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Não Adulterarás - Ev. Isaías de Jesus

TEXTO ÁUREO = “Eu, porém, vos digo que qual quer que atentar numa mulher para a cobiçar já em seu coração cometeu adultério com ela” (Mt5.28)
VERDADE PRATICA = O sétimo mandamento diz respeito à pureza sexual e a proteção da sagrada instituição da família, assim como o mandamento anterior fala sobre a proteção à vida.
LEITURA BÍBLICA = Exodo 20: 14 = Deuteronômio 22: 22-30
INTRODUÇÃO
Normalmente quando pensamos em adultério, automaticamente pensamos em um homem sendo infiel a sua esposa, ou vice versa. No entanto, este mandamento é muito mais amplo e profundo do que apenas isso. Ele engloba não somente o campo da experiência sexual humana, e seu relacionamento conjugal, que sem duvida é um assunto muito preocupante, mesmo porque vivemos em uma época em que a sexualidade, e suas expressões, são cada vez mais explicitas em nossa sociedade. No entanto este assunto pode ser mais abrangente quando tratado do ponto de vista do adultério espiritual contra Deus.
O SETIMO MANDAMENTO
O sétimo mandamento. “Não adulterarás” (Êx 20.14). Este mandamento do Senhor está vinculado à sacralidade, pureza e respeito absoluto ao sexo, ao matrimônio e à família. O adultério é um ato sexual ilícito e pecaminoso, de um cônjuge com outra pessoa estranha ao casamento. Enquanto a lei condenava a prática do ato, o Novo Testamento vai além - condena os motivos ocultos no coração que levam ao adultério (Mt 5.27,28). Portanto, mais que condenar o ato praticado, Deus espera que em todo o tempo dominemos nossos desejos e nos submetamos ao domínio do Espírito Santo.
A Lei permitia poligamia (talvez uma instituição social necessária à proteção de mulheres solteiras), mas jamais permitiu poliandria (caso em que uma mulher tem vários maridos simultaneamente). O fato de um homem ter relações sexuais com a esposa de outro homem era considerado um pecado hediondo tanto contra Deus como contra o homem, já bem antes da lei, ao tempo dos patriarcas (Gn 39.9).
Talvez este mandamento esteja relacionado ao “furto” e à “cobiça” proibidos nos dois mandamentos seguintes, já que a esposa pertencia a outrem. Talvez isto explique um dos aspectos mais intrigantes para nós que vivemos sob a nova aliança: apesar de que relações sexuais com prostitutas não sejam recomendadas, também não são proibidas (embora fosse proibido aos israelitas o permitir que suas filhas se entregassem a tais práticas degradantes, Lv 19.29).
Talvez isso não infringisse os direitos de outrem, como no caso de um adultério. Por outro lado, é claro (ver Mt 19.4-6) que a monogamia era o plano de Deus para o homem na criação: e sem sombra de dúvida, tal como o divórcio, a poligamia e mesmo a fornicação eram toleradas na economia mosaica devido à dureza do coração humano (Mt 19.8). Em CRISTO, elas se tornam absolutamente impensáveis (1Co 6.15).
Longe de anular este mandamento, CRISTO o intensificou, incluindo como” adultério” muito do que não é apenas tolerado, mas justificado por nossa sociedade permissiva (Mt 5.28). Semelhatemente Ele incluiu os pensamentos maldosos na proibição de assassinato: os mandamentos têm como alvo o pensamento e a motivação, não apenas o ato (R. Alan Cole, Ph. D. ÊXODO Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 154).].
O poder destrutivo do adultério na vida humana
Nos seres humanos, assim como muitas outras especies na natureza, nos reproduzimos através de relações sexuais. Estudos científicos dizem que o nosso desejo sexual é praticamente igual a nossa vontade de viver. Isso não é uma coisa ruim, nem mesmo pecado como muitos pensam, se somos desta forma é porque Deus nos fez assim. Ele nos projetou com desejo sexual; quando Deus fez o ser humano, Seu objetivo para a humanidade era para que eles se multiplicassem, e todos nós sabemos como a reprodução humana é realizada. Portanto, o ato sexual em si mesmo não é pecado algum. “…E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra…” (Gênesis 1:27-28); “…Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.
E ambos estavam nus, o homem e a sua mulher; e não se envergonhavam…” (Gênesis 2:24-25). No entanto, após o pecado da desobediência quanto ao fruto da “árvore do conhecimento do bem e do mal” (Gênesis 2:17), seguiu-se a queda e a expulsão do Jardim do Éden, e uma das consequências desta queda foi a corrupção sexual do ser humano. O plano original de Deus era e ainda é que as relação sexuais ocorram somente entre o marido e sua esposa. E qualquer outra forma de expressão sexual, fora dessa relação conjugal, é considerada por Deus como pecado! E isto também trata o 7º Mandamento, que diz: “Não adulterarás” (Êxodo 20:14).
O adultério maltrata o cônjuge e sua família!
Deus não mudou e não muda, Ele ainda é contra o adultério. Ele ainda odeia este pecado e punira os culpados. (Apocalipse 21:8).
O adultério não é um pecado somente contra o seu cônjuge, mas pode atingir também outras áreas da vida. Quando um homem e uma mulher se casam, eles tornam-se então uma só carne (Gênesis 2:24). Logo quando um dos parceiros se junta com uma pessoa fora do casamento, ele quebra o vínculo entre os dois (1 Coríntios 6:16). O adultério menospreza o cônjuge inocente dizendo: “Você não era bom o suficiente para mim.” destruindo assim a auto estima de seu companheiro(a).
O adultério destrói a confiança! Talvez seja por isso que Jesus Cristo nos ensina que somente em casos de imoralidade sexual (adultério) é que pode ocorrer o divorcio. “…Então chegaram ao pé dele os fariseus, tentando-o, e dizendo-lhe: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo? Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez, E disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. Disseram-lhe eles: Então, por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio, e repudiá-la? Disse-lhes ele: Moisés, por causa da dureza dos vossos corações, vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas ao princípio não foi assim. Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação (adultério), e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério…” (Mateus 19:3-9). Fornicação = (Ato ou efeito de fornicar. Ter relações sexuais por puro prazer, para satisfazer os desejos da carne. Coito carnal). Clique aqui para ler o texto completo »

