Isaque, um Caráter Pacífico – Luciano de Paula Lourenço

Isaque, um Caráter Pacífico – Luciano de Paula Lourenço

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Texto Base: Gênesis 26:12-25

“E disse Deus: Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque; e com ele estabelecerei o meu concerto, por concerto perpétuo para a sua semente depois dele” (Gn.17:19).

INTRODUÇÃO

Nesta Aula, trataremos do caráter pacífico de Isaque, filho herdeiro do patriarca Abraão. Ser pacífico quando todos ao nosso redor nos tratam bem, é fácil, porém, ser pacífico quando estamos rodeados de inimigos invejosos que nos querem o mal, é difícil; é necessário algo a mais, é necessário a presença do Espírito Santo em nossa vida. O Patriarca Isaque é para nós um exemplo de como o homem de Deus deve proceder diante dos inimigos, com mansidão e resiliência. Certamente, Abraão e Sara devem ter criado Isaque com muito amor e carinho, com disciplina, contribuindo para desenvolver nele um caráter manso, pacificador e humilde. O cristão autêntico reflete o caráter de Cristo, que é o Fruto do Espírito, em qualquer circunstância. A propósito, estudamos no trimestre passado que uma das virtudes do Fruto do Espírito é Mansidão, que é o amor pacificando. Não pode haver cristão verdadeiro sem esta virtude.

I. ISAQUE, O FILHO DA PROMESSA

  1. Promessa de Deus a Abrão. Quando Abraão tinha 75 anos de idade, Deus o chamou para sair de sua terra e ir para uma terra estranha e fez-lhe promessas gloriosas. Uma delas era que da sua descendência brotaria uma grande nação (cf. Gn.12:2). Só que havia alguns problemas muito sérios:

– Primeiro, a terra da promessa estava ocupada pelos descendentes de Canaã. Abrão passou por Canaã, foi até Siquém, até ao Carvalho de Moré, e observou que a terra estava habitada pelos cananeus; ou seja, aos olhos humanos, aquela não era terra que Deus lhe mostraria, uma vez que estava ocupada pelos descendentes de Cão; ou seja, uma terra que, a princípio, Deus havia destinado para outros que não os descendentes de Sem. Entretanto, nosso Deus é um Deus que fala, que não permite que os seus servos fiquem confundidos ou desorientados. A Bíblia afirma que Deus apareceu a Abrão e lhe mostrou que aquela era a terra que Ele daria à sua semente – “à tua semente darei esta terra” (Gn.12:7a). Este é o nosso Deus; Ele faz as coisas que não são serem, como também o contrário.

– Segundo, Sara, esposa de Abrão, era estéril. Gênesis 11:30 diz que Sara era estéril. Logo, Deus tinha que fazer um milagre. Pela lógica humana o nascimento de Isaque seria absolutamente impossível, mas Deus nunca precisou da lógica humana para realizar os seus planos. Deus tem lhe prometido coisas que não existem e que as circunstâncias demonstram não ser possível existir?  Olhe para este exemplo e aumente a sua fé, pois o nosso Deus é o Deus do impossível e tudo que prometeu fará! (Jr.1:12; Mt.24:35).

– Terceiro, Abrão e Sara eram muito idosos. Parecia impossível o casal ter um filho, quanto mais serem pais de uma grande nação. Mas, para Deus nada é impossível. Quando Ele promete, cumpre no tempo determinado por Ele (Gn.21:2). A promessa foi cumprida 25 anos depois, ou seja, quando Abraão tinha 100 anos e Sara 90 anos de idade. Foi um grande e notório milagre. Veja o que o apóstolo Paulo diz a respeito de Abraão, Rm.4:19-21:

  1. E não enfraqueceu na fé, nem atentou para o seu próprio corpo já amortecido (pois era já de quase cem anos), nem tampouco para o amortecimento do ventre de Sara.
  1. E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus;
  1. e estando certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para o fazer.
  1. O nascimento de Isaque, um verdadeiro milagre. Por que foi um milagre? Porque quando o anjo apareceu que Sara ia ter um filho ela tinha 89 anos de idade e Abrão 99 anos de idade; além disso, Sara era estéril. Ao ouvir a promessa de que Sara daria à luz um filho, Abraão riu-se; e o riso de Abraão seria secundado pelo riso de Sara (Gn.18:12). O riso de Abraão pôs em dúvida a capacidade geradora de si mesmo e de sua esposa – “Então, caiu Abraão sobre o seu rosto, e riu-se, e disse no seu coração: A um homem de cem anos há de nascer um filho? E conceberá Sara na idade de noventa anos? E disse Abraão a Deus: Tomara que viva Ismael diante de teu rosto! E disse Deus: Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque...” (Gn.17:17-19). Parecia inacreditável que Abraão e Sara, em idade avançada (99 e 89 anos, respectivamente – Gn.17:1), além da esterilidade de Sara (Gn.11:30), pudessem ter um filho. Mas, Deus disse a Abraão: “Haveria coisa alguma difícil ao Senhor?” (Gn.18:14). Deus queria que eles soubessem que o cumprimento da promessa não seria o resultado de esforços humanos, mas da pura graça, um milagre. Por ter rido, o nome do menino seria Isaque, que significa “riso” ou “aquele que ri”.

Abraão, o homem considerado justo devido a sua fé, teve problemas para acreditar na promessa de Deus. No entanto, a despeito de suas dúvidas, Abraão obedeceu aos mandamentos de Deus (Gn.17:22-27). Mesmo as pessoas de grande fé podem passar por momentos de dúvida. Quando Deus parece querer o impossível e você começa a duvidar de sua liderança, é melhor agir como Abraão. Pense no compromisso de Deus em cumprir suas promessas em sua vida, e então continue a obedecer.

II. UM HOMEM ABENÇOADO POR DEUS

  1. A prosperidade material. “E semeou Isaque naquela mesma terra e colheu, naquele mesmo ano, cem medidas, porque o SENHOR o abençoava” (Gn.26:12). Deus abençoou sobremaneira Isaque, apesar das crises. Os filisteus ficaram com inveja da prosperidade de Isaque, e, assim, todos os poços que ele cavava, os filisteus os enchiam de terra. Mais do que isso, alguns poços que Isaque cavava, os filisteus vinham, e contendiam, e tomavam esses poços. Isaque, em vez de brigar pelos seus direitos, seguia em frente e cavava novos poços. Onde ele colocava a mão, Deus abençoava. Em vez de gastar suas energias brigando, Isaque investia seu tempo trabalhando e abrindo novas clareiras para o futuro. A produção dos seus campos lhe deu cem por cento de colheita (Gn.26:12).

A prosperidade material não é o objetivo da vida cristã, como propalam os adeptos da falsa “teologia da prosperidade”, mas quando Deus quer Ele abre “as janelas do céu” e derrama grande abundância de bênçãos materiais àqueles que são fiéis e obedientes à Sua Palavra, como fez com Isaque.

É bom ressaltar que Deus não está obrigado a nos dar bens materiais, mesmo que sejamos as pessoas mais santas e obedientes da face da Terra. Aqueles que pregam o “evangelho da prosperidade” fazem questão de alardear que Deus tem obrigação de nos dar bens e uma vida regalada, pois “Deus é o dono de toda prata e de todo o ouro” e que nós somos “filhos do rei”, o que, em parte, é uma realidade e uma verdade constante das Escrituras, mas não dizem que, quando ganharmos toda esta prosperidade, o Senhor continua sendo Senhor, continua sendo o “dono de todo o ouro e de toda a prata”, assim como, também, continua sendo o “Rei dos reis” e “Senhor dos senhores”, ou seja, ao contrário do que querem fazer crer os evangelistas da prosperidade, ser rico, ser próspero materialmente não é um privilégio ou um direito do cristão, mas, muito mais do que isto, é uma obrigação a mais que o servo do Senhor assume diante do seu Deus. Quem tem riquezas, passa a ser mordomo destas mesmas riquezas diante do Senhor e, como tal, assume muitas outras obrigações.

