O Propósito do Fruto do Espírito – Ev. Isaías de Jesus

O Propósito do Fruto do Espírito – Ev. Isaías de Jesus

O Propósito do Fruto do Espírito

Texto Áureo = “Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento.” (Mt 3.8)

Verdade Prática = Somente através de uma vida espiritual frutífera o crente poderá glorificar a Deus.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – Mateus 7.13-20

INTRODUÇÃO

Bíblia chama de “fruto do Espírito Santo” ao conjunto de ações que fazem o homem que aceita Cristo como seu Senhor e Salvador diferente dos que não tomaram esta decisão.  A salvação é um processo que traz o homem à comunhão com Deus, pois retira o pecado do homem, que era o que fazia separação entre ele e Deus (Is.59:2). Este processo é uma verdadeira transformação, que muda o homem completamente, atingindo o homem como um todo: corpo, alma e espírito. “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”(II Co.5:17).

A transformação radical que alcança uma pessoa que é salva foi bem ilustrada pelo Senhor Jesus, que afirmou que quem nEle crer passa da morte para a vida (Jo.5:24), das trevas para a luz (Jo.3:21). Assim sendo, a salvação, necessariamente, vem acompanhada de uma mudança de atitudes, de uma mudança de hábitos, de uma mudança de práticas. O homem que alcança a salvação passa a ter um novo conjunto de qualidades, um novo conjunto de atitudes, “não anda mais segunda a carne, mas, segundo e Espírito”(Rm 8:1).Este novo conjunto de ações, que estão de acordo com a vontade de Deus, é o que o apóstolo Paulo denominou de “As obras da Carne o Fruto do Espírito” (Gl.5:22) e que será o assunto de todo este trimestre.

I – A VIDA CONTROLADA PELO ESPIRITO

“As pessoas que têm a mente controlada pela natureza humana acabarão morrendo espiritualmente; mas as que têm a mente controlada pelo Espírito de Deus terão a vida eterna e a paz. Por isso as pessoas que têm a mente controlada pela natureza humana se tornam inimigas de Deus, pois não obedecem à Lei de Deus e, de fato, não podem obedecer a ela. As pessoas que vivem de acordo com a sua natureza humana não podem agradar a Deus. Vocês, porém, não vivam como manda a natureza humana, mas como o Espírito de Deus quer, se é que o Espírito de Deus vive realmente em vocês. Quem não tem o Espírito de Cristo não pertence a Ele. Portanto, meus irmãos, nós temos uma obrigação, que é a de não vivermos de acordo com a nossa natureza humana. Porque, se vocês viverem de acordo com a natureza humana, vocês morrerão espiritualmente; mas, se pelo Espírito de Deus vocês matarem as suas ações pecaminosas, vocês viverão espiritualmente. Pois aqueles que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.” (ROMANOS 8 v. 6-9, 12-14)

A vida dirigida pelo Espírito Santo de Deus é uma vida tranqüila, pois Deus dá o sustento aos Seus servos, condições para manterem suas contas em dia, dá saúde, segurança, domínio próprio, sabedoria no trabalho, na escola, nos afazeres do dia e para resolverem os problemas que surgirem.

Os verdadeiros servos de Deus são diferentes das outras pessoas, porque agem e pensam de maneira diferente. Eles aprenderam a colocar em prática os ensinamentos do Espírito Santo e lutar para vencer a natureza humana. Os servos de Deus vivem em paz, não se preocupam com os ensinamentos deste mundo, moda, notícias, tragédias, porque aprenderam a confiar em Deus.

Nos dias de hoje, vemos pessoas dominadas por todo tipo de espírito maligno: da desunião, orgulho, inveja, falsidade, mentira, fofoca, avareza, ódio…, porque as pessoas não sabem que existe um único Espírito que pode vencer e afastar todos esses espíritos malignos: o Espírito Santo de Deus.