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Não Adulterarás - Pr. Esequias Soares

Pastor Esequias Soares, comentarista das Lições Bíblicas da CPAD para a faixa etária de adultos, comenta o tema da nona lição: Não Adulterarás.

Lição 9 - 1T/2015

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Não Adulterarás - Pr. Mário Sérgio

Vídeo Oficial da IEADJO - IEADJO - Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Joinville: Dicas e comentários da Escola Bíblica Dominical, com o Pr. Mário Sérgio.

Lição 9 - 1T/2015

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Não Adulterarás - Ev. José Roberto A. Barbosa

Texto Áureo Mt. 5.28 - Leitura Bíblica  Ex. 20.14; Dt. 22.22-30

Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa

www.subsidioebd.blogspot.com

Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO

Nesta aula estudaremos o sétimo mandamento, que trata a respeito do adultério. Esse é um assunto bastante apropriado, principalmente nos dias atuais, nos quais a sociedade decidiu endeusar o sexo. Inicialmente identificaremos as implicações de uma sociedade sexualizada, em seguida, mostraremos que o adultério continua sendo pecado, e ao final, daremos orientações cristãs que conduzam ao arrependimento, e a uma vida de santidade na vida sexual.

1. SOCIEDADE SEXUALIZADA

Deus criou o ser humano para o sexo, negar essa dádiva divina não é bíblico. Na verdade, antes mesmo da Queda, o Senhor orientou Adão e Eva para que “fossem fecundos” (Gn. 1.28). O livro bíblico de Cantares, geralmente alegorizado, reporta a beleza do sexo no casamento (Ct. 1.2-16). O ato sexual, no contexto geral das Escrituras, deve existir dentro do casamento (Pv. 5.15-19). Para o escritor da Epístola aos Hebreus, o matrimônio e o leito sem mácula devem ser considerados (Hb. 13.4). No casamento, o sexo é devido aos cônjuges, de modo que o marido e a mulher devem se entregar um ao outro, também evitando que o outro venha a pecar (I Co. 7.3).  Isso deve ser levando em conta porque o sexo é uma necessidade, e se realizado dentro do casamento é uma benção de Deus. Contudo, por causa da natureza pecaminosa, o ser humano tem uma propensão para desvirtuar os projetos de Deus. Assim, o sexo, que deveria ser para o prazer, e também procriação, acabou fugindo do seu objetivo. Por isso, Na Antiga Aliança, Deus proibiu o adultério, sendo este punido com a morte (Lv. 20.10). A intenção desse mandamento é proteger a família, evitando que os cônjuges se entregam à devassidão, comprometendo a felicidade no lar. A cultura da sexualidade, que se propaga na sociedade moderna, está destruindo muitos casamentos. A mídia explorada demasiadamente a sexualidade, transformando-a não em Eros, como destacou C. S. Lewis, mas em Vênus. A ênfase exagerada que é posta no sexo, o transformou em algo irresponsável, objetivando apenas o prazer. A psicologia materialista moderna nivelou os seres humanos a simples animais, que não buscam outro interesse na vida a não ser o prazer sexual..

2.  O PECADO DO ADULTÉRIO

Por causa da ênfase no sexo como um fim em se mesmo, o adultério está se alastrando na sociedade. O número de casamentos desfeitos por causa desse pecado tem aumentado consideravelmente. Nesses últimos tempos, com o advento das mídias sociais, a adultério está sendo semeado através da internet. Os recursos das redes sociais, caso sejam usados indevidamente, sem as devidas precauções conjugais, podem contribuir para o adultério. O acesso à pornografia também tem causado estragos em vários relacionamentos conjugais. Há cônjuges que estão viciados nessa prática, e por causa dela estão idealizando o ato sexual. A pornografia é perigosa porque vicia, e ao invés de levar a pessoa a querer sempre mais, como acontece com os outros tipos de vícios, faz com que queiram cada vez mais o diferente. Por causa disso, pessoas que se iniciaram na pornografia, vendo imagens que consideravam simples, findaram em experiências horrendas. É perigoso se deixar levar pela luxúria, por causa dela muitos perderam não apenas a vida, mas também a alma (Pv. 6.25,26). Há homens e mulheres que estão brincando com fogo, achando que uma aventura não fará mal ao casamento (Pv. 6.27). Muitos que decidiram apenas “se divertir por um pouco” acabaram em desgraça e vergonha (Pv. 6.33,33). Até mesmo o rei Davi, por deixar de vigiar nessa área, pecou contra o Senhor (II Sm. 11.2). Os homens devem ter cuidado com os olhos, pois é possível que através deles venha o adultério (II Pe. 2.14). Como Jó, devem fazer um concerto com eles, para não coloca-los em mulheres que possam desvirtuá-los da fé (Jó. 31.1). O investimento na sexualidade sadia, dentro do casamento, previne o pecado do adultério (Pv. 5.15-20). Não devemos esquecer que o casamento é um mistério, homem e mulher se tornam uma só carne no ato conjugal (Ef. 5.31,32). Aqueles que entregam seu corpo a outro, que não seja o seu cônjuge, estão profanando o templo do Senhor (I Co. 6.13,15).

