As Obras da Carne e o Fruto do Espírito – Ev. Luiz Henrique

As Obras da Carne e o Fruto do Espírito – Ev. Luiz Henrique

Lição 1, As Obras da Carne e o Fruto do ESPÍRITO

1º Trimestre de 2017 – Título: As Obras da Carne e o Fruto do ESPÍRITO – Como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente.

Comentarista: Pr. Osiel Gomes da Silva (Pr Pres. Tirirical – São Luis -MA)

Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva

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TEXTO ÁUREO
“Digo, porém: Andai em ESPÍRITO e não cumprireis a concupiscência da carne.” (Gl 5.16).

 


VERDADE PRÁTICA
Para vencer as obras da carne precisamos andar em ESPÍRITO.

  

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Rm 8.4 O crente não pode mais andar segundo a carne, mas segundo o ESPÍRITO
Terça – Ef 5.18 Para vencermos as obras da carne precisamos ser cheios do ESPÍRITO
Quarta – Rm 8.1,2 Não existe condenação para aqueles que estão em CRISTO
Quinta – Gl 5.25 Precisamos andar e viver no ESPÍRITO
Sexta – Gl 5.21 Os que andam segundo a carne não herdarão o Reino de DEUS
Sábado – Gl 5.24 Os que são de CRISTO precisam crucifi car a carne


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – Gálatas 5.16-26
16 – Digo, porém: Andai em ESPÍRITO e não cumprireis a concupiscência da carne. 17 – Porque a carne cobiça contra o ESPÍRITO, e o ESPÍRITO, contra a carne; e estes opõem-se um ao outro; para que não façais o que quereis. 18 – Mas, se sois guiados pelo ESPÍRITO, não estais debaixo da lei. 19 – Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, 20 – idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, 21 – invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de DEUS. 22 – Mas o fruto do ESPÍRITO é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. 23 – Contra essas coisas não há lei. 24 – E os que são de CRISTO crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. 25 – Se vivemos no ESPÍRITO, andemos também no ESPÍRITO. 26 – Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros.

 

OBJETIVO GERAL – Mostrar que as obras da carne só podem ser vencidas mediante o ESPÍRITO SANTO.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Explicar o que é carne e espírito no contexto bíblico;

Saber que ou o crente vive de acordo com a carne, ou de acordo com o ESPÍRITO;

Entender que o verdadeiro cristão é reconhecido pelo seu caráter e suas ações.

 

PONTO CENTRAL – O cristão deve andar em ESPÍRITO para vencer as obras da carne, pois sozinho jamais conseguirá.


Resumo da
 Lição 1, As Obras da Carne e o Fruto do ESPÍRITO

I – ANDAR NA CARNE X ANDAR NO ESPÍRITO 
1. O que é a carne?

  1. O que é o espírito?
  2. Andar na carne x andar no ESPÍRITO.

II – OBRAS DA CARNE, UM CONVITE AO PECADO

  1. A cobiça.
  2. A oposição da carne.

III – FRUTO DO ESPÍRITO, UM CHAMADO PARA SANTIDADE

  1. O que é o fruto do ESPÍRITO?
  2. Os frutos provam a nossa verdadeira santidade.
  3. A santidade que o ESPÍRITO SANTO gera em nós.
  4. a) b)Progressiva. c) Final.

 

SÍNTESE DO TÓPICO I – A diferença entre a carne e o espírito, é que a carne foge de DEUS e o espírito tem sede do Senhor.

SÍNTESE DO TÓPICO II – A carne não tem mais poder sobre o crente quando este entrega a direção da sua vida ao ESPÍRITO SANTO.

SÍNTESE DO TÓPICO III – O fruto do ESPÍRITO produz a santificação na vida do crente que se manifesta de forma posicional, progressiva e final.

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO top1
“Ao descrever este conjunto de opostos, Paulo nos lembra de verdades vitais e maravilhosas. O que não conseguimos fazer, DEUS consegue e fará, tanto em nós quanto para nós. Nunca nos tornaremos as pessoas verdadeiramente boas que desejamos ser, tentando obedecer à Lei de DEUS. Mas, nos tornaremos gradativamente mais justos à medida que confiarmos no ESPÍRITO de DEUS para nos orientar e capacitar” (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 414).

CONHEÇA MAIS top1

“O ESPÍRITO… contra a carne (Gl 5.17)

O conflito espiritual interiormente no crente envolve a totalidade da sua pessoa. Este conflito resulta ou numa completa submissão às más inclinações da ‘carne’, o que significa voltar ao domínio do pecado; ou numa plena submissão à vontade do ESPÍRITO SANTO, continuando o crente sob o senhorio de CRISTO (Rm 8.4-14). O campo de batalha está no próprio cristão, e o conflito continuará por toda a vida terrena, visto que o crente por fim reinará com CRISTO (Rm 7.7-25; 2 Tm 2.12; Ap 12.11).” Para conhecer mais, leia Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, p.1801.

“A carne não pode ter vez na vida do crente, posto que a força do ESPÍRITO SANTO é maior”.

 

SUBSÍDIO DEVOCIONAL top2
“Não cumprireis a concupiscência da carne 
Quando nos tornamos crentes, a nossa natureza pecadora continua existindo. Mas DEUS nos pede que coloquemos a nossa natureza pecadora sob o controle do ESPÍRITO SANTO de modo que Ele possa transformá-la. Este é um processo sobrenatural. Nunca devemos subestimar o poder da nossa natureza pecadora, e nunca devemos tentar combatê-la com as nossas próprias forças. Satanás é um tentador ardiloso, e nós temos uma capacidade ilimitada de inventar desculpas. Em lugar de tentar superar o pecado com a nossa própria força de vontade, devemos aproveitar o tremendo poder de CRISTO. DEUS permite a vitória sobre a nossa natureza pecadora – Ele envia o ESPÍRITO SANTO para residir em nós e nos capacitar. Mas a nossa capacidade de resistir aos desejos da natureza pecadora irá depender do quanto estamos dispostos a ‘viver de acordo’ com o ESPÍRITO SANTO. Para cada crente, este processo diário requer decisões constantes” (Comentário do Novo Testamento: Aplicação pessoal. Vol.2. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p. 294).

