Lições Bíblicas do 2º Trimestre/2016 – Luciano de Paula Lourenço

Lições Bíblicas do 2º Trimestre/2016 – Luciano de Paula Lourenço

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No 2º Trimestre letivo de 2016 estudaremos, através das Lições Bíblicas da CPAD, sobre o tema:MARAVILHOSA GRAÇA – O Evangelho de Jesus Cristo revelado na Carta aos Romanos”. Serão 13 temas relacionados com a Epístola aos Romanos. Estudar esta Epístola é como matricular-se na escola superior do Espírito Santo e aprender as verdades mais profundas e mais importantes do cristianismo. Paulo escreve Romanos para repartir com a igreja da capital do império o significado do Evangelho. Nessa Epístola ele discorre sobre a condição de ruína e perdição tanto dos gentios como dos judeus. Também mostra que a salvação é pela graça, independentemente das obras, tanto para os gentios como para os judeus.

As lições serão comentadas pelo Pr. José Gonçalves e estão distribuídas sob os seguintes Temas:

 

Lição 1 – A Epístola aos Romanos.

Lição 2 – A Necessidade Universal da Salvação em Cristo.

Lição 3 – Justificação, somente pela fé em Jesus Cristo.

Lição 4 – Os Benefícios da Justificação.

Lição 5 – A Maravilhosa Graça.

Lição 6 – A Lei, a Carne e o Espírito.

Lição 7 – A Vida Segundo o Espírito.

Lição 8 – Israel no Plano da Redenção.

Lição 9 – A Nova Vida em Cristo.

Lição 10 – Deveres Civis, Morais e Espirituais.

Lição 11 – A Tolerância Cristã.

Lição 12 – Cosmovisão Missionária.

Lição 13 – O cultivo das relações interpessoais.

I. MARAVILHOSA GRAÇA

“Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens” (Tt 2:11).

A Maravilhosa graça de Deus é a mais extraordinária manifestação do amor divino para com a humanidade. Ela traduz a bondade do Senhor e o seu desejo de favorecer o homem, de ser misericordioso com o ser humano, ainda que o homem não mereça esta benevolência divina, vez que pecou e se rebelou contra o seu Criador. Entretanto, apesar do pecado, Deus mostrou seu amor em relação ao homem, por intermédio da sua Maravilhosa Graça. Sem que o homem mereça coisa alguma, Deus providenciou um meio pelo qual o homem pudesse retornar a conviver com Ele. Ele enviou seu Filho para que morresse em nosso lugar e satisfizesse a justiça divina. Portanto, a todos quantos crerem na obra do Filho, Deus permite que venha novamente a ter comunhão com Ele, ainda que imerecidamente. É este favor imerecido que consiste na Maravilhosa Graça de Deus.

  1. Aspectos da Graça de Deus. Vários são os aspectos da Graça de Deus. Como demonstração, citarei apenas quatro aspectos.

a) A Graça comum. Deus não é apenas o Criador da Terra, do homem, e de tudo que nela há, mas, pela sua Graça Comum, ou Universal, ele é também o Sustentador de todas as coisas, incluindo a existência do homem, conforme afirmou Paulo, em Atenas: “Porque n’Èle vivemos, e nos movemos, e existimos…”(Atos 17:28).

Sem a Graça comum, ou Universal, que é um favor imerecido que ele quis e continua concedendo ao homem, não haveria vida sobre a Terra. Deus, através de sua Graça Comum, abençoa todos os homens, crentes e incrédulos. Foi o que o Senhor Jesus deixou claro, quando afirmou: “…porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons e a chuva desça sobre justos e injustos”(Mt 5:45).

Assim, quer o homem saiba disto, ou não; quer reconheça ou não a misericórdia de Deus; quer seja grato ou não, na verdade a sua vida está nas mãos de Deus e é sustentado pela sua Graça.

