O Milagre Está em Sua Casa – Francisco Barbosa

O Milagre Está em Sua Casa – Francisco Barbosa

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O Milagres Está em Sua Casa

TEXTO ÁUREO VERDADE PRÁTICA
“Pois o SENHOR, vosso Deus, é o Deus dos deuses […], que não faz acepção de pessoas, nem aceita recompensas; que faz justiça ao órfão e à viúva e ama o estrangeiro, dando-lhe pão e veste.” (Dt 10.17,18) Em tempos de crises Deus realiza o impossível e o extraordinário.
LEITURA DIÁRIA
Segunda – 2 Rs 2.8

Eliseu divide as águas do Jordão

Terça – 2 Rs 4.1-7

Eliseu multiplica o azeite da viúva de um dos filhos dos profetas

Quarta – 2 Rs 4.19-35

Eliseu ressuscita o filho de uma sunamita

Quinta – 2 Rs 4.42-44

Eliseu multiplicou os pães para cem homens

Sexta – 2 Rs 5.9-14

Eliseu indicou a cura da lepra de Naamã

Sábado – 2 Rs 6.6,7

Eliseu fez o machado flutuar

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
2 Reis 4.1-7
1 – E uma mulher das mulheres dos filhos dos profetas, clamou a Eliseu dizendo: Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que o teu servo temia ao SENHOR; e veio o credor a levar-me os meus dois filhos para serem servos.

2 – E Eliseu lhe disse: Que te hei de eu fazer? Declara-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite.

3 – Então, disse ele: Vai, pede para ti vasos emprestados a todos os teus vizinhos, vasos vazios, não poucos.

4 – Então, entra, e fecha a porta sobre ti e

sobre teus filhos, e deita o azeite em todos aqueles vasos, e põe à parte o que estiver cheio.

5 – Partiu, pois, dele e fechou a porta sobre si e sobre seus filhos; e eles lhe traziam os vasos, e ela os enchia.

6 – E sucedeu que, cheios que foram os vasos, disse a seu filho: Traze-me ainda um vaso. Porém ele lhe disse: Não há mais vaso nenhum. Então, o azeite parou.

7 – Então, veio ela e o fez saber ao homem de Deus; e disse ele: Vai, vende o azeite e paga a tua dívida; e tu e teus filhos vivei do resto.

HINOS SUGERIDOS: 28, 58, 262 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL

Ressaltar que em tempos de crise Deus opera o impossível

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

  1. Apontar a crise financeira pela qual a viúva que procurou Eliseu passava;
  2. Mostrar que Deus realiza milagres;

III. Enfatizar que Deus dá a provisão na medida certa.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Na lição de hoje estudaremos a respeito do milagre da multiplicação do azeite realizado pelo profeta Eliseu. O milagre da multiplicação do azeite nos mostra que para Deus não existem impossíveis. Não importa a crise que o nosso país esteja enfrentando, o Senhor pode realizar o impossível para nos abençoar financeiramente. A viúva endividada, no momento de crise foi até a pessoa certa, um profeta e homem de Deus. É preciso ter cuidado, pois muitos estão buscando o milagre divino no lugar errado e com a pessoa errada. Em tempos de crises não faltam falsos profetas que prometem soluções milagrosas. Estes pseudosprofetas “vendem a bênção” do Senhor, ganhando com a dor e a miséria alheia. Precisamos estar atentos, pois Deus não negocia milagres.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Deus concedeu a Eliseu autoridade espiritual para que ele pudesse suceder Elias. O seu ministério foi marcado por muitos milagres. Na lição de hoje, vamos estudar o milagre que Deus operou por intermédio do seu servo para salvar uma viúva e seus dois filhos de uma crise financeira. [Comentário: Eliseu era um lavrador pertencente a uma família abastada de Israel, quando foi chamado a exercer o ministério profético (1 Rs 19.19-21). Sem dúvida, era um dos sete mil que não haviam se dobrado diante de Baal. E essa foi uma das razões pelas quais o Senhor o escolhera. As intervenções sobrenaturais, através de Eliseu, são impressionantes (1 Rs 19.16). Discípulo e sucessor de Elias, Elliseu (Deus é salvação) serviu seu povo por 60 anos com um profincuo e poderoso ministério, tendo realizado grandes milagres, diferentes dos que quaisquer outros profetas, e o dobro dos realizados por seu grande mestre. A narrativa no Livro dos Reis é basicamente o registro de uma série de eventos e atos sobrenaturais promovidos por este profeta. Eliseu viveu no Reino de Israel, no século VII a.C., durante os reinados de Ocozias, Jorão, Jéu, Joás e Joacaz. Na lição de hoje, estudaremos a narrativa bíblica sobre a multiplicação do azeite na casa da viúva (2 Rs 4.1-7). Não há dúvidas de que esta é uma das mais surpreendentes passagens bíblicas. Nela, vemos o pouco tornar-se muito; a escassez converter-se em abundância e o vazio ficar cheio! Vemos ainda como a graça de Deus alcança os corações desesperados. Este texto, portanto, é bem claro em revelar que os milagres acontecem primeiramente em decorrência da bondade de Deus e, após, em resposta a uma fé obediente. Os “filhos dos profetas” eram homens de Deus, instruídos pelo profeta na Lei de Deus, que ensinavam o caminho do Senhor ao povo. Eles eram pregadores da época. Profetas também faleciam (Zc 1.5). Mesmo pessoas tementes a Deus tem os seus problemas.] Dito isto, vamos pensar maduramente a fé cristã?

 

PONTO CENTRAL

Em tempos de crises, Deus realiza milagres.

