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O Propósito dos Dons Espirituais - Sulamita Macêdo

Professoras e professores, observem estas orienta√ß√Ķes:

1 - Antes de abordar o tema da aula, é interessante que vocês mantenham uma conversa informal e rápida com os alunos:

- Cumprimentem os alunos.

- Perguntem como passaram a semana.

- Escutem atentamente o que eles falam.

- Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.

- Verifiquem se h√° alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.

2 - Este momento não é uma mera formalidade, mas uma necessidade. Ao escutá-los, vocês estão criando vínculo com os alunos, eles entendem que vocês também se importam com eles.

3 - Após a chamada, solicitem ao secretário da classe a relação dos alunos ausentes e procurem manter contato com eles durante a semana, através de telefone ou email.Os alunos se sentirão queridos, cuidados, perceberão que vocês sentem falta deles. Dessa forma, vocês estarão estabelecendo vínculos afetivos com seus alunos.

4 - Escolham um momento da aula, para mencionar os nomes dos alunos aniversariantes, parabenizando-os, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo.

5 - Fazendo o que foi exposto acima, somando-se a um professor motivado, associada a uma boa preparação de aula, com participação dos alunos, vocês terão bons resultados! Experimentem!

6 - Agora, trabalhem a li√ß√£o 02. Vejam as sugest√Ķes abaixo:

- Falem sobre o t√≠tulo da li√ß√£o “O Prop√≥sito dos Dons Espirituais”.

- Escrever no quadro ou cartolina os versículos que afirmam quais os propósitos dos dons.Em seguida, peçam aos alunos para ler cada versículo.Depois, perguntem: qual o propósito dos dons expresso neste versículo? Aguardem as respostas e depois escrevam de forma objetiva ao lado da referência bíblica.

- Depois, escrevam no quadro:Os dons n√£o servem para…Em seguida, pe√ßam para que os alunos completem a frase.Neste momento, alguns fatos e hist√≥rias podem ser relatados quanto ao uso indevido dos dons como promo√ß√£o pessoal etc. Tenham cuidado com o tempo, pois h√° in√ļmeros casos que podem ser mencionados.Depois, aproveitem estes exemplos para alertar sobre o mau uso dos dons e enfatizar os prop√≥sitos dos dons j√° lidos nos vers√≠culos no in√≠cio da aula.

- Para exemplificar o item III da li√ß√£o, utilizem a din√Ęmica¬†“Fa√ßo parte do Corpo de Cristo”.

- Trabalhem os pontos levantados na lição sempre de forma participativa e contextualizada.

- Para concluir, leiam o texto de reflex√£o¬†“Fraco, mas Indispens√°vel”.

Sugest√£o de leitura: Leiam o texto pedag√≥gico “M√©todo audiovisual”(postado abaixo) e saibam como utilizar recursos variados nas aulas da EBD, promovendo maior reten√ß√£o da aprendizagem.Tenham uma excelente e produtiva aula!

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O Propósito dos Dons Espirituais - Francisco A. Barbosa

TEXTO √ĀUREO

“Assim, tamb√©m v√≥s, como desejais dons espirituais, procurai sobejar neles, para a edifica√ß√£o da igreja” (1Co 14.12).

VERDADE PR√ĀTICA

Os dons s√£o recursos concedidos por Deus para fortalecer e edificar a Igreja espiritualmente.

HINOS SUGERIDOS

5; 85; 440

LEITURA DI√ĀRIA

Segunda - 1 Co 12.12

A igreja - um só corpo

Terça - 1 Co 12.4,11

Diversidade de dons no mesmo Espírito

Quarta - 1 Co 14.26

Tudo deve ser feito para a edificação

Quinta - 1 Co 12.12-27

A verdadeira unidade

Sexta - 1 Co 13.1,2

Exercendo os dons amorosamente

S√°bado - 1 Co 12.7

A manifestação do Espírito e sua utilidade

LEITURA B√ćBLICA EM CLASSE

1 Cor√≠ntios 12.8-11; 13.1,21 Cor√≠ntios 12.8-118 Pelo Esp√≠rito, a um √© dada a palavra de sabedoria; a outro, pelo mesmo Esp√≠rito, a palavra de conhecimento;9 a outro, f√©, pelo mesmo Esp√≠rito; a outro, dons de curar, pelo √ļnico Esp√≠rito;10 a outro, poder para operar milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de esp√≠ritos; a outro, variedade de l√≠nguas; e ainda a outro, interpreta√ß√£o de l√≠nguas.11 Todas essas coisas, por√©m, s√£o realizadas pelo mesmo e √ļnico Esp√≠rito, e ele as distribui individualmente, a cada um, como quer..1 Cor√≠ntios 13.1,21 Ainda que eu fale as l√≠nguas dos homens e dos anjos, se n√£o tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine.2 Ainda que eu tenha o dom de profecia, saiba todos os mist√©rios e todo o conhecimento e tenha uma f√© capaz de mover montanhas, se n√£o tiver amor, nada serei.
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Conscientizar-se¬†de que os dons espirituais n√£o s√£o para elitizar o crente;
  • Compreender¬†que os dons devem ser utilizados para edificar a si mesmo e aos outros, e
  • Saber¬†que o prop√≥sito dos dons √© a edifica√ß√£o do Corpo de Cristo.

