E Deus os Criou Homem e Mulher – Ev. Isaías de Jesus

Texto Áureo = “E de um só fez toda a geração dos homens para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados e os limites da sua habitação.” (At 17.26)

Verdade Prática = Deus nos criou à sua imagem e semelhança, para que o amemos e vivamos para a sua glória.

LEITURA BIBLICA = Gênesis 2:7,18-24

INTRODUÇÃO

A doutrina da criação do homem é ensinada claramente nas Escrituras nas seguintes passagens: Gn 1.26-29; 2.5-8,_15-22; J0 1.3; Cl 1.16; Hb 11.3.

  1. QUEM CRIOU O HOMEM
  1. A Falsa Teoria do Evolucionismo. Um dos mais perversos ensinos que circulam atualmente no mundo é o que afirma que o homem não é uma criação especial de Deus. O Evolucionismo ensina que o homem descende de formas inferiores de vida, e que através dos séculos vem passando por um longo processo de aperfeiçoamento controlado pelas energias da natureza.
  1. O Testemunho das Escrituras. Neste, bem como noutros assuntos de interesse espiritual para o homem, a Bíblia tem a última e decisiva palavra, pondo fim a toda e qualquer especulação filosófica humana. A Bíblia ensina que toda a raça humana procede de um só casal, que foi originalmente responsável por encher a terra (Gn 1.28; At 17.26).

As genealogias da Bíblia ensinam que todos os homens participam da mesma natureza humana, isto é, possuem uma unidade genética. (Gn 5; 10; Lc 3) etc.

  1. A diferença entre homens e animais. Quando a Escritura se refere a peixes, aves e bestas, ela afirma que Deus criou segundo a sua espécie. Quer dizer: uma forma específica, própria, O homem não foi criado dessa maneira. Deus disse:

“Façamos o homem à nossa imagem…” (Gn 1.26). Estruturalmente, portanto, o homem nada tem que o identifique com os animais de qualquer classe ou espécie.

  1. COMO DEUS CRIOU O HOMEM
  1. Deus o criou do pó da terra (Gn 2.7a). Isto é, o homem não foi formado do nada. Pelo contrário. Ele procedeu de matéria pré- existente — neste caso o barro.
  1. Deus lhe deu fôlego de vida (Gn 2.b). Esta linguagem deixa bem claro que, ao criar o homem, Deus o fez superior às várias ordens e espécies de animais.
  1. Deus o criou à Sua imagem (Gn. 1.26). Todos sabemos que em nenhum sentido o homem é igual a Deus física ou corporalmente. A Bíblia é extremamente clara quando afirma: “Deus é Espírito” (Jo 4.24). A verdade de que Deus criou o homem à Sua imagem e semelhança, se fixará em nossa mente à medida que meditarmos nos dois fatos seguintes:
  1. O homem é um ser racional. Oi animais pois um instinto: o homem possui raciocínio, a faculdade da razão.
  1. O homem é um ser moral. Logo temos a revelação do ato do criador do homem que o fez tornar- se a coroa da criação. Quando Deus terminou de criar o homem, ele era tão puro como os anjos. Não havia nele sombra de imperfeição, até que ele pecou.
  1. O homem foi criado em santidade. A formosura e a perfeição do Eden (Gn 2.8-10) eram símbolo de santidade de Adão, e Deus o pôs ali num conjunto harmonioso sem qualquer defeito ou impureza. Na condição de pai da raça humana, Adão foi criado com o selo da santidade de Deus. A salvação das criaturas fala indiretamente disto. Paulo afirma que somos revestidos do homem novo, criado segundo Deus em verdadeira justiça e santidade (Ef 4.24). “E vos revestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou” (Cl 3.10).

III. A NATUREZA DO HOMEM

  1. A natureza original. Uma vez investido da natureza pura de sua formação, era possível ao homem manter um estado de plena satisfação e autoridade sobre tudo o que fora criado.
  1. Criado à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.26).
  1. Criado em estado de retidão (Ec 7.29).
  1. Toda a raça humana procede de Adão e Eva (Gn 2.7- 22; 3.20; 9.19; At 17.26).
  1. Pleno gozo de estreita comunhão com Deus (Gn 3.8,9).
  1. A natureza mortal. A desobediência do homem levou-o ao pecado e o pecado consumado trouxe- lhe a morte.

a. “És pó, e em pó te tornarás” (Gn 3.19).

  1. “Um vento que passa e não volta” (Sl 78.39).
  1. “Que homem há que viva, e não veja a morte?” (Sl 89.48).
  1. “Aos homens está ordenado morrerem uma vez” (Hb 9.27).
  1. “A morte passou a todos os homens” (Rm 5.12)
  1. A natureza imortal. O homem tem dentro de si algo que não morre.

a. “E o espírito volta a Deus, que o deu” (Ec 12.7).

  1. “Os mortos hão de ressuscitar” (Lc 20.37).
  1. “E que isto que é mortal se revista da imortalidade” (1 Co 15.53).
  1. “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão” (Dn 12.2).
  1. “E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono” (Ap 20.12).
  1. 4. A natureza pecaminosa e decaída. Com a queda, o homem veio a adquirir uma natureza propensa à prática do pecado.

a. “Todos pecaram” (Rm 5.12).

  1. “A maldade do homem se multiplicara sobre a terra” (Gn 6.5).
  1. “Não há homem que não peque” (1 Rs 8.46).
  1. “Em iniqüidade fui formado te em pecado me concebeu minha mãe” (Sl 51.5).
  1. “Todos estão debaixo do pecado” ( Rm 3.9).
  1. A natureza tricotômica do homem. Muitas passagens da Escritura ensinam que o homem foi constituído originalmente de três distintos elementos, a saber: o espírito, alma e corpo (1 Ts 5.23).

a. O espírito e alma do homem são suas partes imateriais e se distinguem do Espírito de Deus (1 Co 2.11; Hb 12.9; Nm 16.22; Tg 2.26).

b. Somente a Palavra de Deus estabelece a diferença real entre alma e espírito (Hb 4.12).

c. Maria cantou para Deus e estabeleceu diferença entre o espírito e alma (Lc 1.46,47).

d. O corpo é a parte material e perecível do ser humano, que cessa de existir com o fenômeno da morte.

e. A alma é o princípio da vida animal e com ela se relacionam nosso intelecto, nossa personalidade e nossa vontade; encerra as colunas mestras da nossa consciência pessoal.

  1. O espírito é o princípio ativo de nossa vida espiritual, religiosa e imortal. E o elemento de comunicação entre nosso EU e a DIVINDADE.
  1. A CRIAÇÃO DO HOMEM E A TRINDADE

O relato da criação do homem projeta luzes sobre verdades transcendentais.

Gênesis 1.26 nos deixa ver que um divino conselho precedeu a criação do ser humano, que apareceu no contexto de todas as obras criadas por Deus como Sua obra prima, a coroa e o clímax da criação.

A palavra façamos (da forma verbal hebraica na’aseh) é particularmente importante por exigir um sujeito plural. Quem teria dito façamos? Nenhum outro poderia ser, senão o Deus Trino, que começa a projetar-se no misterioso cenário da revelação escriturística.

O Pai tem sua parte na criação. O Filho tem sua parte. O Espírito Santo também tem sua parte no processo criativo.

De maneira alguma a expressão FAÇAMOS poderia incluir os anjos, principalmente porque Deus nunca se aconselhou com eles.

 Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

 

Lição Bíblicas 3º. Trimestre 1986  – CPAD

A ORIGEM DO HOMEM

TEXTO ÁUREO = “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente” (Gn 2.7).

VERDADE PRÁTICA = O homem foi formado segundo um modelo divino, como alma imortal e para a glória de Deus.

TEXTO BÍBLICO  =  Gn 1.26-28; 2.4-8

INTRODUÇÃO

Têm surgido as mais variadas teorias acerca da origem do homem. De um modo geral, essas teorias não conseguem fugir ao fato da ligação do homem com a terra. Entretanto, a única fonte realmente autorizada acerca da origem do homem é a Bíblia. Os dois primeiros capítulos de Gênesis nós oferecem, de modo plausível e coerente, a verdadeira história das origens, inclusive a do homem.

  1. OS DOIS RELATOS ESCRITURAIS DA CRIAÇÃO DO HOMEM

Fora da revelação divina expressa no relato do gênesis bíblico, as teorias acerca da origem do homem são vagas especulações, sem base bíblica ou mesmo científica.

  1. O primeiro relato da criação do homem. O primeiro relato sobre a criação do homem encontra-se em Gn 1.26,27, que diz:”E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves do céu, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou”.

Notemos que neste primeiro relato está a ordem criativa da Deidade quando diz: “Façamos o homem”. Percebe-se que o Conselho divino estabeleceu o ato criativo do homem. Essa criação representa e é o clímax de todos os atos criativos anteriores. A criação do homem, ainda que obedeça a uma certa ordem nos atos criativos, é distinta dos demais atos porque aparece de modo especial, diferente dos demais atos criativos da natureza e dos animais.

Deus culminou com a criação do homem. Tudo foi criado e preparado, e providenciado para o sustento e a satisfação da obra prima da Criação, o homem. A Criação foi feita dentro de um ideal divino.