I – UMA FAMÍLIA EM DIFICULDADES

  1. A crise das dívidas. Não sabemos o nome da viúva nem dos seus filhos, mas sabemos que ela era esposa de um discípulo de Eliseu. Parece que este não lhe deixou nenhuma herança, apenas uma dívida impagável. A situação daquela mulher era desesperadora. As viúvas eram sustentadas pelos filhos e tudo indica que seus filhos ainda eram crianças. [Comentário: O texto de 2 Rs 4.1-7 expõe a extrema penúria na qual essa pobre mulher havia ficado. Perdera o marido, que havia falecido, e agora corria o risco de perder também os filhos para os credores se não quitasse uma dívida. Era costume naqueles dias um credor obrigar um devedor a saldar a sua dívida através do trabalho servil ou escravo (2 Rs 4.1b). Essa mulher, portanto, necessitava urgentemente que alguma coisa fosse feita para tirá-la daquela situação. Sabedora que o profeta Eliseu era um homem de Deus, recorreu a ele (v.1). A Escritura mostra que o Senhor socorre o necessitado (Sl 40.17; 69.33; Is 25.4; Jr 20.13). Não foi apenas por ser pobre que a viúva foi socorrida, nem tampouco por haver sido esposa de um dos discípulos dos profetas (2 Rs 4.1). O texto diz que ela “clamou” ao profeta Eliseu (2 Rs 4.1). O termo hebraico que traduz essa palavra é tsa aq, que possui o sentido de clamar por ajuda, chorar em voz alta. O profeta ficou sensibilizado; Deus compadeceu-se daquela mulher sofredora. O Senhor é compassivo, misericordioso e longânimo (Êx 34.6; 2 Cr 30.9; Sl 116.5).]
  2. O risco de perder os filhos. A mulher corria o risco de perder seus dois filhos para os credores. Eles poderiam ser vendidos como escravos para saldar a dívida. A situação era gravíssima, pois não havia emprego para uma viúva. Ela também não tinha dinheiro, joias ou qualquer tipo de alimento em casa. Vivemos tempos de grandes dificuldades econômicas, quando muitas famílias estão vivendo em absoluta pobreza. O número de desempregados é um dos maiores da história do país. Muitos já não têm como sustentar suas famílias, e falta o pão de cada dia. Não poucos crentes, fiéis a Deus, estão desempregados e padecendo necessidades. Precisamos, como Igreja do Senhor, socorrer os necessitados e aflitos. [Comentário: A lei israelita permitia, como forma de proteção ao credor, que se tomasse os filhos dos devedores, para que trabalhassem até que a dívida fosse paga. Mas em Deuteronômio 15.1-18, há uma ressalva para que isto não fosse feito em tempos de fome ou grandes necessidades. Geralmente o tipo de pedido que a viúva fez a Eliseu, era direcionado ao rei, a autoridade judicial suprema do país. Porém como a Lei não proibia a tomada dos filhos pelo credor, e como era algo já culturalmente aceito até nas demais nações em redor de Israel, a viúva não viu outra saída, a não ser clamar pela misericórdia divina. Na sua extrema necessidade, apenas apresenta a sua justa causa ao homem de Deus e ao próprio Deus. A causa dela era justa, não pedia por riqueza ou status, ou que Eliseu descumprisse a Lei, mas queria apenas um livramento, pela vida de seus filhos.]
  3. A viuvez. No Antigo Testamento, a mulher trabalhava somente em casa e era sustentada por seu marido. Quando o marido morria, era amparada por seus filhos ou parentes, até que encontrasse algum familiar que se tornasse o remidor, casando-se com ela. No caso da viúva que Eliseu ajudou, não houve quem a remisse. Pelo contrário, a dívida contraída por seu marido deveria ser paga com a venda de seus filhos. Em meio a crise financeira, a mulher lembrou-se do homem de Deus. Talvez Eliseu tivesse conhecido aquela família nos tempos de bonança. Deus não desampara as viúvas e os órfãos. [Comentário: A Bíblia apresenta a viúva como uma pessoa necessitada em termos de proteção e sustento, e que deve ser honrada e respeitada. Desse modo, a cidade de Jerusalém, destruída, é apresentada como uma viúva. ‘Como se acha solitária aquela cidade… Tornou-se como viúva…’ (Lm 1.1). Sob a lei mosaica, o cuidado para com a viúva era considerado uma responsabilidade dos parentes, e era um dos deveres atribuídos ao filho mais velho, que recebia a primogenitura. Com relação a viúva casar-se outra vez, se não tivesse filhos, esperava-se que ela se casasse com o irmão ou com um parente próximo do seu falecido marido (Dt 25.5). Se alguém prejudicasse uma viúva ou um órfão, e esta pessoa, aflita, clamasse ao Senhor, Ele enviaria uma vingança rápida (Êx 22.22-24; Sl 146.9). Na igreja cristã primitiva, o cuidado pelas viúvas recebeu uma pronta atenção quando ‘houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano’ (At 6.1). Sete diáconos foram escolhidos para cuidar desse importante assunto. Depois disso, uma atenção especial foi demonstrada no cuidado das viúvas: ‘Se alguém não tem cuidado dos seus e principalmente dos da sua família, negou a fé e é pior do que o infiel’”(1 Tm 5.8) (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p.2024). A viúva no Antigo testamento, às vezes passava por situações constrangedoras, como a de ter que aceitar que o irmão de seu esposo lha tomasse por mulher e que o filho que deles nacesse fosse considerado filho do falecido marido, para assim suscitar-lhe descendência (Lei do levirato). A Lei permitia que a mulher viúva retornasse à casa dos pais (Gn 38.11) ou se casasse novamente através do levirato (Rt 4.10). Como as mulheres dependiam da providência do marido, a condição de viuvez causava preocupação, pois resultava em pobreza e vulnerabilidade. Em Êx 22.22-27 as leis revelam que Deus está bem atento às circunstâncias difíceis das viúvas, dos pobres e dos menos favorecidos, e que se compadece deles (Dt 24.6,12,13; Jó 22.6; 24.7; Ez 18.12,16; ver Mc 6.34; 8.2; Lc 2.36,37; 7.13). A narrativa da viúva com seus dois filhos revela que Deus cuida dos seus fiéis quando estão em necessidade e aflição. A viúva com os filhos representam o povo de Deus quando estão em abandono e opressão. Tanto no Antigo Testamento como no Novo Testamento, a compaixão pelos necessitados e o cuidado por eles são evidência da fé genuína em Deus e da verdadeira piedade (Êx 22.22-24; Dt 10.18; 14.29; Jó 29.12; Tg 1.27). ]

