Ética Cristã, Pena de Morte e Eutanásia – Pr. Luiz Henrique

Ética Cristã, Pena de Morte e Eutanásia – Pr. Luiz Henrique

Lição 5, Ética Cristã, Pena de Morte e Eutanásia
2º Trimestre de 2018 – Título: Valores Cristãos – Enfrentando As Questões Morais de Nosso Tempo
Comentarista: Pr. Douglas Baptista, Lider da Assembleias de DEUS Missão em Brasilia – DF
Complementos, Ilustrações e Vídeos: Pr. Luiz Henrique de Almeida Silva – 99-99152-0454.
AJUDA –  http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao8eticaepenademorte.htm
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao9eticaesuicidio.htm
 
 
TEXTO ÁUREO
“O SENHOR é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela.”  (1 Sm 2.6).
 
VERDADE PRÁTICA
A pena de morte e a eutanásia violam a soberania divina. A vida foi dada por DEUS e, portanto, pertence a Ele.

 
LEITURA DIÁRIA
Segunda – Gn 9.5,6 O homicida não fica impune diante de DEUS
Terça – 2 Sm 12.13 DEUS livra a Davi da morte
Quarta – Cl 1.16,17 DEUS é o Criador e o sustentador de todas as coisas
Quinta – Jó 2.9,10 Jó rejeita a eutanásia e decide passar pelo sofrimento
Sexta – 2 Pe 1.3 A vida humana é uma dádiva divina
Sábado – Dt 32.39 DEUS está no controle da vida humana
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – Romanos 13.3-5; 1 Samuel 2.6,7; João 8.3-5,7,10,11
Rm 13.3 – Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela.
4 – Porque ela é ministro de DEUS para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de DEUS e vingador para castigar o que faz o mal.
5 – Portanto, é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente pelo castigo, mas também pela consciência.
1 Sm 2.6 – O SENHOR é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela.
7 – O SENHOR empobrece e enriquece; abaixa e também exalta.
Jo 8.3 – E os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério.
4 – E, pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio ato, adulterando,
5 – e, na lei, nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes?
7 – E, como insistissem, perguntando-lhe, endireitou-se e disse-lhes: Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela.
10 – E, endireitando-se JESUS e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?
11 – E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe JESUS: Nem eu também te condeno; vai-te e não peques mais.
OBJETIVO GERAL
Estabelecer a perspectiva doutrinária da sacralidade da vida.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Mostrar a perspectiva bíblica acerca da pena de morte;
Expor o conceito e as implicações éticas da eutanásia;
Conscientizar sobre o aspecto sacro da vida.
 
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
O assunto que vamos estudar nesta lição mexe com as emoções das pessoas. Perguntas como estas dão a dimensão do drama do tema: “Não seria justo que uma pessoa que mata, também morra?” ”Como não pensar em pôr fim ao sofrimento intenso da pessoa que amamos?” Essas questões tocam a nossa alma e precisamos reconhecer que, por envolver o sentimento de justiça ou o de apego ao ente querido, torna-se um problema da Ética Cristã.
Por isso, professor(a), busque se informar bem acerca do caráter técnico do assunto. Temos bons livros que aprofundam muito a reflexão bíblica acerca dessas questões difíceis. Que o Senhor ilumine o teu ministério!

PONTO CENTRAL – A vida humana é sagrada.
 
Resumo da Lição 5, Ética Cristã, Pena de Morte e Eutanásia
I – A PENA DE MORTE NAS ESCRITURAS
1. No Antigo Testamento.
2. No Novo Testamento.
II – EUTANÁSIA: CONCEITOS E IMPLICAÇÕES
1. O conceito de eutanásia.
2. As implicações da eutanásia.
III – A VIDA HUMANA PERTENCE A DEUS
1. A fonte originária da vida.
2. O caráter sagrado da vida.
 
SÍNTESE DO TÓPICO I – As Escrituras Sagradas prescrevem a pena capital, mas não a normatiza. JESUS CRISTO deve ser o ponto reparador desse assunto.
SÍNTESE DO TÓPICO II – Eutanásia é a antecipação da morte de pacientes em estágio terminal. Sua prática tem implicações de ordem legal, moral e ética.
SÍNTESE DO TÓPICO III – A fonte originária da vida é DEUS, e por isso, ela é sagrada.
 
PARA REFLETIR – A respeito do tema “Ética Cristã, Pena de Morte e Eutanásia”, responda:
1- Para o efetivo processo legal da pena de morte no Antigo Testamento, o que era necessário? Para o devido processo legal ao menos duas testemunhas eram requeridas para a efetivação do processo (Dt 17.6).
2- O que Paulo constatou, segundo a Epístola aos Romanos? Aos Romanos, Paulo constata a legalidade da pena de morte e a legitimidade do Estado em usar a espada como punição ao transgressor (Rm 13.4).
3- Quais implicações a eutanásia tem? A prática da eutanásia tem implicações de ordem legal, moral e ética.
4- O que a Bíblia ensina em relação à fonte originária da vida? A Bíblia ensina que DEUS trouxe o universo à existência (Gn 1.1) e que Ele próprio sustenta todas as coisas (Hb 1.3).
5- Segundo a lição, por que a vida humana é sagrada? A vida humana é sagrada porque a sua origem é divina.
CONSULTE – Revista Ensinador Cristão – CPAD, nº 74, p38
SUGESTÃO DE LEITURA – JESUS: Morto ou Vivo?; Ressurreição; Declaração de Fé das Assembleias de DEUS
 
Disse DEUS:
“Eis que todas as almas são minhas; como o é a alma do pai, assim também a alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá.”
A VIDA PERTENCE A DEUS.
SÓ DEUS PODE DAR OU TIRAR UMA VIDA.

MESMO QUANDO O CORPO ESTÁ MORTO, A ALMA ESTÁ VIVA E A QUALQUER MOMENTO PODE VOLTAR AO CORPO.

 
Não concordo. A última pena de morte foi aplicada a JESUS, de lá para cá vale o não matarás, vale o amai vossos inimigos, orai por eles. Abençoai vossos inimigos.
Só DEUS tem o poder sobre a vida e homem nenhum pode matar outro.
Ninguem tem o poder de tirar a vida de ninguem. O nosso Deus é o controlador de todas as coisas. Se alguem disse o contrário precisa conhecer a palavra de Deus com a excelencia da interpretaçao do Espirito Santo e, ter experiencias com o Pai para conhece-lo verdadeiramente.
Está havendo uma distorção da Palavra de DEUS no Novo Testamento.
JESUS não apoiou a pena de morte.
É citada a pena de morte que era ditada tanto pelas autoridades romanas, como pelas autoridades judaicas.
O homem sempre vê a morte dos outros como pena pelo seu pecado ou erro.
JESUS morreu cumprindo a pena de morte impetrada tanto por autoridades judaicas como romanas,nas ensinou o perdão, a misericórdia, o amor acima de tudo. Na hora de morrer não aplicou a pena de morte ao seu companheiro de cruz, mas vida eterna.
Impressionante ver crentes desejando ver a morte de pessoas que podem se converter ainda na prisão.
Para isso mesmo JESUS disse que deveríamos visitar os presos.

JESUS veio cumprir a lei, mas deu a graça para substituir a lei.
A lei da graça é dar a vida pelos outros, é amar até seu inimigo.
Romanos 12.17
A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas, perante todos os homens.18Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens.19Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor.20Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça.21Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.
Só quem pode dar a vida e só quem pode tirar é DEUS.

Atualmente, a pena de morte é legal em 31 dos 50 estados americanos. Apenas cinco deles aplicaram execuções este ano, número mais baixo desde 1983. Georgia é recordista, com nove casos, seguida por Texas (7), Alabama (2), Missouri (1) e Flórida (1)
Será que lá está diminuindo e nós estamos querendo implantar a lei da morte em nossos pais?
Não acreditamos na recuperação de um preso por JESUS, não acreditamos que DEUS ama os pecadores, não acreditamos que JESUS salvou o crucificado a seu lado ou não queremos visitar os presídios e prisões?
A última pena de morte foi aplicada a JESUS, de lá para cá vale o não matarás, vale o amai vossos inimigos, orai por eles. Abençoai vossos inimigos.
Só DEUS tem o poder sobre a vida e homem nenhum pode matar outro.
Ezequiel 18.23. Tenho eu algum prazer na morte do ímpio? diz o Senhor Deus. Não desejo antes que se converta dos seus caminhos, e viva?
Marcos 11.25
E, quando estiverdes orando, perdoai, se tendes alguma coisa contra alguém, para que vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe as vossas ofensas.26Mas, se vós não perdoardes, também vosso Pai, que está nos céus, vos não perdoará as vossas ofensas.
“Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós;” – Mateus 6:14

 A palavra eutanásia é composta por dois termos gregos: eu (boa ou fácil) e thánatos (morte). Assim, seu significado é: “morte boa” ou “morte serena ou fácil”. Sua prática consiste em tirar a vida de uma pessoa para livrá-la dos sofrimentos que a está afligindo por causa de alguma doença incurável ou irreversível.

A eutanásia passiva é uma medida moralmente aceitável, na opinião geral. Essa forma de aliviar o sofrimento humano consiste no desligamento de máquinas e aparelhos capazes de manter artificialmente a vida do paciente. Neste caso, a vida humana está sendo possível por meios artificiais. Geralmente, quando a pessoa chega a esse estágio é sinal de que o cérebro entrou em colapso e apenas o coração e a respiração estão sendo mantidos por meio de máquinas e aparelhos.

A eutanásia ativa é a interrupção deliberada da vida biológica, e não o mero desligamento de aparelhos e máquinas. A realização desse tipo de eutanásia é um assunto plenamente discutido. Geralmente é praticada quando o paciente está sofrendo muito e os medicamentos usados para aliviar a sua dor não surtem mais o efeito desejado. Ao ver o ente querido nesse quadro clínico irreversível, a família do paciente sofre junto com ele, porque esse terrível sofrimento pode arrastar-se por meses ou anos. A morte, então, torna-se a melhor saída para aliviar a dor paciente. Como o seu falecimento pode demorar e ele permanecer agonizando, a família decidi então antecipar a sua morte para amenizar a sua dor.

Entre outros comentários a respeito deste tema, o Dr. Norman L. Geisler, um dos maiores pesquisadores da atualidade, disse o seguinte: “até mesmo a eutanásia, uma forma de dar cabo à própria vida, é uma contradição em termos, porque o ato final ‘contra si mesmo’ não pode ser, ao mesmo tempo, um ato ‘em prol de si mesmo’. E completa o artigo: “Se a base do amor ao próximo é amar a si mesmo, não amar-se é a base do ódio e da vingança contra o semelhante, o que viola o segundo grande mandamento”.

O homem, principalmente o cristão, além de ser a imagem e semelhança de Deus é o templo do Espírito de Deus. Assim, destruir o próprio corpo é desonrar o Criador.

http://www.cacp.org.b

Na Bíblia encontramos um caso interessante de eutanásia, em que uma pessoa matou outra para evitar uma indignidade.
O rei Saul pediu para um amalaquita o matar, para que ele não caísse nas mãos de seus inimigos. Mas quando o amalequita contou a Davi que tinha matado Saul, Davi mandou matar o amalequita, pois ele tinha cometido um pecado grave.
10 E aconteceu que, em combate com os filisteus, os israelitas foram postos em fuga, e muitos caíram mortos no monte Gilboa. 2 Os filisteus perseguiram Saul e seus filhos, e mataram Jônatas, Abinadabe e Malquisua, filhos de Saul. 3 O combate foi se tornando cada vez mais violento em torno de Saul, até que os flecheiros o alcançaram e o feriram gravemente.
4 Então Saul ordenou ao seu escudeiro: “Tire sua espada e mate-me, se não sofrerei a vergonha de cair nas mãos desses incircuncisos”.
Mas o seu escudeiro estava apavorado e não quis fazê-lo. Saul, então, apanhou a própria espada e jogou-se sobre ela.
1°Cr capítulo 10
Dois casos num só. Eutanásia e pena de morte.
“Então disse o moço que lhe dava a notícia: Cheguei por acaso à montanha de Gilboa, e eis que Saul estava encostado sobre a sua lança, e eis que os carros e a cavalaria apertavam-no.” – 2 Samuel 1:6
“Arremessei-me, pois, sobre ele, e o matei, porque bem sabia eu que não viveria depois da sua queda, e tomei a coroa que tinha na cabeça, e o bracelete que trazia no braço, e os trouxe aqui a meu senhor.” – 2 Samuel 1:10
Pelo que estudamos nos textos pode ser que Saul tentou se matar,mas não conseguiu, seu pagem de armas se matou pensando que ele estava morto.
Com a chegada do amalequita Saul lhe pediu que o matasse e assim ele o fez.
Se ele estivesse mentindo a Bíblia diria.
DEUS deu ordem para exterminar todos os Amalequitas da face da Terra.
 
 Enquanto DEUS era o rei de Israel a Lei da pena de morte era ordenada por Ele mesmo, sendo assim só DEUS decidia quem morria ou não.
Depois que Israel colocou reis sobre si, tirando DEUS de sobre eles, alguns reis mataram sem autorização de DEUS.
O mandamento dado a eles era: Não Matarás.
Quem matou, matou por conta própria não sabendo interpretar a lei do amor.
No Novo Testamento as autoridades judaicas e romanas tinham a pena de morte como castigo, mas sem nenhum apoio por parte de DEUS.
Jó 2.9,10: Jó rejeita a eutanásia e decide passar pelo sofrimento – Então sua mulher lhe disse: Ainda reténs a tua sinceridade? Amaldiçoa a Deus, e morre. Porém ele lhe disse: Como fala qualquer doida, falas tu; receberemos o bem de Deus, e não receberíamos o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios.
E disse o Senhor a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não te têm rejeitado a ti, antes a mim me têm rejeitado, para eu não reinar sobre eles. 1 Samuel 8:7

Num desespero de mulher por ter perdido todos seus fihos, todo seu gado, toda sua fortuna e ainda ter o marido a beira da morte, disse isso esta pobre mulher a seu marido desejando lhe aliviar a dor.
Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus. Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo. Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno. Mateus 5:20-22

Será que DEUS não matou Davi porque Urias era cananaeu (Hitita)?
Davi matuu o Amamlequita que levou a notícia da morte de Saul e seus filhos e que matou Saul, mas DEUS havia dado a ordem para exterminar os amalequitas da face da terra. E enviou-te o Senhor a este caminho, e disse: Vai, e destrói totalmente a estes pecadores, os amalequitas, e peleja contra eles, até que os aniquiles. 1 Samuel 15:18
“Lembra-te do que fez Amaleque no caminho, como te derribou na retaguarda todos os fracos que iam após ti, estando tu cansado e afadigado. e não temeu a Deus. Será pois que, quando o Senhor teu Deus te tiver dado repouso de todos os teus inimigos em redor na terra que o senhor te dará por herança para possuí-la então apagarás a memória de Amaleque de debaixo dos céus: NÃO TE ESQUEÇAS!
Deuteronômio 25.17-19.


DEUS não deu aos homens direito de matar alguém. Só poderiam fazer isso com uma ordem expresa de DEUS que é o autor da vida. Todos os mortos a mando de DEUS no Antigo Testamento eram de nações idólatras, péssoas amaldiçoadas por DEUS. Era para Josué não deixar nenhum vivo. Seria para npós hoje como DEUS ordenando para não deixarmos nenhum ferrolho da vida passada nos amarrando. é para destruir toda comunhão com Satanás e seus demônios.

ILEGALIDADES PROCESSUAIS – JESUS morreu após o mais absurdo julgamento que se tem notícia nos autos romanos. Totalmente ilegal pelas leis romanas de sua época.

