A Identidade do Espírito Santo – Ev. Luiz Henrique

A Identidade do Espírito Santo – Ev. Luiz Henrique

Lição 5, Identidade do ESPÍRITO SANTO

3º Trimestre de 2017 – Título: A Razão da Nossa Fé: Assim Cremos, assim Vivemos

Comentarista: Pr. Pres. Esequias Soares, Assembleia de DEUS, Jundiaí, SP

Complementos, ilustrações e vídeos: Pr. Luiz Henrique de Almeida Silva – 99-99152-0454

Veja estudo sobre Dons do ESPÍRITO em- http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/donsdoespiritoSANTO.htm

Veja estudo sobre O ESPÍRITO SANTO é DEUS – http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/espiritoSANTO.htm

 

 

TEXTO ÁUREO
“Não sabeis vós que sois o templo de DEUS e que o ESPÍRITO de DEUS habita em vós?” (1 Co 3.16)

 

 

VERDADE PRÁTICA
Cremos que o ESPÍRITO SANTO é a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, Senhor e Vivificador, que convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo, regenera o pecador, e que falou por meio dos profetas.

 

 

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Mt 28.19 O ESPÍRITO SANTO é DEUS
Terça – 2 Co 3.6,17 O ESPÍRITO SANTO é Senhor
Quarta – Jo 16.8 O ESPÍRITO SANTO convence do pecado, da justiça e do juízo
Quinta – Tt 3.5 O ESPÍRITO SANTO regenera
Sexta – 2 Pe 1.21 O ESPÍRITO SANTO falou por meio dos profetas e apóstolos
Sábado – Jo 16.13 O ESPÍRITO SANTO é o Consolador

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – João 14.15-18,26
15 – Se me amardes, guardareis os meus mandamentos. 16 – E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre, 17 – o ESPÍRITO da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós. 18 – Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós. 26 – Mas aquele Consolador, o ESPÍRITO SANTO, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.

 

OBJETIVO GERAL – Mostrar que o ESPÍRITO SANTO é a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade ?e que Ele convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Compreender quem é o ESPÍRITO SANTO;

Mostrar a divindade do ESPÍRITO SANTO à luz da Bíblia;

Apresentar os atributos da divindade;

Analisar a personalidade do ESPÍRITO SANTO.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Prezado professor, nesta lição estudaremos acerca da Terceira Pessoa da Trindade, o ESPÍRITO SANTO. Ele não é um fogo, um vento ou uma força, mas DEUS. Uma das provas da sua deidade reside no fato de que Ele possuí atributos divinos. Sem sua ação teria sido impossível conhecer a DEUS e a JESUS CRISTO. Sem Ele jamais teríamos experimentado o novo nascimento e a santificação. Alguns, erroneamente, acreditam que o ESPÍRITO SANTO entrou no mundo somente no dia de Pentecostes. Mas, a Terceira Pessoa da Trindade esteve também presente na criação (Gn 1.26), no ministério de JESUS e dos discípulos.


PONTO CENTRAL – Cremos que o ESPÍRITO SANTO é a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade.

 

Cremos (Confissão de Fé) – POR FAVOR, LEIA PARA A IGREJA

  1. Na inspiração divina verbal e plenária da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé e prática para a vida e o caráter cristão (2 Tm 3.14-17);
  2. Em um só DEUS, eternamente subsistente em três pessoas distintas que, embora distintas, são iguais em poder, glória e majestade: o Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO; Criador do Universo, de todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, e, de maneira especial, os seres humanos, por um ato sobrenatural e imediato, e não por um processo evolutivo (Dt 6.4; Mt 28.19; Mc 12.29; Gn 1.1; 2.7; Hb 11.3 e Ap 4.11);
  3. No Senhor JESUS CRISTO, o Filho Unigênito de DEUS, plenamente DEUS, plenamente Homem, na concepção e no seu nascimento virginal, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal dentre os mortos e em sua ascensão vitoriosa aos céus como Salvador do mundo (Jo 3.16-18; Rm 1.3,4; Is 7.14; Mt 1.23; Hb 10.12; Rm 8.34 e At 1.9);
  4. No ESPÍRITO SANTO, a terceira pessoa da Santíssima Trindade, consubstancial com o Pai e o Filho, Senhor e Vivificador; que convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo; que regenera o pecador; que falou por meio dos profetas e continua guiando o seu povo (2 Co 13.13; 2 Co 3.6,17; Rm 8.2; Jo 16.11; Tt 3.5; 2 Pe 1.21 e Jo 16.13);
  5. Na pecaminosidade do homem, que o destituiu da glória de DEUS e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de JESUS CRISTO podem restaurá-lo a DEUS (Rm 3.23; At 3.19);
  6. Na necessidade absoluta do novo nascimento pela graça de DEUS mediante a fé em JESUS CRISTO e pelo poder atuante do ESPÍRITO SANTO e da Palavra de DEUS para tornar o homem aceito no Reino dos Céus (Jo 3.3-8, Ef 2.8,9);
  7. No perdão dos pecados, na salvação plena e na justificação pela fé no sacrifício efetuado por JESUS CRISTO em nosso favor (At 10.43; Rm 10.13; 3.24-26; Hb 7.25; 5.9);
  8. Na Igreja, que é o corpo de CRISTO, coluna e firmeza da verdade, una, santa e universal assembleia dos fiéis remidos de todas as eras e todos os lugares, chamados do mundo pelo ESPÍRITO SANTO para seguir a CRISTO e adorar a DEUS (1 Co 12.27; Jo 4.23; 1 Tm 3.15; Hb 12.23; Ap 22.17);
  9. No batismo bíblico efetuado por imersão em águas, uma só vez, em nome do Pai, e do Filho, e do ESPÍRITO SANTO, conforme determinou o Senhor JESUS CRISTO (Mt 28.19; Rm 6.1-6; Cl 2.12);
  10. Na necessidade e na possibilidade de termos vida santa e irrepreensível por obra do ESPÍRITO SANTO, que nos capacita a viver como fiéis testemunhas de JESUS CRISTO (Hb 9.14; 1 Pe 1.15);
  11. No batismo no ESPÍRITO SANTO, conforme as Escrituras, que nos é dado por JESUS CRISTO, demonstrado pela evidência física do falar em outras línguas, conforme a sua vontade (At 1.5; 2.4; 10.44-46; 19.1-7);
  12. Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo ESPÍRITO SANTO à Igreja para sua edificação, conforme sua soberana vontade para o que for útil (1 Co 12.1-12);
  13. Na segunda vinda de CRISTO, em duas fases distintas: a primeira — invisível ao mundo, para arrebatar a sua Igreja antes da Grande Tribulação; a segunda — visível e corporal, com a sua Igreja glorificada, para reinar sobre o mundo durante mil anos (1 Ts 4.16, 17; 1 Co 15.51-54; Ap 20.4; Zc 14.5; Jd 1.14);
  14. No comparecimento ante o Tribunal de CRISTO de todos os cristãos arrebatados, para receberem a recompensa pelos seus feitos em favor da causa de CRISTO na Terra (2 Co 5.10);
  15. No Juízo Final, onde comparecerão todos os ímpios: desde a Criação até o fim do Milênio; os que morrerem durante o período milenial e os que, ao final desta época, estiverem vivos. E na eternidade de tristeza e tormento para os infiéis e vida eterna de gozo e felicidade para os fiéis de todos os tempos (Mt 25.46; Is 65.20; Ap 20.11-15; 21.1-4).
  16. Cremos, também, que o casamento foi instituído por DEUS e ratificado por nosso Senhor JESUS CRISTO como união entre um homem e uma mulher, nascidos macho e fêmea, respectivamente, em conformidade com o definido pelo sexo de criação geneticamente determinado (Gn 2.18; Jo 2.1,2; Gn 2.24; 1.27).

 

 

Resumo da Lição 5, Identidade do ESPÍRITO SANTO
I – O ESPÍRITO SANTO
1. A revelação divina.

  1. O esquecimento.
  2. O ESPÍRITO SANTO e os primeiros cristãos.

II – A DIVINDADE DO ESPÍRITO SANTO À LUZ DA BÍBLIA

  1. A divindade declarada.
  2. A divindade revelada.
  3. Obras divinas.

III – OS ATRIBUTOS DA DIVINDADE

  1. Alguns atributos incomunicáveis.
  2. Alguns atributos comunicáveis.
  3. O ESPÍRITO SANTO e a Trindade.

IV – PERSONALIDADE DO ESPÍRITO SANTO

  1. As faculdades da personalidade.
  2. Reações do ESPÍRITO SANTO.

 

SÍNTESE DO TÓPICO I – O ESPÍRITO SANTO está presente em toda a Bíblia.

SÍNTESE DO TÓPICO II –

Cremos na deidade do ESPÍRITO SANTO.

SÍNTESE DO TÓPICO III – O ESPÍRITO SANTO possui todos os atributos da divindade.

 

SUBSÍDIO DIDÁTICO TOP 1
Mostre aos alunos algumas das verdades a respeito do ESPÍRITO SANTO extraídas do evangelho de João:
Ele nunca nos deixará (Jo 14.6).
O mundo não pode recebê-lo (Jo 14.7).
Ele vive em nós e conosco (Jo 14.17).
Ele nos ensina (Jo 14.26).
Ele nos lembra as palavras de JESUS (Jo 14.26).
Ele nos convence do pecado, nos mostra a justiça de DEUS, e anuncia seu juízo contra o mal (Jo 16.8).
Ele nos guia na verdade, e nos dá conhecimento de eventos futuros (Jo 16.13).
Ele glorifica a CRISTO (Jo 16.14).
(Extraído da Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal, CPAD, p. 1472.)

PARA REFLETIR – A respeito da identidade do ESPÍRITO SANTO, responda:
Quem revela o Filho? – O ESPÍRITO SANTO é quem revela o Filho (Jo 16.14; 1 Co 12.3).
O que revela o relacionamento do ESPÍRITO SANTO com o Pai e o Filho? – O relacionamento do ESPÍRITO SANTO com o Pai e com o Filho revela a sua divindade e a sua consubstancialidade com Eles.
O que o Credo Niceno-Constantinopolitano declara sobre o ESPÍRITO SANTO? – O Credo Niceno-Constantinopolitano declara: “E no ESPÍRITO SANTO, o Senhor e Vivificador, o que procede do Pai e do Filho, o que juntamente com o Pai e o Filho é adorado e glorificado, o que falou por meio dos profetas”.
O que significa ser batizado em nome do Pai, e do Filho e do ESPÍRITO SANTO? – Isso significa ser o ESPÍRITO SANTO objeto de nossa fé, pois em seu nome somos batizados, indicando reconhecimento igual ao do Pai e do Filho.
Quais são os três elementos constitutivos da personalidade no ESPÍRITO SANTO? – Intelecto, pois Ele penetra todas as coisas (1 Co 2.10,11), inteligência (Rm 8.27), emoção, sensibilidade (Rm 15.30; Ef 4.30) e vontade.

 

CONSULTE – Revista Ensinador Cristão – CPAD, nº 71, p38.

 

 

Resumo Rápido do Pr. Henrique da Lição 5, Identidade do ESPÍRITO SANTO


INTRODUÇÃO

Vemos claramente na Bíblia a exposição do ESPÍRITO SANTO como DEUS, coexistindo na trindade com o Pai e com o Filho, numa mesma substância. É clara sua identidade, sua deidade, sua personalidade, suas obras, suas reações e seus atributos.

Os primeiros cristãos não tiveram dificuldades em reconhecer  tudo isto, mas vieram outras gerações que não conheceram os primeiros apóstolos e Paulo. Como no tempo dos hebreus, após a morte de Moisés e Josué, o povo se corrompeu, a igreja também, após os apóstolos, deixaram que heresias penetrassem em seu meio e a doutrina verdadeira foi corrompida. A partir do Concílio de Niceia. Iniciou-se uma tentativa de formulação da doutrina pneumatológica e na segunda metade do século IV foi mais desenvolvida para corrigir os heréticos de então.

 

I – O ESPÍRITO SANTO

O ESPÍRITO SANTO É DEUS.

Uma das citações bíblicas de maior clareza que comprova que o ESPÍRITO SANTO é DEUS está em Atos 5.1-4

Mas um certo homem chamado Ananias, com Safira, sua mulher, vendeu uma propriedade, E reteve parte do preço, sabendo-o também sua mulher; e, levando uma parte, a depositou aos pés dos apóstolos. Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao ESPÍRITO SANTO, e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a DEUS. Atos 5:1-4 – A DEUS – O ESPÍRITO SANTO É DEUS.

 

  1. A revelação divina.

a- A Bíblia mostra que no Antigo Testamento houve uma mais clara manifestação da pessoa de DEUS PAI, ficando um tanto obscura a presença do Filho JESUS e do ESPÍRITO SANTO, nesta época. O judeus entendiam DEUS como unicamente sendo o PAI. Adotaram o Shemá e não viam nele a Trindade.

b- No Novo Testamento, mais precisamente nos evangelhos, temos a clara manifestação da pessoa do Filho JESUS que veio pessoalmente à Terra, em forma corpórea como ser humano, se fazendo em tudo semelhante aos homens (com exceção do pecado).

c- Também no Novo Testamento e em nossos dias, temos uma farta revelação da manifestação da pessoa do ESPÍRITO SANTO como DEUS. Ele foi enviado por JESUS, Mora conosco e em nós, nos ajuda em tudo para o sucesso de nossa vida cristã.

O Senhor JESUS revelou o Pai (Jo 1.18), e o ESPÍRITO SANTO é quem revela o Filho (Jo 16.141 Co 12.3).

 

  1. O esquecimento.

A bíblia possui inúmeros versículos que nos revela a identidade do ESPÍRITO SANTO – comprovam sua deidade (Divindade; qualidade de divino) do ESPÍRITO SANTO. Sua personalidade é revelada em seus atributos e ações. Seu relacionamento com o PAI nos indica tanto sua deidade como sua personalidade e nos fornece sua identidade.

Assim como o PAI e o Filho JESUS, o ESPÍRITO SANTO é mencionado, na Bíblia, desde Gênesis 1.2 até Apocalipse 22.17. Isso nos revela sua importância na trindade.

E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o ESPÍRITO de DEUS se movia sobre a face das águas. Gênesis 1.2

E o ESPÍRITO e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida.  Apocalipse 22.17

Com o passar dos anos nações inteiras foram evangelizadas – muitos eram os novos convertidos e nenhum deles conheceu pessoalmente JESUS e nem os apóstolos. O verdadeiro ensino estava corrompido. Havia denominações que nem reconheciam JESUS como DEUS e muito menos o ESPÍRITO SANTO.  Havia a necessidade de se corrigir as heresias e formular um credo de acordo com os ensinos de JESUS e dos apóstolos. Dai surgiram os concílios. O primeiro concílio aconteceu em Jerusalém, ainda no tempo dos primeiros apóstolos, para corrigir erros doutrinários e o constante debate entre Paulo e os judaizantes – Veja Atos 15. Após 100 anos houve a necessidade de se convocar novos concílios, o que foi providenciado. Esses concílios eram patrocinados por Imperadores, políticos hereges, mas DEUS colocou lá dentro seus servos fiéis e atentos nas decisões doutrinárias. Eles puderam participar e influenciar suas decisões. Dentre os principais destacam-se estes:

I Concílio de Niceia I, convocado no ano 325,

II Concílio de Constantinopla I, do ano 381,

III Concílio de Éfeso, do ano 431,

IV Concílio de Calcedônia, do ano 451,

V Concílio de Constantinopla II, do ano 553,

 

  1. O ESPÍRITO SANTO e os primeiros cristãos.

A primeira geração não teve problemas em reconhecer o ESPÍRITO SANTO como DEUS – eram cheios do ESPÍRITO SANTO, eram acostumados a orar 3 horas por dia, a jejuarem pelo menos dois dias por semana, a estudar a bíblia pelo menos 3 horas por dia. Eram todos batizados no ESPÍRITO SANTO e a maioria deles era usada em dons do ESPÍRITO SANTO. Todos ganhavam almas. Era uma geração que tinha líderes cheios do ESPÍRITO SANTO e que marchavam na frente do povo com sinais, prodígios e maravilhas. Após 100 anos a igreja iniciou o declínio espiritual. Seus líderes se comprometeram com a política (imperadores e altos funcionários do reino romano), a oração diminuiu, o jejum sumiu, o estudo da bíblia rareou, o dinheiro apareceu, a avareza aumentou. O povo cristão se corrompeu e as heresias foram introduzidas no meio da Igreja. Começaram a duvidar da trindade e a desacreditar na deidade de JESUS e do ESPÍRITO SANTO.

 

II – A DIVINDADE DO ESPÍRITO SANTO À LUZ DA BÍBLIA

 

  1. A divindade declarada.

Ora, o Senhor é o ESPÍRITO; e onde está o ESPÍRITO do Senhor, aí há liberdade.
Aqui a palavra “Senhor” está indicando o ESPÍRITO SANTO.

ESPÍRITO do SENHOR ou o ESPÍRITO de DEUS são nomes atribuídos ao ESPÍRITO SANTO. Isaías 11:2, repousará sobre Ele; 1 Samuel 16:14, retirou-se de Saul; 2 Samuel 23:2, falou por mim; Juízes 13:25, incitava Sansão; 2 Crônicas 15:1, ESPÍRITO de DEUS; 2 Crônicas 20:14, veio na congregação; Ezequiel 37:1, pôs Ezequiel no meio de um vale; 1 Coríntios 6:11, ESPÍRITO do nosso DEUS; Atos 8:39, arrebatou a Filipe; 2 Coríntios 3:18, transformados de glória em glória; Lucas 4:18, é sobre mim; etc…

 

Podemos notar que muitas vezes os nomes “DEUS” e “ESPÍRITO SANTO” aparecem alternadamente na Bíblia, indicando a deidade do ESPÍRITO SANTO: “Por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao ESPÍRITO SANTO, e retivesses parte do preço da herdade? […] Não mentiste aos homens, mas a DEUS” (At 5.3,4b).

 

Veja o que o apóstolo Paulo afirma sobre o ESPÍRITO SANTO –  “Não sabeis vós que sois o templo de DEUS e que o ESPÍRITO de DEUS habita em vós?” (1 Co 3.16).

“Não sabeis vós que sois o templo de DEUS” – Templo de DEUS – morada de DEUS, tabernáculo de DEUS. Paulo diz que é de DEUS, emprega o nome DEUS.

“ESPÍRITO de DEUS  habita em vós?” – Agora diz que esse DEUS é o ESPÍRITO SANTO que habita no templo.

 

No Antigo Testamento também esta linguagem era usada, mas não muito observada pelos judeus. Os judeus, assim como muitos hoje, também entendiam que o ESPÍRITO SANTO era somente um poder, uma unção, e não DEUS. Somente alguns poucos entendiam que o ESPÍRITO SANTO era DEUS. Exemplo destes são Samuel, Davi, Elias, Elizeu, etc…

“O ESPÍRITO do SENHOR falou por mim, e a sua palavra esteve em minha boca. Disse o DEUS de Israel, a Rocha de Israel a mim me falou” (2 Sm 23.2,3).

Também ungirás a Arão e seus filhos, e os santificarás para me administrarem o sacerdócio. Êxodo 30:30

 

É nessa linguagem que a Bíblia diz que o ESPÍRITO SANTO é DEUS.

 

  1. A divindade revelada.

Onde aparece na bíblia o PAI, o Filho JESUS e o ESPÍRITO SANTO (construções tripartidas), isso nos mostra claramente a divindade e consubstancialidade do ESPÍRITO SANTO com o PAI, o Filho JESUS. Veja exemplos em: Mt 28.19, 1 Co 12.4-6; 2 Co 13.13; Ef 4.4-6; 1 Pe 1.2.

a – Na bênção apostólica

“A graça do Senhor JESUS CRISTO, e o amor de DEUS, e a comunhão do ESPÍRITO SANTO seja com vós todos” (2 Co 13.13).

b – No louvor

“E clamavam uns para com os outros, dizendo: SANTO [DEUS], SANTO [JESUS], SANTO [ESPÍRITO SANTO] é o Senhor dos Exércitos: toda a terra está cheia da sua glória” (Is 6.3).

c – No batismo

“Portanto ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do ESPÍRITO SANTO…” (Mt 28.19).

d – Nos dons

“Ora há diversidade de dons, mas o ESPÍRITO é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Se­nhor [JESUS] é o mesmo. E há diversidade de opera­ções, mas é o mesmo DEUS que opera tudo em todos” (1 Co 12.4-6).

e – Na unidade da fé

“Há um só… ESPÍRITO… um só Senhor [JESUS]… um só DEUS e Pai de todos…” (Ef 4.4,6).

f – No testemunho

“Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o ESPÍRITO SANTO; e estes três são um” (1 Jo 5.7).

g- Na Eleição

Eleitos segundo a presciência de DEUS Pai, em santificação do ESPÍRITO, para a obediência e aspersão do sangue de JESUS CRISTO: Graça e paz vos sejam multiplicadas.
1 Pedro 1:2

 

O ESPÍRITO penetra todas as coisas, até mesmo as profundezas de DEUS (1 Co 2.10,11)

Na trindade o ESPÍRITO SANTO parece fazer a ligação entre o PAI e o Filho JESUS e vemos isso no tetragrama com as letras que compõem o nome de DEUS, as quatro consoantes, YHWH. Esse H, parece indicar a ligação do ESPÍRITO SANTO na Trindade entre as três pessoas. (Interpretação minha).

Esse mesmo H parece ser enviado ao nome de alguém como Abrahão (nas diversas línguas tem um H que veio de DEUS, não no português) – Em Inglês, por exemplo, Abraham.

Sabemos que o poder para se realizar obras está no ESPÍRITO SANTO. ´E chamado por JESUS de Dedo de DEUS. (

O contexto é – dará o Pai celestial o ESPÍRITO SANTO àqueles que lho pedirem? Lucas 11:13a
E, se eu expulso os demônios por Belzebu, por quem os expulsam vossos filhos? Eles, pois, serão os vossos juízes.
Mas, se eu expulso os demônios pelo dedo de DEUS, certamente a vós é chegado o reino de DEUS. Lucas 11:19,20

Mas, se eu expulso os demônios pelo ESPÍRITO de DEUS, logo é chegado a vós o reino de DEUS. Mateus 12:28
O ESPÍRITO do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados de coração, Lucas 4:18

 

JESUS o chama de “outro Consolador” (Jo 14.16).

OUTRO

JESUS prometeu dar aos seus discípulos “outro Consolador” (Jo 14.16). A palavra “outro” aqui corresponde ao original grego “allos”, que significa “outro”, mas da mesma natureza, da mesma espécie e da mesma qualidade. As Pessoas da deidade eternamente são coexistentes em uma união perfeita de uma só natureza, substância e essência.

 

CONSOLADOR

João 14.16 O CONSOLADOR. JESUS chama o ESPÍRITO SANTO de “Consolador”. Trata-se da tradução da palavra grega parakletos, que significa literalmente “alguém chamado para ficar ao lado de outro para o ajudar”. É um termo rico de sentido, significando Consolador, Fortalecedor, Conselheiro, Socorro, Advogado, Aliado e Amigo. O termo grego para “outro” é, aqui, allon, significando “outro da mesma espécie”, e não heteros, que significa outro, mas de espécie diferente. Noutras palavras, o ESPÍRITO SANTO dá prosseguimento ao que CRISTO fez quando na terra. (1) JESUS promete enviar outro Consolador. O ESPÍRITO SANTO, pois, faria pelos discípulos, tudo quanto CRISTO tinha feito por eles, enquanto estava com eles. O ESPÍRITO estaria ao lado deles para os ajudar (cf. Mt 14. 30,31), prover a direção certa para suas vidas (v. 26), consolar nos momentos difíceis (v. 18), interceder por eles em oração (Rm 8.26,27; cf. 8.34) e permanecer com eles para sempre. (2) A palavra parakletos é aplicada ao Senhor JESUS em 1 Jo 2.1. JESUS, portanto, é nosso Ajudador e Intercessor no céu (cf. Hb 7.25) enquanto que o ESPÍRITO SANTO é nosso Ajudador e Intercessor, habitando em nós, aqui na terra (Rm 8.9,261 Co 3.166.192 Co 6.162 Tm 1.14).

Dicionário Strong em Português – παρακλητος parakletos
1) chamado, convocado a estar do lado de alguém, esp. convocado a ajudar alguém
1a) alguém que pleiteia a causa de outro diante de um juiz, intercessor, conselheiro de defesa, assistente legal, advogado
1b) pessoa que pleiteia a causa de outro com alguém, intercessor
1b1) de CRISTO em sua exaltação à mão direita de DEUS, súplica a DEUS, o Pai, pelo perdão de nossos pecados
1c) no sentido mais amplo, ajudador, amparador, assistente, alguém que presta socorro
1c1) do SANTO ESPÍRITO, destinado a tomar o lugar de CRISTO com os apóstolos (depois de sua ascensão ao Pai), a conduzi-los a um conhecimento mais profundo da verdade evangélica, a dar-lhes a força divina necessária para capacitá-los a sofrer tentações e perseguições como representantes do reino divino

AJUDADOR é a melhor interpretação, sendo que Ele é nosso intercessor na terra (…ESPÍRITO intercede por nós com gemidos inexprimíveis. Romanos 8:26), enquanto que JESUS o é no céu (o qual está à direita de DEUS, e também intercede por nós. Romanos 8:34), Ele é nosso advogado na Terra (como haveis de responder; Lucas 21:14), enquanto que JESUS o é no céu (Advogado para com o Pai, JESUS CRISTO, o justo. 1 João 2:1):

O ESPÍRITO SANTO NOS AJUDA:

– Nos ajuda a orar – Romanos 8:26

– Nos ajuda a entender a Bíblia, nos ensina – João 14.26

– Nos ajuda a lembrar – João 14.26

– Nos ajuda a falar quando não sabemos o que dizer – Lucas 12.12

– Nos ajuda a ganhar almas – João 16.8

– Nos ajuda a saber o futuro – João 16.13

– Nos ajuda nos Guiando – João 16.13

 

  1. Obras divinas.

Suas obras o revelam como DEUS. Seu poder é utilizado para realização das obras divina desde a criação (gn 1.2).

JESUS se utilizou desse poder que o ESPÍRITO SANTO tem para realizar suas obras maravilhosas aqui na Terra e ser guiado por Ele.

(Então, pela virtude do ESPÍRITO, voltou JESUS para a Galiléia, e a sua fama correu por todas as terras em derredor. Lucas 4:14; O ESPÍRITO do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados de coração, A pregar liberdade aos cativos, E restauração da vista aos cegos, A pôr em liberdade os oprimidos, A anunciar o ano aceitável do Senhor. Lucas 4:18,19; E toda a multidão procurava tocar-lhe, porque saía dele virtude, e curava a todos. Lucas 6:19; Mas, se eu expulso os demônios pelo ESPÍRITO de DEUS, logo é chegado a vós o reino de DEUS. Mateus 12:28;  E aconteceu que, num daqueles dias, estava ensinando, e estavam ali assentados fariseus e doutores da lei, que tinham vindo de todas as aldeias da Galiléia, e da Judéia, e de Jerusalém. E a virtude do Senhor estava ali para os curar. Lucas 5:17).

O ESPÍRITO SANTO é o Criador do Universo e dos seres humanos junto com o PAI e o Filho JESUS (Jó 26.1333.4Sl 104.30).

O ESPÍRITO SANTO gerou JESUS como homem (Mt 1.20Lc 1.35) e o ressuscitou dentre os mortos (1 Pe 3.18); e ressuscitará os fiéis (Rm 8.11).

O ESPÍRITO SANTO também é Senhor da Igreja, intituindo bispos (At 20.28); participante do novo nascimento (Jo 3.5,6); também é doador da vida (Ez 37.14), Ele regenera o pecador (Tt 3.5) e distribui os dons espirituais como quer (1 Co 12.7-11).

Assim, o Credo Niceno-Constantinopolitano declara para confirmar a bíblia: “E no ESPÍRITO SANTO, o Senhor e Vivificador, o que procede do Pai e do Filho, o que juntamente com o Pai e o Filho é adorado e glorificado, o que falou por meio dos profetas”.

 

III – OS ATRIBUTOS DA DIVINDADE

Os atributos da divindade se dividem entre atributos incomunicáveis (só DEUS os possui e os pode revelar) – o ser humano não os possui), e também os atributos comunicáveis que são transferidos aos

crentes para que possam ter uma vida cristã sadia. O ESPÍRITO SANTO É SENHOR – 2 Coríntios 3.17.

 

  1. Alguns atributos incomunicáveis.

Atributos incomunicáveis (só DEUS os possui e os pode revelar) – O ESPÍRITO SANTO comunica esses atributos por meio dos dons espírituais, como por exemplo, o dom Palavra de Sabedoria que é comunicada sobrenaturalmente revelando alguma coisa no futuro, dentro da onisciência de DEUS (Ex. E, levantando-se um deles, por nome Ágabo, dava a entender pelo ESPÍRITO, que haveria uma grande fome em todo o mundo, e isso aconteceu no tempo de Cláudio César. Atos 11:28). Já a onipresença é manifestada no dom Palavra de Conhecimento ou da ciência como em 2 Reis 6:12 (E disse um dos servos: Não, ó rei meu senhor; mas o profeta Eliseu, que está em Israel, faz saber ao rei de Israel as palavras que tu falas no teu quarto de dormir). A onipotência  é revelada nos dons de poder, Fé, Milagres e Dons de Curar.

Os homens em si mesmo não possuem esses atributos. São exclusivos de DEUS. O ESPÍRITO SANTO os possui.

São eles, os principais:

Atributo que pertence exclusivamente á divindade (Rm 1.23; Hb 1.11).
a) Onipresença. Ele está presente em todos os lugares ao mesmo tempo (
Sm 139.7-10I Co 2.10).. Não podemos fugir à sua presença (Sl 139.7). Como ê bom saber que podemos contar com a sua companhia em todo o tempo.

Atentemos para duas ênfases contidas nesses textos que evidenciam a onipresença do ESPÍRITO: “Para onde me irei do teu ESPÍRITO, ou para onde fugirei da tua face?” e “O ESPÍRITO penetra todas as coisas, ainda as profundezas de DEUS”.


b) Onisciência. O ESPÍRITO SANTO tudo sabe e tudo conhece. Ele nos sonda e nos prova quanto às intenções de nosso coração (1 Co 2.10). Ninguém pode mentir àquEle que sabe toda a verdade. Lembra-se de Ananias e Safira? Nada escapa ao conhecimento do ESPÍRITO SANTO. Sua compreensão é infinita. Ele tudo sabe e nada ignora (Sl 139.2.11,13).

Esta é mais uma evidência da deidade do ESPÍRITO SANTO, o qual sabe e conhece todas as coisas (I Co 2.10,11). Isso é um fato solene, mormente se considerarmos que Ele habita em nós: “habita convosco, e estará em vós” (Jo 14.17). A primeira parte dessa declaração de JESUS indica a permanência do ESPÍRITO SANTO em nós (“habita convosco”); e a segunda, a sua presença constante dentro de nós (“e estará em vós”).

Alguém pode habitar numa casa e não estar presente nela em determinada ocasião. Porém, o ESPÍRITO SANTO quer estar sempre presente no crente, como uma das maravilhas dessa “tão grande salvação” (Hb 2.3).


  1. c) Onipotência.Ele é DEUS. Não há impossíveis para o ESPÍRITO SANTO. O homem é limitado, mas o Consolador tudo pode fazer e o maior milagre que Ele opera no homem ê o do novo nascimento (Jo 3.3).

O divino Consolador tem pleno poder sobre todas as coisas (Sm 104.30)

O ESPÍRITO SANTO tem poder próprio. Ê dEle que flui a vida, em suas dimensões e sentidos bem como o poder de DEUS (SI 104.30; Ef 3.16; At 1.8). Isso é uma evidência da deidade do ESPÍRITO SANTO. Ele tem autoridade e poder inerentes, como vemos em toda a Bíblia, máxime em o Novo Testamento.

Em I Coríntios 2.4, na única referência (no original) em que aparece o termo traduzido por “demonstração do ESPÍRITO SANTO”, designa-se literalmente uma demonstração operacional, prática e imediata na mente e na vida dos ouvintes do evangelho de CRISTO. E isso ocorre pela poderosa ação persuasiva e convincente do ESPÍRITO, cujos efeitos transformadores foram visíveis e incontestáveis na vida dos ouvintes de então, confirmando o evangelho pregado pelo apóstolo Paulo (I Co 2.4,5).

Era nítido o contraste entre a ação poderosa do ESPÍRITO e os métodos secos e repetitivos dos mestres e filósofos gregos da época, que tentavam convencer e conseguir admiradores e discípulos mediante demonstrações encenadas de retórica, dialética e argumentação filosófica; isto é, “sabedoria dos homens” (v.5). Que diferença faz o evangelho de poder do Senhor JESUS CRISTO, o qual “é o poder de DEUS para a salvação de todo o que crê” (Rm 1. 16)1

Paulo reconhecia que os mestres gregos o superavam em capacidade acadêmica e humana (2 Co 10.1011.6). Mas a sabedoria, a oratória e a argumentação filosófica deles era tão-somente um espetáculo teatral, vazio, que atingia apenas os sentidos dos espectadores. No apóstolo Paulo, ao contrário, operava, nesse sentido, o poder de DEUS (I Co 2.4,5Cl 1.29I Ts 1.52 Co 13.10).

O poder do ESPÍRITO SANTO, que evidencia a sua deidade, é também revelado em passagens como Lucas 1.35Jó 26.13 e 33.4, Salmos 33.6 e Gênesis 1.1,2. Esse divino poder, como já afirmamos, é liberado através da pregação do evangelho de CRISTO:

Na conversão dos ouvintes (Ato 2.37,38).

No batismo com o ESPÍRITO SANTO para os novos crentes (Ato 10.44).

Na expulsão de Espíritos malignos (Ato 8.6,7Lc 11.20).

Na cura divina dos enfermos (Ato 3.6-8).

Na obediência dos crentes ao Senhor (Rm 16.19).

 

d) Eternidade. Ele é infinito em existência; sem princípio; sem fim; sem limitação de tempo (Hb 9.14). Ele estava presente no princípio, quando todas as coisas foram criadas (Gn 1.1,2).

Outros atributos. O ESPÍRITO de DEUS é denominado Senhor (2 Co 3.16-18); é descrito como Criador (Jó 26.1333.4Sm 33.4104.3Gn 1.1,2Ez 37.9,10); e é classificado e mencionado juntamente com o Pai e o Filho, o que, claramente, é uma grande evidência da sua divindade.

  1. Alguns atributos comunicáveis.
  2. a) O ESPÍRITO SANTO é santo. “Santo” não como que tendo recebido esta santidade externamente, mas como consequência direta de sua natureza santa. ELE mesmo é santo.  Ele nos santifica (Rm 15.16;1 Co 6.11).
  3. b) O Fruto do ESPÍRITO e suas 9 qualidades é um atributo do ESPÍRITO SANTO que nos comunica suas virtudes. Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Gálatas 5:22.
  4. c) Os dons do ESPÌRITO SANTO são também seus atributos que nos capacita a fazer a obra a de DEUS, reúne multidões para ouvir o evangelho e confirma nossa pregação como advinda de DEUS. Ai há muitas conversões com o ESpÍRITO SANTO os convencendo do pecado, da justiça e do juízo (João 16:8).

Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil. Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas. Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer. 1 Coríntios 12:7-11

Também muitos dos que seguiam artes mágicas trouxeram os seus livros, e os queimaram na presença de todos e, feita a conta do seu preço, acharam que montava a cinqüenta mil peças de prata. Atos 19:19 – E, apegando-se o coxo, que fora curado, a Pedro e João, todo o povo correu atônito para junto deles, ao alpendre chamado de Salomão Atos 3:11

E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém. Marcos 16:20

 

 

  1. O ESPÍRITO SANTO e a Trindade.

Terceira Pessoa da Trindade

DEUS é uno e, ao mesmo tempo, triúno (Gn 1.1,26; 3.22; 11.7; Dt 6.4; 1 Jo 5.7 . O Pai, o Filho e o ESPÍRITO são três divinas e distintas Pessoas. São verdades bíblicas que transcendem a razão humana e as aceitamos alegremente pela fé. A fé em DEUS deve preceder a doutrina (I Tm 4.6).

Se a unidade composta do homem — ESPÍRITO, alma e corpo — continua como um fato inexplicável para a ciência e para os homens mais sábios e santos, quanto mais a triunidade do Pai, do Filho e do ESPÍRITO SANTO!

As três divinas Pessoas da Trindade são co-eternas e iguais entre si. Mas, em suas operações concernentes à criação e à redenção, DEUS, o Pai, planejou a criação de tudo (Ef 3.9); DEUS, o Filho, executou o plano, criando (Jo 1.3Cl 1.16Hb 1.211.3); e DEUS, o ESPÍRITO SANTO, vivificou, ordenou, pôs tudo, todo o universo, em ação: desde a partícula infinitesimal e invisível até ao super-macroscópico objeto existente (Jó 33.4Jo 6.63Gl 6.8Sm 33.6Tt 3.5). Ou seja, o Pai domina, o Filho realiza, e o ESPÍRITO SANTO vivifica, preserva e sustenta.

Na redenção da humanidade, o Pai planejou a salvação, no céu; o Filho consumou-a, na terra; e o ESPÍRITO SANTO realiza e aplica essa tão grande salvação à pessoa humana. Entretanto, num exame cuidadoso da Bíblia vemos que, em qualquer desses atos divinos, as três Pessoas da Trindade estão presentes.

Uma tentativa de definição do trino DEUS é: DEUS Pai é a plenitude da divindade invisível (Jo 1.18). DEUS Filho é a plenitude da divindade manifesta (Jo I7). DEUS ESPÍRITO SANTO é a plenitude da divindade operando na criatura (I Co 2.12-16).

Para os sentidos físicos do homem, por condescendência de DEUS, vemos as três Pessoas da Trindade no batismo de JESUS. O Pai eterno falou do céu, o ESPÍRITO SANTO desceu em forma visível de pomba — uma alegoria —, e o Filho estava sendo batizado no rio Jordão, para cumprir toda a justiça (Mt 3.16,17).

 

 

IV – PERSONALIDADE DO ESPÍRITO SANTO

 

  1. As faculdades da personalidade.

O ESPÍRITO SANTO É UMA PESSOA DA TRINDADE

UMA PESSOA SE ENTRISTECE

E não entristeçais o ESPÍRITO SANTO de DEUS, no qual estais selados para o dia da redenção. Efésios 4:30

UMA PESSOA FALA

E disse o ESPÍRITO a Filipe: Chega-te, e ajunta-te a esse carro. Atos 8:29

E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o ESPÍRITO SANTO: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. Atos 13:2

Bem falou o ESPÍRITO SANTO a nossos pais pelo profeta Isaías, Atos 28:25b

Portanto, como diz o ESPÍRITO SANTO: Se ouvirdes hoje a sua voz, Hebreus 3:7

E disse-me o ESPÍRITO que fosse com eles, nada duvidando; e também estes seis irmãos foram comigo, e entramos em casa daquele homem; Atos 11:12.

UMA PESSOA SE ALEGRA

Naquela mesma hora se alegrou JESUS no ESPÍRITO SANTO, Lc 10.21

Com gozo do ESPÍRITO SANTO. 1 Tessalonicenses 1:6b

Porque o reino de DEUS não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no ESPÍRITO SANTO. Romanos 14:17

UMA PESSOA QUE CONSTITUI LÍDERES

Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o ESPÍRITO SANTO vos constituiu bispos. Atos 20.28a

O ESPÍRITO SANTO DÁ DONS COMO QUER

Porque a um pelo ESPÍRITO é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo ESPÍRITO, a palavra da ciência; E a outro, pelo mesmo ESPÍRITO, a fé; e a outro, pelo mesmo ESPÍRITO, os dons de curar; E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas. Mas um só e o mesmo ESPÍRITO opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer. 1 Coríntios 12:7-11

A graça do Senhor JESUS CRISTO, e o amor de DEUS, e a comunhão do ESPÍRITO SANTO seja com todos vós. Amém. 2 Coríntios 13:14

O ESPIRITO SANTO ENSINA E FAZ LEMBRAR

As quais também falamos, não com palavras que a sabedoria humana ensina, mas com as que o ESPÍRITO SANTO ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais. 1 Coríntios 2:13.

Mas aquele Consolador, o ESPÍRITO SANTO, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito. João 14:26

ESPÍRITO SANTO DÁ TESTEMUNHO TANTO NO CÉU COMO NA TERRA, TANTO COM O PAI, QUANTO COM O FILHO.

Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o ESPÍRITO SANTO; e estes três são um. E três são os que testificam na terra: o ESPÍRITO, e a água e o sangue; e estes três concordam num1 João 5:7,8.

 

Personalidade

  • Atributos de personalidade: a) inteligência (capacidade de conhecimento) — 1 Co 2.10 comparado com Is 11.2; b) vontade própria (capacidade de escolha) — 1 Co 12.11; c) sensibilidade (capacidade de emoção) — Ef 4.30; Rm 15.30.
  • Atividades pessoais exercidas pelo ESPÍRITO SANTO: a) ensina — Jo 14.26; b) testifica — Jo 15.26; c) guia — Rm 8.14; d) convence — Jo 16.7,8; e) contende — Gn 6.3; f) ordena e dirige — At 8.29; 13.1,3; g) intercede — Rm 8.26, 34; h) realiza milagres — At 8.39.
  • ESPÍRITO SANTO contradiz as regras de gramática — Palavra grega pneuma (espírito) é do gênero neutro. Uso de 3 espécies de pronomes, todos do gênero masculino: a) pronome demonstrativo masculino — Jo 16.13,14 (este, esse, aquele); b) pronomes relativos masculinos — Jo 15.26 e Ef 1.14 (que, o qual); c) pronome pessoal masculino — Jo 16.6,8 (vo-lo enviarei).
  • Farta dentificação pessoal – textos: Jo 14.16,17,26, 15.26, 16.7,13; At 1.8, 5.9,32, 8.18, 10.19,29,47, 13.2, 19.6; Rm 8.16; 1 Co 2.10,11; 2 Co 3.17; Ap 2.11,29; 3.6,13,22. O nome JESUS é encontrado 905 vezes no NT, algumas vezes sem artigo. Símbolos do ESPÍRITO SANTO nas suas atividades: água, fogo, pomba, azeite. JESUS: porta (Jo 10.9), videira (Jo 15.1), caminho (Jo 14.6), etc. ESPÍRITO SANTO é pessoa tanto quanto JESUS.(http://www.cacp.org.br/a-deidade-do-espirito-santo)

 

A Personalidade do ESPÍRITO SANTO

A Bíblia apresenta o ESPÍRITO SANTO como um Ser dotado de personalidade, isto é, que possui ou contém em si mesmo os elementos de existência pessoal, em contraste com a existência impessoal

Pode-se dizer que a personalidade existe quando se encontram em uma única combinação, inteligência, emoção e volição, ou ainda autoconsciência e autodeterminação. Deste modo, ao usarmos o termo “pessoa”, aplicando-o aos membros da Trindade, deve ser entendido em sentido qualitativo ou limitado, e não em organismos separados, confundindo-o com corporalidade, conforme usamos o termo em relação ao homem.

A Bíblia mostra a personalidade do ESPÍRITO SANTO quando diz que:

Ele cria e dá vida (Jó 33.4).

Ele nomeia e comissiona ministros (Is 48.16At 13.220.28).

Ele dirige onde os ministros devem pregar (At 16.6,7).

Ele instrui o que os ministros devem pregar (1 Co 2.14).

Ele falou através dos profetas (At 1.161 Pd 1.11,122 Pd 1.21).

Ele contende com os pecadores (Gn 6.3).

Ele reprova (Jo 16.8).

Ele consola (Act 9.31).

Ele nos ajuda em nossas fraquezas (Rm 8.26).

Ele ensina (Jo 14.261 Co 12.3).

Ele guia (Jo 16.13).

Ele santifica (Rm 15.161 Co 6.11).

Ele testifica de CRISTO (JO 15.26).

Ele glorifica a CRISTO (Jo 16.14).

Ele tem poder próprio (Rm 15.13).

Ele sonda tudo (Rm 11.33,341 Co 10,11).

Ele age segundo a sua vontade (1 Co 12.11).

Ele habita com os Santos (Jo 14.17).

Ele pode ser entristecido (Ef 4.30).

Ele pode ser envergonhado (Is 63.10).

Ele pode sofrer resistência (Act 7.51).

Ele pode ser tentado (Act 5.9).

 

  1. Reações do ESPÍRITO SANTO.

O ESPÍRITO SANTO É QUEM DETÉM O ANTICRISTO

Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama DEUS, ou se adora; de sorte que se assentará, como DEUS, no templo de DEUS, querendo parecer DEUS. Não vos lembrais de que estas coisas vos dizia quando ainda estava convosco? E agora vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora o retém até que do meio seja tirado; E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda; 2 Tessalonicenses 2:3-8 – O ESPÍRITO SANTO É QUEM DETÉM O ANTICRISTO PARA QUE NÃO REINE ANTES DA HORA CERTA – DURANTE A GRANDE TRIBULAÇÃO.

2 Tessalonicenses – 2.7 – Comentários Bíblicos TT W. W. Wiersbe

Por que Satanás não consegue revelar antes o “homem da iniqüidade”? Porque DEUS está refreando as forças do mal no mundo de hoje. Satanás não pode fazer o que bem entende, quando bem entende. Nosso Senhor soberano é capaz de fazer até a ira do homem louvá-lo: “e do resíduo das iras te cinges” (Sl 76:10). Em 2 Tes 2:67, Paulo menciona uma força repressora que hoje está colaborando para que os acontecimentos sigam o cronograma.

O que ou quem é esse repressor? Paulo explicou isso aos tessalonicenses quando os ensinou pessoalmente, mas não incluiu essa informação em nenhuma das cartas. O repressor está atuando hoje no mundo e continuará em ação até que seja “tirado do meio deles” (2 Ts 2:7b).

Convém observar que, em 2 Tes 2:6, Paulo refere-se ao repressor de modo neutro (“o que o detém”), enquanto em 2 Tes 2:7, usa o gênero masculino (“aquele que agora o detém”). O repressor é um indivíduo que se encontra presente em nosso meio, mas que, um dia, será “afastado”.

Vários estudiosos da Bíblia identificam o repressor como o ESPÍRITO SANTO de DEUS. Sem dúvida, ele faz parte do plano de DEUS e opera no meio da Igreja cumprindo os propósitos de DEUS. Quando a Igreja for arrebatada, o ESPÍRITO SANTO não será removido do mundo (do contrário, ninguém poderia ser salvo durante a Tribulação), mas será afastado de modo que Satanás e suas hostes possam atuar. Por certo, o ESPÍRITO SANTO estará presente na Terra durante o Dia do Senhor, mas não agirá mais refreando o mal como faz hoje.

Apesar das fraquezas e dos aparentes fracassos da Igreja, não se deve jamais subestimar sua importância no mundo. As pessoas que criticam a Igreja não se dão conta de que a presença do povo de DEUS neste mundo dá aos não salvos a oportunidade de receber a salvação. A presença da Igreja adia a vinda do julgamento. Ló não era um homem consagrado ao Senhor, mas foi sua presença em Sodoma que refreou a ira de DEUS {Gn 19:12-29). Há dois planos em ação no mundo de hoje: o plano de DEUS para a salvação e o plano de Satanás para o pecado, o “mistério da iniquidade”. DEUS tem um cronograma para seu plano, e Satanás não pode fazer coisa alguma para mudá-lo. Assim como houve uma “plenitude do tempo” para a vinda de CRISTO (Gl 4:4), também haverá uma “plenitude do tempo” para o surgimento do anticristo, e nada acontecerá fora do cronograma divino. Uma vez que o ministério repressor do ESPÍRITO de DEUS tiver chegado ao fim, o acontecimento seguinte poderá ocorrer.

 

O ESPÍRITO SANTO reage quando é confrontado, quando é entristecido, quando é desrespeitado, quando é desobedecido. isso é mais uma prova de  sua personalidade como pessoa da Trindade, como DEUS.
Pedro obedeceu ao Espírito Santo (At 10.19,21). Ananias mentiu ao Espírito Santo (At 5.3). Estêvão disse que os judeus sempre resistiram ao Espírito Santo (At 7.51). O apóstolo Paulo nos recomenda não entristecer o Espírito Santo (Ef 4.30); os fariseus blasfemaram contra o Espírito Santo (Mt 12.29-31); os cristãos são batizados em nome do Espírito Santo (Mt 28.19).

Muitas vezes podemos perceber que nossa alegria e até mesmo nossa pregação tão bem preparada desaparecem de repente no púpito. É a sensibilidade do ESPÍRITO SANTO. ELE reage a alguma coisa que fizemos ou dissemos e não lhe agradou. Por exemplo: quando assistimos futebol antes de ir pregar na igreja. Quando discutimos e brigamos com nosaa esposa ou filhos antes de nos congregar, quando fofocamos nas redes sociais antes do culto ou durante o mesmo, Etc… Cada um deve perceber que o ESPÍRITO SANTO reage aos mínimos detalhes do nosso comportamento cristão.

 

BLASFÊMIA CONTRA O ESPÍRITO SANTO

E a todo aquele que proferir uma palavra contra o Filho do homem, isso lhe será perdoado; mas ao que blasfemar contra o ESPÍRITO SANTO, não lhe será perdoado. Lucas 12.10

Blasfêmia é atribuir a Satanás o que o ESPÍRITO SANTO faz

A Blasfêmia geralmente é o desejo de “eliminar DEUS do próprio coração”

Quando alguém blasfema nem sente mais que DEUS existe – nunca mais entra numa igreja. Se torna inimigo de DEUS.
Blasfêmia  – (Strong Português) – βλασφημεω – blasphemeo
1) falar de modo repreensível, injuriar, insultar, caluniar, blasfemar
2) ser mal falado por, injuriado, insultado

BEP – CPAD – 12.31 BLASFÊMIA CONTRA O ESPÍRITO SANTO. A blasfêmia contra o ESPÍRITO SANTO é a rejeição contínua e deliberada do testemunho que o ESPÍRITO SANTO dá de CRISTO, da sua Palavra e da sua obra de convencer o homem, do pecado (cf. Jo 16.7-11). Aquele que rejeita a voz do ESPÍRITO e se opõe a ela, afasta de si mesmo o único recurso que pode levá-lo ao perdão o ESPÍRITO SANTO. Os passos que levam à blasfêmia contra o ESPÍRITO:

(1) entristecer o ESPÍRITO. Se isto for contínuo, levará à resistência ao ESPÍRITO (Ef 4.30);

(2) resistir ao ESPÍRITO leva ao apagamento do ESPÍRITO dentro da pessoa (1 Ts 5.19);

(3) apagar o ESPÍRITO leva ao endurecimento do coração (Hb 3.8-13);

(4) o endurecimento do coração leva a uma mente réproba e depravada, a ponto de chamar o bem de mal e o mal de bem (Rm 1.28Is 5.20). Quando o endurecimento do coração atinge certa intensidade que somente DEUS conhece, o ESPÍRITO já não contenderá para levar aquela pessoa ao arrependimento (cf. Gn 6.3; ver Dt 29.18-211 Sm 2.25Pv 29.1). Quanto àqueles que se preocupam pensando que já cometeram o pecado imperdoável, a sua disposição de se arrependerem e quererem o perdão, é evidência de que não cometeram o tal pecado imperdoável.

Para pessoa que fala “contra o ESPÍRITO SANTO” não há perdão. (Comentário NT Kestimaker e Hendriksen).

Por que não? Aqui, como sempre quando o próprio texto não é imediatamente claro, o contexto histórico deve ser nosso guia. Veja Lucas 11.1518Marcos 3.22; cf. João 7.208.485210.20. Dele aprendemos que os amargos adversários de JESUS estiveram atribuindo a Satanás o que o ESPÍRITO SANTO fazia por meio de JESUS. Além disso, eles faziam isso voluntariamente, deliberadamente. A despeito de todas as evidências em contrário, ainda estavam afirmando que JESUS expulsava os demônios pelo poder de Belzebu. Ora, ser perdoado subentende que o pecador arrependeu-se verdadeiramente. Entre os oponentes estava totalmente ausente esse pesar genuíno pelo pecado. Em lugar do arrependimento, puseram o endurecimento; em lugar da confissão, conspiração. E assim, por meio de sua própria dureza criminosa e completamente injustificada, estavam se condenando a si próprios.

 

CONCLUSÃO

O ESPÍRITO SANTO tem na Bíblia toda a revelação divina de que é DEUS. Houve um esquecimento das doutrinas básicas de nossa fé, ensinadas pelos apóstolos e também por Paulo e seus auxiliares, por parte da igreja após 100 anos. O ESPÍRITO SANTO era conhecido como DEUS pelos primeiros cristãos. A divindade do ESPÍRITO SANTO à luz da Bíblia é vista na divindade declarada, na divindade revelada e nas obras divinas realizadas pelo ESPÍRITO SANTO. Os atributos da divindade se dividem entre atributos incomunicáveis (só DEUS os possui e os pode revelar) – o ser humano não os possui), e também os atributos comunicáveis que são transferidos aos crentes para que possam ter uma vida cristã sadia. O ESPÍRITO SANTO e a trindade é claramente percebido na Bíblia principalmente na Grande Comissão (Mt 28.19), na Bênção Apostólica ( 2 Co 13.13 ) e em João 5:7,8. . A personalidade do ESPÍRITO SANTO é vista claramente pelas suas  faculdades e reações.

 

 

Comentários de algumas Bíblias, Livros e Dicionários

 

BEP – CPAD – João 14.16-18; 26

João 14.16 EU ROGAREI AO PAI. JESUS rogou ao Pai que enviasse o Consolador, mas somente àqueles que o amam sinceramente e que se dedicam à sua Palavra. JESUS emprega o tempo presente em “Se me amardes”(v. 15), ressaltando assim uma atitude contínua de amor e de obediência.