  1. A prosperidade espiritual. Não resta dúvida de que a Bíblia Sagrada contém promessas de prosperidade material para o homem, mas esta prosperidade é secundária diante da prosperidade espiritual, que é a efetivamente prometida pelo Senhor. A bênção de Abraão foi transferida para Isaque, não pela hereditariedade em si, mas pela sua fidelidade a Deus. Seu caráter, demonstrado em sua conduta, agradou a Deus e ele prosperou espiritualmente.

O texto Sagrado mostra que Isaque passou por um momento de grande crise financeira (Gn.26:1). Era tempo de escassez, de desemprego, de contenção drástica de despesas, de recessão. Isaque quis fugir, pois a fome assolava a terra onde estava Isaque. Ele, porém, não ficou lamentando, ele seguiu a orientação de Deus, que o disse para não descer ao Egito. Ele obedeceu, moveu-se e prosperou grandiosamente, tanto material como espiritualmente.

Não é fácil ser crente fiel na crise, pois ela gera medo, insegurança e instabilidade. Mas é no ventre da crise que surgem os grandes vencedores.

A crise é tempo de oportunidade e da intervenção sobrenatural de Deus. Hoje, vivemos o drama do achatamento da classe média, da falta de oportunidade e perspectiva de um bom emprego. Aliás, a batalha do emprego é maior do que a batalha do vestibular. O medo do futuro apavora os pais de família. Mas, em vez de descer ao Egito, devemos seguir a orientação de Deus (Gn.26:1-6). Saiba que Deus cuida de nós; valemos mais do que as aves do céu e as flores do campo. Deus conhece cada uma das nossas necessidades. Ele é poderoso para suprir todas elas. Lembre-se, a causa de nossa vitória não é ausência de problemas, mas a presença de Deus nos garantindo a vitória.

Como Isaque foi fiel e obediente, Deus lhe fez promessas grandiosas: “ […] porque a ti e à tua semente darei todas estas terras e confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão, teu pai. E multiplicarei a tua semente como as estrelas dos céus e darei à tua semente todas estas terras, e em tua semente serão benditas todas as nações da terra, porquanto Abraão obedeceu à minha voz e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos e as minhas leis” (Gn.26:3-6).

III. LIÇÕES DO CARÁTER DE ISAQUE

  1. Um homem esforçado e tra­balhador. A crise financeira e econômica castigou com ímpeto a família de Isaque. Mas, ele não se abateu, porque sabia que o Senhor Deus de Abraão estava com ele e lhe tinha feito promessas, não somente visíveis, mas, também, invisíveis, para a posteridade (Gn.26:24). Esse é o perfil de quem confia em Deus e não se desespera diante das crises. Como bem diz o Rev. Hernandes Dias Lopes, “a crise é um tempo de oportunidade: uns olham para ela como a porta da esperança, e outros olham por sobre os ombros dos gigantes para os horizontes largos. Na crise, uns fracassam, e outros triunfam. É na crise que surgem os grandes vencedores”.

Mesmo no olho do furacão da crise, Isaque não ficou parado, moveu-se. Ele esforçou-se sobremaneira e trabalhou com afinco e destemor; semeou na terra onde Deus disse para ele ficar, ainda que todos duvidassem que isso seria um sucesso (Gn.26:12) – “E semeou Isaque naquela mesma terra e colheu, naquele mesmo ano, cem medidas, porque o SENHOR o abençoava”. Muitos podiam dizer: “O lugar é deserto; aqui não chove; a terra é seca; aqui não tem água; não dará certo; outros já tentaram e fracassaram; não tem jeito; jamais sairemos dessa crise”. Todavia, Isaque se recusou a aceitar a decretação do fracasso em sua vida; ele desafiou o tempo, as previsões, os prognósticos, a lógica: “Isaque semeou naquela terra”.

Davi podia pensar o mesmo diante de Golias; durante quarenta dias, o exército de Saul correu daquele gigante, com as pernas bambas de medo, mas Davi, em vez de correr do gigante, correu para vencer o gigante e triunfou sobre ele.