1. Não se buscou qualquer testemunha para depor em seu favor.
2. Não se observou o tempo mínimo de aviso necessário, pela lei, para anunciar que todos que quisessem poderiam comparecer ao julgamento.
3. Não foi apregoada no Templo qualquer notícia pública sobre o caso.
4. Não fora enviada notificação escrita à fortaleza Antonia (o que teria permitido ao procurador o direito de enviar à corte judaica um assessor, e decidir se haveria ou não necessidade de intervir).
5. Prisão uma hora antes da meia-noite, de quinta-feira, em total desrespeito aos costumes e preceitos legais judaicos.
6. Ilegalmente preso.
7. Ilegalmente interrogado.
8. O tribunal foi ilegalmente reunido à noite.
9. Ilegalidade de julgamento noturno (o direito judaico não admitia).
10. Testemunhas falsas, arregimentadas pelo próprio juiz.
11. Falta de fato típico punível (condenado e processado sem imputação de um crime, ofensa ao nullum crimen sine lege).
13. Falta de indiciamento (nenhuma ordem foi emitida por qualquer autoridade competente, desrespeitando o código criminal romano).
14. Incompetência do juízo e suspeição dos juízes. Anás não tinha competência para proceder ao interrogatório.
15. Interrogatório na residência particular do Sacerdote Caifás, contrário à lei, pois o lugar legítimo para tais atos de processo era o Templo.
16. E incompetência dos juízes por suspeição, com interesse na causa.
17. Ilegalidade da prisão (o horário do ato, a inviolabilidade de domicílio, a não existência de mandado e a ausência dos institutos de prisão provisória e preventiva).
18. Julgamento noturno e não público (o julgamento hebraico de Jesus Cristo não foi público; o princípio da publicidade não foi observado).
19. Ausência de prova para condenação (um tribunal penal não admitia que uma pessoa fosse declarada culpada pela confissão; só poderia ser considerada culpada mediante o depoimento de, pelo menos, duas testemunhas; o julgamento não teve oitiva legal).
20. Cerceamento do direito de defesa (Jesus Cristo não teve direito a qualquer defesa).
21. A lei Mosaica proibia a acusação mediante traição (Jesus foi traído por Judas, pelo preço de 30 moedas, em troca da delação).
22. A sentença não poderia ter sido proferida no mesmo dia, por se tratar de pena capital.
23. Pena equivocada (nenhum dos crimes eram punidos com morte, muito menos com crucificação).
24. Ausência de denúncia (um processo só se iniciava por ação movida por um cidadão Romano, a delatio crimini; o acusado teria o seu nome lançado na tábua no rol de culpados, aguardava-se, 30 dias, prazo para colheita de provas).
25. Falta de formação do Júri (formava-se um órgão julgador sorteados, juízes do Júri).
26. Falta de provas (não havia nenhuma prova contra Jesus Cristo).
27. Prisão equivocada (o direito romano exigia um indiciamento criminal formal antes da detenção do acusado).
28. Da sentença, cabia recurso para um órgão superior.
29. A crucificação era apenas reservada ao crime de sedição (Jesus não foi condenado por sedição).
30. Jesus Cristo não teve advogado, defensor, defesa técnica ou mesmo autodefesa.
31. Não houve qualquer investigação preliminar.
32. Agredido durante o interrogatório do Sinédrio.
33. Julgamento parcial, pela multidão.

Jesus foi condenado por uma terceira instância: uma instância popular. Pilatos apenas se curvou à vontade do povo, mesmo convicto que Jesus não havia cometido qualquer crime e mesmo diante de todas as ilegalidades processuais.

Em analogia aos tempos de hoje, não são raras vezes os jurados condenam alguém por influência da mídia e da opinião pública. Diante desse emblemático caso, devemos sempre lembrar que nenhum julgamento, especialmente o proferido pelo jurado leigo, deve ser norteado pela pressão popular.

O jurado deve sempre julgar com base nas provas dos autos, consciente, acima de tudo, dos ditames da Justiça.
https://canalcienciascriminais.com.br/julgamento-jesus-cristo-erro/ 

 
LIÇÃO 8 – O CRISTÃO E A PENA DE MORTE – 25/08/2002
 
Mt 5.44 Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem;
Se a pena de morte resolvesse o problema da criminalidade e da violência urbana, em muitos estados americanos não haveria violência, isso para citar o país mais desenvolvido do mundo. Só JESUS CRISTO é a solução. (Jo 8.32 e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.)
Temos que ter o cuidado de não procurarmos imitar os americanos em mais esse pecado.
 
 http://jnd.yazigi.com.br/alepro01.htm   
 
VEJA A OPINIÃO DE DIVERSAS SEITAS E IGREJAS A RESPEITO EM:
http://www.edeus.org/port/Perg13RElBR.htm 
 
TEXTO ÁUREO:
E, ouvindo-o Rúben, livrou-o das suas mãos e disse: Não lhe tiremos a vida” (Gn 37.21).
RÚBEN. Rúben era o primogênito de Jacó e, nessa condição, deveria ser o líder dos seus irmãos. No entanto, depois do seu ato imoral com Bila (ver 35.22 nota), perdeu para sempre a liderança espiritual definitiva e não conseguiu aqui influenciar suficientemente os seus irmãos (vv. 22-29; 42.37,38).37.28 LEVARAM JOSÉ AO EGITO. Embora José fosse tratado com crueldade pelos seus irmãos e vendido como escravo, DEUS serviu-se dessas más ações do homem para realizar a sua vontade
na vida de José
VERDADE PRÁTICA:
A vida é um dom de DEUS. Só a Ele, cabe concedê-la ou suprimi-la, direta ou indiretamente, sem que se
configure um crime.
LEITURA DIÁRIA:
 
Segunda Êx 21.23 Vida por vida
Mas, se houver morte, então, darás vida por vida,
E FOREM CAUSA DE QUE ABORTE. DEUS, além de exigir a proteção de pessoas viventes, também exigia a proteção de crianças ainda por nascer. (1) O versículo 21 refere-se a uma mulher dando à luz a uma criança prematura por causa de violência cometida contra a gestante. Se isso acontecesse, quem causasse o aborto tinha que pagar uma multa. (2) Se houvesse lesões graves na mãe ou no filho, o culpado tinha que pagar segundo a lei da retaliação. Note que se a violência causasse a morte da mãe ou do filho, o transgressor seria réu de homicídio e teria que pagar com a própria vida (v. 23). Noutras palavras, o nascituro é considerado nesse texto bíblico como um ser humano: provocar a morte desse feto é considerado assassinato. (3) Note que essa é a única circunstância em que a lei exige a pena de morte por homicídio acidental (Dt 19.4-10). O princípio está claro: DEUS procura proteger aqueles que têm menos condições de se protegerem (i.e., os que ainda estão por nascer).

Terça  Nm 35.31 A pena de morte

e não tomareis expiação pela vida do homicida, que culpado está de morte; antes, certamente morrerá
NÃO PROFANAREIS A TERRA. Deixar de executar um assassino significava poluir e profanar a terra. “Profanar” significa que deixar de vingar a morte de uma pessoa inocente levaria DEUS a retirar a sua presença, bênção e ajuda à terra (ver Dt 21.1-9). A santidade e a justiça de DEUS exigiam que nenhum assassino ficasse solto. A pena de morte em Israel expressava o santo propósito de DEUS para que a justiça e a preservação da vida inocente fossem mantidas entre o seu povo, como nação santa 

Quarta 1 Sm 2.6 DEUS dá e tira a vida
O SENHOR é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela.

Quinta Jó 7.16 Abominando a vida

A minha vida abomino, pois não viverei para sempre; retira-te de mim, pois vaidade são os meus dias.
RETIRA-TE DE MIM. Com sinceridade, Jó falou com DEUS sobre seus sentimentos de injustiça, rejeição e dúvida. Até mesmo desejou que DEUS se retirasse dele (vv. 16-19), embora noutras ocasiões ansiasse para DEUS falar com ele (14.15; 23.3,5). Os fiéis que passarem por severas provações e sofrimentos devem expressar seus sentimentos abertamente a DEUS em oração. Falarmos sinceramente com DEUS, da nossa angústia e amargura, em atitude de submissão, não é errado. Ana derramou a sua alma diante do Senhor por causa da grande provocação que enfrentava (1 Sm 1.13-16). O próprio JESUS oferecia, “com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas” (Hb 5.7) e, por ocasião da sua morte, experimentou as trevas indescritíveis da separação de DEUS (Mt 27.46).7.20 SE PEQUEI. Jó considerava a possibilidade de seus conselheiros terem razão, e de DEUS ter desencadeado a sua ira contra ele por causa de alguma transgressão desconhecida. O que Jó não sabia era que DEUS realmente o estava observando, não com ira, mas com compaixão e amor. Embora sob prova até o seu limite, Jó se recusou firmemente a blasfemar contra DEUS (cf. 2.9), e assim foi exaltado o poder libertador de DEUS. No devido tempo, ao terminar a prova, Jó teve a aprovação de DEUS publicamente (42.8).

Sexta Sl 30.5 A vida é favor de DEUS

Porque a sua ira dura só um momento; no seu favor está a vida; o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.
NA MINHA PROSPERIDADE. Sob a segurança da prosperidade, o salmista supunha que pela sua riqueza e sucesso ele se tornara tão forte que nada poderia destruir a sua prosperidade. DEUS, então, retirou a sua mão protetora, o que lhe resultou em problemas graves e desamparo na sua vida, levando-o a sentir a necessidade do constante cuidado e presença de DEUS (vv. 8-10). Todo crente que confia em si mesmo, e nas coisas temporais, e que na sua vida não dá o primeiro lugar a DEUS e ao seu reino, é aqui advertido nas palavras deste salmo.

Sábado Êx 20.13 Não matarás
NÃO MATARÁS. O sexto mandamento proíbe o homicídio deliberado, intencional, ilícito. DEUS ordena a pena de morte para a violação desse mandamento (ver Gn 9.6 nota). O NT condena, não somente o homicídio mas também o ódio, que leva alguém a desejar a morte de outrem (1 Jo 3.15), bem como qualquer outra ação ou influência maléfica que cause a morte espiritual de alguém (ver Mt 5.22 nota; 18.6 nota).

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:
 
GÊNESIS 20.13= E aconteceu que, fazendo-me DEUS sair errante da casa de meu pai, eu lhe disse: Seja esta a graça que me farás em todo o lugar aonde viermos: dize de mim: É meu irmão.
É MINHA IRMÃ. Mais uma vez, falhou a fé de Abraão, colocando em perigo o plano de DEUS para Sara. DEUS interveio a fim de preservar a participação de Sara na história da redenção, como mãe do povo do concerto (vv. 3-7; Hb 11.11; 1 Pe 3.6). DEUS, na sua graça, às vezes livra os seus fiéis de situações desse tipo, decorrente de fraqueza na fé e desobediência.

ÊXODO 21.12,15,16= 12 Quem ferir alguém, que morra, ele também certamente morrerá;15 O que ferir a seu pai ou a sua mãe certamente morrerá.16 E quem furtar algum homem e o vender, ou for achado na sua mão, certamente morrerá.
CERTAMENTE MORRERÁ. Estes versículos mencionam quatro crimes, aos quais DEUS sentenciou a pena de morte: o homicídio premeditado (vv.12.14), agressão física aos pais (v. 15), seqüestro de pessoas (v. 16) e amaldiçoar, insultar e ofender verbalmente os pais (v. 17). Esta penalidade demonstra a importância que DEUS atribui ao relacionamento correto entre as pessoas (homicídio e seqüestro) e ao relacionamento apropriado na família (tratamento aos pais).

MATEUS 5.17,21,22= 17 Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim abrogar, mas cumprir. 21 Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo.22 Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão será réu de juízo, e qualquer que chamar a seu irmão de raca será réu do Sinédrio; e qualquer que lhe chamar de louco será réu do fogo do inferno.
NÃO… VIM DESTRUIR A LEI… MAS CUMPRIR. O propósito de CRISTO é que as exigências espirituais da lei de DEUS se cumpram na vida dos seus seguidores (Rm 3.31; 8.4). O relacionamento entre o crente e a lei de DEUS envolve os seguintes aspectos: (1) A lei que o crente é obrigado a cumprir consiste nos princípios éticos e morais do AT (7.12; 22.36-40; Rm 3.31; Gl 5.14; ver o estudo A LEI DO ANTIGO TESTAMENTO); bem como nos ensinamentos de CRISTO e dos apóstolos (28.20; 1 Co 7.19; Gl 6.2). Essas leis revelam a natureza e a vontade de DEUS para todos e continuam hoje em vigor. As leis do AT destinadas diretamente à nação de Israel, tais como as leis sacrificiais, cerimoniais, sociais ou cívicas, já não são obrigatórias (Hb 10.1-4; e.g., Lv 1.2,3; 24.10). (2) O crente não deve considerar a lei como sistema de mandamentos legais através do qual se pode obter mérito para o perdão e a salvação (Gl 2.16,19). Pelo contrário, a lei deve ser vista como um código moral para aqueles que já estão num relacionamento salvífico com DEUS e que, por meio da sua obediência à lei, expressam a vida de CRISTO dentro de si mesmos (Rm 6.15-22). (3) A fé em CRISTO é o ponto de partida para o cumprimento da lei. Mediante a fé nEle, DEUS torna-se nosso Pai (cf. Jo 1.12). Por isso, a obediência que prestamos como crentes não provém somente do nosso relacionamento com
DEUS como legislador soberano, mas também do relacionamento de filhos para com o Pai (Gl 4.6). (4) Mediante a fé em CRISTO, o crente, pela graça de DEUS (Rm 5.21) e pelo ESPÍRITO SANTO que nele habita (Gl 3.5,14; Rm 8.13), recebe o impulso interior e o poder para cumprir a lei de DEUS (Rm 16.25,26; Hb 10.16). Nós a cumprimos, ao andarmos segundo o ESPÍRITO (Rm 8.4-14). O ESPÍRITO nos ajuda a mortificar as ações pecaminosas do corpo e a cumprir a vontade de DEUS (Rm 8.13; ver Mt 7.21 nota). Por isso, a conformidade externa com a lei de DEUS deve ser acompanhada pela transformação interior do nosso coração e espírito (cf. vv. 21-28). (5) Os crentes, tendo sido libertos do poder do pecado, e sendo agora servos de DEUS (Rm 6.18-22), seguem o princípio da fé , pois estão debaixo da lei de CRISTO (1 Co 9.21). Ao fazermos assim, cumprimos a lei de CRISTO (Gl 6.2) e em nós mesmos somos fiéis à exigência da lei (ver Rm 7.4 nota; 8.4 nota; Gl 3.19 nota; 5.16-25). (6) JESUS ensinava enfaticamente que cumprir a vontade do seu Pai celeste é uma condição permanente para a entrada no reino dos céus (ver 7.21 nota)
5.19 GRANDE NO REINO. A posição do crente no reino dos céus dependerá da sua atitude aqui, para com a lei de DEUS e da sua prática e ensino. A medida da nossa fidelidade a DEUS, aqui, determinará a medida da nossa grandeza no céu (ver o estudo O JULGAMENTO DO CRENTE)
5.20 SE A VOSSA JUSTIÇA. A justiça dos escribas e dos fariseus era exclusivamente exterior. Eles observavam muitas regras, oravam, cantavam, jejuavam, liam as Escrituras e freqüentavam os cultos nas sinagogas. No entanto, substituíam as atitudes interiores corretas pelas aparências externas. JESUS declara aqui que a justiça que DEUS requer do crente vai além disso. O coração e o espírito, e não somente os atos externos, devem conformar-se com a vontade de DEUS, na fé e no amor (ver Mc 7.6, nota sobre o legalismo).
5.22 SE ENCOLERIZAR… RACA… LOUCO. JESUS não se refere à ira justa contra os ímpios e iníquos (cf. Jo 2.13-17); Ele condena o ódio vingativo, que deseja, de modo injusto, a morte doutra pessoa. Raca é um termo de desprezo que provavelmente significa tolo , estúpido . Chamar alguém de louco , com ira e desprezo, pode indicar um tipo de atitude de coração, conducente ao perigo do fogo do inferno .

ROMANOS 13.1,2,4= 1 Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de DEUS; e as autoridades que há foram ordenadas por DEUS.2 Por isso, quem resiste à autoridade resiste à ordenação de DEUS; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação.4 Porque ela é ministro de DEUS para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de DEUS e vingador para castigar o que faz o mal.
13.1 SUJEITA ÀS AUTORIDADES SUPERIORES. DEUS ordena que o cristão obedeça ao estado, porque este, como instituição, é ordenado e estabelecido por DEUS. DEUS instituiu o governo porque, neste mundo caído, precisamos de leis para nos proteger do caos e da desordem como conseqüências naturais do pecado. (1) O governo civil, assim como tudo mais na vida, está sujeito à lei de DEUS. (2) DEUS estabeleceu o estado para ser um agente da justiça, para refrear o mal mediante o castigo do malfeitor e a proteção dos elementos bons da sociedade (vv. 3,4; 1 Pe 2.13-17). (3) Paulo descreve o governo, tal qual ele deve ser. Quando o governo deixar de exercer a sua devida função, ele já não é ordenado por DEUS, nem está cumprindo com o seu propósito. Quando, por exemplo, o estado exige algo contrário à Palavra de DEUS, o cristão deve obedecer a DEUS, mais do que aos homens (At 5.29, cf. Dn 3.16-18; 6.6-10). (4) É dever de todos os crentes orarem em favor das autoridades legalmente constituídas (1 Tm 2.1,2).13.4 A ESPADA. A espada é freqüentemente associada à morte, como instrumento da sua execução (Mt 26.52; Lc 21.24; At 12.2; 16.27; Hb 11.34; Ap 13.10). DEUS, claramente, ordenou a execução de criminosos perigosos, autores de crimes hediondos e bárbaros (Gn 9.6; Nm 35.31,33).