3. NÃO ADULTERARÁS

O adultério está se tornando cada vez mais natural, em alguns contextos pós-modernos chega a ser motivado, como demonstração de uma suporta liberdade sexual. Antigamente a prática do adultério era criminalizada pelo código jurídico brasileiro. Para Jesus o adultério continua sendo pecado, ele ampliou seu alcance ao explicar que se alguém cobiçar uma mulher em seu coração cometeu adultério com ela (Mt. 5.27,28). Na medida em que deixam de atentar para as palavras do Senhor, as pessoas acabam se acostumando com a infidelidade conjugal. Existem até aquelas que justificam seu pecado, argumentando que “a carne é fraca”. É bíblico que a carne é fraca (Mt. 26.41), mas também que é preciso andar no Espírito (Gl. 5.16). Quanto mais investimos no Espírito, menos propensos nos tornamos ao controle da carne. Aqueles que estão envolvidos nesse tipo de pecado precisam se arrepender e buscar o perdão. Como Davi, devem reconhecer que estão distanciados de Deus e que pecaram contra o Senhor (II Sm. 12.13). A confissão do pecado de Davi se encontra no Sl. 51, nesse texto bíblico o monarca abre seu coração, e clama pelo perdão e misericórdia divina. A igreja de Corinto se encontrava em uma sociedade não muito deferente da que nos encontramos atualmente. Por causa disso, estava vulnerável à carnalidade. Paulo reconheceu que entre eles haviam muitos que vinham de experiências sexuais pecaminosas. Mas essas pessoas, depois que se arrependeram, e se voltaram para o Senhor, foram justificadas no nome do Senhor Jesus (I Co. 6.11).

CONCLUSÃO

Há esperança para aqueles que se entregaram ao pecado do adultério, certa mulher foi flagrada nesse tipo de transgressão. Os acusadores quiseram apedrejá-la, mas Jesus interviu em seu favor, perdoando os seus pecados. As palavras do Senhor, para aquela mulher adúltera, se aplicam àqueles que se arrependem: “nem eu tampouco de condeno, vá e não peques mais” (Jo. 8.10,11). Portanto, para alcançar a misericórdia do Senhor é preciso confessar o pecado e abandoná-lo (Pv. 28.13).

BIBLIOGRAFIA

KALAS, J. E. The ten commandments from the back side. Nashville: Abingdon Press, 1998.

RYKEN, P. G. Os dez mandamentos para os dias de hoje. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.

Publicado no blog Subsídio EBD 

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Não Adulterarás - Ev. Fábio Segantin

Vídeo-aula sobre a lição 9 - Não Adulterarás, apresentada pelo Ev. Fábio Segantin.

Lição 9 - 1T/2015

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Não Adulterarás - Pr. Altair Germano