A conduta de um verdadeiro cristão deve ser muito diferente da conduta daqueles que não crêem em Deus. “A conduta de vocês entre os pagãos deve ser boa, para que, quando eles os acusarem de criminosos, tenham de reconhecer que vocês praticam boas ações, e assim louvem a Deus no dia da Sua vinda.” (I PEDRO 2 v. 12)

Deus ensina que Seus servos devem agir com amor, educação, paciência para que as pessoas que vierem com arrogância, má vontade ou desprezo, percebam que não deveriam agir dessa forma. E se um servo é obediente a Deus, Ele faz as pessoas enxergarem e tratarem Seus servos com educação e respeito. “Se a nossa maneira de viver agrada a Deus, Ele transforma os nossos inimigos em amigos.Vocês são filhos queridos de Deus e por isso devem ser como Ele. Que a vida de vocês seja dominada pelo amor, assim como Cristo nos amou e deu a Sua vida por nós, como uma oferta de perfume agradável e como um sacrifício que agrada a Deus!” (PROVÉRBIOS 16 v. 7 / EFÉSIOS 5 v. 1-2)

Você como servo de Deus não pode agir com ignorância, grosseria ou falsidade. Precisa se lembrar que o servo de Deus deve honrar Seus ensinamentos e ter as ações dirigidas pelo Espírito Santo. Pois a pessoa que é dirigida pelo Espírito Santo de Deus tem consciência dos defeitos que tem e por isso pede sempre a Deus para lhe ajudar a se corrigir. E quando faz algo que desagrada a Deus, ela logo reconhece e procura pedir perdão, desfazer seu erro ou se desculpar com os outros.

Todo aquele que é guiado pelo Espírito Santo de Deus, sabe que Deus não se agrada de injustiça, mentira, fofoca, orgulho e falsidade. Por isso o Espírito Santo coloca rejeição no coração da pessoa por tudo aquilo que é ruim e a pessoa não se sente bem fazendo o que é mau.

UM VIVER SANTO

Antes de começar a leitura, é imprescindível que leia: Efésios 4:24-32

Deus nos chamou para sermos luz no mundo (Mateus 5:14 – 16), para fazermos a diferença, e com nosso testemunho (exemplo) honramos à Deus e atrairmos mais pessoas para sua graça. Mas como fazer a diferença sem santificação? Impossível.

Deus nos disse em Levítico 20:26 que, nos separou dos povos para sermos santos. Mas, infelizmente, os cristãos estão deixando em segundo plano a busca pela santidade. Quanto mais a pessoa procurar separar-se do mundo, mais ela se aproximará do Senhor. Não é uma tarefa simples para a carne, que está em constante conflito com o espírito. Mas Deus não nos diria para buscarmos algo impossível de ser alcançado, e nunca nos disse que conseguiríamos sozinhos. Precisamos dar lugar ao Espírito Santo, para que nos guie rumo à santificação.

A santidade não deve ser vista como uma lista imposta de: “não deve”, “não faça”, “não pode”. Ela envolve amor, obediência, perdão, reconciliação, ajuda, vigilância, boas obras, louvor, adoração, paciência, temor e desejo de conhecer mais o Senhor. Será que você é reconhecido como um filho de Deus? Ou é só mais um na multidão? Você, é um bom exemplo no seu convívio? O mundo te observa, cuidado. Peça ao Espírito Santo para te guiar à Santidade. Deus tudo vê.

A VERDADEIRA COMUNHÃO

Nosso tempo exige tanto de nós, que se torna perigo esquecermos da vida com Deus. Encontramos tantos impedimentos, que precisamos considerar e dar prioridade à comunhão com Deus. Do contrário nossa vida se torna superficial, jamais alcançaremos um nível elevado. Para que isso aconteça precisamos colocar em segundo plano tudo nesta vida. É buscarmos a Deus como prioridade. Jesus nos ensinou esse princípio Bíblico. A comunhão pessoal, não depende de oportunidade temos procurar achar tempo momento adequado.