SÍNTESE DO TÓPICO I

A família da viúva que foi procurar a ajuda de Eliseu estava correndo sérios riscos.

SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ

A viuvez no Antigo Testamento

No Antigo Testamento, a questão da viuvez já era tratada com muita atenção. Inclusive, Deus advertira fortemente ao povo de Israel para que tratasse bem aos órfãos e as viúvas, caso contrário, Ele castigaria contundentemente aqueles que os oprimissem (Êx 22.22-24; Sl 68.5; Ml 3.5).

Um detalhe interessante a ser notado é que as passagens tanto do Antigo quanto do Novo Testamento, que tratam da questão da viuvez, não falam do cuidado com os viúvos, mas, sim, em relação às viúvas, uma vez que, no modelo de organização familiar daqueles tempos, a morte da esposa não mudava a posição social e econômica do marido, mas o contrário, sim. Lembremo-nos que, nos tempos antigos, ou seja, no período bíblico e também durante muitos séculos depois, não havia pensão alimentícia nem seguro social, e as mulheres também não tinham tantas alternativas de emprego em nossos dias. Já para o homem, que normalmente sustentava a família sozinho, havia muitas opções, além de ser privilegiado na questão das heranças. Por esse motivo as viúvas passavam geralmente grandes necessidades.

No período bíblico, perder o marido significava para a mulher perder de forma dramática a sua posição social e econômica, e, conforme lembram-nos os teólogos Merril F. Unger e William White Jr, ‘a gravidade da situação era aumentada se ela não tivesse filhos’ (Dicionário Vine, p. 33). No caso de não ter gerado filhos, a viúva voltava para a casa dos pais (Gn 28.1) e ficava sujeita à lei do levirato, que já era praticada antes de Moisés, mas foi estabelecida como lei, de fato, somente com ele (Dt 25.5,6)” (COLEHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Vencendo as Aflições da Vida. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, pp. 43,44).

CONHEÇA MAIS

Escravos

Nos tempos do Antigo Testamento, uma família de uma pessoa podia ser tomada e vendida para escravidão temporária para pagar uma dívida devida pelo pai. O ato de Eliseu demonstrou a preocupação de Deus pela viúva e pelo órfão que simbolizam o afligido  pela pobreza e pela fraqueza no AT.

Óleo de oliva refinado era usado em cozimento, cosméticos e queimado como combustível na iluminação e era sempre mantido em combustão, mesmo na casa mais pobre dos hebreus. Podia ter sido facilmente vendido pela viúva, a dívida paga e, assim, as necessidades da própria família seriam atendidas.” Para conhecer mais leia, Guia do Leitor da Bíblia, CPAD, p.245.

