Gênesis, o Livro da Criação Divina – Pr. Geraldo Carneiro Filho

Gênesis, o Livro da Criação Divina – Pr. Geraldo Carneiro Filho

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI – RJ
LIÇÃO Nº 01 – DATA: 04/10/2015
TÍTULO: “GÊNESIS, O LIVRO DA CRIAÇÃO”
TEXTO ÁUREO – Gn 1.11
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gn 1.1-10, 14, 26
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO

I – INTRODUÇÃO:

Nada há dentro do livro mais antigo que existe que o contradiga; ao contrário, muitas coisas narradas pelos escritores pagãos mais antigos, ou que se podem descobrir nos costumes de nações diferentes, confirmam o relatado no livro do Gênesis.

II – TEMA DO LIVRO DO GÊNESIS:

Este Livro é bem definido pelo seu título, Gênesis, que significa “princípio”, porque é a história do princípio de todas as coisas: o princípio do céu e da terra; o princípio de todas as formas de vida e de todas as instituições e relações humanas.

Tem sido chamado “o viveiro” das gerações da Bíblia, pelo fato de nele se encontrarem todos os começos de todas as grandes doutrinas referentes a Deus, ao homem, ao  pecado e à salvação.

O primeiro versículo anuncia o propósito do Livro: – “No princípio criou Deus os céus e a terra”. Os israelitas, a quem foi primeiramente dirigida a mensagem do Livro, aprenderam que o Deus da Palestina era também o Deus de todos os países, e que o Deus de uma nação (Israel) era também o Deus de todas as nações. Ora, sendo ele o Deus e Criador de toda a terra, devia, por fim, tornar-se o Redentor de toda a terra. O Livro relata como se tornou necessária a redenção, devido ter o homem pecado e caído nas trevas; e como Deus escolheu uma nação a fim de que levasse a luz da verdade divina às demais nações.

III – AUTORIA DO LIVRO:

Com segurança podemos declarar que Moisés é o responsável pela autoria do livro. É o primeiro livro do Pentateuco que ambas, as Escrituras e a tradição, atribuem a Moisés. Seria difícil descobrir um homem, em toda a série da vida de Israel, que fosse mais qualificado a escrever esta história. Educado na “sabedoria dos egípcios” (Atos 7:22), Moisés foi providencialmente preparado para compreender os registros e manuscritos disponíveis e a narrativa oral. Como um profeta ao qual foi concedido o incomum privilégio de longas horas de comunhão com Deus no Sinai, foi bem preparado para registrar para todas as gerações o retrato do Senhor e das Suas atividades através dos séculos. Que outro indivíduo, através dos séculos, possuiu tais poderes e tal fé e que tenha desfrutado de uma comunhão tão íntima com Jeová? A descoberta nos tempos modernos de registros tão antigos como as Cartas de Amarna, a literatura Ugarítica (ou Ras Shamra), e tábuas de barro da Mesopotâmia (Mari e Nuzu), têm capacitado os mestres a reconstruírem os antecedentes históricos e culturais dos registros bíblicos, e descobrir como era a vida no Egito, na Palestina e na Mesopotâmia nos tempos bíblicos. Igualmente, muitos registros orais e escritos, pela antiguidade adentro, estavam à disposição do ilustre mestre hebreu, cuja educação egípcia e cujos estudos superiores na região do Monte Sinai tornaram-no cônscio dos significativos movimentos mundiais. De acordo com a tradição judia, quando o grande escriba Esdras voltou da Babilônia para Jerusalém, trazendo os manuscritos hebreus do Velho Testamento, ele se dispôs a trabalhar com prodigiosa energia para preservar, copiar e editar o antigo material que tinha em seu poder.

IV – ESFERA DE AÇÃO:

Da criação até a morte de José, abrangendo um período de 2315 anos, de cerca de 4004 a 1689 antes de Cristo.

V – O CONTEÚDO DO LIVRO:

O conteúdo de Gênesis gira em torno de nove fatos principais:

(1) – A criação – Capítulos 1 e 2.