Não é por acaso que o mandamento por excelência já nos ordena, amar a Deus sobre todas as coisas. Para ter comunhão é preciso viver esse mandamento. Muitos cristãos dizem que ama a Deus, mas notamos que é somente de lábios. A evidência de amar a Deus, se baseia e manifesta no desejo de amá-lo. Como temos expressado nossa comunhão, é até fácil dizer que temos comunhão, difícil é convencer a Deus, quando nossa amor e busca está em outras coisas banais. Nosso tempo de vida é gasto naquilo que não edifica espiritualmente. Tanto amar a Deus e viver em comunhão com Ele é uma ordem intransferível. Dt. 11:1, Mc.12:30, Sl. 116;1.

II – O FRUTO DO ESPIRITO EVIDENCIA O CARÁTER DE CRISTO EM NÓS

Quem é você quando ninguém está olhando? Estamos vivendo nos últimos tempos, quando Jesus poderá vir a qualquer momento. No entanto, se Ele demorar, a Igreja provavelmente enfrentará perseguição mais intensa. Eu acredito que a habilidade de resistir à perseguição gira em torno do que chamamos de “Caráter Cristão”.

Nosso caráter está relacionado com quem somos quando ninguém está olhando. Nossa reputação, por outro lado, diz respeito à nossa conduta como é vista ou percebida por outros. “Boa” conduta sem caráter se torna hipocrisia. Isto foi revelado à igreja em Sardo: “Ao anjo da Igreja que está em Sardo escreve: Isto diz o que tem os sete Espíritos de Deus, e as sete estrelas: Eu sei as tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morto!” (Apocalipse 3:1).

O livro de Apocalipse foi escrito, de certa forma, como uma profecia dos últimos tempos. Também foi dado como uma advertência para a Igreja. Nós, como cristãos, somos a Igreja. Já que Jesus pode vir a qualquer momento, nós temos que prestar atenção às advertências. A mensagem de Deus para os de Sardes era que eles tinham um nome – uma boa reputação – porém estavam mortos. Eles estavam vivendo em hipocrisia. Um bom nome é importante e nós queremos tê-lo. A base da nossa reputação, no entanto, deve ser a de um Caráter Cristão. Isso é o que nos ajudará a resistir a qualquer perseguição que nós tenhamos que enfrentar.

No Antigo Testamento, lemos que o Profeta Samuel foi instruído por Deus para ir à casa de Jessé e ungir um dos seus filhos para que fosse o rei. Quando Samuel conheceu o filho mais velho de Jessé, viu que ele era um jovem vistoso e teve certeza que ele era o ungido do Senhor. O Senhor lhe respondeu, “O homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração.” Deus sabe o que está dentro, e escolheu ao invés deste, o filho mais jovem.

Nós não podemos produzir frutos espirituais em nossas vidas da mesma forma que o agricultor não pode produzir frutos em suas árvores. Deus é o Único que fez a semente. Ele é o Único que dá crescimento à árvore, o aparecimento de seus ramos e folhagens, a germinação e a formação do fruto. O agricultor não pode fazer isso, ele somente coopera com Deus. O mesmo é verdade espiritualmente.

Em algumas casas gostam de decorar uma árvore para o Natal. Normalmente não faz nenhuma diferença que tipo de árvore se compra, porque de qualquer modo não a podemos ver – pois tem um montão de coisas penduradas nela! Mas nunca se vê um galho produzir luzes elétricas. Nunca se vê um pinheiro produzir enfeites de vidro em seus ramos. Essas coisas, as pessoas é quem as coloca nas árvores.

A Bíblia nos diz claramente que, como Cristãos, temos que fazer certas coisas. Envolve ação. No entanto, Deus está mais interessado em quem somos do que no que fazemos. Boas obras não nos salvarão. Podemos fazer todas as boas obras das quais já ouvimos, e não serão suficientes. Podemos ser bem zelosos ao contribuir para o fundo missionário. Podemos dar esmola a um mendigo na esquina da rua.