COMENT√ĀRIO
INTRODUÇÃO
Nesta li√ß√£o estudaremos o verdadeiro prop√≥sito dos dons espirituais concedidos por Deus √† sua Igreja. Os dons do Esp√≠rito Santo s√£o recursos imprescind√≠veis do Pai para os seus filhos. O seu prop√≥sito √© edificar-nos e unir-nos, fortalecendo assim a Igreja de Cristo (1 Tm 3.15).¬†[Coment√°rio:¬†Dando in√≠cio ao estudo dos dons espirituais, que constitui o primeiro bloco do trimestre, estudaremos o seu prop√≥sito. As li√ß√Ķes 2 a 5 englobam um mesmo bloco que tratar√° dos dons espirituais dados aos membros do corpo de Cristo para a manifesta√ß√£o do que for √ļtil, para a edifica√ß√£o, exorta√ß√£o e consola√ß√£o da Igreja (1Co.12.7-11). Como vimos na li√ß√£o 1, os dons espirituais s√£o uma capacita√ß√£o especial para o desempenho de um servi√ßo ou minist√©rio. N√£o h√° nenhum membro do corpo de Cristo sem dons e nenhum membro do corpo possui todos os dons. Os dons espirituais n√£o s√£o distribu√≠dos pela igreja, mas pelo Esp√≠rito Santo, conforme sua vontade e seus prop√≥sitos soberanos (1Co 12.11). Lembre-se: Voc√™ n√£o recebe dons pelos seus pr√≥prios m√©ritos, n√£o √© recompensa! O ap√≥stolo Paulo usou quatro verbos-chave que ilustram a soberania de Deus na distribui√ß√£o dos dons espirituais: O Esp√≠rito Santo distribui (1Co 12.11), Deus disp√Ķe (1Co 12.18), Deus coordena (1Co 12.24) e Deus estabelece (1Co 12.28). Do come√ßo ao fim Deus √© soberano nesse neg√≥cio! Portanto, o prop√≥sito dos dons n√£o √© para a exalta√ß√£o de quem o exerce, mas para o servi√ßo aos demais membros do corpo e tudo para a gl√≥ria de Deus.]¬†Tenhamos todos uma excelente e aben√ßoada aula!
I. OS DONS NÃO SÃO PARA ELITIZAR O CRENTE
1. A igreja cor√≠ntia.¬†A Igreja em Corinto localizava-se numa cidade comercial e pr√≥xima do mar, sendo uma das mais importantes do Imp√©rio Romano. Corinto era uma cidade economicamente rica, por√©m marcada pelo culto idol√°trico. Durante a segunda viagem mission√°ria de Paulo, a igreja recebeu a visita do ap√≥stolo (At 18.1-18). Por conhecer muito bem a comunidade crist√£ em Corinto foi que o ap√≥stolo dos gentios tratou, em sua Primeira Ep√≠stola dirigida √†quela igreja, sobre a abund√Ęncia da manifesta√ß√£o dos dons do Esp√≠rito, chegando a afirmar daquela igreja que “nenhum dom” lhe faltava (1 Co 1.7).¬†[Coment√°rio:¬†Corinto (em grego: ????????, transl. K√≥rinthos) √© uma cidade e antigo munic√≠pio da Gr√©cia, situado na Cor√≠ntia, na periferia do Peloponeso foi uma importante cidade-estado da Antiguidade. Corinto tinha dois importantes portos que movimentavam sua economia. Havia em Corinto tamb√©m dois grandes templos, um templo de Afrodite (deusa do amor), e um templo de Apolo (deus da musica, canto, poesia e tamb√©m representava o ideal da beleza masculina). Diz a hist√≥ria que, havia no templo da deusa Afrodite mil sacerdotisas que aos finais de tarde desciam at√© a cidade e vendiam seus corpos,sendo assim, elas cultuavam dessa maneira o sexo. Em Corinto havia aproximadamente 250 mil habitantes, e era muito conhecida pela sua luxuria e por sediar os jogos √≠stimicos. Paulo quando esteve nessa cidade, em sua segunda viagem mission√°ria (At 18.1-18), estabeleceu nela uma igreja e mais tarde escreveu provavelmente quatro das quais apenas duas est√£o no c√Ęnon a segunda (1 cor√≠ntios) e a quarta (2 cor√≠ntios). Apesar de ser uma igreja que se via como espiritual (1 Cor√≠ntios 3.1) e de ser voltada para a busca de dons carism√°ticos (1 Cor√≠ntios 12.31; 14.1; 14.12), a igreja de Corinto estava na imin√™ncia de dividir-se em pelo menos quatro peda√ßos. Paulo, ao escrever-lhes, menciona que tem conhecimento de quatro grupos dentro da comunidade que amea√ßavam a sua unidade: os de Paulo, os de Pedro, os de Apolo e os de Cristo (1 Cor√≠ntios 1.11-12). A igreja de Corinto, com seu esp√≠rito faccioso e divisionista, a despeito de sua pretensa espiritualidade, ficou na hist√≥ria como um alerta √†s igrejas crist√£s de todo o mundo, registrado na carta que Paulo lhes escreveu. Para aprendermos a li√ß√£o, devemos primeiramente entender o racha que estava por acontecer naquela igreja. E n√£o √© um desafio f√°cil determinar com relativa certeza a natureza e identifica√ß√£o de cada um dos grupos mencionados por Paulo em 1 Cor√≠ntios 1.12. O ap√≥stolo Paulo, ao dissertar a respeito dos dons espirituais, traz este ensino para uma igreja local que estava acostumada ao exerc√≠cio destes dons, pois a igreja em Corinto √© a √ļnica que √© mencionada nas Escrituras como sendo uma igreja local em que dom algum faltava (1Co 1.7).]

