A Lei, a Carne e o Espírito – Eliseu Antonio Gomes

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A Lei, a Carne e o Espírito

EBD - Lições Bíblicas - Adultos: Maravilhosa Graça: o evangelho de Jesus Cristo revelado na carta aos Romanos José Gonçalves (CPAD) Lição 6. A Lei, a Carne e-o Espírito

O pregador inglês Martin Lloyd-Jones destacou que não existe prova melhor para saber se alguém está realmente pregando o verdadeiro evangelho de Cristo do que observar com atenção sua exposição de Romanos 6. Os pregadores do falso evangelho interpretam este capítulo errado, entendem de maneira equivocada o que o apóstolo Paulo escreveu e atribuem o sentido que desejam. Elas imaginam que se uma pessoa é salva pela graça, então pode continuar pecando, tanto quanto goste, porque a vida em pecado redundará em mais graça ainda.

O poder do pecado foi aniquilado por Jesus Cristo e não pela lei.“Permaneceremos no pecado, para que abunde a graça? De modo nenhum. Nós, que já morremos para o pecado, como viveremos ainda nele? Ou, porventura, ignorais que todos quantos fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? – Romanos 6.1-3.

Se Deus está pronto para perdoar, por que não dar a Ele mais oportunidades para perdoar? Se o perdão está garantido, temos a liberdade de pecar o quanto quisermos? A firme resposta de Paulo é: “Não!” Resolver pecar implica em aproveitar-se de Deus; tal comportamento demonstra que a pessoa ainda não compreendeu a gravidade do pecado. O perdão de Deus não transforma o pecado em menos grave; a morte de Jesus Cristo comprova a terrível gravidade do pecado; Cristo pagou com a vida para que pudéssemos ser perdoados. Portanto, a disponibilidade da Graça  não deve ser desculpa para uma vida sem santidade.

O objetivo de Deus é que o crente participe da “herança dos santos na luz”. O salvo é luz no meio de um mundo perverso. Cristo veio para tornar os homens em pessoas santificadas (Colossenses 1.12; Filipenses 2.15; Tito 2.14). A diferença entre o salvo e aquele que não tem Cristo é tão grande quanto a existente entre a luz e a escuridão. E não é apenas uma questão de comparação; é um fato demonstrado pelo Senhor (João 8.12; Atos 26.16-18). O salvo não é alguém “um pouco melhor” do que os demais; é absolutamente diferente, pois o crente foi resgatado para uma vida santa (Efésios 5.6-8; 1 Tessalonicenses 5.1-6; 1 Pedro 1.16, 23; João 5.17-19; 1 Coríntios 6.19, 20).

Nossa antiga natureza está morta, agora estamos vivos para Deus. “Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus” – Romanos 6.11.

A expressão “Considerai-vos mortos para o pecado” significa que devemos considerar nossa natureza antiga e pecaminosa como morta e indiferente ao pecado. Por causa da nossa união e identificação com Cristo, não queremos mais continuar com nossas antigas práticas, nossos antigos desejos e objetivos. Queremos viver para a glória de Deus. Ao começarmos a nova vida em Cristo, o Espírito Santo nos auxiliará a sermos exatamente aquilo que Deus quer que sejamos.

Não podemos permitir que o pecado assuma o controle de nossas vidas. “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para obedecerdes às suas concupiscências; nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado como instrumentos de iniquidade; mas apresentai-vos a Deus, como redivivos dentre os mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça” – Romanos 6.12, 13.

Os salvos em Cristo são  exortados à santidade em razão da nova vida que recebem e do esplendoroso futuro que os aguarda na eternidade. No texto de Romanos 13.8-14, o cristão é aconselhado a viver de modo digno diante de Deus e dos homens (Efésios 4.1-3; Colossenses 1.10; 1 Tessalonicenses 2.12). Ele também é incentivado a uma vida santa, tendo em vista o iminente retorno do Senhor e o glorioso futuro que o espera (Romanos 13.11-14).

Não usemos da liberdade para dar lugar à carne. “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Mas não useis da liberdade para dar ocasião à carne, antes pelo amor servi-vos uns aos outros” – Gálatas 5.13.

Jesus Cristo, em sua morte e ressurreição, nos salvou da condenação – “nenhuma condenação há”; “a lei do Espírito e vida me livrou da lei do pecado e da morte” (Romanos 8.1, 2).

Já não osmos mais dominados pelas obras da carne. “Digo, porém: Andai pelo Espírito, e não haveis de cumprir a cobiça da carne. Porque a carne luta contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes se opõem um ao outro, para que não façais o que quereis. Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei. Ora, as obras da carne são manifestas, as quais são: a prostituição, a impureza, a lascívia, a idolatria, a feitiçaria, as inimizades, as contendas, os ciúmes, as iras, as facções, as dissensões, os partidos, as invejas, as bebedices, as orgias, e coisas semelhantes a estas, contra as quais vos previno, como já antes vos preveni, que os que tais coisas praticam não herdarão o reino de Deus” – Gálatas 5.16.21.
O fruto do Espírito na vida do crente. “Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei” – Gálatas 5.22.

Maravilhosa Graça – O evangelho de Jesus Cristo revelado na Carta aos Romanos. José Gonçalves. Página 59; 1ª edição 2016. Rio de Janeiro (CPAD).
1561, 1562
Lições Bíblicas. Salvação e Justificação – Os pilares da vida cristã. Eliezer Lira. Lição 11: Vivendo como salvos; páginas 75, 77, 79.

Publicado no blog Belverede

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