Podemos servir na cozinha ajudando a preparar comida para os outros. Mas se ao mesmo tempo estivermos degradando as nossas esposas ou esquecendo de atender nossos filhos, alguma coisa está errada. Caráter é algo que vem do coração. Bom caráter produzirá bom fruto, mas apregoar boas obras quando o coração não está reto é como pendurar ornamentos em uma árvore. Pode parecer ótimo, mas não é real. Nós nunca teremos Deus em nossas vidas por fazer boas obras, mas uma vez que temos Deus em nossas vidas, então haverá boas obras – bom fruto.

Considere virtude – um dos atributos do caráter que devemos possuir. Em 2 Pedro 1:5 nos foi dito, “acrescentai à vossa fé a virtude” Como podemos conseguir virtude? Fazendo algo virtuoso? Talvez tenhamos decidido sermos bem cuidadosos em nos vestirmos modestamente. Nós podemos fazer isso de forma muito virtuosa, entretanto damos meia volta e criticamos, contestamos ou reclamamos. Se este for o caso, então alguma coisa está errada! Não importa o que dizemos, ou as boas obras que fazemos, ou o que as pessoas pensam de nós, se não temos um coração que queira fazer a coisa certa, então há algo errado. Queremos ter o fruto que vem da alma, porque isso é o que vai nos proteger em tempos perigosos. Uma máscara externa não fará nada por nós quando as provas chegarem.

Alguns membros de nossa igreja estão envelhecendo e enfrentando dores, sofrimentos e solidão – circunstâncias que os deixariam desanimados se não tivessem algo real em seus corações. Em vez de reclamar, eles dizem, “Eu ainda tenho ao Senhor!” Algumas vezes doenças aparecem e destroem o corpo ou a mente, mas não podem tirar do coração o que o Senhor tem feito. Isto é Caráter Cristão. Quando tudo mais se vai, nós ainda temos o que está em nossos corações.

Quando nós temos Caráter Cristão, a evidência está em nossa conduta. Quando uma pessoa é salva existem evidências da sua salvação. Se alguém diz, “Eu sou salvo”, mas continua a mentir, roubar e viver imoralmente, é muito claro que não está salvo. Se você é salvo, sua conduta muda como evidência de que alguma coisa mudou dentro – no coração. Nós lemos em 2 Coríntios 5:17, “Se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” Se não há uma mudança de conduta, então o coração não mudou.

A santificação também é uma experiência definitiva que traz uma diferença em nossas vidas. A palavra de Deus nos ensina que a santificação provê limpeza interior da natureza pecaminosa com a qual todos nascemos. Haverá evidências na sua vida que você foi santificado – purificação no interior que se mostrará na sua vida diária.

Quando você recebe o batismo do Espírito Santo você o saberá, e também os outros. O batismo fará uma diferença em você. Haverá um poder novo em sua vida. O seu relacionamento com Deus se moverá para um novo nível, porque o Consolador estará morando em você. Isso se mostrará!

Traços de bom caráter não são aprendidos em um programa de dez passos ou em livros de auto-ajuda. Eles são mais do que apenas tentar fazer o melhor. Eles vêm através do trabalho de Deus no coração. O que vai nos sustentar em tempos de perseguição e perigo será algo que Deus nos tem dado, não algo que nós temos tentado desenvolver com nossas próprias forças. O segredo se encontra em 2 Pedro 1:3, onde diz que “Visto como o seu divino poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou por sua glória e virtude.”

Deus diz, “Sede santos.” Ele não disse para fazermos algo para que aparentássemos santos. Ele diz, “sede” santo. Você não pode fazer a si mesmo santo da mesma forma que não pode salvar-se a si mesmo, mas quando você recebe a santidade de Deus por dentro, sua vida e conduta serão santas e agradáveis à Deus.

