

Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Recife / PE

Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais

Pastor Presidente: Aílton José Alves

Av. Cruz Cabugá, 29 - Santo Amaro - CEP. 50040 - 000 Fone: 3084 1524

LIÇÃO 04 - NÃO FARÁS IMAGENS DE ESCULTURAS - 1º TRIMESTRE 2015

(Êx 20.4-6; Dt 4.15-19)

INTRODUÇÃO

O Segundo Mandamento do Decálogo é muito parecido com o primeiro. Nele Deus proíbe fazer imagem de escultura de alguma figura no céu, na terra e debaixo da terra (Êx 20.4). Nesta lição, veremos que neste mandamento Deus proíbe também que se faça imagem dele mesmo, pois fazer uma escultura sua, seria limitá-lo. Nada na terra pode ser comparado com Deus, pois Ele é transcendente, ou seja, está acima da criação. A razão para esta ordenança baseia-se no zelo de Deus que exige exclusividade de seus adoradores (Êx 20.5). Ele é Espírito e portanto deve ser adorado em espírito e em verdade (Jo 4.24).

I - O SEGUNDO MANDAMENTO

“Não farás para ti imagem de escultura […]” (Êx 20.4-6). Este segundo mandamento do Decálogo é tão parecido com o primeiro que parece constituir uma extensão dele, levando algumas pessoas a considerarem-no parte do primeiro. “Na tradição protestante, esse versículo é considerado um prólogo ao Decálogo. Ainda no judaísmo, as orientações acerca de “Não terás outros deuses” (v. 3) e “Não farás para ti imagem de escultura” (vv. 4-6) são consideradas um único mandamento e, juntas, constituem o segundo mandamento” (HAMILTON, 2007, p. 218 - acréscimo nosso). Não obstante a forma de divisão, temos aqui uma descrição da natureza de Deus e do modo como ele deve ser adorado. Mais uma vez, há um rompimento claro com os deuses e o estilo de culto no Egito. O presente mandamento além de proibir veementemente a criação e o uso de imagens esculpidas como objeto de adoração, de maneira mais essencial, é um lembrete de que Deus é Espírito, que não deve ser concebido à imagem do homem ou de qualquer outra criatura. Este importante mandamento, trás consigo três importantes verdades que merecem ser destacadas:

1.1 Deus não admite ser representado por nenhuma imagem (Êx 20.4-a). “Todas as vezes em que os patriarcas ou Moisés falaram “face a face” com Deus, nem por uma vez deram qualquer pista daquilo que viram ou de sua aparência. Ter acesso a uma imagem de Deus sugere, de certa forma, que ele pode ser controlado e manipulado. Talvez a melhor definição de idolatria pertença a Agostinho: “Idolatria é adorar algo que deve ser usado, ou usar algo que deve ser adorado” (HAMILTON, 2007, pp. 220,221 - acréscimo nosso). O fato de Deus se apresentar ao povo na coluna de nuvem e de fogo demonstra claramente a intenção de não aparecer em nenhuma forma que pudesse ser reproduzida (Êx 13.21). Moisés deixa bem claro isso quando disse: “Então o SENHOR vos falou do meio do fogo; a voz das palavras ouvistes; porém, além da voz, não vistes figura alguma” (Dt 4.12). A adoração segundo a Bíblia requer que seja espiritual, adequado à natureza de Deus, sem qualquer imaginação carnal, ou representações externas da glória Dele (Jo 4.23,24; Fp 3.3). As partes do culto divino são: oração, louvor, pregação da Palavra e administração das ordenanças. Isso deve ser observado tal como foram entregues, ou seja, sem qualquer adição, corrupção e alteração deles (Dt 4.2; 1 Co 11.2).