É Deus quem controla o dia e a noite, que administra as estações do ano, que mantém a regularidade dos movimentos de rotação e translação da Terra, que mantém o equilíbrio da cadeia alimentícia, que regula o sistema de defesa do corpo humano, entre tantos outros benefícios concedidos pela sua Graça Comum, ou Universal. Por isto, nós que conhecemos a Palavra de Deus, dizemos que “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos; porque as suas misericórdias não têm fim”(Lm 3:22).

b) A graça salvadora. Sem qualquer mérito humano, mas unicamente pela sua graça, Deus quis prover um meio de salvar o ser humano. E proveu. E a graça salvadora de Deus não tem limites, é inesgotável, é abundante. Por isto, ela envolve todo o mundo, é suficiente para predispor toda a humanidade a tornar-se merecedora da Redenção Divina, oferecendo-lhe a oportunidade de escapar da justa e inevitável condenação – “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor”(Rm 6:23.) E porque é o “Deus de toda a graça”, conforme está escrito em 1Pedro 5:10, ele “…quer que todos se salvem e venham ao conhecimento da verdade”(1Tm 2:4). Nesse sentido, e para que isto pudesse acontecer, foi que “… a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens”(Tito 2:11).

c) Graça justificadora e regeneradora. A graça de Deus é a fonte da justificação do homem (cf Rm 3:24; Ef 2:8). Ela substitui o pecado na vida do homem, que é justificado pela fé em Cristo Jesus. Quando somos justificados, somos atingidos pela graça divina (Rm 5:18), graça que sobrepuja a nossa velha natureza, de tal sorte que o apóstolo diz que “onde o pecado abundou, superabundou a graça” (Rm 5:20). Também na vida do justificado, a graça reina pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor (Rm 5:21).

A graça, portanto, passa a ser o critério do nosso relacionamento com Deus. Somos, a todo momento, atingidos pelo favor imerecido do Senhor. É por este motivo que o tempo em que vivemos é denominado de “dispensação da graça” (cf. Ef 3:2), ou seja, o período em que o relacionamento de Deus para com os homens é regido pela “graça”, pelo favor divino em relação ao homem que não leva em consideração os méritos humanos.

A justificação é recebida pela fé quando o ser humano crê em Jesus, aceitando-o como seu único e suficiente Salvador, ou seja, no momento em que ocorre a conversão, quando se torna uma “nova criatura” (2Co 5:17). Desta feita, a pessoa torna-se partícipe da família de Deus, como bem diz o apóstolo Paulo: “Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos Santos e da família de Deus” (Ef 2:19).

d) Graça santificadora. A santificação é parte integrante da vida cristã, e o cristão que não deseja a santificação está perdendo o temor a Deus. Como Deus deseja também nos auxiliar no processo de santificação, Ele nos dá o seu Santo Espírito para habitar em nós e nos orientar nesta separação do mundo, ou seja, separação do pecado (não dos pecadores). A graça de Deus só pode ser eficaz, na vida do convertido, se ele se dispuser a negar-se a si mesmo, para ter uma vida de santidade.

A santificação é um processo espiritual, que tem início na conversão, e deve prosseguir por toda a vida do crente, até a morte, ou o seu encontro com Cristo, em sua vinda. É o estado vivencial daquele que é santo, que vive em santidade. A falta de santificação anula os efeitos da regeneração e da justificação. Diz a Bíblia: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14).

A vida cristã somente pode progredir e se desenvolver se houver separação do pecado, o que deve ser perseguido até o dia do arrebatamento da Igreja. A salvação é um contínuo processo que, iniciando-se na regeneração, fruto do arrependimento e da conversão, prossegue, após a justificação, mediante a santificação, até o seu instante final, que é a glorificação.