 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO tp3
“Andai em ESPÍRITO e não cumprireis a concupiscência da carne” (Gl 5.16) 
O texto original apresenta ‘andai (peripateite) em ESPÍRITO’. Esta frase reflete uma expressão idiomática comum em hebraico, na qual ‘andar’ significa ‘conduzir a própria vida’.
Os judaizantes disseram aos gálatas que conduzissem as suas vidas observando a Lei. Mas Paulo argumentou que a lei não tem papel algum na vida do cristão. A pessoa que procura ser ‘justificada pela lei’ (5.4) cai da graça, e se separa de CRISTO como a fonte da vida justa.
Em Romanos 7.4-6, Paulo vai ainda mais adiante, e diz que a natureza pecadora (sarx, a carne) na verdade é energizada (ou estimulada) pela Lei.
Então, o que o cristão deve fazer? O cristão deve conduzir sua vida observando não a Lei, mas o ESPÍRITO de DEUS. Pois, Paulo promete, a pessoa que olhar para o ESPÍRITO (confiar nEle) ‘não cumprirá a concupiscência da carne [sarx]'” (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 412).

PARA REFLETIR – A respeito das obras da carne e o fruto do ESPÍRITO, responda: 
De acordo com a lição, defina carne.
 
Essa palavra é utilizada para designar a natureza adâmica que domina o velho homem e o leva a praticar as obras da carne relacionadas em Gálatas 5.19-21.
O que é o espírito?
 
Esse termo significa sopro, vento, respiração e princípio da vida. Esse vocábulo também descreve o espírito que habita no homem o qual foi soprado por DEUS (Gn 2.7)Quais são as obras da carne relacionadas em Gálatas 5.19-21?
 
Prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias.
Segundo Gálatas 5.22, relacione o fruto do ESPÍRITO.
 
Amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.
Segundo os pressupostos bíblicos, quais são os três tipos de santificação?
 
Posicional, progressiva e final.

 

CONSULTE

Revista Ensinador Cristão – CPAD, nº 69, p. 36. Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.

 

SUGESTÃO DE LEITURA
O Fruto do ESPÍRITO, Gálatas Comentário, Gálatas, Filipenses, 1 E 2 Tessalonicenses Hebreus

 

VÁRIOS COMENTÁRIOS DE LIVROS COM ALGUMA CORREÇÃO DO Pr. Luiz Henrique

Resumo rápido do Pastor Henrique

COMENTÁRIO/INTRODUÇÃO

Neste trimestre, estudaremos a respeito das obras da carne e o fruto do ESPÍRITO.

Estudaremos sobre a luta entre a carne e o espírito. Sabemos que após aceitarmos a JESUS CRISTO como salvador e senhor temos que olhar continuamente para ELE e tentar imitá-lo em tudo, tanto em seu procedimento como ser humano, como em seu poder sobre as forças demoníacas e sobre as doenças e moléstias.

Nós somos formados por 3 partes distintas: espírito, alma e corpo. Somos essencialmente espírito, possuímos uma alma e habitamos em um corpo feito do pó da Terra e a ela está ligado enquanto não formos transformados e arrebatados ou morrermos. Enquanto isso travaremos uma guerra entre os desejos carnais que acompanham nossa antiga maneira de viver e a nossa nova realidade de filhos de DEUS, nascidos de novo para boas obras e um caráter reformado. A única forma de vencermos esta luta está em nos deixar dirigir, guiar, controlar pelo ESPÍRITO SANTO que em nós habita e nos deu o Fruto do ESPÍRITO.

 

I – ANDAR NA CARNE X ANDAR NO ESPÍRITO 
1. O que é a carne?

Ela é a sede dos apetites carnais (Mt 26.41). É a atração pelo sistema mundano de viver em pecado.

 

CARNE (Dicionário Strong)

σαρξ sarx – Natureza animal com desejo ardente que incita a pecar .

A carne, denotando simplesmente a natureza humana, a natureza terrena dos seres humanos separada da influência divina, e por esta razão inclinada ao pecado e oposta a DEUS.

CARNE (Enciclopédia Ilúmina)

A natureza humana deixada à vontade e dominada pelos seus desejos e impulsos (Gl 5.19; 6.8; v. CARNAL).

CARNE (Dicionário Almeida)

O ser humano fraco e mortal (Sl 78.39). – A natureza humana deixada à vontade e dominada pelos seus desejos e impulsos (Gl 5.19; 6.8; v. CARNAL).

CARNE (Dicioário teológico – Claudionor Correa de Andrade)

[Do hb. basar ; do gr. sarx ; do lat. carnem ] Nas Sagradas Escrituras, o termo é usado tanto para descrever a natureza humana, como para qualificar o princípio que está sempre disposto a oporse ao espírito. Este último sentido foi desenvolvido como doutrina pelo apósto- lo Paulo (Rm 7.7-25). O crente carnal, segundo muito bem explica ele em suas epístolas, é o que dá inteira guarida ao pecado. 

CARNE (Dicioário Português)

Natureza humana, do ponto de vista da sensibilidade: A carne é fraca. Concupiscência.

O crente pode ser Carnal ou Espiritual.

CARNAL (Dicionário Almeida)

O que pertence à natureza humana deixada à vontade nos seus pensamentos e desejos em contraste com os pensamentos e desejos espirituais, que vêm de DEUS. Quando não está sujeito a DEUS, o ser humano tem inclinação para o pecado. O salvo pode ser “carnal” ou “espiritual” (1Co 2.14—3.1; 1Pe 2.11). Algumas coisas que a natureza humana produz são mencionadas em Gl 5.19-21; o que o ESPÍRITO produz é referido nos vers. 22 e 23.

  1. O que é o espírito?

Existe espírito humano e ESPÍRITO SANTO. (Também outros como se referindo a um anjo ou a demônios ou ao próprio Satanás).

 

espírito Humano – “espírito é a parte imaterial que DEUS insuflou no ser humano, transmitindo-lhe a vida”.