  1. O segundo relato da criação do homem. Vamos encontrar o segundo relato da criação do homem em Gn 2.4-25. Nesse relato temos, além da origem do homem, também o relato da origem da mulher. Enquanto o primeiro relato se preocupou mais em mostrar a ordem da Criação e a decisão do Conselho divino em criar o homem à sua imagem e semelhança, o segundo relato apresenta a sua efetivação.

Encontramos no relato de Gn 2.7 a seguinte declaração: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em seus narizes o fôlego da vida, e o homem foi feito alma vivente”. Dois aspectos se destacam neste texto os quais devem merecer a nossa apreciação. Primeiro temos a formação do corpo do homem do pó da terra com todas as substâncias químicas que o compõem. A palavra formou indica que a criação material foi feita de matéria pré- existente , isto é, “o pó da terra”. Até certo ponto, neste relato, é inegável que o homem esteja relacionado com a natureza, e isto nos mostra a composição inferior do homem.

Porém é preciso considerar ainda que, se o homem pertence ao mundo animal, essa parte material do seu ser é a culminação do reino animal. Este fato representa, sem dúvida alguma, a perfeição do homem físico, tanto em estrutura como em forma. Porém, o aspecto mais distintivo da criação do homem está na sua imagem e semelhança do divino. A seqüência de Gn 2.7 diz: “e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente”. Nesta segunda parte do versículo, o homem recebe, de modo especial e superior ao resto da criação animal, vida física e espiritual. ZEE

  1. TEORIAS ANTIBÍBLICAS QUANTO À ORIGEM DO HOMEM
  1. A teoria evolucionista. Esta teoria apresenta o homem como um ser que evoluiu de uma ordem inferior no mundo animal. Essa evolução, segundo a teoria, aconteceu como resultado de sucessivas alterações nas formas materiais devido às “forças latentes” na matéria. A Bíblia refuta esta teoria.
  1. O conceito filosófico- materialista. Entre os muitos pensadores e promotores desse conceito, destaca-se o famoso psicanalista e filósofo Sigmund Freud. Ele enfatizou, em seus argumentos sobre o homem, o aspecto biológico da natureza humana. Para Freud, os instintos do homem formam a base de sua personalidade.

Afirmou ele que coisas como sexo, fome, sede, segurança e prazer são pressões que de terminam as ações e padrões de personalidade do homem. No conceito de Freud, a natureza do homem não se relaciona com o sobrenatural, Deus. Para ele, a idéia de uma relação divino-humana é imprópria ao homem pois ele o vê como uma criatura egocêntrica, preocupada em satisfazer apenas suas necessidades individuais.

  1. O conceito do humanismo científico. Esse conceito baseia suas informações sobre a natureza do homem na biologia, psicologia e medicina. Para essa escola, o homem é um produto evolucionário da natureza sem a menor possibilidade de imortalidade. Vêem o homem como parte do Universo, sempre em mutação e que existe independente de qualquer mente ou consciência. Para essa escola, o Universo é regulado por uma seqüência de causa e efeito em todos os lugares e em todos os tempos. Crêem que o homem pode resolver seus problemas aqui na terra mesmo, e que não tem necessidade de qualquer relação com o sobrenatural. Basta-lhe confiar na razão e no método científico.

III. CONCEITO BÍBLICO ACERCA DA ORIGEM DO HOMEM

  1. A biforme natureza do homem. O homem foi criado numa biforme natureza — material e imaterial. A parte material foi formada do pó da terra e a parte imaterial foi outorgada diretamente pelo próprio Criador. O sopro divino nas narinas do homem concedeu-lhe mais a vida física. Foi-lhe dada vida imaterial representada pela alma e pelo espírito. (Gn 2.7)
  1. O homem e seu organismo físico. O homem foi formado fisicamente por um ato específico de Deus. O texto de Gn 2.7 diz: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da Terra”, o que indica que o corpo do homem foi formado de matéria já existente, o pó da terra. Não foi uma obra do acaso ou sem propósito. O plano obedeceu plenamente ao prévio ideal do Conselho divino.
  1. O homem foi criado um ser pessoal. O corpo é o invólucro da personalidade do homem. Sua personalidade foi feita por um ato imediato de Deus. Esse ser pessoal aparece no texto de Gn 2.7, como um ato final da criação, quando diz: “e o homem passou a ser alma vivente”.
  1. O homem foi criado ser espiritual. No hebraico a palavra para espírito é Ruach e no grego, pneuma. Esses dois termos têm o mesmo sentido e não significam simplesmente fôleço de vida, visto que o espírito é vida imortal e invisível no homem. Pelo espírito o homem é dotado da capacidade de comunhão com Deus. (Jo 4.24). O corpo é a casa do espírito do homem. O espírito, portanto, essencial para que o homem expresse a vida que Deus lhe tem dado.

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus

 

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

Lição Bíblicas 4º. Trimestre 1988  – CPAD

E DEUS OS CRIOU HOMEM E MULHER

Texto Áureo = “E de um só fez toda a geração dos homens para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados e os limites da sua habitação.” (At 17.26)

Verdade Prática = Deus nos criou à sua imagem e semelhança, para que o amemos e vivamos para a sua glória.

LEITURA BIBLICA = GÊNESIS 1.26-28; 2.4-8

INTRODUÇÃO

Têm surgido as mais variadas teorias acerca da origem do homem. De um modo geral, elas não conseguem anular a ligação do ser humano com a Terra. Entretanto, a única fonte realmente autorizada, acerca da origem da humanidade, é a Bíblia Sagrada. Os dois primeiros capítulos de Gênesis nos oferecem, de modo plausível e coerente, a verdadeira história das origens, inclusive a do homem.

  1. OS DOIS RELATOS BÍBLICOS DA CRIAÇÃO DO HOMEM
  1. O primeiro relato sobre a criação do homem. Encontra-se em Gênesis 1.26,27. Neste texto, está declarada a ordem criativa da Trindade, quando diz: “Façamos o homem”. A despeito da importância teológica que se dá ao “façamos”, para denotar a participação triúnica da Deidade, o fundamental, nesta passagem, é a palavra “BARAH” (hebraico), do versículo 27, que quer dizer: “criou”. Deus o fez do pó da terra, mas sua criação foi um ato divino. Ele foi feito especial e diferente da vida vegetal, aquática e animal.
  1. O segundo relato da criação do homem. Encontra-se em Gênesis 2.4-8. Neste relato histórico, temos, além da criação do homem, também a descrição da origem da mulher. Enquanto a primeira narração sempre ocupou mais em mostrar a ordem da criação e a decisão da Corte Divina, em criar o homem à sua imagem e semelhança, o segundo relato apresenta a sua efetivação.

No texto de Gênesis 2.7, temos a seguinte declaração: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em seus narizes o fôlego da vida, e o homem foi feito alma vivente”.

  1. A criação da mulher. No segundo relato da criação, podemos destacar, no texto de Gênesis 2.18- 25, a formação da mulher. Depois de Deus ter criado Adão, Ele também fez Eva. Em Gênesis 1.27, está escrito: “macho e fêmea os Crriou.
  1. TEORIAS ANTIBÍBLICAS SOBRE A ORIGEM DO HOMEM
  1. A teoria evolucionista. Esta teoria apresenta o homem como um ser que evoluiu de uma ordem inferior, no mundo animal. Ensina que esta evolução resultou de sucessivas alterações nas formas materiais, devido as forças latentes que existem na matéria. Mas a Bíblia refuta esta teoria, quando declara que: (1) a origem do homem resultou de um ato criativo de Deus; (2) o ser físico do homem também é resultado de um ato criativo de Deus, que utilizou a matéria já existente “afar” (hebraico), que significa “pó da terra”; (3) o homem, hoje, tem a mesma estrutura física e espiritual do dia em que foi criado; (4) o homem foi tirado da terra e está destinado a ela, depois da morte (Ec 3.20); (5) o homem não é evolução natural da terra, pois ele foi “plasmado”.
  1. A teoria filosófico-materialista. Sigmund Freud, que lançou esta teoria, era ateu, filósofo e psicanalista. Ele enfatizou, em seus argumentos, a idéia de que o homem, em sua vida biológica e psicológica, tem como base e formação de sua personalidade e seus instintos naturais. Afirmou ele que coisas, como sexo, fome, sede, segurança e prazer, são pressões que determinam as ações e os padrões da personalidade do homem. No conceito de Freud, a natureza do homem não se relaciona com o sobrenatural, no caso, Deus. Para ele, a idéia de uma relação do Criador com o ser humano é imprópria e inexistente, pois o mesmo vê o homem como uma criatura egocêntrica, voltada apenas para as suas necessidades, sem qualquer comunhão com um ser supremo. Acreditava ele que, ao morrer o homem, nada mais resta.
  1. A teoria do humanismo científico. As fontes de informações, para os adeptos desta teoria, sobre a natureza e origem do homem. Estão na Biologia, Psicologia e Medicina. Para esta escola de pensamento, o homem é um produto evolucionário da Natureza, sem a menor possibilidade de imortalidade.

III. O ENSINO DA BÍBLIA SOBRE A ORIGEM DO HOMEM

  1. A biforme natureza do homem. O homem foi criado com uma biforme natureza: material e imaterial. A primeira foi formada do pó da terra (Gn 2.7) e a segunda, outorgada diretamente pelo Criador. O sopro divino nas narinas do homem concedeu-lhe a vida física e a espiritual.

