Ética Cristã e Doação de Órgãos – Pr. Luiz Henrique

Ética Cristã e Doação de Órgãos – Pr. Luiz Henrique

Lição 7, Ética Cristã e Doação de Órgãos

2º Trimestre de 2018 – Título: Valores Cristãos – Enfrentando As Questões Morais de Nosso Tempo

Comentarista: Pr. Douglas Baptista, Líder da Assembleias de DEUS Missão em Brasília – DF

Complementos, Ilustrações e Vídeos: Pr. Luiz Henrique de Almeida Silva – 99-99152-0454.Ajuda – http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao10eticaedoacaoorgaos.htmhttps://www.slideshare.net/henriqueebdnatv/slides-da-lio-7-tica-crist-e-doao-de-rgos-2tr18-pr-henrique-ebd-na-tv slides

TEXTO ÁUREO
“Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos.”  (1 Jo 3.16)

VERDADE PRÁTICA
A doação de órgãos, bem como a de tecidos humanos, expressa o verdadeiro amor cristão.

http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao7-vc-2tr18-vp.jpg

LEITURA DIÁRIA
Segunda – Mt 22.37-40 O amor cristão é a síntese da lei e dos profetas
Terça – Mt 7.12 A Bíblia apresenta a empatia e a solidariedade como princípios cristãos
Quarta – 1 Jo 3.17,18 O amor deve ser demonstrado por obras, não apenas por palavras
Quinta – Gl 4.15 Os irmãos da Galácia desejaram doar até o que não podiam
Sexta – Lc 1.37 Para a operação de milagres, não há impossível para DEUS
Sábado – Mt 20.28 CRISTO entregou a sua vida em resgate do ser humano

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – 1 Coríntio 15.35-45
35 – Mas alguém dirá: Como ressuscitarão os mortos? E com que corpo virão? 36 – Insensato! O que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer. 37 – E, quando semeias, não semeias o corpo que há de nascer, mas o simples grão, como de trigo ou doutra qualquer semente. 38 – Mas DEUS dá-lhe o corpo como quer e a cada semente, o seu próprio corpo. 39 – Nem toda carne é uma mesma carne; mas uma é a carne dos homens, e outra, a carne dos animais, e outra, a dos peixes, e outra, a das aves. 40 – E há corpos celestes e corpos terrestres, mas uma é a glória dos celestes, e outra, a dos terrestres. 41 – Uma é a glória do sol, e outra, a glória da lua, e outra, a glória das estrelas; porque uma estrela difere em glória de outra estrela. 42 – Assim também a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo em corrupção, ressuscitará em incorrupção. 43 – Semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscitará com vigor. 44 – Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo animal, há também corpo espiritual. 45 – Assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão, em espírito vivificante.

OBJETIVO GERAL – Mostrar que a doação de órgãos está fundamentada na doutrina do amor cristão.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Explicar o conceito geral de doação de órgãos;

Mencionar os exemplos de doação na Bíblia;

Conscientizar de que doar órgãos é um ato de amor.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
A ideia de “doar” é abundantemente expressa nas Escrituras Sagradas. Ela está diretamente ligada ao mandamento de “amar o próximo”. Doar é a ação concreta do amor. É a boa obra que expressa o amor que sentimos pelo outro. Tiago e João dizem em suas epístolas que, se por exemplo, um cristão diz ter fé e amar, mas não apresenta uma ação concreta ao objeto dessa fé e desse amor, as epístolas sentenciam: esse cristão não tem fé e não ama respectivamente. O nosso amor a DEUS está proporcionalmente ligado ao nosso amor ao próximo. Nesse sentido, precisamos expor a relevância deste tema tão urgente nos dias atuais: doar órgãos significa salvar vidas. Quem ama, doa!

PONTO CENTRAL – A doação de órgãos expressa o amor cristão. Resumo da Lição 7, Ética Cristã e Doação de Órgãos

I – DOAÇÃO DE ÓRGÃOS: CONCEITO GERAL
1. Definição de transplante.

2. O conceito de doação na Bíblia.

3. A doação de si mesmo: pertencemos a DEUS.

II – EXEMPLOS DE DOAÇÃO NA BÍBLIA

1. O exemplo dos gálatas.

2. O desprendimento de Paulo.

3. A doação suprema de CRISTO.

III – DOAR ÓRGÃOS É UM ATO DE AMOR

1. O princípio da empatia e da solidariedade.

2. O princípio do verdadeiro amor. 

SÍNTESE DO TÓPICO I – Doar é um ato voluntário de prover o bem-estar ao próximo. Esse ato está intrinsecamente ligado ao nosso amor a DEUS.

SÍNTESE DO TÓPICO II – A Bíblia mostra muitos exemplos de doação, dentre os quais, todos são sombras da suprema doação: a morte vicária de CRISTO.

SÍNTESE DO TÓPICO III – Doar órgãos está fundamentado no princípio do verdadeiro amor e tem raízes no princípio da empatia e da solidariedade.  

Resumo Rápido do Pr. Henrique da Lição 7, Ética Cristã e Doação de Órgãos

Muitas vezes, o transplante de órgãos pode ser única esperança de vida ou a oportunidade de um recomeço para pessoas que precisam de doação. O Sistema Único de Saúde (SUS) tem o maior programa público de transplante do mundo, no qual cerca de 87% dos transplantes de órgãos são feitos com recursos públicos, e ajuda cada vez mais pessoas a terem uma vida melhor.Como podemos ajudar? Podemos nos cadastrar como doadores e também incentivar outros a se cadastrarem. Muitas vidas serão salvas assim.  

I – DOAÇÃO DE ÓRGÃOS: CONCEITO GERAL

1. Definição de transplante. 

TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS

O QUE É UM TRANSPLANTE?
Transplante é a transferência de células, tecidos, órgãos, ou de partes do corpo de uma pessoa (doador) para outra (receptor), com a finalidade de restabelecer uma função do corpo do receptor.

QUAIS OS BENEFÍCIOS DE UM TRANSPLANTE?
O transplante pode trazer enormes benefícios às pessoas afetadas por doenças que, de outro modo, seriam incuráveis. Milhares de pessoas contraem, todos os anos, doenças cujo único tratamento é um transplante. O maior benefício que se espera de um transplante é que a expectativa de vida seja melhor do que a doença que motivou o procedimento, mesmo sendo cuidada com todas as opções de tratamento disponíveis. Muitos transplantados passam a não ter limitações físicas em suas atividades do cotidiano.

QUAL A CHANCE DE SUCESSO DE UM TRANSPLANTE?
O sucesso depende de inúmeros fatores como o tipo de órgão a ser transplantado, a causa da doença, as condições de saúde do paciente, adesão aos medicamentos imunossupressores entre outras.
Com os recursos atuais, de novos medicamentos e de técnicas aprimoradas, a sobrevida dos transplantados tem sido cada vez maior. A título de exemplo, os valores médios aproximados de sobrevida do enxerto e do paciente, depois de cinco anos, para alguns órgãos, são listados a seguir:
• Coração: 70% (Depois de um ano – enxerto e paciente);
• Fígado: 60% para o enxerto e 65% para o paciente;
• Pulmão: 60% (enxerto e paciente);
• Rim: 70% para o enxerto e 80% para o paciente;

QUAIS OS RISCOS DE UM TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS?
Além dos riscos inerentes a uma cirurgia de grande porte, podem ocorrer: infecções (como consequência do uso de imunossupressores); rejeição do órgão transplantado, que pode ser hiperaguda (situação muito grave, podendo levar a necessidade da realização de um novo transplante) ou tardia (mais fácil de ser tratada com medicamentos que diminuem a atividade do sistema imunológico); efeitos colaterais das drogas imunossupressoras, como hipertensão arterial, linfomas, tumores de pele e toxicidade do sistema nervoso, entre outros.

COMO É A VIDA DO PACIENTE APÓS O TRANSPLANTE?
Transplante não é cura, mas um tratamento que pode prolongar a vida com uma melhor qualidade. Muito embora a compatibilidade entre doador e receptor seja testada antes de um transplante, depois do transplante as consultas periódicas de acompanhamento são obrigatórias. A prescrição de medicamentos imunossupressores é obrigatória e de forma permanente. Em casos de rejeição, poderá ser oferecido um novo transplante ao paciente.

COMO SE INICIA O PROCESSO DE TRANSPLANTE?
O processo normal para um transplante é iniciado por um médico, que consulta o paciente e lhe indica o diagnóstico e a terapia mais adequada, que poderá até ser um transplante. O doente terá sempre o direito de escolha entre fazer ou não o transplante, depois de devidamente informado pelo médico.

QUE PARTES DO CORPO PODEM SER TRANSPLANTADAS?
Os órgãos mais comumente transplantados são: coração, fígado, pâncreas, dois pulmões e dois rins. Podem ser transplantados também: córneas, valvas cardíacas, vasos sanguíneos, segmentos de ossos, ossos longos e particulados, cartilagens, tendão, fáscia lata, pele, estômago e intestino. Parte do fígado, parte do pulmão, ou um rim podem ser transplantados de doador vivo, desde que este seja parente do receptor em até quarto grau, ou com autorização judicial.

QUEM RETIRA OS ÓRGÃOS DE UM DOADOR?
Após a confirmação da morte encefálica, autorização da família e localização de um receptor compatível, a retirada dos órgãos para transplante é realizada em um centro cirúrgico, por uma equipe de cirurgiões credenciada pelo Ministério da Saúde e com treinamento específico para esse tipo de procedimento. Depois disso, o corpo é devidamente recomposto e liberado para os familiares.

APÓS A DOAÇÃO, O CORPO DO DOADOR FICA DEFORMADO?
Não. A retirada dos órgãos é uma cirurgia como qualquer outra e o doador poderá ser velado normalmente.
Após a retirada do órgão do doador, em quanto tempo ele deve ser transplantado?
O prazo entre a retirada do órgão do doador e o seu implante no receptor é chamado de tempo de isquemia. Os tempos máximos de isquemia normalmente aceitos para o transplante de diversos órgãos são mostrados a seguir: • Coração: 4 horas;
• Fígado: 12 horas;
• Pâncreas: 20 horas;
• Pulmão: 6 horas;
• Rim: 48 horas;

COMO FUNCIONA O SISTEMA DE CAPTAÇÃO DE ÓRGÃOS?
Se existe um doador em potencial, com morte encefálica confirmada (vítima de acidente com traumatismo craniano, derrame cerebral, etc.) e após autorização da família para que ocorra a retirada dos órgãos, são mantidos os recursos para a preservação das funções vitais dos órgãos e seguem as seguintes ações:
O hospital notifica a Central de Transplantes sobre um paciente com morte encefálica (potencial doador);
A Central de Transplantes pede confirmação do diagnóstico de morte encefálica e inicia os testes de compatibilidade entre o potencial doador e os potenciais receptores em lista de espera. Quando existe mais de um receptor compatível, a decisão de quem receberá o órgão passa por critérios, tais como tempo de espera e urgência do procedimento;
A Central de Transplantes, através de um sistema informatizado, gera uma lista de potenciais receptores para cada órgão e comunica aos hospitais (equipes de transplantes) onde eles são atendidos;
As equipes de transplante, junto com a Central de Transplante, adotam as medidas necessárias para viabilizar a retirada dos órgãos (meio de transporte, cirurgiões, pessoal de apoio, etc.);
Os órgãos são retirados e o transplante é realizado.

EXISTE ALGUM CONFLITO DE INTERESSE ENTRE OS ATOS DE SALVAR A VIDA DE UM POTENCIAL DOADOR E O DA RETIRADA DOS ÓRGÃOS PARA TRANSPLANTE?
Absolutamente não. A retirada dos órgãos para transplante somente é considerada quando todos os esforços para salvar a vida de uma pessoa tenham sido realizados e, ainda assim, o paciente evoluiu para morte encefálica.

COMO FUNCIONA A LISTA DE ESPERA PARA TRANSPLANTES DE ÓRGÃOS?
Para receber um órgão, o potencial receptor deve estar inscrito em uma lista de espera, respeitando-se a ordem de inscrição. A lista é única por estado ou por região e monitorada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT) e por órgãos de controle federais, impossibilitando que uma pessoa conste em mais de uma lista, ou que a ordem legal não seja obedecida. A inscrição na lista somente pode ser realizada por um médico com autorização vigente, concedida pelo SNT. 

QUEM DEVE REALIZAR OS TESTES CLÍNICOS DE MORTE ENCEFÁLICA E QUAL O INTERVALO DE TEMPO MÍNIMO EXIGIDO ENTRE OS TESTES CLÍNICOS?Comentário: A lei 9.434 (4/2/97), conhecida como Lei dos Transplantes, estabelece, em seu Art. 3º que “A retirada post mortem de tecidos, órgãos ou partes do corpo humano destinados a transplante ou tratamento deverá ser precedida de diagnóstico de morte encefálica, constatada e registrada por dois médicos não participantes das equipes de remoção e transplante, mediante a utilização de critérios clínicos e tecnológicos definidos por resolução do Conselho Federal de Medicina” (D). (19,29) De acordo com o decreto 2.268, de 30 de junho de 1997, o diagnóstico de morte encefálica deve ser confirmado por, no mínimo, dois médicos, sendo um deles especialista em neurologia (D). (29) A ordem de avaliação não importa, sendo indiferente se o primeiro ou o segundo exame é feito por um especialista em neurologia. Um parecer posterior do CFM define que um neurocirurgião ou um neuropediatra podem substituir o especialista em neurologia na realização do diagnóstico de morte encefálica. O intervalo mínimo entre as duas avaliações clínicas necessárias para a caracterização da morte encefálica varia conforme a faixa etária (D): (19) sendo de 48 horas para 7 dias a 2 meses incompletos; de 24 horas para 2 meses a 1 ano incompleto; de 12 horas para 1 ano a 2 anos incompletos; de 6 horas se acima de 2 anos. O período de observação entre as avaliações clínicas varia amplamente em todo o mundo (D). (30,31) Embora haja uma regulamentação do intervalo na resolução 1.480 do CFM, a definição do intervalo de tempo para o diagnóstico de morte encefálica de acordo com a faixa etária é arbitrária (D). (3) Recomendação: Enquanto não for publicada a legislação que regulamentará os novos critérios para definição de morte encefálica, a recomendação é para que os testes clínicos para confirmação de morte encefálica sejam realizados por, no mínimo, dois médicos distintos, sendo um deles neurologista ou neurocirurgião, em intervalos de tempo definidos pela faixa etária (D). Recomendação Forte.http://portalms.saude.gov.br/acoes-e-programas/doacao-transplantes-de-orgaos/perguntas-frequentes#doacao 

DEFINIÇÃO DE DOAÇÃO 

O QUE É DOAÇÃO DE ÓRGÃOS?A doação de órgãos ou de tecidos é um ato pelo qual manifestamos a vontade de doar uma ou mais partes do nosso corpo para ajudar no tratamento de outras pessoas. A doação pode ser de órgãos (rim, fígado, coração, pâncreas e pulmão) ou de tecidos (córnea, pele, ossos, válvulas cardíacas, cartilagem, medula óssea e sangue de cordão umbilical). A doação de órgãos como o rim, parte do fígado e da medula óssea pode ser feita em vida. A doação de órgãos de pessoas falecidas somente acontecerá após a confirmação do diagnóstico de morte encefálica. Geralmente, são pessoas que sofreram um acidente que provocou traumatismo craniano (acidente com carro, moto, quedas etc.) ou sofreram acidente vascular cerebral (derrame) e evoluíram para morte encefálica.

POR QUE DOAR ÓRGÃOS?Doar órgãos é um ato de amor e solidariedade. O transplante pode salvar vidas, no caso de órgãos vitais como o coração, ou devolver a qualidade de vida, quando o órgão transplantado não é vital, como os rins. Além disso, estrutura a saúde física e psicológica de toda a família envolvida com o paciente transplantado.

O QUE É UM DOADOR VIVO E O QUE ELE PODE DOAR?Um doador vivo é qualquer pessoa juridicamente capaz, atendidos os preceitos legais quanto à doação intervivos, que tenha sido submetido à rigorosa investigação clínica, laboratorial e de imagem, e esteja em condições satisfatórias de saúde, possibilitando que a doação seja realizada dentro de um limite de risco aceitável. Pela lei, parentes até o quarto grau e cônjuges podem ser doadores em vida. Não parentes, somente com autorização judicial. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte do pulmão ou parte da medula óssea.

O QUE É UM DOADOR FALECIDO E O QUE ELE PODE DOAR?Existem dois tipos de doadores falecidos: • Doador Falecido após Morte Cerebral: Paciente cuja morte cerebral foi constatada segundo critérios definidos pela legislação do país e que não tenha sofrido parada cardiorrespiratória. O doador falecido nesta condição pode doar coração, pulmões, fígado, pâncreas, intestino, rins, córnea, vasos, pele, ossos e tendões. Portanto, um único doador pode salvar inúmeras vidas. A retirada dos órgãos é realizada em centro cirúrgico, como qualquer outra cirurgia. Doador com Parada Cardiorrespiratória: Doador cuja morte foi constatada por critérios cardiorrespiratórios (coração parado). O doador nesta condição pode doar apenas tecidos para transplante (córnea, vasos, pele, ossos e tendões).

QUEM NÃO PODE SER UM DOADOR?Não existe restrição absoluta à doação de órgãos, mas a doação pressupõe alguns critérios mínimos como causa da morte, doenças infecciosas ativas, dentre outros. Também não poderão ser doadoras as pessoas que não possuem documentação ou menores de 18 anos sem a autorização dos responsáveis.

QUERO SER DOADOR. A MINHA RELIGIÃO PERMITE?°Todas as religiões deixam a critério dos seus seguidores a decisão de serem ou não doadores. Têm em comum os princípios da solidariedade e do amor ao próximo, que caracterizam o ato de doar. Elas deixam a critério dos seus seguidores a decisão de serem ou não doadores.

E SE A PESSOA MORRER EM CASA E A FAMÍLIA DESEJAR DOAR SEUS ÓRGÃOS;TECIDOS?Neste caso, apenas as córneas poderão ser doadas. A retirada de outros tecidos, como pele e tecido ósseo, requer um ambiente apropriado, como um hospital. A doação só será possível se for realizada em até seis horas após a parada circulatória (parada cardiorrespiratória). A declaração de óbito deve ser providenciada e imediatamente comunicada a intenção de doar à Central Estadual de Transplantes. A Central acionará um Banco de Tecidos Oculares, cujo profissional fará todos os procedimentos necessários à retirada da córnea, inclusive a reconstituição do corpo. Caso a morte tenha decorrido de causa não natural, o corpo deverá ir para o IML para ser submetido à necropsia.

POR QUE EXISTEM TÃO POUCOS DOADORES?Um dos principais fatores que limita a doação de órgãos é a baixa taxa de autorização da família do doador. Atualmente, aproximadamente metade das famílias entrevistadas não concorda que sejam retirados os órgãos e tecidos do ente falecido para doação. Em 2014 mais de 27 mil pacientes estavam em lista por um transplante de órgão e quase 11 mil aguardando por um transplante de córnea. No ano morreram, em hospitais do país, mais de 36 mil pessoas com traumatismo craniano ou AVC, sendo que em muitos desses casos a pessoa poderia ter sido um potencial doador.

EXISTE LIMITE DE IDADE PARA SER UM DOADOR?O que determina se o órgão é viável para transplante é o estado de saúde do doador. No entanto, alguns profissionais podem restringir alguns limites de idade em situações especificas.

EXISTE ALGUM CONFLITO DE INTERESSE ENTRE OS ATOS DE SALVAR A VIDA DE UM PACIENTE E O DA RETIRADA DOS ÓRGÃOS PARA TRANSPLANTE?Absolutamente não. A retirada dos órgãos para transplante somente é considerada quando todos os esforços para salvar a vida de uma pessoa tenham sido realizados e, ainda assim, o paciente evoluiu para morte encefálica.

PARA QUEM VÃO OS ÓRGÃOS DOADOS?Os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de um transplante e já estão aguardando em uma lista de espera única. A compatibilidade entre doador e receptores é determinada por exames laboratoriais e a posição em lista é determinada com base em critérios, como tempo de espera e urgência do procedimento.

O QUE É O SISTEMA DE LISTA ÚNICA?O Sistema de Lista Única é constituído pelo conjunto de potenciais receptores brasileiros, natos ou naturalizados, ou estrangeiros residentes no país, inscritos para o recebimento de cada tipo de órgão, tecido, célula ou parte do corpo. É regulado por um conjunto de critérios específicos para a distribuição destas partes aos potenciais receptores, assim constituindo o Cadastro Técnico Único (CTU).

COMO SE IDENTIFICA UM POSSÍVEL DOADOR?As Organizações de Procura de Órgãos (OPO) atuam em parceria com as Comissões Intra-hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT), junto aos hospitais com perfil de notificante de determinada região geográfica, identificando potenciais doadores e viabilizando o processo de doação. As OPO e CIHDOTT são vinculadas à Central Estadual de Transplante.

O QUE ACONTECE DEPOIS DE AUTORIZADA A DOAÇÃO?O hospital notifica a Central de Transplantes sobre um indivíduo em morte encefálica (potencial doador) ou com parada cardiorrespiratória;A Central de Transplantes pede confirmação do diagnóstico de morte encefálica e inicia os testes de compatibilidade entre o potencial doador e os potenciais receptores em lista de espera. Quando existe mais de um receptor compatível, a decisão de quem receberá o órgão passa por critérios tais como tempo de espera e urgência do procedimento;
A Central de Transplantes emite uma lista de potenciais receptores para cada órgão e comunica aos hospitais (equipes de transplantes) onde eles são atendidos;
As equipes de transplante, junto com a Central de Transplante, adotam as medidas necessárias para viabilizar a retirada dos órgãos (meio de transporte, cirurgiões, pessoal de apoio, etc.);
Os órgãos são retirados e o transplante é realizado. No caso de morte por parada cardiorrespiratória, após avaliação do doador por critérios definidos, os tecidos são retirados e encaminhados para bancos de tecidos.

QUEM RETIRA OS TECIDOS DE UM DOADOR?Após a confirmação da morte encefálica, autorização da família e localização de um receptor compatível, a retirada dos órgãos para transplante é realizada em um centro cirúrgico, por uma equipe de cirurgiões autorizada pelo Ministério da Saúde e com treinamento específico para esse tipo de procedimento. Depois disso, o corpo é devidamente recomposto e liberado para os familiares.Após a avaliação do doador e autorização da família, a retirada de tecidos é realizada por uma equipe capacitada para tal, de um banco de tecidos, ou vinculadas a este.

APÓS A DOAÇÃO, O CORPO DO DOADOR FICA DEFORMADO?Não. A retirada dos órgãos é uma cirurgia como qualquer outra e o doador poderá ser velado normalmente.

COMO É A RECOMPOSIÇÃO DO CORPO DO DOADOR?Para doação de tecidos oculares o profissional coloca uma prótese ou outro material como gaze no lugar do globo ocular, e para fechamento das pálpebras pode ser usada uma cola apropriada ou pontos internos (não parentes), de forma que o doador permaneça com o mesmo aspecto, não aparecendo qualquer deformidade;
Para doação de tecidos, músculo, esqueléticos retiram-se principalmente ossos do braço (úmero) e da coxa (fêmur), além de cartilagens e tendões. Em seguida, a equipe de retirada reconstitui o corpo do doador com próteses apropriadas, refazendo as juntas do joelho, quadril, ombro e cotovelo;Para doação de pele é retirada somente uma fina porção da pele do dorso das costas e das coxas, sem alterações na aparência do doador falecido;
Após a retirada dos órgãos e tecidos, a equipe médica recompõe o corpo do doador, sendo visíveis apenas os pontos do local operado, não impedindo a realização do velório.

PODEMOS ESCOLHER O RECEPTOR?Na doação em vida, sim, desde que atendida à legislação vigente. Para a doação após a morte, nem o doador, nem a família podem escolher o receptor. Este será sempre o próximo da lista única de espera de cada órgão ou tecido, dentro da área de abrangência da Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos e Tecidos (CNCDO) do seu local.

COMO SEI SE UM FAMILIAR OU AMIGO PODE DOAR PARA MIM?Se você precisa de um rim, medula óssea, parte do fígado ou parte de um pulmão, um familiar de até quarto grau pode ser doador. Para qualquer outra pessoa é necessária autorização judicial. Antes da doação, no entanto, eles devem ser submetidos a uma bateria de exames de compatibilidade, sempre sob a orientação de médicos, para determinar esta possibilidade.

UMA PESSOA É DOADORA E VEM A FALECER. SE QUANDO CHEGAR AO HOSPITAL NÃO ENCONTRAM SEUS DOCUMENTOS, NEM OS SEUS FAMILIARES, SEUS ÓRGÃOS PODEM SER RETIRADOS PARA TRANSPLANTES?Não. Pessoas sem identidade, indigentes e menores de 18 anos sem autorização dos responsáveis não podem ser doadoras.

QUANDO UMA PESSOA ENTRA EM COMA, TORNA-SE UM POTENCIAL DOADOR?Não. O coma é um processo reversível. Morte encefálica, como o próprio nome afirma, é irreversível. Uma pessoa somente torna-se potencial doador após o diagnóstico de morte encefálica e a autorização da doação dos órgãos pela família.

QUAL É O CUSTO DA DOAÇÃO PARA OS FAMILIARES DO DOADOR?Nenhum. A família do doador não paga nada e tampouco recebe qualquer pagamento pela doação. A doação é um ato humanitário, que pode beneficiar qualquer pessoa, sem distinção de sexo, credo, raça, etc.http://portalms.saude.gov.br/acoes-e-programas/doacao-transplantes-de-orgaos/perguntas-frequentes#doacao  

2. O conceito de doação na Bíblia. A ideia de “doar” é abundantemente expressa nas Escrituras Sagradas. Ela está diretamente ligada ao mandamento de “amar o próximo”. Doar é a ação concreta do amor. É a boa obra que expressa o amor que sentimos pelo outro. Tiago e João dizem em suas epístolas que, se por exemplo, um cristão diz ter fé e amar, mas não apresenta uma ação concreta ao objeto dessa fé e desse amor, as epístolas sentenciam: esse cristão não tem fé e não ama respectivamente. Com. Bíblico – Devocional (NT) – Bíblia The Word Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é necessário auxiliar os enfermos, e recordar as palavras do Senhor JESUS, que disse: Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber. Atos 20:35Paulo se coloca a si mesmo como exemplo para eles, em não preocupar-se pelas coisas deste mundo atual; acharão que isso os ajudará para um passo cômodo através dele. Poderia parecer um ditame duro, pelo o que Paulo agrega um ditado de seu Mestre, que deseja que sempre lembrem: “Mais bem-aventurado é dar que receber”. Parece que eram palavras usadas com freqüência pelos discípulos. a opinião dos filhos deste mundo é contrária a isso; eles temem dar, a menos que esperem receber. O ganho claro é para eles a coisa mais bendita que possa existir; porém CRISTO nos diz que é mais bem-aventurado, mais excelente. Nos faz mais como DEUS, que dá a todos e não recebe de ninguém; e como o Senhor JESUS, que andava fazendo o bem. Que também esteja em nós o sentir que havia em CRISTO JESUS,Paulo advertiu-os sobre o egoísmo (At 20:35). O verdadeiro ministério significa dar, não receber; significa seguir o exemplo do Senhor JESUS CRISTO. É a “bem-aventurança suprema”, pois, ao contrário das demais bem-aventuranças, ela nos mostra como ser ainda mais abençoados! Essas palavras de JESUS não se encontram registradas nos Evangelhos, mas faziam parte da tradição oral e estavam guardadas na memória de Paulo, CB TT W. W. Wiersbe Esse versículo levanta cinco perguntas – Comentário NT Kestimaker e Hendriksen:
a. O que é trabalho duro? Em todos os aspectos, diz Paulo aos presbíteros de Éfeso, eu ensinei a vocês a trabalhar duro e ajudar os fracos com seus ganhos. A expressão trabalho duro não precisa ser limitada ao labor físico, mas pode significar exaustão mental e espiritual. No Novo Testamento em grego, o verbo labutar se refere tanto ao trabalho físico como aos esforços empreendidos pelos mestres do evangelho e promotores do reino de DEUS (1Co 15.10; 16.16).
b. Quem são os fracos? Ao mundo gentio do tempo de Paulo faltavam as virtudes do amor e da misericórdia. Ninguém se importava com os pobres, os destituídos, os doentes e os fisicamente débeis. Os cristãos alcançavam aqueles em necessidade por causa do amor e da misericórdia que eles próprios receberam de CRISTO. Eles cuidavam dos pobres, visitavam os enfermos e ajudavam os fracos. Eles faziam isso sem lembrar quando, onde e quem eles ajudavam (veja Mt 25.37-40).
c. Isso era um provérbio conhecido? Paulo exorta aos presbíteros efésios a obedecer ao mandamento que o próprio Senhor JESUS deu: “É mais abençoado dar do que receber”. Note-se que Paulo introduz essas palavras do Senhor com a ordem lembre-se das palavras. Durante seu ministério em Éfeso, Paulo tinha ensinado com fidelidade os ensinamentos de JESUS; então os presbíteros sabiam muito bem de sua importância. E um desses ditos era o mandamento da bênção de dar. Os quatro evangelistas não registraram esse dito em seus respectivos evangelhos; no entanto, são palavras genuínas do Senhor.
d. Qual é o significado desse bem conhecido provérbio? Nós não devemos pensar que somente quem dá e não quem recebe, é abençoado. O receptor recebe uma bênção por meio do donativo. Mas a virtude de dar é um reflexo da atividade contínua de DEUS. O maior desejo de DEUS é dar. Quando o homem segue o exemplo de DEUS, ele recebe uma bênção divina porque ele demonstra que é um dos filhos de DEUS.451 O que JESUS manda neste provérbio é que o ato de dar e não o de tomar ou surrupiar alguma coisa para si mesmo, é uma bênção. O contraste nesse provérbio é comparável à observação de JESUS de que ele veio para servir e não para ser servido (Mc 10.45). O cristão deve mostrar seu amor pelo seu próximo dando suas coisas com alegria (veja Lc 6.30; 2Co 9.7b).
e. São palavras genuínas de JESUS? Ditos populares das culturas persa, grega e judaica são semelhantes às afirmações de JESUS; por exemplo, “Mais bem aventurado é para um homem livre dar quando ele deve do que receber quando precisa”. 

3. A doação de si mesmo: pertencemos a DEUS.O nosso amor a DEUS está proporcionalmente ligado ao nosso amor ao próximo. Nesse sentido, precisamos expor a relevância deste tema tão urgente nos dias atuais: doar órgãos significa salvar vidas. Quem ama, doa!Indiferença (1 Jo 3:16, 17) CB TT W. W. Wiersbe
Mas a prova do amor cristão não é apenas deixar de fazer o mal a outros. O amor envolve a prática do bem. O amor cristão é, ao mesmo tempo, negativo e positivo. “Cessai de fazer o mal. Aprendei a fazer o bem” (Is 1:16, 17).
Caim é nosso exemplo de amor falso; CRISTO é o exemplo de verdadeiro amor cristão. JESUS deu a vida por nós para que experimentemos a verdade. Todo cristão conhece João 3:16, mas quantos atentam para 1 João 3:16? É maravilhoso experimentar a bênção de João 3:16; mas é ainda mais maravilhoso compartilhar essa experiência obedecendo a 1 João 3:16: CRISTO entregou a vida por nós, e devemos entregar a vida pelos nossos irmãos.
O amor cristão envolve serviço e sacrifício. CRISTO não se ateve a falar sobre seu amor; ele morreu para prová-lo (Rm 5:6-10). JESUS não foi morto como um mártir; antes, entregou sua vida espontaneamente (Jo 10:11-18; 15:13). A “autopreservação” é a primeira lei da vida física, mas a “abnegação” é a primeira lei da vida espiritual.
Mas DEUS não pede que entreguemos a vida à morte, apenas que amemos o irmão necessitado. João faz uma transição bastante sábia de “pelos irmãos” em 1 João 3:16 para “seu irmão” em 1 João 3:17.
É fácil falarmos sobre “amar os irmãos” e deixarmos de ajudar um único irmão em CRISTO. O amor cristão é pessoal e ativo.
Era isso o que JESUS tinha em mente ao contar a parábola do bom samaritano (Lc 10:25-37). Um intérprete da Lei queria discutir uma questão abstrata: “Quem é o meu próximo?”, mas JESUS concentrou a atenção em um único homem necessitado e mudou a pergunta: “Para quem posso ser um próximo?”
Dois amigos participavam de um congresso sobre evangelismo. Durante uma das palestras, Larry deu por falta de Pete. Na hora do almoço, Larry encontrou Pete e comentou:
– Senti sua falta na palestra das dez horas, foi ótima! Onde você estava?
– Estava no saguão conversando com um funcionário do hotel sobre JESUS, e ele aceitou a CRISTO – respondeu Pete.
Não há nada de errado em participar de congressos, mas quando tratamos de temas muito gerais, é fácil esquecermos as necessidades individuais. O teste do amor cristão não se encontra nas declarações sonoras de amor à igreja toda, mas nos gestos de terno cuidado para com um irmão necessitado. Se nem sequer ajudamos um irmão, é pouco provável que sejamos capazes de “dar a vida pelos irmãos”.
Uma pessoa não precisa ser homicida para pecar; dentro do coração, o ódio corresponde ao homicídio. Mas também não precisa sequer odiar o irmão para ter pecado. Basta ignorá-lo ou mostrar-se indiferente com suas necessidades. O cristão que possui bens materiais pode e deve aliviar as necessidades dos irmãos. “[Fechar] o coração” a um irmão é um tipo de homicídio!
A fim de ajudar os irmãos, é preciso cumprir três requisitos. Em primeiro lugar, ter os meios necessários para suprir o que lhe falta. Em segundo lugar, estar ciente de suas necessidades. E em terceiro lugar, ser amorosos o suficiente para ter o desejo de compartilhar.
O cristão que é pobre demais ou que não tem conhecimento das necessidades do irmão não é condenado. Mas o cristão que endurece o coração contra o irmão necessitado é condenado. Um dos motivos pelos quais o cristão deve trabalhar é “para que tenha com que acudir ao necessitado” (Ef 4:28).
Hoje em dia, existem tantas organizações filantrópicas que é fácil o cristão esquecer suas obrigações. “Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé” (Gl 6:10).
“Fazer o bem” não significa, necessariamente, dar dinheiro ou coisas materiais. Pode incluir o serviço pessoal e a dedicação aos outros. Muitos indivíduos na igreja estão necessitados de amor e receberiam de bom grado nossa amizade.
Uma jovem mãe reconheceu, durante uma reunião da igreja, que não conseguia encontrar tempo para fazer sua devocional diária. Tinha filhos pequenos para cuidar, e as horas do dia simplesmente evaporavam.
Qual não foi sua surpresa quando duas senhoras da igreja bateram a sua porta.
– Viemos cuidar das crianças – explicaram. – Pode ir para o seu quarto e fazer sua devocional.
Depois de receber essa ajuda durante vários dias, a jovem mãe conseguiu desenvolver sua vida devocional de tal modo a não se sentir mais perturbada com as exigências diárias impostas sobre seu tempo.
Quem deseja experimentar e desfrutar o amor de DEUS no coração deve amar os outros a ponto de fazer sacrifícios por eles. Ao ser indiferentes às necessidades dos irmãos, privamo-nos do que mais precisamos: do amor de DEUS no coração. É uma questão de vida ou morte! 

II – EXEMPLOS DE DOAÇÃO NA BÍBLIA ESPINHO NA CARNE DE PAULO  

1. O exemplo dos gálatas. Qual é, logo, a vossa bem-aventurança? Porque vos dou testemunho de que, se possível fora, arrancaríeis os vossos olhos, e mos daríeis. Gálatas 4:15οφταλμος ophthalmos – DICIONÁRIO Strong – 1) olho,Com certeza Paulo teve algum mal que lhe afetou os olhos (ver Gl 4:15). Qualquer que tenha sido sua aflição, tornou sua aparência um tanto repulsiva, pois ele elogia os gálatas pela maneira como o receberam apesar de sua aparência. Para eles, o apóstolo era um anjo de DEUS. É maravilhoso quando as pessoas aceitam os servos de DEUS não em função de sua aparência exterior, mas sim porque são representantes do Senhor e trazem consigo a mensagem dele.Vede com que grandes letras vos escrevi por minha mão.Gálatas 6:11Muitos estudiosos da Bíblia acreditam que o espinho na carne de Paulo (2 Co 12:7-10; Gl 4:14,15) era algum tipo de problema nos olhos. Isso significa que teria de escrever com letras grandes para que ele próprio lesse o que havia escrito.No tempo de Paulo, então, deduzimos que ainda não se fazia transplantes, mas Paulo diz acreditar que, se houvesse, os gálatas não hesitariam em doar-lhe seus olhos, por que o amavam, 

2. O desprendimento de Paulo. Apesar das dificuldades envolvidas, Paulo havia sido fiel em visitar os coríntios e estava prestes a voltar para vê-los (ver 2 Co 13:1). Em vez de ficarem gratos, os coríntios criticaram Paulo por sua mudança de planos. O apóstolo não havia aceitado nenhuma contribuição da igreja para seu sustento; antes, havia se sacrificado por essa congregação. Parecia que, quanto mais Paulo os amava, menos eles retribuíam seu amor! Essa atitude devia-se ao fato de não terem amor sincero por CRISTO (2 Co 11:3). Paulo estava disposto a “se gastar e se deixar gastar” a fim de ajudar a igreja.

Paulo dava sua vida pelos crentes – “eu, de muito boa vontade, gastarei e me deixarei gastar pelas vossas almas” (2 Co 12.15) – Isso quer dizer gastar física e espiritualmente, pois jejuns, pregações e orações seriam necessários para tornar os coríntios prontos para o arrebatamento, esperado por eles,Paulo sempre estava disposto a doar sua vida “Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor JESUS” (At 20.24). Em Cesareia (At 21.8), o profeta Ágabo faz revelações sobre o futuro trágico de Paulo e ele diz “estou disposto ainda a morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor JESUS” (At 21.13).Paulo era um imitador de CRISTO, um sofredor, dava sua vida pelos irmãos,Paulo teve que fabricar tendas para sobreviver, neste caso, embora em outras oportunidades fosse sustentado pelos filipenses, por exemplo.E, como era do mesmo ofício, ficou com eles, e trabalhava; pois tinham por ofício fazer tendas. Atos 18:3,E bem sabeis também, ó filipenses, que, no princípio do evangelho, quando parti da macedônia, nenhuma igreja comunicou comigo com respeito a dar e a receber, senão vós somente; Porque também uma e outra vez me mandastes o necessário a Tessalônica. Filipenses 4:15,16, 3. A doação suprema de CRISTO. JESUS doou sua vida. Tudo. Seu tempo, sua família, seu sono, sua comida, seu conforto, sua glória, sua comunhão com o pai, tudo mesmo por nós. Nos amou até o fim.Mas DEUS prova o seu amor para conosco, em que CRISTO morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Romanos 5:8.JESUS tomou o cálice – significa derramar seu sangue por nós,fez tudo o que era preciso para nos salvar.

“Que darei eu ao SENHOR por todos os benefícios que me tem feito?” (Sl 116.12). “tomarei o cálice da Salvação” (116.13).

Os verdadeiros discípulos negam a si mesmos (Lc 9.23). Imitam Seu mestre.

  III – DOAR ÓRGÃOS É UM ATO DE AMOR

1. O princípio da empatia e da solidariedade. O que é Empatia? https://www.significados.com.br/empatia/ :
Empatia significa a capacidade psicológica para sentir o que sentiria uma outra pessoa caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela. Consiste em tentar compreender sentimentos e emoções, procurando experimentar de forma objetiva e racional o que sente outro indivíduo.
A empatia leva as pessoas a ajudarem umas às outras. Está intimamente ligada ao altruísmo – amor e interesse pelo próximo – e à capacidade de ajudar. Quando um indivíduo consegue sentir a dor ou o sofrimento do outro ao se colocar no seu lugar, desperta a vontade de ajudar e de agir seguindo princípios morais.
A capacidade de se colocar no lugar do outro, que se desenvolve através da empatia, ajuda a compreender melhor o comportamento em determinadas circunstâncias e a forma como o outro toma as decisões.
Ser empático é ter afinidades e se identificar com outra pessoa. É saber ouvir os outros, compreender os seus problemas e emoções. Quando alguém diz “houve uma empatia imediata entre nós”, isso significa que houve um grande envolvimento, uma identificação imediata. O contato com a outra pessoa gerou prazer, alegria e satisfação. Houve compatibilidade. Nesse contexto, a empatia pode ser considerada o oposto de antipatia.
Com origem no termo em grego empatheia, que significava “paixão”, a empatia pressupõe uma comunicação afetiva com outra pessoa e é um dos fundamentos da identificação e compreensão psicológica de outros indivíduos.
A empatia é diferente da simpatia, porque a simpatia é maioritariamente uma resposta intelectual, enquanto a empatia é uma fusão emotiva. Enquanto a simpatia indica uma vontade de estar na presença de outra pessoa e de agradá-la, a empatia faz brotar uma vontade de compreender e conhecer outra pessoa.
Na psicanálise, por exemplo, a empatia significa a capacidade de um terapeuta de se identificar com o seu paciente, havendo uma conexão afetiva e intuitiva. O que é Solidariedade? https://www.significados.com.br/solidariedade/ :

Solidariedade é o substantivo feminino que indica a qualidade de solidário e um sentimento de identificação em relação ao sofrimento dos outros.
A palavra solidariedade tem origem no francês solidarité que também pode remeter para uma responsabilidade recíproca.
Em muitos casos, a solidariedade não significa apenas reconhecer a situação delicada de uma pessoa ou grupo social, mas também consiste no ato de ajudar essas pessoas desamparadas. Ex: Depois do terremoto do Haiti, vários países enviaram ajuda financeira como demonstração de solidariedade.
No âmbito jurídico, a solidariedade pode dizer respeito a um acordo que um elemento tem um sentido de obrigação perante outro elemento. Normalmente acontece quando existem vários devedores interligados por determinados interesses, cujo credor pode cobrar o pagamento. Neste caso é comum falar de solidariedade tributária, que está contemplada nos artigos 124 e 125 do Código Nacional Tributário (CTN).
Solidariedade e sociologia
De acordo com o sociólogo francês Émile Durkheim, existem dois tipos de solidariedade: a mecânica e a orgânica.
A solidariedade mecânica expressa a parecença entre indivíduos e ajusta os detalhes da ligação entre esses mesmos indivíduos. Este tipo de solidariedade se manifesta através da religião, família, dos costumes e tradições, ou seja, aspectos que contribuem para o vínculo social.
A solidariedade orgânica também tem como objetivo melhorar o vínculo social, mas isso acontece através da divisão social do trabalho. Neste caso, a diferenciação entre os indivíduos através do trabalho resulta na solidariedade, quando existe a interdependência e o reconhecimento que todos são importantes. 2. O princípio do verdadeiro amor. O nosso amor a DEUS está proporcionalmente ligado ao nosso amor ao próximo. Nesse sentido, precisamos expor a relevância deste tema tão urgente nos dias atuais: doar órgãos significa salvar vidas. Quem ama, doa! 

Amar a DEUS e ao próximo como a si mesmo é o resumo da lei de DEUS (Mt 22.37-40).

Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. João 15:13

JESUS CRISTO doou tudo

Sua Deidade foi deixada por nós, Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; Filipenses 2:7

Seus ossos e corpo foram moídos por nós, Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Isaías 53:5

Seu sangue derramado por nós, E disse-lhes: Isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que por muitos é derramado. Marcos 14:24

 

CONCLUSÃO No transplante se troca o órgão defeituoso por um que esteja funcionando e que antes estava numa pessoa viva ou morta, dependendo da necessidade.O conceito de doação na Bíblia é um ditado “Dar é melhor do que receber” At 20.35, já disse JESUS, esse é o ensino para quem quer viver em amor.Na doação de nós mesmos pertencemos a DEUS e damos todo nosso ser a Ele e para a preservação da vida de nossos irmãos,Temos como  exemplo os gálatas que dariam a Paulo seus olhos, se necessário.Um exemplo para nós é o desprendimento de Paulo em se deixar gastar pelos coríntios,A suprema doação é de CRISTO, JESUS CRISTO doou tudoSua Deidade foi deixada por nós, Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; Filipenses 2:7Seus ossos e corpo foram moídos por nós, Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Isaías 53:5Seu sangue derramado por nós, E disse-lhes: Isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que por muitos é derramado. Marcos 14:24.Só o verdadeiro amor tem em si o princípio da empatia e da solidariedade, o princípio do verdadeiro amor. A doação de órgãos em vida, como no caso da transfusão de sangue, ou do transplante de rins, não deve ser objeto de reprovação entre os cristãos, ressalvados os casos de consciência, como já foi explanado. A doação de órgãos deve ser feita por todo crente, ressalvados os critérios cristãos de doação e vigilância por parte dos parentes.   

LIÇÃO 10 – O CRISTÃO E A DOAÇÃO DE ÓRGÃOS DO CORPO – 08/09/20021

Jo 3.16 Nisto conhecemos o amor: que CRISTO deu a sua vida por nós; e nós devemos dar a vida pelos irmãos. Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber Lembremos de que aquele que não concorda com a doação de órgãos pensando no arrebatamento, está condenando a milhões de crentes que morreram sem ter uma perna, ou um braço, ou um olho, etc…Quantos mutilados de guerra e quantas mulheres já perderam um ou os dois seios, devido ao câncer; afinal estes que aceitaram a JESUS CRISTO como nós, vão ou não vão ser arrebatados? VEJA A OPINIÃO DE

VÁRIAS SEITAS E IGREJAS SOBRE O ASSUNTO EM:http://www.edeus.org/port/Perg11RElBR.htm  

TEXTO ÁUREO:“Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é necessário auxiliar os enfermos e recordar as palavras do Senhor JESUS, que disse: Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber” (At 20.35).DE NINGUÉM COBICEI A PRATA. Paulo dá um exemplo a todos os ministros de DEUS. Ele nunca visou a riqueza, nem buscou enriquecer através do seu trabalho no evangelho (cf. 2 Co 12.14). Paulo teve muitas oportunidades de acumular riquezas. Como apóstolo, tinha influência sobre os crentes, e realizava milagres de curas; além disso, os cristãos primitivos estavam dispostos a doar dinheiro e propriedades aos líderes eclesiásticos de destaque, para serem distribuídos aos necessitados (ver 4.34,35,37). Se Paulo tivesse tirado vantagem dos seus dons e da sua posição, e da generosidade dos crentes, poderia ter tido uma vida abastada. Não fez assim porque o ESPÍRITO SANTO dentro dele o orientava, e porque amava o evangelho que pregava (cf. 1 Co 9.4-18; 2 Co 11.7-12; 12.14-18; 1 Ts 2.5,6).

VERDADE PRÁTICA:A doação de órgãos humanos é um ato de amor e de solidariedade. O verdadeiro cristão precisa atentar aqui para a sua consciência, que deve estar sempre alinhada aos parâmetros bíblicos para que possa atuar segundo a reta justiça.
LEITURA DIÁRIA:Segunda Mt 20.28 A vida dada em resgate de muitosbem como o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e para dar a sua vida em resgate de muitos.
EM RESGATE DE MUITOS. Resgate significa o preço pago para obter a liberdade de alguém. Na obra redentora de CRISTO, a sua morte é o preço pago para libertar os homens e mulheres do domínio do pecado. Trata-se da soltura da condenação (Rm 8.2). Muitos é usado no sentido de todas as pessoas (1 Tm 2.5,6; ver Rm 3.25)

Terça Lc 4.19 JESUS veio dar vista aos cegosa apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor.
ME UNGIU. Aqui, JESUS explica o propósito do seu ministério ungido pelo ESPÍRITO SANTO. (1) É para pregar o evangelho aos pobres, aos necessitados, aos aflitos, aos humildes, aos abatidos de espírito, aos quebrantados de coração e aos que temem a sua Palavra (cf. Is 61.1-3; 66.2). (2) É para curar os aflitos e oprimidos. Essa cura envolve a pessoa inteira, tanto física quanto espiritual. (3) É abrir os olhos espirituais dos que foram cegados pelo mundo e por Satanás, para agora verem a verdade das boas-novas de DEUS (cf. Jo 9.39). (4) É para proclamar o tempo da verdadeira liberdade e salvação do domínio de Satanás, do pecado, do medo e da culpa
(cf. Jo 8.36; At 26.18). Todos os que são cheios do ESPÍRITO SANTO devem participar do ministério de JESUS, da maneira descrita acima. Para fazermos assim, precisamos estar profundamente conscientes da extrema necessidade e miséria da raça humana, resultante do pecado e do poder de Satanás uma condição de escravidão do mal, desolação, cegueira espiritual e males físicos.

Quarta Lc 11.13 Dar boas dádivasPois, se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o ESPÍRITO SANTO àqueles que lho pedirem?
DARÁ… O ESPÍRITO SANTO ÀQUELES QUE LHO PEDIREM. Este versículo, provavelmente, não se refere ao ESPÍRITO SANTO ser concedido ao crente a partir do novo nascimento (Jo 3.3), uma vez que a partir da conversão todos os crentes passam a ter
permanente em si a presença do ESPÍRITO SANTO (Rm 8.9,10; 1 Co 6.19,20; aqui, provavelmente, trata-se de quem já é salvo, e, neste caso, dar o ESPÍRITO SANTO refere-se à plenitude do ESPÍRITO SANTO, que CRISTO prometeu aos que já são filhos do Pai celestial.

Quinta Jo 15.13 Dar a vida pelos amigosNinguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.
Dar a vida pelos amigos é considerado o maior amor que há na terra, mas será que estamos cumprindo os ensinamentos da palavra de DEUS: 1 Pe 1.22 Já que tendes purificado as vossas almas na obediência à verdade, que leva ao amor fraternal não fingido, de coração amai-vos ardentemente uns aos outros.
Sexta 1 Jo 3.16 Devemos dar a vida pelos irmãosConhecemos a caridade nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos.Mc 12.33 e que amá-lo de todo o coração, de todo o entendimento e de todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios. A pergunta é: Quanto você se ama a si mesmo?

Sábado Gl 4.15 Doação de olhosQual é, logo, a vossa bem-aventurança? Porque vos dou testemunho de que, se possível fora, arrancaríeis os olhos, e mos daríeis.
UMA TENTAÇÃO NA MINHA CARNE. Isso pode ter sido uma deficiência na vista (v. 15), causado por apedrejamento.  Note que o crente fiel que está na vontade do Senhor, ativo no serviço cristão, etc., não é imune a doenças, dores físicas ou fraquezas; mas Paulo encontrou irmãos que o amavam tanto que se naquele tempo existisse transplante de córneas certamente aqueles irmãos doariam em vida os seus olhos por amor ao irmão Paulo.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:MATEUS 7.12= Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas.
JESUS fica profundamente entristecido quando seu povo deixa de participar do seu ministério contra as forças de Satanás (v. 17; ver 10.1; 10.8; Mc 9.28,29; Lc 9.1; Jo 14.12)

Lucas 6.38= Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando vos darão; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo.
DAI. Em conformidade com o princípio do amor, devemos dar aos necessitados (ver 2 Co 8.2). O próprio DEUS medirá a generosidade do crente e o recompensará. A medida da bênção e da recompensa a recebermos será proporcional ao nosso interesse pelos outros e à ajuda que lhes damos (ver 2 Co 9.6).

ATOS 20.35= Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é necessário auxiliar os enfermos e recordar as palavras do Senhor JESUS, que disse: Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber.
UM GRANDE PRANTO ENTRE TODOS. Esta partida de Paulo dentre os obreiros de Éfeso é um exemplo notável da comunhão e amor que deve haver entre os cristãos. Paulo lhes serviu com desvelo e solicitude altruístas, compartilhou das suas alegrias e tristezas e lhes ministrou em meio a lágrimas e provações (vv. 19,31). Com o coração partido, prantearam ao pensar que não veriam mais o rosto do apóstolo (v. 38). O mútuo amor profundo entre Paulo e os anciãos de Éfeso deve caracterizar todos os obreiros cristãos entre si.
Este é o único ditado que JESUS nos deixou: “Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber.” 1 CORÍNTIOS 15.35,36= Mas alguém dirá: Como ressuscitarão os mortos? E com que corpo virão? Insensato! O que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer.A RESSURREIÇÃO DO CORPO
A ressurreição do corpo é uma doutrina fundamental das Escrituras. Refere-se ao ato de DEUS, de ressuscitar dentre os mortos o corpo do salvo e reuni-lo à sua alma e espírito, dos quais esse corpo esteve separado entre a morte e a ressurreição.(1) A Bíblia revela pelo menos três razões por que a ressurreição do corpo é necessária. (a) O corpo é parte essencial da total personalidade do homem; o ser humano é incompleto sem o corpo. Por conseguinte, a redenção que CRISTO oferece abrange a pessoa total, inclusive o corpo (Rm 8.18-25).
(b) O corpo é o templo do ESPÍRITO SANTO (6.19); na ressurreição, ele voltará a ser templo do ESPÍRITO. (c) Para desfazer o resultado do pecado em todas as áreas, o derradeiro inimigo do homem (a morte do corpo) deve ser aniquilado pela ressurreição (15.26).
(2) Tanto as Escrituras do AT (cf. Hb 11.17-19 com Gn 22.1-4; Sl 16.10 com At 2.24ss; Jó 19.25-27; Is 26.19; Dn 12.2; Os 13.14), como as Escrituras do NT (Lc 14.13,14; 20.35,36; Jo 5.21,28,29; 6.39,40,44,54;  Co 15.22,23; Fp 3.11; 1Ts 4.14-16; Ap 20.4-6,13) ensinam a ressurreição futura do corpo.
(3) Nossa ressurreição corporal está garantida pela ressurreição de CRISTO (ver Mt 28.6; At 17.31; 1Co 15.12,20-23).(4) Em termos gerais, o corpo ressurreto do crente será semelhante ao corpo ressurreto de Nosso Senhor (Rm 8.29; 1Co 15.20,42-44,49; Fp 3.20,21; 1Jo 3.2). Mais especificamente, o corpo ressurreto será: (a) um corpo que terá continuidade e identidade com o corpo atual e que, portanto, será reconhecível (Lc 16.19-31); (b) um corpo transformado em corpo celestial, apropriado para o novo céu e a nova terra (15.42-44,47,48; Ap 21.1); (c) um corpo imperecível, não sujeito à deterioração e à morte (15.42); (d) um corpo glorificado, como o de CRISTO (15.43; Fp 3.20,21); (e) um corpo poderoso, não sujeito às enfermidades, nem à fraqueza (15.43); (f) um corpo espiritual (i.e., não natural, mas sobrenatural), não limitado pelas leis da natureza (Lc 24.31; Jo 20.19; 1Co 15.44); (g) um corpo capaz de comer e beber (Lc 14.15; 22.16-18,30; 24.43; At 10.41).(5) Quando os crentes receberem seu novo corpo se revestirão da imortalidade (15.53). As Escrituras indicam pelo menos três propósitos nisso: (a) para que os crentes venham a ser tudo quanto DEUS pretendeu para o ser humano, quando o criou (cf. 2.9); (b) para que os crentes venham a conhecer a DEUS de modo completo, conforme Ele quer que eles o conheçam (Jo 17.3); c) a fim de que DEUS expresse o seu amor aos seus filhos, conforme Ele deseja (Jo 3.16; Ef 2.7; 1Jo 4.8-16).
(6) Os fiéis que estiverem vivos na volta de CRISTO, para buscar os seus, experimentarão a mesma transformação dos que morrerem em CRISTO antes do dia da ressurreição deles (15.51-54). Receberão novos corpos, idênticos aos dos ressurretos nesse momento da volta de CRISTO. Nunca mais experimentarão a morte física.(7) JESUS fala de uma ressurreição da vida, para o crente, e de uma ressurreição de juízo, para o ímpio (Jo 5.28,29).
1 CORÍNTIOS 15.42= Assim também a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo em corrupção, ressuscitará em incorrupção.
Corpo corruptível é aquele em que nascemos e crescemos aqui na terra, este corpo está sujeito a apodrecer e virar pó, mas ao ressuscitarmos DEUS só precisa de um infinitamente pequeno átomo de nosso corpo para transformar-nos em um corpo glorioso, semelhante ao de JESUS, feito agora para viver no céu, portanto um corpo espiritual e celeste. (1 Jo 3.2Amados, agora somos filhos de DEUS, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos.)

OBJETIVOS:Relacionar os argumentos pró e contra a doação de órgãos apresentados na lição.Posicionar-se quanto a questão da doação de órgãos com base na Palavra de DEUS e nos princípios da ética cristã.
Demonstrar que a doação de órgãos, antes de tudo, deve ser uma ato de amor.

INTRODUÇÃO
As discussões religiosas sobre doação de órgãos humanos para transplante, depende bastante de cada grupo religioso. Daí, poder-se-á perquirir sobre o que pensam os cristãos católicos, os cristãos evangélicos, os espíritas, os budistas e outros. Por isso, estamos enfocando o assunto do ponto de vista da Bíblia. E a grande questão é: Que diz a Bíblia sobre doação de órgãos humanos para transplante?De modo geral, podemos dizer que não há nenhum texto bíblico que proíba ou que permita doação de órgãos humanos, uma vez que a prática era totalmente desconhecida nos tempos bíblicos. É verdade que sempre há aqueles que gostam de encontrar nas entrelinhas da Bíblia profecias e previsões sobre situações futuras, mas não há na Bíblia nada, pelo menos especificamente, nem a favor nem contra à doação de órgãos humanos. Temos, sim a favor de dar nossa vida pelos irmãos – 1 Jo 3:16. 

I. O QUE É DOAÇÃO DE ÓRGÃOS
A doação de órgãos é a concordância expressa, ou presumida, por parte de uma pessoa, consentindo que seus órgãos sejam retirados após sua morte para serem aproveitados por pessoas portadoras de doenças crônicas, visando aumentar-lhes sua sobrevida. 1. Transplantes de órgãos. Transposição de órgãos, tecidos ou células de um ser (doador) para outro (receptor). Podem ser transplantados pele, osso, cartilagem, veias, córneas, pulmão, coração, fígado, pâncreas, rim, intestino, medula óssea, células do fígado e células do pâncreas produtoras de insulina. O transplante é indicado nos casos de falência desses órgãos, tecidos e células, quando não há a possibilidade de recuperação de suas funções com outros recursos.
Doação de órgãos – O principal problema hoje é a desproporção entre o número de transplantes necessários e o de doadores disponíveis. Em virtude de melhores resultados alcançados, ampliaram-se as indicações dos transplantes e, com elas, ampliou-se, também, o número de pacientes em lista de espera. Por outro lado, o desenvolvimento tecnológico e o das medidas de segurança contra acidentes levaram à redução do número de doadores mortos. No Brasil, a Lei dos Transplantes, que entrou em vigor em 1998, estabelece que todo indivíduo com morte cerebral é doador de órgãos, a menos que em vida tenha incluído o aviso de “não doador” em sua carteira de identidade. A idéia é reduzir a espera por órgãos.
Fonte: Almanaque Abril 2002 em CD.
a) Transplantes comuns. Transplante de Rins que permite ao doador e ao recebedor viverem bem cada um com um Rim só e a doação de sangue que é prática normal e aceita entre os evangélicos.
b) Argumentação contrária à doação de sangue. • As Testemunhasse Jeová não aceitam que seus membros façam transfusão de sangue, mesmo em cirurgias. Vários casos, inclusive no Brasil, ficaram marcados por envolver adeptos da religião que precisavam receber sangue, até sob risco de vida, mas cujos familiares não permitiram o procedimento. Em vários deles, foi necessária a intervenção da Justiça para resolver a questão. Para tanto, baseiam-se em Levítico 17.14 e Atos 15.28, que proíbem os crentes de comer sangue de animais, entendendo que recebê-lo, mesmo que por via endovenosa, equivale a ingeri-lo.

• Evangélicos entendem que o homem não deve comer, ou seja, se alimentar, com o sangue dos animais. Por isso, apenas animais que foram abatidos por sufocamento, cujo sangue permanece na carne, não devem ser ingeridos. Mesmo assim, hoje boa parte dos crentes considera que tais preceitos foram abolidos. Os textos em questão não fazem qualquer menção a cirurgias ou transfusões, ainda mais porque tais procedimentos não eram conhecidos nos tempos bíblicos. Não como sangue e não aconselho ninguém a comer, pois há a possibilidade de se adquirir doenças em sua ingestão.Creio que para se salvar uma vida tudo deve ser feito e sem questionamentos desnecessários devido à urgência, tomando-se o devido cuidado, pois alimentação é uma coisa, vida humana é outra bem mais importante; então entre a vida e a morte devemos escolher salvar a vida. 

2. Doação após a morte.
Todo brasileiro que não declarar em sua carteira de identidade que não quer ser doador passa a ser um doador automaticamente sem precisar de autorização de quem quer que seja, segundo a lei 9.434 de 04/02/1997. 

II. ARGUMENTOS CONTRÁRIOS
Há alguns textos que, por analogia, poderiam ser utilizados para contrariar a doação de órgãos. Vejamos alguns deles:Existem argumentos comuns e populares contrários à doação de órgãos, mesmo entre evangélicos:

1. Receio de que haja comercialização de órgãos humanos. Realmente é um risco que temos de correr, pois uma pessoa desesperada pode ser capaz de matar para que sua própria vida seja salva ou a de um parente. Fica a critério de cada um tomar sua decisão se vale ou não vale a pena correr o risco ou se é melhor deixar para que os parentes decidam na hora certa.

2. Receio que haja discriminação.O governo tem lutado para que não haja a preferência por pessoas mais afortunadas que certamente pagam quantias exorbitantes para adquirirem um órgão vital.É preciso muita vigilância nesse sentido, pois todos são iguais perante DEUS e nós os evangélicos devemos lembrar de que primeiro vem os de casa.

3. A integridade do corpo.1. 1 Co. 6.19-20. Este texto, dentre outras afirmações sobre nós, fala que o nosso corpo pertence a DEUS. Isto poderia dar a entender que, pertencendo o nosso corpo a DEUS, nós não poderíamos dispor dele, por nós mesmos.No entanto, nos melhores manuscritos originais da Bíblia, o verso 20 termina com a expressão: “glorificai a DEUS no vosso corpo”. Nada diz o corpo pertence a DEUS ou a nós. Mas mesmo admitindo que a expressão é válida, pois aparece nas nossas Bíblias tradicionais, podemos argumentar que o corpo pertence a DEUS, mas nos foi dado para ser por nós administrado e, doar um órgão para ajudar alguém a continuar vivendo, quando nós não temos mais condições de vida, pode significar apenas um empréstimo, pois na ressurreição, se for o caso, o órgão voltará para o seu devido lugar, pela infinita sabedoria de DEUS.(se for preciso, é claro, pois corpo glorioso não é corpo animal e nem terreno). Corpo espiritual não precisa mais do que de um átomo para ser transformado,3. 1 Ts. 5.23. Quase dentro da mesma idéia acima, aqui Paulo fala de conservar espírito, alma e corpo íntegros e irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor JESUS CRISTO. Mas não se pode entender neste texto qualquer referência à doação de órgãos do corpo (para mantê-lo íntegro ou inteiro para a vinda de CRISTO), pois a expressão inclui o espírito também e não se poderia pensar na divisão do espírito ou da alma. A idéia no presente texto é mais moral do que física ou material. 

4. A esperança de um milagre. É claro que DEUS pode intervir a qualquer momento com um milagre, mas como está sua fé? e qualquer maneira, se podemos salvar uma vida por que ficar na dúvida e deixar o necessitado morrer?Tg 4.17 “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado.”

5. Preocupação com a ressurreição. Rm. 8.23. Aqui Paulo fala especificamente da ressurreição dos mortos. Todos nós aguardamos a redenção do nosso corpo e, poderíamos imaginar que DEUS quer o nosso corpo completo para aquele dia.A respeito deste assunto, podemos questionar alguns pontos.Primeiro, como aguardar um corpo completo, de pessoas que morreram em explosões, que despedaçaram a maioria dos seus órgãos?Segundo, e as pessoas que foram? (a Igreja católica não admite a cremação, talvez por causa deste princípio).Terceiro, e as pessoas que foram mutiladas numa guerra e perderam membros inteiros de seus corpos, que ficaram totalmente distantes do local para onde vieram continuar a viver, e depois morreram?Quarto, e as pessoas que tiveram alguns órgãos doentes e os extirparam (como é o caso de alguns cegos, que literalmente extraíram os olhos, e de pessoas que extraíram um rim, ou outros órgãos?Muitos religiosos contrariam, por exemplo, a cremação pois acham que isso dificultaria a ressurreição de seus corpos no último dia. Mas se lermos cuidadosamente o capítulo 15 da Primeira Carta aos Coríntios, vamos notar que não importa nada disso para a ressurreição: Paulo fala do grão que precisa morrer ( e o grão se desfaz totalmente) para que possa dar origem a uma planta.Afinal de contas, quando Salomão diz em Ec. 12.7 que o pó volta a terra, como era e o espírito volta a DEUS, que o deu, nós entendemos que esse corpo vai se decompor totalmente. Apenas os ossos vão permanecer por muito tempo, mas todos os demais órgãos internos serão consumidos pela terra. Entendemos que, para DEUS, no dia da ressurreição, não haverá nenhum problema, estejam onde estiverem as partes de um determinado corpo.Uma boa ilustração disso é o célebre texto do “vale de ossos secos”, relatado em Ez. 37.1-14. Notem que era apenas um vale de ossos. Não diz que eram ossos de corpos inteiros, mas apenas ossos humanos. Não se sabe onde aqueles corpos perderam seus órgãos internos e externos e sua carne. Mas DEUS mandou o profeta clamar aos ossos e eles viveriam, e ganhariam espírito, e tendões, e carne, e pele (veja os versos 5-6). Mais à frente, o texto diz que os ossos começaram a se ajuntar cada osso ao seu osso (v. 7). No verso seguinte, vieram tendões, e cresceram as carnes e estendeu-se a pele…. (v.8). Não se sabe de onde vieram essas partes daqueles esqueletos.Mas, note-se, esta ilustração tem valor apenas parcial, pois aqui não se trata de uma ressurreição, no modelo do último dia, mas de uma “revivificação”. É importante entender que, quando Paulo fala de ressurreição do último dia, ele fala de “corpo espiritual”, em contraste com “corpo animal” (1 Cor. 15.44,46). E, fato muito importante aqui é inquirir se o tal “corpo espiritual”, como era o do Senhor JESUS depois da ressurreição, tinha órgãos à semelhança do “corpo animal”. Que aquele corpo ressurrecto tinha, mais ou menos a mesma forma, concluímos pela reação natural dos discípulos ao reconhecerem o Senhor JESUS ressurrecto e ao conviverem com ele por cerca de 40 dias. Sabe-se, por exemplo, que aquele corpo tinha o poder de entrar num recinto fechado (como que desmaterializando-se e materializando-se em questões de segundos – João 20.19-21).Portanto, parece que não procedem as argumentações das dificuldades para a ressurreição. DEUS não tem este tipo de problema.  

III. POSICIONAMENTO CRISTÃO
1. Fazer aos outros o que se quer para si mesmo. Mt 7.12 Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é
a lei e os profetas.
Gl 5.14 Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
Rm 13.8 A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem
ama aos outros cumpriu a lei.O que você faria se seu único filho estivesse à morte precisando de um órgão vital para sobreviver? Se sua resposta é tudo eu faria para preservar a vida dele, então você deve se tornar um doador imediatamente.

2. A doação de órgãos como expressão de amor. Geralmente um cristão costuma considerar quatro estágios de compreensão na busca ou averiguação da vontade de DEUS:

1. A Soberania de DEUS. DEUS é soberano e pode fazer de nós e conosco o que Ele quer. Assim, se Ele nos permite adoecer, é plano dEle. Ele nos fez, Ele é dono de nossas vidas. Como disse Jó, a respeito da perda de seus filhos e de seus bens: “O Senhor o deu, e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor” (Jó 1.21b).Todavia, a soberania de DEUS não se aplica ao campo do livre arbítrio do ser humano, principalmente para os cristãos que não adotam a teologia Calvinista. Assim, mesmo a despeito da soberania de DEUS, entendemos que o ser humano pode dispor do seu corpo, de partes dele, e até da sua própria alma quando, por não querer aceitar a CRISTO como salvador, determina o destino dela para a perdição (João 3.16-19).2. As Declarações da Palavra de DEUS. Muitas coisas estão postas para nós na Palavra de DEUS, expressamente. Um exemplo é a lista dos dez mandamentos. Ademais, no Novo Testamento, há muitas declarações sobre o que o cristão pode e não pode fazer.No entanto, não encontramos na palavra de DEUS nada que proíba ou que permita ao cristão dispor do seu corpo. É bem verdade que o apóstolo Paulo, em Gal. 4.15, fala que os gálatas, se possível fora, arrancariam os seus próprios olhos e lhos dariam. Isso, talvez por algum tipo de problema oftalmológico que incomodava o apóstolo e que era do conhecimento dos gálatas (Gal.6.11). Mas, o texto representa uma hipótese impossível para aquele tempo, o que deve ser entendido como uma metáfora. Portanto, como se diz em Direito: “Se não há lei, não há crime”.3. A Moral Cristã. Isto quer dizer: aquele conjunto de regras válidas para a conduta de um cristão, levando-se em conta a natureza da fé e os alvos mais elevados da vida espiritual.Ora, aqui, o espírito altruísta do cristianismo, a começar com o Senhor JESUS CRISTO, que deu Sua própria vida por nós, é aceitável a atitude de alguém doar do que tem e que não lhe servirá mais, para favorecer a outrem que ainda precisa daquele bem para prosseguir, um pouco mais, na jornada da sua existência. Portanto, a moral cristã, salvo melhor juízo, favorece a doação de órgãos do corpo humano para transplante.4. A Resposta de DEUS à consciência do cristão. Isto quer dizer que o cristão, sobre assuntos de maior indagação, ora a DEUS, depois de analisar todos os itens acima, e procura auscultar o que DEUS o faz entender e sentir. Sentindo-se bem e confortável interiormente, o cristão decide que é isso que DEUS quer para ele.E então, não tendo nada na palavra de DEUS que o proíba, um cristão, diante de uma consciência tranqüila, poderá decidir sobre doar ou não doar órgãos do seu corpo para transplante.
3. A falta de órgãos aqui, não tem implicação na ressurreição do corpo.
Mc. 9.42-50. O Senhor JESUS fala que é melhor alguém entrar na vida sem um olho ou sem um pé ou sem uma mão, do que tendo o corpo completo ir para o inferno. Alguém pode imaginar, por aqui, que uma pessoa que doe um membro, seja ele qual for, na ressurreição vai entrar aleijado no Céu. Na verdade, não é assim. O texto é figurado. Mesmo porque, JESUS não quer que ninguém saia por ai cortando mão, pé ou arrancando olho por causa de seus pecados, pois os nossos pecados são lavados e perdoados por CRISTO. O que CRISTO quer ensinar nesta passagem bíblica é o sacrifício de certas renúncias que temos que fazer para vivermos uma vida cristã santa. 

CONCLUSÃO
A doação de órgãos em vida, como no caso da transfusão de sangue, ou do transplante de rins, não deve ser objeto de reprovação entre os cristãos, ressalvados os casos de consciência, como já foi explanado. A doação de órgãos deve ser feita por todo crente, ressalvados os critérios cristãos de doação e vigilância por parte dos parentes.

QUESTIONÁRIO DE Ev. LUIZ HENRIQUE www.henriqueestudos.cjb.net

LIÇÃO 10 – O CRISTÃO E A DOAÇÃO DE ÓRGÃOS DO CORPO – 08/09/2002 

1- O que visa a doação de órgãos?R=_________________________________________________________ 2- Complete:O transplante de ____________é normal e aceito pela maioria das pessoas, sem qualquer problema, já a transfusão de _________________é aceita pela maioria, mas tem restrições por parte de algumas religiões. 3- Quando entrou em vigor a lei que aprova todas as pessoas doadoras de órgãos, desde que não tenham em sua carteira de identidade alguma restrição?R=____________________________________ 4- O que deve ser declarado pelo médico para que seja possível a retirada de órgãos vitais de uma pessoa e transplantadas em outras sem o consentimento de seus parentes, desde que sua carteira de identidade não o proíba?R=___________________________________________ 5- Cite alguns argumentos contrários à doação de órgãos:R=________________________________________,_______________________________,__________________________________________,_______________________________,__________________________________________e_______________________________. 6- Cite alguns posicionamentos Cristãos sobre a doação de órgãos:R=________________________________________,________________________________,__________________________________________,________________________________. 7- A família deve ser ouvida quanto à doação de órgãos?R=______________________ 8- Cite pelo menos um versículo bíblico que apóia a doação de órgãos:R=__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________.  

QUESTIONÁRIO DA REVISTA:1. Que é doação de órgãos?
R. É a concordância expressa (ou presumida) por parte de uma pessoa, para que seus órgãos sejam retirados após sua morte, para serem aproveitados por pessoas portadoras de doenças crônicas, visando aumentar-lhes sua sobrevida.
2. A Bíblia proíbe transfusão de sangue?
R. Não.
3. De acordo com a lição, por que doar órgãos é um ato de amor?
R. Porque salvar a vida de alguém é sem dúvida uma demonstração de elevado sentido espiritual e moral.
4. Na ressurreição, haverá problema com relação a órgãos doados?
R. Não, pois o corpo será “corpo glorioso” (Fp 3.21) e “corpo espiritual” (1 Co 15.42,43), que não precisará de órgãos físicos.
5. Qual a lei que regula a doação de órgãos no Brasil?
R. Lei 9.434, de 04 de fevereiro de 1997.             

O ARREBATAMENTO DA IGREJA
1Ts 4.16,17 “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de DEUS; e os que morreram em CRISTO ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos
vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.”

O termo “arrebatamento” deriva da palavra raptus em latim, que significa “arrebatado rapidamente e com força”. O termo latino raptus equivale a harpazo em grego, traduzido por “arrebatado” em 4.17. Esse evento, descrito aqui e em 1Co 15, refere-se à ocasião em que a igreja do Senhor será arrebatada da terra para encontrar-se com Ele nos ares. O arrebatamento abrange apenas os salvos em CRISTO.
(1) Instantes antes do arrebatamento, ao descer CRISTO do céu para buscar a sua igreja, ocorrerá a ressurreição dos “que morreram em CRISTO” (4.16). Não se trata da mesma ressurreição referida em Ap 20.4, a qual somente ocorrerá depois de CRISTO voltar à terra, julgar os ímpios e prender Satanás (Ap
19.11—20.3). A ressurreição de Ap 20.4 tem a ver com os mártires da tribulação e possivelmente com os santos do AT (ver Ap 20.6).
(2) Ao mesmo tempo que ocorre a ressurreição dos mortos em CRISTO, os crentes vivos serão transformados; seus corpos se revestirão de imortalidade (1Co 15.51,53). Isso acontecerá num instante, “num abrir e fechar de olhos” (1Co 15.52).(3) Tanto os crentes ressurretos como os que acabaram de ser transformados serão “arrebatados juntamente” (4.17) para encontrar-se com CRISTO nos ares, ou seja: na atmosfera entre a terra e o céu.
(4) Estarão literalmente unidos com CRISTO (4.16,17), levados à casa do Pai, no céu (ver Jo 14.2,3), e reunidos aos queridos que tinham morrido (4.13-18).(5) Estarão livres de todas as aflições (2Co 5.2,4; Fp 3.21), de toda perseguição e opressão (ver Ap 3.10), de todo domínio do pecado e da morte (1Co 15.51-56); o arrebatamento os livra da “ira futura” (ver 1.10; 5.9), ou seja: da grande tribulação.(6) A esperança de que nosso Salvador logo voltará para nos tirar do mundo, a fim de estarmos “sempre com o Senhor” (4.17), é a bem-aventurada esperança de todos os redimidos (Tt 2.13). É fonte principal de consolo para os crentes que sofrem (4.17,18; 5.10).
(7) Paulo emprega o pronome “nós” em 4.17 por saber que a volta do Senhor poderia acontecer naquele período, e comunica aos tessalonicenses essa mesma esperança. A Bíblia insiste que anelemos e esperemos contínua e confiadamente a volta do nosso Senhor (cf. Rm 13.11; 1Co 15.51,52; Ap 22.12,20).
(8) Quem está na igreja mas não abandona o pecado e o mal, sendo assim infiel a CRISTO, será deixado aqui, no arrebatamento (ver Mt 25.1 ; Lc 12.45). Os tais ficarão neste mundo e farão parte da igreja apóstata (ver Ap 17.1), sujeitos à ira de DEUS.
(9) Depois do arrebatamento, virá o Dia do Senhor, um tempo de sofrimento e ira sobre os ímpios (5.2-10; ver 5.2). Seguir-se-á a segunda fase da vinda de CRISTO, quando, então, Ele virá para julgar os ímpios e reinar sobre a terra (ver Mt 24.42,44).
Fontes: http://memorial.locaweb.com.br/doa.htmhttp://www.eclesia.com.br/index.htm

Almanaque Abril 2002 em CD.CD – BEP da CPAD – www.cpad.com.br Estudos Afins:Lei sobre valores de transplantes: Portaria 1117 – 01 de agosto de 2001GABINETE DO MINISTRO
PORTARIA N° 1.117, DE 01 DE AGOSTO DE 2001.O Ministro de Estado da Saúde no uso de suas atribuições legais,
Considerando a Lei nº 9.434, de 04 de fevereiro de 1997, que dispõe sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento e dá outras providências;
Considerando o Decreto nº 2.268, de 30 de junho de 1997, que regulamenta a Lei supracitada;
Considerando a Portaria GM/MS nº 3.407, de 05 de agosto de 1998, que aprova o Regulamento Técnico sobre as atividades de transplante e dispõe sobre a Coordenação Nacional de Transplantes;
Considerando a Portaria GM/MS nº 92, de 23 de janeiro de 2001, que reorganiza a Tabela de Procedimentos do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde – SIH/SUS, no que diz respeito à área de Transplantes de Órgãos e Tecidos;
Considerando a necessidade de incentivar as atividades da captação de doadores e a retirada de órgãos e tecidos para fins de Transplante, resolve:
Art. 1º Alterar os valores de remuneração dos procedimentos abaixo relacionados, todos constantes da Portaria GM/MS nº 92, de 21 de janeiro de 2001, e integrantes da Tabela de Procedimentos do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde – SIH/SUS, que passam a ter os valores definidos a seguir:Código 62.002.00.7 – Localização e Abordagem de Possível Doador de Órgãos e Tecidos para Transplante 

SH SP SADT TOTAL ATO MED ANEST PERM
100,00 110,00 0,00 210,00 112 000 0


Código 99.800.35.7 – Coordenador de Sala Cirúrgica em retirada de órgãos (Um Órgão ou Múltiplos, excetuadas as córneas e outros tecidos)
Valor : 200,00   =  Limite de Utilização :01   =  Forma de Preenchimento :  = Tipo : 14 ou 17  = Tipo de Ato: 31
Código 99.800.17.9 – Enucleação Unilateral ou Bilateral para Transplante  = Valor : 150,00  = Limite de Utilização : 01 = Forma de Preenchimento
Tipo : 14 ou 17  =  Tipo de Ato : 31
Código 99.800.19.5 – Retirada de Coração para Transplante (Primeiro Cirurgião)  =Valor: 450,00  = Limite de Utilização : 01  = Forma de Preenchimento
Tipo : 14 ou 17  = Tipo de Ato : 31
99.800.21 .7 – Retirada de Coração para Transplante (Segundo Cirurgião) =Valor: 135,00 = Limite utilização :01 = Forma de Preenchimento :
Tipo : 14 ou 17 = Tipo de Ato: 31
99.800.23.3 – Retirada de Pulmões para Transplante (Primeiro Cirurgião) = Valor : 900,00 = Limite de Utilização : 01 = Forma de Preenchimento :
Tipo : 14 ou 17 = Tipo de Ato : 31
Código 99.800.25.0 – Retirada de Pulmões para Transplante (Segundo Cirurgião) = Valor : 270,00 = Limite de Utilização : 01 = Forma de Preenchimento
Tipo : 14 ou 17 = Tipo de Ato : 31
Código 99.800.27.6 – Retirada Unilateral / Bilateral de Rim para Transplante (Primeiro Cirurgião) – (Cadáver) = Valor : 450,00 = Limite de Utilização : 01
Forma de Preenchimento : Tipo : 14 ou 17 = Tipo de Ato : 31
Código 99.800.29.2 – Retirada Unilateral / Bilateral de Rim para Transplante (Segundo Cirurgião) Cadáver = Valor : 135,00 =Limite de Utilização : 01
Forma de Preenchimento : = Tipo : 14 ou 17 = Tipo de Ato : 31
Código 99.800.31.4 – Retirada de Fígado para Transplante (Primeiro Cirurgião) = Valor : 900,00 = Limite de Utilização : 01 = Forma de Preenchimento :
Tipo : 14 ou 17 =Tipo de Ato : 31
Código 99.800.33.0 – Retirada de Fígado para Transplante (Segundo Cirurgião) = Valor : 270,00= Limite de Utilização : 01 = Forma de Preenchimento:
Tipo : 14 ou 17 =Tipo de Ato : 31
Código 99.800.37.3 – Retirada de Pâncreas para Transplante (Primeiro Cirurgião) = Valor : 900,00 = Limite de Utilização : 01 = Forma de Preenchimento:
Tipo : 14 ou 17 = Tipo de Ato : 31
Código 99.800.39.0 – Retirada de Pâncreas para Transplante (Segundo Cirurgião) = Valor : 270,00 =Limite de Utilização : 01 = Forma de Preenchimento:
Tipo : 14 ou 17  = Tipo de Ato : 31
Código 93.800.39.8 – Líquido de Preservação de Órgãos para Transplante de Fígado ( por litro) = Valor : 615,00 =Limite de Utilização : 04 = Forma de Preenchimento : =Tipo: 1 = CGC : do Hospital = Tipo de Ato: 19
Código 93.800. 41.0 – Líquido de Preservação de Órgãos para Transplante de Rim (por litro) = Valor : 35,00 = Limite de Utilização : 03 = Forma de Preenchimento = Tipo : 1 = CGC : do Hospital = Tipo de Ato: 19
Código 93.800.43.6 – Líquido de Preservação de Órgãos para Transplante de Córnea (20 ml) =  Valor : 148,00 = Limite de Utilização : 02 = Forma de Preenchimento = Tipo: 1 = CGC : do Hospital  = Tipo de Ato : 19
Código 93.800.45.2 – Líquido de Preservação de Órgãos para Transplante de Coração (1 litro) = Valor :35,00 = Limite de Utilização: 03 = Forma de Preenchimento: = Tipo : 1 = CGC : do Hospital = Tipo de Ato: 19
Código 93.800.47.9 – Líquido de Preservação de Órgãos para Transplante de Pulmões – (1 litro) = Valor :81,00 = Limite de Utilização: 04 = Forma de Preenchimento: = Tipo: 1 = CGC : do Hospital = Tipo de Ato: 19
Código 93.800.49.5 – Líquido de Preservação de Órgãos para Transplante de Pâncreas – (por litro) = Valor :615,00 = Limite de Utilização: 02 = Forma de Preenchimento: = Tipo: 1 = CGC : do Hospital = Tipo de Ato: 19
Art. 2º Incluir, na Tabela de Procedimentos do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde – SIH/SUS, o Grupo de Procedimentos e o Procedimentos abaixo descritos:Grupo 46.120.01.7 – Hepatectomia Parcial para Transplante – Doador Vivo
Código 46.826.01.7 – Hepatectomia Parcial para Transplante – Doador Vivo 

SH SP SADT TOTAL ATO MED ANEST PERM
3.373,00 2.594,00 1.297,00 7.264,00 704 VII 5


Grupo 46.121.01.3 – Transplante de Fígado Receptor – Doador Vivo
Código 46.827.01.3 – Transplante de Fígado Receptor – Doador Vivo 

SH SP SADT TOTAL ATO MED ANEST PERM
33.734,70 5.189,94 12.074,82 51.899,46 2780 XII 20

 Parágrafo único. Os procedimentos ora incluídos somente poderão ser realizados/cobrados por aqueles hospitais devidamente cadastrados no Sistema Nacional de Transplantes para a realização de Transplantes de Fígado.
Art.3º Estabelecer que permanecem em vigor as lógicas de preenchimento das Autorizações de Internações Hospitalares – AIH, cobrança e demais normas estabelecidas pela Portaria GM/MS nº 92, de 23 de janeiro de 2001, relativas aos procedimentos constantes desta Portaria.
Art. 4º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação, com efeitos financeiros a contar da competência agosto de 2001, revogadas as disposições em contrário.http://www.doacaodeorgaos.com.br/legislacao.asp# 

Perguntas e respostas sobre doação de sangue

Doar sangue faz mal a saúde?
A mulher menstruada pode doar? Doar sangue engorda ou emagrece? Pode-se fumar depois da doação ? Quem está grávida pode doar sangue? Quem faz tratamento de tireóide, hipertensão, é cardíaco, portador de angina, diabetes, anemia, usuário de cateter, ou teve câncer pode doar? Quem faz tratamento com remédios anti-depressivos?

Doação de Plaquetas
O que é Aférese? Como funciona a Aférese? É seguro pra mim? Quem pode doar? Qual o intervalo entre as doações?http://www.voluntariosdosangue.org.br/ 

Links sobre o assunto de transplante no Brasil 

Associação Brasileira de Transplante de Órgãos   Bioética   Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos de São Paulo   Central de Transplante da Bahia  Central de Transplante de Pernambuco Etica e Transplante
Últimas notícias:Sobre transplantes: Ministério autoriza pagamento do transplante, que não estava disponível na rede pública, e reajusta valores de procedimentos      Pacientes que necessitam de um transplante de fígado poderão ter à disposição na rede pública a cirurgia que utiliza a técnica de retirada parcial do órgão de uma outra pessoa viva.
Portaria assinada anteontem pelo ministro da Saúde, José Serra, autoriza a inclusão desse tipo de transplante nos pagamentos do SUS (Sistema Único de Saúde). A técnica, já usada no país, não estava disponível na rede pública.   Reajustes
A portaria também prevê um aumento para a retirada de órgãos. O objetivo da medida é diminuir a fila por um transplante de fígado -aproximadamente 2.500 pessoas aguardam a operação atualmente.
O valor de procedimento de retirada parcial de fígado -chamado de hepatectomia parcial- será de R$ 7.264,00.
Já o valor do transplante parcial de fígado intervivos passará a ser de R$ 51.899,46 -o mesmo da cirurgia com órgão de um doador que já tenha morrido.
A mudança também aumenta os valores de remuneração dos procedimentos de captação e retirada de todos os órgãos na tabela do SUS. No caso do fígado, o valor dos honorários médicos para a retirada passa dos atuais R$ 390,00 para R$ 1.170,00.
O ministério espera, com essa medida, estimular a retirada de órgãos, especialmente fígado, mesmo em Estados que não realizam esse tipo de transplante. Nesse caso, os órgãos são encaminhados à Central Nacional de Transplantes para distribuição.
O procedimento de localização e abordagem do possível doador terá seu valor triplicado, passando R$ 70,00 para R$ 210,00. O ministério pretende ainda financiar cursos de treinamento sobre retirada de fígado para transplante. Os reajustes concedidos na portaria representam um aumento de R$ 1,6 milhão por ano na verba para esses procedimentos.   Despesas crescentes
O SUS gastou R$ 7,47 milhões com cirurgias de transplante de fígado em 1997.    No ano passado, foram R$ 15,82 milhões. De janeiro a maio deste ano, as despesas com essas cirurgias foram de R$ 10,16 milhões. O valor projetado para todo o ano de 2001, com base nos cinco primeiros meses, é de R$ 24,39 milhões. No ano passado, foram realizados 317 transplantes de fígado. Já no período de janeiro a maio deste ano, foram 147 operações.da Sucursal de Brasília Sobre doação de Sangue:Solenidade antecipa comemoração do Dia Mundial da Saúde 04/04/2000Houve na sede da Organização Pan-americana da Saúde, em Brasília, de uma cerimônia em homenagem a instituições e pessoas (lista em anexo) que contribuíram para salvar vidas por meio da doação de sangue. A solenidade antecipou a comemoração do Dia Mundial da Saúde, que mobilizará 191 países na próxima sexta-feira, 7 de abril. A Organização Mundial de Saúde (OMS) escolheu o “Sangue Seguro” como tema da edição do ano 2000. Participaram da cerimônia o vice-presidente Marco Maciel e a diretora-geral da OMS, a médica norueguesa Gro Harlem Brundtland. Em seu discurso, Gro Brundtland disse compreender “os desafios que qualquer sistema de saúde enfrenta para garantir um suprimento de sangue seguro e facilmente disponível”. Segundo a diretora da OMS, “embora esta tarefa seja ainda mais assustadora num país tão vasto e diverso como o Brasil, nos últimos cinco anos o país obteve resultados impressionantes na melhoria dos seus serviços de transfusão sangüínea, e pode em muitos aspectos ser considerado um exemplo para outros países”. O ministro agradeceu o reconhecimento do esforço nacional feito pela diretora da OMS e acrescentou que o Brasil está avançando ainda mais no setor. Ações – Serra enumerou o que chamou de “fatores positivos da política nacional de sangue e hemoderivados no Brasil”. Em primeiro lugar, segundo o Ministro, o Brasil reduziu praticamente a zero o risco de transmissão de aids por transfusão de sangue. Serra disse ainda que hoje, no Brasil, há uma maior racionalidade no uso de sangue. As transfusões só são feitas em casos absolutamente necessários. Os esforços feitos no Brasil nos últimos cinco anos, como atestou a diretora-geral da OMS, resultaram numa evidente melhoria na distribuição de sangue e derivados no país. Hoje, sangue, plasma e plaquetas estão disponíveis mesmo em cidades brasileiras de pequeno e médio porte, explicou o Ministro. O Brasil, ainda segundo o Ministro da Saúde, está avançando no desenvolvendo pesquisas e projetos de produção de hemoderivados e insumos, usando tecnologia de ponta, principalmente nos hemocentros de São Paulo, Ribeirão Preto e Botucatu. Recursos – A qualidade do sangue foi eleita há dois anos a Meta Mobilizadora Nacional do Ministério da Saúde – dentro do Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade – com investimentos que chegam a R$ 364 milhões no período 1998/2003. Desse total, recursos da ordem de R$ 230 milhões estão sendo investidos em infra-estrutura física e organizacional da hemorrede pública. O ministério já assinou convênios no valor de R$ 69,8 milhões para construção, reforma e ampliação de 149 hemocentros, hemonúcleos e agências transfusionais (unidades capacitadas para coletar, processar e distribuir produtos derivados do sangue). Também foram adquiridos equipamentos para 454 unidades prestadoras de serviços de saúde em todo o Brasil. O Ministério da Saúde está destinando, ainda desse montante, R$ 60 milhões ao Programa Nacional de Doação Voluntária, que pretende despertar na população brasileira o compromisso social da doação de sangue e substituir o doador de reposição pelo doador voluntário e habitual. A meta é atingir a recomendação da OMS de que 3% a 5% da população tenham o compromisso de doar sangue anualmente, aumentando o número de doações espontâneas e habituais (hoje em 25%) e diminuindo a inaptidão clínica (22%) e sorológica (15%). E mais: o Projeto Reforsus (Reforço e Reorganização do Sistema Único de Saúde) garantiu outros R$ 65,6 milhões para 100 projetos apresentados por diversas unidades da Federação. Técnicos do ministério estão visitando os estados que enfrentam dificuldades, com o objetivo de acelerar a execução dos projetos aprovados. Além disso, o Ministério da Saúde tem melhorado o nível técnico dos profissionais da área. O Programa de Capacitação de Recursos Humanos treinou 7.252 técnicos no setor de hemoterapia somente no ano passado. Em 1999 foram fortalecidos ainda o controle e a fiscalização dos serviços prestados nas 2.770 unidades hemoterápicas existentes no país. O número de técnicos treinados e qualificados para a fiscalização de toda a hemorrede passou de 110 para 250. Isso possibilitou um salto significativo nas unidades vistoriadas: de 587, em 1998, para 1.571 unidades inspecionadas até o final de 1999. As inspeções continuarão sendo realizadas ao longo deste ano para garantir a meta traçada pelo Ministério da Saúde. Os homenageados no Dia Mundial da Saúde – 2000· Doadores fidelizados mais antigos:Moysés Farias Bonfim (Hemoba) – Hoje com 81 anos, é doador desde 1938. Formado em Medicina (Clínica Médica), cursou Administração Hospitalar e foi responsável pelo serviço de febre amarela em Vitória da Conquista. Atuou como médico, vice-diretor e provedor da Santa Casa de Misericórdia de Vitória da Conquista e foi diretor da Maternidade Climério de Oliveira, da Universidade Federal da Bahia. Marília Pereira (Hemonorte) – Nascida no Rio Grande do Norte há 53 anos, é costureira e completou 30 doações em 20 anos, representando um fato raro no país em função das dificuldades e preconceitos ainda enfrentados pela mulher e da carência de doadores. · Personalidades ligadas à história da hemoterapia:Luiz Gonzaga dos Santos – Pernambucano, é considerado o grande responsável pela transformação da hemoterapia e hematologia brasileiras. Implantou e dirigiu o Programa Nacional de Sangue e Hemoderivados – Pró-Sangue, do Ministério da Saúde, e foi fundador e o primeiro diretor do Hemocentro de Pernambuco. Carlota Osório – Francesa, radicada no Brasil, foi escolhida pelos relevantes trabalhos com as populações brasileira e pan-americana, no incentivo à doação voluntária de sangue. É presidente de honra e conselheira permanente para os países do Terceiro Mundo da Organização Mundial de Doadores Voluntários de Sangue.  · Projetos bem sucedidos:Doador do futuro (Hemominas e Hemorio) – escolhido pela importância na transformação da cultura frente à doação de sangue no país. O do Hemominas, por ter sido o pioneiro e exemplo para os demais; o do Hemorio, pelo aumento de 16,5 pontos percentuais em relação à doação de repetição. Interiorização da Hemorrede (Hemoam) – escolhido pelas dimensões e peculiaridades do Amazonas que, mesmo com adversidades físicas e geográficas, avançou na cobertura hemoterápica. · Instituições com certificado ISO 9002 em todo o ciclo do sangue: Hemocentro de Santa Catarina (Hemosc), Hemocentro de Ribeirão Preto e Fundação Pró-Sangue de São Paulo. As instituições enviaram a Certificação de Sistema de Qualidade em todo o processo do ciclo do sangue.http://portalweb02.saude.gov.br/saude/aplicacoes/noticias/noticias_detalhe.cfm?co_seq_noticia=133  

*Sobre doar-se TOP1“O verdadeiro amor constrange-nos à doação. Não é fácil a uma família tratar de semelhante assunto numa hora em que as lágrimas são mais eloquentes do que qualquer apelo humanitário. Mas, é justamente aí, que devemos perpetuar a vida do ente que se foi num outro ente que, dependendo de nossa atitude, pode ficar entre nós ainda por um bom tempo. Que as igrejas, pois, estejam preparadas a fim de auxiliar seus membros a agir em momentos como esse.” Para conhecer mais leia “As Novas Fronteiras da Ética Cristã”, CPAD, p.135. 

SUBSÍDIO LEXICOGRÁFICO TOP1
“1. Transplante. O transplante de órgãos e tecidos é uma ciência médica, que consiste na remoção de um órgão enfermo e em sua substituição por outro que, na maioria das vezes, procede de um cadáver. No caso dos rins e do fígado, a doação e a recepção podem ocorrer inter vivos.
Transplantam-se órgãos inteiros, como o coração, ou partes de um órgão, como o fígado. Transplanta-se também pele, visando a recuperação de áreas atingidas por queimaduras graves.
[…] 2. Xenotransplante. Além da transplantação clássica, há outras que se encontram em fase experimental como, por exemplo, o xenotransplante: o enxerto de órgãos animais em seres humanos. A essa transplantação dá-se o nome também de heteróloga. […] Trata-se de um tema bastante delicado e que vem sendo discutido com muita expectativa e interrogações” (ANDRADE, Claudionor de. As Novas Fronteiras da Ética Cristã. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, pp.122,23).

SUBSÍDIO TEOLÓGICO TOP2
“Infantilismos teológicos. Há crentes que não se dispõem a doar seus órgãos, por temerem ficar incompletos quando do arrebatamento da Igreja. Afinal, como entrarão na Jerusalém Celeste sem o coração? Ou sem os pulmões? Ou, então, desprovidos de rins? Na vida futura, todavia, não precisaremos de tais órgãos. Quando todas as coisas se consumarem, nem das gônadas sentiremos falta, conforme sublinha o próprio CRISTO: ‘Pois, quando ressuscitarem de entre os mortos, nem casarão, nem se darão em casamento; porém, são como os anjos nos céus’ (Mc 12.25).
Na eternidade, todos seremos perfeitos, como perfeitos são os santos anjos. Por enquanto, necessitamos de órgãos, tecidos, ossos e sangue em virtude de nossa fisiologia. Esta, porém, é transitória. É o que o apóstolo Paulo deixa bem patente: ‘Pois assim também é a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo na corrupção, ressuscita na incorrupção. Semeia-se em desonra, ressuscita em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscita em poder. Semeia-se corpo natural, ressuscita corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual’ (1 Co 15.42-44).
Em vez de especularmos com assuntos tão sérios, exercitemos o amor cristão. Na vida eterna, não precisaremos mais de coração. Então, que este venha a pulsar noutro peito. Que nossos pulmões arfem noutro tórax. E que os rins que, hoje, nos filtram o sangue, venham a beneficiar os que se acham presos à máquina de hemodiálise” (ANDRADE, Claudionor de. As Novas Fronteiras da Ética Cristã. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, pp.137).
SUBSÍDIO PEDAGÓGICO TOP3
Esta lição dá a você a oportunidade de fazer uma importante atividade prática. Proponha a classe a identificar irmãos na igreja que estejam precisando de doação de sangue ou de um órgão. Proponha que a classe organize um plano de ação para que o que estamos aprendendo na teoria seja colocado em prática. Nessa atividade você e sua classe podem ter uma grata surpresa: identificar pessoas, que você nem imaginava, que lutam contra uma enfermidade séria. É um exercício de amor olhar e socorrer pessoas que estão sofrendo bem perto de nós.
PARA REFLETIR – A respeito do tema “Ética Cristã e Doação de Órgãos”, responda:
O que é transplante de órgãos e de tecidos humanos? – O transplante é um procedimento cirúrgico que consiste na remoção de um órgão enfermo do corpo humano para ser substituído por outro saudável.
Por que a Ética Cristã não admite o uso de células-troncos embrionárias? – Como a Bíblia ensina que a vida tem início na fecundação (Jr 1.5), a ética cristã desaprova o uso das células-tronco embrionárias, pois este procedimento interrompe vida do embrião.
Como você refutaria a ideia de comercialização de órgãos e de tecidos humanos como empecilho para não doar órgãos? – Resposta pessoal. Você não encontrará a resposta nesta lição. Mas por se tratar de uma dúvida muito comum, a ideia é fazer uma reflexão com os alunos. Após eles exporem a resposta, informe que a legislação de doação de órgãos no Brasil proíbe a comercialização de órgãos com pena de até oito anos de reclusão para quem cometer esse crime (Lei 9.434/97).
Como você refutaria sobre a esperança do milagre e a ressurreição do corpo como obstáculos para não fazer doação de órgãos? – Resposta pessoal. Uniformize a resposta fundamentado no subsídio do tópico II.
Segundo a lição, o que significa doar órgãos? – Um ato de amor.

CONSULTE – Revista Ensinador Cristão  CPAD, nº 74, p39.

AJUDA BIBLIOGRÁFICA

AS GRANDES DEFESAS DO CRISTIANISMO – CPAD – Jéfferson Magno CostaBÍBLIA ILUMINA EM CD – BÍBLIA de Estudo NVI EM CD – BÍBLIA Thompson EM CD.Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.
CPAD – http://www.cpad.com.br/ – Bíblias, CD’S, DVD’S, Livros e Revistas. BEP – Bíblia de Estudos Pentecostal.CHAMPLIN, R.N. O Novo e o Antigo Testamento Interpretado versículo por Versículo. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia – Myer Pearman – Editora VidaComentário Bíblico Beacon, v.5 – CPAD.Comentário Bíblico TT W. W. WiersbeComentário Bíblico Expositivo – Novo Testamento – Volume I – Warren W. WiersbeCRISTOLOGIA – A doutrina de JESUS CRISTO – Esequias Soares – CPADÉtica Cristã – Norman Geisler – Sociedade Religiosa Edições Vida Nova – Caixa Postal 21266, São Paulo-SP 04602-970Ética – Pr. Humberto Schimitt Vieira – MANUAL DE ETICA MINISTERIAL – Cantares – Gravadora e Editora – www.gravadoracantares.com.brÉTICA E O MELHOR NEGOCIO – Por John MaxwellÉtica ministerial – Jânio Santos de Oliveira – Presbítero e professor de teologia da Igreja Assembléia de DEUS Taquara – Duque de Caxias- Rio de Janeiro – janio-construcaocivil.blogspot.comDicionário Bíblico Wycliffe – CPADGARNER, Paul. Quem é quem na Bíblia Sagrada. VIDAhttp://www.gospelbook.netwww.ebdweb.com.brhttp://www.escoladominical.nethttp://www.portalebd.org.br/, Bíblia The Word.O Novo Dicionário da Bíblia – J.D.DOUGLAS.
Peq.Enc.Bíb. – Orlando Boyer – CPADRevista Ensinador Cristão – CPAD.
Revista CPAD – Lições Bíblicas – 2002 – 3º Trimestre – Ética Cristã – Pr. Elinaldo Renovato de LimaSTAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.Teologia Sistemática Pentecostal – A Doutrina da Salvação – Antonio Gilberto – CPADTeologia Sistemática – Conhecendo as Doutrinas da Bíblia – A Salvação – Myer Pearman – Editora VidaTeologia Sistemática de Charles FinneyVÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE – http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htmANDRADE, Claudionor Corrêa de. As novas fronteiras da Ética Cristã. CPAD.
DOUGLAS, Baptista. Valores Cristãos: enfrentando as questões morais do nosso tempo. CPAD
GILBERTO, Antonio, et al. Teologia Sistemática Pentecostal. CPAD.
HOUAISS, Antônio. Dicionário da Língua Portuguesa. OBJETIVA.
Legislação Brasileira de Transplante de Órgãos. 2002.
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

Publicado no site do Pr. Luiz Henrique

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