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A F√© se Manifesta em Obras - Ev. Jos√© Costa J√ļnior

CONSIDERA√á√ēES INICIAIS

O assunto desta lição diz respeito à fé manifestada através das obras. O objetivo da carta-sermão de Tiago era o de instruir os leitores acerca da natureza da salvação genuína, motivar os crentes a seguirem os preceitos da verdadeira religião, adverti-los acerca da falsa fé e conduta imoral, e o de encorajar os crentes a seguirem a sabedoria e moralidade de Deus. Tiago nos desafia a pacientemente suportarmos a tribulação, firmemente buscando a sabedoria divina e consistentemente colocando a fé em ação prática fazendo o que é certo a abstendo-nos do que é errado, constantemente orando por si mesmo e pelos outros.

Sua mensagem é prática, tratando de assuntos da vida diária tais como controle da língua, relação com os outros, ajudando os que estão em necessidade. Tiago demonstra o grande desafio da religião da fé no Deus verdadeiro: que religião e moralidade, evangelismo e ética, doutrina e retidão, crença e conduta, fé e obras andam todos juntos na vida cristã!

A maior ênfase trata da relação entre fé e obras. Esclarece que a salvação é um Dom de Deus e não pode ser alcançada através das obras (ninguém é salvo pelas obras). No entanto uma pessoa genuinamente salva irá demonstrar sua fé através das obras de amor e ministério. Isto está plenamente de acordo com o ensino maior de Cristo no Sermão da Montanha (Mateus 5:16) - a fé é demonstrada pela prática.

Esta √™nfase, f√© e obras, √© o ponto crucial da ep√≠stola, contendo declara√ß√Ķes que t√™m dado lugar a infind√°veis debates na Igreja. Foram tais declara√ß√Ķes que levaram Martinho Lutero a proferir sua famosa cr√≠tica, quando chamou esta carta “ep√≠stola de palha”. Mas a declara√ß√£o do ap√≥stolo em seu conjunto √© eminentemente razo√°vel. Procura ele mostrar a diferen√ßa que h√° entre uma f√© viva e ativa, e a que existe apenas no nome. “Meus irm√£os, qual √© o proveito se algu√©m disser que tem f√©, mas n√£o apresenta obras?¬†Pode, acaso, semelhante f√© salva-lo?” (Moff.). N√£o h√° antagonismo aqui entre o ensino de Tiago e o de Paulo. Este ensina que a justifica√ß√£o diante de Deus n√£o √© nunca pelas obras da lei, mas pela f√© em Cristo (Rm 4.1-5.2). O ap√≥stolo v√™ necessidade de frisar isto ao procurar orientar os que pensam que, pela guarda da lei, podem achar a salva√ß√£o. Ao mesmo tempo ele daria todo seu apoio √† alega√ß√£o de Tiago de que a f√© que n√£o se exterioriza na vida pr√°tica e na conduta, n√£o passa de consumada zombaria, e que ningu√©m √© justificado perante Deus que ao mesmo tempo n√£o seja justificado praticamente perante os homens (ver Tt 1.16; Tt 3.7-8). A f√©, sendo a raiz, deve naturalmente dar origem as obras, que s√£o os frutos. Tiago precisa dar √™nfase a este lado da quest√£o, visto que a situa√ß√£o por ele enfrentada √© quase oposta √†quela de que Paulo trata nos primeiros cap√≠tulos de Romanos.

Para ilustrar o seu ponto, Tiago figura a conduta impiedosa de quem despede companheiros crist√£os tiritantes de frio e famintos, dizendo-lhes apenas “Desejo que passeis bem; aquentai-vos e alimentai-vos bem“, e deixa de lhes prover √†s necessidades corporais. De que vale a f√© que presencia tais sofrimentos e n√£o se disp√Ķe a acudir-lhes benevolamente? Tiago presidia a Igreja de Jerusal√©m que sofrera (e provavelmente naquela √©poca ainda estava sofrendo) em consequ√™ncia da fome predita por √Āgabo (ver At 11.28-30). Podia ent√£o falar de experi√™ncia pr√≥pria. “Votos de Felicidade” √© uma frase oca, a n√£o ser que a pessoa que os formula concorra para isso (Plauto).
De que servem meras palavras desacompanhadas da pr√°tica da miseric√≥rdia? Cren√ßa religiosa, mesmo que seja ortodoxa, que n√£o resulta em a√ß√£o, √© morta, porque lhe falta poder. O mero assentimento a um dogma nenhum poder tem para justificar ou salvar (cfr. Rm 2.13). “Ningu√©m √© justificado pela f√©, a menos que esta o fa√ßa justo“.

Erram os que tomam a s√≥ cren√ßa de no√ß√Ķes do evangelho pelo todo da religi√£o evang√©lica, como fazem muitos agora. Sem d√ļvida que a s√≥ f√© verdadeira, pela qual os homens participam na justi√ßa, expia√ß√£o e gra√ßa de Cristo, salva suas almas; por√©m produz frutos santos e se demonstra verdadeira por seus efeitos nas obras deles, enquanto o s√≥ assentimento a qualquer forma de doutrina ou cren√ßa hist√≥rica de fatos difere totalmente da f√© salvadora.

O objetivo deste estudo √© trazer algumas informa√ß√Ķes,¬†colhidas dentro da literatura evang√©lica, com a finalidade de ampliar a vis√£o do sobre a f√© manifestada atrav√©s das obras. N√£o h√° nenhuma pretens√£o de esgotar o assunto ou de dogmatiz√°-lo, mas apenas trazer ao professor da EBD alguns elementos e ferramentas que poder√£o enriquecer sua aula.

I.¬†DIANTE DO NECESSITADO A F√Č SEM OBRAS √Č MORTA

Que proveito há se alguém disser que tem fé, e não tiver obras? Eis uma pergunta puramente retórica. A forma que é redigida implica que Tiago espera uma resposta negativa: absolutamente nenhum proveito!