1.2 Deus não é a criação, Ele é o Criador (Êx 20.4-b). O registro do livro do Êxodo capítulo 32 nos mostra que com menos de quarenta dias depois de haver prometido solenemente que guardariam a Lei, os israelitas quebraram a aliança com o Senhor. Enquanto Moisés estava no monte, o povo israelita cansou-se de esperar seu líder e pediu a Aarão que lhe fizesse uma representação visível da divindade. Nesta ocasião “manifestou-se a tendência idólatra do coração humano, que não se contenta com um Deus invisível; quer ter sempre um deus a quem se possa ver e apalpar. Israel queria servir a Deus por meio de uma imagem e a fez provavelmente na forma do deus egípcio, o boi Apis. Não se sabe se Israel queria prestar culto ao deus egípcio ou meramente representar o Senhor em forma de um bezerro. Todavia, em Êxodo 32.4,5, vemos uma clara indicação que a segunda afirmativa é a mais coerente (HOFF, 1995, p. 63 - acréscimo nosso). A Bíblia nos mostra que: (1) Deus é incriado (Gn 1.1; Is 43.13); (2) com nada pode ser comparado (Is 40.18-23); e (3) Ele é transcendente, ou seja, está acima da criação (At 17.24-29).

1.3 Deus exige exclusividade (Êx 20.5). O motivo que deve nos levar a obedecer a esta ordem são tomadas a partir de Deus que, sendo zeloso, não dá sua glória a nenhum outro, nem o seu louvor às imagens de escultura (Dt 4.23,24; 32.21; Is 42.8). A expressão zeloso na relação do homem com Deus, é visto mais positivamente como o ato da promoção de Deus e Sua glória contra substitutos. Logo, “o Senhor é um “Deus zeloso”, não no sentido de que tenha inveja de outros deuses, pois sabe que todos os outros “deuses” são fruto da imaginação e não existem de fato. A palavra “zeloso” expressa seu amor por seu povo, pois deseja o que é melhor para eles. Assim como os pais são zelosos com os filhos e os cônjuges com seus companheiros, Deus também é zeloso com aqueles a quem ama e não tolera qualquer concorrência (Zc 1.14; 8.2). Nas Escrituras, a idolatria equivale a prostituição e ao adultério (Os 1-3; Jr 2-3; Ez 16; 23; Tg 4.4,5). Deus deseja e merece o amor exclusivo de seu povo (Êx 34.14; Dt 4.24; 5.9; 6.15)” (WIERSBE, 2008, p. 324). Sua punição é severa contra os que fazem tais coisas, castigando até mesmo a posteridade deles que trilhará os seus passos; mas o amor e a misericórdia será para com aqueles que observam seus preceitos (Is 42.8; Dt 32.21, 1 Re 19.18).

II - FILOSOFIAS ERRÔNEAS ACERCA DE DEUS

Após o pecado o homem destituído da glória de Deus (Rm 3.23), passou a ter uma noção errada da divindade. Há vários sistemas de crenças em Deus que divergem dos ensinos bíblicos e inúmeras tentativas de explicar o relacionamento dEle com Universo e o homem. Essas teorias equivocadas levam o homem a se distanciar do Criador. Abaixo destacaremos algumas destas perspectivas, o que creem e a refutação bíblica a elas:

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Não Farás Imagens de Esculturas - Pr. Natalino das Neves

Aula ministrada pelo Pr. Natalino das Neves - Projeto IEADSJP_EBDTV.

Projeto da IEADSJP - Igreja Evangélica Assembleia de Deus de São José dos Pinhais

Baixe, também, os slides da aula, clicando aqui.

Publicado no Blog do Pr. Natalino das Neves

Lição 4 - 1T/2015

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TV EBD - Não Farás Imagens de Esculturas - Ev. Luiz Henrique

Assista os vídeos da TV EBD com a aula da Lição 4 - Não Farás Imagens de Esculturas. Para facilitar o download, o vídeo é dividido em 6 partes. Você pode assistir aqui mesmo, clicando nos vídeos, ou clicar nos links, acima dos vídeos para salvar; ao abrir a nova página, clique no botão Download. Os vídeos são produzidos pelo Ev. Luiz Henrique e também publicados no site Estudos Bíblicos EBD, ou no blog EBDnaTV.

1ª Parte - Lição 4 - 1T/2015

2ª Parte - Lição 4 - 1T/2015

3ª Parte - Lição 4 - 1T/2015

4ª Parte - Lição 4 - 1T/2015

5ª Parte - Lição 4 - 1T/2015

6ª Parte - Lição 4 - 1T/2015

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Não Farás Imagens de Esculturas - Ev. Luiz Henrique

Lição 4 - Não Farás Imagens de Esculturas 

Lições Bíblicas - 1º Trimestre de 2015 - CPAD - Para adultos

Tema: OS DEZ MANDAMENTOS - Valores Imutáveis Para Uma Sociedade Em Constante Mudança