2. Uma igreja de muitos dons, mas carnal.¬†Os dons do Esp√≠rito concedidos por Deus √† igreja de Corinto tinham por finalidade prepar√°-la e santific√°-la para o servi√ßo do evangelho: a proclama√ß√£o da Palavra de Deus naquela cidade. Todavia, al√©m de aquela igreja n√£o usar corretamente os dons que recebera do Pai, tinha em seu meio divis√Ķes, inveja, imoralidade sexual, etc. Como pode uma igreja evidentemente crist√£ ser ao mesmo tempo carnal e imoral? Por isso Paulo a chama de carnal e imatura (1 Co 3.1,3). Com este relato, aprendemos que as manifesta√ß√Ķes espirituais na igreja local n√£o s√£o propriamente indicadoras de seriedade, espiritualidade e santidade. Uma igreja onde predominam a inveja, contenda e dissens√Ķes, nem de longe pode ser chamada de espiritual, e sim de carnal.[Coment√°rio:¬†Como pode uma igreja possuir dons e ser carnal? Qual √© a condi√ß√£o “sine qua nom” para receber dons espirituais? Um crente pode ter dons espirituais e ser carnal? Paulo postulou tr√™s classes de homens, a saber, ¬ęespirituais¬Ľ, ¬ęcarnais¬Ľ e ¬ęnaturais¬Ľ. Os homens espirituais e os carnais s√£o ambos crentes, mas de inclina√ß√Ķes opostas. Os homens naturais s√£o os indiv√≠duos ainda sem regenera√ß√£o. (1Co 2.14). Paulo usa o termo¬†¬ęcarnais¬Ľ para se referir aos cor√≠ntios, em outras palavras, ¬ęhomens da carne¬Ľ, ou seja, crentes controlados pela carne. √Č poss√≠vel interpretar que esse adjetivo significa que as pessoas assim qualificadas s√£o inteiramente destitu√≠das do Esp√≠rito de Deus (se considerarmos t√£o somente o sentido verbal), mas o contexto geral n√£o nos permite tirar essa conclus√£o. Mui facilmente, entretanto, Paulo poderia estar querendo dar a entender que toda a sua suposta e apregoada espiritualidade, no exerc√≠cio dos dons espirituais, era falsa, fraudulenta; porque n√£o dispor das qualidades morais de Cristo, e, ao mesmo tempo, ser supostamente habitado pelo Esp√≠rito de Deus, a ponto de realizar feitos miraculosos, √© uma aberrante contradi√ß√£o, uma impossibilidade moral. Os crentes ¬ę…espirituais…¬Ľ, de conformidade com o uso que Paulo fez desse voc√°bulo, eram os crentes ¬ęexperientes¬Ľ, espiritualmente maduros, segundo se l√™ em 1Co 2.6. J√° os ¬ęcarnais¬Ľ, em contraste com isso, eram os, que davam excessivo valor √† sabedoria ¬ęhumana¬Ľ, conforme a men√ß√£o e os coment√°rios existentes em 1Co 1.18,19;21 e 2.1,4,5. O interessante aqui √© que, mesmo havendo estes crentes espiritualmente maduros, aquela igreja continuava a ser carnal. O erro estava ent√£o no exerc√≠cio dos dons.]

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O Propósito dos Dons Espirituais - EBD Fora da Caixa

Aula ministrada no site EBD Fora da Caixa.

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Publicado no EBD Fora da Caixa

Lição 2 - 2T/2014

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O Propósito dos Dons Espirituais - Rede Brasil de Comunicação

Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Recife / PE

Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais

Pastor Presidente: Aílton José Alves

Av. Cruz Cabug√°, 29 - Santo Amaro - CEP. 50040 - 000 Fone: 3084 1524

LI√á√ÉO 02 - O PROP√ďSITO DOS DONS ESPIRITUAIS - 2¬ļ TRIMESTRE 2014

(I Co 12.8-11; 13.1,2)

INTRODUÇÃO

Veremos nesta segunda lição quais os propósitos dos dons espirituais para a Igreja, bem como o que a Bíblia nos ensina sobre este assunto; e por fim analisaremos algumas teorias contrárias a contemporaneidade destes dons onde estudaremos sobre a relação paulina mencionada em sua primeira carta aos coríntios capítulo 12 versos do 8 até ao 11.

