O Arrebatamento da Igreja – Eliseu Antonio Gomes

O Arrebatamento da Igreja – Eliseu Antonio Gomes

“De fato, nós sabemos que, quando for destruída esta barraca em que vivemos, que é o nosso corpo aqui na terra, Deus nos dará, para morarmos nela, uma casa no céu. Essa casa não foi feita por mãos humanas; foi Deus quem a fez, e ela durará para sempre. Por isso gememos enquanto vivemos nesta casa de agora, pois gostaríamos de nos mudarmos já para a nossa nova casa no céu. Aquela casa será o nosso corpo celestial” – 2 Coríntios 5.1-2; Nova Tradução na Linguagem de Hoje – NTLH (Sociedade Bíblica do Brasil).

Muitas pessoas acreditam no céu, mas perguntam como ele é realmente. Está em algum lugar do espaço? Como a eternidade será vivida? A Bíblia não diz exatamente como ele é, mas dá uma ideia em detalhes importantes.

O céu é o lugar onde Jesus mora e onde moraremos com Ele. É um local diferente de tudo que já tenhamos visto ou experimentado, é muito melhor do que imaginamos. Literalmente, representa um suspiro de alívio aos que sofrem e estão cansados.  onde não haverá mais dor, um ambiente em que ninguém que lá estará ficará só e não envelhecerá. Antes do arrebatamento, estamos sujeitos às intempéries da vida, mas após o arrebatamento viveremos felizes para sempre com Jesus Cristo nas Mansões Celestiais..

Quando não havia retornado ao céu, Jesus prometeu que iria preparar um lugar para seus discípulos. Agora, a morada celestial está pronta para receber a todo cujos nomes estiverem escritos no Livro da Vida (João 14.2; Apocalipse 20.15).

Em breve iremos participar das Bodas do Cordeiro. “Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou, pois lhe foi dado vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro. Porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos” – Apocalipse 19.7-8.

Ser arrebatado é a esperança de todo o crente. É uma esperança segura, uma vez que quem garante é o próprio Filho de Deus.

Para quem segue o curso deste mundo, aos que rejeitam a Jesus Cristo e são indiferentes ao sacrifício do Senhor na cruz, a promessa de ir morar no céu é recebida como incerta, porque não possuem perspectiva alguma sobre o futuro quanto ao que será deles mesmos na esfera espiritual.

A vinda do Filho de Deus: como se dará o arrebatamento e a ressurreição dos mortos? “Depois, nós, os que ficarmos  vivos, seremos arrebatados, juntamente com eles nas nuvens…” 1 Tessalonicenses 4.17.

O arrebatamento da Igreja é um dos acontecimentos proféticos mais alegres e impressionantes da Bíblia. Trata-se da plenitude da salvação, quando todos os salvos sobressairão sobre os pecadores impenitentes, serão glorificados por Deus através de Cristo.  Isto é esclarecido de maneira inequívoca em 1 Tessalonicenses 4.15-18. Tal texto bíblico aumenta a nossa confiança de que um dia  reencontraremos e estaremos para sempre próximos de pessoas muito queridas que já partiram e estão com o Senhor.

Todos os salvos serão arrebatados, aqueles que já entregaram suas vidas ao Salvador têm a certeza de que em breve iremos nos encontrar com Jesus Cristo.

A vinda de Jesus ocorrerá em duas fases distintas.

Na primeira fase, haverá o arrebatamento da Igreja. Jesus voltará  invisível aos olhos do mundo, detendo-se nas nuvens, não tocará tocará na Terra, e, em abrir e fechar de olhos, arrebatará para si todos os santos.

“O próprio Senhor descerá do céu com alarido e com som de trombetas”; os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; nós, os que estivermos vivos, e permanecermos na Terra seremos arrebatados (grego: harpazo – este vocábulo dá a ideia de rapto, ou remoção repentina, de modo súbito) juntamente com eles nas nuvens. Quando, então, encontraremos o Senhor e estaremos para sempre com Ele.

Todos os salvos que foram transformados, mediante o novo nascimento serão arrebatados.

O apóstolo Paulo revelou o que chamou de “mistério” a respeito do arrebatamento: “Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória” – 1 Coríntios 15.51-54.

Paulo explica que todos aqueles que permanecerem fiéis ao Senhor serão transformados, alguns  crentes não dormirão (morrerão), mas seus corpos serão instantaneamente transformados. Portanto, nesta ocasião, os que estiverem vivos serão arrebatados e os que morrerem em Cristo ressuscitarão para a vida eterna. Isso ocorrerá antes da Grande Tribulação.

A segunda fase da vinda do Senhor acontecerá sete anos mais tarde, já no fim da Grande Tribulação. Dessa vez, Ele voltará em grande poder e glória, visível aos olhos de todos e acompanhado dos santos que foram arrebatados. Virá, então, para salvar e restaurar o povo de Israel, destruir o anticristo, amarrar o Diabo e governar a Terra por mil anos.

A carne e o sangue não poderão herdar o Reino de Deus. “Isto afirmo, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção” – 1 Coríntios 15.50.

Por causa da sua cultura, os cidadãos de Corinto não acreditavam na ressurreição. Pensavam, antes, que apenas a alma se levantaria dos mortos, deixando o corpo para trás. Porque Jesus ressuscitou dos mortos, temos esperança, salvação, vitória e bom propósito. Podemos ser confiantes na fé e diligentes em nosso trabalho.

Tenha confiança hoje por causa de tudo que Jesus fez. Ele aniquilou o poder da morte para que você possa ter a vida eterna com Ele.

Nosso corpo abatido será transformado em um corpo glorioso. “Irmãos, sede imitadores meus e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós. Pois muitos andam entre nós, dos quais, repetidas vezes, eu vos dizia e, agora, vos digo, até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo. O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas. Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas” – Filipenses 3.17- 21.

Paulo desafia os crentes filipenses a imitarem a Cristo usando seu próprio padrão e exemplo comportamental. Isso certamente não quer dizer que deviam copiar tudo que o apóstolo fazia, pois tinha acabo de afirmar que não era perfeito (3.12).Mas, assim como esforçava-se para ser semelhante a Cristo, os filipenses deveriam imitar o seu esforço neste objetivo. Naquela época, Paulo não poderia pedir-lhes que lessem a Bíblia, muito provavelmente os Evangelhos ainda não tivessem sido divulgados amplamente, restava-lhe solicitar que o imitassem.

As pessoas frequentemente baseiam seu conceito próprio em suas realizações. Mas o nosso relacionamento com Cristo é muito mais importante que o nosso conhecimento, trabalho, riqueza, sucesso. O cristão é particularmente escolhido por Deus  e chamado para representá-lo às outras pessoas, seu valor não consiste em suas realizações, mas na realização do sacrifício de Jesus na cruz.

Paulo critica não só os judaizantes, mas também os cristãos comodistas, aquelas pessoas que afirmavam ser cristãs mas não viviam de acordo com o modelo de serviço e sacrifício de Cristo. Estas, embora religiosas, não aguardam a volta de Cristo, portanto, serão deixadas para trás quando a Igreja for conduzida ao Céu.

Os que permanecem fiéis até à morte receberão a coroa da vida. “Não temas as coisas que tens de sofrer. Eis que o diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós, para serdes postos à prova, e tereis tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” – Apocalipse 2.10.

O apóstolo João escreveu várias recomendações para diversas igrejas situadas na Ásia Menor, às quais diziam respeito à fidelidade e ao fervor a Deus (2.1-29). Em resumo, emitiu a orientação de Jesus Cristo para que os cristãos mantenham os olhos fixos nEle, evite viver em pecado e aplique a Palavra de Deus em suas vidas, diuturnamente, em razão de que somente aqueles que perseverarem até o fim em sua fidelidade ao Senhor compartilharão a glória de Deus na eternidade.

Aqueles que forem fiéis farão parte da primeira ressurreição.“Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos. Os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos. Esta é a primeira ressurreição” – Apocalipse 20.4-5.

Na oração Pai Nosso, Jesus nos ensina a alimentar o desejo de que haja o contínuo e poderoso avanço da causa de Deus sobre a Terra. Incentiva-nos a orar pedindo para que para que aumente a maravilhosa notícia da liberdade Cristo entre os desinformados e os corações dos homens converta-se a fim de que aumente a população do Reino.

Está para chegar o momento do triunfo final do Reino de Deus sobre o mal. quando Satanás será amarrado e ele com os pecadores não arrependidos serão condenados  ao sofrimento eterno.

“Maranata, ora vem Senhor Jesus” (Apocalipse 22.20). Apesar dos obstáculos que os crentes enfrentam nesta vida, todos os que tiverem a Jesus como o seu Senhor, em todas as épocas, passarão a eternidade em comunhão com Deus. Quando o Arrebatamento acontecer, as lágrimas, a ira, e as frustrações desaparecerão para sempre. Assim sendo, o desejo mais ardente do cristão deve ser que o Senhor volte logo, para que seja iniciado o processo de condução  à colheita e introduzir-se a fase conclusiva do Reino, após a Grande Tribulação, momento no qual o pecado será destruído em definitivo e a morte morrerá.

E.A.G.

Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, páginas 1666, 1766, edição 2004, impresso na Gráfica da Bíblia, Rio de Janeiro (CPAD).
Bíblia de Estudo Devocional- Max Lucado, páginas 1443, 1576, 1596, 1597; página 1650 do apêndice Trinta Estudos para Novos Convertidos, edição 2005, Rio de Janeiro (CPAD).
Lições Bíblicas/Professor – O Fim de Todas as Coisas – esperança e glória para os salvos, Elinaldo Renovato, 1º trimestre de 2016, páginas 34-40, Rio de Janeiro (CPAD).

Publicado no blog Belverede

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