Comentários: Pr. Esequias Soares
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva

Questionário

NÃO DEIXE DE ASSISTIR AOS VÍDEOS DA LIÇÃO ONDE TEMOS MAPAS, FIGURAS, IMAGENS E EXPLICAÇÕES DETALHADAS DA LIÇÃO

http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm

NÃO DEIXE DE LER O ESTUDO SOBRE ALIANÇA - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/alianca.htm

 

TEXTO ÁUREO

“Portanto, meus amados,  fugi da idolatria.” (1 Co 10.14)

 

VERDADE PRÁTICA

O segundo mandamento proíbe a idolatria, adoração de ídolo, imagem de um deus ou de qualquer objeto de culto

 

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Lv 19.4 DEUS proíbe a fabricação de ídolos e deuses de fundição

Terça - Dt 4.12 A adoração a DEUS deve ser sem imagens e sem figuras

Quarta - Mt 4.10 Somente DEUS deve ser adorado e a Ele devemos servir

Quinta - Jo 4.24 DEUS é ESPÍRITO e deve ser adorado em espírito e em verdade

Sexta - At 17.24,25 DEUS não habita em templo feito por mãos humanas

Sábado - 1 Jo 5.21 O combate à idolatria é mantido pelo apóstolo João

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Êxodo 20.4-6; Deuteronômio 4.15-19

Êxodo 20.4-6

4 Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem  em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. 5 Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR, teu DEUS, sou DEUS zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem  6 e faço misericórdia em milhares aos que me amam e guardam os meus mandamentos.

Deuteronômio 4.15-19

15 Guardai, pois, com diligência a vossa alma, pois semelhança nenhuma vistes no dia em que o SENHOR, vosso DEUS, em Horebe, falou convosco, do meio do fogo; 16 para que não vos corrompais e vos façais alguma escultura, semelhança de imagem, figura de macho ou de fêmea; 17 figura de algum animal que haja na terra, figura de alguma ave alígera que voa pelos céus; 18 figura de algum animal que anda de rastos sobre a terra, figura de algum peixe que esteja nas águas debaixo da terra; 19 e não levantes os teus olhos aos céus e vejas o sol, e a lua, e as estrelas, todo o exército dos céus, e sejas impelido a que te inclines perante eles, e sirvas àqueles que o SENHOR, teu DEUS, repartiu a todos os povos debaixo de todos os céus.

 

OBJETIVO GERAL

Mostrar que DEUS se revela ao homem sem a necessidade de meras reproduções (figuras, estátuas, imagens, esculturas, desenhos).

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS - Os objetivos específicos referem-se aos que o professor deve atingir em cada tópico.

Explicar a proibição bíblica quanto à idolatria - (Tudo o que é artificial não penetra no reino espiritual - Tudo o que se coloca como objeto de adoração, sendo material, é idolatria).

Apresentar a característica zelosa de DEUS (Juízo sobre o pecado e bênção sobre a obediência).

Conscientizar sobre o verdadeiro culto a DEUS (em ESPÍRITO e em Verdade - Em comunhão com o ESPÍRITO SANTO e dentro do que ensina a Palavra).

Esclarecer quanto à idolatria da teologia romana (A adoração a uma mulher no céu sempre atraiu as pessoas - é pecado terrível quando se coloca alguém no mesmo nível ou superior a JESUS no plano de salvação).

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Questionário - Não Farás Imagens de Esculturas - Ev. Luiz Henrique

Questionário da Lição 4 - Não Farás Imagens de Esculturas 

Lições Bíblicas - 1º Trimestre de 2015 - CPAD - Para adultos

Tema: OS DEZ MANDAMENTOS - Valores Imutáveis Para Uma Sociedade Em Constante Mudança

Comentários: Pr. Esequias Soares
Complete os espaços vazios e marque com “V” as respostas Verdadeiras e com “F” as Falsas

 

TEXTO ÁUREO

1- Complete:

“Portanto, meus amados, ____________________________ da __________________________.” (1 Co 10.14)

 

VERDADE PRÁTICA

2- Complete:

O segundo mandamento proíbe a __________________________, adoração de __________________________, imagem de um __________________________ ou de qualquer objeto de culto.

 

COMENTÁRIO/INTRODUÇÃO

3- Na tradição judaica, quais são os três pecados capitais?

