A Necessidade de Termos uma Vida Santa – Ev. Isaías de Jesus

A Necessidade de Termos uma Vida Santa – Ev. Isaías de Jesus

A Necessidade de Termos uma Vida Santa

Texto Áureo = “Mós, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver.” (1 Pe 1.15)

Verdade Prática = Cremos na necessidade e na possibilidade de termos uma vida santa e irrepreensível por obra do Espírito Santo, que nos capacita a viver como fiéis testemunhas de Jesus Cristo.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – I Pedro 1.13-22

HINOS SUGERIDOS: 75, 91, 282 da Harpa Cristã

INTRODUÇÃO

É preciso que o adorador mantenha o seu espírito, a sua alma e o seu corpo plenamente irrepreensível para o dia de nosso Senhor Jesus Cristo. A Bíblia nos exorta a afastarmos-nos cada dia das práticas pecaminosas, aproximarmos de Deus com um coração íntegro e piedoso, e nos esforçarmos por viver de maneira santa. “porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação. portanto, quem rejeita estas coisas não rejeita o homem, e sim a Deus, que também vos dá o seu Espírito Santo” (1Ts 4.7, 8).

I – DEFININDO OS TERMOS

  1. A santidade de Deus. A Bíblia diz que nosso Deus é santíssimo: “Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos” (Is 6.3; Ap 4.8). A santidade de Deus é intrínseca, absoluta e perfeita (Lv 19.2; Ap 15.4). É o atributo que melhor expressa sua natureza. No crente, porém, a santificação não é um estado absoluto, é relativo assim como a lua, que não tendo luz própria, reflete a luz do sol (ver Hb 12.10; Lv 21.8b).

 

Deus é “santo” (Pv 9.10; Is 5.16), e quem almeja andar com Ele, precisa viver em santidade, segundo as Escrituras.

  1. Santificar e santificação. “Santificar” é “pôr à parte, separar, consagrar ou dedicar uma coisa ou alguém para uso estritamente pessoal”. Santo é o crente que vive separado do pecado e das práticas mundanas pecaminosas, para o domínio e uso exclusivo de Deus. É exatamente o contrário do crente que se mistura com as coisas tenebrosas do pecado.

A santificação do crente tem dois lados: sua separação para a posse e uso de Deus; e a separação do pecado, do erro, de todo e qualquer mal conhecido, para obedecer e agradar a Deus.

Santo quer dizer “separado”. Deus é separado de nós em dois sentidos. Primeiro, ele é o Criador e nós somos suas criaturas. Ana louvou o Deus único, porque “É o que tira a vida e a dá” (1 Samuel 2:2,6). Esta diferença excede nossa imaginação. Como Criador, ele está acima de todos os povos (Salmo 99:1-3).

Isaías fala da grandeza de Deus em relação à criação. Ele é “o eterno Deus, o SENHOR, o Criador…” (Isaías 40:28). No mesmo capítulo, Deus desafia suas criaturas com estas palavras: “A quem, pois, me comparareis para que eu lhe seja igual? — diz o Santo” (Isaías 40:25). A conclusão importante de Isaías é que as criaturas não são nada em comparação com o Criador: “Eis que as nações são consideradas por ele como um pingo que cai de um balde e como um grão de pó na balança; as ilhas são como pó fino que se levanta. Nem todo o Líbano basta para queimar, nem os seus animais, para um holocausto. Todas as nações são perante ele como coisa que não é nada; ele as considera menos do que nada, como um vácuo. Com que comparareis a Deus? Ou que coisa semelhante confrontareis com ele?” (Isaías 40:15-18). Deus é separado de nós porque ele nos criou do nada.

O segundo sentido em que Deus é santo trata de sua relação com o pecado. Ele é puro e certo, acima de todo pecado e toda maldade. Por esse motivo, ele é separado dos homens pecadores. “Então, Josué disse ao povo: Não podereis servir ao SENHOR, porquanto é Deus santo, Deus zeloso, que não perdoará a vossa transgressão nem os vossos pecados. Se deixardes o SENHOR e servirdes a deuses estranhos, então, se voltará, e vos fará mal, e vos consumirá, depois de vos ter feito bem” (Josué 24:19-20). Deus é separado de nós porque ele nos criou com livre arbítrio, e nós decidimos pecar. Deus nos convida a ser santos, livres do pecado, pela graça e pelo amor dele (1 Pedro 1:15-16).