II. O EVANGELHO DE JESUS CRISTO REVELADO NA CARTA AOS ROMANOS

A Epístola aos Romanos não foi escrita prioritariamente para corrigir algum problema na igreja de Roma, mas para fazer uma apresentação e uma defesa do Evangelho de Jesus Cristo. Este é o Evangelho libertador que Cristo trouxe ao mundo, por mercê de Deus, independentemente das obras humanas (Ef 2:8,9). Paulo se referiu a este Evangelho de maneira muito eloquente em Atos 20:24: “Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus”. Nenhum título poderia expressar de maneira mais apropriada o evangelho que Paulo pregava do que “o evangelho da graça de Deus”. Esta é a mensagem que toca profundamente e trata do favor de Deus concedido aos pecadores culpados e ímpios que não mereciam outra coisa senão a eternidade no inferno. Este Evangelho da graça conta como o Filho do amor de Deus se despiu da glória suprema do Céu para sofrer, derramar seu sangue e morrer no Calvário a fim de oferecer o perdão dos pecados e a vida eterna a todos os que creem nele. A mensagem do Evangelho de Cristo é a única porta aberta por Deus para a salvação do pecador.

  1. O que é o Evangelho de Jesus Cristo revelado na Carta aos Romanos? Na visão do Rev. Hernandes Dias Lopes, o Evangelho de Jesus Cristo revelado na Carta aos Romanos:

a) Não é o evangelho da prosperidade. Hoje vemos florescer no mundo outro evangelho (Gl 1:6,7), um falso evangelho, o evangelho da prosperidade, e não o evangelho da cruz. Esse evangelho promete conforto, e não sacrifício; sucesso, e não renúncia; riquezas na terra, e não bem-aventurança no céu. Esse evangelho coloca o ser humano no centro, em vez de Deus. É antropocêntrico, e não teocêntrico. Nesse evangelho é Deus quem está a serviço do homem, e não o homem a serviço de Deus. Nesse evangelho é a vontade do homem que deve ser feita no céu, e não a vontade de Deus que deve ser feita na terra.

O evangelho da prosperidade é um falso evangelho. Confunde prosperidade com salvação; riqueza na terra com bem-aventurança no Céu. Troca a cruz pelo dinheiro; a bem-aventurança eterna pela prosperidade; a salvação pelo sucesso. Esse falso evangelho substitui a promessa das mansões celestiais pelas mansões da terra; constrói castelos de areia na terra, mas não faz nenhuma provisão para o Céu. Esse falso evangelho tem ludibriado muitos obreiros gananciosos, atraído muitas pessoas avarentas e afastado de Deus os incautos em vez de conduzi-los ao Salvador.

b) Não está centralizado em milagres e prodígios. Há muitos falsos obreiros que pregam um evangelho apenas para aliviar a dor do corpo, e não para sarar as enfermidades da alma. Pregam cura, e não arrependimento; milagres, e não a fé salvadora. Pregam sobre os supostos direitos que o homem tem e não sobre a necessidade de esse mesmo homem se arrepender.

Precisamos reafirmar com toda convicção que Deus realiza milagres, pois Ele é o mesmo ontem, hoje e eternamente. Ele jamais abdicou de seu poder. Porém, o evangelho não é constituído apenas de milagres. O milagre pode abrir portas para o evangelho, mas não é o evangelho. As pessoas que mais viram milagres foram as gerações mais incrédulas. As três gerações que mais viram prodígios na História foram as pessoas que viveram nos dias de Moisés, de Elias e dos Apóstolos. Essas três gerações se renderam à incredulidade. O milagre em si não é suficiente para converter o pecador. Somente o Espirito Santo pode fazê-lo. Depois do estupendo milagre do Pentecostes, o povo ficou cheio de ceticismo, preconceito e zombaria, mas quando Pedro se levantou para pregar a Palavra os corações se derreteram.

Jesus não veio ao mundo apenas com o propósito de aliviar a dor do corpo; ele veio para salvar o homem do pecado e da ira vindoura. Sua missão principal foi morrer na cruz e ressuscitar dentre os mortos para nos salvar.

c) Não ê o evangelho do descompromisso com o senhorio de Cristo. Há muitas pessoas que entram para a igreja, mas não nascem de novo. Elas fazem parte da igreja na terra, mas não da Igreja no Céu. Têm seu nome registrado no rol de membros da igreja, mas não no Livro da Vida. São filhos de crentes, mas não filhos de Deus. Foram batizados com água, mas não com o Espírito Santo. São pessoas que aderiram à igreja, mas não se converteram a Cristo. Professam o nome de Cristo com seus lábios, mas o negam com suas obras. Chamam Jesus de Salvador, mas não o obedecem como Senhor. São pessoas que frequentam a igreja, mas não mudam de vida. Professam uma coisa, mas praticam outra. Há um abismo entre o que dizem e o que fazem, entre sua teologia e sua vida.