Pedro nos instrui no mesmo capítulo, “Acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude a ciência, E à ciência temperança, e à temperança paciência, e à paciência piedade, E à piedade amor fraternal; e ao amor fraternal caridade.” (2 Pedro 1:5-7). Ele não nos disse para fazer alguma coisa virtuosa ou piedosa ou boa. Ele nos instrui a sermos virtuosos, piedosos e bons por dentro. Isso é caráter. Deus nos ajudará a sermos assim se orarmos e pedirmos a Ele.

O livro de 2 Pedro não é o único lugar na Bíblia onde podemos encontrar essas instruções de como ser, ao invés de apenas fazer. Sim, há certas coisas que Deus nos diz para fazer, mas há mais coisas que Ele nos diz para sermos. Em Filipenses 2:15 diz, “sejais irrepreensíveis.” Em Apocalipse 2:10 diz, “Sê fiel.” Em Apocalipse 3:2 diz, “Sê vigilante.”

É seu desejo ser como Deus quer que você seja? A ajuda do Senhor está disponível. Este é um alto padrão, e Deus quer nos ajudar a perseverarmos nesta direção. Nós precisamos desta segurança para os últimos tempos. Nós precisamos se quisermos estar prontos para quando Jesus vier. Nós precisamos se quisermos permanecer verdadeiros e fiéis em tempos de perseguição e perigo.

Seu Caráter Cristão resistirá à prova? http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao01-cc-anaturezadocaratercristao.htm

III. TESTEMUNHO AS VIRTUDES DO REIO DE DEUS

O PROPOSITO DO FRUTO. Sabemos que, para nos ensinar as realidades espirituais, que só podem ser discernidas espiritualmente (I Co.2:12-15), Deus, através da sua Palavra, usou de figuras naturais, de realidades terrestres, a fim de que nossa mente pudesse bem entender a sua revelação (Jo.3:12).

Uma destas figuras foi a do fruto, conceito que foi amplamente utilizado nas Escrituras Sagradas e que é o objeto de nossa lição presente, pois se trata da base do conceito de ” fruto do Espírito Santo”. A primeira vez que a palavra “fruto” é utilizada na Bíblia foi em Gn.1:11, na narrativa da criação dos vegetais terrestres, no terceiro dia da criação. Naquela oportunidade, Deus mandou que surgissem na terra ervas verdes que dessem semente, como também árvores frutíferas que dessem fruto segundo a sua espécie, cuja semente esteja nela sobre a terra. Podemos dizer que Fruto é o órgão dos vegetais cuja função é fornecer nutrição para as sementes, que são resultado da fecundação das células reprodutoras dos vegetais.

Lições espirituais do conceito de fruto:

Em primeiro lugar, o fruto forma-se após a fecundação – ou seja, o fruto é resultante da transformação do ovário da flor. Em termos espirituais, a fecundação, ou geração, ocorre no momento do novo nascimento. Somente poderemos falar em fruto do Espírito Santo se tiver havido o novo nascimento. O Novo Nascimento significa uma mudança completa, total, absoluta –“…se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”(2 Co 5:17). No exato momento da Conversão o “velho homem” é transformado num “novo homem”. O homem carnal, ou natural, é transformado num homem espiritual, e de forma simultânea, recebe a Regeneração, ou seja, é gerado de novo; a Justificação, pela qual é declarado como se nunca tivesse pecado; é galardoado com a Adoção, tornando-se filho de Deus, recebendo, ainda, a Santificação. Este processo denomina-se Salvação. É por isso que Jesus dá tanto valor à frutificação, porque ela é uma demonstração de que houve o novo nascimento, que lhe antecede necessariamente.

Em segundo lugar, o fruto é uma estrutura que tem a finalidade de guardar (proteger) a semente até que ela tenha condições de se desenvolver dando origem a um novo ser –Espiritualmente falando, como o fruto guarda a semente para que ela possa se tornar uma nova planta, da mesma maneira o fruto do Espírito Santo permite que o crente possa crescer espiritualmente, pois os hábitos e qualidades que irá ter, a partir de então, são instrumentos para a contínua aproximação do crente a Deus, fazendo-o refletir, cada vez mais, a glória do Senhor (II Co.3:17,18). Não é, aliás, por outro motivo que nosso Senhor afirmou que, através das nossas boas obras, os homens glorificam a Deus (Mt.5:16).