II – DEUS REALIZA MILAGRES

  1. A fé do profeta. O capítulo quatro do segundo livro de Reis registra quatro milagres operados por Eliseu. Estes milagres evidenciam a fé do profeta e o cuidado de Deus para com todos aqueles que creem nEle. Se quisermos ver milagres em nossas vidas precisamos crer. É preciso ter fé, pois o que duvida não pode receber nada do Senhor. Mesmo em tempos de crises, não podemos nos esquecer que para Deus não existem impossíveis. Ele pode operar um milagre em sua vida, creia. [Comentário: A Bíblia não nos relata sobre a vida de Eliseu antes do encontro com o profeta Elias, mas podemos deduzir que se Deus o escolheu, com toda certeza ele era uma pessoa especial, coisa que devemos entender antes de fazer qualquer indagação a Deus, ainda se levarmos em conta a situação e o momento do encontro. Diante do clamor daquela viúva, Eliseu ficou sensibilizado e não hesitou em atendê-la, pois sabia que Deus era misericordioso. “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos; porque as suas misericórdias não têm fim” (Lm 3:22). Há grande suprimento para toda necessidade quando Deus intervém. Eliseu era compromissado com Deus, não com as tradições, por isso não se calou frente à injustiça, nem se deixou moldar pela teologia deturpada daqueles dias. Em seu ministério, mais do que no de qualquer outro profeta, a mulher foi valorizada e seus direitos respeitados. “A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo”(Tg 1:27). 2Rs 13.14: “Carros de Israel e seus cavaleiros!” O rei Joás reconheceu que o Deus de Eliseu era o verdadeiro defensor de Israel. Joás sabia com certeza que a força e a proteção de Israel findariam com a morte de Eliseu. Em qualquer tempo que faltar a palavra profética para o povo de Deus, a decadência espiritual e a apostasia sem dúvida vão surgir (Jr 21-22). “Joás visitou Eliseu devido ao grande respeito que tinha pelo profeta, que estava próximo de falecer. Sua saudação: Meu pai, meu pai, carros de Israel e seus cavaleiros!, foi a exclamação que o profeta pronunciou na ocasião em que Elias foi levado ao céu (2 Rs 2.12). O fato de Joás utilizar esta expressão é uma indicação de que ele reconhecia a proximidade da morte de Eliseu. A ordem relacionada ao uso do arco e das flechas estava relacionada com a Síria, que era a nação que oprimia Israel. Uma flecha lançada em direção ao oriente simbolizava a vitória em Afeca; as setas lançadas ao solo simbolizavam a vitória de Israel sobre a Síria. Eliseu se indignou muito contra Joás, por saber que confiar e se apoiar em outras nações era uma atitude errada. Era necessário ter uma completa confiança em Deus para que fossem ajudados contra as nações estrangeiras que procuravam oprimir Israel. O poder miraculoso associado aos ossos de Eliseu tinha a finalidade de mostrar a Joás que o poder do Deus de Israel seria manifestado sobre a Síria, mesmo após a morte do profeta” (Comentário Bíblico Beacon. Vol 2. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, pp. 360-61).]
  2. A viúva procura Eliseu. Diante da crise, a viúva decidiu procurar a ajuda do profeta. A primeira pergunta que Eliseu fez à mulher foi: “Que te hei de eu fazer? Declara-me que é o que tens em casa”. A igreja neste tempo de crise econômica, deveria fazer à sociedade a mesma pergunta. A Igreja de Cristo não pode fugir à sua responsabilidade para com os pobres, órfãos e viúvas. Precisamos investir no serviço social. Eliseu, como homem de Deus, sabia que o Senhor poderia reverter a situação financeira daquela viúva. Ele não quis saber quem era o responsável pela dívida, mas decidiu ajudar uma pessoa necessitada. [Comentário: Não tendo a quem mais recorrer, a pobre viúva apelou ao profeta Eliseu, apesar de saber que este também não possuía recursos financeiros. Confiava que ele encontraria em Deus uma saída para a crise. O milagre ocorrido na casa da viúva aconteceu como resposta a uma carência humana, mas não apenas isso: ocorreu também graças à compaixão divina. Duas coisas precisam ser observadas aqui. Em primeiro lugar, o milagre acontece na esfera familiar: “o que tens em casa”. O lar e a família são importantes para Deus. Em segundo lugar, um pouquinho pode tornar-se muito se vem com a bênção de Deus. De fato o texto hebraico destaca que a porção de azeite da mulher era tão minguada que ela quase esqueceu que o possuía. No entanto, foi esse pouco que o Senhor usou para operar o grande milagre. O que possuímos pode ser bem pouco, mas é suficiente para Deus operar os seus propósitos]
  3. Deus utiliza aquilo que temos. O que você tem em mãos para começar a ver o milagre de Deus? Moisés tinha um cajado e com ele Deus operou grandes maravilhas. Davi tinha uma funda e algumas pedrinhas e com elas derrotou o gigante Golias. Pedro tinha uma rede de pesca e viu o milagre de Deus, depois de uma noite sem pegar nada. É a partir de “uma botija de azeite” que Deus torna tudo abundante, porque Ele é o Deus de toda provisão.[Comentário: A instrução dada pelo profeta Eliseu para solucionar o problema da viúva é bastante reveladora sobre a dinâmica desse milagre (2 Rs 4.3-5). Num primeiro momento, o profeta chamou a mulher à ação: “Vai, pede para ti vasos emprestados”. A fé é demonstrada pela ação (Tg 2.17). Jesus também viu a fé do paralítico e dos homens que o conduziram em Cafarnaum (Mc 2.1-12). Em segundo lugar, o milagre deveria acontecer de portas fechadas: “Fecha a porta”, disse o profeta. A mulher obedeceu ao profeta, e o azeite começou a fluir. E, assim, pôde ela salvar os filhos, pagar as dívidas e viver dignamente. É possível que uma das causas da escassez de milagres hoje esteja na publicidade desenfreada. Deus quer privacidade, mas os homens gostam de notoriedade. Gostam de aparecer e vangloriar-se (Lc 12.15). Deixam a porta aberta para serem vistos!]