Aqueles que ainda têm apetite pelas iguarias do mundo nunca experimentaram o sabor do pão do Céu, pois Jesus disse que quem comer esse Pão nunca mais terá fome. Aqueles que correm para as fontes do mundo jamais beberam da água da vida, pois Jesus disse que quem beber dessa água nunca mais terá sede.

d) É o poder de Deus para salvação de todo o pecador, de todos aqueles que creem em Jesus Cristo (Rm 1:16).

Há poderes que destroem, como a bomba atômica que sepultou as cidades de Hiroshima e Nagasaki, no Japão. Mas, o Evangelho é o poder Onipotente de Deus para livrar o homem da ira vindoura e reintegrá-lo àquela glória da qual ele foi destituído por causa do pecado. O Evangelho de Jesus Cristo é o poder de Deus para a salvação. Não há salvação fora do Evangelho. Não há esperança para o pecador sem o Evangelho. O Evangelho é a mensagem do amor de Deus, da graça salvadora e do perdão infinito. O Evangelho é Deus amando o pecador; é o justo perdoando o culpado; é a porta do Céu escancarando-se para o perdido; é a vida sendo oferecida aos mortos em seus delitos e pecados.

O Evangelho de Jesus Cristo livra o homem da condenação e dá-lhe salvação; tira-o do império das trevas e transporta-o para o reino da luz. O Evangelho de Jesus Cristo arranca o homem das cadeias da condenação e concede-lhe libertação. Tira-o das entranhas da morte e oferta-lhe vida eterna. Essa salvação é passada, presente e futura. Quanto à justificação, já fomos salvos; quanto à santificação, estamos sendo salvos; quanto à glorificação, seremos salvos. Na justificação fomos salvos da condenação do pecado; na santificação estamos sendo salvos do poder do pecado; e na glorificação seremos salvos da presença do pecado.

  1. Algumas verdades acerca do Evangelho de Jesus Cristo revelado na Carta aos Romanos. O Rev. Hernandes Dias Lopes, em seu livro “Romanos – o evangelho segundo Paulo”, destaca as seguintes verdades acerca do Evangelho de Jesus Cristo revelado na Carta aos Romanos:

a) O Evangelho não vem do homem, mas de Deus – “… separado para o evangelho de Deus” (Rm 1:1). Paulo deixa claro que ele não é a fonte do evangelho, mas apenas seu arauto. O apóstolo não é a fonte da mensagem, mas seu canal. Ele não cria a mensagem, apenas a transmite. A origem do Evangelho não está na terra, mas no céu. O evangelho não é fruto da cogitação humana, mas da revelação divina. Há muitos “evangelhos” inventados ou distorcidos pelos homens. Esses outros evangelhos representam as reivindicações pretensiosas de homens presunçosos. Esses evangelhos não passam de falsos evangelhos (Gl 1:6-8). O Evangelho de Deus é sua jubilosa proclamação da vitória e da exaltação de seu Filho, e da consequente anistia e libertação que os homens podem desfrutar pela fé nele.

b) O Evangelho foi concebido na eternidade (Rm 1:2) – “o qual antes havia prometido pelos seus profetas nas Santas Escrituras”. O Evangelho não é uma inovação, uma espécie de plano B, porque o plano A fracassou. O Evangelho foi concebido na eternidade, anunciado por Deus na História, prometido pelos profetas, prefigurado nos sacrifícios judaicos e plenamente cumprido em Cristo. Há uma continuidade perfeita entre o Antigo e o Novo Testamento. O Evangelho que Paulo anuncia é aquele prometido pelos profetas no Antigo Testamento e revelado aos apóstolos no Novo Testamento. Paulo crê firmemente na suficiência das Escrituras para nos revelar o conteúdo do Evangelho. Ele não aceita nenhum Evangelho além daquele revelado nas Escrituras. Nada de introduzir alguma novidade estranha à Palavra de Deus. O conteúdo do Evangelho se limita à revelação divina que temos nas Sagradas Escrituras.

c) A essência do Evangelho (Rm 1:3,4) – “acerca de seu Filho, que nasceu da descendência de Davi segundo a carne, declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dos mortos – Jesus Cristo, nosso Senhor”. O Evangelho tem como essência o Filho de Deus. É o Evangelho de Jesus Cristo. Jesus Cristo é o eixo, o cerne, o conteúdo e a essência do Evangelho. Portanto, apartar-se de Jesus, um passo que seja, significa afastar-se do Evangelho. O centro das Escrituras é o próprio Cristo. Como Filho, ele é mais que Abraão, Moises, Davi, Salomão ou qualquer profeta. É a plenitude concreta de Deus. Na verdade o cristianismo é Cristo. Ele é a essência, a suma e a substância do Evangelho. Jesus é o Messias dos judeus e o Senhor dos cristãos.

d) A natureza do Evangelho (Rm 1:16,17) – “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego. Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé”. O Evangelho é a boa-nova do amor de Deus ao homem; é a boa notícia do perdão de Deus ao pecador. No evangelho resplandecem tanto o amor quanto a justiça de Deus.

e) A abrangência do Evangelho (Rm 1:5). “… entre todos os gentios”. O Evangelho de Deus, cujo conteúdo é Cristo, destina-se a todos os gentios, a todos os povos. Os judeus pensavam que as boas-novas de salvação eram destinadas apenas a eles. No entanto, o plano eterno de Deus incluía todos os povos. Cristo morreu a fim de comprar para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação (Ap 5:9). John Stott é enfático quando escreve: “Precisamos libertar-nos de todo orgulho, seja de raça, nação, tribo, casta ou classe, e reconhecer que o Evangelho de Jesus Cristo é para todos, sem exceção e sem distinção. Este é um tema de suma importância em Romanos”.

f) A finalidade do Evangelho (Rm 1:16)Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego“. O Evangelho é o poder de Deus para a salvação. O Evangelho não é um poder destruidor, mas salvador. Nenhum poder na terra pode salvar o homem, exceto o Evangelho.

g) O resultado do Evangelho (Rm 1:17) – “Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé”. O Evangelho produz não apenas fé salvadora, mas também fé santificadora. O justo viverá pela fé. O justo é salvo pela fé, vive pela fé, vence pela fé e caminha de fé em fé.

CONCLUSÃO

Que Deus nos abençoe e nos dê inteligência espiritual para que possamos, com a indispensável inspiração do Espírito Santo, expor Aulas inspiradas, e que elas venham proporcionar maturidade e crescimento espiritual em todos aqueles que delas participarem. Sem o conhecimento das Escrituras é impossível chegarmos à maturidade cristã e crescermos espiritualmente. O profeta Oséias denunciou que o povo de Deus perece por falta de conhecimento (Oséias 4:6). Quando a igreja despreza ou subestima o ensino sólido e fiel das Escrituras, ela sucumbe diante das muitas novidades, estranhas à verdade, que aparecem no mercado religioso. Precisamos ser zelosos da doutrina para podermos reconhecer o que é falso ensino e assim rechaçá-lo.

Que o Espírito Santo nos ilumine!

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Ev. Luciano de Paula Lourenço

Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com

Referências Bibliográficas:

Bíblia de Estudo Pentecostal.

Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.

Comentário Bíblico popular (Novo Testamento) – William Macdonald.

Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal. CPAD.

Romanos – O Evangelho segundo Paulo. Rev. Hernandes Dias Lopes. Hagnos.

A Mensagem de Romanos. John Stott. ABU.

Publicado no Blog do Luciano de Paula Lourenço

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