O Tribunal de Cristo e os Galardões – Pr. Adilson Guilhermel

O Tribunal de Cristo e os Galardões – Pr. Adilson Guilhermel

Texto Áureo: “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal.” (2 Co 5.10).

Leitura Bíblica em Classe: I Coríntios 3.11-15

Introdução: Não se pode confundir a questão do tribunal de Cristo com o juízo final diante do grande trono branco. O tribunal de Cristo se dará ainda no nível do céu espacial, antes da entrada no céu celestial e o julgamento final diante do grande trono branco se dará no final do reino milenar. O tribunal de Cristo é para julgamento das obras da Igreja arrebatada e não será um julgamento para condenação, pois todos que foram arrebatados já estão com a garantia da vida eterna com Cristo. Quanto a questão do juízo final diante do grande trono branco, se trata do julgamento para condenação, o qual se estende à todos os pecadores de todos os tempos incluindo os crentes que ficaram e será um julgamento para a condenação eterna. Nesse julgamento da igreja, o Senhor que conhece cada detalhe da nossa vida revelará a plena verdade, sobre o caráter de cada um, ministério, serviço, e motivações. O Senhor avaliará tudo com os seus olhos de chama de fogo e tudo que não foi feito para Ele nada valerá. Jesus dará o veredicto e premiará quem fez obras consistentes e quem não fez obras consistentes nada receberá, sendo que isso não implicará na vida eterna com Cristo, pois todos que partiram no arrebatamento já têm sua eternidade com Ele garantida.

I. O TRIBUNAL DE CRISTO É PARA TODOS OS CRENTES ARREBATADOS

1. O julgamento será para a Igreja de Cristo desde o seu início – 2 Co 5.10 Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal.

Quando se diz todos é uma referência apenas aos crentes que guardaram e preservaram e não deixaram que ninguém tomasse a sua coroa. Os arrebatados não serão julgados pelo pecado no tribunal de Cristo, pois ser foram para Cristo é porque estavam em condições aprováveis para tal. Nesse tribunal Cristo estará no trono de julgamento (Bema), onde todos deverão comparecer individualmente na sua presença. O propósito desse tribunal é dar o veredicto das obras de cada um, para reconhecer e recompensar as obras consistentes e desprezar as inconsistentes.

2. O tribunal de Cristo antecede a entrada no céu celestial – Ap 22.12 E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra.

É preciso estar alerta quanto à súbita vinda de Cristo, pois ela será inesperada. Jesus revela que vai trazer Sua recompensa, para retribuir a cada um segundo as suas obras. Essa recompensa é condicional a fidelidade em servir a Cristo nesta vida. Estamos sendo testados através das obras que realizamos em prol do reino de Deus. Tudo para ser aceito e recompensado é condicional a nossa fidelidade ao Senhor em tudo que fizermos. Quanto maior fidelidade nesta vida, maior será a oportunidade de servir ao Senhor na eternidade. Tendo a certeza da sua vinda não podemos em momento algum ficar na ociosidade e sim produzindo com diligencia, obediência, adoração e proclamação do evangelho aos pecadores.

3. O juiz do Tribunal será aquele com olhos como chama de fogo – 2 Tm 4.8 Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.
O supremo juiz que julgará e galardoará a cada crente, é o Senhor Jesus Cristo, aquele que é galardoador dos que o buscam. Esta recompensa envolve mais os nossos motivos do que as nossas realizações, porque o Senhor não olha o exterior e sim o nosso interior. Jesus não vai recompensar alguém que usa de engano e egoísmo nas suas ações. A recompensa celestial é baseada na medida da nossa fidelidade em tudo. A coroa da justiça é a recompensa condicional por uma vida fiel e justa; ela tem o incentivo para que vivamos em retidão e santidade aguardando a vinda de Cristo. Se amarmos a volta de Cristo vivendo em obediência a Ele, fazendo a obra para qual nos chamou, é certo que seremos galardoados.

II. AS OBRAS DO CRENTE E O JULGAMENTO DE CRISTO

1. A precisão do julgamento está nos feitos exteriores e interiores – A nossa fé já está fundamentada em Cristo e esse fundamento é seguro, estável e perfeito. Portanto devemos estar voltados e preocupados em como construir sobre esta fundação, a qual deve ser empregada o melhor dos materiais. Só há uma fundação, mas há muitos tipos de materiais para erguer esse edifício espiritual. Não podemos cruzar os braços e ficar omissos a isso, pois alguma coisa tem de fazer em prol do reino de Deus. Fomos criados em Cristo para realizarmos boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas. A recompensa não vem pelo tempo de serviço, pois ela exige despreocupação com as demais coisas e prioridade pelo reino de Deus, onde devemos nos lançar sem reservas à graça de Deus. Desta forma tanto o reino como a sua justiça estão incluídos no dom gratuito de Deus. O padrão para o homem pagar o trabalhador é um dia de trabalho, porém para o padrão de Deus é para uma hora de trabalho, o salário de um dia. O padrão do homem baseia-se na produtividade para receber o salário e o padrão de Deus fundamenta-se na sua graça.