I - O QUE SÃO OS DONS ESPIRITUAIS

“Dons Espirituais s√£o meios pelos quais o Esp√≠rito Santo revela o poder e a sabedoria de Deus atrav√©s de instrumentos humanos… (1Co 12.7,11)” (BERGST√ČN, 2007, p. 102). “Os dons do Esp√≠rito devem distinguir-se do dom do Esp√≠rito. Os primeiros descrevem as capacidades sobrenaturais concedidas pelo Esp√≠rito para minist√©rios especiais; o segundo refere-se √† concess√£o do Esp√≠rito aos crentes conforme ministrado pelo Cristo que ascendeu aos c√©us (At 2.33)” (PEARLMAN, 2010, p. 319 - grifo nosso). Em resumo: “√Č uma opera√ß√£o especial e sobrenatural do Esp√≠rito Santo por meio do crente”. Vale ressaltar que os dons s√£o do Esp√≠rito Santo e n√£o daqueles atrav√©s dos quais eles operam… e, atrav√©s deles, o Esp√≠rito opera em quem quer, como quer, quando quer e onde quer, com a finalidade prec√≠pua de edificar a Igreja, o corpo vivo de Cristo (SILVA, 1996, p. 89).

II - PROP√ďSITOS DOS DONS ESPIRITUAIS

O ap√≥stolo Paulo explica que os dons s√£o “faculdades divinas operando na pessoa humana”, capacitando homens e mulheres a servirem melhor a Deus no crescimento e edifica√ß√£o da Igreja: “Mas a manifesta√ß√£o do Esp√≠rito √© dada a cada um, para o que for √ļtil” (1Co 12.7). Ainda comenta o seguinte: “Porque desejo ver-vos, para vos comunicar algum dom espiritual a fim de que sejais confortados” (Rm 1.11). Analisemos os prop√≥sitos dos dons espirituais:

  • Edificar a Igreja (1Co 12.12-27; 1Co 14. 4, 5, 12);
  • Edificar o crente ( Ef 4.11-12);
  • Capacitar o crente a testemunhar de Cristo (At 6. 8-10; 1Co 2. 4,5);
  • Capacitar o crente para ganhar almas para Cristo (At 8.5-8; 9.32-42);
  • A glorifica√ß√£o do Senhor Jesus (Jo 16.14);
  • A confirma√ß√£o da Palavra de Deus (Mc 16.17-20; Hb 2.3-4);
  • O crescimento da obra de Deus em qualidade e quantidade (At 6.7, 9.31, 19.20; Rm 15.19);
  • A Unidade da F√© e do conhecimento de Jesus (Ef. 4.13; 4.15; 2 Pe 3.18);
  • A Maturidade Crist√£ (Ef 4.13,14);
  • Utilidade no servi√ßo crist√£o (1Co 12.7; Ef. 4.12; 1Pe 4:10).

III - O QUE A B√ćBLIA ENSINA SOBRE OS DONS ESPIRITUAIS

A express√£o do ap√≥stolo, em 1Co 12.1: “Acerca dos dons espirituais, n√£o quero, irm√£os, que sejais ignorantes”, sub-entende que, na Igreja Primitiva, os dons espirituais eram bastante frequentes. Cinco passagens do NT ensinam claramente que todo crente fiel est√° capacitado a receber algum dom espiritual (Rm 12.6; 1Co 7.7; 12.4-7; Ef 4.7; 1Pe 4.10). Em alguns crist√£os, este dom encontra-se adormecido! Entretanto, a recomenda√ß√£o divina √© que “despertes o dom de Deus, que existe em ti” (2Tm 1.6). Percebamos:

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O Propósito dos Dons Espirituais - AD Londrina

Aula ministrada pela Professora Persiliana para EBD da Asssembléia de Deus em Londrina.

Acesse: www.adlondrina.com.br

Lição 2 - 2T/2014

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O Propósito dos Dons Espirituais - Luciano de Paula Lourenço

1Corintios 12:8-11;13:1,2
¬†“Assim, tamb√©m v√≥s, como desejais dons espirituais, procurai sobejar neles, para a edifica√ß√£o da igreja” (1Co 14:23)
 

INTRODUÇÃO

Os Dons Espirituais s√£o recursos indispens√°veis para o Corpo de Cristo. Eles contribuem sobremaneira para a expans√£o e edifica√ß√£o da Igreja. S√£o sempre concedidos aos crentes visando um prop√≥sito espec√≠fico. Qual √© este prop√≥sito? A edifica√ß√£o de todos os membros do Corpo. Infelizmente, alguns fazem um uso errado dos Dons. Usam-nos para alcan√ßar interesses pessoais. Em vez de glorificar o nome do Senhor, utilizam-se dos Dons a fim de galgar posi√ß√Ķes eclesi√°sticas. Muitos n√£o est√£o mais sendo usados pelo Esp√≠rito Santo, mas est√£o tentando usar o Esp√≠rito. Eles est√£o enganando a si pr√≥prios. O Senhor conhece nossos cora√ß√Ķes e as nossas inten√ß√Ķes. Haver√° um dia que teremos que prestar contas ao Senhor a respeito do uso dos nossos dons e talentos. Neste dia muitos ouvir√£o do pr√≥prio Senhor a quem tentaram enganar: “…¬†Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, v√≥s que praticais a iniquidade” (Mt 7:23). Isso √© muito s√©rio, amado irm√£o!