(    ) A idolatria, a impureza e o adultério”.

(    ) A idolatria, a impureza e a avareza”.

(    ) A idolatria, a impureza e o derramamento de sangue”.

 

I. PROIBIÇÃO À IDOLATRIA

4- O que são ídolos ou imagens? O que representam?

(    ) O termo hebraico empregado aqui para “imagem de escultura” é péssel, usado no Antigo Testamento para designar os deuses, como Aserá, a divindade dos cananeus.

(    ) Esses ídolos eram esculpidos em pedra, madeira ou metal.

(    ) A Septuaginta traduz péssel pela palavra grega eidolon, “ídolo”, a mesma usada no Novo Testamento.

(    ) O ídolo é um objeto de culto visto pelos idólatras como DEUS todo poderoso e O representam através de uma imagem.

(    ) O ídolo é um objeto de culto visto pelos idólatras como tendo poderes sobrenaturais e a imagem é a representação do ídolo.

 

5- O que é Idolatria?

(    ) Idolatria é a forma pagã de adoração ao DEUS verdadeiro.

(    ) O termo “idolatria” vem de eidolon, “ídolo”, e latreia, “serviço sagrado, culto, adoração”.

(    ) Idolatria é a forma pagã de adoração a ídolos, de adorar e servir a outros deuses ou a qualquer coisa que não seja o DEUS verdadeiro.

(    ) É prática incompatível com a fé judaico-cristã, pois nega o senhorio e a soberania de DEUS.

(    ) Moisés e os profetas viam na idolatria a destruição de toda a base religiosa e ética dos israelitas, além de negar a revelação.

 

6- O que significa “Semelhança ou figura”?

(    ) A frase “Nem semelhança alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra”, à luz de Deut 4.12,15, proíbe adorar o próprio DEUS verdadeiro por intermédio de qualquer objeto.

(    ) A palavra hebraica para “semelhança” é temunah, “aparência, representação, manifestação, figura”.

(    ) A palavra hebraica para “semelhança” é sha’ney, “aparência, representação, manifestação, figura”.

(    ) Sua ideia básica é de aparência externa, ou seja, uma imagem vista numa visão.

(    ) Essa proibição inclui a representação de coisas materiais como homens e mulheres, pássaros, animais terrestres, peixes e corpos celestes.

 

II. AMEAÇAS E PROMESSAS

7- O que quer dizer a expressão “DEUS zeloso”?

(    ) O adjetivo hebraico zaruq,”zeloso”, aparece apenas cinco vezes no Antigo Testamento e está associado ao nome divino el, “DEUS”.

(    ) O adjetivo hebraico qanna,”zeloso”, aparece apenas cinco vezes no Antigo Testamento e está associado ao nome divino el, “DEUS”.

(    ) O zelo de Jeová consiste no fato de ser Ele o único para Israel, e este não deveria partilhar o amor e a adoração com nenhuma divindade das nações.

(    ) Esse direito de exclusividade era algo inusitado na época e único na história das religiões, pois os cultos pagãos antigos eram tolerantes em relação a outros deuses.

 

8- Dentro das ameaças, o que quer dizer a expressão “terceira e quarta geração” (Êx 20.5; Dt 5.9)?

(    ) Indica um número de gerações que serão amaldiçoadas por DEUS por causa da desobediência.

(    ) Indica qualquer número ou plenitude e não se refere necessariamente à numeração matemática, pois se trata de máxima comum na literatura semítica.

(    ) O objetivo aqui é contrastar o castigo para “terceira e quarta geração” com o propósito de DEUS de abençoar a milhares de gerações.

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Idolatria - Pr. Kleber Maia

Mensagem pregada no culto de doutrina pelo Pr. Kleber Maia. Subsídio para a lição 4: Não Farás Imagens de Esculturas.

Idolatria

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Não Farás Imagens de Esculturas - Ev. José Roberto A. Barbosa

NÃO FARÁS IMAGENS DE ESCULTURAS

Texto Áureo I Co. 10.14 - Leitura Bíblica  Ex. 20.4-6; Dt. 4.15-19


Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa

www.subsidioebd.blogspot.com

Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO

Na aula de hoje estudaremos o segundo mandamento, que diz respeito à interdição da idolatria à verdadeira adoração. Conforme estudamos na lição anterior, há apenas um Deus, e Esse revelou o modo que deveria ser adorado. Inicialmente destacaremos a gravidade do pecado de idolatria, em seguida, meditaremos a respeito do fundamento evangélico para a genuína adoração a Deus: em espírito e em verdade.

