Jacó, um Exemplo de um Caráter Restaurado – Francisco Barbosa

Jacó, um Exemplo de um Caráter Restaurado – Francisco Barbosa

Jacó, Um Exemplo de um Caráter Restaurado

TEXTO ÁUREO VERDADE PRÁTICA
“Como está escrito: Amei Jacó e aborreci Esaú.” (Rm 9.13) Com base em sua presciência e propósitos, Deus escolhe pessoas para que cumpram seus desígnios.
LEITURA DIÁRIA
Segunda – Gn 27.11,12

A mentira traz maldição

Terça –  Gn 27.41

Quando o ódio se torna mortal

Quarta –   Gn 27.20

Jacó mentiu ao próprio pai

Quinta – Cl 6.7

O que o homem planta, isso colherá

Sexta – Rm 5.20

Onde abundou o pecado superabundou a graça de Deus

Sábado –  SI 133.1

Deus quer que os irmãos vivam em união

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Gênesis 25.28-34; 32.24,28,30
28 E amava Isaque a Esaú, porque a caça era de seu gosto, mas Rebeca amava a Jacó.

29 E Jacó cozera um guisado; e veio Esaú do campo, e estava ele cansado;

30 E disse Esaú a Jacó: Deixa-me, peço-te, comer desse guisado vermelho, porque estou cansado. Por isso se chamou Edom.

31 Então disse Jacó: Vende-me hoje a tua primogenitura.

32 E disse Esaú: Eis que estou a ponto de morrer; para que me servirá a primogenitura?

33 Então disse Jacó: Jura-me hoje. E jurou-lhe e vendeu a sua primogenitura a Jacó.

34 E Jacó deu pão a Esaú e o guisado de lentilhas; e ele comeu, e bebeu, e levantou-se, e saiu. Assim desprezou Esaú a sua primogenitura.

Gênesis 32.24,28,30

24 Jacó, porém, ficou só; e lutou com ele um homem, até que a alva subiu.

27 E disse-lhe: Qual é o teu nome? E ele disse: Jacó.

28 Então disse: Não te chamarás mais Jacó, mas Israel; pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste.

30 E chamou Jacó o nome daquele lugar Peniel, porque dizia: Tenho visto a Deus face a face, e a minha alma foi salva.

HINOS SUGERIDOS: 46, 77, 432 da Harpa Cristã.

OBJETIVO GERAL

Mostrar que Deus escolhe pessoas para que cumpram seus desígnios.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