Neemias foi confrontado pelos seus inimigos, mas não temeu, foi firme e destemido diante deles: “O Deus dos céus é o que nos fará prosperar; e nós, seus servos, nos levantaremos e edificaremos…”(Ne.2:20). Quando o muro de Jerusalém foi terminado em cinquenta e dois dias, até mesmo os inimigos dos judeus tiveram de reconhecer que essa obra fora concluída com a ajuda de Deus (cf.Ne.6:15,16). Deus sempre cumpre a sua parte quando os fiéis cumprem a sua, com fé perseverante.

Isaque saiu da terra dos filisteus, foi para o vale de Gerar, depois para Reobote, depois para Berseba (Gn.26:22-29). Mas, para qualquer lugar que ia, ele cavou poços. Ele queria água no deserto. Berseba, antes era um deserto, mas agora é uma cidade, porque Isaque achou água ali.

Eu conclamo você a parar de reclamar, semeie em sua “terra”, semeie em seu casamento, semeie em seus filhos, semeie em seu trabalho, semeie em sua igreja. Não importa se hoje o cenário é de um deserto, apenas lute, seja esforçado e semeie em seu deserto; ande pela fé em nome de Jesus. Faça como Davi, agarre seu “gigante” pelo pescoço, porque “maior é aquele que está em nós do que aquele que está no mundo”(1João 4:4). Paulo pergunta: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm.8:31).

Lembre-se: Sem a ajuda de Deus, o nosso trabalho é vão – “Se o Senhor não edificar a cidade, em vão trabalham os que a edificam” (Sl.127:1). Jesus disse: “Sem mim, nada podeis fazer” (João 15:5). A vitória vem de Deus, mas nós precisamos empunhar as ferramentas de trabalho e as armas de combate. É preciso se dispor e reedificar. A soberania de Deus não anula a responsabilidade humana.

  1. O caráter pacífico de Isaque. Após obedecer à voz de Deus para que não descesse ao Egito e ficasse em Gerar, terra dos filisteus, Deus o fez prosperar sobremaneira (Gn.26:13). Isaque passou a ter muitas ovelhas, vacas, pessoas ao seu serviço, despertando assim inveja nos filisteus, a ponto de fazer oposição ferrenha à permanência de Isaque nas suas terras e ser aconselhado a sair do lugar onde prosperara (Gn.26:14,16). Isaque, contudo, não questionou, não deu brechas a nenhum conflito com os invejosos filisteus, foi habitar “no vale de Ge­rar” (Gn.26:17). Isaque foi uma pessoa apaziguadora, a despeito da violência que imperava naquela época, onde as questões eram resolvidas no modo de “olho por olho” e “dente por dente”.

Mesmo estando no “vale”, os invejosos filisteus não deixaram de desafiar o caráter pacificador de Isaque, mas continuaram com suas investidas contra o homem de Deus: contenderam com os pastores de Isaque, afirmando que as fontes de água não pertenciam a eles (Gn.26:20). Contudo, a reação de Isaque foi pacífica e bem diplomática. Quando os filisteus escolhiam uma região para cavar poços, Isaque partia para cavar outros em outro lugar. Assim, Deus o abençoou abundantemente.

O que aprendemos com essa atitude de Isaque? Num tempo onde muitos não têm paciência para ouvir o outro, muito menos absorver o desaforo do outro, o pacifismo de Isaque se torna uma chamada aos cristãos dos dias hodiernos. Viver de maneira pacífica não significa tolice, mas ter conscientemente um estilo de vida que priorize um coração leve e suave no espirito do Evangelho. Disse Jesus: “Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus” (Mt.5:9).

  1. Um caráter obediente e submisso. Cer­tamente, a obediência e a submissão são os aspectos mais marcantes do caráter de Isaque. Deus deu duas ordens para Isaque: não desças ao Egito (Gn.26:2); fique na terra de Gerar (Gn.26:2,6). Isaque não discutiu, não questionou, não racionalizou, não duvidou. Isaque obedeceu de imediato, pacientemente e com submissão plena a Deus. Isto é um exemplo para todos os cristãos dos dias de hoje.
  1. Um caráter resiliente. A palavra resiliência vem do latim “resílio” que significa voltar ao estado natural; é um termo tomado de empréstimo da Física, que se refere à propriedade que alguns materiais têm de se deformar quando submetidos a pressões e em seguida voltar ao estado anterior, sem alterações. Para as Ciências Humanas é “a capacidade de uma pessoa possuir uma conduta sã num ambiente insano, ou seja, capacidade do indivíduo sobrepor-se e construir-se positivamente frente às adversidades”.