1. IMAGENS E IDOLATRIA

O povo de Israel estava rodeado de falsos deuses, isso se intensificaria após a entrada na Terra Prometida. No Egito, e entre as nações com as quais Israel iria se relacionar, o culto aos deuses através de imagens de esculturas era bastante comum. Os egípcios adoravam Apis, Horus, Anubis, entre outros deuses, e todos eles eram representados por meio de figuras de animais. Mas o Deus que havia tirado Seu povo do Egito, e o libertado da escravidão, não admitia ser comparado a qualquer imagem de escultura (Ex. 32.6). Esse ensinamento deveria ser observado pelo povo escolhido de Deus. No período da Reforma, principalmente entre os seguidores de João Calvino, essa doutrina foi retomada ímpeto, a fim de contrapor-se ao uso de imagens pelo Catolicismo Romano. Os reformadores argumentavam, com propriedade e fundamentação bíblica, a rejeição da adoração de imagens. O ídolo - pessel em hebraico - é terminantemente proibido na religiosidade judaica (Dt. 4.15-31). O fundamento para essa interdição estava no fato de Deus ter se revelado de modo que o povo não identificou uma forma física - temunah em hebraico - quando o Senhor se revelou em Horebe (Dt. 4.15). As consequências da idolatria no meio daquele povo seria uma abominação, que o levaria à destruição (Dt. 4.26). Deus havia estabelecido um concerto com Seu povo, a construção de ídolos e a adoração a eles significaria uma ruptura desse pacto (Dt. 4.31). Os profetas de Israel e Judá chamariam a atenção do povo, advertindo-o quanto ao perigo da idolatria (Is. 43.16), e reclamando a adoração ao Único e Verdadeiro Deus (Is. 44.9-20).

2. O PECADO DA IDOLATRIA

A adoração aos ídolos representava, por conseguinte, um perigo para o povo de Israel, isso porque se tratava de um pecado. O Deus que tirou os israelitas do Egito não poderia ser assemelhado a qualquer imagem, do céu e muito menos da terra. Prostrar-se diante de uma imagem de escultura sempre foi considerada uma transgressão à revelação do Senhor, que se manifesta na Palavra, na Torah. As religiões das imagens costumam substituir a palavra pelos ícones, ou mesmo pelos ídolos. Mas a igreja cristã não pode se distanciar da Palavra de Deus, ninguém deve fundamentar sua adoração a Deus com meio visíveis. Existe uma tentativa de atenuar esse pecado trocando a palavra “adorar” por “venerar”, mas essa substituição não têm diferença semântica. Dobrar-se diante de uma imagem de escultura é pecado, ao longo da Bíblia os escritores se opõem a esse tipo de idolatria (Sl. 115). No Novo Testamento, o ídolo também é reprovado, e sua adoração terminantemente proibida (I Co. 10.14; I Jo. 5.21). Em consonância com a revelação do Antigo Testamento, o Deus que se revela na Palavra é zeloso - qanna em hebraico - e por ser único não admite ser confundido com outros deuses, muito menos ser representado em semelhança de coisas terrestres. Esse pecado seria punido, dentro da expressão de fé judaica, até a “terceira e quarta geração” (Ex. 20.5; Dt. 5.9). Evidentemente essa declaração não pode ser interpretada literalmente, trata-se de uma figura de linguagem hebraica (Am. 1.3-13; Pv. 30.15-29). Esse pecado pode ser perdoado, contanto que o idólatra reconheça sua transgressão e se volte para o Senhor, que é misericordioso (Ex. 20.6; Dt. 5.10).