(2) – A queda – Capítulo 3.

(3) – A primeira civilização – Capítulo 4.

(4) – O dilúvio – Capítulos 5 ao 9.

(5) – A dispersão das nações – Capítulos 10 e 11.

(6) – Abraão – Capítulos 12 ao 25.

(7) – Isaque – Capítulos 17 ao 35.

(8) – Jacó – Capítulos 25 ao 35.

(9) – José – Capítulos 37 ao 50.

Vamos agora analisar os capítulos que se referem a cada ponto do esboço acima e, assim procedendo, gravar em nossa mente os fatos mais importantes.

(1) A CRIAÇÃO – Gn 1 e 2 – O Grande Arquiteto do Universo completou em seis dias a obra da criação, na seguinte ordem:

(A) – 1º dia – Luz.

(B) – 2º dia – Ar e Água.

(C) – 3º dia – Terra e Plantas.

(D) – 4º dia – Luzeiros (corpos celestes).

(E) – 5º dia – Aves e Peixes.

(F) – 6º dia – Animais e o Homem.

Depois de ter criado o homem, a coroa da criação, Deus declarou que tudo era muito bom.

O segundo capítulo mostra-nos como Deus preparou o primeiro lar do homem, como realizou a primeira cerimônia de casamento,  e como colocou duas árvores no jardim, fatos que ensinavam as seguintes lições: Se Adão e Eva escolhessem o bem e recusassem o mal, comeriam sempre da árvore da vida; caso contrário, morreriam.

No capítulo 2 encontramos uma repetição do relato da criação. Comparando, porém os dois capítulos veremos que o primeiro nos dá um relato geral do acontecimento, ao passo que o segundo nos dá o mesmo relato acrescido de detalhes suplementares, que salientam partes especiais da história. Esta peculiaridade do Espírito Santo ao dar-nos dois relatos de um mesmo acontecimento, recebe o nome de “LEI DA DUPLA REFERÊNCIA” e encontra-se por toda a Bíblia.

O que relata o capítulo 2 acerca da criação, que o capítulo 1 omite? O que significa a afirmação de que o homem foi criado “à imagem de Deus”? – Leiamos Ef 4.24; Cl 3.10.

A quem se refere a expressão “nós” na expressão: – “Façamos o homem”? – Leiamos Jó 33.4; 35.10; Cl 1.16.

(2) – A QUEDA – Capítulo 3 – Observemos:

(A) – A POSSIBILIDADE DA TENTAÇÃO – A árvore da ciência do bem e do mal foi posta no jardim a fim de que o homem fosse experimentado e aprendesse a servir a Deus por sua livre vontade.

(B) – O AUTOR DA TENTAÇÃO – A serpente representa “a grande serpente, o diabo” e é também um agente seu.

(C) – A SUTILEZA DA TENTAÇÃO – A serpente conseguiu por uma dúvida na mente de Eva.

(D) – ÊXITO DA TENTAÇÃO – Adão e Eva desobedeceram a Deus e tornaram-se conscientes de culpa.

(E) – O PRIMEIRO JUÍZO:

(E.1) – Sobre a serpente: degradação.

(E.2) – Sobre a mulher: dor e submissão ao homem.

(E.3) – Sobre o homem – Trabalho árduo até a sua morte, num solo cheio de espinhos.

(E.4) – Sobre o homem e seus descendentes – Exclusão da árvore da vida no paraíso de Deus.

(6) – O PRIMEIRO ANÚNCIO DA REDENÇÃO:

(A) – A redenção prometida – Gn 3.15 – Haveria uma luta entre o homem e o poder que causou sua queda.

“Este te ferirá a cabeça” – O homem será vitorioso por meio de seu representante, O Filho do Homem – At 10.38; I Jo 3.8.

“E tu lhe ferirás o calcanhar” – A vitória será por meio do sofrimento, por meio da morte do descendente da mulher, Cristo – Is 7.14; Mt 1.21; Gl 4.4.