A vida imaterial do homem é representada pela alma e pelo espírito. Porém, esta dupla natureza do homem é representada por uma tricotomia, que se constitui,na parte material, pelo corpo; na imaterial, pela alma e pelo espírito (1 Ts 5.23).

  1. A tricotomia do homem (1 Ts 5.23; Hb 4.12). O termo tricotomia significa “aquilo que é dividido em três”, ou “que se divide em três tornos”. Em relação ao homem, refere-se às três partes do seu ser: corpo, alma e espírito.

Há divergência neste ponto daqueles que entendem o homem como apenas um ser dicótomo, ou seja, que se divide em duas partes: corpo, alma ou espírito.

Os defensores da dicotomia do homem unem alma e espírito como uma só. parte e, às vezes, como se fossem uma só coisa. Entretanto, parece-nos mais aceitável o ponto de vista da tricotomia. Este conceito crê que o homem é uma trindade composta e inseparável. Só a morte física é capaz de separar o corpo de sua parte imaterial.

  1. a) O corpo. É a parte inferior do homem que se constitui de elementos químicos da terra, como oxigênio, carbono, hidrogênio, nitrogênio, cálcio, fósforo, potássio, enxofre, sódio, cloro, iodo, ferro, cobre, zinco, e outros elementos em proporções menores. Porém, o corpo, com todos estes produtos, sem a bênção divina, é de ínfimo valor.
  1. b) A alma. É preciso saber que o corpo sem a alma é inerte. Ela precisa dele para expressar sua vida funcional e racional. É identificada, no hebraico do Antigo Testamento, por “NEPHESH” e, no grego do Novo Testamento, por “PSIQUÊ”.
  1. c) O espírito. No hebraico é “RUACH” e no grego é “PNEUMA”. O espírito do homem não é um simples sopro ou fôlego, mas também vida imortal (Ec 12.7; Dii 12.2; Lc 20.37; 1 Co 15.53). Ele é o princípio ativo de nossa vida espiritual, religiosa e imortal. É o elemento de comunicação entre Deus e o homem. Certo autor cristão escreveu que “o corpo, a alma e o espírito constituem a base real dos três elementos do homem: consciência do mundo externo, consciência própria e consciência de Deus”.
  1. AS FACULDADES DISTINTAS DO HOMEM
  1. As faculdades do corpo. São cinco as faculdades principais, as quais se manifestam através do corpo: visão, audição, olfato, paladar e tato. Ainda que sejam distintas umas das outras, elas não atuam independentes do comando da alma. São denominadas de instintos naturais ou sentidos corporais, os quais recebem impressões do mundo exterior, transmitidas ao cérebro, através do sistema nervoso. E daí que partem as ordens para todas as partes do corpo. Os sentidos físicos obedecem às leis naturais que estão impressas no ser humano. São elas que regem as atividades do corpo.
  1. As faculdades da alma. São três as faculdades ou qualidades da alma, pelas quais ela se manifesta: intelecto, sentimento e vontade.

O INTELECTO (Gn 1.28; 2.19,20) é a parte da alma que pensa, raciocina, decide, julga e conhece E ele quem recebe os conhecimentos.

Três outras manifestações lhe são peculiares: a imaginação, memona e razão Com a primeira o homem é capacitado a idealizar e projetar. É um processo do pensamento que habilita o ser humano a construir imagens, através do raciocínio.

A segunda é outro atributo do intelecto que capacita o homem a guardar em seu cérebro o fatos passados e presentes. Ela retém os conhecimentos adquiridos e os traz à lembrança. A terceira é um atributo do intelecto que leva o homem a pensar, julgar e compreender as relações entre as coisas, distinguir entre o verdadeiro e o falso, o bem e o mal.

O SENTIMENTO faz o homem um ser emotivo. Ele não é uma máquina insensível, pois pode sentir todas as grandes emoções, como alegria, gozo, paz, prazer, tristeza, descontentamento, pesar e dor.

A VONTADE se expressa como resultante das influências do intelecto e dos sentimentos. Ela não age sozinha. Não há vontade livre ou independente. Ela obedece às forças emotivas e intelectuais da alma.

  1. As faculdades do espírito. Duas faculdades principais se destacam com abrangência sobre outras qualidades importantes, as quais são: Fé e Consciência. Elas identificam o ser religioso do homem. Podemos chamar de natureza espiritual, da qual o ser humano é dotado especialmente para uma perfeita comunhão com Deus. Os sentidos físicos e psicológicos tornam o homem um ser terreno e racional, mas os espirituais o tornam um ser especial.

A faculdade da fé é uma qualidade do espírito humano que expressa a religiosidade do homem e o toma capaz de adorar, reverenciar, louvar e orar a Deus, o Criador. Não se trata de um tipo de fé, adquirida ou ensinada, mas é uma forma inata que nasce com qualquer ser humano. Ela nos estimula a buscar a Deus e comungar com Ele.

A faculdade da consciência é a lei moral e espiritual, no interior do homem, que aprova ou desaprova as suas ações. E a intuição que o espírito tem dos atos e estados do ser humano em sua vida cotidiana. A consciência não está sujeita à vontade, e nem aos sentimentos da alma.

CONCLUSÃO

Após estudarmos as faculdades do corpo, da alma e do espírito, concluímos que o homem é a obra-prima da criação e não uma simples manifestação da Natureza, como querem os evolucionistas, descompromissados com a verdade bíblica.

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

Lição Bíblicas 4º. Trimestre 1995  – CPAD

 

O homem criado e formado

TEXTO ÁUREO = “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.” Gn 1.27.

VERDADE PRÁTICA = O homem é uma maravilhosa “obra de Deus.

LEITURA EM CLASSE = Gn 1.26,27; 2.7-9

INTRODUÇÃO

Sempre devemos dar graças a Deus por nossa própria existência. Sem dúvida a criação do homem representa um dos maiores milagres de Deus. Cada um de nós é uma testemunha desse milagre.

  1. A VONTADE E O PODER CRIADOR DE DEUS.

Ao estudarmos atenciosamente o livro de Génesis, notamos que a Divindade concluiu a obra da criação com o ser humano, após o que descansou. Dinotos traduz assim este texto: “E completou-se o Espaço e a Terra e toda a população deles”. A expressão população deles significa todas as coisas efetivamente criadas no Universo. “E concluiu a Santidade no dia sétimo o seu trabalho que fizera, e feriou no dia sétimo, de todo o seu trabalho que fizera”. Então entendemos que Deus terminou a obra da criação com o homem e daí em diante acionou a máquina do Universo, tudo fazendo produzir dentro do Plano da Sua Vontade.

Por tal razão os sábios costumam afirmar que é a Natureza quem faz e cria todas as coisas. Entretanto, o Criador Pessoal de tudo é Deus, At 17.26; SI 104.30. Graças a Deus porque a obra continua. Deus continua a fabricar sangue, gordura, ossos, ferro, água, oxigênio, hidrogênio e tudo o mais

  1. A CRIAÇÃO DO SER HUMANO ESPIRITUAL, Gn 1.26,27.

Em uma época completamente desconhecida, um passado deveras remoto, a Divindade propôs a criação de um novo ser, preparado para desfrutar de comunhão com Deus e pronto para servir como ministro seu aqui na terra, Gn 2.15.

Dinotos, na tradução do Pentateuco, descreve primeiramente o homem espiritual: “E criou a Santidade (Deus) o homem em sua alma. Em alma a Santidade criou-o, masculino e feminino criou-Os”.

Notamos que esta criação tem um sentido perfeito, duplo e espiritual. O homem e a mulher deveriam viver unidos de um modo singular, a fim de crescerem e se multiplicarem sobre a terra em uma geração santa, Ml 2.15.

Uma pergunta que freqüentemente é feita indaga o seguinte: Se Deus sabia que o homem iria pecar e sofrer as penas eternas, porque mesmo assim o criou?

Existem duas grandes verdades bíblicas em conexão com este tema, a saber: 1. Em Sua maravilhosa Presciência, Deus dantemão providenciou o plano da Redenção pela morte do Cordeiro, antes mesmo da fundação do mundo, 1 Pe 1.19,20.

  1. Deus não lançou o homem em um destino implacável e cruel, nem deixou-o em ignorância. O homem recebeu o conhecimento suficiente da parte de Deus quanto ao seu futuro e sobre seu dever de obedecer, Gn 2.7.

III. IMAGEM E SEMELHANÇA.

A palavra imagem no original hebraico é TSELEM, a expressão da realidade. O homem é uma expressão real, como Deus o é, Gn 3.22. Possui uma natureza triuna, pois é constituído de corpo, alma e espírito, sendo assim um ser racional e espiritual em um corpo físico, diferente dos animais e dos anjos, 1 Ts 5.23. A natureza espiritual do homem se identifica por seu contato com Deus, 1 Co 2.11.

Por seu espírito, o homem entra em contato com as coisas espirituais e por sua alma, que é o homem interior o homem entra no mundo físico e se deleita tanto nas coisas materiais como nas coisas de Deus, Rm 7.22. Assim, devemos nos purificar de todas as coisas, 1 Co 7.1.