  • Apresentar a origem de Jacó;
  • Mostrar a direção de Deus na vida de Jacó;
  • Refletir a respeito de alguns aspectos do caráter de Jacó.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Na lição deste domingo, estudaremos a respeito do caráter de Jacó. Ele nasceu agarrado ao calcanhar de seu irmão primogênito e recebeu o nome de “enganador”. Todavia, Deus em seus desígnios já o havia escolhido e revelado aos seus pais que o primogênito serviria ao caçula. Jacó fez jus ao seu nome ao comprar a primogenitura de seu irmão e ao mentir e enganar seu pai. Seu engano e mentira levaram-no para longe de casa e fez com que ele também fosse enganado por seu tio Labão. Mas Jacó teve um encontro com Deus e foi transformado por Ele. Todo encontro com Deus é transformador. Ninguém sai da presença do Pai da mesma maneira que entrou. Atualmente, muitos apenas ouviram falar a respeito de Deus, mas na verdade nunca tiveram um encontro real e pessoal com Ele. Somente Deus, o Criador, pode transformar o nosso verdadeiro “eu”.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Isaque teve dois filhos gêmeos. Esaú tinha uma inclinação para o campo, para vida pastoril e também para a caça. Jacó, ao contrário, pelo seu temperamento e por sua personalidade, voltou- se para vida doméstica. Logo revelou ter um caráter oportunista e usurpador, que o levou a enganar o pai com apoio da mãe. As consequências foram duras em sua vida. O que plantou, colheu com grande sofrimento. Mas a misericórdia de Deus o alcançou e o Senhor o escolheu para ser o pai das doze tribos de Israel. [Comentário: Jacó era filho de Isaque e Rebeca, irmão gêmeo de Esaú e neto de Abraão. Sua história ocupa vinte e cinco capítulos do livro de Gênesis. Seu nome no texto grego da Septuaginta é traduzido como “aquele que segura pelo calcanhar”, fato que, por ocasião de seu nascimento, Jacó, que nasceu depois, segurando o calcanhar de seu irmão Esaú (o hebraico עקב (‘aqev) significa calcanhar) – esta é a origem do sentido secundário de ‘suplantador’, alguém que, astutamente, toma o lugar de outro. Isso alude ao incidente em que Jacó utilizou de engodo e tomou a bênção paterna de Esaú. Seu nome também pode ser traduzido como “Enganador”, pois a raiz do verbo “enganar” em hebraico se escreve da mesma forma (‘aqav). Isto explica a fala de Esaú no versículo abaixo, que nunca fez sentido para mim em português: “Então disse ele: Não é o seu nome justamente Jacó, tanto que já duas vezes me enganou?” (Gn 27.36). Neste versículo Esaú faz um trocadilho com o nome do irmão Jacó. O que ele quis dizer foi o seguinte: “O nome dele não é Jacó porque agarrou em meu calcanhar, mas sim porque já duas vezes me enganou!” Extraído com algumas mudanças de:http://www.hebraico.pro.br/nomsig_jaco.asp. Eles nasceram para se tornarem personagens bem diferentes uma da outra. Suas diferenças tornaram-se ainda mais irreconciliáveis quando Esaú vendeu seu direito de primogenitura a Jacó, em troca de um prato de lentilhas cozidas (Gn 25.30). Esaú vendeu sua primogenitura em um ato impulsivo, quando não conseguiu caçar nenhum animal; e, estando com muita fome, vendeu aquele direito por tão pouco. Os tabletes de Nuzi confirmam o fato de que o direito de primogenitura podia ser vendido. Os intérpretes percebem uma espécie de indiferença, por parte de Esaú, no tocante ao seu privilégio como primogênito. Seria mesmo difícil explicar por que razão ele fez assim, a menos que ele tivesse alguma atitude básica de indiferença para com seus direitos religiosos. Metaforicamente, isso fala sobre sua indiferença espiritual sobre questões importantes, um sinal típico do homem carnal. Esse foi o primeiro ato suplantador de Jacó a ser registrado na Bíblia, por causa do que ele adquiriu o seu nome. O segundo desses atos ocorreu quando ele enganou seu pai, Isaque, e recebeu a bênção paterna que se destinava a Esaú (Gn 27). Tal bênção, uma vez conferida, não podia mais ser revogada (Gn 27.33 ss), um detalhe igualmente ilustrado nos tabletes de Nuzi. Dessa forma, Jacó tornou-se o porta bandeira da promessa messiânica, e o cabeça da raça eleita, segundo aprendemos em Rm 9.10 ss. Esaú teve de se contentar então com uma bênção secundária, e com territórios menos férteis que aqueles prometidos a Jacó, isto é, Edom. Desnecessário é dizer que Esaú ficou furioso, tornando necessário que Jacó fugisse. Jacó, pois, fugiu para a terra natal de Rebeca, em Padã-Harã (Gn 26.41—28.5). Rebeca tinha a esperança que Jacó se casasse com uma mulher dentre a parentela dela, porquanto Esaú se casara com mulheres hititas [o que também denota seu descaso para com as promessas feitas a Abraão e Isaque] (Gn 26.34 e 27.46).http://www.ebdareiabranca.com/2012/1trimestre/introducao.htm] Dito isto, vamos pensar maduramente a fé cristã?

PONTO CENTRAL

Deus escolhe pessoas para que cumpram seus desígnios.

I- QUEM ERA JACÓ

 

  1. O filho mais novo de Isaque. Seu nome, em hebraico, é Yaakov e significa “Deus protege”. Ele integra a lista dos três patriarcas hebreus, que marcaram a história de Israel: Abraão, Isaque e Jacó. Sua história foi pontilhada de episódios dramáticos desde o seu nascimento. Deus ouviu as orações de Isaque, pois Rebeca era estéril (Gn 25.21). O texto diz que, no ventre, havia uma luta entre os bebés (Gn 25.22). Jacó nasceu agarrado ao calcanhar do seu irmão. Diante disso, o seu nome passou a ter o significado de “aquele que segura pelo calcanhar” ou “suplantador”. [Comentário: Os gêmeos Esaú e Jacó, filhos de Isaque e Rebeca, nasceram em Beer-Laai-Roi, no Neguebe, extremo sul de Canaã. Estavam ainda no ventre da mãe quando o Senhor disse a Rebeca: “…o mais velho servirá ao mais moço”. Por nascer primeiro, Esaú tinha o direito da primogenitura e a bênção patriarcal. Porém, Deus escolheu Jacó e o fez sucessor de Abraão e de Isaque na linhagem patriarcal e messiânica. Jacó ganhou sua benção-herança merecida de Isaque (Gn. 27:28-29). Mais tarde Isaque abençoou Esaú através de uma profecia sobre a grandeza de Esaú, mas não tinha nada de substância para lhe dar (vv. 37,39). Ele tinha dado a Jacó a benção completa, não deixando nada para Esaú. Ao dar a Jacó a plena herança, crendo que Jacó era Esaú, Isaque tinha necessariamente deserdado Esaú, pensando que estava deserdando Jacó.]
  1. O preferido de sua mãe. Isaque tinha preferência por Esaú, por que gostava da caça. Mas Rebeca amava mais Jacó, por ser “varão simples, habitando em tendas” (Gn 25.27,28). Quando Isaque quis dar a bênção a Esaú, o primogênito (Gn 27.1-5), Rebeca, numa demonstração clara do seu caráter astucioso, chamou Jacó e o induziu a enganar seu pai (Gn 27.11,12,14,15). Enganado, Isaque abençoou Jacó (Gn 27.27-29). Ao retornar da caça, Esaú descobriu que seu irmão tomara sua bênção. Desesperado, recebeu do pai uma bênção menor (Gn 27.39,40). Cheio de ódio, planejou matar seu irmão (Gn 27.41). Jacó teve que fugir ameaçado por Esaú. Isaque percebeu que Deus tinha um plano na vida de Jacó, e o despediu com uma bênção profética de grande significado (Gn 28.1-4). [Comentário: A lei da herança nos ajuda a responder a questão ética e judicial: foi errado Rebeca e Jacó enganar a Isaque? A resposta é não, não foi errado. A cegueira física de Isaque refletia seu julgamento moral. Jacó e Rebeca tomaram vantagem de sua fraqueza física para sobrepujar a sua fraqueza moral. Eles estavam encarando um velho moralmente cego, que não reconheceria a legitimidade da profecia de Deus feita à Rebeca sobre os dois filhos e a respectiva linha pactual deles, nem honraria a venda que Esaú fez de sua primogenitura a Jacó. Isaque estava disposto a desafiar Deus por causa de seu deleite no sabor de uma carne ensopada (Gn. 27.3-4). Nisso, Isaque foi tão míope quanto Esaú quando vendeu sua primogenitura por um ensopado de lentilhas. Rebeca estava moral e legalmente justificada em arruinar o plano vil do seu marido de deserdar Jacó, e através desse ato de rebelião, deserdar a semente pactual prometida por Deus. Deus tinha especificado para ela que filho deveria herdar. Isaque estava em rebelião! http://www.monergismo.com/textos/etica_crista/rebeca-jaco-enganaram_north.pdf]
  1. O preferido de Deus. A escolha de Jacó é um caso especial de presciência divina face aos desígnios de Deus. Deus não tem filhos privilegiados, nem escolhe uns para a salvação e outros para a condenação, pois tal atitude contrariaria frontalmente o seu caráter santo, justo e bom. Seria uma terrível discriminação por parte de Deus que condena quem faz acepção de pessoas (Tg 2.9; Pe 1.17). Mas, em sua soberania, em casos especiais, Ele escolhe pessoas para serem instrumentos de sua vontade diretiva. Jacó foi um desses escolhidos, ainda no ventre (Rm 9.9-13). [Comentário: A referência “amei a Jacó e odiei a Esaú” é uma citação do livro de Malaquias 1.1-4. Em Malaquias, esses nomes representam os povos que descenderam de Jacó, e os que descenderam de Esaú, os edomitas. Em vista de que os edomitas haviam perseguido os judeus, Deus disse:“desolarei a vossa terra…” Deus prometeu o direito de primogenitura a Jacó. Significava isso que Esaú não podia salvar-se? Logicamente não. Em parte alguma das Escrituras lemos que Esaú não podia ser salvo. Esaú de fato buscou o direito de primogenitura com lágrimas, e foi incapaz de obtê-lo, mas em parte nenhuma a Bíblia diz que ele não poderia salvar-se. Na realidade, a Bíblia diz é que Deus amoleceu o seu coração para com o irmão, e ele o acolheu no fim de sua vida (Gênesis 33.4). Extraído do site:http://www.cacp.org.br/amei-a-jaco-me-aborreci-de-esau/. Hernandes Dias Lopes escreve: “Jacó recebeu um nome que foi o espelho da sua personalidade: enganador, suplantador. Ele nasceu segurando no calcanhar do seu irmão. Ele aproveitou um momento de fraqueza do seu irmão, para arrancar-lhe o direito de primogenitura. Ele aproveitou um momento de cegueira do seu pai, para mentir para ele e se passar como se fosse Esaú. Ele mentiu em nome de Deus e roubou a bênção que Isaque intentava dar a Esaú. Jacó tinha um comportamento reprovável. Ele enganou, mentiu, traiu. Mas a despeito de quem era, Deus o amou e continuou investindo na sua vida.

SÍNTESE DO TÓPICO I

Jacó foi escolhido por Deus ainda no ventre de sua mãe.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“Abraão, Isaque e Jacó estão entre as mais importantes pessoas do Antigo Testamento. Isto não se deve ao seu caráter pessoal, mas ao caráter de Deus. Eles foram homens que conquistaram o respeito relutante e até mesmo o medo de seus colegas. Eram ricos e poderosos, e ainda assim, os três foram capazes de mentir, enganar e agir com egoísmo. Eles não eram os heróis perfeitos que poderíamos ter esperado; em vez disso, eram exatamente como nós; tentavam agradar a Deus, mas não conseguiram.” (Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, p. 56).

II – A DIREÇÃO DE DEUS NA VIDA DE JACÓ

  1. A visão da escada que tocava o céu. Em sua fuga, no meio do deserto, Jacó teve um sonho dado por Deus. Ele viu uma escada posta na terra, cujo topo tocava nos céus, e os anjos de Deus subiam e desciam por ela. E Deus reiterou a bênção que lhe prometera (Gn 28.13-15). Deus não aprovou seus arranjos e enganos, mas também não retirou a bênção prometida a seus pais. Naquela noite, ele descobriu a presença de Deus, que se apresentou como o Deus de Abraão e de Isaque. Ele ouviu Deus reiterar suas promessas e descobriu que onde Deus está, ali é sua casa, “a porta dos céus” (Gn 28.13-17). [Comentário: A caminho de Berseba para Harã, Jacó parou para descansar, em Betel, que era chamada Luz, antes de receber aquele nome. Ali, Jacó recebeu a visão da escada, com anjos que subiam e desciam pela mesma, posta entre a terra e o céu. Ele ficou sumamente admirado com a divina manifesta­ção, e rebatizou o local com o nome de Betel, «casa de Deus» (Gn 28:18,19). Jacó consagrou uma décima parte de toda a sua renda a Deus (Gn 28:10-22), aparentemente de forma perpétua. Betel ficava cerca de cem quilômetros de Berseba, pelo que esse incidente ocorreu ainda no começo de sua jornada, provavelmente com o propósito de infundir-lhe coragem. A Jacó, pois, foi garantida a proteção divina. O pacto abraâmico foi confirmado com Jacó nessa oportunidade (Gn 28:3,4), pelo que os propósitos divinos estavam em operação, apesar das vicissitudes da vida de Jacó, a respeito de seus fracassos misturados com sucessos. Jacó erigiu um altar ali, e fez seus votos, incluindo o pagamento de dízimos a Yahwehhttp://www.ebdareiabranca.com/2012/1trimestre/introducao.htm.]
  1. A coluna em Betel. Jacó não buscou a Deus, mas Deus o buscou, e se revelou como o Deus de seus pais. Uma prova do quanto a graça de Deus é profunda. Sem dúvida alguma, a história de Jacó se divide em dois períodos. Antes de Deus encontrá-lo e depois daquele encontro especial. Tão impactante na sua vida foi aquele episódio, que ele chamou aquele lugar deserto de Betel, que significa “Casa de Deus”. Ali, naquela madrugada, Jacó ouviu Deus lhe falar; sentiu a presença divina e teve uma mudança extraordinária em sua vida. [Comentário: A origem do nome deste nome para aquela cidade que antes chamava-se Luz é explicada em Gênesis 28.17-19. Neste capítulo começa o exílio de Jacó, para escapar do ira de seu irmão e ao mesmo tempo procurar para si uma esposa entre os familiares de seus pais em Padã-Arã. Deus apareceu-lhe quando ele menos esperava. O que se infere do fugitivo Jacó é que ele ao invés de se orgulhar com a grandiosidade da revelação, ele imediatamente sentiu temor, uma profunda reverência misturada com medo, ao se conscientizar de que o Todo-Poderoso Deus estava ali. Ainda era madrugada quando se levantou, tomou a pedra que usara como travesseiro e erigiu como altar, consagrando-a com azeite. Quando voltou, anos depois, ele construiu ali um altar, conforme vê-se no capítulo 35.7. Também mudou o nome do lugar para Betel, a casa de Deus. Quando Moisés escreveu este livro séculos mais tarde, esse era o nome do lugar, por isso o nome aparece em capítulos anteriores para identificá-lo. Nesta ocasião, Jacó estava passando por um período de medo e aflição. É nessas condições que freqüentemente as pessoas recorrem ao voto, ou quando desejam uma grande misericórdia (Nm 21.2; 1Sm 1.11; Sl 66.13,14; Jn 1.16). R David Jones http://www.bible-facts.info/comentarios/vt/genesis/JacoemBetel.htm]

SÍNTESE DO TÓPICO II

Depois de deixar a casa dos seus pais, Jacó buscou a direção de Deus para sua vida

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“Em uma família de poderosos empreendedores, Isaque era do tipo quieto, que cuida apenas de sua vida, até que foi especificamente chamado para agir. Ele foi o filho único e protegido, desde o momento em que Sara se livrou de Ismael, e até que Abraão arranjou seu casamento com Rebeca. Em sua própria família, Isaque tinha a posição patriarcal, mas Rebeca tinha o poder. E em vez de defender suas convicções, Isaque achou mais fácil fazer concessões ou mentir, para evitar confrontos. Apesar desses defeitos, Isaque fazia parte do plano de Deus” (Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, p. 44).

CONHEÇA MAIS

Jacó

“Era o terceiro no plano de Deus para iniciar uma nação descendente de Abraão. O sucesso deste plano se deu mais ‘apesar de’ do que ‘em razão da vida de Jacó. Antes de Jacó nascer, Deus prometera que seu plano se desenvolveria através dele, e não de seu irmão gémeo, Esaú. Embora os métodos de Jacó nem sempre fossem respeitáveis, suas habilidades, determinação e paciência tinham de ser reconhecidas. Ao acompanharmos sua vida desde o nascimento até à morte, vemos a mão de Deus trabalhando.” Para conhecer mais leia. Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, CPAD, p. 46.

“Jacó fazia tudo, o certo e o errado, com grande zelo. Ele enganou seu próprio irmão Esaú, e seu pai, Isaque. Ele lutou com Deus, e trabalhou catorze anos para se casar com a mulher que amava. Por intermédio de Jacó, aprendemos como um forte líder pode, também, ser um servo. Também vemos como ações erradas sempre voltam para nos perturbar.

Depois de enganar Esaú, Jacó correu para salvar sua vida, viajando mais de 640 quilômetros até Harã, onde vivia seu tio, Labão. Pelo caminho, ele recebeu uma mensagem do Senhor, em um sonho, e deu a esse lugar o nome de Betel. Em Harã, Jacó se casou e iniciou uma família” (Extraído de Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, p, 58).

III – ASPECTOS DO CARÁTER DEJACÓ

  1. Antes do seu encontro com Deus. Até o encontro com Deus em Betel, ele era apenas um “homem natural”, ou carnal (1Co 2.14). Naquela fase de sua vida, podemos ver alguns aspectos negativos de seu caráter. [Comentário: Até que ponto poderemos afirmar que Jacó era carnal antes desta visão em Betel? Referente ao seu irmão sim, podemos dizê-lo com certeza dado o fato de não preocupar-se com o direito de primogenitura e tudo o que ele representa. “Os intérpretes percebem uma espécie de indiferença, por parte de Esaú, no tocante ao seu privilégio como primogênito. Seria mesmo difícil explicar por que razão ele fez assim, a menos que ele tivesse alguma atitude básica de indiferença para com seus direitos religiosos. Metaforicamente, isso fala sobre sua indiferença espiritual sobre questões importantes, um sinal típico do homem carnal”(1). Quanto a Jacó, podemos afirmar com base nesse acontecimento, que ele preocupava-se com o direito de primogenitura, que tinha em mente a promessa de Deus feita a seus pais, e estava lutando por esse direito. Jacó demonstrou gran­de interesse pelas coisas espiri­tuais. Existem sinais de que ele sempre demonstrou inclinação pelo sagrado, ao contrário de Esaú, que a Bíblia chama de pro­fano (Hb 12.16). Esaú vivia para os prazeres materiais, Jacó ambicionava as bênçãos do Senhor. Estes são fatos que apontam para um homem carnal?]

(1)       Extraído de: http://www.ebdareiabranca.com/2012/1trimestre/introducao.htm

a) Oportunista e egoísta. Quando seu irmão chegou com fome e lhe pediu para comer do seu guisado, ele poderia ter-lhe oferecido de sua comida, compartilhando sua refeição. Mas, numa prova de oportunismo e ambição, disse logo: “Vende-me hoje a tua primogenitura” (Gn 25.31). [Comentário: Jacó, vendo uma oportunidade para fazer um bom negócio, propôs que Esaú lhe vendesse primeiro seu direito à primogenitura; aqui vemos que Jacó ressentia o fato que Esaú nascera primeiro, e ambicionava as vantagens que isso lhe dava: ser o principal da família, depois do pai, e o principal herdeiro. Notemos que Jacó não estava propondo a troca por um prato do ensopado, mas a venda: Jacó dava muito valor ao direito de primogenitura e decerto pagaria bastante por ele, se fosse necessário. Mas, sem dúvida para sua surpresa, Esaú declarou que estava a ponto de morrer (um grande exagero, pois nenhum filho do abastado Isaque iria morrer de fome), e que de nada lhe valia o direito à primogenitura, ou seja, considerava-o sem valor algum. Sem perda de tempo, Jacó o fez jurar que abdicava desse direito, em favor dele. Feito isso, Jacó, feliz, deu-lhe pão e o cozinhado de lentilhas. Extraído de:http://www.ebdareiabranca.com/2012/1trimestre/introducao.htm]

b) Interesseiro e calculista. Jacó era frio, calculista e de temperamento fleumático. Além de propor a troca da primogenitura ao irmão, exigiu que Esaú fizesse um juramento que lhe garantisse que a troca seria respeitada por toda a vida: “Então, disse Jacó: Jura-me hoje. E jurou-lhe e vendeu a sua primogenitura a Jacó” (Gn 25.33; Hb 12.16). Ele só esquecia uma coisa. O que ele estava plantando em sua juventude haveria de colher mais tarde (Cl 6.7). Em proporção muito maior. [Comentário: Essa benção da primogenitura, em última análise, era a presença de Deus. Era o que de melhor Deus podia dar a um homem naquele tempo. O que deixou Deus irado com Esaú foi exatamente o desprezo de Esaú com o que significava a benção da primogenitura. É importante dizer que Jacó não usou de engano para adquirir o direito, ele comprou e esta transação não era ilegal. Segundo a Bíblia, o direito de primogenitura, dava ao filho mais velho, o privilégio de herdar uma porção dobrada dos bens paternos, depois da morte destes; também dava o direito de exercer o sacerdócio sobre a família e, no caso de Esaú, por ser ele o primeiro neto de Abraão, a primogenitura ainda incluía o direito de ficar na genealogia direta do Messias. Mas Esaú rejeitou tudo isso.]

c) Mentiroso e enganador. Com seu caráter fraco e leniente, concordou com a sua mãe em enganar o velho pai. Ao chegar à presença de Isaque, mentiu três vezes. Este perguntou: “Quem és tu, meu filho?”. Ele disse que era Esaú (Gn 27.19). A primeira mentira. Indagado porque chegara tão rápido com a caça, mentiu a segunda vez, dizendo: “Porque o Senhor, teu Deus, a mandou ao meu encontro” (Gn 27.20). Ao abraçar Jacó, Isaque repetiu que era Esaú — “Eu sou” (Gn 27.24). Mentiu pela terceira vez. [Comentário: Muitos criticam esta atitude de Rebeca, mas Esaú havia se casado com mulheres estrangeiras, pondo em risco tudo o que representava o direito de primogenitura. Como o Senhor revelou ao profeta Malaquias, Ele amou a Jacó e aborreceu a Esaú (Mq 1.2-3), pois Esaú era de caráter profano (Hebreus 12:16). O Senhor, onisciente, sabia o que haveria de suceder mais tarde. “A cegueira física de Isaque refletia seu julgamento moral. Jacó e Rebeca tomaram vantagem de sua fraqueza física para sobrepujar a sua fraqueza moral. Eles estavam encarando um velho moralmente cego, que não reconheceria a legitimidade da profecia de Deus feita à Rebeca sobre os dois filhos e a respectiva linha pactual deles, nem honraria a venda que Esaú fez de sua primogenitura a Jacó. Isaque estava disposto a desafiar Deus por causa de seu deleite no sabor de uma carne ensopada (Gn. 27:3-4). Nisso, Isaque foi tão míope quanto Esaú quando vendeu sua primogenitura por um ensopado de lentilhas. Rebeca estava moral e legalmente justificada em arruinar o plano vil do seu marido de deserdar Jacó, e através desse ato de rebelião, deserdar a semente pactual prometida por Deus.” O texto entre aspas foi retirado de:http://www.monergismo.com/textos/etica_crista/rebeca-jaco-enganaram_north.pdf]

  1. Depois do seu encontro com Deus.

Observe a transformação no caráter de Jacó:

a) Um caráter agradecido. Jacó passou a ver as coisas numa perspectiva espiritual de um novo relacionamento com Deus, e lhe fez um voto, dizendo que se Deus não lhe deixasse faltar nada, levantaria um altar e daria o dízimo “de tudo” (Gn 28.20-22). Neste fato, vemos que Jacó tinha consciência do valor do dízimo, como expressão sincera de gratidão a Deus, a exemplo do que fizera seu avô, Abraão, perante Melquisedeque (Gn 14.18-20). Ele não prometeu dar o dízimo do que lhe sobrasse (da “renda líquida”), mas “de tudo” como seu avô fizera (Hb 7.2).[Comentário: A graça é demonstrada no fato de que Deus veio até Jacó. Ele não disse o que Jacó deveria fazer, mas o que Ele faria por Jacó. Deus prometeu a Jacó a terra de Canaã. Ele prometeu estar com Jacó em suas jornadas, e o trazer seguro de volta a Canaã. O voto de Jacó não foi um mero contrato com Deus. Ele amava a Deus e acreditava em Suas promessas. Tendo crido nas promessas de Deus, ele fez estes três votos para demonstrar sua gratidão:

  1. Jeová seria o seu Deus. Ele se dedicaria a adorar, servir e confiar no Deus verdadeiro.
  2. Betel seria o lugar onde ele adoraria e serviria a Deus.
  3. O dízimo seria entregue a Deus. Isto já foi demonstrado ser algo sagrado para Deus [Gênesis 14:20].

Muitos acreditam que isto seja um relato da conversão de Jacó. Na verdade, podemos olhar para este capítulo como um quadro do filho de Deus no caminho da obediência. Este texto foi retirado de:http://www.palavraprudente.com.br/estudos/sergio_f/genesis/cap17.html]

b) Um caráter esforçado e sofredor. Ao chegar à casa de Labão, seu tio, revelou-se um homem trabalhador. Ali, começou a colher o que semeara em engano e mentira. Na “lua de mel”, foi enganado pelo sogro. Em lugar de casar com Raquel, teve de casar com Leia. Só depois, casou com sua amada, e para tanto, trabalhou “outros sete anos” (Gn 29.21-30). Não foi apenas esse o preço que Jacó teve que pagar por sua vida de enganos e mentiras. Labão mudou o seu salário dez vezes, durante vinte anos (Gn 31.7). O que o homem semeia, isso é o que colhe (Gl 6.7). [Comentário: Mesmo tendo sido logrado por Labão, ele honestamente cumpriu com sua parte do acordo. dedicou-se ao seu trabalho, e usou dos recursos que conhecia para fazer com que os cordeiros e cabritos que nascessem fossem pretos, malhados ou salpicados. Teve grande sucesso, e usou de uma técnica de seleção a fim de aprimorar seu próprio rebanho. Durante seis anos seu rebanho se multiplicou, e devido à sua técnica, as ovelhas de Labão eram fracas e as dele, fortes. Ele enriqueceu, adquirindo muitos rebanhos, escravos, camelos e jumentos, o que ele atribuiu a Deus (capítulo 31:7,9). http://www.bible-facts.info/comentarios/vt/genesis/JacoEnriqueceeFogedeLabao.htm]

c) Um homem na direção de Deus. Depois de ser enganado pelo sogro, Jacó reuniu sua família e fugiu de Harã. Mas não o fez apenas por medo do sogro. Sua saída de Harã foi por direção de Deus (Gn 31.3,13). Desse modo, Jacó empreendeu a fuga com a família, e logo foi perseguido pelo sogro. Este não pôde lhe fazer mal, porque Deus entrou em ação e lhe determinou que não falasse com Jacó “nem bem nem mal” (Gn 31.24). [Comentário: A providência divina é um fato, e ela nos guia pelo caminho. Essa é a convicção central de todo o livro de Gênesis. Apesar das faltas e falhas de Jacó, o propósito divino sempre controlou tudo em sua vida. O fato de Jacó ter voltado para sua terra foi outro capítulo na história de como Deus cuidava dele, dando-lhe alguma orientação especial necessária. Para esclarecer o fato das varas listradas, leia-se Gn 31.10 – um sonho de Revelação. Somente neste ponto somos informados de que Jacó havia recebido uma experiência mística acerca da questão dos rebanhos. O trecho de Gn 30.32 ss. indica somente que ele fizera um negócio esperto, aparentemente usando sua razão, e não alguma revelação divina. Assim sendo, a questão das varas listradas foi somente uma medida de segurança. Ele acrescen­tou o artifício para garantir que o plano funcionaria. Seu sonho de revelação havia mostrado quais animais se multiplicariam mais. As varas eram apenas um artifício para garantir o resultado previsto em seu sonho. https://www.bibliaonline.com.br/acf/gn/31]

  1. No seu encontro com Esaú. Ao se aproximar de Seir, onde seu irmão vivia, Jacó enviou mensageiros a Esaú, anunciando seu retorno. Os mensageiros voltaram e disseram que Esaú vinha ao seu encontro com quatrocentos homens. Jacó temeu grandemente (Gn 32.7-12). Mas, no Vale do Jaboque, teve um encontro que marcou o resto da sua vida. Seu nome foi mudado para Israel, e viu Deus “face a face” (Gn 32.22-30). Ao encontrar Esaú, reconciliou-se com ele e o abraçou com perdão e amor. [Comentário: O Vale de Jaboque encerra um dos relatos mais envoltos em mistério. Conta-nos a história da luta entre um ser humano e um anjo e a da outorga de um novo nome a esse homem. A luta durou apenas uma noite; no entanto, seu resultado ecoa na história humana,com reverberações até os nossos dias. Jaboque no hebraico é ‘fluir fora’ ou ‘adiante’, é o rio que atravessa a região a leste do Jordão, que, depois de um curso quase perfeitamente do leste para o oeste, entra no Jordão cerca de 48 km abaixo do mar da Galiléia. Nas escrituras, este rio é mencionado como formador da margem que separou o reino de Seom, rei dos amorreus, daquele de Ogue, rei de Basã. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia.]

SÍNTESE DO TÓPICO III

Antes de ter um encontro com Deus Jacó era oportunista, mentiroso e enganador.

SUBSÍDIO DIDÁTICO

Professor, reproduza o esquema do quadro. Utilize-o para enfatizar as características de Jacó antes do seu encontro com Deus e depois. Ressalte que somente Deus pode mudar o nosso caráter.

JACÓ ANTES DO SEU ENCONTRO COM DEUS JACÓ DEPOIS DO SEU ENCONTRO COM DEUS
Oportunista Verdadeiro
Mentiroso Paciente
Enganador Trabalhador
Confia em sua esperteza em vez de buscara Deus Confia em Deus para o abençoar e busca sua direção

CONCLUSÃO

Em suas experiências com Deus, vemos que Jacó teve seu caráter transformado. De oportunista e enganador, passou a ser humilde, sofredor, paciente, longânimo, altruísta. Foi pela sua paciência e graça que Deus escolheu Jacó, em lugar de Esaú. Quando damos lugar ao Espírito Santo, Ele nos transforma radicalmente o caráter.[Comentário: Deus veio mostrar para Jacó que a sua luta não era contra Labão ou Esaú, mas contra o próprio Deus. Jacó descobre isso no decorrer da luta, e mesmo machucado, não larga aquele com quem luta reconhecendo que o mesmo pode abençoá-lo.”O fato de aleijá-lo e dar-lhe outro nome mostra que os fins de Deus continuavam sendo os mesmos; queria ter para Si toda a disposição que Jacó tinha para vencer, alcançar, conseguir, mas expurgada da auto-suficiência, e reorientada para o objeto certo do amor humano – Deus mesmo”. Gênesis – comentário de Derek Kidner-Editora Mundo Cristão. Como acontece com muitas pessoas, tinha sido uma luta contra um Deus que estava determinado a abençoá-lo e ajudá-lo. Deus está lutando com você? Ele não quer colocá-lo em uma situação de miséria em que você não tenha outra escolha a não ser lançar-se sobre a misericórdia dEle. Mas Ele o fará se necessário. Talvez já o tenha feito. http://www.ibmorumbi.org.br/intercessao/view_printer.asp?CID=1&ID=9.] “Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória. Ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre. Amém”. (Judas 24-25),

Francisco Barbosa

Campina Grande-PB

Abril de 2017

PARA REFLETIR

A respeito de Jacó, um exemplo de caráter restaurado, responda:

  • Que significa o nome Jacó?

“Aquele que segura pelo calcanhar” ou “suplantador”.

  • Por que Esaú aborreceu a Jacó?

Por causa da bênção que seu pai deu a Jacó por engano.

  • Quantas vezes Jacó mentiu a seu pai por ocasião da bênção?

Três vezes.

  • O que Jacó prometeu a Deus se fosse abençoado em sua viagem?

Dar o dízimo de tudo.

  • Que aconteceu com Jacó, no vau de Jaboque?

Seu nome foi mudado para Israel, e viu Deus “face a face”.

Publicado no blog Auxílio ao Mestre

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