πνευμα pneuma (Dicionário Strog – Bíblia The Word)

o espírito, i.e., o princípio vital pelo qual o corpo é animado

um espírito, i.e., simples essência, destituída de tudo ou de pelo menos todo elemento material

um movimento de ar (um sopro suave)

do vento; daí, o vento em si mesmo

 

ESPÍRITO SANTO – É DEUS (Jo 4.24). A Terceira Pessoa da Santíssima Trindade (Lc 4.1; Hb 3.7) – O ESPÍRITO SANTO é uma pessoa.

πνευμα pneuma
1) terceira pessoa da trindade, o Santo Espírito, co-igual, coeterno com o Pai e o Filho 
1a) algumas vezes mencionado de um modo que enfatiza sua personalidade e caráter (o Santo Espírito)
 
1b) algumas vezes mencionado de um modo que enfatiza seu trabalho e poder (o Espírito da Verdade)
 
1c) nunca mencionado como um força despersonalizada.

  1. Andar na carne x andar no ESPÍRITO.

Andar na carne  – “Portanto, os que estão na carne não podem agradar a DEUS” (Rm 8.8). É viver na prática do pecado, embora congregue, leia a bíblia, ganhe almas, ore, etc… Mesmo assim, muitos estão em situação, por exemplo, de adultério.

“Andai em ESPÍRITO” (Gl 5.16). Significa obter vitória sobre os desejos e os impulsos carnais pela dependência do ESPÍRITO SANTO.

Andar na carne é ser dominado pela velha natureza adâmica, leva a pessoa a portar-se de modo pecaminoso.

Andar no ESPIRITO – Aqui é letra maiúscula, pois o espírito humano está ligado e debaixo do domínio do ESPÍRITO SANTO. É uma vida cheia do ESPÍRITO, é uma vida de comunhão e intimidade com DEUS. É ter prazer em conhecer a DEUS e servi-lo.

 

Ilustração:

Conta-se que um homem tinha dois cães, um nefro e pequeno e outro branco e muito grande. Este homem vivia de apostas em lutas desses dois cães. Ele sempre ganhava suas apostas, pois apostava sempre no pequeno cão negro ao invés de apostar, como todos faziam, no grande cão branco.

Um dia alguém lhe pagou um alto valor para que ele lhe revelasse como conseguia saber que o cão negro ganharia a luta. Ele então respondeu: – é que não alimento o cão branco e grande por 3 dias antes da luta e alimento muito bem o cão negro e pequeno nesses mesmos dias que antecedem a luta.

Assim, nossa vida cristã será andando na carne se a alimentarmos bem e sempre, mas viveremos andando no ESPÍRITO se assim alimentarmo-nos de Bíblia e oração e prática de vida cristã.

Quem você alimenta mais, a carne ou o Espírito?

 
II – OBRAS DA CARNE, UM CONVITE AO PECADO

Gl 5.19-23 “Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de DEUS. Mas o fruto do ESPÍRITO é: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra essas coisas não há lei.”

Nenhum trecho da Bíblia apresenta um mais nítido contraste entre o modo de vida do crente cheio do ESPÍRITO e aquele controlado pela natureza humana pecaminosa do que 5.16-26. Paulo não somente examina a diferença geral do modo de vida desses dois tipos de crentes, ao enfatizar que o ESPÍRITO e a carne estão em conflito entre si, mas também inclui uma lista específica tanto das obras da carne, como do fruto do ESPÍRITO.

 

  1. A cobiça.

Porque nós por natureza gostamos de fazer as coisas ruins que são justamente o oposto das coisas que o Espírito nos manda fazer; e as coisas boas que desejamos fazer quando o Espírito nos domina, são justamente o oposto dos nossos desejos naturais. Estas duas forças dentro de nós estão lutando constantemente uma contra a outra, a fim de ganharem o domínio sobre nós, e os nossos desejos nunca estão livres de suas pressões.(Bíblia Viva)

 

Paulo ensinou às igrejas da Galácia a respeito da cobiça da carne contra o ESPÍRITO (Gl 5.17). Os desejos da carne serão sempre contrários à vontade de DEUS

 

επιθυμεω epithumeo
1) girar em torno de algo
2) ter um desejo por, anelar por, desejar
3) cobiçar, ansiar
 
3a) daqueles que procuram coisas proibidas

Exemplos de Eva e de Acã.

 

OBRAS DA CARNE. “Carne” (gr. sarx) é a natureza pecaminosa com seus desejos corruptos, a qual continua no cristão após a sua conversão, sendo seu inimigo mortal (Rm 8.6-8,13; Gl 5.17,21). Aqueles que praticam as obras da carne não poderão herdar o reino de DEUS (5.21). Por isso, essa natureza carnal pecaminosa precisa ser resistida e mortificada numa guerra espiritual contínua, que o crente trava através do poder do ESPÍRITO SANTO (Rm 8.4-14; ver Gl 5.17). As obras da carne (5.19-21) incluem:
(1) “Prostituição” (gr. pornéia), i.e., imoralidade sexual de todas as formas. Isto inclui, também, gostar de quadros, filmes ou publicações pornográficos (cf. Mt 5.32; 19.9; At 15.20,29; 21.25; 1Co 5.1). Os termos moichéia e pornéia são traduzidos por um só em português: prostituição.
(2) “Impureza” (gr. akatharsia), i.e., pecados sexuais, atos pecaminosos e vícios, inclusive maus pensamentos e desejos do coração (Ef 5.3; Cl 3.5).
(3) “Lascívia” (gr. aselgeia), i.e., sensualidade. É a pessoa seguir suas próprias paixões e maus desejos a ponto de perder a vergonha e a decência (2Co 12.21).
(4) “Idolatria” (gr. eidololatria), i.e., a adoração de espíritos, pessoas ou ídolos, e também a confiança numa pessoa, instituição ou objeto como se tivesse autoridade igual ou maior que DEUS e sua Palavra (Cl 3.5).
(5) “Feitiçarias” (gr. pharmakeia), i.e., espiritismo, magia negra, adoração de demônios e o uso de drogas e outros materiais, na prática da feitiçaria (Êx 7.11,22; 8.18; Ap 9.21; 18.23). 
(6) “Inimizades” (gr. echthra), i.e., intenções e ações fortemente hostis; antipatia e inimizade extremas. 
(7) “Porfias” (gr. eris), i.e., brigas, oposição, luta por superioridade (Rm 1.29; 1Co 1.11; 3.3). 
(8) “Emulações” (gr. zelos), i.e., ressentimento, inveja amarga do sucesso dos outros (Rm 13.13; 1Co 3.3). 
(9) “Iras” (gr. thumos), i.e., ira ou fúria explosiva que irrompe através de palavras e ações violentas (Cl 3.8). 
(10) “Pelejas” (gr. eritheia), i.e., ambição egoísta e a cobiça do poder (2Co 12.20; Fp 1.16,17). 
(11) “Dissensões” (gr. dichostasia), i.e., introduzir ensinos cismáticos na congregação sem qualquer respaldo na Palavra de DEUS (Rm 16.17). 
(12) “Heresias” (gr. hairesis), i.e., grupos divididos dentro da congregação, formando conluios egoístas que destroem a unidade da igreja (1Co 11.19). 
(13) “Invejas” (gr. fthonos), i.e., antipatia ressentida contra outra pessoa que possui algo que não temos e queremos. 
(14) “Homicídios” (gr. phonos), i.e., matar o próximo por perversidade. A tradução do termo phonos na Bíblia de Almeida está embutida na tradução de methe, a seguir, por tratar-se de práticas conexas. 
(15) “Bebedices” (gr. methe), i.e., descontrole das faculdades físicas e mentais por meio de bebida embriagante. 
(16) “Glutonarias” (gr. komos), i.e., diversões, festas com comida e bebida de modo extravagante e desenfreado, envolvendo drogas, sexo e coisas semelhantes. 
As palavras finais de Paulo sobre as obras da carne são severas e enérgicas: quem se diz crente em JESUS e participa dessas atividades iníquas exclui-se do reino de DEUS, i.e., não terá salvação (5.21; ver 1Co 6.9).