OBJETIVOS:
Refletir sobre a pena de morte partindo de um embasamento bíblico-teológico, à luz da ética cristã.
Reconhecer que na Bíblia há respaldo para a pena de morte, não como regra, mas como exceção. Somente no Antigo testamento pode haver algum indício de apoio de DEUS à pena de morte, pois JESUS levou sobre ele nossos pecados para que todos possam ser perdoados imediatamente após seu arrependimento e confissão de pecados e conseqüente conversão a CRISTO; não sendo possível portanto condenarmos alguém à morte sem que o mesmo tenha a oportunidade de aceitar a JESUS CRISTO como salvador. Como alguns só vão aceitar mais tarde, temos que esperar e não matá-lo sem saber o que vai acontecer no futuro. Se condenarmos alguém à morte estaremos ocupando o lugar de DEUS e não fazendo justiça, mas assassinando essa pessoa.
Estamos estudando a Ética CRISTÃ e não a judaica. JESUS disse: 
Mt 6.Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas.
Paulo ensina: 2 Co 2.10 E a quem perdoardes alguma coisa também eu; porque o que eu também perdoei, se é que tenho perdoado, por amor de vós o fiz na presença de CRISTO; para que não sejamos vencidos por Satanás,

COMENTÁRIOS:
 
INTRODUÇÃO

Secularmente, a pena capital é tema de abordagem complexa, polêmica e controversa. 

PARA A IGREJA É ASSUNTO FÁCIL DE SOLUÇÃO, POIS SABEMOS QUE SÓ JESUS CRISTO DARÁ JEITO NESTA SOCIEDADE CORRUPTA, VIOLENTA E ÍMPIA. DEVEMOS AMAR NOSSOS INIMIGOS, É A ORDEM DO MESTRE.

I. A PENA DE MORTE NO ANTIGO TESTAMENTO

1. Pacto com Noé.

Na aliança firmada entre DEUS e Noé (e sua descendência), a pena de morte já aparece de modo claro e direto: “Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado; porque DEUS fez o homem conforme a sua imagem” (Gn 9.6). 
2. Lei de Moisés.
A pena de morte não só era praticada, como também foi ampliada para muitos delitos:
3. O caso de Acã. 
 “…E disse Josué: Por que nos turbaste? O SENHOR te turbará a ti este dia. E todo o Israel o apedrejou com pedras, e os queimaram a fogo e os apedrejaram com pedras” (Js 7.24,25).

II. A PENA DE MORTE NO NOVO TESTAMENTO
1. Nos Evangelhos.
a) Cumprindo a lei. 
PENA QUE OS HOMENS NÃO CONSEGUIAM CUMPRIR A LEI COMO JESUS QUE NÃO CONDENOU NENHUMA PESSOA À MORTE DURANTE SEU MINISTÉRIO, ANTES AS AMOU E PERDOOU ATÁ A HORA DE SUA MORTE NA CRUZ. 
b) Pena mais rigorosa. Sem dúvida, ser “réu de juízo” (v. 21), para o homicida, era ser morto também (Êx
21.12-14). PORTANTO TODOS ESTAVAM CONDENADOS A MORRER NA CRUZ, MAS CRISTO NOS RESGATOU DA MALDIÇÃO DA LEI, FAZENDO-SE MALDIÇÃO EM NOSSO LUGAR (Gl 3.13). EM Lc 6.29, DAR A OUTRA FACE  É MOSTRAR A FACE ESPIRITUAL AO QUE LHE MOSTROU A FACE CARNAL, O AMOR, O PERDÃO E A MISERICÓRDIA DEVEM SER MOSTRADOS AO ASSASSINO, AO LADRÃO E A TODOS OS ÍMPIOS.
c) O episódio da mulher adúltera (Jo 8.1-11). VÁ E NÃO PEQUES MAIS É O REMÉDIO PARA O PECADO.

2. Em Atos dos Apóstolos.
No capítulo 5, vemos o caso de Ananias e Safira, sua esposa. MORRERAM DEPOIS DE MENTIREM SOBRE SUAS POSSES E DAREM OFERTA A MENOS; VIMOS PORÉM QUE SÓ ACONTECEU ESTA VEZ EM TODO O NOVO TESTAMENTO E SÓ PODEMOS CHEGAR À CONCLUSÃO DE QUE DEUS ATENDEU AO VEREDICTO DE PEDRO QUE ERA RECÉM CHEGADO DA LEI E PRECISAVA APRENDER SOBRE O AMOR E O PERDÃO; TAMBÉM A IGREJA E OS DEMAIS PRECISAVAM SABER QUE DEUS DETESTA A MENTIRA E QUE É SANTO. DEVEMOS ANALISAR TAMBÉM QUE SE PENSARMOS QUE FOI DEUS E NÃO PEDRO QUE QUIS A MORTE DE ANANIAS ENTÃO FOI DEUS QUE EXECUTOU E A PENA CAPITAL E NÃO HOMENS QUE EXECUTARAM A PENA DE MORTE. A CONCLUSÃO LÓGICA É QUE SÓ DEUS TEM PODER DE DAR OU TIRAR A VIDA.
At 5.9 Então, Pedro lhe disse: Por que é que entre vós vos concertastes para tentar o ESPÍRITO do Senhor? Eis aí à porta os pés dos que sepultaram o teu marido, e também te levarão a ti.

3. Nas epístolas.
Doutrinando sobre as relações entre o cristão e o Estado, o apóstolo Paulo escreveu: “Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de DEUS; e as autoridades que há foram ordenadas por DEUS. Por isso, quem resiste à autoridade resiste à ordenação de DEUS; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação. Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela. Porque ela é ministro de DEUS para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de DEUS e vingador para castigar o que faz o mal” (Rm 13.1-4).  ERA A MANEIRA DOS ROMANOS AGIREM, MATAVAM AQUELES QUE NÃO OS OBEDECIA; PAULO NÃO ESTÁ APOIANDO A PENA DE MORTE MAS DIZENDO QUE AS AUTORIDADES MATARIAM AQUELE QUE TRANSGREDISSEM CONTRA SUAS NORMAS, PRINCIPALMENTE AQUELES QUE FIZESSEM O MAL;  PORTANTO O CRENTE TINHA QUE OBEDECER A DEUS EM PRIMEIRO LUGAR SABENDO QUE QUANDO FOSSE A FAVOR DE DEUS E CONTRA AS AUTORIDADES PODERIA PAGAR COM A VIDA, COMO OS APÓSTOLOS (At .29 Respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Importa antes obedecer a DEUS que aos homens.)

CONCLUSÃO
SOU TOTALMENTE CONTRA A PENA DE MORTE, PRESERVAR A VIDA É DAR TEMPO AO PECADOR DE SE ARREPENDER E SER SALVO E PERDOADO POR SEUS PECADOS. SE DEUS PERDOA, QUEM SOMOS NÓS PARA CONDENAR? Mt 18.33 não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, assim como eu tive compaixão de ti?

QUESTIONÁRIO

 
Complete:
 
1-   A frase “Não Matarás” significa: Morte                                        ,                                     , proposital, dolosa.
 
Responda:
 
2-   O que DEUS tinha em mente quando disse: “Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado?
R:                                                                                                                                                                       
                                                                                                                                                                          
 
3-   Por quais delitos a lei condenava alguém à morte? Cite pelo menos 10.
R:                                                                                                                                                                     
                                                                                                                                                                        
                                                                                                                                                                        
 
4-   Por que prevaricaram os filhos de Israel, no tempo de Acã?
R:                                                                                                                                                                     
 
5-   Quais as características da Nova Aliança traga por CRISTO em seu ministério?
R:                                                                                                                                                                    
                                                                                                                                                                        
                                                                                                                                                                        
 
6-   CRISTO se submeteu às leis do velho testamento?
R:                             
 
7-   JESUS condenou a mulher pega em adultério? Qual foi seu verecdito?
R:                                ,                                                                                                                                   
                                                                                                                                                                        
 
8-   Ananias e safira morreram por mãos humanas?
R:                           
 
9-   A autoridade vem de DEUS, mas será que os homens escolhidos para aplicarem a autoridade são escolhidos por DEUS? Estes homens têm como regra de fé e prática a palavra de DEUS? São Cristãos Salvos?Responda com sua palavras. 
                                                                                                                                                                            
                                                                                                                                                                            
                                                                                                                                                                            
                                                                                                                                                                            
 
MATEUS [5] 17 Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir.18 Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da lei um só i ou um só til, até que tudo seja cumprido.19 Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus.******************* 42 Dá a quem te pedir, e não voltes as costas ao que quiser que lhe emprestes.43 Ouvistes que foi dito: Amarás ao teu próximo, e odiarás ao teu inimigo.44 Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem;45 para que vos torneis filhos do vosso Pai que está nos céus; porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre justos e injustos.46 Pois, se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? não fazem os publicanos também o mesmo?47 E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis demais? não fazem os gentios também o mesmo?48 Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai celestial.******************************** PARECE QUE O QUE NINGUÉM ESTÁ ENTENDENDO É QUE JESUS VEIO CUMPRIR A LEI EM NOSSO LUGAR. A LEI NÃO SALVA NINGUÉM, ANTES MOSTRA-NOS QUE SOMOS PECADORES E DIGNOS DA PENA DE MORTE; A GRAÇA POR SUA VEZ NOS REVELA O PERDÃO DE NOSSOS PECADOS (DEIXAR DE CUMPRIR A LEI) E NOS OFERECE DE GRAÇA A SALVAÇÃO ATRAVÉS DA MORTE EXPIATÓRIA DE JESUS CRISTO NA CRUZ (ELE CUMPRIU A LEI). ELE DISSE QUE O CÉU E A TERRA NÃO PASSARIAM SEM QUE A LEI FOSSE CUMPRIDA, ELE MESMO A CUMPRIU, PORTANTO AGORA A TERRA E O CÉU PASSARÃO E NÓS ESTAREMOS PARA SEMPRE COM ELE.
 
QUESTIONÁRIO DA REVISTA:
1. Quando DEUS decretou, pela primeira vez, a pena capital?
R. No pacto com Noé (Gn 9.6).
2. Nos ensinos de CRISTO, qual a pena para quem se encolerizasse contra seu irmão sem motivo?
R. Seria réu de juízo.
3. De acordo com Romanos 13, como é vista a autoridade para quem faz o mal?
R. Como “ministro de DEUS e vingador para castigar o que faz o mal”.
4. Qual o posicionamento cristão, indicado na lição, quanto à pena de morte?
R. Não obstante encontrar-se respaldo bíblico para a pena capital, é preferível a aplicação da prisão perpétua.
5. Cite casos, bíblicos e da história, de pessoas que sofreram pena de morte.
R. Acã e sua família, Ananias e Safira.

ESTUDOS AFINS:
 