A santidade de Deus é revelada na palavra dele

O homem aprende discernir entre o bem e o mal através da revelação de Deus (Isaías 1:16-17; 2:3). Nas Escrituras, o Espírito Santo tem revelado para nós as coisas de Deus para que possamos desenvolver a mente de Cristo (1 Coríntios 2:10-16). É importantíssimo entender que a desobediência a qualquer mandamento que Deus nos tem dado é ofensa contra a própria pessoa dele. Pense nesse fato na próxima ocasião que você enfrenta a tentação de deixar de lado algum mandamento do Senhor, dizendo que “Deus não se importa com isso”. Ele se importou em falar. Ele se importou em mandar seu Filho para ensinar e para morrer. Ele se importou em enviar os apóstolos ao mundo.

O pecado é desobediência da vontade de Deus (Salmo 51:4; 1 João 3:4). Qualquer pecado, o menor que seja nas opiniões dos homens, é traição e ingratidão em relação ao nosso Criador. Jesus disse que o amor a ele exige obediência aos seus mandamentos (João 14:15). O Pai havia falado a mesma coisa quase 1500 anos antes (Êxodo 20:6).

II – A NECESSIDADE DE TERMOS UMA VIDA SANTA

  1. Israel.O apelo à santidade diz respeito à pureza da nação de Israel para manter o povo distante da idolatria, da prostituição e de outras práticas pecaminosas. Deus escolheu Israel para ser sua propriedade particular dentre todos os povos, reino sacerdotal e povo santo: “[…] então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha. E vós me sereis reino sacerdotal e povo santo […]” (Êx 19.5,6).

O estilo de vida dos israelitas devia estar de acordo com a santidade do seu Deus: “Santos sereis, porque eu, o SENHOR, vosso Deus, sou santo” (Lv 19.2). Essa santidade exigida era mais do que natural, porque Deus é santo (Lv 11.44), e os israelitas foram “separados”, ou seja, “retirados” dentre os povos para Deus.

  1. A Igreja. Os três propósitos de Deus com Israel são os mesmos para a Igreja: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1Pe 2.9). Assim como os israelitas, fomos chamados por Deus e separados para o seu serviço; agora somos sacerdócio real, nação santa e povo ‘ adquirido.

Desde os tempos do Antigo Testamento, a idolatria e a prostituição sempre caminharam juntas (Jz 8.33; Os A.13,14). Esses são os mesmos desafios da igreja hoje: “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição” (1Ts 4.3). Devemos fugir da prostituição e também da idolatria (1Co 6.18; 10.14).

  1. Uma exigência natural. Essa exigência é mais do que natural porque Deus é Santo: “mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver, porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo” (l Pé 1.15,16) assim como o é seu Filho Jesus Cristo (Lc 1.35; Jo 6.69). Da mesma maneira como Deus escolheu e santificou o povo de Israel para viver em santidade, assim também o Senhor Jesus nos chamou para vivermos uma vida santa. Israel precisava viver longe das práticas imorais dos cananeus, nós, da mesma forma devemos nos abster da prostituição.

III – A POSSIBILIDADE DE TERMOS UMA VIDA SANTA

Santificação posicional. Significa que no ato da regeneração os cristãos são santificados, e, portanto, são santos porque já estão separados para Deus e foram purificados (Romanos 1:7; Hebreus 2:11; 10:10,14,29). Nesse sentido a santificação é “a liberdade do domínio da velha natureza, que foi crucificada com Cristo”. Este é, sem dúvida, o mais impactante tipo de santificação, pois Paulo afirma que “somos santificados em Cristo Jesus, e, por isso, chamados para ser santos” (1 Coríntios 1:2). Esse tipo de santificação é obtido unicamente pela fé em Cristo (cf. Atos dos Apóstolos 26:18), e é também realizado de uma vez por todas. Desta forma, o salvo pode afirmar que foi, definitivamente, justificado, santificado e redimido, desde que realmente se mantenha revestido da justiça e da santidade de Cristo, pela fé.

SANTIFICAÇÃO PRESENTE (ATUAL REAL ) indica o processo pelo qual o Espírito Santo gradualmente muda a vida do crente para dar vitória sobre o pecado. Esta é a santificação prática. Trata-se do crescimento cristão, deixando o pecado do lado e vestindo dedicação a Deus (Ro. 6:19, 22; 1 Th. 4:3, 4; 1 Pe. 1:14-16). [Nota do tradutor: A palavra inglesa “godliness” aparentemente não tem tradução própria em português. Ela significa algo parecido como “ser semelhante, ser um reflexo de Deus”. O dicionário somente indica “piedade, dedicação a Deus”.] Este processo atual de santificação nunca acaba nesta vida (1Jo. 1:8-10).