(B) – A redenção figurada – O Senhor imolou a vítima do primeiro sacrifício a fim de vestir o primeiro par culpado (um quadro da cobertura da consciência culpada por meio do sacrifício de sangue).

OBS: O Gênesis é o relato do desenvolvimento da promessa de redenção, e demonstra seu curso através de vários indivíduos e famílias.

(3) – A PRIMEIRA CIVILIZAÇÃO – Capítulo 4.

(A) – A história de Caim – Mostra como o pecado tornou-se hereditário e conduziu ao primeiro homicídio – I Jo 3.12.

(B) – A história de Abel – Ensina-nos como aqueles que participam da culpa e do pecado de Adão podem ser aceitos na presença de Deus por meio da oferenda de um sacrifício expiatório.

(C) – A primeira civilização – Caim tornou-se fundador de uma civilização que incluiu uma cidade, agricultura, manufaturas e artes. O caráter desta cidade foi marcado pela violação da lei do matrimônio e pelo espírito de violência – Gn 4.19-24.

(D) – O nascimento de Sete – Abel morreu; Caim foi rejeitado; a promessa da redenção passou a Sete, o terceiro filho de Adão – Gn 4.25-26.

(4) – O DILÚVIO – Gn capítulos 5 até ao 9 – Havia agora duas classes de homens no mundo: Os ímpios (caimitas) e os piedosos (setistas).

A linhagem escolhida de Sete perdeu a sua separação e uniu-se, pelo matrimônio, com os caimitas. Resultado: Um estado de impiedade na terra que exigia o juízo de Deus.

Dos descendentes de Sete somente a família de Noé permaneceu fiel a Deus. Noé tornou-se o escolhido por meio de quem a promessa da redenção continuou o seu curso até o seu cumprimento – Gn 5.29; 6.8.

Notemos no capítulo 5 a genealogia (registro dos antepassados de alguém): – Começa em Adão e termina com Noé. Encontramos muitas genealogias na Bíblia. O propósito principal, na maioria delas, é conservar um registro da linhagem da qual virá o descendente prometido: Cristo – Gn 3.15.

Faremos um resumo dos principais acontecimentos desses capítulos:

(A) – A genealogia de Noé – Gn 5.

(B) – A construção da arca – Gn 6.

(C) – A entrada na arca – Gn 7.

(D) – A saída da arca – Gn 8.

(E) – O pacto com Noé – Gn 9.

Observemos o estado adiantado da civilização na época do dilúvio – Gn 4.16-21 -. Os descendentes de Caim foram os edificadores da primeira cidade e os originadores das principais artes. De que devem nos lembrar aqueles dias?  – Mt 24.37-39.

Deus destruiu o mundo pelo dilúvio e começou uma nova raça com a família de Noé. Prometeu que a terra nunca mais tornaria a ser destruída por um dilúvio e pôs o arco-íris como sinal deste pacto. O Senhor renovou o encargo dado a Adão, a saber, povoar a terra. Há uma solene proibição de assassinato acrescida do aviso de que: – “Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu”. Isto assinala a delegação de autoridade ao homem para governar os seus semelhantes e punir o crime. Antes disso, somente Deus podia castigar os malfeitores. Mais tarde, Noé predisse o futuro de seus três filhos e apontou Sem como a semente escolhida pela qual Deus abençoará o mundo.

(5) – DISPERSÃO DAS NAÇÕES – Capítulos 10 e 11.

Como introdução ao estudos das nações, leiamos novamente e com cuidado a profecia de Noé concernente aos seus três filhos – Gn 9.24-27.

Estas profecias cumpriram-se maravilhosamente. Vejamos:

(A) – Concernente à descendência de Cão – Os egípcios foram castigados com diversas pragas; a terra de Canaã foi entregue por Deus 800 anos mais tarde aos israelitas, sob Josué, que destruiu muitos e obrigou o restante a fugir, alguns para a África e outros para vários países. As condições do povo na África nós a conhecemos.