A infidelidade conjugal (adultério), do hebraicona’aph é uma das práticas condenadas nos Dez Mandamentos: “Não adulterarás” (Êx 20.14).
No livro de Provérbios encontramos sérias advertências em relação à mulher adúltera. Seus lábios são doces como o mel e as suas palavras suaves como o azeite, mas o envolvimento com ela termina em amargor e morte (Pv 5.1-5). A insensatez norteia os seus passos (Pv 5.6). Aproximar-se dela pode comprometer a honra e trazer grande sofrimento, e isso devido ao abandono do ensino e da prudência (Pv 5.7-14). O envolvimento com uma mulher adúltera é comparado com a cegueira de entendimento e sentimentos. A paixão cega o indivíduo (Pv 5.20).
Um caso clássico de infidelidade conjugal no Antigo Testamento é o de Davi e Bate-Seba:
E enviou Davi e perguntou por aquela mulher; e disseram: Porventura, não é esta Bate-Seba, filha de Eliã e mulher de Urias, o heteu? Então, enviou Davi mensageiros e a mandou trazer; e, entrando ela a ele, se deitou com ela (e já ela se tinha purificado da sua imundície); então, voltou ela para sua casa. (2 Sm 11.3-4)
As consequências deste episódio foram trágicas, pois culminou na trama da morte do marido de Bate-Seba, Uriaz (2 Sm 11.14-17). Davi pagou um alto preço por isso (2 Sm 12.14-19). Apesar do grande erro cometido, ao assumir seu pecado e demonstrar sincero arrependimento, a graça e a misericórdia de Deus se manifestaram em forma de perdão absoluto (2 Sm 12.13), isentando Davi das consequências legais de sua inflação:
Também o homem que adulterar com a mulher de outro, havendo adulterado com a mulher do seu próximo, certamente morrerá o adúltero e a adúltera. (Lv 20.10)
Em soberania e graça Deus concedeu o seu perdão a Davi. Quem pode contestá-lo? Quem é o legalista que confrontará o Senhor por ministrar em graça o seu perdão?
No Novo Testamento o tema infidelidade conjugal (adultério) é tratado por Jesus:
Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu porém, vos digo que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar já em seu coração cometeu adultério com ela. (Mt 5.27-28)
O termo grego para “adultério” é moicheúseis, e para “cobiçar” epithumesai, que no contexto implica em ansiar, desejar possuir. Jesus foi para além da letra da Lei e dos comportamentos aparentes, enfatizando o “espírito” da Lei e as intenções do coração (homem interior). Conforme A. T. Robertson:
Jesus situa o adultério nos olhos e no coração antes do ato externo. Wunsche (Beitrage) cita duas declarações rabínicas pertinentes ao tema traduzidas por Bruce: “Os olhos e o coração são dois corretores do pecado”. (Comentário Mateus & Marcos: à luz do Novo Testamento Grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 73)
Dessa forma, mais uma vez os legalistas sofreram um duro golpe, pois com certeza, muitos dos que condenavam e apontavam os pecados alheios “concretizados” se viram incluídos no rol de adúlteros.
Outro episódio bastante conhecido no Novo Testamento é o da mulher pega em fragrante adultério:
E os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério. E, pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio ato, adulterando, e, na lei, nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes? Isso diziam eles, tentando-o, para que tivessem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia com o dedo na terra. E, como insistissem, perguntando-lhe, endireitou-se e disse-lhes: Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela. E, tornando a inclinar-se, escrevia na terra. Quando ouviram isso, saíram um a um, a começar pelos mais velhos até aos últimos; ficaram só Jesus e a mulher, que estava no meio. E, endireitando-se Jesus e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te e não peques mais. (Jo 8.3-11)
Mais uma vez a graça é manifesta em forma de atenção, compaixão, perdão e responsabilização. Sim, a graça perdoa, mas responsabiliza: “Vai-te em paz e não peques mais“.
Na atualidade, com o advento da internet, os casos de adultério ganharam uma versão on-line, ou seja, aumenta o envolvimento emocional em redes sociais, manifesto em trocas de conversas íntimas, imagens e vídeos com conteúdo sensual e sexual fora do casamento.
São muitas as causas que podem levar alguém ao adultério. Nenhuma delas se justifica. O perdão da parte ofendida é uma excelente alternativa no processo de reconstrução de uma aliança quebrada. O divórcio deve ser sempre a última ação a ser buscada.
O adultério provoca bastante dano para a vida do casal, podendo destruir definitivamente o casamento. O escândalo que tal ato provoca é geralmente muito vergonhoso para as partes envolvidas, e muito constrangedor para a comunidade cristã.
Fugir de tal conduta continua sendo a decisão mais sensata para o cristão. Citar o exemplo de José nunca é demais (Gn 39.7-9).
SEXO ANTES DO CASAMENTO
Participei de uma palestra para adolescentes, e fiquei surpreendido com o volume de perguntas enviadas sobre a prática sexual antes do casamento. Trago aqui algumas considerações sobre o assunto.
SOBRE O TERMO GREGO PORNEÍA
Em primeiro lugar, é importante considerar o significado do termo grego porneía. O termo foi traduzido por “fornicação” na seguinte passagem da Almeida Revista e Corrigida:
Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da fornicação; destas coisas fareis bem se vos guardardes. Bem vos vá. (At 15.29)
A mesma passagem na Almeida Revista e Atualizada ficou assim:
que vos abstenhais das coisas sacrificadas a ídolos, bem como do sangue, da carne de animais sufocados e das relações sexuais ilícitas; destas coisas fareis bem se vos guardardes. Saúde.
Conforme Louw e Nida, o termo porneía significa “imoralidade sexual de qualquer tipo”, e faz alusão às passagens bíblicas que seguem[1]:
Fugi da impureza. Qualquer outro pecado que uma pessoa cometer é fora do corpo; mas aquele que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo. (1 Co 6.18, ARA)
Fugi da prostituição. Todo pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo. (1 Co 6.18, ARC) Clique aqui para ler o texto completo »

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Não Adulterarás - AD Londrina

Aula ministrada pelo Profa. Eliza Nantes para EBD da Asssembleia de Deus em Londrina.

Acesse: www.adlondrina.com.br

Lição 9 - 1T/2015

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Não Adulterarás - Ev. Luciano de Paula Lourenço

Texto Base: Êxodo 20:14; Deuteronômio 22:22-30
01/03/2015
 
 “Eu, porém, vos digo que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar já em seu coração cometeu adultério com ela” (Mt 5:28)