O homem foi criado um ser perfeito, puro e maravilhoso, Ec 7.29; SI 139.14. Nenhum outro ser foi criado igual ao homem, da própria imagem da realidade divina. Daí se originou a rebelião de Lúcifer, em saber que o homem viria ocupar um lugar de destaque na Terra, por ordem divina, Is 14.14,17; Ez 28.13-18.

Certo cientista de renome afirmou: “Somente nos olhos do homem brilha a luz do conhecimento de Deus”. Então, Satanás não deseja que essa luz resplandeça no ser humano, II Co 4.4.

  1. A BÊNÇÃO DA DIVINDADE, Gn 1.28.

Ao criar o homem, Deus teve o cuidado de não abandoná-lo, pelo contrário, estendeu-lhe a bênção que seria sua para sempre, não fosse a influência nefasta do pecado em sua vida. Mesmo assim, os propósitos de Deus não mudam e em Cristo podemos receber todas as bênçãos, Ef 1.3.

Deus ordenou expressamente ao homem que dominasse sobre os mares, os ares e a terra. Deus pôs assim os imites do governo humano. A ciência e a tecnologia hoje em dia nos provam em verdade o homem tem podido dominar sobre os mares, tirar deles fabulosas riquezas para sua sobrevivência e abrindo caminhos em todas as direções do mundo.

Os oceanos são atravessado em sua superfície e em suas partes mais profundas. Deus estabeleceu que deveria ser assim. Ultimamente temos visto os esforços e as conquistas do homem no campo da ciência, voltado para c mundo sideral. Tudo isto estava previsto nas leis da criação SI 139. Os homens, porém, não têm dado graças a Deus por to grandes conquistas.

As riquezas da terra também estão sob o domínio do homem  Is.11; 55.10. Adão deveria ter crescido gradativamente nesse conhecimento divino, a fim de realizar a obra plena que Deus par. ele havia proposto, v.16. Entretanto, isso falhou na vida de Adão O plano de Deus, todavia, não falhou. Somos ricamente abençoados em Cristo e o homem continua a ser alvo das atenções de Deus, que por Cristo lhe oferece o próprio Céu, morada do Eterno, Jo 14.2.

  1. A FORMAÇÃO MATERIAL DO HOMEM, Gn 2.7.

A palavra homem vem do grego anthropus e significa “o que olha para cima”. O homem, como ser espiritual, está sempre com sua mente voltada para o ser que o criou, embora não saiba defini-lo com precisão e assim vive entrando em caminhos tortuosos, de mistificações religiosas.

A expressão DO P0 DA TERRA, afirma um notável hebraísta, tem várias significações no hebraico: barro, poeira, pólem, placenta ou fluido. Deus plasmou as forças orgânicas extraídas da terra, e isso foi feito às ocultas, no seio da terra, quando então os elementos orgânicos foram justapostos e adicionados devida- mente pelas mãos do Criador, SI 139.15. Em verdade no corpo do homem se encontra ferro, ouro, manganês, cálcio, ácidos etc.

Como resultado dessa fusão de elementos da terra, Deus deu forma física ao homem, esse ser que ocupa um lugar de importância no Universo de Deus.

  1. O HOMEM TORNOU-SE SER VIVENTE, v,7

Eis aqui o pomo da discórdia entre muitos estudantes da Bíblia.

Uns entendem que o homem é igual a todos os animais. Realmente a Bíblia apresenta o homem como verme, um insignificante bichinho. O próprio Jesus veio ao mundo em corpo de fraqueza, Hb 10.35; SI 22.6.

A alma vivente, ou um ser vivente é desde uma unicelular ameba ate uma gigantesca baleia. Todos os que procuram se alimentar para sua sobrevivência. Neste sentido, portanto, o homem é um ser vivente, todavia, com o sopro divino ele adquiriu uma alma espiritual, o sentido da razão, espiritualidade e personalidade.

O primeiro Adão foi feito alma (ser) vivente; o último Adão, espírito vivificante, 1 Co 15.45, em sua vitoriosa obra de redenção, Rm 1,3. O homem ‘é uma alma vivente que busca sua sobrevivência por seus instintos próprios, mas nele mora um ser espiritual identificado como alma. Os grandes tradutores da Bíblia afirmam o reafirmam: O homem é uma obra da criação do próprio Deus e riso um produto da evolução. Gn 1.27. Jesus Cristo confirmou essa verdade, Mt 19.4; Mc 10.6.

Nenhum animal, por afeiçoado que seja revela evidência de religiosidade. Esse tipo de consciência é privativo do homem. Existe um grande abismo entre os homens e os animais. Graças a Deus.

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

Lição Bíblicas 1º. Trimestre 1976  – CPAD

 

E DEUS OS CRIOU HOMEM E MULHER

Texto Áureo = “E de um só fez toda a geração dos homens para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados e os limites da sua habitação.” (At 17.26).

Verdade Prática = Deus nos criou à sua imagem e semelhança, para que o amemos e vivamos para a sua glória.

LEITURA BIBLICA = Gênesis 2:7,18-24

INTRODUÇÃO

Somente Deus pode verdadeiramente revelar Deus. Esta revelação de si mesmo, tão necessária à salvação, encontra-se nas Escrituras. Da mesma fonte deriva a opinião de Deus sobre o homem, que é a opinião verdadeira, pois quem melhor pode conhecer o homem do que o seu Criador? Nestes dias, quando as falsas filosofias representam de modo errado a natureza humana, é de grande importância que conheçamos a verdade. Assim melhor poderemos compreender também as doutrinas sobre o pecado, o juízo e a salvação, as quais se baseiam no ponto de vista bíblico da natureza do homem.

  1. A ORIGEM DO HOMEM
  1. Criação especial.

A Bíblia ensina claramente a doutrina de uma criação especial, que significa que Deus fez cada criatura “segundo a sua espécie”. Ele criou as várias espécies e então as deixou para que se desenvolvessem e progredissem segundo as leis do seu ser. A distinção entre o homem e as criaturas inferiores implica a declaração de que “Deus criou o homem à sua imagem”.

  1. Evolução.

Em oposição à criação especial, surgiu e teoria da evolução que ensina que todas as formas de vida tiveram sua origem em uma só forma e que as espécies mais elevadas surgiram de uma forma inferior. Por exemplo, o que outrora era caramujo transformou-se em peixe; o que era peixe chegou a ser réptil; o que outrora era réptil tomou-se pássaro, e (para encurtar a história) o que outrora era macaco evoluiu e tornou-se ser humano. A teoria é a seguinte: em tempos muito remotos apareceram a matéria e a força — mas como e quando, a ciência não o sabe. Dentro da matéria e da força surgiu uma célula viva — mas de onde ela surgiu também ninguém sabe. Nessa célula havia uma centelha de vida, da qual se originaram todas as coisas vivas, desde o vegetal até ao homem, sendo este desenvolvimento controlado por leis inerentes.

Essas leis, em conexão com o meio ambiente, explicam a origem das diversas espécies que têm existido e que existem, incluindo o homem. De maneira que, segundo essa teoria, houve uma ascensão gradual e constante desde as formas inferiores devida às formas mais elevadas até chegar ao homem. Que constitui uma espécie? Uma classe de plantas ou animais que tenham propriedades e características comuns, e que se possam propagar indefinidamente sem mudarem essas características, constitui espécie. Uma espécie pode produzir uma variedade, isto é, uma ou mais plantas ou animais isolados possuindo uma peculiaridade acentuada que não seja comum à espécie em geral.

Por exemplo, um tipo especial de cavalo de corrida pode ser produzido por processo especial; mas é sempre cavalo. Quando se produz uma variedade e essa se perpetua por muitas gerações temos uma raça.

De maneira que na espécie canina (cão) temos muitas raças que diferem consideravelmente uma das outras; porém, todas retêm certas características que as marcam como pertencentes à família dos cães.

Ao lermos que Deus fez cada criatura segundo a sua espécie, não dizemos que Deus as fez incapazes de se desenvolverem em variedades novas; queremos dizer que ele criou cada espécie distinta e separada e colocou uma barreira entre elas, de maneira que, por exemplo, um cavalo não se deveria desenvolver de maneira que se transformasse em animal que não seja cavalo.

Qual é a prova pela qual se conhece a distinção entre as espécies? A prova é esta: se os animais podem cruzar-se, e podem produzir uma descendência fértil por tempo indefinido, então são da mesma espécie; de outra maneira, não o são. Por exemplo, sabe-se que os cavalos e os jumentos são de diferentes espécies, e, embora do cruzamento da égua com o jumento resulte a mula, esta não tem a capacidade de gerar outra mula, ou seja, a espécie mula. Este fato constitui argumento contra a teoria da evolução, pois mostra claramente que Deus colocou uma barreira entre as espécies para que uma espécie não se transforme em outra.

Define-se a ciência da seguinte maneira: “conhecimentos comprovados”. Será a evolução um fato comprovado? A teoria mais propagada da evolução é a de Darwin. Entretanto, poderíamos citar os nomes de muitos cientistas eminentes que declaram que a teoria de Darwin já caiu por faltas de provas. O Dr. Coppens escreve: Embora os cientistas hajam trabalhado muitos anos pesquisando a terra e os mares, examinando os restos de fósseis de um sem número de espécies de plantas e animais, e tenham aplicado todo o gênio inventivo do homem para obter e perpetuar novas raças e variedades, nunca conseguiram exibir uma prova decisiva de que a transformação das espécies, pelo menos uma vez, tenha sucedido. Os animais de hoje são como os que se vêem desenhados nas pirâmides ou mumificados nos túmulos do Egito. São iguais àqueles que deixaram sua forma fóssil nas rochas.