UMA ÉTICA CRISTÃ DA PENA CAPITAL
Livro ètica Cristã Alternativas e questões contemporâneas – Autor Norman L. Geisler –
Sociedade Religiosa Edições Vida Nova 
Muita controvérsia tem surgido em tomo da pena capital. De um lado, tem sido saudada como sendo divinamente instituída e socialmente necessária. Do outro lado, tem sido rotulada de bárbara e anti-cristã.12 É moralmente correio, em qualquer caso, tirar a vida doutro ser humano por razões sociais? Tirar a vida deve ser usado como penalidade em alguma ocasião? O que as Escrituras dizem sobre o assunto? A. A Base Bíblica para a Pena Capital Há várias passagens diferentes da Escritura que ensinam que DEUS instituiu a pena capital para certos crimes sociais hediondos. Estas passagens se acham nos dois Testamentos.
1. O Antigo Testamento e a Pena Capital — A primeira referência à pena capital acha-se em Gênesis 9:6. Noé e sua família sobreviveram ao grande dilúvio, que foi precipitado pela maldade e pela violência daquela civilização antediluviana (cf. Gn 6:11). Quando Noé emergiu da arca. DEUS lhe deu a seguinte injunçâo: “Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu; porque DEUS fez o homem segundo a sua imagem.” O assassinato é errado porque é matar DEUS em efígie, e quem tirar a vida dos outros homens deve ter sua vida tirada pelas mãos dos homens. Os antediluvianos tinham enchido o mundo com violência e derramamento de sangue. Pelo uso da pena capital os homens deveriam abafar a violência e restaurar a ordem da justiça. DEUS instituiu a ordem e a paz sociais e deu ao governo a autoridade sobre a vida para garantir à humanidade estes benefícios. Sob a lei mosaica a pena capital foi continuada e até mesmo expandida. O princípio básico era “vida por vida, olho por olho, dente por dente” (Êx 21:25). A pena capital era usada para outros crimes além do assassinato. O adúltero e a adúltera deviam ser igual-
mente apedrejados até morrerem. (Lv 20:10). Na realidade, até mesmo um filho teimoso e rebelde, que recusava a correção, devia ser morto, pelo mesmo método às mãos dos cidadãos (Dt 21:88ss.). Mediante a direção de DEUS, Aça e sua família foram apedrejados por desobedecerem ao mandamento de DEUS no sentido de não tomar despojos da batalha de Jericó (Js7:l,26).
Há indicações de que DEUS delegou a autoridade sobre a vida para as nações fora de Israel no Antigo Testamento. Declara-se que governantes humanos em geral são estabelecidos por DEUS. Tanto Nabucodonosor (Dn 4:17) quanto Ciro (Is 44:28) receberam autoridade da parte de DEUS sobre as vidas humanas. De fato, há indicações noutras partes do Antigo Testamento, no sentido de que o governo humano em geral recebe tal autoridade da parte de DEUS para resistir ao mal no mundo, conforme foi declarado em Gn 9:6.
2. O Novo Testamento e a Pena Capital — O Novo Testamento pressupõe o mesmo conceito básico sobre a pena capital que aparece no Antigo Testamento. Os governantes são instituídos por DEUS; pela autoridade divina, recebem a espada bem como a coroa (cf. Rm 13:1-2). Paulo notou sobre o governante “. . . não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de DEUS, vingador, para castigar o que pratica o mal” (v. 4). Às vezes passa despercebido que JESUS reafirmou o princípio da pena capital no Seu Sermão da Montanha. “Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas: não vim para revogar, vim para cumprir.” Continuando, JESUS acrescentou: “Ouvistes que foi dito aos antigos: ‘Não matarás;’ e: ‘Quem matar estará sujeito a julgamento (pela pena capital).’ Eu, porém, vos digo que todo aquele que (sem motivo) se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento” (Mt 5:21, 22). De acordo com Josefo (Antiguidades IV, 8, 6, e 14), o Sinédrio ou Concílio dos Setenta, tinha o poder para pronunciar a sentença da morte, e às vezes o exercia, conforme fica manifesto no caso de Estevão (At 7:59) e na execução de Tiago (At 12:1, 2). Sem dúvida era assim, pois Jo 1831 diz que Roma tirara o direito legal dos judeus de aplicarem a pena capital. Isto não significa, no entanto, que os judeus tinham aberto mão da sua crença de que DEUS lhes dera esta autoridade e, portanto, que poderiam exercê-la quando pensavam que conseguiriam fazê-lo impunemente.13 Dentro da igreja apostólica neotestamentária parecia haver em vigor um tipo de pena capital. Ananias e Safiras foram condenados à morte pelo apóstolo Pedro por “mentir ao ESPÍRITO SANTO” (At 5:3). Embora não haja indicação de que esta aplicação específica da sentença da morte não é limitada aos apóstolos originais, mesmo assim é prova clara de que o DEUS do Novo Testamento executou uma sentença de morte em homens culpados através doutros homens. Noutra passagem, JESUS reconheceu a autoridade dada por DEUS sobre a vida humana que os governantes humanos possuíam. Pilatos disse a JESUS: “Não sabes que eu tenho autoridade para te soltar, e autoridade para te crucificar?” JESUS respondeu: “Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fosse dada” (Jo 19:11). A implicação aqui é que Pilatos realmente possuía autoridade divinamente derivada sobre a vida humana. Aliás, exerceu-a (JESUS foi sentenciado à morte) e JESUS Se submeteu a ela. Resumindo: há dados bíblicos amplos, dos dois Testamentos, que mostram que DEUS ordenou, e os homens exerciam a pena capital para delitos específicos. A pena de morte é instituída por DEUS, através dos homens, contra os culpados. Logo, a pergunta, de uma perspectiva rigorosamente bíblica, não é se a. pena capital era e é autorizada por DEUS para os homens, mas quando e porque. Mas antes da discussão da aplicação e da base lógica da pena capital, é apropriado dizer uma palavra sobre algumas objeções à pena de morte.
B. Algumas Objeções â Pena de Morte 
Várias objeções à pena de morte têm sido oferecidas por aqueles que se opõem a ela. 
Três destas são dignas de comentários, de um ponto de vista bíblico.
l. O Caso de Caim — Às vezes é argumentado que a pena capital não era a intenção de DEUS desde o início, conforme pode ser deduzido da intervenção de DEUS para poupar Caim dela. Quando Caim matou seu irmão, Abel, DEUS explicitamente proibiu qualquer pessoa de matar Caim por sua vez. Disse: “Assim qualquer que matar Caim será vingado sete vezes” (Gn 4:15).
O que é facilmente olvidado nesta isenção óbvia da pena capital é que a passagem claramente subentende a validez da pena capital. O caso de Caim era especial.14 Quem teria executado a sentença? O irmão dele estava morto. Decerto DEUS não iria chamar o pai para executar seu filho remanescente! Nesta situação o próprio DEUS pessoalmente comutou a sentença da morte.
No entanto, quando DEUS suspendeu a pena da morte de Caim, a Bíblia claramente indica que esta não seria a regra. Vários fatores apóiam esta conclusão. Primeiramente, o próprio Senhor disse: “A voz do sangue de teu irmão clama da terra a mim” (Gn 4:10). Clama para que? Para a justiça, sem dúvida. O princípio bíblico é que somente outra vida pode satisfazer a justiça de uma vida perdida (cf. Lv 17:11; Hb 9:22). Em segundo lugar, o temor de Caim de que alguém no futuro o mataria demonstra que a pena capital era sua própria expectativa natural. “Quem comigo se encontrar me matará,” exclamou. (Gn 4:14). A pessoa naturalmente prevê a perda da sua própria vida como conseqüência de tirar a vida doutrém. Em terceiro lugar, a resposta de DEUS a Caim subentende a pena capital: “Assim qualquer que matar a Caim será vingado sete vezes.” Isto, sem dúvida, significa que a pena capital seria usada contra qualquer pessoa que matasse a Caim. Destarte, de modo contrário àquilo que talvez pareça na superfície, o caso de Caim é a “exceção” que comprova a regra. Desde o princípio, era a intenção de DEUS de que os crimes 
capitais recebessem penas capitais.
2. JESUS e a Mulher Adúltera —
 JESUS não demonstrou seu desdém para com a pena capital, ao recusar-Se a aplicar a sentença vétero-testamentária da morte a uma mulher apanhada em adultério? CRISTO não lhe disse: “Vai e não peques mais” (Jo 8:11)? Moisés ordenou a pena capital para os adúlteros; JESUS os perdoava. Não é, portanto, mais cristão acabar com a pena capital e exercer o amor que perdoa? A primeira coisa a notar ao procurar responder a esta objeção é que a passagem sendo considerada é textualmente suspeita (Jo 7: 53-8:11). É achado em lugares diferentes nos manuscritos antigos.15 Certamente interrompe a narrativa aqui (leia Jo 8:12 imediatamente após 7:52). Embora haja evidência textual sólida para questionar a autoridade desta história, suporemos sua autenticidade para os fins desta discussão.16  Na realidade, nada há nesta passagem contra a pena capital. JESUS declarou que nunca quebrou a lei de Moisés (Mt 5:17) e não há prova aqui que o fez. Moisés ordenara a morte somente se houvesse duas ou três testemunhas oculares (Nm 35:30). Não havia ninguém aqui que alegasse (no fim) ser testemunha ocular, ou que quisesse levar adiante as acusações. Depois de todos eles terem saído, JESUS perguntou explicitamente a ela: “Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor” (w. 10—11). Na base de “falta de testemunhas,” nenhuma sentença foi exigida. A mulher enfrentou seu processo corretamente diante do salvador.
3. A Cruz de CRISTO e a Graça Perdoadora — Há outro argumento, mais sofisticado, contra a pena capital que alega que, tendo em vista a cruz de CRISTO e a graça perdoadora agora (nos tempos neotestamentários) é anti-cristão distribuir a justiça como se DEUS não tivesse dado perdão a todos os homens. Esta objeção sustenta que a pena capital é baseada num conceito sub-cristão ou pré-cristão da justiça, que é transcendido por uma moralidade neotestamentária da graça. DEUS não deseja castigar os homens, muito menos com a pena capital; pelo contrário. DEUS quer perdoar os homens através de CRISTO. Todos os nossos crimes foram pregados à Sua cruz (Ef 2:15, 16). A lei foi cumprida por CRISTO, no preceito e na penalidade (Mt 5:17; Gl 3:13). Visto que a justiça de DEUS foi satisfeita pelo sacrifício de CRISTO, não há necessidade dos homens pagarem a penalidade pêlos seus pecados. DEUS oferece o perdão a todos e por tudo. Basicamente, esta objeção à pena capital é baseada num entendimento errôneo da graça. Perdoar um pecado não rescinde automaticamente os resultados daquele pecado. Um bêbado que confessa seu pecado não tem direito algum de esperar que DEUS tire sua ressaca. Um motorista estouvado que danifica seu próprio corpo não deve esperar a saúde e integridade física anteriores à trombada, imediatamente ao confessar. A graça de DEUS cuida da penalidade do pecado do homem, mas nem sempre das conseqüências imediatas. “Não vos enganeis,” escreveu Paulo: “de DEUS não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6: 7). Isto se aplica ao cristão. Quando os santos de Corinto abusaram da Ceia do Senhor, DEUS os visitou com doenças e até mesmo com a morte (l Co 11:30). Se o perdão do pecado também significasse a eliminação de todas as suas conseqüências, decerto os homens pecariam mais a fim de que a graça abundasse. Faz parte da graça de DEUS que Ele nos ensina a não pecarmos mais. Realmente, a evidência mais clara de que DEUS não elimina automaticamente os resultados dos pecados que Ele perdoa é o fato de que até mesmo os cristãos morrem. A morte passou a todos os homens, porque todos pecaram (Rm 5:12). E tomar-se um cristão não cancela esta conseqüência do pecado. Até mesmo os melhores cristãos morrem como resultado do pecado — pecado perdoado. Se a cruz não elimina automaticamente as conseqüências imediatas e sociais do pecado da pessoa, logo, a objeção à pena capital baseada nesta premissa cai por terra. Na realidade, há uma implicação mais séria a esta objeção inteira que precisa ser examinada. Há um tipo radical de dispensacionalismo subentendido no argumento de que o sistema divino da justiça moral não é o mesmo nos dois Testamentos. CRISTO não aboliu a lei moral do Antigo Testamento. Cada um dos Dez mandamentos é reafirmado no Novo Testamento.17 Mesmo debaixo da graça é errado assassinar, mentir, furtar, adulterar. Quando o Novo Testamento declara que o cristão “não está debaixo da lei mas, sim, debaixo da graça,” significa que a codificação e aplicação peculiarmente mosaicas à nação de Israel, dos princípios morais imutáveis de DEUS, foram cumpridas por CRISTO. Isto, no entanto, não significa que as normas éticas incorporadas nos Dez Mandamentos são abolidas pela cruz. A mesma lei moral básica da justiça divina de DEUS está em vigor tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Nem DEUS, nem a lei moral, que reflete Sua natureza, mudaram. E, quanto a isto, nem o plano divino da graça mudou-se de um Testamento para outro. No Antigo Testamento, os homens eram salvos pela graça mediante a fé exatamente como no Novo Testamento (cf. Rm 4:6-7; Hb 11:6). Paulo declarou enfaticamente que há um só Evangelho, pronunciando o anátema mesmo a um anjo que viesse pregar um evangelho diferente (Gl l: 6-9). Mas naquela mesma Epístola escreveu que este Evangelho fora pregado a Abraão (3:8). Há uma só lei moral para os dois Testamentos, e há somente um plano de graça salvadora. Qualquer objeção à pena capital baseada numa mudança díspensacional ou na justiça de DEUS ou na Sua graça está biblicamente numa base muito duvidosa.
C. A Base Lógica para a Pena Capital 
Algumas das objeções sociais à pena capital baseiam-se não tanto no uso quanto no abuso do poder da pena capital. Mas o fato de que erros serão feitos por seres humanos falíveis na aplicação deste castigo não é um bom argumento para aboli-lo completamente. Os médicos cometem erros fatais e assim também os políticos, mas estes erros não são boas razões por acabar com a prática da medicina ou do governo. O abuso do casamento mediante um divórcio injustificado não quer dizer que a instituição do casamento não é divinamente estabelecida. Muitos indivíduos cometem erros fatais, mas seu julgamento
falível não elimina a necessidade dos homens exercerem bom juízo ao aplicarem a justiça social e moral. Naturalmente, a pena capital não deve ser executada nalguém que não recebeu um processo jurídico correio e cuja culpa não esteja além de toda a dúvida razoável. Do outro lado, aquele cujo crime é tão hediondo, que exige a pena capital, não deve ser poupado mediante a alegação falaz que é injusta ou contrária à graça. É injusto não distribuir a justiça quando a injustiça clama por ela.
A administração da justiça é outra questão. O que é de interesse na ética normativa não é a aplicação (ou aplicação errônea) da justiça, mas, sim, o próprio princípio da justiça, que às vezes exige a pena capital. Uma das implicações por detrás dalgumas objeções sociais à pena capital é que é desumano ou injusto castigar os homens desta maneira pelo seu delito. A ação social para os criminosos não deve ser penal mas, sim, reformadora, argumenta-se. O conceito do castigo é sub-cristão ou bárbaro. Os homens civilizados devem procurar reconciliar os homens, mas não destruí-los. Não há lugar para um castigo tão grosseiro entre homens civilizados, diz-se.  Reconhecendo-se a verdade de que, sempre que possível, os homens devem ser reformados, há algumas inconsistências estranhas nos argumentos supra contra a pena capital. Primeiramente, pressupõe-se um tipo bíblico de justiça para dizer que o conceito bíblico da pena capital é injusto. O padrão da justiça que exige a pena capital não pode ser usado para negar o que o padrão exige. Segundo, há uma estranha mudança lógica no chamar a pena capital de desumana. Foi a desumanidade, na forma do crime, que exigiu as conseqüências capitais. O ato desumano foi realizado pelo criminoso no ato do assassinato, não contra o criminoso na pena capital. lógica chamar a pena capital de desumana. Foi a desumanidade, na forma do crime, que exigiu as conseqüências capitais. O ato desumano foi realizado pelo criminoso no ato do assassinato, não contra o criminoso na pena capital. O fato da questão é que a própria pena capital pode ser um ato muito humanitário. Pode ser um tipo de eutanásia, ou seja, um tipo de misericórdia à sociedade para garantir que este criminoso não repetirá o crime que cometeu. O alívio social em saber que os homens estão livres dos sanguinários é uma dádiva de misericórdia para o restante da humanidade. Que tipo de humanitarismo pervertido é este, que tem mais solicitude com a vida de um único homem culpado, do que com as vidas de muitos homens inocentes? Em nome da misericórdia para os homens em geral, poder-se-ia apresentar uma petição forte a favor da pena capital por certos crimes que têm probabilidade de serem repetidos.  Além disto, pode ser argumentado que a irreformabilidade de certos criminosos é uma das razões para a pena capital. O Antigo Testamento, por este motivo, exigia a execução de um filho rebelde e incorrigível (Dt 21:18). Quando se calcula a enormidade da tristeza e da morte que podem ser trazidas sobre homens inocentes por um só ser humano incorrigível, talvez haja mais bom-senso na lei de Moisés do que a justiça social contemporânea indulgente está disposta a reconhecer. A irreformabilidade, no entanto, não é a única razão para a pena capital. Na realidade, provavelmente não é a razão básica. A justiça é a razão primária para a pena capital. A pena capital obviamente não pretende reformar o criminoso; é um castigo. Naturalmente, um sub-produto da pena capital pode ser dissuadir os outros de cometerem o mal. Isto, porém, está aberto a dúvidas. Visto que para todos os fins práticos, um criminoso contemporâneo que está para cometer um assassinato não tem qualquer razão real para esperar vir a ser punido com a morte é provavelmente impossível fazer um teste social verdadeiro de se a ameaça real da pena capital dissuadiria o criminoso. Parece, porém, que a Bíblia subentende que o castigo visa dissuadir os malfeitores (cf. Rm 13:3). A razão primária para a pena capital, no entanto, é que a justiça a exige. Uma ordem justa é perturbada pelo assassinato, e somente a morte do assassino pode restaurar aquela justiça. A restituição não é possível pelo assassinato, e a reforma pode, na melhor das hipóteses, apenas garantir que o mesmo ato, pelo mesmo homem, não ocorrerá outra vez. Mas nada satisfez a justiça no que diz respeito ao primeiro assassinato.. DEUS pode perdoá-lo, mas até mesmo DEUS não pode justificar o pecado. Na realidade, nada chega a realmente justificar o pecado. O pecado sempre é injustificável. Não se quer dizer com isto que não possa ser perdoado. Pode ser perdoado mediante CRISTO. Nem se quer dizer que não há satisfação para a justiça contra a qual se pecou. Há uma só coisa que satisfaz uma justiça ofendida, e esta é o pagamento da dívida à justiça. E o pagamento bíblico para o assassinato é a vida da pessoa. A vida pela vida, o sangue pelo sangue, é a regra. A penalidade por tirar a vida doutro homem é dar sua própria vida. A razão porque esta base lógica talvez soe estranha ao ouvido moderno é que a verdadeira sentido da justiça foi obscurecido. Quando os homens já não crêem em DEUS nem numa lei moral imutável, segue-se que nenhuma penalidade deve ser incorrida por transgredir uma lei que não existe. Juntamente com esta distorção contemporânea da justiça há um conceito anêmico do amor. Um DEUS amoroso não castigaria pessoa alguma, pensa-se de modo vão. Conclui-se daí, que um pai amoroso não deve disciplinar seu filho. Não admira que os homens não entendem a necessidade da pena capital; não vêem a necessidade de qualquer tipo de castigo. Deixam de ver que os pais amorosos castigam seus filhos (Pv 13:24) e que um DEUS amoroso disciplina Seus filhos (Hb 12:5, 6).18 Na realidade, quase o inverso da mentalidade moderna é o caso. A Bíblia ensina que o castigo apropriado é prova do amor. O amor está na disciplina. A falta de correção é uma indicação da falta de verdadeira solicitude para com os teimosos. Uma consideração final deve ser feita em resposta à alegada desumanidade da pena capital. A pena capital, contrariamente àquilo que alguns assim-chamados humanistas nos levariam a crer, realmente subentende mais consideração para com o indivíduo. O homem individual é a imagem de DEUS, e por isso é errado matá-lo (Gn 9:6). O homem é tão valioso como indivíduo, que qualquer pessoa que interfere indevidamente com seu direito sagrado de viver deve enfrentar as conseqüências de perder sua própria vida. O valor do indivíduo é tão grande que a penalidade máxima é aplicada àqueles que interferem indevidamente com
a vida de, até mesmo, um só homem.

O HIERARQUISMO E TIRAR OUTRAS VIDAS
O problema de quando e porque é certo tirar outras vidas não é fácil. A tensão é resolvível, no entanto, quando é aplicada uma ética hierárquica. Matar é justificável quando muitas vidas podem ser salvas quando menos são sacrificadas, ou quando vidas completas são preservadas em preferência às incompletas, ou quando uma vida real é preferida a uma vida em potencial. Até mesmo o suicídio para salvar mais vidas é preferível. Os princípios básicos por detrás destas conclusões são: 

(l) as pessoas são mais valiosas do que as coisas; 
(2) muitas vidas são mais valiosas que menos vidas; 
(3) pessoas reais são mais valiosas do que pessoas em potencial; 
(4) pessoas completas são mais valiosas do que pessoas incompletas.19 É por causa do valor intrínseco das pessoas que o assassinato é errado. E é porque o assassinato é um grave delito contra o valor intrínseco da outra pessoa, e da Pessoa de DEUS que o ser humano reflete, que a penalidade é tão grande. O castigo capital não é impessoal ou anti-humano. É pró-humano. Ao remover o anti-humano, vindica-se o valor da pessoa individual. A esta altura fica mais simples ver a aplicabilidade doutro princípio do hierarquismo, viz., 
(5) o que promove o interpessoal é mais valioso do que aquilo que não o promove. É por isso que a pena capital para Eichmann foi um ato muito pessoal. A sentença de morte para quem foi o cérebro por detrás do plano para aniquilar uma raça é uma maneira eminentemente apropriada de trazer esta carreira eminentemente anti-pessoal a um fim justo. Castigar o impessoal e o anti-pessoal não é impessoal em si mesmo. Pelo contrário, é uma vindicação do valor intrínseco de cada pessoa. Não castigar o anti-pessoal é um ato impessoal. Recusar-se a intervir com a justiça quando o valor intrínseco de pessoas inocentes é violado é uma ética altamente impessoal. A pena capital, aplicada com justiça, pode ser uma expressão de uma ética muito centralizada na pessoa. Em síntese, a pena capital é requerida nos crimes capitais para proteger o valor intrínseco do direito de viver da pessoa individual. Além disto, a sentença da morte pode ser justificada em crimes menos do que capitais, quando as vidas de mais pessoas inocentes estão em jogo se o homem mau viver. Fora dos crimes capitais ou atividades que decerto levariam à morte dos homens inocentes, o estado não tem nenhum direito divino de exercer a pena da morte. É uma responsabilidade séria para um governo carregar a espada, e deve tomar cuidado para não fazê-lo em vão.