INTRODUÇÃO
Dando continuidade ao estudo do trimestre trataremos nesta Aula do Sétimo Mandamento: “Não adulterarás“. É um mandamento que consiste em uma proibição absoluta, sem nenhuma concessão. Isto vigora tanto para o homem como para a mulher (Lv 20:10). A finalidade precípua é proteger o matrimônio, instituição sagrada instituída por Deus. É válido ressaltar que a sexualidade, dentro dos padrões morais exarados nas Escrituras Sagradas, é santa. Deus criou o homem como um ser sexuado - “macho e fêmea os criou” (Gn.1:27). Deste modo, a atração sexual, a atividade sexual não é algo pecaminoso nem estranho ao ser humano, mas, muito pelo contrário, é algo que decorre da própria natureza humana. O que Deus proíbe é o sexo ilícito, que tem sido um dos grandes problemas do ser humano ao longo da sua existência.
I. O SÉTIMO MANDAMENTO
1. Abrangência. O Sétimo Mandamento envolve sexo e casamento num contexto social contaminado pelo pecado. Em seu sentido mais amplo e específico ele condena qualquer imoralidade sexual, seja a formicação, a prostituição, o adultério, o incesto, o homossexualismo masculino, o lesbianismo ou a sodomia (Lv 20:10-21).
Hoje, no âmbito de uma sociedade, cujos padrões morais absolutos estão danificados, quebrar um voto matrimonial virou algo normal e comum; não há mais vergonha para quebra do Sétimo Mandamento. No passado, o peso da vergonha humilhava todos aqueles que quebravam os votos matrimoniais, mas em nossa sociedade este comportamento mudou. Temos visto pessoas admitirem publicamente, em entrevistas na televisão, os seus relacionamentos extraconjugais. É algo que parece moderno e sofisticado. Apenas os “ultrapassados” ainda creem em fidelidade. A pornografia envia uma mensagem nada sutil à nossa sociedade: enquanto tais relacionamentos forem prazerosos, tenha quantos quiser, com quem desejar, mas “não magoe ninguém”. A maior parte das cenas de sexo nos filmes não acontece entre pessoas casadas.
Um escritor de novelas afirmou que seu alvo é fazer as pessoas rirem de felicidade com adultério, homossexualismo e incesto pela televisão. “Se você levar as pessoas a rirem dessas coisas, perderão a resistência a esse tipo de prática”, afirmou. Uma pesquisa recente, feita nos Estados Unidos, mostrou que no universo de pessoas casadas metade teve um caso extraconjugal. Uma afronta direta ao sétimo mandamento, que diz: “não adulterarás”.
2. Objetivo. O objetivo precípuo do Sétimo Mandamento é a proteção e santificação do matrimônio instituído por Deus. Como bem diz o pr. Esequias Soares, “o mandamento ‘não adulterarás’ veio para proteger o lar e dessa forma estabelecer uma sociedade moral e espiritualmente sadia”. No plano de Deus, a família é uma ordem da criação; foi instituída antes da queda (Gn 1:26-31; 2:18-25) e colocada sob a benção divina (Gn 1:28).
3. Contexto. Segundo o pr. Esequias Soares, “a lei foi promulgada numa sociedade patriarcal que permitia a poligamia. Nesse contexto social, o adultério na lei de Moisés consistia no fato de um homem se deitar com uma mulher casada com outro homem, independentemente de ser ele casado ou solteiro. Os infratores da lei deviam ser mortos, tanto o homem quanto a mulher (Dt 22:22; Lv 20:10)”.
II. INFIDELIDADE
A infidelidade conjugal destrói casamentos e famílias, trazendo grandes prejuízos sociais, econômicos, emocionais e espirituais. O pior de tudo, afasta a pessoa de Deus. Segundo o sábio bíblico, “só mesmo quem quer arruinar-se é que pratica tal coisa” (Pv 6:32). Contudo, ainda que alguns tenham ciência das consequências devastadoras desse ato, pouco se faz com o objetivo de evitá-lo, e não são poucos os que “flertam com o inimigo ao lado”.
1. Adultério. O adultério é a relação sexual entre uma pessoa casada e quem não é seu cônjuge. É grave pecado, que era duramente apenado na lei de Moisés (Lv 20:10; Dt 22:22).
Aquele que pratica adultério quebra pelo menos cinco dos dez mandamentos. O primeiro diz: “não terás outros deuses diante de mim” - quem adultera está dizendo que existe um relacionamento mais importante do que o relacionamento com Deus. O segundo afirma: “não dirás falso testemunho contra o teu próximo” - além de quebrar os votos matrimoniais, o adúltero geralmente engana para encobrir o seu pecado. O terceiro determina: “não furtarás” - quando Davi pecou com Bate-Seba, o profeta Natã o acusou, principalmente, de roubar a mulher do próximo. O quarto mandamento declara: “não cobiçará”. - o adultério começa com a cobiça. O quinto mandamento afirma com bastante clareza: “não adulterarás”. Por isso, que o adultério é um pecado tão sério.