Muitas espécies já foram extintas, outras foram achadas das quais não se descobriu nenhum espécime muito antigo; mas não se pode provar que qualquer espécie tenha evoluído de outra.

Há um abismo intransponível entre os irracionais e o homem — entre a forma mais elevada de animal e a forma inferior da vida humana. Nenhum animal usa ferramentas, acende fogo, emprega linguagem articulada, ou tem capacidade de conhecer as coisas espirituais. Mas todas essas coisas encontram-se na forma inferior de vida humana. O macaco mais inteligente não passa de um irracional; mas o espécime mais degradado do homem continua sempre um ser humano. Os evolucionistas inventaram um tipo de criatura pelo qual o macaco passou para o estágio humano. Esse é o tal “elo perdido” que se chama”Pithecanthropuserectus”. Onde está a evidência? Há anos alguns ossos — dois dentes, um fêmur e uma parte de um crânio — foramdescobertos na ilha de Java. Com um pouco de gesso reconstruíram o que dizem ser o elo perdido que une os homens com a criação inferior! Outros “elos” também se fabricaram da mesma maneira.

Mas o Dr. Etheridge, examinador do Museu Britânico, disse: “Em todo este grande museu não há uma partícula de evidência da transmutação das espécies. Este museu está cheio de provas da falsidade dessas idéias.” Nathan G. Moore escreveu o que podemos chamar um “exame de advogado”sobre a teoria da evolução. Seu livro baseia-se numa avaliação dos fatos expostos em algumas das obras cientificas mais recentes escritas em favor dessa teoria. Sendo ele advogado e profissional nas leis da evidência, seu testemunho é de valor prático.

O propósito desse escritor é “comparar os fatos principais e submeter ao juízo do leitor ponderado o seguinte: primeiro, se os fatos provam ou não a hipótese (uma explicação suposta) de que o homem é produto da evolução em vez de ser criado; e, segundo, se existe ou não uma lei ou conjunto de leis que possam explicar as evidências de modo natural. Depois de um exame detalhado dos fatos, esse advogado chegou às seguintes conclusões: A teoria da evolução não explica, nem ajuda a explicar, a origem do homem; nem apresenta provas de que o homem tivesse evoluído de uma forma inferior, mesmo fisicamente.

Essa teoria nem sequer sugere um método pelo qual o homem tenha adquirido essas qualidades mais elevadas que o distinguem das outras formas de vida. Outro advogado, Filipe Mauro, faz da seguinte maneira um resumo das evidências apresentadas pelos proponentes da teoria da evolução: Imaginem um litigante em juízo a quem cabe o ônus da prova. Ele insiste em que sua declaração está certa e exige sentença favorável; mas não apresenta provas que sustentem as suas alegações. Na verdade, toda a evidência apresentada em juízo depõe contra ele.

Ele exige, todavia, que a decisão seja favorável por causa das seguintes suposições: 1) que grande número de provas, que já existiram (os “elos perdidos” etc.) foram totalmente destruídas; 2) se essas provas pudessem ser reproduzidas agora, elas seriam a seu favor! Tal é o estado absurdo de coisas em que a teoria da evolução se encontra atualmente.

Os evolucionistas procuram unir o homem ao irracional, mas Jesus Cristo veio ao mundo para unir o homem a Deus. Ele tomou sobre si a nossa natureza para poder glorificá-la no seu destino celestial.

“Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome” (João 1:12).

Aqueles que participam de sua vida Divina chegam a ser membros de uma nova e mais elevada raça — sim, filhos de Deus!

Porém, essa nova raça surgiu (o “homem novo” Efés. 2:15), não porque a natureza humana evoluísse até à Divina, mas porque a Divina penetrou na natureza humana. E àqueles que são “participantes da natureza divina” (2 Ped. 1:4), João, o apóstolo, diz: “Amados,agora somos filhos de Deus” (1 João 3:2).

  1. A NATUREZA DO HOMEM
  1. A tri-unidade humana.

Segundo Gên. 2:7, o homem se compõe de duas substâncias — a substância material, chamada corpo, e a substância imaterial, chamada alma. A alma é a vida do corpo e quando a alma se retira o corpo morre. Mas, segundo 1 Tess. 5:23 e Heb. 4:12, o homem se compõe de três substâncias — espírito, alma e corpo; alguns estudantes da bíblia defendem essa opinião de três partes da constituição humana versus doutrina de duas partes apenas, adotada por outros. Ambas as opiniões são corretas quando bem compreendidas.

O espírito e a alma representam os dois lados da substância não-física do homem; ou, em outras palavras, o espírito e a alma representam os dois lados da natureza espiritual. Embora distintos, o espírito e a alma são inseparáveis, são entrosados um no outro. Por estarem tão interligados, as palavras “espírito” e “alma” muitas vezes se confundem (Ecl. 12:7; Apoc. 6:9); de maneira que em um trecho a substância espiritual do homem se descreve como a alma (Mat. 10:28), e em outra passagem como espírito (Tia. 2:26).

Embora muitas vezes os termos sejam usados alternativamente, têm significados distintos. Por exemplo: “A alma” é o homem como o vemos em relação a esta vida atual. As pessoas falecidas descrevem-se como “almas” quando o escritor se refere à sua vida anterior. (Apoc. 6:9, 10; 20:4.) “O espírito” é a descrição comum daqueles que passaram para a outra vida. (Atos 23:9; 7:59; Heb. 12:23; Luc. 23:46; 1 Ped. 3:19.) Quando alguém for”arrebatado” temporariamente fora do corpo (2 Cor. 12:2) se descreve como “estando no espírito”.(Apoc. 4:2; 17:3.) Sendo o homem “espírito”, é capaz de ter conhecimento de Deus e comunhão com ele; sendo “alma”, ele tem conhecimento de si próprio; sendo “corpo”, tem, através dos sentidos, conhecimento do mundo. — Scofield.

2. O espírito humano.

Habitando a carne humana, existe o espírito dado por Deus em forma individual. (Num. 16:22; 27:16.) O Espírito foi formado pelo Criador na parte interna da natureza do homem, capaz de renovação e desenvolvimento. (Sal. 51:10.) Esse espírito é o centro e a fonte da vida humana; a alma possui e usa essa vida e lhe dá expressão por meio do corpo. No princípio Deus soprou o espírito de vida no corpo inanimado e o homem “foi feito alma vivente”.

Assim a alma é um espírito encarnado, ou um espírito humano que recebe expressão mediante o corpo. A combinação desses dois elementos constitui o homem em “alma”. A alma sobrevive à morteporque o espírito a dota de energia; no entanto, a alma e o espírito são inseparáveis porque o espírito está entrosado e confunde-se com a substância da alma. O espírito é aquilo que faz o homem diferente de todas as demais coisas criadas. é dotado de vida humana (e inteligência, Prov. 20:27; Jo 32:8) que se distingue da vida dos irracionais. Os irracionais têm alma (Gên. 1:20, no original) mas não têm espírito.

Em Ecl. 3:21 a referência trata aparentemente do princípio de vida, tanto no homem como no irracional. Salomão registrou uma pergunta que fez quando se afastou de Deus. Assim, dessemelhante dos homens, os irracionais não podem conhecer as coisas de Deus (1 Cor. 2:11; 14:2; Efés.1:17;4:23) e não podem ter relações pessoais e responsáveis com ele. (João 4:24.) O espírito do homem, quando se torna morada do Espírito de Deus (Rom. 8:16), é centro de adoração (João 4:23,24); de oração, cântico, bênção (1 Cor. 14:15), e de serviço (Rom. 1:9; Fil. 1:27). O espírito humano, representando a natureza suprema do homem, rege a qualidade de seu caráter. Aquilo que domina o espírito toma-se atributo de seu caráter.

Por exemplo, se o homem permitir que o orgulho o domine, ele tem um “espírito altivo”. (Prov. 16:18.) Conforme as influências respectivas que o dominem, um homem pode ter um espírito perverso (Isa. 19:14); um espírito rebelde (Sal. 106:33); um espírito impaciente (Prov. 14:29); um espírito perturbado (Gên.41:18); um espírito contrito e humilde(Isa. 57:15; Mat. 5:3). Pode estar sob um espírito de servidão (Rom. 8:15), ou ser impelido pelo espírito de inveja (Num.5:14). Assim é que o homem deve guardar o seu espírito (Mal. 2:15), dominar o seu espírito (Prov. 16:32), pelo arrependimento tornar-se um novo espírito (Ezeq. 18:31) e confiar em Deus para transformar o seu espírito (Ezeq. 11:19).

