Ética Cristã e Suicídio – Ev. Isaías de Jesus

Ética Cristã e Suicídio – Ev. Isaías de Jesus

Ética Cristã e Suicídio

TEXTO ÁUREO = “O ladrão não vem senão a roubar, a matar e o destruir; eu vim paro que tenham vida e a tenham com abundância.” (Jo 10.10)

VERDADE PRÁTICA = O início e o término de nossa vida são prerrogativas exclusivas de Deus.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – 1 Samuel 31.1-6

HINOS SUGERIDOS: 73, 75, 495 DA HARPA CRISTÃ

INTRODUÇÃO

Há suicídio por si mesmo (egoísta) e o suicídio pelos outros (altruísta). De qualquer forma, é a destruição da vida. Só Deus pode tirá-la, pois só Ele a deu. A pessoa que deve amar a si mesmo como os outros (Mt 22.39; cf. Ef 5.29).

 

Há quem cite o caso de Sansão (Jz 16.30) como exemplo e suicídio aprovado por Deus. Não vemos assim. Há casos em que uma pessoa morre, sacrificando-se por outra ou por outras. Um bombeiro entra no fogo e salva várias pessoas, mas ele morre; um soldado lança-se sobre uma granada, impedindo que muitos companheiros pereçam. Isso não é suicídio. É sacrifício.

 

O SUICÍDIO NAS ESCRITURAS E NO MUNDO

O suicídio é um tema que deve ser conversado e compreendido por nós cristãos, hoje, mais do que nunca. Cada vez mais os índices de suicídios crescem em quase todos os países do mundo. Podemos até estranhar esse fato porque raramente temos notícias dessas mortes nas grandes mídias, mas essa ausência de notícias é apenas uma precaução tomada para evitar o alarde da população.

COMO CRISTÃOS PRECISAMOS COMPREENDER.

  1. O que leva alguém a se suicidar
  1. O que fazer para prevenir e ajudar pessoas que pensam em suicídio

Compreendendo essas questões poderemos ajudar não só pessoas que estão pensando em suicídio como também os familiares e amigos que também acabam sofrendo.

POR QUE ALGUÉM PENSA EM SUICÍDIO?Muitas pessoas procuram na internet tutorais que ensinam a como se matar (esse link é um dos únicos do Google que ajuda a pessoa a encontrar Deus num momento de sofrimento), outras leem ou assistem filmes que incentivam a prática e por fim, muitas vezes, acabam concretizando seus planos. Mas isso não acontece de uma hora para outra, o suicídio geralmente é planejado por muito tempo e as situações que levam a pessoa a isso estendem-se por muitos anos. Existem alguns fatores que predispõem geneticamente os indivíduos a buscarem o suicídio e alguns desses fatores são circunstanciais, vamos falar sobre cada um deles nos tópicos abaixo:

PROPENSÃO GENÉTICA

Doenças da mente como depressão, esquizofrenia e transtorno de ansiedade geralmente estão envolvidas nos casos onde há suicídio. Cada indivíduo tem uma chance de desenvolvê-las de acordo com sua genética. Você pode observar que geralmente os casos de depressão não são isolados, mas familiares. Irmãos, pais e avós apresentam episódios depressivos em algum momento da vida.

Precisamos estar conscientes de que as doenças da mente são extremamente dolorosas, tanto para o indivíduo, como para o seu entorno. Na depressão, por exemplo, o funcionamento do cérebro e, portanto, do corpo inteiro altera-se drasticamente. A pessoa começa a enxergar a vida de maneira extremamente negativa e perde qualquer interesse e alegria que possa ter tido. O sono, o apetite, a concentração e a imunidade também sofrem com o processo depressivo, isso porque os hormônios e neurotransmissores do indivíduo começam a operar de uma maneira muito diferente.

Por essa razão a medicação psiquiátrica (que age para regular neurotransmissores e hormônios) é muito importante e imprescindível em muitos casos. Como cristãos, devemos apoiar e não resistir a esses medicamentos que podem ajudar a curar a dor de tantas pessoas e que, deste modo, não deixam de ser providência divina (Tg1:17)

Muitas vezes pessoas que sofrem de transtornos mentais como esses citados se matam não porque não querem viver, mas porque querem ser livres da dor.

FATORES CIRCUNSTANCIAIS

Entre os fatores circunstanciais, podemos citar todas aquelas situações que são difícil e que geram stress para o ser humano: o abandono dos pais, a perda de alguém amado, uma separação, falta de recursos financeiros, a culpa por algum pecado, etc.

Essas situações juntamente com as propensões genéticas desencadeiam os processos doentios, que por sua vez, desencadeiam o suicídio.