Atualmente, o mundo vê o adultério como algo normal, natural e até esperado no casamento (recente pesquisa feita no Brasil demonstrou que dois terços das pessoas esperam ser traídas por seu cônjuge e entendem ser isto natural e compreensível). Entretanto, o adultério é abominável aos olhos de Deus, tanto que seu alcance foi ampliado por Jesus no sermão do monte (Mt 5:27-30). Sua prática é considerada loucura pela Palavra de Deus (Pv 6:32-35).
Com certeza, não há prática que cause tantos males e denigra tanto o caráter de alguém senão o adultério, que, além de destruir a família, célula-máter da sociedade, dá péssimo exemplo aos filhos que, sem o exemplo dos pais, perdem o referencial do certo e do errado, sendo, a partir de então, alvos fáceis do inimigo de nossas almas. O adultério é a figura da infidelidade, da própria perdição na Bíblia, tamanho o mal que representa. A Palavra afirma que é o próprio Deus quem julgará os adúlteros (Hb 13:4).
2. Fornicação. A fornicação é a manutenção de relações sexuais, com consentimento mútuo, entre pessoas não casadas.  No Antigo Testamento, uma “moça virgem” que estivesse noiva e praticasse a fornicação seria morta por apedrejamento (Dt 22:24). Deus não tolerava essa prática entre pessoas que estavam já comprometidas ao casamento.
Ao contrário do que determina a Bíblia Sagrada, o mundo tem defendido e até incentivado que as pessoas, numa idade cada vez menor, venham a manter relações sexuais, deixando a virgindade, algo considerado ultrapassado e até ridicularizado pela mídia e, por extensão, na sociedade por ela influenciada. Entretanto, a Bíblia condena a fornicação do início ao final. A Palavra é bem clara ao afirmar que os fornicários não herdarão o reino de Deus (At 15:29; Ef 5:5; 1Tm 1:10; Hb 12:16; Ap 21:8).
As bases do casamento são lançadas no namoro e alicerçadas no noivado. Se essas bases forem lançadas sobre a desobediência a Deus, na prática da fornicação, estão correndo sério risco de não terem a bênção de Deus. Não adiantará uma cerimônia pomposa, com dezenas de testemunhas, vestido de noiva com véu e grinalda, com modelo personalizado, nem uma recepção no melhor clube da cidade. Ter a bênção de Deus no casamento é muito mais importante. Pense nisso!
3. Diferença entre adultério e fornicação, com relação à penalidade. Segundo Victor P. Hamilton, a punição do adultério, para ambos, era a morte (Dt 22:21,22). Para fornicação, não havia pena de morte. Em vez disso, o homem devia pagar uma multa de cinquenta ciclos ao pai da mulher (Dt 22:29). Por essa razão, o homem e a virgem desposada, se coabitarem, são apedrejados até a morte (Dt 22:24), exceto quando se tratar de estupro no campo. A explicação para esta diferença de penalidade é que as Escrituras atribuem maior seriedade e honra ao relacionamento matrimonial. O casal se torna, em verdade, uma só carne. E não se permite que nada abra uma brecha nessa união.
4. Sexo antes do casamento. A atividade sexual não é algo que deva ser desenvolvido sem qualquer critério ou a qualquer momento. Sexo antes do casamento nunca teve aprovação divina. Infelizmente, a erotização tem sido uma constante e tem atacado não mais os adolescentes, apenas, mas as próprias crianças (como estão a mostrar, cada vez mais, os desenhos animados ou a programação dos meios de comunicação voltada para o público infantil). Esta tem sido uma das maiores armas de Satanás nos nossos dias e as consequências têm sido nefastas, a ponto de a idade da primeira gravidez estar, no Brasil, por volta dos 10(dez) anos de idade. Somente no casamento se pode praticar o sexo, sendo totalmente contrária à Palavra de Deus qualquer outra conduta que não esta. É com tristeza, aliás, que vemos, cada vez mais, uma tolerância de muitos na igreja com relação a este princípio bíblico, permitindo-se o sexo antes do casamento entre “pessoas já comprometidas”, como se isto fosse possível.
5. Consequências da infidelidade conjugal. Algumas consequências, dentre muitas:
a) Perda da comunhão familiar. A infidelidade conjugal não passa de um instrumento diabólico para a destruição e desagregação da família. A Bíblia diz que o marido deve amar a sua esposa da mesma forma que Cristo ama a Igreja. Quando um cônjuge adultera causa terrível transtorno à sua família: Em primeiro lugar, atinge ao cônjuge; Em segundo lugar, aos demais membros da família, principalmente aos filhos, que ficam confusos e perplexos por saber que o pai ou a mãe foi infiel, traindo a confiança matrimonial e dos filhos. O adultério mina o edifício da família em sua base, que é a confiança do esposo na esposa, e dos filhos nos pais. Em quem confiar, se os líderes traem um ao outro? O resultado dessa quebra de confiança é a tristeza, a decepção e a revolta dos filhos. Muitos, não tendo estrutura espiritual e emocional, enveredam por caminhos perigosos, envolvendo-se com drogas, bebida e prostituição. Quem pratica a infidelidade conjugal está edificando sua casa sobre a areia (Mt 7:26).