Livro ètica Cristã Alternativas e questões contemporâneas – Autor Norman L. Geisler – Sociedade Religiosa Edições Vida Nova 
 
http://www.cptln.org/hora.luterana/hp3/verduvida.asp?xid=149200110499
 
REFLETINDO SOBRE O CRISTÃO E A PENA DE MORTE
Na lição bíblica da EBD, de 24 de agosto de 2002, demos nossa opinião, buscando o fundamento bíblico, sobre a ética cristã e a pena de morte. O espaço da lição não permitiu uma análise mais acurada do assunto, por demais controverso e polêmico. Por isso, certamente, muitos irmãos tiveram dificuldade em entender o nosso pensamento, e alguns, até, externaram sua opinião contrária de modo veemente. Entendemos esse comportamento. Primeiro, porque não podemos dizer que temos a última palavra sobre o
1. A APLICAÇÃO DA PENA CAPITAL
Não sou favorável à sua aplicação. Não porque não tenha respaldo bíblico nos preceitos morais do Antigo e do Novo Testamento. Tem, sim. Mas porque sua administração ou aplicação, na realidade dos sistemas judiciários modernos, que sofrem influências estranhas à Justiça e ao Direito, como é público e notório, pode resultar em injustiças irreparáveis, condenando-se o inocente, e deixando livre o verdadeiro culpado, como já ocorreu nos Estados Unidos, e em outros países.
Imaginemos o que ocorreria em nosso País, onde se clama pela reforma do Judiciário, pela sua falta de estrutura, morosidade, e decisões que muitas vezes chocam a sociedade. No caso do índio que foi queimado vivo, por rapazes de pais ricos, a justiça entendeu que eles não tinham a intenção de matar; só de fazer brincadeira. Enquanto isso, um ladrão de galinha, ou um transgressor primário muitas vezes é condenado. Alega-se que o juiz se baseia nos autos, nos fatos objetivos. Certamente. Mas que a justiça humana, considerada cega para fazer juízo sem ver a quem, é também muito falha e demorada. Quem tiver condições de constituir um excelente advogado, mestre do Direito, certamente terá muito mais condições de ser livre de uma condenação, ou de ter sua pena atenuada, mesmo em casos de crimes hediondos, do que um cidadão pobre, que cometa o mesmo tipo de crime, que precisará recorrer à justiça gratuita.
Desse modo, minha opinião sobre a pena capital está expressa no livro Ética Cristã, de minha autoria: “Tem respaldo bíblico, certamente. Não tem apoio bíblico, no entanto, a pena de morte ou qualquer outro castigo, imposto por autoridade ilegítima, ou com fins legais, mas ilegítimos. No caso de países em que cristãos ou outras pessoas são condenadas por causa de sua fé, há legalidade, mas não há legitimidade, diante de DEUS. Contudo, considerando que as leis humanas são falhas; que há “erros judiciários”, em que inocentes têm sido condenados em lugar de culpados; que há perseguições políticas, religiosas, e abusos de autoridade, entendemos que o cristão não dever ser favorável à pena de morte. É preferível que, em casos gravíssimos de crimes hediondos, seja aplicada a prisão perpétua, em que o criminoso tem oportunidade de se recuperar, e até de ser um crente em JESUS.”

2. A ORIGEM DA APLICAÇÃO DA PENA DE MORTE
Na verdade prática da lição, dissemos o seguinte: “A vida é um dom de DEUS. Só a Ele, cabe concedê-la ou suprimi-la, direta ou indiretamente, sem que se configure um crime”. Aí, temos duas situações: primeira: DEUS pode tirar a vida diretamente, de qualquer pessoa, criminosa, ou não. Através de uma doença, de um acidente, ou de outra forma; segunda: indiretamente, através de alguém, que tenha recebido a autoridade para punir, em nome da justiça de DEUS, que constitui as autoridades para louvor dos que fazem o bem, e para castigo e vingança dos que fazem o mal, conforme queremos demonstrar a seguir.

2.1. NO ANTIGO TESTAMENTO
É lá, nas páginas do AT, que encontramos a justiça de DEUS sendo aplicada a pena capital , para crimes capitais. Fazemos questão de sublinhar esse tipo de crime.
“A origem dos crimes de sangue: O primeiro homicídio. 
Dá-nos entender a Bíblia, que após a queda, o ser humano multiplicou-se na face da terra. Era permitido o casamento consangüíneo, em que irmãos casavam-se com suas irmãs, propiciando a multiplicação da espécie. Há quem pense que, quando do episódio da morte de Abel, só existissem quatro pessoas na terra. Certamente, não foi bem assim, como veremos na análise a seguir.
A Bíblia diz que Eva teve um filho a quem chamou de Caim, dizendo: “Alcancei do Senhor um varão” e que teve um segundo filho, a quem pôs o nome de Abel. O primeiro foi “lavrador da terra”; o segundo, Abel, “foi pastor de ovelhas” (Gn 4.1,2).
Diz o relato bíblico que “Ao cabo de dias, que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor. E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura: e atentou o Senhor para a Abel e para a sua oferta, mas para Caim e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o seu semblante. E o Senhor disse a Caim: Por que te iraste? E por que descaiu o teu semblante? Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta e para ti será seu desejo, e sobre ele dominarás” (Gn 4. 3-7).
No texto transcrito, vemos o que poderia acontecer ao homem, após a queda. O sentimento de ira apareceu em Caim, de modo muito forte. DEUS, em sua bondade, advertiu Caim sobre o que estava se passando em seu ser, indagando-lhe sobre o motivo de sua reação tão negativa. Caim nada respondeu ao Criador. Mesmo assim, o Senhor o alertou para o perigo de deixar-se levar pelo sentimento carnal, dizendo-lhe que o pecado estava à porta , mas que poderia dominá-lo.
O inocente é morto.
Com a revolta guardada no peito, Caim alimentou um sentimento de inveja e ira contra Abel, que nada tinha a ver com o julgamento de DEUS quanto ao valor dos sacrifícios apresentado por ele e por seu irmão. Se DEUS aceitou sua oferta e não a de Caim, ele não tinha qualquer culpa por isso. Mas a Bíblia diz que “… falou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel e o matou” (Gn 4.8). Não é revelado como o primeiro homicida tirou a vida de seu irmão. Se o estrangulou, se usou um pedaço de madeira, ou uma pedra, ou qualquer outro objeto para o crime. Assim começou a história de crimes hediondos na face da terra. Um inocente pagou com a vida.
Ao que tudo indica Caim ouviu de DEUS a solene e grave pergunta: “E disse DEUS: Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra” (Gn 4.10). O clamor do sangue era clamor pela justiça divina. DEUS comutou a pena de morte contra Caim, mas decretou que quem o matasse seria castigado sete vezes; “Eis que hoje me lanças da face da terra, e da tua face me esconderei; e serei fugitivo e errante na terra, e será que todo aquele que me achar me matará. O Senhor, porém, disse-lhe: Portanto, qualquer que matar a Caim sete vezes será castigado” (Gn 4.15,15). Isso nos mostra que DEUS não consentiu ao homem tirar a vida de seu semelhante, por iniciativa própria. Veremos que tal penalidade só viria a ser efetivada com a determinação do próprio DEUS, que é o criador e doador da vida” (Lima, p. 122,123).
Há quem diga que DEUS, além de ter comutado e pena de morte de Caim, ainda proibiu que o matassem. É verdade. DEUS proibiu que alguém matasse seu semelhante com dolo, ou por vingança, sem ter autoridade para isso. Quem iria exercer a pena sobre o criminoso? Seu pai, sua mãe? Não havia autoridade “ordenada” por DEUS (cf. Rm 13.4). Esse texto não pode ser usado de modo legítimo contra a pena de morte. Uma exegese mais cuidadosa, e isenta de emocionalismo, poderá ver a realidade do tema de modo claro e objetivo.

3. PENA DE MORTE APLICADA PELO HOMEM
Há quem entenda que só DEUS pode tirar a vida do ser humano, de modo sobrenatural, sem a ação de um outro homem. Mas a Bíblia mostra que DEUS pode mandar alguém, com autoridade dada por Ele, tirar a vida de um criminoso? NÃO – DEUS NÃO DEU TAL PODER AOS HOMENS. SÓ DEUS PODE DAR OU TIRAR UMA VIDA NO NOVO TESTAMENTO.
Se, no caso de Caim, a pena capital está implícita, no pacto que DEUS fez com Noé, ela já aparece de modo claro e direto: “Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado; porque DEUS fez o homem conforme a sua imagem” (Gn 9.6). Certamente, o Criador teve em mente dissuadir os que quisessem continuar com a maldade e a violência perpetrada contra seus semelhantes, como na civilização antediluviana, quando “viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente” (Gn 6.5). Nessa passagem, entendemos que o crime de homicídio tinha a mais veemente reprovação do Criador, a ponto de Ele prever que quem matasse seu semelhante deveria ser morto. Se no caso de Caim, DEUS o marcou de tal forma que ninguém o matasse, com a multiplicação da maldade humana sobre a terra, Ele resolveu adotar uma forma drástica de dissuasão, que seria a pena de morte para os assassinos de seus irmãos” (ibidem, p. 124 – grifo acrescentado).
Na lição bíblica em apreço, bem como no livro Ética Cristã, esse texto foi abordado, mas esta análise explica melhor o assunto em questão. Assim, desejamos fazer uma reflexão melhor para nossos leitores.
A fundamentação bíblica para o respaldo da pena de morte, indiretamente, “pelo homem”, é-nos reforçada pela opinião dos ilustres homens de DEUS, que comentaram a BÍBLIA DE ESTUDO PENTECOSTAL, editada pela CPAD, que é órgão oficial das Assembléias de DEUS no Brasil. Na nota de rodapé, que comenta Gênesis 9.6, lemos: “QUEM DERRAMAR O SANGUE DO HOMEM, PELO HOMEM O SEU SANGUE SERÁ DERRAMADO. Por causa do apelo à violência e ao derramamento de sangue que surge no coração humano (cf. 6.11; 8.21), DEUS procurou salvaguardar a intocabilidade da vida humana, reprimindo o homicídio na sociedade. Ele assim fez, de duas maneiras: (1) Acentuou o fato de que o ser humano foi criado à imagem de DEUS (1.26), e assim sua vida é sagrada aos seus olhos; (2) instituiu a pena de morte, ordenando que todo homicida seja castigado com a morte (cf. Êx 21.12,1422.2Nm 35.31Dt 19.1-13; ver Rm 13.4 nota)
A autoridade para o governo usar a espada , i.e., a pena de morte, é reafirmada no NT (At 25.11; Rm 13.4; Mt 26.52) (Bíblia de Estudo Pentecostal, ed 95, CPAD, Rio, 1995).
Vale a pena ressaltar que o comentário da BEP não foi feito por leigos, de modo superficial, ou sem fundamento bíblico-teológico. Tem o respaldo de homens de DEUS, do quilate de Loren O. Triplet, Diretor de Missões Mundiais das Assembléias de DEUS, EUA; Donald C. Stamps, M. A ., M. Div. Autor das notas de estudos; J Weslwy Adam, Ph. D, Editor-Assistente; Stanly M. Horton, Th. D., Presidente da Comissão Editorial da BEP. William M. Menzies, Ph. D., Vice-Presidente; Frenche Arreinton, Ph. D., ; Robert Shank, A.B., D.H. L., membro; Roger Stronstad, M.C.S., Membro; Richard Waters, D. Min., Membro; Roy L. H. Winbush, M. Div., Membro.
A tradução brasileira da BEP teve a competência e discernimento de Gordon Chown, M. Div. A edição brasileira da BEP ficou a cargo do nosso amado irmão (e conterrâneo) Pr. Antônio Gilberto, Mestre em Teologia. Por parte da CPAD, a BEP ficou a cargo dos Prs. Geremias do Couto, Bel. em Teologia, e Claudionor de Andrade, Bel. em Teologia. Esses homens de DEUS não são levianos, nem instrumentos do diabo, por avalisarem o respaldo bíblico à pena de morte. E fico grato a DEUS por estar ao lado deles, humildemente, como um simples comentarista, mas com muita honra, considero-me um instrumento a serviço da obra do Senhor, desde a minha adolescência.

NÃO QUER DIZER QUE DEUS APROVOU A PENA DE MORTE – PAULO ESTÁ DIZENDO QUE EXISTIA A PENA DE MORTE EM SUA ÉPOCA APLICADA POR AUTORIDADES TANTO JUDAICAS COMO ROMANAS.

4. A PENA DE MORTE NO NOVO TESTAMENTO
Em princípio, parece haver contradição séria entre a lei de CRISTO, exposada nos evangelhos, e a aplicação da pena de morte. Estamos acostumados a olhar somente pelo lado do amor de DEUS, e de CRISTO, esquecendo-nos do lado de sua justiça soberana. O amor não pode desprezar a justiça de DEUS. São dois lados da mesma Pessoa. Amor e justiça não se excluem, mas se completam.
O mesmo DEUS que disse: “Não matarás”, mandou matar, através dos exércitos de Israel, milhares de pessoas, incluindo homens, mulheres, crianças, e até animais (Ver Dt 13.15Jz 20.48).

“Passa desapercebido o fato de que, em todo o decurso do ministério de CRISTO, na Terra, ele trouxe uma nova aliança de DEUS com o homem, uma nova doutrina, de amor e de graça salvadora, ao mesmo tempo em que cumpria a lei de Moisés. Assim, Ele deu respaldo à pena imposta pelo Sinédrio, quando diz: “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo. Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão será réu de juízo, e qualquer que chamar a seu irmão de raca será réu do Sinédrio; e qualquer que lhe chamar de louco será réu do fogo do inferno” (Mt 5.21,22). Sem dúvida, ser “réu de juízo” (v. 21) para o homicida era ser morto, também (Ex 21.12-14). Na lei de CRISTO, para ser “réu de juízo” não precisava ser um assassino, mas até quem se encolerizasse contra seu irmão.
Segundo Champlin (p. 310), a ira contra um ser humano era algo tão sério que demandava a mesma pena aplicada a um assassino. Mesmo que JESUS não tenha dado aval para matar uma pessoa por causa de ira, usou a expressão “réu do juízo”, para mostrar sua gravidade.
Comentando Mateus 5.21,22, diz Champlin (p. 311): “Há três classificações de pecados, cada qual com sua própria pena. Todas três envolviam assassinato: 1. Ira contra um ser humano – condenação, morte infligida por um tribunal superior. 2. Ódio, contra outrem – condenação, morte infligida por um tribunal superior: morte por apedrejamento (morte de herético)). 3. Ódio intenso contra alguém – condenação, morte vergonhosa, pública….Assim, JESUS ilustrou o sexto mandamento. Mostrou que a intenção que provoca o ato físico é passível da mesma condenação que o próprio ato”.
“Não será uma contradição, entender-se que CRISTO tenha dado respaldo à pena capital, ao mesmo tempo em que manda amar os inimigos (Mt 5.44) e dar uma face a quem bater na outra (Lc 6.29)? Podemos entender que JESUS ministrava ensinos de amor, justiça e paz, como regra geral para seus seguidores. Entretanto, Ele admitia a punibilidade e o castigo através da autoridade legalmente constituída, contra os transgressores da lei. JESUS não doutrinou contra a pena capital. Ele mesmo submeteu-se a ela, cumprindo toda a lei (cf. Mt 5.17Gl 13.13).”
JESUS não apresentou nenhum mandamento ou doutrina diretiva sobre a pena capital, mas a admitiu, em algumas ocasiões. É o mesmo caso do divórcio. A regra geral é a unidade do casamento, mas CRISTO admitiu o divórcio no caso de infidelidade conjugal. É doutrina de exceção.
Em Mt 26, por ocasião da traição de Judas, e sua prisão, um dos discípulos puxou a espada e cortou a orelha do servo do sumo-sacerdote. Em resposta, JESUS afirmou: “Então, JESUS disse-lhe: Mete no seu lugar a tua espada, porque todos os que lançarem mão da espada à espada morrerão. (Mt 26.51,52– grifo nosso).
No último livro da Bíblia, o Apocalipse, vemos a pena de morte sendo lembrada: “ Se alguém leva em cativeiro, em cativeiro irá; se alguém matar à espada, necessário é que à espada seja morto. Aqui está a paciência e a fé dos santos” (Ap 13.10 – grifo nosso).

