O Evangelho no Mundo Acadêmico e Político – Daniel Conegero

O Evangelho no Mundo Acadêmico e Político – Daniel Conegero

O Evangelho no Mundo Acadêmico e Político é o tema da lição 7 das Lições Bíblicas CPAD do 3º trimestre de 2016 para a Escola Bíblica Dominical. Nesta lição falaremos sobre a importância de levarmos o Evangelho nos ambientes acadêmicos e políticos.

Texto Áureo: 1 Coríntios 2:4,5

Leitura Bíblica em Classe: Daniel 2:24-28

Introdução – Lição 7: O Evangelho no Mundo Acadêmico e Político

Sabemos que a Igreja também tem o dever de levar o Evangelho no mundo acadêmico e político. Infelizmente ainda são poucos os cristãos que se dispõem a evangelizar nasuniversidades, mesmo sendo estudantes. Já no ambiente político, até existe um número grande de pessoas que se “intitulam” cristãos, porém seus testemunhos não condizem com os ensinamentos de Cristo, e acabam servindo de escândalo para o Evangelho.

Nesta lição, usaremos o exemplo de vida de um dos personagens bíblicos mais conhecidos, o Profeta Daniel, que se mostrou temente a Deus tanto no âmbito acadêmico quanto político em seu exílio na Babilônia.

I- Daniel na Universidade de Babilônia – Lição 7: O Evangelho no Mundo Acadêmico e Político

Quando Daniel foi levado cativo de Judá para a Babilônia juntamente com outros jovens, ele foi conduzido a um treinamento que iria instruí-lo na língua e a cultura dos caldeus, a fim de que pudesse ser preparado para prestar serviço ao império.

Dentre todos os jovens, a Bíblia cita Daniel e seus três amigos, Hananias, Misael e Azarias. Os quatro não aceitaram se contaminar com o banquete real ofertado pelo rei. Tal atitude já demonstrava que eles não iriam se conformar com o paganismo babilônico, antes, permaneceriam fieis a Deus mesmo que isso lhes custasse suas vidas.

No final do período de estudos, todos os jovens foram levados à presença de Nabucodonosor para que fossem testados. Entre todos, os quatro jovens que permaneceram fiéis a Deus foram os que mais se destacaram, de modo que não havia ninguém comparável a eles, sendo dez vezes mais sábios que todos os magos da Babilônia (Dn 1:1-21).

De uma forma prática, podemos aprender com esses jovens como devemos nos comportar diante dos desafios do nosso cotidiano. Aos estudantes, até mesmo num simples trabalho acadêmico devemos priorizar o zelo e o comprometimento que se espera de nós como cristãos.

Quando estava na faculdade, cansei de me impressionar com a descoberta de que alguma pessoa era cristã. Infelizmente, a surpresa era sempre pelo lado negativo, pois a pessoa não agia como um cristão, não praticava as obras que condizem com alguém regenerado, e, por fim, não davam testemunho de Cristo.

Daniel e seus três amigos servem de lição para nós. Será que estamos agindo como a maioria dos jovens que estavam na Babilônia, que prontamente aceitaram o convite da cultura mundana do império? Ou será que estamos agindo como aqueles quatro jovens, a minoria, mas que foram fiéis a Deus acima de qualquer coisa?

II- Deus na Academia Babilônica – Lição 7: O Evangelho no Mundo Acadêmico e Político

Após serem formados na Babilônia, os quatro jovens foram designados para trabalharem servindo diretamente o rei Nabucodonosor. Durante uma noite, Nabucodonosor teve um sonho que perturbou sua mente.

Logo, Nabucodonosor convocou os sábios da Babilônia para que interpretassem o sonho. O rei, porém, não contou o sonho, e exigiu que os sábios revelassem o conteúdo do sonho, bem como sua interpretação.

Essa foi uma atitude inteligente da parte dele, pois se ele tivesse contado o sonho, talvez os magos tivessem conseguido enrolá-lo com seus enganos. Como não foram capazes de revelar o sonho ao rei, todos os sábios foram condenados à morte.

Daniel, ao saber da sentença, se prontificou em revelar o sonho e interpretá-lo. Então, através de uma revelação divina, Daniel descreveu o sonho que o rei havia tido, bem como explicou-lhe a sua interpretação. Em Daniel 2:18, percebemos que Daniel também tinha consciência de que apenas com sabedoria humana seria impossível satisfazer as exigências do rei.

Nabucodonosor costumava educar e treinar as pessoas com maior potencial intelectual para que pudessem servi-lo em situações como essa. Na antiguidade, Babilônia era o centro acadêmico mais desenvolvido, onde estavam concentrados os maiores sábios da época. Entretanto, não são poucas as vezes em que todo o conhecimento e ciênciaparecem inúteis na resolução de um problema. Em momentos assim, o cristão verdadeiro deve estar apto a apresentar o Evangelho de Cristo como a solução para todos os problemas insolúveis desse mundo. Se Daniel não tivesse a presença de Deus em sua vida, ele teria sido apenas mais um sábio condenado à morte, já que não teria sido capaz de revelar o sonho do rei.

 III- A Intervenção de Deus na Política Babilônica – Lição 7: O Evangelho no Mundo Acadêmico e Político

Após Nabucodonosor, seu genro, Nabonido, assumiu o trono da Babilônia em co-regência com Belsazar, filho mais velho de Nabonito. Foi uma época de crise na Babilônia. Belsazar menosprezou a santidade de Deus e profanou os objetos do Templo de Jerusalém que haviam sido tomados por Nabucodonosor.

Então, Deus julgou Belsazar e declarou sua sentença em forma de uma inscrição misteriosa na parede do palácio. Mais uma vez, nenhum sábio da Babilônia pode desvendar o significado de tal evento. Entretanto, a rainha-mãe se lembrou de Daniel, e das qualidades sobrenaturais que ele já havia demonstrado.

Diante da inscrição presente na parede do palácio, Daniel não titubeou e disse a verdade, mesmo que, nesse caso, a verdade representasse a queda de Babilônia e a morte de Belsazar. Na ocasião, Belsazar havia oferecido prêmios atrativos para quem desvendasse aquele mistério, mas Daniel não se deixou seduzir por isso, e tão logo avisou que Belsazar poderia ficar com seus tesouros e dá-los a quem quisesse.

Aqui vemos a diferença de um homem integro e temente a Deus. Talvez se Daniel fosse um corrupto, possivelmente ele teria aceitado todos os presentes e inventado qualquer coisa para enganar o rei, que fatalmente seria morto ainda naquela noite.

Infelizmente, muitos políticos brasileiros que se dizem cristãos estão longe de se parecerem com Daniel. Eles se encantam com tesouros e presentes ilícitos mesmo diante da possibilidade real de prejudicarem toda uma nação.

Nós, como cristãos, devemos orar pelos nossos governantes, inclusive para que toda injustiça seja punida, e pedir a Deus que levante entre nós representantes políticos que sigam os exemplos de Daniel e de José, íntegros e tementes a Deus, para que possam governar de maneira honesta o nosso país, e não escandalizar o Evangelho de Cristo.

Conclusão – Lição 7: O Evangelho no Mundo Acadêmico e Político

Nós, como seguidores de Cristo, devemos procurar revelar o Reino de Deus a esse mundo corrompido. Para isso, devemos apresentar testemunho condizente com a nossa nova natureza. Daniel e seus três amigos nos ensinam que é possível nos mantermos tementes a Deus mesmo em meio ao paganismo e a corrupção de uma terra estranha.

Eles foram levados cativos, foram educados em uma nova cultura, tiveram seus nomes trocados por nomes que faziam referência as divindades dos caldeus, mas não perderam a identidade da fé no Deus de Israel.

Como acadêmicos, devemos ser zelosos e dedicados a adquirir cada vez mais conhecimento, sem nos afastar da consciência de que Cristo está acima de toda sabedoria humana. Na política, também devemos apresentar uma conduta correta, integra e que sirva de referência, assim como foi Daniel e seus três amigos. Agir dessa forma é algo fundamental para que possamos levar o Evangelho no mundo acadêmico e político.

Para melhor compreensão desse texto, recomendamos a leitura dos seguintes estudos bíblicos:

  1. Quem foi Daniel na Bíblia?
  2. O que é Evangelho?
  3. Como Evangelizar?

Publicado no blog Estilo Adoração

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