Quando as paixões vis exercerem o domínio e a pessoa manifestar um espírito perverso, significa que a alma (a vida egocêntrica ou vida natural) destronizou o espírito. O espírito lutou e perdeu. O homem é vitima de seus sentimentos e apetites naturais; e é “carnal”. O espírito já não domina mais, e essa impotência se descreve como um estado de morte. Dessa maneira há necessidade de receber um espírito novo (Ezeq. 18:31; Sal. 51:10); e somente aquele que originalmente soprou no corpo do homem o fôlego da vida poder soprar na alma do homem uma nova vida espiritual — isto é, regenerá-lo. (João 3:8; 20:22; Gal. 3:10.) Quando assim sucede, o espírito do homem novamente ocupa lugar de ascendência, e chega a ser homem “espiritual”.

Entretanto, o espírito não pode viver de si mesmo, mas deve buscar a renovação constante mediante o Espírito de Deus.

  1. A alma do homem.

(a) A natureza da alma. A alma é aquele princípio inteligente e vivificante que anima o corpo humano, usando os sentidos físicos como seus agentes na exploração das coisas materiais e os órgãos do corpo para se expressar e comunicar-se com o mundo exterior.

Originalmente a alma veio a existir em resultado do sopro sobrenatural de Deus. Podemos descrevê-la como espiritual e vivente, porque opera por meio do corpo. No entanto, nãodevemos crer que a alma seja parte de Deus, pois a alma peca. É mais correto dizer que é dom e obra de Deus. (Zac. 12:1.)

Devem-se notar quatro distinções:

  1. A alma distingue a vida humana e a vida dos irracionais das coisas inanimadas e também da vida inconsciente como a vegetal. Tanto os homens como os irracionais possuem almas (em Gên. 1:20, a palavra “vida” é “alma” no original). Poderíamos dizer que as plantas têm alma (no sentido de um princípio de vida), mas não é uma alma consciente.
  1. A alma do homem o distingue dos irracionais. Estes possuem alma, mas é alma terrena que vive somente enquanto durar o corpo. (Ecl. 3:21.) A alma do homem é de qualidade diferente sendo vivificada pelo espírito humano. Como “toda carne não é a mesma carne”, assim sucede com a alma; existe alma humana e existe alma dos irracionais. Evidentemente, os homens fazem o que os irracionais não podem fazer, por muito inteligentes que sejam; a sua inteligência é de instinto e não proveniente de razão.

Tanto os homens como os irracionais constroem casas. Mas o homem progrediu, vindo a construir catedrais, escolas e arranha-céus, enquanto os animais inferiores constroem suas casas hoje da mesma maneira como as construíam quando Deus os criou. Os irracionais podem guinchar (como o macaco), cantar (como o pássaro), falar (como o papagaio); mas somente o homem produz a arte, a literatura, a música e as invenções cientificas. O instinto dos animais pode manifestar a sabedoria do seu Criador, mas somente o homem pode conhecer e adorar a seu Criador.

Para melhor ainda ilustrar o lugar elevado que ocupa o homem na escala da vida, vamos observar os quatro degraus da vida, que se elevam em dignidade um sobre o outro, conforme a independência sobre a matéria. Primeiro, a vida vegetal, que necessita de órgãos materiais para assimilar o alimento; segundo, a vida sensível, que usa os órgãos para perceber as coisas materiais e ter contato com elas; terceiro, a vida intelectual, que percebe o significado das coisas pela lógica, e não meramente pelos sentidos; quarto, a vida moral, que concerne à lei e à conduta.

Os animais são dotados de vida vegetativa e sensível; o homem é dotado de vida vegetativa, sensível, intelectual e moral.

  1. A alma distingue um homem de outro e dessa maneira forma a base da individualidade. A palavra “alma” é, portanto, usada freqüentemente no sentido de “pessoa”. Em Êxo. 1:5 “setenta almas” significa “setenta pessoas”. Em Rom.13:1 “cadaalma” significa “cada pessoa”. Atualmente dizemos, ” não havia nem uma alma presente”, referindo-nos às pessoas.
  1. A alma distingue o homem não somente das ordens inferiores, mas também das ordens superiores dos anjos, porque estes não têm corpos semelhantes aos dos homens. O homem tomou-se um “ser vivente”, quer dizer, a alma enche um corpo terreno sujeito às condições terrenas. Os anjos se descrevem como espíritos (Heb. 1:14), porque não estão sujeitos às condições ou limitações materiais. Por essa mesma razão se descreve Deus como “Espírito”. Mas os anjos são espíritos criados e finitos, enquanto Deus é o Espírito eterno e infinito.

(b) A origem da alma. Sabemos que a primeira alma veio a existir como resultado de Deus ter soprado no homem o sopro de vida. Mas como chegaram a existir as almas desde esse tempo? Os estudantes da Bíblia se dividem em dois grupos de idéiasdiferentes: (1) Um grupo afirma que cada alma individual não vem proveniente dos pais, mas sim pela criação Divina imediata. Citam as seguintes escrituras: Isa. 57:16; Ecl. 12:7; Heb. 12:9; Zac. 12:1 (2).

Outros pensam que a alma é transmitida pelos pais. Apontam o fato de que a transmissão da natureza pecaminosa de Adão à posteridade milita contra a criação divina de cada alma; também o fato de que as características dos pais se transmitem à descendência. Citam as seguintes passagens: João 1:13; 3:6; Rom. 5:12; 1 Cor.15:22; Efés. 2:3; Heb. 7:10.

A origem da alma pode explicar-se pela cooperação tanto do Criador como dos pais. No princípio duma nova vida, a Divina criação e o uso criativo de meios agem em cooperação. O homem gera o homem em cooperação com “o Pai dos espíritos”. O poder de Deus domina e permeia o mundo (Atos 17:28; Heb. 1:3) de maneira que todas as criaturas venham a ter existência segundo as leis que ele ordenou.

Portanto, os processos normais da reprodução humana põem em execução as leis da vida fazendo com que a alma nasça no mundo.

A origem de todas as formas de vida está encoberta por um véu de mistérios (Ecl. 11:5; Sal. 139:13-16; Jo 10:8-12), e esse fato deve servir de aviso contra a especulação sobre as coisas que estão além dos limites das declarações bíblicas.

(c) Alma e corpo. A relação da alma com o corpo pode ser descrita e ilustrada da seguinte maneira:

  1. A alma é a depositária da vida; ela figura em tudo que pertence ao sustento, ao risco, e à perda da vida. É por isso que em muitos casos a palavra “alma” tem sido traduzida “vida”. (Vide Gên. 9:5; 1 Reis 19:3; 2:23; Prov. 7:23; Êxo. 21:23,30; 30:12; Atos 15:26.) A vida é o entrosamento do corpo com a alma. Quando a alma e o corpo se separam, o corpo não existe mais; o que resta é apenas um grupo de partículas materiais num estado de rápida decomposição.
  1. A alma permeia e habita todas as partes do corpo e afeta mais ou menos diretamente todos os seus membros. Este fato explica por que as Escrituras atribuem sentimentos ao coração e aos rins (Sal. 73:21; Jo 16:13; Lam. 3:13; Prov. 23:16; Sal. 16:7; Jer. 12:2; Jo. 38:36); às entranhas (File. 12; Jer. 4:19; Lam. 1:20; 2:11; Cânt. dos Cânt. 5:4; Isa. 16:11); e ao ventre (Hab. 3:16; Jo20:23; 15:35; João 7:38).

Esta mesma verdade, de que a alma permeia o corpo, explica porque em muitas passagens se descreve a alma executando atos corporais. (Prov. 13:4; Isa. 32:6; Num. 21:4; Jer. 16:16; Gên.44:30; Ezeq. 23:17, 22, 28.) “As partes internas” ou “entranhas” é a expressão que geralmente descreve o entrosamento da alma com o corpo. (Isa. 16:11; Sal. 51:6; Zac. 12:1; Isa. 26:9; 1 Reis 3:28.).

Essas passagens descrevem as partes internas como o centro dos sentimentos, de experiência espiritual e de sabedoria. Mas notemos que não é o tecido material que pensa e sente, e, sim a alma operando por meio dos tecidos. Corretamente falando, não é o coração de carne, mas a alma, por meio do coração, que sente.

  1. Por meio do corpo a alma recebe suas impressões do mundo exterior.Essas impressões são percebidas por estes sentidos: vista, audição, paladar, olfato e tato, e são transmitidas ao cérebro por via do sistema nervoso. Por meio do cérebro a alma elabora essas impressões pelos processos do intelecto, da razão, da memória e da imaginação. A alma atua sobre essas impressões enviando ordens às várias partes do corpo por via do cérebro e do sistema nervoso.
  1. A alma estabelece contato com o mundo por meio do corpo, que é o instrumento da alma. O sentir, o pensar, o exercer vontade e outros atos, são todos eles atividades da alma ou do “eu”. É o “eu” que vê e não somente os olhos; é o “eu” que pensa e não meramente o intelecto; é o “eu” que joga a bola e não meramente o meu braço; é o “eu” que pede e não simplesmente a língua ou os membros. Quando um membro é ferido, a alma não pode funcionar bem por meio dele; em caso de lesão cerebral pode resultar a demência. A alma então passa a ser como um músicocom um instrumento danificado ou quebrado.

(d) A alma e o pecado. A alma vive a sua vida natural através dos instintos, termo que vamos empregar por falta de outro melhor. Esses instintos são forças motrizes da personalidade, com as quais o Criador dotou o homem para fazê-lo apto a uma existência terrena (assim como o dotou de faculdades espirituais para capacitá-lo a uma existência celestial). Chamamo-los instintos porque são impulsos inatos, implantados na criatura a fim de capacitá-la a fazer instintivamente o que é necessário para originar e preservar a vida natural.

Assim escreve o Dr. LeanderKeyser: “Se no inicio de sua vida o infante humano não tivesse certos instintos, não poderia sobreviver, mesmo com o melhor cuidado paterno e médico.” Vamos considerar os cinco instintos mais importantes.

O primeiro é o instinto da auto-preservação que nos avisa de perigo e nos capacita a cuidar de nós mesmos.

O segundo, é o instinto de aquisição (conseguir), que nos conduz a adquirir as provisões para o sustento próprio.

O terceiro, é o instinto da busca de alimento, o impulso que leva a satisfazer a fome natural.

O quarto é o instinto da reprodução que conduz à perpetuação da espécie.

O quinto, é o instinto de domínio que conduz a exercer certa iniciativa própria necessária para o desempenho da vocação e das responsabilidades.

O registro desses dotes (ou instintos) do homem concedidos pelo Criador acha-se nos primeiros dois capítulos de Gênesis.

O instinto de autopreservação implica a proibição e o aviso: “Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás porque no dia em que dela comeres certamente morrerás.” O instinto de aquisição aparece no fato de ter Adão recebido da mão de Deus o lindo jardim do Éden.

O instinto da busca de alimento percebesse nas palavras: “Eis que vos tenho dado todas as ervas que dão sementes, as quais se acham sobre a face de toda a terra, e todas as árvores em que há fruto que dê semente ser-vos-á para alimento.” Ao instinto de reprodução referem-se estas declarações: “Homem e mulher os criou.” “Deus os abençoou e lhes disse: frutificai, multiplicai-vos.” Ao quinto instinto, domínio, refere-se o mandamento: “Enchei a terra, e sujeitai-a; dominai.

“Deus ordenou que as criaturas inferiores fossem governadas primeiramente pelos instintos, mas o homem foi elevado à dignidade de possuir o dom de livre arbítrio e a razão, com os quais poderia disciplinar-se a si mesmo e tornar-se árbitro do seu próprio destino. Como guia para o regulamento das faculdades do homem, Deus impôs uma lei. O entendimento do homem quanto a essa lei produziu uma consciência, que significa literalmente “com conhecimento”.

Quando o homem deu ouvidos à lei, teve aconsciência esclarecida; quando desobedeceu a Deus, sofreu, pois a consciência o acusava. No relato da tentação (Gên. 3) lemos como o homem cedeu à concupiscência dos olhos, à cobiça da carne, e à vaidade da vida. (1 João 2:16), e usou os seus poderes de modo contrário à vontade de Deus.

A alma consciente e voluntariamente, usou o corpo para pecar contra Deus. Essa combinação de alma pecaminosa e corpo humano constituem o que se conhece como “o corpo do pecado” (Rom. 6:6), ou “a carne”(Gál. 5:24). A inclinação e desejo da alma para usar o corpo dessa maneira se descreve como a “mente carnal” (Rom. 8:7).

Visto que o homem pecou com o corpo, será julgado segundo “o que fez por meio do corpo” (2 Cor. 5:10). Isso envolve uma ressurreição. (João 5:28, 29.) Quando a “carne” é condenada, a referência não é ao corpo material (o elemento material não pode pecar), mas ao corpo usado pela alma pecadora. É a alma que peca. Ainda que a língua do difamador fosse cortada o difamador seria o mesmo.

Amputam-se as mãos do larápio, mas de coração ele ainda seria ladrão. Os impulsos pecaminosos da alma devem ser extirpados; é essa a obra do Espírito Santo. (Vide Col. 3:5; Rom. 8:13.) “A carne” pode ser definida como a soma total dos instintos do homem, não como vieram das mãos do Criador, e, sim, como são na realidade, pervertidos e feitos anormais pelo pecado. é a natureza humana na sua condição decaída, enfraquecida e desorganizada pela herança racial derivada de Adão e debilitada e pervertida por atos voluntários pecaminosos. Ela representa a natureza humana não regenerada cujas fraquezas freqüentemente se escusam com estas palavras: “Afinal de contas a natureza humana é assim mesmo.” é a aberração desses instintos e faculdades dados por Deus que forma a base do pecado.

Por exemplo, o egoísmo, a irritabilidade, a inveja, e a ira são aberrações do instinto da autopreservação. O roubo e a cobiça são perversões do instinto de aquisição. “não furtarás” e ” não cobiçarás” querem dizer: “não perverterás o instinto de aquisição.

A glutonaria é a perversão do instinto de alimentação, portanto, é pecado. A impureza é perversão do instinto de reprodução. A tirania, a arrogância, a injustiça e a implicância representam abusos do instinto de domínio. Assim vemos que o pecado, fundamentalmente, é o abuso ou a aberração das forças com que Deus nos dotou. Notemos quais as conseqüências dessa perversão:

(1) a consciência culpada que diz ao homem que desonrou a seuCriador, e avisa-o da pena terrível; (2) a perversão dos instintosreage sobre a alma, debilitando a vontade, incitando e fortalecendo hábitos maus, e criando deformações do caráter. Paulo fez um catálogo dos sintomas desses “defeitos” da alma (uma palavra hebraica traduzida “pecado” significa literalmente “tortuosidade” em Gál. 5:19-21). “Ora as obras da carne são manifestas, as quais são: a fornicação, a impureza, a lascívia, a idolatria, a feitiçaria, as inimizades, as contendas, os ciúmes, as iras, as facções, as dissensões, os partidos, as invejas, as bebedices, as orgias, e outras coisas semelhantes.” Paulo considerou tais coisas tão sérias que acrescenta as palavras, “os que tais coisas praticam, não herdarão o reino de Deus”.

Colocada sob o poder do pecado, a alma toma-se “morta em delitos e pecados” (Efés. 2:1). Colocada entre o corpo e o espírito, entre o mais elevado e o inferior, entre o terreno e o espiritual, a alma fez uma escolha má. Mas da escolha não surgiu proveito, e, sim, perda eterna (Mat. 16:26).

Foi feita a má “barganha” de Esaú — a troca da bênção espiritual por uma coisa terrena e perecível. (Heb.12:16.) Ao morrer, a alma ter que passar para o outro mundo, “manchada pela carne”. (Jud. 23.)

Felizmente existe um remédio — a cura dupla, tanto para a culpa como para o poder do pecado, (1) Porque o pecado é uma ofensa a Deus, é exigida uma expiação para remover a culpa e purificar a consciência. A provisão do Evangelho é o sangue de Jesus Cristo.

(2) Visto que o pecado traz doença à alma e desordem no ser humano, requere-se um poder curativo e corretivo. Esse poder é justamente aquele provido pela operação interna do Espírito Santo que endireita as coisas tortas da nossa natureza e põe em movimento certo as forças da nossa vida. Os resultados (os frutos) são “amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, temperança” (Gál. 5:22, 23). Em outras palavras, O Espírito Santo faz-nos justos, palavra que no hebraico significa “reto”. O pecado é tortuosidade da alma; a justiça é sua retidão.

(e) A alma e o coração. Tanto nas Escrituras, como na linguagem comum, a palavra “coração” significa o centro mesmo duma coisa. (Deut. 4:11; Mat. 12:40 Êxo. 15:8; Sal. 46:2; Ezeq. 27:4,25,26,27.) O “coração” do homem é, portanto, o verdadeiro centro da sua personalidade. É o centro da vida física.

Nas palavras do Dr. Beck: “O coração é a primeira coisa a viver, e seu primeiro movimento é sinal seguro de vida; seu silêncio é sinal positivo de morte.” é também a fonte e o lugar onde se encontramas correntes da vida espiritual e da alma. Podemos descrevê-lo como a parte mais profunda do nosso ser, a “casa das máquinas”, por assim dizer, da personalidade, donde procedem os impulsos que determinam o caráter e a conduta do homem.

  1. O coração é centro da vida, do desejo, da vontade e do juízo. O amor, o ódio, a determinação, a vontade e o gozo (Sal. 105:3) unem-se com o coração. O coração sabe, compreende (1Reis 3:9), delibera, calcula; está disposto, é dirigido, presta atenção, e inclina-se para as coisas. Tudo o que impressiona a alma se diz estar fixado, estabelecido, ou escrito no coração. O coração é o depósito de tudo quanto se ouve ou se experimenta (Lu. 2:51). O coração é a “fábrica”, por assim dizer, em que se formam pensamentos e propósitos, sejam bons ou maus. (Vide Sal.14:1; Mat. 9:4; l Cor. 7:37; 1Reis 8:17.)
  1. O coração é o centro da vida emocional. Ao coração atribuem-se todos os graus de gozo, desde o prazer, (Isa. 65:14) até ao êxtase e exultação (Atos 2:46); todos os graus de dor, desde o descontentamento (Prov. 25:20) e a tristeza (Joao14:1) até ao “ai” lacerante e esmagador (Sal. 109:22; Atos 21:13); todos os graus de má vontade desde a provocação e ira (Prov. 23:17) até à cólera incontrolável (Atos 7:54) e o desejo vingativo ardente (Deut. 19:6); todos os graus de temor desde o tremor reverente (Jer. 32:40) até ao pavor (Deut. 28:28).