(B) – Com respeito a Jafé – “Engrandeça Deus a Jafé” – Cumpriu-se no extenso e vasto território possuído por ele: todas as ilhas do oeste;  e quando os gregos, e depois os romanos, subjugaram a Ásia e a África, eles então ocuparam as moradas de Sem e de Canaã.

(C) – Com respeito a Sem – “Bendito seja o Senhor, Deus de Sem” – Isto é, ele e a sua igreja habitariam nas tendas de Sem; dele surgiria o Messias; e a adoração do verdadeiro Deus seria preservada entre a sua descendência, sendo os judeus a posteridade de Sem.

Observemos as relações entre os capítulos 10 e 11: – O capítulo 10 indica as moradas separadas das raças; o capítulo 11 explica como se deu a separação.

Depois do dilúvio os descendentes de Noé, liderados por Ninrode, levantaram-se em rebelião contra Deus e, como manifestação disso, erigiram a Torre de Babel. Era seu propósito organizar uma “liga de nações” contra Deus. O Senhor destruiu este plano, confundindo a sua língua, e espalhando-os por diversos países.

Não se sabe a finalidade exata da Torre em si, mas uma coisa sabemos: Que o plano deles foi um ato de rebelião contra Deus. Evidentemente, o propósito do Senhor era que os descendentes de Noé se espalhassem e ocupassem os diferentes pontos da terra – Dt 32.8; At 17.26 – mas disseram: – “Vinde, edifiquemos para nós uma cidade, e uma torre cuja topo chegue aos céus, e tornemos célebre o nosso nome, para que não sejamos espalhados por toda a terra”.

Quem foi o provável instigador dessa rebelião? – Veja Gn 10.8-9.

Qual era o seu reino? – Veja Gn 10.10.

De quem ele é tipo? – Veja II Ts 2.3-11; Apc 13.

Quem unirá as nações em rebelião nos últimos dias? – Veja Apc 16.13-15.

Babel ou Babilônia será outra vez país proeminente nos últimos dias? – Veja Apc 17; 18.

Assim, aprendamos um esboço simplificado de Gênesis, Capítulos 10 e 11:

(A) – A unidade de raça e linguagem.

(B) – O local do acontecimento: a terra de Sinear.

(C) – O propósito da Torre de Babel – Ser um centro de rebelião contra Deus.

(D) – O juízo de Deus – a confusão das linguagens.

(E) – O resultado do julgamento – a dispersão.

(6) – ABRAÃO – Gênesis do capítulo 12 ao 25 – É interessante observar aqui que os primeiros onze capítulos de Gênesis abrangem mais ou menos 2000 anos – espaço quase igual a todo o restante da Bíblia. Por que se apressa de tal maneira o Espírito ao apresentar os acontecimentos da aurora da história? Pelo fato de ser a Bíblia, em primeiro lugar a história da redenção, ao passo que a história das nações é um caso dependente daquele. O Espírito passa ligeiramente por todos esses acontecimentos até chegar a Abraão. Aí detém-se e dedica mais espaço a essa pessoa do que aos 2000 anos da história humana anterior. A razão é evidente: O “Pai dos que creem” desempenha um papel importante na história da redenção.

Agora voltemos ao Gênesis, capítulo 5. Ali chamamos a atenção à genealogia de Noé, iniciada com Adão. Agora, voltando ao Gênesis 11.10-26, verificamos que a relação continua. Deus ainda está guardando um registro dos antecessores do “descendente da mulher”. Com o nome de qual pessoa importante termina esta lista? – Gn 11.26 -. Por que? – Gn 12.2-3.

A promessa de Gn 3.15 passou a Abraão. Deus o separou do seu ambiente pagão, e além de promessas pessoais, lhe fez as seguintes promessas nacionais e universais – Gn 12.1-3.

(A) – Que lhe seria dada uma terra: Canaã.

(B) – Que seria o pai de uma nação (Israel).

(C) – Que por meio dessa nação todas as nações seriam abençoadas.

Em outras palavras: O Redentor prometido em Gn 3.15 viria de uma nação descendente de Abraão.