b) Perda da comunhão com Deus. O adultério é pecado gravíssimo aos olhos de Deus, o Criador do casamento, do lar e da família. Ele divide a família, afasta o cônjuge da presença de Deus e impede as bênçãos divinas. O rei Davi mais do que ninguém sentiu na pele e na alma a tragédia desse pecado. Deus, o Senhor de toda a justiça, reprovou o ato de Davi (2Sm 11:27), perdoou-o por se arrepender profundamente do ato impensado e precipitado, mas não o livrou das inevitáveis e trágicas consequências. Muitas pessoas passam a vida inteira chorando por uma decisão errada feita apenas num instante. Pagam um alto preço por uma desobediência. Choram amargamente por tomar uma direção errada na vida. Cuidado com o pecado, pois ele pode levar você mais longe do que você quer ir.
c) Morte espiritual. O adultério leva à morte espiritual, às vezes até à morte física. O mais perigoso é a morte eterna, ou seja, o afastamento eterno de Deus; é a pior consequência da infidelidade conjugal. Alguns minutos de prazer ilícito podem levar um homem, ou uma mulher, para o inferno - “Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros… herdarão o Reino de Deus” (1Co 6:10).
III. VERSÃO POSITIVA DO SÉTIMO MANDAMENTO
Hans Ulrich Reifler, em seu livro “a ética dos Dez Mandamentos” desenvolve a versão positiva do Sétimo Mandamento nos seguintes aspectos:
1. A pureza.  A pureza sexual envolve ações, palavras e pensamentos. O salmista responde à pergunta “de que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho?” (Sl 119:9) com as palavras: “Guardo no coração as tuas palavras para não pecar contra ti” (Sl 119:11). E Jesus Cristo ensinou que os limpos de coração são bem-aventurados porque verão a Deus (Mt 5:8)
O que contamina as ações é aquilo que está dentro do coração: “… do coração procedem maus desígnios” (Mt 15:19). Tiago diz que nossas tentações têm origem na própria cobiça, que atrai e seduz o homem. A cobiça, por sua vez, dá à luz o pecado, e o pecado gera a morte (Tg 3:14,15). A impureza sexual começa nos pensamentos, evolui nas palavras e culmina em ações erradas (pecado), que geram a morte. Para reverter este ciclo, é preciso vigiar para manter puros os pensamentos.
2. A bênção do Matrimônio. O sexo praticado dentro do casamento monogâmico é o modo de satisfazer aquilo que seria concupiscência e levaria à promiscuidade se fosse perpetrado fora do casamento. Em 1Coríntios 7:2, o apóstolo Paulo ensinou: “… por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa e cada uma o seu próprio marido“. Além dessa recomendação preventiva, Paulo diz também o seguinte: “Caso, porém, não se dominem, que se casem; porque é melhor casar do que viver abrasado” (1Co 7:9). Finalmente, ele recomenda aos casais: “Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e novamente vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência” (1Co 7:5). Nessas três referências, vemos que o funcionamento prático do matrimônio é a prevenção contra a impureza sexual.
O matrimônio é uma união permanente que só pode ser anulada pela morte de um dos cônjuges (Rm 7:1ss.; 1Co 7:39; 1Tm 5:14). “Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mt 19:6). É evidente que o caráter perpétuo do casamento exclui qualquer forma de divórcio, que Jesus qualifica como pecado (Mt 19:3-12) e que nunca corresponde à vontade divina para o homem (Mt 19:8). O plano de Deus é sábio e perfeito. Quando o casamento foi instituído, não havia espaço para a separação. O divórcio foi criado pelo homem por causa da dureza de seu coração, e não por causa de Deus.
3. O casamento é uma união de cama e mesa. O casamento não é uma união teórica ou platônica. Um casamento sem relações sexuais é como um carro sem lubrificante nem combustível: não vai muito longe, não vai para lugar nenhum. A função do sexo no casamento é unificar dois seres de sexos opostos. A Bíblia sustenta esta dimensão conjugal com a frase: “Os dois se tornarão uma só carne” (Gn 2:24; Mt 19:5,12; 1Co 6:16; Ef 5:31). Se sob qualquer pretexto, a relação sexual nunca chega a ser concretizada num casamento, este pode ser anulado perante a lei, porque as relações sexuais estão implícitas num casamento verdadeiro.
IV. ALGUNS PRINCÍPIOS DA SEXUALIDADE CRISTÃ APROVADA POR DEUS
1. Benevolência. O marido deve satisfazer sexualmente a mulher, e a mulher satisfazer sexualmente o marido. A mulher não é objeto de satisfação sexual do homem, como também o homem não o é da mulher. Tem de haver satisfação mútua. O marido deve pagar à mulher a devida benevolência, e a mulher ao marido (1Co 7:3). Os ingredientes indispensáveis para a benevolência são: diálogo, honestidade, compreensão e carinho. Clique aqui para ler o texto completo »