Em terceiro lugar, o fruto tem uma função de nutrição, ou seja, o fruto foi feito para alimentar não só a semente, que é um novo ser em desenvolvimento, como também os outros seres, entre os quais o homem, como Deus deixou bem claro na parte final da criação (Gn.1:29,30). Espiritualmente falando, o fruto do Espírito Santo em nossas vidas tem esta função de proporcionar alimento espiritual para a humanidade. É através do fruto do Espírito por nós produzido que o mundo poderá reconhecer Jesus, o pão da vida (Jo.6:35,48), que é o único alimento que pode sustentar o homem espiritual. Por este motivo, Jesus disse que nos escolheu, para que tenhamos fruto e um fruto permanente (Jo.15:16).

Em quarto lugar, o fruto é uma demonstração de que existe vida depois da fecundação – O fato de ter surgido um novo ser, que está na semente, não significa que a planta-mãe tenha morrido, mas, bem ao contrário, porque ela está viva, o ovário da flor transforma-se em fruto, para guardar e alimentar a semente até que ela tenha condições de germinar. Espiritualmente falando, a frutificação do crente é, também, a demonstração de que nele há vida, de que ele está vivo, de que ele está em comunhão com o Senhor. Jesus deixou-nos bem claro que Ele é a vida (Jo.1:4;11:25) e que, se não estivermos em comunhão com Ele, não poderemos dar fruto (Jo.15:2-6).

Em quinto lugar, o fruto tem como centro a semente, ou seja, existe em função da semente, para guardá-la e alimentá-la, até que ela tenha condições de germinar e dar origem a um novo ser. Espiritualmente falando, o fruto do Espírito Santo tem como centro a Palavra de Deus (a semente também simboliza a Palavra do Senhor, como vemos em Mc.4:14). Todas as ações e atitudes que caracterizam o fruto do Espírito estão em plena consonância com as Escrituras, são o cumprimento da Bíblia Sagrada na vida de cada crente. Não é possível que alguém produza o fruto do Espírito e não seja um cumpridor da Palavra de Deus, pois o fruto existe em função da semente.

Em sexto lugar, o fruto é o resultado de uma transformação. O ovário da flor transforma-se em fruto. Espiritualmente falando, o fruto do Espírito Santo é conseqüência de uma transformação, que é a salvação do homem que aceita a Jesus como seu único e suficiente Senhor e Salvador. O fruto do Espírito Santo não é o resultado de uma reforma, de uma deformação, nem de uma formação, mas é produto de uma transformação, de um novo nascimento, nascimento da água e do Espírito.

Vida Frutífera – Quando o crente não se submete em tudo ao controle do Espírito Santo, ele não consegue resistir e neutralizar os desejos da natureza pecaminosa. Mas quando o Espírito tem esse controle, o crente torna-se igual um solo fértil para o Espírito produzir o seu bendito fruto descrito no versículo 22(vide item “a”). Somente pelo poder do Espírito o crente consegue sempre vencer os desejos, a cobiça e as inclinações da carne e viver uma vida frutífera.

Um aspecto importante que observamos na botânica é que o fruto é o fim, o término de todo um processo fisiológico, é o resultado de todo um ciclo vital. Desde o momento que a semente germina e passa a formar um novo ser (morrendo, como nos fala Jesus), há somente um objetivo, uma finalidade: a formação do fruto. O fruto, como se vê, portanto, é o fim, o propósito, o objetivo de todo o processo. Espiritualmente falando, também vemos que o fim último da vida cristã é a produção do fruto do Espírito Santo. Todo o processo de concessão da vida espiritual tem como finalidade a formação deste fruto. Jesus foi claro ao afirmar que nos escolheu para que vamos, demos fruto e o nosso fruto permaneça (Jo.15:16).