Um estudo da vida de Abraão revelará que ela é uma vida de fé; fé que foi demonstrada desde a época em que foi chamado até quando lhe foi ordenado que sacrificasse seu filho Isaque. Sua vida é uma ilustração do tipo de pessoa que receberia a bênção prometida em Gn 12.3; e uma profecia da verdade: que a salvação seria pela fé – Rm 4; Gl 3.8.

Neste subsídio teremos tempo apenas para apresentar um ligeiro esboço da vida dessa patriarca. Uma vez lidos os capítulos, os detalhes se sugerem por si mesmos. Aprendamos os seguintes fatos acerca de Abraão:

(A) – A chamada para ir a Canaã – Gn 12.1-5.

(B) – A descida ao Egito e os acontecimentos ali – Gn 12.10-20.

(C) – A separação de Ló e a lição subsequente deste último, do cativeiro – Gn 13.5-11; 14.14.

(D) – O recebimento do pacto de Deus e a sua justificação pela fé – Gn 15.6, 18.

(E) – A circuncisão como sinal do pacto – Gn 17.9-14.

(F) – O anúncio do nascimento de Isaque – Gn 17.15-19; 18.1-15.

(G) – A intercessão a favor de Sodoma – Gn 18.23-33.

(H) – A despedida de Hagar e Ismael – Gn 21.14.

(I) – O oferecimento de Isaque – Gn 22.

(J) – A escolha de uma esposa para Isaque – Gn 24.

(K) – Os filhos com Quetura – Gn 25.1-4.

(L) – A morte de Abraão – Gn 25.8.

(7) – ISAQUE – Gênesis do capítulo 17 até ao 35 – Nasceram dois filhos a Abraão: Ismael e Isaque. Este último foi escolhido como herdeiro da promessa.

A vida de Isaque é quieta e sossegada e muito diferente da do seu pai. No entanto, Isaque foi idêntico a Abraão: Um homem de fé e um instrumento de bênção. Notemos que a promessa é repetida a Isaque – Gn 26.

Aprendamos seis fatos referentes a Isaque:

(A) – Seu nascimento prometido a Abraão e à Sara – Gn 15.4; 17.19.

(B) – Amarrado sobre o altar de sacrifício – Gn 22.9.

(C) – Abraão escolhe uma esposa para Isaque – Gn 24.

(D) – Deus lhe aparece e renova o pacto feito com Abraão, seu pai – Gn 26.2-5.

(E) – Enganado por Jacó – Gn 27.18.

(F) – Sua morte – Gn 35.28-29.

Ainda em relação a Isaque, observemos:

(G) – De que foi símbolo o nascimento de Isaque? – Gn 18.9-15 cf Mt 1.1.

(H) – De que foi símbolo a sua ida ao monte Moriá para ser sacrificado? – Gn 22 cf Mt 27.22-23.

(I) – De que foi símbolo o seu resgate da morte? – Gn 22 cf Mt 28.1-6.

(J) – De que foi símbolo Abraão enviando um escravo para buscar uma esposa para Isaque? – Gn 24 cf At 15.14; I Cor 12.13; Ef 5.25-26, 32.

(8) – JACÓ – Gênesis do capítulo 25 ao 35 – Nasceram a Isaque dois filhos: Esaú e Jacó. Esaú foi rejeitado e Jacó escolhido como portador da bênção (Gn 25.23). O caráter destes dois filhos revela-se pela atitude ante essa promessa (Gn 25.29-34).

Aprendamos os acontecimentos na vida de Jacó:

(A) – Comprou a primogenitura de seu irmão – Gn 25.33.

(B) – Enganou ao pai – Gn 27.18-27.

(C) – A fuga para Padã-Arã – Gn 27.3 até 28.5.

(D) – A visão e o voto – Gn 28.10.

(E) – Suas transações com Labão – Gn 31.

(F) – A luta com Deus – Gn 32.24.

(G) – A reconciliação com Esaú – Gn 33.

(H) – A descida ao Egito e o encontro com José – Gn 46.