Nas epístolas
O apóstolo S. Paulo, autor da maioria das epístolas, era conhecedor profundo das leis de seu tempo. E era homem usado por DEUS numa dimensão fora do comum. Doutrinando sobre as relações entre o cristão e o Estado, ele disse que “Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de DEUS; e as autoridades que há foram ordenadas por DEUS. Por isso, quem resiste à autoridade resiste à ordenação de DEUS; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação. Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela. Porque ela é ministro de DEUS para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de DEUS e vingador para castigar o que faz o mal” (Rm 13.1-4 – grifo do autor).
Aí, vemos que a autoridade humana (o princípio da autoridade) emana de DEUS, e que os magistrados, quando agem legitimamente, estão agindo na autoridade de DEUS, trazendo a espada (pena de morte) como “ministro de DEUS e vingador para castigar o que faz o mal” (grifo nosso). Corroborando esse entendimento, lemos: “Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor” Rm 12.19). O cristão não pode vingar-se de ninguém. Mas DEUS, diretamente, ou através do magistrado, que é “ministro de DEUS e vingador” contra os maus, perversos, que cometem crimes de sangue, pode permitir a pena capital. Nem mesmo o descrente, como pessoa física, não pode matar quem quer que seja. Embora, infelizmente, em nosso País, a pena de morte ilegal é decretada e realizada todos os dias por quem não tem o direito de executa-la.
A “espada”, para os que não aceitam a pena de morte, é entendida como a autoridade, ou o juízo, apenas. Mas, a espada, na Bíblia, sempre é vista como instrumento de morte. O texto acima diz que a autoridade “é ministro de DEUS e vingador para castigar o que faz o mal”. A palavra castigo, vem de castigar. Em sua origem, castigar, do gr. Dichotome, tinha o significado literal de “cortar em duas partes” (Vine, p. 239). Os criminosos e os delinqüentes eram cortados ao meio com a espada, ou açoitados com severidade. Mas não se açoitava com a espada. Era usada para matar o criminoso, que praticava crimes contra a vida, e por outros motivos considerados graves.
Geisler (p. 205) afirma que “O Novo Testamento pressupõe o mesmo conceito básico sobre a pena capital que aparece no Antigo Testamento. São Paulo não condenou a pena de morte em nenhuma de suas epístolas. Perante seus acusadores, ele disse: “Se fiz algum agravo ou cometi alguma coisa digna de morte, não recuso morrer; mas, se nada há das coisas de que estes me acusam, ninguém me pode entregar a eles. Apelo para César” (At 25.11).
NA BÍBLIA DE ESTUDO DE GENEBRA, encontramos a seguinte nota sobre Rm 13.4: “Ministro de DEUS para teu bem.” – A autoridade do estado visa ao benefício da sociedade; essa é a sua função normal, e Paulo pressupõe que isso pode ter lugar em termos práticos, mesmo quando as autoridades do governo sejam reconhecidamente não-cristãs. “A espada”, ou seja, o poder de vida e morte. Sem dúvida, está em pauta a punição capital. Em outro lugar, Paulo também aceita o princípio de tal punição, quando a mesma é apropriada (Atos 25.11). “Para castigar o que pratica o mal” O que um indivíduo não pode fazer por motivo de vingança (12.19), o estado pode fazer de modo legítimo, na busca pela justiça.
NA BÍBLIA DE ESTUDO PLENITUDE, vemos escrito: “Não traz debalde a espada” – É carregar e usar armas. Isso implica o direito de realizar punição capital nos malfeitores, pois as espadas eram usadas para tirar a vida das pessoas. O fato de DEUS autorizar que autoridades como seus servos usem a força a ponto de tirar a vida humana não contradiz o mandamento “NÃO MATARÁS”, que está em Êx.20.13. A palavra usada nesse mandamento refere-se a assassinato criminoso e não inclui tirar a vida judicialmente ou matar na guerra, para a qual o AT usa outras palavras. O mesmo é verdadeiro para a palavra grega traduzida por “matar” ou “assassinar” em passagens do NT como Mt.5.21. “Vingador” – Algumas vezes a ira de DEUS é levada a cabo através do governo civil, quando este pune os malfeitores.Isso significa que as punições civis não devem ser apenas impostas com o propósito de restringir o mal, mas também com o propósito de retribuição”.
Como vemos, além dos ilustres homens de DEUS, que editaram a Bíblia de Estudo Pentecostal, há o entendimento abalizado de outros tradutores da Bíblia, que reforçam o respaldo bíblico para a pena de morte, ou pena capital, desde que seja efetuada por autoridade, legitimamente constituída, em função de “crime capital”, ou seja, crime de morte, em que a vida, que é sagrada, seja ceifada de modo cruel, proposital, e premeditado.
Se tomarmos o “não matarás”, de modo radical, não haveria nenhuma exceção. O aborto terapêutico, quando a vida da mãe só pode ser salva, se a criança for sacrificada, tanto a vida em formação seria morta, quanto a vida plena da mãe também o seria. Um policial cristão, no cumprimento de seu dever, em obediência à autoridade e à lei, diante de um perigoso bandido, teria apenas que se ajoelhar, e não poderia atirar no delinqüente, pois, matando-o, infringiria o sexto mandamento. E todos os irmãos que foram à II Guerra Mundial, combater a tirania do Nazismo e do Facismo, também estariam todos condenados, pois muitos, certamente, tiveram que escolher entre a sua vida e a do soldado inimigo.

Posicionamento cristão
Como se vê, mesmo sob a égide do Novo Testamento, o cristão não pode dizer que a pena de morte não tenha respaldo bíblico, quando aplicada em casos extremos, de crimes hediondos, com requintes de crueldade e perversidade, levada a efeito por autoridade legal, legítima e competente. Observem-se bem as qualificações da autoridade ou do magistrado. Tem respaldo bíblico, certamente. Não tem apoio bíblico, no entanto, a pena de morte ou qualquer outro castigo, imposto por autoridade ilegítima, ou com fins legais, mas ilegítimos. No caso de países em que cristãos ou outras pessoas são condenadas por causa de sua fé, há legalidade, mas não há legitimidade, diante de DEUS. Contudo, considerando que as leis humanas são falhas; que há “erros judiciários”, em que inocentes têm sido condenados em lugar de culpados; que há perseguições políticas, religiosas, e abusos de autoridade, entendemos que o cristão não dever ser favorável à pena de morte. É preferível que, em casos gravíssimos de crimes hediondos, seja aplicada a prisão perpétua, em que o criminoso tem oportunidade de se recuperar, e até de ser um crente em JESUS.
Dessa forma, ninguém tem o direito de tirar a vida de alguém, exceto como ato judicial, legal, legítimo e coerente com os princípios do código divino, que é a Palavra de DEUS. Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, encontramos a pena capital como recurso punitivo para os criminosos, praticantes de atos violentos ou hediondos contra a pessoa ou contra DEUS. Por estranho que pareça, há respaldo bíblico para esse tipo de pena, não como regra, mas como exceção. No entanto, nosso entendimento é que, sendo falha a justiça humana, é preferível que , por pior que seja o criminoso, não se lhe subtraia a vida, mas sua liberdade, como castigo pelos atos infames, praticados contra a sociedade. A vida é um dom de DEUS. Só a Ele, cabe concedê-la ou suprimi-la, direta ou indiretamente, sem que se configure um crime.
Que DEUS abençoe nosso País, que nunca seja necessária a aprovação da pena de morte. Mas que haja um castigo severo para aqueles que cometem crimes capitais, hediondos, com requintes de perversidade, como no caso em que estupradores violentam crianças, e as matam covardemente; nos casos de seqüestros, seguidos de violência e morte, em que a vida humana é submetida a torturas inomináveis. O castigo não resolve o problema, sabemos. Só quem resolve é a salvação em CRISTO. Mas a justiça de DEUS se estabelece, sem dúvida alguma, através das autoridades, e dos magistrados, por Ele ordenados, como ministros Seus para castigo dos maus (Rm 13.1-4).

BÍBLIA ESTUDO PENTECOSTAL. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.
CHAMPLIN, Russel. O Novo Testamento Interpretado. Vol. III. Milenium, S. Paulo, 1986.
GEISLER, Norman. Ética Cristã. São Paulo: Vida Nova, 1988.
LIMA, Elinaldo R. A família cristã nos dias atuais. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.
REIFLER, Hans Ulrich. A ética dos dez mandamentos. São Paulo: Vida Nova, 1992.

Colabração Pr. Elinaldo Renovato de Lima

  
 
LIÇÃO 9 – O CRISTÃO E A EUTANÁSIA E O SUICÍDIO – 01/09/2002
 
Ez 18.4 Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha; a alma que pecar, essa morrerá.
A vida pertence a DEUS que a deu e somente DEUS pode tirá-la.
 
TEXTO ÁUREO:
“O Senhor é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela” (1 Sm 2.6).
Nada acontece sem a permissão de DEUS. Todo o poder pertence a DEUS. Os homens pecam por não perguntarem a DEUS antes de tomarem suas decisões.
Tg 4.15 SE O SENHOR QUISER. Os crentes, ao estabelecerem alvos e planos para o futuro, sempre devem buscar a DEUS e a sua vontade. Não devem agir como o rico insensato (Lc 12.16-21); pelo contrário, devemos reconhecer que a verdadeira felicidade e uma vida de beneficência dependem totalmente de DEUS. O princípio pelo qual devemos viver deve ser: “Se o Senhor quiser”. Se for sincera a nossa oração “Faça-se a tua vontade” (Mt 26.42), estejamos certos de que nosso presente e futuro estarão aos cuidados protetores do nosso Pai celestial (cf. At 18.21; 1 Co 4.19; 16.7; Hb 6.3; ver o estudo A VONTADE DE DEUS)
PRESUNÇÕES. Quando a pessoa atinge alvos estabelecidos, a sua tendência é gloriar-se. Esta jactância vem da falsa suposição de que tudo quanto realizamos é produto do nosso próprio esforço e não da ajuda de DEUS e do próximo. O NT nos exorta a gloriar-nos em nossas fraquezas e na dependência de DEUS (2 Co 11.30; 12.5,9).

VERDADE PRÁTICA:

O término da vida provocado pelo homem, sua abordagem pelo crente não deve basear-se em raciocínio, filosofias e justificativas puramente humanas, mas nas Escrituras respeitante ao vasto assunto da vida.
Cl 2.8 Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a 
tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo CRISTO;
LEITURA DIÁRIA:
Segunda Gn 2.7 DEUS, o Autor da vida
E formou o SENHOR DEUS o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.
ALMA VIVENTE. A outorga da vida aos seres humanos é descrita como o resultado de um ato especial de DEUS, para distingui-la da criação de todos os demais seres vivos. DEUS comunicou de modo específico a vida e o fôlego ao primeiro homem, e assim evidenciou que a vida humana está num nível acima de todas as outras formas de vida, e que pertence a uma categoria à parte, e há uma relação ímpar entre a vida divina e a humana (1.26,27). DEUS é a fonte suprema da vida humana.
Terça  Gn 7.22 A vida exterminada
Tudo o que tinha fôlego de espírito de vida em seus narizes, tudo o que havia no seco, morreu.
TODA SUBSTÂNCIA QUE HAVIA SOBRE A… TERRA, E FORAM EXTINTOS… FICOU SOMENTE NOÉ E OS QUE COM ELE ESTAVAM. O relato do dilúvio fala-nos, tanto do julgamento do mal, como da salvação (Hb 11.7). (1) O dilúvio, trazendo a total destruição de toda a vida humana fora da arca, foi necessário para extirpar a extrema corrupção moral dos homens e mulheres e para dar à raça humana uma nova oportunidade de ter comunhão com DEUS. (2) O apóstolo Pedro declara que a salvação de Noé em meio às águas do dilúvio, i.e., seu livramento da morte, figurava o batismo cristão (1 Pe 3.20,21).
Quarta Gn 9.5 DEUS requer a vida
E certamente requererei o vosso sangue, o sangue da vossa vida; da mão de todo animal o requererei, como também da mão do homem e da mão do irmão de cada um requererei a vida do homem.
9.6 QUEM DERRAMAR O SANGUE DO HOMEM, PELO HOMEM O SEU SANGUE SERÁ DERRAMADO. Por causa do apelo à violência e ao derramamento de sangue que surge no coração humano (cf. 6.11; 8.21), DEUS procurou salvaguardar a intocabilidade da vida humana, reprimindo o homicídio na sociedade. Ele assim fez, de duas maneiras: 
(1) Acentuou o fato de que o ser humano foi criado à imagem de DEUS (1.26), e assim sua vida é sagrada aos seus olhos; 
(2) instituiu a pena de morte, ordenando que todo homicida seja castigado com a morte (cf. Êx 21.12,14; 22.2; Nm 35.31; Dt 19.1-13; ver Rm 13.4)
Quinta Êx 1.17 Temeram tirar a vida
As parteiras, porém, temeram a DEUS e não fizeram como o rei do Egito lhes dissera; antes, conservavam os meninos com vida.
Onde elas aprenderam que DEUS não concordaria em que as crianças fossem mortas? A preservação da vida está contida em nossa alma já desde que somos concebidos.
Sexta Jó 33.4 A Inspiração do Todo Poderoso
O ESPÍRITO de DEUS me fez; e a inspiração do Todo-Poderoso me deu vida.
O ser humano é uma tricotomia, isto é: è um espírito, possui uma alma e mora em um corpo.
ESPÍRITO tem a ver com o invisível, fé, porvir, esperança, pode se interessar pelo Diabo ou por DEUS.
Alma tem a ver com intelecto, aprendizado, poder de decisão, dirige o ser ou para o Diabo (pecado) ou para DEUS (santificação).
Corpo tem a ver com morada, feito do pó da terra, portanto amante da terra e não do céu, por isso está sempre lutando contra o espírito que procura o invisível. serve para morarmos na terra enquanto aqui estivermos (para morar no céu terá que ser transformado em corpo celeste.)
ESPÍRITO de DEUS dá a vida eterna, inspiração de DEUS ou alma assoprada no corpo para gerar vida.
Gn 1.26 FAÇAMOS O HOMEM. Nos versículos 26-28 lemos a respeito da criação dos seres humanos; 2.4-25 supre pormenores mais específicos a respeito da sua criação e do seu meio-ambiente. Esses dois relatos se completam e ensinam várias coisas. (1) Tanto o homem quanto a mulher foi uma criação especial de DEUS, não um produto da evolução (v. 27; Mt 19.4; Mc 10.6). (2) O homem e a mulher, igualmente, foram criados à imagem e semelhança de DEUS. À base dessa imagem, podiam comunicar-se com DEUS, ter comunhão com Ele e expressar de modo incomparável o seu amor, glória e santidade. Eles fariam isso conhecendo a DEUS e obedecendo-o (2.15-17). (a) Eles tinham semelhança moral com DEUS, pois não tinham pecado, eram santos, tinham sabedoria, um coração amoroso e o poder de decisão para fazer o que era certo (Ef 4.24). Viviam em comunhão pessoal com DEUS, que abrangia obediência moral (2.16,17) e plena comunhão. Quando Adão e Eva pecaram, sua semelhança moral com DEUS foi
desvirtuada (6.5). Na redenção, os crentes devem ser renovados segundo a semelhança moral original (Ef 4.22-24; Cl 3.10). (b) Adão e Eva possuíam semelhança natural com DEUS. Foram criados como seres pes-soais tendo espírito, mente, emoções, autoconsciência e livre arbítrio (2.19,20; 3.6,7; 9.6). (c) Em certo sentido, a constituição física do homem e da mulher retrata a imagem de DEUS, o que não ocorre no reino animal. DEUS pôs nos seres humanos a imagem pela qual Ele apareceria visivelmente a eles (18.1,2,22) e a forma que seu Filho um dia viria a ter (Lc 1.35; Fp 2.7; Hb 10.5). (3) O fato de seres humanos terem sido feitos à imagem de DEUS não significa que são divinos. Foram criados segundo uma ordem inferior e dependentes de DEUS (Sl 8.5). (4) Toda a vida humana provém inicialmente de Adão e Eva (Gn 3.20; At 17.26; Rm 5.12).
Sábado Jn 4.3 Pedindo a morte
Peço-te, pois, ó SENHOR, tira-me a minha vida, porque melhor me é morrer do que viver.
4.3 MELHOR ME É MORRER. Jonas ficou tão frustrado e emocionalmente perturbado, que preferiu morrer. De alguma forma, achava que DEUS se voltara contra ele e Israel, ao poupar os ninivitas.4.6 E FEZ O SENHOR DEUS NASCER UMA ABOBOREIRA. Ao invés de rejeitar a Jonas por causa de sua atitude, DEUS compassivamente procura convencê-lo, mediante o uso de uma planta de rápido crescimento. Com isto, o Senhor mostra-lhe que se importava tanto com Israel quanto com as outras nações.4.9 É ACASO RAZOÁVEL QUE ASSIM TE ENFADES… A ação de DEUS, mediante a aboboreira e o vento quente oriental (vv. 6-9), visava evidenciar o interesse egoísta que Jonas demonstrava pelo seu próprio bem-estar físico, em contraste com sua falta de solicitude pelos ninivitas. Jonas preocupava-se mais com seu próprio conforto do que com a vontade de DEUS concernente a Nínive.4.11 NÃO HEI DE EU TER COMPAIXÃO… DE NÍNIVE? DEUS expressa seu amor a Nínive. (1) É o amor do Criador pelas suas criaturas, embora estas vivam no pecado e rebelião contra as suas leis. É um amor que vai muito além de qualquer amor humano (cf. Rm 5.8). (2) O amor de DEUS pela humanidade estende-se além do seu próprio povo, e alcança os perdidos em todos os lugares. Esta verdade foi plenamente explicitada: (a) quando DEUS enviou seu Filho JESUS para morrer em prol de toda a humanidade (Jo 3.16); e (b) quando JESUS enviou os seus discípulos por todo o mundo a pregar o evangelho, e fazer discípulos em todas as nações (Mt 28.18-20).
Ap 6.16 e diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono e da ira do Cordeiro,17 porque é vindo o grande Dia da sua ira; e quem poderá subsistir?
Os homens ímpios desejam a morte para não ver o juízo de DEUS vir sobre eles, mas se esquecem de que todos terão de comparecer perante ELE para prestarem contas de seus atos.(Jo 5.29)

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:
1 SAMUEL 2.6 = O SENHOR é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela.
JÓ 2.7,9,10 
7 Então, saiu Satanás da presença do SENHOR e feriu a Jó de uma chaga maligna, desde a planta do pé até ao alto da cabeça. 9 Então, sua mulher lhe disse: Ainda reténs a tua sinceridade? Amaldiçoa a DEUS e morre. 10 Mas ele lhe disse: Como fala qualquer doida, assim falas tu; receberemos o bem de DEUS e não receberíamos o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios.
AMALDIÇOA A DEUS E MORRE. Este conselho da esposa de Jó exprime o âmago da prova da fé de Jó. Por todo o livro, a profunda angústia de Jó causada pelo sofrimento aparentemente injusto da parte de DEUS tentava-o a renunciar a sua determinação de fidelidade a DEUS, e também deixar de confiar nEle como um DEUS compassivo e misericordioso (cf. 5.11).
2.10 E NÃO RECEBERÍAMOS O MAL? Os crentes verdadeiros devem se preparar tanto para serem provados por DEUS com a adversidade, como para receber o bem da sua mão. Confiarmos em DEUS não significa que Ele sempre nos livrará da aflição, nem a fidelidade a DEUS garante prosperidade e sucesso (ver 2.3 nota; 3 Jo 2 nota). Ao surgir a adversidade, o crente, cuja consciência não o acusa de pecado ou rebelião contra DEUS, deve confiar a sua alma às mãos de DEUS. A fé em DEUS, como nosso Senhor amorável, nas provações e opressões, expressa o seu maior triunfo (1 Pe 1.3-9). Lembre-se sempre de que JESUS CRISTO levou sobre ELE nossas dores e enfermidades e tudo o que tínhamos que não prestava.