A situa√ß√£o √© a seguinte: algu√©m diz que tem f√©, mas faltam-lhe obras. Nesta passagem, f√© tem um sentido especial para Tiago, isto √©, significa o credo ortodoxo expresso de modo formal. Tal pessoa consegue passar numa prova de ortodoxia doutrin√°ria, pois afirma que Jesus √© o Senhor. O problema dessa pessoa √© que seu modo de vida iguala-se ao de seus vizinhos judeus (ou pag√£os) com uma diferen√ßa apenas: a forma de culto. N√£o h√° evid√™ncias de dedica√ß√£o integral e auto entrega, nenhum sinal de desligamento das posses materiais, de compartilhamento de suas riquezas. “Que proveito h√°?”.

Mais uma vez Tiago pergunta: Pode essa fé salvá-lo? A forma desta segunda pergunta também implica a espera de uma resposta negativa. Não há salvação para uma pessoa cujo discipulado é deficiente na fé. Se esta for apenas intelectual, expressa tão somente em práticas religiosas, não vai salvar a pessoa. O Antigo Testamento também condena a piedade dissociada da ação, como a condenaram João Batista (Lc 3:7-14), Jesus (Mt 7;15-27) e Paulo (Rm 1;5  2;6-8  6;17,18  Gl 6;4-6). Tiago segue a esteira das Escrituras: a fé sem obras (discipulado) jamais salva.

Tiago esclarece seu ponto de vista mencionando um exemplo sobre um irm√£o nu e/ou com falta de mantimento. Ele n√£o seleciona uma situa√ß√£o complicada. N√£o √© o caso de algu√©m fora da comunidade crist√£ (por isso n√£o pode surgir perguntas do tipo: “voc√™ acha que podemos alimentar o mundo inteiro?”), tampouco √© o caso de necessidade numa igreja distante (como no caso da coleta de Paulo para Jerusal√©m). Este √© o caso de algu√©m da comunidade local dos crentes (o irm√£o ou a irm√£) cuja necessidade √© patente, porque est√£o nus, precisam de roupas. Ou est√£o precisando de vestu√°rios sociais para uso em p√ļblico, ou da t√ļnica que os aquece de noite, servindo de coberta, ou suas roupas est√£o esfarrapadas, j√° n√£o aquecem mais. E, al√©m disso, n√£o disp√Ķe do alimento di√°rio.

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TV EBD - A Fé se Mostra em Obras - Ev. Luiz Henrique

Assista os vídeos da TV EBD com a aula da Lição 7 - A Fé se Mostra em Obras. Para facilitar o download, o vídeo é dividido em 6 partes. Você pode assistir aqui mesmo, clicando nos vídeos, ou clicar nos links, acima dos vídeos para salvar; ao abrir a nova página, clique no botão Download. Os vídeos são produzidos pelo Ev. Luiz Henrique e também publicados no site Estudos Bíblicos EBD, ou no blog EBDnaTV.

1ª Parte - Lição 7 - 3T/2014

2ª Parte - Lição 7 - 3T/2014

3ª Parte - Lição 7 - 3T/2014

4ª Parte - Lição 7 - 3T/2014

5ª Parte - Lição 7 - 3T/2014

6ª Parte - Lição 7 - 3T/2014

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Questionário - A Fé se Mostra em Obras - Ev. Luiz Henrique

Questionário da Lição 7 - A Fé Se Manifesta Em Obras

Responda conforme a revista da CPAD do 3¬ļ Trimestre de 2014 - Para jovens e adultos

Tema: F√Č E OBRAS - Ensinos de Tiago para uma Vida Crist√£ Aut√™ntica

Complete os espa√ßos vazios e marque com “V” as respostas verdadeiras e com “F” as falsas.

 

TEXTO √ĀUREO

1- Complete:

“Assim resplande√ßa a vossa ¬†________________________ diante dos homens, para que ¬†________________________ as vossas boas obras e ¬†_________________________ o vosso Pai, que est√° nos c√©us” (Mt 5.16).

 

VERDADE PR√ĀTICA

2- Complete:

Uma vez  ________________________ em CRISTO, o amor, materializado por meio das  ________________________ obras, torna-se a nossa  _________________________ cristã.

 

I- DIANTE DO NECESSITADO, A NOSSA F√Č SEM OBRAS √Č MORTA (Tg 2.14-17)

3- Qual a d√ļvida que surge sobre os ensinamentos do ap√≥stolo Paulo e de Tiago sobre f√© e obras e qual a realidade?

(    ) Ao ler desavisadamente a Epístola de Tiago o leitor pode afirmar que ela concorda com os ensinamentos do apóstolo Paulo quanto à doutrina da salvação pela fé.

(    ) Ao ler desavisadamente a Epístola de Tiago o leitor pode afirmar que ela contradiz os ensinamentos do apóstolo Paulo quanto à doutrina da salvação pela fé.

(    ) Todavia, ao estudarmos cuidadosamente o tema em questão, veremos que os ensinos paulinos e os de Tiago em hipótese alguma se contradizem.

(    ) Quando Paulo escreve sobre as obras, ele se refere à Lei - o orgulho nos rituais judaicos e na obediência a um sistema de regras religiosas - enquanto que Tiago, às obras de misericórdia ao próximo necessitado.

(¬† ¬†¬†) O meio-irm√£o do Senhor n√£o se op√īs ao ap√≥stolo dos gentios.

(    ) Enquanto Paulo anunciava ao pecador a salvação pela graça mediante a fé, Tiago doutrinava os crentes sobre a impossibilidade de vivermos a fé de CRISTO sem manifestar os frutos de arrependimento.

(    ) O primeiro preocupou-se com a causa da salvação e o segundo, com o efeito dela. 

 

4- Como deve ser o crist√£o, em sua caridade?

(¬† ¬†¬†) ¬†”A f√© n√£o acompanhada de a√ß√£o √© morta”, declara Tiago.

(¬† ¬†¬†) ¬†”A f√© desprovida de a√ß√£o √© grande”, declara Tiago.

(¬† ¬†¬†) “Fazer”, “realizar” e “agir” s√£o atitudes que integram a religi√£o pura e imaculada: ajudar os necessitados nas suas necessidades.

(    ) A fé, quando não produz tais frutos, é morta.

(¬† ¬†¬†) A fim de ilustrar tal verdade, Tiago inquire retoricamente os servos de DEUS dizendo que se oferecermos, a um irm√£o ou a uma irm√£, que estejam padecendo necessidade, apenas uma palavra de “incentivo” e n√£o lhes dermos as coisas de que eles necessitam, isso n√£o resolver√° o problema.