I. OS DONS NÃO SÃO PARA ELITIZAR O CRENTE

1. A igreja cor√≠ntia.¬†Ao visitar a igreja de Cristo em Corintos, Paulo relatou que ali havia a manifesta√ß√£o de muitos Dons Espirituais (1Co 1:7). Corinto era uma¬†cidade cosmopolita, marcada pela idolatria, paganismo e imoralidade. Ser um crente fiel naquela cidade n√£o era f√°cil. Logo, Deus concedeu muitos dons do Esp√≠rito Santo √†queles irm√£os a fim de que tivessem condi√ß√Ķes de lutar contra a idolatria, a imoralidade e permanecessem em santidade. Todavia, a igreja de Corinto estava longe de ser uma igreja espiritual. O pecado havia adentrado ali. Paulo chama os irm√£os de Corinto de carnais e meninos (1Co 3:1). Fica ent√£o a pergunta: O que torna o crente espiritual? Os Dons?.¬†Podemos aprender, por interm√©dio dos irm√£os de Corinto, que n√£o. Quem tem poder para santificar os crentes √© o Esp√≠rito Santo.
2. Uma igreja de muitos Dons, mas carnal¬†-¬†“E eu, irm√£os n√£o vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a criancinhas em Cristo”(1Co 3:1).¬†Paulo nos conta que a igreja de Corinto usufru√≠a todos os Dons Espirituais. Ainda assim, essa √© a √ļnica igreja que o ap√≥stolo chama de “carnal, como crian√ßas em Cristo” (1Co 3:1).
Quando Paulo inicia a carta de 1Corintios,¬†reconhece, no cap√≠tulo primeiro, que Deus havia aben√ßoado a igreja com toda sorte de¬†b√™n√ß√£os espirituais, de Dons Espirituais, ao ponto de “n√£o lhes faltar dom nenhum”. Corinto era uma igreja carism√°tica no sentido b√≠blico da Palavra, ou seja, tinha os “carismas” do Esp√≠rito de Deus, os Dons, atrav√©s dos quais desenvolvia seu servi√ßo prestando culto a Deus e cumprindo a sua miss√£o neste mundo.
Mas, Satan√°s¬†sempre trabalha para que o povo de Deus n√£o triunfe em uni√£o, na unidade de seus membros, na ora√ß√£o, na vigil√Ęncia, no exerc√≠cio da prega√ß√£o do evangelho, em fim, ele sempre artimanha para que a igreja perca o car√°ter de Cristo e se desvie dos padr√Ķes de conduta condizente com a lei moral e espiritual de Deus. Foi o que aconteceu com a igreja de Corinto, que com¬†menos de tr√™s anos de fundada¬†come√ßou a desviar-se dos padr√Ķes de conduta e de doutrina que o ap√≥stolo havia estabelecido por ocasi√£o de sua funda√ß√£o. A igreja tinha carisma, mas n√£o car√°ter. Tinham dons, mas n√£o piedade. Era uma igreja que vivia em √™xtase, mas n√£o tinha um testemunho consistente. Tinha uma liturgia extremamente viva, pentecostal, mas a igreja n√£o tinha a pr√°tica do evangelho. Faltava amor entre os crentes e santidade aos olhos de Deus. Era uma igreja de excessos, onde faltava ordem e dec√™ncia.
Algu√©m, de forma sucinta, descreveu a situa√ß√£o daquela igreja da seguinte maneira: “A igreja estava no mundo, como deveria estar, mas o mundo estava na igreja, como n√£o deveria estar”. Esta √© situa√ß√£o comum em muitas igrejas de hoje, infelizmente.
A seguir, mostramos alguns problemas que demonstram o quanto essa igreja era carnal:
a) Problemas de unidade¬†(1Co 1:10 - 4:21). Paulo soube que havia divis√Ķes na igreja, que estava dividida em 4 grupos. Grupos que se formaram em torno de personalidades, de pessoas que tinham tido uma participa√ß√£o no passado recente da igreja, como o pr√≥prio Paulo e Apolo (1Co 3:4). Havia at√© um grupo que talvez fosse o mais perigoso deles que era o “Grupo de Cristo” -¬†“… e eu, de Cristo”¬†- 1Co 1:12. Eles diziam que n√£o eram seguidores de homem algum e sim de Cristo. Era como se dissessem: n√£o queremos estar debaixo da orienta√ß√£o ou da instru√ß√£o e autoridade de qualquer homem porque recebemos tudo diretamente de Cristo. Alguns estudiosos t√™m identificado este grupo como o “grupinho dos espirituais” que falavam em l√≠nguas e gloriavam-se por terem experi√™ncias extraordin√°rias; que n√£o aceitavam a autoridade de Paulo na igreja, e outras coisas mais.
b) Problemas morais e disciplinares (1Co 5:1 - 6:20).