(I) – Sua morte e sepultamento – Gn 49.33 até 50.13.

Jacó é o verdadeiro pai do povo escolhido, porque nasceram-lhe 12 filhos, os quais se tornaram os cabeças das 12 tribos. Notemos que ele é um verdadeiro tipo da nação, quanto ao caráter e experiência dela:

(A) – Notemos a combinação da esperteza para os negócios e o desejo do conhecimento de Deus. Vejamos como essas duas características se revelam nas tentativas de Jacó de apoderar-se da primogenitura e bênção. Recordemos que os judeus tem sido a nação religiosa e também a nação dos negócios.

(B) – Jacó esteve exilado de sua própria terra durante mais ou menos vinte anos. Os judeus na sua totalidade estão foram de sua terra há mais ou menos 1900 anos.

(C) – Jacó, ao ser exilado, levava a promessa de que o Senhor o reconduziria para cumprir a promessa feita a Abraão. Da mesma maneira, a restauração de Israel está prometida. Eles são amados por causa de Abraão, Isaque e Jacó – Rm 11.28.

(D) – O plano de Deus cumpriu-se por meio de Jacó, apesar dos defeitos de seu caráter. Da mesma maneira sucederá com Israel como nação. Assim como foi transformado o caráter de Jacó, assim também será transformado o dos seus descendentes.

Ainda podemos extrair as seguintes lições da vida de Jacó:

(A) – O poder da graça de Deus – Jacó era tudo quanto significava o seu nome: “um suplantador; um enganador”. Os laços sagrados da família não foram barreiras para os seus ardis, pois o próprio pai e irmão foram vítimas da sua astúcia. Mas através da escória do pecado de Jacó, Deus viu o brilho daquilo que tem sido comparado ao ouro puro: a fé. Junto ao ribeiro Jaboque a graça de Deus travou uma batalha com Jacó e na luta que se seguiu, o pecaminoso Jacó morreu, mas da sua tumba surgiu uma nova criatura: Israel, um vencedor com Deus e com o homem.

(B) – O grande valor que Deus dá à fé – Embora os ardis de Jacó para obter a primogenitura de seu irmão sejam inexcusáveis, o seu sincero desejo de obtê-la demonstrou seu apreço pelas coisas espirituais. Para ele, a primogenitura trouxe consigo a honra de ser o progenitor do Messias e seu veemente anelo por essa honra bem pode ser considerado como a expressão de fé naquele que havia de vir. Foi essa fé que lhe deu a preferência perante Deus, sobre seu irmão que, embora seja em muitos sentidos mais nobre do que Jacó, demonstrou uma falta completa de apreço pelos valores espirituais, vendendo por um guisado de lentilhas o direito de ser o progenitor do “Desejado de todas as nações”.

(C) – Aquilo que o homem semear, isto também ceifará – Labão, nas mãos de Deus, foi um instrumento de correção para disciplinar Jacó. Este enganou outros, e em compensação foi enganado. Encontrou em seu tio um espelho em que refletiam as suas próprias astúcias.

(9) – JOSÉ – Gênesis, do capítulo 37 até ao 50 – A história de José, um jovem de 17 anos, o favorito de seu pai Israel, a quem este último abertamente manifestava o seu afeto e apreço, assim causando a inveja dos outros filhos. José também foi favorecido pelo Senhor, que lhe revelou por sonhos que reinaria sobre os outros membros da sua família. Isso enfureceu a seus irmãos, que o venderam para o Egito onde, depois de muitas adversidades, tentações e anos de espera para o cumprimento da promessa, foi elevado a vice-governador da terra. Quando vieram seus irmãos para comprar cereais e se inclinaram diante dele, seus sonhos se realizaram.

(9.1) – A significação da história – As experiências de José estavam ligadas com o plano de redenção. Deus permitiu que José fosse vendido para o Egito e que sofresse para poder ser elevado e, dessa maneira, ter a oportunidade de alimentar a família escolhida durante a fome, colocá-la num território onde pudesse tornar-se uma grande nação e passar por diversas experiências até que Jeová a conduzisse à conquista da Terra Prometida – Gn 45.7-8; 50.20.

Guardemos este ligeiro resumo da vida de José:

(A) – Amado por seu pai – Gn 37.3.

(B) – Invejado por seus irmãos – Gn 37.4.

(C) – Vendido aos ismaelitas – Gn 37.18-36.

(D) – Favorecido pelo seu senhor – Gn 39.1-6.

(E) – Tentado pela esposa de seu senhor – Gn 39.7-19.

(F) – Encarcerado por Potifar – Gn 39.20 até 41.13.

(G) – Elevado por Faraó – Gn 41.1-44.

(H) – Não reconhecido por seus irmãos, na primeira vez que vieram – Gn 42.7 até 44.34.

(I) – Revelado a seus irmãos, no segundo encontro – Gn 45.1-15.

(J) – Reunido a seu pai, Jacó – Gn 46.28-34.

(K) – Sua morte – Gn 50.22-26.

A vida de José apresenta ainda alguns tipos notáveis de Cristo. Vejamos:

(A) – Seu pai para com ele é tipo de que? – Gn 37.3 cf Jo 5.20.

(B) – O ódio de seus irmãos é tipo de que? – Mt 27.1, 22-23.

(C) – Sua tentação? – Mt 4.1.

(D) – Sua paciência no sofrimento? – Tg 5.11.

(E) – Sua elevação por Faraó? – Mc 16.19.

(F) – Seu matrimônio com uma mulher gentílica, durante a rejeição por seus irmãos? – At 15.14.

(G) – A revelação de si mesmo a seus irmãos, no segundo encontro? – Zc 12.10.

VI – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

POR QUE LERMOS O LIVRO DE GÊNESIS? – Se somos como a maioria das pessoas, talvez já nos tenhamos preocupado com as profundas questões da vida: – “Por que estamos aqui?”; “Qual o significado da vida?”. Gênesis nos leva ao início das eras para encontrarmos as respostas. Este Livro fala sobre muitos começos: as primeiras plantas e os primeiros animais; o primeiro homem e a primeira mulher; o primeiro pecado; o primeiro anúncio da salvação de Deus. Mostra também a maneira de Deus tratar com Noé, com Abraão e com muitos outros, demonstrando o desejo de ter comunhão com o Seu povo.

QUEM ESCREVEU O LIVRO E QUANDO? – Moisés, por volta do ano de 1440 a. C.. Mas, não sendo testemunha ocular da criação, dependeu da revelação divina e, talvez, de antigos relatos escritos e orais.

O LIVRO ABRANGE QUE PERÍODO DA HISTÓRIA? – Desde a época da criação (data sobre a qual podemos apenas especular) até o dia em que Israel chegou ao Egito e se tornou nação (cerca de 1800 a. C.).

POR QUE FOI ESCRITO O GÊNESIS? – Para mostrar que quando Deus criou o mundo, este era bom. Mas este Livro diz que, quando o pecado entrou no mundo, corrompeu a criação e levou Deus a iniciar Seu plano de salvação. Gênesis é a estrutura sobre a qual repousa o restante da Bíblia.

PARA QUEM FOI ESCRITO O LIVRO DE GÊNESIS? – Como o Livro declara quem em Abraão serão benditas todas as famílias da terra (Gn 12.3), é razoável concluir que todos os povos podem se beneficiar do relato acerca deste patriarca e de seus descendentes.

O QUE PODEMOS BUSCAR EM GÊNESIS? – Notemos o realce que o Livro confere à relação entre Deus e a humanidade – interrompida no jardim e restauradas por sacrifícios e encontros com Deus. Por meio de relatos históricos, Gênesis ilustra os ciclos de pecado e de arrependimento.

FONTES DE PESQUISA E CONSULTA:

Bíblia de Estudo Vida 

Através da Bíblia, Livro por Livro – Editora Vida – Myer Pearlman

Publicado no blog Escola Bíblica Dominical para Todos

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