A Evangelização das Pessoas com Deficiência – Ev. José Roberto A. Barbosa

A Evangelização das Pessoas com Deficiência – Ev. José Roberto A. Barbosa

A EVANGELIZAÇÃO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

Texto Áureo Lc. 14.21 – Leitura Bíblica Jo. 5.1-9

Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa

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Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO

A lição de hoje diz respeito a evangelização das pessoas com deficiência, devemos saber que essas são valiosas aos olhos de Deus, e devem ser respeitadas. Inicialmente faremos algumas incursões introdutórias sobre as pessoas com deficiência. Em seguida, a suficiência de Cristo para alcançar essas pessoas, por meio da Sua graça salvadora. E ao final, mostraremos como Jesus valorizou pessoas que tinham diferentes tipos de deficiência. É importante ressaltar, a princípio, que a Igreja é um ambiente de acolhimento, a todas as pessoas indistintamente, e são valiosas no Reino de Deus.

  1. A PESSOA COM DEFICIÊNCIA, CONSIDERAÇÕES INICIAS

Não é fácil se referir as denominadas “pessoas com deficiência”, existem diferentes posicionamentos teóricos a respeito de como nomeá-las. Sempre que alguém se propõe a anunciar ou apresentar uma pessoa com deficiência passa por algum tipo de incômodo, considerando os diversos pontos de vista a respeito de quem elas são. Houve um tempo em que eram denominadas de “portadoras de necessidades especiais”, em outros contextos de “portadores de deficiência”. Por isso, antes de abordar o assunto, queremos deixar claro que não pretendemos ser maldosos ao optar pela expressão “pessoa com deficiência”, e recorremos ao usa das aspas, a fim de mostrar a imprecisão das expressões. Isto posto, destacamos que diante de Deus todos nós somos limitados, e que ninguém pode se considerar completo, de certo modo, somos todos “deficientes”. Mesmo assim, as pessoas que se consideram “sem deficiência”, bem como as “com deficiência”, foram feitas por Deus, que soberanamente as moldou (Sl. 139). Apesar das limitações, Deus ama a todas as pessoas, e preparou um plano especial, para cada uma delas. Há casos, inclusive, que as pessoas são “deficientes” para a glória de Deus, como o cego de nascença de Jo. 8. Nesses últimos anos, a vida de Joni Eareckson Tada, uma mulher que na juventude perdeu a capacidade de mover seus membros, é um exemplo disso. Há vários anos tem testemunhado do imenso amor de Deus pelas pessoas “com deficiência”, levando várias delas aos pés de Cristo, demonstrando Seu amor pelo Salvador. Ela tem realizado um ministério produtivo, viajando por vários países e mostrando às pessoas que Jesus também esteve imobilizado na cruz do calvário. Em meio a uma sociedade que descarta as pessoas que estão fora do mercado de trabalho, o evangelho de Jesus Cristo mostra que a dignidade da pessoa humana independe das suas (im)possibilidades físicas.

  1. A GRAÇA DE JESUS É SUFICIENTE PARA TODAS AS PESSOAS

A misericórdia de Deus para com as “pessoas com deficiência” é mostrada nas Escrituras ainda no Antigo Pacto. Mifibosete, um homem que era paralítico, foi chamado a sentar-se à mesa do rei Davi (II Sm. 4.4; 9.10). A mensagem dos profetas conclama todos a servirem a Deus, e promete um futuro “sem deficiência” para aqueles que amam a Deus (Is. 35.1-10). O evangelho de Jesus é inclusivo, no sentido de que todos que estão à margem da sociedade podem ser integrados a ele (Jo. 3.16). A salvação é para todos, pois todos são pecadores, e necessitados da graça de Deus (Rm. 3.23; 6.23; Ef. 2.8,9). As pessoas “com deficiência” também carecem da salvação de Deus. O pecado alcançou a todas as pessoas, inclusive àquelas que “tem deficiência”. Por isso devemos levar o evangelho da graça – favor imerecido – de Deus em Cristo também a elas. É tarefa da Igreja conduzir as pessoas “com deficiência” ao evangelho, mostrando que esse não exclui, muito pelo contrário, antes ressalta o valor da pessoa humana. Esse é um trabalho que deve ser feito com alguma especialidade. Para alcançar os cegos, existem textos bíblicos em braile, ou mesmo em áudio, que podem ser disponibilizados a essas pessoas. A formação em Libras é um investimento que as Igrejas precisam fazer, considerando que essa é uma linguagem que os surdos compreendem. É importante que essas pessoas façam parte do convívio da comunidade de fé, não sejam descartadas em algum espaço anexado à Igreja. O cuidado inicia pela própria arquitetura do templo, que precisa dispor de rampas, elevadores e barras para facilitar a locomoção.

  1. JESUS DEMONSTROU O VALOR DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

O maior exemplo de inclusão no Novo Testamento é dado por Jesus, em uma das suas parábolas, registrada em Mt. 22.1-14, disponibiliza Seu Reino a todos indistintamente, inclusive aos “pobres, e os aleijados, e os mancos, e os cegos (Lc. 14.21). Em Mc. 2.1-12 o Senhor reconhece a fé de um grupo de pessoas que desceu um aleijado pelo teto. Elas “descobriram o telhado onde estava e, fazendo um buraco, baixaram o leito onde jazia o paralítico” (Mc. 2.4). Essa atitude deve motivar a todos que atuam no ministério do cuidado às pessoas “com deficiência”. É preciso destacar a dedicação de vários irmãos e irmãs que buscam aprimorarem seus conhecimentos, através de cursos de capacitação, a fim de alcançarem essas pessoas. Elas são os “anônimos” que conduziram o paralítico a Jesus, descendo-o pelo teto. Há igrejas que “fecham os olhos” a essa realidade, e tratam com descaso as pessoas “com deficiência”. Sabemos que Jesus é Aquele que cura, e pode muito bem fazer um milagre, mas enquanto esse não acontece, nós mesmos devemos ser “o milagre” de Deus na vida dessas pessoas. Uma igreja que é inclusive se preocupa em ganhar as pessoas “com deficiência” para Cristo. Para tanto, devemos ter estratégias para fazê-lo, inicialmente aprender a valorizá-las, assim como fez Jesus. Em seguida, preparar-se para comunicar o evangelho, considerando as especificidades de cada pessoa. É preciso também ter paciência, pois o ritmo de algumas dessas pessoas é diferenciado, e deve ser respeitado. Como resultado da evangelização às pessoas “com deficiência”, testemunhamos, em nossas igrejas locais, a atuação de várias pessoas, algumas surdas, outras cegas, ou paralíticas, que produzem bons frutos para o Reino de Deus.

CONCLUSÃO

A igreja do Senhor Jesus deve se preocupar com a inclusão, para tanto deve evangelizar também as pessoas “com deficiência”. Essa é uma tarefa desafiadora, que carece de formação específica, e o principal, demonstração de amor cristão, considerando a dignidade dessas pessoas, revelada pelo Senhor Jesus, e atestada nas Escrituras. Não esqueçamos que a ordenança de Jesus: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc. 16.15, inclui a todos, também as pessoas “com deficiência”, para que essas conheçam a conhecerem essa boa nova, que aceita a todos, apesar das nossas limitações.

BIBLIOGRAFIA

ANDRADE, C. O desafio da evangelização. São Paulo: Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

BÍCEGO, V. Manual de Evangelismo. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

Publicado no Blog Subsídio EBD

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