(AS OBRAS DA CARNE E O FRUTO DO ESPÍRITO – BEP -CPAD)

 

  1. A oposição da carne.

O seu espírito deseja orar, jejuar e buscar a DEUS, mas a sua carne vai preferir ver televisão, fofocar no celular, passar horas nas novelas ou futebol, comer bem mais do que precisa e ficar no conforto da sua casa.

Durante toda nossa vida teremos que continuar travando esta batalha contra a carne (desejos mundanos que nos conduzem ao pecado). Podemos e devemos vencer somente se vivermos  cheios do ESPÍRITO SANTO. Quando tivermos, no arrebatamento, o corpo glorificado (Fp 3.21), então ficaremos livres desses desejos pecaminosos, pois a força da carne está no corpo mortal e feito do pó da terra, que clama pelas coisas terrenas e não anseia pelo céu e as coisas de cima. Veja que a glutonaria, por exemplo, não terá mais lugar em nossa vida, posto que não precisaremos mais comer. Os pecados sexuais não terão mais lugar em nossa vida, posto que não mais teremos relações sexuais. Assim acontecerá com toda concupiscência – cessará seu desejo carnal, pois foi vencida pela morte e transformação do corpo em um corpo glorificado, semelhante ao de JESUS.

 

Nos aproximemos, pois de DEUS e procuremos ter uma vida de comunhão e santidade com o ESPÍRITO SANTO, assim, ELE poderá nos ajudar a vencer sempre as concupiscências da carne e desenvolverá em nós as qualidades de seu fruto, em nós.

  

III – FRUTO DO ESPÍRITO, UM CHAMADO PARA SANTIDADE

  1. O que é o fruto do ESPÍRITO?

Segundo o Dicionário Bíblico Wycliffe, “o fruto do ESPÍRITO são os hábitos e princípios misericordiosos que o ESPÍRITO SANTO produz em cada cristão”. Esses hábitos e princípios são o resultado de uma vida de comunhão com DEUS.

 

FRUTO

καρπος karpos
1) fruta 
1a) fruto das árvores, das vinhas; colheitas
 
1b) fruto do ventre, da força geratriz de alguém, i.e., sua progênie, sua posteridade.
2) aquele que se origina ou vem de algo, efeito, resultado.
 
2a) trabalho, ação, obra.
 
2b) vantagem, proveito, utilidade.
 
2c) recolher frutos (i.e., uma safra colhida) para a vida eterna (como num celeiro) é usado figuradamente daqueles que pelo seu esforço têm almas preparadas almas para obterem a vida eterna.

 

FRUTO DO ESPÍRITO (Dicionário Teológico)

[Do gr. karpós;do lat. fructus, resultado final da maturação de uma planta + Espiritus] Conjunto de virtudes morais e espirituais amadurecidas pelo ESPÍRITO SANTO na vida do crente como resultado de uma permanente comunhão com CRISTO (Gl 5.22-23).

A expressão certa é fruto e não frutos como se acha registrado em muitos trabalhos e livros teológicos. No Novo Testamento, o fruto é mostrado como o fator determinante e revelativo de um caráter. A árvore ruim não pode dar frutos bons, nem a árvore boa há de produzir frutos ruins. Por nossos frutos somos conhecidos (Mt 7.16).