3. A VERDADEIRA ADORAÇÃO

A adoração a Deus deve está fundamentada na revelação, ninguém pode se prostrar diante de um deus estranho. Somente o Deus das Escrituras é digno de honra, glória e louvor, não há outro além dEle (Is. 44.8). A adoração a imagens de esculturas é um reflexo da queda do ser humano, que se nega a cultuar a Deus espiritualmente. Quando se afasta da Palavra de Deus, o homem acaba por construir seus ídolos, de acordo com seus interesses pessoais. Jesus declarou que Deus é Espírito, portanto deve ser adorado espiritualmente (Jo. 4.24). O espírito não é uma substância material, não tem carne nem ossos (Lc. 24.39). Trata-se de uma Deus Invisível, e por conseguinte, somente pode ser adorado espiritualmente (Cl. 1.15; I Tm. 1.17). Mas é preciso ter cuidado pois esse Deus também é verdadeiro, por isso somente pode ser adorado por meio da Verdade. Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo. 14.6), a Palavra de Deus é a Verdade (Jo. 17.17). Por isso, a adoração a Deus não pode ser mero misticismo, muitas pessoas reconhecem que Deus é Espírito, mas querem adorá-Lo sem fundamentação escriturística. É preciso ressaltar que Deus busca adoradores, e os adoradores que Ele busca, sabem que se trata de uma adoração pessoal (Jo. 4.23). A adoração espiritual e verdadeira acontece por meio da revelação das Escrituras a respeito de Jesus Cristo (Hb. 1.1,2). Essa adoração independe de lugares, não é o espaço e a condição física que determina a adoração, mas a verdade bíblica e a disposição espiritual.

CONCLUSÃO

A adoração a Deus não depende de imagens de escultura, ou de qualquer construção humana, mesmo que essa seja mental. Algumas pessoas não adoram ídolos feitos de material físico, mas acreditam em um deus que não passa de uma representação mental. O Deus da Bíblia é Espírito, portanto deve ser adorado como Tal. Para adorá-lo, devemos seguir os passos de Cristo, que é a Verdade, nEle nossa adoração é real, e aceita por Deus, que se compraz no Seu Filho (Mt. 3.17).

BIBLIOGRAFIA

HOBBERT, J. C. The ten commandments: a preaching commentary. Nashville: Abingdon Press, 2002.

KALLAS, J. E. The ten commandaments from the back side. Nashville: Abingdon Press, 1998.

Publicado no blog Subsídio EBD 

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Não Farás Imagens de Esculturas - Ev. Luciano de Paula Lourenço