PROVÉRBIOS 31.6 =Dai bebida forte aos que perecem, e o vinho, aos amargosos de espírito;
DAI BEBIDA FORTE AOS QUE PERECEM. É inadmissível que o escritor inspirado tivesse a intenção de aprovar ou prescrever o embriagamento como meio de alguém esquecer-se dos seus problemas ante a aproximação da morte. A receita de DEUS para a aflição é o ser humano buscá-lo em oração, e não recorrer à bebida embriagante (Sl 12; 25; 30; 34). 

(1) Este versículo pode ser interpretado como uma expressão irônica significando que a bebida forte tem a ver com aqueles que já arruinaram a sua vida e que não têm esperança, e não com os reis e governantes sábios que devem ser totalmente abstinentes (vv. 4,5). 
(2) Os versículos 8,9 descrevem o modo apropriado de se lidar com os prejudicados cujos direitos foram violados (cf. v. 5): o justo deve defender os direitos dos injustiçados. Recomendar a embriaguez para ajudar alguém a esquecer de seus problemas não os solucionaria; antes, criaria mais problemas. A tentativa de aliviar problemas através da embriaguez pode ser método do mundo, mas não de DEUS.
 
OBJETIVOS:
Reconhecer que a eutanásia é um crime contra a vontade de DEUS explícita no Decálogo.
Não matarás.(Êx 20.13)
Destacar que somente DEUS tem o direito de dar a vida e de tornar a tirá-la.
DEUS é o autor da vida e não da morte. O salário do pecado é a morte (Rm 6.23)
Gn 6.3 Então, disse o SENHOR: Não contenderá o meu ESPÍRITO para sempre com o homem, porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos.(DEUS decidiu diminuir os dias de vida do homem para não ver a contenda do mesmo com seu ESPÍRITO).
Respeitar seu corpo como propriedade de DEUS.

Nosso corpo é templo do ESPÍRITO SANTO.
1 Co 6.19 – NOSSO CORPO É O TEMPLO DO ESPÍRITO SANTO. Se somos cristãos, nosso corpo é a morada pessoal do ESPÍRITO SANTO (ver Rm 8.9,11, onde vemos que o ESPÍRITO SANTO é o selo de DEUS em nós, mostrando que lhe pertencemos). Porque Ele habita em nós e pertencemos a DEUS, nosso corpo nunca deve ser profanado por qualquer impureza ou mal, proveniente da imoralidade, nos pensamentos, desejos, atos, filmes, livros ou revistas. Pelo contrário, devemos viver de tal maneira que glorifiquemos e agrademos a DEUS em nosso corpo (v. 20).
 
INTRODUÇÃO
I. O CRISTÃO E A EUTANÁSIA
1. O que significa? 
O QUE É EUTANÁSIA?
– Eutanásia = “boa morte”
2. A eutanásia ativa.
– envolve a intervenção direta, com ou sem o consentimento da pessoa, levando-a à morte.
– é preciso diferenciar entre tirar a vida e deixar alguém morrer (ou: deixar de manter artificialmente vivo)
3. O posicionamento bíblico.
a) “Não matarás”. 
NÃO MATARÁS. O sexto mandamento proíbe o homicídio deliberado, intencional, ilícito. DEUS ordena a pena de morte para a violação desse mandamento. O NT condena, não somente o homicídio mas também o ódio, que leva alguém a desejar a morte de outrem (1 Jo 3.15), bem como qualquer outra ação ou influência maléfica que cause a morte espiritual de alguém (ver Mt 5.22 nota; 18.6). Deve-se lutar pela vida ainda que nos custe a nossa própria vida.
b) Há a possibilidade do milagre. 
– DEUS, o Criador, Redentor e Santificar da vida: ninguém é “dono” da vida, nem sua, nem de outrem. Vida é dom de DEUS!
– a realidade inegável da morte – Sl 89.48; Rm 6.23a; 1 Co 15.26.
– a morte à luz da obra de CRISTO – 2 Tm 1.10; Rm 6.23b.
Hb 11. Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem.
ORA, A FÉ É. Aqui é demonstrada a natureza do único tipo de fé aceita por DEUS e que triunfará na pior das situações. É uma fé que crê nas realidades espirituais (v. 1), que leva à justiça (v. 4), que busca a DEUS (v. 6), que crê na sua bondade (v. 6), que tem confiança na sua palavra (vv. 7,11), que obedece aos seus mandamentos (v. 8), que vive segundo as promessas de
DEUS (vv. 13,29), que rejeita o espírito deste presente mundo mau (v. 13), que busca um lar celestial (vv. 14-16; cf. 13.13,14), que abençoa a geração seguinte (v. 21), que recusa os prazeres do pecado (v. 25), que suporta a perseguição (v. 27), que pratica poderosos atos de justiça (vv. 33-35), que sofre por amor a DEUS (vv. 25,35-38) e que não volta àquela pátria donde haviam saído,
i.e., o mundo (vv. 14-16).
 
 PRÓXIMA LIÇÃO
II. O CRISTÃO E O SUICÍDIO
1. O suicídio na Bíblia. 
a) O exemplo de Saul. 
b) O exemplo de Aitofel. 
c) O exemplo de Zinri. 
d) O exemplo de Judas Iscariotes. 
2. O caso de Sansão. 
3. Sugestão de uma esposa sem fé. 
4. O posicionamento cristão. 
 
QUESTIONÁRIO DE Ev.LUIZ HENRIQUE www.henriqueestudos.cjb.net
1- Como é chamada a morte onde um médico põe fim ao sofrimento de seu paciente, sem consultar a ninguém?
R=                                                 
 
2- Como é chamada a morte onde um médico põe fim ao sofrimento de seu paciente consultando-o ou à sua família?
R=                                                             
 
3- Complete:
1 Sm 2.6: “O Senhor é o que                a vida e a               ; faz descer à                                    e faz                                                                 dela”.
 
4- O que pode acontecer inesperadamente antes que o paciente morra, que coloca por terra a eutanásia?
R=                                                  
 
5-Sobre o remédio letal, o que diz no juramento de Hipócrates?
R=                                                                                                                                                                     
                                                                                                                                                                          
 
6- Complete:
Tg 5.14,15,16      14 Está doente algum de vós? Chame                                    da igreja, e estes orem sobre ele, ungido-o com óleo em nome do Senhor; 15 e a oração da fé                                o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. 16 Confessai, portanto, os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para serdes                              . A súplica de um justo pode muito na sua atuação.
 
 
QUESTIONÁRIO DA REVISTA:
1. Que significa eutanásia?
R. “Boa morte”.
2. Qual a posição da Bíblia em relação a Eutanásia?
R. A eutanásia é um crime contra a vontade de DEUS. A Palavra de DEUS diz: “Não matarás”.

· Para que não exista a eutanásia numa sociedade é necessário que tal sociedade cultive os seguintes valores: 
1. Que a morte não seja tratada como um tabu mas um fato natural da vida de Ser Humano.
2. Que não se atribua a ninguém o direito de decidir sobre o direito à vida de Seres Humanos incapacitados pelo seu estado de saúde.
3. Que a família seja um elemento da sociedade onde se acolhe e se cuida dos membros na saúde e na doença e não se abandone os parentes numa instituição como por exemplo os lares para idosos e nos hospitais.
4. Que surjam iniciativas sociais de apoio aos doentes terminais de modo a assisti-los convenientemente no tempo de vida que lhes reste.(Ricardo Rodrigues)
O juramento de Hipócrates é um ato simbólico que porém encontra um caracter vinculativo no código deontológico médico. Este no seu artigo 47º/1 referindo que o médico deve guardar respeito pela vida humana desde o seu início, considerando o n.º 2 do mesmo artigo falta deontológica grave o aborto e a eutanásia.
O art. 37/2 referente à recusa de continuidade do tratamento dispõe que a incurabilidade da doença não justifica o abandono do doente.

A Declaração Universal dos Direitos do Homem, por sua vez estatui no seu :

Artigo 3º Todo o indivíduo tem direito à vida à liberdade e à segurança pessoal .
Artigo 24º n º . 1 A vida humana é inviolável .
Artigo 25º n º . 1 A integridade moral e física das pessoas é inviolável .

Anteprojeto da Parte Especial do Código Penal, lemos o seguinte:

Eutanásia ativa – Artigos 133 º e 134 º ;

– Art.133 º ( Homicídio privilegiado )
Quem matar outra pessoa dominado por compreensível emoção violenta , compaixão , desespero ou motivo de relevante valor social ou moral , que diminuam sensivelmente a sua culpa , é punido com pena de prisão de 1 a 5 anos .

– Art. 134 º ( Homicídio a pedido da vitima )
1. Quem matar outra pessoa determinado por pedido sério , instante e expresso que ela lhe tenha feito é punido com pena de prisão até 3 anos .
2. A tentativa é punível .

Eutanásia passiva – Artigo 138 º ;
– Art.138 º ( Exposição ou abandono )
1. Quem colocar em perigo a vida de outra pessoa :
a ) expondo-a em lugar que a sujeite a uma situação de que ela , só por si , não possa defender-se , ou
b ) abandonando-a sem defesa , em razão de idade , deficiência física ou doença , sempre que ao agente coubesse o dever de a guardar , vigiar ou assistir, é punido com pena de prisão de 1 a 5 anos .
Se o fato for praticado por ascendente ou descendente , adoptante ou adoptado da vítima , o agente é punido com pena de prisão de 2 a 5 anos .
Se do fato resultar :
a ) Ofensa à integridade física grave , o agente é punido com pena de prisão de 2 a 8 anos ;
b ) A morte ; o agente é punido com pena de prisão de 3 a 10 anos .

Eutanásia eugênica – Artigo 132 º ;

– Art. 132 º ( Homicídio qualificado )
1. Se a morte for produzida em circunstancias que revelem especial censurabilidade ou perversidade , o agente é punido com pena de prisão de 12 a 25 anos . 


Estudos Afins:
 