(    ) Diante de alguém necessitado, o que precisa ser feito? Orar e despedi-lo sem nada? Se assim procedermos, nossa oração não servirá para nada.

(    ) Como ensina João, a pessoa que não se compadece dos necessitados não tem o amor de DEUS em sua vida.

(    ) Tal aspecto já havia sido ensinado por JESUS ao dizer que, no socorro àqueles que precisam de ajuda, acolhemos o próprio Senhor.

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A Fé se Mostra em Obras - Ev. Luiz Henrique

Lição 7 - A Fé Se Manifesta Em Obras

LI√á√ēES B√ćBLICAS - 3¬ļ Trimestre de 2014 - CPAD - Para jovens e adultos

Tema: F√Č E OBRAS - Ensinos de Tiago para uma Vida Crist√£ Aut√™ntica

Coment√°rio: Pr. Eliezer de Lira e Silva
Complementos, ilustra√ß√Ķes, question√°rios e v√≠deos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva

N√ÉO DEIXE DE ASSISTIR AOS V√ćDEOS DA LI√á√ÉO ONDE TEMOS MAPAS, FIGURAS, IMAGENS E EXPLICA√á√ēES DETALHADAS DA LI√á√ÉO

http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm

 

TEXTO √ĀUREO

“Assim resplande√ßa a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que est√° nos c√©us” (Mt 5.16).

 

VERDADE PR√ĀTICA

Uma vez salvos em CRISTO, o amor, materializado por meio das boas obras, torna-se a nossa identidade crist√£.

 

LEITURA DI√ĀRIA¬†

Segunda - 1 Ts 1.3 A fé e as obras são inseparáveis

Terça - 2 Ts 1.11 A oração precede a ação

Quarta - Hb 11.17 As obras da fé abrangem a ação

Quinta - Ap 2.19 O Senhor conhece as nossas obras

Sexta - 2 Tm 4.6-8 A esperança fortalecida pelas obras

Sábado - At 7.60 Uma fé a toda prova

 

LEITURA B√ćBLICA EM CLASSE - Tiago 2.14-26

14 Meus irm√£os, que aproveita se algu√©m disser que tem f√© e n√£o tiver as obras? Porventura, a f√© pode salv√°-lo? 15 E, se o irm√£o ou a irm√£ estiverem nus e tiverem falta de mantimento cotidiano, ¬†16 e algum de v√≥s lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos e fartai-vos; e lhes n√£o derdes as coisas necess√°rias para o corpo, que proveito vir√° da√≠? 17 Assim tamb√©m a f√©, se n√£o tiver as obras, √© morta em si mesma. 18 Mas dir√° algu√©m: Tu tens a f√©, e eu tenho as obras; mostra-me a tua f√© sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha f√© pelas minhas obras. 19 Tu cr√™s que h√° um s√≥ DEUS? Fazes bem; tamb√©m os dem√īnios o cr√™em e estremecem. 20 Mas, √≥ homem v√£o, queres tu saber que a f√© sem as obras √© morta? 21

Porventura Abraão, o nosso pai, não foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque?  22 Bem vês que a fé cooperou com as suas obras e que, pelas obras, a fé foi aperfeiçoada,  23 e cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abraão em DEUS, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de DEUS. 24 Vedes, então, que o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé. 25 E de igual modo Raabe, a meretriz, não foi também justificada pelas obras, quando recolheu os emissários e os despediu por outro caminho? 26 Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta.

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A Fé se Manifesta em Obras - Francisco A. Barbosa

TEXTO √ĀUREO

“Assim resplande√ßa a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que est√° nos c√©us‚ÄĚ(Mt 5.16). O prop√≥sito de todas as boas obras entre os homens √© glorificar o Pai Celestial (Jo 14.12-15).

VERDADE PR√ĀTICA

Uma vez salvos em Cristo, o amor, materializado por meio das boas obras, torna-se a nossa identidade crist√£.

HINOS SUGERIDOS

17, 75, 79.

LEITURA DI√ĀRIA

Segunda - Hb 10.24
As boas obras devem ser estimuladas

Terça - 1 Tm 6.1 7-19
As boas obras e as riquezas do mundo

Quarta - Tg 2.14-17
√Č poss√≠vel haver f√© sem as obras?

Quinta - Ef 2.8,9
N√£o somos salvos pelas boas obras

Sexta - Ef 2.10
Salvos praticam boas obras

S√°bado - Rm 12.9,10
Amor cordial e fraterno

LEITURA B√ćBLICA EM CLASSE

Tiago 2.14-2614 - Meus irm√£os, que aproveita se algu√©m disser que tem f√© e n√£o tiver as obras? Porventura, a f√© pode salv√°-lo?15 - E, se o irm√£o ou a irm√£ estiverem nus e tiverem falta de mantimento cotidiano,16 - e algum de v√≥s lhes disser: Ide em paz, aquentar-vos e fartai- -vos; e lhes n√£o derdes as coisas necess√°rias para o corpo, que proveito vir√° dai?17- Assim tamb√©m a f√©, se n√£o tiver as obras, √© morta em si mesma.1 8 - Mas dir√° algu√©m: Tu tens a f√©, e eu tenho as obras; mostra- -me a tua f√© sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha f√© pelas minhas obras.19 - Tu cr√™s que h√° um s√≥ Deus? Fazes bem; tamb√©m os dem√īnioso creem e estremecem.20 - Mas, √≥ homem v√£o, queres tu saber que a f√© sem as obras √© morta?21 - Porventura Abra√£o, o nosso pai, n√£o foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho lsaque?22 - Bem v√™s que a f√© cooperou com as suas obras e que, pelas obras, a f√© foi aperfei√ßoada,23 - e cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abra√£o em Deus, e foi-Ihe isso imputado como justi√ßa, e foi chamado o amigo de Deus.24 - Vedes, ent√£o, que o homem √© justificado pelas obras e n√£o somente pela f√©.25- E de igual modo Raabe, a meretriz, n√£o foi tamb√©m justificada pelas obras, quando recolheu os emiss√°rios e os despediu por outro caminho?26 - Porque, assim como o corpo sem o esp√≠rito est√° morto, assim tamb√©m a f√© sem obras √© morta.