-¬†Rela√ß√£o incestuosa (1Co 5:1). Um homem vivia com sua madrasta e que era do conhecimento de todos, como se v√™ nas palavras de Paulo: “Geralmente se ouve que h√° entre v√≥s imoralidade…” (1Co 5:1). O que mais incomodava o ap√≥stolo Paulo era a falta de uma atitude firme por parte da igreja com rela√ß√£o √†quela pessoa. Ou seja, a igreja deveria constatar queconduta moral e espiritualidade s√£o duas coisas que andam juntas. Temos de ter as duas coisas; e quando temos uma e n√£o a outra, ou a espiritualidade √© falsa ou a moralidade √© falsa. Mas a genu√≠na espiritualidade exige uma conduta de acordo com as verdades do evangelho.
- Problema de litígio (1C0 6:1-6). Havia um irmão que estava processando outro num tribunal secular. Aqueles irmãos não chegaram a um acordo, e talvez por questão de terra ou talvez de dinheiro e negócios, este irmão estava em litígio com outro. Por isso estava processando-o no tribunal da cidade. Com esta atitude estava expondo o Evangelho à vergonha diante dos ímpios (1C 6:6).
- Prostituição religiosa. Havia um grupo que estava voltando à prática da prostituição religiosa (1Co 6:18-19), o que era comum na cidade de Corinto. Isso era praticado nos templos onde se cultuava a deusa Afrodite.
c) Problemas com casamento e divórcio (1Co 7). Devido ao fato de a prostituição e a imoralidade serem comuns, os casamentos em Corinto estavam sendo destruídos, e os cristãos não estavam certos de como deveriam reagir. Paulo deu respostas diretas e práticas.
Com base nestas demonstra√ß√Ķes¬†de carnalidade da igreja de Corinto, a despeito de possuir todos os dons listados por Paulo, nos conscientizamos de que “as manifesta√ß√Ķes espirituais na igreja local n√£o s√£o propriamente indicadoras de seriedade, espiritualidade e santidade”. Uma igreja onde predomina estes tipos de pecado, “nem de longe pode ser chamada de espiritual, e sim de carnal”.
3. Dom n√£o √© sinal de superioridade espiritual. O culto tem tr√™s aspectos: Deus √© adorado, o povo de Deus √© edificado e os incr√©dulos s√£o convencidos de seus pecados. Se formos √† igreja para adorar com o prop√≥sito de demonstrarmos a nossa espiritualidade, estaremos laborando em erro. O culto √© para a edifica√ß√£o e n√£o para exibi√ß√£o. Mas a igreja de Corinto estava transformando o culto num palco de exibi√ß√£o em vez de um canal para edifica√ß√£o.¬†¬†Ela tinha todos os Dons (1Co 1:7), n√£o lhe faltava Dom algum, por√©m, ela tentou colocar o Dom de “Variedade de L√≠nguas” como o Dom mais importante, como um s√≠mbolo de¬†status¬†espiritual.¬†(1)
√Č importante ressaltar que os Dons espirituais n√£o s√£o aferidores de espiritualidade. Voc√™ n√£o mede a espiritualidade de uma igreja pela presen√ßa dos Dons espirituais nela. Se voc√™ fosse medir o grau de espiritualidade de uma igreja pelos Dons, a igreja de Corinto seria campe√£ de espiritualidade, pois tinha todos os Dons; mas a realidade dessa igreja era outra: era uma igreja carnal (1Co 3:1).
Alguns cristãos em Corinto haviam recebido o Dom Espiritual de Línguas. Em vez de usar este Dom para engrandecer a Deus e edificar outros cristãos, empregavam-no para se exibirem. Levantavam-se durante os cultos, falavam em línguas que ninguém entendia e esperavam que os outros ficassem impressionados com sua proficiência linguística. Exaltavam os Dons de sinais acima de outros Dons e afirmavam que quem possuía o Dom de línguas era espiritualmente superior aos outros irmãos. Essa atitude gerou orgulho e inveja e levou outros membros da congregação a sentirem-se inferiores e sem valor. Paulo julgou necessário, portanto, corrigir as atitudes equivocadas e estabelecer mecanismos de controles para o exercício dos Dons, especialmente de línguas e profecia.
Os tempos mudaram, mas os mesmos erros do passado ainda est√£o sendo repetidos nas igrejas contempor√Ęneas.¬†¬†Muitos¬†acham que os portadores de Dons Espirituais s√£o crentes superiores aos demais, que t√™m um n√≠vel maior de espiritualidade e que, em raz√£o disto, desfrutam de uma posi√ß√£o diferenciada no meio da comunidade. Este pensamento, inclusive, tem feito com que muitos crentes andem √† procura destes irm√£os a fim de que obtenham curas divinas, maravilhas, sinais ou profecias, num comportamento totalmente contr√°rio ao que determina a Palavra de Deus, que ensina que os sinais seguem os crentes e n√£o os crentes correm atr√°s de sinais (Mc 16:17,20). Os Dons do Esp√≠rito Santo s√£o concedidos pela gra√ßa de Deus, pela sua bondade e miseric√≥rdia, apesar dos nossos dem√©ritos.

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O Propósito dos Dons Espirituais - Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco

Aula pr√©via referente a Li√ß√£o 2: O Prop√≥sito dos Dons Espirituais do 2¬ļ Trimestre de 2014: “Dons Espirituais e Ministeriais - Servindo a Deus e aos homens com poder extraordin√°rio”, como prepara√ß√£o dos Professores da EBD durante a semana anterior a aula.

Lição 2 - 2T/2014

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O Propósito dos Dons Espirituais - Ev. Natalino das Neves

Aula ministrada pelo Ev. Natalino das Neves - Projeto IEADSJP_EBDTV.

Projeto da IEADSJP - Igreja Evangélica Assembleia de Deus de São José dos Pinhais

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O Propósito dos Dons Espirituais - Ev. José Roberto A. Barbosa

O PROP√ďSITO DOS DONS ESPIRITUAIS

Texto √Āureo I Co. 4.12¬† - Leitura B√≠blica I Co. 12.8-11; 13.1,2
Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa

www.subsidioebd.blogspot.com

Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO

Dando prosseguimento ao estudo dos dons, na aula de hoje atentaremos para o propósito dos dons, com ênfase nos espirituais. Inicialmente contextualizaremos os dons na igreja de Corinto, para a qual Paulo destinou a Epístola em foco. Em seguida, mostraremos que essa era uma igreja que, embora tivesse muitos dons, caracterizava-se pela carnalidade. Ao final ressaltaremos o propósito dos dons espirituais, tomando por base a orientação de Paulo aos coríntios, bastante apropriadas para os dias atuais.