Há também o suicídio passional, que não tem a ver com doenças mentais, mas que ocorre no momento de um desespero extremo. É o caso do homem que perde todo o seu dinheiro em um fracasso financeiro ou de alguém que descobre que tem uma doença fatal.

O que fazer para prevenir e ajudar pessoas que pensam em suicídio

Algumas maneiras de prevenir o suicídio são:

  • Cuidar da saúde e praticar exercícios que acelerem o coração (isso ajuda a regular a saúde mental).
  • Administrar o nível de stress: essa administração pode ser feita de muitas formas, um bom tempo de oração por dia, realizar atividades prazerosas, no mínimo semanalmente, ter um bom período de sono todos os dias e passar tempo com pessoas amadas.
  • Sempre ser sincero e aberto sobre os sentimentos: procurar alguém de confiança para contar o que se passa no interior.
  • Conhecer a si mesmo e entender minimamente o funcionamento do seu próprio cérebro e corpo.

COMO POSSO AJUDAR?

Uma das coisas mais importantes que você pode fazer para ajudar alguém que está pensando em suicídio é em primeiro lugar, ouvir sem julgamentos o que essa pessoa tem para dizer, não se precipite a dar conselhos e vereditos sobre o que ela está passando, antes disso, esteja presente. Faça com que ela saiba que pode contar com você, esteja sempre perto, mesmo que não diga nada. Convide-a para assistir um filme, para um café ou uma atividade recreativa. Ore com ela. Incentive essa pessoa a procurar ajuda médica psiquiátrica (de preferência, um profissional cristão) e converse com os membros da família de uma maneira amorosa e compreensiva. Tente fazer com que a pessoa encontre um novo “sentido” para sua vida, esse sentido pode se pequeno como “tricotar sapatinhos de lã para bebês em necessidade” ou “escrever um blog contando suas experiências de vida”.

Muitas pessoas conseguem sair de quadros envolvendo suicídio pelo simples fato de serem amadas por alguém, isso não só está ao nosso alcance, mas é o que Deus espera de nós: que possamos nos solidarizar com a miséria e com a dor daqueles que lutam para continuar vivos (Mt 22:39).

O CRISTÃO E O SUICÍDIO

  1. O suicídio na Bíblia.Nas Escrituras, encontramos o registro de alguns casos de suicídio. Em todos eles, vemos que seus protagonistas foram pessoas que deixaram de lado a voz do Senhor, e desobedeceram à sua Palavra:

a) O exemplo de Saul.Foi um rei fracassado, que deixou o Senhor, e foi em busca deuma médium espírita (cf. 1 Sm 28.1-19; 31.1-4; 1 Cr 10.13,14).

b) O exemplo de Aitofel.Foi um conselheiro de Absalão, orgulhoso, que se matou por ver que sua palavra fora suplantada por outro. (2Sm 17.23).

c) O exemplo de Zinri.Um rei sem qualquer temor de Deus, que usurpou o trono por traição e matança, e que por fim se matou, quando se viu derrotado pelo exército inimigo (1Rs 16.18,19).

d) O exemplo de Judas Iscariotes.Após trair Jesus, foi dominado por um profundo remorso, e, ao invés de pedir perdão ao Senhor, foi-se enforcar.

O caso de Sansão.Ele caiu nos braços de uma prostituta, chamada Dalila (Jz 14.3; 16.11). Traído por ela, foi levado ao cárcere. Numa festa ao deus Dagon, foi apresentado como troféu, e fez o templo desmoronar sobre ele e seus inimigos.

Há quem cite o caso de Sansão (Jz 16.30) como exemplo de suicídio aprovado por Deus. Quem pensa assim desconhece toda a história de Sansão e sua era teocrática. Há casos em que uma pessoa morre, sacrificando-se por outra ou por outras. Um bombeiro entra no fogo e salva várias pessoas, mas ele morre; um soldado lança-se sobre uma granada, impedindo que muitos companheiros pereçam. Isso não é suicídio. É sacrifício. Ver o caso da rainha Ester (Ef 4.11-15).

  1. Sugestão de uma esposa sem fé.A mulher de Jó sugeriu, diante de seu sofrimento, que ele amaldiçoasse a Deus e morresse (se suicidasse). Ele, porém, não aceitou tal ideia, e de modo resignado, confiou integralmente no Senhor.

O SUICIDIO NO MUNDO

Esse é um dos tópicos mais delicados de abordar com segurança porque as taxas de suicídio que chegam à Organização Mundial de Saúde (OMS) são pouco confiáveis, com exceção dos países que levam a sério a prevenção e o acompanhamento da morte voluntária. De um total de 172 países membros, a OMS considera que apenas 60 enviam dados de boa qualidade, na maioria, nações desenvolvidas. E é justamente nos 112 restantes que se encontram 78% dos suicídios registrados no mundo.