SÍNTESE DO TÓPICO II

Deus não mudou. Ele continua a realizar milagres.

SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ

O problema da dívida daquela família precisava ser resolvido. Eliseu não pensou em buscar um empréstimo para saldar aquela pendência financeira. Ele perguntou o que a que mulher tinha em sua casa. Curiosa essa pergunta, pois se a mulher veio até o profeta pedir ajuda para não ter seus filhos levados como escravos por causa de uma dívida, é plausível entender que ela não tinha bens de valor material em casa que fossem suficientes para a quitação do débito.

A mulher respondeu ao profeta: ‘Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite’ (2 Rs 4.2). Em que um vaso de azeite seria útil em uma casa com falta de provisão? Lawrence O. Richards fala que ‘óleo de oliva refinado no cozimento, cosmético e queimado como combustível na iluminação, e era sempre mantido em combustão, mesmo na casa do mais pobre dos hebreus’ (Guia do Leitor da Bíblia, p. 245). É possível entender; dessa nota, que o azeite era um produto de pouco valor agregado, de baixo custo, mas essencial à vida de todos. A ordem de Eliseu à mulher foi que conseguisse muitos vasos emprestados, vazios, e que fechasse a porta de sua casa, e derramasse o pouco de azeite que tinha naqueles vasos. Obedecendo à palavra do profeta, aquela viúva viu o milagre que Deus realizou  multiplicando o pouco que ela possuía. Não havendo mais recipientes onde estocar o azeite, cessou o milagre.

Aquela mulher tinha então uma grande quantidade de azeite em casa, mas parece que não sabia o que fazer com ele. Indo mais uma vez ao profeta, contou-lhe o ocorrido e ouviu dele que vendesse o azeite, pagasse a dívida e vivesse do restante. É preciso saber trabalhar com o que se tem em mãos.

A ordem era clara. Aquele milagre não aconteceu para que ela gastasse o dinheiro com coisas desnecessárias, mas sim para que pagasse a dívida adquirida por seu falecido esposo. Como servos de Deus, precisamos entender que Deus dá o necessário para as necessidades, e não para as vaidades” (COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Vencendo as Aflições da Vida. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, pp. 53-54).

III – PROVISÃO NA MEDIDA CERTA

  1. Preparação para receber o milagre. Eliseu orientou a viúva a respeito de como ela deveria proceder. A mulher precisaria de muitas vasilhas, pois a multiplicação do azeite, que havia em sua casa, seria sem medida. Ela precisava se preparar para receber tal bênção. Prepare também seu coração e sua casa para receber a provisão de Deus. O dia do seu milagre chegará, assim como chegou para a viúva. [Comentário: Esta mulher aprendeu a depender de Deus e de seus milagres. Quando ela vê outro homem de Deus, não tem dúvida, vai até ele e expõe seu problema, pois sabia que somente Deus através de seus homens santos, poderia trazer uma solução. Diante do clamor daquela viúva, Eliseu ficou sensibilizado e não hesitou em atendê-la, pois sabia que Deus era misericordioso. “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos; porque as suas misericórdias não têm fim” (Lm 3.22). Há grande suprimento para toda necessidade quando Deus intervém. Quando o profeta Eliseu perguntou à viúva sobre o que ela tinha em casa, a resposta da mulher vem em um tom desanimador: “Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite”. Contudo, essa botija de azeite era suficiente para Deus trazer libertação para ela. Deus usou o que ela possuía para multiplicar-lhe os recursos e realizar o milagre de que ela precisava. Se nada oferecemos a Deus, Ele nada terá para usar. Mas Ele pode usar o pouco que temos e transformá-lo em muito. “Sem fé é impossível agradar a Deus”.]
  2. Provisão abundante. A viúva tinha somente uma botija de azeite e a lição que aprendemos é que Deus abençoa aquilo que temos, não importa a quantidade. Deus nunca nos dará uma porção menor do que necessitamos.Sua medida é sempre além, sacudida, recalcada e transbordante. [Comentário:A botija vazia era sinal de dificuldades a vista. Quando a botija começa a secar, precisamos nos voltar para Deus, afim de que ele possa voltar a enchê-la, pois quando a botija seca os problemas começam a aparecer. Quando falta o Espírito as dificuldades se intensificam. O profeta pediu que fosse na vizinhança e pegasse a maior quantidade possível de vasos, fecha a porta e enche os vasos com a tua botija de óleo. A viúva e seus filhos olharam para todos os vasos cheios do azeite que viera de sua pequena botija. Eliseu disse para ela vender o azeite e pagar a dívida deixada por seu marido. Com o dinheiro que sobrasse, ela e seus filhos poderiam viver por muito tempo. A pergunta de Eliseu demonstra que ela seria abençoada a partir do que já tinha em casa (v. 2). Ela tinha apenas uma botija de azeite. Mas o que era isso diante do tamanho da dívida. Ela precisou de muitas vasilhas para pagar o que devia. Deus age a partir daquilo que temos em nossas mãos.]
  3. Fé em ação. A viúva e seus filhos deveriam “tomar vasos emprestados”, tantos quantos pudessem conseguir e trazê-los para dentro de casa. Eles precisavam seguir as orientações do profeta. Para que não houvesse a interrupção dos credores à sua porta, nem o comentário de pessoas incrédulas, a viúva deveria fechar a porta de casa. O milagre de Deus era para aquela casa e não deveria ser partilhado com mais ninguém. O milagre de Deus é para você e sua família. A mulher encheu todas as vasilhas com o azeite e quando estas acabaram o azeite também acabou. A viúva não sabia o que fazer com o azeite, então ela retorna ao profeta a fim de ouvir suas instruções. Eliseu dá-lhe a seguinte instrução: que o azeite fosse vendido, e com o dinheiro, pagasse a dívida. O azeite foi suficiente para saldar as dívidas e cuidar dos filhos.[Comentário: Elizeu dá à viúva uma promessa de provisão (v. 3-4), o que exige dela ação, bom relacionamento e fé. Ela teve que agir indo à casa dos seus vizinhos e pedir emprestadas vasilhas vazias, fez isso crendo naquilo que Eliseu disse que aconteceria. A forma como aquela viúva fala demonstra a sua grande fé. Perceba que ela não pede nada a Eliseu, mas apenas o deixa ciente da sua miséria, ou seja, ela confiava que Deus sabia o que era melhor para a sua família. E se colocou totalmente debaixo da providência divina. É preciso obedecer ao Senhor quando a vontade dele é revelada. A viúva recebeu do Senhor mais do que pedira. Seu pedido fora apenas que seus filhos ficassem livres de viver na escravidão, apesar de que ela ainda tinha muitas outras necessidades. Deus Se dispôs a suprir essas necessidades. Deus tem prazer em nos dar grandes bênçãos muito maiores do que aquelas que pedimos. A viúva apresentou e entregou o seu caso nas mãos de Deus, correu para o abrigo certo, o descanso em Deus. E logo veio a resposta divina. O profeta Eliseu, viu que o testemunho de um servo fiel a Deus, mesmo que morto, ainda falava. Depois de conseguir um bom número de vasilhas, ela começa a experimentar o cumprimento da palavra de Eliseu. Ela enche uma, duas, três, etc., e o azeite da sua botija continua a jorrar até que todas as vasilhas vazias estejam cheias.]

SÍNTESE DO TÓPICO III

Deus nos concede a sua provisão na medida certa.

SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ

Deus espera que ajamos com sabedoria em todos os momentos de nossa existência, sobretudo nas adversidades. O pouco que aquela mulher tinha em casa foi feito  em muito, mas ela precisava ser sábia no tocante ao que fazer com aquele muito que o Senhor lhe dera. Ter recursos em abundância não é suficiente para que solucionemos problemas de escassez. É preciso que saibamos utilizar o que Deus nos deu.

A orientação de Eliseu foi que a mulher vendesse o azeite e pagasse a dívida que destruiria sua família que já estava desfalcada. A mulher já tinha visto o milagre sendo operado. Agora, deveria angariar os fundos necessários com a utilização correta do milagre de Deus. Lembre-se disso: Na hora em que a despensa está vazia, não adianta ter muitos recursos se você não sabe como aproveitá-los em prol de sua subsistência e de sua família” (COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Vencendo as Aflições da Vida. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 54).

CONCLUSÃO

Muitos crentes estão vivendo o drama da despensa vazia, da falta de recurso e das muitas dívidas. Com certeza são momentos difíceis, mas não desanime. Ore ao Senhor, creia e o seu milagre chegará à sua casa. A viúva seguiu as orientações do profeta de Deus. Leia a Bíblia e ouça as orientações do Senhor para a sua vida. Deus vai instruí-lo a vencer a crise da escassez e do endividamento. [Comentário: O milagre da multiplicação do azeite é um testemunho do poder de Deus, que se compadece dos sofredores que o buscam de todo o coração. O foco, portanto, dessa bela história não é a viúva nem tampouco o profeta Eliseu, mas o Senhor que através da instrumentalidade do seu servo abençoa essa pobre mulher. A história faz-nos lembrar um outro feito extraordinário e muito mais relevante do que esse: a multiplicação dos peixes e pães por nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Ele foi, é e sempre será a resposta a todo sofrimento humano. Imagine o prazer e a satisfação daquela mulher ao ver o cumprimento da promessa do profeta. A alegria dela ao final de cada vasilha que se enchia. Mas isso só foi possível porque ele creu, agiu e se relacionou.] “NaquEle que me garante: “Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Ef 2.8)”,

Francisco Barbosa

Campina Grande-PB

Novembro de 2016

PARA REFLETIR

A respeito do milagre está em sua casa, responda:

  • Quem deveria sustentar as viúvas?

As viúvas eram sustentadas pelos filhos e parentes mais próximos.

  • O que aconteceria se a viúva não pagasse as dívidas?

A mulher corria o risco de perder seus dois filhos para os credores. Eles poderiam ser vendidos como escravos para saldar a dívida.

  • Qual foi a primeira pergunta do profeta para a viúva?

A primeira pergunta foi: O que você tem?

  • O que a viúva tinha em sua casa?

Uma botija de azeite.

  • O que você tem em suas mãos para ver o milagre de Deus?

Resposta pessoal.

Publicado no blog Auxílio ao Mestre

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