1. A IGREJA DE CORINTO

A Igreja de Corinto se vangloriava dos dons espirituais, recebendo o testemunho de Paulo que n√£o faltava tais manifesta√ß√Ķes entre eles (I Co. 1.7). Corinto era uma cidade da antiga Gr√©cia, uma metr√≥pole nos tempos de Paulo. Em virtude da influ√™ncia helenista, era ber√ßo da filosofia antiga, por conseguinte, intelectualmente arrogante. Por ser uma cidade pr√≥spera, enfatizava a busca pelos recursos materiais, e ao mesmo tempo, entregava-se √† promiscuidade. Paulo fundou a igreja de Corinto juntamente com Prisca e √Āquila (At. 16.19), e sua equipe mission√°ria (At. 18.5). O Ap√≥stolo dos gentios permaneceu naquela localidade por dezoito meses, durante sua segunda viagem mission√°ria (At. 18.1-17). Tratava-se de uma igreja mista, composta por judeus e gentios, alguns deles provenientes do paganismo. A Primeira Ep√≠stola aos Cor√≠ntios, na qual Paulo abordou com propriedade os dons espirituais, foi escrita durante seu minist√©rio em √Čfeso (At. 20.31), na sua terceira viagem mission√°ria (At. 18.23 - 21.16). Durante sua estada em √Čfeso Paulo tomou conhecimentos dos v√°rios problemas pelos quais passava a igreja de Corinto (I Co. 1.11), em seguida um grupo de irm√£os entregou uma carta a Paulo, reportando as dificuldades encontradas, e solicitando aux√≠lio do ap√≥stolo para a resolu√ß√£o dos problemas (I Co. 16.17). Mesmo sendo uma igreja fervorosa, ou seja, que tinham dons espirituais, tamb√©m tinha forte propens√£o √† carnalidade (I Co. 3.1-3), isso revela que uma igreja que tem os dons do Esp√≠rito n√£o necessariamente √© espiritual. Isso acontece porque a evid√™ncia de espiritualidade n√£o est√° nos dons, mas no amor (I Co. 13), mais propriamente na produ√ß√£o do fruto do Esp√≠rito (Gl. 5.22). Dentre os problemas de Corinto destacamos: divis√£o e partidarismo (I Co. 1.10-13; 11.17-22), toler√Ęncia de pecado at√© mesmo do incesto (I Co. 5.1-13), imoralidade sexual generalizada (I Co. 6.12-20), disputas judiciais entre os crist√£os (I Co. 6.1-11), liberalismo em rela√ß√£o ao pecado (I Co. 8.10), comportamentos inadequados no casamento (I Co. 7) e esc√Ęndalos no culto p√ļblico, bem como na celebra√ß√£o da Ceia (I Co. 11,12 e 14).

2. OS DONS ESPIRITUAIS EM CORINTO

Dentre os problemas de Corinto, o uso inadequado dos dons espirituais √© um dos principais, Paulo dedica boa parte da I Ep√≠stola a dar esclarecimentos a esse respeito. Os cor√≠ntios n√£o compreendiam o prop√≥sito dos dons espirituais na igreja, por isso o ap√≥stolo os instrui para que n√£o sejam ignorantes (I Co. 12.1). Esses dons (pneum√°tica) n√£o deveriam servir para a ostenta√ß√£o, eram chamismata, portanto uma gra√ßa de Deus, para desempenhar determinados minist√©rios, com vistas ao que fosse √ļtil (I Co. 12.7). Havia uma tend√™ncia ao individualismo na igreja de Corinto, a preocupa√ß√£o com os outros deveria ter proemin√™ncia. Por isso Paulo admoesta os crentes √† busca dos dons, isto √©, ele n√£o pro√≠be que os use, contanto que seja com dec√™ncia e ordem (I Co. 14.40). O culto n√£o deveria ser uma bagun√ßa, as manifesta√ß√Ķes do Esp√≠rito deveriam ser ordenadas. Al√©m disso, o objetivo do culto deveria ser glorificar a Cristo (I Co. 12.3), os dons n√£o podem ser um fim em si mesmo. Os dons podem e devem ser buscados, mas tendo em mente que existem dons superiores, e que tal grada√ß√£o depende da funcionalidade, e mais precisamente da utilidade. Quanto mais √ļtil for o dom, mais importante ser√°, por isso quem profetiza tem preemin√™ncia diante daquele que fala l√≠nguas, a menos que haja quem interprete (I Co. 12.31; 14.28). O crit√©rio da alteridade √© importante na manifesta√ß√£o dos dons espirituais. Se considerarmos esse ensinamento, nos preocuparemos menos conosco e mais com os outros. √Č justamente por esse motivo que o fruto do Esp√≠rito tem prioridade sobre os dons do Esp√≠rito. A igreja crist√£ n√£o precisa fazer op√ß√£o ou pelos dons ou pelo fruto, h√° lugar tanto para um quanto para o outro. A demonstra√ß√£o de maturidade de uma igreja est√° na demonstra√ß√£o tanto dos dons quanto do fruto. O caminho sobremodo excelente √© o do amor-agape (I Co. 12.31), somente em amor os dons espirituais cumprem seu prop√≥sito (I Co. 14.1). Sem o amor-agape de nada adianta falar as l√≠nguas dos anjos e dos homens, ter o dom de profecia, conhecer todos os mist√©rios e toda ci√™ncia (I Co. 13.1,2). O amor-agape, diferentemente da carnalidade ego√≠sta, se caracteriza pela disposi√ß√£o para sofrer pelo outro, benignidade, e tratamento n√£o leviano. Al√©m disso, quem tem o amor-agape n√£o √© soberbo, n√£o se porta com indec√™ncia, n√£o √© invejoso, n√£o busca seus interesses, n√£o se irrita, n√£o suspeita mal; n√£o folga com a injusti√ßa, mas folga com a verdade, tudo sofre, tudo cr√™, tudo espera, tudo suporta (I Co. 13).

3. O PROP√ďSITO DOS DONS

√Č no contexto do amor-agape, com sua marca sacrificial, que os dons espirituais encontram seu real prop√≥sito, podem ser manifestos de acordo com a vontade do Esp√≠rito (I Co. 12.11), de acordo com as necessidades, e ao mesmo tempo, o interesse dos crentes (I Co. 12.31). Por isso os dons espirituais n√£o dependem da santifica√ß√£o do crente, √© poss√≠vel que um crente seja carnal e mesmo assim manifeste algum dom (Gl. 5.22,23). √Č preciso esclarecer tamb√©m que existem crentes nas igrejas que podem manifestar certa regularidade em um dom, mesmo assim eles n√£o podem pensar que s√£o propriet√°rios dos dons. Isso porque os dons s√£o do pr√≥prio Esp√≠rito Santo, sendo distribu√≠dos √† igreja, a fim de cumprir prop√≥sitos espec√≠ficos. Os crentes tamb√©m podem buscar mais de um dom, essa inclusive √© uma recomenda√ß√£o paulina (I Co. 14.1). Mas dificilmente algu√©m ter√° todos os dons, mesmo aqueles apresentados em I Co. 12, tendo em vista que o Esp√≠rito opera na diversidade, visando √† unidade (I Co. 12.5). Os dons do Esp√≠rito Santo visam: 1) manifestar a gra√ßa, o poder, e o amor do Esp√≠rito entre o povo, nas reuni√Ķes p√ļblicas, nos lares, nas fam√≠lias e nas atividades pessoais (I Co. 12.4-7; 14.25); 2) ajudar a tornar eficaz a prega√ß√£o do evangelho aos perdidos, confirmando de modo sobrenatural a mensagem do evangelho (Mc. 16.15-20; At. 14.8-18); 3) suprir as necessidades humanas, fortalecer e edificar espiritualmente, tanto a congrega√ß√£o (I Co. 12.7,14-30), como os crentes individualmente (I Co. 14.4); 4) batalhar com efic√°cia na guerra espiritual contra as hostes sat√Ęnicas (At. 8.5-7; 26.18). Os dons espirituais devem ser utilizados na comunidade de f√©, isto √©, na igreja para a edifica√ß√£o uns dos outros (I Co. 12.25). Os dons s√£o disponibilizados pelo Esp√≠rito para edificar (gr. oikodomeo), ou seja, fortalecer a vida espiritual da igreja (I Co. 14.26).

CONCLUSÃO

Os dons do Esp√≠rito Santo est√£o dispon√≠veis para a igreja contempor√Ęnea, por isso devemos buscar todos os dons, e mais precisamente os melhores, aqueles que edificam os outros. Uma igreja madura n√£o despreza os dons espirituais, sabe que eles s√£o √ļteis para o fortalecimento da f√©. Mas os crentes precisam equilibrar os dons com o fruto, pois de nada adianta uma igreja fervorosa, com muitos dons, mas que n√£o cultiva o fruto do Esp√≠rito. Devemos buscar com zelo os melhores dons, principalmente profetizar, mas sem esquecer-se do caminho sobremodo excelente, o amor-agape (I Co. 12.31; 13.1-7).

BIBLIOGRAFIA

OLIVEIRA, F. H. T. de. O batismo no Espírito Santo e os dons espirituais. Mossoró: Queima-Bucha, 2013.

STAMPS, D. Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

Publicado no blog Subsídio EBD 

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TV EBD - E Deu Dons aos Homens - Ev. Luiz Henrique

Assista os vídeos da TV EBD com a aula da Lição 1 - E Deu Dons aos Homens. Para facilitar o download, o vídeo é dividido em 6 partes. Você pode assistir aqui mesmo, clicando nos vídeos, ou clicar nos links, acima dos vídeos para salvar; ao abrir a nova página, clique no botão Download. Os vídeos são produzidos pelo Ev. Luiz Henrique e também publicados no site Estudos Bíblicos EBD, ou no blog EBDnaTV.

1ª Parte - Lição 1 - 2T/2014

2ª Parte - Lição 1 - 1T/2014

3ª Parte - Lição 1 - 2T/2014

4ª Parte - Lição 1 - 2T/2014

5ª Parte - Lição 1 - 2T/2014

6ª Parte - Lição 1 - 2T/2014

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