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Não Adulterarás - Programa TV Escola Bíblica

Programa TV Escola Bíblica, da TV ADNP, apresentado pelo Pr. Paulo Rogério.

Acesse: www.tvadnp.com/

Lição 9 - 1T/2015

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Não Matarás - Ev. José Roberto A. Barbosa

Texto Áureo Ex. 23.7 - Leitura Bíblica  Ex. 20.13; 35.16-25



Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa

www.subsidioebd.blogspot.com

Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO

Dando continuidade aos estudos dos Dez Mandamentos, nos deteremos na aula de hoje no sexto mandamento: Não matarás. Inicialmente faremos uma análise da expressão, a fim de dirimir dúvidas teológicas, a partir do hebraico bíblico. Em seguida, ressaltaremos o valor desse mandamento, considerando a natureza sagrada da vida. Ao final, apontando os riscos de deixar de levar a sério esse importante mandamento.

1. NÃO MATARÁS

Esse mandamento é um dos mais curtos, a expressão hebraica é lo ratzach, ou simplesmente: “não mate”. O verbo hebraico ratzach tem a especificidade de se referir “ao assassinato de um ser humano”. Nada tem a ver com a pena de morte no sistema jurídico, ou em um confronto de guerra, ou até mesmo à morte de um animal. Essa expressão, em Ex. 20.13, se refere ao homicídio culposo, no qual há intenção de matar. Os casos de mortes acidentais eram previstos no sistema mosaico, que preservava a vida daquele que as ocasionasse (Dt. 4.42). Isso porque no sistema jurídico de Israel a pena capital era permitida, além da morte resultante em confrontos bélicos. Essa possibilidade é concebida também no Novo Testamento, o apóstolo Paulo não recomenda, mas atesta que o governo “não traz debalde a espada” (…) e que esse “é ministro de Deus e vingador para castigar o que faz o mal” (Rm. 13.4). De acordo com esse texto, não compete a qualquer pessoa realizar a vingança (Rm. 12.19), mas o governo pode ter a responsabilidade de julgar, dependendo das leis do país, com a pena capital. Mesmo com essa possibilidade, os cristãos costumam adotar um posicionamento favorável à vida, dando ao transgressor a oportunidade para o arrependimento. Além disso, faz-se necessário reconhecer que o Estado também é falho, e pode incorrer no risco de julgar indevidamente as pessoas. Em um contexto de corrupção, é possível que os condenados à morte sejam justamente aqueles que se encontram em posição de vulnerabilidade. O evangelho de Jesus Cristo garante ao pecador a possibilidade de arrependimento, e esse deve ser o posicionamento da igreja (At. 3.19).

2.  A VIDA É UMA DÁDIVA

O sexto mandamento ressalta a dignidade da vida humana, infelizmente essa geração tem sido marcada pela cultura da morte. A morte está se alastrando por todos os lados, e as vidas das pessoas estão sendo coisificadas. A morte do ser humano está sendo banalizada, as produções cinematográficas e os programas de TV atestam essa realidade. Os atentados à vida também são comuns, empreitadas terroristas que assustam as pessoas, chacinas de menores nas ruas e nas escolas. A cultura da violência está se propagando de tal modo que estamos deixando de nos escandalizar com os assassinatos. Cada ser humano que morre é contado com números frios, sem atentar para a dignidade da vida nas Escrituras (Gn. 4.8; Lv. 24.21; , e que nos é reafirmada nas palavras de Jesus (Jo. 10.10). Atentados contra a vida podem ser constatados também nas práticas do aborto e da eutanásia (Jó. 12.10). Comumente os evangélicos são rotulados de conservadores, em virtude do seu posicionamento contra essas práticas. Na verdade, os cristãos se posicionam em favor da vida, ao defenderem que o feto é vida (Sl. 139.13-16; Jr. 1.5), e que a vida das pessoas não são descartadas, quando essas adoecem (Sl. 139.13-16), ou estão nos dias da velhice (Sl. 92.14). A igreja deve manter seu posicionamento firme em relação a esses assuntos, mas também dar o exemplo através de práticas sociais que auxiliem pessoas marginalizadas, ou que se tornaram vítimas de um sistema que descarta a vida humana. Como o samaritano da parábola de Jesus, devemos ajudar os mais necessitados, aqueles que são desconsiderados pela sociedade utilitarista (Lc. 10.31-37).

3. CUIDADO

Não é difícil transgredir o sexto mandamento, isso se atentarmos para o conceito bíblico mais amplo de assassinato. Muitas pessoas estão matando a fé uma das outras através de atitudes escandalosas. Além disso, a agressão não se dá apenas pelos meios físicos, mas também pelo verbal (Mt. 5.21,22). A ofensa é uma forma de manifestar esse mandamento, na medida em que denigre a imagem da pessoa humana. Deus abomina o cerne do assassinato, onde esse se origina, no ódio alimentado, e no desejo de vingança. Há pessoas que não matam fisicamente, mas desejam que seus inimigos morram. Por esse motivo João adverte que “todo aquele que odeia a seu irmão é assassino” (I Jo. 3.15). O coração de algumas pessoas está repleto de ódio, por isso utilizam a língua para disseminar a maldade, e destruir a vida das pessoas (Mt. 12.34). O autor dos Provérbios destacou que existem pessoas cujas palavras são como pontas de espada (Pv. 12.18). Há pessoas que agridem os outros verbalmente, e não se ressentem de suas palavras, isso também é assassinato. As palavras têm o poder de matar, existem muitas pessoas nas igrejas adoecidas por causa de uma agressão verbal. Lembramos que um dos motivos do assassinato pode ser a inveja, por causa dela Caim matou seu irmão Abel (Gn. 4.8). Esse sentimento tôxico tem causado muitos males à sociedade, inclusive às igrejas, pessoas adoecidas que querem se colocar acima das outras. Por causa da inveja muitos estão sendo assassinatos diariamente, fisicamente, emocionalmente e espiritualmente.

CONCLUSÃO

Em meio à cultura da morte, a igreja da responsabilidade de levar adiante a mensagem da vida. Não podemos esquecer que Jesus é a Vida (Jo. 11.25; 14.6). E porque estamos a serviço do Autor da Vida, devemos investir na vida, se opondo à cultura da morte. Para tanto, precisamos pregar, usando as palavras e atitudes que façam a diferença na sociedade. A vida de Cristo deve contagiar as pessoas, devemos ser canais de vida, em um mundo no qual cada vez mais se propaga a morte.

BIBLIOGRAFIA

HAUERWAS, S. M., WILLIMON, W. J.The truth about God: the ten commandments in christian life. Nashvile: Abingdon Press, 1999.

RYKEN, P. G. Os dez mandamentos para os dias de hoje. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.

Publicado no blog Subsídio EBD 

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