Texto Básico: Êxodo 20:4-6; Dt 4:15-19
“Portanto, meus amados, fugi da idolatria” (1Co 10:14).
INTRODUÇÃO
“Não farás para ti imagem de escultura” (Ex 20:4; Dt 5:8). O Primeiro Mandamento de Deus no Sinai foi “não terás outros deuses diante de mim” (Êx 20:3). E o Segundo Mandamento foi não fazer imagens de escultura e nem se encurvar a elas (Êx 20:4-6). A idolatria é um pecado grosseiro e afrontoso ao único e verdadeiro Deus. A idolatria consiste em transformar uma imagem em objeto de adoração e atribuir a ela poderes do deus que representa. Se considerarmos que gravuras ou imagens de pessoas possuam poderes divinos e que sejam adorados, então elas se tornam ídolos. Há formas de criaturas nos céus (anjos), na terra (animais, seres humanos) e nas águas (peixes e baleias), e nenhuma dessas formas poderia jamais representar Deus. Tentar reduzir Deus a uma figura conhecida era o mesmo que reduzir sua glória. Deus apresentou os motivos para esta proibição: “Ele é Deus zeloso”, no sentido de que não permite que o respeito e a reverência devidos a Ele sejam dados a outrem. Está escrito: “Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de esculturas” (Is 42:8).
I. PROIBIÇÃO À IDOLATRIA
1. Ídolo e imagem. O ídolo é um objeto de culto visto pelos idólatras como tendo poderes sobrenaturais e a imagem é o representante do ídolo. Diversas passagens bíblicas relacionam o ídolo aos demônios, e o culto idólatra ao culto diabólico (Lv 17:7; 1Co 10:20).
Satanás, como “o deus deste século” (2Co 4:4), exerce vasto poder nesta presente era iníqua (ver 1João 5:19). Ele tem poder para produzir falsos milagres e de proporcionar às pessoas benefícios físico e materiais. Sem dúvida, esse poder contribui, às vezes, para a prosperidade dos ímpios (cf. Sl 10:2,6; 73:1-17).
Essa correlação entre a idolatria e os demônios vê-se mais claramente quando percebemos a estreita vinculação entre as práticas religiosas pagãs e o espiritismo, a magia negra, a leitura da sorte, a feitiçaria, a bruxaria, a necromancia, e coisas semelhantes (cf 2Rs 21:3-6; Is 8:19).Segundo as Escrituras Sagradas todas essas práticas ocultistas envolvem submissão e culto aos demônios.
Os ídolos sempre foram laços para o povo de Israel, a quem Deus elegeu como seu povo peculiar aqui na Terra. Em 1 e 2 Reis temos a revelação da infidelidade do povo de Deus. Encontram-se ali três categorias de reis que tiveram diferentes relações com as imagens:
a) reis maus, que não andaram no caminho do Senhor e apoiaram toda sorte de idolatria:Jeroboão (1Rs 12:31,32; 13:33); Roboão (1Rs 14:23); Zinri (1Rs 16:19); Onri (1Rs 16:25,26);Acabe (1Rs 16:30-33); Acazias (1Rs 22:52,53); Jorão (2Rs 3:1-3); Acazias (2Rs 8:27); Jeú(2Rs 10:18-31); Jeocaz (2Rs 13:1,2); Jeoás (2Rs 13:10,11); Jeroboão (2Rs 14:23,24); Peca(2Rs 15:27,28); Acaz (2Rs 16:1-3); Oséias (2Rs 17:1,2); Manasses (2Rs 21:1-3); Amom (2Rs 21:17-21).
b) reis bons, que andaram no caminho do Senhor, mas que, ao mesmo tempo, toleraram os lugares altos: Asa (1Rs 15:12-15); Josafá (1Rs 22:43,44); Joás (2Rs 12:3); Amazías (2Rs 14:1-4); Azarias (2Rs 15:1-4); Jotão (2Rs 15:32-35).
c) reis excelentes, que andaram no caminho do Senhor e derrubaram os lugares altos:Ezequias (2Rs 18:1-4) e Josias (2Rs 22:1,2; 2Cr 34:4).
Em todo esse período, o povo de Deus experimentou apenas dois reavivamentos: o primeiro ocorreu durante o reinado de Ezequias e o segundo, nos dias de Josias. Foram homens de muita coragem e de alto padrão espiritual; tanto Ezequias quanto Josias tiveram a visão de voltar ao Senhor e deixar para trás toda espécie de ídolos, inclusive os postes-ídolos e lugares altos que dominaram a vida diária por tantas gerações.
O salmo 96:5 afirma que todos os deuses dos povos não passam de ídolos e faz uma clara distinção entre os ídolos e Deus: o verdadeiro Deus fez os céus; os ídolos foram criados, mas nunca criaram nada. O verdadeiro Deus tem poder criativo, os ídolos não. Os ídolos foram criados e não criam, enquanto o verdadeiro Deus cria e nunca foi criado.
Uma nova dimensão na questão da idolatria abre-se nas palavras proféticas de Ezequiel, quando ele se refere aos ídolos dentro do coração (Ez 14:1-11). Estes já não são visíveis e estãoligados às atitudes do coração, mas desviam do Senhor e contaminam o pensamento humano tanto quanto os ídolos visíveis e tangíveis.
Hoje, no Brasil, é notória a prática de espiritualismo em diversos púlpitos. Prometem “carro”, “casa”, “emprego”, “saúde”, “dinheiro” e tantas outras falsas promessas em troca de dinheiro. Na ânsia de “tomar posse da bênção”, as pessoas passam a cultuar uma série de objetos que nada têm a ver com o Evangelho. É o “galho de arruda”, o “sal grosso”, a “rosa ungida”, as “sementes”, o “carnê”, enfim, a razão da fé deixa de ser Jesus para ser as tais imagens. Quando você se prostra diante de um ídolo, uma imagem de escultura, não importa quem, ou o que ela está representando, seja aonde for - em um templo, ao ar livre, em um centro de magia -, por traz desse ídolo, ou imagem, está um demônio.
É válido ressaltar que não há condenação para confecção de imagens, contanto que não se tornem objetos de veneração. No Tabernáculo (Êx 25:31-34) e no primeiro Templo (1Rs 6:18,29) haviam obras esculpidas. A tradição cristã nunca condenou o emprego de imagens para fins didáticos. Pela história eclesiástica, sabemos como as pinturas nas catacumbas serviram para a catequese e a meditação dos fiéis analfabetos. O problema surge quando essas imagens são desvinculadas da simplicidade da fé apostólica, tornando-se um instrumento de veneração ou até adoração. Já o pé de coelho, o anel mágico, a pirâmide esotérica, o cacto em frente da casa para dissipar os maus espíritos, o arco-íris, as pedras no balde em cima da cabeça e outros objetos ou práticas que recebem o apoio da crença popular são manifestações de desrespeito à santidade de Deus e ao Segundo Mandamento (Dt 18:10-12).
2. Idolatria. A palavra idolatria é formada por dois vocábulos gregos: eidolon = ídolo + latria = adoração, idolatria. Portanto, idolatria é adorar, venerar, ajoelhar-se diante de ídolos, fazer-lhes orações, prostrar-se diante deles e prestar-lhes culto.
Teologicamente, idolatria é tudo aquilo que, em nosso coração, tira a primazia de Deus. É idolatria, por exemplo, o excessivo apego que se tem a uma pessoa ou objeto (Cl 3:5).
A idolatria é obra da carne. Ao relacionar as obras da carne, Paulo coloca a idolatria no mesmo nível destas (Gl 5:20).
A idolatria é um pecado grosseiro e afrontoso ao único e verdadeiro Deus, porque: (a) lhe rouba a glória e consagra-a às obras que nada são; (b) ignora-lhe a eterna e inquestionável soberania; (c) zomba das reivindicações que Ele apresenta em Sua Palavra. O idólatra demonstra que não dá nenhuma importância à soberania divina (Sl 14:1).
O povo de Deus cometeu o pecado da idolatria repetidas vezes, ao longo de sua história no Antigo Testamento. Em Deuteronômio 27:15 vemos a função condenatória do Segundo Mandamento em sua forma mais radical. Quem quebrar este mandamento será maldito e abominável perante o Senhor, e o povo dirá amém. O mesmo povo que concordava com esta exigência do Senhor mais tarde caiu em grande idolatria. Outra passagem que se destaca éDeuteronômio 16:21,22, onde Javé adverte contra postes-ídolos e árvores ao lado do altar ou colunas que lhe são odiáveis (veja também Juízes 3:7,8). A adoração a esses fetiches nos lugares altos tornou-se a principal forma de idolatria em Israel.
Todos os profetas exortaram os israelitas a que se abstivessem da idolatria. Foi em consequência da idolatria que Israel e Judá foram expulsos de suas possessões e experimentaram o amargo cativeiro (2Rs 17:1-23; 2Cr 36:11-21).
Por que a idolatria era tão fascinante aos israelitas?
a) Porque as nações ao redor de Israel criam que a adoração a vários deuses era superior à adoração a um único Deus, ou seja, quanto mais deuses melhor. O povo de Deus sofria influência dessas nações e constantemente as imitava, ao invés de obedecer ao mandamento de Deus no sentido de se manter santo e separado delas.
b) Porque os deuses das nações vizinhas a Israel não exigiam nenhum tipo de obediência a padrões morais, como o Deus de Israel. Por exemplo, muitas das religiões pagãs incluíam imoralidade sexual religiosa no seu culto, tendo para isso prostitutas cultuais. Essa prática sem dúvida atraia muitos israelitas. Deus, por sua vez, exigia padrões morais para o seu povo, vida de consagração, adoração com reverência.
c) Porque acreditavam que os deuses da fertilidade prometiam o nascimento de filhos; os deuses do tempo (sol, lua, chuva etc.) prometiam as condições apropriadas para colheitas abundantes e os deuses da guerra prometiam proteção dos inimigos e a vitória nas batalhas. A promessa de tais benefícios fascinava os israelitas; daí, muitos se dispunham a servir aos ídolos, ou seja, aos demônios (cf Dt 32:17). Clique aqui para ler o texto completo »

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Não Farás Imagens de Esculturas - Ev. Dr. Caramuru Afonso Francisco

Aula prévia referente a Lição 4: Não Farás Imagens de Esculturas do 1º Trimestre de 2015: Os Dez Mandamentos — Valores imutáveis para uma sociedade em constante mudança, como preparação dos Professores da EBD durante a semana anterior a aula.

Lição 4 - 1T/2015

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Não Farás Imagens de Esculturas - Ev. Fábio Segantin

Vídeo-aula sobre a lição 4 - Não Farás Imagens de Esculturas, apresentada pelo Ev. Fábio Segantin.

Lição 4 - 1T/2015

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