Isaque foi resiliente diante dos seus inimigos. Após perder a posse de dois poços, Isaque não desistiu; mais do que isto, foi resiliente, soube enfrentar as oposições sem se exasperar; soube exercitar a paciência (Gl.5:22). Quando Abimeleque o mandou sair de sua terra, ele saiu; quando os filisteus encheram seus poços de entulho, ele saiu e abriu outros poços. Quando os pastores de Gerar contenderam para tomar os dois poços novos, ele não discutiu, foi adiante para abrir o terceiro poço. Ele teve uma reação transcendental (Mt.5.39-42). Isaque nos ensina que é melhor sofrer o dano do que entrar numa briga buscando nossos direitos.

Apesar da perseguição dos inimigos, Isaque continuou abrindo poços. Diz o texto sagrado: “E partiu dali e cavou outro poço; e não porfiaram sobre ele. Por isso, chamou o seu nome Reobote e disse: Porque agora nos alargou o Senhor, e crescemos nesta terra” (Gn.26:22,23). Era o “poço do alargamento” concedido por Deus.

Isaque, por causa da sua obediência à Palavra de Deus, de seu caráter resiliente e pacífico, da sua confiança em Deus, que o fez prosperar abundantemente, fazendo com que os seus inimigos reconhecessem que Deus era com ele, Deus impulsionou os filisteus a se reconciliarem com Isaque (Gn.26:26-33). Abimeleque expulsou Isaque, mas agora procura-o, pede perdão e reconhece que Isaque é “o abençoado do Senhor” (Gn.26:29), e Isaque o perdoa, e eles se reconciliam. É impossível ser verdadeiramente próspero sem exercitar o perdão. Quem guarda mágoa e passa por cima dos outros não é feliz. Quem atropela os outros e fere as pessoas não tem paz. A prosperidade que não passa pela paz de espírito não é a verdadeira prosperidade. Precisamos ter paz com Deus e com os homens. Precisamos ter relacionamentos na vertical e também na horizontal. Precisamos ter pressa em fugir de contendas e também em perdoar aqueles que nos ferem.

Se você está no deserto, ouça o que Deus está lhe falando pela sua bendita Palavra, siga a direção de Deus e semeie em seu deserto; busque as fontes da graça de Deus. Se o chão está duro, regue a semente com suas lágrimas e prepare-se para uma colheita miraculosa e abundante.

CONCLUSÃO

Isaque foi sobremodo importante para o povo de Deus, quer da Antiga quanto da Nova Aliança. Ele sofreu reveses em sua vida, porém demonstrou a sua grandeza de fé e de amor a Deus. Seu caráter é exemplar e digno de imitação. Em momentos cruciantes em que Deus permitiu que a sua fé fosse provada, ele demonstrou fortaleza de espírito. Que Deus nos abençoe e que possamos ver no caráter de Isaque exemplos positivos para o fortalecimento da nossa fé no Deus Todo-Poderoso, que pode fazer todas as coisas e também cumprir suas promessas.

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Luciano de Paula Lourenço

Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com

Referências Bibliográficas:

Bíblia de Estudo Pentecostal.

Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.

Comentário Bíblico popular (Antigo e Novo Testamento) – William Macdonald.

Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal. CPAD.

Revista Ensinador Cristão – nº 70. CPAD.

Comentário Bíblico Pentecostal. Novo Testamento. CPAD.

Pr. Elinaldo Renovato de Lima. O caráter do Cristão. CPAD.

Paul Hoff. O Pentateuco.

Bruce K. Waltke. Gênesis. Editora Cultura Cristã.

Victor P. Hamilton. Manuel do Pentateuco. CPAD.

Publicado no Blog do Luciano de Paula Lourenço

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