2. Ouro, prata e pedras preciosas são obras consistentes – I Co 3.12 E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha.

As pedras preciosas, o ouro, e a prata são materiais igualmente valiosos, mostrando que diferentes funções feitas com fidelidade podem ser igualmente valiosas. Alguém pode pensar que está fazendo muita coisa pelo reino e até mesmo achar que suas obras lhe garantirão recompensas nesse dia, porém é só o Senhor que pode determinar quais obras é de alta qualidade, como as de baixa qualidade. Não é nosso papel avaliar o grau das obras que fazemos o que devemos é focar os nossos desígnios com o objetivo de sempre servir ao Senhor com o melhor que pudermos e sempre com total dependência DELE. É o Senhor que vai determinar o valor final da obra de cada um. O trabalho que fazemos deve ser verdadeiro e produtivo na obra do Senhor. As obras de madeira feno e palha não significam coisas pecaminosas e sim coisas feitas exteriormente para serem vistas pelos homens e não para Deus. O Senhor pesará muito os nossos motivos, a nossa conduta e o nosso serviço. Tudo que fazemos para sermos vistos é feno, palha ou madeira, e tudo que fazemos para glorificar o nome do Senhor é pedra preciosa, ouro e prata.

3. As obras inconsistentes perecerão diante de Jesus Cristo – 1 Co 3.15 Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo.

Muitas obras que aparentemente possam parecer bonitas e de valor poderão não resistir ao olhar como chama de fogo do Senhor, porque o material usado no sentido figurado é feno, palha e madeira. Esses não vão perder a sua salvação, porém não alcançará do Senhor qualquer recompensa que possa estar esperando. No dia de recompensas, tudo que é inútil se queimará diante do Senhor e de toda Igreja arrebatada. Muitos nesse dia verão que estavam enganados a respeito das suas obras, pois tudo que fazemos em nome do Senhor, só será contado se formos sinceros, trabalhador e com boas intenções. O que parece ser ouro poderá vir a ser de palha e assim também com os outros materiais.

III. A PRESTAÇÃO DE CONTAS DO CRENTE E OS GALARDÕES

1. Todos os pastores terão que dar conta dos seus rebanhos – Assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu estou contra os pastores; das suas mãos demandarei as minhas ovelhas, e eles deixarão de apascentar as ovelhas; os pastores não se apascentarão mais a si mesmos; e livrarei as minhas ovelhas da sua boca, e não lhes servirão mais de pasto. Ezequiel 34:10

Os líderes que tomam do povo seus recursos em atos explícitos de exploração, não serão arrebatados para o encontro com Cristo. O destino desses exploradores da fé é o juízo final no grande julgamento do trono branco, onde estarão juntos com os perdidos de todos os tempos. Tentarão argumentar os seus feitos diante do Senhor: (Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? em teu nome não fizemos muitas maravilhas? Mateus 7:22), mas o veredicto que o Senhor Jesus dará será este: (E ele vos responderá: Digo-vos que não vos conheço nem sei de onde vós sois; apartai-vos de mim, vós todos os que praticais a iniqüidade. Lucas 13:27). Os verdadeiros líderes não exploram seu povo, mas se sacrificam por ele. São os que seguem o modelo deixado pelo Senhor em João 10.11 Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.

2. Os talentos farão diferença em ir, ou não ir, no arrebatamento – A palavra diz que aquele que ajunta no verão é filho que age com sabedoria, os o que dorme na sega é filho que age vergonhosamente. Não podemos fazer parte da tragédia da oportunidade desperdiçada conforme aprendemos com a parábola dos talentos. (E a um deu cinco talentos, e a outro, dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe. Mateus 25:15). Precisamos viver apresentando serviços fieis e sempre na expectativa da vinda do Senhor. A questão dos talentos envolve a responsabilidade que recebemos o uso dos dons que recebemos para usar, a prestação de contas e a recompensa que está prometida. Os talentos não são dados para ficarem guardados (inativos) e sim para serem usados com sabedoria e sempre apresentando lucros para o reino de Deus. O Senhor deus os talentos e se ausentou por longo tempo, o que significa o tempo da dispensação da graça, o qual poderá encerrar-se a qualquer momento. No arrebatamento o que não produziu nada com o que recebeu do Senhor será deixado para o juízo final.

Publicado no site Esboços da EBD

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