Estima-se que 800 mil pessoas morram desta forma anualmente, uma a cada 40 segundos, o que equivale a 1,4% dos óbitos totais. Cerca de 78% ocorrem em países de renda média e baixa. Segundo a OMS, apenas 28 países possuem estratégia nacional de combate à morte voluntária. A média global é de 10,7 por 100 mil habitantes, sendo 15/100 mil entre homens e 8 entre as mulheres.

A região que apresenta os índices mais altos é a Europa (14,1), seguida pelo Sudeste Asiático, com 12,9 suicídios por 100 mil. Quando avaliamos a taxa dos países africanos, que é de 8,8 a cada 100 mil, ou das Américas, 9,5 por 100 mil, fica evidente que há distorções associadas à subnotificação. É o caso do Brasil, cujo índice é considerado baixo, 6,3/100 mil, mas que ainda precisa melhorar a qualidade de seus dados.

Os dados mundiais da OMS mostram que 47,9% dos países possuem taxa de suicídio masculino igual ou acima de 15/100 mil, estando 19,5% entre 10 e 14,9/100 mil. Já em relação às mulheres, 46,9% dos países registram índices abaixo de 5/100 mil e 40,7% entre 5 e 9,9/100 mil.

No Brasil, o índice de mulheres que morreram por suicídio em 2015 foi de 2,7 / 100 mil, enquanto os homens atingiram taxas quase quatro vezes superiores, 9,6 por 100 mil habitantes. Nos Estados Unidos, que registram dados confiáveis, os índices foram de 5,8/100 mil de mulheres e 19,5 de homens, praticamente a mesma proporção em relação ao gênero.

TIPOS DE SUICÍDIOS

Segundo alguns filósofos existencialistas contemporâneos, o suicídio é o maior problema filosófico. A vida é absurda, uma bolha vazia no mar do nada, e é uma questão séria quanto à sua continuação ou não. Cebes perguntou a Sócrates por que, se a morte era tão bem-aventurada, o homem não poderia ser seu benfeitor.

O materialista romano, Lucrécio, argumentava que a morte era nada, e, seguindo ele, alguns concluíram que o suicídio é uma opção viável para a levar a efeito a felicidade desta condição de nada. Outros filósofos notáveis, tais como Schopenhauer soaram notas pessimistas, que mais do que flertam com o suicídio. E a julgar pelo número crescente de suicídios e tentativas de suicídios pelos homens contemporâneos, o suicídio é uma opção viva para um número considerável de pessoas. Naturalmente, a questão ética não é aquilo que os homens estão fazendo, mas, sim, o que devem estar fazendo. Daí, a pergunta aqui não é porque os homens se suicidam, mas se devem fazê-lo, e quando.

O SUICÍDIO PARA SI MESMO = PESSOAL

Há duas razões dominantes para o suicídio, ou tirar a própria vida: pode ser feito para si mesmo, ou pode ser feito em prol dos outros. O primeiro será chamado suicídio egoísta. Em qualquer ocasião, é moralmente certo tirar a própria vida nos seus próprios interesses? Ou, ainda mais basicamente, tirar a própria vida é, em qualquer tempo, realmente do interesse da pessoa?

  1. O Suicídio para Si Mesmo.Não Pode Ser Justificado Filosoficamente — A despeito da tentativa fútil dos estóicos de justificar o suicídio, e a despeito da propensidade pessimista de Schopenhauer a ele, faltam ao suicídio, sadios fundamentos filosóficos. Talvez a melhor evidência para esta conclusão venha dos filósofos existencialistas contemporâneos que consideram que a questão do suicídio é a mais básica — e cuja filosofia lhes dá mais razão para cometê-lo. Entre aqueles existencialistas ateus há uma forte rejeição do suicídio. O suicídio, diz Sartre, é errado porque é um ato de liberdade que destrói todos os atos futuros de liberdade.

É uma afirmação do ser mediante a qual a pessoa finalmente nega seu ser. Ou, nas palavras corriqueiras, o suicídio é um ato do vivente que destrói a sua vida. Definir o suicídio desta maneira ressalta precisamente quão irracional o ato realmente é. É um ato arrazoado que destruiria o raciocínio da pessoa. Como tal, o suicídio é uma ação absurda do raciocínio, porque é a “razão” que se destrói a si mesma ao afirmar a si mesma. Na realidade, não há nenhuma razão verdadeira para o suicídio. É um ato anti-racional ao qual falta uma verdadeira base lógica .

  1. O Suicídio para Si Mesmo.Não Pode Ser Justificado Eticamente — A imoralidade do suicídio pode ser vista pela análise do seu alegado motivo.

Segundo aqueles que têm sido tentados pelo suicídio, e/ou os que o tentaram, o suicídio tem para eles mesmos, parecido ser a melhor saída da sua situação. Quão paradoxal, porém, é que alguém conclua para si que a melhor coisa que pode fazer para si mesmo é destruir a si mesmo.

Como pode a melhor coisa para si mesmo ser o ato final contra si mesmo? Decerto é um uso perverso do raciocínio que destruiria o raciocínio. Pode alguém, em qualquer circunstância, estar agindo nos seus próprios interesses, quando seu plano é destruir a si mesmo? O suicídio não é o interesse-próprio. Não pode ser! É uma falta de interesse apropriado em si mesmo. A única maneira de alguém demonstrar interesse em si mesmo é preservar a si mesmo. O suicídio é exatamente o oposto.

É realmente o ódio a si mesmo. E o ódio-próprio é irracional, absurdo. É, pois, uma afirmação do próprio-eu numa tentativa de renegar-se; é a escolha que elimina todas as escolhas. Com base nesta análise da irracionalidade do suicídio, pode ser deduzido que ninguém nunca determina realmente o suicídio, embora alguns o desejem. Ou seja: quando um homem se suicida, fá-lo contra sua vontade básica para viver. O suicídio é baseado no desejo do homem de ser aliviado do tipo (miserável) de existência que tem, a despeito de fato de que tenha vontade da existência propriamente dita. Conforme disse Agostinho, o suicídio é um fracasso da coragem. É contrário ao ímpeto básico para a existência; o suicídio é um desejo da não-existência. É o “escapismo” existencial.

Expressado de modo breve, o suicídio não é um problema filosófico de modo algum; é um problema moral e/ou psicológico. Ou seja: os homens não tentam o suicídio porque é a coisa mais razoável para fazer, mas sim, porque é a saída “fácil” do seu problema. E quando alguém pensa que a saída mais fácil da sua situação é atacar-se a si mesmo fatalmente, ao invés de atacar o problema, neste caso tem um problema moral, senão um problema psicológico. Em resumo: não há maneira de suicidar-se para si mesmo, visto que o suicídio é o ato mais básico contra si mesmo, que pode ser cometido. Logo, o suicídio pelo alegado motivo moral de interesse-próprio é excluído. O suicídio egoísta, como outras formas do egoísmo, não visa realmente aos melhores interesses da pessoa.

O verdadeiro amor-próprio nunca desejará e eliminar o próprio-eu que ama. Mesmo assim, alguém talvez argumente que o suicídio, como a eutanásia, possa ser justificado se a pessoa chegou a uma etapa sub-humana ou “vegetativa” da existência. Por que não atirar em si mesmo para evitar a continuação da sua própria desumanidade? Se é moralmente certo ser o benfeitor da misericórdia para outro “vegetal” humano, então por que não para si mesmo? A razão é bem simples: ninguém capaz de fazer um raciocínio que o leve à conclusão de que deve terminar sua vida, perdeu a sua humanidade. Pode ter perdido sua saúde mental (ou parte dela), mas ainda é humano.

E se ainda é suficientemente humano para raciocinar (embora erroneamente) que a melhor coisa que pode fazer em prol da sua vida é terminá-la, logo, ainda não é sub-humano. Segue-se daí que, porque, não é sub-humano, não há justificativa para praticar a eutanásia em si mesmo, porque a eutanásia é justificada somente quando mais vidas humanas podem ser salvas por ela.

A eutanásia de si mesmo é uma contradição em termos, porque o ato final contra si mesmo não pode, ao mesmo tempo, ser um ato em prol de si mesmo.

No que diz respeito às Escrituras, o suicídio se classifica na proibição do assassinato. É pelo menos tão errado tirar ilicitamente sua própria vida quanto o de tirar a vida doutra pessoa. A pessoa deve amar-se a si mesma bem como amar aos outros, conforme está subentendido no mandamento de amar aos outros como a si mesmo (Mt 22: 39; cf. Ef 5:29).

E se amar a outra pessoa subentende que não se deve assassiná-la, amar a si mesmo decerto subentende a mesma coisa no que diz respeito ao suicídio. O suicídio é errado porque é o assassinato de um ser humano feito à imagem e semelhança de Deus, ainda que este indivíduo seja a própria pessoa.

SUICÍDO CONVENCIONAL

Dá-se o nome de “convencional” ao suicídio provocado pela tradição cultural ou coerção do grupo social. Entre os esquimós, por exemplo, é tolerado e esperado o suicídio de incapacitados e idosos. No Japão a prática do hara-kiri expressava o orgulho do suicida em escapar de alguma situação intolerável e era visto como um ato de nobreza. Em maio de 2007, ao ser investigado por corrupção, o Ministro da Agricultura do Japão sentiu-se extremamente envergonhado e cometeu o suicídio por enforcamento. Em 2014, a taxa média de suicídios no Japão era de 70 pessoas por dia. Especialistas costumam citar a antiga tradição de “suicídio em nome da honra” para explicar que razões culturais tornaram os japoneses mais propensos à morte autoinfligida.

O SUICÍDIO EM PROL DOS OUTROS = SACRIFICIAL

Visto que o suicídio egoísta é errado, falta perguntar se o suicídio sacrificial é certo nalgum caso. Ou seja: é certo, nalgum caso, tirar sua própria vida por amor à conservação de outras vidas?

  1. Nem Todo Assim-Chamado Suicídio “Sacrificial” É Justificável— Há casos em que sacrificar sua vida em prol doutros homens não é realmente moralmente certo. Paulo deu a entender que seria possível entregar seu próprio corpo para ser queimado e ainda lhe faltar o amor verdadeiro (l Co 13:3). Noutras palavras, nem toda morte “pelos outros” é, realmente, em prol dos outros. Pode ser uma tentativa para atrair a atenção a si mesmo, ou gratificar alguma outra necessidade egoísta. O suicídio pode ser um teste de sinceridade da pessoa, mas a sinceridade não é prova alguma da moralidade. Os homens podem odiar sinceramente, bem como amar sinceramente.

Os homens podem fazer sinceramente aquilo que desejam fazer, ao invés daquilo que devem fazer. Que futilidade quando um homem prova sua sinceridade pela sua própria causa egoísta mediante o suicídio! Pode ser admirável sacrificar sua vida por uma causa, mas não é necessariamente moral.

Se, pois, a causa da pessoa é vá, seu sacrifício também é vão, quer seja o sacrifício supremo, quer não. Além disto, sacrificar sua vida deliberadamente por um animal, ou por objetos não pessoais (riquezas ou o que for), não é moralmente certo. As pessoas são mais valiosas do que as coisas. As pessoas são de valor intrínseco; as coisas têm valor instrumental para pessoas. O homem é um fim, mas animais e coisas são meios para fins humanos. Logo, o suicídio sacrificial em prol de um objeto não-humano seria errado, porque sacrifica o valor superior (uma vida humana), em prol da vida inferior (uma vida sub-humana).

JESUS CRISTO NÃO PRATICOU SUICÍDIO SACRIFICIAL

TÓPICO II

TIPOS DE SUICÍDIO.

  1. SUICÍDIO CONVENCIONAL
  2. SUICÍDIO PESSOAL
  3. SUICÍDIO SACRIFICIAL.

Quando colocamos nesta categoria de “Suicídio Sacrificial” Bombeiros, policiais, salva-vidas, pessoas que se arriscam pelo bem dos outros, e pego o exemplo do próprio Cristo “como tendo cometido suicídio sacrificial” pois é essa idéia está intrínsica no comentário.  Abro precedente para um pai de família que está endividado com pessoas perseguindo sua família causando um grande sofrimento, ele tendo um seguro de vida (cometer suicídio sacrificial) em prol de sua família, pois o seguro de 2 milhões de reais paga as dívidas e ainda sobra.

A própria origem da palavra suicídio Ela deriva do Latim SUICIDIUM, “suicídio”, formado por SUI, “de si mesmo”, mais CAEDERE, “bater, golpear, matar” Essa definição por sí só isenta os profissionais ou pessoas que arriscam suas vidas por outrem.

O livro a Linguagem de Darwin na página 85 fala do Termo “Suicídio Sacrificial” ligando a teoria da evolução onde descreve que uma abelha ao ferroar, deixa seu ferrão na vítima, cometendo “suicídio Sacrificial” em prol da colméia.

TÓPICO III

  1. Posicionamento Cristão
  2. O Posicionamento ético.

a)….

b)….

c) “O suicídio é um ato egoísta de quem pensa em aliviar seu sofrimento sem se importa com os outros”. Só lembrando que quem comete suicídio não está com suas faculdades mentais em dia, e deseja matar a “Dor” e não a si mesmo, por isso não considero um ato egoísta, a dor é tão grande que na tentativa de aliviar seu sofrimento, não pensa nos outros e muito menos em si.

 

ENTENDENDO O SER HUMANO – O QUE AS PESSOAS QUEREM

Serem compreendidas. Encontrar alguém em que possam confiar.
Amadas. Querem serem ouvidas.
Aceitas incondicionalmente. Abraçadas.
Valorizadas. Alguém que cuide e se preocupem com elas.
Reconhecidas. Uma liderança que mostre um propósito de vida.
Possuir sentimento de pertencimento. Alguém que as motivem e as encham de esperança.
Serem acolhidas. Trabalharem onde elas amam.

 

Se estas necessidades humanas não forem satisfeitas, algo de muito ruim vai acontecer, particularmente o pensamento suicida que poderá se consumar.

 O QUE É O SUICÍDIO

– Émile Durkhein(Sociólogo Francês que viveu entre 1859 a 1917 – sendo considerado o pai da Sociologia moderna) define o suicídio como: uma denúncia individual de uma crise coletiva.

– Traduzindo: O suicídio é um grito de socorro feito de uma forma violenta contra uma sociedade sem amor e sem respeito pelo ser humano.

– De acordo com um estudo realizado por uma pesquisadora e Psicóloga chamada Marcimedes Martins da Silva, que estudou bilhetes suicidas, ela afirma que QUANDO O SUICÍDIO É CONSUMADO, O SUICIDA TRANSMITE A SEGUINTE MENSAGEM:

Não foi aceito. Não encontrou ninguém que escutasse sua angústia e sofrimento.
Não foi amado e respeitado. Acredita que a sua morte consiste na única forma de ser lembrado.
Por meio da sua morte ele deseja continuar “vivo” na vida das pessoas que ficaram. Possui o desejo de provocar nos outros(pessoas, família e sociedade) um sentimento de culpa.
O suicídio é uma forma de vingança contra pessoas e uma sociedade que não lhe acolheram. É uma reação contra uma dor interna que ele está vivenciando.

 

– O suicida possui tanta vontade de viver, de se comunicar, de ser amado, que a única forma dele mostrar que existe, que está vivo, é tirando sua própria vida, para desse modo, permanecer vivo na vida dos outro ou na sociedade que tanto mal lhe provocou.

– Em média, 50% das pessoas que cometem suicídio deixam alguma mensagem: em papel, celular, ou facebook.

– O local, a data e até mesmo as roupas que a pessoa suicida, revelam a causa, isto é, o que está por trás.

 

NO GERAL, O SUICÍDIO É:

 

Uma comunicação violenta. Uma denúncia de desespero.
Um ato de punição contra agressores e sistemas opressores.  

Uma demonstração clara de desamparo.

Um ato de esperança. Uma forma desesperada de atrair atenção.
Um ato de desesperança.  

 

POR QUE AS PESSOAS SE MATAM ?

– Fatores internos

– Fatores externos

É preciso entender que o ser humano é muito complexo, e o suicídio poderá ser fruto de fatores internos ou externo e também uma combinação de ambos. 
FATORES INTERNOS FATORES EXTERNOS
 

Tentativa previa de suicídio(histórico)

Desrespeito, desamor, desesperança, desespero, desamparo
Doença mental Rejeição e desordem familiar
Transtornos psiquiátricos que incluem: Expectativas não correspondidas
Depressão Dificuldades para enfrentar a realidade da vida
Transtorno bipolar Ausência de laços sociais(relacionamento)
Transtorno de personalidade Desemprego
Esquizofrenia Ambiente de trabalho violento, opressor e sem liberdade para falar
Traumas não superados Perdas recentes
Impulsividade Bullyng nas escolas
 

Descrença total no ser humano

Fracassos
Irritabilidade, raiva e comportamento agressivo Falta de pertencimento
Fantasias de grandeza alternado com sentimentos de baixa autoestima Aposentados que não planejaram a próxima fase da vida após a aposentadoria
Incertezas em relação à orientação sexual Problemas de ordem financeira
  Maus tratos físicos e abuso sexual na infância
  Vida virtual sem consciência e motivada pela vaidade
  Exposição da privacidade na internet
  Decepção amorosa
  Alcoolismo
  Uso de drogas

 

FATORES DE PROTEÇÃO

A pessoa se sentir amada, respeitada e pertencente a algum grupo. Uma liderança que apresente um propósito de vida, esperança, que cuide e que se preocupe com elas.
Religião independentemente da afiliação religiosa. Relacionamentos com pessoas confiáveis.
Família saudável, acolhedora e que inspire segurança.  

Nascimento de filhos.

Capacidade de expressar sentimentos. Está empregado e se sentindo feliz no trabalho.
Existência de um projeto de vida. Visão otimista da vida.
Elogios e menções que elevam a autoestima das pessoas. Maturidade emocional no sentido de compreender a realidade e as frustrações da vida.
Humildade suficiente para procurara ajuda.  

 

SINAIS E FRASES DE ALERTA

SINAIS FRASES
Isolamento e afastamento do convívio social. Eu prefiro está morto.
Diminuição de rendimento no trabalho. Eu não aguento mais.
Problemas financeiros. Eu sou um perdedor.
Organização repentina da vida, distribuição de bens ou confecção súbita de testamento.  

Eu sou um fardo para os outros.

 

Uso ou abuso de álcool e drogas.

Os outros serão mais felizes sem a minha existência.
Alteração significativa nos hábitos de higiene, alimentação e sono.  

A tristeza me domina.

Obsessão com a morte manifestando por meio de diálogos, música, poesia e arte.  

Está vivo ou morto não faz diferença.

Tristeza Quero desaparecer!
Histórico de depressão e melhora repentina  
Automutilação  

 

O QUE AS PESSOAS QUE ESTÃO SOFRENDO QUEREM

Falar da sua dor para alguém confiável. Alguém que as amem de verdade.
Alguém que respeite sua dor. Serem acolhidas.
 

Alguém que se importe com elas.

Uma liderança que as oriente e as ajudem a sair do sofrimento.
Alguém que as encham de esperança. Não se sentirem sozinhas

 

    ESCUTA AMIGA– fale da sua dor.

– fale da sua angústia.

– fale do seu sofrimento.

– fale das suas aflições

 

– Palavras não verbalizadas matam.

– Uma dor não compartilhada dói mais.

– Ninguém precisa morrer para ser ouvido.

 

O POSICIONAMENTO CRISTÃO PARA O SUICÍDIO

Pediram para que DEUS lhes tirasse a vida Moisés, Elias e Jonas, mas DEUS decidiu que ainda não era a hora deles. Seu propósito é soberano na vida de cada ser humano.

Moisés = Nm 11.15 = Moisés esperava conduzir o povo como um exército triunfante à terra prometida. Ao invés disso, o povo agia como nenês espirituais, e Moisés reconheceu que seria demais para ele carregá-los. Deus, então, tomou do Espírito que estava sobre Moisés e colocou-o sobre setenta anciãos para ajudá-lo na liderança espiritual do povo (vv. 16-17).

Elias: 1Rs 19.4 = TOMA AGORA A MINHA VIDA. Elias tomado de cansaço, desânimo, tristeza, orou pedindo a Deus que Ele o dispensasse do pesado ministério profético e o deixasse partir para o descanso celestial.

(1) Os sentimentos de Elias não eram muito diferentes dos do (a) apóstolo Paulo, quando afirmou ter “desejo de partir e estar com Cristo” (Fp 1.23), ou (b) dos heróis da fé, que “desejam uma [pátria] melhor, isto é, a celestial” (Hb 11.16; ver também Moisés, em Nm 11.15).

(2) Algumas das razões de estar Elias profundamente desanimado. (a) Aparente fracasso: ele esperava a conversão de todo o Israel, e possivelmente, até mesmo de Jezabel; mas agora, pelo contrário, tinha que fugir para salvar sua vida. A esperança, a labuta e o esforço da sua vida inteira findavam agora em fracasso, conforme parecia (vv. 1-4). (b) Solidão: julgava ser ele o único que batalhava pela verdade e justiça de Deus (v. 10; cf. Paulo, 2Tm 4.16). (c) Exaustão física depois de uma longa e árdua viagem (vv. 3,4; 18.46).

19.5 UM ANJO O TOCOU. Deus cuidou do desalentado Elias de modo compassivo e amorável (Hb 4.14,15).

(1) Permitiu que Elias dormisse (vv. 5,6).

(2) Fortaleceu-o com alimentos (vv. 5-7).

(3) Propiciou-lhe uma revelação inspiradora do seu poder e presença (vv. 11-13).

(4) Concedeu-lhe nova revelação e orientação (vv. 15-18). (5) Deu-lhe um companheiro fiel e fraterno (vv. 16,19-21).

Noutras palavras, quando o filho de Deus enfrenta o desânimo, no desempenho que Deus lhe confiou, ele pode suplicar a Deus, em nome de Cristo, que lhe dê força, graça e coragem, e os capacite diante de tais situações (Hb 2.18; 3.6; 7.25).

Jonas: Jn 4.3 MELHOR ME É MORRER. Jonas ficou tão frustrado e emocionalmente perturbado, que preferiu morrer. De alguma forma, achava que Deus se voltara contra ele e Israel, ao poupar os ninivitas.