O FRUTO DO ESPÍRITO. Em contraste com as obras da carne, temos o modo de viver íntegro e honesto que a Bíblia chama “o fruto do ESPÍRITO”. Esta maneira de viver se realiza no crente à medida que ele permite que o ESPÍRITO dirija e influencie sua vida de tal maneira que ele (o crente) subjugue o poder do pecado, especialmente as obras da carne, e ande em comunhão com DEUS (ver Rm 8.5-14; 8.14  ; cf. 2Co 6.6; Ef 4.2,3; 5.9; Cl 3.12-15; 2Pe 1.4-9). O fruto do ESPÍRITO inclui:
(1) “Caridade” (ou amor) (gr. agape), i.e., o interesse e a busca do bem maior de outra pessoa sem nada querer em troca (Rm 5.5; 1Co 13; Ef 5.2; Cl 3.14).
(2) “Gozo” (gr. chara), i.e., a sensação de alegria baseada no amor, na graça, nas bênçãos, nas promessas e na presença de DEUS, bênçãos estas que pertencem àqueles que crêem em CRISTO (Sl 119.16; 2Co 6.10; 12.9; 1Pe 1.8; ver Fp 1.14  ).
(3) “Paz” (gr. eirene), i.e., a quietude de coração e mente, baseada na convicção de que tudo vai bem entre o crente e seu Pai celestial (Rm 15.33; Fp 4.7; 1Ts 5.23; Hb 13.20).
(4) “Longanimidade” (gr. makrothumia), i.e., perseverança, paciência, ser tardio para irar-se ou para o desespero (Ef 4.2; 2Tm 3.10; Hb 12.1).
(5) “Benignidade” (gr. chrestotes), i.e., não querer magoar ninguém, nem lhe provocar dor (Ef 4.32; Cl 3.12; 1Pe 2.3).
(6) “Bondade” (gr. agathosune), i.e., zelo pela verdade e pela retidão, e repulsa ao mal; pode ser expressa em atos de bondade (Lc 7.37-50) ou na repreensão e na correção do mal (Mt 21.12,13).
(7) “Fé” (gr. pistis), i.e., lealdade constante e inabalável a alguém com quem estamos unidos por promessa, compromisso, fidedignidade e honestidade (Mt 23.23; Rm 3.3; 1Tm 6.12; 2Tm 2.2; 4.7; Tt 2.10).
(8) “Mansidão” (gr. prautes), i.e., moderação, associada à força e à coragem; descreve alguém que pode irar-se com eqüidade quando for necessário, e também humildemente submeter-se quando for preciso (2Tm 2.25; 1Pe 3.15; para a mansidão de JESUS, cf. Mt 11.29 com 23; Mc 3.5; a de Paulo, cf. 2Co 10.1 com 10.4-6; Gl 1.9; a de Moisés, cf. Nm 12.3 com Êx 32.19,20).
(9) “Temperança” (gr. egkrateia), i.e., o controle ou domínio sobre nossos próprios desejos e paixões, inclusive a fidelidade aos votos conjugais; também a pureza (1Co 7.9; Tt 1.8; 2.5).
O ensino final de Paulo sobre o fruto do ESPÍRITO é que não há qualquer restrição quanto ao modo de viver aqui indicado. O crente pode — e realmente deve — praticar essas virtudes continuamente. Nunca haverá uma lei que lhes impeça de viver segundo os princípios aqui descritos.
(
AS OBRAS DA CARNE E O FRUTO DO ESPÍRITO – BEP – CPAD – Revista e Cd Da BEP da www.cpad.com.br)

 

  1. Os frutos provam a nossa verdadeira santidade.

Antes de aceitarmos a JESUS como nosso único Salvador e Senhor, vivíamos vendidos ao pecado e, na maioria das vezes, atendíamos às concupiscências da carne quando solicitado.

Ao morrermos espiritualmente e nascermos de novo, nos tornamos templo, morada de DEUS na Terra, pois o ESPÍRITO SANTO veio morar conosco e em nós. Quando de sua chegada trouxe com ELE seu fruto contendo 9 qualidades inerentes à personalidade e modo de agir do próprio JESUS que antes de nós se fez homem e num corpo humano venceu as concupiscências da carne, exatamente por se deixar dominar e ser guiado pelo ESPÍRITO SANTO como temos que fazer para vencermos a carne e suas ambições.

Nós podemos ser parecidos com JESUS, desde que nos entreguemos ao ESPÍRITO SANTO. É uma rendição total e irrestrita. Assim como Paulo fez.

​Eu já estou crucificado com Cristo. E vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e eu vivo minha vida na carne por meio da fé do Filho de Deus, que me amou, e entregou a si mesmo por mim” (Gl 2.20).

 

  1. A santidade que o ESPÍRITO SANTO gera em nós.

Gl 5.22 – Quando o apóstolo passa a recomendar como o cristão deve viver, ele usa a expressão “fruto do ESPÍRITO” no singular. Cada arvore só dá um tipo de fruto, segundo a sua espécie.

 

a) Quando aceitamos a JESUS CRISTO como senhor e salvador, recebemos o ESPÍRITO SANTO em nossas vidas, nosso espírito é ligado a DEUS e o ESPÍRITO SANTO implanta em nós o seu fruto, ou semente, que devidamente tratada e regada crescerá e se tornará numa frondosa árvore cheia de frutos (no caso, virtudes ou qualidades).

 Se dermos lugar ao ESPÍRITO SANTO e santificarmos nossas vidas todos verão que DEUS está em nossas vidas, pois pelos frutos (no caso, virtudes ou qualidades) somos conhecidos tanto pelo mundo, como pelo pai.

b) o fruto do espírito representa os atributos de DEUS; os traços do seu caráter; o fruto vem de dentro que aparece do lado de fora, no quotidiano.

c) do amor precede todos os demais atributos de DEUS que são desenvolvidos no crente pelo ESPÍRITO SANTO que nele habita.

d) nossa maturidade cristã é medida pelo grau de permissão que damos ao ESPÍRITO SANTO de agir e dirigir ou guiar a nossa vida. (JESUS era guiado, conduzido pelo ESPÍRITO SANTO).

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O segredo do viver uma vida vitoriosa no ESPÍRITO é se entregar totalmente a DEUS e viver em comunhão com o ESPÍRITO SANTO, sempre orando jejuando, estudando a Palavra de DEUS, congregando e fazendo a obra de DEUS. Isto é santidade, ou seja, é separação para DEUS.

Segundo os pressupostos bíblicos, a santificação do crente é:

a) Posicional.

No mesmo instante em que nos convertemos somos declarados santos, justos e salvos. Morremos e Nascemos de Novo.

b) Progressiva.

A partir do ato de conversão a santificação é um processo de manutenção em nossa vida cristã. Temos que mantê-la e desenvolvê-la. Para isso temos que combater o pecado.

c) Final.

A santificação total e final só se dará após o arrebatamento, quando estivermos em um corpo glorificado e não mais sujeito ao pecado, um corpo semelhante ao de JESUS (1 Jo 3.2).