O Cristão e a Eutanásia, o Suicídio 
Livro ètica Cristã Alternativas e questões contemporâneas – Autor Norman L. Geisler –
Sociedade Religiosa Edições Vida Nova
Este capítulo continua a discussão de quanto é certo tirar uma vida humana, se é que alguma vez isso é certo. Anteriormente (no capítulo oito), foi argumentado que é certo tirar outra vida humana numa guerra justificável. O capítulo doze discutiu quando é certo tirar uma vida humana em potencial (como no aborto terapêutico). No presente capítulo voltamos à pergunta de quando, e se, excluindo a guerra, é justificável tirar uma vida humana. Por exemplo, as eutanásias são moralmente certas? A pena capital é justificável em qualquer hipótese? O suicídio pode ser praticado com amor sacrificial?
l. UMA ÉTICA CRISTÃ DA EUTANÁSIA
O que o cristão deve fazer a um homem preso, sem esperança, num avião em chamas que implora para ser fuzilado? A maioria das pessoas humanitárias mataria a tiros um cavalo preso num celeiro em chamas. Por que um homem não pode ser tratado de modo tão humanitário quanto um animal? Ou, quando um nenê monstruosamente deformado nasce, e repentinamente para de respirar, o médico está moralmente obrigado a ressuscitá-lo? Não seria mais misericordioso deixá-lo morrer? Outro caso: digamos que um homem com uma doença incurável está sendo mantido vivo somente com uma máquina. Se a tomada for desligada, morrerá; se viver, será apenas artificialmente num tipo de existência “vegetativa.” Qual é a obrigação moral do médico? Estas situações e muitas outras como elas focalizam o problema ético de tirar a vida. Quando, e se, tirar uma vida é moralmente justificável?
A. Nem Sempre Tirar Uma Vida É Assassinato
Antes desses casos serem examinados em particular, será bom estabelecer um princípio geral que será a base da nossa conclusão. É este: nem sempre tirar uma vida é assassinato. O mandamento bíblico significa (conforme o texto da Nova Bíblia Inglesa): “Não cometerás assassinato” (Êx 20:13). Há vários casos na Escritura em que tirar vidas não é considerado moralmente errado. Por exemplo, tirar vidas numa guerra justa contra um agressor mau (Gn 14:14-15). Além disto, havia o homicídio acidental do seu próximo (Dt 19:4, 5) pelo qual o homem não era tido por culpado. Finalmente, havia a pena capital instituída por DEUS através de Noé (Gn 9:6) e repetida por Moisés (Dt 19:21).
A partir destas ilustrações podemos deduzir duas diferenças entre o assassinato e tirar justifícavelmente uma vida. Primeiramente, deve ser tirada intencionalmente. Se, pois, por acidente, um homem matasse um vizinho a quem não odiava, não seria tido por culpado pela lei. Em segundo lugar, nem sequer todos os casos de tirar uma vida intencionalmente são assassinatos, a não ser que o ato fosse praticado sem justa causa. Tirar as vidas de nenês inocentes não é uma justa causa (cf. Êx l :16ss.), nem matar o irmão com ira (Gn 4:8,10). No entanto, matar um homem em auto-defesa, ou na defesa da pátria, pode ser uma justa causa. Noutras palavras, a proibição contra tirar as vidas de pessoas inocentes não exclui a justiça de tirar a vida de um assassino culpado. Nem a proibição de matar seu vizinho pacífico proíbe necessariamente atirar no seu vizinho que está em pé de guerra. Há ocasiões em que tirar a vida doutro ser humano é justificado a fim de proteger os inocentes. É tanto anti-biblico quanto irrealista categorizar todo ato de tirar uma vida como sendo moralmente errado. Pelo contrário, às vezes é moralmente necessário. O tiranocídio, ou o assassinato de um ditador que tomou sobre si o papel de DEUS, pode ser um ato misericordioso em prol de massas de homens oprimidos.1 Na realidade, poderia ser melhor do que uma guerra contra aquele ditador em que mais vidas seriam perdidas.
B. Morrer Misericordiosamente Não Ë o Mesmo que Matar Misericordiosamente. 
Outra distinção que deve ser feita é entre tirar uma vida e deixar a pessoa morrer. O primeiro ato pode ser errado, ao passo que o último, na mesma situação, não precisa ser errado. Por exemplo, retirar o medicamento de um paciente terminal e deixá-lo morrer naturalmente não precisa ser um mal moral. Nalguns casos — quando o indivíduo e/ ou os entes queridos consentem — esta pode ser a coisa mais misericordiosa a se fazer. Realmente, se uma doença é incurável e o indivíduo estiver sendo mantido vivo somente por uma máquina, neste caso desligar a tomada pode ser um ato de misericórdia. Isto não quer dizer que um médico deva dar remédios ou fazer uma operação para apressar a morte — isto poderia, muito provavelmente, ser assassinato. Mas esta posição realmente subentende que permitir misericordiosamente a morte do sofredor é moralmente certo, ao passo que precipitar sua morte não o é. Os remédios devem ser dados para aliviar o sofrimento mas não para apressar a morte. Se, porém, a falta de remédios ou da máquina pode diminuir o sofrimento ao permitir que a morte ocorra mais cedo, então por que se deve ficar moralmente obrigado a perpetuar o sofrimento do paciente por meios artificiais? Em síntese, matar envolve tirar a vida de outra pessoa, ao passo que a morte natural não o envolve; é meramente deixar a pessoa morrer. O homem é responsável por aquele ato, mas DEUS é responsável por este. Mas não há uma responsabilidade mora de preservar uma vida se houver qualquer
possibilidade, por quaisquer meios que forem (naturais ou artificiais)? Conforme foi argumentado no caso de mentir a alguém que quer assassinar, é errado não evitar um assassinato. Por que, pois, a pessoa não deve impedir uma morte, se assim puder, por meio de remédios ou de uma máquina? Como pode ser moralmente certo permitir que alguém morra quando tal coisa poderia ter sido evitada, se não é considerado moralmente certo permitir que alguém seja assassinado sem impedir o ato? A resposta é que os casos são muito diferentes. De fato, a despeito da sua semelhança aparente, os dois casos são quase opostos entre si. Impedir um assassinato é impedir o sofrimento de uma vítima inocente. Mas impedir a morte de quem já está sofrendo é, realmente, perpetuar o sofrimento. Além disto, permitir um assassinato é impedir a continuação de quem tem o desejo e a possibilidade de viver uma vida humana relevante. O caso não é assim para alguns sofredores cuja humanidade foi diminuída para uma situação terminal ou quase “vegetal.”
C. A Obrigação É Perpetuar Vida que é Humana
A objeção de que milagres acontecem até mesmo em supostos “casos incuráveis”, às vezes é levantada contra a permissão para as eutanásias. Por que não conservar a pessoa viva e orar por um milagre? Ou, talvez uma cura seja descoberta pêlos cientistas se o indivíduo puder ser conservado com vida por tempo suficiente. Na tentativa de responder a esta pergunta, é necessário indicar que a pessoa deve ser conservada com vida enquanto houver qualquer razão para se ter esperança (médica ou sobrenatural), de que possa sarar ao ponto de ter uma vida humana relevante. Quando, no entanto, amplas oportunidades tenham sido dadas tanto a DEUS quanto à ciência médica para curarem a enfermidade, mas parece certo, além de qualquer dúvida razoável, que este paciente terá uma existência pouco melhor do que a de um “vegetal,” pode-se concluir que DEUS quer que tenha uma morte natural. O princípio moral básico por detrás desta conclusão é que a pessoa não deve perpetuar uma desumanidade enquanto aguarda futilmente um milagre. Esperar uma cura sem qualquer certeza de que ela virá, enquanto se adia um ato de misericórdia, não parece ser moralmente justificável. Esperar sem uma expectativa razoável da graça não é uma base
justificável para recusar-se a deixar a misericórdia fazer a sua obra. Há outro princípio moral global operando aqui. A obrigação dos seres humanos no sentido de perpetuarem a vida não significa que se deve ser obrigado a perpetuá-la se já não é uma vida humana em qualquer sentido relevante da palavra. Aliás, é moralmente errado perpetuar uma desumanidade. Se um nenê monstruosamente deformado morre naturalmente, deve ser considerado um ato de misericórdia divina. O médico não deve sentir-se moralmente obrigado a reavivar um monstro ou um “vegetal” humano. Assim como o mandamento moral é não tirar uma vida humana, assim também o dever da pessoa é apenas perpetuar uma vida humana. Talvez a esta altura o juramento hipocrático precise de reinterpretarão. A profissão médica não deve ser obrigada pelo dever a perpetuar toda vida, mas, sim, somente uma vida verdadeiramente humana. Noutras palavras, não é mais maligno desligar a tomada de uma máquina que está sustentando artificialmente a vida que é sub-humana, ou pós-humana, e que não tem possibilidade alguma de ser verdadeiramente humana, do que é abortar um pré-humano que não se tomará humano. O dever moral é duplo; perpetuai o humano e proibir o desumano.
D. A Eutanásia Ë Justificável Em Qualquer Caso?
Até agora tem sido argumentado que permitir a morte misericordiosa é justificável. Mas o que se diz acerca do matar por misericórdia (a eutanásia)? Há ocasiões em que é correio tirar artificialmente uma vida humana que não está morrendo naturalmente? Tirar a vida de um pré-humano (i.e., humano em potencial) é justificável se se pode salvar um ser humano, e.g., o aborto para salvar uma mãe.2 Além disto, deixar a vida de um sub-humano esgotar-se (sem, porém, tirar aquela vida) pode ser justificado como um ato de misericórdia (como na morte misericordiosa — também chamada eutanásia). Mas pode o ato de tirar a
própria vida doutro ser humano ser justificado como um ato de misericórdia? Não é difícil ver que 
(l) tirar uma vida é uma questão muito mais séria do que deixar uma pessoa morrer naturalmente, e que 
(2) tirar uma vida pré-humana ou sub-humana (ou pós-humana) é menos sério do que tirar uma vida plenamente humana. É uma coisa muito séria tirar uma vida plenamente humana. Não é, no entanto, meramente uma questão de seriedade mas, sim, da justificação de tirar uma vida. Quando o matar por misericórdia é justificado, se é que é justificado nalgum tempo? Para quem seria misericordioso?
1. Matar como um Ato de Misericórdia aos Outros — É sempre errado matar outro ser humano como tal. Há, porém, circunstâncias sobrepujantes que podem isentar a pessoa deste dever. Há ocasiões em que é um ato de misericórdia a muitas pessoas sacrificar uma só. Quantos pais ficariam de lado e deixariam um assassino estrangular seus filhos sem resistir se 
pudessem fazê-lo? Numa sociedade que está preocupada com a misericórdia para o assassino culpado, ficamos perguntando o que aconteceu à misericórdia para a multidão inocente. É um conceito distorcido da misericórdia preocupar-se mais com a proteção da vida de quem não teve consideração pelas vidas dos outros, do que com a proteção das massas que têm consideração apropriada com a vida alheia. Em nome da misericórdia para as massas, decerto há justificativa para matar um franco atirador que está fuzilando cidadãos inocentes. Uma guerra justa é a eutanásia numa escala maior. Pois o que toma a guerra justa é que é uma proteção dos inocentes contra a agressão sangrenta dos culpados.3 É uma tentativa de preservar as muitas vidas virtuosas da destruição mediante ordens de uns poucos homens maus.
2. Matar como um Ato de Misericórdia para o Indivíduo — O que se diz do homem desesperançosamente preso num avião em chamas? Ou dos pacientes que implorar que o médico lhes dê o golpe de misericórdia? É correio, em qualquer ocasião, ceder aos desejos dos sofredores no sentido de serem apagadas com seu sofrimento? Talvez uma resposta “não” pareça demasiadamente categórica, mas este é o tipo de resposta indicado pela Escritura. Naturalmente, a pessoa é moralmente obrigada a fazer tudo quanto é possível para aliviar o sofrimento, sem tirar uma vida, no que diz respeito a uma vida humana individual. Mesmo assim, nunca é um ato de misericórdia ao indivíduo como tal tirar a sua vida quando é verdadeiramente humana. A vida humana tem valor intrínseco e não deve ser tirada por outro ser humano mesmo que a vítima o peça. Somente DEUS detém o direito de dar e de tirar a vida. Ele é o Único que é soberano sobre toda a existência. Tirar a vida doutro ser humano é ser um cúmplice ao pedido do outro homem. É ser cúmplice no crime de ajudar alguém no seu próprio suicídio.4 Onde houver vida humana, ali há esperança para aquela vida. É uma questão ética muito mais séria tirar uma vida humana (como no matar
por misericórdia) do que deixar partir uma vida sub—humana (como na morte misericordiosa justificável).
Mas é certo olhar um homem sofrer, sem procurar aliviar sua agonia? Não, claro que não. Mas há muitos meios, excluindo a morte, para aliviar o sofrimento. A Bíblia recomenda drogas para este propósito. “Dai bebida forte aos que perecem e vinho aos amargurados de espírito” (Pv 31:6). Pode-se atirar um tranqüilizante, mas não uma bala de fuzil, num homem preso num avião em chamas. Mesmo no caso de drogas não serem disponíveis, deve-se usar todos os métodos, menos tirar a vida, para aliviar o sofrimento. O corpo tem um limiar natural de dor. Os homens caem na inconsciência antes de sofrerem indevidamente. No caso de incêndio, os homens usualmente morrem pela fumaça antes das chamas consumi-los. Tomá-lo inconsciente com um golpe ou precipitar a inconsciência para aliviar seu sofrimento seria justificável, mas tirar sua vida, simplesmente porque está sofrendo, e/ou simplesmente porque pede, não o é. Não há qualquer comparação entre tirar uma vida a pedido e o aborto a pedido. No, aborto, pois, somente há uma vida humana em potencial, ao passo que o matar por misericórdia envolve uma vida plenamente humana. Somente se outras vidas humanas puderem ser salvas por este meio é que uma vida humana deve ser tirada. Nem sequer é correio iniciar a morte simplesmente porque a pessoa a prevê. Suicidar-se, ou ajudar alguém a fazê-lo não são justificados simplesmente porque a pessoa deseja a morte. O desejo do cristão pela morte (cf. Fp l :23) pode levá-lo a enfrentar a morte sem temor, mas nunca deve levá-lo a, descuidadosa, ou egoisticamente, tirar sua própria vida. Nem deve levá-lo a pedir que outro o ajude nisto. O cristão deve dar as boas-vindas à morte da mão de DEUS, mas não deve forçar a mão que a traz.
Livro ètica Cristã Alternativas e questões contemporâneas – Autor Norman L. Geisler – Sociedade Religiosa Edições Vida Nova
 
O que é eutanásia?
– Nas decisões difíceis, envolvendo vida e morte, continuamos a ter onde buscar amparo: 1 Pe 5.7.
http://www.cptln.org/hora.luterana/hp3/verduvida.asp?xid=1492001105310
 
REVISTA 2º TRIMESTRE DE 2018
SUBSÍDIO TEOLÓGICO – TOP1
Infelizmente, está na moda tomarem o exemplo do perdão de JESUS para justificar uma pessoa que vive na prática do pecado. Não por acaso, é comum em nome do “amor” defenderem, por exemplo, uma pessoa na prática da prostituição. Anunciar o Evangelho de amor sem o apelo ao arrependimento de pecado não é apresentar o Evangelho inteiro. Nesse sentido, a Bíblia de Estudo Pentecostal contribui muito sobre o tema: “NEM EU TE CONDENO. A atitude de JESUS para com essa mulher revela seu propósito redentor para a humanidade (3.16). Ele não a condena como pessoa indigna do perdão, mas a trata com bondade, clemência e paciência, para levá-la ao arrependimento. Há salvação para ela, uma vez que renuncie ao adultério e volte para seu próprio marido (cf. Lc 7.47). (1) Seria, no entanto, mais do que blasfêmia dizer que estas palavras de CRISTO mostram que Ele considera trivial o pecado de adultério e a indescritível mágoa e miséria que ele provoca para os pais e seus filhos. (2) O que CRISTO ofereceu a essa mulher foi a salvação e o livramento da sua vida de pecado (v.11). A condenação e a ira de JESUS seriam a porção futura, caso ela recusasse a arrepender-se e ingressar no reino de DEUS (Rm 2.1-10)” (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, p.1588).
CONHEÇA MAIS
O conceito de morte “Morte. Os dicionários definem a morte como a cessação definitiva da vida. O fim da existência humana, porém, não cabe numa definição tão simplista. No campo da ética, somos constrangidos a lidar com uma questão intrigante e perturbadora: Será que a pessoa encerra-se apenas quando seus sinais vitais já não são percebidos?A questão é complexa. Os dilemas éticos daí decorrentes obrigam-nos a constatar a falência encefálica de um enfermo antes mesmo da cardíaca.” Para conhecer mais leia “As Novas fronteiras da Ética Cristã”, CPAD, p.105.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO – TOP2
“Mostremos, pois, que DEUS tem um firme compromisso com a pessoa humana, desde a concepção à morte natural. Nesses tempos difíceis e trabalhosos, que jamais nos refugiemos no politicamente correto. Antes, explicitemos a nossa posição como sal da terra e luz do mundo. Todos haverão de saber que somos contra o aborto e a eutanásia, pois a vida é sagrada aos olhos de DEUS.
Se a Bíblia em algum momento fala de uma morte boa e desejável, certamente não é a eutanásia. A única morte desejável e boa que encontramos na Palavra de DEUS é o morrer na esperança cristã, conforme realça o apóstolo Paulo: ‘Porquanto, para mim, o viver é CRISTO, e o morrer é lucro’(Fp 1.21)” (ANDRADE, Claudionor de. As Novas Fronteiras da Ética Cristã. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, p.59).
SUBSÍDIO TEOLÓGICO – TOP3
A vida humana é sagrada porque sua fonte originária é DEUS. Essa perspectiva deve ser encarada pelo crente, não somente no início da vida e no final dela, mas nela toda, pois “não podemos nos conformar com uma ética que se chama cristã e que se preocupa simplesmente em construir pessoas abstêmias e castas, ou que lute e defenda a vida apenas em seu início (contra o aborto) ou no fim (contra a eutanásia). Precisamos de uma ética que se preocupe com a vida em sua integralidade, durante toda a existência da pessoa. Somente uma ‘ética do cuidado’, lembrando-nos de que o ‘cuidado que CRISTO tem para com toda a humanidade é, agora, o cuidado que a pessoa cristã tem para com todo ser humano e com toda a criação’, que valoriza a vida acima das coisas, é digna de nossa observação e prática, posto que esta é uma Ética de CRISTO, que nos transforma em ‘CRISTO para os outros’, para o próximo e, sobretudo, ao necessitado” (CARVALHO, César Moisés. Uma Pedagogia para a Educação Cristã: Noções Básicas da Ciência da Educação a Pessoas não Especializadas. Rio de Janeiro: CPAD, 2015, p.84).
 
AJUDA BIBLIOGRÁFICA
AS GRANDES DEFESAS DO CRISTIANISMO – CPAD – Jéfferson Magno Costa
BÍBLIA ILUMINA EM CD – BÍBLIA de Estudo NVI EM CD – BÍBLIA Thompson EM CD.
Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.
CPAD – http://www.cpad.com.br/ – Bíblias, CD’S, DVD’S, Livros e Revistas. BEP – Bíblia de Estudos Pentecostal.
CHAMPLIN, R.N. O Novo e o Antigo Testamento Interpretado versículo por Versículo. 
Conhecendo as Doutrinas da Bíblia – Myer Pearman – Editora Vida
Comentário Bíblico Beacon, v.5 – CPAD.
Comentário Bíblico TT W. W. Wiersbe
Comentário Bíblico Expositivo – Novo Testamento – Volume I – Warren W. Wiersbe
CRISTOLOGIA – A doutrina de JESUS CRISTO – Esequias Soares – CPAD
Ética Cristã – Norman Geisler – Sociedade Religiosa Edições Vida Nova – Caixa Postal 21266, São Paulo-SP 04602-970
Ética – Pr. Humberto Schimitt Vieira – MANUAL DE ETICA MINISTERIAL – Cantares – Gravadora e Editora – www.gravadoracantares.com.br
ÉTICA E O MELHOR NEGOCIO – Por John Maxwell
Ética ministerial – Jânio Santos de Oliveira – Presbítero e professor de teologia da Igreja Assembléia de DEUS Taquara – Duque de Caxias- Rio de Janeiro – janio-construcaocivil.blogspot.com
Dicionário Bíblico Wycliffe – CPAD
GARNER, Paul. Quem é quem na Bíblia Sagrada. VIDA
http://www.gospelbook.netwww.ebdweb.com.brhttp://www.escoladominical.nethttp://www.portalebd.org.br/, Bíblia The Word.
O Novo Dicionário da Bíblia – J.D.DOUGLAS.
Peq.Enc.Bíb. – Orlando Boyer – CPAD
Revista Ensinador Cristão – CPAD.
Revista CPAD – Lições Bíblicas – 2002 – 3º Trimestre – Ética Cristã – Pr. Elinaldo Renovato de Lima
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
Teologia Sistemática Pentecostal – A Doutrina da Salvação – Antonio Gilberto – CPAD
Teologia Sistemática – Conhecendo as Doutrinas da Bíblia – A Salvação – Myer Pearman – Editora Vida
Teologia Sistemática de Charles Finney
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE – http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm

Publicado no site do Pr. Luiz Henrique

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *