Ética Cristã e Sexualidade – Pr. Luiz Henrique

Ética Cristã e Sexualidade – Pr. Luiz Henrique

Lição 8, Ética Cristã e Sexualidade
2º Trimestre de 2018 – Título: Valores Cristãos – Enfrentando As Questões Morais de Nosso Tempo
Comentarista: Pr. Douglas Baptista, Líder da Assembleias de DEUS Missão em Brasília – DF
Complementos, Ilustrações e Vídeos: Pr. Luiz Henrique de Almeida Silva – 99-99152-0454.
Ajuda – https://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao9-fcs21-2tr13-afamiliaeasexualidade.htm  – ESCRITA
http://www.youtube.com/playlist?list=PL9TsOz8buX18cxG8B1AtlCoVN9JO8QQ-h – VÍDEO
SLIDES DA LIÇÃO 8 – https://www.slideshare.net/henriqueebdnatv/slides-da-lio-8-tica-crist-e-sexualidade-2tr18-pr-henrique-ebd-na-tv – SLIDES DA LIÇÃO 8
 
 
TEXTO ÁUREO
“Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém aos que se dão à prostituição e aos adúlteros DEUS os julgará.” (Hb 13.4).

 
VERDADE PRÁTICA
A sexualidade é uma dádiva divina que deve ser usufruída dentro dos parâmetros instituídos pelo Criador.
 
Hb 13.4 “Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém aos que se dão à prostituição e aos adúlteros DEUS os julgará”.
O crente, antes de mais nada, precisa ser moral e sexualmente puro (cf. 2Co 11.2; Tt 2.5; 1Pe 3.2). A palavra “puro” (gr. hagnos ou amiantos) significa livre de toda mácula da lascívia. O termo refere-se a abstenção de todos os atos e pensamentos que incitam desejos incompatíveis com a virgindade e a castidade ou com os votos matrimoniais da pessoa. Refere-se, também, ao domínio próprio e a abstenção de qualquer atividade sexual que contamina a pureza da pessoa diante de DEUS. Isso abrange o controle do corpo “em santificação e honra” (1Ts 4.4) e não em “concupiscência” (4.5). Este ensino das Escrituras é tanto para os solteiros, como para os casados.
No tocante ao ensino bíblico sobre a moral sexual, vejamos o seguinte: A intimidade sexual é limitada ao matrimônio. Somente nesta condição ela é aceita e abençoada por DEUS (ver Gn 2.24 nota; Ct 2.7; 4.12). Mediante o casamento, marido e mulher tornam-se uma só carne, segundo a vontade de DEUS. Os prazeres físicos e emocionais normais, decorrentes do relacionamento conjugal fiel, são ordenados por DEUS e por Ele honrados.
O adultério, a fornicação, o homossexualismo, os desejos impuros e as paixões degradantes são pecados graves aos olhos de DEUS por serem transgressões da lei do amor (Êx 20.14) e profanação do relacionamento conjugal. Tais pecados são severamente condenados nas Escrituras (ver Pv 5.3) e colocam o culpado fora do reino de DEUS (Rm 1.24-32; 1Co 6.9,10; Gl 5.19-21).
A imoralidade e a impureza sexual não somente incluem o ato sexual ilícito, mas também qualquer prática sexual com outra pessoa que não seja seu cônjuge. Há quem ensine, em nossos dias, que qualquer intimidade sexual entre jovens e adultos solteiros, tendo eles mútuo “compromisso”, é aceitável, uma vez que não haja ato sexual completo. Tal ensino peca contra a santidade de DEUS e o padrão bíblico da pureza. DEUS proíbe, explicitamente, “descobrir a nudez” ou “ver a nudez” de qualquer pessoa a não ser entre marido e mulher legalmente casados (Lv 18.6-30; 20.11, 17, 19-21; ver 18.6).
O crente deve ter autocontrole e abster-se de toda e qualquer prática sexual antes do casamento. Justificar intimidade premarital em nome de CRISTO, simplesmente com base num “compromisso” real ou imaginário, é transigir abertamente com os padrões santos de DEUS. É igualar-se aos modos impuros do mundo e querer deste modo justificar a imoralidade. Depois do casamento, a vida íntima deve limitar-se ao cônjuge. A Bíblia cita a temperança como um aspecto do fruto do ESPÍRITO, no crente, i.e., a conduta positiva e pura, contrastando com tudo que representa prazer sexual imoral como libidinagem, fornicação, adultério e impureza. Nossa dedicação à vontade de DEUS, pela fé, abre o caminho para recebermos a bênção do domínio próprio: “temperança” (Gl 5.22-24).
Termos bíblicos descritivos da imoralidade e que revelam a extensão desse mal.
(a) Fornicação (gr. porneia). Descreve uma ampla variedade de práticas sexuais, pré ou extramaritais. Tudo que significa intimidade e carícia fora do casamento é claramente transgressão dos padrões morais de DEUS para seu povo (Lv 18.6-30; 20.11,12, 17, 19-21; 1Co 6.18; 1Ts 4.3).
(b) A lascívia (gr. aselgeia) denota a ausência de princípios morais, principalmente o relaxamento pelo domínio próprio que leva à conduta virtuosa (ver 1Tm 2.9, sobre a modéstia). Isso inclui a inclinação à tolerância quanto a paixões pecaminosas ou ao seu estímulo, e deste modo a pessoa torna-se partícipe de uma conduta antibíblica (Gl 5.19; Ef 4.19; 1Pe 2.2,18).
(c) Enganar, i.e., aproveitar-se de uma pessoa, ou explorá-la (gr. pleonekteo, e.g., 1Ts 4.6), significa privá-la da pureza moral que DEUS pretendeu para essa pessoa, para a satisfação de desejos egoístas. Despertar noutra pessoa estímulos sexuais que não possam ser correta e legitimamente satisfeitos, significa explorá-la ou aproveitar-se dela (1Ts 4.6; Ef 4.19).
(d) A lascívia ou cobiça carnal (gr. epithumia) é um desejo carnal imoral que a pessoa daria vazão se tivesse oportunidade (Ef 4.22; 1Pe 4.3; 2Pe 2.18; ver Mt 5.28).
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda – Gn 1.27 DEUS criou o homem e a mulher com sexos diferentes
Terça – Gn 1.31 Tudo o que DEUS fez é bom
Quarta – Gn 1.28; 9.1 Um dos propósitos do sexo é a multiplicação da raça humana
Quinta – Pv 5.18,19 Entre o casal, o sexo também deve ser prazeroso e satisfatório
Sexta – Lv 18.6-24 A Bíblia proíbe e condena as práticas sexuais ilícitas
Sábado – 1 Co 7.2-9 O casamento é o antídoto contra as práticas sexuais ilícitas
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – 1 Coríntios 7.1-16
1 – Ora, quanto às coisas que me escrevestes, bom seria que o homem não tocasse em mulher; 2 – mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido. 3 – O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher, ao marido. 4 – A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também, da mesma maneira, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher. 5 – Não vos defraudeis um ao outro, senão por consentimento mútuo, por algum tempo, para vos aplicardes à oração; e, depois, ajuntai-vos outra vez, para que Satanás vos não tente pela vossa incontinência. 6 – Digo, porém, isso como que por permissão e não por mandamento. 7 – Porque quereria que todos os homens fossem como eu mesmo; mas cada um tem de DEUS o seu próprio dom, um de uma maneira, e outro de outra. 8 – Digo, porém, aos solteiros e às viúvas, que lhes é bom se ficarem como eu. 9 – Mas, se não podem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar-se. 10 – Todavia, aos casados, mando, não eu, mas o Senhor, que a mulher se não aparte do marido. 11 – Se, porém, se apartar, que fique sem casar ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher. 12 – Mas, aos outros, digo eu, não o Senhor: se algum irmão tem mulher descrente, e ela consente em habitar com ele, não a deixe. 13 – E se alguma mulher tem marido descrente, e ele consente em habitar com ela, não o deixe. 14 – Porque o marido descrente é santificado pela mulher, e a mulher descrente é santificada pelo marido. Doutra sorte, os vossos filhos seriam imundos; mas, agora, são santos. 15 – Mas, se o descrente se apartar, aparte-se; porque neste caso o irmão, ou irmã, não está sujeito à servidão; mas DEUS chamou-nos para a paz. 16 – Porque, donde sabes, ó mulher, se salvarás teu marido? Ou, donde sabes, ó marido, se salvarás tua mulher?
 
Resumo da Lição 8, Ética Cristã e Sexualidade
I – SEXUALIDADE: CONCEITOS E PERSPECTIVAS BÍBLICAS
1. Conceito de Sexo e Sexualidade.
2. O sexo foi criado por DEUS.
3. A sexualidade é criação divina.
II – O PROPÓSITO DO SEXO SEGUNDO AS ESCRITURAS
1. Multiplicação da espécie humana.
2. Satisfação e prazer conjugal.
3. O correto uso do corpo.
III – O CASAMENTO COMO LIMITE ÉTICO PARA O SEXO
1. Prevenção contra a fornicação.
2. O casamento e o leito sem mácula.
 
 
SÍNTESE DO TÓPICO I – Para o crente, conceito e perspectivas a respeito da sexualidade devem ser definidos pelas Escrituras Sagradas.
Bíblia se refere ao sexo como algo prazeroso e satisfatório entre o marido e a sua esposa.
SÍNTESE DO TÓPICO II – Segundo as Escrituras Sagradas o propósito do sexo é a multiplicação da espécie, a satisfação e o prazer conjugal e o correto uso do corpo.
SÍNTESE DO TÓPICO III – O casamento foi instituído por DEUS como limite para o sexo.
 
OBJETIVO GERAL
Mostrar que a sexualidade é uma dádiva divina que deve ser usufruída dentro dos parâmetros instituídos pelo Criador.
 
 
Resumo Rápido do Pr. Henrique da Lição 8, Ética Cristã e Sexualidade
 
INTRODUÇÃO
A sexualidade tem sido colocada como coisa animalesca e até considerada por muitos como pecado e pela maioria como divertimento apenas. Os filmes, novelas, comerciais de TV mostram cenas de mulheres e homens explorados sexualmente para servirem de estímulo sexual a depravados. O sexo passou a ser um fim em si mesmo, a busca pelo prazer sexual tem levado muitos até a mutilarem-se e prostituirem-se, não considerando que há um DEUS que criou o ser humano a sua imagem e à sua semelhança e que é santo e tem um manual de regras para que esse homem viva bem na Terra para posteriormente morar no céu.
E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. 1 Tessalonicenses 5:23
 
Em algumas igrejas o sexo e a sexualidade ainda são mantidos longe dos pulpitos e das EBD’s, causando uma enorme ignorância a respeito de um tão importante assunto bem ventilado na Bíblia.
 
Em suma:
Um homem deve sentir-se atraído por uma mulher e vice-versa;
Um homem deve se casar com uma mulher, ter a bênção de DEUS sobre sua união;
Deve ser somente uma mulher para cada homem;
Deve haver busca e desejo de terem filhos tantos quantos DEUS desejar que tenham. A procriação é o maior objetivo do casamento e não o sexo;.
Deve haver por parte do homem e da mulher a busca pelo prazer sexual dos dois de maneira altruísta e santa;.
Não há qualquer imoralidade entre uma mulher e um homem que são casados terem relações sexuais naturais.
É inaceitável pelos padrões divinos contidos na Bíblia o adultério, a homossexualidade, a masturbação, o sexo oral e o anal.
 
I – SEXUALIDADE: CONCEITOS E PERSPECTIVAS BÍBLICAS
Nós estamos estudando, nesta Lição, não o que os psicólogos ou sexólogos entendem sobre o sexo e a sexualidade, mas o que a Bíblia ensina sobre isto, permitindo ou proibindo.
 
Alusão a sexo na Bíblia encontramos em vários locais. Tanto o sexo correto como o incorreto.
 
E quando Eu passei junto a ti, vi-te agitando-te em teu sangue, e disse-te quando estavas em teu sangue: Vive! Sim, disse-te quando estavas no teu sangue: Vive! 7 Eu te faço crescer como a erva do campo. Cresceste e te fizeste grande, e chegaste a ser muito formosa; teus seios se formaram, e teu cabelo cresceu; mas estavas nua e descoberta.
E, quando passei outra vez junto a ti, vi-te, e eis que teu tempo era tempo de amores; estendi Meu manto sobre ti, e cobri tua nudez; dei-te juramento, e entrei em aliança contigo, diz o SENHOR Deus, e tu foste Minha. 9 Lavei-te com água, e limpei o sangue, e te ungi com óleo. 10 E te vesti de bordadura valiosa, e te calcei com pele de texugo, e te cingi de linho fino, e te cobri de seda. 11 Adornei-te de enfeites, e pus braceletes em teus braços e um colar em teu pescoço. 12 Pus um anel em teu nariz, pendentes nas orelhas, e uma bela coroa em tua cabeça. 13 E assim foste adornada de ouro e prata, e teu vestido era de linho fino, de seda e bordadura. Comeste de flor de farinha de trigo, mel e azeite; e chegaste a ser extremamente formosa, e prosperaste até chegar a reinar. 14 Adquiriste fama entre as nações, por causa de tua formosura, porque era perfeita, por causa do esplendor que Eu tinha posto sobre ti, diz o SENHOR Deus.
15 Mas confiaste em tua formosura, e te prostituíste por causa de teu renome; e te ofereceste a todos que passavam, para seres sua. 16 E tomaste de teus vestidos, e fizeste lugares altos decorados com diversas cores, e te prostituíste sobre eles. Coisa semelhante nunca tinha acontecido, nem hão de acontecer. 17 Também tomaste tuas belas joias de ouro e de prata que Eu tinha dado, e fizeste imagens de homens, e tiveste relações impuras; 18 tomaste teus vestidos de bordados valiosos e as cobriste; e puseste diante delas Meu azeite e Meu perfume. 19 Meu pão que Eu tinha te dado, a flor de farinha, e o azeite e o mel, com que Eu te sustentei, puseste diante delas em cheiro suave; e assim foi, diz o SENHOR Deus. 20 Além disso, tomaste a teus filhos e tuas filhas, que havias dado à luz para Mim, e os sacrificaste a elas para que fossem consumidos. Eram coisa pequena tuas prostituições 21 para que degolaste também Meus filhos e os ofereceste àquelas imagens, fazendo-os passar pelo fogo? 22 E em meio a todas as tuas abominações, e em teus atos impuros, não te lembraste dos dias de tua juventude, quando tu estavas nua e descoberta, e estava a revolver-te em teu sangue.
23 E sucedeu que depois de toda a tua maldade (ai! ai de ti! diz o SENHOR Deus), 24 te edificaste lugares altos, e fizeste um altar idolátrico em todas as praças. 25 A cada canto do caminho, edificaste teu lugar alto, e fizeste abominável tua formosura, oferecendo-te a quantos passavam, multiplicando tuas relações ilícitas. 26 Também te prostituíste com os filhos do Egito, teus vizinhos de corpos robustos, e multiplicaste tuas fornicações, para provocar-Me.
Ezequiel 16:6-26
 
Veio mais a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
Filho do homem, houve duas mulheres, filhas de uma mesma mãe.
Estas se prostituíram no Egito; prostituíram-se na sua mocidade; ali foram apertados os seus seios, e ali foram apalpados os seios da sua virgindade.
…..
Todavia ela multiplicou as suas prostituições, lembrando-se dos dias da sua mocidade, em que se prostituíra na terra do Egito.
E enamorou-se dos seus amantes, cuja carne é como a de jumentos, e cujo fluxo é como o de cavalos.
…..
E a multidão as apedrejará, e as golpeará com as suas espadas; eles a seus filhos e a suas filhas matarão, e as suas casas queimarão a fogo.
Assim farei cessar a perversidade da terra, para que se escarmentem todas as mulheres, e não façam conforme a vossa perversidade;
O castigo da vossa perversidade eles farão recair sobre vós, e levareis os pecados dos vossos ídolos; e sabereis que eu sou o Senhor DEUS.
Ezequiel 23:1-49
 
1. Conceito de Sexo e Sexualidade.
Não são a mesma coisa. Para haver sexualidade não necessariamente deve haver sexo.
Alguns confundem. O sexo se limita a relação sexual que também é chamada de coito, ou seja, a relação pênis vagina, pênis ânus e pênis boca.
Desta forma o sexo é uma relação que possui começo, meio e fim, com, pelo menos, duas pessoas ou uma pessoa que se masturba. Já a sexualidade inclui sentimentos, fantasias, desejos, sensações e interpretação, se mistura às pulsões e emoções.
A sexualidade adulta é uma forma de ser, de se vestir, de se olhar no espelho e gostar ou não do que se vê.
Sexo é separação entre homem e mulher. Sexo masculino produz espermatozóides (gametas masculinos) – Sexo feminino produz óvulos (gametas femininos).

Sexualidade é buscar soluções ou entendimento sobre como praticar o ato sexual, da melhor maneira, para procriação e para prazer.

Ao usar o Cântico dos Cânticos no ministério em público, devemos ser símplices como as pombas e prudentes como as serpentes, de modo a não permitir que nossas boas obras sejam interpretadas como perversidades. Há quem seja contrário a qualquer alusão que se faça de púlpito à sexualidade, enquanto outros se perguntam onde podem encontrar a ajuda de que tanto precisam nessa área. O pastor e mestre sábio consegue encontrar o equilíbrio apropriado.

A vida futura com Deus não será apenas uma continuação desta vida num “plano mais elevado”. Manteremos a identidade e reconheceremos uns aos outros, porém não haverá morte, de modo que o casamento e a procriação não serão mais necessários. Os cristãos não se tornarão anjos. No céu, compartilharemos a imagem de Jesus Cristo e seremos superiores aos anjos (1 Jo 3:2). Os anjos aparecem nas Escrituras como homens, mas, na verdade, são seres espirituais sem sexualidade. Nesse sentido, seremos como eles, pois no céu não haverá casamento nem procriação.
 
Para a biologia “sexo” é o conjunto de características orgânicas que diferenciam o macho da fêmea. Geralmente quando dizemos “sexo” estamos nos referindo aos órgãos sexuais ou a prática de atividades sexuais.
 
A “sexualidade” seria o planejam,ento para o sexo, a idealização do sexo, o conjunto de comportamentos, ações e práticas dos seres humanos na busca da satisfação do apetite sexual, seja pela necessidade do prazer ou da procriação da espécie.
 
2. O sexo foi criado por DEUS.
E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Gênesis 1:27 ou E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.
Porém, desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea. Marcos 10:6
Veja que DEUS criou dois seres diferentes. Primeiro criou o homem e nele colocou a semente da vida. Depois criou a mulher, a partir do homem e nela colocou o óvulo que recebe a semente e a desenvolve para geração de nova vida. Veja que o homem é bem diferente da mulher anatômicamente – O homem tem gogó avantajado, pêlos no rosto e no corpo todo, voz “grossa”, formato do rosto diferente da mulher, mais músculos, etc…, enquanto a mulher tem seios avantajados, voz “fina”, poucos pêlos pelo corpo, formato de rosto suave, mulheres possuem mais curvas do que músculos e fisiológicamente são bem diferentes, veja:
A mente e o corpo masculino é muito mais eficaz do que o feminino, embora por essência o homem nasce destinado a ser, segundo pesquisas cerca de 50% mais forte do que a mulher. Segundo pesquisadores, o cérebro masculino é em media 12% maior do que o feminino e o homem possui em media 4 bilhões de neurônios a mais do que a mulher.
Nos Sentidos também são bem diferentes, os homens enxergam melhor a distância do que elas e têm maior habilidade motora-espacial. As mulheres apresentam melhor visão periférica, além de olfato e audição mais apurados.
Na Concentração também são bem diferentes, os homens conseguem focalizar a atenção numa única questão e empenhar-se em resolvê-la. As mulheres têm maior facilidade para enxergar as situações num contexto mais amplo e para memorizar detalhes (porque as mulheres são seres emocionais, e a melhor forma de guardar algo na memória é associar uma emoção a algum um fato, isso ajuda a fixa-lo na memória).
São diferentes quanto à Agressividade e cooperação, Os homens envolvem-se mais em situações de risco e são mais competitivos. As mulheres socializam-se e se identificam com as emoções alheias com maior facilidade.
Na Longevidade também são bem diferentes, Em todo o mundo os homens vivem menos que as mulheres. No Brasil a expectativa de vida deles é de 68,5 anos e a delas é de 76,1 — oito anos a mais.
Nas Doenças também são bem diferentes, Tradicionalmente os homens constituem a maioria das vítimas de infarto do miocárdio. As mulheres sofrem mais de depressão e osteoporose, e as que fumam têm mais probabilidade de desenvolver câncer do pulmão.
Como se vê são bem, diferentes, isso vem para se complementarem e se amarem com suas diferenças.
 
As Escrituras ensinam que ao término da criação “viu DEUS tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom” (Gn 1.31). Desse modo, o sexo não deve ser visto como algo pecaminoso, sujo ou proibido. Tudo o que DEUS fez é bom. O pecado não está no sexo, mas na perversão de seu propósito.
 
Um elemento distintivo é a da menção de sexo masculino e fêmea os criou . A divisão do sexo já havia aparecido em formas inferiores de vida, mas não tinha sido mencionado lá. O homem é a única criatura de quem Deus faz exigências em matéria de sexo, e sua responsabilidade para com Deus pela sua conduta nesta importante área da sua vida está aqui claramente implícita. Combinado com a descrição da relação do homem com mulher dada em Gênesis 2: 21-25 , dá certeza e confirma o apoio para o conceito de matrimônio e da família como uma instituição estabelecida por Deus com o qual a justiça e felicidade do homem estão intimamente envolvidos.
 
3. A sexualidade é criação divina.
Quando DEUS fala sobre multiplicação está falando sobre sexualidade e sexo – “E DEUS os abençoou e DEUS lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra…” (Gn 1.28).
 
Ao colocar homem e mulher juntos em um único local e dizer que serão uma só carne DEUS está mencionando o casamento, a sexualidade e o sexo – “deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gn 2.24).
O livro poético de Cantares exalta a sexualidade e o amor entre o marido e a sua esposa (Ct 4.10-12).
O livro de cantares é muito bom neste assunto – A excitação e o prazer do sexo, do amor e do casamento, três dádivas de Deus. Ao contrário de algumas religiões que condenam o prazer físico, tanto os judeus quanto os cristãos consideram a vida e seus prazeres físicos dádivas de Deus. Esse conceito aplica-se especialmente ao casamento e ao amor íntimo entre o marido e a esposa. O sexo e o casamento eram levados extremamente a sério na cultura hebraica. Os noivados eram relacionamentos comprometidos que só podiam ser rompidos pelo divórcio, e o pecado pré-nupcial do adultério era tratado com severidade. As cerimônias e festas de casamento eram ocasiões de grande alegria, e as comemorações estendiam-se por uma semana, sendo que a união deveria durar a vida inteira. O povo de Israel aceitava com prazer as dádivas divinas do sexo e do casamento e não se envergonhava de admiti-lo. Além disso, os israelitas consideravam sua nação “casada com Jeová” (Is 50:1; 54:4, 5; Jr 3; Ez 16 ; 23; Os 1.1- 3.5) e, por esse motivo, liam o Cântico dos Cânticos de Salomão todos os anos no oitavo dia da Páscoa. Deus os livrou do Egito porque os amava (Dt 7:7, 8) e se “casou” com eles no monte Sinai, quando Israel aceitou a aliança de Deus (Êx 18.1 – 24.18). A leitura do Cântico dos Cânticos lembrava os israelitas de amar o Senhor seu Deus de todo o seu coração (Dt 6:4, 5; Mt 22:37). Uma vez que a Igreja é a noiva de Cristo (Mt 12:42), os cristãos também podem aprender várias lições espirituais importantes com este livro incomum.
 
A bíblia fala sobre esta realção homem-mulher e sobre sua sexualidade – busca do amor e prazer sexual –
Não há nada de errado no desejo e a satisfação sexual de um casal desde que seja de acordo com a bíblia. Assim como o sexo, a sexualidade também não é má e nem pecaminosa. O pecado está na depravação sexual que contraria os princípios estabelecidos nas Escrituras Sagradas.
 
II – O PROPÓSITO DO SEXO SEGUNDO AS ESCRITURAS
1. Multiplicação da espécie humana.
E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra. Gênesis 1:28
Primeiro objetivo do casamento deve ser a procriação – infelizmente temos na igreja atual, além do mundo, esta triste realidade – casais se casam visando satisfação sexual apenas e não a constituição de uma família como planejada por DEUS. Usam métodos anticoncepcionais e várias outras formas de impedirem que DEUS lhes dê presentes, bênçãos.
 
Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão. Como flechas na mão de um homem poderoso, assim são os filhos da mocidade. Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava; não serão confundidos, mas falarão com os seus inimigos à porta. Salmos 127:3-5
 
DEUS concedeu ao ser humano os meios para se multiplicar, assegurando-lhe a dádiva da fertilidade.
Após a queda no Éden (Gn 3.11,23), e a consequente corrupção geral (Gn 6.12,13), o Altíssimo enviou o dilúvio como juízo para eliminar o gênero humano (Gn 6.17), exceto Noé e sua família (Gn 7.1). Passado o dilúvio, Noé recebeu a mesma ordem recebida por Adão: “E abençoou DEUS a Noé e a seus filhos e disse-lhes: frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra” (Gn 9.1). A terra, que outrora fora despovoada, agora deveria ser repovoada por Noé a fim de dar continuidade aos desígnios divinos (Gn 3.15, cf. Rm 16.20).
 
A terra nunca foi totalmente povoada – prova disso – andamos centenas de quilômetros sem avistar nem uma pessoa ou casa. O que existe é a concentração de pessoas em grandes centros.
 
2. Satisfação e prazer conjugal.
 
Prazer sexual mútuo deve ser buscado pelos dois. O homem altruista busca o prazer de sua esposa e a esposa busca o prazer de seu esposo, sempre se lembrando de que existem limites impostos pela Palavra de DEUS. Existe sexo natural e sexo desnatural (anal, oral, bestial, maturbação).
Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade. Provérbios 5:18
Porque também o homem não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do homem. 1 Coríntios 11:9
“Goza a vida com a mulher que amas” (Ec 9.9).
 
O livro de cantares é muito bom neste assunto – A excitação e o prazer do sexo, do amor e do casamento, três dádivas de Deus. Ao contrário de algumas religiões que condenam o prazer físico, tanto os judeus quanto os cristãos consideram a vida e seus prazeres físicos dádivas de Deus. Esse conceito aplica-se especialmente ao casamento e ao amor íntimo entre o marido e a esposa. O sexo e o casamento eram levados extremamente a sério na cultura hebraica. Os noivados eram relacionamentos comprometidos que só podiam ser rompidos pelo divórcio, e o pecado pré-nupcial do adultério era tratado com severidade. As cerimônias e festas de casamento eram ocasiões de grande alegria, e as comemorações estendiam-se por uma semana, sendo que a união deveria durar a vida inteira. O povo de Israel aceitava com prazer as dádivas divinas do sexo e do casamento e não se envergonhava de admiti-lo. Além disso, os israelitas consideravam sua nação “casada com Jeová” (Is 50:1; 54:4, 5; Jr 3; Ez 16 ; 23; Os 1.1- 3.5) e, por esse motivo, liam o Cântico dos Cânticos de Salomão todos os anos no oitavo dia da Páscoa. Deus os livrou do Egito porque os amava (Dt 7:7, 8) e se “casou” com eles no monte Sinai, quando Israel aceitou a aliança de Deus (Êx 18.1 – 24.18). A leitura do Cântico dos Cânticos lembrava os israelitas de amar o Senhor seu Deus de todo o seu coração (Dt 6:4, 5; Mt 22:37). Uma vez que a Igreja é a noiva de Cristo (Mt 12:42), os cristãos também podem aprender várias lições espirituais importantes com este livro incomum.
 
3. O correto uso do corpo.
 
O que tem de mulher com dor de cabeça a noite e marido cansado é impressionante!!!
A falta do ato sexual aumenta a Tensão entre os casais, aumenta o distanciamento físico e emotivo.
Causa dores abdominais tanto ao homem quanto à mulher.
O ato sexual traz relaxamento muscular, amizade, amor, intimidade, carinho, compreensão, companheirismo, cumplicidade, confiança, virilidade, bom humor, saúde, prazer, etc…
O ato sexual é basicamente para procriação, porém DEUS colocou o prazer é a satisfação junto para que o casal seja feliz.
Tanto o homem quanto a mulher possuem em seus aparelhos sexuais condutores de prazer sexual.
Assim o homem deve buscar o prazer sexual da esposa e a esposa o de seu marido. Isso é amar. Isso é cristianismo.
Os dois se tornando um na busca do prazer do outro.
No céu não tem sexo. Deus é Espírito e os anjos são espíritos, não se casam e nem se dão em casamento. Não existe Anja, não existe anjinho, todos foram criados ao mesmo tempo.
Aproveite porque sexo só aqui na terra.
Abraão depois de 135 anos ainda arrumou um monte de filhos com Quetura (ou será quentura?).
“Porque na ressurreição nem casam nem são dados em casamento; mas serão como os anjos de Deus no céu.” – Mateus 22:30
“Não são porventura todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?” – Hebreus 1:14

PORTANTO, APROVEITE ENQUANTO ESTÁ NA TERRA E TENHA PRAZER COM SUA ESPOSA E ESPOSA COM SEU MARIDO.
 
III – O CASAMENTO COMO LIMITE ÉTICO PARA O SEXO
1. Prevenção contra a fornicação.
 
Adultério (vv. 27-30; Êx 20:14). Jesus assevera a pureza da lei de Deus e, em seguida, explica que a intenção dessa lei é revelar a santidade do sexo e a pecaminosidade do coração humano. Deus criou o sexo e protege essa criação. Tem autoridade para determinar como deve ser usado e para punir os que se rebelam contra suas leis. Deus não estabeleceu regras para o sexo porque deseja nos controlar, mas sim porque deseja nos abençoar. Deus sempre diz “não” para poder dizer “sim”.
A impureza sexual nasce dos desejos do coração. Mais uma vez, Jesus não está dizendo que desejos lascivos são a mesma coisa que práticas lascivas e, portanto, que a pessoa pode aproveitar e cometer adultério de fato, uma vez que já o fez em pensamento. O desejo e a prática não são idênticos, mas, em termos espirituais, são equivalentes. O “olhar” que Jesus menciona não é apenas casual e de relance; antes, é um olhar fixo e demorado com propósitos lascivos. É possível um homem olhar de relance para uma mulher, constatar que ela é linda, mas não ter pensamentos lascivos depois disso. O homem que Jesus descreve olha para a mulher com o propósito de alimentar seus apetites sexuais interiores, como um substituto para o ato sexual em si. Não é uma situação acidental, mas um ato planejado.
Como vencer essas tentações? Pela purificação dos desejos do coração (o apetite conduz à ação) e pela disciplina das ações do corpo. Claro que Jesus não está falando literalmente de realizar uma cirurgia, pois isso não resolvería o problema do coração. Em se tratando dos pecados sexuais, os olhos e as mãos são geralmente os dois grandes “culpados”; portanto, são eles que devem ser disciplinados. Jesus diz: “trate o pecado de maneira imediata e decisiva! Não pense num tratamento gradual. A remoção deve ser radical!” A cirurgia espiritual é mais importante do que a cirurgia física, pois os pecados do corpo podem levar ao julgamento eterno. Convém refletir sobre passagens como Colossenses 3:5 e Romanos 6:1312:1,213:14.
 
2. O casamento e o leito sem mácula.
 
HEBREUS 13.4 VENERADO SEJA… O MATRIMÔNIO. DEUS tem elevados padrões para seu povo, quanto ao casamento e à sexualidade.
VENERADO – τιμιος timios que inclue o comparativo τιμιωτερος timioteros e o superlativo τιμιωτατος timiotatos
1) de grande valor, precioso
2) mantido em honra, estimado, especialmente querido seja o matrimônio ou casamento.
SEM MANCHA, SEM MÁCULA – αμιαντος amiantos
1) Leito ou casamento em si não manchado, não corrompido, puro, imaculado
1a) livre daquilo pelo qual a natureza de uma coisa é deformada e depreciada, ou a sua força e vigor é debilitada
AQUELE QUE SE PROSTITUI – Impuro – πορνος pornos de pernemi (vender)
1) homem que prostitui seu corpo à luxúria de outro por pagamento
2) prostituto
3) homem que se entrega à relação sexual ilícita, fornicador
ADÚLTEROS – μοιχος moichos
1) adúltero, coloca outrem em lugar de seu cônjuge. Trai seus votos matrimoniais. Quebra sua aliança com DEUS e com seu cônjuge.
2) metáf. alguém que é infiel a DEUS, descrente
DEUS o julgará – κρινω krino
1) separar, colocar separadamente, selecionar, escolher para juízo
2) determinar, resolver, decretar xondenacao sobre
3) julgar
3a) pronunciar uma sentença de condenação após um julgamento
3b) julgar, sujeitar à censura
4) reinar, governar 4a) presidir com o poder de emitir decisões judiciais,
num sentido forense 4b1) recorrer à lei, processar judicialmente
 
HOMOSSEXUALIDADE –
DEUS não permite Homossexualidade. É Torpeza, é Erro, é Abominação, é Imundícia, é Desonra, é Impedimento para a Salvação.
Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é; Levítico 18:22
Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém. Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro. E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm; Romanos 1:24-28
Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si; Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus. 1 Coríntios 6:10
Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos que se prostituem, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte. Apocalipse 21:8
CUIDADO PARA NÃO APOIAR PECADO ALHEIO – Mas, quanto aos tímidos, ……., a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte. Apocalipse 21:8 Tímido é aquele que por medo segue os outros e peca. O Tímido quer ser politicamente correto, não importando se isto é contrário à Palavra de DEUS. É agradar aos homens em detrimento do agarado a DEUS. Muitas vezes é o agradar à família. Até mesmo concordar com o pecado já é pecado. Os quais, conhecendo o juízo de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem. Romanos 1:32 Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim. Mateus 10:37
 
Efeminados – Faz papel de fêmea no relacionamento homossexual.
Sodomita – faz papel de Homem no relacionamento homossexual.
 
É tão gritante o erro deles que para um se agradar do outro, esse outro tem que se vestir como mulher, imitar os trejeitos de mulher, imitar a voz de mulher, tudo imitando uma mulher. – Então o que este homossexual que faz papel de macho na relação homossexual está querendo É uma mulher e não se vê capaz de conquistar uma, então procura um homem que faça papel de mulher.
 
Sentir atração por pessoa do mesmo sexo e não reprimir isso é pecado. biblicamente, dentro da vontade de DEUS, só pode existir sexo entre homem e mulher casados. E o sexo deve ser natural. Sexo anal é pecado.
 
A masturbação está hoje entre um dos motivos principais da separação de casais. A Masturbação é pecado.
Pessoas que vivem vendo pornografia na internet e satisfazem seus desejos sexuais em si mesmos.
JESUS ensinou que aquele que deseja em seu coração o sexo com outra pessoa já comete adultério, imagine se masturbar pensando em outrem.
Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela. Mt 5:28

 
Se torna vício do mesmo modo e é substituição do sexo dado por DEUS por outro. Continua sendo pecado, pois é imaginado outra pessoa em lugar de sua esposa – é adultério, ou vice-versa. quanto à mulher.
A pessoa que não pode viver sem sexo deve se casar e não viver na prostituição
Paulo diz isso. Que se case para não viver em prostituição ou masturbação.
Abrasar quer dizer isso.
Tem como ficar livre da masturbação?
Se se arrepender e deixar DEUS perdoa.
Para deixar o vício é até simples.
Já aconselhei várias pessoas nisso
Só olhar para cima na hora e enxergar milhões de demônios sorrindo e dizendo: olha o crente safado!
Depois fechar os olhos e abrir novamente e ver milhões de anjos envergonhados com as mãos no rosto dizendo: que vergonha!
Depois é só tomar a firme decisão de nunca mais fazer isto.
DEUS está esperando está atitude.
 
GÊNESIS 1.27 =E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.
GÊNESIS 2.24=Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.
1 CORÍNTIOS 7.2,3,5=  mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido. O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher, ao marido.Não vos defraudeis um ao outro, senão por consentimento mútuo, por algum tempo, para vos aplicardes à oração; e, depois,
ajuntai-vos outra vez, para que Satanás vos não tente pela vossa incontinência.
O MARIDO PAGUE À MULHER. O compromisso do casamento importa em cada cônjuge abrir mão do direito exclusivo ao seu próprio corpo e conceder esse direito ao outro cônjuge. Isso significa que nenhum dos cônjuges deve deixar de atender os desejos sexuais normais do outro. Tais desejos, dentro do casamento são naturais e providos por Deus, e evadir-se da responsabilidade de satisfazer as necessidades maritais do outro cônjuge é expor o casamento às tentações de Satanás no campo do adultério (v. 5).
ECLESIASTES 9.9= Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias de vida da tua vaidade; os quais Deus te deu debaixo do sol, todos os dias da tua vaidade; porque esta é a tua porção nesta vida e do teu trabalho que tu fizeste debaixo do sol.
 
SEXO ANAL E ORAL
Muitas pessoas do nosso meio apoiam a prática do sexo oral e anal como forma de dar prazer ao cônjuge e ainda dizem que entre casados não tem problema já que são um só corpo
BEIJOS E CARÍCIAS SÃO ESTÍMULOS AO SEXO, MAS NÃO SUBSTITUIÇÃO AO SEXO. PARA SE ALCANSAR PRAZER SEXUAL E SE PRATICAR CONFORME DEUS ENSINA SOMENTE OS ÓRGÃOS SEXUAIS DEVEM SER USADOS .
Isso implica em vários problemas de saúde ocasionados devido a essa prática. Existem bactérias que são propícias à essa região do corpo humano, tais bactérias quando em contato com outros lugares do nosso corpo acabam causando infecções graves…e as vezes causam até câncer, bactérias que são da boca,é para estrem na boca…e bactérias dos órgãos sexuais é para estarem nos órgãos sexuais.
Tenho orado por diversas mulheres com problemas de herpes na boca, problemas sérios de frissuras no ânus por causa de sexo anal. A mulher não sente prazer algum em sexo anal, pelo contrário, só dor. O homem procura apenas um orifício apertado e não se importa com o que sua esposa pensa ou deseja. É um ato de profundo egoísmo e ainda deveria ser preso este homem, pois está machucando sua esposa, violentando-a e lhe cusando problemas de saúde.
A HERPES Propaga-se por contato sexual. O tratamento pode ajudar, mas essa doença não tem cura. Crônico: pode durar anos ou a vida inteira. Geralmente diagnosticável pela própria pessoa. Frequentemente requer exames laboratoriais ou de imagem. Causada pelo vírus da herpes simples, a doença pode afetar tanto homens como mulheres. Dor, coceira e pequenas feridas podem ocorrer no primeiro momento. Elas formam úlceras e crostas. Após a infecção inicial, a herpes genital permanece inativa no corpo. Os sintomas podem reaparecer durante anos. É possível usar medicamentos para controlar os surtos.
 
A MULHER CONCORDAR COM SEU MARIDO EM FAZEREM SEXO ANAL NÃO INVALIDA A PALAVRA DE DEUS E TEM ATÉ MARIDO DIZENDO PARA A ESPOSA QUE ELE É QUEM GOVERNA E QUE ELA TEM QUE OBEDECER OU AINDA DIZENDO QUE ENTRE 4 PAREDES VALE TUDO PARA DAR PRAZER UM AO OUTRO. SAFIRA TAMBEM APOIOU ANANIAS EM SEU PECADO E FORAM AMBOS PARA O INFERNO. MULHER PODE E DEVE DIZER NÃO PARA O SEXO ANTIBIBLICO.
 
 
ADULTÉRIO E NOVO CASAMENTO
Adultério é pecado para pastor, para presidente da república, ou qualquer outro
Novo casamento é para quem é viúvo e não suporta ficar solteiro.
Deus criou um Adão apara uma Eva.
Não criou um Adão e um Ivo.
Não criou um Adão e duas Evas.
No caso de traição pode a ver divórcio? Quando pode a ver o segundo casamento e qual ocasião????
Deus parou aí sua criação. A partir daí o ideal é um homem casado com uma mulher gerando seus filhos.
EM CASO DE ADULTÉRIO Ficam os dois sem se casarem de novo.
JESUS falou sobre fornicação, sobre prostituição. Isso só acontece quando se é solteiro.
Então, se aí se casar o homem descobre que sua esposa não é mais virgem pode se separar, Se divorciar.
Somente neste caso.
A esposa estava em prostituição ou em fornicação. Porneia.
Mas modernamente existem outras interpretações para se apoiar casamento principalmente de pastores.
Na verdade foram os tais pastores que traíram suas esposas e têm o descaramento de dizerem que foram suas esposas e aí se casam de novo.
Aí vão dizer: isto é polêmico.
Então evitam a polêmica e adulteram e vão para o inferno.
Tanto a Assembleia Madureira, como a Assembleia Missões já votaram em suas convenções e apoiaram segundo casamento de pastores
Pr. Ezequias Soares foi um dos mentores disso dizendo que a palavra porneia também pode significar adultério, mas na verdade esta palavra significa prostituição ou fornicação (ato possível apenas para solteiros).
JESUS não disse por causa de adultério, mas por causa de porneia (prostituição ou fornicação).
Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério.
Mateus 19:9 – Fornicação Não É adultério.
Se um trair ficam os dois sem se casarem de novo. A culpa nunca é de um só. Por isso mesmo não devemn ficar muito tempo sem sexo.
JESUS falou sobre fornicação, sobre prostituição. Isso só acontece quando se é solteiro.
Então, se aí se casar o homem descobre que sua esposa não é mais virgem pode se separar, Se divorciar. Somente neste caso. Na época de JESUS os noivos eram considerados casados.
A esposa estava em prostituição ou em fornicação. Porneia. Mas modernamente existem outras interpretações para se apoiar casamento principalmente de pastores. Na verdade foram os tais pastores que traíram suas esposas e têm o descaramento de dizerem que foram suas esposas e aí se casam de novo. VÃO ARRUMAR DOUTROES QUE LHES APOIEM.

 
Professores modernos incentivados pelo MEC ensinam a usar camisinha e pílulas e não sobre manter-se virgem para agradar a DEUS.
Professores modernos incentivados pelo MEC ensinam a pessoa a escolher o sexo como se a pessoa pudesse escolher.
Professores modernos incentivados pelo MEC ensinam a erotização de crianças ensinando sexo antes do tempo próprio.
É ordem do MEC para os professores.
Psicólogos e sexólogos em sua maioria são depravados.
NOS EUA – Segundo uma pesquisa da Christianity Today, cerca de 40% dos pastores cristãos estão lutando contra a pornografia.
Eles parecem especialmente vulneráveis, devido ao seu tempo sozinho, seu uso legítimo de computadores e seu medo de pedir ajuda por causa da natureza pública dos seus trabalhos.
O Instituto Barna Group realizou um levantamento encomendado pelo Prove Men Ministries, liderado por Joel Hesch, com mil adultos nos Estados Unidos, e constatou que 54% dos homens cristãos e 15% das mulheres admitiram consumir algum tipo de pornografia pelo menos uma vez por mês.
Em comparação com os não cristãos que assistem materiais pornográficos, os números são muito parecidos: 65% dos homens e 30% das mulheres.
Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a fornicação, a impureza, o afeição desordenada, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria. Colossenses 3:5
http://www.raciociniocristao.com.br/2015/02/porque-pornografia-faz-mal/ BOM SITE A SER PESQUISADO PARA ESTA LIÇÃO
 
 
CONCLUSÃO
Já vemos nos shoppings e nos colégios homem se beijando com outro homem e mulheres também entre si. O mundo jaz no maligno. Precisamos votar em quem vai dar um jeito nisso.
Temos que tomar cuidado com os planos de cada partido, ver o que apóiam.
Nossa arma para combatermos o pecado social é o voto
PARA MIM O QUE IMPORTA – LEMBREM-SE DO TESTE SUPREMO – Existe um teste fácil para se saber se é errado ou certo. Para quem é salvo só. Quem tem o ESPÍRITO SANTO. Só perguntar para ELE se está feliz ou triste com o que fazemos.
MEU DESEJO É AGRADAR A DEUS EM TUDO.
TUDO O QUE ME AFASTAR DA COMUNHÃO PERFEITA COM O ESPÍRITO SANTO DEVO RETIRAR DE MINHA VIDA.
 
 
LIÇÃO 6 – O CRISTÃO E A SEXUALIDADE – 11/08/2002
 
TEXTO ÁUREO:
“E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou”(Gn 1.27). 
FRUTIFICAI, E MULTIPLICAI-VOS. O homem e a mulher receberam o encargo de serem frutíferos e de dominarem sobre a terra e o reino animal. – 
(1) Foram criados para constituírem lares para a família. Esse propósito de Deus, declarado na criação, indica que Ele volta-se para a família que o serve e que a criação de filhos é algo de máxima prioridade no mundo (ver Ef 5.21; Tt 2.4,5)
(2) Deus esperava deles que lhe dedicassem todas as coisas da terra e que as administrassem de modo a glorificar a Deus e cumprir o propósito divino (Sl 8.6-8; Hb 2.7-9). 
(3) O futuro da terra passou a depender deles. Quando pecaram, trouxeram ruína, fracasso e sofrimento à criação de Deus (3.14-24; Rm 18.19-22). 
(4) É obra exclusiva de Jesus Cristo restaurar a terra à sua posição e função perfeitas, na sua vinda, no fim desta era (Rm 8.19-25; 1 Co 15.24-28; Hb 2.5-8; ver Ap 21.1)
 
Para maiores de Idade e não carnais: Veja estudos e fotos de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST)
http://www.ccerri.com/dst/
  
 
VERDADE PRÁTICA:
Ao criar o ser humano, Deus dotou-o de sexualidade plena e diferenciada, macho e fêmea, segundo seus propósitos. Essa sexualidade era normal no princípio.
(Depois, com a entrada do pecado, o sexo passou a ser visto como vergonhoso e muitas vezes errado; mas o que DEUS criou, criou para felicidade do ser humano).
Gn 3.10,11 = E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me.E Deus disse: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste tu da árvore de que te ordenei que não comesses?

LEITURA DIÁRIA:
Segunda Gn 18.25 Deus é o Juiz de toda a terra= Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio; que o justo seja como o ímpio, longe de ti seja. Não faria justiça o Juiz de toda a terra?
Terça Is 1.4,5 O profeta Isaías denuncia a rebelião de seu povo= 
Ai da nação pecadora, do povo carregado da iniqüidade da semente de malignos, dos filhos corruptores! Deixaram o SENHOR, blasfemaram do Santo de Israel, voltaram para trás.Porque seríeis ainda castigados, se mais vos rebelaríeis? Toda a cabeça está enferma, e todo o coração, fraco.
SANTO DE ISRAEL. 
Esta expressão, como um título de Deus, ocorre vinte e seis vezes em Isaías, além de mais cinco vezes em que Ele é chamado apenas o Santo . O profeta, ao usar esse nome de Deus (certamente originado, em parte, da sublime visão que Isaías teve de Deus, na sua santidade cap. 6), não somente ressalta o caráter expressamente santo de Deus, mas também que os que são de Deus devem ser santos, para que possam continuar em comunhão com Ele.
Quarta Na 1.3 Deus não tem o culpado por inocente= 
O SENHOR é tardio em irar-se, mas grande em força e ao culpado não tem por inocente; o SENHOR tem o seu caminho na tormenta e na tempestade, e as nuvens são o pó dos seus pés.
O SENHOR É TARDIO EM IRAR-SE. 
Deus concede aos pecadores tempo para que se arrependam (2 Pe 3.9). Mas há limites à sua bondade e paciência. Os que persistem na iniqüidade, acabarão como objetos da ira divina (cf. Rm 11.22).
Quinta Mt 24.7,29 O Senhor Jesus falou de desajustes na natureza e da convulsão social= 
Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares.
29.=E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as
potências dos céus serão abaladas.
O SOL ESCURECERÁ. Imediatamente após a tribulação haverá sinais cósmicos assombrosos que precederão o aparecimento imediato de Cristo (v. 30). A volta de Cristo à terra com poder e grande glória não surpreenderá nenhum santo, da tribulação, atento à Palavra de Deus e aos sinais cósmicos relacionados com o sol, a lua, as estrelas e o abalamento das potências dos céus (cf. Is 13.6-13 nota).
Sexta Rm 8.22 Toda a criação está gemendo= Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora.
TODA A CRIAÇÃO GEME.
Toda Criação tem mais a ver com a criação de todos os homens que sofrem neste mundo depravado e iníquo, corrompido pela imoralidade e devassidão. Tanto os crentes como os descrentes (toda criação, pois todos fomos criados por DEUS)sofrem devido a entrada do pecado no mundo e conseqüente afastamento de DEUS. Aqui não está falando de animais ou da natureza, pois estes não têem noção da depravação sexual que o mundo experimenta nestes últimos dias.
Sábado Gl 6.7 Tudo que o homem semear isso também ceifará= Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.
DEUS NÃO SE DEIXA ESCARNECER. Aqueles que afirmam ser nascidos de novo e seguidores de Cristo e que têm o Espírito Santo (6.3), mas ao mesmo tempo deliberadamente semeiam na carne, i.e., satisfazendo seus desejos pecaminosos (5.19-21), são culpados de zombar de Deus e de desprezá-Lo. Que ninguém se engane: tais pessoas não ceifarão “a vida
eterna”, mas a “corrupção” (v. 8) e a morte eterna (Rm 6.20-23).

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:
GÊNESIS 1.27 =E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.
GÊNESIS 2.24=Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.
1 CORÍNTIOS 7.2,3,5=
  mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido. O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher, ao marido.Não vos defraudeis um ao outro, senão por consentimento mútuo, por algum tempo, para vos aplicardes à oração; e, depois,
ajuntai-vos outra vez, para que Satanás vos não tente pela vossa incontinência.
O MARIDO PAGUE À MULHER. 
O compromisso do casamento importa em cada cônjuge abrir mão do direito exclusivo ao seu próprio corpo e conceder esse direito ao outro cônjuge. Isso significa que nenhum dos cônjuges deve deixar de atender os desejos sexuais normais do outro. Tais desejos, dentro do casamento são naturais e providos por Deus, e evadir-se da responsabilidade de satisfazer as necessidades maritais do outro cônjuge é expor o casamento às tentações de Satanás no campo do adultério (v. 5).
ECLESIASTES 9.9= Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias de vida da tua vaidade; os quais Deus te deu debaixo do sol, todos os dias da tua vaidade; porque esta é a tua porção nesta vida e do teu trabalho que tu fizeste debaixo do sol.

OBJETIVOS:
Orientar-se, em relação à sexualidade, pelos princípios morais e éticos da Palavra de Deus.
Praticar os conselhos apresentados na Palavra de Deus concernente ao relacionamento conjugal.

INTRODUÇÃO
Quando Deus formou o primeiro casal, dotou-o de estrutura físico-emocional e instinto sexual que o capacitam
para a reprodução e preservação da espécie humana. 
 
I. VISÃO BÍBLICA DO SEXO
1. O sexo foi feito por Deus. 
Gn  1.31= E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã: o dia sexto.
Tudo o que DEUS criou é muito bom, mas quando ELE olha para o homem sozinho diz: Gn 2.18 = Não è Bom Que o Homem Esteja Só.
 
2. O homem participando da criação. 
Gn 1.27=E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.
Comentários acima.
 
3. A intimidade e interação sexual é privativa dos casados. 
Gn 1.27,28= Comentários acima.
Ct 4.1-12= 1 Eis que és formosa, amiga minha, eis que és formosa; os teus olhos são como os das pombas entre as tuas tranças, o teu cabelo é como o rebanho de cabras que pastam no monte de Gileade.2 Os teus dentes são como o rebanho das ovelhas tosquiadas, que sobem do lavadouro, e das
quais todas produzem gêmeos, e nenhuma há estéril entre elas.3 Os teus lábios são como um fio de escarlata, e o teu falar é doce; a tua fronte é qual pedaço de romã 4entre as tuas tranças.4 O teu pescoço é como a torre de Davi, edificada para pendurar armas; mil escudos pendem dela,
todos broqueis de valorosos.5 Os teus dois peitos são como dois filhos gêmeos da gazela, que se apascentam entre os lírios.6 Antes que refresque o dia e caiam as sombras, irei ao monte da mirra e ao outeiro do incenso.7 Tu és toda formosa, amiga minha, e em ti não há mancha.8 Vem comigo do Líbano, minha esposa, vem comigo do Líbano; olha desde o cume de Amana, desde o cume de Senir e de Hermom, desde as moradas dos leões, desde os montes dos leopardos.9 Tiraste-me o coração, minha irmã, minha esposa; tiraste-me o coração com um dos teus olhos, com um colar do teu pescoço.10 Que belos são os teus amores, irmã minha! Ó esposa minha! Quanto melhores são os teus amores ido que o vinho! E o aroma dos teus bálsamos do que o de todas as especiarias!11 Favos de mel manam dos teus lábios, minha esposa! Mel e leite estão debaixo da tua língua, e o
cheiro das tuas vestes é como o cheiro do Líbano.12 Jardim fechado és tu, irmã minha, esposa minha, manancial fechado, fonte selada.
TU ÉS TODA FORMOSA… EM TI NÃO HÁ MANCHA. A sulamita era bela e sem defeito. “Mancha” também pode referir-se a máculas morais; ela, portanto, é física e moralmente pura.AMANA… SENIR… HERMOM. Amana é o nome de uma montanha da cordilheira do Antilíbano; na sua extremidade sul estão os picos de Senir e do monte Hermom, a nordeste da Galiléia.TIRASTE-ME O CORAÇÃO MINHA IRMÃ, MINHA ESPOSA. “Irmã”, aqui, significa “amada”; “esposa” significa”noiva”. A noiva amada de Salomão deteve e cativou o seu coração. N do E – Nos tempos bíblicos, o noivado já era parte do casamento, porém, os noivos só podiam viver como casal depois das bodas esponsais. Antes das bodas, cada um vivia em casa de seus pais. Era esta a condição de José e Maria, quando um anjo anunciou a José o futuro nascimento de Jesus através de Maria. Eles eram “desposados”, i.e., noivos segundo a Lei (Mt 1.18). JARDIM FECHADO. As três figuras de linguagem deste versículo salientam a verdade de que a jovem sulamita permaneceu virgem e sexualmente pura até casar-se. Manter a virgindade e a abstinência sexual é o padrão bíblico da pureza sexual para todos os jovens, do sexo masculino ou feminino. Violar este padrão santo de Deus é profanar o espírito, o corpo e a consciência, e depreciar o valor do ato da consumação do casamento
Ef 5.22-25=Vós, mulheres, sujeitai-vos a vosso marido, como ao Senhor;
MULHERES, SUJEITAI-VOS. 
A esposa tem a tarefa, dada por Deus, de ajudar o marido e de submeter-se a ele (vv. 22-24). Seu dever para com o marido inclui o amor (Tt 2.4), o respeito (v. 33; 1 Pe 3.1,2), a ajuda (Gn 2.18), a pureza (Tt 2.5; 1 Pe 3.2), a submissão (v. 22; 1 Pe 3.5), um espírito manso e quieto (1 Pe 3.4) e o ser uma boa mãe (Tt 2.4) e dona de casa (1 Tm 2.15; 5.14; Tt 2.5). A submissão da mulher ao marido é vista por Deus como parte integrante da sua obediência a Jesus, “como ao Senhor” (v. 22; ver também Gl 3.28; 1 Tm 2.13,15; Tt 2.4). MARIDO… CABEÇA. Deus estabeleceu a família como a unidade básica da sociedade. Toda família necessita de um dirigente. Por isso, Deus atribuiu ao marido a responsabilidade de ser cabeça da esposa e família (vv. 23-33; 6.4). Sua chefia deve ser exercida com amor, mansidão e
consideração pela esposa e família (vv. 25-30; 6.4). A responsabilidade do marido, que Deus lhe deu, de ser “cabeça da mulher” (v. 23) inclui: 
(1) provisão para as necessidades espirituais e domésticas da família (vv. 23,24; Gn 3.16-19; 1 Tm 5.8); 
(2) o amor, a proteção, a segurança e o interesse pelo bem-estar dela, da mesma maneira que Cristo ama a Igreja (vv. 25-33); 
(3) honra, compreensão, apreço e consideração pela esposa (Cl 3.19; 1 Pe 3.7); 
(4) lealdade e fidelidade totais na vivência conjugal (v. 31; Mt 5.27,28).
II. O SEXO E A VIVÊNCIA CRISTÃ
1. Sua natureza. Quando terminou de criar todas as coisas (incluindo o homem), 
Gn 1.31=“viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom e foi a tarde e a manhã: 
Os 4.12= A incontinência, e o vinho, e o mosto tiram a inteligência.
Incontinência quer dizer o tempo em que aquele(a) passa sem praticar o ato sexual com seu(a) cônjuge e acaba caindo em prostituição ou adultério. 1 Co 7.5. Biblicamente é o tempo exagerado que o casal passa em jejum e oração; sem praticarem o ato sexual, podendo ser causa de adultério e prostituição.É considerada perda de inteligência sair à procura de outra pessoa quando se tem alguém cheio(a) de amor em casa. Vinho fermentado ou não em excesso traz excitação sexual e conseqüente desejo por sexo anti-bíblico e adultérios, tanto no pensamento, quanto na prática. Provoca a falta de inteligência pela perda da capacidade do raciocínio correto que seria amar e respeitar sua (eu) esposa e temer a DEUS. 
A incontinência é a falta de controle sexual. 
Cl 3.5 Mortificai, pois, os vossos membros que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, o apetite desordenado, a vil concupiscência e a avareza, que é idolatria;
Os 5.4= Não querem ordenar as suas ações, a fim de voltarem para o seu Deus; porque o espírito da
prostituição está no meio deles, e não conhecem o SENHOR.

2. Suas finalidades. A união conjugal pautada nas Sagradas Escrituras propicia: 
a) A procriação (Gn 1.27,28; Sl 139.13-16)
Sl 139.13 ENTRETECESTE-ME NO VENTRE DE MINHA MÃE. Deus rege de modo criador e ativo o desenvolvimento da vida humana. Ele pessoalmente zela pela criancinha desde o momento da sua concepção. Sua atenção por um feto compreende um plano para a sua vida. Por essa razão, Deus tem o aborto de um nascituro como homicídio (ver Êx 21.22,23).
139.16 NO TEU LIVRO TODAS ESTAS COISAS FORAM ESCRITAS. Deus não nos traz à esta vida sem um propósito. 
(1) Provavelmente, a declaração sobre os dias que a nós estão determinados refira-se ao nosso tempo de vida na terra, geralmente setenta ou oitenta anos (ver Sl 90.10), embora uma pessoa possa morrer antes disso (ver 55.23; Jó 22.16; Pv 10.27; Ec 7.17). 
(2) O tempo mencionado neste salmo refere-se não somente aos dias de uma pessoa, mas também ao plano de Deus para nossa vida como um todo. No seu plano, Deus não está querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se (2 Pe 3.9; cf. 1 Tm 2.4). Portanto, a intenção de Deus é que aceitemos Jesus como nosso Senhor e Salvador e façamos a sua
vontade numa vida dedicada a seu serviço.
b) O ajustamento do casal. 1 Co 7.1-7
1 Ora, quanto às coisas que me escrevestes, bom seria que o homem não tocasse em mulher;2 mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido.3 O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher, ao marido.4 A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também, da mesma maneira, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher.5 Não vos defraudeis um ao outro, senão por consentimento mútuo, por algum tempo, para vos aplicardes à oração; e, depois, ajuntai-vos outra vez, para que Satanás vos não tente pela vossa incontinência.6 Digo, porém, isso como que por permissão e não por mandamento.7 Porque quereria que todos os homens fossem como eu mesmo; mas cada um tem de Deus o seu próprio dom, um de uma maneira, e outro de outra.
• Prevenção (v.2): 
mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido.
• Mútuo dever (v.3): 
O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher, ao marido.
O MARIDO PAGUE À MULHER. O compromisso do casamento importa em cada cônjuge abrir mão do direito exclusivo ao seu próprio corpo e conceder esse direito ao outro cônjuge. Isso significa que nenhum dos cônjuges deve deixar de atender os desejos sexuais normais do outro. Tais desejos, dentro do casamento são naturais e providos por Deus, e evadir-se da responsabilidade de satisfazer as necessidades maritais do outro cônjuge é expor o casamento às tentações de Satanás no campo do adultério (v. 5).
• Autoridade mútua (v.4): 
A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também, da mesma maneira, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher.
• Abstinência consentida (v.5): 
Não vos defraudeis um ao outro, senão por consentimento mútuo, por algum tempo, para vos aplicardes à oração; e, depois, ajuntai-vos outra vez, para que Satanás vos não tente pela vossa incontinência.
c) A satisfação amorosa do casal. 
Pv 5.18-23= OS CAMINHOS DO HOMEM ESTÃO PERANTE OS OLHOS DO SENHOR. Uma das razões que Provérbios apresenta para resistirmos à imoralidade sexual é que Deus vê e conhece as práticas ímpias do homem (cf. 15.3; Jó 31.4; 34.21; Jr 16.17), e que julgará a cada um devidamente. Ele será “uma testemunha veloz contra… os adúlteros” (Ml 3.5). Uma vez que os
atos do ser humano “estão perante os olhos do Senhor”, ninguém que é culpado de adultério escapará das conseqüências terríveis deste pecado (ver 2 Sm 12.9-13).
Ec 9.9= 
Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias de vida da tua vaidade; os quais Deus te deu debaixo do sol, todos os dias da tua vaidade; porque esta é a tua porção nesta vida e do teu trabalho que tu fizeste debaixo do sol.
Ct 4.1-12= TU ÉS TODA FORMOSA… EM TI NÃO HÁ MANCHA. A sulamita era bela e sem defeito. “Mancha” também pode referir-se a máculas morais; ela, portanto, é física e moralmente pura.
AMANA… SENIR… HERMOM. Amana é o nome de uma montanha da cordilheira do Antilíbano; na sua extremidade sul estão os picos de Senir e do monte Hermom, a nordeste da Galiléia.
TIRASTE-ME O CORAÇÃO MINHA IRMÃ, MINHA ESPOSA. 
“Irmã”, aqui, significa “amada”; “esposa” significa”noiva”. A noiva amada de Salomão deteve e cativou o seu coração. N do E – Nos tempos bíblicos, o noivado já era parte do casamento, porém, os noivos só podiam viver como casal depois das bodas esponsais. Antes das bodas, cada um vivia em casa de seus pais. Era esta a condição de José e Maria, quando um anjo anunciou a José o futuro nascimento de Jesus através de Maria. Eles eram “desposados”, i.e., noivos segundo a Lei (Mt 1.18)
JARDIM FECHADO. 
As três figuras de linguagem deste versículo salientam a verdade de que a jovem sulamita permaneceu virgem e sexualmente pura até casar-se. Manter a virgindade e a abstinência sexual é o padrão bíblico da pureza sexual para todos os jovens, do sexo masculino ou feminino. Violar este padrão santo de Deus é profanar o espírito, o corpo e a consciência, e depreciar o valor do ato da consumação do casamento.
Ct 7.1-9=1 Que formosos são os teus pés nos sapatos, ó filha do príncipe! As voltas de tuas coxas são como jóias, trabalhadas por mãos de artista.
2 O teu umbigo, como uma taça redonda, a que não falta bebida; o teu ventre, como monte de trigo, cercado de lírios.3 Os teus dois peitos, como dois filhos gêmeos da gazela.4 O teu pescoço, como a torre de marfim; os teus olhos, como os viveiros de Hesbom, junto à porta de Bate-Rabim; o teu nariz, como a torre do Líbano, que olha para Damasco.5 A tua cabeça sobre ti é como o monte Carmelo, e os cabelos da tua cabeça, como a púrpura; o rei está preso pelas suas tranças.6 Quão formosa e quão aprazível és, ó amor em delícias!7 A tua estatura é semelhante à palmeira, e os teus peitos, aos cachos de uvas.8 Dizia eu: Subirei à palmeira, pegarei em seus ramos; e, então, os teus peitos serão como os cachos na vide, e o cheiro da tua respiração, como o das maçãs.9 E o teu paladar, como o bom vinho para o meu amado, que se bebe suavemente e faz com que falem os lábios dos que dormem.

Dt 24.5= Quando algum homem tomar uma mulher nova, não sairá à guerra, nem se lhe imporá carga alguma; por um ano inteiro ficará livre na sua casa e alegrará a sua mulher, que tomou.
 
 

3. Ante a lei divina. A vida sexual do casal, na ótica bíblica: 
a) Deve ser exclusiva ou monogâmica. 
Gn 2.24= DEIXARÁ O VARÃO O SEU PAI E A SUA MÃE. Desde o princípio, Deus estabeleceu o casamento e a família que dele surge, como a primeira e a mais importante instituição humana na terra (ver 1.28). A prescrição divina para o casamento é um só homem e uma só mulher, os quais tornam-se uma só carne (i.e., unidos em corpo e alma). Este ensino divino exclui o adultério, a poligamia, a homossexualidade, a fornicação e o divórcio quando antibíblico (Mc 10.7-9; ver Mt 19.9).
b) Deve ser alegre. 
Pv 5.18= Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade,
c) Deve ser santa 
1 Pe 1.15= mas, como pé santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver,
SEDE SANTOS. Deus é santo, e as qualidades de Deus devem ser as qualidades do seu povo. A idéia principal de santidade é a separação dos modos ímpios do mundo e dedicação a Deus, por amor, para o seu serviço e adoração (ver Lv 11.44 nota). A santidade é o alvo e o propósito da nossa eleição em Cristo (Ef 1.4); significa ser semelhante a Deus, ser dedicado a Deus e viver para agradar a Deus (Rm 12.1; Ef 1.4; 2.10; ver Hb 12.14 nota). É o Espírito de Deus que realiza em nós a santificação, que purifica do pecado nossa alma e nosso espírito, que renova em nós a imagem de Cristo e que nos capacita, pela comunicação da graça, a obedecer a Deus segundo a sua Palavra (Gl 5.16,22,23,25; Cl 3.10; Tt 3.5; 2 Pe 1.9). Para ensino adicional sobre a santidade como maneira de viver.
1 Ts 4.4-8= 4 que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra, 5 não na paixão de concupiscência, como os gentios, que não conhecem a Deus. 6 Ninguém oprima ou engane a seu irmão em negócio algum, porque o Senhor é vingador de todas estas coisas, como também, antes, vo-lo dissemos e testificamos. 7 Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação. 8 Portanto, quem despreza isto não despreza ao homem, mas, sim, a Deus, que nos deu também o  seu Espírito Santo.
QUE VOS ABSTENHAIS DA PROSTITUIÇÃO. Deus determina para todos os crentes normas elevadas de pureza e santidade concernentes a assuntos sexuais.
NINGUÉM… ENGANE A SEU IRMÃO. A imoralidade sexual de de um cônjuge prejudica o outro, seja ele crente ou não. “Enganar” (gr. pleonokteo) significa “ultrapassar o certo”, “transgredir”, “exceder”. Todo tipo de relacionamento sexual fora do casamento, além de pecaminoso, constitui terrível ato de injustiça contra a outra pessoa. O adultério viola os direitos do outro cônjuge. Intimidades sexuais antes do casamento arruínam a santidade e a castidade estabelecidas por Deus para o gênero humano. Destroem a pureza e a virgindade, que devem ser conservadas para o casamento.
NÃO DESPREZA AO HOMEM, MAS, SIM, A DEUS. Aqueles que rejeitam a instrução do apóstolo sobre santificação e pureza estão rejeitando a Deus. 
(1) Desconsiderar a admoestação de Paulo é resistir deliberadamente ao Espírito Santo e à pureza que Ele deseja. Deus julgará e castigará membros da igreja que se dão ao relaxamento moral para satisfação de sua própria lascívia (v. 6; Hb 13.4). 
(2) Todos os que, no mundo ou dentro da igreja, rejeitam a verdade e têm “prazer na iniqüidade” (ver 2 Ts 2.12 nota) serão abandonados por Cristo quando os crentes fiéis forem arrebatados para “encontrar o Senhor nos ares” (v. 17) Sofrerão destruição (5.3), ira (5.9), castigo (2 Ts 1.8) e condenação (2 Ts 1.9; 2.12), quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder, em chama de fogo, para julgar todos os que “não obedecem ao evangelho” (2 Ts 1.7,8)
1 Co 6.19,20= 
Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.
NOSSO CORPO É O TEMPLO DO ESPÍRITO SANTO. 
Se somos cristãos, nosso corpo é a morada pessoal do Espírito Santo (ver Rm 8.9,11, onde vemos que o Espírito Santo é o selo de Deus em nós, mostrando que lhe pertencemos). Porque Ele habita em nós e pertencemos a Deus, nosso corpo nunca deve ser profanado por qualquer impureza ou mal, proveniente da imoralidade, nos pensamentos, desejos, atos, filmes, livros ou revistas. Pelo contrário, devemos viver de tal maneira que glorifiquemos e agrademos a Deus em nosso corpo (v. 20).
d) Deve ser natural 
Ct 2.6= QUE NÃO ACORDEIS NEM DESPERTEIS O MEU AMOR, ATÉ QUE QUEIRA. Esta frase ocorre três vezes em Cantares de Salomão (ver 3.5; 8.4). É a noiva que a emprega, referindo-se à intimidade física conjugal. Ela não quer que haja qualquer intimidade até que a situação seja propícia, i.e., até que ela e Salomão se casem. Segundo a Bíblia, o único relacionamento sexual lícito é o conjugal. O MEU AMADO É MEU, E EU SOU DELE. O amor que os dois enamorados têm um pelo outro é genuíno e fiel. Não há desejo nem espaço para outra pessoa. No casamento, deve haver tal amor mútuo e dedicação, que a fidelidade conjugal seja da máxima importância na vida do casal.
Ct 8.3= A sua mão esquerda esteja debaixo da minha cabeça, e a sua direita me abrace
 
III. O SEXO FORA DO CASAMENTO É PECADO
Sexo pre-marital é pecado e, igualmente o extra-marital.
1. Fornicação. 
Ap 21.8= Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, o que é a segunda morte.
Entre os “incrédulos” estão incluídos os que já foram crentes em Cristo, mas que foram vencidos por vários pecados como os já citados. Ser crente em Cristo e viver praticando tais iniqüidades é uma abominação para Deus. Há igrejas, hoje, anunciando que é possível alguém ser a um só tempo verdadeiro filho de Deus e também imoral, mentiroso, adúltero, homossexual e homicida. Tais pessoas contradizem as claras palavras de Deus, aqui registradas (cf. 1 Co 6.9,10; Gl 5.19-21; Ef 5.5-7).
Gl 5.19= Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia,
OBRAS DA CARNE. “Carne” (gr. sarx) é a natureza pecaminosa com seus desejos corruptos, a qual continua no cristão após a sua conversão, sendo seu inimigo mortal (Rm 8.6-8,13; Gl 5.17,21).
(1) “Prostituição” (gr. pornéia), i.e., imoralidade sexual de todas as formas. Isto inclui, também, gostar de quadros, filmes ou publicações pornográficos (cf. Mt 5.32; 19.9; At 15.20,29; 21.25; 1Co 5.1). Os termos moichéia e pornéia são traduzidos por um só em português: prostituição.
(2) “Impureza” (gr. akatharsia), i.e., pecados sexuais, atos pecaminosos e vícios, inclusive maus pensamentos e desejos do coração (Ef 5.3; Cl 3.5).
(3) “Lascívia” (gr. aselgeia), i.e., sensualidade. É a pessoa seguir suas próprias paixões e maus desejos a ponto de perder a vergonha e a decência (2Co 12.21).

1 Co 6.18= Comentário acima.
 
2. Adultério. 
Mt 5.27= Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério.
ATENTAR NUMA MULHER PARA A COBIÇAR. 
Trata-se de cobiça carnal, ou concupiscência (gr. epithumia). O que Cristo condena aqui não é o pensamento repentino que Satanás pode colocar na mente de uma pessoa, nem um desejo impróprio que surge de repente. Trata-se, pelo contrário, de um pensamento ou desejo errado, aprovado pela nossa vontade. É um desejo imoral que a pessoa procurará realizar, caso surja a oportunidade. O desejo íntimo de prazer sexual ilícito, imaginado e não resistido, é pecado.
(1) O cristão deve tomar muito cuidado para não admirar cenas imorais como as de filmes e da literatura pornográfica (cf. 2 Tm 2.22; Tt 2.12; Tg 1.14; 1 Pe 2.11; 2 Pe 3.3; 1 Jo 2.15,16; 1 Co 6.18; Gl 5.19, 21; Cl 3.5; Ef 5.5; Hb 13.4). 
(2) Quanto a manter a pureza sexual, a mulher, igualmente como o homem, tem responsabilidade. A mulher cristã deve tomar cuidado para não se vestir de modo a atrair a atenção para o seu corpo e deste modo originar tentação no homem e instigar a concupiscência. Vestir-se com imodéstia é pecado (1 Tm 2.9; 1 Pe 3.2,3)
Mc 10.9= Portanto, o que Deus ajuntou, não o separe o homem.
Jesus ensina aqui que quem se divorcia por razões não bíblicas e se casa de novo, peca contra Deus, cometendo adultério (ver Ml 2.14 nota; Mt 19.9 nota; 1 Co 7.15). Noutras palavras, Deus não tem obrigação de considerar um divórcio correto ou legítimo, simplesmente porque o Estado (ou qualquer outra instituição humana) o legaliza.
Rm 13.9= Com efeito: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não cobiçarás, e, se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.
O AMOR NÃO FAZ MAL AO PRÓXIMO. 
O amor é positivo, e ao mesmo tempo é negativo, pelo fato da propensão humana para o mal, o egoísmo e a crueldade. A idéia de que a ética cristã deve ser somente positiva é uma falácia
baseada nas idéias da presente sociedade, que procura esquivar-se das proibições que refreiam os desejos descontrolados da carne (Gl 5.19-21).
Pv 5.1-5= 1 Filho meu, atende à minha sabedoria; à minha razão inclina o teu ouvido; 2 para que conserves 4os meus avisos, e os teus lábios guardem o conhecimento. 3 Porque os lábios da mulher estranha destilam favos de mel, e o seu paladar é mais macio do que o  azeite; 4 mas o seu fim é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois fios. 5 Os seus pés descem à morte; os seus passos firmam-se no inferno.
OS LÁBIOS DA MULHER ESTRANHA. 
O livro de Provérbios adverte repetidas vezes quão destrutiva é a imoralidade sexual. Salomão ressalta que, embora os prazeres enganosos dessa imoralidade sejam atraentes, a entrega aos mesmos leva à ruína (vv. 7-14). Este capítulo e também 2.16-19; 6.20-35; 22.14; 23.27,28; 29.3; 30.20; 31.3 abordam a quebra das normas divinas da pureza e da castidade. A resposta à imoralidade sexual é a entrega pessoal a Deus (v. 1) a abstenção sexual disciplinada pre-marital e a satisfação do desejo sexual natural através de uma vida marital santa e amorosa.
 
3. Prostituição. 
Dt 23.17= Não haverá rameira dentre as filhas de Israel; nem haverá sodomita dentre os filhos de Israel.
1 Co 6.16= Ou não sabeis que o que se ajunta com a meretriz faz-se um corpo com ela? Porque serão, disse, dois numa só carne.
OS MEMBROS DE CRISTO. O apóstolo, advertindo contra o relaxamento moral, demonstra as terríveis conseqüências para o crente, da imoralidade sexual. Quando o crente une-se fisicamente a uma mulher decaída, fica sendo um só com ela, sujeito ao seu domínio (v.16; cf. Gn 2.24), profana aquilo que Cristo santificou (v. 15), e separa-se do reino de Deus (v. 9). Na imoralidade sexual, a pessoa praticamente separa-se da união com Cristo, ao fazer do seu corpo um membro da outra pessoa imoral e ímpia.
Pv 7.4-10= 4 Dize à Sabedoria: Tu és minha irmã; e à prudência chama tua parenta; 5 para te guardarem dda mulher alheia, da estranha que lisonjeia com as suas palavras. 6 Porque da janela da minha casa, por minhas grades olhando eu,
7 vi entre os simples, descobri entre os jovens, um jovem falto de juízo, 8 que passava pela rua junto à sua esquina e seguia o caminho da sua casa, 9 no crepúsculo, à tarde do dia, na escuridão e trevas da noite. 10 E eis que uma mulher lhe saiu ao encontro, com enfeites de prostituta e astuto coração.
GUARDA AS MINHAS PALAVRAS. Mais uma vez, Provérbios adverte contra a imoralidade cometida em nome do amor (v. 18), e expõe seus resultados desastrosos (vv. 25-27; ver 5.5; 5.14; 6.32,33,). A imoralidade sexual pode ser evitada: 
(1) se mantivermos um compromisso firme com tudo o que Deus diz que é justo e bom (vv. 1-5); 
(2) não permitindo que nossos pensamentos se fixem em prazeres lascivos (v. 25); e 
(3) tomando conhecimento de que esse pecado leva à tristeza, à aflição e à morte (vv. 26,27).

4. Homossexualismo. 
Lv 20.13= Quando também um homem se deitar com outro homem como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue é sobre eles.
Lv 18.22= Com varão te não deitarás, como se fosse mulher: abominação é;
ABOMINAÇÃO É. Ato sexual com alguém do mesmo sexo (i.e, sodomia, ver Gn 19.5) é “abominação” ao Senhor. Isto é, tal ato é sobretudo detestável e repulsivo a Deus (ver Rm 1.27).
Dt 23.17,18= Não haverá rameira dentre as filhas de Israel; nem haverá sodomita dentre os filhos de Israel. Não trarás salário de rameira nem preço de cão à casa do SENHOR, teu Deus, por qualquer voto; porque ambos estes são igualmente abominação ao SENHOR, teu Deus.
1 Co 6.9,10= Não sabeis que os injustos não hão de herdar o Reino de Deus? Não erreis: fnem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus.
OS INJUSTOS NÃO HÃO DE HERDAR O REINO. 
Alguns de Corinto enganaram-se a ponto de crer que se perdessem a comunhão com Cristo, negassem-no e vivessem na imoralidade e na injustiça, sua salvação e sua herança no reino de Deus continuavam seguras. 
(1) Paulo, no entanto, declara que a conseqüência inevitável do pecado habitual é a morte espiritual, até mesmo para o cristão (cf. Rm 8.13). Ninguém poderá viver na imoralidade e ao mesmo tempo herdar o reino de Deus (cf. Rm 6.16; Tg 1.15; ver 1 Jo 2.4 nota; 3.9 nota). O apóstolo Paulo repete muitas vezes esse ensino fundamental (e.g., Gl 5.21 e Ef 5.5,6). Note-se que os profetas do AT continuamente declaravam este princípio (ver Jr 8.7 nota; 23.17 nota; Ez 13.10 nota). 
(2) A advertência de Paulo é para todos os cristãos. Não nos enganemos, pois “os injustos não hão de herdar o Reino de Deus”. A salvação sem a obra regeneradora e santificadora do Espírito Santo não tem lugar na Palavra de Deus.5. A masturbação. 
É o adultério no pensamento e nas intenções de que JESUS falou.

Mt 5.28= Eu porém, vos digo que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar já em seu coração cometeu adultério com ela.
ATENTAR NUMA MULHER PARA A COBIÇAR. 
Trata-se de cobiça carnal, ou concupiscência (gr.Gepithumia). O que Cristo condena aqui não é o pensamento repentino que Satanás pode colocar na mente de uma pessoa, nem um desejo impróprio que surge de repente. Trata-se, pelo contrário, de um pensamento ou desejo errado, aprovado pela nossa vontade. É um desejo imoral que a pessoa procurará realizar, caso surja a oportunidade. O desejo íntimo de prazer sexual ilícito, imaginado e não resistido, é pecado.
(1) O cristão deve tomar muito cuidado para não admirar cenas imorais como as de filmes e da literatura pornográfica (cf. 2 Tm 2.22; Tt 2.12; Tg 1.14; 1 Pe 2.11; 2 Pe 3.3; 1 Jo 2.15,16; 1 Co 6.18; Gl 5.19, 21; Cl 3.5; Ef 5.5; Hb 13.4). 
(2) Quanto a manter a pureza sexual, a mulher, igualmente como o homem, tem responsabilidade. A mulher cristã deve tomar cuidado para não se vestir de modo a atrair a atenção para o seu corpo e deste modo originar tentação no homem e instigar a concupiscência. Vestir-se com imodéstia é pecado (1 Tm 2.9; 1 Pe 3.2,3)
 
Masturbação à luz da Bíblia
¨… que vos abstenhais das coisas sacrificadas a ídolos, bem como do sangue, da carne de animais sufocados e das relações sexuais ilícitas¨(Atos 15:29). A masturbação é considerada um ato sexual ilícito para os cristãos, pois se trata de um desvio comportamental induzido pela manipulação dos órgãos sexuais. Alguns pontos negativos sobre a masturbação devem ser considerados:
1.Toda pessoa que se masturba tem em mente alguém, raramente se consegue orgasmo sem relacionar a masturbação a alguma pessoa. Ou seja, indiretamente, há uma prática de perversão sexual mental.
2.O ato contínuo da masturbação se torna em vícios e pode dominar a mente do homem e da mulher. Todo vício é maligno, pois aprisiona o ser humano a subterfúgios ilusórios, para suprir deficiências internas e espirituais.
3.O uso de apetrechos fantasiosos, revistas e vídeos eróticos, induzem o ser humano á pratica de masturbação e pode levar a pessoa a ter aversão ao sexo real. É muito comum, casais se separarem por causa dessas atitudes, como também de pessoas ficarem totalmente desmotivadas para o sexo com a esposa ou marido, pelo costume de se ter prazer solitário.
O que fazer para vencer esse desejo?
Nos dias de hoje, saber dominar os sentimentos é raro, e como constatamos anteriormente a masturbação é um desajuste comportamental. E, para dominar esse tipo de sentimento, o indivíduo deve ter em mente que a masturbação é um ato pecaminoso contrário a Deus e prejudicial a sua vida espiritual. Muitos deixaram a boa consciência e naufragaram na fé. O cristão nunca deve esquecer que o inimigo mortal das almas, também é chamado de acusador e a principal arma que ele tem é desnortear a mente sã.
Resistir é a palavra chave para se vencer o desejo sexual, porém, é bom frisar que resistir não significa apenas deixar de fazer, mas, prevenir. Deixar de ver televisão, principalmente, os programas de auditório, cujos apresentadores sempre utilizam apelos sensuais, filmes de um modo geral, mesmo os mais infantis, têm um lado de sensualidade que atraí, induz e prende o indivíduo. As revistas seculares sempre possuem uma foto ou propaganda sensual que acaba seduzindo a muitos. O simples fato de folheá-las, pode fazer nascer um desejo sexual.
Ter mais contato com pessoas cristãs e se manter vigilante é uma boa forma de neutralizar os pensamentos perniciosos. A leitura da Bíblia e a conscientização sobre os males espirituais dos vícios ajudam a manter os desejos afastados e suprimidos. A oração não pode ser deixada de lado e quanto mais se buscar, mais se achará. Se você se sente fraco, peça a Deus que o ajude a vencer esse mal. Jesus disse: “Por isso, vos digo: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á” (Lucas 11:9). Isso é sinal que Ele quer e vai te ajudar! Experimente.
Bp.Natal Furucho
 
CONCLUSÃO
Os preceitos bíblicos que dão conta da sexualidade se identificam com o que Jesus chamou de “caminho estreito”, o qual poucos se dispõem a palmilhar. 
No mundo hodierno, onde os meios de comunicação em massa aprovam, promovem, incentivam e exaltam o erotismo, sensualidade, a prostituição e o sexo fora do casamento, de modo irresponsável e pecaminoso é necessário que o cristão tome posição firme e consciente. Ele deve orientar-se pelos princípios morais e éticos, para a sexualidade, à luz da Palavra de Deus.
 
QUESTIONÁRIO:
1. Como o homem participa da criação?
R. Através da procriação.
2. Quem tem o direito legítimo de desfrutar a sexualidade?
R. Os casados.
3. De acordo com a lição, quais as finalidades da união sexual?
R. Procriação, ajustamento entre o casal e satisfação ou prazer entre os cônjuges.
4. Como deve ser a relação sexual de um casal cristão?
R. Exclusiva, alegre, santa e natural.
5.Que é fornicação?
R.A prática do sexo entre solteiros.
 
ESTUDOS AFINS:
O Cristão e o Sexo  – 
Livro Ética Cristã – Norman L. Geisler – Sociedade Religiosa Edições Vida Nova – Caixa Postal 21486 São Paulo – SP 
O sexo é um dos relacionamentos interpessoais no qual os indivíduos se engajam. É uma das forças mais poderosas do mundo, porém uma das mais pervertidas. Talvez uma das razões para sua perversão seja seu poder. Se o poder tende a corromper, neste caso um grande poder tende a corromper grandemente. Do outro lado, boa parte do abuso do sexo talvez resulte de um mal-entendimento acerca dele. Qual é o ponto de vista cristão, acerca do sexo? O que as Escrituras realmente ensinam acerca da atividade sexual?
l. A BASE BÍBLICA PARA O SEXO
Basicamente, a Bíblia diz três coisas acerca do sexo: (l) o sexo é bom, (2) o sexo é poderoso, e, portanto, (3) o sexo precisa de ser controlado.
Na realidade, as primeiríssimas referências ao sexo dão a entender todos estes fatores.
A. A Natureza do Sexo
O sexo é intrinsecamente bom; não é mau. As Escrituras declaram que “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem. . . homem e mulher (isso é sexo!) os criou” (Gn l :27). E depois de acabar: “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom” (V. 31). O sexo é bom. Deus o fez, e dalguma maneira reílete a Sua bondade. Talvez seja por causa do poder criador do sexo que se assemelha a um aspecto do Ser de Deus. Ou talvez esteja na força dele de realizar o vínculo mais forte de unidade e unicidade. Seja qual for a maneira pela qual devamos entender que o sexo é bom como Deus, fica claro que, fundamentalmente, o sexo é bom porque Deus o fez e o declarou bom.
l. O Sexo É Essencialmente Bom — O sexo é bom em si mesmo e por si mesmo porque faz parte da criação de Deus. Diferentemente de muitas filosofias não cristãs (das variedades gnósticas e platônicas), a Bíblia declara que a matéria e o universo físico (inclusive o corpo do homem e os órgãos do corpo) são bons. Depois de cada dia da criação, está escrito repetidas vezes: “E viu Deus que isso era bom” (Gn 1:10, 12, 18, 21, 25). Depois do dia final, está escrito: “… e eis que era muito bom” (y. 31). O sexo era uma parte integrante desta criação muito boa. A Bíblia confirma este ponto de vista noutro lugar, dizendo; “Tudo que Deus Criou é bom. . .” (l Tm 4 : 4). Se o sexo parecer impuro a alguns, estamos lembrados que “Todas as coisas são puras para os puros; todavia, para os impuros e descrentes, nada é puro” (Tt 1:15).
Falando especificamente acerca do sexo, o escritor da Epistola aos Hebreus declarou: “Digno de honra entre todos seja o matrimonio, bem como o leito sem mácula” (Hb 13:4). O casamento é um estado honroso. O casamento dificilmente poderia ser considerado honroso a não ser que o sexo fosse bom, pois o sexo é parte integrante do casamento. O sexo é tão sagrado que é usado na Escritura para ilustrar a união mais íntima que se pode ter com Deus. Paulo escreveu: “Eis por que deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e se unirá à sua mulher, e se tornarão os dois uma só carne. Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à Igreja” (Ef 5:31, 32). A bondade intrínseca do sexo pode ser deduzida, também, do fato de que Deus ordenou a união sexual. Deus disse ao primeiro casal: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra. . .” (Gn 1:28) — mandamento este que a raça está cumprindo muito bem! Quando Eva teve seu primeiro filho, declarou: “Adquiri um varão com o auxílio do Senhor” (Gn 4:1), reconhecendo, assim, a aprovação de Deus do processo sexual. Decerto, a julgar pelas numerosas referências no decurso das Escrituras à bênção dos filhos (cf. SI 127:4, 5; Pv 17:6), Deus julga que o sexo é bom. 
2. O Sexo É Poderoso — Não somente o sexo é essencialmente bom como também é muito poderoso. Isto foi subentendido no fato de que podia ser usado para “multiplicar” as pessoas e “encher” a terra (Gn 1:28). O poder do sexo não somente é dramaticamente demonstrado na sua capacidade de fazer o homem e a mulher “uma só carne” mas,sim, pelo tipo de criatura que está produzindo. Os filhos dos pais humanos são gerados à imagem de Deus. Adão foi feito à imagem de Deus, e “gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem. . .” (Gn 5:3; Tg 3:9). Logo, pelo processo da sexualidade humana são produzidos não somente muitos seres humanos como também muitos “deuses.” Jesus citou Salmo 82:6 que diz: “Eu disse: Sois deuses, sois todos filhos do Altíssimo.” (João 10:35). Quando a natureza da criatura humana produzida através do sexo é plenamente apreciada, provavelmente não seja exagero considerar o sexo um dos poderes mais relevantes do mundo. Quando um esperma masculino e um óvulo feminino se unem, um pequeno “deus” está sendo feito. Todas as demais condições sendo certas, o resultado daquela concepção será uma criatura que tanto se assemelha a Deus quanto O representa na terra.1 Sem decidir aqui a questão acerca do embrião ou feto, ainda não nascido, ser verdadeiramente humano,2 é um fato indisputável que, dadas as circunstâncias apropriadas, certamente se tomará uma criatura imortal. Os seres humanos são pessoas imortais, que nunca morrem. Viverão para sempre. Decerto, este não é nenhum poder comum que é dado aos filhos dos homens, que é capaz de transmitir para o mundo uma pessoa imortal, feita à semelhança do próprio Deus. O sexo humano, portanto, não somente é bom por natureza, mas também é grande no seu poder. É grande, tanto em virtude de quanto pode produzir, como também em virtude do tipo de criatura que é o produto, viz., uma pessoa que nunca morre.
3. O Sexo Precisa Ser Controlado — É óbvio que qualquer coisa tão poderosa quanto o sexo precisa ser controlada. Ninguém em sã consciência deixaria crianças imaturas brincar com dinamite. Nem qualquer agente responsável tornaria as armas atômicas disponíveis ao público em geral. Mesmo assim, o sexo, de muitas maneiras, é mais poderoso do que a dinamite ou o poder atômico. A única posição razoável que se pode adotar a respeito de qualquer força tão poderosa como o sexo é que ele deve ser controlado ou regulado. Deve haver maneira de canalizar e dirigir o poder do sexo para o bem dos homens. Porque se o poder do sexo, como o poder do átomo, não for aproveitado para propósitos bons, então seu abuso pode ameaçar a destruição da humanidade. Conforme a Bíblia, o meio ordenado por Deus de dirigir e regular o poder bom e grande do sexo, é chamado casamento. “Por isso deixa o homem pai e mãe, e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Gn 2:24). Jesus acrescentou: “De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus a/untou não o separe o homem” (Mt 19:6). Ou seja: o casamento que junta o homem e a mulher num relacionamento sem igual e permanente é o canal estabelecido por Deus a fim de regular o poder do sexo. Naturalmente, o sexo não é somente o poder para procriar; também é um poder para o prazer. Mas seja qual for o tipo do poder do sexo, deve ser controlado. Nenhuma paixão deve ser deixada desenfreada.4 O estupro e os crimes sexuais sadísticos não podem ser justificados meramente porque trazem prazer a quem assim abusou. Mesmo se fosse verdade que somente os prazeres são intrinsecamente bons, não se segue que todos os prazeres são bons. Alguns prazeres danificam a si mesmos e/ou aos outros. Por exemplo, os prazeres que alguns obtêm de serem cruéis, ou injustos, ou odiosos não são prazeres bons. Além disto, nem todos os prazeres são igualmente bons; alguns são superiores aos outros. Logo, não se pode justificar um exercício descontrolado do sexo meramente pelo motivo dele dar prazer. Todos os prazeres devem ser controlados, e há satisfações espirituais superiores aos meros prazeres físicos do sexo. Segundo as Escrituras, o canal para controlar o poder do prazer das relações sexuais (bem como seu poder procriador) é o casamento. Esta conclusão está amplamente apoiada por um estudo da função do sexo dentro das Escrituras.
B. A Função do Sexo
A função do sexo pode ser vista de vários ângulos: 
(l) antes do casamento,  (2) dentro do casamento monógamo,  (3) fora do casamento,  (4) dentro do casamento polígamo, 
(5) e para divorciados.
l. O Papel do Sexo Antes do Casamento — No que diz respeito à Bíblia, não há papel algum para as relações sexuais antes do casamento. A relação Já é um tipo de casamento. Se estiver fora de um compromisso vitalício do amor, então é um “casamento” ruim. Na realidade, é um pecado que a Bíblia chama de fornicação (cf. Gl 5:19; l Co 6:18). A primeira referência ao casamento declara que o homem e a mulher ficam sendo “uma só carne” (Gn 2:24), o que dá a entender que o casamento ocorre quando dois corpos são juntados. Que a relação sexual é casamento fica sendo ainda mais claro pela maneira comum de descrever o ato como sendo um homem “deitando-se” com uma mulher. Moisés ordenou; “Se um homem for achado deitado com uma mulher que tem marido, então ambos morrerão.. .”(Dt 22:22). O Novo Testamento confirma isto, ainda mais, pelo uso das palavras “matrimonio” e “leito nupcial” em paralelo (Hb 13:4). Neste sentido, não há relações sexuais antes do casamento. A relação já inicia um “casamento.” Se não for empreendida dentro de um compromisso vitalício do amor, então foi uma união má, um ato de fornicação. E quando um par tinha relações, o homem era obrigado a pagar indenização do casamento ao pai da moça e toma-la por sua esposa (Dt 22:28). E quando um homem vai para uma prostituta, a Bíblia considera isto como um “casamento.” Paulo escreveu: “Não sabeis que o homem que se une à prostituta, forma um só corpo com ela?” citando como sua prova que as Escrituras dizem: “Serão os dois uma só carne” (l Co 6:16). Em síntese, não existem relações sexuais pré-nupciais na Bíblia. Se o casal não fosse casado, então as relações o tornaria casado. Se já estivesse casado, então as relações com outra pessoa formariam para eles um segundo casamento, adúltero. A prostituição é considerada um casamento ilegítimo. Um casal de noivos que tem relações sexuais consumou, desta forma, o seu casamento diante de Deus e deve legalizá-lo diante do estado tão logo quanto possível, visto que Deus ordena os cidadãos a serem obedientes aos regulamentos do governo (Rm 13:1; l Pé 2:13). Casais e noivos, segundo Paulo, devem ou controlar seus impulsos sexuais, ou, senão, casar-se. Escreveu: “Entretanto, se alguém julga que trata sem decoro sua noiva (filha — ARA), estando já a passar-lhe a flor da idade, e as circunstâncias o exigem, faça o que quiser. Não peca; que se casem.” (l Co 7:36). Do outro lado, “o que está firme em seu coração, não tendo necessidade, mas domínio sobre o seu próprio desejo (arbítrio — ARA), e isto bem firmado no seu ânimo, para conservar virgem a sua noiva (filha – ARA), bem fará” (v. 37) (N. Tr. O conceito de se tratar de uma “noiva” aparece no inglês na RSV). Ou seja, as relações sexuais não são apropriadas para casais de noivos. Devem ou refrear suas emoções, ou casar-se. E quando realmente se dão às relações sexuais, então já estão casados aos olhos de Deus e devem legalizar o caso diante do estado, se assim fizer a lei do país. Quanto às relações sexuais pré-nupciais entre os que nato estão prontos a casar-se, a resposta é “Não”. Se a pessoa não está pronta para tomar sobre si as responsabilidades de uma pessoa e família, não deve mexer com o sexo. A exortação de Salomão é aplicável aqui: “. . . a adúltera anda à caça de vida preciosa. Tomará alguém fogo no seio, sem que
as suas vestes se incendeiem?” (Pv 6:26, 27). Não se deve “começar” nada a não ser que se esteja disposto a ir até ao fim. E não deve ir até ao fim até que seja casado, porque as relações sexuais estão reservadas para o casamento aos olhos de Deus.
No que diz respeito à autossexualidade (Lê., a masturbação), é geralmente errada A sublimação (drenar a energia sexual através do exercício) e as emissões noturnas naturais são consideradas maneiras legítimas de queimar energia sexual excessiva. A masturbação é pecaminosa (l) quando seu único motivo é mero prazer biológico, (2) quando é permitida tornar-se um hábito compulsivo, e/ou (3) quando o hábito resulta de sentimentos de inferioridade e causa sentimentos de culpa. A masturbação é pecaminosa quando é realizada em conexão com imagens pornográficas, porque, conforme disse Jesus, a concupiscência é uma questão dos interesses do coração (Mt 5:28). A masturbação pode ser certa se for usada como um programa limitado e temporário de controle-próprio para evitar a concupiscência antes do casamento. Se a pessoa se comprometer plenamente a viver uma vida pura antes do casamento, talvez seja permissível ocasionalmente usar o estímulo autossexual para aliviar sua própria tensão. Enquanto não se tornar um hábito nem um meio de gratificar sua concupiscência, a masturbação não é necessariamente imoral. De fato, quando o motivo não é a concupiscência, porém o controle-próprio, a masturbação pode ser um ato moral (cf. l Co 7:5; 9:25). A regra bíblica é que tudo quanto possa ser feito para a glória de Deus, tudo quanto não escraviza o praticante (l Co 10:31; 6:12) é moral até àquele ponto. A masturbação usada com moderação para o propósito de manter sua pureza, não é imoral.5
2. O Papel do Sexo no Casamento — Há várias funções básicas do sexo no casamento, são: (l) levar a efeito uma unidade intima sem igual entre duas pessoas; (2) fornecer êxtase ou prazer para as pessoas envolvidas neste relacionamento sem igual, (3) levar a efeito uma multiplicidade de pessoas no mundo por meio de ter filhos. Respectivamente, as três funções básicas do sexo no casamento são a unificação, a recreação, e a procriação. Primeiramente, o casamento visa trazer dois seres humanos à unificação mais estreita possível. “Os dois se tornarão urna só carne” é repetido uma vez após outra na Escritura (Gn 2:24; Mtl9:5;lCo6:16;Ef5:31). Tão sem igual é esta união conjugal levada a efeito pelo sexo, que a Bíblia a usa para ilustrar a união mística que o crente tem com Cristo (Ef 5:32). É a natureza única, de um só relacionamento do seu tipo, que exige que o homem mantenha relações sexuais com uma só mulher. Não é realmente possível ter dois relacionamentos de um tipo único ao mesmo tempo. O casamento — na realidade, o casamento monógamo — é a única maneira controlada para manter um relacionamento continuamente único entre o marido e a esposa. Na poligamia, há a ameaça sempre-presente dos ciúmes e a questão de quem é a esposa “predileta.” Realmente, não é possível ter duas esposas “prediletas” no mesmo sentido. Logo, é possível para um homem ter um relacionamento sem igual com uma só esposa. O casamento monógamo é o ideal divino para atingir este relacionamento ideal entre duas pessoas. A segunda função do sexo no casamento é recreacional. As relações sexuais são literalmente uma re-criação da grande felicidade da união nupcial original. É uma lembrança sacramental da alegria do seu primeiro amor. A união sexual é a reunião feliz daqueles que foram feitos um só pelo casamento. A satisfação que o sexo fornece é o prazer obtido da reafirmação do preito original do mútuo amor. Quanto a isto, as funções recreacionais e reunifícacionais do casamento são inseparáveis. Porque o prazer real do sexo é aquele que é obtido da reafirmação e do reforço da união sem igual que o casamento efetuou no início. Destarte, a tentativa de ter o prazer do sexo sem o relacionamento igual e permanente do casamento e ilusório. A alegria verdadeira vem somente com a união verdadeira, e a união verdadeira somente vem se houver um relacionamento sem igual e permanente entre duas pessoas do sexo oposto (l Tm 4:3; 6:17). O terceiro papel do casamento é a procriação. O fruto da união no matrimonio é a multiplicidade da prole. É lógico, os filhos são o resultado natural, porém não necessário, do casamento.6 Embora casar-se seja a coisa natural a se fazer, não é necessário casar-se. Um solteiro pode resolver não casar, sem pecar (cf. Mt 19:12; l Co 7:7,8). Semelhantemente, um casal pode resolver não ter filhos, sem pecar (cf. l Co 7:5), embora seja natural tê-los. Quando os filhos resultam do casamento são uma razão adicional para manter o casamento com um relacionamento sem igual e permanente entre os pais. Os filhos precisam da disciplina amorosa (Pv 22:15; Ef 6:4; Cl 3:31). Precisam da união e da segurança fornecidas pelo casamento feliz dos seus pais. Nem a poligamia, nem o divórcio, nem a anonimidade, nem a comunidade de pais têm se revelado fatores fortalecedores nas personalidades dos filhos. Quase nada é superior a uma união perpétua entre a mãe e o pai para a criação de filhos saudáveis e felizes. Uma palavra de resumo agora é necessária. A função do sexo dentro do casamento é tríplice: a unificação, a recreação, e a procriação. Todos estes papéis demonstram a necessidade da fidelidade conjugal. Sempre que o relacionamento sem igual do casamento é quebrado pelas relações sexuais extra-conjugais, a pessoa não somente destruiu a união sem igual do casamento como também diminuiu a possibilidade do prazer verdadeiro, sem falar do enfraquecimento da base da estabilidade para quaisquer filhos desta união.
A partir destas três funções positivas do sexo no casamento, um papel negativo pode ser deduzido. O sexo dentro do casamento é o modo de satisfazer aquilo que seria concupiscência e que levaria à promiscuidade fora do casamento. “Por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa e cada uma o seu próprio marido,” escreveu o apóstolo (l Co 7:2). Todos os solteiros devem manter-se sob controle-próprio sexual, “Caso, porém, não se dominem, que se casem; porque é melhor casar do que viver abrasado” (l Co 7:9). Semelhantemente, aos jovens cristãos tessalonicenses Paulo escreveu: “Pois esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição, que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra, não com o desejo de lascívia, como os gentios . . .” (l Ts 4: 3-5). Numa palavra, juntamente com os três propósitos positivos do sexo dentro do casamento há uma razão negativa, viz., o casamento fornecerá um canal preventivo para o impulso sexual, de modo que a pessoa possa evitar a imoralidade.
3. O Papel do Sexo Fora do Casamento — Tendo em mente os propósitos do casamento podemos compreender mais facilmente as proibições fortes na Escritura acerca das relações extra-conjugais ilícitas. O adultério, a fornicação, a prostituição, a sodomia (a homossexualidade) são todos fortemente condenados. Cada um destes pecados, da sua própria maneira, viola um relacionamento interpessoal divinamente instituído. O adultério e a prostituição são errados por duas razões básicas, viz., são casamentos múltiplos. Em primeiro lugar, são tentativas para levar a efeito muitos relacionamentos intimíssimos ao mesmo tempo. Em cada caso, a pessoa está enganando a pessoa a quem realmente mais ama e, provavelmente, mentindo a quem não ama. A segunda razão porque a fornicação é errada, é porque visa ser apenas uma união temporária, ao passo que Deus deseja que a união sexual seja duradoura e permanente (Mt 19:6). Não há maneira de assegurar o máximo prazer numa união conjugal a não ser que se ache dentro do contexto de um compromisso mútuo vitalício do amor. A Bíblia é enfática: “Não adulterarás” (Êx 20:14). No Antigo Testamento os adúlteros deviam ser executados (Lv 20:10). O Novo Testamento também é enfaticamente contra o adultério. Jesus o pronunciou errado até mesmo nos seus motivos mais básicos (Mt 5:27,28). Paulo o chamava uma obra má da carne (Gl 5:19), e João teve visão da presença de adúlteros no lago do fogo (Ap 21:8). A palavra “fornicação” é freqüentemente usada na Escritura para relações sexuais ilícitas fora do casamento, embora o modo geral de entender é que ela subentende que pelo menos um membro do relacionamento não era casado. Os apóstolos conclamavam todos os cristãos a abster-se da fornicação (também chamada incastidade) (At 15:20). Paulo disse que o corpo não é para a fornicação e que o homem deve fugir dela (l Co 6:13, 18). Os efésios foram informados que a fornicação nem sequer deveria ser mencionada entre eles (5:3). A fornicação é má porque ela, também, é um “casamento” fora do casamento, porque junta as pessoas de uma maneira ilícita sem elas pretenderem levar a efeito as implicações permanentes e sem igual do seu relacionamento. A homossexualidade não está na mesma classe dos pecados heterossexuais do adultério, da prostituição e da fornicação. A homossexualidade é diferente destes três porque não ocorre nenhuma relação sexual no sentido rigoroso da expressão, e nenhum nascimento pode resultar dela. Mesmo assim, a homossexualidade no sentido de sexualmente estimular e manipular uma pessoa do mesmo sexo é especificamente proibida na Escritura. No Antigo Testamento, este pecado era chamado sodomia, segundo o nome da cidade iníqua, Sodoma, que foi destruída por causa desta perversidade (Gn 19:5-8, 24). Mais tarde, a lei de Moisés proibiu qualquer “sodomita” (ARC)7 de fazer parte da comunidade de Israel (Dt 23:17), Mais tarde, durante as reformas do rei Asa, “tirou da terra os prostitutos-cultuais…” (l Rs 15:12). Há muitas referências aos pecados de Sodoma (cf. Is 3:9; Ez 16:46). O Novo Testamento é igualmente claro sobre o assunto. Romanos, capítulo um, fala da homossexualidade como sendo aquilo que mudou “o modo natural de suas relações íntimas, por outro contrário à natureza” (v. 26). É uma “torpeza” que resulta de paixões vis (v. 27). Noutra passagem, Paulo escreveu: “Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas. . . herdarão o reino de Deus” (l Co 6:9). Estas todas são perversões do uso apropriado do sexo. Atos heterossexuais são errados fora do casamento porque estabelecem um relacionamento de marido e esposa entre aqueles que não são marido e esposa. Os aios homossexuais são errados porque estabelecem um relacionamento sem igual de marido e mulher entre os que não podem ser marido e mulher, por serem do mesmo sexo. Naturalmente, as proibições bíblicas contra a homossexualidade não se referem a amizades estreitas (com afeição física) entre os do mesmo sexo. Tais amizades são tanto normais quanto belas. Davi e Jônatas são um exemplo clássico. As Escrituras dizem: “A alma de Jônatas se ligou com a de Davi; e Jônatas o amou, como à sua própria alma” (l Sm 18:1). A amizade íntima é uma coisa; os encontros sexuais ilegítimos e não naturais são coisa bem diferente. 
4. O Papel do Sexo nos Casamentos Múltiplos — Há pouca questão de que a poligamia era permitida por Deus nos tempos bíblicos. Até alguns dos grandes santos tinham várias esposas (cf. Abraão, Davi, Salomão). O problema verdadeiro não é se Deus permitiu a poligamia mas se Ele a plane/ou. Ou seja: a poligamia, como o divórcio, era algo que Deus tolerou mas realmente não desejou? Há bastante evidência, mesmo dentro do Antigo Testamento, que a poligamia não era o ideal de Deus para o homem. Que a monogamia era Seu ideal para o homem fica óbvio de várias perspectivas, (l) Deus fez uma só pessoa para Adão (Gn 2:18ss.), estabelecendo, assim, o precedente ideal para a raça. (2) A poligamia é mencionada pela primeira vez como
parte da civilização cainita ímpia (Gn 4:23). (3) Deus claramente proibiu os reis de Israel (os líderes eram as pessoas que se tomavam polígamos) dizendo: “Tão pouco para si multiplicará mulheres, para que o seu coração se não desvie” (Dt 17:17). (4) Os santos que se tomaram polígamos pagaram seus pecados, l Rs 11:1, 3 diz: “Salomão amou muitas mulheres estrangeiras. . . Tinha setecentas mulheres, princesas, e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração.” (5) O maior polígamo do Antigo Testamento, Salomão, deu testemunho do fato de que tinha um só verdadeiro amor, para quem escreveu Cantares. Este livro é a maior repreensão contra a poligamia, escrita pelo maior polígamo. Até mesmo Salomão com suas 1.000 esposas somente tinha um amor verdadeiro. (6) A poligamia usualmente está situada no contexto do pecado no Antigo Testamento. O casamento de Abraão com Hagar era claramente um ato carnal de descrença (Gn 16:1-2). Davi não estava num ponto alto espiritual quando acrescentou Abigail e Ainoã como esposas (l Sm 25:42, 43), nem Jacó quando se casou com Lia e Raquel (Gn 29: 23, 28) (7) O relacionamento polígamo era menos do que ideal. Criava ciúmes entre as mulheres. Jacó amava Raquel mais do que a Lia (Gn 29:31). Uma esposa de Elcana era considerada uma rival ou adversária pela outra, que “a provocava excessivamente para a irritar. . .” (l Sm 1:6). (8) Quando a poligamia é referida, o condicional, e não o imperativo é empregado. “Se ele der ao filho outra mulher, não diminuirá o mantimento da primeira, nem os seus vestidos, nem os seus direitos conjugais” (Êx 21:10). A poligamia não é o ideal moral mas o polígamo deve ser moral. (9) O Novo Testamento preceitua a monogamia como condição prévia para os lideres da igreja. “É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher. . .” (l Tm 3:2), escreveu o apóstolo. (10) A monogamia não somente era exigida para os lideres da igreja como também era recomendada para todos os homens. Paulo escreveu: “Mas por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa e cada uma o seu próprio marido” (l Co 7:2). Há outros argumentos contra a poligamia, tais como o número relativamente igual de homens e mulheres no mundo, que daria a entender que uma só mulher é feita por um só homem. Mesmo assim, deve ser reconhecido que a poligamia é melhor do que a imoralidade, ainda que não seja tão boa quanto a monogamia. Pelo menos a poligamia é um sistema fechado; não é o amor livre. É melhor tomar uma mulher como uma segunda esposa do que fazer uso dela como meretriz, embora as duas ações estejam abaixo do ideal de y Deus. A poligamia, pelo menos, é um relacionamento em que a outra pessoa pode ser tratada como uma pessoa e não meramente como objeto. Mesmo assim, a poligamia é infe-
rior à monogamia porque não se pode ter um relacionamento único (de um só tipo) com mais do que uma só esposa. As demais esposas nunca serão mais do que uma segunda escolha, e não farão parte daquela união mais íntima que Deus designou para o casamento. Os ciúmes e o ódio serão os resultados naturais do relacionamento polígamo.
II. A BASE HIERÁRQUICA PARA UM CONCEITO CRISTÃO DO SEXO
O caso especial da poligamia não fornece uma exceção ao princípio moral de que o sexo deve ser um relacionamento pessoal, único e permanente entre um homem e uma mulher? Além disto, o caso justificável do divórcio (viz., quando o cônjuge foi infiel) mencionado por Jesus (Mt 19:9) fornece uma exceção à moralidade do vínculo matrimonial? De um ponto de vista bíblico e hierárquico, a resposta às duas perguntas é “Não.” Não há exceções à singularidade do relacionamento conjugal (i.e., um homem para uma mulher); há, apenas, algumas isenções tendo em vista as obrigações superiores. Semelhantemente, não há exceções legítimas à permanência do vínculo conjugal (o divórcio como tal é errado); há apenas algumas obrigações transcendentes que podem intervir. Ou seja: alguns deveres são superiores a outros. Há algumas circunstâncias em que até mesmo o relacionamento conjugal monogâmico é eclipsado por uma responsabilidade superior.
A. A Poligamia e uma Hierarquia de Dever
Moisés ordenou que o irmão sobrevivente levantasse descendência para seu irmão com a viúva deste. Esta lei do parente foi cumprida por Boaz com Rute (Rt 4). Há, no entanto, vários fatores que fazem disto uma forma muito limitada e excepcional da poligamia. 
(l) Era vinculada ao sistema da herança da terra como o povo escolhido de Deus (cf. Rt 4:3). 
(2) Era ligada à benção de Deus através dos filhos; era uma maldição não terem filhos na situação deles (Dt 25:5). 
(3) Devia ser levada a efeito em prol do irmão falecido. 
(4) A pessoa não era forçada a praticá-la (Dt 25:7), embora fosse considerado um gesto de amor para com o próprio irmão, para perpetuar seu nome na terra (v. 7). Com todos estes fatores qualifícantes, não há maneira de usar esta situação especial para os homens em geral. Nem sequer em Israel era normativa. De fato, a poligamia como tal não era planejada para o povo de Deus nem para qualquer povo. Era permitida por Deus, como o divórcio, como uma concessão à,dureza do coração dos homens (cf. Mt 19:8), e foi ordenada por Deus somente para uma circunstância muito especial, viz., de modo que ninguém passasse totalmente sem herdeiros, numa cultura em que os herdeiros eram uma parte essencial da bênção de Deus. Em termos da hierarquia da responsabilidade, pode ser dito que a poligamia como tal nunca é certa. É menos do que o melhor. Não é o melhor relacionamento possível entre o marido e a esposa (ou as esposas). Quando, no entanto, há uma obrigação moral transcendente, neste caso a monogamia pode ser suspendida em prol deste bem maior. Ou seja: se (e somente se) a poligamia é o relacionamento que será um bem maior para um número maior de pessoas (conforme ocorreu na lei do parente próximo), a pessoa deve participar dela. Em síntese, se Deus ordenar que um uso especial da poligamia é justificado, então é moralmente certo transcender assim o relacionamento monógamo moral. Mas a suspensão do dever moral da monogamia nalguns casos não nega, de modo algum, a universalidade do ideal da monogamia. A monogamia é sempre o relacionamento conjugal correto, a não ser que seja transcendida por uma obrigação superior instituída por Deus em circunstâncias especiais. Em quais condições, portanto, o relacionamento monógamo pode ser transcendido pela poligamia? Há vários destes deveres superiores que talvez justifiquem casos especiais da poligamia, 
(l) Quando é uma ordem direta de Deus por razões talvez plenamente conhecidas somente por Ele. 
(2) Quando alguém poderia fazer aquilo que é melhor para a maio•ria das pessoas através da poligamia. Por exemplo, teria sido um ato de egoísmo se um homem no Antigo Testamento não tivesse continuado a herança do seu irmão mediante o gerar de filhos para a esposa do seu irmão. 
(3) Se um homem fosse o único no mundo e sua esposa não pudesse ter filhos, neste caso a poligamia seria justificável a fim de propagar a espécie.9 Mas todos estes são casos especiais; não são normativos. A monogamia é a norma.10 Mas até mesmo uma boa norma não deve ser seguida tão legalisticamente a ponto de destruir mais pessoas do que salvar. Em síntese, a poligamia é justificada somente se há um princípio moral sobrepujante tal como a obediência a Deus ou a preservação da vida (ou mais vidas), que a exija.
B. O Divórcio e uma Hierarquia do Dever 
O divórcio não é uma exceção à ética bíblica: “Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mt 19.6). Mesmo assim, a regra bíblica não é: “O divórcio é sempre errado.” A regra é esta: “Um relacionamento permanente, contínuo e sem igual é sempre certo.” Noutras palavras, as Escrituras estão interessadas na permanência do casamento. A regra é conservar em andamento um relacionamento de amor, sem igual, custe o que custar, posto que não importe na perpetuação de um mal, ou de um bem menor ao invés de um bem maior. A questão, portanto, não é realmente do “divórcio” (a separação) mas, sim, de se realmente ainda há um “casamento” (uma união) de duas pessoas. Ou seja, naturalmente, o homem não deve dividir o que Deus uniu; a pergunta é: Deus uniu este casal? Se Deus não o uniu num amor sem igual e permanente, então pode ser igualmente errado procurar unir aquilo que Deus não uniu. A referência de Jesus à fornicação ou à incastidade como motivo para separação é um exemplo típico. Se um parceiro rompeu o relacionamento conjugal sem igual, ao juntar-se sexualmente a outra pessoa, logo, tanto a permanência quanto a qualidade sem igual do vínculo foram quebradas. Em semelhante caso, onde não há possibilidade de restaurar e perpetuar um relacionamento com relevância permanente, a separação é melhor. Em l Coríntios 7 parece que Paulo está desenvolvendo ainda mais os fundamentos legítimos para terminar um casamento, ao incluir a indisposição do cônjuge descrente de continuar em andamento o contrato depois do outro ter-se tornado cristão. “Mas, se o descrente quiser apartar-se, que se aparte; em tais casos não fica sujeito à servidão, nem o irmão, nem a irmã (aos seus votos de casamento)” (v. 15).11 Se esta for a interpretação correia da passagem, logo, Paulo está apoiando a consideração de que Deus está primariamente interessado em tomar permanentes aqueles relacionamentos onde há uma disposição ou consentimento entre os parceiros. Naturalmente, isto não quer dizer que a mera incompatibilidade é um motivo para o divórcio. O amor exige um esforço para vencer as diferenças. Mas se não pode haver uma união sem igual e permanente, não há razão para forçar um impersonalismo permanente. Deus está interessado em juntar as pessoas de modo permanente num relacionamento pessoal. Se isto não for possível entre as pessoas A e B, então podemos tomar por certo que separá-las será mais útil para mais pessoas (inclusive os filhos) do que solidificar este mau relacionamento. Sob quais responsabilidades superiores, pois, são justificados o divórcio ou a separação? (l) Quando Deus nunca os juntou num relacionamento de amor sem igual desde o início, e quando não há esperança de que ocorrerá no futuro (Mt 19:6). (2) Quando o relacionamento sem igual é irreparavelmente quebrado pela infidelidade (Mt 19:9). (3) Quando um dos parceiros “morre,” i.e., quando existe uma separação física permanente. Esta pode ser uma morte física real ou seu equivalente, um soldado “perdido em combate” pode, no decurso de um prazo, ser pronunciado legalmente “morto” e sua esposa pode ficar livre para um novo casamento. Até a perda de um astronauta no espaço pode qualificar sua esposa para um novo casamento. Estas não são exceções à permanência do casamento, porque um casamento permanente depende de haver duas pessoas dispostas a continuar este relacionamento sem igual.
C. A Fornicação e uma Hierarquia do Dever
Se a poligamia e o divórcio ou a separação podem às vezes ser justificadas tendo em vista uma responsabilidade superior, a fornicação ou as relações sexuais fora do casamento podem ser moralmente correias em qualquer tempo? Mais uma vez a resposta é “Não,” como tal. Pode, no entanto, haver algumas responsabilidades sobrepujantes que poderiam isentar a pessoa das suas responsabilidades normais. Por exemplo, alguém pode ser obrigado a ter relações sexuais fora do seu próprio casamento a fim de salvar uma vida. Tal seria o maior bem naquela situação. Decerto a recusa de salvar uma vida (ou vidas) por meio do sexo não seria certa. Naturalmente, a pessoa desejaria explorar todas as outras alternativas possíveis antes de ter certeza que realmente não haveria outra maneira de salvar a vida. Encontros sexuais por razões puramente terapêuticas são moralmente injustificados. Há outras maneiras de aliviar a tensão e de curar. Além disso, a fidelidade sexual é um valor mais alto que a obtenção do equilíbrio físico. De fato, a infidelidade sexual pode contribuir para o surgimento de desequilíbrio físico. Fletcher está errado ao implicar que a prostituta estava certa na tentativa de ensinar autoconfiança ao jovem marinheiro.12 Há outros meios de ensinar autoconfiança sem pecar sexualmente. Responsabilidades éticas inferiores, como fidelidade sexual, só podem ser suspensas diante de valores mais elevados tais como salvar uma vida e, mesmo assim, unicamente se não há outro jeito de salvá-la. Semelhantemente, a assim-chamada “prostituta patriótica” é uma atividade altamente questionável. Decerto, há outras maneiras, e melhores, de obter as informações secretas necessárias para a defesa da pátria. Ester casou-se para salvar seu povo, mas adulterar é outra questão (Et 4:14-15). Da mesma maneira, parece claro que a Sra. Bergmeier deveria ter explorado mais seriamente outras alternativas antes de concluir que a impregnação pelo guarda amigo era a alternativa certa. A fidelidade e a esperança de libertação com dignidade (e pureza) teria sido um caminho melhor.
D. Resumo e Conclusão
A fidelidade sexual está baseada no relacionamento altamente pessoal, sem igual, e permanente, que as relações sexuais estabelecem entre duas pessoas do sexo oposto. Deus fez o sexo como algo bom, e deu o bom canal através do qual deve ser exercido, viz., o comprometimento vitalício chamado casamento. Somente o relacionamento monógamo exemplifica perfeitamente este relacionamento sem igual (um só do seu tipo). Nenhum homem pode ter dois relacionamentos conjugais do tipo sem igual ao mesmo tempo. A poligamia, portanto, é eliminada do moralmente normativo. Somente se houver algum dever superior, transcendente, é que a pessoa pode ser moralmente isenta do seu relacionamento monógamo. De modo semelhante, o compromisso conjugal é vitalício. O casamento não somente é um relacionamento único como também é permanente. O que Deus ajuntou, o homem não deve separar. Isto não quer dizer que Deus juntou todos aqueles que se juntaram a si mesmos.13 Depois, também, há casos em que o dever inferior à esposa é transcendido por um dever superior à vida humana. Em tais ocasiões, as relações sexuais fora do casamento podem possivelmente ser moralmente justificadas. A obrigação superior, no entanto, não quebra a inferior; meramente a suspende temporariamente. Não há exceções à regra da fidelidade sexual; há apenas algumas isenções tendo em vista valores superiores. A fidelidade sexual é um alto valor moral, mas a vida humana e o dever direto a Deus são ainda mais altos. O cristão sempre deve praticar o máximo bem possível.
Leituras Sugeridas
Cavalcanti, R., Uma Bênção Chamada Sexo  –  La Haye, T., O Ato Conjugal – Trobitsch, W., O Amor, Sentimento a ser Aprendido
 
NOTAS DE RODAPÉ
l. As palavras “imagem” e “semelhança” podem ser paralelas, mas no contexto dão a entender que o homem representa Deus (como fazem as imagens) e se assemelha a Ele (como fazem as semelhanças).
2. Veja o capitulo doze para a discussão da natureza de uma criança nao-nascida, se é verdadeiramente humana ou não.
3. O Novo Testamento não fala de uma alma imortal, mas, sim, ensina a imortalidade de um corpo com uma alma (cf. 2 Tm 1:10; l Co 15:51ss.; 2 Co 5:6-10; l Ts 4:13-18; Jo 5:28).
4. Conforme observou Platão há muito tempo, as paixões descontroladas têm um efeito despótico sobre o indivíduo bem como sobre a sua sociedade. Cf. República IX, 576-579.
5. A discussão aqui é resumida de um livro recente por Herbert J. Miles, Sexual Understanding Before Marriage, Grand Rapids, Zondervan Publishing House, 1971, págs, págs. 137-8.
6. O controle da natalidade será discutido no capitulo doze.
7. RSV traduz “sodomita” por “prostituto cultual”, como também faz ARA em l Rs 15:12. 
8. Era de especial relevância para o israelita não ficar sem herdeiro, por causa da distribuição da terra prometida, e por causa do Messias prometido que deveria vir, possivelmente, por meio da descendência daquele israelita.
9. Abraão errou em tomar Hagar para ter filhos quando Sara era estéril, porque Deus prometera incondicionalmente filhos a Abraão; Deus não condicionou sua promessa a um mandamento que Abraão fizesse qualquer coisa para ajudá-Lo a cumprir a promessa. Do outro lado. Deus ordenou a raça a fazer alguma coisa para se auto-propagar. Logo, qualquer circunstância que ameaça a raça e que pode ser melhor vencida pela poligamia (digamos, que o único homem no mundo tivesse uma esposa estéril) justificaria o uso da poligamia. Adão não enfrentou nenhuma circunstância deste tipo. Sua única esposa era frutífera.
10. A poligamia não se justifica simplesmente pelo motivo de que o mandamento de Deus no sentido de encher a terra pode ser cumprido mais rapidamente. Se já houve tempo em que o mundo precisava de ser enchido, era no próprio principio, e Deus deu a Adão uma só esposa. Esta é uma clara indicação de que Deus não estava com pressa e que Ele não desejava a poligamia.
11. Outros interpretam as palavras no sentido de não serem obrigados a continuar a viver juntos. Ou seja:
o versículo está aprovando a separação mas não o divórcio.
12. Joseph Fletcher, Situation Ethics, págs. 126-127.
13. A questão de se a pessoa está certa ao “desligar” um casamento (não importa se chama “divórcio” ou “anulação”) pela razão de que Deus nunca o juntou no início é difícil. Neemias (13: 25-26) ordenou que os israelitas afastassem suas esposas descrentes. Paulo, do outro lado, aconselha os coríntios a permanecerem casados com seus cônjuges não-cristãos, a não ser que o descrente vá embora (l Co 7: 10-15). Naturalmente, não há contradição alguma aqui, porque as situações são diferentes. Primeiramente, os cristãos em Corinto foram conclamados a manter o relacionamento somente se o descrente estivesse disposto, e também supondo que o cônjuge crente seria uma influência santificadora sobre o cônjuge descrente (w. 12-14). Em segundo lugar, no caso dos israelitas, foram suas esposas adicionais que deviam ser repudiadas (i.e., a poligamia era o pecado deles, e não um mau relacionamento polígamo) e a influência religiosa parecia estar indo na direção errada, viz., para longe de Deus. A única resolução que podemos sugerir aqui é que nunca se deve desfazer um relacionamento monógamo a não ser que mantê-lo esteja envolvendo um pecado maior. Em síntese, o princípio do maior bem exigiria que a pessoa se “desligasse” de um casamento que nunca foi a intenção de Deus desde o princípio, e que o levaria a pecados piores se continuasse. 
 
PADRÕES DE MORALIDADE SEXUAL- CD BEP DA CPAD 
Hb 13.4 “Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém aos que se dão à prostituição e aos adúlteros Deus os julgará”.
O crente, antes de mais nada, precisa ser moral e sexualmente puro (cf. 2Co 11.2; Tt 2.5; 1Pe 3.2). A palavra “puro” (gr. hagnos
ou amiantos) significa livre de toda mácula da lascívia. O termo refere-se a abstenção de todos os atos e pensamentos que incitam desejos incompatíveis com a virgindade e a castidade ou com os votos matrimoniais da pessoa. Refere-se, também, ao domínio próprio e a abstenção de qualquer atividade sexual que contamina a pureza da pessoa diante de Deus. Isso abrange o controle do corpo “em santificação e honra” (1Ts 4.4) e não em “concupiscência” (4.5). Este ensino das Escrituras é tanto para os solteiros, como para os casados. No tocante ao ensino bíblico sobre a moral sexual, vejamos o seguinte:
(1) A intimidade sexual é limitada ao matrimônio. Somente nesta condição ela é aceita e abençoada por Deus (ver Gn 2.24 nota; Ct 2.7 nota; 4.12 nota). Mediante o casamento, marido e mulher tornam-se uma só carne, segundo a vontade de Deus. Os prazeres físicos e emocionais normais, decorrentes do relacionamento conjugal fiel, são ordenados por Deus e por Ele honrados.
(2) O adultério, a fornicação, o homossexualismo, os desejos impuros e as paixões degradantes são pecados graves aos
olhos de Deus por serem transgressões da lei do amor (Êx 20.14 nota) e profanação do relacionamento conjugal. 
Tais pecados são severamente condenados nas Escrituras (ver Pv 5.3 nota) e colocam o culpado fora do reino de Deus (Rm 1.24-32; 1Co 6.9,10; Gl 5.19-21).
(3) A imoralidade e a impureza sexual não somente incluem o ato sexual ilícito, mas também qualquer prática sexual com outra pessoa que não seja seu cônjuge. Há quem ensine, em nossos dias, que qualquer intimidade sexual entre jovens e adultos  solteiros, tendo eles mútuo “compromisso”, é aceitável, uma vez que não haja ato sexual completo. Tal ensino peca contra a santidade de Deus e o padrão bíblico da pureza. Deus proíbe, explicitamente, “descobrir a nudez” ou “ver a nudez” de qualquer pessoa a não ser entre marido e mulher legalmente casados (Lv 18.6-30; 20.11, 17, 19-21; ver 18.6 nota).
(4) O crente deve ter autocontrole e abster-se de toda e qualquer prática sexual antes do casamento. Justificar intimidade premarital em nome de Cristo, simplesmente com base num “compromisso” real ou imaginário, é transigir abertamente com os padrões santos de Deus. É igualar-se aos modos impuros do mundo e querer deste modo justificar a imoralidade. Depois do casamento, a vida íntima deve limitar-se ao cônjuge. A Bíblia cita a temperança como um aspecto do fruto do Espírito, no crente, i.e., a conduta positiva e pura, contrastando com tudo que representa prazer sexual imoral como libidinagem, fornicação, adultério e impureza. Nossa dedicação à vontade de Deus, pela fé, abre o caminho para recebermos a bênção do domínio próprio: “temperança” (Gl 5.22-24).
(5) Termos bíblicos descritivos da imoralidade e que revelam a extensão desse mal. 
(a) Fornicação (gr. porneia). Descreve uma ampla variedade de práticas sexuais, pré ou extramaritais. Tudo que significa intimidade e carícia fora do casamento é claramente transgressão dos padrões morais de Deus para seu povo (Lv 18.6-30; 20.11,12, 17, 19-21; 1Co 6.18; 1Ts 4.3). 
(b) A lascívia (gr. aselgeia) denota a ausência de princípios morais, principalmente o relaxamento pelo domínio próprio que leva à conduta virtuosa (ver 1Tm 2.9 nota, sobre a modéstia). Isso inclui a inclinação à tolerância quanto a paixões pecaminosas ou ao seu estímulo, e deste modo a pessoa torna-se partícipe de uma conduta antibíblica (Gl 5.19; Ef 4.19; 1Pe 2.2,18). 
(c) Enganar, i.e., aproveitar-se de uma pessoa, ou explorá-la (gr. pleonekteo, e.g., 1Ts 4.6), significa privá-la da pureza moral que Deus pretendeu para essa pessoa, para a satisfação de desejos egoístas. Despertar noutra pessoa estímulos sexuais que não possam ser correta e legitimamente satisfeitos, significa explorá-la ou aproveitar-se dela (1Ts 4.6; Ef 4.19). 
(d) A lascívia ou cobiça carnal (gr. epithumia) é um desejo carnal imoral que a pessoa daria vazão se tivesse oportunidade (Ef 4.22; 1Pe 4.3; 2Pe 2.18; ver Mt 5.28 nota).
O que a Bíblia diz a respeito do sexo oral e anal?
A bíblia não limita, não restringe e nem prescreve formas de carícias e de prática sexual entre pessoas casadas, dentro do casamento. Dos casados, porém, se espera que eles se respeitem e se amem mutuamente. Dentro desses princípios, nenhuma parte sujeitará a outra a fazer o que não quer, o que lhe desagrade, o que não lhe dá prazer, e o que a possa machucar. o recomendável, portanto, é que eles se mantenham dentro dos limites de um relacionamento natural. Lembramos aqui as palavras que o apóstolo Paulo escreve aos Romanos 1. 26,27: “Por causa disso os entregou Deus a paixões infames; porque até as suas mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural de mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo em si mesmos a merecida punição do seu erro.” De que fala este texto? Segundo a maior parte dos teólogos, ele se refere à homossexualidade masculina e feminina. A condenação desta prática, que implica em relação anal, ainda que entre marido e mulher, está clara. Além do texto acima, há também o de Gênesis 9, onde se relata a destruição de Sodoma e Gomorra, precisamente por causa desse pecado. Alias, é do pecado praticado em Sodoma, que vem o termo “sodomia”, um sinônimo de homossexualismo. Se, no texto do apóstolo Paulo, se pode ou não incluir também a prática do sexo oral, não fica claro. Esta, ao menos, é opinião de uma parte dos teólogos. Sendo assim, podemos admitir que esse assunto se situa na esfera da liberdade cristã, ou seja, o casal cristão tem liberdade para decidir se deve ou não praticar o sexo oral. Casais cristãos devem agradecer a Deus por ele lhes conceder, através do xeo, uma maravilhosa e prazerosa forma de relacionamento, e não só um meio de reprodução. E, por ser objeto de agradecimento e de louvor a Deus, o sexo deve ser praticado como expressão do amor conjugal entre pessoas casadas, na certeza de que nada poderá substituir o ato conjugal tradicional.
 
Vítimas da Imoralidade Sexual
Sexo. Ele domina a programação da televisão, enche revistas, e freqüentemente dita as escolhas da moda. Mesmo quando milhões estão perdendo suas vidas para a AIDS e outras doenças sexualmente transmitidas, muitos continuam o jogo mortal de desobedecer a lei de Deus. Aqueles que buscam servir a Cristo são continuamente tentados a voltar à sensualidade do mundo. Aqueles que proclamam padrões bíblicos de moralidade e pureza sexual são freqüente-mente considerados antiquados. O sexo é bom. Deus criou nossos desejos sexuais naturais com dois propósitos: ì Procriação (Gênesis 1:28; 9:1; Salmo 127:3-5; 1 Timóteo 5:14), e í Satisfação mútua de esposo e esposa, criando um laço especial exclusivamente para estas duas pessoas (1 Coríntios 7:3-5; Provérbios 5:15-23). Porém muitas pessoas têm ignorado a beleza do perfeito desígnio de Deus. As relações sexuais antes do casamento são absolutamente proibidas pela palavra de Deus (Hebreus 13:4; 1 Coríntios 7:2; 6:9). Um homem que pressiona sua namorada a praticar ato sexual não está mostrando amor por ela, mas simplesmente seu próprio egoísmo. Uma mulher que seduz um homem para pecar com ela está mostrando que ela não o ama e não ama o Senhor. Não devemos enganar-nos nunca ao confundirmos paixões carnais com verdadeiro amor.
O adultério leva a impureza sexual a um nível ainda mais feio. Aquele que trai seu parceiro de casamento em relação sexual com outro está mostrando total desrespeito por todos os envolvidos. Ele está desrespeitando a Deus, seu cônjuge e o amante ilícito. Paulo identifica uma outra vítima do pecado sexual. A imoralidade é um pecado contra si mesmo. O fornicador está se esquecendo que Deus pagou um preço muito alto S a vida de seu Filho S para nos comprar do pecado. “Vocês foram comprados por alto preço. Portanto glorifiquem a Deus com o corpo de vocês” (1 Coríntios 6:20, NVI).
Se você estiver praticando imoralidade sexual, precisa parar. Peça desculpas à pessoa ou pessoas contra quem pecou, e peça humildemente o perdão de Deus. – por Dennis Allan http://www.estudosdabiblia.net/esc45.htm
 
ORIENTAÇÃO PARA UMA VIDA SEXUAL SADIA
I. A SANTIDADE SEXUAL NA NATUREZA:
Sua finalidade é garantir a manutenção das espécies de seres vivos. É por isso que o impulso sexual é algo tão forte. A energia sexual é seguramente a energia biológica mais poderosa que existe, pois é através dela que nos tornamos parceiros de Deus no processo da Criação. É a única energia natural capaz de gerar Vida (Gn. 1.22,28). O Sexo na espécie humana e nas demais espécies de seres vivos: a diferença está no fato de que o ser humano é o único animal que usa o sexo não só para procriar, mas como fonte de prazer e expressão de amor. Grifamos a conjunção “e” para realçar o fato de que as duas coisas vêm necessariamente juntas: à luz da Palavra de Deus, o sexo apenas como fonte de prazer torna-se pecaminoso, como veremos no decorrer do estudo.
1- O plano de Deus para a sexualidade humana: à luz de Gn. 2.24 e Mt. 19.3-11, compreendemos que o plano de Deus é que o ser humano exerça sua sexualidade no plano de companheirismo entre o homem e a mulher numa parceria de vida, e não só de sexo. Uma união tão completa que torna dois indivíduos de sexos opostos partes de uma unidade que, idealmente, deve ser indissolúvel (ver também I Co. 7.4).
A importância que a Bíblia dá à relação sexual fica clara no texto de I Co. 6.16, onde podemos perceber que o vínculo criado por esse relacionamento é intenso, mesmo quando exercido de modo leviano e irresponsável. A intimidade compartilhada gera uma espécie de compromisso implícito, que a qualquer momento pode surgir na forma de cobranças afetivas ou materiais.
2- Erotismo x pornografia: Há uma diferença básica entre estas duas palavras, embora elas venham sendo usadas hoje em dia praticamente como sinônimos. Erotismo é o conjunto de sensações e impulsos que nos impelem à atividade sexual. Dentro de um relacionamento sexual sadio, os estímulos eróticos, como beijos e carícias, fazem parte do “jogo do amor”, e levam a sensações e experiências muito agradáveis. Pornografia, por outro lado, é o mau uso do erotismo, levando a práticas sexuais erradas e pervertidas: o estímulo à prostituição, ao homossexualismo, etc. A confusão de erotismo com pornografia tem levado muitos crentes a deixarem de exercer e aproveitar as práticas eróticas normais, como se o erotismo em si mesmo fosse pecaminoso. Ver I Tm. 4.1-5 e Tt. 1-15. A este respeito, citamos Robinson Cavalcanti em seu livro Libertação e Sexualidade:
“O que pode o ser humano fazer com a sua sexualidade:
A- Realizá-la:
de forma estável, comprometida e heterossexual (ideal) – o que nem sempre é possível, por fatores interiores ou alheios à vontade (falta de condições, falta de parceiros, etc.);
de forma instável, não comprometida ou mecânica com relacionamentos heterossexuais sucessivos e superficiais;
de forma homossexual, instável ou estável, o que não é recomendável;
de forma isolada pela masturbação.
B- Reprimi-la: violentando a natureza, o que traz conseqüências negativas;
C- Sublimá-la: canalizando a libido para atividade alternativas e compensatórias, de forma temporária ou permanente, quando possível.
A culpa é um ponto de encontro entre a Teologia e a Psicologia. A Graça pode ser outro ponto de encontro, que substitui o anterior. A culpa, quanto à sexualidade, tem afetado a saúde mental de milhares de pessoas, inclusive cristãs. De onde, então, pode se originar o sentimento de culpa?
3– Há erotismo na Bíblia? Leia-se Pv. 5.15-20; Ct. 1.2; 4.10,11; 7.9-12. É fácil perceber, por estas passagens, que o erotismo é parte natural e agradável da vida humana, em nada afastando o Homem do seu Criador.
Podemos notar, por esta primeira parte do estudo, que a sexualidade e o erotismo são bênçãos que Deus nos dá, e não pecados em si mesmos. Como, então, a sexualidade pode se tornar um fator de afastamento de Deus? Passamos então a analisar o
II. COMPORTAMENTO SEXUAL FORA DO PLANO DE DEUS
Procedimentos “normais” do ponto de vista exclusivamente biológico (ou seja, envolvendo duas pessoas de sexos opostos, numa relação pênis/vagina); podemos analisar dois tipos de situação:
Relações sexuais antes do compromisso conjugal: quando o casal ainda não tem condições de maturidade, estabilidade financeira e psicoafetiva, quando ainda não é possível assumir um com o outro o compromisso de parceria de vida, e não só de sexo. Este tipo de situação ocorre:
1 para adquirir experiência: o jovem ou adolescente acha que precisa aprender antes de comprometer-se com o (a) futuro (a) companheiro (a);
2 por amor, entre namorados. Neste caso, freqüentemente há o compromisso afetivo mas não existem condições de se assumir o compromisso conjugal. O casal sente que “um pertence ao outro”, e a atração é muito forte, e sempre muito difícil de resistir.
A Palavra de Deus adverte expressamente contra a prática do ato sexual sem o compromisso conjugal. Ver Dt. 22.20,21,28 e 29. No segundo livro de Samuel, no capítulo 13, há a história de Amnom e Tamar (ambos filhos de Davi, mas de mães diferentes), em que Amnom sente fortíssima atração pela meia-irmã, e a seduz. O relato bíblico diz que “Depois Amnom sentiu por ela grande aversão, e maior era a aversão que sentiu por ela, que o amor que ele lhe votara”. Este é um fato comum: um dos parceiros passa a desprezar o outro (mais freqüentemente o rapaz despreza a moça), e o relacionamento, inicialmente bonito, correto e saudável, dá lugar a tristeza, humilhação e sofrimento.
Como resistir? A receita bíblica é o autocontrole, fruto do Espírito: I Ts. 4.3-8; I Co. 13.7; Gl. 5.23. Ver também a advertência aos jovens, em Ec. 11.9.
a) Relações sexuais extraconjugais: o adultério.
A Bíblia proíbe expressamente a prática do adultério, sendo esta proibição um dos dez mandamentos (Ex. 20.14). Na lei mosaica, este pecado era punido com a pena de morte (Dt. 22.22-27). Salomão, no livro dos Provérbios, adverte contra esta prática: Pv. 7.7-23. É comum o adúltero achar que pode justificar-se argumentando que a atração que sente pela outra (ou o outro, no caso da mulher) surgiu como uma coisa espontânea, “honesta”, até bonita. Isto é uma ilusão. Há no adultério uma dupla deslealdade: para com o cônjuge, que está sendo traído, e para com o companheiro ou companheira clandestina, com quem não se pode assumir nenhum compromisso definitivo, a não ser à custa de romper o vínculo com o parceiro original. A gravidade do adultério como pecado compreende-se claramente pela importância que Jesus lhe dá: na ótica do Mestre, é a única justificativa aceitável para o processo de divórcio (Mt. 19.9).
b) O incesto, ou relação sexuais entre parentes íntimos, também é expressamente reprovado na instrução dada por Deus a Moisés (Lv. 18.6-16).
c) Relações sexuais sem amor, sem comprometimento mútuo, pelo simples prazer, ou em troca de dinheiro ou favores especiais (por interesse). No primeiro caso, falamos em fornicação, e no segundo, em prostituição. Desvios ou aberrações do comportamento sexual: já mencionamos acima que a relação sexual normal do ponto de vista biológico envolve duas pessoas de sexos opostos, sexualmente maduras, isto é, cujo organismo está pronto para o ato da procriação. Qualquer relação fora deste padrão já não envolve apenas questões éticas, mas sim condições patológicas: doenças da mente e do espírito. Em Lv. 18.22,23, e Rm. 1.26,27 compreendemos a gravidade deste tipo de comportamento. Conhecemos vários tipos de aberração:
d) Bestialismo ou zoofilia: a prática de relações sexuais com animais.
e) Pedofilia: a atração anormal por crianças ( criaturas ainda não sexualmente maduras).
f) Necrofilia: a prática de relações sexuais com cadáveres.
g) Homossexualismo: o relacionamento sexual com pessoas do mesmo sexo.
h)Sexo anal: a relação sexual com penetração no ânus em vez da vagina. Biologicamente, o ânus é um orifício de saída, não de entrada. O material contido na ampola retal, que é a última parte do intestino e que desemboca no ânus, é cheio de bactérias, cuja presença é normal no local mas nas vias urinárias pode levar ao aparecimento de lesões e infecções às vezes graves. Além disso, é uma relação mais traumática, causando freqüentemente escoriações e fissuras por onde podem entrar microorganismos atingindo a corrente sangüínea e causando doenças como a AIDS. É interessante a maneira como Robinson Cavalcanti analisa os desvios do comportamento sexual, no livro já citado acima:
“Há um certo consenso na ética cristã de que:
por certo Deus destinou o ser humano a buscar a realização sexual com outros seres vivos. A necrofilia, ou atração sexual por cadáveres, fere esse padrão;
1 Deus destinou o ser humano à realização sexual com outro ser da mesma espécie. A zoofilia, ou atração sexual por irracionais, fere esse padrão;
2 Deus destinou o ser humano à realização com o sexo oposto. O homossexualismo, ou atração pelo mesmo sexo, fere esse padrão;
3 Deus destinou o ser humano a se realizar sexualmente por livre manifestação de vontade. O estupro, ou relações sexuais à força, fere esse padrão;
4 Deus destinou o ser humano à realização sexual por amor. A prostituição, ou relação sexual mediante remuneração ou recompensa, fere esse padrão;
5 Deus destinou o ser humano a relacionamentos estáveis, que crescem e se aprofundam. A fornicação, ou relacionamentos sexuais efêmeros e sucessivos, fere esse padrão;
6 Deus destinou o ser humano a relacionamentos na amplitude da espécie. O incesto, ou relacionamento sexual com parentes próximos, fere esse padrão;
7 Deus concebeu a atividade sexual como um ato de comunicação interpessoal. A masturbação, ou auto-realização sexual solitária, quando opção permanente de um egoísmo sexual, fere esse padrão;
8 Deus deixou ao ser humano a incumbência e a capacidade de reprodução da espécie. Ele é a fonte da vida e condena a morte. O aborto, ou destruição do ser enquanto ainda no útero, fere esse padrão;
9 Destinou Deus o ser humano a fazer da atividade sexual um ato construtivo de afeto. O sadismo, ou prazer em fazer sofrer, e o masoquismo, ou prazer no sofrer, com suas agressões e mutilações, fere esse padrão;
10 Destinou Deus o ser humano à integração da sua sexualidade com equilíbrio, dentro de uma pluralidade de atividades e interesses. A lascívia, sexocentrismo, sexomania ou obsessão sexual, fere esse padrão.”
Todo desvio de conduta é conseqüência da negação de Deus por parte do ser humano (Rm. 1.21-32). Em 1 Co. 6.9,10 há uma lista de tipos de pessoas que não podem herdar o reino de Deus: “nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o Reino de Deus”. É claro que isto não significa que não há esperança para os adúlteros, homossexuais, fofoqueiros, furadores de fila, pão-duros, etc. Porém, é uma ilusão perigosa achar que Jesus vai garantir salvação sem conversão. Devemos respeito a essas pessoas enquanto seres humanos, mas não podemos, por exemplo, pedir que Deus abençoe uma união homossexual sob o pretexto de que “é uma relação de amor”(!). Imitando Jesus, devemos amar o pecador, mas não o pecado. Felizmente, em Jesus há esperança para todas estas pessoas (1 Co. 6.11). Para terminar o nosso estudo, analisaremos agora a 
III. ATITUDE DO CRISTÃO DIANTE DO PECADO E DO PECADOR
Atitude errada: o legalismo (Cl. 2.16-23). A postura dos “crentes” tem sido tradicionalmente assim. Estamos sempre prontos a apontar o dedo, a julgar e a condenar, apesar de todas as advertências da Palavra de Deus contra este hábito (Rm. 2.1; Tg. 2.8-13; Lc. 18.9-14).A Igreja tem um Código de Disciplina que tem sido aplicado com extremo rigor e sem misericórdia no caso dos pecados sexuais, e de maneira branda ou mesmo nenhuma no caso de intrigas, fofocas maldosas, atitudes desonestas, etc. Membros têm sido afastados do convívio dos crentes por causa da disciplina mal aplicada. Muitos, por não terem ainda maturidade espiritual, têm se afastado de Deus por confundirem a “justiça” da igreja com a Justiça de Deus. Não queremos dizer com isto que o Código de Disciplina é supérfluo ou está errado, mas que ele tem sido aplicado de maneira totalmente distante dos propósitos de Deus. Punições como suspensão ou exclusão da comunhão só devem ser aplicadas em casos de membros não arrependidos e reincidentes contumazes apesar das exortações feitas com amor. A disciplina de Deus está bem exemplificada na história de Davi (2 Sm. 12.1-25). Tendo cometido o duplo crime de adultério e assassinato, Davi é exortado e depois informado que tem o perdão de Deus, mas não pode fugir às conseqüências do seu pecado. E a sua atitude é exemplo para todos nós.
A atitude correta:
1-A atitude de Jesus: o episódio da mulher adúltera nos dá o exemplo (Jo. 8.1-11). Ficam claras a Sua misericórdia para com a pecadora, sem tornar-se cúmplice ou conivente com o seu pecado (“Vai, e não peques mais”).
2-A “receita” bíblica para a nossa atitude: Gl. 6.1-5).
Encerramos este estudo com uma afirmação de fé: talvez muitos de nós tenhamos em nosso passado algum pecado, de ordem sexual ou não, do qual nos envergonhamos. Mas podemos confiar na promessa de Deus em Sua Palavra: “Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados, em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus (1 Co. 6.11). Que a Graça do Nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todos nós.
( Cláudio Lysias )
Site para estudo sobre Sexualidade (homossexualismo e Aids).
http://www.moses.org.br/homossex-c1.htm 
 
 
 AJUDA DA LIÇÃO 7 – REVISTA CPAD – 2TR-2018
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Mostrar que a sexualidade é uma dádiva divina que deve ser usufruída dentro dos parâmetros instituídos pelo Criador.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
 
Apresentar o conceito de sexualidade segundo uma concepção bíblica;
Discutir os propósitos do sexo segundo as Escrituras Sagradas;
Conscientizar a respeito do casamento como limite ético para o sexo.
 
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Prezado(a) professor(a), o tema que vamos estudar na lição deste domingo, a sexualidade, ainda é um assunto cercado de tabus e mitos em nossas igrejas. Por isso, alguns crentes não querem nem ouvir essa palavra e muito menos discutir a questão na Escola Dominical. Mas não podemos nos esquecer que este é um assunto bíblico e muito pertinente em nossos dias, pois estamos vendo a proliferação de várias ideologias malignas a respeito da sexualidade. Também não podemos nos esquecer de que tudo que DEUS criou é bom e isto inclui o sexo. É importante que você, no decorrer da lição, ressalte que o sexo nunca foi, em si mesmo, pecaminoso. DEUS o estabeleceu para ser desfrutado no casamento antes que o pecado entrasse no mundo (Gn 2.21-25). Aquele que criou o universo, também criou nosso corpo e nossos órgãos sexuais. A vida sexual saudável dentro do casamento tem a bênção de DEUS, além de dar alegria e prazer ao ser humano.
PONTO CENTRAL
A sexualidade é uma dádiva divina.
 
SUBSÍDIO TEOLÓGICO TOP1
“[…] O Cristianismo não está só quando coloca implicações religiosas no sexo. No mundo antigo a prostituição religiosa celebrava a fertilidade da natureza. No outro extremo, o celibato ainda é adotado como vocação religiosa. Mais pertinente ao sexo é o rito da circuncisão no Antigo Testamento, adotado como sinal de que a aliança de DEUS estava sobre os filhos de Abraão, de geração em geração. Os próprios órgãos genitais deviam ser uma lembrança permanente de que a sexualidade é concedida pelo Senhor e que somos responsáveis perante Ele pelo uso do sexo.
A união sexual e a reprodução fazem parte da criação e foi ordenada por DEUS desde o princípio, pela instituição do casamento. O sexo não pode ser retirado desse contexto e tratado de forma meramente biológica ou psicológica, como ocorre na sociedade contemporânea. Seu principal significado não deve ser encontrado em si mesmo, no ato, na experiência ou mesmo em suas consequências sociais. Como em qualquer coisa vista teisticamente, seu significado principal deve ser encontrado em relação a DEUS e seus propósitos” (HOLMES, Arthur F. Ética: As decisões morais à luz da Bíblia. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2000, p. 129).
 
CONHEÇA MAIS TOP1
*Prevenção moral
“Não permitamos que o adultério, a prostituição, o homossexualismo, o aborto e a injustiça, nos invadam os lares pelos meios de comunicação. Levantemo-nos contra tais fortalezas. Forcemos os portais do inferno até que as suas trancas se arrebentem.” Para conhecer mais leia “As Novas Fronteiras da Ética Cristã”, CPAD, p.230.
 
SUBSÍDIO TEOLÓGICO TOP2
“Por que DEUS criou o sexo?
A Bíblia nos dá três razões específicas para o sexo:
1. Procriação
Provavelmente você já conhece a primeira razão por que DEUS criou o sexo. Chama-se procriação. Em Gênesis 1.28, DEUS revelou a Adão e Eva seu propósito para o sexo quando disse: ‘Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a’. DEUS nos deu uma capacidade de criar vida semelhante à dEle por meio do ato sexual. O início desse versículo nos conta que DEUS pretendia que os resultados do sexo fossem uma bênção.
2. Unidade
Como seres humanos, somos dotados de um profundo desejo por intimidade. Ansiamos por nos unir a outros seres humanos e a DEUS. O Senhor nos criou com esse desejo. Parte do seu projeto para o sexo inclui satisfazer essa necessidade de relacionar-se de modo pessoal. Está provado cientificamente que o sexo cria um laço entre duas pessoas, mas os níveis mais profundos de união e intimidade só podem ser atingidos com a busca pelo plano de DEUS para o sexo. Gênesis 2.24 diz: ‘Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-à à sua mulher, e serão ambos uma carne’. Essa passagem fala sobre o vínculo entre marido e mulher fortalecendo-se a ponto de eles se tornarem uma só carne. O escritor de Gênesis sabia intuitivamente o que a ciência confirmou há pouco tempo. Pesquisadores descobriram um hormônio chamado ‘ocitocina’, ou ‘hormônio do amor’. A ocitocina é uma substância química que nosso cérebro libera durante o sexo e a atividade que precede o ato. Quando essa substância é liberada, produz sentimentos de empatia, confiança e profunda afeição. Cada vez que você faz sexo, seu corpo sofre uma reação química que lhe diz para ‘apegar-se’. DEUS criou os meios para satisfazer nosso desejo por intimidade em um nível biológico.
3. Recreação
Uma das razões por que DEUS criou o sexo foi para o nosso prazer. Vemos isso claramente em Provérbios 5.18,19: ‘Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade, como a cerva amorosa e gazela graciosa; saciem-te os seus seios em todo o tempo; e pelo seu amor sê atraído perpetuamente’. Essa passagem fala de um marido sendo satisfeito pelo corpo de sua esposa. O texto original pode ser lido como: ‘Que você fique inebriado pelo sexo com ela’. DEUS planejou o sexo para ser divertido e prazeroso. Está claro que DEUS criou o sexo para o nosso benefício e para sua glória. Quando se desfruta o sexo de acordo com o plano divino, o resultado é maravilhoso. Quando saímos dos limites estabelecidos por DEUS para nossa vida sexual, o prazer diminui, a intimidade é rebaixada, e as bênçãos que DEUS planejou como resultados de nossos encontros sexuais podem se deteriorar” (MCDOWELL, Josh; DAVIS, Erin. Verdade Nua & Crua: Amor, sexo e relacionamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2011, pp. 20-23).
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO TOP3
“A intimidade sexual é limitada ao matrimônio. Somente nesta condição ela é aceita e abençoada por DEUS. Mediante o casamento, marido e mulher tornam-se uma só carne, segundo a vontade de DEUS. Os prazeres físicos e emocionais normais, decorrentes do relacionamento conjugal fiel, são ordenados por DEUS e por Ele honrados.
O adultério, a fornicação, o homossexualismo, os desejos impuros e as paixões degradantes são pecados graves aos olhos de DEUS por serem transgressões da lei do amor e profanação do relacionamento conjugal. Tais pecados são severamente condenados nas Escrituras e colocam o culpado fora do reino de DEUS.
Imoralidade e a impureza sexual não somente incluem o ato sexual ilícito, mas também qualquer prática sexual contra outra pessoa que não seja seu cônjuge” (Bíblia de Estudo Pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, 1921).
 
PARA REFLETIR – A respeito do tema “Ética Cristã e Sexualidade”, responda:
Qual a diferença entre “sexo” e “sexualidade”? 
A biologia define “sexo” como um conjunto de características orgânicas que diferenciam o macho da fêmea. Já o termo “sexualidade” representa o conjunto de comportamentos, ações e práticas dos seres humanos que estão relacionados com a busca da satisfação do apetite sexual, seja pela necessidade do prazer ou da procriação da espécie.
Por que o sexo não pode ser tratado como algo imoral ou indecente? Sendo criação divina, o sexo não pode ser tratado como algo imoral ou indecente.
Qual a finalidade primordial do sexo? A finalidade primordial do ato sexual refere-se à procriação.
A finalidade do sexo, segundo a Bíblia, é só para procriar? Não, a satisfação e o prazer conjugal também são finalidades do sexo.
O que é fornicação? A fornicação é o contato sexual entre pessoas solteiras, ou seja, não casadas.
CONSULTE – Revista Ensinador Cristão – CPAD, nº 74, p40.
SUGESTÃO DE LEITURA – Casamento, Divórcio e Sexo à Luz da Bíblia; Sexo? Agora não, obrigado!; A Cura do Abuso Sexual
1 Tessalonicenses 4.3-6ORIENTAÇÕES SOBRE O ANDAR CRISTÃO DIÁRIO, 4.3-6

1. Vida de Obediência e Pureza (4.1-8)

Finalmente (lit., “quanto ao mais”, NVI) é expressão que marca mudança de assun­to. A dupla expressão vos rogamos e exortamos (1) indica a enorme seriedade do escri­tor. O apóstolo não ameaça ou dá ordens a estes cristãos perseguidos. A exortação séria combina com a oração fervorosa que a precede. A graça de Deus tem der ser correspondida pela resposta humana. A solicitação é no Senhor Jesus. Estas exigências éticas são resultados da união com Cristo, e estão fundamentadas e inspiradas na autoridade de Cristo. Assim como recebestes de nós dá a entender que a instrução ética tinha lugar importante na igreja primitiva. E ainda hoje é indispensável. Andar representa a maneira de viver. Agradar a Deus sugere que glorificar a Deus e fazer a sua vontade é o cerne da vida cristã. O termo convém ressalta que os remidos são pessoas que têm compromissos a cumprir, mas mesmo assim o “jugo é suave” e o “fardo é leve”.

Derivado de manuscritos mais antigos e melhores, no lugar de assim andai e ime­diatamente depois de agradar a Deus ocorrem as palavras “e efetivamente estais fa­zendo” (RA; cf. BAB, BJ, CH, NTLH, NVI). Paulo não está insinuando que eles tenham falhado em viver a vida cristã. Na realidade, estas palavras são um elogio discreto. A ênfase está em realizar, ir adiante, fazer progresso mais rápido. Eles têm de continuar a progredir cada vez mais. Não há lugar para inatividade na vida cristã. Ficar parado significa de fato desviar-se. Deus não fixa limites para o progresso na graça. O cristão que “dá fruto” é limpo para que produza “mais fruto” (Jo 15.2). A vida tem de se tornar mais progressiva. A vida santificada é a vida que progride e dá fruto.

Paulo tem cuidado em deixar claro (2) que os mandamentos (“instruções”, BJ, CH, RA; “ensinamentos”, NTLH) previamente dados aos convertidos não eram de autoridade própria, mas pelo Senhor Jesus. A preposição na frase indica a amplitude total da revelação e autoridade divina através de Jesus Cristo (quanto aos mandamentos, cf. Jo 14.15,21; 15.7,10,12; 1 Jo 2.4-6; 3.22-24; 5.2,3(refs9)). A prática da obediência conscienciosa à vontade conhecida de Deus é proposta como o fundamento mínimo para o sucesso e crescimento na vida cristã.

Tendo estabelecido o princípio acima, Paulo passa para a aplicação específica: Por­que esta é a vontade de Deus, a vossa santificação (3). O termo grego hagiasmos (santificação) é primariamente o trabalho de tornar santo, separar do pecado para Deus, tornar moralmente puro; mas é também o estado resultante da santidade.’ Deus deseja, diz o apóstolo, santificar (consagrar para si mesmo e purificar interiormente) estes crentes tessalonicenses (cf. 1.7-9) para que sejam santos.

Claro que esta não é a definição da vontade de Deus, mas a declaração, dentro do contexto, do propósito de Deus para os seus filhos remidos (cf. 1.4; 5.23; cf. tb. Jo 17.19; Ef 5.25-27; Hb 13.12 (refs3)). A vontade de Deus pode ser vista como preceito (lei ou mandamento inalterável, ao qual os homens têm de se submeter); como propósito (sabedoria e amor divino que busca seus objetivos sublimes); como poder (eficiência divina que elabora o que foi proposto); e como promessa (confiança absoluta no cumprimento do seu propósito).

Da declaração geral do plano de Deus para a vida humana, Paulo passa abrupta­mente para a aplicação dando um exemplo específico: Que vos abstenhais da prosti­tuição (3; “que vos esquiveis de toda depravação sexual”, NTA). “O propósito de Deus é torná-los santos, e isso implica um rompimento total com a imoralidade sexual” (CH). Talvez cause surpresa que tal instrução fosse dada a um grupo como os crentes tessalonicenses. Embora não haja indicação de nódoa no caráter deles, semelhante ensi­no fazia-se necessário entre os que se convertiam do paganismo. Neil declara: “O fato é que uma das barreiras mais difíceis que o convertido pagão tinha de transpor era a atitude cristã concernente ao sexo. Ele fora criado num mundo em que se aceitava habi‑

tualmente poligamia, concubinato, homossexualidade e promiscuidade. […] Muitos dos cultos religiosos eram de caráter francamente sexuais, com ritos fálicos e fornicação sa­cramental como parte da adoração”.’

É digno de nota que, junto com outros assuntos pertinentes às práticas pagãs, a fornicação seja mencionada e proibida na diretiva do Concílio de Jerusalém (At 15.29).

A satisfação ilegítima ou imoderada do apetite sensual permanece área de tentação para todos os cristãos saudáveis e normais Contudo, o cristão não santificado está peri­gosamente vulnerável a tais atrativos. Em nossos dias, há um paganismo ressurgente com seu entretenimento obsceno, literatura pornográfica, desdenho aos votos matrimo­niais, promiscuidade, obsessão global pelo sexo e permissividade geral nas relações se­xuais. Em tempos como estes, o ensino do Novo Testamento sobre pureza sexual é deses­peradamente necessário, e a experiência neotestamentária da santificação, com sua de­voção total à vontade de Deus, é a verdadeira resposta. O código imoral de nosso tempo é promovido e tolerado por filosofias entrincheiradas, como o naturalismo e o evolucionismo. É preciso a dinamite do evangelho para despedaçar estes extraordinários refúgios da depravação.

Logo em seguida à aplicação negativa do ensino sobre santificação (3), Paulo le­vanta duas questões específicas (4-6). O problema do versículo 4 gira em torno do termo grego skeuos (vaso), que significa literalmente “utensílio” ou “ferramenta”. É lógico que aqui Paulo usa o termo metaforicamente. Quanto ao significado, os intérpretes e comen­taristas, de ontem e de hoje, dividem-se entre “esposa” e “corpo”. A favor de “esposa” estão os usos paralelos na literatura rabínica que poderiam ter influenciado Paulo. Visto que o extenso apelo a todos os usos literários paralelos da palavra é muito inconcluso, talvez a questão devesse ser decidida com base na escolha da palavra que melhor se ajuste ao contexto. Neste ponto ambos os lados também apresentam fortes argumenta­ções sobre quesitos gramaticais e o que faz o melhor sentido. A solução gira em torno do significado do infinitivo grego ktosthai, traduzido por possuir. Por exemplo, Robertson diz que significa “adquirir”, “obter”, mas não “possuir”.3 Neste caso, pensar em vaso como “corpo” seria incongruente. Moffatt fez esta tradução: “Aprenda a tomar uma espo­sa para si” (“saiba tomar uma esposa para si”, RSV). João Wesley apoiava “esposa”, como apoiavam Weymouth e muitos outros. William Barclay4 traduziu assim: “Que cada um de vós saiba possuir [controlar, administrar] o seu próprio corpo” (cf. NVI). Phillips fez esta versão: “Cada um deve aprender a controlar seu corpo” (CH; cf. “cada um de vós tem de aprender a ganhar domínio sobre o seu corpo”, NEB).

Na opinião de Neil5 e Morris,’ o significado é “corpo”, visto que pensar em uma espo­sa como vaso degradaria e não elevaria o casamento, além de estar em desacordo com a passagem e com o espírito de Paulo. Esta interpretação soa mais consistente com uma ética sublime. Em defesa da opção “corpo”, temos um precedente em 2 Coríntios 4.7. Se considerarmos que a expressão é idiomática e que vaso não transmite conotação degra­dante, então a objeção à opção “esposa” seria em grande parte eliminada.’

Os pontos em análise aqui são a pureza sexual, o domínio próprio e a autodisciplina, consideradas sob a ótica das características da vida santificada. Em santificação signi­fica em completa consagração do corpo e espírito, em pureza interior das paixões depra­vadas. Em honra dá a entender a resultante reverência para o corpo, em vez de estar em prostituição de suas faculdades e apetites. Estes são elevados como meios para a pureza e o cumprimento da vontade de Deus (3). A relação matrimonial e todas as relações entre os sexos têm de estar em honra. Reverência ou honra ao corpo é um conceito particularmente cristão (quanto à honra, cf. Cl 2.23; 2 Tm 2.20,21; 1 Pe 3.7 (refs4)).

Agora Paulo fala do oposto do que acabou de ensinar, fazendo um contraste elucidativo. Não na paixão de concupiscência (5; “paixão de desejos desenfreados”, NVI) está em contraste direto com em santificação e honra. A santidade cristã resga­ta o casamento do nível degradante dos gentios (“os pagãos”, BV, CH, NVI), que consi­deravam o corpo como “vítima de algum forte desejo lascivo” (CH). Os gentios agem assim, porque são estranhos à santa lei de Deus revelada. Todo avivamento de santidade será acompanhado ou precedido pelo respeito à lei moral revelada.

Paulo agora acrescenta a terceira das três orações coordenadas que ampliam a idéia de: Esta é a vontade de Deus, a vossa santificação (3). A primeira oração coordena­da é: Que vos abstenhais da prostituição (3); a segunda, começa com que cada um de vós (4); a terceira oração coordenada é: Ninguém oprima (“prejudique”, NTLH, NVI) ou engane (“explore”, CH) a seu irmão em negócio algum (6). “No assunto” (ASV; grifo meu) é tradução mais exata (cf. “neste assunto”, BV, NVI; cf. NTLH; “nesta matéria”, AEC, RA; cf. BJ). A tradução negócio algum dá margem para a inclusão da conduta em geral, ao passo que a tradução exata indica o “assunto” ou “matéria” em discussão, isto é, a imoralidade sexual.

Vários intérpretes influentes opinam que pragma (“assunto”, BV, NTLH, NVI; ou “matéria”, AEC, BJ, RA) aqui deve ser considerado como negócio. Esta interpretação dá a entender que Paulo deixa de lado a questão da conduta sexual e passa a analisar o pecado da cobiça, ou em outras palavras, a honestidade nos procedimentos empresari­ais. Contudo, segundo a maioria dos comentaristas, é preferível pensarmos que o “as­sunto” ou “matéria” é definido pelo contexto. Em nenhuma parte do Novo Testamento pragma tem a conotação de negócio.

Todos os tipos de imoralidade e degradação sexual constituem injustiças contra pes­soas inocentes que são ou serão envolvidas. E tais ações não são o único interesse dos parceiros imediatos no pecado.

Deus vinga os injustiçados (4.6). Tendo elevado grandemente o padrão cristão da pureza pessoal, Paulo reforça o ensino com uma série de sanções solenes. A primeira sanção foi traduzida literalmente: Porque o Senhor é vingador de todas estas coi­sas (6). O irmão (qualquer indivíduo) prejudicado pode ter sido enganado, e a sociedade em que tais injustiças ocorrem pode não condená-las ou até as tolere, mas o julgamento de Deus sobre toda a impureza é certo e terrível. Ainda que o ajuste de contas no sentido mais pleno tenha de esperar o julgamento final (e esta é a provável referência primária aqui), há uma indenização cobrada no corpo e na natureza emocional, moral e espiritual daqueles que se viciam na conduta imoral. As leis morais de Deus estão escritas na constituição da natureza humana, e a negligência dessas leis traz consigo uma vingança que, às vezes, é dramática, outras vezes é silenciosa e furtiva, mas sempre é certa (cf. Rm 1.24-32; Gl 6.7,8; Ef 5.5,6 (refs5)).

Para os tessalonicenses, este assunto deve ter sido uma tentação constante, pois Paulo declara: Como também, antes, vo-lo dissemos e testificamos (lit., “e afirma­mos solenemente”; cf. “e asseguramos”, NVI) a esse respeito.

Deus chama os homens à santidade (4.7). A segunda sanção contra a impureza é a natureza do chamado divino: Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação (7). Neste contraste breve e vívido, Paulo expõe toda a amplitude do sublime propósito de Deus para os crentes. Foi nada menos que a santidade, a restauração ao homem da imagem moral de Deus, a área que o pecado destruiu (cf. “Pois Deus não nos chamou não para a impureza, mas sim, para a santidade”, BJ). O pensamento volta ao versículo 3 e à “vontade de Deus”, a qual aqui está ligada com aquele dia mara­vilhoso na vida deles, quando Deus em misericórdia e graça os chamou de uma vida de pecado para a comunhão com ele. O chamado foi da iniciativa de Deus; era o amor de Deus em ação. O chamado foi propositado, e o propósito era nada menos que “a mais completa pureza” (CH): a santidade de coração e de vida. Considerando que o chamado é mediado pela pregação do evangelho, a igreja não pode ter outra mensagem que esta. A palavra grega hagiasmos (santificação) é a mesma que ocorre nos versículos 3 e 4 (ver comentários sobre essa palavra ali). O argumento aqui é que o cristão que fica aquém de uma vida de santificação está, primeiramente, negando o propósito divino em salvá-lo.

c) Não faça pouco caso de Deus (4.8). Esta sugere a terceira sanção: Portanto, quem despreza (lit., “põe de lado” e, por conseguinte, “faz pouco caso”, CH) isto não despre­za ao homem, mas, sim, a Deus (8). O verbo não tem objeto, mas o significado é bas­tante claro pelo contexto. Negativamente, a referência é às determinações contra a im­pureza sexual; mas estas, ao longo da passagem, são postas em contraste com o chamado à santificação, e assim, positivamente, a referência é a esse chamado. A exigência ética e espiritual à santificação acha-se, não no ensino de um homem (o apóstolo), mas na natureza e vontade de Deus.

Esta terceira sanção é reforçada imediatamente pela caracterização especial de Deus: Que nos’ deu” também o seu Espírito Santo (8). Deus habita em seu povo na pessoa do Espírito Santo. Aquele que despreza peca não contra uma deidade dis­tante, mas entristece e insulta o Espírito regenerador e santificador de Deus. A ordem incomum das palavras gregas traduzidas por o seu Espírito Santo” destaca esta verdade. A ênfase em hagion (Santo) é solene e categórica: “O Espírito dele, o santo”.’ Esta tradução sugere a opção: “Cujo [mesmo] Espírito [que] ele vos dá [é] santo” (NTA). Phillips também entendeu o significado: “Não é por acaso que o Espírito que Deus nos dá é chamado o Espírito Santo” (CH, o grifo consta originalmente na versão; a BV também grifa a palavra Santo).

A fonte da nova vida do crente é o Espírito Santo, e nisto vemos a incompatibilidade absoluta de uma vida de impureza e pecado com a vida em Cristo. A santificação não só é da vontade de Deus, mas o próprio Espírito Santo, que está em ação na vida do crente, é a fonte da verdadeira santificação. A obra peculiar do Espírito Santo é santificar. Se o ministério do Espírito não for repelido (cf. 5.19), mas amorosamente recebido, ele infali­velmente levará à santificação total de toda a pessoa (cf. 5.23,24).

A mensagem dos oito versículos antecedentes é particularmente necessária nesses dias. Para salvar nossa casa e nossa nação da ruína ameaçadora, a igreja tem de er­guer bem alto o padrão da pureza moral, encontrada apenas pela graça santificadora de Deus em Cristo.
Beacon
4.3 Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da fornicação;
Que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra;
Não na paixão da concupiscência, como os gentios, que não conhecem a Deus.
Ninguém oprima ou engane a seu irmão em negócio algum, porque o Senhor é vingador de todas estas coisas, como também antes vo-lo dissemos e testificamos.

1 Tessalonicenses 4:3-6 ESTA É A VONTADE DE DEUS Embora vivessem numa sociedade onde o pecado sexual era comum e aceitável, os apóstolos não transigiam com a verdade e a santidade de Deus. Não rebaixaram os padrões morais para acomodá-los às idéias e tendências daquela sociedade. Sempre que se deparavam com baixo padrões morais em alguma igreja (cf. Ap 2.14,15,20), repreendiam-na e procuravam corrigi-la. Considerando padrões a baixa moralidade que prevalece em nossos dias, precisamos de dirigentes do tipo dos apóstolos, para conclamar a igreja a obedecer aos padrões divinos de retidão

4.3-7 QUE VOS ABSTENHAIS DA PROSTITUIÇÃO. Deus determina para todos os crentes normas elevadas de pureza e santidade concernentes a assuntos sexuais (para um estudo deste assunto, ver o estudo PADRÕES DA MORALIDADE SEXUAL).

4.6 NINGUÉM… ENGANE A SEU IRMÃO. A imoralidade sexual de de um cônjuge prejudica o outro, seja ele crente ou não. “Enganar” (gr. pleonokteo) significa “ultrapassar o certo”, “transgredir”, “exceder”. Todo tipo de relacionamento sexual fora do casamento, além de pecaminoso, constitui terrível ato de injustiça contra a outra pessoa. O adultério viola os direitos do outro cônjuge. Intimidades sexuais antes do casamento arruínam a santidade e a castidade estabelecidas por Deus para o gênero humano. Destroem a pureza e a virgindade, que devem ser conservadas para o casamento.

 
 
REVISTA NA INTEGRA DE 2002 SOBRE ESTE TEMA – Lições Bíblicas CPAD – Jovens e Adultos – 3º Trimestre de 2002 –
Título: Ética Cristã — Confrontando as questões morais – Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

Lição 6: O cristão e a sexualidade – Data: 12 de Agosto de 2002

TEXTO ÁUREO
“E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou” (Gn 1.27).
VERDADE PRÁTICA
Ao criar o ser humano, Deus dotou-o de sexualidade plena e diferenciada, macho e fêmea, segundo seus propósitos. Essa sexualidade era normal no princípio.

LEITURA DIÁRIA
Segunda – Gn 18.25 Deus é o Juiz de toda a terra
Terça – Is 1.4,5 O profeta Isaías denuncia a rebelião de seu povo
Quarta – Na 1.3 Deus não tem o culpado por inocente
Quinta – Mt 24.7,29 O Senhor Jesus falou de desajustes na natureza e da convulsão social
Sexta – Rm 8.22 Toda a criação está gemendo
Sábado – Gl 6.7 Tudo que o homem semear isso também ceifará

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – Gênesis 1.27; 2.24; 1 Coríntios 7.2,3,5; Provérbios 5.18; Eclesiastes 9.9.
Gênesis 1
27 – E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.
Gênesis 2
24 – Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.
1 Coríntios 7
2 – mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido. 3 – O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher, ao marido.
5 – Não vos defraudeis um ao outro, senão por consentimento mútuo, por algum tempo, para vos aplicardes à oração; e, depois, ajuntai-vos outra vez, para que Satanás vos não tente pela vossa incontinência.
Provérbios 5
18 – Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade.
Eclesiastes 9
9 – Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias de vida da tua vaidade; os quais Deus te deu debaixo do sol, todos os dias da tua vaidade; porque esta é a tua porção nesta vida e do teu trabalho que tu fizeste debaixo do sol.

PONTO DE CONTATO
Sabemos que ao nascer, o ser humano foi dotado, por Deus, de instintos específicos sem os quais sua sobrevivência seria impossível.
Quem ensinou o bebê a sugar o leite materno? (instinto de sobrevivência). Por que as pessoas sentem medo? (instinto de preservação da vida). Por que são agressivas? (instinto de defesa de seu território). O que faz com que elas construam amizades? (instinto gregário, o homem vive em grupos). Neste conjunto está inserido o impulso sexual que caracteriza o instinto de preservação da espécie.
O homem pecador deturpou este impulso divino, gerando as muitas aberrações que sabemos existir hoje, mas isso não invalida a intenção de Deus de perpetuar a espécie humana através da sexualidade sadia.

OBJETIVOS – Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Orientar-se, em relação à sexualidade, pelos princípios morais e éticos da Palavra de Deus.
Praticar os conselhos apresentados na Palavra de Deus concernente ao relacionamento conjugal.

SÍNTESE TEXTUAL
Se precisássemos de uma razão para explicar porque Deus uniu as primeiras pessoas no Éden, poderíamos declarar sem medo de errar: a preservação da família.
Ao contemplarmos o mundo de hoje, com uma proporção cada vez maior de indivíduos que abandonam o lar, com tudo o que ele representa, em busca de seus próprios interesses, vamos constatar quanto este mundo está distanciado do propósito de Deus. A sexualidade desenfreada, a tão mencionada nas Escrituras concupiscência da carne, é a grande responsável pelos desvios de conduta que levam o homem e a mulher de hoje a pecarem. O sexo não deve ser concebido como algo imoral, feio e vulgar. Também não deve ser concebido como instrumento de prazeres egoísticos e de desventura infligida ao próximo. Deve, antes, ser compreendido à luz da Bíblia como algo criado por Deus no ser humano para sua satisfação pessoal e preservação da espécie acompanhadas de vidas santas, puras e virtuosas.

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Você já considerou o método de ensino de Jesus? Ele falava a respeito de coisas que as pessoas podiam ver: um semeador, um casamento, um templo, uma criancinha, uma moeda, as aves, os lírios, o vento, a moedinha da viúva, uvas, pescadores, bois, portões e a ceifa. Cada situação de ensino sugere alguma coisa que você pode usar para ilustrar a verdade. Planeje o uso de quadros, de gráficos, de mapas, de modelos, do quadro de giz, de pôsteres e de objetos de todos os tipos para ressaltar sua apresentação. Você deve usar materiais audiovisuais, se estiverem em disponibilidade. Você pode imaginar quão eficaz uma lição fica quando o aluno pode ouvir, ver e tocar coisas que ensinam uma única verdade?

COMENTÁRIO
introdução
Quando Deus formou o primeiro casal, dotou-o de estrutura físico-emocional e instinto sexual que o capacitam para a reprodução e preservação da espécie humana. O propósito de Deus é que os filhos procedam do casamento e não de outra maneira. A quebra dessa lei resulta em frutos amargos para a família. Deus assim dotou o homem para propósitos específicos, puros e elevados. Portanto, a sexualidade é parte natural e integrante do ser humano. No casamento, a sexualidade exerce papel fundamental e indispensável para o bom relacionamento entre os cônjuges e, como já foi dito, para a perpetuação do gênero humano, circunscrita ao plano de Deus para o matrimônio. Vamos refletir um pouco nesta lição sobre esse importante assunto.

I. VISÃO BÍBLICA DO SEXO
1. O sexo foi feito por Deus. Deus fez o homem, incluindo o sexo e “viu que tudo era bom” (Gn 1.31). As mãos que fizeram os olhos, o cérebro, também fizeram os órgãos sexuais. Aquele que criou a mente, criou também o instinto sexual. No princípio, ao ser criado, o sexo era puro e sem pecado. Mas, com a transgressão de Adão no Éden, todas as faculdades do homem foram afetadas pelo pecado, inclusive o sexo.
2. O homem participando da criação. Deus quis em sua soberania que o homem desse continuidade à espécie, macho e fêmea, indicando a clara e inequívoca diferenciação entre os sexos (ver Gn 1.27).
3. A intimidade e interação sexual é privativa dos casados. A ordem de crescer e multiplicar não foi dada a solteiros, mas a casados (Gn 1.27,28). Deus não quis que o homem vivesse só e lhe deu uma esposa, já formada, preparada para a união conjugal. O ensino bíblico é que o homem deve desfrutar o sexo com a esposa de modo normal, racional, sadio e amoroso não com a namorada ou noiva. Em Cantares de Salomão, tem-se a exaltação do amor conjugal. Este, não ocorre entre solteiros (Ct 4.1-12; Ef 5.22-25). Pesquisas indicam que 50% dos jovens evangélicos já praticaram sexo antes do casamento. Isso é pecado grave contra o próprio corpo, contra o Criador, contra a Palavra de Deus, contra o próximo, contra a Igreja e contra a família.

II. O SEXO E A VIVÊNCIA CRISTÃ
1. Sua natureza. Quando terminou de criar todas as coisas (incluindo o homem), “viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom e foi a tarde e a manhã: o dia sexto” (Gn 1.31). O sexo, como já afirmamos, fez e faz parte da constituição físico-emocional do ser humano, desde a criação. Logo, não é correto concebê-lo como algo imoral, feio, vulgar e pecaminoso. Deus não faria nada ruim. Ele planejou e formou o homem, a “coroa da criação”, numa totalidade, incluindo o sexo. O que tem arruinado o sexo e o tornado repulsivo por muitos é o seu uso ilícito, antibíblico, antinatural, anticristão, antissocial e sub-humano. Demônios podem atuar no ser humano na área do sexo (Os 4.12; 5.4).
2. Suas finalidades. A união conjugal pautada nas Sagradas Escrituras propicia:
a) A procriação (Gn 1.27,28; Sl 139.13-16). A procriação é o ato criador do Eterno através do homem. Ele dotou o homem de capacidade reprodutiva, instituiu o matrimônio e a família, visando a legitimação desse maravilhoso e sublime processo que a mente dos mortais jamais poderá explicar. “Frutificai e multiplicai-vos”, foi a ordem do Criador (Gn 1.27,28).
b) O ajustamento do casal. Em 1 Coríntios 7.1-7, vemos uma orientação bíblica muito importante do apóstolo Paulo no que diz respeito à intimidade conjugal. O apóstolo, nesta passagem, considera os seguintes princípios:
• Prevenção (v.2): “mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher e cada uma tenha o seu próprio marido”. Com isso, evita-se o adultério e a prostituição.
• Mútuo dever (v.3): “O marido pague à mulher a devida benevolência e, da mesma sorte, a mulher ao marido”. É o dever do amor conjugal, no que tange ao atendimento das necessidades sexuais, a que tem direito cada cônjuge.
• Autoridade mútua (v.4): “A mulher não tem poder sobre seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também, da mesma maneira, o marido não tem poder sobre seu próprio corpo, mas tem-no a mulher”. Não se trata aqui, da autoridade por imposição, pela força, mas sim pelo amor conjugal. Diga-se também que o marido não pode abusar da esposa, praticando atos ilícitos, carnais, abusivos e sub-humanos, ou vice-versa.
• Abstinência consentida (v.5): Isto é importante no relacionamento do casal. Os cônjuges podem abster-se, por algum tempo, da prática sexual, mediante o consentimento mútuo. Não pode haver imposição de um sobre o outro. Caso decidam separar-se no leito conjugal, devem fazê-lo sob as seguintes condições: que haja concordância entre ambos, e que haja sabedoria quanto ao tempo determinado para dedicarem-se à oração e à disciplina da vontade (de ambos).
c) A satisfação amorosa do casal. Existem seitas ou religiões e, até evangélicos, que proíbem o prazer do sexo alegando que a finalidade deste é somente a procriação. Isso não tem base na Bíblia. Vários textos nos mostram que Deus reconhece o direito de o casal usufruir desse prazer. Em Provérbios 5.18-23, o sábio recomenda aos cônjuges que desfrutem do sexo, sem referir-se, neste caso, ao ato procriativo. Nesta passagem, porém, o homem é advertido quanto à “mulher estranha”, a adúltera; e é incentivado a valorizar a união conjugal honesta e santa, exaltando a monogamia, a fidelidade (ver Ec 9.9; Ct 4.1-12; 7.1-9). No Antigo Testamento, a “lua de mel” durava um ano! (Dt 24.5).
3. Ante a lei divina. A vida sexual do casal, na ótica bíblica:
a) Deve ser exclusiva ou monogâmica. Deus condena de forma veemente a poligamia (Gn 2.24; Pv 5.17).
b) Deve ser alegre. O casal tem direito de usufruir do contentamento propiciado pela intimidade matrimonial (Pv 5.18).
c) Deve ser santa (1 Pe 1.15 e 1 Ts 4.4-8). A santidade se aplica também ao nosso corpo, uma vez que o Espírito Santo habita em nós (1 Co 6.19,20), razão pela qual toda e qualquer prática sexual ilícita (aberrações, bestialidade etc.) não devem ser permitidas; além de pecaminosas, não contribuem para o ajustamento espiritual do casal.
d) Deve ser natural (Ct 2.6; 8.3). As relações sexuais anal e oral são antinaturais e sub-humanas, portanto, reprováveis. Os pecados do sexo são responsáveis por muitas doenças, inclusive as denominadas “sexualmente transmissíveis (DST) que vêm ceifando milhões de vidas no mundo inteiro, principalmente a AIDS”. Essas práticas sexuais reprováveis estão sujeitas a juízo (Hb 13.4).

III. O SEXO FORA DO CASAMENTO É PECADO
Sexo premarital é pecado e, igualmente o extramarital.
1. Fornicação. Prática do sexo entre solteiros ou entre casado e solteiro. O fornicário não entra no céu (Ap 21.8; Gl 5.19 e 1 Co 6.18).
2. Adultério. Relação sexual de casados com pessoas que não são seus cônjuges (Mt 5.27; Mc 10.9 e Rm 13.9). É grave e desastroso pecado (Pv 5.1-5).
3. Prostituição. Em sentido geral, envolve todas as práticas sexuais pecaminosas. Em sentido estrito, é a intimidade sexual com prostitutas e a infidelidade conjugal. Deus a proíbe com veemência (Dt 23.17); é grave pecado (1 Co 6.16); é insanidade, loucura, estupidez e torpeza (Pv 7.4-10; 1 Co 6.15-18).
4. Homossexualismo. É a prática sexual entre pessoas do mesmo sexo. Contrariando a opinião de muitos, a Bíblia condena, pois é abominação ao Senhor (Lv 20.13; 18.22; Dt 23.17,18), perversão sexual de Sodoma — sodomia (Gn 19.5). Deus destruiu cidades por causa disso (Dt 23.17). Não entram no Reino de Deus os que praticam tais atos (1 Co 6.9,10).
5. A masturbação. Há ensinadores que não a consideram pecado de forma alguma. Outros, dizem que é totalmente errado. Outros, ainda, dizem que, se não for por vício, mas por necessidade, torna-se moralmente justificável. De qualquer forma, é pecado, por contrariar o plano de Deus, pois o sexo não deve ser egoísta, mas partilhado com outra pessoa, no âmbito do casamento. A masturbação está sempre associada a fantasias sexuais.

CONCLUSÃO
Os preceitos bíblicos que dão conta da sexualidade se identificam com o que Jesus chamou de “caminho estreito”, o qual poucos se dispõem a palmilhar. No mundo hodierno, onde os meios de comunicação em massa aprovam, promovem, incentivam e exaltam o erotismo, sensualidade, a prostituição e o sexo fora do casamento, de modo irresponsável e pecaminoso é necessário que o cristão tome posição firme e consciente. Ele deve orientar-se pelos princípios morais e éticos, para a sexualidade, à luz da Palavra de Deus.

VOCABULÁRIO
Aberração: Ato ou efeito de aberrar; desviar-se das regras naturais; esquisito; anomalia, anormalidade, irregularidade.
Abstinência: Abstenção; qualidade daquele que se abstém e se priva de algo; privação voluntária.
Inequívoco: Que não tem mais de um sentido ou se presta a mais de uma interpretação; não ambíguo; que não dá margem a suspeita.
Monogamia: Casamento do homem com uma só mulher.
Procriação: Ato ou efeito de procriar; dar origem, nascimento, existência, a; crescer em número, pela procriação; multiplicar-se, reproduzir-se.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
A Juventude Cristã e o Sexo. Elienai Cabral, CPAD.
E Agora, Como Viveremos? Colson & Pearcey, CPAD.
Ética: As Decisões Morais à Luz da Bíblia. Arthur F. Holmes, CPAD.
Pureza Sexual: Como Vencer Sua Guerra Interior. Robert Daniels, CPAD.
Responda-me, Por Favor!: Sexo & Namoro. Marta D. de Andrade e Claudionor C. de Andrade, CPAD.EXERCÍCIOS
1. Como o homem participa da criação?R. Através da procriação.
2. Quem tem o direito legítimo de desfrutar a sexualidade?R. Os casados.
3. De acordo com a lição, quais as finalidades da união sexual?R. Procriação, ajustamento entre o casal e satisfação ou prazer entre os cônjuges.
4. Como deve ser a relação sexual de um casal cristão?R. Exclusiva, alegre, santa e natural.
5. Que é fornicação?R. A prática do sexo entre solteiros.

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES
Subsídio Doutrinário
“Um relacionamento sexual não está confinado a apenas duas pessoas. Envolve também Deus, Criador e Senhor de todos nós, que pelos propósitos que tinha em mente, fez-nos criaturas sexuais. O Cristianismo não está só quando coloca implicações religiosas no sexo. No mundo antigo, a prostituição religiosa celebrava a fertilidade da natureza. No outro extremo, o celibato ainda é adotado como vocação religiosa. Mais pertinente ao sexo é o rito da circuncisão no Antigo Testamento, adotado como sinal de que a aliança de Deus estava sobre os filhos de Abraão, de geração em geração. Os próprios órgãos genitais deviam ser uma lembrança permanente de que a sexualidade é concedida pelo Senhor, e que somos responsáveis perante Ele pelo uso do sexo.
A união sexual e a reprodução fazem parte da criação e foi ordenada por Deus desde o princípio, pela instituição do casamento. O sexo não pode ser retirado desse contexto e tratado de forma meramente biológica ou psicológica, como ocorre na sociedade contemporânea. Seu principal significado não deve ser encontrado em si mesmo, no ato, na experiência ou mesmo em suas consequências sociais. Como em qualquer coisa vista teisticamente, seu significado principal deve ser encontrado em relação a Deus e seus propósitos” (Ética: As Decisões Morais à Luz da Bíblia. CPAD, p.129).

 
AJUDA BIBLIOGRÁFICA
AS GRANDES DEFESAS DO CRISTIANISMO – CPAD – Jéfferson Magno Costa
BÍBLIA ILUMINA EM CD – BÍBLIA de Estudo NVI EM CD – BÍBLIA Thompson EM CD.
Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.
CPAD – http://www.cpad.com.br/ – Bíblias, CD’S, DVD’S, Livros e Revistas. BEP – Bíblia de Estudos Pentecostal.
CHAMPLIN, R.N. O Novo e o Antigo Testamento Interpretado versículo por Versículo. 
Conhecendo as Doutrinas da Bíblia – Myer Pearman – Editora Vida
Comentário Bíblico Beacon, v.5 – CPAD.
Comentário Bíblico TT W. W. Wiersbe
Comentário Bíblico Expositivo – Novo Testamento – Volume I – Warren W. Wiersbe
CRISTOLOGIA – A doutrina de JESUS CRISTO – Esequias Soares – CPAD
Ética Cristã – Norman Geisler – Sociedade Religiosa Edições Vida Nova – Caixa Postal 21266, São Paulo-SP 04602-970
Ética – Pr. Humberto Schimitt Vieira – MANUAL DE ETICA MINISTERIAL – Cantares – Gravadora e Editora – www.gravadoracantares.com.br
ÉTICA E O MELHOR NEGOCIO – Por John Maxwell
Ética ministerial – Jânio Santos de Oliveira – Presbítero e professor de teologia da Igreja Assembléia de DEUS Taquara – Duque de Caxias- Rio de Janeiro – janio-construcaocivil.blogspot.com
Dicionário Bíblico Wycliffe – CPAD
GARNER, Paul. Quem é quem na Bíblia Sagrada. VIDA
http://www.gospelbook.netwww.ebdweb.com.brhttp://www.escoladominical.nethttp://www.portalebd.org.br/, Bíblia The Word.
O Novo Dicionário da Bíblia – J.D.DOUGLAS.
Peq.Enc.Bíb. – Orlando Boyer – CPAD
Revista Ensinador Cristão – CPAD.
Revista CPAD – Lições Bíblicas – 2002 – 3º Trimestre – Ética Cristã – Pr. Elinaldo Renovato de Lima
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
Teologia Sistemática Pentecostal – A Doutrina da Salvação – Antonio Gilberto – CPAD
Teologia Sistemática – Conhecendo as Doutrinas da Bíblia – A Salvação – Myer Pearman – Editora Vida
Teologia Sistemática de Charles Finney
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE – http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
ANDRADE, Claudionor Corrêa de. As novas fronteiras da Ética Cristã. CPAD.
DOUGLAS, Baptista. Valores Cristãos: enfrentando as questões morais do nosso tempo. CPAD
GILBERTO, Antonio, et al. Teologia Sistemática Pentecostal. CPAD.
HOUAISS, Antônio. Dicionário da Língua Portuguesa. OBJETIVA.
Legislação Brasileira de Transplante de Órgãos. 2002.
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
https://detonandoamatrix.wordpress.com/2012/01/25/as-diferenc%CC%A7as-fisiolo%CC%81gicas-entre-homens-e-mulheres-parte-2/
Comentário Bíblico Wesleyana – Editora Vida

Publicado no site do Pr. Luiz Henrique

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