Falo como homem, pela fraqueza da vossa carne; pois que, assim como apresentastes os vossos membros para servirem à imundícia, e à maldade para maldade, assim apresentai agora os vossos membros para servirem à justiça para santificação. Rm 6.19

Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna. Rm 6.22

ORA, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus. 2 Co 7.1

Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da fornicação; Que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra; Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação. 1 Ts 4.3,4, 7

Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade; 2 Ts 2.13

Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor; Hb 12.4

Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: Graça e paz vos sejam multiplicadas. 1Pe 1.2

 

Bíblia The Word

A capacitação do ESPÍRITO para uma vida santa (gL 5.13-26). Comentários Expositivos – Hernandes Dias Lopes.

Paulo transmitiu a base doutrinária para as igrejas da Galácia; agora, está aplicando a doutrina. A teologia desemboca na ética; o conhecimento produz vida. A influência perniciosa dos falsos mestres entre as igrejas gentílicas trouxe grande confusão acerca dos limites da liberdade cristâ. Mais tarde Paulo tratou desse mesmo tema em sua Primeira Carta aos Coríntios (6.12; 8.9,13; 9.12,19,22; 10.23,24; 11.1).

Paulo, no texto em tela, esclarece a igreja sobre esse momentoso tema.

Compreendendo a liberdade cristã (Gl 5.13-15)

Há dois extremos perigosos com respeito à liberdade cristã: o legalismo de um lado e a licenciosidade de outro. Há aqueles que querem regular a liberdade apenas por regras exteriores. Esses caem na armadilha do legalismo e privam as pessoas da verdadeira liberdade em CRISTO. Porém, há aqueles que, em nome da liberdade, sacodem de si todo o jugo da lei e querem viver sem nenhum preceito ou limite. Esses confundem liberdade com licenciosidade e caem na prática de pecados escandalosos.

William Hendriksen ilustra esse fato dizendo que a vida cristã é semelhante a atravessar uma pinguela que cruza sobre um lugar onde se encontram dois rios contaminados: um é o legalismo e o outro é a libertinagem. O crente não deve perder o equilíbrio para não cair dentro das faltas refinadas do judaísmo nem nos grosseiros vícios do paganismo. Concordo com John Stott quando diz que o cristianismo não é escravidão, mas um chamamento da graça para a liberdade. A liberdade cristã, porém, não é liberdade para pecar, mas liberdade de consciência, liberdade para obedecer. O cristão salvo pelo sangue de CRISTO é livre para viver em santidade.

Destacamos aqui quatro verdades importantes.

Em primeiro lugar, a liberdade cristã não é uma licença para pecar. “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne…” (5.13a). No versículo 13 temos um chamado, uma advertência e um mandamento. Veremos neste ponto o chamado e a advertência e, no próximo ponto, analisaremos o mandamento. Fomos chamados para a liberdade, e não para a escravidão do pecado. Após exortar os gálatas a não permitirem nenhum impedimento de sua liberdade (5.1), Paulo agora lhes recomenda que sejam moderados em usá-la (5.13).

Fomos chamados para uma vida nova e não para viver com o pescoço na coleira do pecado. A liberdade cristã não é uma licença para pecar, mas o poder para viver em novidade de vida. A liberdade cristã não é licenciosidade, mas deleite na santidade. A liberdade cristã é a liberdade do pecado, não a liberdade para pecar. É uma liberdade irrestrita para aproximar-se de DEUS como seus filhos, não uma liberdade irrestrita para chafurdar em nosso egoísmo. A licenciosidade desenfreada não é liberdade alguma; é outra forma mais terrível de servidão, uma escravidão aos desejos de nossa natureza caída.

JESUS disse que aquele que pratica o pecado é escravo do pecado (Jo 8.34). Paulo disse que o homem antes da sua conversão é escravo de toda a sorte de paixões e prazeres (Tt 3.3). A palavra “liberdade” está profundamente desgastada. Muitos defendem a liberdade do amor livre, a prática irrestrita do aborto, o uso indiscriminado das drogas e o homossexualismo. Isso, porém, não é liberdade; é escravidão.

A palavra grega aphorme, traduzida por “ocasião à carne”, era usada no contexto militar em referência a um lugar do qual se faz um ataque, se lança uma ofensiva. Portanto, significa um lugar vantajoso e também uma oportunidade ou pretexto. Assim, a nossa liberdade em CRISTO não deve ser usada como um pretexto para a autoindulgência. Nessa mesma linha, Donald Guthrie explica que a palavra aphorme é um vocábulo militar para “base de operações”. Dessa forma, a carne é representada como um oportunista, sempre pronto a aproveitar-se de qualquer oportunidade.

Em segundo lugar, a liberdade cristã não é uma permissão para explorar o próximo. “… sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor” (5.13b). O método para impedir a liberdade de irromper em abuso imoderado e licencioso é regulá-la pelo amor. Quem ama não explora, mas serve o próximo. Somos livres para amar e servir, e não para explorar nosso próximo. O amor não pratica o mal contra o próximo. Como na parábola do bom samaritano, o cristão não agride o próximo nem passa de largo para não se envolver com os feridos, caídos à margem da estrada; mas vê, aproxima-se e cuida do próximo, ainda que seja seu inimigo. Concordo com John Stott quando diz: “Somos livres em nosso relacionamento com DEUS, mas escravos em nosso relacionamento com os outros”.

Não podemos usar o próximo como se fosse uma coisa para nos servir; temos de respeitá-lo como pessoa e nos dedicar a servi-lo. Pelo amor temos de nos tornar douleuete, “escravos” uns dos outros, não um senhor com uma porção de escravos, mas um pobre escravo com uma porção de senhores, sacrificando o nosso bem pelo bem dos outros, e não o bem deles pelo nosso. A liberdade cristã é serviço, não egoísmo.

Em terceiro lugar, a liberdade cristã não é uma autorização para ignorar a lei. “Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (5.14). Somos libertos da condenação da lei, mas não dos seus preceitos. Não nos aproximamos mais da lei com o propósito de sermos aceitos por DEUS; mas porque já fomos aceitos em CRISTO, aproximamo-nos da lei para obedecer a DEUS.