O Cristão precisa resistir ao pecado até ser levado deste mundo através da morte ou na volta de Cristo. Neste sentido, o Cristão pode dizer, “ESTOU SENDO santificado pelo poder de Deus.”

A santificação progressiva. O cristão está santificado em Cristo, mas o Espírito Santo continua atuando em sua vida, moldando seu caráter, desenvolvendo sua personalidade, o purificando e santificando diariamente. Essa santificação progressiva nos exorta a nos santificarmos ainda mais (Efésios 4:17-32, 1 Coríntios 3:1-17; 1 Tessalonicenses 5:23). Portanto na santificação progressiva o salvo desenvolve a santificação iniciada após sua justificação em Cristo Jesus. É um processo de crescimento diário. A santificação representa “uma luta em busca do crescimento na fé. É um processo de crescimento espiritual”. Neste processo, o cristão “coopera” na sua santificação por meio da “mortificação dos desejos pecaminosos, e em levar o ser interior à obediência a Cristo às normas apresentadas em sua palavra” (Romanos 8:13; Colossenses 3:5).

A santificação futura. A santificação futura diz respeito ao processo final, quando finalmente seremos aperfeiçoados diante de Deus e seremos semelhantes a Jesus (1 João 3:2-3). É nesse momento que ocorrerá a transformação do corpo corruptível em um corpo incorruptível (Romanos 8:11-23). Na vinda de Cristo, cada cristão receberá um corpo novo que estará sem pecado. O Cristão não terá mais de resistir ao pecado ou de crescer para a perfeição. Sua santificação estará completa. Ele estará inteira e eternamente separado do pecado e para Deus.

A santificação ocorre em duas esferas. A primeira é a mortificação do velho homem, onde o corpo do pecado é desfeito (Colossenses 3:1-5; Rm. 8:13), assim, o cristão faz “morrer sua velha natureza”, o velho homem com seus feitos. A outra esfera é a vivificação, que consiste em viver em novidade de vida (Romanos 6:4). Tanto a mortificação como a vivificação acontece de forma simultânea. Paulo exemplifica esse princípio, quando afirma: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus” (Gálatas 6:20).

É POSSIVEL SER SANTO?

Quando falamos em santidade nos dias atuais, parece que estamos nos referindo a algo longe de nossa realidade, uma maneira de viver quase impossível de ser alcançada, mas quero através desta mensagem mostrar a cada leitor que a vontade de Deus, é que todos nós possamos ser santos. Deus quer operar maravilhas em nosso meio, nossa família, nossos amigos, todos que amamos, porém assim como ele pediu ao povo de Israel, ele pede e clama a todos nós, ” SANTIFICAI-VOS”. Se Deus nos pede algo é evidente que é possível realizarmos esse pedido, pois nosso Senhor não nos prova além daquilo que podemos suportar. (1Co 10:13)

“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim. ” Gálatas 2:20

Precisamos entender que não somos desse Mundo, somos apenas forasteiros, a vontade de Deus é que estejamos sempre vivendo em função de sua vontade, separados dos prazeres que o mundo oferece, e isso realmente é difícil nos dias de hoje mas garanto é possível; é difícil pois requer renúncia de nossas vontades, de nossos prazeres, mas para vivermos em santidade é necessário seguir os passos de Jesus, é preciso negar a si mesmo, carregar sua cruz e seguir nosso bom Mestre. (Mt 16:24)

Conclusão

Ter uma vida santa é não concordar com o pecado. Não é somente evitar os pecados citados em Gálatas 5.19-21, mas é também se opor ao pecado (Gl 5.22, 23). A santidade é um mandamento de fundamental importância em torno do qual gira a vida cristã (1Pe 1.15, 16). O crente não deve ser santo somente entre quatro paredes, nem seguir o mau exemplo de quem apresenta duplicidade de caráter (Rm 12.2). Mas deve manter-se irrepreensível e obediente ao que disse o apóstolo Paulo em Filipenses 2.15, que diz: para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo.

Em muitas igrejas hoje, a santificação é chamada de fanatismo. Nessas igrejas falam muito de união, amor, fraternidade, louvor, mas não da separação do mundanismo e do pecado. Notemos que as “virgens” da parábola de Mateus 25 pareciam todas iguais; a diferença só foi notada com a chegada do noivo.

 

Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém- Em Dourados – MS

 

Bibliografia

https://gracamaior.com.br

http://www.estudosdabiblia.net

Lições Bíblicas CPAD – 3º Trimestre 2006

http://www.nucleodeapoiocristao.com.br

http://ministeriolouvorchamaviva.blogspot.com.br

Publicado no Blog do Ev. Isaías de Jesus

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