 

14.16 O CONSOLADOR. JESUS chama o ESPÍRITO SANTO de “Consolador”. Trata-se da tradução da palavra grega parakletos, que significa literalmente “alguém chamado para ficar ao lado de outro para o ajudar”. É um termo rico de sentido, significando Consolador, Fortalecedor, Conselheiro, Socorro, Advogado, Aliado e Amigo. O termo grego para “outro” é, aqui, allon, significando “outro da mesma espécie”, e não heteros, que significa outro, mas de espécie diferente. Noutras palavras, o ESPÍRITO SANTO dá prosseguimento ao que CRISTO fez quando na terra.

(1) JESUS promete enviar outro Consolador. O ESPÍRITO SANTO, pois, faria pelos discípulos, tudo quanto CRISTO tinha feito por eles, enquanto estava com eles. O ESPÍRITO estaria ao lado deles para os ajudar (cf. Mt 14. 30,31), prover a direção certa para suas vidas (v. 26), consolar nos momentos difíceis (v. 18), interceder por eles em oração (Rm 8.26,27; cf. 8.34) e permanecer com eles para sempre.

(2) A palavra parakletos é aplicada ao Senhor JESUS em 1 Jo 2.1. JESUS, portanto, é nosso Ajudador e Intercessor no céu (cf. Hb 7.25) enquanto que o ESPÍRITO SANTO é nosso Ajudador e Intercessor, habitando em nós, aqui na terra (Rm 8.9,261 Co 3.166.192 Co 6.162 Tm 1.14).

 

14.17 HABITA CONVOSCO E ESTARÁ EM VÓS. CRISTO declara que o ESPÍRITO SANTO habitava agora com os discípulos, e lhes promete que futuramente Ele estaria “em vós”. A promessa do ESPÍRITO SANTO para habitar nos fiéis cumpriu-se depois da ressurreição de CRISTO, quando Ele assoprou sobre eles e disse-lhes: “Recebei o ESPÍRITO SANTO” (ver Jo 20.22). A seguir, CRISTO lhes ordenou a aguardarem uma outra experiência no ESPÍRITO SANTO, que lhes daria grande poder para testemunhar. “Mas vós sereis batizados com o ESPÍRITO SANTO, não muito depois destes dias… recebereis a virtude do ESPÍRITO SANTO, que há de vir sobre vós” (At 1.5,82.4, para a operação do ESPÍRITO SANTO na regeneração do pecador).

 

14.17 O ESPÍRITO DA VERDADE. O ESPÍRITO SANTO é chamado “O ESPÍRITO da verdade” (João 15.2616.13; cf. 1 Jo 4.65.6), porque Ele é o ESPÍRITO de JESUS, que é a verdade (18.37), instrui quanto à verdade, expõe a mentira (At 5.1-9) e guia o crente em toda a verdade (16.13). Aqueles que querem sacrificar a verdade em favor da unidade, do amor, ou outra qualquer razão, negam o ESPÍRITO da verdade, que os tais alegam ter. A igreja que abandona a verdade, abandona a seu Senhor. O ESPÍRITO SANTO não será conselheiro dos que são indiferentes à fé ou a seu compromisso com a verdade. Ele vive somente nos que adoram ao Senhor “em ESPÍRITO e em verdade” (4.24).

 

14.18 VOLTAREI PARA VÓS. JESUS se revela ao crente obediente mediante o ESPÍRITO SANTO, que torna conhecida a presença pessoal de JESUS na, e com a pessoa que o ama (v. 21). O ESPÍRITO nos torna conscientes da presença de JESUS e da realidade do seu amor, bênção e socorro. Essa é uma das suas missões principais. É mediante o ESPÍRITO SANTO que CRISTO vive no crente, que por esta razão deve expressar amor, adoração e dedicação a DEUS.

14.26 O ESPÍRITO SANTO. O Consolador é identificado aqui como o “ESPÍRITO SANTO”. Para o crente do NT, o aspecto mais importante do ESPÍRITO não é a sua grandeza, nem é o seu poder (At 1.8), mas a sua santidade. Seu caráter SANTO manifestado na vida dos crentes, é o que mais importa (cf. Rm 1.4Gl 5.22-26).

 

A DOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO – BEP – CPAD

At 5.3,4 “Disse, então, Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao ESPÍRITO SANTO e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a, não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a DEUS.”

É essencial que os crentes reconheçam a importância do ESPÍRITO SANTO no plano divino da redenção. Sem a presença do ESPÍRITO SANTO neste mundo, não haveria a criação, o universo, nem a raça humana (Gn 1.2Jó 26.1333.4Sl 104.30). Sem o ESPÍRITO SANTO, não teríamos a Bíblia (2Pe 1.21), nem o NT (Jo 14.261Co 2.10) e nenhum poder para proclamar o evangelho (1.8). Sem o ESPÍRITO SANTO, não haveria fé, nem novo nascimento, nem santidade e nenhum cristão neste mundo. Este estudo examina alguns dos ensinamentos básicos a respeito do ESPÍRITO SANTO.

A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO.

Através da Bíblia, o ESPÍRITO SANTO é revelado como Pessoa, com sua própria individualidade (2Co 3.17,18Hb 9.141Pe 1.2). Ele é uma Pessoa divina como o Pai e o Filho (5.3,4). O ESPÍRITO SANTO não é mera influência ou poder. Ele tem atributos pessoais, a saber: Ele pensa (Rm 8.27), sente (Rm 15.30), determina (1Co 12.11) e tem a faculdade de amar e de deleitar-se na comunhão. Foi enviado pelo Pai para levar os crentes à íntima presença e comunhão com JESUS (Jo 14.16-18,26). À luz destas verdades, devemos tratá-lo como pessoa, que é, e considerá-lo DEUS vivo e infinito em nosso coração, digno da nossa adoração, amor e dedicação (ver Mc 1.11).

A OBRA DO ESPÍRITO SANTO.

(1) A revelação do ESPÍRITO SANTO no AT. Para uma exposição da operação do ESPÍRITO SANTO no AT. (2) A revelação do ESPÍRITO SANTO no NT. (a) O ESPÍRITO SANTO é o agente da salvação. Nisto Ele convence-nos do pecado (Jo 16.7,8), revela-nos a verdade a respeito de JESUS (Jo 14.16,26), realiza o novo nascimento (Jo 3.3-6), e faz-nos membros do corpo de CRISTO (1Co 13). Na conversão, nós, crendo em CRISTO, recebemos o ESPÍRITO SANTO (Jo 3.3-620.22) e nos tornamos co-participantes da natureza divina (2 Pe 1.4). (b) O ESPÍRITO SANTO é o agente da nossa santificação. Na conversão, o ESPÍRITO passa a habitar no crente, que começa a viver sob sua influência santificadora (Rm 8.91  Co 6.19). Note algumas das coisas que o ESPÍRITO SANTO faz, ao habitar em nós. Ele nos santifica, i.e., purifica, dirige e leva-nos a uma vida santa, libertando-nos da escravidão ao pecado (Rm 8.2-4Gl 5.16,172 Ts 2.13). Ele testifica que somos filhos de DEUS (Rm 8.16), ajuda-nos na adoração a DEUS (At 10.45,46; Rm 8.26,27) e na nossa vida de oração, e intercede por nós quando clamamos a DEUS (Rm 8.26,27). Ele produz em nós as qualidades do caráter de CRISTO, que O glorificam (Gl 5.22,231Pe

(2) Ele é o nosso mestre divino, que nos guia em toda a verdade (Jo 16.1314.261 Co 2.10-16) e também nos revela JESUS e nos guia em estreita comunhão e união com Ele (Jo 14.16-1816.14). Continuamente, Ele nos comunica o amor de DEUS (Rm 5.5) e nos alegra, consola e ajuda (Jo 14.161 Ts 1.6). (c) O ESPÍRITO SANTO é o agente divino para o serviço do Senhor, revestindo os crentes de poder para realizar a obra do Senhor e dar testemunho dEle. Esta obra do ESPÍRITO SANTO relaciona-se com o batismo ou com a plenitude do ESPÍRITO. Quando somos batizados no ESPÍRITO, recebemos poder para testemunhar de CRISTO e trabalhar de modo eficaz na igreja e diante do mundo (1.8). Recebemos a mesma unção divina que desceu sobre CRISTO (Jo 1.32,33) e sobre os discípulos (2.4; ver 1.5), e que nos capacita a proclamar a Palavra de DEUS (1.84.31) e a operar milagres (2.433.2-85.156.810.38). O plano de DEUS é que todos os cristãos atuais recebam o batismo no ESPÍRITO SANTO (2.39). Para realizar o trabalho do Senhor, o ESPÍRITO SANTO outorga dons espirituais aos fiéis da igreja para edificação e fortalecimento do corpo de CRISTO (1 Co 12—14). Estes dons são uma manifestação do ESPÍRITO através dos santos, visando ao bem de todos (1 Co 12.7-11). (d) O ESPÍRITO SANTO é o agente divino que batiza ou implanta os crentes no corpo único de CRISTO, que é sua igreja (1 Co 12.13) e que permanece nela (1 Co 3.16), edificando-a (Ef 2.22), e nela inspirando a adoração a DEUS (Fp 3.3), dirigindo a sua missão (13.2,4), escolhendo seus obreiros (20.28) e concedendo-lhe dons (1 Co 12.4-11), escolhendo seus pregadores (2.41Co 2.4), resguardando o evangelho contra os erros (2 Tm 1.14) e efetuando a sua retidão (Jo 16.81 Co 3.161 Pe 1.2).

(3) As diversas operações do ESPÍRITO são complementares entre si, e não contraditórias. Ao mesmo tempo, essas atividades do ESPÍRITO SANTO formam um todo, não havendo plena separação entre elas. Alguém não pode ter (a) a nova vida total em CRISTO, (b) um SANTO viver, (c) o poder para testemunhar do Senhor ou (d) a comunhão no seu corpo, sem exercitar estas quatro coisas. Por exemplo: uma pessoa não pode conservar o batismo no ESPÍRITO SANTO se não vive uma vida de retidão, produzida pelo mesmo ESPÍRITO, que também quer conduzir esta mesma pessoa no conhecimento das verdades bíblicas e sua obediência às mesmas.

 

Comentários do Pr. Henrique em 2011

I – Quem É o ESPÍRITO SANTO

O ESPÍRITO SANTO é a terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Ele aparece pela primeira vez nas Escrituras em Gênesis 1.2, e daí em diante sua presença é proemi­nente em ambos os Testamentos. O vocábulo que dá sentido ao seu nome é o grego pneuma, vindo da raiz hebraica ruach. Ambos os termos, quando aplicados para dar significação divina e sem igual, denotam o infinito ESPÍRITO de DEUS.

A atuação deste supremo Ser é marcante nas Escrituras como o Substituto legal do Filho de DEUS, desde o Pentecoste até o arrebatamento da Igreja (Jo 16.7), e continuando depois com ela para sempre (Jo 14.16). Ele veio ao mundo como o “Agente da Comunicação Divi­na”. Sua origem não se encontra nas tábuas genealógicas, pois, sendo Ele um dos membros da Divindade, é a ori­gem de si mesmo e a causa de sua própria substância.

 

II – Sua Preexistência

A natureza e os atributos do ESPÍRITO SANTO caracteri­zam-no como o “ESPÍRITO eterno”, não conhecendo princípio de dias nem fim de existência (Hb 9.14). Ele aparece ao lado de DEUS, quando havia unicamente o DEUS trino e uno. O tempo, que marca extensão, é percebido através da relação entre “antes” e “depois”. Uma vez que o ESPÍRITO SANTO tem a mesma natureza de DEUS, o tempo não se aplica a Ele já que existe pela própria necessidade de sua existência. Ele é um Ser vivo, dotado de perso­nalidade, não sendo meramente uma influência ou ema­nação de DEUS. Antes, é uma Pessoa claramente divina, que faz parte da Trindade.

Não um ser criado, como nós ou as demais criaturas que, por um ato de DEUS, passamos a existir num certo tempo e lugar.

  1. No Antigo Testamento

O período do Antigo Testamento foi de preparação e espera a este Ser eterno, cuja ação plena concretizou-se no Novo. Mas antes, como sabemos, o Eterno ESPÍRITO de DEUS já operava.

Em suas várias manifestações e demonstrações de po­der, tanto no universo físico como no espiritual, sua presença é sentida e revelada (Gn 1.2; 6.3; Êx 8.19; Jo 33.4 etc.) Entretanto, eram apenas manifestações objeti­vas e tópicas, pois até então o ESPÍRITO SANTO não havia sido “derramado” e sim “manifestado” (cf. Jl 2.28; Jo 7.39). O ESPÍRITO SANTO se revelava de três maneiras, visto no contexto geral.

  1. Como ESPÍRITO criador do cosmo. Por cujo poder o Universo e todos os seres foram criados.
  2. Como ESPÍRITO dinâmico ou doador de poder. Revelado como o Agente de DEUS em relação aos homens; entretanto, não era outorgado como dádiva permanente. Em sentido tópico, tal sucedia até mesmo no caso dos profetas, embora seja seguro pensar que homens mais profundamente espirituais possuíam o dom do ESPÍRITO por tempo mais dilatado que o comum (cf. Sl 51.11- Ml 2.15).
  3. Como ESPÍRITO regenerador. Pelo qual a natureza humana é transformada “de glória em glória na mesma imagem, como pelo ESPÍRITO do Senhor” (2 Co 3.18). Encontramos sua presença no Antigo Testamento, em várias manifestações de poder, num total de 88 vezes: 13 no Pentateuco; sete em Juízes; sete em 1 Samuel; cinco nos Salmos; 14 em Isaías; 12 em Ezequiel; e trinta ou­tras, por inferência.

Dos 39 livros do Antigo testamento, apenas 16 não fazem referência específica a Ele – mas em essência.

Algumas referências marcam sua presença nesse período, descrevendo-o como membro ativo da Divindade e participante de decisões somente a ela inerentes. Veja­mos algumas:

  • Na criação do Universo: “E o ESPÍRITO de DEUS se movia sobre a face das águas” (Gn 1.2).
  • Na criação do homem: “E disse DEUS: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhan­ça…” (Gn 1.26).
  • No juízo sobre o pecado: “Então disse o Senhor DEUS: Eis que o homem é como um de nós…” (Gn 3.22).
  • No julgamento sobre o dilúvio: “Então disse o Se­nhor: Não contenderá o meu ESPÍRITO para sempre com o homem…” (Gn 6.3).
  • Sobre a construção da torre de Babel: “Eia, desça­mos, e confundamos ali a sua língua…” (Gn 11.7).

O ESPÍRITO SANTO é também retratado, em relação aos homens, como aquEle que ilumina (Jo 33.8), dá forças especiais (Jz 14.6,19), concede sabedoria (Êx 31.1-6; Dt 34.8), outorga revelações (Nm 11.25; 2 Sm 23.2), instrui sobre a vontade de DEUS (Is 11.2), administra graça (Zc 12.10) e, finalmente, enche as vidas com sua presença (Ef 5.18).

  1. No Novo Testamento

O ESPÍRITO SANTO entra em cena logo nas primeiras páginas do Novo Testamento. O anjo Gabriel informa a Zacarias, um velho sacerdote da ordem de Abias, que seu futuro filho, João Batista, seria cheio do ESPÍRITO SANTO desde o ventre materno (Lc 1.15). O mesmo mensageiro celestial diz a Maria que o ESPÍRITO SANTO desceria sobre ela (Lc 1.35). Mais adiante encontramos o justo Simeão, e “o ESPÍRITO SANTO estava sobre ele” (Lc 2.25). Durante a vida terrena de nosso Senhor JESUS, a atuação do ESPÍRITO SANTO acompanhava seus passos, palavras e obras. Ou seja, JESUS era “cheio do ESPÍRITO SANTO” (Lc 4.1). E podia exclamar: “O ESPÍRITO do Senhor é sobre mim” (Lc 4.18).

 

III – Sua Existência Pós-pentecostal

Vinte e cinco livros dos 27 que compõem o Novo Testamento descrevem o ESPÍRITO SANTO como um Ser real. Apenas dois, Filemom e 3 João, falam dEle apenas em essência.

Há duas citações sobre a existência do Pai e do Filho que não mencionam sua existência:

“E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único DEUS verdadeiro, e a JESUS CRISTO, a quem envias-te” (Jo 17.3).

“E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de DEUS e do Cordeiro…” (Ap22.1).

No entanto, a ausência do ESPÍRITO SANTO nestas duas citações não lhe nega a existência como Pessoa real! Pelo contrário, prova sua humildade e grandeza.

De acordo com a Lei mosaica, o testemunho de dois homens era verdadeiro para se firmar qualquer palavra ou sentença.

Dois grandes personagens, João Batista e JESUS Cris­to, afirmaram ter visto o ESPÍRITO SANTO em forma corpórea.

“E João testificou, dizendo: Eu vi o ESPÍRITO descer do céu como uma pomba, e repousar sobre ele. E eu não o conhecia, mas o que me mandou a batizar com água, esse me disse: Sobre aquele que vires descer o ESPÍRITO, e sobre ele repousar, esse é o que batiza com o ESPÍRITO SANTO” (Jo 1.32,33).

“E, sendo JESUS batizado, saiu logo da água, e viu o ESPÍRITO de DEUS descendo como pomba e vindo sobre ele” (Mt 3.16).

 

IV – Sua Natureza

A terceira Pessoa da Trindade é ESPÍRITO por natureza! Ou seja, tal qual Ele é, tanto o seu Ser como o seu caráter, assim são também o Pai e o Filho: iguais em aspecto, poder e glória. O fato de o ESPÍRITO SANTO ser DEUS fica provado não somente por sua identificação com o Pai e o Filho, nas fórmulas do batismo e da bênção apostólica, mas também pelos atributos divinos que pos­sui. Em outros aspectos, o ESPÍRITO SANTO é co-participante dos atos de DEUS, especialmente pela sua maneira tríplice de agir, como por exemplo:

 

1 Na bênção das tribos

“O Senhor DEUS te abençoe e te guarde: o Senhor [JESUS] faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti. O Senhor [ESPÍRITO SANTO] sobre ti levante o seu rosto, e te dê a paz” (Nm 6.24-26).

2 Na bênção apostólica

“A graça do Senhor JESUS CRISTO, e o amor de DEUS, e a comunhão do ESPÍRITO SANTO seja com vós todos” (2 Co 13.13).

3 No perdão

“Ó Senhor [DEUS], ouve; ó Senhor [JESUS], perdoa: Ó Senhor [ESPÍRITO SANTO], atende-nos e opera sem tardar” (Dn 9.19).

  1. No louvor

“E clamavam uns para com os outros, dizendo: SANTO [DEUS], SANTO [JESUS], SANTO [ESPÍRITO SANTO] é o Senhor dos Exércitos: toda a terra está cheia da sua glória” (Is 6.3).

5 No batismo

“Portanto ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do ESPÍRITO SANTO…” (Mt 28.19).

6 Nos dons

“Ora há diversidade de dons, mas o ESPÍRITO é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Se­nhor [JESUS] é o mesmo. E há diversidade de opera­ções, mas é o mesmo DEUS que opera tudo em todos” (1 Co 12.4-6).

7 Na unidade da fé

“Há um só… ESPÍRITO… um só Senhor [JESUS]… um só DEUS e Pai de todos…” (Ef 4.4,6).

8 No testemunho

“Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o ESPÍRITO SANTO; e estes três são um” (1 Jo 5.7).

 

Evidentemente, a presença do ESPÍRITO SANTO é vista por toda a extensão das Escrituras, sempre agindo de comum acordo com o Pai e o Filho.

De DEUS se declara: “Desde a antigüidade fundaste a terra: e os céus são obra das tuas mãos” (Sl 102.25).

De CRISTO se declara: “Porque nele foram criadas to­das as coisas, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades: tudo foi criado por ele e para ele” (Cl 1.16).

Do ESPÍRITO SANTO se declara: “Pelo seu ESPÍRITO ornou os céus” (Jo 26.13). Os atos da criação – em separado, ainda que completos – da parte de cada Pessoa reúnem-se na afirmação do nome de DEUS [Eloim], e daí por diante.

Ele é, portanto, o ESPÍRITO eterno (Hb 9.14). É onipresente (Sl 139.7-10), onipotente (Lc 1.37) e onisci­ente (1 Co 2.10). A Ele se atribuem obras divinas: tomou parte na criação (Gn 1.2); produz novas criaturas para JESUS (Jo 3.5); ressuscitou a JESUS CRISTO dentre os mor­tos (Rm 1.4; 8.11).

O sentido que lhe dá a palavra grega – herdada do original hebraico – é sem igual. Pneuma, como termo psicológico, representa a sede da percepção, do sentido, da vontade, do estado da mente, ou pode ser equivalente ao ego da pessoa humana (Mc 2.8; Lc 1.47; Jo 11.33; 13.21 etc…). Porém, o termo pneuma, ou vocábulo grego correspondente, aparece 220 vezes no Novo Testamento. Nada menos de 91 dessas ocorrências, em essência espe­cial, com ou sem qualificativo quanto ao caráter ou a origem, indicam o ESPÍRITO SANTO.

São usados pronomes masculinos, como na indicação do Pai e do Filho, dominando, portanto, toda construção gramatical neste sentido. Isto é importante!

 

V – Seu Relacionamento

A atuação do ESPÍRITO SANTO pode ser vista tanto em relação ao universo físico como ao espiritual. Sua ação pode ser presenciada em ambos os Testamentos. Entretanto, com maior impacto, o ESPÍRITO foi prometido para uma dispensação futura, a tal ponto que, nos tempos do Messias, Ele seria “derramado sobre toda a carne”.

  1. Com o Universo

“E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o ESPÍRITO de DEUS se movia sobre a face das águas” (Gn 1.2).

Observe-se que a palavra “DEUS” está no plural, e o verbo, no singular (no hebraico, há três números: singular, dual e plural). Assim, a natureza de DEUS é revelada na primeiras palavras de Gênesis, como de igual modo o Filho e o ESPÍRITO SANTO: uma Trindade, porém um só DEUS.

O Filho aparece na “segunda” palavra da Bíblia – Ele é o princípio (Ap 3.14).

O Pai aparece na “quarta” palavra.

O ESPÍRITO SANTO aparece na “trigésima-terceira” palavra, e daí por diante sua presença contínua e suas mani­festações tópicas nas obras de DEUS são presenciadas em cada acontecimento. Dessa maneira, podemos aceitar que, na criação do Universo, o Pai a propôs e o Filho agiu pela energia do ESPÍRITO SANTO. Subentende-se, portanto, que o ESPÍRITO SANTO, como Divindade inseparável em toda a criação, manifesta sua presença em todos os elementos da natureza criada. Todas as forças da natureza são ape­nas evidências da presença e operação do ESPÍRITO de DEUS. Toda a criação, e todo ser criado, deve sua existên­cia e continuação às “mãos de DEUS”: CRISTO (“Nele fo­ram criadas todas as coisas”, Cl 1.16) e ao ESPÍRITO SANTO (“Ele criou e ornamentou a todas as coisas”; cf. Jo 26.13; 33.4; Sl 104.30).

  1. Com CRISTO

O ESPÍRITO SANTO desceu sobre Maria, produzindo a concepção virginal do Filho de DEUS (Mt 1.20; Lc 1.23), e é visto como aquEle que “ungiu” JESUS de Nazaré, capacitando-o para sua missão evangelizadora (Lc 4.18,19) e seu ministério miraculoso. Pedro afirma que DEUS “ungiu a JESUS de Nazaré com o ESPÍRITO SANTO e com virtude; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque DEUS era com ele” (At 10.38). Ele veio substituir o Filho na missão de conduzir os homens a DEUS, como sua Testemunha pode­rosa (Jo 15.26). É a força restauradora por meio da qual CRISTO opera (Rm 8.11). Finalmente, Ele é o “Amigo Fiel” de CRISTO, glorificando-o por ter realizado tão subli­me redenção em favor de quem não a merecia (Jo 16.14).

  1. Com a Igreja

O ESPÍRITO SANTO é o único que pode regenerar a alma, mediante seu toque transformador. Sua presença entre os salvos deve ser contínua e perpétua, pois assim produz no crente fruto semelhante a natureza moral positiva de DEUS (Gl 5.22,23).

O objetivo principal do fruto do ESPÍRITO no crente, bem como de todas as suas operações na alma, é transformá-lo segundo a imagem de CRISTO, nos termos mais literais possíveis (2 Co 3.18). A promessa de JESUS a seus discípulos foi a presença constante do ESPÍRITO em suas vidas. Ele disse: “… para que [o ESPÍRITO SANTO] fique convosco para sempre… porque habita convosco, e estará em vós” (Jo 14.16,17).

  1. Após a ressurreição de CRISTO. Depois de ressurreto, JESUS entrou numa casa para participar com seus discípu­los da primeira reunião de seu ministério celestial. As portas daquele santuário improvisado estavam “cerradas… onde os discípulos, com medo dos judeus, se ti­nham ajuntado”.

Após tê-los saudado (“Paz seja convosco!”), o segun­do ato do Senhor foi “soprar” sobre eles, dizendo: “Recebei o ESPÍRITO SANTO” (Jo 20.19,22).

Todo salvo, segundo as Escrituras, tem o ESPÍRITO SANTO como selo da ressurreição de CRISTO. Porque “se alguém não tem o ESPÍRITO de CRISTO, esse tal não é dele” (Rm 8.9). E esta é a confirmação divina: “Se o ESPÍRITO daquele que dos mortos ressuscitou a JESUS habita em vós”, então, sem nenhuma dúvida, “somos filhos de DEUS” (Rm 8.11,16).

Ora, o grande sucesso, tanto da igreja como do crente em particular, tem sido a presença gloriosa do ESPÍRITO SANTO.

Paulo revela aos crentes de Corinto: “Não sabeis vós que sois o templo de DEUS, e que o ESPÍRITO de DEUS habita em vós?” (1 Co 3.16).

  1. A habitação do ESPÍRITO. Depois do processo de regeneração no pecador, o ESPÍRITO SANTO passa a habitar nele, e aí permanece como Agente divino da comunica­ção com o Pai e o Filho. A habitação do ESPÍRITO é uma fase posterior à obra da conversão, e possibilita o cresci­mento da nova vida iniciada naquele que foi chamado das trevas para viver na luz.

“Precisamos reconhecer sua presença permanente no templo de nossos corpos. Esse reconhecimento deve tor­nar-se sagrado e levar-nos, sem interrupção alguma, a uma vida imaculada, livre de pecado. É o segredo da experiência de seu poder, que permanentemente atua na­quele que é fiel e obediente a CRISTO”.

A comunhão com o ESPÍRITO SANTO leva o crente a aspirar pela sua presença, no dizer de Paulo: “Não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do ESPÍRITO” (Ef 5.18).

  1. A companhia do ESPÍRITO. R. M. Riggs observa que desde o seu advento, no dia de Pentecoste, em Jerusa­lém, e através de outras visitações nas congregações de Samaria (At 8), Cesaréia (At 10), Antioquia da Síria (At 13.2,4), Antioquia da Pisídia (At 13.14), Éfeso (At 19.1-7), Corinto (1 Co 12.13) e Galácia (Gl 3.2), o ESPÍRITO SANTO continua habitando pessoalmente nos crentes em JESUS – algo que CRISTO não poderia fazer quando andava visivelmente na terra em carne humana, isto é, de habitar o corpo dos outros, mas o ESPÍRITO SANTO o faz agora.
  2. Dirigindo nossos passos. A partir do Pentecoste, o ESPÍRITO SANTO passou a dirigir os passos da Igreja. A nova dispensação, inaugurada pela glorificação de Cris­to, é chamada tanto de era do ESPÍRITO SANTO como era da Igreja.

O ESPÍRITO e a Igreja em tudo agem de comum acordo. A Igreja sem o ESPÍRITO seria um corpo sem vida; e o ESPÍRITO sem a Igreja, uma força sem meio de ação. Por esta razão o ESPÍRITO e a Igreja são inseparáveis e sempre dirigidos um para o outro.

Ambos são anunciados e prometidos por JESUS durante o seu ministério terreno (Mt 16.18; Jo 7.39). Depois da ressurrei­ção de nosso Senhor, os dois aparecem juntos no plano da salvação. Finalmente, o ESPÍRITO e a Igreja estão unidos na mesma espera: o advento de JESUS CRISTO (Ap 22.17).

  1. No livro de Atos dos Apóstolos. O ESPÍRITO SANTO rouba a cena neste livro que é padrão para a Igreja, tanto no sentido evangelístico como no administrativo e soci­al. Assim como nos evangelhos a presença do Filho de DEUS revelando e exaltando o Pai é o fato principal, também a presença do ESPÍRITO SANTO, exaltando e revelando o Filho de DEUS, preenche o campo inteiro de nossa visão em Atos – até nossos dias.

Cumprem-se assim as palavras de JESUS aos discípu­los: “Ele [o ESPÍRITO SANTO] habita convosco, e estará em vós” (Jo 14.17).

  1. Com o Mundo

Nosso Senhor sintetizou a missão do ESPÍRITO: “E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da jus­tiça, e do juízo” (Jo 16.8).

  1. “Do pecado, porque não crêem em mim” (Jo 16.9). Existem várias interpretações sobre o poder de convenci­mento do ESPÍRITO SANTO, sendo que as opiniões seguem mais ou menos assim: “As palavras de JESUS no versículo 9 apontam principalmente o tremendo pecado da rejei­ção ao Messias, do qual é antes de todos acusada a incrédula comunidade judaica” (At 3.18-20; 7.7,45;15.22).

Está em foco o pecado de rejeição, porquanto a Luz veio ao mundo, mas os homens a rejeitaram. JESUS “veio para o que era seu [os judeus], e os seus não o recebe­ram” (Jo 1.11). Com a vinda gloriosa do ESPÍRITO SANTO, todos foram convencidos deste pecado “contra” CRISTO.

Uma segunda interpretação diz respeito à poderosa atuação do ESPÍRITO na conversão do homem. O ESPÍRITO SANTO opera diretamente no coração do homem, e este se convence de que é um pecador de fato a vagar sem rumo nesta vida. O ESPÍRITO, então, mostra-lhe a cruz de CRISTO (Ap 22.17).

  1. “Da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais” (Jo 16.10). Temos aqui um avanço em rela­ção a idéia anterior, pois o ESPÍRITO SANTO agora não somente revela aos homens de que consiste o pecado, convencendo-os dessa realidade, mas também de que consiste a justiça. Em outras palavras, o ESPÍRITO de DEUS convence os homens da justiça de CRISTO.
  2. “E do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado” (Jo 16.11). O senso moral correto exige que os homens sejam recompensados ou punidos. Essa prova moral baseia-se na justiça de DEUS, que exige recebam a virtude e o vício as sanções que lhes são devidas: recom­pensa ou punição.

Aqui no mundo, as sanções da virtude e do vício são evidentemente insuficientes: muitas vezes o vício triun­fa, enquanto a virtude é humilhada. A justiça deseja que cada um seja tratado segundo as suas obras, e isto não pode ser feito senão por meio de CRISTO. O ESPÍRITO San­to, portanto, convence o mundo deste juízo por CRISTO (At 17.30,31). Em síntese, o ESPÍRITO SANTO convence o mundo:

  • Do pecado: contra o CRISTO – crucificado.
  • Da justiça: de CRISTO – glorificado.
  • Do juízo: por CRISTO – diante do Trono Branco.

Por três vezes JESUS referiu-se ao ESPÍRITO SANTO como o “ESPÍRITO de verdade” (Jo 14.17; 15.26; 16.13). Signifi­ca que o ESPÍRITO SANTO é o Agente que conduz os homens a CRISTO, que é a Verdade, convence os homens de que tudo o que CRISTO falou era verdade, bem como da reali­dade do Juízo Final, diante do Trono Branco, efetuado por CRISTO ao lado do Pai.

 

Lições Bíblicas CPAD – Jovens e Adultos – 2º Trimestre de 2011
Título: Movimento Pentecostal — As doutrinas da nossa fé – Comentarista: Elienai Cabral
Lição 1: Quem é o ESPÍRITO SANTO – Data: 03 de Abril de 2011
TEXTO ÁUREO
“E eu rogarei ao Pai e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre” (Jo 14.16).
VERDADE PRÁTICA
O ESPÍRITO SANTO é a Terceira Pessoa da Trindade Santíssima e, à semelhança do Pai e do Filho, é DEUS.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – João 14.16,17,26; 16.13-15.
João 14
16 – E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre, 17 – o ESPÍRITO da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece: mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós. 26 – Mas aquele Consolador, o ESPÍRITO SANTO, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.
João 16
13 – Mas, quando vier aquele ESPÍRITO da verdade, ele vos guiará em toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir. 14 – Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar. 15 – Tudo quanto o Pai tem é meu: por isso, vos disse que há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar.
A PESSOA E A OBRA DO ESPÍRITO SANTO
Quem é o ESPÍRITO SANTO?
• O ESPÍRITO SANTO é o agente da salvação.
• O ESPÍRITO SANTO é o agente da santificação.
• O ESPÍRITO SANTO reveste os crentes para o serviço do Senhor.
• O ESPÍRITO implanta os crentes no corpo místico de CRISTO, que é sua Igreja.
Seu trabalho
• Ele convence, faz nascer de novo e habita no crente (Jo 16.7-11; 3.3-6; 14.16,17).
• Ele influencia, purifica e liberta (Rm 8.8-11: 2 Ts 2.13-17: Rm 8.1-4).
• Ele capacita para o testemunho (At 1.8; Jo 1.12,33).
• Ele edifica, inspira para adoração e envia (Ef 2.20-22; Fp 3.3; At 13.2-4).
“|…| O ESPÍRITO de DEUS nos guia para a revelação da verdade se nós assim o permitirmos. Se tivermos o desejo de dar frutos, então devemos deixá-lo que nos guie porque Ele nos conduzirá até a verdade. Se deixarmos o ESPÍRITO ser o nosso consolador e guia, isso nos ajudará quando estivermos passando pelos momentos difíceis de nossas vidas” (Moody).
Palavra Chave
ESPÍRITO SANTO: [Do heb. Ruah Kadosh; do gr. Hagios Peneumathos] Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. É um ser dotado de personalidade e vontade própria.
INTRODUÇÃO
No ano do Centenário das Assembleias de DEUS no Brasil, por-nos-emos a estudar, uma vez mais, os fundamentos da fé pentecostal. Abriremos esta série de estudos, tratando sobre o ESPÍRITO SANTO a Terceira Pessoa da Trindade, o divino Consolador. Nesta lição, você conhecerá mais a respeito do Consolador: sua deidade, personalidade, operações e manifestações. Quanto mais conhecermos o ESPÍRITO SANTO, com temor de DEUS e santidade, mais íntimos nos tornaremos dEle, e melhor compreenderemos a obra realizada por Ele.


  1. A DOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO
    1. A doutrina do ESPÍRITO SANTO. A pneumatologia é o estudo da pessoa, obra e ministério do ESPÍRITO SANTO. O termo vem de pneuma (gr. “ar”, “vento”, “espírito”), cognato do verbo pnéo, “respirar”, “soprar”, “inspirar”.
    Há teólogos, frios na fé, modernistas e irreverentes que, menosprezando o ESPÍRITO SANTO, afirmam que Ele é tão somente uma força, ou poder, que emana de DEUS. Todavia, o Consolador é a Terceira Pessoa da Trindade. Sim. Ele é uma pessoa em toda a sua plenitude, pois ensina, guia, consola e fala (Jo 14.26; 16.13; At 21.11). Como pessoa, o ESPÍRITO SANTO chama-se a Si mesmo “Eu” (At 10.19.20).
    2. O ESPÍRITO SANTO no Antigo e Novo Testamento. O ESPÍRITO SANTO está presente em toda a Bíblia. Na criação, no planejamento e na construção do universo (Gn 1.2; Sl 104.30). Ele também atuou na formação do homem (Jó 33.4). E agiu por intermédio dos juízes, reis, sacerdotes e profetas (2 Sm 23.2; Mq 3.8).
    O ESPÍRITO SANTO fez-se presente, ainda, no nascimento e na vida terrena de JESUS (Lc 1.35; 4.1) . Ele Inspirou, capacitou e guiou os autores do Novo Testamento a registrar, fidedignamente, os principais episódios do ministério de CRISTO (Lc 1.1-4; Jo 21.25). Sua atuação em Atos dos Apóstolos é tão marcante, que o livro é conhecido também como os “Atos do ESPÍRITO SANTO”.
    3. O ESPÍRITO SANTO na atualidade. No Dia de Pentecostes, o ESPÍRITO SANTO foi derramado sobre a Igreja (At 2.2), enchendo a todos aqueles crentes e batizando-os, tal como prometera o Senhor (Lc 24.49; At 1.5). Após o Pentecostes, os discípulos passaram a pregar e a evangelizar vigorosa e eficazmente, alcançando Israel e as nações gentias sem impedimento algum (At 28.31).
    Busquemos o poder do alto; mantenhamos acesa a chama pentecostal.
    O autêntico pentecostes leva o crente a evangelizar com poder e dinamismo, a orar e a contribuir para a obra missionária. Precisamos do ESPÍRITO atuando poderosamente em nosso meio. Caso contrário, corremos o risco de compactuar com o mundo (Rm 12.2; 1 Jo 2.15). Laodiceia tornou-se intragável, porque havia se tornado espiritualmente morna (Ap 3.15b). Busquemos, pois, o poder do alto, e lancemo-nos à conquista do mundo para CRISTO no poder do ESPÍRITO SANTO (At 1.8).
    II. A ASEIDADE DO ESPIRITO SANTO
    I. A aseidade e existência do ESPÍRITO SANTO. A palavra aseidade advém do latim aseitatis e serve para designar o atributo divino, segundo o qual DEUS existe por si próprio. Assim como o Pai e o Filho, o ESPÍRITO SANTO é auto-existente. Ou seja: não depende de nada fora de si para existir. Ele sempre existiu; é um ser incausado; “não teve princípio de dias, nem fim de existência” (Hb 7.3). De eternidade a eternidade, o ESPÍRITO SANTO é DEUS.
    O autor da Epístola aos Hebreus apresenta o Consolador como “o ESPÍRITO eterno” (9.14). Ele tem existência própria. Mas isso não significa que esteja separado da Trindade. O Pai, o Filho e o próprio ESPÍRITO SANTO, embora distintos como pessoas, constituem a mesma essência indivisível e eterna da divindade.
    2. Atributos incomunicáveis do ESPÍRITO SANTO. O ESPÍRITO SANTO possui todos os atributos divinos. Em primeiro lugar, Ele é imutável. Sua essência e caráter não podem ser alterados. A imutabilidade, por conseguinte, é um atributo que pertence exclusivamente á divindade (Rm 1.23; Hb 1.11).
    a) Onipresença. Ele está presente em todos os lugares ao mesmo tempo. Não podemos fugir à sua presença (Sl 139.7). Como ê bom saber que podemos contar com a sua companhia em todo o tempo.
    b) Onisciência. O ESPÍRITO SANTO tudo sabe e tudo conhece. Ele nos sonda e nos prova quanto às intenções de nosso coração (1 Co 2.10). Ninguém pode mentir àquEle que sabe toda a verdade. Lembra-se de Ananias e Safira? Nada escapa ao conhecimento do ESPÍRITO SANTO. Sua compreensão é infinita. Ele tudo sabe e nada ignora (Sl 139.2.11,13).
    c) Onipotência. Ele é DEUS. Não há impossíveis para o ESPÍRITO SANTO. O homem é limitado, mas o Consolador tudo pode fazer. E o maior milagre que Ele opera no homem ê o do novo nascimento (Jo 3.3).
    III. A PERSONALIDADE DO ESPÍRITO SANTO
    1. O ESPÍRITO SANTO tem personalidade. Você sabe o que é personalidade? De acordo com o pastor Antonio Gilberto, “é o conjunto de atributos de várias categorias que caracterizam uma pessoa”. As Escrituras mostram com clareza e simplicidade que o ESPÍRITO SANTO é uma pessoa. Suas ações evidenciam esta verdade. Ele ensina (Jo 14.26), testifica (Jo 15.26), guia (Rm 8.14) e intercede por nós (Rm 8.26). Ele possui qualidades intelectivas: “Mas DEUS no-las revelou pelo seu ESPÍRITO; porque o ESPÍRITO penetra todas as coisas, ainda as profundezas de DEUS” (1 Co 2.10,11). De acordo com Ron Rhodes, a palavra grega para penetrar significa “investigar profundamente”. No versículo 11, a Palavra de DEUS afirma que o ESPÍRITO SANTO “sabe” os pensamentos de DEUS.
    2. O ESPÍRITO SANTO tem emoções. “E não entristeçais o ESPÍRITO SANTO de DEUS, no qual estais selados para o Dia da redenção” (Ef 4.30). Sim, o ESPÍRITO se entristece ante a desobediência consciente, crescente e contínua do homem para com DEUS (Is 63.10). E a tristeza é algo que somente uma pessoa pode experimentar. Quando pecamos, entristecemos o divino Consolador que em nós habita. Deixemos de lado, pois, tudo que possa entristecê-lo (Ef 4.25-29).
    3. O ESPÍRITO SANTO tem vontade. “Mas um só e o mesmo ESPÍRITO opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer” (1 Co 12.11). O texto bíblico mostra a vontade e a soberania do ESPÍRITO SANTO. Segundo Ron Rhodes, a palavra grega bouletai, traduzida por “querer”, refere-se à decisão proveniente da vontade, após deliberação prévia, caracterizando o exercício volitivo de uma pessoa.
    CONCLUSÃO
    Precisamos conhecer melhor o ESPÍRITO SANTO, pela nossa total e continua rendição e comunhão com Ele para entendermos devidamente suas manifestações. Ele não é um mero símbolo ou uma energia celestial. É a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Ele é DEUS. Como Igreja de CRISTO, mantenhamos a comunhão com o ESPÍRITO SANTO, o ESPÍRITO de santidade e de vida, a fim de preservar os ensinos e os valores bíblicos que fundamentam a fé pentecostal.

Pneumatologia a Doutrina do ESPÍRITO SANTO (Teologia Sistemática Pentecostal) – Capítulo 4 – Pneumatologia — a Doutrina do ESPÍRITO SANTO – Pr. Antonio Gilberto

Neste capítulo, trataremos da Pneumatologia, doutrina que se ocupa do estudo da Pessoa do ESPÍRITO SANTO como DEUS e integrante da Santíssima Trindade. Toda a sua obra, desde a conversão do pecador até a sua ação na vida do crente — batismo com o ESPÍRITO, renovação diária, santificação como um processo, etc. —, será considerada aqui.

Introdução à Pneumatologia

Pneumatologia é a doutrina do ESPÍRITO SANTO quanto a sua deidade, seus atributos, obras e operações. O termo vem de pneuma (gr. “o ar”, “o vento”), cognato do verbo pnéo, “respirar”, “soprar”, “inspirar”. Significa, na Bíblia, principalmente o ESPÍRITO humano, que, como o vento, é invisível, imaterial, dinâmico, potente. Mas pneuma (hb. ruach) diz respeito também ao ESPÍRITO de DEUS, a terceira Pessoa da Trindade.

Quanto aos atos e operações do ESPÍRITO SANTO no Novo Testamento, na igreja, como o Parácleto divino prometido pelo Pai, bem como prometido e enviado pelo Filho, essa parte da doutrina da Pneumatologia é comumente denominada Paracletologia.

Para o crente e a igreja, a doutrina do ESPÍRITO SANTO é altamente prioritária e indispensável, uma vez que o próprio título “ESPÍRITO SANTO” denota regeneração, recriação, vivificação, dinamismo, espiritualidade (Jo 6.633.6b; Tt 3.5). O mesmo título denota santidade, santificação (“SANTO”).

A DIVINDADE DO ESPÍRITO SANTO

Acerquemo-nos deste sublime assunto com reverência, SANTO temor e oração, tendo em mente que se trata de um assunto assaz difícil, haja vista o ESPÍRITO SANTO não falar de si mesmo (Jo 16.13). O eterno DEUS, o Pai, revela muito de si mesmo nas Páginas Sagradas; de igual modo, o Filho. Mas o divino Consolador, não. Daí tratar-se este assunto de um insondável mistério, do qual devemos nos acercar primeiramente pela fé em CRISTO (Rm 3.27).

A terceira Pessoa da Trindade não aparece com nomes revelados, como o Pai e o Filho, e sim com títulos descritivos das suas natureza e missão no mundo, entre os homens, bem como através de seus atos realizados. “ESPÍRITO SANTO” não é rigorosamente um nome como apelativo, e sim um título descritivo da sua natureza (ESPÍRITO) e da sua missão principal (SANTO), a de santificar-nos nesta dispensação.

Ele habita nos servos do Senhor JESUS. As suas operações, portanto, são invisíveis, nas profundezas do nosso interior. Todos esses fatos mencionados tomam o estudo sobre o ESPÍRITO SANTO muito difícil, cabendo aqui a pergunta: “Porventura alcançarás os caminhos de DEUS, ou chegarás à perfeição do Todo-poderoso?” (Jó

11.7).

O ESPÍRITO SANTO, como DEUS, age de maneira multiforme. Em I Coríntios 2.4-12, o ESPÍRITO de DEUS é mencionado de modo enfático como devendo ter toda primazia em nossas vidas, em nosso meio e em nosso trabalho. O ESPÍRITO do homem, mencionado no versículo II, só entende as coisas humanas, terrenas, naturais (Pv 20.2727.19Jr 17.9). Nossa santificação deve, pois, prevalecer em nosso ESPÍRITO, e daí abranger alma e corpo (I Ts 5.23).

Na primeira passagem em apreço, o “ESPÍRITO do mundo” também é mencionado (v. 12), o qual é pecaminoso e nocivo ao cristão. O aviso sobre isso, na Palavra de DEUS, é enfático e claro (I Jo 2.15-175.19Jo 14.3017.14,16).

Seis diferentes “coisas” aparecem na passagem de I Coríntios 2.9-16: (I) as que DEUS preparou para os que o amam (v.9); (2) as das profundezas de DEUS (v.IO); (3) as do homem (v.I I); (4) as de DEUS (v.I I); (5) as espirituais (v. 13); e (6) as do ESPÍRITO de DEUS (v. 14). Uma dessas “coisas” alude à esfera humana; as demais são da parte de DEUS. Isso denota a sua multiforme ação.

Ainda tomando como base o texto de I Coríntios 2.4-14, vemos que o ESPÍRITO SANTO é mencionado juntamente com o Senhor DEUS (vv.5,7,9-I2,I4)

e o Senhor JESUS CRISTO (v.8; também os vv.2,I6), o que já denota a divindade do ESPÍRITO SANTO. Essa sublime verdade da Trindade Santa vê-se também através da Bíblia em muitas outras passagens, como I Coríntios 12.4-6.

 

Os ATRIBUTOS DIVINOS DO ESPÍRITO SANTO

Onipotência. O divino Consolador tem pleno poder sobre todas as coisas (Sm 104.30)

O ESPÍRITO SANTO tem poder próprio. Ê dEle que flui a vida, em suas dimensões e sentidos bem como o poder de DEUS (SI 104.30; Ef 3.16; At 1.8). Isso é uma evidência da deidade do ESPÍRITO SANTO. Ele tem autoridade e poder inerentes, como vemos em toda a Bíblia, máxime em o Novo Testamento.

Em I Coríntios 2.4, na única referência (no original) em que aparece o termo traduzido por “demonstração do ESPÍRITO SANTO”, designa-se literalmente uma demonstração operacional, prática e imediata na mente e na vida dos ouvintes do evangelho de CRISTO. E isso ocorre pela poderosa ação persuasiva e convincente do ESPÍRITO, cujos efeitos transformadores foram visíveis e incontestáveis na vida dos ouvintes de então, confirmando o evangelho pregado pelo apóstolo Paulo (I Co 2.4,5).

Era nítido o contraste entre a ação poderosa do ESPÍRITO e os métodos secos e repetitivos dos mestres e filósofos gregos da época, que tentavam convencer e conseguir admiradores e discípulos mediante demonstrações encenadas de retórica, dialética e argumentação filosófica; isto é, “sabedoria dos homens” (v.5). Que diferença faz o evangelho de poder do Senhor JESUS CRISTO, o qual “é o poder de DEUS para a salvação de todo o que crê” (Rm 1. 16)1

Paulo reconhecia que os mestres gregos o superavam em capacidade acadêmica e humana (2 Co 10.1011.6). Mas a sabedoria, a oratória e a argumentação filosófica deles era tão-somente um espetáculo teatral, vazio, que atingia apenas os sentidos dos espectadores. No apóstolo Paulo, ao contrário, operava, nesse sentido, o poder de DEUS (I Co 2.4,5Cl 1.29I Ts 1.52 Co 13.10).

O poder do ESPÍRITO SANTO, que evidencia a sua deidade, é também revelado em passagens como Lucas 1.35Jó 26.13 e 33.4, Salmos 33.6 e Gênesis 1.1,2. Esse divino poder, como já afirmamos, é liberado através da pregação do evangelho de CRISTO:

Na conversão dos ouvintes (Ato 2.37,38).

No batismo com o ESPÍRITO SANTO para os novos crentes (Ato 10.44).

Na expulsão de ESPÍRITOs malignos (Ato 8.6,7Lc 11.20).

Na cura divina dos enfermos (Ato 3.6-8).

Na obediência dos crentes ao Senhor (Rm 16.19).

Onisciência. Esta é mais uma evidência da deidade do ESPÍRITO SANTO, o qual sabe e conhece todas as coisas (I Co 2.10,11). Isso é um fato solene, mormente se considerarmos que Ele habita em nós: “habita convosco, e estará em vós” (Jo 14.17). A primeira parte dessa declaração de JESUS indica a permanência do ESPÍRITO SANTO em nós (“habita convosco”); e a segunda, a sua presença constante dentro de nós (“e estará em vós”).

Alguém pode habitar numa casa e não estar presente nela em determinada ocasião. Porém, o ESPÍRITO SANTO quer estar sempre presente no crente, como uma das maravilhas dessa “tão grande salvação” (Hb 2.3).

Aos que amam a DEUS, o ESPÍRITO SANTO revela as infinitas e indizíveis bênçãos preparadas para os salvos, já nesta vida, e muito mais na outra (I Co 2.9,10). O profeta Isaías, pelo ESPÍRITO, profetizou essas maravilhas (64.4; 52.15). Os demais profetas do Antigo Testamento também tiveram a revelação divina dessas coisas miríficas que os santos desfrutarão na glória (1 Pe 1.10-12). O ESPÍRITO também revelou aos escritores do Novo Testamento essas maravilhas consoladoras, inclusive a Paulo (I Co 2.10).

Ele é o nosso divino Mestre na presente dispensação da Igreja (I Co 2.13), como já estava predito em Provérbios 1.23. Concernente a esta missão do ESPÍRITO SANTO, JESUS declarou: “Esse vos ensinará todas as coisas” (Jo 14.26). O texto de Lucas 12.12 também é bastante elucidativo quanto a mais esta ação do ESPÍRITO na igreja.

Onipresença. O ESPÍRITO SANTO está presente em todo lugar (Sm 139.7-10I Co 2.10). Atentemos para duas ênfases contidas nesses textos que evidenciam a onipresença do ESPÍRITO: “Para onde me irei do teu ESPÍRITO, ou para onde fugirei da tua face?” e “O ESPÍRITO penetra todas as coisas, amda as profundezas de DEUS”.

Eternidade. Ele é infinito em existência; sem princípio; sem fim; sem limitação de tempo (Hb 9.14). Ele estava presente no princípio, quando todas as coisas foram criadas (Gn 1.1,2).

Outros atributos. O ESPÍRITO de DEUS é denominado Senhor (2 Co 3.16-18); é descrito como Criador (Jó 26.1333.4Sm 33.4104.3Gn 1.1,2Ez 37.9,10); e é classificado e mencionado juntamente com o Pai e o Filho, o que, claramente, é uma grande evidência da sua divindade.

Na fórmula doutrinária do batismo nas águas (Mt 28.19). Aqui a Bíblia não diz “nos nomes”, como se as três Pessoas da santíssima Trindade fossem uma só, mas “em nome” — singular —, distinguindo cada Pessoa existente em DEUS: o Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO.

Na invocação da bênção tríplice sobre a igreja (2 Co 13.13).

Na doutrina da habitação do ESPÍRITO SANTO no crente (Rm 8.9).

Na descrição bíblica do estado do crente diante de DEUS (I Pe 1.2).

Nas diretrizes ao povo de DEUS (Jd 20,21). Aqui o ESPÍRITO SANTO é mencionado primeiro; em seguida, o Pai; por fim, o Filho.

Na doutrina da unidade da fé cristã (Ef 4.4-6). Aqui também o ESPÍRITO é mencionado em primeiro lugar, seguido do Senhor JESUS e de DEUS, o Pai.

Na saudação bíblica às sete igrejas da Asia (Ap 1.4,5).

A PERSONALIDADE DO ESPÍRITO SANTO

O que é personalidade? È o conjunto de atributos de várias categorias que caracterizam uma pessoa. No seu aspecto psíquico, a personalidade consiste de intelecto, sensibilidade e vontade. Os três são também chamados de inteligência, afetividade e autodeterminação.

No ESPÍRITO SANTO vemos essa triplicidade de atributos da personalidade, a saber: intelecto: “ninguém sabe as coisas de DEUS, senão o ESPÍRITO de DEUS” (I Co 2.11); sensibilidade: “E não entristeçais o ESPÍRITO SANTO de DEUS” (Ef 4.30); e vontade: “[O ESPÍRITO] repartindo particularmente a cada um como quer” (I Co 12.11) e “a intenção do ESPÍRITO” (Rm 8.27). Como membro da unidade trina de DEUS, o ESPÍRITO SANTO é, pois, uma Pessoa.