John Stott destaca com razão que, embora não possamos ser aceitos por DEUS por guardarmos a lei, depois que somos aceitos continuamos guardando a lei por causa do amor que temos a DEUS, que nos aceitou e nos deu o seu ESPÍRITO para nos capacitar a guardá-la. William Hendriksen complementa a ideia dizendo que a motivação do crente para obedecer a esse mandamento é a gratidão pela redenção consumada por CRISTO; o poder para realizá-la é proporcionado pelo ESPÍRITO de CRISTO (5.1,13,25).479

A síntese da lei é o amor, o amor a DEUS e ao próximo. Aqui Paulo usa uma figura de linguagem, na qual ele toma uma parte como o todo. E que podemos ver a face de DEUS no próximo e, quando amamos o próximo, estamos amando a DEUS quem o criou. DEUS resolve provar o nosso amor para com ele por meio do amor ao nosso irmão. E por isso que o amor é chamado de “…o cumprimento da lei” (Rm 13.8,10). Não porque o amor ao próximo seja superior à adoração a DEUS, mas porque é a prova dessa adoração. DEUS é invisível, mas se representa nos irmãos. O amor para com os homens flui do amor a DEUS.

Em quarto lugar, a liberdade cristã não é uma chancela para destruir o próximo. “Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede que não sejais mutuamente destruídos” (5.15). Somos livres para amar e servir uns aos outros, e não para devorar e destruir uns aos outros. Nas igrejas da Galácia, os dois extremos — os legalistas e os libertinos – destruíram a comunhão. Os dois verbos gregos dakno, “morder”, e katesthio, “devorar”, sugerem animais selvagens engajados em uma luta mortal. Desse modo, a força da alma e a saúde do corpo, o caráter e os recursos, são consumidos por lutas e intrigas.

 

O Evangelho Praticado em Espírito. 5:16-26. (COMENTÁRIO BÍBLICO MOODY)

Embora não conste, a liberdade (5:1,13) não ficou esquecida aqui. “O amor é o guarda da liberdade cristã. O Espírito Santo é o seu guia” (G. G. Findlay, The Epistle to the Galatians in The Expositor’s Bible, pág. 347). Esta seção, com seu contraste entre a carne e o Espírito, foi um tanto antecipada pela declaração de 3:3. A vida no Espírito está sendo agora apresentada como o antídoto para as inclinações da carne, o princípio do pecado que persiste nos santos. Portanto, há uma guerra necessária e legítima, em contraste com aquilo que foi insinuado em 5:15.

16,17. Andar no (melhor, pelo) Espírito. Só desse modo os crentes podem levantar-se acima das limitações da carne: evitar a realização dos desejos dela. A promessa é enfática – e jamais satisfazeis.

Carne e Espírito são opostos, travando contínuo combate. Se o cristão está andando no poder de um deles, não pode estar no controle do outro. A declaração, são opostos entre si, é um tanto parentética, e a conclusão do versículo depende diretamente da segunda das duas declarações precedentes do versículo. Por trás da resistência do Espírito à carne está o propósito de que os crentes devem ser guardados de praticarem as coisas que eles (de outro modo) fariam.

  1. Na realização da vitória sobre a carne, é preciso que a pessoa se coloque sob a liderança do Espírito. A Lei leva a homem a Cristo (3:24). Então o Espírito assume o controle e dirige o filho de Deus para a plenitude da vida em nosso Senhor. Esta plenitude será resultado inevitável, se o Espírito não for limitado pelo pecado no crente (Ef. 4:30). Em lugar de dizer, em concordância com o primeiro pronunciamento desta seção, que ser dirigido pelo Espírito significa ser libertado da carne, o apóstolo tira uma conclusão inesperada. Ser dirigido pelo Espírito demonstra liberdade da lei. Apego à lei significa multiplicação de transgressões (cons. Gl. 3:19) em lugar de redução. Evidentemente existe um laço íntimo entre a lei e a carne (cons. Rm. 8:3).

19-21. As obras da carne podem ser esperadas prolificando livremente na atmosfera do legalismo. Um raio de ironia se percebe aqui ao fazer referência às obras – “Atentem para as realizações da carne!”

Em primeiro lugar vêm os pecados sensuais. Prostituição é um termo geral para imoralidade sexual. Impureza inclui toda sorte de corrupção sexual. Lascívia indica audácia descarada nesse tipo de vida.

Depois vêm os pecados religiosos. Idolatria é a devoção aos ídolos. A palavra grega que foi traduzida para feitiçarias encaixa-se no termo “farmácia” e significa basicamente a administração de drogas e poções mágicas, mas passou a representar todo o tipo de prática de feitiçaria (cons. Ap. 9:21; 18:23).

Um terceiro grupo abrange os pecados de temperamento. Esses passam por toda a escala desde inimizades, que é algo latente, passando pelas porfias, que é algo operante (indicando neste caso disputas devidas ao egoísmo), pelas dissensões (antes, divisões) e facções, ou exibições de espíritos partidários (invejas podem se relacionar às anteriores pois ajudam a criar divisões, como também podem ser associadas com o próximo item), até chegar aos homicídios (E.R.C.), o clímax dos antagonismos impropriamente acalentados.

Na quarta categoria podemos colocar as bebedices e glutonarias. A lista poderia ser ampliada – e coisas semelhantes. Aqueles que praticam tais coisas não herdarão o reino de Deus (cons. I Co. 6:9, 10). Um crente pode cair em semelhantes práticas do mal se andar de acordo com a carne. Por isso é que se faz a inclusão desta lista na sua presente posição dentro desta carta, onde a vida do cristão está sendo revista.

22,23. Tudo aqui está em contraste com o precedente: fruto em lugar de obras; o Espírito em lugar de carne; e uma lista de virtudes grandemente atraentes e desejáveis em lugar das coisas feias que acabaram de ser citadas. A palavra fruto, estando no singular, como se apresenta nas cartas de Paulo, tende a enfatizar a unidade e coerência da vida no Espírito oposta à desorganização e instabilidade da vida sob os ditames da carne. É possível, também, que o singular tenha a intenção de apontar para a pessoa de Cristo, no qual todas essas coisas são vistas em sua perfeição. O Espírito procura produzi-las reproduzindo Cristo no crente (cons. 4:19). Passagens tais como Rm. 13:14 sugerem que os problemas morais dos homens redimidos podem ser resolvidos pela suficiência de Cristo quando apropriada pela fé.

À luz da preferência de Paulo pela forma singular de fruto, não se toma necessário recorrer ao expediente de colocar um travessão depois da palavra amor para indicar que todos os outros itens dependem deste. O amor é decisivo (I Jo. 4:8; I Co. 13:13; Gl. 5:6). Gozo é o que Cristo concede aos seus seguidores (Jo. 15:11) e é pelo Espírito (I Ts. 1:6; Rm. 14:17). Paz é o dom de Cristo (Jo. 14:27) e inclui uma reação interior (Fp. 4:6) e relacionamento harmonioso com os outros (contraste com Gl. 5:15,20). Longanimidade relaciona-se com a atitude da pessoa para com os outros e envolve uma recusa em revidar ou se vingar do mal recebido. Literalmente é paciência. Benignidade seria melhor traduzida para amabilidade. É a benevolência nas atitudes, uma virtude visivelmente social. Bondade é uma probidade da alma que aborrece o mal, uma honestidade definida de motivações e conduta. Fidelidade (se fosse fé, estaria no começo da lista). Um caso paralelo é Tito 2:10, “lealdade”. Mansidão baseia-se na humildade e indica uma atitude para com os outros, mantendo a devida negação do ego. Domínio próprio (lit., reprimir com mão firme), ou controle da vida do ego por meio do Espírito.

Contra estas coisas não há lei. “A Lei existe com o propósito de refrear, mas nas obras do Espírito não existe restrição” (J.B. Lightfoot, Galatians, pág. 213). A mesma verdade foi declarada em outra passagem, Rm. 8:4.

24-26. Aqueles que são verdadeiramente de Cristo devem ser como Ele na participação da cruz. Eles crucificaram a carne. Idealmente, isto aponta para a sua identificação com Cristo na Sua morte (2:20). Praticamente, enfatiza a necessidade de carregarmos o princípio da cruz na vida redimida, uma vez que a carne, com as suas paixões e desejos continua sendo uma realidade sempre presente (cons. 5:16, 17). A mesma tensão entre a provisão divina e a apropriação humana se encontra em relação ao Espírito.

Vivemos no Espírito segundo a disposição divina, por meio do dom do Espírito na conversão. Mas andamos em Espírito por uma questão de vontade pessoal, dando cada passo na dependência dEle. Se alguém andar assim, não desejará vanglória – cobiça do ego, frustrado quando não tem sucesso. “A vanglória desafia a competição, à qual os de natureza mais forte reagem na mesma moeda, enquanto que os mais fracos são levados à inveja” (Hogg e Vine, Galatians, pág. 305).

 

NUMA EMPRESA, COMO SERIAM AS QUALIDADES DO FRUTO DO ESPÍRITO DEMONSTRADAS POR NÓS?

AS QUALIDADES DE UM LÍDER E O FRUTO DO ESPÍRITO (Gl 5.22-23)

(BÍBLIA DA LIDERANÇA CRISTà– John C. Maxwell)

Provavelmente, os versículos mais memoráveis deste livro sejam os que listam o “frutos do Espírito”. Fruto é o resultado de sementes plantadas. Quando as sementes crescem, elas dão frutos. Fruto representa o comportamento externo, visível. Cada líder deve abraçar esta maravilhosa lista de qualidades internas. Faça uma auto-avaliação a partir dela:

  1. Amor: Minha liderança é motivada pelo amor pelas pessoas?
  2. Alegria: Eu demonstro uma alegria inabalável em todas as situações?
  3. Paz: As pessoas percebem minha paz interior e nela se encorajam?
  4. Resignação: Tenho paciência de esperar pelos resultados enquanto ajudo pessoas a crescerem ou busco metas?
  5. Benignidade: Será que tenho cuidado e compreensão com as pessoas que encontro?
  6. Bondade: Estou buscando o melhor para os outros para a organização?
  7. Fidelidade: Estou sendo comprometido com a missão?
  8. Mansidão: Meu poder está sob controle. Será que consigo ser, quando necessário, severo e carinhoso?
  9. Domínio próprio: Estou sendo disciplinado para obter progressos em minhas metas?

 

AJUDA

CPAD – http://www.cpad.com.br/ – Bíblias, CD’S, DVD’S, Livros e Revistas. BEP – Bíblia de Estudos Pentecostal.

VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE – http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm

Referências Bibliográficas (outras estão acima)

Dicionário Bíblico Wycliffe. 4.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal, Bíblia de Estudo Almeida. Revista e Atualizada. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2006, Bíblia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. Texto bíblico Almeida Revista e Corrigida.

Bíblia de Estudo Pentecostal. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com referências e algumas variantes. Revista e Corrigida, Edição de 1995, Flórida- EUA: CPAD, 1999.

BÍBLIA ILUMINA EM CD – BÍBLIA de Estudo NVI EM CD – BÍBLIA Thompson EM CD.

CPAD – http://www.cpad.com.br/ – Bíblias, CD’S, DVD’S, Livros e Revistas. BEP – Bíblia de Estudos Pentecostal.

VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE – http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm  —  www.ebdweb.com.br – www.escoladominical.net – www.gospelbook.net – www.portalebd.org.br/  —

Dicionário Vine antigo e novo testamentos – CPAD, Manual Bíblico Entendendo a Bíblia, CPAD, Dicionário de Referências Bíblicas, CPAD, Hermenêutica Fácil e descomplicada, CPAD, Revistas antigas – CPAD

Tesouro de Conhecimentos Biblicos / Emilio Conde. – 2* ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de DEUS, 1983

Wiesber, Comentário Bíblico. Editora Geográfica, 2008,

Champlin, Comentário Bíblico. Hagnos, 2001,

Concordância Exaustiva do Conhecimento Bíblico “The Treasury of Scripture Knowledge”

Peq.Enc.Bíb. – Orlando Boyer – CPAD

Bíblia The Word

Dicionário Strong Hebraico e Grego

Dicioário teológico – Claudionor Correa de Andrade

Enciclopédia Ilúmina

Publicado no site do Ev. Luiz Henrique

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