As Sagradas Escrituras condenam o suicídio pelos seguintes motivos:

  1. a) É assassinato de um ser feito à imagem de Deus (Gn 1.27; Êx 20.13; Jo 10.10); Gn 1.27.

(1) Tanto o homem quanto a mulher foi uma criação especial de Deus, não um produto da evolução (v. 27; Mt 19.4; Mc 10.6).

(2) O homem e a mulher, igualmente, foram criados à imagem e semelhança de Deus. À base dessa imagem, podiam comunicar-se com Deus, ter comunhão com Ele e expressar de modo incomparável o seu amor, glória e santidade. Eles fariam isso conhecendo a Deus e obedecendo-o (2.15-17).

(a) Eles tinham semelhança moral com Deus, pois não tinham pecado, eram santos, tinham sabedoria, um coração amoroso e o poder de decisão para fazer o que era certo (Ef 4.24). Viviam em comunhão pessoal com Deus, que abrangia obediência moral (2.16,17) e plena comunhão.

Quando Adão e Eva pecaram, sua semelhança moral com Deus foi desvirtuada (6.5). Na redenção, os crentes devem ser renovados segundo a semelhança moraloriginal (Ef 4.22-24; Cl 3.10).

(b) Adão e Eva possuíam semelhança natural com Deus. Foram criados como seres pessoais tendo espírito, mente, emoções, autoconsciência e livre arbítrio (2.19,20; 3.6,7; 9.6).

(c) Em certo sentido, a constituição física do homem e da mulher retrata a imagem de Deus, o que não ocorre no reino animal. Deus pôs nos seres humanos a imagem pela qual Ele apareceria visivelmente a eles (18.1,2,22) e a forma que seu Filho um dia viria a ter (Lc 1.35; Fp 2.7; Hb 10.5).

(3) O fato de seres humanos terem sido feitos à imagem de Deus não significa que são divinos. Foram criados segundo uma ordem inferior e dependentes de Deus (Sl 8.5).

(4) Toda a vida humana provém inicialmente de Adão e Eva (Gn 3.20; At 17.26; Rm 5.12).

Saber que existe o bem e o mal, saber discernir o que é certo e o que é errado vem exatamente de DEUS para todo o ser humano que nasce. (Consciência = Tribunal interno).

Êx 20.13 = NÃO MATARÁS. O sexto mandamento proíbe o homicídio deliberado, intencional, ilícito. Deus ordena a pena de morte para a violação desse mandamento (ver Gn 9.6). O NT condena, não somente o homicídio mas também o ódio, que leva alguém a desejar a morte de outrem (1 Jo 3.15), bem como qualquer outra ação ou influência maléfica que cause a morte espiritual de alguém (ver Mt 5.22 nota; 18.6).

Jo 10.10 = O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância.

O POSICIONAMENTO ÉTICO

A vida é sagrada e somente Deus pode dar e tirar a vida. Moisés pediu a Deus que tirasse a sua vida (Nm 11.15). O profeta Elias também fez o mesmo pedido (1Rs 19.4) e da mesma forma o profeta Jonas (Jn 4.3). Deus não atendeu a nenhum desses pedidos. Isso mostra que a vida pertence a Deus e não a nós mesmos. Deus sabe a hora em que a vida humana deve cessar, e Ele é o soberano de toda a existência.

CONCLUSÃO

O suicídio é totalmente irracional que lhe falta base lógica para justificação. O que se passa na mente de uma pessoa que pratica o suicídio, unicamente Deus pode saber. O fato é que, a violação do mandamento é manifesta na atitude suicida. Quando a igreja se posicionou a respeito do suicídio estabeleceu regras contra o mesmo, baseado no mandamento “não matarás”, incitados por Agostinho, que afirmava ser o suicídio o fracasso da coragem.

A vida é uma dádiva de Deus, por conseguinte, os sofrimentos humanos partem de uma designação divina, e a atitude de suportá-los, representa dignidade e honradez. O auto assassino não é apenas infrator contra si mesmo, mas é também ato violador e afrontoso contra Deus “Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (1Co 6.19). “O homem foi criado à imagem e semelhança de Deus; destruir o próprio corpo é desonrar o Criador”

Por: Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembleia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

Bibliografia

http://pregacaocrista.com

http://www.cosmovisaocrista.com

https://www.apazdosenhor.org.br

https://www.prevencaosuicidio.blog.br

Lições Bíblicas Cpad 3º Trimestre de 2002

COMENTÁRIOS ADICIONAIS TOPICO 2: Pr. Josenildo Cardoso

Publicado no Blog do Ev. Isaías de Jesus

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.