O fato de o ESPÍRITO ser um com DEUS, com CRISTO e, ao mesmo tempo, distinto dEles é parte, como já dissemos, do grande e insondável mistério da Trindade Santa para a mente humana. O ESPÍRITO de DEUS não é tão-somente uma influência, um poder, uma energia, uma unção — como os heréticos concluem por si e assim ensinam —, mas uma Pessoa divina e real.

Do ESPÍRITO SANTO como o Consolador divino está escrito que Ele veio para estar conosco em lugar de JESUS. Ora, JESUS é uma Pessoa divina e real; para substituir uma tal Pessoa, só outra Pessoa do mesmo quilate divino (Jo 16.6,7).

Em João, JESUS refere-se ao ESPÍRITO SANTO empregando o pronome pessoal e determinativo “Ele” — ekeinos (14.26, 15.26 e 16.8,13,14). Por sua vez, o divino ESPÍRITO SANTO chama-se a si mesmo de “Eu” (Ato 10.19,20). E isso é uma irrefutável e inegável evidência da sua personalidade.

Atos do ESPÍRITO SANTO. Não podemos falar da Pessoa do ESPÍRITO SANTO sem mencionar o livro de Atos dos Apóstolos, cujo título mais apropriado deveria ser Atos do ESPÍRITO SANTO. Este é um livro-chave no estudo da Pneumatologia. Quem pretende entender essa matéria não pode deixar de estudá-lo, haja vista o que está escrito em Atos 1.2: “até ao dia em que foi recebido em cima, depois de ter dado mandamentos, pelo ESPÍRITO SANTO, aos apóstolos que escolhera”.

Muitos dos exemplos citados neste capítulo procedem do livro de Atos dos Apóstolos. Vejamos de maneira resumida como a terceira Pessoa da Trindade agia nos tempos da igreja primitiva, tomando como base os 28 capítulos desse livro:

Capítulo I — A promessa do ESPÍRITO SANTO (vv.Ato4,5).

Capítulo 2 — O derramamento do ESPÍRITO SANTO (vv.Ato 1 -4).

Capítulo 3 — milagres pelo ESPÍRITO SANTO (vv.Ato8-I0).

Capítulo 4 — ousadia pelo ESPÍRITO SANTO (vv.Ato 29-31).

Capítulo 5 — a deidade do ESPÍRITO SANTO (vv.Ato3,4).

Capítulo 6 — trabalho no poder do ESPÍRITO SANTO (vvAto2-5).

Capítulo 7 — pregação inspirada pelo ESPÍRITO SANTO (vvAto51,55).

Capítulo 8 — expansão da igreja pelo ESPÍRITO SANTO (vv.I-8,I5- 17,39).

Capítulo 9 — conversão pelo ESPÍRITO SANTO (vv. 1-6,31).

Capítulo 10 — Céu aberto para salvar pelo ESPÍRITO SANTO (w. 19,20,44).

Capítulo II — salvação para todos pelo ESPÍRITO SANTO (vv.II-I4).

Capítulo 12 — livramento pelo ESPÍRITO SANTO (vv.5-II).

Capítulo 13 — obra missionária dirigida pelo ESPÍRITO SANTO (w.2-9,52).

Capítulo 14 — confirmação da obra pelo ESPÍRITO SANTO (vv.2I-27).

Capítulo 15 — assembléia de líderes sob o ESPÍRITO SANTO (vv.8,28).

Capítulo 16 — prisão desfeita pelo ESPÍRITO SANTO (vv.23-34).

Capítulo 17 — avanço incessante da igreja pelo ESPÍRITO SANTO (w.22-30).

Capítulo 18 — liderança da igreja através do ESPÍRITO SANTO (w.9-11,21-23).

Capítulo 19 — demonstração de poder pelo ESPÍRITO SANTO (w.2,II-20).

Capítulo 20 — revelação concedida pelo ESPÍRITO SANTO (vv.22-3I).

Capítulo 21 — previsão de fatos pelo ESPÍRITO SANTO (vv.4,I I).

Capítulo 22 — presença constante do ESPÍRITO SANTO (vv.6-30).

Capítulo 23 — proteção contínua do ESPÍRITO SANTO (vv.IO-24,35).

Capítulo 24 — coragem contínua pelo ESPÍRITO SANTO (vv.I0-I6).

Capítulo 25 — convicção total pelo ESPÍRITO SANTO (vv.6-12,23-26).

Capítulo 26 — heroísmo pelo ESPÍRITO SANTO (todo o capítulo).

Capítulo 27 — consolação pelo ESPÍRITO SANTO (vv.9,10,21-25,35).

Capítulo 28 — progressão da igreja pelo ESPÍRITO SANTO (vv.23-3I).

 

Terceira Pessoa da Trindade

DEUS é uno e, ao mesmo tempo, triúno (Gn 1.1,263.2211.7Dt 6.41 Jo 5.7. O Pai, o Filho e o ESPÍRITO são três divinas e distintas Pessoas. São verdades bíblicas que transcendem a razão humana e as aceitamos alegremente pela fé. A fé em DEUS deve preceder a doutrina (I Tm 4.6).

Se a unidade composta do homem — ESPÍRITO, alma e corpo — continua como um fato inexplicável para a ciência e para os homens mais sábios e santos, quanto mais a triunidade do Pai, do Filho e do ESPÍRITO SANTO!

As três divinas Pessoas da Trindade são co-eternas e iguais entre si. Mas, em suas operações concernentes à criação e à redenção, DEUS, o Pai, planejou a criação de tudo (Ef 3.9); DEUS, o Filho, executou o plano, criando (Jo 1.3Cl 1.16Hb 1.211.3); e DEUS, o ESPÍRITO SANTO, vivificou, ordenou, pôs tudo, todo o universo, em ação: desde a partícula infinitesimal e invisível até ao super-macroscópico objeto existente (Jó 33.4Jo 6.63Gl 6.8Sm 33.6Tt 3.5). Ou seja, o Pai domina, o Filho realiza, e o ESPÍRITO SANTO vivifica, preserva e sustenta.

Na redenção da humanidade, o Pai planejou a salvação, no céu; o Filho consumou-a, na terra; e o ESPÍRITO SANTO realiza e aplica essa tão grande salvação à pessoa humana. Entretanto, num exame cuidadoso da Bíblia vemos que, em qualquer desses atos divinos, as três Pessoas da Trindade estão presentes.

Uma tentativa de definição do trino DEUS é: DEUS Pai é a plenitude da divindade invisível (Jo 1.18). DEUS Filho é a plenitude da divindade manifesta (Jo I7). DEUS ESPÍRITO SANTO é a plenitude da divindade operando na criatura (I Co 2.12-16).

Para os sentidos físicos do homem, por condescendência de DEUS, vemos as três Pessoas da Trindade no batismo de JESUS. O Pai eterno falou do céu, o ESPÍRITO SANTO desceu em forma visível de pomba — uma alegoria —, e o Filho estava sendo batizado no rio Jordão, para cumprir toda a justiça (Mt 3.16,17).

 

A atuação do ESPÍRITO SANTO a partir do Pentecostes

A Palavra de DEUS alerta, em Romanos 1.23-26, quanto a mudanças indevidas e seus resultados funestos para a igreja. Daniel menciona “mudanças” como uma das características do tempo do AntiCRISTO. Essas mudanças são muitas e injustificáveis, como a teologia da libertação, o culto da prosperidade, além de um elevado número de fatos e eventos registrados na Bíblia transformados em doutrina pelos falsos mestres.

Em 2 Coríntios 4.2, lemos sobre o perigo da falsificação da Palavra de DEUS e o que devemos fazer para não sermos enganados: “antes, rejeitamos as coisas que, por vergonha, se ocultam, não andando com astúcia nem falsificando a palavra de DEUS; e assim recomendamos à consciência de todo homem, na presença de DEUS, pela manifestação da verdade”.

Há um padrão bíblico para a igreja (2Tm 1.13Hb 8.5). E os que a edificam devem atentar para o que está escrito em I Coríntios 3.10: “Segundo a graça de DEUS que foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele”, pois a obra de cada um se manifestará (v. 13). Cuidado, os edificadores da igreja; os que fazem discípulos para o Senhor (Mt 28.19).

Existem quatorze palavras-chaves — ou frases —, em Atos 2, que marcaram o primeiro Pentecostes, indicando fatos que devem acompanhar a verdadeira ação do ESPÍRITO SANTO através dos tempos: “Pentecostes” (v.I); “todos” (vv. 1,4,17,21,39,43,44); “reunidos” (v.I); “céu” (v.2); “som” (v.2); “vento” (v.2); “casa” (v.2); “línguas” (v.3); “fogo” (v.3); “cheios” (v.4); “nações” (v.5); “zombaria” (v. 13); “Pedro” (v. 14); e “Palavra de DEUS” (w. 16-36).

Meditemos, pois, nessas palavras, tendo em mente o contexto do primeiro derramamento pentecostal, e comparemos isso com o que ora ocorre em nosso meio.

O significado de Pentecostes. Em Levítico 23, DEUS estabeleceu sete festas sagradas para Israel observar, as quais prefiguravam, de antemão, todo o curso da história da igreja. Essas festas sagradas falam também do caráter alegre que caracterizaria a igreja, pois festa pressupõe alegria. E JESUS sempre foi um homem alegre, apesar de viver à sombra da horrenda cruz!

Das sete festas sagradas de Israel, a quarta era a de Pentecostes (Lv 23.15,16), também chamada de Festa das Semanas (Dt 16.10) e Festa das Colheitas (Ex 23.16). A Festa de Pentecostes ocorria no terceiro mês, Sivã, e durava um dia — dia 6 de Sivã, mês que corresponde mais ou menos ao nosso junho.

A Festa de Pentecostes era precedida de três outras festas conjuntas: Páscoa: 14 de Abibe (um dia); Pães Asmos: de 15 a 22 de Abibe (sete dias); Primi cias: 16 de Abibe (um dia). As três levavam oito dias e eram celebradas no mês de Abibe, o primeiro do calendário sagrado de Israel. O primeiro mês do calendário civil eraTisri, que corresponde mais ou menos ao nosso outubro.

Três outras festas seguiam o Pentecostes: Trombetas: em Io deTisri (um dia); Tisri era o início do ano civil de Israel; Expiação: em 10 deTisri (um dia), “o grande dia da Expiação”; eTabernáculos: de 15 a 21 deTisri (sete dias). Essas três últimas festas eram todas celebradas num mesmo mês (Tisri).

Pentecostes era a festa central das sete que o Senhor determinou para Israel observar, conforme Levítico 23. Ou seja, eram realizadas três festas antes de Pentecostes, e três, depois (3 + 1+3). Isso fala da importância do batismo com o ESPÍRITO SANTO para a igreja, e do equilíbrio espiritual que resulta dele.

Ninguém sabe, ao certo, o dia do Natal de CRISTO, nem o da sua morte, porém todos sabem o dia da sua ressurreição (primeiro dia da semana), bem como o dia de Pentecostes (qüinquagésimo dia após as Primi cias). Depois das Primi cias, contavam- se sete semanas, vindo a seguir o dia de Pentecostes (7×7 semanas+I dia=50 dias). Há, pois, uma profecia típica na Festa de Pentecostes, que falava da ressurreição de CRISTO (Lv 23.15I Co 15.20). Isso mostra também que sem Páscoa — isto é, o Cordeiro de DEUS morto e ressurreto — não teríamos Pentecostes!

Mas faz-se necessário explicar a profecia típica da Festa de Pentecostes. Na festa das Primícias era movido perante o Senhor um molho (um feixe) de espigas de trigo (Lv 23.10,11). Na Festa de Pentecostes eram movidos perante o Senhor dois pães de trigo (Lv 23.15-17). Isso falava da igreja, que seria composta de Judeus e gentios — formando um só corpo, o Corpo de CRISTO (Ef 2.14; Jo 11.52).

Quanto ao feixe de espigas, isso fala de união, mas os pães vão além: representam unidade (Ef 4.3). Numa espiga, como é fácil verificar, os grãos estão presos a ela, mas distintos uns dos outros.

Comparemos o trigo de Josué 5.10-12 com o de João 12.24. Num feixe de espigas, os grãos estão simplesmente presos à espiga, mas distintos uns dos outros. Num pão é diferente: o trigo é o mesmo, enquanto os grãos passaram por um multiforme processo, formando agora um todo — um corpo único. O derramamento pentecostal fez isso na formação da igreja, conforme lemos em Atos 2, e quer continuar fazendo o mesmo hoje.

Todos reunidos. As palavras “todo” e “todos” aparecem diversas vezes em Atos, especialmente no capítulo 2 (vv.I,4,I7,2I,39,43,44). Como o vocábulo “todos” é inclusivo, todos os salvos são candidatos ao batismo com o ESPÍRITO SANTO. Observe, contudo, que a salvação não é o batismo com o ESPÍRITO SANTO; este deve seguir-se à salvação. Os discípulos do Senhor, juntamente com as mulheres — Maria e outras (Ato 1.13,14) — já eram salvos antes do dia de Pentecostes.

A Palavra de DEUS elimina qualquer dúvida nesse sentido. Em Atos 2.38,39, fica claro que o batismo com o ESPÍRITO SANTO é destinado a pessoas salvas, membros do corpo de CRISTO. Retrocedendo um pouco na leitura, vemos a ênfase: “sobre meus servos e minhas servas” (v. 18). E Paulo perguntou aos varões de Éfeso: “Recebestes vós já o ESPÍRITO SANTO quanto crestes?” (Ato 19.2), numa demonstração de que o revestimento de poder é subseqüente à experiência do novo nascimento. Por isso, JESUS salientou que o mundo não pode receber o ESPÍRITO de DEUS (Jo 14.17).

Em Atos 2.1, está escrito: “Cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar”. Isso mdica não somente união, mas unidade no ESPÍRITO SANTO (cf. v.4). Acabaram-se as discordâncias, as contendas, as divergências pessoais em torno das coisas de DEUS, e todos estavam ali, juntos, reunidos. Mentalizemos, pois, João, Pedro, Tomé, unidos…

Um som vindo do céu. No dia do prometido derramamento de poder celestial, a Palavra de DEUS diz que veio do céu um som como de um vento (At 2.2). O que está ocorrendo atualmente em sua vida, em sua igreja, em seu movimento religioso? Isso tudo vem mesmo do céu? Ou vem simplesmente dos homens? Leia Jeremias 17.9. Ou vem do astuto Enganador? Ê importante que reflitamos sobre a origem daquilo que sentimos. O verdadeiro revestimento de poder do ESPÍRITO vem do Alto (Lc 24.49Ato 11. 15), mas a Palavra de DEUS nos alerta quanto a “outro ESPÍRITO” (2 Co 11.4).

Observemos que o ESPÍRITO SANTO veio primeiramente como um som. Um som para despertar os dormentes; para acordar do sono espiritual. Um som para alertar de perigo; para avisar. Um som para convocar para o trabalho; para reunir (I Co 14.8). Um som para a igreja louvar a DEUS, com “música de DEUS” (I Cr 16.42Cl 3.16).

O som que veio do céu era como de um vento. Isto é, não houve vento natural de fato, e sim algo semelhante a seus efeitos sonoros, circundantes e propulsores. O que isso representa?

0 vento fala de força impulsora, como nas velas dos barcos, nos moinhos, etc.

O vento separa a palha do grão (SI 1.4Mt 3.12); o leve do pesado.

O vento move e movimenta água, árvores.

O vento fertiliza, levando o pólen, a vida (Cl 4.16Jo 3.5,8).

O vento limpa árvores, campos, etc.

O vento não tem cor: favoritismo, individualismo, discriminação.

O vento não pertence a um clima único; é universal.

O vento move-se continuamente (cf. Ec 1.6Gn 1.2).

O vento não tem cheiro, mas espalha perfume; aqui é importante refletir sobre o papel do Altar do Incenso, no Tabernáculo. Ver também 2 Coríntios 2.14,15.

O vento, quando se move, é infalivelmente sentido, notado.

O vento refresca e suaviza no calor.

O vento — o ar — alimenta e vivifica (pulmões, a vida orgânica). Em Ezequiel 37.8-10, naquela visão que DEUS deu ao profeta sobre um vale

de ossos secos, vemos nos corpos: ossos, nervos, carne, pele, mas não vida, até que o ESPÍRITO assoprou sobre eles. Aleluia! Há muitos crentes por aí que têm de sobra “ossos, nervos, carne e pele”, porém falta-lhes a vida abundante do ESPÍRITO.

O vento é misterioso (Jo 3.8).

Cabe aqui um aviso: devemos ter cuidado com as falsificações, isto é, os ventos nocivos, que não provém do ESPÍRITO de DEUS (Mt 7.25Ef 4.14).

A casa ficou cheia. O som como de um vento veemente e impetuoso encheu toda a casa (Ato 2.2). Aquele primeiro derramamento do ESPÍRITO ocorreu numa residência, numa casa de família. Isso leva-nos a refletir sobre o importante papel da família cristã cheia do ESPÍRITO SANTO, para a igreja.

A família, como primeira instituição divina na terra, foi o meio pelo qual DEUS iniciou o ciclo da história humana. Foi por meio dela, ainda, que Ele fundou a nação que traria o Messias ao mundo. E, por fim, o Senhor serviu-se de uma família para que dela nascesse o Messias.

E devido a grande importância que a família tem para todos e para tudo na face da terra que o Inimigo — com todas as suas hostes — luta para destruí-la, inclusive dentro da igreja. Mas observemos como DEUS cuida da família:

Em Atos 2.17, vemos que todos os membros da família estão incluídos na promessa pentecostal: “vossos filhos e vossas filhas, vossos jovens e vossos velhos”.

Antes de julgar o mundo com um dilúvio, DEUS proveu salvação para Noé e toda a sua família (Gn 6.18).

Em Exodo 12.3,4, vemos que o Senhor instruiu cada família a tomar um cordeiro para si. Na noite em que Ele julgou os egípcios, os israelitas foram milagrosamente salvos pelo sangue do cordeiro.

Na expressão “serás salvo tu e tua casa” (Ato 16.31) vemos a promessa de DEUS para os chefes de família.

Línguas como que de fogo. O texto de Atos 2.3 mostra que línguas como que de fogo foram repartidas. O verdadeiro Pentecostes tem algo para se ouvir do céu (“veio do céu um som”); para se ver do céu (“foram vistas por eles línguas”); e para repartir, também vindo do céu (“línguas repartidas”).

Línguas estranhas seguem-se ao derramamento do ESPÍRITO; não o precede — “Foram cheios do ESPÍRITO SANTO, e começaram a falar noutras línguas” (At 2.4). Línguas, no derramamento pentecostal, indicam o evangelho falado, pregado, cantado, comunicado. Porém, são línguas “como que de fogo”, e não língua de flores.

Vários dons do ESPÍRITO SANTO são exercidos através da língua, da fala. DEUS usou as línguas estranhas como sinal externo do batismo com o ESPÍRITO SANTO,

para demonstrar sua inteira posse e controle da nossa língua, ao batizar-nos (Tg 3.8)

Mediante a comparação dos textos de Atos 2.4, 10.44-46 e 11. 15, vemos, pela lei da primeira referência, que as línguas estranhas são a evidência física inicial do batismo com o ESPÍRITO SANTO.

As línguas estranhas são apresentadas, também, como um dos dons do ESPÍRITO SANTO (I Co 12.10,30). Quando comparamos as passagens de Atos 2.17 e 19.6, vemos que os dons espirituais podem ser concedidos por DEUS no momento do batismo com o ESPÍRITO. Como foi o seu batismo? Como você foi ensinado sobre essas coisas da Bíblia?

Essas línguas são “como que de fogo”, isto é, fogo sobrenatural, celestial, e não fogo estranho. Vejamos a aplicação espiritual desse “fogo do céu”:

O fogo alastra-se, comunica-se.

O fogo purifica. Contra a impureza espiritual, a principal força é o ESPÍRITO SANTO.

O fogo ilumina. E o saber; o conhecimento das coisas de DEUS.

O fogo aquece. A igreja é o corpo de CRISTO. Todo corpo vivo é quente.

O fogo, para queimar bem, depende muito da madeira; se é boa ou ruim.

O fogo tanto estira o ferro duro, como a roupa macia.

Foi o fogo do céu que fez do Templo de Salomão a Casa de DEUS (2 Cr 7.1I Co 3.16).

“Quem nasce sob o fogo não esmorece sob o sol”.

 

Cheios do ESPÍRITO SANTO. A caixa dágua, quanto mais cheia e mais alta, mas pressão e peso tem! Observe que, no dia de Pentecostes, não somente os crentes foram cheios, mas também o ambiente: a casa (Ato 2.2). Os símbolos e figuras manifestos ali falam de poder, como fogo e vento. Cheios do ESPÍRITO, usufruímos o poder, a energia e a força, mesmo não sabendo definir plenamente essas gloriosas manifestações do ESPÍRITO (cf. Jo 3.8).

As nações. No dia de Pentecostes, vemos que as nações estavam presentes (At 2.5-12) JESUS já havia feito a declaração sobre isso, em Atos 1.8. E aqui devemos refletir sobre evangelização e missões (Mac 16.15), obras que devemos fazer impulsionados pelo poder do ESPÍRITO SANTO. Não há como negar aqui a realidade de que o verdadeiro movimento pentecostal terá de ser um movimento missionário, nacional e mundial!

O verdadeiro movimento pentecostal, missionário, ora pelas missões; contribui para as missões; promove as missões! E um movimento que vai ao campo missionário. A igreja que não evangeliza, muito breve deixará de ser evangélica. Por isso, devemos encarar com amor e responsabilidade, sob a orientação do ESPÍRITO, a obra da evangelização à nossa volta, levando sempre em conta o fenômeno da transculturação relacionado com Missões.

A pregação da Palavra de DEUS. Diante da manifestação do ESPÍRITO de DEUS no dia de Pentecostes, muitos zombaram, dizendo: “Estão cheios de mosto” (Ato 2.13). Esses zombadores não eram pessoas ímpias, e sim religiosas.

Hoje não acontece a mesma coisa? Há muitos zombadores e críticos religiosos. A Palavra de DEUS afirma que, no último tempo haveria escarnecedores (Jd 18). E, quando não aparece um Judas Iscariotes do lado de dentro da igreja, surge um Pilatos do lado de fora, ainda se defendendo (Mt 27.24). Não obstante, devemos continuar a fazer, como JESUS, a obra que DEUS nos confiou, pois sempre haverá críticos e zombadores.

Pedro, então, cheio do ESPÍRITO SANTO, pôs-se em pé e, além de dar uma resposta aos zombeteiros, pregou a Palavra de DEUS (At 2.14,15). Reflitamos sobre este homem de DEUS. Quem era Pedro antes do Pentecostes? Depois daquele dia em que o poder do ESPÍRITO desceu sobre ele, nunca mais foi o mesmo! Daí para a frente ele jamais mudou (I Pe1.1-52,4).

A teologia modernista, liberalista e especulativa está permeando o mundo. Que, à semelhança de Pedro, coloquemo-nos em pé e, pelo poder do ESPÍRITO, respondamos às suas críticas infundadas, pregando o evangelho. Qual foi, então, a resposta de Pedro? Ele disse: “isto é o que foi dito pelo profeta Joel”. Observemos que a primeira pregação da igreja foi pura exposição da Palavra de DEUS (Ato 2.16-36).

Nossos ministério e congregação experimentam um abundante e poderoso ministério da Palavra? E a pregação e o ensino pentecostal devem ter “endereço” certo: o coração do ouvinte — “E, ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração” (Ato 2.37).

Há atualmente um esvaziamento da Palavra de DEUS no púlpito de inúmeras igrejas. O tempo que deveria ser da Palavra do Senhor é ocupado por música e canto profissionais — não o genuíno louvor — e atividades sociais, restando alguns minutos para a pregação da Palavra de DEUS. Daí o elevado número de “retardados espirituais” nessas igrejas. Como está a sua igreja, em particular?

E preciso vigilância com os chamados hinos especiais duplos e triplos de cantores, conjuntos e corais. Vemos, em Exodo 30.34-38 e 2 Crônicas 29.27, como são necessários equilíbrio e dosagem na adoração a DEUS. Considere, aqui, o texto de I Coríntios 14.40 à luz da expressão “porão em ordem”, relacionada com o holocausto ao Senhor (Lv 1.7,8,12).

Como manter o poder do ESPÍRITO. Há algumas coisas que ocorreram no primeiro Pentecostes que trazem à tona as condições da nossa parte para usufruirmos o verdadeiro poder pentecostal em nossos dias:

Obediência à vontade do Senhor (Lc 24.49Ato 1.12-14). A desobediência é um entrave à operação divina em nossa vida (Ato 5.32).

União e unidade entre os crentes (Ato 1. 142.1Ef 4.3). Imaginemos João, Pedro, Tomé e outros, em conjunto com as mulheres, com as suas diferenças, todos reunidos…

Oração perseverante e unânime (Ato 1. 14).

Mas, além de valorizarmos tais condições, que possibilitam o usufruto do poder do ESPÍRITO, não podemos ignorar a importância de o conservarmos. Na Lei havia apagador de fogo (Ex 25.38), mas na Graça, não (Mt 12.20I Ts 5.19)! Nesta última referência, a mensagem para nós é clara: “Não apagueis o ESPÍRITO” (ARA), como temos enfatizado ao longo desta obra.

A conservação do poder do ESPÍRITO SANTO vem pela constante renovação espiritual do crente. EmTito 3.5 está escrito que a regeneração é seguida da renovação (cf. Ato 4.8,316.57.5511.2413.9,52Rm 12.22 Co 4.16Ef 4.235.18Cl 3.10). A vida espiritual renovada também recebe destaque no livro de Salmos92.10103.5104.30119.25,37,40,50,88,93,97,154,156,159). Se não atentarmos para a necessidade da contínua renovação espiritual, corremos o risco de “terminar na carne” (Gl 3.3).

Ministrações do ESPÍRITO ao crente

Em razão de suas operações dinâmicas (Gn 1.2), o ESPÍRITO SANTO é mais mencionado no Antigo Testamento como “ESPÍRITO”. Já no Novo Testamento, Ele é mais citado como “ESPÍRITO SANTO”, o que destaca seu principal ministério na igreja: santificar o crente. Essa distinção de oficio do ESPÍRITO SANTO no Antigo e Novo Testamento é claramente percebida em 2 Coríntios 3.7,8. O versículo 8 assevera: “Como não será de maior glória o ministério do ESPÍRITO?”

O novo nascimento pelo ESPÍRITO (Jo 3,3-8). O novo nascimento abrange a regeneração e a conversão, que são dois lados de uma só realidade. Enquanto a regeneração enfatiza o nosso interior, a conversão, o nosso exterior. Quem diz ser nascido de novo deve demonstrar isso no seu dia-a-dia. A expressão “de novo” (v.3), de acordo com o texto original, significa “nascer do Alto, de cima, das alturas”. Isto quer dizer que se trata de um nascimento espiritual realizado pelo

ESPÍRITO SANTO. O homem natural, portanto, desconhece esse novo nascimento

(vv.4-12; Jo I6.7-II;Tt 3.5).

A habitação do ESPÍRITO no crente (Jo 14.16,17Rm 8.9). No Antigo Testamento, o ESPÍRITO agia entre o povo de DEUS (Ag 2.5Is 63.1 Ib), mas com o advento de CRISTO e por sua mediação, o ESPÍRITO habita no crente (Jo 20.21,22). Este privilégio é também reafirmado em I Coríntios 3.166.192 Coríntios 6.16; e Gaiatas 4.6.

O testemunho do ESPÍRITO de que somos filhos de DEUS (Rm 8.15,16). Esse testemunho é uma plena convicção produzida no crente pelo ESPÍRITO SANTO de que DEUS é o nosso Pai celeste (v. 15) e de que somos filhos de DEUS: “O mesmo ESPÍRITO testifica… que somos filhos de DEUS” (v.I6). È, pois, um testemunho objetivo e subjetivo, da parte do ESPÍRITO SANTO, concernente a nossa salvação em CRISTO.

Afépeb ESPÍRITO SANTO para a salvação. È a vida de fé (Rm 1. 17), “pelo ESPÍRITO” (Gl 5.5

Tal fé, segundo Atos 11.24, procede do ESPÍRITO, a fim de que o crente permaneça fiel por meio da manifestação do fruto do ESPÍRITO (GI 5.22b). Uma coisa decorre da outra. Os heróis de Hebreus 11 venceram “pela fé”, porque o ESPÍRITO a supria (2 Co 4.13Hb 10.38).

A santificação posicionai do crente. A santificação sob este aspecto é perfeita e completa “em CRISTO”, mediante a fé. Ela ocorre por ocasião do novo nascimento (I Co 1.2Hb 10.10Cl 2.10I Jo 4.17; Fp I.I), sendo simultânea com a justificação “em CRISTO” (I Co 6.11; G1 2.17a).

O batismo “do”ou “pelo”ESPÍRITO SANTO (I Co 12.13Gl 3.27Rm 6.3). Este batismo “do” ou “pelo” ESPÍRITO é algo tão real, apesar de ser espiritual, que a Bíblia o denomina como “batismo”. Em todo batismo, é evidente, há três pontos inerentes: um batizador; um batizando; e um meio em que o candidato é imerso.

O batismo “com” ou “no”ESPÍRITO SANTO (Ato 1.4582.1-410.44-4611.1619.2-6). A evidência física desse glorioso batismo são as línguas sobrenaturais faladas pelo crente conforme o ESPÍRITO concede. È uma mmistração de poder do Alto pelo ESPÍRITO, provida pelo Pai, mediante o Senhor JESUS (Jo 14.26Ato 2.32,33). Como esse assunto merece um tópico à parte, o analisaremos abaixo.

No batismo pelo ESPÍRITO SANTO, o batizador é o ESPÍRITO de DEUS (I Co 12.13); o batizando é o novo convertido; e o elemento em que o recém-convertido é imerso, a Igreja, como corpo místico de CRISTO (I Co 12.27Ef 1.2223). Portanto, o ESPÍRITO SANTO realiza esse batismo espiritual no momento da nossa conversão, inserindo o crente na Igreja (Mt 16.18). Logo, todos os salvos são batizados “pelo” ESPÍRITO SANTO para pertencerem ao corpo de CRISTO — a Igreja, mas nem todos são batizados “com” ou “no” ESPÍRITO.

A santificação progressiva do crente (I Pe 1.15,162 Co 7.13.17,18). Essa verdade é declarada no texto origmal de Hebreus 10.10,14. No versículo 10,

a ênfase recai sobre o estado ou a posição do crente — SANTO: “Temos sido santificados”. O versículo 14, no entanto, não só reafirma o estado anterior, “SANTO”, como declara o processo contínuo de santificação em nosso viver aqui e agora proveniente de tal posição: “sendo santificados”.

A oração no ESPÍRITO (Rm 8.2627Ef 6.18Jd 20Zc 12.10I Co 14.14,15). Esta ministração do ESPÍRITO no crente, capacita-o a orar, inclusive a interceder por outros. Logo, só podemos orar de modo eficaz se formos assistidos e vivificados pelo ESPÍRITO SANTO. A “oração no ESPÍRITO” de que trata Judas, no versículo 20, refere-se a essa capacidade concedida pelo ESPÍRITO.

O ESPÍRITO SANTO como selo e penhor (2 Co 1.22Ef 1.13144.302 Co 5.5). Devemos observar que, nos tempos bíblicos, o selo era usado para designar a posse de uma pessoa sobre algum objeto ou coisa por ela selada. Por conseguinte, indicava propriedade particular, segurança e garantia. Este selo, portanto, não é o batismo com o ESPÍRITO SANTO, mas a habitação do ESPÍRITO no crente, como prova de que o mesmo é propriedade particular de DEUS.

Juntamente com o selo é mencionado o “penhor da nossa herança” (Ef 1.14). De modo semelhante ao selo, o penhor era o primeiro pagamento efetuado na aquisição de uma propriedade. Mediante esse “depósito”, a pessoa assegurava o objeto como sua propriedade exclusiva. Assim, o Senhor deu-nos o ESPÍRITO SANTO, como garantia de que somos sua propriedade exclusiva e intransferível. O Senhor JESUS “investiu” em nós imensuráveis riquezas do ESPÍRITO como penhor ou garantia de que muito em breve Ele virá para levar para Si sua propriedade peculiar, a Igreja de DEUS (Tt 2.14).

A unção do ESPÍRITO para o serviço. JESUS, nosso exemplo, foi ungido com o ESPÍRITO SANTO para servir (Ato 10.38Lc 4.18,19). Assim também a igreja recebeu a unção coletiva do ESPÍRITO (2 Co 1.21,22), mas alguns de seus membros são individualmente ungidos para ministérios específicos, segundo os propósitos de DEUS. Vejamos a unção do ESPÍRITO sobre o crente, conforme I João 2.20,27.

“Tendes a unção do SANTO”. Esta unção santifica e separa o crente para o serviço de DEUS.

“E sabeis tudo”. Também proporciona conhecimento das coisas de DEUS em geral.

“Fica em vós” (v.27). Ê permanente no crente.

“Unção que vos ensina todas as coisas” (v.27). E didática, pois possibilita ensino contínuo das coisas de DEUS.

“È verdadeira” (v.27). Não falha, pois procede da verdade, que é DEUS.

“E não é mentira” (v.27). È sem dolo; sem falsidade. È possível que houvesse entre certos líderes daqueles dias uma falsa unção, que imitava a verdadeira.

Na conclusão de 2 Coríntios 3, prorrompe jubiloso o sacro escritor, a respeito da glória do ministério do ESPÍRITO: “Mas todos nós, com cara descoberta, refletindo, como um espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo ESPÍRITO do Senhor” (v. 18).

Todas essas maravilhosas ministrações e dádivas do ESPÍRITO SANTO, dispensadas aos filhos de DEUS (2 Co 3.8), são necessárias para fazermos a obra do Senhor no poder do ESPÍRITO, a fim de que muitas almas sejam salvas.

 

O BATISMO COM O ESPÍRITO

Para compreender melhor a obra do ESPÍRITO, o leitor deve meditar profundamente nas seguintes referências: João 7.37-39Lc 24.49,52Ato 1.12-14.. O comentário que se segue é um desdobramento desses textos, dentro dos limites do espaço de que dispomos.

Dos cerca de quinhentos irmãos que viram JESUS ressurrecto e ouviram o seu chamado para o cenáculo em Jerusalém (Lc 24.49), apenas uns 120 deles atenderam (cf. I Co 15.6). O que acontecera aos demais que lá não foram? Nem todos buscam com fé, sede e perseverança conhecer a obra do ESPÍRITO SANTO.

A promessa no Antigo Testamento. Há várias promessas de DEUS, no Antigo Testamento, do derramamento do seu ESPÍRITO sobre o seu povo, mas a principal é a que foi proferida pelo profeta Joel, uns oitocentos anos antes do advento de CRISTO (Jl 2.28-32).

A promessa no Novo Testamento. João Batista, o arauto de JESUS, foi homem cheio do ESPÍRITO SANTO. Em todos os quatro Evangelhos ele confirma a promessa divina do batismo (Mt 3.11Mc 1.8Lc 3.16Jo 1.32,33Ato 11.16).

Em Marcos 16.17, JESUS declarou: “falarão novas línguas”. Os críticos alegam que os versículos 9 a 20 do Evangelho Segundo Marcos não constam de certos manuscritos bíblicos antigos do Novo Testamento e que, portanto, esses versículos não são autênticos. Pouco importa o que os críticos digam. DEUS não precisa de veredicto do homem na sua Palavra e nos seus assuntos. E o que dizer dos milhões que em todo o mundo falam em novas línguas sobrenaturais pelo ESPÍRITO hoje?

Em Lucas 24.49, JESUS denominou a promessa como “a promessa de meu Pai”. O batismo com o ESPÍRITO SANTO foi o último assunto de JESUS aos seus, antes da sua ascensão (vv.50,5I). Isso mostra que esse revestimento de poder do Alto é de inestimável relevância para o povo salvo.

A declaração de JESUS, em João 7.38,39, deve ser estudada juntamente com Atos 2.32,33. O apóstolo Pedro, após ser batizado com o ESPÍRITO SANTO e pregar no dia de Pentecostes, encerrou o seu sermão citando a promessa do batismo, agora cumprida no cenáculo em Jerusalém (At 2.1-4).

O cumprimento ia promessa. No Antigo Testamento, o privilégio especial do povo de DEUS — Israel — foi receber, preservar e comunicar a revelação divina, as Santas Escrituras (Rm 3.1,29.42 Co 3.7). Já o privilégio especial do povo de DEUS no Novo Testamento, a Igreja, é receber o ESPÍRITO SANTO: na conversão (Jo 3.514.16,1716.72 Co 3.8,9Rm 8.9); no batismo com o ESPÍRITO SANTO; e, subseqüentemente, através da vida cristã (Ato 4.8,319.1713.9,52Ef 5.18).

O ESPÍRITO SANTO já foi derramado, segundo a palavra profética de Joel 2.28-32, mas não ainda na sua plenitude. Todos os sinais sobrenaturais mencionados na referida profecia, bem como no texto paralelo de Atos 2.1621, ainda não se cumpriram em plenitude. Também em Joel 2.28, diz DEUS: “derramarei o meu ESPÍRITO”, enquanto em Atos 2.17, o mesmo DEUS diz: “derramarei do meu ESPÍRITO”. Pequenas palavras com grande significado e alcance nos desígnios divinos.

Concepções errôneas. Muitos crentes não tem recebido o batismo com o ESPÍRITO SANTO por não entenderem claramente a doutrina do batismo com o ESPÍRITO SANTO. Algumas das concepções erradas são:

Pensam que o batismo é o mesmo que salvação. Mas o batismo com o (ou “no”) ESPÍRITO SANTO não é a salvação. A salvação é uma milagrosa transformação que se efetua na alma e na vida da pessoa que, pela fé, recebe JESUS CRISTO como seu Salvador. Sua origem está na graça de DEUS (Rm 3.24Tt 2.11). Seu fundamento é o sangue de JESUS CRISTO (Rm 3.25I Jo 2.2). Seu meio de recepção ou apropriação é a nossa fé em CRISTO (Ato 16.31Ef 2.8).

Os discípulos de JESUS que foram batizados com o ESPÍRITO SANTO no dia de Pentecostes já eram salvos, como já mostramos. Na conversão, recebemos vida de DEUS; no batismo com o ESPÍRITO recebemos poder de DEUS.

Acreditam que o batismo é a habitação do ESPÍRITO no crente. Porém, o batismo não é a habitação interior do ESPÍRITO em nós. Na habitação, Ele está dentro; no batismo, Ele enche em plenitude. É uma experiência indizível; indescritível; por isso, cada filho de DEUS deve usufruir esta experiência!

Confundem o batismo com a santificação. No entanto, o batismo com o ESPÍRITO SANTO não é a santificação do crente. A santificação posicionai é, a um só tempo, instantânea e completa, no momento do milagre da nossa regeneração. E a nossa santificação objetiva, “em CRISTO” (Hb 10.10). Também não é a santificação subjetiva e progressiva na nossa vida cristã diária neste mundo (Hb 10.14). Aqui diz a Palavra literalmente: “os que estão sendo santificados”, como na Versão ARA.

O que é o batismo com o ESPÍRITO. É um revestimento e derramamento de poder do Alto, com a evidência física inicial de línguas estranhas, conforme o ESPÍRITO SANTO concede, pela instrumentalidade do Senhor JESUS, para o ingresso do crente numa vida de mais profunda adoração e eficiente serviço para DEUS (Lc 24.49Ato 1.810.46I Co 14.15,26).

Já o batismo “do” ESPÍRITO, como vemos em I Coríntios 12.13Gálatas 3.27 e Efésios 4.5, trata-se de um batismo figurado, apesar de ser real. Todos aqueles que experimentam o novo nascimento, que é também efetuado pelo ESPÍRITO SANTO (Jo 3.7) são por Ele imersos, batizados, feitos participantes do corpo místico de CRISTO, que é a sua Igreja, no sentido universal (Hb 12.23I Co 12.12).

Nesse sentido, todos os salvos são batizados pelo ESPÍRITO SANTO. Já quanto ao batismo com o ESPÍRITO, conquanto seja para todos os salvos, nem todos são batizados. A Escritura Sagrada, ao tratar de Israel como o povo escolhido de DEUS da antiga dispensação, declara: “E todos foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar” (I Co 10.2). “Batizados em Moisés” tem o sentido de “para unirem-se a Moisés”; “para pertencerem a Moisés”.

O grandioso milagre da travessia de Israel pelo meio do mar, com a presença da nuvem divina protetora no alto, separou aquele povo sob Moisés como um corpo. O mar era ali algo material, mas a nuvem divina era sobrenatural. Em I Coríntios 10.2, na expressão “batizados em Moisés”, a partícula original é eis, que significa: “para ingressarem, unirem-se, pertencerem a”.

Certas denominações, por desconhecerem ou rejeitarem o batismo com o ESPÍRITO SANTO conforme Atos 1.5;2.4, confundem-no com esse batismo de que estamos tratando. A evidência física inicial do precioso batismo com o ESPÍRITO são as línguas estranhas sobrenaturais conforme o ESPÍRITO conceder (Ato 2.4Mac 16.17).

Embora o batismo seja um dom, uma dádiva de DEUS para seus filhos (Ato 2.38,29), ele precede os dons espirituais mencionados nas epístolas, principalmente em I Coríntios 12.1 -11.

JESUS empregou o termo “batismo” ao referir-se ao ato do batismo com o ESPÍRITO SANTO (Ato 1.511.16). João Batista, o precursor de JESUS, homem cheio do ESPÍRITO, também se referiu ao batismo com o ESPÍRITO mediante o termo “batismo” (Mt 3.11Mc 1.8).

Três condições para receber o batismo no ESPÍRITO. Em todo batismo há três condições para que esse ato se realize: um candidato a ser batizado; um batizador do candidato; e um elemento ou meio em que o candidato vai ser imerso. No batismo de que estamos tratando — o batismo com o ESPÍRITO SANTO —, o candidato é o crente; o batizador é o Senhor JESUS; e o elemento ou meio em que o candidato é imerso é o ESPÍRITO SANTO.

O batismo com o ESPÍRITO SANTO, a um só tempo, é:

Uma ditosa promessa da parte de DEUS — “a promessa do Pai” (Ato 1.4).

Uma dádiva celestial inestimável — “o dom do ESPÍRITO SANTO” (Ato 2.38).

Uma imersão do crente no espiritual e sobrenatural de DEUS — “sereis batizados com o ESPÍRITO SANTO” (Ato 1.5). A partícula original desta referência também permite a tradução “batizados no ESPÍRITO SANTO”.

Um revestimento de poder do Alto (Lc 24.49). É como alguém, estando já vestido espiritualmente, ser revestido de poder do céu. O termo “revestido”, no original, conduz essa idéia.

As línguas estranhas. Por meio das línguas estranhas, o crente edifica-se a si mesmo, espiritualmente (I Co 14.4). Línguas da parte do ESPÍRITO é o único dos dons, do qual está escrito que edifica o seu portador. Os demais dons edificam a igreja. Daí o apóstolo Paulo tanto falar em línguas em suas devoções pessoais diante de DEUS (I Co 14.18). Leia também o versículo 39.

As línguas são apresentadas na Bíblia como um meio de o crente falar a DEUS. Isto é, falar “a” DEUS na dimensão do ESPÍRITO SANTO, “em linha direta” (I Co 14.2). Também em línguas, pelo ESPÍRITO, “falar das maravilhas de DEUS” (Ato 2.11). Elas também são um meio de o crente, em seu ESPÍRITO, orar a DEUS, e também interceder, na dimensão do ESPÍRITO SANTO (I Co 14.14,15Rm 8.26Ef 6.18Jd 20).

Por meio das línguas, o crente louva e adora a DEUS, inclusive cantando, dando graças a DEUS (I Co 14.15-17Ef 5.19), falando de suas grandezas e magmficando a DEUS (Ato 2.1110.46).

De acordo com I Coríntios 14.21,22, as línguas são também um “sinal” para os descrentes: “sinal para os infiéis”. Leia também Isaías 28.11.

As línguas são, ainda, apresentadas nas Escrituras como dom do ESPÍRITO SANTO: dom de “variedade de línguas” e dom de “interpretação das línguas” (I Co 12.10,28,3014.5,13,26-28).

Como receher o hatismo com o ESPÍRITO. A luz da Palavra de DEUS, o batismo com o ESPÍRITO SANTO é para pessoas de qualquer nação ou “toda carne” (At 2.17); de ambos os sexos ou “filhos e filhas” (Ato 2.17); de qualquer idade ou “vossos mancebos e vossos velhos” (Ato 2.17); de qualquer camada social ou “os meus servos e as minhas servas” (Ato 2.18).

Enfim, o batismo no ESPÍRITO é para os Judeus, o povo escolhido por DEUS (At 2..41) os samaritanos, o povo misto e menosprezado (At 8.17); os romanos, o povo tido como auto-suficiente (Ato 10.44-46); os gregos, povos gentílicos (At 19.6); e para os anônimos e desconhecidos — dos quase 120 irmãos batizados com o ESPÍRITO SANTO no dia de Pentecostes, somente doze deles são mencionados por nome (Ato I.13-15). Os demais não são nommados.

O batismo épara quem já tem o ESPÍRITO SANTO. “Habita convosco” (Jo 14.17); “Recebei o ESPÍRITO SANTO” (Jo 20.22). E também a “tantos quantos DEUS nosso Senhor chamar” (Ato 2.39).

Sendo o candidato já salvo. O batismo com o ESPÍRITO SANTO é para quem já é salvo. Os discípulos, ao serem batizados no dia de Pentecostes, já tinham os seus nomes escritos no céu (Lc 10.20); já eram limpos diante de DEUS (Jo 15.3); já tinham em si vida espiritual, assim como o galho da videira está unido ao seu tronco (Jo 15.4,5,16); já tinham sido por CRISTO enviados para o seu trabalho, dotados de poder divino (Mt 10.1Lc 9.1,210.19).

E preciso crer com convicção na promessa divina do batismo. O batismo é chamado “a promessa do Pai” (Lc 24.49Ato 1.42.16,32,33). E somente pela fé em CRISTO que recebemos o batismo (G13.14). Não é por mérito, haja vista ser um dom, uma dádiva de DEUS para seus filhos.

Buscando o batismo com sede, em oração (Ato 1.4,14Jo 7.37-39Lc 11.13). Adorando a DEUS com perseverança. Louvando sempre a DEUS. Bendizendo ao Senhor. Alegrando-se em DEUS. Assim fizeram os candidatos antes do derramamento do ESPÍRITO, no dia de Pentecostes (Lc 24.52,53). Vivendo em obediência à vontade do Senhor (At 5.32). Para você que busca o batismo, há alguma área da sua vida não submissa totalmente a CRISTO;

Cuidando o crente da sua espiritualidade. Em João 15.2, JESUS disse: “Limpa toda aquela que dá fruto”. É o crente separando-se do mundo quanto à sua iniqüidade e pecados — “o mundo não pode receber”, disse JESUS, referindo-se ao ESPÍRITO SANTO (Jo 14.17).

Perseverando em unidade fraternal. Isso também eles fizeram antes de receberem o poder do ESPÍRITO (Ato I.I4).

Os resultados do batismo com o ESPÍRITO. Os resultados e efeitos desse glorioso batismo em nossa vida são muitos. Citaremos apenas alguns, haja vista as limitações de espaço desta obra.

Edificação espiritual pessoal, mediante o cultivo das línguas estranhas (I Co 14.4,15). Edificar, como está na Bíblia, não é exatamente o mesmo que construir. Paulo foi tão grandemente edificado na sua vida cristã em geral e como obreiro, pelo muito que o ESPÍRITO operou nele mediante as línguas (I Co 14.18). Línguas não faladas em público, mas consigo e com DEUS.

Maior dinamismo espiritual, mais disposição e maior coragem na vida cristã para testemunhar de CRISTO e proclamar o evangelho; para efetuar o trabalho do Senhor. Compare, nesse sentido, os discípulos de JESUS, antes e depois do batismo com o ESPÍRITO SANTO, como foi o caso de Pedro — compare Marcos 14.66-72 com Atos 4.6-20.

Um maior desejo e resolução para orar e para interceder (Ato 2.423.14.24-316.410.9Rm 8.26).

Uma maior glorificação do nome do Senhor “em ESPÍRITO e em verdade” (Jo 4.24), nos atos e na vida do crente (Jo 16.13,14).

Uma maior consciência de que DEUS é o nosso Pai celeste, e que nós somos seus filhos (Rm 8.15,16Gl 4.6).

O batismo é também um meio para a outorga por DEUS, dos dons espirituais — “falavam línguas e profetizavam” (Ato 19.6).

O derramamento do ESPÍRITO sobre o crente é chamado de batismo (Ato 1.5Mt 3.11). Em todo batismo, como já vimos, tem de haver três condições: o candidato a ser batizado, o batizador e o elemento em que o candidato vai ser imerso. No batismo “com o” ou “no” ESPÍRITO SANTO, o candidato é o crente; o batizador, o Senhor JESUS; e o elemento ou o meio em que o crente é imerso, o ESPÍRITO SANTO.

Há diferença entre ser cheio do ESPÍRITO SANTO e ser batizado com o ESPÍRITO SANTO. Uma garrafa pode estar cheia de água, e não “batizada” em água. Ela estará cheia de água e “batizada” quando estiver cheia de água e imersa em água (cf.Dt 34.9Mq 3.8Lc 1.67).

Quanto à passagem de João 20.22, é preciso esclarecer que ali JESUS não se referiu ao batismo pentecostal. Faz-se, pois, necessária uma abordagem aqui, de três diferentes sopros divinos vistos nas Escrituras. O primeiro vivificou e animou o homem material, Adão (Gn 2.7). O segundo vivificou e animou o homem espiritual, o crente (Jo 20.22). O terceiro sopro da parte de DEUS, o batismo pentecostal, capacita o crente para o serviço do Senhor (Ato 2.2).

O primeiro homem — o homem natural, adâmico — teve uma vocação terrena (I Co 15.47); o novo homem, criado em CRISTO ressurrecto, tem uma vocação especial, celestial, santificante (Hb 3.1Ef 4.24). Portanto, como homens espirituais, necessitamos desse sobreexcelente e indispensável poder derramado sobre a igreja, e a promessa desse derramamento do ESPÍRITO é extensiva a todos nós.

Se você ainda não é batizado com o ESPÍRITO SANTO, busque incessantemente essa gloriosa dádiva celestial. Mas, se você já o é, atente para o que diz a Palavra de DEUS, em I Coríntios 14.1: “Segui a caridade e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar”.

Os dons do ESPÍRITO SANTO

O grande pregador e pastor inglês C.H. Spurgeon, em um dos seus escritos relata a história de uma velhinha que morava numa instituição para idosos po

bres que ele certo dia visitou. Nos pertences dessa senhora foi encontrado um documento bancário antigo, que lhe fora entregue como lembrança por alguém muito rico. Com permissão da velhinha, o pastor Spurgeon levou o documento a um banco e ficou sabendo que se tratava de uma elevada quantia em depósito, suficiente para aquela senhora viver muito bem pelo resto da vida.

Partindo desse fato, Spurgeon concluiu que muitos crentes vivem em estado de grande pobreza espiritual por ignorarem as infinitas riquezas espirituais que estão a seu dispor, em CRISTO, se as buscarem, conforme lemos em Efésios 3.8. Neste contexto, está a riqueza dos dons espirituais. Daí São Paulo escrever aos coríntios: “Acerca dos dons espirituais, não quero irmãos que sejais ignorantes” (I Co 12.1).

A igreja da atualidade precisa mais e mais conhecer, buscar, receber e exercitar a provisão divina imensurável que há nos dons espirituais, para o seu contínuo avanço, edificação, consolidação e vitória contra as hostes infernais, e, ao mesmo tempo, glorificar muito mais a CRISTO.

Princípios doutrinários. Pelo menos dois princípios devem ficar bem patentes aqui, concernentes aos dons espirituais:

Uma pessoa que recebeu do Senhor dons do ESPÍRITO não significa que ela alcançou um estado de perfeição e que é merecedora das bênçãos de DEUS. As manifestações e operações do ESPÍRITO SANTO por meio de um crente jamais devem ser motivo de orgulho, seja ele quem for.

Assim como o crente não é salvo pelas obras, mas tão-somente pela graça divina (Ef 2.8Tt 3.5), assim também os dons do ESPÍRITO SANTO nos são concedidos pela graça de DEUS para que ninguém se engrandeça — “segundo a graça” (Rm 12.6).

Na igreja de Corinto, certos crentes imaturos receberam dons espirituais e se descuidaram de crescer na fé e na doutrina. Problemas surgiram daí, afetando toda aquela igreja.

Definição dos dons. Em seu sentido geral, o termo “dom” tem mais de um emprego. Há os dons naturais, também vindos de DEUS na criação, na natureza: a água, a luz, o ar, o fogo, a vida, a saúde, a flora, a fauna, os alimentos, etc. Há também os dons por DEUS concedidos na esfera humana: os talentos, os dotes, as aptidões, as prendas, as virtudes, as qualidades, as vocações inatas, etc.

O dom espiritual é uma dotação ou concessão especial e sobrenatural pelo ESPÍRITO SANTO, de capacidade divina sobre o crente, para serviço especial na execução dos propósitos divinos para e através da Igreja. “São como que faculdades da Pessoa divina operando no ser humano” (Horton). Dons espirituais como aqui estudados não são simplesmente dons humanos aprimorados e abençoados por DEUS.

Foi a poderosa e abundante operação dos dons do ESPÍRITO que promoveu a expansão da igreja primitiva como se vê no livro de Atos dos Apóstolos e nas Epístolas. Foi dotada de dons espirituais que a igreja de então continuou crescendo sem parar e triunfando, apesar das limitações da época, da oposição e das perseguições. A obra missionária também avançou celeremente como fogo em campo aberto.

As principais passagens sobre os dons espirituais são sete: I Coríntios 11,28-311314.11,28-31; 13; 14; Romanos 12.6-8Efésios 4.7-16Hebreus 2.4; e Pedro 4.10,11. Além destas referências, há muitos outros textos isolados através da Bíblia sobre o assunto.

Termos desígnadores dos dons. Abordaremos a partir de agora os cinco principais termos bíblicos desígnadores dos dons. Estes termos descrevem a natureza dos dons.

Pneumatika (I Co 12.11). Os críticos e opositores dos dons alegam que, no original, aqui, não consta a palavra “dom”. Não consta neste versículo, mas consta a seguir, em I Coríntios 12 e nos capítulos seguintes. O referido termo refere-se às manifestações sobrenaturais da parte do ESPÍRITO SANTO através dos dons (cf. I Co 12.714.1).

Charismata (I Co 12.4Rm 12.6). Falam da graça subseqüente de DEUS em todos os tempos e aspectos da salvação.

Díakonaí (I Co 12.5). Isso fala de serviço, trabalho e ministério prático. São ministrações sobrenaturais do ESPÍRITO através dos membros da igreja como um corpo (I Co 12.12-27).

Energemata (I Co 12.6). Isto é, os dons são operações diretas do poder de DEUS para a realização de seus propósitos e para abençoar o povo (cf. w.9,I0).

Phanerosis{ I Co 12.7). Os dons são sobrenaturais da parte de DEUS; mas, conforme o sentido do termo original, aqui, eles operam igualmente na esfera do natural, do tangível, do sensível, do visível.

Dons de manifestação do ESPÍRITO

Vamos agora classificar ou agrupar os dons com o objetivo de entender melhor o assunto. A primeira classificação é a dos dons de manifestação do ESPÍRITO em número de nove, conforme I Coríntios 12.8-10. Esses dons são formas de capacitação sobrenatural de pessoas, para a “edificação do corpo de CRISTO” como um todo, e também para a bem-aventurança de seus membros, individualmente (vv.3-5,12,17,26).

Os capítulos 12 a 14 de I Coríntios têm a ver com esses maravilhosos dons. Eles são de atuação eventual, inesperada e imprevista (quanto ao portador do dom), tudo dependendo da soberania de DEUS na sua operação. Esses dons manifestam o saber de DEUS, o poder de DEUS e a mensagem de DEUS.

Dons que manifestam o saber de DEUS (I Co 12.8-10). Esses dons manifestam a multiforme sabedoria de DEUS:

A palavra da sabedoria (v.8). É um dom de manifestação da sabedoria sobrenatural, pelo ESPÍRITO SANTO. E um dom altamente necessário no governo da igreja, pastoreio, administração, liderança, direção de qualquer encargo na igreja e nas suas instituições.

A palavra da ciência (v.8). “Ciência” eqüivale, aqui, a “conhecimento”. Ê um dom de manifestação de conhecimento sobrenatural pelo ESPÍRITO SANTO; de fatos, de causas, de ensinamentos, de ensmadores, etc.

O dom de discernir os ESPÍRITOs (v. 10). No original, os dois termos que designam este dom estão no plural. E um dom de conhecimento e de revelação sobrenaturais pelo ESPÍRITO SANTO. É um dom de proteção divina para não sermos enganados e prejudicados por Satanás e seus demônios, e também pelos homens. Uma das principais atividades de Satanás é enganar (Ap 12.920.8,10I Tm 4.1). Os homens também enganam (Ef 4.14I Jo 2.262 Jo.7). Lideres em geral — inclusive de música —, pastores, evangelistas, mestres, precisam muito deste dom para não serem enganados.

Dons que manifestam o poder de DEUS (I Co 12.9,10). Esses dons manifestam a poder dinâmico de DEUS:

A fé (v. 9). E um dom de manifestação de poder sobrenatural pelo ESPÍRITO SANTO. Superação e eliminação de obstáculos, sejam quais forem, e de impedimentos; liberação do poder de DEUS; mtercessão. Não se trata aqui da fé no seu sentido salvifico (Ef 2.8); ou fé como fruto do ESPÍRITO (G1 5.22); ou fé significando o corpo de doutrinas bíblicas (GI 1.23); ou fé como o aspecto puramente espiritual da vida cristã (2 Co 13.5). Trata-se da fé chamada “fé especial”, “fé miraculosa”. Este dom opera também em conjunto com vários outros dons.

Os dons de curar. Ou “dons de curas”, literalmente (v.9). Isto é, este dom é multiforme na sua constituição e na sua operação. Ê uma sublime mensagem para os enfermos, não importando a sua doença. São dons de manifestação de poder sobrenatural pelo ESPÍRITO SANTO para a cura das doenças e enfermidades do corpo, da alma e do ESPÍRITO, para crentes e descrentes.

Esses “dons de curas” operam de várias maneiras: através da Palavra; através de outro dom; uma palavra de ordem; um olhar; mãos, etc. Os dons de curas

abrangem o ser humano em sua totalidade; já o dom da fé, além do ser humano, abrange tudo mais, conforme os planos e propósitos de DEUS.

A operação de maravilhas (v. 10). No original, os dois termos que designam este dom estão no plural: “operações de maravilhas”. São operações de milagres extraordinários, surpreendentes, pasmosos; prodígios espantosos pelo poder de DEUS, para despertar e converter incrédulos, céticos, oponentes, crentes duvidosos. Leia João 6Atos 8.6,1319.II; e Josué 10.12-14.

Dons que manifestam a mensagem de DEUS (I Co 12.10). Esses dons manifestam a mensagem da parte de DEUS, poderosa, vivificante, criativa, edificante e conso- ladora (È em torno desses três últimos dons que ocorre mais falta de disciplina e de ordem nas igrejas, como também ocorreu em Corinto.).

A profecia (v. 10). E um dom de manifestação sobrenatural de mensagem verbal pelo ESPÍRITO, para “edificação, exortação e consolação” do povo de DEUS (I Co 14.3). E um dom necessário a todos os que ministram a Palavra; que trabalham com a Palavra (cf. Lc 1,2b; I Tm 5.7). O grau da profecia na igreja hoje não é o mesmo da “profecia da Escritura” (2 Pe 1.20), que é infalível — a profecia da Bíblia.

A profecia na igreja deve ser, pois, julgada. De fato, a Bíblia declara: “Em parte profetizamos” (I Co 13.9). A profecia da igreja está sujeita a falhas por parte do profeta; daí a recomendação bíblica de I Coríntios 14.29: “E falem dois ou três profetas, e os outros julguem”.

Por que a profecia é denominada o principal dom, conforme I Coríntios 13.2 e 14.1,5,39? Porque a profecia edifica a igreja como um corpo, e não apenas como indivíduos. Também porque a profecia é um meio de expressão de muitos dons (I Tm 4.14a). A maior parte do tempo do culto deve ser para a minístração da Palavra de DEUS, e não para a profecia, conquanto seja esta tão importante (I Co 14.29).

A variedade de línguas (v. 10). E um dom de expressão plural, como indica o seu título. E um milagre lingüístico sobrenatural. Nem todos os crentes batizados com o ESPÍRITO SANTO recebem este dom (I Co 12.30). Já as línguas como evidência física inicial do batismo, todos ao serem batizados no ESPÍRITO SANTO as falam.

As mensagens em línguas mediante este dom devem ser interpretadas para que a igreja receba edificação (I Co 14.5,27). O crente portador deste dom, ao falar em línguas perante a congregação, não havendo intérprete por DEUS suscitado, deve este crente falar somente “consigo e com DEUS” (I Co 14.4,28) isto é, falar em silêncio. (FALAR BAIXO – NUNCA PENSDE EM LÍNGUAS – FALE EM LÍNGUAS)

A interpretação das línguas (v. 10). E um dom de manifestação de mensagem verbal, sobrenatural, pelo ESPÍRITO SANTO. Não se trata de “tradução de línguas”, mas de “interpretação de línguas”. Tradução tem a ver com palavras em si; interpretação tem a ver com mensagem. As línguas estranhas como dom espiritual, quando interpretadas, assemelham-se ao dom de profecia, mas não são a mesma coisa. O dom de interpretação é um dom em si mesmo, e não uma duplicação do dom de profecia (cf. I Co 12.10,3014.5,13,26-28).

Dons de ministérios práticos

São administrações de serviços práticos, individuais e em grupo (Rm 6.8; I Co 12.28-30). Nestas passagens, eles aparecem juntamente com os demais dons espirituais, e sob o mesmo título original charismata — “dons da graça”. São dons de ministração residentes no portador, pela natureza de sua finalidade junto às pessoas ou grupos: assistência, serviço, socorro, auxílio, amparo, provisão. São dons residentes nos seus portadores, pela natureza e objetivos de sua ação.

Estes dons têm sido pouco estudados na igreja. Daí os equívocos e dúvidas existentes. São da mesma natureza espiritual e sobrenatural dos demais dons da graça de DEUS. A Bíblia os coloca em conjunto com os demais dons (I Co 12.28) Ela usa para esses dons o mesmo termo original empregado para os dons de I Coríntios 12.4-10: charismata (Rm 12.6-8).

Ministério (Rm 12.7). Ministração, servir, prestar serviço material e espiritual, sem primeiramente esperar recompensa, reconhecimento, retribuição, remuneração, com motivação e capacitação mediante este dom. E servir capacitado sobrenaturalmente pelo ESPÍRITO.

Ensinar (Rm 12.7). Ensinar no sentido didático, como deixa claro o original. E o dom espiritual de ensinar, tanto na teoria, como na prática; ensinar fazendo; ensinar a fazer; ensinar a entender; treinar outros. Educar no sentido técnico desta palavra. Não confundir com o ministério do ensino, que tem a ver com ministros do evangelho, segundo Efésios 4. II e Atos 13.1 (“profetas e mestres”).

Exortar (Rm 12.8). Exortar, aqui, é como dom: ajudar, assistir, encorajar, animar, consolar, unir pessoas desunidas, que não se falam; admoestar.

Repartir (Rm 12.8). O sentido no original é dar generosamente, doar, oferecer, distribuir aos necessitados em primeiramente esperar recompensa ou reconhecimento, movido pelo ESPÍRITO SANTO. Este dom ocupa-se da benevolência, beneficência, humanitarismo, filantropia, altruísmo.

Presidir (Rm 12.8). E conduzir, dirigir, organizar, liderar, governar, orientar com segurança, conhecimento, sabedoria e discernimento espiritual. Isso em se tratando de igreja, congregação, instituição, etc. Para alguém presidir desta maneira, só mesmo tendo de DEUS este dom! A tendência natural de quem lidera e preside é ser duro, dominar somente pela autoridade, ser insensível.

Exercitar misericórdia (Rm 12.8). Este dom refere-se a assistência aos sofredores, necessitados, carentes; fracos, enfermos, presos, visitação, compaixão.

Socorros (I Co 12.28). Literalmente “achegar-se para socorrer”. É o caso de enfermos, exaustos, famintos, órfãos, viúvas, etc. È um dom de ação plural.

Governos (I Co 12.28). E um dom plural no seu exercício. Ê dirigir, guiar e conduzir com segurança e destreza. O termo original sugere pilotar uma embarcação com segurança, destreza e responsabilidade.

Dons na área do ministério

Esses dons são enumerados em Efésios 4.11 e I Coríntios 12.2829, a saber: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores, doutores ou mestres.

Alvos e resultados dos dons espirituais. De acordo com I Coríntios 12.7, “a manifestação do ESPÍRITO é dada a cada um para o que for útil”. Vejamos quais são os alvos e resultados dos dons espirituais:

A glorificação do Senhor JESUS em escala muito além da natural e humana (Jo 16.14).

A confirmação da Palavra de DEUS anunciada, pregada e ensinada (Mac 16.17-20Hb 2.3,4).

O crescimento constante e real, em quantidade e qualidade, da obra de DEUS na igreja, na evangelização e nas missões (Ato 6.719.209.31Rm 15.19\

A “edificação” espiritual da igreja de DEUS como um corpo e como membros individualmente (I Co 12.12-27). JESUS afirmou: “Eu edificarei a minha igreja” (Mac 16.18), mas na ocasião Ele não disse como ia edificar. Mas em Atos e nas Epístolas vemos que é em parte através desses dons divinos de que estamos a tratar.

O aperfeiçoamento dos santos (Ef 4.11,12). Isso jamais é possível por parte do homem, ou das coisas desta vida, mas é possível para DEUS (cf Lc 18.27).

O exercício dos dons do ESPÍRITO. Toda energia e poder sem controle é desastroso. Estudando I Coríntios 14.26,32,33 e 40, vemos que DEUS nos concede dons, mas não é responsável pelo mau uso deles, por desobediência do portador à doutrina bíblica, ou por ignorância desta. A eletricidade quando domada nas subestações, torna-se apropriada ao consumo doméstico, mas nas linhas de alta tensão é letal e destruidora. Também não adianta ter um bom freio no carro sem o seu potente motor, como muitos fazem nas igrejas mornas, frias e secas. Elas têm freio e direção no “carro”, porém falta-lhes o ativo e poderoso motor.

O uso dos dons na igreja deve ser regulado e equilibrado pela Palavra de DEUS, corretamente entendida, interpretada e aplicada. A Palavra e o ESPÍRITO interpenetram-se e combinam-se em sua operação conjunta na igreja. A Palavra é a espada do ESPÍRITO, e o ESPÍRITO interpreta e emprega a Palavra.

Na igreja, a predominância da doutrina do Senhor corrige erros, evita confusão e repara estragos. Ela, quando ensinada e aplicada, neutraliza o fanatismo, que é zelo religioso sem entendimento — são exageros, práticas antibíblicas, emocionalismo, gritaria e outros desmandos. Por sua vez, quando o ESPÍRITO predomina, neutraliza o formalismo, que é excesso de regras, regulamentos, legalismo, rotina religiosa, formalidades secas e enjoativas, mornidão, fórmulas, ritos e coisas assim.

Quem recebe dons de DEUS, a primeira coisa a fazer é procurar conhecer o que a Palavra ensina sobre o exercício deles. Em Corinto havia abuso dos dons, enquanto em Tessalônica havia carência deles, por tanto refreio. E de pasmar em nossas igrejas a carência da doutrina bíblica sobre essas manifestações do ESPÍRITO — os dons espirituais. O resultado disso aí está em muitos lugares: fanatismo, práticas antibíblicas, meninices, confusão, escândalo e desonra para o evangelho que pregamos.

No exercício dos dons e de outras manifestações do ESPÍRITO SANTO, ninguém que aja desordenadamente e cause confusão, dentro da congregação e fora dela, venha a dizer que está agindo assim por direção do ESPÍRITO SANTO. Ele não é o autor de tais coisas!

Responsabilidade quanto aos dons. É preciso haver responsabilidade quanto aos dons, a fim de que não haja mau uso deles.

Conhecer os dons. “Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes” (I Co 12.1).

Buscar os dons. “Procurai com zelo os melhores dons” (I Co 12.31).

Zelar pelos dons. “Procurai com zelo os dos espirituais” (I Co 14.1).

Ser abundante nos dons. “Procurai progredir neles, para a edificação da igreja” (I Co 14.12, ARA).

Ter autodisciplma nos dons. “E os ESPÍRITOs dos profetas estão sujeitos aos profetas” (I Co 14.32).

Ter decência e ordem no exercício dos dons. “Mas faça-se tudo decentemente e com ordem” (I Co 14.40).

Portanto, poder, sinais, curas, libertação e maravilhas devem caracterizar um genuíno avivamento pleno de renovação espiritual e pentecostal. No entanto, tudo

deve ser livre de escândalos, engano, falsificação, e segundo a decência e ordem que a Palavra de DEUS preceitua (I Co 14.26-40).

 

O MAU USO DOS DONS ESPIRITUAIS

O uso dos dons na igreja deve ser regulado e equilibrado pela Palavra de DEUS. A Palavra e o ESPÍRITO interpenetram-se, combinam-se em sua operação conjunta na igreja. A Palavra é a espada do ESPÍRITO (Ef 6.17), e o ESPÍRITO interpreta e usa a Palavra. A predominância da doutrina do Senhor corrige erros, evita confusões e repara estragos.

Quando aplicada e observada, a doutrina do Senhor neutraliza o fanatismo, que é zelo sem entendimento, exagero, práticas antibíblicas, emocionalismo, etc. Por sua vez, a predominância do ESPÍRITO SANTO neutraliza os extremos do formalismo, que é excesso de regras, regulamentos, legalismo, rotina, formalidade, mornidão, fórmulas, ritos, etc.

Os dons espirituais não devem operar sem o fruto do ESPÍRITO (Gl 5.22I Co 13Jo 15.1-8). Quem recebe os dons, a primeira coisa a fazer é procurar conhecer o que diz a Palavra sobre o exercício deles. Havia abuso dos dons em Corinto, e carência deles em Tessalônica (I Co 14I Ts 5.19,20).

A igreja de Corinto. Os cultos da igreja de Corinto eram notadamente pen- tecostais (I Co 121314). Segundo o apóstolo Paulo, nenhum dom faltava àquela igreja (I Co 1.7). Todas as manifestações espirituais do ESPÍRITO SANTO tinham lugar ali (I Co 12.4); as diversidades de ministérios do Senhor JESUS (I Co 12.5); e as diversas operações do próprio DEUS (I Co 12.6).

No entanto, a igreja estava envolvida em diversas dissensões e litígios (I Co 6.1-11; 11.18), pecados morais graves (I Co 5), além de desordem no culto de adoração a DEUS (I Co 11.17-19). Outrossim, os crentes eram imaturos e carnais (I Co 3.1-4). A desordem era tal que o próprio culto tornou-se um entrave para o progresso espiritual dos crentes.

Dissensão ou partidarismo (I Co 11.181.10-133.4-6). “Ouço que, quando vos ajuntais na igreja, há entre vós dissensões”. O termo “dissensões” empregado em I Coríntios II.17 e 1.10 descreve a destruição da unidade cristã por meio da carnalidade. Em vez de gratidão a DEUS, para promover a comunhão uns para com os outros e “guardar a unidade do ESPÍRITO pelo vínculo da paz” (Ef 4.3), os crentes reuniam-se para o culto com “ESPÍRITO faccioso”.

Carnalidade (I Co 3.1-3). “Não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais” (v.I). Havia membros da igreja de Corinto guiados e cheios do ESPÍRITO SANTO (I Co 1.4-9Rm 8.14), mas muitos eram carnais (v.I). Carnal, como já vimos, é o crente, ele ou ela, cuja vida não é regida pelo ESPÍRITO (Rm 8.5-8); que tem muita dificuldade de entender os assuntos espirituais (I Co 2.14) e vive em contendas, difamações. A mente e a língua do carnal é malfazeja até durante o sono (cf. Rm 8.5; G1 5.19-21; Pv 4.16). Esse tipo de crente é uma perturbação no culto de adoração a DEUS.

Intemperança (I Co 11.21). Na liturgia da igreja primitiva era comum a Ceia do Senhor ser precedida por uma festividade chamada de agápe ou festa de amor (2 Pe 2.13; Jd v.I2). No entanto, alguns crentes coríntios em vez de fortalecerem o amor e a unidade cristã antes da Ceia do Senhor, embriagavam-se. Os ricos se fartavam de tudo, enquanto os pobres padeciam fome (v.2I). Isso alguns faziam “para sua própria condenação” ou castigo (v.29). Esses cristãos cometiam o erro de transformar uma festa espiritual, o culto, em uma festa profana. Veja as conseqüências disso nos versículos 30,31.

Muitos crentes, em Corinto, eram ignorantes quanto ao uso correto dos dons espirituais (I Co 12.114.26-33). A manifestação dos dons espirituais é “dada a cada um para o que for útil” (I Co 12.7). Os propósitos de DEUS neles é edificação, consolação, exortação, crescimento espiritual e aperfeiçoamento do corpo de CRISTO (I Co 14.326Ef 4.11-14Rm 12.4-8).

Mas, para que assim seja, é necessário que haja sabedoria, ordem e decência quanto ao uso dos dons (I Co 12.114.40). O crente não é proibido de falar em línguas, nem o profeta de profetizar no culto (I Co 14.39), contanto que seja conforme a doutrina bíblica (I Co 14.1219,2639). A expressão-chave do ensino contido em 1 Coríntios 14.26-40 é: “Faça-se tudo para edificação” (v.26). “Edificação” quer dizer “construir como um processo”, ou seja, crescimento sólido, gradual, uniforme e constante na vida do crente.

Os cristãos de Corinto ignoravam o propósito evangelístico e edificador do culto na vida espiritual do crente (I Co 14.23-25), pois exibiam vaidosamente seus dotes espirituais, provocando balburdia e dissensões (I Co 14.27-30). A Bíblia recomenda que todos, pelo ESPÍRITO SANTO, falem em línguas e profetizem (I Co 14.5), mas que também exerçam os dons espirituais com sabedoria, ordem e decência (I Co 14.26-33,37-40), a fim de que o nome do Senhor seja glorificado (I Co 14.25), o incrédulo seja convertido (I Co 14.22-25) e a igreja edificada(I Co 14.26).

Visões e revelações. É de pasmar o descaso em nossas igrejas, da carência do ensino da Palavra sobre essas manifestações do ESPÍRITO — os dons espirituais. O resultado aí está em muitos lugares: fanatismo, práticas antibíblicas, meninices, confusão, escândalo e desonra para o evangelho, ou desprezo e indiferença dos crentes pelos dons. Um exemplo disso é o caso de “visões” e “revelações”.

Revelações em si não são um dom. Há pessoas por aí afora dizendo-se portadoras do “dom de revelação”. Não há especificamente tal dom. Sonhos, visões e revelações sobrenaturais, sim, podem ser expressões do dom da ciência (I Co 12.8). DEUS criou não somente coisas visíveis, mas também as invisíveis (Cl 1. 16). Por sua vez, coisas invisíveis podem se tornar visíveis. DEUS, que criou e sustenta todas as coisas, também as controla como quer.

Igrejas inteiras, famílias e crentes à parte têm padecido muito por causa de falsas visões, revelações e sonhos da parte de visionários, às vezes fanáticos, outras vezes mentecaptos, e ainda por cima trapaceiros. E necessário que, sem sufocar o genuíno entusiasmo e fervor espiritual, ou provocar frieza na fé, os dirigentes de trabalho, através da doutrina bíblica, regulem e controlem essa intensa “onda” de visões e revelações falsas, que tanto perturbam e prejudicam os crentes na fé.

Todo poder sem controle é desastroso. DEUS nos concede poderosos dons, mas não é responsável pelo mau uso deles, por desobediência do portador à doutrina bíblica, ou ignorância desta. O fogo em casa é indispensável, quando sob controle no fogão, mas como incêndio… é um sinistro!

A eletricidade, nas linhas de alta tensão é letal; nas subestações é domada, tornando-se apropriada ao consumo doméstico, Um carro é utilíssimo quando dotado de bons freios. Por outro lado, de nada adianta bons freios se o carro não tiver um potente motor… O que acontece em igrejas mornas e secas? Têm freios e direção, mas lhes falta o ativo e poderoso “motor” do ESPÍRITO.

No autêntico exercício dos dons espirituais o ESPÍRITO SANTO é soberano. O fato registrado em Atos 19.11,12 não significa doutrina sobre o assunto nem modelo para ser copiado.

Expulsão de demônio à moda de exorcismo. O costume hoje em dia praticado por determinadas pessoas, de chamar endemoninhados à frente, praticar expulsão de demônios à moda de exorcismo, manipulando as pessoas, expulsando demônios “à prestação”, como se eles estivessem saindo da vítima aos poucos, é prática reprovável e antibíblica.

Os demônios são expulsos, sim, por direção e poder do ESPÍRITO SANTO, mas de maneira bíblica, original, sem deixar dúvidas, confusão, nem escândalos. JESUS nos mandou chamar pecadores e expulsar demônios… Em muitos lugares, está ocorrendo o inverso: estão chamando demônios e expulsando os pecadores. Sim, pois estes saem confusos, iludidos, escandalizados, sem saber ao certo se estiveram num culto santificado a DEUS, ou numa sessão espírita!

Em muitos lugares, os pecadores saem piores do que chegaram. E isso operação dos dons espirituais? Nunca! Poder manifesto de DEUS não significa escândalo, promiscuidade, desordem, grosseirismo e puro emocionalismo, que, uma vez passado, só resta frustração, engano, medo e revolta interior. Isso — que pode ser atuação dos chamados “ESPÍRITOs familiares” (Is 8.19) — é mais uma operação diabólica para confundir os neófitos e perturbar a boa marcha do trabalho do Senhor.

Falsos obreiros. Tenhamos cuidado! Está dito na Palavra de DEUS que não somente houve entre os fiéis falsos profetas, mas que haverá também, nos dias atuais (2 Pe 2.1).  DEUS não é de confusão. A ausência de continuado e metódico ensino bíblico sobre a Pessoa do ESPÍRITO SANTO e suas genuínas operações resulta nisso.

O inimigo aproveita a ignorância dos crentes; ele aproveita enquanto os trabalhadores dormem, para semear a má semente. Não se confunda gritos, trejeitos, gestos desconexos, pulos, linguagem impressionante, barulho emotivo e algaravia pública com o real poder do ESPÍRITO SANTO. Espiritualidade e poder de DEUS não implicam desordem e escândalo para gregos, Judeus e Igreja de DEUS.

Há uma série de pretensos obreiros desautorizados — acolhidos por certos grupos religiosos —, promovendo por si próprios movimentos ditos carismáticos, mas sem qualquer base bíblica, sem conhecimento da doutrina, sem experiência cristã e ministerial, sem cultura bíblica e secular, sem ordem, de ministério irregular, mescrupulosos, irreverentes, gananciosos, explorando o povo e as igrejas, iludindo a fé dos incautos e aproveitando-se da credulidade das massas, até que os escândalos provoquem uma reação negativa e acabe tudo em nada!

Os tais obreiros — ostentando a coleção inteira de smais de um falso profeta —, em lugar de procurarem expulsar demônios, e praticar curandeirismo, eles é que deviam ser expulsos! Dizendo-se autorizados por DEUS, arrogam-se autoritários, não aceitando qualquer conselho bíblico, chegando a ponto de quererem provar seus erros mediante a Palavra de DEUS!

Poder, sinais e maravilhas devem caracterizar um genuíno avivamento, pleno de renovação espiritual e pentecostal, mas livre de escândalos, enganos, falsificação e mistificação; dentro da decência e da ordem que a Palavra de DEUS preceitua.

O certo é que esses pseudo-obreiros estão causando sérios estragos dentro e fora da igreja, especialmente na área da expulsão de demônios, cura divina, revelações, visões, profecia e línguas estranhas. Não duvidamos de que muitas dessas pessoas tenham recebido uma chamada divina para um ministério de poder, mas estragaram-na porque começaram a laborar fora do plano divino revelado nas Escrituras. Como em 2 Reis 6.5, perderam o ferro do machado; só têm o cabo agora.

Se eles deram fruto a princípio, não permaneceram assim. A vitória e a aprovação divina iniciais não significam continuidade da operação divina nem frutos permanentes, caso a pessoa saia do plano bíblico: “para que deis fruto, e o vosso fruto permaneça”. Assim disse JESUS (Jo 15.16).

Quem reconhece ter recebido um ministério de pregação acompanhado de sinais e maravilhas, pelo poder de DEUS, exerça-o, mas segundo a doutrina bíblica, apegado sempre à Palavra. Não é nunca possível um tal ministério frutificar mais e mais e permanecer assim, sem o instrumento humano conservar-se na humildade, na simplicidade e na pureza doutrinária da Palavra de DEUS. Um obreiro pode receber o mais rico ministério de libertação e conservar-se profundamente bíblico, dentro dos ditames de ética ministerial e da Palavra de DEUS.

O espirito do profeta e o ESPÍRITO do Senhor. Precisamos fazer a nossa parte, a fim de que o ESPÍRITO realize a dEle. E isso está relacionado com a liturgia, conjunto dos elementos que compõem o culto cristão (Ato 2.42-47I Co 14.26-40Cl 3.16). Embora seja possível liturgia sem culto, não há culto sem liturgia (Is 1.11-1729.13Mt 15. 7-9I Co 11.17-22).

A parte litúrgica compreende diversas partes do culto: oração (Ato 12.1216.16); cânticos (I Co 14.26Cl 3.16); leitura e exposição da Palavra de DEUS (Rm 10.17Hb 13.7); ofertas (I Co 16.1,2); manifestações e operações do ESPÍRITO SANTO (I Co 14.26-32); e bênção apostólica (2 Co 13.13Nm 6.23-27).

Tomando como base o livro de Atos dos Apóstolos e as Epístolas (Ato 2.1-4Ef 5.19Cl 3.16), vejamos como era o culto, nos tempos do Novo Testamento. A promessa da efusão do ESPÍRITO (Jl 2.28) cumpriu-se no dia de Pentecostes (Ato 2.16-18), quando os que estavam reunidos foram “cheios do ESPÍRITO SANTO e começaram a falar em outras línguas, conforme o ESPÍRITO SANTO lhes concedia que falassem” (Ato 2.1-4). Essa experiência pentecostal repetiu-se em outras ocasiões: em Samaria (Ato 8.14-20); na vida de Paulo (Ato 9.17); na casa de Cornélio (Ato 10.44-48); e em Éfeso (Ato 19.1-7).

Manifestações espirituais como essas foram acompanhadas de: falar em outras línguas (Ato 2.419.6); poder (Ato 8.18,19); exultação a DEUS (Ato 10.46); ousadia, poder e graça na pregação (Ato 4.31,33); e mensagens proféticas (Ato 19.6). O culto dos crentes primitivos que, nos primeiros dias da igreja em Jerusalém, não se distinguia muito da liturgia judaica (Ato 3.1), passou a ser dinâmico, espontâneo e com manifestações periódicas dos dons concedidos pelo ESPÍRITO SANTO (Rm 12.6-8; I Co 12.4-11,28-31).

Se alguém reconhece que tem recebido dons espirituais para um ministério de poder, o primeiro passo não é sair fazendo demonstrações pueris, escandalosas e antibíblicas. Não. O primeiro passo é conhecer o que a Bíblia ensina sobre um determinado ministério.

Sabemos que a capacidade espiritual do obreiro vem de DEUS, mas do seu preparo ele deverá cuidar, segundo está escrito: “Procura apresentar-te a DEUS aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2Tm 2.15). E mediante a Palavra de DEUS que ele se torna hábil para toda boa obra (2 Tm 3.17).

Ninguém que cometa escândalos e pratique as coisas negativas mencionadas neste tópico venha a dizer que agiu assim movido pelo ESPÍRITO SANTO, porque Ele não é autor de desmandos, sejam quais forem. Que surgiriam tais coisas em nossos dias, sabemo-lo pela Bíblia (2 Pe 2.1,2), porém que elas e seus promotores permaneçam entre nós como sendo nossos, e dos nossos, não

(I Jo 2.19)!

PLENITUDE DO ESPÍRITO SANTO

A recomendação da Bíblia aos crentes pentecostais é: “Não vos embriagueis com vinho em que há contenda, mas enchei-vos do ESPÍRITO” (Ef 5.18).

“Enchei-vos do ESPÍRITO”. O verbo traduzido por “enchei-vos” traz no original quatro lições importantes:

E um imperativo — pois se trata de uma ordem.

Está no plural — por isso, aplica-se a todos os crentes.

Está na voz passiva — o que significa que a ação de estarmos cheios do ESPÍRITO é atribuição dEle.

Está no tempo presente contínuo — isto é, designa uma ação constante, contínua, perene. Portanto, pode ser traduzido como “Deixai-vos encher continuamente do ESPÍRITO”.

Enchendo-nos continuamente do ESPÍRITO para cultuar a DEUS. Os crentes de Efeso só poderiam continuar enchendo-se do ESPÍRITO, se já estivessem cheios dEle anteriormente. Na verdade, eles já haviam sido batizados com o ESPÍRITO, conforme Atos 19.1-7. Quando o crente é cheio e se mantém renovado pelo ESPÍRITO SANTO, o culto cristão é caracterizado por: “salmos, e hinos, e cânticos espirituais” (Ef 5.19).

O fruto do ESPÍRITO. Em I Coríntios 2.14—3.3, vemos que DEUS divide toda a humanidade em três grupos de pessoas. Apenas três, e isso no sentido espiritual: (I) o homem natural, literalmente controlado pela sua alma (2.14); (2) o homem espiritual, literalmente controlado pelo ESPÍRITO SANTO (2.15); e (3) o homem carnal, controlado, literalmente, pela sua natureza carnal (3.3). Ninguém escapa dessa classificação divina. Todos nós somos um desses “homens”. Identifique-se!

O homem natural não é salvo. È irregenerado. E chamado de “natural” porque vive segundo a natureza adâmica, decaída. O homem espiritual é aquele que o

ESPÍRITO SANTO governa e rege seu ESPÍRITO, sua alma e seu corpo. Nele, o seu “eu”, pela fé em CRISTO, está mortificado, crucificado (Rm 6.11GI 2.19,20).

Já o homem carnal, na conceituação bíblica, é o crente espiritualmente imaturo e que assim continua através da vida — “meninos em CRISTO” (I Co 3.1). A vida do crente carnal é mista, dividida, fracassada. Esse crente vive em conflito interior entre a sua natureza humana e a divina, sendo a sua alma o campo de batalha (cf. Gl 5.13-26). (Gl 5.22,

O homem espiritual é o crente cheio do ESPÍRITO SANTO, isto é, aquele em cuja vida o fruto do ESPÍRITO tem amadurecido 23; Ef 5.9Jo 15.1-8; 16). A evidência de que alguém continua cheio do ESPÍRITO é a manifestação do fruto do ESPÍRITO de DEUS em sua vida (Mt 3.87.20).

Se um cristão afirma ser nascido de novo, mas seu modo de viver dentro e fora da igreja desmente o que afirma, isso é uma contradição, um escândalo e uma pedra de tropeço para os descrentes e os cristãos mais fracos. E pela sua habitação e presença permanente no crente, regendo-o em tudo, que o ESPÍRITO produz o seu fruto, como descrito em Gálatas 5.22.

Pecados contra o ESPÍRITO SANTO

Os pecados contra o ESPÍRITO SANTO afetam ternvelmete a santidade. Ele é o ESPÍRITO SANTO; o ESPÍRITO que nos santifica. Ele é muito sensível; é tanto que é simbolizado pela pomba. O único pecado imperdoável só pode ser cometido contra Ele; não contra o DEUS Pai, nem contra o DEUS Filho. Isso deve nos servir de alerta quanto ao pecado!

Há seis principais pecados contra o ESPÍRITO SANTO; que consistem em palavras, atitudes e atos. Entre os pecados por palavras, acham-se as afrontas verbais e as blasfêmias. As atitudes e os atos constam da resistência ao ESPÍRITO, e da recusa contínua de se cumprir a vontade de DEUS.

Resistir ao ESPÍRITO SANTO. A resistência ao ESPÍRITO é o pecado inicial que se comete contra o Consolador (Ato 7.51). E dizer “não” continuamente ao convite da salvação; recusar ouvir e ler a Palavra de DEUS; recusar os impulsos interiores do ESPÍRITO SANTO dentro de nós (orar, testemunhar, apartar-se do mal).

Resistir ao ESPÍRITO é também rebelar-se contra a autoridade divina (Is 63.10). Não só a direta, que é infreqüente na Bíblia: mas a autoridade divina indireta, isto é, delegada por DEUS. Esta é a forma predileta de DEUS governar entre os homens, através da família (autoridade social); do governo (autoridade civil); e da igreja (autoridade religiosa).

Esse pecado, cometido por incrédulos e crentes, consiste ainda em adiar a decisão de obedecer ao Senhor. È, em resumo, resistir à voz de DEUS, de todas as formas. E, uma vez cometida essa ofensa, as demais parecerão de somenos importância, visto que o coração do ofensor, afetado terrivelmente pela iniqüidade, considerará o pecado algo comum e corriqueiro.

O pecado de resistir ao ESPÍRITO pode ser compreendido pelo modo como Estêvão concluiu seu sermão diante dos anciãos de Israel: “Homens de dura cerviz e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao ESPÍRITO SANTO” (Ato 7.51). O pecado daqueles homens não era um ato isolado, mas contínuo: resistir “sempre” ao ESPÍRITO SANTO.

Quem resiste ao ESPÍRITO SANTO recusa, de forma consciente, a vontade divina expressa pela terceira Pessoa da Trindade, mediante a Palavra de DEUS e por meio de seu trabalho em nossos corações. A palavra “resistir”, empregada por Estêvão, no original, vai além de uma mera resistência. Significa lutar contra; lutar com afoiteza.

O povo de Israel até hoje sofre as conseqüências de sua resistência contínua ao ESPÍRITO de DEUS (I Ts 2.15,16). Os ouvintes de Estêvão “lutavam” contra o ESPÍRITO, empregando naquela peleja todas as suas forças (cf. Zc 7.12Gn 6.3Is 30.1Ne 9.30Ez 8.3,6). O povo de DEUS fez isso por rebeldia contumaz, e o ESPÍRITO do Senhor voltou-se contra eles. Que relato terrível e condenatório (Is 63.10)! O leitor tem resistido ao ESPÍRITO SANTO?

Insultar ao ESPÍRITO SANTO. Insultar ou agravar o ESPÍRITO SANTO é um pecado que consiste em insultar, agravar, ultrajar a terceira Pessoa da Trindade. È rejeitar continuamente a JESUS — isso pode ser uma pessoa, uma família, uma comunidade, uma nação. É um pecado cometido por incrédulos e crentes.

Acostumados com o culto levítico, e sob perseguição por causa do evangelho de CRISTO, os cristãos de origem judaica começaram a deixar a igreja e a retornar ao judaísmo centrado no Templo em Jerusalém. EmHebreus 10.29, eles são incisivamente exortados a não fazê-lo: “De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de DEUS, e tiver por profano o sangue do testamento, com que foi santificado, e fizer agravo ao ESPÍRITO da graça?”

Aqueles irmãos cometeram três horrendos pecados: o de pisar o Filho de DEUS; o de ter por comum o sangue da aliança; e o de agravar o ESPÍRITO SANTO. Agravar, como aqui é empregado, é afrontar, ultrajar, debochar, zombar, injuriar, insultar com desdém.

Quem ultraja ao ESPÍRITO rejeita a Palavra de DEUS com menosprezo e zombaria, continuamente. Além disso, tem o sangue redentor de JESUS como coisa sem valor, sem importância; rejeita com desdém e escárnio as ofertas da graça

de DEUS. Essa recusa ultrajante se deve ao fato de o crente ‘ou descrente) não valorizar (negligenciar) os dons graciosos de DEUS: o dom da salvação; o dom do ESPÍRITO; os dons espirituais.

Tentar o ESPÍRITO SANTO. E pecar conscientemente até quando o ESPÍRITO SANTO suportar. E um pecado cometido também por incrédulos e crentes. Implica mentir ao ESPÍRITO (ora, Ele é a verdade: I Jo 5.6); enganar os servos de DEUS como congregação, como corpo; e ser hipócrita. O hipócrita devia saber que o ESPÍRITO SANTO sonda e conhece os corações.

Ananias e Safira cometeram esse pecado; mentiram ao ESPÍRITO; enganaram os servos de DEUS; e quiseram mostrar-se melhores do que os outros, sem o serem, conforme lemos em Atos 5.1-10.

 

… Ananias, com Safira, sua mulher; vendeu uma propriedade e reteve parte do preço, sabendo~o também sua mulher; e, levando uma parte, a depositou aos pés dos apóstolos. Disse\ então, Pedro: Ananias; por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao ESPÍRITO SANTO e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a, não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por quefiormaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a DEUS (…) Então, Pedro lhe disse [a SafiraJ: Por que é que entre vós vos concertastes para tentar o ESPÍRITO do Senhor?

(…) E logo caiu aos seus pés e expirou. E, entrando os jovens, acharam~na morta e a sepultaram junto de seu marido.

 

A mentira ao ESPÍRITO SANTO está categoricamente exemplificada na passagem em que Pedro, pelo ESPÍRITO SANTO, denuncia a mentira de Ananias e Safira: “Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao ESPÍRITO SANTO e retivesses parte do preço da herdade?” (Ato 5.3). Qual é o sentido da palavra “mentira” aqui? O termo original corresponde a contar uma falsidade como se fosse verdade. Ananias e Safira certamente ensaiaram essa mentira, como pode ser visto no versículo 9.

Quais são as implicações de se mentir ao ESPÍRITO SANTO? Quem mente ao ESPÍRITO SANTO, menospreza a sua deidade; Ele é DEUS (vv.3,4). Como a terceira pessoa da Santíssima Trindade, Ele é onisciente, onipresente e onipotente. Isso significa que o ESPÍRITO SANTO tudo sabe e tudo conhece. Logo, mentir e tentar o ESPÍRITO do Senhor (v.9), é testar a tolerância de DEUS, isto é, pecar até enquanto DEUS suportar, (cf. Nm 14.22,23Dt 6.16Mt 4.7).

Entristecer o ESPÍRITO SANTO. Na Epístola aos Efésios, exorta-nos Paulo: “E não entristeçais o ESPÍRITO SANTO de DEUS, no qual estais selados para o dia da redenção. Toda amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmias, e toda malícia seja tirada de entre vós” (Ef 4.30,31).

O que é entristecer o ESPÍRITO SANTO? O vocábulo original tem a ver com agravo, dor, aflição, angústia.

Entristecer ao ESPÍRITO, um pecado cometido por incrédulos e crentes, consiste em fazer tudo aquilo que não agrada ao ESPÍRITO de DEUS, como ser ingrato para com DEUS; ser negligente na vida espiritual; ser esquecido das bênçãos divinas recebidas e das coisas de DEUS em geral; ser rebelde, desobediente de modo contínuo para com DEUS (cf. Is 63.10); ser mundano, o que implica infidelidade espiritual (Tg 4.5); e ser carnal (Gl 5.16).

O que pode entristecer o ESPÍRITO SANTO? Mathew Henry responde: “Toda conversação maligna e corrupta, que estimule os desejos pecaminosos e a luxúria, contrista o ESPÍRITO SANTO”. O ESPÍRITO SANTO também é entristecido quando, desprezando a vontade divina, preferimos seguir nossos desejos e ambições; quando o cristão não reverencia a sua presença manifesta e ignora a sua voz; e quando o crente não busca a sua vontade e direção.

E importante considerar aqui os “nãos” divinos constantes de Efésios 4.26-30:

Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira. Não deis lugar ao diabo. Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe,fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade. Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edficação, para que dê graça aos que a ouvem. E não entristeçais o ESPÍRITO SANTO de E)eus, no qual estais selados para o Eha da redenção.

Muitos falsos ensinadores têm afirmado que não existem proibições para os crentes; os tais afirmam que é proibido proibir. Mas, como vemos na referência acima, a Palavra de DEUS apresenta muitos “nãos”, como:

“Não pequeis”. “Não se ponha o sol sobre a vossa ira”. “Não deis lugar ao diabo”.  “Não furte mais”. “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe”. “Não entristeçais o ESPÍRITO SANTO”.

O Decálogo também consiste de tremendos “nãos” divinos! Será que sabemos ensinar mais do que DEUS, que usa “nãos”?

Apagar o ESPÍRITO SANTO. Escrevendo aos crentes de Tessalônica, Paulo exortou- os: “Não extingais o ESPÍRITO” (I Ts 5.19). Como o ESPÍRITO SANTO é comparado ao fogo, apagar ou extinpuir o ESPÍRITO é abafar, reprimir, sufocar o calor e a luz provenientes dEle. E, pois, reprimir a voz do ESPÍRITO dentro de nós; opor-se à operação dEle em nosso meio; não se renovar espiritualmente; impedir a sua operação pelo mundamsmo, materialismo e humanismo (Mac 4.19Lc 8.14).

Extinguir o ESPÍRITO SANTO — um pecado cometido apenas por crentes — é ser fanático religioso; desviar-se para “a direita” (observe que, em Isaías 30.21, o primeiro tipo de desvio para o qual DEUS chama atenção é para “a direita”); enfim, é não dar ouvido a Ele, até que a sua voz não seja mais ouvida:

Porém entendeste a tua benignidade sobre eles por muitos anos e protestaste contra eles pelo teu ESPÍRITO, pelo ministério dos teus profetas; porém eles não deram ouvidos; pelo que os entregaste na mão dos povos das terras :f\e 9.30).

Por que não entendeis a minha linguagem? Por não poderdes ouvir a minha palavra ( 8.43).

O termo traduzido por “extinguir”, referente ao ESPÍRITO SANTO, tem o sentido colateral de apagar aos poucos uma chama, um fogo que está a arder. Portanto, extinguir o ESPÍRITO é agir de modo a impedir, suprimir ou limitar a manifestação do ESPÍRITO do Senhor. Quando perdemos o primeiro amor, extinguimos ou apagamos de nossas vidas o ESPÍRITO de CRISTO (Ap 2.4).

Qual é o perigo de se extinguir o ESPÍRITO SANTO? A extinção das operações do ESPÍRITO SANTO na vida da igreja quando não é letal, a adoece e debilita, sem que ninguém o perceba. Mais tarde, resta somente a lembrança do passado quando o fogo do céu ardia. Sempre que for detectada a falta de operações do ESPÍRITO SANTO em nosso meio, devemos clamar a DEUS sem cessar por um avivamento espiritual. A extinção do ESPÍRITO SANTO leva a igreja à mornidão espiritual (Ap 3.14-22).

O fogo é o grande agente purificador natural, assim como o ESPÍRITO SANTO é o grande agente purificador divino. Sendo assim, arrume bem a lenha (ponha ordem na vida; coloque a “lenha” em ordem); limpe o local do fogo (tire de sua vida “cinza”, “areia”, “água”, “coisas estranhas”, como as doutrinas falsas); areje o fogo (sem ar fresco, bom, o fogo se apaga); alimente o fogo (com lenha boa [Pv 26.20], combustível bom, o que é caro; o fogo é sempre bom; a lenha às vezes é ruim); e mantenha o equilíbrio do fogo — isso requer “acendedores” e “apagadores” de “ouro puro” (Ex 25.3837.23).

Blasfêmia contra o ESPÍRITO SANTO. Este pecado é cometido por incrédulos (Mt 12.31,32Mac 8.28-30Lv 24.11-14). Implica atribuir continuamente os atos divinos a Satanás (cf. Mt 12.24). E a blasfêmia contínua, deliberada, consciente e abusiva contra o ESPÍRITO SANTO. Trata-se de um “eterno pecado” (Mc 3.29 cf. rodapé ARC).

O pecado em apreço não pode ser cometido por ignorância (I Tm 1.3); não é cometido mediante uma fraqueza isolada, impensada; torna-se imperdoável, não porque DEUS não queira ou não possa perdoar, mas porque o pecador, através desse pecado, afasta para longe de si a única Pessoa, o ESPÍRITO SANTO, que podia convencê-la do tal pecado.

Encontrava-se o Senhor JESUS numa sinagoga em Cafarnaum, a sua cidade, quando lhe trouxeram um endemoninhado cego e mudo. JESUS por sua compaixão libertou totalmente o homem possesso. Os fariseus alegaram que Ele operara tal milagre pelo poder do chefe dos demônios. Era o cúmulo do pecado deles contra o ESPÍRITO SANTO (Mt 12.24).

JESUS lhes disse: “Todo pecado e blasfêmia se perdoará aos homens, mas a blasfêmia contra o ESPÍRITO não será perdoada aos homens. E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do ITomem, ser-lhe-á perdoado, mas, se alguém falar contra o ESPÍRITO SANTO, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro” (Mt 12.31,32Mac 3.28-30Lc 12.10).

Os adversários de JESUS blasfemavam contra Ele e o ESPÍRITO SANTO, declarando consciente, proposital e seguidamente que JESUS operava milagres pelo poder de Satanás, o chefe dos demônios (Mt 9.32-3412.22-24Mac 3.22Lc 11.14,15).

Com essa blasfêmia, eles estavam rejeitando de modo deliberado o ESPÍRITO SANTO que operava em JESUS, o Messias (Mt 12.28Lc 4.14-19Jo 3.34Ato 10.38).

A blasfêmia deliberada e consciente contra o ESPÍRITO SANTO é imperdoável. O ser humano pode chegar a tal cegueira espiritual a ponto de blasfemar contra o ESPÍRITO. Ver Mt 23.1617192426. A blasfêmia contra o ESPÍRITO de DEUS é a conseqüência de pecado similares que a precedem, como:

Rebelar-se e resistir ao ESPÍRITO (Is 63.10Ato 7.51).

Abafar e apagar o fogo interior do ESPÍRITO (I Ts 5.19Gn 6.3Dt 29.1821I Ts 4.4).

O endurecimento total do coração — cauterização da consciência e cegueira total. Chegando o ser humano a este ponto, torna-se réprobo quanto à fé (2 Tm 3.8) e passa a chamar o mal de bem e o bem de mal (Is 5.20).

A blasfêmia contra o ESPÍRITO do Senhor é imperdoável porque sendo Ele o que nos convence do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.7-11), e, que intercede por nós (Rm 8.26,27), é recusado, rejeitado e blasfemado (cf. I Sm 2.25). Isso porque a obra salvífica do Pai e a do Filho estão

completas, mas a do ESPÍRITO SANTO continua até que todos os salvos cheguem ao céu (Ap 22.11)!

Conclusão. As igrejas somente poderão lograr bom êxito em qualidade e quantidade quando se mantiverem nos padrões da sã doutrina e revestidas do poder do Alto. De poder de baixo (humano, terreno) não temos falta, mas necessitamos sempre do poder do Alto, que põe a igreja em marcha (Lc 24.49).

È impensável um crente ou uma igreja sem o ESPÍRITO SANTO. Não devemos cometer nenhum pecado contra Ele, a fim de que o mantenhamos conosco e em nós. Que o Senhor nos ajude a sermos sadios na fé, maduros no entendimento e zelosos na manutenção da chama do autêntico avivamento espiritual.

Avivamento pelo ESPÍRITO

Na Epístola aos Colossenses — escrita no ano 61, aproximadamente —, há menções da igreja de Laodicéia (2.1; 4.13,15,16) e dos crentes laodicenses (4.16). Neste mesmo versículo, há também uma ordem para que a epístola em apreço fosse lida na igreja dos laodicenses, e que a epístola que viesse de Laodicéia fosse lida pelos colossenses.

A Epístola de Laodicéia não foi incluída no cânon sagrado do Novo Testamento. A razão disso não está revelada — talvez fossem mensagens preventivas de DEUS contra a mornidão e o formalismo espirituais, que estariam em formação naquela igreja.

DEUS previne, avisa e adverte de antemão, e às vezes chamando as pessoas pelo nome, como: “Abraão, Abraão”, “Simão, Simão”, “Moisés, Moisés”, “Saulo, Saulo”. A carta de JESUS à igreja em Laodicéia, por meio de João (Ap 3.14-22), é de aproximadamente 96 d.C. Se tudo foi assim, aquela igreja esfriou aos poucos, até chegar ao estado crítico descrito em Apocalipse,

Necessidade de avivamento. Quando, em que estado de coisas e em que situação a igreja carece de um real avivamento do ESPÍRITO SANTO? Quando nela prevalecem as seguintes características negativas:

Calmaria espiritual, paralização espiritual, indiferença e comodismo (Ez 37.9).

Sonolência espiritual (Ef 5.14).

Insensibilidade espiritual, mas também insensibilidade moral e social (cf. Ef 4.19Pv 23.35I Tm 4.2).

Secularismo — ou mundanismo. E o crente conformar-se com o mundo; “dar na forma [fôrma] do mundo”, como diz literalmente Romanos 12.2:

e não vos conformeis com este mundo”. É a contextualização da igreja com o mundo, o que está muito em voga hoje.

Postura do crente apenas defensiva quanto ao mal e ao pecado, e não de repúdio, aversão, horror e de combate espiritual contra ele.

Quando, na igreja, prevalece entre os crentes a hibernação espiritual (Ap 2.4). E o estado do crente que permanece meio-morto (Ap3.16). Tem nome de que está vivo espiritualmente, mas na realidade está morto, sem vida, sem fervor, sem entusiasmo e sem condições de reagir a um tal estado de coisas.

Uma igreja nesse estado pode ter: uma boa estrutura eclesiástica (“ossos”, Ez 37.3); muita organização (“nervos”, v.8); muito movimento e vaivém (“carne”, v.8); muito boa aparência (“pele”, v.8); mas tal igreja não tem vida espiritual vibrante, transbordante e dinâmica, pela ausência do “ESPÍRITO de vida” (Ez

37.8,9; Rm 8.2).

Também quando entre os crentes prevalece o desinteresse pelos cultos e passam a se interessar mais pelas coisas e passatempos seculares, profanos, tentando eles com isso preencher o seu vazio espiritual. Nesse estado, a perda de cultos pelo crente não lhe traz falta. Vem, por fim, o abandono da Casa de DEUS (cf. Hb 10.25Sm 27.484.2,10; .I; Ag 1.4,9).

No livro de Atos, vemos como DEUS fez surgir a igreja avivada no ESPÍRITO SANTO, coisa que os crentes de Israel desconheciam. Cremos e oramos que do mesmo modo Ele avivará poderosamente a sua igreja, nesses últimos dias que precedem a volta de JESUS.

O avivamento espiritual, como no princípio, é uma necessidade em nossos dias. Hoje, muitas igrejas pensam estar experimentando um reavivamento, quando, na verdade, tudo não passa de inovação, misticismo, falsificações e mudanças injustificáveis na liturgia do culto, etc.

Características de um avivamento. Quais são, pois, à luz da Palavra do Senhor, as características de um genuíno avivamento, promovido pelo ESPÍRITO de DEUS?

Contrição total. Num verdadeiro avivamento, há contrição total pelo ESPÍRITO SANTO. Contrição é arrependimento, humilhação e confissão de pecados e males de todos os tipos, na presença do Senhor; é quebrantamento espiritual em nosso íntimo, acompanhado de profundo arrependimento de pecados. E tudo isso deve ser demonstrado também em nosso exterior, pela poderosa ação do ESPÍRITO SANTO.

Esses estados da alma têm a ver com o pecado, no seu duplo aspecto: como delito praticado e como estado imanente no ser humano — isto é, a pecamino- sidade da natureza humana. Desta forma do pecado, o crente precisa ser sempre vencedor, pelo “sangue da sua cruz [de CRISTO]” (Cl 1.20), como bem nos mostra a passagem de Romanos 6.

E num tal contexto espiritual que o avivamento se instala, e o ESPÍRITO SANTO assume a primazia, predominando e prevalecendo. Infelizmente, quem retarda e impede o avivamento da igreja não são os incrédulos; somos nós, os crentes, inclusive obreiros. Basta ler passagens como 2 Crônicas 7.14 para se chegar a tal conclusão.

Um real avivamento inclui, sim, os obreiros da igreja (cf. Zc 3.3). Qual era o problema da igreja de Efeso? Seu pastor deixara o primeiro amor (Ap 2.4). E o da igreja de Sardes? Seu pastor estava morto no seu estado espiritual e não sabia (Ap 3.1). E o problema da igreja de Laodicéia? Seu pastor era morno (Ap 3.16).

Meditemos sobre o termo “perfeito”, concernente ao crente no contexto do avivamento. O referido termo aparece em passagens como Deuteronômio 18.13Mateus 5.482 Coríntios 13.11 e Colossenses 1.28. Ele, em suma, diz-nos que o nosso inteiro ser deve ser oferecido a DEUS; tudo deve estar à disposição dEle: ESPÍRITO, e alma, e corpo. Não retenha nada! Ponha tudo no altar.

Em Marcos 12.30, vemos uma pormenorização disso: nossa afeição (“de todo o teu coração, e de toda a tua alma”); nossa cognição (“e de todo o teu entendimento”); e nossa volição (“e de todas as tuas forças”). Sim, um avivamento começa e continua pela reconsagração total do crente a DEUS.

Que façamos a oração do profeta Habacuque: “Ouvi, Senhor, a tua palavra, e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos a notifica; na ira lembra-te da misericórdia” (3.2).

Perdão e reconciliação. No avivamento de Israel (I Rs 18), DEUS usou como instrumento humano o profeta Elias. No cumprimento de sua missão, o primeiro passo deste profeta foi “reparar o altar do Senhor, que estava quebrado” (vv.30-32). Em seguida, ele colocou no altar doze pedras — que representavam as doze tribos israelitas, completas e unidas —, e não apenas dez, o que representaria incompletude e divisão de Israel, como era o caso do Reino do Norte (dez tribos), ao qual o profeta pertencia.

E notável o fato de Elias trabalhar com doze pedras no altar, sendo ele do reino das dez tribos! O que pode fazer um povo dividido e desunido? Se, por acaso, realizarem alguma coisa de bom, os males de sua desunião e da sua rebeldia atrofiarão tudo o que se fizer.

Em Ezequiel 37, no grandioso avivamento ali retratado, “cada osso se uniu ao seu osso” (vv.7,17). Imagine um osso unindo-se a um corpo que não era o seu e, por conseguinte, diferente na idade, na altura, etc. Isso daria numa imensa e confusa babel, em que cada um estaria sem identificação, sem dono, sem direção;

e logo a seguir: deformações, anomalias, teratias, como indivíduos e como grupo. Não é isso que está acontecendo por toda parte com os chamados movimentos avivalistas de renovação carismática?

Sim, um avivamento não é só de quebrantamento de ESPÍRITO, mas também de perdão total, com reconciliação entre os crentes, inclusive obreiros. Pessoalmente, este autor tem visto, em nosso país, obreiros causando, fomentando e acalentando inimizades no ministério. E ainda apresentam “justificativas”, além de, pior ainda, acharem que isso que fazem é uma virtude!

Em Atos 4.32, no primeiro avivamento da igreja, a Bíblia diz: “E era um o coração e a alma da multidão dos que criam”. DEUS pode fazer isso hoje, num reavivamento — a unidade espiritual do seu povo. Portanto, o avivamento genuíno envolve amplo perdão e reconciliação de uns com os outros; isto é, união e, sobretudo, unidade. O que pode fazer um povo descontente, dividido e desunido?

Generosidade e abundância financeira. Em Jerusalém ocorreu um avivamento de ampla e contínua generosidade entre os crentes, de abundância financeira, nas contribuições para a obra de DEUS em geral: nos dízimos, nas ofertas, nas doações, na mão-de-obra voluntária, nos auxílios; enfim, na cooperação de todas as formas (Atos 4.32-37).

Mas também deve haver restituição aos outros, de tudo o que for alheio, que, porventura, esteja em nosso poder. No avivamento espiritual sob o rei Ezequias, vemos em ação a liberalidade financeira, espontânea, do povo, movida pelo ESPÍRITO de DEUS (2 Cr 31.5-10). No avivamento de Jerusalém ocorreu o mesmo. E que ocorra da mesma forma em nossos dias!

Santidade interior e exterior. Segundo o modelo bíblico, o reavivamento resulta em santidade do crente em toda a sua maneira de viver (I Pe1.15). Se um avivamento não resultar nisso — nessa mudança de vida — tudo não passará de mero entusiasmo, mecamcismo e emoção, como acontece com certos “avivamentos” orquestrados pelos homens. O avivamento sob Esdras e Neemias, nesse sentido, obteve grandiosos resultados (Ne 89.1-3810.1-3913).

A santificação deve ocorrer em “todo o vosso ESPÍRITO, e alma, e corpo” (I Ts 5.23). Isso significa que devemos ser santos em nosso viver, e em nossa conduta

isto é, em nosso caráter, internamente —, e em nosso proceder, externamente. Nossa vida natural é uma série diuturna de hábitos, práticas e costumes, que podem ser bons ou maus, ou um misto dos dois. E evidente que um povo SANTO, porque pertence a DEUS, deve ter costumes santos.

Mantenhamo-nos, pois, separados do mundo pecaminoso. Reflitamos sobre a advertência da Palavra de DEUS registrada em Eclesiastes 10.8: “Quem fizer uma cova cairá nela, e quem romper um muro, uma cobra o morderá”. “Abrir

uma cova”, aqui, é iludir o povo; é fazer o povo errar e deixá-lo nesse estado. “Cova” é armadilha, embuste, laço, simulação. “Romper um muro” é eliminar a separação do pecado; é ficar indefeso às investidas do mal; é renunciar à condição de “povo peculiar” (Ex 19.5Tt 2.14).

Evangelização e missões. O avivamento promovido pelo ESPÍRITO SANTO move e leva a igreja a evangelizar e a fazer missões entre os povos. Evangelização e missões são dois lados de um só assunto — de um mesmo trabalho para DEUS (cf. Ato 1.85.428.413.1-4). E este trabalho é a atividade principal de uma igreja avivada, um fato patente no livro de Atos dos Apóstolos, mas também na história subseqüente da igreja, sempre que ela é reavivada.

Louvor e adoração. Numa igreja realmente avivada, ouvem-se os “cânticos espirituais”, mencionados em Efésios 5.19. O “som” vindo do céu (cf. Ato 2.2), quando do derramamento inicial do ESPÍRITO sobre a igreja, fala disto. O sentido de “espirituais”, aqui, vai muito além daquele que lhe é comumente atribuído nos dias de hoje.

Uma igreja com avivamento do ESPÍRITO não precisa de artistas, de atores da música secular e de animadores de auditório — como se a Casa do Senhor fosse um palco para comediantes —, nem de skowsmusicais, nem de torcida, nem de assovios, por parte daqueles que só buscam chamar a atenção para si mesmos. Isso não é avivamento; é aviltamento!

A igreja carece, sim, de “verdadeiros adoradores” que adorem a DEUS em ESPÍRITO e em verdade, conforme JESUS disse em João 4.24. Temos, atualmente, na igreja, não muito do verdadeiro louvor e adoração que agrada ao Senhor, porque tais coisas precisam ser precedidas de sacrifício espiritual ao Senhor (2 Cr 29.27,30Hb 13.15Sm 50.23, “sacrifício de louvor”).

Evitemos brmcar de crente, de culto e de igreja. Isso só acontece numa igreja em que não há real avivamento. Em Mateus 6.2 e noutras passagens similares, JESUS verbera duramente contra os fariseus, chamando-os de hipócritas, porque brincavam de crente, simulavam, encenavam, fingiam espiritualidade. Pessoas assim são vazias de avivamento e poder; vazias do ESPÍRITO SANTO e da Palavra de DEUS.

Renovação e batismo com o ESPÍRITO. No genuíno avivamento há batismo com o ESPÍRITO SANTO, com línguas estranhas, e manifestação dos dons espirituais (cf. SI 92.10; Ef 5.18). Outrossim, a operação de milagres pelo ESPÍRITO SANTO, como os “sinais” prometidos por JESUS em Marcos 16.17,18, são uma realidade, num avivamento bíblico norteado pela doutrina (At 2.42,43).

Lntercessão e jejum. A oração intercessória e o jejum, de modo constante, são partes integrantes dos avivamentos reais, segundo a história da igreja (Ato 2.422 Cr 7.14Sm 119 — aqui temos várias vezes o Salmista orando “vivifica-me” ou “aviva- me”). Que busquemos, pela oração mtercessória, o avivamento, como fez o profeta Habacuque (c. 609-605 a.C.), o qual profetizou durante o declínio espiritual que se seguiu ao reinado de Josias (Hc 3.2).

Palavra de DEUS. A poderosa Palavra do Senhor sempre tem sido o instrumento inicial de DEUS em todos os avivamentos (cf. Ne caps. 8-10; Ed caps. 8-10). E não pode ser diferente hoje: “Não é a minha palavra como fogo, diz o Senhor, e como o martelo que esmiuça a penha?” (Jr 23.29). O avivamento de que necessitamos deve ser de busca e de ensino da Palavra de DEUS.

Precisamos de um poderoso avivamento de ensino da Palavra de DEUS, no templo, no lar, nos educandános da igreja, nas publicações, nos hinos cantados, etc. (cf. Ato 2.425.42). Esse movimento de ensino da Palavra, por sua vez, conduz à salvação dos pecadores (Ato 13.12Sl 51.13Lc 20.1). O avivamento pelo ensino da Palavra é necessário para que vidas sejam “moldadas” (Mt 28.19) por meio da “disseminação do conhecimento das coisas do Senhor” (Mt 28.20). Por exemplo, o avivamento espiritual que precedeu o primeiro advento de CRISTO teve como instrumento divino a Palavra de DEUS (Lc 3.2).

Destruição de ídolos. O verdadeiro avivamento leva o crente a destruir os ídolos do coração. Sem uma vida avivada no ESPÍRITO, as coisas naturais desta vida logo se tornam “DEUSes” dentro de nós, como: riquezas, sucesso, posição ou status, cultura acadêmica, trabalho extremado — de modo a deixar-nos sem tempo para a adorar a DEUS —, glutonaria, diversões e passatempos “inocentes”, vaidades do ESPÍRITO humano, etc.

São nesses casos ídolos do coração (Ez 14.3,4,7). Um tal ídolo em nossa vida é tudo aquilo que nela toma o lugar do verdadeiro DEUS, e que ocupa o nosso coração, todo nosso tempo e toda nossa atenção. Samuel, o admirável homem de DEUS, no avivamento dos seus dias, exortou o povo a destruir os seus próprios ídolos (I Sm 7.3-6).

DEUS é o Senhor absoluto da nossa vida, ou somos nós que mandamos em nós mesmos? Não há meio-termo, pois DEUS não divide o seu senhorio, nem a sua glória com ninguém. Jacó, ao experimentar um avivamento do céu em sua vida, deu um basta nos ídolos de casa (Gn 35.1-4). Em I João 5.21, está escrito: “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos”. Ora, tratando-se aqui de cristãos, a referência é a ídolos do coração.

O modelo do avivamento pelo ESPÍRITO. Não há dúvidas de que a solução divina para neutralizar, deter e restringir os males que acossam os santos nesse tempo do fim é um verdadeiro avivamento, segundo o modelo da Palavra de DEUS: sem inovações descabidas, sem distorções, sem manipulação humana, sem intermediários. O ESPÍRITO SANTO é soberano. Que o Senhor nos avive segundo a sua Palavra, como bem disse o Salmista (119.25,154).

Em Levítico 10, dois sacerdotes ofereceram “fogo estranho” perante o Senhor e foram mortos no mesmo instante, ali mesmo. “Fogo estranho” era o fogo profano, não-sagrado, não aprovado por DEUS; fogo não obtido do altar dos sacrifícios. Desse tipo de logo existe muito por aí, atualmente. Se a Lei continuasse em vigor hoje, os cemitérios estariam repletos de falsos avivalistas mortos. Atestado de Óbito: “Morte espiritual prematura por falsa identidade ideológica cristã”.

Mas esse avivamento segundo o modelo bíblico — promovido pelo ESPÍRITO, pois “o ESPÍRITO é o que vivifica” (Jo 6.63) — é harmônico e equilibrado (Ex 25.37,38I Rs 7.49,50). O fogo sagrado das lâmpadas do candelabro era regulado, para que não se apagasse, mas também para que não se excedesse. Para isso, havia acendedores ou espevitadores (lit., “avivadores”), bem como reguladores do fogo (lit., “ajustadores do fogo, da chama”).

Nunca devemos interpretar a Bíblia à luz das nossas experiências espirituais, mas interpretar as nossas experiências espirituais à luz da Palavra de DEUS. Do contrário, cairemos no experiencialismo extremado e antibíblico, como estamos vendo acontecer nos dias de hoje.

Avivamento na casa de DEUS e no lar. Somente o verdadeiro avivamento nos leva a amar, zelar e ser assíduos, na Casa de DEUS. Leia em sua Bíblia estas passagens: Levítico 19.30Salmos 27.484.1093.5Eclesiastes 5.1 e João 2.13-17. A Casa do Senhor vem sofrendo hoje, em muitos sentidos; tudo por falta de avivamento dos que a freqüentam. O avivamento deve acontecer igualmente na família, no lar cristão.

Não podemos ter igrejas avivadas, despertadas, renovadas, santificadas, com lares distanciados de DEUS, indiferentes e mesmo refratários ao avivamento espiritual. Há várias passagens que comprovam esse avivamento a partir da família (Gn 35.1-7Ne 8.2,3Ed 8.2110.12 Cr 20.1331.18Êx 38.8).

Vemos, em Deuteronômio 20.5, que uma casa “edificada” precisa ser também “consagrada”. O avivamento pentecostal que ocorreu na origem à igreja, no dia de Pentecostes, ocorreu num lar, numa casa de família, e continuou assim (Ato I.13; 5.42; Rm 16.5I Co 16.19Cl 4.15; Fm v.2). É oportuno lembrar que o termo “lar”, no seu original latino, indica uma laje fortemente aquecida na cozmha da casa — isto é, o lugar onde permanecia aceso o fogo da casa; daí advém a palavra “lareira”.

O avivamento espiritual (ou reavivamento) é uma intervenção divina na vida da igreja, onde e quando DEUS quer, em resposta ao clamor da igreja despertada para um avivamento (2 Cr 7.14). Precisamos, pois, nesses últimos dias, de um real avivamento — bíblico, soberano, poderoso, divino, sobrenatural, irresistível e duradouro —, incomparavelmente maior do que todos os precedentes, conforme a palavra profética de Joel 2.28.

Em Atos 2.17,18, está escrito: “E nos últimos dias acontecerá, diz DEUS, que do meu ESPÍRITO derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos; e também do meu ESPÍRITO derramarei sobre os meus servos e minhas servas, naqueles dias, e profetizarão” (Ato 2.17,18).

Mas a plenitude da promessa pentecostal, conforme Joel 2.29,31 — enfatizada por Pedro de modo parcial —, aguarda um pleno cumprimento futuro, como já vimos: “derramarei o meu ESPÍRITO”. E esse avivamento atingirá a igreja, em geral, e as suas instituições. “Aviva, ó Senhor, a tua obra!”

A COOPERAÇÃO DO ESPÍRITO NA OBRA MISSIONÁRIA

Ao aceitar o convite divino para a maravilhosa salvação em CRISTO (Mt 11.28;Tt 3.5), recebemos a bendita tarefa de anunciar as virtudes do Senhor JESUS CRISTO, que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (I Pe 2.9). Ele nos confiou “a palavra desta salvação” (Ato 13.26). Mas, para termos êxito nessa Grande Comissão do Senhor, conforme Marcos 16.15, precisamos da capacitação do ESPÍRITO SANTO (Jo 14.17Mac 16.202 Co 3.5), pois é Ele quem nos unge para evangelizar (2 Co 1.21) e convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8-11).

A Grande Comissão. A Grande Comissão de JESUS à sua igreja abrange a evange- lização à nossa volta e a obra missionária (Mt 28.19Mac 16.15). JESUS derramou do poder do ESPÍRITO sobre os seus servos, no dia de Pentecostes (Ato 2.17), para que se tornassem suas testemunhas tanto na cidade onde estavam como em outras, até à extremidade da terra (Ato 1.8).

A urgência da evangelização. Evangelizar significa “anunciar as boas novas” (Hb 4.2Rm 10.15). E isto é uma obrigação de cada salvo: “Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho!” (I Co 9.16, ARA). Nos últimos momentos entre os seus discípulos, JESUS enfatizou o dever de cada crente proclamar o Evangelho no poder do ESPÍRITO (Ato 1.6-8Lc 24.47-49).

Não nos esqueçamos de que a evangelização deve ser pessoal, isto é, pessoa- a-pessoa, e igualmente em massa, como em tantos casos relatados no Novo Testamento (Ato 8.626-35).

Esse assunto é muito urgente! Quem passa desta vida para a outra sem JESUS está perdido para sempre. Portanto, embora o número de evangélicos brasileiros

seja expressivo — algo em torno de 20% da população —, a maioria não se preocupa com a evangelização. Sabemos também que o principal movimento pentecostai do mundo está em nosso país. Por isso, “não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido” (At 4.20).

O Brasil é hoje o país com mais espíritas no mundo, e o primeiro colocado, na América Latina, em prostituição infantil. Além disso, temos aqui milhares de alcoólatras e viciados em outras drogas, bem como um número expressivo de menores abandonados. Estes e outros dados alarmantes devem nos despertar para a urgência da evangelização.

DEUS conta conosco. O Pai estabeleceu o plano de salvação (Ap 22.17Gl 4.4,5Ef 2.8,9), o Filho pôs o plano em execução (Jo 17.419.30), e o Consolador convence os pecadores e os converte, realizando o milagre do novo nascimento (Jo 16.8-113.5). DEUS quer usar aqueles a quem Ele salvou para a salvação da humanidade: a família; a vizinhança; os estrangeiros; os ricos e pobres; etc. Ele quer salvar a todos (I Tm 2.4).

A urgência da obra missionária. Esta envolve a transculturação (I Co 9.2022Cl 3.11), haja vista os diversos costumes e cultura dos povos do mundo, que influenciam na implantação, na formação e na preservação de igrejas autóctones. Nem todo crente pode ir para o campo missionário, mas todos podem interceder em oração, contribuir financeiramente, e ajudar de muitas outras maneiras (Rm 10.8-17).

“E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar”. “E a multidão dos que criam no Senhor, tanto homens como mulheres, crescia cada vez mais” (At 2.47b; 5.14). Depois da plena evangelização de Jerusalém (Ato 5.28), o Senhor permitiu uma perseguição e dispersão dos crentes, que levaram as boas novas a Samaria, Judéia e outras regiões daquele país (At 8.1-5; 9.31; II. 19-24). Não demorou muito para que o mundo conhecido ouvisse o Evangelho, graças à ação do ESPÍRITO naqueles crentes fervorosos, cheios de graça e de poder (Rm 10.1815.19Cl 1.6,23).

O descfio principal da igreja. O mundo de hoje conta com mais de seis bilhões de habitantes. Destes, cerca de dois bilhões nunca ouviram a mensagem de salvação! O número de evangélicos em todo o mundo não chega a um bilhão, segundo os centros de informação missionária. Na igreja primitiva, todos evangelizavam incessantemente em toda parte, no poder do ESPÍRITO, com sinais e milagres (At 8.4,6,7). Precisamos em todo tempo estar revestidos do poder do Alto, para dar continuidade a essa urgente obra, a fim de que, como eles, alvorocemos o mundo para CRISTO (Ato 17.6).

Em I Coríntios 1.22,23, vemos a importância da Grande Comissão de JESUS CRISTO. Enquanto uns (como os Judeus) se preocupam com sinais, e outros (como os gregos), em buscar sabedoria, nosso objetivo deve ser a evangelização de todos, em todo o mundo. Temos hoje muitos pregadores eloqüentes nos templos; mas é o poder do ESPÍRITO que faz de nós ganhadores de almas, no mundo.’

Assistência do ESPÍRITO na evangelização pessoal. O ESPÍRITO SANTO dirige os nossos passos, como no caso de Filipe relatado em Atos 8.26-38. Ele também ajuda- nos a superar os obstáculos apresentados pela pessoa evangelizada (Jo 4.7-29), desde que nos preparemos (I Pe 3.15), firmando-nos em seu poder, e não em nossas palavras (I Co 2.1-5).

Assistência do ESPÍRITO na pregação em público. O segredo do êxito, em cruzadas evangelísticas, é buscar, em oração, a assistência do Consolador. Tomando como base às campanhas realizadas pela igreja primitiva, vemos o que acontece quando se prega a Palavra de DEUS, no poder do ESPÍRITO SANTO: salvação de almas (At 2.41; 4.4); smais miraculosos (At 8.6,7); grande alegria (At 8.8); e batismo com o ESPÍRITO SANTO (At 8.14-17).

Assistência do ESPÍRITO na obra missionária. Em Atos 13, vemos como a assistência do ESPÍRITO SANTO é imprescindível à obra missionária:

Escolha. Em Antioquia havia cinco profetas e doutores, e o ESPÍRITO de DEUS escolheu o primeiro e o último da lista: Barnabé e Saulo (w. 1,2). Por que não o primeiro e o segundo? Porque a chamada é um ato soberano dEle (Hb 5.4).

Envio. Eles foram também enviados pelo ESPÍRITO (vv.3,4). A igreja apenas os despediu, pois é Ele quem escolhe e envia (Mc 3.13,14).

Capacitação. Paulo e Barnabé manejavam bem a Palavra de DEUS (w. 16-44), eram cheios do ESPÍRITO, de ousadia (v.46) e tmham autoridade divina para repreender os que se lhes opunham (vv.5-I2; Ato 4.31).

Direção. Guiados pelo Consolador, eles faziam discípulos numa cidade e partiam para outra (vv.46-5I). Graças à direção e à providência do ESPÍRITO, o evangelho, tendo alcançado a Europa (Ato 16.6-10), chegou tempos depois a América do Norte, de onde vieram para o Brasil os missionários suecos, Daniel Berg e Gunnar Vingren, pioneiros do Movimento Pentecostal em nosso país!

Antes de sua ascensão, JESUS mencionou os aspectos da obra missionária. O alvo: “ensinai todas as nações” (Mt 28.19). A abrangência: “todo o mundo… toda criatura” (Mac 16.15). A mensagem: “o arrependimento e a remissão dos pecados” (Lc 24.47). O modo: “assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós” (Jo 20.21). E o poder: “recebereis a virtude do ESPÍRITO SANTO que há de vir sobre vós” (Ato 1.8).

Para alcançar o alvo, em toda a sua abrangência, pregando a mensagem certa e de modo apropriado, precisamos do poder do Alto (Lc 24.49). Portanto, “Não extingais o ESPÍRITO” (I Ts 5.19).

A RENOVAÇÃO PELO ESPÍRITO

Há vários fatores que ocasionam o envelhecimento ou a decadência espiritual. Os mais comuns são a rotina, a imaturidade, a frieza, o descaso e, por fim, a estagnação da vida cristã. Há crentes que perdem o entusiasmo e o fervor dos primeiros dias de fé, acostumando-se a uma vida sem poder, testemunho, oração, consagração e crescimento. Nesta situação, se não houver uma reversão imediata, o crente pode desviar-se dos caminhos do Senhor, o que será ainda pior.

Aquele fervor espiritual do início da conversão deveria ser conservado, mantendo assim aberto o caminho da renovação pelo ESPÍRITO SANTO (Lv 6.13Jó14.7-9Sm 92.10119.25Lm 5.21Tt 3.5).

O que é renovação espiritual. Renovar significa “tornar novo”, “recomeçar”, “refazer”, “reaver”, “retornar”. Na renovação espiritual, o ESPÍRITO SANTO restaura e revigora a obra que anteriormente havia miciado na vida do crente (Sm 103.5Rm 12.2Ap 2.4,5Sm 51.10Cl 3.10).

Renovar espiritualmente é:

Retornar às experiências espirituais do passado. No início da fé cristã, o crente recebe do Senhor bênçãos extraordinárias que antes da conversão jamais poderia obter: fortificação pela fé em CRISTO, certeza de vida eterna, batismo com o ESPÍRITO SANTO, dons sobrenaturais, milagres, comunhão com DEUS, santidade, vida cristã vitoriosa e tantas outras maravilhas que acompanham a salvação. O amoroso Pai tem prazer de, no início da jornada da fé, encher o crente de vida, graça e poder espiritual. Ele nos eleva muito além das experiências puramente humanas.

Todavia, infelizmente, muitos esfriam na fé e perdem o contato com a Fonte da Graça. Só o Senhor, por meio do seu SANTO ESPÍRITO, pode revigorar aqueles que perderam a força e a altitude das águias (Is 40.28-31).

Restabelecer as bênçãos perdidas. E difícil aceitar que o crente possa perder algo que recebeu de DEUS. Alguém imagina que o Pai celestial jamais retirará as bênçãos de seus filhos, especialmente as espirituais. Porém, a Bíblia é categórica ao afirmar que, se não cuidarmos bem da nossa vida espiritual, poderemos, sim, perder as bênçãos advindas do Senhor. A Palavra de DEUS nos diz que podemos perder o amor (Ap 2.4), a alegria da salvação (Sm 51.12), a fé (I Tm 6.10), a firmeza em DEUS (2 Pe 3.17), o poder (Jz 16.20) e muitas outras bênçãos do Alto. É por isso que somos advertidos a guardar o que temos (Ap 2.253.11).

Graças a DEUS que, pela renovação espiritual, o Senhor nos restaura completamente e torna a dar-nos as bênçãos perdidas (SI 51.10; Os 2.15; Lm 5.21-23). O Grande Oleiro é plenamente capaz de fazer um novo vaso, com o barro do vaso que se quebrou (Jr 18.1-4).

Receber novas bênçãos. As promessas de DEUS jamais falham. Em DEUS “não há mudança, nem sombra de variação” (Tg 1.17Hb 1.10-12). A conversão inclui grandes e ricas promessas de DEUS para a vida do crente, as quais Ele cumpre fielmente. Na renovação espiritual, o Senhor nos dá as bênçãos prometidas que até então não tínhamos recebido (Is 45.3), e nos anima a conquistarmos muito mais (Js 18.3).

Além disso, as bênçãos que Ele nos concedeu no passado (Ef 1.3), continuarão no presente, porque suas promessas são fiéis para todos os tempos (Ato 2.392 Co 1.20).

Como ocorre a renovação. De acordo com a Palavra de DEUS, a renovação deve ser:

Diária. Assim como o corpo físico revigora-se diariamente, nosso homem interior precisa de constante renovação para manter-se fortalecido e plenamente saudável espiritualmente. Conforme nos orienta a Palavra de DEUS, a renovação espiritual deve ocorrer “de dia em dia” (2 Co 4.16).

No Tabernáculo, tudo deveria estar sempre pronto, a fim de que o culto diário ao Senhor nunca fosse interrompido. Os sacerdotes cuidavam para que o fogo do altar nunca se apagasse. A cada manhã, este era alimentado com nova lenha e novos holocaustos (Lv 6.12,13). O mesmo se dava com as especiarias do altar do incenso e o azeite do castiçal. Tudo era renovado continuamente na presença do Senhor (Ex 27.20,21;30.7). Da mesma forma DEUS quer que nos apresentemos — sempre prontos e renovados espiritualmente diante dEle (2 Co 4.16).

Consciente e desejada. Precisamos ter consciência da urgente necessidade da renovação espiritual: “… transformai-vos pela renovação do vosso entendimento” (Rm 12.2). Assim como a chuva cai sobre as plantações, gerando e produzindo fruto (SI 65.7-13), devemos pedir ao Senhor que envie sobre nós, sua lavoura, uma abundante chuva de renovação (I Co 3.10; SI 72.6,7; Os 6.3). Quando essa chuva começar a cair, o ESPÍRITO SANTO certamente fará maravilhas, a começar pelas vidas renovadas. Aleluia!

A renovação enseja a operação do ESPÍRITO. A renovação mantém o crente afastado do mundo. Em Efésios 4.25-31 encontramos uma relação de vícios e práticas mundanas, emanadas do velho homem, que muitas vezes atingem sorrateiramente a vida do crente.

Precisamos não somente abandonar, mas abominar as coisas que entristecem o ESPÍRITO de DEUS: “Não comuniqueis com as obras mfrutuosas das trevas, mas, antes, condenai-as” (v.II). Pela renovação espiritual nos mantemos firmes no processo de despirmo-nos do velho homem e revestirmo-nos do novo (Ef 4.22-24).

A renovação aprofunda o crente na Palavra de DEUS. Quando somos renovados, nosso ESPÍRITO é impelido pelas verdades eternas da Palavra (Jo 6.63) e nossa fé cresce abundantemente (Rm 10.172 Ts 1.3).

A renovação dá poder ao crente. “Os que esperam no Senhor renovarão as suas forças” (Is 40.31). No dia de Pentecostes, todos os crentes foram cheios do ESPÍRITO SANTO (At 2.4). Não obstante, pouco tempo depois foram cheios novamente; do mesmo poder e pelo mesmo ESPÍRITO (At 4.30,31). Como já vimos, o sentido de Efésios 5.18 é de enchimento continuo. Sempre o crente deve buscar mais e mais do poder do Alto.

A renovação torna o crente sensível à direção do ESPÍRITO. Quando somos renovados ficamos bem atentos à voz do ESPÍRITO, para sermos conduzidos e instruídos por Ele (At 16.6,7; 10.19). Se o ESPÍRITO SANTO conhece todas as coisas em seus pormenores, pode nos guiar com precisão. Só um crente renovado tem sensibilidade espiritual para ouvir e obedecer a voz do Senhor: “Este é o caminho; andai nele, sem vos desviardes nem para a direita nem para a esquerda” (Is 30.21).

A necessidade da renovação. Quem permanece renovado não perde o ânimo. Muitas vezes as lutas e tribulações nos fazem diminuir o passo, reduzir o ritmo de nossa corrida e até pararmos. Para não sermos vencidos na batalha contra o mal, busquemos a renovação espiritual em CRISTO. Não podemos parar! Não há espaço para o desânimo: “Desperta, ó tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos” (v. 14); “Levantai-vos, e andai, porque não será aqui o vosso descanso” (Mq 2.10). Leia também I Reis 19.7 e Hebreus 10.38.

Como já vimos, podemos perder a bênção de DEUS por entristecermos o ESPÍRITO SANTO (Ef 4.30). Temos de zelar para que as causas desse mal sejam imediatamente removidas. Precisamos alcançar o perdão de DEUS mediante a nossa purificação no sangue de JESUS. Isaías confessou o pecado de seus lábios, e foi purificado (Is 6.4-8). O mesmo se deu com o profeta Jeremias (Jr 1.4-10;11). Louvado seja o nome do Senhor, que continua perdoando e renovando o seu povo pelo fogo SANTO!

Em meio a esses difíceis dias que a igreja atravessa, os quais precedem a volta de JESUS, busque uma poderosa e sincera renovação do Senhor para sua vida. Não deixe fora nenhuma área da sua vida. Se você já é batizado com o ESPÍRITO SANTO, peça a DEUS uma renovação dessa preciosa bênção. Aproxime-se mais do Senhor! Somente pela renovação espiritual poderemos vencer este mundo. “É já hora de despertarmos do sono” (Rm I3.I I). E, renovados, sigamos “… a paz com todos e santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14).

 

O ESPÍRITO SANTO e a santificação do crente

Salvação e santificação são obras realizadas por JESUS no homem integral: ESPÍRITO, alma e corpo. A Bíblia afirma que fomos eleitos “desde o princípio para a salvação, em santificação do ESPÍRITO” (2Ts 2.13). Esta verdade está implícita em João 19.34. Do lado ferido do corpo de JESUS fluíram, a um só tempo, sangue e água. Isto é, o sangue poderoso de CRISTO nos redime de todo pecado, mas a água também nos lava de nossas impurezas pecaminosas.

CRISTO morreu “para nos remir de toda iniqüidade e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras” (Tt 2.14). A salvação e a santificação devem andar juntas na vida do crente.

A santidade de DEUS. A Bíblia diz que nosso DEUS é santíssimo: “SANTO, SANTO, SANTO é o Senhor dos Exércitos” (Is 6.3Ap 4.8). A santidade de DEUS é intrínseca, absoluta e perfeita (Lv 19.2Ap 15.4). E o atributo que mais expressa sua natureza. No crente, porém, a santificação não é um estado absoluto, é relativo assim como a lua, que, não tendo luz própria, reflete a luz do sol (cf. Hb 12.10Lv 21.8b).

DEUS é “SANTO” (Pv 9.10Is 5.16); e, quem almeja andar com Ele, precisa viver em santidade, segundo as Escrituras.

O que não é santificação. O próprio Pedro enganou-se a respeito da santificação (At 10.10-15). Vejamos o que não é a santificação bíblica.

Extenorídade (Mt 23.25-28I Sm 16.7). Usos, práticas e costumes. Estes últimos, quando bons, devem ser o efeito da santificação, e não a causa dela (Ef 2.10).

Maturidade cristã. Não é pelo tempo que algo se torna limpo, mas pela ação contínua da limpeza. A maturidade cristã varia, como se vê em I João 2.12,13: “Filhmhos”; “pais”; “mancebos”; “filhos”.

Batismo com o ESPÍRITO SANTO e dons espirituais. O batismo com o ESPÍRITO SANTO e os dons espirituais em si mesmos não eqüivalem à santificação como processo divino e contínuo em nós (At 1.8; I Co 14.3).

Santificar e santificação. “Santificar” é “pôr à parte, separar, consagrar ou dedicar uma coisa ou alguém para uso estritamente pessoal”. SANTO é o crente que vive separado do pecado e das práticas mundanas pecaminosas, para o domínio e uso exclusivo de DEUS. E exatamente o contrário do crente que se mistura com as coisas tenebrosas do pecado.

A santificação do crente tem dois lados: (I) sua separação para a posse e uso de DEUS; e (2) a separação do pecado, do erro, de todo e qualquer mal conhecido, para obedecer e agradar a DEUS. Ela tem também três aspectos: posicionai, progressiva e futura.

A santificação posicionai (Hb 10.10Cl 2.10I Co 6.11). No seu aspecto posicionai, a santificação é completa e perfeita, ou seja, o crente pela fé torna-se SANTO “em CRISTO”. DEUS nos vê em CRISTO perfeitos (Ef 2.6Cl 2.10). Quando estamos “em CRISTO”, não há qualquer acusação contra nós (Rm 8.33,34), porque a santidade do Senhor passa a ser a nossa santidade (I Jo 4.17b).

A santificação progressiva. E a santificação prática, aplicada ao viver diário do crente. Nesse aspecto, a santificação do crente pode ser aperfeiçoada (2 Co

. Os crentes mencionados em Hebreus 10.10 já haviam sido santificados, e continuavam sendo santificados (w. 10,14-ARA).

A santificação futura. “E o mesmo DEUS de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso ESPÍRITO, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor JESUS CRISTO” (I Ts 5.23). Trata-se da santificação completa e final (I Jo 3.2). Leia também Efésios 5.27 e I Ts 3.13.

 

SANTIFICAÇÃO COMO UM PROCESSO

O crescimento do crente “em santificação” ocorre à medida que o ESPÍRITO o rege soberanamente, e o crente, por sua vez, o busca, em cooperação com DEUS: “Sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver” (I Pe I.I5).

O lado divino da santificação progressiva. São meios que o Senhor utiliza para santificar- nos em nosso viver diário. Esses recursos divinos são: o sangue de JESUS CRISTO (Hb 13.12I Jo 1.7,9); a Palavra de DEUS (Sm 12.6119.9Jo 17.17Ef 5.26); o ESPÍRITO SANTO (Rm 1.4I Pe 1.22 Ts 2.13); a glória de DEUS manifesta (Êx 29.432 Cr 5.1314); e a fé em DEUS (Ato 26.18Fp 3.9Tg 2.23Rm 4.11).

O lado humano da santificação progressiva. DEUS é quem opera a santificação no crente, embora haja a cooperação deste. Os meios coadjuvantes de santificação progressiva são:

O próprio crente. Sua atitude e propósito de ser SANTO, separado do mal para posse de DEUS, são indispensáveis. E o crente tendo fome e sede de ser SANTO (Mt 5.62Tm 2.2122I Tm 5.22).

O SANTO ministério. Os obreiros do Senhor têm o dever de cooperar para a santificação dos crentes (Ex 19.10,14Ef 4.11,12).

Pais que andam com DEUS. Assim como Jó (Jó 1.5), os pais devem cooperar para a santificação dos filhos. Eumce, por exemplo, colaborou para a integridade de Timóteo, seu filho (2Tm 1.53.15). Por outro lado, pais descuidados podem influenciar negativamente seus filhos, como no caso de Herodias que influenciou a Salomé (Mac 6.22-24).

As orações do justo (Sm 51.1032.6). A oração contrita, constante e sincera tem efeito santificador.

A consagração do crente a DEUS (Lv 27.28b; Rm 12.1,2). A rendição incondicional do crente a DEUS tem efeito santificador nele.

Estorvos à santificação do crente. Estorvos são embaraços que impedem o cristão de viver em santidade, tais como:

Desobediência. Desobedecer de modo consciente, contínuo e obstinadamente à conhecida vontade do Senhor (Èx 19.5,6).

Comunhão com as trevas. Comungar com as obras infrutíferas das trevas (Rm 13.12); com os ímpios, seus costumes mundanos e suas falsas doutrinas (Ef 5.32 Co 6.14-17).

Areas da vida não santificadas. Alguns aspectos reservados da vida do crente que não foram consagrados a DEUS devem ser apresentados ao Senhor. Como, por exemplo, mente, sentidos, pensamento, instintos, apetites e desejos, linguagem, gostos, vontade, hábitos, temperamento, sentimento. Um exemplo disso está em Mateus 6.22,23.

A necessidade de santificar-se. Para esse tópico aconselhamos a leitura meditativa de 2 Coríntios 7.1 e I Ts 4.7. Vejamos por que é necessário seguir a santificação:

A Bíblia ordena. A Bíblia afirma que temos dentro de nós a “lei do pecado” (Rm 7.238.2). Daí ela ordenar que sejamos santos (I Pe I.I6; Lv 11.44; Ap

; o Senhor habita somente em lugar SANTO (Is 57.15I Co 3.17).

Só os santos serão arrebatados. O Senhor JESUS — que é SANTO — virá buscar os que são consagrados a Ele (I Ts 3.135.232 Ts 1.10Hb 12.14). Por isso, a vontade de DEUS para a vida do crente é que ele seja SANTO, separado do pecado (I Ts 4.3).

A santidade revelada de DEUS. Uma importante razão pela qual o crente deve santificar-se é que a santidade de DEUS, em parte, é revelada através do procedimento justo e da vida santificada do crente (Lv 10.3Nm 20.12). Então, o crente não deve ficar observando, nem exigindo santidade na vida dos outros; ele deve primeiro demonstrar a sua!

Os ataques do Diabo. Devemos atentar para o fato de que o Inimigo centraliza seus ataques na santificação do crente. A principal tática que o Adversário emprega para corromper a santidade é o pecado da mistura. Isso ele já propôs antes a Israel através de Faraó (Ex 8.25), o que abrange mistura da igreja com o mundamsmo; da doutrina do Senhor com as heresias; da adoração com as músicas profanas; etc.

Em muitas igrejas hoje a santificação é chamada de fanatismo. Nessas igrejas falam muito de união, amor, fraternidade, louvor, mas não da separação do mundanismo e do pecado. Notemos que as “virgens” da parábola de Mateus 25 pareciam todas iguais;

a diferença só foi notada com a chegada do noivo. Estejamos, pois, preparados para

o Encontro com JESUS nos ares, avivados para o Arrebatamento (I Ts 4.16,17).

O ESPÍRITO SANTO e a Segunda Vinda de CRISTO

O assunto da Segunda Vinda de CRISTO é parte inerente da pregação do evangelho (Mt 24.14). Foi isso que o apóstolo Pedro deixou bem claro no dia de Pentecostes, na primeira mensagem evangelística registrada na Bíblia (At 22.21)

A vinda de JESUS é a nossa sublime e bem-aventurada esperança. O próprio Senhor afirmou que voltaria para levar os seus (Jo 14.318Ap 22.20).

Como será a vinda de CRISTO? Segundo as Escrituras, a segunda vinda terá duas fases: “Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande DEUS e nosso Senhor JESUS CRISTO” (Tt 2.13).

A volta de JESUS para a Igreja. Nesta ocasião JESUS levará sua Igreja para o céu, num instante e em segredo quanto ao mundo. Nessa primeira fase, Ele virá até as nuvens (I Co 15.52I Ts 4.16,17).

Na segunda fase, virá com todos os santos e anjos, descendo sobre o monte das Oliveiras publicamente, repleto de glória e de poder. Nesse momento, livrará a Israel, que estará sucumbindo sob as forças do AntiCRISTO, e julgará as nações, e estabelecerá com poder e justiça o Reino Milenial (Zc 14.4Mt 24.30Ap 1.719.11—20.6).

No Arrebatamento da Igreja, JESUS virá para os seus santos; na sua manifestação em glória, com os seus santos (Cl 3.4).

O derramamento do ESPÍRITO SANTO em escala mundial (At 2.16,17; J1 2.28). Com esse sinal da segunda vinda vem também a operação de milagres e prodígios, a dinamização e expansão do evangelho e o avanço da obra missionária. Através dos séculos, o Senhor nunca deixou de derramar do ESPÍRITO SANTO sobre o seu povo, ora mais, ora menos. Mas, a partir de 1901, o derramamento do ESPÍRITO SANTO tem sido cada vez maior. E somos testemunhas disso.

Conservemos, pois, a doutrina bíblica do ESPÍRITO SANTO. Mantenhamo-nos com a chama do Pentecostes acesa! Afinal, somente os avivados podem fazer a última oração registrada na Bíblia: “Ora, vem, Senhor JESUS” (Ap 22.20).

 

Apêndice textos em que o ESPÍRITO SANTO é mencionado através da Bíblia

Gênesis

  1. 2: “e o ESPÍRITO de DEUS se movia sobre a face das águas”.

6.3: “Não contenderá o meu ESPÍRITO para sempre com o homem”.

41.38: “um varão como este, em que haja o ESPÍRITO de DEUS?”

Êxodo

28.3: “a quem eu tenha enchido do ESPÍRITO de sabedoria”.

31.3: “E o enchi do ESPÍRITO de DEUS”.

35.31: “E o ESPÍRITO de DEUS o encheu de sabedoria”.

Números

II.17: “e tirarei do ESPÍRITO que está sobre ti”.

11.25: “e, tirando do ESPÍRITO que estava sobre ele, o pôs sobre aqueles setenta anciãos”.

11.26: “e repousou sobre eles o ESPÍRITO”. 11.29: “que o Senhor lhes desse o seu ESPÍRITO”. 24.2: “veio sobre ele o ESPÍRITO de DEUS”. 27.18: “homem em que há o ESPÍRITO”. Deuteronômio

34.9: “E Josué, filho de Num, foi cheio do ESPÍRITO de sabedoria”. Juizes 3.10: “E veio sobre ele o ESPÍRITO do Senhor”. 6.34: “o ESPÍRITO do Senhor revestiu a Gideão”. 11.29: “Então, o ESPÍRITO do Senhor veio sobre Jefté”. 13.25: “o ESPÍRITO do Senhor começou a impelir”. 14.6: “o ESPÍRITO do Senhor se apossou dele tão possantemente”. 14.19: “o ESPÍRITO do Senhor tão possantemente se apossou dele”. 15.14: “o ESPÍRITO do Senhor possantemente se apossou dele”.

  1. Samuel

10.6: “o ESPÍRITO do Senhor se apoderará de ti”. 10.10: “o ESPÍRITO de DEUS se apoderou dele”. 11.6: “o ESPÍRITO de DEUS se apoderou de Saul”. 16.13: “o ESPÍRITO do Senhor se apoderou de Davi”.

16.14: “o ESPÍRITO do Senhor se retirou de Saul”. 19.20: “o ESPÍRITO de DEUS veio sobre os mensageiros de Saul”. 19.23: “o mesmo ESPÍRITO de DEUS veio sobre ele”. 2 Samuel

23.2: “O ESPÍRITO do Senhor falou por mim”.

 

Reis

18.12: “o ESPÍRITO do Senhor te tomasse”. 22.24: “Por onde passou de mim o ESPÍRITO do Senhor para falar”.

Reis

2.16: “pode ser que o elevasse o ESPÍRITO do Senhor”.

 

Crônicas

12.18: “entrou o ESPÍRITO em Amasai”.

Crônicas

15.1: “veio o ESPÍRITO de DEUS a Azarias”. 18.23: “passou de mim o ESPÍRITO do Senhor para falar a ti?” 20.14: “veio o ESPÍRITO do Senhor no meio da congregação”. 24.20: “o ESPÍRITO de DEUS revestiu a Zacarias”.

 

Neemias

9.20: “E deste do teu bom ESPÍRITO, para os ensinar”. 9.30: “protestaste contra eles pelo teu ESPÍRITO, pelo ministério de teus profetas”.

 

26.13: “Pelo seu ESPÍRITO ornou os céus”. 32.8: “a inspiração doTodo-poderoso [ESPÍRITO de DEUS] os faz entendidos” 33.4: “O ESPÍRITO de DEUS me fez”.

 Salmos 33.6: “todo o exército deles, pelo ESPÍRITO da sua boca”. 51.II: “não retires de mim o teu ESPÍRITO SANTO”. 104.30: “Envias o teu ESPÍRITO, e são criados”. 139.7: “Para onde me irei do teu ESPÍRITO”. 143.10: “guie-me o teu bom ESPÍRITO por terra plana”.

 

Provérbios

  1. 23: “abundantemente derramarei sobre ele o meu ESPÍRITO”.

Isaías

4.4: “ESPÍRITO de justiça”. 4.4: “ESPÍRITO de ardor”. 11.2: “repousará sobre ele o ESPÍRITO do Senhor”. 11.2: “o ESPÍRITO de sabedoria e de inteligência”. 11.2: “o ESPÍRITO de conselho e de fortaleza”.

11.2: “o ESPÍRITO de conhecimento e de temor do Senhor”. 30.1: “se cobriram com uma cobertura, mas não do meu ESPÍRITO”. 32.15: “até que se derrame sobre nós o ESPÍRITO lá do alto”. 34.16: “o seu ESPÍRITO mesmo as ajudará”. 40.7: “soprando nelas o hálito [=o ESPÍRITO] do Senhor”. 40.13: “Quem guiou o ESPÍRITO do Senhor?” 42.1: “pus o meu ESPÍRITO sobre ele”. 44.3: “derramarei o m eu ESPÍRITO sobre a tua posteridade”. 48.16: “agora, o Senhor Jeová me enviou o seu ESPÍRITO”. 59.19: “o ESPÍRITO do Senhor arvora contra ele a sua bandeira”. 59.21: “o meu ESPÍRITO, que está sobre ti”. 61.1: “O ESPÍRITO do Senhor Jeová está sobre mim”. 63.10: “Mas eles foram rebeldes e contristaram o seu ESPÍRITO SANTO”. 63.11: “o que pôs no meio deles o seu ESPÍRITO SANTO?” 63.14: “o ESPÍRITO do Senhor lhe deu descanso”.

 

Ezequiel

2.2: “entrou em mim o ESPÍRITO, quando falava comigo, e me pôs em pé”. 3.12: “E levantou-me o ESPÍRITO”. 3.14: “Então o ESPÍRITO me levantou, e me levou”. 3.24: “entrou em mim o ESPÍRITO, e me pôs em pé, e falou comigo”. 8.3: “o ESPÍRITO me levantou entre a terra e o céu e me trouxe a Jerusalém’. 10.17: “porque o ESPÍRITO de vida estava nelas”. II.I: “Então, me levantou o Espínto, e me levou à porta oriental da casa do Senhor”. 11.5: “Caiu, pois, sobre mim o ESPÍRITO do Senhor e disse-me”.  19: “um ESPÍRITO novo porei dentro deles”. 24: “Depois, o ESPÍRITO me levantou e me levou em visão à Caldéia” 24: “pelo Espínto de DEUS”. 36.26: “porei dentro de vós um ESPÍRITO novo”..27: “porei dentro de vós o meu ESPÍRITO e farei que andeis nos meus estatutos”. 37.1: “o Senhor me levou em ESPÍRITO, e me pôs no meio de um vale”.37.5: “Eis que farei entrar em vós o ESPÍRITO, e vivereis”. 37.6: “e porei em vós o ESPÍRITO, e vivereis”. 37.9: “Profetiza ao ESPÍRITO”. 37.9: “e dize ao ESPÍRITO”. 37.9: “Vem dos quatro ventos, ó ESPÍRITO, e assopra sobre estes mortos, para que vivam”. 37.10: “então o ESPÍRITO entrou neles e viveram, e se puseram em pé”. 37.14: “porei em vós o meu ESPÍRITO, e vivereis”. 39.29: “quando eu houver derramado o meu ESPÍRITO sobre a casa de Israel”. 43.5: “E levantou-me o ESPÍRITO, e me levou ao átrio interior”.

 

Daniel

6.3: “porque nele havia um ESPÍRITO excelente”.

Joel

2.28: “derramarei o meu ESPÍRITO sobre toda a carne”. 2.29: “naqueles dias, derramarei o meu ESPÍRITO”.

Miquéias

2.7: “tem-se restringido o ESPÍRITO do Senhor?” 3.8: “decerto, eu sou cheio da força do ESPÍRITO do Senhor”.

Ageu

2.5: “quando saístes do Egito, e o meu ESPÍRITO habitava no meio de vós”.

Zacarias 4.6: “pelo meu ESPÍRITO, diz o Senhor dos Exércitos”. 6.8: “fizeram repousar o meu ESPÍRITO na terra do Norte”. 7.12: “as palavras que o Senhor dos Exércitos enviara pelo seu ESPÍRITO mediante os profetas precedentes”.

12.10: “derramarei o ESPÍRITO de graça e de súplicas”.

Mateus

1.18: “achou-se ter concebido do ESPÍRITO SANTO”.

  1. 20: “o que nela está gerado é do ESPÍRITO SANTO”.

3.11: “ele vos batizará com o ESPÍRITO SANTO e com fogo”.

3.16: “e viu o ESPÍRITO de descendo como pomba e vindo sobre ele”.

4.1: “Então, foi conduzido JESUS pelo ESPÍRITO ao deserto”.

10.20: “o ESPÍRITO de vosso Pai é que fala em vós”.

12.18: “porei sobre ele o meu ESPÍRITO”.

12.28: “se eu expulso os demônios pelo ESPÍRITO de DEUS”.

12.31: “a blasfêmia contra o ESPÍRITO SANTO não será perdoada aos homens”. 12.32: “se alguém falar contra o ESPÍRITO SANTO, não lhe será perdoado”. 22.43: “Davi, em ESPÍRITO, lhe chama Senhor”.

28.19: “em no do Pai, e do Filho, e do ESPÍRITO SANTO”.

Marcos

1.8: “ele, porém, vos batizará com o ESPÍRITO SANTO”.

I.IO: “viu os céus abertos e o ESPÍRITO, que como pomba descia sobre ele”. I.12: “E logo o ESPÍRITO o impeliu para o deserto”.

3.29: “Qualquer, porém, que blasfemar contra o ESPÍRITO SANTO”.

12.36: “O próprio Davi disse pelo ESPÍRITO SANTO”.

13.11: “porque não são vós os que falais, mas o ESPÍRITO SANTO”.

Lucas

I.15: “o será cheio do ESPÍRITO SANTO, já desde o ventre de sua mãe”.

1.35: “Descerá sobre ti o ESPÍRITO SANTO, e a virtude do Altíssimo”.

1.41: “Isabel foi cheia do ESPÍRITO SANTO”.

  1. 67: “Zacarias, seu pai, foi cheio do ESPÍRITO SANTO”.

2.25: “o ESPÍRITO SANTO estava sobre ele”.

2.26: “fora-lhe revelado pelo ESPÍRITO SANTO que ele não morreria”.

2.27: “pelo ESPÍRITO, foi ao templo”.

3.16: “este vos batizará com o ESPÍRITO SANTO e com fogo”.

3.22: “o ESPÍRITO SANTO desceu sobre ele em forma corpórea”.

4.1: “foi levado pelo ESPÍRITO ao deserto”.

4.14: “pela virtude do ESPÍRITO SANTO, voltou JESUS para a Galiléia”.

4.18: “O ESPÍRITO do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu”.

10.21: “Naquela hora, se alegrou JESUS no ESPÍRITO SANTO”.

  1. 13: “quanto mais dará o Pai celestial o ESPÍRITO SANTO”.

12.10: “ao que blasfemar contra o ESPÍRITO SANTO não lhe será perdoado”. 12.12: “na mesma hora vos ensinará o ESPÍRITO SANTO o que vos convenha falar”. 24.49: “sobre vós envio a promessa de meu Pai”.

João

1.32: “Eu vi o ESPÍRITO descer do céu como uma pomba”.

1.33: “Sobre aquele que vires descer o ESPÍRITO”.

1.33: “esse é o que batiza com o ESPÍRITO SANTO”.

3.5: “aquele que não nascer da água e do ESPÍRITO”.

3.6: “o que é nascido no ESPÍRITO é ESPÍRITO”.

3.8: “assim é todo aquele que é nascido do ESPÍRITO”.

3.34: “não lhe dá DEUS o ESPÍRITO por medida”.

4.24: “DEUS é ESPÍRITO, e importa que os que o adoram”.

6.63: “O ESPÍRITO é o que vivifica”.

7.39: “E isso disse ele do ESPÍRITO, que haviam de receber”.

7.39: “porque o ESPÍRITO SANTO ainda não fora dado”.

14.16: “ele vos dará outro Consolador”.

14.17: ‘O ESPÍRITO de verdade, que o mundo não pode receber”.

14.26: “Mas aquele Consolador”.

14.26: ‘o ESPÍRITO SANTO, que o Pai enviará em meu nome”.

15.26: “Mas, quando vier o Consolador”.

15.26: “aquele ESPÍRITO de verdade, que procede do Pai”.

16.7: “se eu não for, o Consolador não virá a vós”.

16.8: “E, quando ele [ESPÍRITO SANTO] vier, convencerá o mundo do pecado” 16.13: “Mas, quando vier aquele ESPÍRITO de verdade”.

16.14: “Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu”.

20.22: “e disse-lhes: Recebei o ESPÍRITO SANTO”.

Atos dos Apóstolos

  1. 2: “depois de ter dado mandamentos pelo ESPÍRITO SANTO aos apóstolos”. 4: “mas que esperassem a promessa do Pai”. 5: “vós sereis batizados com o ESPÍRITO SANTO”. 8: “recebereis a virtude do ESPÍRITO SANTO, que há de vir sobre vós”. 16: “que o ESPÍRITO SANTO predisse pela boca de Davi”.

2.4: “E todos foram cheios do ESPÍRITO SANTO”. 2.4: “conforme o ESPÍRITO SANTO lhes concedia que falassem”. 2.17: “do meu ESPÍRITO derramarei sobre toda a carne”. 2.18: “também do meu ESPÍRITO derramarei sobre os meus servos”. 2.33: “tendo recebido do Pai a promessa do ESPÍRITO SANTO”. 2.38: “e recebereis o dom do ESPÍRITO SANTO”. 4.8: “Pedro, cheio do ESPÍRITO SANTO, lhes disse”. 4.31: “e todos foram cheios do ESPÍRITO SANTO”. 5.3: “mentísses ao ESPÍRITO SANTO”. 5.4: “Não mentiste aos homens, mas a DEUS [ESPÍRITO SANTO]” (cf. v.3). 5.9: “para tentar o ESPÍRITO do Senhor?” 5.32: “e também o ESPÍRITO SANTO, que DEUS deu”. 6.3: “cheios do ESPÍRITO SANTO e de sabedoria”. 6.5: “homem cheio de fé e do ESPÍRITO SANTO”. 6.10: “ao ESPÍRITO com que falava”. 7.51: “vós sempre resistir ao ESPÍRITO SANTO”. 7.55: “estando cheio do ESPÍRITO SANTO”.8.15: “oraram por eles para que recebessem o ESPÍRITO SANTO”. 8.17: “receberam o ESPÍRITO SANTO”. 8.18: “era dado o ESPÍRITO SANTO”. 8.19: “sobre quem eu puser as mãos receba o ESPÍRITO SANTO”. 8.20: “cuidaste que o dom de DEUS se alcança por dinheiro”. 8.29: “disse o ESPÍRITO SANTO a Filipe”. 8.39: “o ESPÍRITO do Senhor arrebatou a Filipe”. 9.17: “e sejas cheio do ESPÍRITO SANTO”. 9.31: “andando no temor do Senhor e na consolação do ESPÍRITO SANTO”. 10.19: “pensando Pedro naquela visão, disse-lhe o ESPÍRITO SANTO”. 10.20: “não duvidando; porque eu [ESPÍRITO SANTO] os enviei” (cf. v. 19). 10.38: “DEUS ungiu a JESUS de Nazaré com o ESPÍRITO SANTO”. 10.44: “caiu o ESPÍRITO SANTO sobre todos os que ouviam a palavra”. 10.45: “o dom do ESPÍRITO SANTO se derramasse também sobre os gentios”. 10.47: “receberam como nós o ESPÍRITO SANTO?”11. 12: “E disse-me o ESPÍRITO que fosse com eles, nada duvidando”. 15: “quando comecei a falar, caiu sobre eles o ESPÍRITO SANTO”. 16: “mas vós sereis batizados com o ESPÍRITO SANTO”. 24: “era homem de bem e cheio do ESPÍRITO SANTO e de fé”. 28: “dava a entender pelo ESPÍRITO SANTO”.

13.2: “disse o ESPÍRITO SANTO: Apartai-me a Barnabé e a Saulo”. 13.4: “estes enviados pelo ESPÍRITO SANTO”. 13.9: “Paulo, cheio do ESPÍRITO SANTO”. 13.52: “cheios de alegria e do ESPÍRITO SANTO”.

15.8: “dando-lhes o ESPÍRITO SANTO”. 15.28: “pareceu bem ao ESPÍRITO SANTO e a nós”. 16.6: “foram impedidos pelo ESPÍRITO SANTO”. 16.7: “mas o ESPÍRITO de JESUS não lho permitiu”. 19.2: “Recebestes vós já o ESPÍRITO SANTO quando crestes?” 19.2: “nem ainda ouvimos que haja ESPÍRITO SANTO”. 19.6: “veio sobre eles o ESPÍRITO SANTO”. 20.23: “o ESPÍRITO SANTO, de cidade em cidade, me revela”.  20.28: “sobre que o ESPÍRITO SANTO vos constituiu bispos”. 21.4: “pelo ESPÍRITO SANTO, diziam a Paulo”. 21.11: “Isto diz o ESPÍRITO SANTO”. 28.25: “Bem falou o ESPÍRITO SANTO a nossos pais”.

 

Romanos

1.4: “segundo o ESPÍRITO de santificação”. 5.5: “o amor de DEUS está derramado em nossos corações pelo ESPÍRITO SANTO’ 8.1: ‘ 8.2: ‘ 8.4: ‘ 8.5: ‘ 8.5: ‘ 8.6: ‘ 8.9: ‘ 8.9: ‘ 8.9: ‘ 8.118.13: 8.14: 8.15: 8.16: 8.23: 8.26: 8.27:  2.12: “mas o ESPÍRITO que provém de DEUS”. 2.13: “que o ESPÍRITO SANTO ensina”. 2.14: “o homem natural não compreende as coisas do ESPÍRITO de DEUS”. 3.16: “e que o ESPÍRITO de DEUS habita em vós?” 6.11: “e pelo ESPÍRITO do nosso DEUS”. 6.19: “o vosso corpo é o templo do ESPÍRITO SANTO”. 7.40: “também eu cuido que tenho o ESPÍRITO de DEUS”. 12.3: “ninguém que fala pelo ESPÍRITO de DEUS”. 12.3: “e ninguém pode dizer que JESUS é Senhor, senão pelo ESPÍRITO SANTO”. 12.4: “há diversidade de dons, mas o ESPÍRITO é o mesmo”. 12.7: “Mas a manifestação do ESPÍRITO é dada a cada um para o que for útil”. 12.8: “a um, pelo ESPÍRITO”. 12.9: “e a outro, pelo mesmo ESPÍRITO”.12.11: “Mas um só e o mesmo ESPÍRITO opera todas essas coisas”. 12.13: “fomos batizados em um ESPÍRITO”. 12.13: “todos temos bebido de um ESPÍRITO”. 14.2: “em ESPÍRITO fala de mistérios”.

  1. Coríntíos

1.22: “deu o penhor do ESPÍRITO em nossos corações”. 3.3: “com o ESPÍRITO do DEUS vivo”. 3.6: “mas do ESPÍRITO”. 3.6: “o ESPÍRITO vivifíca”. 3.8: “como não será de maior glória o ministério do ESPÍRITO?”

3.17: “Ora, o Senhor é o ESPÍRITO”. 3.17: “onde está o ESPÍRITO do Senhor, aí há liberdade”. 3.18: “como pelo Senhor, o ESPÍRITO”. 4.13: “E temos, portanto, o mesmo ESPÍRITO de fé”. 5.5: “o qual nos deu também o penhor do ESPÍRITO”. 6.6: “no ESPÍRITO SANTO, no amor não fingido”. 12.18: “Não andamos, porventura, no mesmo ESPÍRITO, sobre as mesmas pisadas?” 13.13: “e a comunhão do ESPÍRITO SANTO seja com todos”.

 

Gálatas 3.2: “recebestes o ESPÍRITO pelas obras da lei ou pregação da fé?” 3.3: “tendo começado pelo ESPÍRITO, acabais agora pela carne?” 3.5: “Aquele, pois, que vos dá o ESPÍRITO”. 3.14: “pela fé, nós recebamos a promessa do ESPÍRITO”.

4.6: “DEUS enviou aos nossos corações o ESPÍRITO de seu Filho”. 4.29: “perseguia o que era gerado segundo o ESPÍRITO”. 5.5: “Porque nós, pelo ESPÍRITO da fé”. 5.16: “Andai em ESPÍRITO e não cumprireis a concupiscêncta”. 5.17: “a carne cobiça contra o ESPÍRITO”. 5.17: “e o ESPÍRITO contra a carne”. 5.18: “Mas, se sois guiados pelo ESPÍRITO”. 5.22: “o fruto do ESPÍRITO”. 6.8: “O que semeia no ESPÍRITO”.

6.8: “do ESPÍRITO ceifará a vida eterna”.

 

Efésios

1.13: “fostes selados com o ESPÍRITO SANTO da promessa”.  I.I4: “o qual [o ESPÍRITO] é o penhor da nossa herança” (cf. v. 13). I.17: “o ESPÍRITO de sabedoria e de revelação”. 2.18: “por ele, ambos temos acesso ao Pai em um mesmo ESPÍRITO”. 2.22: “sois edificados para morada de DEUS no ESPÍRITO”. 3.5: “agora, tem sido revelado pelo ESPÍRITO aos seus santos”. 3.16: “com poder pelo seu ESPÍRITO no homem interior”. 4.3: “guardar a unidade do ESPÍRITO pelo vínculo da paz”. 4.4: “há um só corpo e um só ESPÍRITO”. 4.30: “E não entristeçais o ESPÍRITO SANTO de DEUS”. 5.9: “(porque o fruto do ESPÍRITO)”.

5.18: “enchei-vos do ESPÍRITO”. 6.17: “a espada do ESPÍRITO, que é a palavra de DEUS”. 6.18: “com toda oração e súplica no ESPÍRITO”.

 

Filipenses

1.19: “pelo socorro do ESPÍRITO de JESUS CRISTO”. 2.1: “se alguma comunhão no ESPÍRITO”. 3.3: “que servimos a DEUS no ESPÍRITO”.

 

Colossenses

1.8: “a vossa caridade no ESPÍRITO”.

  1. Tessalonicenses

1.5: “mas também em poder, e no ESPÍRITO SANTO”. 1.6: “com gozo no ESPÍRITO SANTO”. 4.8: “DEUS, que nos deu também o seu ESPÍRITO SANTO”. 5.19: “Não extíngaís o ESPÍRITO”.

  1. Tessalonicenses

2.13: “para a salvação, em santificação do ESPÍRITO e fé da verdade”.

  1. Timóteo

3.16: “Aquele que se manifestou em carne, foi justificado em ESPÍRITO”.

4.1: “Mas o ESPÍRITO expressamente diz”.

  1. Timóteo

1.7: “DEUS não nos deu o ESPÍRITO de temor, mas o ESPÍRITO de fortaleza, e de amor, e de moderação”.

I.I4: “Guarda o bom depósito pelo ESPÍRITO SANTO que habita em nós”.

Tito

3.5: “nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do ESPÍRITO SANTO”.

Hebreus

2.4: “dons do ESPÍRITO SANTO, distribuídos por sua vontade”. 3.7: “como diz o ESPÍRITO SANTO”.  6.4: “se fizeram participantes do ESPÍRITO SANTO”. 9.8: “dando nisso a entender o ESPÍRITO SANTO”.

9.14: “CRISTO, que, pelo ESPÍRITO eterno, se ofereceu”. 10.15: “E também o ESPÍRITO SANTO” 10.29: “e fizer agravo ao ESPÍRITO da graça?”

 

Tiago

4.5: “O ESPÍRITO que nós habita tem ciúmes?”

  1. Pedro

1.2: “em santificação do ESPÍRITO”.

  1. I: “indagando que tempo ou que ocasião de tempo o ESPÍRITO de CRISTO”. 3.18: “vivificado pelo ESPÍRITO”.

4.14: “porque repousa sobre vós o ESPÍRITO da glória de DEUS”.

  1. Pedro

1.21: “os homens santos de DEUS falaram inspirados pelo ESPÍRITO SANTO”.

  1. João

2.20: “E vós tendes a unção do SANTO e sabeis tudo”.

3.24: “E nisto conhecemos que ele está em nós: pelo ESPÍRITO que nos tem dado”.

4.2: “Nisto conhecemos o ESPÍRITO de DEUS”. 4.6: “Nisto conhecemos nós o ESPÍRITO da verdade”. 4.13: “pois nos deu do seu ESPÍRITO”. 5.6: “E o ESPÍRITO é o que testifica”. 5.6: “porque o ESPÍRITO é a verdade”. 5.7: “o Pai, a Palavra e o ESPÍRITO SANTO”. 5.8: “o ESPÍRITO, a água, e o sangue”.

 

Judas

v.I9: “os que causam divisões, sensuais, que não têm o ESPÍRITO”. v.20: “orando no ESPÍRITO SANTO”.

Apocalipse

  1. 4: “dos sete ESPÍRITOs que estão diante do seu trono”.

2.7: “ouça o que o ESPÍRITO diz às igrejas”.  2.11: “ouça o que o ESPÍRITO diz às igrejas”. 2.17: “ouça o que o ESPÍRITO diz às igrejas”. 2.29: “ouça o que o ESPÍRITO diz às igrejas”.  3.1: “Isto diz o que tem os sete ESPÍRITO de DEUS”. 3.6: “ouça o que o ESPÍRITO diz às igrejas”. 3.13: “ouça o que o ESPÍRITO diz às igrejas”. 3.22: “ouça o que o ESPÍRITO diz às igrejas”. 4.5: “as quais são os sete ESPÍRITOs de DEUS”. 5.6: “que são os sete ESPÍRITOs de DEUS”. “o ESPÍRITO de vida, vindo de DEUS, entrou neles”.

14.13: “Sim, diz o ESPÍRITO, para que descansem dos seus trabalhos”. 22.17: “o ESPÍRITO e a esposa dizem”.

Observação. Referências há em que o ESPÍRITO SANTO é mencionado mais de uma vez em um mesmo versículo. Também existem referências indiretas a Ele. E há, finalmente, aquelas — não inclusas aqui — em que é difícil, ante o texto

original, mormente o do Antigo Testamento, saber-se com precisão se se referem ao ESPÍRITO de DEUS.

  1. Cite a referência do Evangelho Segundo São João segundo a qual entendemos que o ESPÍRITO SANTO não fala de si mesmo.
  2. Dê a definição de Pneumatologia e cite uma relação das doutrinas que estão que compõem esta matéria teológica.
  3. O que evidencia que o ESPÍRITO SANTO é uma Pessoa e é DEUS?
  4. Cite os passos que o crente deve dar para receber o batismo com o ESPÍRITO SANTO.
  5. A principal finalidade dos dons espirituais, à luz de I Co- ríntios 12—14, é promover o quê?
  6. Cite as grandes termos designadores dos dons espirituais.
  7. Em que consiste o pecado de entristecer o ESPÍRITO SANTO?
  8. A Palavra de DEUS menciona línguas estranhas em pelo menos dois sentidos. Quais são eles?
  9. Mencione pelo menos três ministrações do ESPÍRITO SANTO ao crente e defina cada uma delas.
  10. Qual é a diferença entre o batismo do ESPÍRITO e o batismo no ESPÍRITO? Cite referências bíblicas.
  11. Quais são as principais concepções erradas sobre o batismo com o ESPÍRITO SANTO?
  12. Como os dons espirituais podem ser classificados?
  13. Cite pelo menos cinco dons de ministérios práticos e defina- os.
  14. Quanto aos aspectos da santificação, cite os três principais.
  15. O que abrange a santificação posicionai; isto é, em que consiste ela?
  16. O que é a santificação progressiva, segundo a Bíblia?
  17. Por que os dons espirituais não subsistem sem o fruto do ESPÍRITO?
  18. O que é o pecado de blasfêmia contra o ESPÍRITO? Por que este pecado é imperdoável?
  19. Por que no original o dom relaciona com a cura aparem em plural, isto é, “dons de curas”?
  20. Qual é a atuação da terceira Pessoa da Trindade nesse período que antecede o Arrebatamento da Igreja?

PNEUMATOLOGIA (Grandes Doutrinas) – PNEUMATOLOGIA

ÍNDICE

  1. A NATUREZA DO ESPIRITO SANTO
    1. A Personalidade do ESPÍRITO SANTO – 2. Nomes Divinos São Dados ao ESPÍRITO SANTO – 3. Símbolos do ESPÍRITO SANTO
  2. A OBRA DO ESPÍRITO SANTO
    1. O ESPÍRITO SANTO na Criação – 2. O ESPÍRITO SANTO Antes do Dilúvio – 3. O ESPÍRITO SANTO nos Líderes do Antigo Testamento – 4. O ESPÍRITO SANTO em João Batista – 5. O ESPÍRITO SANTO em CRISTO – 6. O ESPÍRITO SANTO em Relação ao Crente

III. O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO
1. O Dia de Pentecoste – 2. Para Quem é a Promessa? – 3. A Natureza Deste Batismo – 4. Evidência do Batismo com o ESPÍRITO SANTO

  1. OS DONS DO ESPIRITO SANTO
    1. Os Dons do ESPÍRITO SANTO em 1 Coríntios – 2. Classificação dos Dons Espirituais – 3. Dons de Revelação – 4. Dons de Poder – 5. Dons de Inspiração
  2. O FRUTO DO ESPIRITO SANTO
    1. Relação dos Dons e do Fruto do ESPÍRITO SANTO – 2. Distinção Entre Dons e Fruto do ESPÍRITO – 3. Definição do Fruto do ESPÍRITO – 4. Equilíbrio Entre Dons e Fruto do ESPÍRITO

 

INTRODUÇÃO

Por muitos anos, principalmente nos anos anteriores ao despertamento pentecostal iniciado no começo deste Século, o ESPÍRITO SANTO era a Pessoa menos conhecida dentre as Pessoas da Santíssima Trindade. Porém, com o surgimento do Movimento Pentecostal, quando DEUS fez soprar o vento do seu ESPÍRITO em maior profusão, o ESPÍRITO SANTO veio a conquistar no conceito cristão a sua verdadeira posição em relação ao Pai e ao Filho.

A despeito de tudo isto, no entanto, reconhecemos haver muito erro e confusão em nossos dias no tocante à personalidade, operações e manifestações do ESPÍRITO SANTO. Eruditos, conscientes, mas equivocados, têm sustentado pontos de vista errôneos e contrários às Escrituras a respeito desse singular personagem da Trindade Divina. É vital, portanto, para a fé de todo crente sincero, que o ensino bíblico a respeito do ESPÍRITO SANTO seja mantido em bases seguras e em suas corretas proporções. Só assim serão evitados os extremos quanto ao assunto: evitando ou dando ênfase demasiada e até antibíblica à Pessoa e obra do ESPÍRITO SANTO.

  1. A NATUREZA DO ESPIRITO SANTO

A natureza do ESPÍRITO SANTO se evidencia através da sua personalidade singular, da sua divindade, dos seus nomes e símbolos conforme revelam o Antigo e o Novo Testamento.

  1. A Personalidade do ESPÍRITO SANTO

A Bíblia apresenta o ESPÍRITO SANTO como um Ser dotado de personalidade, isto é, que possui ou contém em si mesmo os elementos de existência pessoal, em contraste com a existência impessoal (Teologia Elementar – Imprensa Batista –Pág. 163).

Pode-se dizer que a personalidade existe quando se encontram em uma única combinação, inteligência, emoção e volição, ou ainda autoconsciência e autodeterminação. Deste modo, ao usarmos o termo “pessoa”, aplicando-o aos membros da Trindade, deve ser entendido em sentido qualitativo ou limitado, e não em organismos separados, confundindo-o com corporalidade, conforme usamos o termo em relação ao homem.

A Bíblia mostra a personalidade do ESPÍRITO SANTO quando diz que:

Ele cria e dá vida (Jó 33.4).

Ele nomeia e comissiona ministros (Is 48.16Act 13.220.28).

Ele dirige onde os ministros devem pregar (Act 16.6,7).

Ele instrui o que os ministros devem pregar (1 Co 2.14).

Ele falou através dos profetas (Act 1.161 Pd 1.11,122 Pd 1.21).

Ele contende com os pecadores (Gn 6.3).

Ele reprova (Jo 16.8).

Ele consola (Act 9.31).

Ele nos ajuda em nossas fraquezas (Rm 8.26).

Ele ensina (Jo 14.261 Co 12.3).

Ele guia (Jo 16.13).

Ele santifica (Rm 15.161 Co 6.11).

Ele testifica de CRISTO (JO 15.26).

Ele glorifica a CRISTO (Jo 16.14).

Ele tem poder próprio (Rm 15.13).

Ele sonda tudo (Rm 11.33,341 Co 10,11).

Ele age segundo a sua vontade (1 Co 12.11).

Ele habita com os santos (Jo 14.17).

Ele pode ser entristecido (Ef 4.30).

Ele pode ser envergonhado (Is 63.10).

Ele pode sofrer resistência (Act 7.51).

Ele pode ser tentado (Act 5.9).

2.Nomes Divinos São Dados ao ESPÍRITO SANTO

O ESPÍRITO SANTO é chamado DEUS: “Então disse Pedro: Ananias, por que encheu Satanás teu coração, para que mentisses ao ESPÍRITO SANTO?… Não mentiste aos homens, mas a DEUS” (Act 5.3,4).

O ESPÍRITO SANTO também é chamado SENHOR: “E todos nós com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o ESPÍRITO” (2 Co 3.18).

Além de nomes, o ESPÍRITO SANTO detém atributos divinos, como:

Eternidade (Hb 9.14).

Onipresença (Sl 139.7-70).

Onipotência (Lc 1.35).

Onisciência (1 Co 2.10).

Outra incontestável prova da divindade do ESPÍRITO SANTO é que Ele realiza trabalhos exclusivos de DEUS. Por exemplo:

Foi o ESPÍRITO SANTO quem comunicou vida à criação (Gn 1.2).

É o ESPÍRITO SANTO quem transforma o homem pecador em uma nova criatura, por meio do novo nascimento (Jo 3.3-8).

Foi o ESPÍRITO SANTO quem levantou a CRISTO da morte, mediante a ressurreição (Rm 8.11).

No decorrer de toda a Escritura, o ESPÍRITO SANTO é chamado:

ESPÍRITO de CRISTO (Rm 8.9).

ESPÍRITO SANTO (Act 1.5).

ESPÍRITO de Vida (Rm 8.2).

ESPÍRITO de Adoção (Rm 8.5Gl 4.5,6).

3.Símbolos do ESPÍRITO SANTO

A Bíblia é um livro de figuras e símbolos. De forma específica, o ESPÍRITO SANTO é mostrado nas Escrituras também através de símbolos, dentre os quais se destacam os seguintes:

a) O Fogo

“Respondeu João a todos, dizendo: Eu, na verdade, batizo-vos com água, mais eis que vem aquele que é mais poderoso do que eu, a quem eu não sou digno de desatar a correia das alparcas; esse vos batizará com o ESPÍRITO SANTO e com fogo” (Lc 3.16).

O fogo, como símbolo do ESPÍRITO SANTO, fala da sua grande força em relação às diversas maneiras de sua operação, para corrigir os defeitos da nossa natureza decaída e conduzir-nos à perfeição que deve adornar os filhos de DEUS. Mais do que isto, o fogo fala da ação purificadora do ESPÍRITO SANTO.

  1. b) O Vento

“E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados” (Act 2.2). JESUS falou do vento como símbolo do ESPÍRITO SANTO. O vento apesar de invisível, é real. Não podemos tocá-lo nem compreendê-lo, mas o sentimos. A sua ação independe do querer ou não do homem. Isto fala da ação soberana do ESPÍRITO SANTO.A mesma palavra “pneuma”, que é usada em referência ao ESPÍRITO, é também traduzida por “vento”, “ar”, ou “fôlego”.

c) Água, Rio, Chuva

“E no último, o grande dia da festa, JESUS pôs-se em pé, e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios dágua viva correrão do seu ventre. E isto disse ele do ESPÍRITO que haviam de receber os que nele cressem; porque o ESPÍRITO SANTO ainda não fora dado, por ainda JESUS não ter sido glorificado” (Jo 7.37-39).

d) Óleo, Azeite

“E me disse: Que vês? Eu disse: Olho, e eis um castiçal todo de ouro, e um vaso de azeite no cimo, com as suas sete lâmpadas; e cada lâmpada posta no cimo tinha sete canudos. E, por cima dele, duas oliveiras, uma à direita do vaso de azeite, e outra à esquerda. E falei, e disse ao anjo que falava comigo, dizendo: Senhor meu, que é isto? Então respondeu o anjo que falava comigo, e me disse: Não sabes tu o que isto é? E eu disse: Não, senhor meu. E respondeu, e me falou, dizendo: Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel, dizendo: Não por força nem por violência, mas pelo meu ESPÍRITO, diz o Senhor dos Exércitos” (Zc 4.2-6).

Simbolizando o ESPÍRITO SANTO, o óleo era usado nas solenidades consagratórias de profetas, sacerdotes e reis em Israel. É considerado símbolo do ESPÍRITO SANTO porque era usado nos rituais do Antigo Testamento, correspondendo à operação real do ESPÍRITO SANTO na vida do crente hoje.

  1. e) Selo

“Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e tendo nele também crido, fostes selados com o ESPÍRITO SANTO da promessa” (Ef 1.13). O selo é prova de propriedade, legitimidade, autoridade, segurança ou preservação. Estas palavras expressam a situação daqueles que foram selados pelo ESPÍRITO SANTO.

f) A Pomba

“E, sendo JESUS batizado, saiu logo da água, e eis que seabriram os céus, e viu o ESPÍRITO de DEUS descendo como pomba e vindo sobre ele. E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt 13.16,17). O ESPÍRITO SANTO veio sobre os discípulos no dia de Pentecoste, em forma de fogo – havia o que queimar. Sobre JESUS, no entanto, veio em forma corpórea duma pomba-símbolo da pureza e da inocência de CRISTO.

  1. A OBRA DO ESPÍRITO SANTO

A dispensação em que vivemos atualmente é um tempo oportuno para as atividades especiais do ESPÍRITO SANTO entre os homens, como aquele sobre quem pesa a responsabilidade de alcançar todo este vasto Universo, encaminhando os homens para DEUS. Entretanto, sabemos que o mesmo ESPÍRITO também exerceu as suas atividades em tempos mais remotos. Muito antes do alvorecer dos tempos, Ele já existia como a terceira Pessoa da Trindade divina.

1.O ESPÍRITO SANTO na Criação

Muito antes de o homem aparecer na terra e mesmo antes da terra existir, o ESPÍRITO SANTO já existia. A primeira parte de Gênesis 1.2 apresenta uma cena singular: a terra, uma massa informe, vazia e escura. Foi então que um raio de esperança brilhou, iluminando-a, antes mesmo que DEUS ordenasse o aparecimento da luz. Lemos: “E o ESPÍRITO de DEUS pairava por sobre as águas”. Foi este aspecto diferente o primeiro prenuncio da perfeição das obras do Criador.Com singular inspiração, disse o patriarca Jó que DEUS, “pelo seu ESPÍRITO, ornou os céus” (Jó 26.13). Isto é, através do seu ESPÍRITO, DEUS não apenas formou o Universo, mas também o embelezou estabelecendo a ordem de ação de cada astro, do menor ao maior.

2.O ESPÍRITO SANTO Antes do Dilúvio

Os primeiros versículos do capítulo seis de Gênesis pintam um quadro calamitoso. A terra estava corrompida. A maldade do homem não tinha limites. Era a depravação total da raça humana. Todos os pensamentos do coração do homem eram maus continuamente (Gn 6.5). Diante disto, concluímos logicamente, que os homens resistiam ao ESPÍRITO SANTO apesar da sua persistência em conduzi-los à consciência de erro e uma conseqüente volta para DEUS.Face à impenitência do homem, em estado de profunda tristeza, disse DEUS a Noé: “O meu ESPÍRITO não agirá para sempre no homem” (Gn 6.3).

Apesar disto, DEUS ainda deu ao homem uma oportunidade que durou cerca de cento e vinte anos. Mesmo assim, em atitude de rebeldia contra DEUS e o seu ESPÍRITO SANTO, o homem continuou na escalada do pecado, culminando com a destruição trazida pelo Dilúvio.

3.O ESPÍRITO SANTO nos Líderes do Antigo Testamento

Dentre os grandes vultos do Antigo Testamento, em cujas vidas o ESPÍRITO SANTO encontrou lugar para operar, se destacam José do Egito, Moisés, os setenta anciões de Israel, Bezaleel, Josué, Otoniel, Gideão, Jefté, Sansão, Saul e Davi. Por esta razão a história narrada no Antigo Testamento os destaca dos seus contemporâneos.

Foi pela ação do ESPÍRITO SANTO que,

José se evidenciou com capacidade de revelar mistérios e com sabedoria para administrar (Gn 41. 8,38).

Moisés mostrou autoridade divina para liderar e sabedoria para legislar sobre o povo de DEUS (Is 63.11).

Os setenta anciãos mostraram habilidade como co-operadores na condução dos filhos de Israel durante a peregrinação no deserto (Nm 11.16,1725).

Bezaleel recebeu capacidade para construir o tabernáculo e para ensinar a outros o mesmo serviço (Ex 31.1-435.34).

Otniel adquiriu sabedoria para julgar Israel (Jz 3.10,11).

Gideão encontrou coragem para lutar (Jz 6.34).

Jefté lutou e venceu os Amonitas (Jz 11.29).

Sansão encontrou força para libertar o seu povo que gemia sob o jugo da escravidão dos filisteus (Jz 14.1915.14).

Saul foi contado entre os profetas, e assim continuou enquanto temeu ao Senhor (1 Sm 10.6,10).

Davi encontrou forças para ser rei, poeta, cantor e profeta (1 Sm 16.13).

Os profetas trabalharam e agiram no poder do ESPÍRITO, ministrando não para si mesmos, mas para nós da atual geração (Ez 2.22 Pd 1.21).

4.O ESPÍRITO SANTO em João Batista

A João Batista estava destinada uma missão de grande interesse dos céus. Por isso o ESPÍRITO SANTO se manifestou nele (desde o ventre de sua mãe), de modo especial (Lc 1.15). Foi cheio do ESPÍRITO SANTO, pois nenhuma missão divina de grande relevância pode ser realizada, a não ser pela unção do ESPÍRITO SANTO.

A presença do ESPÍRITO SANTO no ministério de João Batista se evidencia:Pela autoridade com que exortava o povo a preparar o caminho do Senhor (Lc 3.2-4); Pela firmeza com que anunciava a salvação de DEUS, a manifestar-se em CRISTO (Lc 3.5,6); Pela energia com que denunciava o pecado do seu povo, conclamando-o ao arrependimento, para escapar do juízo iminente, qual machado já posto à raiz da árvore (Lc 3.7-9); Pela segurança com que ensinava o caminho de retorno a DEUS (Lc 3.10-14); Pela convicção com que predizia o caráter sobrenatural do ministério de JESUS, de quem era precursor (Lc 3.15-18); Pela imparcialidade com que protestava contra o pecado do rei Herodes (Lc 3.19).

5.O ESPÍRITO SANTO em CRISTO

Ninguém melhor que JESUS se identificou de forma tão plena com o ESPÍRITO SANTO. Essa relação salienta a pessoa de JESUS CRISTO como alguém

  1. a)Concebido pelo ESPÍRITO SANTO (Lc 1.35).
  2. b)Ungido com o ESPÍRITO SANTO (Act 10.38).

c)Guiado pelo ESPÍRITO SANTO (Mt 4.1).

  1. d)Cheio do ESPÍRITO SANTO (Lc 4.1).

e)Que realizou o seu ministério no poder do ESPÍRITO SANTO (Lc 4.18,19).

  1. f) Que ofereceu-se em sacrifício pelo ESPÍRITO (Hb 9.14).

g)Que ressuscitou pelo poder do ESPÍRITO (Rm 8.11).

h)Que deu mandamento aos apóstolos após a ressurreição- por intermédio do ESPÍRITO SANTO (Act 1.1,2).

  1. i)Doador do ESPÍRITO SANTO (Act 2.33).

JESUS CRISTO viveu toda a sua vida terrena dependendo inteiramente do ESPÍRITO SANTO e a Ele se sujeitou.

  1. O ESPÍRITO SANTO em Relação ao Crente

Quanto à pessoa do crente, o ESPÍRITO SANTO nele opera:

regenerando-o (Jo 3.3-6).

batizando-o no corpo de CRISTO (Jo 1.32-34).

habitando nele (1 Co 6.15-19).

selando-o (Ef 1.13,14).

proporcionando-lhe segurança (Rm 8.14-16).

fortalecendo-o (Ef 3.16).

enchendo-o da sua virtude (Ef 5.18-20).

libertando-o da lei do pecado e da morte (Rm 8.2).

guiando-o (Rm 8.14).

chamando-o para serviço especial (Act 13.2,4).

orientando-o para serviço especial (Act 8.27-29).

iluminando-o (1 Co 2.12-14).

instruindo-o (Jo 16.13,14).

capacitando-o (1 Ts 1.5).

III. O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO

O evento do batismo com o ESPÍRITO SANTO não deveria surpreender, nem confundir os estudantes das Escrituras, pois é uma bênção já prometida, relacionada com o plano divino da salvação em CRISTO, predito por Joel, Isaias, João Batista e JESUS (Act 2.16-18Is 44.3Mt 3.11Jo 14.16,17).

  1. O Dia de Pentecoste

O dia de Pentecoste foi um dia singular para a Igreja e continua sendo; é que nesse dia aprouve a DEUS, por inter-cessão de JESUS CRISTO, enviar o ESPÍRITO SANTO, a ocupar no mundo e de forma mais precisa, no seio da Igreja, uma posição sem paralelo em toda a história da humanidade. Nesse dia cerca de cento e vinte frágeis discípulos de JESUS foram cheios do ESPÍRITO SANTO e dotados do poder de testemunhar do Evangelho.

Como resultado da experiência do Pentecoste, Pedro pregou com tal autoridade, que cerca de três mil preciosas almas se renderam aos pés de JESUS. Com autoridade sobrenatural acusou os seus ouvintes Judeus de haverem entregue à morte o Filho de DEUS, e exortou-os a se arrependerem de seus pecados. Isto disse como prelúdio, para logo informar-lhes de que a conversão a CRISTO resultaria em receberem a mesma experiência que observavam, com sinais poderosamente evidentes (Act 2.14-41). Atente com interesse para este fato. Pedro proclamou ter a promessa do batismo com o ESPÍRITO referência a todos os homens e não somente àqueles que constituíam a assembléia ali reunida.

  1. Para Quem é a Promessa?

“E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de JESUS CRISTO, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do ESPÍRITO SANTO; porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe; a tantos quantos DEUS nosso Senhor chamar” (Act 2.38,39). De acordo com estas palavras de Pedro, note a extensão e alcance da promessa do batismo com o ESPÍRITO SANTO:

 A promessa é para vós – os Judeus ali presentes, representando os demais compatriotas, isto é, a nação com a qual DEUS fizera a antiga aliança.

 Para os vossos filhos -os que existiam então e as gerações sucessivas.

 Para todos os que ainda estão longe,isto é, para quantos o Senhor nosso DEUS chamar – para todos, universalmente, para os gentios e para qualquer indivíduo que responda à chamada de DEUS, através do Evangelho para a salvação em .CRISTO.

A promessa de Atos 2.39 indica que a gloriosa experiência do batismo com o ESPÍRITO SANTO foi designada por DEUS para todos os crentes, desde o dia de Pentecoste até o fim da presente dispensação.O enchimento do ESPÍRITO SANTO, assinalado pelo falar noutras línguas, como aconteceu no dia de Pentecoste, deveria ser o modelo para essa experiência, para qualquer indivíduo, através da dispensação da Igreja.

3.À Natureza Deste Batismo

Várias palavras e expressões são usadas na Bíblia para simbolizar e descrever a vinda do ESPÍRITO SANTO aos crentes, e seu ministério através destes. Algumas dessas expressões, são:

a) Derramamento

Esta expressão das Escrituras é usada freqüentemente para designar a vinda do ESPÍRITO SANTO à vida do crente. O sentido original da palavra se refere à comunicação de alguma coisa vinda do céu, com grande abundância..(Jl 2.28,29).

b) Batismo

O recebimento do ESPÍRITO SANTO é figurado como batismo: uma total, gloriosa e sobrenatural imersão do Divino ESPÍRITO, o que revela a maneira gloriosa como o ESPÍRITO SANTO envolve, enche e penetra a alma do crente. Assim todo o nosso ser se torna saturado e dominado com a presença refrigeradora de DEUS, pelo seu ESPÍRITO SANTO.

c) Enchimento

Quando o ESPÍRITO veio sobre os discípulos no cenáculo, foram cheios do ESPÍRITO. Evidenciaram estar cheios, a ponto de parecerem estar “embriagados” (Act 2.3).

Esse enchimento não se deu em gotas, caídas como que através dum crivo. Não. No Pentecoste a plenitude do ESPÍRITO os encheu inteiramente, de tal modo que andavam de um lado para outro, falando em novas línguas.

  1. Evidência do Batismo com o ESPÍRITO SANTO

Todos os casos de batismos com o ESPÍRITO SANTO relatados no livro de Atos, constituem uma sólida base para a afirmação de que o falar em línguas estranhas é a evidência física inicial de que o crente foi batizado com o ESPÍRITO SANTO. Detenhamo-nos um pouco em analisar os cinco casos distintos como são apresentados no referido livro.

  1. a) No Dia de Pentecoste

“E todos foram cheios do ESPÍRITO SANTO, e começaram a falar noutras línguas, conforme o ESPÍRITO SANTO lhes concedia que falassem” (Act 2.4). Esta foi a primeira manifestação do ESPÍRITO SANTO, após JESUS ter dito: “…e vós sereis batizados com o ESPÍRITO SANTO, não muito depois destes dias” (Act 1.5). A demonstração comum ou evidência física inicial de que todos os presentes no cenáculo foram cheios do ESPÍRITO SANTO, foi que todos falaram em línguas estranhas; línguas que não haviam aprendido, faladas, portanto, pela operação sobrenatural do ESPÍRITO SANTO.

b) Entre os Crentes Samaritanos

“Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, ouvindo que Samaria recebera a Palavra de DEUS, enviaram lá Pedro e João, os quais, tendo descido, oraram por eles para que recebessem o ESPÍRITO SANTO. (Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido, mas somente eram batizados em nome do Senhor JESUS). Então lhes impuseram as mãos, e receberam o ESPÍRITO SANTO” (Act 8.14-17).

Ainda que o texto bíblico citado não mostre explicitamente que os samaritanos hajam falado em línguas estranhas como evidência do batismo com o ESPÍRITO SANTO, estudiosos das Escrituras são da opinião de que eles tenham falado em línguas; pois, se não houvesse a manifestação das línguas, como os apóstolos teriam notado a diferença entre eles antes e depois da oração com imposição de mãos?Lucas diz que “Simão, vendo que pela imposição das mãos dos apóstolos era dado o ESPÍRITO SANTO, lhes ofereceu dinheiro…”(Act 8.18). Simão não seria suficientemente tolo a ponto de propor dinheiro para adquirir poderes para realizar operações espirituais abstratas. Ele almejava poderes para operar fenômenos como os que ele via e ouvia naquele momento.

c) Sobre Saul em Damasco

“E Ananias foi, e entrou na casa, e, impondo-lhe as mãos, disse: Irmão Saulo, o Senhor JESUS, que te apareceu no caminho por onde vinhas, me enviou, para que tornes a ver e sejas cheio do ESPÍRITO SANTO, e logo lhe caíram dos olhos como que umas escamas, e recuperou a vista; e, levantando-se, foi batizado” (Act 9.17,18). Também no caso de Saulo, o texto bíblico não diz explicitamente que ele tenha falado em línguas, porém diz que ele foi cheio do ESPÍRITO. Ora, se é válido admitir que ele foi cheio do ESPÍRITO SANTO naquele momento, por que, então, duvidar que ele haja falado em línguas? Do punho do próprio Paulo lemos as seguintes palavras: “Dou graças a DEUS,.porque falo mais línguas do que vós todos” (1 Co 14.18).

d) Em Casa do Centurião Cornélio

“E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o ESPÍRITO SANTO sobre todos que ouviam a palavra. E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do ESPÍRITO SANTO se derramasse também sobre os gentios. Porque os ouviam falar línguas, e magnificar a DEUS” (Act 10.44-46). Foi a ênfase dada por Pedro e seus companheiros a que os gentios em Cesaréia haviam recebido o dom do ESPÍRITO SANTO, tal qual eles no dia de Pentecoste, que apaziguou os ânimos dos apóstolos em Jerusalém, de sorte que disseram: “Na verdade até aos gentios deu DEUS arrependimento para a vida!”(Act 11.18).

e) Sobre os Discípulos em Êfeso

“E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o ESPÍRITO SANTO; e falavam línguas e profetizavam” (Act 19.6). Observe: vinte anos após o dia de Pentecoste, o batismo com o ESPÍRITO SANTO ainda era acompanhado com a evidência inicial de falar línguas estranhas. Esta evidência satisfazia não só a um dos requisitos da doutrina apostólica quanto à manifestação do ESPÍRITO SANTO, como também cumpria a promessa de JESUS: “Estes sinais seguirão aos que crêem: …falarão novas línguas” (Marc 16.17). Crisóstomo, um dos grandes mestres da Igreja antiga, afirmou, muitos anos após os dias de Paulo: “Quem quer que fosse batizado nos dias apostólicos, logo falava línguas: recebiam eles o ESPÍRITO SANTO”.

  1. OS DONS DO ESPÍRITO SANTO

Dentre as insondáveis riquezas espirituais que DEUS coloca à disposição da sua Igreja na terra, destacam-se os dons sobrenaturais do ESPÍRITO SANTO, apresentados pelo apóstolo Paulo” (1 Co 12.11) como agentes de poder e de vitória desta mesma Igreja.

O professor Antônio Gilberto define dons do ESPÍRITO SANTO como sendo “uma dotação ou concessão especial e sobrenatural de capacidade divina para serviço especial da execução do propósito divino para a Igreja e através dela”. Em resumo – “é uma operação especial e sobrenatural do ESPÍRITO SANTO por meio do crente”. Numa definição mais resumida, Stanley Horton define os dons do ESPÍRITO SANTO como sendo “faculdades da pessoa divina operando no homem”.

1.Os Dons do ESPÍRITO SANTO em 1 Coríntios

Escreve o apóstolo Paulo que “… a um é dada, mediante o ESPÍRITO, a palavra da sabedoria; e a outro, segundo o mesmo ESPÍRITO, a palavra do conhecimento; a outro, no mesmo ESPÍRITO, fé; e a outro no mesmo ESPÍRITO, dons de curar; a outro, operação de milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de ESPÍRITOs; a um variedade de línguas; e a outro, capacidade para interpretá-las” (1 Co 12.8-10).

Vale ressaltar que os dons são do ESPÍRITO SANTO e não daqueles através dos quais eles operam. A torneira não pode dizer de si mesma: “Eu produzo água”, pois seria uma inverdade. Quem produz água é a fonte. A torneira é apenas o canal através do qual a água flui.Os dons são do ESPÍRITO SANTO, e, através deles, o ESPÍRITO opera em quem quer, como quer, quando quer e onde quer, com a finalidade precípua de edificar a Igreja, o corpo vivo de CRISTO.

2.Classificação dos Dons Espirituais

Para melhor apresentação dos dons do ESPÍRITO SANTO, alguns estudiosos têm usado classificá-los da seguinte maneira:

  1. a) Dons de Revelação:
  • Palavra do conhecimento

Palavra da sabedoria

Discernimento de ESPÍRITOs

  1. b) Dons de Poder:

Dons de curar

Operação de milagres

  1. c) Dons de Inspiração:

Variedade de línguas

Interpretação das línguas

Profecia

Frank M. Boyd declarou que “a menos que os dons do ESPÍRITO sejam claramente definidos e cuidadosamente classificados em primeiro lugar, seu propósito não será entendido e podem ser mal usados; a glória do Senhor pode ser roubada; e a Igreja pode deixar de receber grandes benefícios que esses dons devem trazer”.

  1. Dons de Revelação

Os dons de revelação são não somente necessários, mas igualmente indispensáveis àqueles que cuidam do governo e orientação da Igreja do Senhor JESUS CRISTO na terra. Desde os mais remotos tempos do Antigo Testamento, esta categoria de dons esteve em evidência no ministério de juízes, sacerdotes, reis e profetas condutores do povo de Israel.

  1. a) Palavra do Conhecimento

Este dom tem sido definido como sendo a revelação sobrenatural dalgum fato que existe na mente de DEUS, mas que o homem, devido às suas naturais limitações, não pode conhecer, a não ser que o ESPÍRITO SANTO lhe revele. Exemplos da manifestação deste dom são encontrados nos ministérios de Samuel, Eliseu, Aías, JESUS, Pedro e Paulo (1 Sm 9.15,2010.222 Rs 5.20,266.81 Rs 14.6Jo 1.484.18Lc 19.5Mt 16.23Act 5.3,4). Através deste dom, segredos do mais profundo do coração são revelados, enquanto que obstáculos ao desenvolvimento da Igreja são manifestos, e desmascarada toda e qualquer hipocrisia. Este dom é de grande importância para o ministério ordinário da Igreja, pois pode apontar os maus obreiros, possíveis candidatos ao ministério cristão.

  1. b) Palavra da Sabedoria

Este dom é uma palavra (uma proclamação, uma declaração) de sabedoria, dada por DEUS através da revelação do ESPÍRITO SANTO, para satisfazer a necessidade de solução urgente dum problema particular. Não se deve confundi-lo, portanto, com a sabedoria num sentido amplo e geral. Não depende da habilidade cultural humana de solucionar problemas, pois é uma revelação do conselho divino. Nos domínios do ministério cristão, este dom se aplica tanto ao ensino da doutrina bíblica, quanto à solução de problemas em geral.

  1. c) Discernimento de ESPÍRITOs

Através deste dom, DEUS revela ao crente a fonte e o propósito de toda e qualquer forma de poder espiritual. Através dele o ESPÍRITO SANTO revelou a Paulo que tipo de ESPÍRITO operava na jovem de Filipos, (Act 16.18) e fez Paulo resistir a Elimas, condenando-o à cegueira (Act 13.11). Note que não se trata do “dom” de julgar ou fazer juízo doutras pessoas.Este é sem dúvida um dos dons de maior valia para o ministro nos dias hodiernos, pois, em meio a tanta contrafação e imitação nos domínios da fé e da religião, o obreiro a quem falte este dom, estará em apuros, pondo em risco a integridade da doutrina e da segurança do rebanho que DEUS lhe confiou.

  1. Dons de Poder

Os dons de poder formam o segundo grupo dos dons do ESPÍRITO SANTO, e existem em função do sucesso e do cumprimento da grande comissão dada por JESUS CRISTO. Como o Evangelho é o poder de DEUS, é natural que tenha a sua pregação confirmada com sinais e maravilhas sobrenaturais, que ratificam esse Evangelho e lhe dão patente divina.

  1. a) Dons de Curar

No grego o dom (curar), como o seu efeito, está no plural, o que dá a entender que existe uma variedade de modos na operação deste dom. Assim, um servo de DEUS pode não ter todos os dons de curar, e, por isso, às vezes, muitos não são curados por sua intercessão. Por exemplo, Paulo orou pelo pai de Públio, que se achava com febre e desinteira, na ilha de Malta, e JESUS o curou (Act 28.8), porém foi forçado a deixar o seu amigo Trófimo doente em Mileto (2 Tm 4.20). Como são diferentes os tipos de enfermidades, é evidente que há um dom de cura para cada tipo de enfermidade: orgânica, psicossomática ou de patogenia espiritual.

  1. b) Operação de Milagres

Ambas as palavras aparecem no original grego, no plural, o que sugere que há uma variedade de modos de milagres e de atos de poder. Por milagres ou maravilhas, entende-se todo e qualquer fenômeno que altera uma lei preestabelecida. “Milagres” e “Maravilhas” são plurais da palavra “poder” em Atos 1.8, que significa: atos de poder grandiosos, sobrenaturais, que vão além do que o homem pode ver.A operação de milagres só acontece em relação às operações de DEUS (Mt 14.2Marc 6.14Gl 4.5Fp 3.21) ou de Satanás (2 Ts 2.7,9Ef 2.2). Nesses atos de poder de DEUS que infligem derrota a Satanás, poderíamos incluir o juízo de cegueira sobre Elimas, o mágico (Act 3.9-11) e a expulsão de demônios.

Também pode ser classificado como milagre o resultado da operação divina na cura de determinadas enfermidades, para as quais ainda não existe remédio, como por exemplo: certos tipos de câncer, alguns tipos de cegueira, surdez, mudez, e determinados tipos de paralisia, etc.

  1. c) Fé

O dom da fé envolve uma fé especial, diferente da fé para salvação, ou da fé que é mostrada por Paulo como um dos aspectos do fruto do ESPÍRITO em Gaiatas 5.22. O dom da fé traduz uma fé especial e sobrenatural, verdadeiro apelo a DEUS no sentido de que Ele intervenha, quando todos os recursos humanos se têm esgotado. Foi este o tipo de fé com o qual foram dotados os grandes heróis mostrados na galeria de Hebreus 11.

  1. Dons de Inspiração

Este é o terceiro e último grupo dos nove dons do ESPÍRITO SANTO registrados pelo apóstolo Paulo no capítulo 12 da sua primeira epístola aos Coríntios. Ao contrário dos dois primeiros grupos de dons, em geral exercidos pelo ministério responsável pela administração da Igreja, este último grupo tem se feito experiência comum para os crentes em geral.

  1. a) Variedade de Língua

Variedade de línguas é a expressão falada e sobrenatural duma língua nunca estudada pela pessoa que fala; uma palavra anunciada pelo poder do ESPÍRITO SANTO, não compreendida por quem fala, e usualmente incompreensível para a pessoa que a ouve. Nada tem a ver com a facilidade de assimilar línguas estrangeiras (poliglotismo); tampouco tem a ver com o intelecto. É a manifestação da mente de DEUS por intermédio dos órgãos da fala do ser humano (glossolália).

  1. b) Interpretação das Línguas

O dom de interpretação de línguas é o único dos nove dons espirituais cuja existência ou função, depende de outro dom – a variedade de línguas. Conseqüentemente, não havendo o dom de variedade de línguas, não pode haver a interpretação de línguas.”Interpretação” aqui não é a mesma coisa que tradução. A interpretação geralmente alonga-se mais que a simples tradução.O dom de interpretação de línguas revela o poder, a riqueza, a soberania e a sabedoria de DEUS. Por certo que este dom não implica em que haja algum tipo de conhecimento do idioma por parte do intérprete.A interpretação de línguas é em si mesma um dom tão miraculoso quanto o é o próprio dom de variedade de línguas.

  1. c) Profecia

A profecia é uma manifestação do ESPÍRITO de DEUS e não da mente do homem, e é concedida a cada um, visando a um fim proveitoso (1 Co 12.7). Embora o dom da profecia nada tenha a ver com os poderes normais do raciocínio humano, pois é algo muito superior, isso não impede que qualquer crente possa exercitá-lo: “Porque todos podereis profetizar, um após outro, para todos aprenderem e serem consolados” (1 Co 14.31). Ainda que nalguns casos o dom da profecia possa ser exercido simultaneamente com a pregação da Palavra, é evidente que esse dom é dotado de um elemento sobrenatural, não devendo, portanto, ser confundido com a simples habilidade de pregar o Evangelho.”Edificação”, “exortação” e “consolação” são os três elementos básicos da profecia, e a razão de ser e de existir desse dom. Portanto, a profecia não deve ser exercida com propósito governativo da igreja local.

  1. O FRUTO DO ESPÍRITO SANTO

Antes do grande avivamento pentecostal iniciado no começo deste século, dava-se bastante ênfase ao fruto do ESPÍRITO, enquanto que os dons eram ignorados. Para por fim a esse desequilíbrio, começou-se a dar ênfase aos dons e quase a ignorar o fruto do ESPÍRITO. Hoje, no entanto, a situação parece bem mais delicada, devido ao fato de estar sendo dada pouca ênfase tanto aos dons quanto ao fruto do ESPÍRITO.Evidentemente, esta posição coloca-nos em desacordo com a Bíblia Sagrada, devendo, portanto, levar-nos a uma tomada de posição quanto ao assunto.

  1. Relação dos Dons e do Fruto do ESPÍRITO SANTO

De acordo com o apóstolo Paulo, em sua primeira carta aos Coríntios 12.8-10 e Gaiatas 5.22, são os seguintes os dons e os aspectos do fruto do ESPÍRITO:

  1. a) Os Dons do ESPÍRITO
  • Palavra da sabedoria
  • Palavra do conhecimento

Dons de Curar

Operação de milagres

Profecia

Discernimento de ESPÍRITOs

Variedade de línguas

Interpretação de línguas.

  1. b) O Fruto do ESPÍRITO

Caridade

Gozo

Paz

Longanimidade

Benignidade

Bondade

Mansidão

Temperança

O fato de os dons serem em número de nove e o fruto do ESPÍRITO ser nônuplo em seus aspectos, parece não passar duma mera coincidência, porém, não é assim. Levando em consideração que o ESPÍRITO SANTO foi o divino inspirador de toda a Bíblia, temos de considerar também o interesse divino em nos comunicar um grande e necessário ensino através dessa aparente coincidência.

2.Distinção Entre Dons e Fruto do ESPÍRITO

Não obstante os dons e o fruto procederem do mesmo ESPÍRITO, dons e fruto são diferentes entre si. Por exemplo:

Os dons são dados, recebidos, enquanto o fruto é gerado em nós.

Os dons vêm após o batismo com o ESPÍRITO SANTO, enquanto o fruto começa com a obra do ESPÍRITO, a partir da regeneração.

Os dons vêm de fora, do Alto, enquanto o fruto vem do interior.

Os dons vêm completos, perfeitos, enquanto o fruto requer tempo para crescer e desenvolver-se.

Os dons são dotações de poder de DEUS, enquanto que o fruto é uma expressão do caráter de CRISTO.

Os dons revelam concessão de poder e graça especial, enquanto o fruto se relaciona com o caráter do portador.

Os dons são a operação soberana do ESPÍRITO SANTO, enquanto o fruto (também do ESPÍRITO) nos vem mediante JESUS CRISTO.

Os dons são distintos, enquanto o fruto, sendo nônuplo, é indivisível.

Os dons conferem poder, enquanto que o fruto confere autoridade.

Os dons comunicam espiritualidade, enquanto o fruto comunica irrepreensão.

Os dons identificam-se com o que fazemos, enquanto o fruto identifica-se com o que somos.

Os dons podem ser imitados, enquanto que o fruto jamais o será.

3.Definição do Fruto do ESPÍRITO

Numa análise do fruto do ESPÍRITO, apontando o amor como o aspecto exaltado do mesmo fruto, escreve o Dr. Boyd:

“Gozo é o amor obedecendo.

Paz é o amor repousando.

Longanimidade é o amor sofrendo.

Benignidade è o amor mostrando compaixão.

Bondade é o amor agindo.

Fé é o amor confiando.

Mansidão é o amor suportando.

Temperança é o amor controlando”.

4.Equilíbrio Entre Dons e Fruto do ESPÍRITO

A orientação divina dada a Moisés quanto ao adorno das vestes sacerdotais no Antigo Testamento, dá-nos uma vista adequada da harmonia que deve existir entre os dons e o fruto do ESPÍRITO.”E nas suas bordas farás romãs de azul, e de púrpura, e de carmesim, ao redor das bordas; e campainhas de ouro do meio delas ao redor. Uma campainha de ouro, e uma romã, outra campainha de ouro, e outra romã, haverá nas bordas do manto, ao redor; e estará sobre Arão quando ministrar, para que se ouça o seu sonido quando entrar no santuário diante do Senhor” (Ex 28.33-35). Não foi orientação divina seqüenciar uma campainha doutra campainha. Também não diz: “Uma romã, outra romã e mais outra romã”, mas afirma: “Uma campainha de ouro, e uma romã; outra campainha de ouro, e outra romã”, e assim por diante.Aplicado este princípio divino ao equilíbrio que deve existir entre dons e fruto do ESPÍRITO, o ideal é: um dom, o fruto; outro dom, o fruto; outro dom ainda, o fruto e assim sucessivamente (A Doutrina Pentecostal Hoje – CPAD – todas as páginas correspondentes aos Dons do ESPÍRITO).

 

 

O ESPÍRITO SANTO NO ANTIGO TESTAMENTO (Estudos Doutrinarios da Biiblia de Estudo Pentecostal – CPAD)

O ESPÍRITO SANTO NO ANTIGO TESTAMENTO

Jl 2.28,29 “E há de ser que, depois, derramarei o meu ESPÍRITO sobre toda a carne,e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões. E também sobre os servos e servas, naqueles dias, derramarei o meu ESPÍRITO.”

 

O ESPÍRITO SANTO é a terceira pessoa do DEUS Eterno, Trino e Uno (ver Mc 1.11). Embora a plenitude do seu poder não tivesse sido revelada antes do ministério de JESUS e, posteriormente, no Pentecoste (ver At 2), há trechos do AT que se referem a Ele e à sua obra. Este estudo examina os ensinamentos do AT a respeito do ESPÍRITO SANTO.

TERMO EMPREGADO. A palavra hebraica para “ESPÍRITO” é ruah que, às vezes, é traduzida por “vento” e “sopro”. Sendo assim, as referências no AT ao sopro de DEUS e ao vento da parte de DEUS (e.g., Gn 2.7;Ez 37.9,10,14) também podem referir-se à obra do ESPÍRITO de DEUS.

 

A OBRA DO ESPÍRITO SANTO NO ANTIGO TESTAMENTO. A Bíblia descreve várias atividades do ESPÍRITO SANTO no Antigo Testamento.

1- O ESPÍRITO SANTO desempenhou um papel ativo na criação. O segundo versículo da Bíblia diz que “o ESPÍRITO de DEUS se movia sobre a face das águas” (Gn 1.2), preparando tudo para que a palavra criadora de DEUS desse forma ao mundo. Tanto o Verbo de DEUS (i.e., a segunda pessoa da Trindade) quanto o ESPÍRITO de DEUS, foram agentes na criação (ver Jó 26.13Sl 33.6;). O ESPÍRITO também é o autor da vida. Quando DEUS criou Adão, foi indubitavelmente o seu ESPÍRITO quem soprou no homem o fôlego da vida (Gn 2.7; cf. Jó 27.3). O ESPÍRITO SANTO continua a dar vida às criaturas de DEUS (Jó 33.4Sl 104.30).

2- O ESPÍRITO estava ativo na comunicação da mensagem de DEUS ao seu povo. Era o ESPÍRITO, por exemplo, quem instruía os israelitas no deserto (Ne 9.20). Quando os salmistas de Israel compunham seus cânticos, faziam-no mediante o ESPÍRITO do Senhor (2Sm 23.2; cf. At 1.16,20; Hb 3.7-11). Semelhantemente, os profetas eram inspirados pelo ESPÍRITO de DEUS a declarar sua palavra ao povo (Nm 11.291Sm 10.5,6,10; 2Cr 20.14; 24.19,20; Ne 9.30Is 61.1-3Mq 3.8Zc 7.12; cf. 2Pe 1.20,21). Ezequiel ensina que os falsos profetas “seguem o seu próprio ESPÍRITO” ao invés de andarem segundo o ESPÍRITO de DEUS (Ez 13.2,3). Era possível, entretanto, o ESPÍRITO de DEUS vir sobre alguém que não tinha um relacionamento genuíno com DEUS para levá-lo a entregar uma mensagem verdadeira ao povo (ver Nm 24.2).

3- A liderança do povo de DEUS no AT era fortalecida pelo ESPÍRITO do Senhor. Moisés, por exemplo, estava em tão estreita harmonia com o ESPÍRITO de DEUS que compartilhava dos próprios sentimentos de DEUS; sofria quando Ele sofria, e ficava irado contra o pecado quando Ele se irava (ver Êx 33.11; cf. Êx 32.19). Quando Moisés escolheu, em obediência à ordem do Senhor, setenta anciãos para ajudá-lo a liderar os israelitas, DEUS tomou do ESPÍRITO que estava sobre Moisés, e o colocou sobre eles (Nm 11.16,17; ver 11.12).. Semelhantemente, quando Josué foi comissionado para que sucedesse Moisés como líder, DEUS indicou que “o ESPÍRITO” (i.e., o ESPÍRITO SANTO) estava nele (Nm 27.18). O mesmo ESPÍRITO veio sobre Gideão (Jz 6.34), Davi (1Sm 16.13) e Zorobabel (Zc 4.6). Noutras palavras, no AT a maior qualificação para a liderança era a presença do ESPÍRITO de DEUS.

4- O ESPÍRITO de DEUS também vinha sobre indivíduos a fim de equipá-los para serviços especiais. Um exemplo notável, no AT, era José, a quem fora outorgado o ESPÍRITO para capacitá-lo a agir de modo eficaz na casa de Faraó (Gn 41.38-40). Note, também, Bezalel e Ooliabe, aos quais DEUS concedeu a plenitude do seu ESPÍRITO para que fizessem o trabalho artístico necessário à construção do Tabernáculo, e também para ensinarem aos outros (ver Êx 31.1-1135.30-35). A plenitude do ESPÍRITO SANTO, aqui, não é exatamente a mesma coisa que o batismo no ESPÍRITO SANTO no NT. No AT, o ESPÍRITO SANTO vinha sobre uns poucos indivíduos selecionados para servirem a DEUS de modo especial, e os revestia de poder (ver Êx 31.3). O ESPÍRITO do Senhor veio sobre muitos dos juízes, tais como Otniel (Jz 3.9,10). Gideão (Jz

5- Jefté (Jz 11.29) e Sansão (Jz 14.5,615.14-16). Estes exemplos revelam o princípio divino que ainda perdura: quando DEUS opta por usar grandemente uma pessoa, o seu ESPÍRITO vem sobre ela.

6- Havia, ainda, uma consciência no AT de que o ESPÍRITO desejava guiar as pessoas no terreno da retidão. Davi dá testemunho disto em alguns dos seus salmos (Sl 51.10-13143.10). O povo de DEUS, que seguia o seu próprio caminho ao invés de ouvir a voz de DEUS, recusava-se a seguir o caminho do ESPÍRITO (ver Gn 16.2). Os que deixam de viver pelo ESPÍRITO de DEUS experimentam, inevitavelmente, alguma forma de castigo divino (ver Nm 14.29Dt 1.26).

7- Note que, nos tempos do AT, o ESPÍRITO SANTO vinha apenas sobre umas poucas pessoas, enchendo-as a fim de lhes dar poder para o serviço ou a profecia. Não houve nenhum derramamento geral do ESPÍRITO SANTO sobre Israel. O derramamento do ESPÍRITO SANTO de forma mais ampla (cf. _ 2.28,29; At 2.4,16-18) começou no grande dia de Pentecoste.

 

A PROMESSA DO PLENO PODER DO ESPÍRITO SANTO.

O AT antegozava a era vindoura do ESPÍRITO, i.e., a era do NT. (1) Em várias ocasiões, os profetas falaram a respeito do papel que o ESPÍRITO desempenharia na vida do Messias. Isaías, em especial, caracterizou o Rei vindouro, o Servo do Senhor, como uma pessoa sobre quem o ESPÍRITO de DEUS repousaria de modo especial (ver Is 11.1-442.161.1-3). Quando JESUS leu as palavras de Isaías 61em Nazaré, cidade onde morava, terminou dizendo: “Hoje, se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos” (Lc 4.21).

 

Outras profecias do AT anteviam o período do derramamento geral do ESPÍRITO SANTO sobre a totalidade do povo de DEUS. Entre esses textos, o de maior destaque é 2.28,29, citado por Pedro no dia de Pentecoste (At 2.17,18). Mas a mesma mensagem também se acha em Is 32.15-1744.3-559.20,21Ez 11.19,2036.26,2737.1439.29. DEUS prometeu que, quando a vida e o poder do seu ESPÍRITO viessem sobre o seu povo, os seus seriam capacitados a profetizar, ver visões, ter sonhos proféticos, viver uma vida em santidade e retidão, e a testemunhar com grande poder. Por conseguinte, os profetas do AT previram a era messiânica. E, a respeito dela, profetizaram que o derramamento e a plenitude do ESPÍRITO SANTO viriam sobre toda a humanidade. E foi o que aconteceu no domingo do Pentecoste (dez dias depois de JESUS ter subido ao céu), com uma subseqüente gigantesca colheita de almas (cf. 2.28,32;Atos 2.414.4; 13,44,48,49).

 

A DOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO (Estudos Doutrinarios da Biiblia de Estudo Pentecostal – CPAD)

 

A DOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO

At 5.3,4 “Disse, então, Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao ESPÍRITO SANTO e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a, não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a DEUS.”

 

É essencial que os crentes reconheçam a importância do ESPÍRITO SANTO no plano divino da redenção. Sem a presença do ESPÍRITO SANTO neste mundo, não haveria a criação, o universo, nem a raça humana (Gn 1.2Jó 26.1333.4Sl 104.30). Sem o ESPÍRITO SANTO, não teríamos a Bíblia (2Pe 1.21), nem o NT (Jo 14.261Co 2.10) e nenhum poder para proclamar o evangelho (1.8). Sem o ESPÍRITO SANTO, não haveria fé, nem novo nascimento, nem santidade e nenhum cristão neste mundo. Este estudo examina alguns dos ensinamentos básicos a respeito do ESPÍRITO SANTO.

 

A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO.

Através da Bíblia, o ESPÍRITO SANTO é revelado como Pessoa, com sua própria individualidade (2Co 3.17,18Hb 9.141Pe 1.2). Ele é uma Pessoa divina como o Pai e o Filho (5.3,4). O ESPÍRITO SANTO não é mera influência ou poder. Ele tem atributos pessoais, a saber: Ele pensa (Rm 8.27), sente (Rm 15.30), determina (1Co 12.11) e tem a faculdade de amar e de deleitar-se na comunhão. Foi enviado pelo Pai para levar os crentes à íntima presença e comunhão com JESUS (Jo 14.16-18,26;). À luz destas verdades, devemos tratá-lo como pessoa, que é, e considerá-lo DEUS vivo e infinito em nosso coração, digno da nossa adoração, amor e dedicação (ver Mc 1.11,).

A OBRA DO ESPÍRITO SANTO. (1) A revelação do ESPÍRITO SANTO no AT. Para uma exposição da operação do ESPÍRITO SANTO no AT. (2) A revelação do ESPÍRITO SANTO no NT. (a) O ESPÍRITO SANTO é o agente da salvação. Nisto Ele convence-nos do pecado (Jo 16.7,8), revela-nos a verdade a respeito de JESUS (Jo 14.16,26), realiza o novo nascimento (Jo 3.3-6), e faz-nos membros do corpo de CRISTO (1Co

 

1- Na conversão, nós, crendo em CRISTO, recebemos o ESPÍRITO SANTO (Jo 3.3-620.22) e nos tornamos co-participantes da natureza divina (2Pe 1.4;). (b) O ESPÍRITO SANTO é o agente da nossa santificação. Na conversão, o ESPÍRITO passa a habitar no crente, que começa a viver sob sua influência santificadora (Rm 8.91Co 6.19). Note algumas das coisas que o ESPÍRITO SANTO faz, ao habitar em nós. Ele nos santifica, i.e., purifica, dirige e leva-nos a uma vida santa, libertando-nos da escravidão ao pecado (Rm 8.2-4Gl 5.16,172Ts 2.13). Ele testifica que somos filhos de DEUS (Rm 8.16), ajuda-nos na adoração a DEUS (At 10.45,46; Rm 8.26,27) e na nossa vida de oração, e intercede por nós quando clamamos a DEUS (Rm

8.26,27). Ele produz em nós as qualidades do caráter de CRISTO, que O glorificam (Gl 5.22,231Pe

 

2- Ele é o nosso mestre divino, que nos guia em toda a verdade (Jo 16.1314.261Co 2.10-16) e também nos revela JESUS e nos guia em estreita comunhão e união com Ele (Jo 14.16-1816.14). Continuamente, Ele nos comunica o amor de DEUS (Rm 5.5) e nos alegra, consola e ajuda (Jo 14.161Ts 1.6). (c) O ESPÍRITO SANTO é o agente divino para o serviço do Senhor, revestindo os crentes de poder para realizar a obra do Senhor e dar testemunho dEle. Esta obra do ESPÍRITO SANTO relaciona-se com o batismo ou com a plenitude do ESPÍRITO. Quando somos batizados no ESPÍRITO, recebemos poder para testemunhar de CRISTO e trabalhar de modo eficaz na igreja e diante do mundo (1.8). Recebemos a mesma unção divina que desceu sobre CRISTO (Jo 1.32,33) e sobre os discípulos (2.4; ver 1.5), e que nos capacita a proclamar a Palavra de DEUS (1.84.31) e a operar milagres (2.433.2-85.156.810.38). O plano de DEUS é que todos os cristãos atuais recebam o batismo no ESPÍRITO SANTO (2.39). Para realizar o trabalho do Senhor, o ESPÍRITO SANTO outorga dons espirituais aos fiéis da igreja para edificação e fortalecimento do corpo de CRISTO (1Co 12—14). Estes dons são uma manifestação do ESPÍRITO através dos santos, visando ao bem de todos (1Co 12.7-11). (d) O ESPÍRITO SANTO é o agente divino que batiza ou implanta os crentes no corpo único de CRISTO, que é sua igreja (1Co 12.13) e que permanece nela (1Co 3.16), edificando-a (Ef 2.22), e nela inspirando a adoração a DEUS (Fp 3.3), dirigindo a sua missão (13.2,4), escolhendo seus obreiros (20.28) e concedendo-lhe dons (1Co 12.4-11), escolhendo seus pregadores (2.41Co 2.4), resguardando o evangelho contra os erros (2Tm 1.14) e efetuando a sua retidão (Jo 16.81Co 3.161Pe 1.2).

 

3- As diversas operações do ESPÍRITO são complementares entre si, e não contraditórias. Ao mesmo tempo, essas atividades do ESPÍRITO SANTO formam um todo, não havendo plena separação entre elas. Alguém não pode ter (a) a nova vida total em CRISTO, (b) um SANTO viver, (c) o poder para testemunhar do Senhor ou (d) a comunhão no seu corpo, sem exercitar estas quatro coisas. Por exemplo: uma pessoa não pode conservar o batismo no ESPÍRITO SANTO se não vive uma vida de retidão, produzida pelo mesmo ESPÍRITO, que também quer conduzir esta mesma pessoa no conhecimento das verdades bíblicas e sua obediência às mesmas.

 

O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO (Estudos Doutrinarios da Biiblia de Estudo Pentecostal)

O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO

At 1.5 “Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o ESPÍRITO SANTO, não muito depois destes dias.”

Uma das doutrinas principais das Escrituras é o batismo no ESPÍRITO SANTO (ver 14 nota sobre “batismo no”, ao invés de “batismo com”, o ESPÍRITO SANTO). A respeito do batismo no ESPÍRITO SANTO, a Palavra de DEUS ensina o seguinte:

1- O batismo no ESPÍRITO é para todos que professam sua fé em CRISTO; que nasceram de novo, e, assim, receberam o ESPÍRITO SANTO para neles habitar.

2- Um dos alvos principais de CRISTO na sua missão terrena foi batizar seu povo no ESPÍRITO (Mt 3.11Mc 1.8Lc 3.16Jo 1.33). Ele ordenou aos discípulos não começarem a testemunhar até que fossem batizados no ESPÍRITO SANTO e revestidos do poder do alto (Lc 24.49At 1.4.5.8).

3- O batismo no ESPÍRITO SANTO é uma obra distinta e à parte da regeneração, também por Ele efetuada. Assim como a obra santificadora do ESPÍRITO é distinta e completiva em relação à obra regeneradora do mesmo ESPÍRITO, assim também o batismo no ESPÍRITO complementa a obra regeneradora e santificadora do ESPÍRITO. No mesmo dia em que JESUS ressuscitou, Ele assoprou sobre seus discípulos e disse: “Recebei o ESPÍRITO SANTO” (Jo 20.22), indicando que a regeneração e a nova vida estavam-lhes sendo concedidas. Depois, Ele lhes disse que também deviam ser “revestidos de poder” pelo ESPÍRITO SANTO (Lc 24.49; cf. At 1.5,8). Portanto, este batismo é uma experiência subseqüente à regeneração (ver 11.1719.6).

4- Ser batizado no ESPÍRITO significa experimentar a plenitude do ESPÍRITO, (cf. 152.4). Este batismo teria lugar somente a partir do dia de Pentecoste. Quanto aos que foram cheios do ESPÍRITO SANTO antes do dia de Pentecoste (e.g. Lc 1.15,67), Lucas não emprega a expressão “batizados no ESPÍRITO SANTO”. Este evento só ocorreria depois da ascensão de CRISTO (1.2-5Lc 24.49-51Jo 16.7-14).

5- O livro de Atos descreve o falar noutras línguas como o sinal inicial do batismo no ESPÍRITO SANTO (2.4; 10.45,46; 19.6).

6- O batismo no ESPÍRITO SANTO outorgará ao crente ousadia e poder celestial para este realizar grandes obras em nome de CRISTO e ter eficácia no seu testemunho e pregação (cf. 182.14-414.31; 6.8Rm 15.18,191Co 2.4). Esse poder não se trata de uma força impessoal, mas de uma manifestação do ESPÍRITO SANTO, na qual a presença, a glória e a operação de JESUS estão presentes com seu povo (Jo 14.16-1816.141Co 12.7).

7- Outros resultados do genuíno batismo no ESPÍRITO SANTO são: (a) mensagens proféticas e louvores (2.4, 1710.461Co 14.2,15); (b) maior sensibilidade contra o pecado que entristece o

ESPÍRITO SANTO, uma maior busca da retidão e uma percepção mais profunda do juízo divino contra a impiedade (ver Jo 16.8At 1.8); (c) uma vida que glorifica a JESUS CRISTO (Jo 16.13,14At3.3;

 (d) visões da parte do ESPÍRITO (2.17); (e) manifestação dos vários dons do ESPÍRITO SANTO (1Co 12.4-10); (f) maior desejo de orar e interceder (2.41,42; 3.14.23-316.410.9Rm 8.26); (g) maior amor à Palavra de DEUS e melhor compreensão dela (Jo 16.13At 2.42) e (h) uma convicção cada vez maior de DEUS como nosso Pai (At 1.4; Rm 8.15Gl 4.6).

 

1- A Palavra de DEUS cita várias condições prévias para o batismo no ESPÍRITO SANTO. (a) Devemos aceitar pela fé a JESUS CRISTO como Senhor e Salvador e apartar-nos do pecado e do mundo (2.38-408.12-17). Isto importa em submeter a DEUS a nossa vontade (“àqueles que lhe obedecem”,

2- Devemos abandonar tudo o que ofende a DEUS, para então podermos ser “vaso para honra, santificado e idôneo para o uso do Senhor” (2Tm 2.21). (b) É preciso querer o batismo. O crente deve ter grande fome e sede pelo batismo no ESPÍRITO SANTO (Jo 7.37-39; cf. Is 44.3Mt 5.66.33). c)Muitos recebem o batismo como resposta à oração neste sentido (Lc 11.13At 1.14; 2.1-44.318.15,17). (d) Devemos esperar convictos que DEUS nos batizará no ESPÍRITO SANTO (Mc 11.24; At

1.4,5).

1- O batismo no ESPÍRITO SANTO permanece na vida do crente mediante a oração (4.31), o testemunho (4.31, 33), a adoração no ESPÍRITO (Ef 5.18,19) e uma vida santificada (ver Ef 5.18 notas). Por mais poderosa que seja a experiência inicial do batismo no ESPÍRITO SANTO sobre o crente, se ela não for expressa numa vida de oração, de testemunho e de santidade, logo se tornará numa glória desvanecente.

2- O batismo no ESPÍRITO SANTO ocorre uma só vez na vida do crente e move-o à consagração à obra de DEUS, para, assim, testemunhar com poder e retidão. A Bíblia fala de renovações posteriores ao batismo inicial do ESPÍRITO SANTO (ver 4.31; cf. 2.44.83113.9Ef 5.18). O batismo no ESPÍRITO, portanto, conduz o crente a um relacionamento com o ESPÍRITO, que deve ser renovado (4.31) e conservado (Ef 5.18).

 

O ESPÍRITO SANTO – Mark D. McLean (TEOLOGIA SISTEMÁTICA STANLEY M. HORTON) – CAPÍTULO ONZE – O ESPÍRITO SANTO – Mark D. McLean

 

A tarefa dada à Igreja do século XX é pregar a totalidade do Evangelho. O que necessitamos não é um evangelho diferente, mas a plenitude do Evangelho conforme registrado no Novo Testamento. Destacamos este fato, porque o ESPÍRITO SANTO tem sido negligenciado no decurso dos séculos. Temos a tarefa de entender de novo a Pessoa e a obra do ESPÍRITO SANTO, conforme reveladas na Bíblia e experimentadas na vida da Igreja hoje. A mensagem do Evangelho pleno proclama a centralidade da obra do ESPÍRITO SANTO como o Agente ativo da Trindade na revelação que DEUS fez de si mesmo à sua criação. A mensagem do Evangelho pleno diz que DEUS hoje continua a falar e a agir, como nos tempos do Antigo e do Novo Testamento.

A mensagem do Evangelho pleno é mais que uma simples declaração de que o falar em outras línguas e os demais dons alistados na Bíblia estão à disposição do crente de hoje. No decurso da história da Igreja, tem havido surtos de fenômenos pentecostais. Muitos destes iniciaram dentro da Igreja como os movimentos de reforma e de santidade. Esses movimentos ficavam de fora da vida eclesiástica, porque não tinham acesso às Escrituras. As Bíblias custavam muito caro, e eram literalmente acorrentadas aos púlpitos das igrejas. Imaginava-se que somente os clérigos tinham o preparo e o acesso às verdades espirituais, que lhes capacitaria o estudo das Sagradas Escrituras. Sem acesso às Escrituras, as pessoas não demoravam a fazer confusão entre suas próprias emoções e a operação do ESPÍRITO SANTO dentro delas. Sem a Bíblia para formar os muros ao longo do caminho único e, apertado que leva ao Céu, tais grupos não demoravam a se desviar do caminho. 1

Uma das razões da longa duração e do sucesso do movimento pentecostal do século XX é o livre acesso à Bíblia, nossa regra infalível de fé e conduta. Reconhecemos que nossas interpretações da Bíblia são por demais e frequentemente falíveis, mesmo quando feitas com muito cuidado e oração. No entanto, sem as Escrituras como nosso guia canónico quanto à natureza e propósitos de DEUS, facilmente perderíamos o caminho. 2

A tarefa de proclamar a mensagem do Evangelho pleno não é fácil. Vivemos num mundo em que secularistas e acadêmicos teologicamente liberais de algumas das mais prestigiadas universidades têm proclamado que a crença bíblica tradicional num DEUS pessoal é uma ameaça à continuidade da espécie humana. Argumentam que não existe nenhum DEUS ativamente envolvido com a redenção do mundo ou dos indivíduos. Os secularistas exigem a abolição da totalidade da religião. Os teólogos liberais pedem que sejam desmontados os elementos tradicionais da fé judaico-cristã: a Bíblia, DEUS e JESUS CRISTO. Pretendem substituí-los ou redefini-los à luz da sua crença, segundo a qual ninguém poderá nos salvar de nós mesmos. Dizem que a continuidade da espécie humana está exclusivamente nas mãos dos seres humanos. 3

Um dos resultados dessa cosmovisão teológica aparece no texto de Gênesis 1.2. A The News English Bible traduz o versículo como “um vento poderoso que varria a superfície das águas”. A nota de rodapé diz que outros o interpretam como “o ESPÍRITO de DEUS”. Os tradutores, tendo resolvido que o Antigo Testamento não contém o mínimo vestígio do ESPÍRITO SANTO como agente na criação, conforme se acha no Novo Testamento, simplesmente mudaram “ESPÍRITO” para “vento”, e “DEUS” para “forte”. Não encontro nenhum texto paralelo às Escrituras canónicas que justifique semelhante tradução. 4

A tarefa tem-se complicado ainda mais pelos mal-entendidos a respeito da obra e da Pessoa do ESPÍRITO SANTO que têm circulado (consciente ou inconscientemente) na Igreja em geral. Trata-se, entre outras coisas, de conceitos errôneos do papel do ESPÍRITO SANTO no Antigo Testamento, do relacionamento dos crentes com Ele antes e depois da conversão e do batismo no ESPÍRITO SANTO. O capítulo sobre a Trindade trata da questão do posicionamento do ESPÍRITO SANTO na Deidade. Muito mais do que isso não pode ser dito. DEUS se tem revelado como uma Trindade. Há um só DEUS, porém três Pessoas – um só DEUS, e não três; nem um só DEUS com perturbações do tipo múltipla personalidade. Para compreendermos a doutrina da Trindade, precisamos aceitar o fato de sermos forçados, mediante a auto-revelação de DEUS na Bíblia, a desconsiderar as leis comuns da lógica. 5 A doutrina da Trindade proclama que DEUS é um só, porém três; Ele é três, porém um só. Isso não significa que o Cristianismo tenha abandonado a lógica e o raciocínio. Pelo contrário, aceitamos o fato de que a doutrina da Trindade refere-se a um Ser infinito que está além da compreensão de suas criaturas finitas.

E assim, voltamos à função do ESPÍRITO SANTO como agente ativo da Deidade na criação. Sem a atividade contínua de DEUS, mediante o ESPÍRITO SANTO, seria impossível conhecermos a DEUS. Embora muitos teólogos tenham procurado descrever os atributos – ou propósitos – com base na teologia natural ou teologia escolástica,6 não têm conseguido descrevê-los corretamente. A única maneira de se conhecer uma pessoa, inclusive o próprio DEUS, é saber o que ela tem dito e feito. A Bíblia nos conta o que DEUS tem dito e feito. E a obra contínua do ESPÍRITO SANTO nos revela o que Ele continua a dizer e fazer hoje.

 

O Espiríto SANTO nas Escrituras

Títulos do ESPÍRITO SANTO

Para muitas pessoas de nossa sociedade, os nomes pessoais não têm a mesma relevância que os da literatura bíblica. Os pais dão nomes às crianças sem pensar no significado, simplesmente copiando dos parentes, amigos ou personagens públicas. Um casal pode dar o nome de Miguel a um filho, sem o mínimo conhecimento do significado original do nome (“Quem é como DEUS?”).7 Os pais que têm um tio muito querido, chamado Samuel (“Seu nome é DEUS”), talvez dêem o mesmo nome a um filho. Para um israelita, o nome Samuel proclamava que o portador do nome era um adorador de DEUS.

Os nomes e títulos do ESPÍRITO SANTO nos revelam muita coisa a respeito de quem é DEUS o ESPÍRITO SANTO.8 Embora o nome “ESPÍRITO SANTO” não ocorra no Antigo Testamento,vários títulos equivalentes são usados. O problema teológico da personalidade do ESPÍRITO SANTO gira em torno da revelação e compreensão progressivas, bem como da maneira de o leitor abordar a natureza da Bíblia. O ESPÍRITO SANTO, como membro da Trindade, conforme revela o Novo Testamento, não aparece na Bíblia hebraica. Mesmo assim, o fato de a doutrina do ESPÍRITO SANTO não estar plenamente revelada na Bíblia hebraica não altera a realidade da existência e obra do ESPÍRITO SANTO nos tempos do Antigo Testamento. A Terra nunca foi o centro físico do Universo. Mas antes de terem as observações da criação divina – feitas por Copérnico, Galileu e outros – comprovado o contrário, tanto os teólogos quanto os cientistas dos tempos passados acreditavam que a Terra era o centro do Universo. 10

Conforme já foi observado, ainda não houve uma revelação da parte de DEUS, quer na Bíblia, quer na criação, que abrangesse a totalidade de tudo quanto DEUS está dizendo ou fazendo. O modo de entender o Servo sofredor, depois da ressurreição, conforme sintetiza a explicação que Filipe fez de Isaías 53.7,8 ao eunuco etíope (At 8.26-40), não era uma revelação nova, mas um modo mais exato de compreender uma revelação antiga. 11

O título mais frequente no Antigo Testamento é “o ESPÍRITO de Yaweh” (heb. ruach YHWH [Yahweh]), ou, conforme consta nas Bíblias em português, “o ESPÍRITO do Senhor”. Considerando o ataque que os críticos modernos fazem à presença do ESPÍRITO SANTO no Antigo Testamento, talvez devamos usar o nome pessoal de DEUS, “Yahweh”, ao invés do título “Senhor” (que os Judeus dos tempos posteriores ao Antigo Testamento substituíram pelo nome). O que nos interessa aqui é um dos significados de Yahweh: “aquele que cria, ou faz existir”.12 Cada emprego do nome Yahweh é uma declaração a respeito da criação. O “Senhor dos Exercitos” é melhor traduzido como “aquele que cria as hostes”-tanto as hostes celestiais (as estrelas e os anjos, de acordo com o contexto) quanto as hostes do povo de DEUS. O ESPÍRITO de Yahweh estava ativo na criação, conforme revela Gênesis 1.2, com referência ao “ESPÍRITO de DEUS” (heb. ruach ‘elohim).

Uma preciosa série de títulos do ESPÍRITO SANTO encontra-se em João 14-16. Em 14.16 JESUS promete enviar outro Consolador (“Ajudador” ou “Conselheiro”).13 A obra do ESPÍRITO SANTO como Conselheiro inclui o papel de ESPÍRITO da Verdade, que habita dentro de nós (Jo 14.1615.26), como aquEle que ensina todas as coisas, como aquEle que nos faz lembrar tudo quanto CRISTO tem dito (14.26), como aquEle que dará testemunho de CRISTO (15.26) e como aquEle que convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo (16.8).

Vários títulos do ESPÍRITO SANTO podem se encontrados nas Epístolas: “o ESPÍRITO de santificação” (Rm 1.4); “o ESPÍRITO de vida” (Rm 8.2); “o ESPÍRITO de adoção de filhos” (Rm 8.15); o “ESPÍRITO SANTO da promessa” (Ef 1.13); “o ESPÍRITO eterno” (Hb 9.14); “o ESPÍRITO da graça” (Hb 10.29); e “o ESPÍRITO da glória” (1 Pe 4.14).

 

Símbolos do ESPÍRITO SANTO

Os símbolos oferecem quadros concretos de coisas abstratas, tais como a terceira Pessoa da Trindade. Os símbolos do ESPÍRITO SANTO também são arquétipos. Em literatura, arquétipo é uma personagem, tema ou símbolo comum a várias culturas e épocas. Em todos os lugares, o vento representa forças poderosas, porém invisíveis; a água límpida que flui representa o poder e refrigério sustentador da vida a todos os que têm sede, física ou espiritual; o fogo representa uma força purificadora (como na purificação de minérios) ou destruidora (frequentemente citada no juízo). Tais símbolos representam realidades intangíveis, porém genuínas. 14

Vento. A palavra hebraica ruach tem amplo alcance semântico. Pode significar “sopro”, “ESPÍRITO” ou “vento”. E empregada em paralelo com nephesh. O significado básico de nephesh é “ser vivente”, ou seja, tudo que tem fôlego. A partir daí, seu alcance semântico desenvolve-se ao ponto de referir-se a quase todos os aspectos emocionais e espirituais do ser humano vivente. Ruach adota parte do alcance semântico de nephesh. Por isso, em Ezequiel 37.5-10, achamos ruach traduzido como “ESPÍRITO”, ao passo que, em 37.14, Yahweh explica que porá em Israel o seu ESPÍRITO.

A palavra grega pneuma tem um alcance semântico quase idêntico ao de ruach. O vento, como símbolo, fala da natureza invisível do ESPÍRITO SANTO, conforme revela João 3.8. Podemos ver e sentir os efeitos do vento, mas ele próprio não é visto. Atos 2.2 emprega poderosamente o vento como figura de linguagem, para descrever a vinda do ESPÍRITO SANTO no dia de Pentecoste.

Agua. A água, assim como o fôlego, é necessária ao sustento da vida. JESUS prometeu rios de água viva, “e isso disse ele do ESPÍRITO” (Jo 7.39). O fôlego e a água, tão vitais na hierarquia das necessidades físicas humanas, são igual-z mente vitais no âmbito do ESPÍRITO. Sem o fôlego vivificante e as águas vivas do ESPÍRITO SANTO, nossa vida espiritual não demoraria a murchar e a ficar sufocada. A pessoa que se deleita na Lei (heb. torah – “instrução”) de Yahweh e nela medita de dia e de noite é “como a árvore plantada junta a ribeiros de águas… cujas folhas não caem” (SI 1.3). O ESPÍRITO da Verdade flui da Palavra como águas vivas, que sustentam e refrigeram o crente e o revestem de poder.

Fogo. O aspecto purificador do fogo é refletido claramente em Atos 2. Ao passo que uma brasa tirada do altar purifica os lábios de Isaías (6.6,7), no dia de Pentecoste são “línguas de fogo” que marcam a vinda do ESPÍRITO (At 2.3). Esse símbolo é empregado uma só vez para retratar o batismo no ESPÍRITO SANTO. O aspecto mais amplo do fogo como elemento purificador encontra-se no pronunciamento – ou profecia – de João Batista: “Ele vos batizará com o ESPÍRITO SANTO e com fogo. Em sua mão tem a pá, e limpará a sua eira, e recolherá no celeiro o seu trigo, e queimará a palha com fogo que nunca se apagará” (Mt 3.11,12; ver também Lc 3.16,17).

As palavras de João Batista aplicam-se mais diretamente à separação entre o povo de DEUS e os que têm rejeitado a Ele e ao Messias. Os que o rejeitaram serão condenados ao fogo do juízo.15 Por outro lado, o fogo ardente e purificador do ESPÍRITO da Santidade também opera no crente (1 Ts 5.19).

Óleo. Pedro, em seu sermão diante de Cornélio, declara: “DEUS ungiu a JESUS de Nazaré com o ESPÍRITO SANTO e com virtude” (At 10.38). Citando Isaías 61.1,2, JESUS proclama: “O ESPÍRITO do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres” (Lc 4.18). Desde os primórdios, o azeite é usado primeiramente para ungir os sacerdotes de Yahweh, e depois, os reis e os profetas. O azeite é o símbolo da consagração divina do crente para o serviço no reino de DEUS. Em 1 João, os crentes são advertidos a respeito dos antiCRISTOs:

E vós tendes a unção do SANTO e sabeis tudo… E a unção que vós recebestes dele fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis (1 Jo 2.20,27).

 

Receber a unção do ESPÍRITO da Verdade, que faz brotar rios de águas vivas no mais íntimo do nosso ser, reveste-nos de poder para servir a DEUS. Na simbologia do ESPÍRITO SANTO, a água e o óleo (azeite da unção) realmente se misturam!

Pomba. O ESPÍRITO SANTO desceu sobre JESUS na forma de uma pomba, segundo o relato dos quatro evangelhos.16 A pomba é arquétipo da mansidão e da paz. O ESPÍRITO SANTO habita em nós. Ele não toma posse de nós, mas nos liga a si mesmo com amor, em contraste às correntes dos hábitos pecaminosos. Ele é manso e, nas tempestades da vida, produz paz. Mesmo ao lidar com os pecadores, Ele é suave, conforme se vê quando conclama a humanidade à vida, no belo porém tristonho apelo que se encontra em Ezequiel 18.30-32: “Vinde e convertei-vos de todas as vossas transgressões, e a iniquidade não vos servirá de tropeço. Lançai de vós todas as vossas transgressões com que transgredistes e criai em vós um coração novo e um ESPÍRITO novo; pois por que razão morreríeis…? Porque não tomo prazer na morte do que morre, diz o Senhor Jeová; convertei-vos, pois, e vivei”.

Os títulos e símbolos do ESPÍRITO SANTO são chaves para o entendimento de sua obra em nosso favor. Vamos usá-los como palavras chaves no estudo da obra do ESPÍRITO SANTO.

A Obra do ESPÍRITO

Há vários conceitos errôneos a respeito da obra do ESPÍRITO SANTO. Alguns deles têm-se arraigado à religião popular e às doutrinas populares da Igreja em geral. A religião popular é a maneira de vivermos a nossa vida diária em CRISTO. E uma mistura de elementos normativos e não-normativos. Os elementos normativos são as doutrinas bíblicas corretas a respeito daquilo que devemos crer e praticar. Os elementos não-normativos são modos errôneos de entender doutrinas bíblicas, bem como os elementos não-bíblicos que se vêm infiltrando na ambiente cultural onde vive o cristão.

Ninguém compreende plenamente o DEUS infinito ou seu infinito Universo, nem conhece ou entende com perfeição cada palavra da Bíblia. Continuamos todos discípulos (literalmente: “aprendizes”). Como criaturas finitas, não devemos ter dificuldades para reconhecer que é rematada loucura alegar que compreendemos totalmente o DEUS infinito. DEUS ainda está trabalhando na Igreja e em cada indivíduo, para nos transformar segundo a imagem de CRISTO. A doutrina da santificação progressiva trata diretamente dessa questão.17 Os cristãos precisam evitar o desânimo e aceitar com alegria o desafio de conhecer e experimentar a DEUS mais plenamente todos os dias.

 

Antes do Dia de Pentecostes

“Tiremos totalmente de nossa mente a impressão de que o ESPÍRITO SANTO não entrou no mundo antes do dia de Pentecoste”.18 Considere a profecia de Joel em 2.28,2919 e a sua citação por Pedro, em Atos 2.17,18.

E há de ser que, depois, derramarei o meu ESPÍRITO sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões. E também sobre os servos e sobre as servas, naqueles dias, derramarei o meu ESPÍRITO.

E nos últimos dias acontecerá, diz DEUS, que do meu ESPÍRITO derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos; e também do meu ESPÍRITO derramarei sobre os meus servos e minhas servas, naqueles dias, e profetizarão.

Note que a promessa não é de uma mudança de atividade do ESPÍRITO de DEUS, ou na qualidade desta. E profetizada a mudança na quantidade e no escopo da atividade. A natureza radical da promessa é vista claramente na inclusão de filhas e de escravos e escravas. Uma coisa é Yahweh derramar o seu ESPÍRITO sobre os filhos, jovens e velhos, cidadãos livres de Israel. Mas é coisa bem diferente se Ele o derrama sobre pessoas consideradas meros bens de família. Em Joel, vemos uma das primeiras declarações diretas do princípio que Paulo posteriormente expressou: “Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea” (G1 3.28).

A fé antiga de Israel era inclusivista. Mas Êxodo 12.43-45 deixa claro que nenhum estrangeiro deveria comer a Páscoa. O que deveria fazer o chefe de um lar se seu escravo, estrangeiro da nascença, quisesse celebrar a Páscoa? O escravo tinha de ser circuncidado. Os trabalhadores temporários incircuncisos ou os estrangeiros residentes na casa não podiam participar da celebração, a não ser que também se submetessem à circuncisão: “Porém, se algum estrangeiro se hospedar contigo e quiser celebrar a Páscoa ao Senhor, seja-lhe circuncidado todo macho, e, então, chegará a celebrá-la, e será como o natural da terra; mas nenhum incircunciso comerá dela. Uma mesma lei haja para o natural e para o estrangeiro que peregrinar entre vós” (Êx 12.48,49).

Dois exemplos proeminentes são Urias, o heteu, e Doegue, o edomita (2 Sm 11.1-2621.7).20 Esses homens, com suas famílias, haviam-se tornado parte da aliança e dos Filhos de Israel, embora esteja claramente registrada a sua linhagem não-israelita. A circuncisão e a obediência à Lei eram sinais de que aceitavam Yahweh como seu DEUS e da aceitação deles por Yahweh. Mesmo assim, DEUS deixa claro que a circuncisão exterior deve ser acompanhada pela circuncisão do coração (Dt 10.1630.6; cf. Jr 9.26). Deuteronômio 29.18-22 adverte que, se alguém resolvesse abusar da aliança para mascarar sua maldade, o indivíduo e a comunidade sofreriam como resultado do desacato à aliança com Yahweh. A derrota diante de Ai e a destruição subsequente de Acã e sua família são um testemunho vívido desse fato (Js 7.1-26).

Desde os primeiros capítulos de Gênesis até ao fim do Novo Testamento, nota-se que DEUS deseja um relacionamento pessoal com cada indivíduo, e não apenas com a comunidade da aliança. O encontro que Samuel teve com DEUS em 1 Samuel 3.1-21 indica que as diferenças entre ser criado na igreja e ser nascido de novo são tão nítidas no período do Antigo Testamento quanto nos dias de hoje.21 Samuel “ministrava perante o Senhor”, “crescia diante do Senhor” [e] “fazia-se agradável, assim para com o Senhor como também para com os homens”. Mesmo assim, “Samuel ainda não conhecia o Senhor; e ainda não lhe tinha sido manifestada a palavra do Senhor” (1 Sm 2.18,21,263.7).

A palavra hebraica que representa “saber” é yadda, e frequentemente significa conhecer pela experiência, por contraste com o saber fatos históricos. Revelar Yahweh mediante a experiência pessoal era a obra do ESPÍRITO SANTO na vida dos santos do Antigo Testamento, bem como na vida dos do Novo Testamento. Conforme Hebreus 11 deixa claro, todo aquele que já foi salvo, foi salvo pela fé, quer olhando para promessas futuras, ainda não vistas, quer olhando para trás, para a ressurreição de JESUS. 22

Nota-se uma distinção importante. No período do Novo Testamento, DEUS deixa claro que a circuncisão exterior já não era necessária como sinal de inclusão na Igreja. O relato de Cornélio e Pedro, em Atos 10, ilustra o cumprimento da profecia de Joel e a obra do ESPÍRITO SANTO. A chegada dos mensageiros da parte de Cornélio serviu de confirmação a Pedro, bem como à sua visão. Para a igreja de Jerusalém, no entanto, a confirmação não era adequada. A família de Cornélio era reconhecida como “piedosa e temente a DEUS” (At 10.2). Mesmo assim, Pedro se sente obrigado a dizer: “Vós bem sabeis que não é lícito a um varão judeu ajuntar-se ou chegar-se a estrangeiros” (At 10.28). Embora essa fosse uma interpretação errônea da Lei, fazia parte da doutrina popular da Igreja, predominantemente judaica e segundo a qual a visão de Pedro estava para ser examinada.

DEUS agiu na história ao derramar o ESPÍRITO SANTO sobre a família de Cornélio. Antes de Pedro poder perguntar a Cornélio: “Você crê neste evangelho?”, o ESPÍRITO SANTO respondeu a pergunta com um derramamento dEle mesmo. Muitos membros da Igreja teriam recusado batizar aquela família nas águas, antes de terem sido circuncidados Cornélio e todos os do sexo masculino; mas o ESPÍRITO SANTO agiu de modo diferente.

Os crentes circuncidados que foram com Pedro a fim de testar a visão, ficaram atônitos ao ver o derramamento do ESPÍRITO SANTO sobre uma família gentia. Tiveram, no entanto, bom senso suficiente para aceitar a obra do ESPÍRITO SANTO como o único sinal apropriado à inclusão na Igreja. Esta obra do ESPÍRITO SANTO inclui a sua presença, habitando no crente a partir do momento da salvação, e o subsequente batismo no ESPÍRITO SANTO. 23

A profecia de Joel ataca outro conceito que prevalecia no Israel antigo. O comportamento dinâmico associado com os profetas genuínos de Yahweh era um dos sinais do cargo profético. Esse comportamento às vezes é chamado extático, embora totalmente diferente do êxtase dos profetas pagãos, que produziam em si mesmos um frenesi que excluía a razão e o autocontrole. 24 Os profetas genuínos eram revestidos do poder do ESPÍRITO SANTO e subiam até os pináculos da alegria na presença de DEUS, ou talvez da profunda preocupação com os perdidos. Essas profundas experiências emocionais levavam às vezes a risos, cânticos, choro, prostração ou dança no ESPÍRITO. 25

No Antigo Testamento, esse comportamento dinâmico é visto como resultado da presença do ESPÍRITO de DEUS repousando sobre a pessoa (Nm 11.26) ou vindo com poder sobre ela (1 Sm 10.6,1119.23,24). Esse tipo de comportamento, embora esperado da parte de um profeta, causava preocupação quando exibido por alguém que não era profeta. Josué implorou a Moisés para que este impedisse a Eldade e Medade de profetizar no arraial. Moisés respondeu: “Tomara que todo o povo do Senhor fosse profeta, que o Senhor lhes desse o seu ESPÍRITO!” (Nm 11.28,29).

Saul teve duas experiências extáticas. A primeira ocorreu em Gibeá, quando encontrou-se com o grupo de profetas – o qual Samuel lhe avisara que ficaria conhecendo – e começou a profetizar com eles. A experiência espiritual de Saul foi acompanhada por uma mudança, e ele passou a ser uma pessoa diferente. Os circunstantes, atônitos, perguntavam: “Está também Saul entre os profetas?” (1 Sm 10.6-12). Agora, Saul conhecia a DEUS. Seu segundo encontro, em Naiote, foi de tipo diferente. Resultou da sua resistência ao ESPÍRITO SANTO, de tal modo que tirou suas vestes reais e ficou deitado durante um dia e uma noite inteiros diante de Samuel, o que reforçou o ditado: “Está também Saul entre os profetas?” (19.23,24).

Esse comportamento dos profetas e dos seus grupos de seguidores não era uma maratona de predição de eventos vindouros. Boa parte das profecias dinâmicas, frequentemente acompanhadas por música, parece ter consistido em louvores a Yahweh.

Infelizmente, tal comportamento tinha o seu lado escuro. Os profetas da cultura religiosa do Oriente Próximo antigo em derredor exibiam comportamento extático. Chegavam ao ponto de praticar a automutilação, nas tentativas frenéticas de produzir um êxtase religioso ou de atrair a atenção dos seus DEUSes. Um exemplo desse comportamento, pelos profetas de Baal, acha-se em 1 Reis 18.28,29. A mesma palavra hebraica, nava’ (“profetizar”), usada para indicar a atividade dos profetas de Baal (v. 29), é empregada também para os profetas de Yahweh.26 Naturalmente, esse fato deixava os israelitas confusos.27 Seria a automutilação um comportamento apropriado aos profetas de Yahweh?

Se dois profetas de Yahweh tinham mensagens diferentes, em qual deles se deveria acreditar? Sobre quem repousava o ESPÍRITO de DEUS? Devemos lembrar que os quatrocentos profetas que se opunham a Micaías diante de Acabe alegavam ser profetas de Yahweh, e não de Baal! (1 Rs 22). O comportamente extático não era garantia de que o profeta estava com a “palavra do Senhor”. È possível que o profeta estivesse levando uma palavra das suas próprias ilusões ou a que o auditório queria ouvir. Como resultado, vemos, em Zacarias 13.2-6, o repúdio a esses falsos profetas e às suas tentativas de se identificarem como profetas por meio de vestes distintivas e de comportamento extático, inclusive a automutilação.

Na profecia de Joel, portanto, vemos uma expansão da atividade do ESPÍRITO SANTO, e não uma mudança de qualidade. Desde o Éden até hoje, DEUS tem desejado a comunhão com a humanidade. Não tem fundamento a ideia de que o ESPÍRITO SANTO era inativo entre os leigos do Antigo Testamento. A atividade do ESPÍRITO SANTO na vida deles forma um paralelo com o seu envolvimento na vida dos que Ele tem trazido à salvação dentro da Igreja. O ESPÍRITO transforma o coração das pessoas e também as torna diferentes. Outro paralelo existe entre a vinda do ESPÍRITO sobre o indivíduo, revestindo-o de poder para o seu cargo ou ministério, e a plenitude do ESPÍRITO SANTO na Igreja. Roger Stronstad demonstra que um dos propósitos da “plenitude do ESPÍRITO SANTO” é equipar os crentes a cumprir o ministério profético de declarar a vontade e propósitos de DEUS para a Igreja e para o mundo.28 E possível que isso envolva um comportamento incomum. Mesmo não sendo assim, receber a plenitude do ESPÍRITO é um pico de experiência emocional, física e religiosa, visando um propósito específico. Não se pode, no entanto, viver continuamente, dia após dia, nesse pináculo. A presença do ESPÍRITO SANTO em nós, a partir do momento da salvação, visa manter-nos em equilíbrio, dia após dia, momento após momento, principalmente após a experiência da chegada do ESPÍRITO SANTO “com poder” sobre nós.

No Movimento Pentecostal

A continuidade da obra do ESPÍRITO SANTO, no decurso da história do povo de DEUS, foi o enfoque da seção anterior. Embora a atividade tenha aumentado em número, à medida em que a Igreja cresce, o mesmo ESPÍRITO SANTO que operava no mundo antes do dia de Pentecoste continua operando hoje. Mesmo assim, em razão da revelação e da compreensão progressivas, nosso modo de entender a obra do ESPÍRITO deve ser mais claro. Temos à disposição o cânon inteiro da Bíblia e dois mil anos de história. Por esta razão, a Igreja de hoje está em nítida vantagem, até mesmo sobre a Igreja do Novo Testamento.

Durante os primeiros anos do Movimento Pentecostal, tornar-se pentecostal geralmente significava ser forçado a abandonar a denominação original e ingressar em alguma das comunidades pentecostais. Ainda hoje alguns pentecostais expressam consternação quando uma pessoa, tendo sido batizada no ESPÍRITO SANTO e identificada como crente carismática, ainda continua numa igreja tradicional, protestante, católica ou ortodoxa. Embora a sã doutrina seja indispensável ao processo da santificação, o ESPÍRITO SANTO parece estar mais interessado no que a pessoa tem no coração do que em seu sistema teológico. De que outra maneira poderíamos explicar o batismo no ESPÍRITO SANTO desfrutado por pentecostais unitarianos e trinitarianos, sem falar nos que pertencem à renovação carismática? DEUS lida conosco do jeito que somos e nos salva e habita em nós e nos batiza. A partir de então, o ESPÍRITO SANTO começa a tranformar-nos à imagem de CRISTO.

Paulo nos revela que, se confessarmos com a nossa boca que JESUS é Senhor e realmente crermos que DEUS o ressuscitou dentre os mortos, seremos salvos. Porque, quando cremos no coração, somos justificados. E, quando confessamos que DEUS ressuscitou JESUS dentre os mortos, somos salvos (Rm 10.9,10). Paulo nos garante que ninguém pode dizer: “JESUS é Senhor”, a não ser pelo ESPÍRITO SANTO (1 Co 12.3). Paulo não está afirmando ser impossível aos hipócritas ou falsos mestres falarem, da boca para fora, as palavras “JESUS é Senhor”. Mas dizer que JESUS é verdadeiramente Senhor (que envolve o compromisso de segui-lo e de cumprir sua vontade, ao invés de a nossos próprios planos e desejos) exige a presença do ESPÍRITO SANTO dentro de nós e o coração e ESPÍRITO novos, conforme conclamaEzequiel 18.31. Nosso próprio ser confessa que JESUS é Senhor à medida que o ESPÍRITO SANTO começa a transformar-nos segundo a imagem de DEUS. A transformação interior é sinal para o indivíduo de que ele é membro do corpo de CRISTO. A manifestação exterior da transformação, embora varie de pessoa para pessoa, é um sinal para a Igreja.

Um problema relacionado à atividade do ESPÍRITO SANTO como sinal da inclusão no corpo de CRISTO tem crescido entre membros da terceira e quarta gerações de jovens no Movimento Pentecostal tradicional. Nas igrejas pentecostais, as posições de liderança estão reservadas àqueles que podem testificar que foram batizados no ESPÍRITO SANTO com a evidência física inicial de falar em línguas. Este conceito é bíblico (At 6.3,5) e uma ênfase importante do Movimento Pentecostal.29 Mesmo assim, provoca graves efeitos colaterais para alguns que sabem que são salvos. Experimentam o contínuo poder do ESPÍRITO SANTO transformando sua vida, mas se sentem como cidadãos de segunda classe. Para eles, o batismo no ESPÍRITO SANTO torna-se uma necessidade social, ao invés de desejo por um relacionamento espiritual mais profundo, que é inaugurado com o batismo no ESPÍRITO SANTO. 30

Daí a necessidade de se ressaltar que a atividade do ESPÍRITO SANTO nos crentes, quer no momento da salvação, quer na ocasião do batismo no ESPÍRITO SANTO, é muito mais um sinal para o indivíduo que para a congregação. Muitas pessoas são salvas durante a oração individual, quando estão a sós. Assim também aqueles batizados no ESPÍRITO num lugar particular de oração. Mesmo se formos salvos e batizados no ESPÍRITO durante uma reunião pública, quantos dos presentes irão lembrar do que nos aconteceu depois de algumas semanas, meses ou anos? Se mudarmos para um endereço onde ninguém nos conhece, os crentes ali não terão testemunhado o que nos aconteceu. Estarão na dependência de nossas palavras e do nosso bom testemunho cristão, para comprovar a atividade do ESPÍRITO SANTO em nossa vida.

Como Consolador

Conforme observado no estudo dos títulos do ESPÍRITO SANTO, eles nos oferecem chaves para entendermos a sua pessoa e obra. A obra do ESPÍRITO SANTO como Consolador inclui o seu papel como ESPÍRITO da Verdade que habita em nós (Jo 14.1615.26), como Ensinador de todas as coisas, como aquEle que nos faz lembrar tudo o que CRISTO tem dito (14.26), como aquEle que dará testemunho de CRISTO (15.26) e como aquEle que convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo (16.8).31 Não se pode subestimar a importância dessas tarefas. O ESPÍRITO SANTO, dentro em nós, começa a esclarecer as crenças incompletas e errôneas sobre DEUS, sua obra, seus propósitos, sua Palavra, o mundo, crenças estas que trazemos conosco ao iniciarmos nosso relacionamento com DEUS. Conforme as palavras de Paulo, é uma obra vitalícia, jamais completada neste lado da eternidade (1 Co 13.12). Claro está que a obra do ESPÍRITO SANTO é mais que nos consolar em nossas tristezas; Ele também nos leva à vitória sobre o pecado e sobre a tristeza.32 O ESPÍRITO SANTO habita em nós para completar a transformação que iniciou no momento de nossa salvação. JESUS veio para nos salvar dos nossos pecados, e não dentro deles. Ele veio não somente para nos salvar do inferno no além. Veio também para nos salvar do inferno nesta vida terrestre – o inferno que criamos com os nossos pecados. JESUS trabalha para realizar essa obra por intermédio do ESPÍRITO SANTO.

Como Ensinador

O ESPÍRITO SANTO pode e irá ajudar todo crente a interpretar e compreender corretamente a Palavra de DEUS e a sua obra contínua neste mundo. Ele nos levará a toda a verdade. Esta promessa, no entanto, exige também que cooperemos com o nosso esforço. Devemos ler com cuidado e com oração. DEUS jamais teve a intenção de fazer da Bíblia um livro de difícil compreensão para o seu povo. Porém, se não nos dispusermos a cooperar com o ESPÍRITO SANTO mediante o estudo e a aplicação de regras sadias de interpretação, nosso modo de entender a Bíblia – nossa regra infalível da fé e conduta – ficará carregado de erros.33 O ESPÍRITO SANTO nos levará a toda a verdade à medida que lermos e estudarmos cuidadosamente a Bíblia, sob sua orientação.

Uma das verdades ensinadas pelo ESPÍRITO SANTO é que não podemos recitar uma fórmula mágica do tipo: “Amarro Satanás; amarro minha mente; amarro minha carne. Agora, ESPÍRITO SANTO, creio que os pensamentos e as palavras que se seguem vêm todos de ti!” Não nos é lícito usar encantamentos para submeter DEUS à nossa vontade. João admoesta a Igreja: “Provai se os ESPÍRITOs são de DEUS” (1 Jo 4.1). Significa que devemos permitir ao ESPÍRITO da Verdade orientar-nos na tarefa de interpretar a Palavra de DEUS e a testar, pelas Escrituras, os nossos pensamentos e os de outras pessoas. Há perigos genuínos neste assunto. Certo autor reivindica, na capa do seu livro: “Este livro foi escrito no ESPÍRITO”.34 Outra reivindicação do seu livro: “Predições cem por cento corretas das coisas do porvir”.35 A tarefa do leitor, com a ajuda do ESPÍRITO SANTO, é seguir o exemplo dos bereanos, que o próprio ESPÍRITO recomenda através das palavras de Lucas. Eles persistiam “examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim” (At 17.11). Cada crente deve ler, testar e compreender a Palavra de DEUS e os ensinos a respeito dela. O crente pode fazer assim confiadamente, na certeza de que o ESPÍRITO SANTO, que habita em cada um de nós, irá levar-nos a toda a verdade.

Ainda há um outro aspecto da obra do ESPÍRITO SANTO como Ensinador: a preparação de JESUS, o Filho encarnado de DEUS, para sua tarefa de Rei, Sacerdote e Cordeiro sacrificial. O ESPÍRITO SANTO veio sobre Maria e lançou a sua sombra sobre ela, gerando nela JESUS, o Filho de DEUS. O ESPÍRITO SANTO foi ensinando o Menino JESUS de tal maneira que, aos 12 anos de idade, deixou atônitos os mestres no Templo. “E o menino crescia e se fortalecia em ESPÍRITO, cheio de sabedoria; e a graça de DEUS estava sobre ele” (Lc 2.40). Depois de seu batismo no Jordão, JESUS que, segundo a descrição, estava cheio do ESPÍRITO SANTO, lutou contra o adversário durante quarenta dias (Lc 4.1-13). JESUS continuou a andar cheio do ESPÍRITO SANTO. Por isso, sempre que o diabo buscou oportunidade para tentá-lo ainda mais, os resultados foram os mesmos. JESUS “como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Hb 4.15; ver também 2.10-18). Se estivermos cheios do ESPÍRITO SANTO na luta contra nossa carne e contra o Adversário, também poderemos vencer nossas tentações com a ajuda do ESPÍRITO. CRISTO veio para nos salvar dos nossos pecados, e não neles.

O ESPÍRITO SANTO estava ativo no ministério de JESUS e no dos discípulos. O ESPÍRITO SANTO estava operante na pregação e nos milagres dos 12 discípulos e depois com os 72 que JESUS enviou a pregar o Reino de DEUS. 36

Outro aspecto dessa tarefa é a ajuda do ESPÍRITO para lembrar-nos de tudo quanto JESUS tem dito. Podemos lembrar somente das coisas que já sabemos e das quais nos esquecemos pela falta de prática. Essa- ajuda da parte do ESPÍRITO SANTO exige que os crentes estudem e memorizem a Palavra, com a certeza de que o ESPÍRITO lhes lembrará de tudo quanto JESUS tem dito, quando precisarem. 37 Os que se deleitam na Palavra de DEUS e nela meditam tornam-se como árvores plantadas à beira de um riacho (SI 1.2,3). Em Lucas 24.6-8, os discípulos são perguntados por que procuram os vivos entre os mortos. Decerto as palavras dos mensageiros foram usadas pelo ESPÍRITO para fazê-los lembrar das palavras de JESUS. Em João 2.19, JESUS disse: “Derribai este templo, e em três dias o levantarei”. Ninguém entendeu o que JESUS quis dizer, porém, “quando, pois, ressuscitou dos mortos, os seus discípulos lembraram-se de que lhes dissera isso; e creram na Escritura e na palavra que JESUS tinha dito” (2.22). João 12.16 é um exemplo semelhante dessa obra do ESPÍRITO SANTO.

Além disso, o ESPÍRITO SANTO também é o Ensinador do descrente. Nessa tarefa, o ESPÍRITO (segundo as palavras de JESUS) convence o mundo “do pecado, e da justiça, e do juízo: do pecado, porque não creem em mim; da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais; e do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado” (Jo 16.8-11). Esse fato combina com a obra do ESPÍRITO SANTO de atrair a pessoa à salvação. Em João 14.6, JESUS declara: “Ninguém vem ao Pai senão por mim”. Em João 6.44, afirma: “Ninguém pode vir a mim, se o Pai, que me enviou, o não trouxer”. E o ESPÍRITO SANTO quem atrai cada ser humano a DEUS, embora muitos recusem essa atração. Ele nunca deixa de clamar, sem cessar: “Mas por que morrereis? Arrependei-vos e vivei!”38

A atividade do ESPÍRITO SANTO como aquEle que dá testemunho de CRISTO começa no Antigo Testamento e continua até hoje. O ESPÍRITO SANTO inspirava os profetas do Antigo Testamento à medida que escreviam as profecias acerca do Messias vindouro. Isso não significa que o autor humano ou seu auditório – imediato ou indireto – compreendessem sempre o impacto de tudo quanto estava sendo escrito ou lido. Isaías 11.1,2 é um bom exemplo de uma profecia messiânica facilmente reconhecível:

Porque brotará um rebento do tronco de Jessé, e das suas raízes um renovo frutificará. E repousará sobre ele o ESPÍRITO do Senhor, e o ESPÍRITO de sabedoria e de inteligência, e o ESPÍRITO de conselho e de fortaleza, e o ESPÍRITO de conhecimento e de temor do Senhor.

 

Outros textos bíblicos, como Isaías 53 e Salmos 110.1, exigiram mais ajuda do ESPÍRITO SANTO e, até certo ponto, de alguma luz, recebida após a ressurreição. É evidente que nem os discípulos nem os fariseus reconheciam um Messias sofredor, nem estavam esperando um assim.

Lucas nos informa que o ESPÍRITO SANTO deu testemunho do CRISTO que estava para vir, através de João Batista, dos pais deste, de Maria e de Simeão e Ana, em Jerusalém (ver Lc 1-3). Em João 16.13-15, JESUS declara que a obra do ESPÍRITO SANTO não é falar por conta própria, mas somente aquilo que o Pai e o Filho lhe mandam dizer.

Como Promessa

É difícil sugerir que um dos títulos ou propósitos do ESPÍRITO SANTO seja mais importante que outro. Tudo que o ESPÍRITO faz é vital para o Reino de DEUS. Há, no entanto, um propósito, uma função essencial do ESPÍRITO SANTO, sem a qual tudo quanto se tem dito a respeito dEle até agora não passa de palavras vazias: o ESPÍRITO SANTO é o penhor que garante nossa futura herança em CRISTO.

Em quem [CRISTO] também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o ESPÍRITO SANTO da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de DEUS, para louvor da sua glória (Ef 1.13,14).

 

Qual a garantia oferecida pela operação do ESPÍRITO SANTO em nossa vida e na vida da Igreja?

Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de DEUS um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus. E, por isso, também gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação, que é do céu; se, todavia, estando vestidos, não formos achados nus. Porque também nós, os que estamos neste tabernáculo, gememos carregados, não porque queremos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida. Ora, quem para isso mesmo nos preparou foi DEUS, o qual nos deu também o penhor do ESPÍRITO (2 Co 5.1-5; ver também 2 Co 1.22Ef 4.30).

 

Mediante o ESPÍRITO SANTO, podemos conhecer a DEUS, mediante a experiência, de conformidade com a palavra hebraica yada’ (“conhecer por experiência”). Nossa experiência com o ESPÍRITO SANTO serve-nos de comprovação da ressurreição de CRISTO. Conforme declara Paulo em 1 Coríntios 15, se CRISTO não ressuscitou dentre os mortos, jamais haverá uma ressurreição geral, e todas as nossas crenças em DEUS e na salvação não passam de mentiras. Conforme já notamos a respeito de Samuel, há uma diferença entre saber a respeito de uma pessoa – ou de DEUS – e conhecer alguém – ou a DEUS – através de um encontro pessoal e de experimentar a sua presença.

O conhecimento intelectual da Bíblia não é o conhecer a DEUS. Muitos teólogos e comentaristas da Bíblia – os quais conheci pessoalmente ou apenas através dos seus escritos – sabem mais a respeito de religião, história da Igreja, conteúdo da Bíblia e teologia do que muitos que se definem como cristãos. Mesmo assim, nunca reconheceram a reivindicação do ESPÍRITO SANTO nas sua vidas, nem se renderam a Ele. Não têm nenhuma experiência de DEUS em suas vidas. Acreditam que, se eles não tiveram nenhuma experiência com DEUS, não é possível que outra pessoa a tenham. Negam, portanto, a existência de DEUS e criticam os cristãos, dizendo que estes interpretam suas experiências subjetivas como a atividade de DEUS na sua vida. Declaram que não há evidência da atividade divina no Universo. Tudo isso, porém, baseia-se na sua exegese distorcida.

Agora, podemos começar a dar o devido valor à importância da obra do ESPÍRITO SANTO como sinal da inclusão do crente no corpo de CRISTO e como sinal diante da Igreja. O ESPÍRITO SANTO confirma não somente a ressurreição, mas também, por extensão, a veracidade das Escrituras. Sem o penhor (“primeira prestação”) do ESPÍRITO SANTO para nos ensinar, guiar na verdade e dar testemunho de CRISTO, não haveria hoje igreja nenhuma, porque não haveria Evangelho a ser pregado.

 

 

Perguntas do Estudo

Por que é importante para todo cristão conhecer os elementos da religião popular e o papel que ela desempenha na vida diária do cristão?

Qual a diferença entre a atividade do ESPÍRITO SANTO prometida em Joel 2.28,29 e aquela prometida em Atos 2.17,18?

Quais aspectos da promessa da vinda do ESPÍRITO pareceriam radicais aos ouvintes originais dessa profecia?

Cite algumas diferenças e semelhanças entre a circuncisão e o batismo no ESPÍRITO SANTO, como sinais de inclusão entre o povo de DEUS?

Você concorda ou discorda que o batismo no ESPÍRITO SANTO e sua presença em nós é muito mais um sinal para o indivíduo que para a Igreja? Por quê?

Por que a função da obra do ESPÍRITO SANTO, como garantia da ressurreição, é tão importante? Cite alguns resultados dessa função do ESPÍRITO SANTO?

O papel do ESPÍRITO SANTO como Ensinador de todas as coisas requer certas ações e atitudes por parte do estudante. Cite algumas dessas exigências e considere a sua importância para o modo correto de compreender a Bíblia e suas doutrinas.

Considere a importância do uso da Bíblia para testar alegações a respeito da teologia, da profecia e da operação dos dons do ESPÍRITO. O ESPÍRITO SANTO poderia chegar a nos dar orientação contrária aos claros ensinos das Escrituras?

 

O ESPÍRITO SANTO

É O ESPÍRITO SANTO QUEM NOS LEVA A JESUS,O ESPÍRITO SANTO ESTÁ ATRÁS DE NÓS O TEMPO TODO,DEPOIS QUE ACEITAMOS A JESUS COMO SENHOR E SALVADOR, O ESPÍRITO SANTO ESTÁ AO NOSSO LADO, EM NÓS, É NOSSO COMPANHEIRO E CONFIDENTE.

SENTE TRISTEZA, Ef 4.30 NOS ENSINA, Jo 14.26

 

 

O ESPÍRITO SANTO É DEUS (1Jo 5.6,7)

 

PROVAS BÍBLICAS DA SUA DIVINDADE ONIPOTÊNCIA,

Lc.1:35

ONISCIÊNCIA

Sl 139.2 

ONIPRESENÇA

Jr 23..23,24;

Sl 139.7

COMPARTILHOU A OBRA DA CRIAÇÃO,

Gn 1.2

ETERNIDADE, Hb 9.14    
NATUREZA
PROVAS BÍBLICAS DA SUA PERSONALIDADE REVELA,

2 Pe 1.21

ENSINA,

Jo 14.26

INTERCEDE,

Rm 8.26

ORDENA,

At 13.2

TESTIFICA DE CRISTO,

Jo 15.26; 1 Jo 5.6,7

FALA À IGREJA,

Ap 2.7,11,17,29; 3.6,13,22

CONVIDA

`A SALVAÇÃO

Ap 22.17

 

Muitas vezes as pessoas que são usadas por DEUS para ministrarem o batismo no ESPÍRITO SANTO, são mal-compreendidas. Veja bem: Seria muito difícil alguém ser batizado sem abrir a boca para falar, pois a evidencia do batismo é o falar em línguas espirituais, assim pede-se às pessoas para glorificarem a DEUS para que quando o ESPÍRITO SANTO vier sobre as mesmas, não os ache de boca fechada e isso venha a impedi-los de receber sua tão desejada bênção. O medo de falar em línguas de maneira diferente dos outros ou o medo da reação na hora do batismo têm impedido muitos de serem balizados; mas o maior impedimento é o pecado não arrependido e não confessado.   

 

 

 

 

Pneumatologia:

http://www.geocities.com/Athens/5898/Pneumatologia.htm 

 

  1. A NATUREZA DO ESPÍRITO SANTO:
    A) A Personalidade do ESPÍRITO SANTO:

O ESPÍRITO SANTO é uma Pessoa, distinta do Pai e do Filho, e não uma mera influência ou operação divina, e portanto dotado de intelecto, emoção, autoconsciência e autodeterminação.
1) Pronomes Pessoais Masculinos: Estes pronomes são aplicados ao ESPÍRITO SANTO (Jo.15:26;16:7,8,13,14), muito embora o vocábulo grego Pneuma seja substantivo neutro.
2) Substantivo Masculino: O termo masculino Paraklito é aplicado ao ESPÍRITO SANTO (Jo.14:16,17) como sendo outro (allon) Consolador igual a CRISTO.
3) Características Pessoais:
a) Inteligência (ICo.2:10,11; Rm.8:27). b) Vontade (ICo.12:11). c) Amor (Rm.15:30). d) Bondade (Ne.9:20). e) Tristeza (Ef.4:30; Is.63:10).  

4) Atos Pessoais:
a) Ele perscruta (ICo.2:10). b) Ele fala (Ap.2:7; Gl.4:6; Jo.15:26). c) Ele intercede (Rm.8:26). d) Ele ensina (Jo.14:26). e) Ele guia (Jo.16:12-14; Ne.9:20). f) Ele chama (At.13:2;20:28).
 

  1. B) A Divindade do ESPÍRITO SANTO: O ESPÍRITO SANTO é coeterno e consubstancial com o Pai e o Filho.
    1) Nomes Divinos:
    a) DEUS (At.5:3,4). b) Senhor (IICo.3:18).

2) Atributos Divinos:
a) Eternidade (Hb.9:14). b) Onipresença (Sl.139:7-10). c) Onipotência (Lc.1:35). d) Onisciência (ICo.2:10,11).

  1. A OBRA DO ESPÍRITO SANTO:
    A) Em relação ao universo material: Ele participou da obra da criação (Sl.33:6; Jó 33:4;104:29,30).
    B) Em relação aos homens não regenerados:
    1) Luta (Gn.6:3). 2) Testifica (Jo.15:26; At.5:32). 3) Convence (Jo.16:8-11).
    C) Em relação aos crentes:
    1) Regenera (Jo.3:3-6;6:63; Tt.3:5; ICo.2:4;3:6). 2) Batiza (Jo.1:32-34; ICo.12:13; At.1:5). 3) Habita (ICo.3:16;6:15-19; Rm.8:9). 4) Sela (Ef.1:13,14;4:30). 5) Testifica (Rm.8:14,16). 6) Fortalece (Ef.3:16). 7) Enche (Ef.5:18-20). 8) Liberta (Rm.8:2). 9) Guia (Rm.8:14; At.8:27-29;13:2,4). 10) Ilumina (ICo.2:12,14). 11) Instrui (Jo.16:13,14). 12) Capacita (ITs.1:5; At.1:8; ICo.2:1-5). 13) Produz Frutos (Gl.5:22,23; Fp.3:3; At.2:11).
    14) Intercede (Rm.8:26; Jd.20).
  2. D) Em relação a CRISTO:
    1) Concebido pelo ESPÍRITO SANTO (Lc.1:35). 2) Ungido pelo ESPÍRITO SANTO (At.10:38; Is.11:2;61:1; Lc.4:14,18; Mt.12:17,18). 3) Guiado pelo ESPÍRITO SANTO (Mt.4:1). 4) Cheio do ESPÍRITO SANTO (Lc.4:1; Jo.3:34). 5) Ministério (Lc.4:14,18,19; Is.61:1). 6) Sacrifício (Hb.9:14). 7) Ressureição (Rm.8:11; Rm.1:4). 8) Deu mandamentos pelo ESPÍRITO SANTO (At.1:1,2).
  3. E) Em relação as Escrituras:
    1) É o Seu Autor (IIPe.1:20,21; IITm.3:16; IIPe.3:15,16; Jo.16:13). 2) É o Seu Intérprete (Ef.1:17; ICo.2:9-14; Jo.16:14-16 IIPe.1:20,21; IJo.2:20,27).

 

O ESPÍRITO SANTO

At 5.3,4 “Disse, então, Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao ESPÍRITO SANTO e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a, não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a DEUS.”

 

É essencial que os crentes reconheçam a importância do ESPÍRITO SANTO no plano divino da redenção. Sem a presença do ESPÍRITO SANTO neste mundo, não haveria a criação, o universo, nem a raça humana (Gn 1.2Jó 26.1333.4Sl 104.30). Sem o ESPÍRITO SANTO, não teríamos a Bíblia (2Pe 1.21), nem o NT (Jo 14.26, 1Co 2.10) e nenhum poder para proclamar o evangelho (1.8). Sem o ESPÍRITO SANTO, não haveria fé, nem novo nascimento, nem santidade e nenhum cristão neste mundo. Este estudo examina alguns dos ensinamentos básicos a respeito do ESPÍRITO SANTO.

 

A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO.
Através da Bíblia, o ESPÍRITO SANTO é revelado como Pessoa, com sua própria individualidade (2Co 3.17,18Hb 9.141Pe 1.2). Ele é uma Pessoa divina como o Pai e o Filho (5.3,4). O ESPÍRITO SANTO não é mera influência ou poder. Ele tem atributos pessoais, a saber: Ele pensa (Rm 8.27), sente (Rm 15.30), determina (1Co 12.11) e tem a faculdade de amar e de deleitar-se na comunhão. Foi enviado pelo Pai para levar os crentes à íntima presença e comunhão com JESUS (Jo 14.16-18,26). À luz destas verdades, devemos tratá-lo como pessoa, que é, e considerá-lo DEUS vivo e infinito em nosso coração, digno da nossa adoração, amor e dedicação (ver Mc 1.11).

 

A OBRA DO ESPÍRITO SANTO. 

(1) A revelação do ESPÍRITO SANTO no AT. Para uma exposição da operação do ESPÍRITO SANTO no AT. 

 

(2) A revelação do ESPÍRITO SANTO no NT. 

(a) O ESPÍRITO SANTO é o agente da salvação. Nisto Ele convence-nos do pecado (Jo 16.7,8), revela-nos a verdade a respeito de JESUS (Jo 14.16,26), realiza o novo nascimento (Jo 3.3-6), e faz-nos membros do corpo de CRISTO (1Co 12.13). Na conversão, nós, crendo em CRISTO, recebemos o ESPÍRITO SANTO (Jo 3.3-6;20.22) e nos tornamos co-participantes da natureza divina (2Pe 1.4). 

(b) O ESPÍRITO SANTO é o agente da nossa santificação. Na conversão, o ESPÍRITO passa a habitar no crente, que começa a viver sob sua influência santificadora (Rm 8.91Co 6.19). Note algumas das coisas que o ESPÍRITO SANTO faz, ao habitar em nós. Ele nos santifica, i.e., purifica, dirige e leva-nos a uma vida santa, libertando-nos da escravidão ao pecado (Rm 8.2-4Gl 5.16,172Ts 2.13). Ele testifica que somos filhos de DEUS (Rm 8.16), ajuda-nos na adoração a DEUS (At 10.45,46Rm 8.26,27) e na nossa vida de oração, e intercede por nós quando clamamos a DEUS (Rm 8.26,27). Ele produz em nós as qualidades do caráter de CRISTO, que O glorificam (Gl 5.22,23;  1Pe 1.2). Ele é o nosso mestre divino, que nos guia em toda a verdade (Jo 16.1314.261Co 2.10-16) e também nos revela JESUS e nos guia em estreita comunhão e união com Ele (Jo 14.16-1816.14). Continuamente, Ele nos comunica o amor de DEUS (Rm 5.5) e nos alegra, consola e ajuda (Jo 14.161Ts 1.6). 

(c) O ESPÍRITO SANTO é o agente divino para o serviço do Senhor, revestindo os crentes de poder para realizar a obra do Senhor e dar testemunho dEle. Esta obra do ESPÍRITO SANTO relaciona-se com o batismo ou com a plenitude do ESPÍRITO. Quando somos batizados no ESPÍRITO, recebemos poder para testemunhar de CRISTO e trabalhar de modo eficaz na igreja e diante do mundo (1.8). Recebemos a mesma unção divina que desceu sobre CRISTO (Jo 1.32,33) e sobre os discípulos (2.4; ver 1.5), e que nos capacita a proclamar a Palavra de DEUS (1.84.31) e a operar milagres (2.433.2-85.156.810.38). O plano de DEUS é que todos os cristãos atuais recebam o batismo no ESPÍRITO SANTO (2.39). Para realizar o trabalho do Senhor, o ESPÍRITO SANTO outorga dons espirituais aos fiéis da igreja para edificação e fortalecimento do corpo de CRISTO (1Co 1214). Estes dons são uma manifestação do ESPÍRITO através dos santos, visando ao bem de todos (1Co 12.7-11). 

(d) O ESPÍRITO SANTO é o agente divino que batiza ou implanta os crentes no corpo único de CRISTO, que é sua igreja (1Co 12.13) e que permanece nela (1Co 3.16), edificando-a (Ef 2.22), e nela inspirando a adoração a DEUS (Fp 3.3), dirigindo a sua missão (13.2,4), escolhendo seus obreiros (20.28) e concedendo-lhe dons (1Co 12.4-11), escolhendo seus pregadores (2.41Co 2.4), resguardando o evangelho contra os erros (2Tm 1.14) e efetuando a sua retidão (Jo 16.81Co 3.161Pe 1.2).
 

(3) As diversas operações do ESPÍRITO são complementares entre si, e não contraditórias. Ao mesmo tempo, essas atividades do ESPÍRITO SANTO formam um todo, não havendo plena separação entre elas. Alguém não pode ter 

(a) a nova vida total em CRISTO, 

(b) um SANTO viver, 

(c) o poder para testemunhar do Senhor ou 

(d) a comunhão no seu corpo, sem exercitar estas quatro coisas. Por exemplo: uma pessoa não pode conservar o batismo no ESPÍRITO SANTO se não vive uma vida de retidão, produzida pelo mesmo ESPÍRITO, que também quer conduzir esta mesma pessoa no conhecimento das verdades bíblicas e sua obediência às mesmas.

 

 

 

ESTUDOS AFINS NA INTERNET

1º Trimestre De 2004 –  A PESSOA E A OBRA DO ESPÍRITO SANTO – COMENTÁRIOS: Mis. Eurico Bérgsten

Lição  1 – Todos Os Salvos Têm O ESPÍRITO SANTO

Lição  2 – Novo Nascimento E Batismo Com O ESPÍRITO SANTO

Lição  3 – Todos Os Salvos Precisam Ser Batizados Com O ESPÍRITO SANTO

Lição  4 – O Dia De Pentecostes

Lição  5 – Que Quer Isto Dizer?

Lição  6 – Línguas Estranhas Como Evidência Inicial Do Batismo Com O ESPÍRITO SANTO

Lição  7 – Línguas Estranhas – Diferença Entre Sinal E O Dom

Lição  8 – Como Receber O Batismo Com O ESPÍRITO SANTO

Lição  9 – O Fruto Do ESPÍRITO SANTO 

Lição 10– O Fruto Do ESPÍRITO É O Amor

Lição 11– O Batismo Com O ESPÍRITO SANTO E A Obra Missionária

Lição 12– A Obra Do ESPÍRITO SANTO E A Segunda Vinda De JESUS

Lição 13 – A Renovação Espiritual Do Crente

Lições Bíblicas CPAD – 1º Trimestre de 2011 – Atos dos Apóstolos: Até aos confins da terra – Comentarista: Pr. Claudionor de Andrade – Consultor doutrinário e teológico: Pr. Antônio Gilberto

  1. Atos – A Ação do ESPÍRITO SANTO Através da Igreja
    2. A Ascensão de CRISTO e a Promessa de Sua Vinda
    3. O Derramamento do ESPÍRITO SANTO no Pentecostes
    4. O Poder Irresistível da Comunhão na Igreja
    5. Sinais e Maravilhas na Igreja
    6. A Importância da Disciplina na Igreja
    7. Assistência Social, Um Importante Negócio
    8. Quando a Igreja de CRISTO é Perseguida
    9. A Conversão de Paulo
    10. O Evangelho Propaga-se Entre os Gentios
    11. O Primeiro Concílio da Igreja de CRISTO
    12. As Viagens Missionárias de Paulo
    13. Paulo Testifica de CRISTO em Roma

RESUMO DO 1TRIMESTRE EM FIGURAS

Lições Bíblicas da CPAD – 2º Trimestre/2011 – “Movimento Pentecostal: As doutrinas da nossa fé”. – Comentarista: Pr. Elienai Cabral – Consultor doutrinário e teológico: Pr. Antônio Gilberto

  1. Quem é o ESPÍRITO SANTO?
    2. Nomes e símbolos do ESPÍRITO SANTO
    3. O que é o Batismo com o ESPÍRITO SANTO?
    4. ESPÍRITO SANTO agente capacitador da obra de DEUS
    5. A importância dos dons espirituais
    6. Dons espirituais que manifestam a sabedoria de DEUS
    7. Os dons de poder
    8. O genuíno culto pentecostal
    9. A pureza do movimento pentecostal
    10. Assembléia de DEUS, cem anos de Pentecoste
    11. Uma igreja autenticamente Pentecostal
    12. Conservando a pureza da Doutrina Pentecostal
    13. Aviva ó Senhor a tua obra

RESUMO DO 2TRIMESTRE EM FIGURAS

Lições Do 3º Trimestre De 2006 – Tema – As Doutrinas Bíblicas Pentecostais:  – Comentarista:  Pr. Antonio Gilberto  – 100. Aniversário Do Avivamento Da Rua Azusa.

Lição 1 – O Derramamento Do ESPÍRITO SANTO

Lição 2 – O Avivamento Contínuo Da Igreja 

Lição 3 – A Divindade Do ESPÍRITO SANTO 

Lição 4 – Batismo Com O ESPÍRITO SANTO 

Licao5 – Os Dons Do ESPÍRITO SANTO

Lição 6 – O Cristão E Sua Santificação

Lição 7 – As Ministrações Do ESPÍRITO SANTO Ao Crente

Lição 8 – A Renovação Espiritual Do Crente

Lição 9 – Pecados Contra O ESPÍRITO SANTO 

Lição 10 – O ESPÍRITO SANTO E A Obra Missionária

Lição 11 – Decência E Ordem No Culto Ao Senhor 

Lição 12 – Conservando O Verdadeiro Pentecoste

Lição 13 – O ESPÍRITO SANTO E A Vinda De JESUS

Dons espirituais

https://www.youtube.com/watch?v=D_pH0OLeRgQ

https://www.youtube.com/watch?v=DjysTY107PE

https://youtu.be/GvtFGQo5U2k?list=PLBCB8960712BA30F7

Dons do ESPÍRITO SANTO – 100 anos avivamento – Rua Azuza

https://www.youtube.com/watch?v=8DSx9L080R8&list=PLAEB801087A0FC296

Outros endereços de estudos sobre o ESPÍRITO SANTO

http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao2-espiritoSANTO-novonascimebatespSANTO.htm

http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/orarnoespiritoSANTO.htm

http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/enchendo.htm

http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao3-dpm-4tr12-joel-oderramamentodoespiritoSANTO.htm

http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao7-4t10-pmo-aoracaodaigrejaeotdes.htm

http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao4-pd-apromessadobatismonoespiritoSANTO.htm

http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao4-vc-espiritoSANTO-nossodivinoconsolador.htm

http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao5-vc-asantissimatrindadeumaverdadeincontestavel.htm

 

 

PNEUMATOLOGIA (Dicionário Wycliffe)

Estudo da doutrina da terceira pessoa da Trindade, o ESPÍRITO SANTO. O aspecto mais importante dessa doutrina diz respeito à sua verdadeira personalidade e divindade. A doutrina que mostra que Ele é uma pessoa e também um membro de natureza divina é um ensino do NT. Por exemplo, o Senhor JESUS CRISTO disse aos discípulos que deveriam batizar em nome do Pai, e do Filho e do ESPÍRITO SANTO, atribuindo ao ESPÍRITO a mesma individualidade e personalidade que Ele atribuía a si próprio e ao Pai (Mt 28.19). Veja ESPÍRITO SANTO.

A doutrina do ESPÍRITO SANTO, embora tendo sido sempre aceita pela Igreja Cristã, desenvolveu-se de forma um pouco mais lenta do que a doutrina do Filho. Na verdade, a separação entre a Igreja do Oriente, que se tornou a Igreja Ortodoxa Grega, e a do ocidente, que mais tarde tornou-se a Igreja Católica Romana, foi causada, em parte, pela falta de concordância sobre a procedência do ESPÍRITO SANTO. No Concílio de Nicéia foi estabelecido que o Filho procedia do Pai através da eterna geração. A Igreja do Oriente, baseando-se em João 15.26, insistia que o ESPÍRITO procedia apenas do Pai, enquanto a Igreja do Ocidente, reverenciando o ensino de que o Filho é subordinado ao Pai, e o ESPÍRITO subordinado a ambos, afirmava que Ele procedia tanto do Pai como do Filho. As duas Igrejas finalmente separaram-se em 1054.

O “modalismo” e o “patripassionismo” (em latim pater, pai; passio, sofrimento) foram erros do século III d.C. que negavam a existência da verdadeira trindade composta pelas três pessoas na natureza divina. O modalismo ensinava que o Pai, e o Filho e o ESPÍRITO SANTO eram apenas nomes, expressões ou modos de apenas um ser individual, isto é, do próprio DEUS. O patripassionismo ensinava que existe apenas o Pai e que foi Ele que se tornou homem e sofreu na cruz pelos pecados do mundo. Karl Barth adotou aquilo que é, essencialmente, a visão do modalismo, mas modificou-a a ponto de afirmar que toda a essência de DEUS existe em cada um dos modos de sua revelação como Pai, Filho e ESPÍRITO SANTO. O Pai é o revelador, o Filho é a revelação e o ESPÍRITO é o revelado. Entretanto, qualquer negação da verdadeira personalidade do ESPÍRITO SANTO está sujeita a todos os erros filosóficos e escriturais que pertencem a toda teoria contrária à Trindade. R. A. K.

No Novo Testamento, O ESPÍRITO SANTO revela-se claramente como uma Pessoa e como Divino. Ele tem os atributos da personalidade, intelecto (Rm 8.271Co 2.10-13), emoções (Ef 4.30) e vontade (1 Co 12.11). Ele executa as ações da personalidade. Ele ensina (Jo 14.26), dá testemunho (Jo 15;26), orienta (Act 8.2913.2), dirige (Rm 8.14), adverte (1 Tm 4.1). Ele é Divino porque é o ESPÍRITO de DEUS e de CRISTO (Rm 8.9), e origina-se eternamente do Pai (Jo 15.26Gl 4.6).

As Escrituras posicionam o ESPÍRITO SANTO no mesmo nível de DEUS Pai e de DEUS Filho (2 Co 13.14Mt 28.191 Co 12.4-61 Pe 1.2), Assim, as obras de DEUS sempre envolvem as três Pessoas da Trindade (q.v.). Foi o DEUS trino que criou o mundo e que se revela tanto nele quanto em sua Palavra ao homem. Foi o DEUS trino que redimiu seu povo do pecado. Mesmo assim, algumas dessas obras são atribuições específicas do ESPÍRITO SANTO. O ESPÍRITO SANTO traz a realização das obras do DEUS trino.

Na Criação

O ESPÍRITO movia-se sobre a face do abismo (Gn 1.2), e pelo seu ESPÍRITO DEUS ornou os céus (Jó 26.13). O ESPÍRITO dá vida aos homens (Jó 33.4). Ele lnes dá excelentes talentos, tanto habilidades naturais quanto poderes espirituais ou carismáticos (Ex 31.2,31 Co 12.8-11). Quando os homens pecam, Ele os convence que pecaram e luta para que retornem a DEUS (Gn 6.3Jo 16.8,9Rm 2.4). É especialmente por meio do ESPÍRITO que o DEUS trino dá testemunho de si mesmo aos homens.

Na Revelação e na Inspiração

O divino autor da revelação de DEUS à humanidade é o ESPÍRITO SANTO. Os profetas e os apóstolos, os instrumentos humanos, ‘Talaram inspirados pelo ESPÍRITO SANTO” (2 Pe 1,21). Foi elaramente afirmado que os profetas do Antigo Testamento recebiam a Palavra do Senhor por meio do seu ESPÍRITO (Zc 7.12Ez 2.2Ne 9.30). Uma comparação de Atos 28.25 com Isaías 6.9,10 ensina que o ESPÍRITO SANTO é a Pessoa especial da Trindade que entregou a revelação de DEUS em palavras. O ESPÍRITO de DEUS é Aquele que inspirou as Escrituras, isto é, ensinou as palavras (1 Co 2.12,13), de modo oue elas fossem precisas, infalíveis e repletas ae autoridade. O Senhor JESUS prometeu enviar o ESPÍRITO SANTO para ensinar aos seus apóstolos todas as coisas, e trazer à lembrança tudo o que Ele lhes havia dito (Jo 14.26). Veja Inspiração; Revelação.

Na Redenção

No entanto, é especialmente quando o DEUS trino vem para redimir seu povo que o ESPÍRITO SANTO fica elaramente evidente em sua obra de consumação.

No Antigo Testamento. No período da revelação do Antigo testamento o ESPÍRITO preparava o povo de DEUS para aguardar a sua redenção por meio do Messias que viria. Ele inspirou Moisés e os profetas a falarem daquele que viria. Ele destruiu a atitude de rebelião por parte do Israel de DEUS quando o povo recusou-se a obedecer à Palavra da promessa (Is 63.10-14Mq 3.8). Ele ensinou Davi, o doce cantor de Israel (2Sm 31.1,2), e por meio dele a muitos outros, a dizer; “… guie-me o teu bom ESPÍRITO por terra plana” (Sl 143.10).

JESUS e o ESPÍRITO, Na época da revelação do Novo Testamento, o ESPÍRITO estava ativo desde antes da vinda de JESUS (Lc 1.13-15) até o fina] de sua vida na terra (1 Pe 3,18). O Senhor JESUS foi humanamente concebido por obra do ESPÍRITO SANTO (Lc 1.35). O ESPÍRITO desceu sobre CRISTO na ocasião do seu batismo (Mt 3.16). Então, “cheio do ESPÍRITO SANTO”, JESUS “foi levado pelo ESPÍRITO ao deserto” (Lc 4.1). O ESPÍRITO deu poder e as qualidades ao Messias para o desempenho de sua tarefa oficial de destruir o reino de Satanás e de estabelecer o Reino de DEUS.

Pouco tempo depois de sua declaração de guerra contra Satanás, o Salvador, “pela virtude do ESPÍRITO, voltou… para a Galiléia” (Lc 4.14) para pregar o Evangelho do reino. Ele leu, na sinagoga, o pergaminho de Isaías sobre a vinda do Messias: “O ESPÍRITO do Senhor é sobre mim…” (Lc 4.18) e disse: “Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos” (Lc 4.21). Ele disse a Nicodemos que “aquele que não nascer da água e do ESPÍRITO não pode entrar no Reino de DEUS” (Jo 3.5). Pelo ESPÍRITO Ele expulsou demônios (Mt 12.28). Assim, quando os fariseus atribuíram a Belzebu esse trabalho de libertação realizado pelo ESPÍRITO, JESUS os advertiu a não pecarem contra o ESPÍRITO para que não se tornassem como Satanás, de modo que seu pecado não pudesse ser perdoado (Mt 12.31,32). Veja ESPÍRITO SANTO, Pecado Contra.

O Senhor JESUS prometeu aos seus discípulos que pediría ao Pai que lhes desse “outro Consolador”, “o ESPÍRITO da Verdade” (Jo 14. 16,17). Por esse ESPÍRITO, os apóstolos teriam a capacidade de desempenhar as suas tarefas especiais como mestres da igreja (Jo 14.26). Quando o Senhor JESUS retornasse à glória, então o ESPÍRITO capacitaria os apóstolos a colocar em prática o completo significado de tudo o que Ele tinha vindo fazer pelo seu povo (Jo 16.13).

Sustentado pelo ESPÍRITO, o Senhor JESUS decidiu firmemente ir a Jerusalém. Tanto no início quanto no final, JESUS resistiu à constante tentação de Satanás de salvar seu povo e estabelecer seu reino por outros meios exceto por aquele de morrer por eles, pelos pecados deles. Sendo DEUS, Ele mesmo havia concedido a palavra profética: “Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados” Us 53.5), Ele sabia que “nesse dia” as Escrituras deveriam ser cumpridas por meio dele, Assim, o nosso Salvador esteve sustentado pelo ESPÍRITO durante toda a sua obra redentora (Hb 9.14). Por meio do ESPÍRITO Ele pode dizer “está consumado”, e pode entregar seu espirito ao Pai.

Pentecostes, Estava real mente consumado. JESUS morreu, mas ressuscitou dos mortos. Ele subiu aos céus. Agora Ele está glorificado. De acordo com sua promessa, Ele enviou seu ESPÍRITO (Act 2.3,4). Veja Pentecostes.

Pedro “chorou amargamente” após ter negado JESUS. Mas a partir do Pentecostes, cheio do ESPÍRITO SANTO como o Consolador, a vitória absoluta encheu seu coração. Agora, “cheio do ESPÍRITO SANTO” coroo o “ESPÍRITO da verdade”, Pedro teve a visão das “coisas que haviam de vir”. Cheio do ESPÍRITO SANTO, ele proclamou com ousadia que JESUS não tinha sido, em última análise, entregue à morte pelo povo, pelos fariseus, por Pilatos nem mesmo por Satanás. Foi “pelo determinado conselho e presciência de DEUS” que tudo aquilo se realizou (Act 2.23). Aquilo que as “mãos de injustos” tinham feito agora estava derrotado. Era impossível que Ele pudesse ser retido pelas “ânsias da morte” (2.24). Davi, o profeta, tinha dito que sna alma não ficaria no inferno e que sua carne não veria corrupção (Sl 16.10), e o ESPÍRITO ensinou Pedro a enxergar o Senhor como o CRISTO ressuscitado (Act 2.25-36).

Na igreja. No Pentecostes, a igreja tornou- se universal. Antes de subir aos céus, o Senhor JESUS disse aos doze: “Mas recebereis a virtude do ESPÍRITO SANTO, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (Act 1.8).

Com a chegada do Pentecostes, a igreja entrou nos “últimos dias” (Act 2.17). Os escravos (“servos”) assim como os livres, e as mulheres (“filhas”), assim como os homens, iriam agora “profetizar” (Act 2.18). Os Judeus de Creta e da Arábia ouviram falar das grandezas de DEUS” nos seus próprios idiomas (Act 2.11). Veja Línguas, Dom de.

Quando Pedro, que falou na ocasião do Pentecostes, explicou como o gentio Cornélio voltara-se para CRISTO de um modo absolutamente convincente, ele disse; “Caiu sobre eles o ESPÍRITO SANTO, como também sobre nós ao princípio” (Act 11.15). A parede de separação que estava no meio entre Judeus e gentios tinha sido finalmente removida (Ef 2.14) e a unidade do ESPÍRITO não somente tornou-se possível, mas também deveria ser preservada (Ef 4.3-6).

A partir de então, o Senhor, como o ESPÍRITO (2 Co 3.17), passou a ser a redenção do seu próprio povo. Com o rosto “descoberto”, os crentes agora contemplam constantemente a “glória do Senhor”, a glória daquele que morreu pelos seus pecados e ressuscitou para que fossem justificados. Fazendo isso, eles “são transformados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo ESPÍRITO do Senhor” (2 Co 3.18). O “ESPÍRITO de vida em CRISTO JESUS” os “livrou da lei do pecado e da morte” (Rm 8.2). Em todos os dias, a partir de então, eles saberiam que não receberam o ESPÍRITO de escravidão, para, outra vez, estarem em temor, mas “o ESPÍRITO de adoção”, pelo qual clamam. “Aba, Pai” (Rm 8.15). Na era presente, o ESPÍRITO SANTO habita nos crentes (1 Co 3.166.19); sela-os (2 Co 1.22Ef 1.184.30); ensina-os (Jo 16.12-15); dirige-os (Rm 8.14); ajuda-os quando oram (Rm 8.26) e procura enchê-los (Ef 5.18).

No mundo. JESUS disse aos seus discípulos: “Mas recebereis a virtude do ESPÍRITO SANTO, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas” (Act 1.8). E por meio deles, Ele disse o mesmo a todos os seus seguidores. Como o mundo iria receber o Senhor JESUS e o ESPÍRITO SANTO, bem como os seus discípulos e seu testemunho? JESUS lhes disse que tipo de recepção eles teriam: “Se chamaram Belzebu ao pai de família, quanto mais aos seus domésticos?” (Mt 10.25). “A inclinação da carne é inimizade contra DEUS, pois não é sujeita à lei de DEUS, nem, em verdade, o pode ser” (Rm 8.7; cf. 1 Co 2.14Ef 2.1). Mas o ESPÍRITO SANTO foi enviado para convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.7-11).

Apesar da perseguição, nada podia deter o povo de DEUS em sua pregação das “riquezas incompreensíveis de CRISTO” (Ef 3.8). Os primeiros cristãos (como os de todas as épocas) puderam orar e se encher do ESPÍRITO SANTO e anunciar a Palavra de DEUS com ousadia (Act 4.31). Com Pedro, eles puderam dizer ao conselho dos Judeus: “Nós somos testemunhas acerca destas palavras, nós e também o ESPÍRITO SANTO, que DEUS deu àqueles que lhe obedecem” (Act 5.32). Com Paulo eles puderam exclamar perante toda a oposição que é sempre inspirada por Satanás: “E graças a DEUS, que sempre nos faz triunfar em CRISTO e, por meio de nós, manifesta em todo lugar o cheiro do seu conhecimento” (2 Co 2.14). Eles sabiam que os gentios “andam… na vaidade do seu sentido, entenebrecidos no entendimento” (Ef 4.17,18). Mas pelo poder renovador do ESPÍRITO SANTO (Tt 3.5) as mentes humanas estão libertas e as suas atitudes são renovadas (Ef 4.23Rm 12.2). Portanto, a obra do ESPÍRITO SANTO na evangelização é essencial para que OS homens possam ouvir e receber o Evangelho.

Finalmente, O ESPÍRITO SANTO, o ESPÍRITO que repousou sobre CRISTO sem medida (Jo 1.32,333.34) e fez dele uma testemunha fiel a DEUS, irá sustentar os cristãos para que façam a boa confissão perante os homens até o fim, até o arrebatamento da igreja. Os “sete ESPÍRITOs” de DEUS (uma expressão semita do ESPÍRITO em sete aspectos, cf. Is 11.2) estão diante do trono de CRISTO, o Vitorioso (Ap 1.4). Ele, que “também nos selou e deu o penhor do ESPÍRITO em nossos corações” (2 Co 1.22; cf. Ef 1.14), selará o testemunho final da sua graça quando eles estiverem em confronto com o ódio de Satanás, que inspira a Besta. Conseqüentemente, o ESPÍRITO SANTO testemunhará ao mundo por meio daqueles que são comprados para DEUS pelo sangue do Cordeiro. Quando tudo estiver terminado, e a vitória ganha sobre Satanás, então “o ESPÍRITO e a esposa” dirão: “Vem!” (Ap 22.17).  C. V. T.

 

CONSOLADOR – (Strong Português) – παρακλητος parakletos
do SANTO ESPÍRITO, destinado a tomar o lugar de CRISTO com os apóstolos (depois de sua ascensão ao Pai), a conduzi-los a um conhecimento mais profundo da verdade evangélica, a dar-lhes a força divina necessária para capacitá-los a sofrer tentações e perseguições como representantes do reino divino

 

 

Referências Bibliográficas (outras estão acima)

Bíblia Amplificada – Bíblia Católica Edições Ave-Maria – Bíblia da Liderança cristã – John C Maxwell – Bíblia de Estudo Aplicação pessoal – CPAD – Bíblia de Estudo Almeida. Revista e Atualizada. Barueri, SP:Sociedade Bíblica do Brasil, 2006 – Bíblia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. Texto bíblico Almeida Revista e Corrigida. Bíblia de Estudo Pentecostal. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com referências e algumas variantes. Revista e Corrigida, Edição de 1995, Flórida- EUA:CPAD, 1999. Bíblia Ilúmina em CD – Bíblia de Estudo NVI em CD – Bíblia Thompson EM CD. – Bíblia NVI – Bíblia Reina Valera – Bíblia SWord – Bíblia Thompson – Bíblia VIVA – Bíblia Vivir – Bíblias e comentários e dicionários diversas da Bíblia The Word – Comentário Bíblico Moody – Comentário Bíblico Wesleyano – Champlin, Comentário Bíblico. Hagnos, 2001 – Coleção Comentários Expositivos Hagnos – Hernandes Dias Lopes – Comentário Bíblico – John Macarthur – Concordância Exaustiva do Conhecimento Bíblico “The Treasury of Scripture Knowledge” – CPAD – http://www.cpad.com.br/ – Bíblias, CD’S, DVD’S, Livros e Revistas. BEP – Bíblia de Estudos Pentecostal. – Dicionário de Referências Bíblicas, CPAD – Dicionário Strong Hebraico e Grego – Dicionário Teológico, Claudionor de Andrade, CPAD – Dicionário Vine antigo e novo testamentos – CPAD – Enciclopédia Ilúmina – Série Cultura Bíblica – Vários autores – Vida Nova  – Sociedade Religiosa Edições Vida Nova ,Caixa Postal 21486, São Paulo – SP, 04602-970 –  – HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva Pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996 – Dicionário Bíblico Wycliffe -Wiesber, Comentário Bíblico. Editora Geográfica, 2008 – W. W. Wiersbe Expositivo – Pequena Enciclopédia Bíblica – Orlando Boyer – CPAD – Comentário do Novo Testamento de Adam Clarke – CPAD – GRUDEM, W. Manual deTeología Sistemática. Editora Vida, I a . Edição, 2001, p.258 – WWAD, S. A Terra Santa em Cores (revista), Jerusalém. Ralphot Ltda. 1986, pp.44-48 SILVA, Severmo Pedro da. A Vida de CRISTO. CPAD, 2 a . Edição, 2000, pp.49-57 – JOSEFO, Flávio. História dos Hebreus. Livro III. CPAD, 8 a . Edição, 2004 [Art. 120], pp.I76-I77 – Enciclopédia Judaica.No 1. V Editora e Livraria Sêfer Ltda, 1989, p.73 – MEDRANO, R. Pitágoras e seus versos dourados.1993, p.I3 – Charles F. Pfeiffer, Howard F. Vos, John Rea – CPAD – Manual Bíblico Entendendo a Bíblia, CPAD – Peq.Enc.Bíb. – Orlando Boyer – CPAD –

BANCROFT, E. H. Teologia Elementar. Editora Batista Regular. – VÍDEOS da EBD na TV, da LIÇÃO ATUAL INCLUSIVE – http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm — www.ebdweb.com.br – www.escoladominical.net – www.gospelbook.net – www.portalebd.org.br/

Publicado no site do Ev. Luiz Henrique

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