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Descrever¬†as quest√Ķes de autoria, local, data e destinat√°rio da ep√≠stola.
  • Entender¬†o prop√≥sito da ep√≠stola.
  • Destacar¬†a atualidade da ep√≠stola

PALAVRA CHAVE

Fé: Confiança absoluta em alguém. A primeira das três virtudes teologais: fé, esperança e amor.

COMENT√ĀRIO
INTRODUÇÃO
A li√ß√£o de hoje trata da f√© manifestada atrav√©s das obras (Tg 2.14-26). Al√©m de tal assunto ser imprescind√≠vel √† vida crist√£, pois, sem f√© √© imposs√≠vel agradar a Deus (Hb 11.6), √© preciso reafirmar que o crente √© salvo pela gra√ßa, por meio da f√© (Ef 2.8,9). Devendo o crist√£o andar por ela (2 Co 5.7), tendo em vista de que tudo aquilo que n√£o √© de f√©, culmina em pecado (Rm14.23). Entretanto, a f√© n√£o √© uma fuga da realidade. Por isso, Jesus ensinou que a f√© deve ser praticada (Mt 5.22-48). Nesta li√ß√£o, igualmente, Tiago mostra que uma f√© viva √© autenticada pela produ√ß√£o de boas obras, pois n√£o h√° antagonismo algum entre ambas - f√© e obras. Conforme aprenderemos, na vida crist√£, f√© e obras n√£o s√£o distintas, mas complementares.¬†[Coment√°rio:¬†Esta li√ß√£o se reveste de um car√°ter urgente e importante: a f√© demonstrada atrav√©s das obras. O texto de ouro afirma que o prop√≥sito de todas as boas obras entre os homens √© glorificar o Pai Celestial (Jo 14.12-15). N√≥s n√£o fazemos boas obras para alcan√ßarmos o favor de Deus, fazemos porque j√° fomos alcan√ßados pelo favor de Deus. N√£o as fazemos como por obriga√ß√£o, mas esta demonstra√ß√£o nasce agora naturalmente de um cora√ß√£o regenerado. A grande quest√£o que levou √† Reforma Protestante no in√≠cio do s√©culo XVI por Martinho Lutero, quando atrav√©s da publica√ß√£o de suas 95 teses, em 31 de outubro de 1517 na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, foi: “A salva√ß√£o √© somente pela f√© ou pela f√© mais as obras?” Aqui est√° a diferen√ßa crucial entre o Cristianismo B√≠blico e a maioria dos cultos “Crist√£os”. Quando lemos em Tiago acerca da f√© e obras, nota-se que ele est√° negando a cren√ßa de que a pessoa possa ter f√© sem produzir quaisquer boas obras (Tg 2.17-18). A ideia √© que a f√© genu√≠na em Cristo produzir√° uma vida transformada e boas obras, a pessoa que √© verdadeiramente justificada pela f√© produzir√° boas obras em sua vida (Tg 2.20-26). Em Ef√©sios 2.10, Paulo nos informa que fomos criados para as boas obras! Logo, n√£o pode haver crente que n√£o produza boas obras!]¬†Tenhamos todos uma excelente e aben√ßoada aula!
I. DIANTE DO NECESSITADO, A NOSSA F√Č SEM OBRAS √Č MORTA (Tg 2.14-17)
1. F√© e obras.¬†Ao ler desavisadamente a Ep√≠stola de Tiago o leitor pode afirmar que ela contradiz os ensinamentos do ap√≥stolo Paulo quanto √† doutrina da salva√ß√£o pela f√© (Rm 4.1-6). Todavia, ao estudarmos cuidadosamente o tema em quest√£o, veremos que os ensinos paulinos e os de Tiago em hip√≥tese alguma se contradizem. Quando Paulo escreve sobre as obras, ele se refere √† Lei - o orgulho nos rituais judaicos e na obedi√™ncia a um sistema de regras religiosas enquanto que Tiago, √†s obras de miseric√≥rdia ao pr√≥ximo necessitado. O meio-irm√£o do Senhor n√£o se op√īs ao ap√≥stolo dos gentios. Enquanto Paulo anunciava ao pecador a salva√ß√£o pela gra√ßa mediante a f√© (Ef. 2.8), Tiago doutrinava os crentes sobre a impossibilidade de vivermos a f√© de Cristo sem manifestar os frutos de arrependimento (Mt 3.8). O primeiro preocupou-se com a causa da salva√ß√£o e o segundo, com o efeito dela.

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A Fé se Manifesta em Obras - Sulamita Macêdo

Professoras e professores, observem estas orienta√ß√Ķes:

1 - Antes de abordar o tema da aula, é interessante que vocês mantenham uma conversa informal e rápida com os alunos:

- Cumprimentem os alunos.

- Perguntem como passaram a semana.

- Escutem atentamente o que eles falam.

- Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.

- Verifiquem se h√° alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.

2 - Este momento não é uma mera formalidade, mas uma necessidade. Ao escutá-los, vocês estão criando vínculo com os alunos, eles entendem que vocês também se importam com eles.

3 - Após a chamada, solicitem ao secretário da classe a relação dos alunos ausentes e procurem manter contato com eles durante a semana, através de telefone ou email.Os alunos se sentirão queridos, cuidados, perceberão que vocês sentem falta deles. Dessa forma, vocês estarão estabelecendo vínculos afetivos com seus alunos.

4 - Escolham um momento da aula, para mencionar os nomes dos alunos aniversariantes, parabenizando-os, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo.

5 - Fazendo o que foi exposto acima, somando-se a um professor motivado, associada a uma boa preparação de aula, com participação dos alunos, vocês terão bons resultados! Experimentem!

6 - Agora, iniciem o estudo da li√ß√£o. Observem as seguintes sugest√Ķes:

- Falem que o tema da aula √© sobre a f√© que se manifesta em obras.- Iniciem o estudo do tema com um debate, apresentando a seguinte situa√ß√£o:Ap√≥stolo Tiago afirma que a f√© sem as obras √© morta(Tg 2.17). O ap√≥stolo Paulo afirma que o homem √© justificado pela f√© sem as obras(Rm¬† 3.28).O ensino de Tiago contradiz o de Paulo? Por qu√™?Nesta situa√ß√£o, h√° uma aparente contradi√ß√£o. Sendo assim, podem aparecer vis√Ķes diferentes sobre o tema, provocando assim um debate. Vejam como realizar um debate no texto pedag√≥gico¬†“Em discuss√£o: O M√©todo do Debate nas aulas da EBD”(postado abaixo).

- Aguardem as respostas dos alunos e depois apresentem os argumentos explicativos dentro do contexto em que estão escritos os versículos bíblicos de Tg 2.17 e Rm  3.28.

- Trabalhem os demais pontos da li√ß√£o, procurando sempre a participa√ß√£o dos alunos.- Para exemplificar a met√°fora do corpo sem esp√≠rito apontada por Tiago 2.26, apliquem a din√Ęmica¬†“Tem f√© e n√£o tem obras?”

- Utilizem a din√Ęmica¬†“A F√© sem as Obras √© Morta”, para a conclus√£o do estudo.Tenham uma excelente e produtiva aula
Din√Ęmica: Tem f√© e n√£o tem obras?

Objetivo: Exemplificar a metáfora do corpo sem espírito apontada por Tiago(2.26).

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A Fé se Manifesta em Obras - Pr. Geraldo Carneiro Filho

ESCOLA B√ćBLICA DOMINICAL¬†

IGREJA EVANG√ČLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA

NITER√ďI - RJ¬†

LI√á√ÉO N¬ļ 07 - DATA: 17/08/2014¬†

T√ćTULO: “A F√Č SE MANIFESTA EM OBRAS”

TEXTO √ĀUREO - Mt 5.16

LEITURA B√ćBLICA EM CLASSE: Tg 2.14-26

PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO

e-mail: geluew@yahoo.com.br

blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/

I - INTRODUÇÃO

H√° quem veja, nas Escrituras, um prov√°vel conflito entre os escritos de Paulo e os de Tiago, com rela√ß√£o √† justifica√ß√£o - se somente pela f√© ou tamb√©m pelas obras. Como veremos no estudo desta li√ß√£o, a B√≠blia n√£o tem discrep√Ęncias. As poss√≠veis diverg√™ncias s√£o aparentes, e se desfazem sob o estudo cuidadoso dos textos.

II - CONCEITOS DE F√Č E OBRAS:

(1) - A fé - A palavra fé ocorre 244 vezes no Novo Testamento. Pode ser vista com diversos significados:

(1.1) - Fé comum aos que creem (Mc 16.17-18);

(1.2) - Fé como fruto do Espírito (Gl 5.22);

(1.3) - Fé como dom, outorgada pelo Espírito Santo (I Cor 12.9a).

(1.4) - Fé como meio para salvação (também denominada: Fé savífica), conforme Rm 5.1, que é o sentido pelo qual o termo é estudado na epístola de Tiago.

(2) -¬†As obras¬†- No sentido comum, as obras s√£o realiza√ß√Ķes, execu√ß√Ķes, a√ß√Ķes, procedimentos, atua√ß√Ķes humanas.

No sentido b√≠blico, temos acep√ß√Ķes como:

(2.1) - As obras de Deus, que indicam aquilo que foi e continua sendo feito por Deus - Jo 1.3; 5.17; Cl 1.16; Hb 1.2.

(2.2) - Obras da carne - Gl 5.19-21.

(2.3) - Obras da Lei, as quais, no sentido da li√ß√£o em estudo, tratam-se de obras humanas como meio de salva√ß√£o, como pr√°ticas religiosas, ora√ß√Ķes, penit√™ncias, sacrif√≠cios, flagela√ß√Ķes, priva√ß√Ķes, enclausuramento, filantropia, doa√ß√Ķes, etc.

III - O RELACIONAMENTO ENTRE A F√Č E AS OBRAS:

(1) - No Antigo Testamento - Na velha aliança, as obras exteriores tinham um valor fundamental.

(1.1) - O trope√ßo na lei - Tiago diz que “qualquer que guardar toda a lei e trope√ßar em um s√≥ ponto, tornou-se culpado de todos” (Tg 2.10).

(1.2) - Os sacrif√≠cios -¬†O livro de lev√≠tico d√°-nos uma ideia de como Jeov√° queria que Seu povo se relacionasse com Ele. Deus exigia santidade do Seu povo (Lv 20.26). Por isso, dele eram exigidos sacrif√≠cios os mais diversos, os quais eram obras que apontavam para Cristo, como “sombra dos bens futuros” - Hb 10.1

(2) - No Novo Testamento - Para entendermos melhor o assunto, precisamos lembrar que a justificação não é element isolado na salvação. Ela se integra com a regeneração,  a santificação e, no future, à glorificação.

(2.1) - A abordagem de Paulo:

(A) - Paulo não aceita o valor das obras da lei para justificação do homem. Em Rm 4.1-5, ele diz que mesmo Abraão foi justificado pela fé, sendo-lhe isso imputado como justiça - Gl 3.7-8.

(B) - O desvalor das obras da lei - O apóstolo Paulo, considerando que todos estão debaixo do pecado (Rm 3.9), ressalta que não há quem faça o bem - Rm 3.12, 20).

(C) - A maldi√ß√£o da lei - Paulo afirma claramente que, quanto √† salva√ß√£o pela f√© em Cristo, “aqueles, pois, que s√£o das obras da lei est√£o debaixo da maldi√ß√£o” (Gl 3.10a), visto que a lei considera maldito todos os que n√£o permanecem “em todas as coisas que est√£o escritas no livro da lei, para faz√™-las” - II Cor 3.6.

(D) - A lei serviu de aio - O ap√≥stolo diz que a lei serviu para “nos conduzir a Cristo, para que pela f√© f√īssemos justificados” (Gl 3.24), e conclui: “Mas, depois que a f√© veio, j√° n√£o estamos debaixo de aio” (Gl 3.25).

(E) - A justifica√ß√£o √© somente pela f√© - A Palavra afirma ainda como doutrina que “o homem n√£o √© justificado pelas obras da lei, mas pela f√© em Jesus Cristo”, “para sermos justificados pela f√© de Cristo, e n√£o pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne ser√° justificada” - Gl 2.16 cf ¬†Gl 5.3,4 e Rm 5.1.

(2.2) - A abordagem de Tiago.

(A) - A f√© sem as obras pode salvar? - ¬†Tiago faz uma pergunta incisiva: “Meus irm√£os, que aproveita se algu√©m disser que tem f√© e n√£o tiver obras? Porventura, a f√© pode salv√°-lo?” - Tg 2.14

(B) - A f√© sem as obras √© morta - Ap√≥s exemplificar o caso de mu n m√£o ou irm√£ necessitados, e despedidos por um crente, que os manda ir em paz, sem, contudo, dar-lhes as coisas necess√°rias, Tiago afirma categoricamente que “a f√©, se n√£o tiver as obras, √© morta em si mesma”.

(C) - A f√© demonstrada pelas obras - Tg 2.18 - Tiago desafia algu√©m a mostrar a f√© sem as obras e garante que pode mostrar a f√© pelas obras. Ele, como Paulo, toma o exemplo de Abra√£o, destacando o aspecto vis√≠vel da f√© do patriarca, quando ofereceu seu filho para ser imolado (Tg 2.21), acentuando que a f√© cooperou com as obras e estas aperfei√ßoaram a f√©, concluindo que “o homem √© justificado pelas obras e n√£o somente pela f√©” (Tg 2.24).

(D) - O exemplo de Raabe - Tiago diz que Raabe, a meretriz, que acolheu os espias enviados por Josué, creu em Deus e foi justificada pelas obras. Ou seja: pelo seu ato consciente de que estava acolhendo servos do Deus Altíssimo (Tg 2.25).

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A Fé se Manifesta em Obras - Ev. Natalino das Neves

Aula ministrada pelo Ev. Natalino das Neves - Projeto IEADSJP_EBDTV.

Projeto da IEADSJP - Igreja Evangélica Assembleia de Deus de São José dos Pinhais

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Publicado no Blog do Ev. Natalino das Neves

Lição 7 - 3T/2014

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A Fé se Manifesta em Obras - Luciano de Paula Lourenço

Texto B√°sico: Tiago 2:14-26
“Assim resplande√ßa a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que est√° nos c√©us” (Mt 5:16).

INTRODUÇÃO
A f√© √© uma doutrina chave no cristianismo. O pecador √© salvo pela f√© (Ef 2:8,9). O justo vive pela f√© (Rm 1:17). Sem f√© √© imposs√≠vel agradar a Deus (Hb 11:6). Tudo o que √© feito sem f√© √© pecado (Rm 14:23). Em Hebreus 11 encontramos a galeria da f√©, em que homens e mulheres creram em Deus, viveram e morreram pela f√©. F√© √© a confian√ßa de que a Palavra de Deus √© verdadeira, n√£o importam as circunst√Ęncias.
Nesta Aula, veremos a import√Ęncia de manifestar nossa f√© por meio de nossas obras. Para que a ortodoxia gere frutos √© necess√°rio que ela seja encarnada na vida, se manifeste nas a√ß√Ķes; √© necess√°rio que seja algo mais do que mero conhecimento; √© necess√°rio que se materialize em ortopraxia.
N√£o basta falar bonito ou saber o que falar, se n√£o houver a√ß√£o. N√£o raro, muito do que √© falado nos p√ļlpitos raramente √© praticado, e isso tem colocado o testemunho de muitos em desvantagem.A verdadeira f√© salv√≠fica √© t√£o vital que n√£o poder√° deixar de se expressar por a√ß√Ķes, e pela devo√ß√£o a Jesus Cristo; Tiago chama isso de “religi√£o pura e imaculada para com Deus” (Tg 1:27). Portanto, as obras sem a f√© s√£o obras mortas; a f√© sem obras √© f√© morta.
I. DIANTE DO NECESSITADO, A NOSSA F√Č SEM OBRAS √Č MORTA (Tg 2:14-17)
1. F√© e Obras.¬†A julgar pela dedica√ß√£o da Ep√≠stola no capitulo 1:1 -¬†“aos irm√£os da dispers√£o” -, o local da dispers√£o era o local onde Paulo pregou muito, para os judeus que estavam fora da palestina. N√£o √© imposs√≠vel que estes crentes tenham escutado o que Paulo tinha falado a respeito da doutrina da justifica√ß√£o, e que desenvolveram uma implica√ß√£o errada acerca da justifica√ß√£o. Ou seja, para eles, se voc√™ √© justificado pela f√© em Cristo Jesus, o que voc√™ faz ou como voc√™ vive isso n√£o vai ter muito impacto em seu relacionamento com Deus. Isto √© o que em Teologia n√≥s chamamos de antinomianismo, ou seja, a ideia de que a f√© e a gra√ßa excluem as obras, atitude, comportamento e o andar diante de Deus. Tiago, por√©m, no cap√≠tulo 2:14-26, confronta essa compreens√£o errada, e afirma que a f√© salvadora sempre vem acompanhada da evid√™ncia. Ent√£o neste sentido, f√© e obras s√£o dois lados de uma mesma moeda: a f√© sendo a raiz da salva√ß√£o e as obras sendo fruto dela. Onde tem uma vai ter a outra. Onde falta uma a outra tamb√©m falta.
Alguém pode aparentar que tem fé, mas não vai ter obras se essa fé não é verdadeira. Pode haver que pessoas sejam retas, morais, que tenham obras, todavia lhe falta fé, que é a raiz de toda obra verdadeira.  Então fé e obras são dois lados de uma mesma moeda. São duas coisas que andam juntas. Então não há nem a necessidade de jogar Tiago contra Paulo, porque a fé que Tiago condena não é a fé que Paulo recomenda em Romanos; e as obras que Paulo condena, dizendo que nós não somos salvos pelas obras, não são as obras que Tiago recomenda. Paulo estava falando contra o legalismo, por isso ele enfatizava um lado da moeda; e Tiago está falando contra o antinomianismo - a libertinagem -, por isso ele está enfatizando o outro lado da moeda. Portanto, os dois homens de Deus estão absolutamente de acordo.
Em nossa vida cristã, o equilíbrio deve sempre ser uma busca incessante: uma fé que seja pura, centrada somente em nosso Senhor Jesus; e, por outro lado, uma vida que demonstre a realidade dessa fé através da prática das obras.
2. A “morte” da f√©.¬†“Assim tamb√©m a f√©, se n√£o tiver as obras, √© morta em si mesma” (Tg 2:17).¬†Tiago √© claro em afirmar que a f√© sem as obras est√° morta (Tg 2:17; 2:26), e uma f√© morta n√£o salva ningu√©m. Ortodoxia sem piedade produz morte. Quando, ent√£o, se constata a “morte” da f√©? Responde o Rev. Hernandes Dias Lopes:¬†(1)
a)¬†quando a f√© n√£o desemboca em vida santa.¬†A f√© morta est√° divorciada da pr√°tica da piedade. H√° um hiato, um abismo entre o que a pessoa professa e o que a pessoa vive. Ela cr√™ na verdade, mas n√£o √© transformada por essa verdade. A verdade chegou √† sua mente, mas n√£o desceu a seu cora√ß√£o. √Č um erro pensar que apenas recitar ou defender um credo ortodoxo faz de uma pessoa um crist√£o. Aceita√ß√£o intelectual, apenas, n√£o √© f√© salvadora. A f√© que n√£o produz vida, que n√£o gera transforma√ß√£o, √© uma f√© esp√ļria (Mt 7:21).
Certo pastor, ao ser confrontado em raz√£o de seu adult√©rio, respondeu: “E da√≠ se eu estou cometendo adult√©rio? Eu prego melhores serm√Ķes do que antes”. Esse homem estava dizendo que enquanto ele acreditasse e pregasse doutrinas ortodoxas, n√£o importava a vida que ele levava. Mas Tiago ataca esse tipo de pensamento. Isso √© f√© morta.
b)¬†quando a f√© √© meramente intelectual.¬†Constata-se a “morte” da f√© quando ela atinge apenas o intelecto. A pessoa consente com certas verdades, mas n√£o √© transformada por elas. No vers√≠culo 14, Tiago pergunta: “Pode, acaso, semelhante f√© salv√°-lo?”. Quando Tiago usa a palavra semelhante, ele est√° falando de um certo tipo de f√©, ou seja, a f√© apenas verbal em oposi√ß√£o √† f√© verdadeira. Ainda no vers√≠culo 14, ele pergunta: “Que proveito h√°, meus irm√£os, se algu√©m disser que tem f√© e n√£o tiver obras?”. A f√© aqui descrita existe apenas na base da pretens√£o. A pessoa diz que tem f√©, mas na verdade n√£o tem.
As pessoas com uma fé morta substituem obras por palavras. Elas conhecem as doutrinas, mas elas não praticam a doutrina. Elas têm discurso, mas não têm vida. A fé está apenas na mente, mas não na ponta dos dedos.
c) quando a fé não produz frutos dignos de arrependimento. Essa fé é ineficiente, inoperante e não produz nenhum resultado. Ela tem sentimento, mas não ação. Tiago dá dois exemplos para ilustrar a fé morta (Tg 2:15,16): um crente vem para a igreja sem roupas próprias e sem comida. Uma pessoa com uma fé morta vê essa situação e não faz nada para resolver o problema do irmão necessitado. Tudo o que ele faz é falar algumas palavras piedosas (Tg 2:16). Comida e roupa são necessidades básicas (1Tm 6:8; Gn 28:20). Como crentes, devemos ajudar a todos e, principalmente, aos que professam a mesma fé (Gl 6:10). Deixar de ajudar o necessitado é fechar o coração ao amor de Deus (1João 3:17,18). O sacerdote e o levita podiam pregar sobre sua fé, mas não demonstraram a sua fé (Lc 10:31,32).
II. EXEMPLOS VETEROTESTAMENT√ĀRIOS DE F√Č COM OBRAS (Tg 2:18-25)
1. N√£o basta “crer”.¬†”Tu cr√™s que h√° um s√≥ Deus? Fazes bem; tamb√©m os dem√īnios o creem e estremecem”¬†(Tg 2:19).¬†Somente crer n√£o √© uma experi√™ncia salvadora. Voc√™ n√£o conhece uma pessoa salva pelo conhecimento que adquire nem pelas emo√ß√Ķes que demonstra, mas pela vida que vive (Tg 2:18). A f√© dos dem√īnios tem um est√°gio mais avan√ßado de f√© que muitos crentes, porque a f√© dos dem√īnios n√£o √© apenas intelectual, mas tamb√©m emocional - eles creem e tremem. No que os dem√īnios creem? O Rev. Hernandes Dias, citando Warren Wiersbe, responde a essa pergunta:¬†(1)
Em primeiro lugar,¬†os dem√īnios creem que Deus √© um s√≥. Os dem√īnios creem na exist√™ncia de Deus. Eles n√£o s√£o nem ate√≠stas nem agn√≥sticos. Eles creem na “shemma” judaica: “Ouve √≥ Israel, o Senhor nosso Deus √© o √ļnico Senhor”. Mas essa cren√ßa dos dem√īnios n√£o pode salv√°-los.
Em segundo lugar,¬†os dem√īnios creem na divindade de Cristo. Os dem√īnios corriam para ajoelhar-se diante de Cristo para ador√°-lo (Mc 3:11,12). Eles sabiam quem era Jesus. Eles se prostravam aos p√©s do Senhor Jesus.
Em terceiro lugar,¬†os dem√īnios creem na exist√™ncia de um lugar de penalidades eternas. Eles sabem que o inferno foi criado para o diabo e seus anjos. Eles sabem que o inferno √© destinado para todos aqueles cujos nomes n√£o forem encontrados no Livro da Vida. Eles n√£o negam a exist√™ncia do inferno (Mt 8:29; Lc 8:31). Eles creem nas penalidades eternas.
Em quarto lugar,¬†os dem√īnios creem que Cristo √© o supremo Juiz que os julgar√°. Os dem√īnios sabem que ter√£o de comparecer diante de Cristo, o supremo juiz. Eles creem no julgamento final. Eles creem que todo joelho se dobrar√° diante de Cristo.
Entretanto, os dem√īnios est√£o perdidos, eternamente perdidos. Uma f√© meramente intelectual e emocional coloca-nos apenas no patamar dos dem√īnios.
Portanto, irm√£os, n√£o basta somente “crer”. √Č necess√°rio que a f√© seja compromissada com a√ß√£o. Tiago demonstra que a f√© n√£o consiste em um discurso, mas em convic√ß√£o aut√™ntica, seguida da pr√°tica de obras de amor. Em Tiago 2:18 √© mostrado que a √ļnica maneira de os outros saberem que voc√™ tem f√© √© por uma vida que a comprove -¬†“…mostra-me a tua f√© sem as tuas obras, e eu te¬†mostrarei¬†a minha f√© pelas minhas obras“. Neste vers√≠culo a palavra-chave √© “mostrar“. √Č imposs√≠vel mostrar f√© sem obras. A verdadeira f√© e as obras s√£o insepar√°veis.
Tiago apresenta dois exemplos de fé operante encontrados no Antigo Testamento: Abrão, um hebreu, e Raabe, uma gentia. Vejamos mais detalhes nos itens seguintes.
2.¬†¬†Abra√£o.¬†”Porventura Abra√£o, o nosso pai, n√£o foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque?”¬†(Tg 2:21). Abra√£o ouviu a voz de Deus e o obedeceu quando Ele ordenou que o patriarca oferecesse seu filho em holocausto. Abra√£o foi obediente √† ordem de Deus porque cria que Ele era poderoso para at√© dentre os mortos o ressuscitar (Hb 11:18 - ARC). Foi sem d√ļvida uma prova dif√≠cil, mas Abra√£o confiou que Deus iria fazer o melhor, pois Ele mesmo havia prometido que faria de Abra√£o uma grande na√ß√£o.
Para entendermos corretamente a afirmativa de Tg 2:21 devemos ler Gênesis 15:6. Nesta passagem, observamos que Abraão creu no Senhor, e isso lhe foi imputado para justiça. Abraão foi justificado por crer, ou seja, pela fé. Só mais adiante, em Gênesis 22, vemos Abraão oferecer seu filho e ser justificado por obras. Assim que creu no Senhor, Abraão foi justificado. Mas, no capítulo 22, Deus provou essa fé. O patriarca demonstrou a autenticidade de sua fé por meio da disposição de oferecer Isaque. Com a obediência, deixou claro que sua fé não era apenas uma crença intelectual, mas um compromisso do coração. A disposição de oferecer Isaque foi uma demonstração prática de fé do patriarca Abraão. Suas boas obras o levaram a ser chamado amigo de Deus (Tg 2:23).
3. Raabe.¬†“E de igual modo Raabe, a meretriz, n√£o foi tamb√©m justificada pelas obras, quando recolheu os emiss√°rios e os despediu por outro caminho?”¬†(Tg 2:25). Aqui, tamb√©m, Tiago menciona o exemplo de Raabe. Essa mulher, que era meretriz, ouviu a Palavra de Deus e reconheceu que estava em uma cidade condenada. Ela n√£o somente entendeu a mensagem, mas seu cora√ß√£o foi tocado (Js 2:11), e assim fez alguma coisa: protegeu os espias (Hb 11:31). Ela arriscou sua pr√≥pria vida para proteger os espias. Mais tarde ela fez parte do povo de Deus (Mt 1:5) e tornou-se membro da genealogia de Cristo. Raabe n√£o foi salva porque acolheu os espias, mas porque esse ato de hospitalidade comprovou que ela era, verdadeiramente, fiel ao Senhor.
Pergunta-se:¬†Acaso essas obras de Abra√£o e Raabe, por si s√≥, foram boas? Certamente n√£o! No caso de Abra√£o, foi a disposi√ß√£o de matar o filho; no caso de Raabe, foi trai√ß√£o. Se remov√™ssemos a f√© dessas obras, elas seriam m√°s, e n√£o boas. Algu√©m disse que “sem a f√©, essas obras seriam n√£o apenas imorais e insens√≠veis, mas pecaminosas”. Se subtrairmos a f√© de Abra√£o e Raabe, o resultado s√£o obras do mal. Se as considerarmos frutos da f√©, s√£o obras da vida.
Conclui-se, ent√£o,¬†que uma pessoa √© tamb√©m justificada por obras, e n√£o somente por f√© (Tg 2:24). Isso n√£o significa que o crist√£o √© justificado por f√© acrescida de obras. A justifica√ß√£o se d√° por f√© em rela√ß√£o a Deus e por obras em rela√ß√£o aos homens. Deus justifica o crist√£o no momento em que ele cr√™. Algu√©m poder√° dizer: “Mostra-me a realidade da tua f√©”. A √ļnica maneira de fazer isso √© por meio de boas obras.
III. A MET√ĀFORA DO CORPO SEM O ESP√ćRITO PARA EXEMPLIFICAR A F√Č SEM OBRAS (Tg 2:26)
1. Uma analogia do corpo sem esp√≠rito.¬†Tiago termina a sua mensagem sobre f√© e obras fazendo uma analogia do corpo sem esp√≠rito:¬†”Porque, assim como o corpo sem o esp√≠rito est√° morto, assim tamb√©m a f√© sem obras √© morta”¬†(Tg 2:26).
Eis um excelente resumo da quest√£o: Tiago compara a f√© ao corpo humano, e as obras, ao espirito. O corpo sem espirito √© morto, in√ļtil e sem valor. De modo semelhante, a f√© sem obras √© morta, ineficaz e imprest√°vel. Trata-se, obviamente, de uma f√© esp√ļria, e n√£o da verdadeira f√© salvadora.
Em s√≠ntese, Tiago testa nossa f√© de acordo com a resposta que damos √† seguinte pergunta: Estou disposto, como Abra√£o, a oferecer a Deus o que tenho de mais precioso? Estou disposto, como Raabe, a trair o mundo a fim de ser leal a Cristo? Ningu√©m √© levado a agir se n√£o tiver f√©; a f√© de uma pessoa n√£o ser√° real a menos que a leve √† a√ß√£o. A a√ß√£o √© a obedi√™ncia a Deus. Clique aqui para ler o texto completo »

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A Fé se Manifesta em Obras - Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco

Aula pr√©via referente a Li√ß√£o 7: A F√© se Manifesta em Obras do 3¬ļ Trimestre de 2014: F√© e obras ‚ÄĒ ensinos de Tiago para uma vida crist√£ aut√™ntica, como prepara√ß√£o dos Professores da EBD durante a semana anterior a aula.

Lição 7 - 3T/2014

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