Somos de Cristo para que demos frutos para Deus(Rm 7:4). Quem não dá fruto do Espírito Santo não pode ser mantido no meio do povo de Deus e, por isso, é extirpado dele(Jo 15:2). Jesus deixou isto bem claro tanto na parábola da vinha(Lc 13:6-9), quanto no episódio da figueira infrutífera, que secou mediante a maldição do Senhor(Mt 21:18-22;Mc 11:12-14). Aliás, é esta a única oportunidade do ministério de Jesus Cristo em que O vemos lançando uma maldição, a demonstrar o quanto desagrada ao Senhor a existência de vidas infrutíferas no meio do seu povo. Para agradar a Deus em tudo é indispensável que frutifiquemos em toda a boa obra(Cl 1:10).

O QUE FAZER PARA MANTER A PRODUTIVIDADE?

Onde estamos plantados? A vida, o crescimento e a utilidade de uma árvore dependerão diretamente do solo onde se encontra. Se estiver em local inadequado, como um pântano ou entre as pedras, poderá definhar e morrer. O Salmo 92 diz que o justo deve estar plantado “na casa do Senhor”, “nos átrios do nosso Deus”.

A natureza da árvore, por si só, não garante sua sobrevivência e produtividade. O ambiente também é importante, na medida em que oferece um conjunto de fatores favoráveis ao pleno desenvolvimento da planta. Da mesma forma, o cristão precisa estar plantado no lugar certo. Ele não pode pensar que irá crescer e frutificar em uma seita herege, ou em local onde se veja vinculado à prática pecaminosa.

Se, porém, sabemos que estamos plantados num bom terreno, precisamos permanecer nele. Pode ser necessário mudar uma planta de lugar, mas isso não pode se tornar rotina, pois impedirá o crescimento da mesma. O transplante contínuo impede o lançamento de raízes. É o caso de quem vive mudando de igreja ou de denominação. Mudanças podem ser necessárias e importantes, mas não devem se tornar costume ou modo de vida (Hb 10.25).

CONCLUSÃO

Aquele que se diz crente e vive em pecado é semelhante a um produto de marca falsificada que traz a etiqueta, imita o original, mas não tem a qua­lidade e a durabilidade dele. Além de enganar o comprador, esse produto depõe contra o controle de qualidade da marca falsificada. Essas pessoas, joio no meio do trigo, estão inevitavelmente no mesmo campo de ação dos crentes verdadeiros, são perfeitas imitações, mas vivem de forma pecaminosa. Paulo lembrava aos judeus que, devido à ma­neira desregrada como viviam mesmo na condição de “povo de Deus”, eles acabavam fazendo com que o nome de Deus fosse “blasfemado entre os gentios” (Rm 2.24). Infelizmente, ainda nos dias atuais, a vida indigna de muitos de nós acaba por desonrar o nome de nosso Senhor (e havemos de prestar contas a Deus por isso!).

Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido. O cristão que medita na Palavra de Deus é comparado a uma árvore plantada as margens de um rio. A conclusão óbvia é que a nossa frutificação depende da importância que a Palavra de Deus tem para nós. Do mesmo modo que o rio é a fonte de alimento para a árvore, a Bíblia é a fonte de alimento para a nossa vida. Não há frutos sem a Palavra de Deus. Rev. Billy Graham nos diz que “à medida que lemos e meditamos na Bíblia, o Espírito Santo – que inspirou a Bíblia, como sabemos – vai nos convencendo de pecados que precisam ser erradicados e nos dirige ao padrão de vida que Deus quer para nós. Sem a Palavra de Deus não pode haver crescimento espiritual duradouro nem produção de frutos em nossa vida. COLHEMOS O QUE PLANTAMOS, PRECISAMOS DAR FRUTOS E NÃO VIVER APENAS PARA NÓS MESMOS.

 

Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Setor I – Em Dourados – MS

 

Bibliografia

 

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Publicado no Blog do Ev. Isaías de Jesus

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