O coração derrete-se e se retorce em angústia (Jos. 5:1); torna-se fraco pela depressão (Lev. 26:36); murcha sob o peso da tristeza (Sal. 102:4); quebra-se e fica esmagado pela adversidade (Sal. 147:3), é consumido por um ardor sagrado (Jer.20:9).

  1. O coração é o centro da vida moral. Concentrado no coração pode haver o amor de Deus (Sal. 73:26) ou o orgulho blasfemo (Ezeq. 28:2, 5). O coração é a”oficina” de tudo quanto é bom ou mau nos pensamentos, nas palavras ou nas ações. (Mat. 15:19.) É onde se reúnem todos os impulsos bons ou as cobiças más; é a sede dum tesouro bom ou ruim. Do que tiver em abundância ele fala e opera.(Mat. 12:34, 35.).

É o lugar onde originalmente foi escrita a lei de Deus (Rom.2:15), e onde a mesma lei é renovada pela operação do Espírito Santo. (Heb.8:10.) É sede da consciência (Heb. 10:22) e a ele atribuem-se todos os testemunhos da consciência, (1 João 3:19-21.) Com o coração o homem crê (Rom. 10:10) ou descrê (Heb. 3:12). É campo onde se semeia a Palavra divina (Mat. 13:19).

Segundo as suas decisões,está sob a inspiração de Deus (2 Cor. 8:16) ou de Satanás (João 13:2). É a morada de Cristo (Efés. 3:17) e do Espírito (2 Cor. 1:22); da paz de Deus (Col. 3:15). é o receptáculo do amor de Deus (Rom. 5:5), o lugar da aurora celestial (2 Cor. 4:6), a câmara da comunhão secreta com Deus (Efés.5:19). É uma grande profundidade misteriosa que somente Deus pode sondar. (Jer. 17:9.) Foi em vista das imensas possibilidades implícitas no coração do homem que Salomão proferiu esta admoestação: “Guarda com toda a diligência o teu coração, pois dele procedem as fontes da vida” (Prov. 4:23).

(f) A alma e o sangue. “Porque a vida (literalmente “alma”) da carne está no sangue” (Lev. 17:11). As Escrituras ensinam que, tanto no homem como no irracional, o sangue é a fonte e o depositário da vida física. (Lev.17:11; 3:17; Deut. 12:23; Lam. 2:12; Gên. 4:10; Heb. 12:24; Jo 24:12; Apoc. 6:9,10; Jer. 2:34; Prov. 28:17.).

Vamos citar as palavras de Harvey, médico inglês, descobridor da circulação do sangue: “é o primeiro órgão a viver e o último a morrer; é a sede principal da alma. Ele vive e nutre-se de si mesmo, e por nenhuma outra parte do corpo.” Em Atos 17:26 e João 1:13 o sangue se apresenta como a matéria original de onde surge o organismo humano.

Usando o coração como bomba, e o sangue como meio da vida, a alma envia vitalidade e nutrição a todas as partes do corpo.O lugar que a criatura ocupa na escala da vida determina o valor do seu respectivo sangue. Primeiro vem o sangue dos animais; porém de valor maior é o sangue do homem, porque o homem tem a imagem de Deus. (Gên. 9:6).

De estima especial é o sangue dos inocentes e dos mártires. (Gên. 4:10; Mat. 23:35.) O mais precioso de todos é o sangue de Cristo (1 Pedro 1:19; Heb. 9:12), de valor infinito por estar unido com a Divindade.

Pelo plano benigno de Deus, o sangue tomou-se o meio de expiação, quando aspergido sobre o altar de Deus. “Pelo que vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas; porquanto é o sangue que fará expiação pela alma” (Lev. 17:11).

  1. O corpo humano.

Os seguintes nomes aplicam-se ao corpo:

(a) casa, ou tabernáculo. (2 Cor. 5:1.) é a tenda na qual a alma do homem, qual peregrina, mora durante sua viagem do tempo para a eternidade. À morte, desarma-se a barraca e a alma parte. (Vide Isa. 38:12: 2 Ped. 1:13, 14.)

(b) Invólucro. (Dan. 7:15). O corpo é a “bainha”da alma.A morte é o desembainhar a espada.

(c) Templo. O templo é um lugar consagrado pela presença de Deus — um lugar onde a onipresença de Deus é localizada, (1Reis 8:27, 28.) O corpo de Cristo foi um “templo” (João 2:21) porque Deus estava nele. (2 Cor. 5:19.) Quando Deus entra em relação espiritual com uma pessoa, o corpo dessa pessoa toma-se um templo do Espírito Santo. (1 Cor. 6:19.).

Os filósofos pagãos falavam do corpo com desprezo; consideravam-no um estorvo à alma, e almejavam o dia quando a alma estaria livre das suas complicadas e enredosas roupagens. Mas as Escrituras em toda parte tratam o corpo como obra de Deus, a ser apresentado a Deus(Rom. 12:1), usado para a gloria de Deus (1 Cor. 6:20). Por que,por exemplo, contém o livro de Levítico tantas leis governando a vida física dos israelitas?

Para ensiná-los que o corpo, como instrumento da alma, deve conservar-se forte e santo. É verdade que este corpo é terreno (1 Cor. 15:47) e como tal um corpo de humilhação (Fil. 3:21), sujeito às enfermidades e à morte (1 Cor.15:53), de maneira que gememos por um corpo celestial (2 Cor.5:2). Mas à vinda de Cristo, o mesmo poder que vivificou a alma transformará o corpo, assim completando a redenção do homem. Eo penhor dessa mudança é o Espírito que nele habita. (2Cor. 5:5;Rom. 8:11.)

III. A IMAGEM DE DEUS NO HOMEM

“Façamos o homem … nossa imagem, conforme a nossa semelhança.” (Vide Gên. 5:1; 9:6; Ecl. 7:29; Atos 17:26,28,29; 1Cor. 11:7; 2 Cor. 3:18; 4:4; Efés. 4:24; Col. 1:15; 3:10; Tia. 3:9;Isa. 43:7; Efés. 2:10.) O homem foi criado à semelhança de Deus,foi feito como Deus em caráter e personalidade. E em todas as Escrituras o ideal e alvo exposto diante do homem é o de ser semelhante a Deus. (Lev. 19:2; Mat. 5:45-48; Efés. 5:1.) E ser como Deus significa ser como Cristo, que é a imagem do Deus invisível.

Consideremos alguns dos elementos que constituem a imagem divina no homem:

1. Parentesco com Deus.

A relação de Deus com as primeiras criaturas viventes consistia em essas, de maneira inflexível, obedecerem aos instintos implantados pelo Criador; mas a vida que inspirou ao homem foi resultado verdadeiro da personalidade de Deus. O homem, na verdade, tem um corpo feito do pó da terra, mas Deus soprou nas narinas o sopro da vida (Gên. 2:7); dessa maneira dotou-o de uma natureza capaz de conhecer, amar e servir a Deus. Por causa dessa imagem divina todos os homens são, por criação, filhos de Deus.

Mas, desde que essa imagem foi manchada pelo pecado, os homens devem ser recriados ou nascidos de novo (Efés. 4:24) para que sejam em realidade filhos de Deus.Um erudito da língua gregaaponta o fato de uma das palavras gregas traduzidas por “homem”(anthropos) ser uma combinação de palavras significando literalmente “aquele que olha para cima”.

O homem é criatura de oração, e há ocasião na vida dos mais perversos quando eles invocam a algum Poder Supremo para socorrê-los. O homem pode não entender a grandeza da sua dignidade, e assim se tornar semelhante aos irracionais que perecem (Sal. 49:20), mas ele não é irracional. Mesmo na sua degradação, o homem é testemunha da sua origem nobre, pois o animal não pode degradar-se.

Por exemplo, ninguém pensaria em ordenar a um tigre dizendo: “Sêtigre!” Ele sempre foi e sempre ser tigre! Mas a ordem, “Sê homem”,leva um verdadeiro significado àquele que se degradou. Por mais que se tenha o homem degradado, ainda ele reconhece que deveria estar em plano mais elevado.

  1. Caráter moral.

O reconhecimento do bem e do mal pertence somente ao homem. A um animal pode-se ensinar a não fazer certas coisas,mas é porque essas coisas são contrárias à vontade do dono e não porque o animal saiba que estas coisas são sempre corretas e outras sempre erradas. Em outras palavras, os animais não possuem natureza religiosa ou moral; não são capazes de ser instruídos nas verdades concernentes a Deus e à moralidade.

Assim escreve um grande naturalista: Concordo plenamente com a opinião dos escritores que asseguram ser o sentido moral, ou seja,a consciência, a mais importante de todas as diferenças entre o homem e os animais inferiores. Esse sentido está resumido naquele curto mas imperioso “deve”, tão cheio de significação. É o mais nobre de todos os atributos do homem.

  1. Razão.

O animal é meramente uma criatura da natureza; o homem é senhor da natureza. Ele é capaz de refletir sobre si próprio e arrazoar a respeito das causas das coisas.

Pensem nas invenções maravilhosas que surgiram da mente do homem — o relógio, o microscópio, o vapor, o telégrafo, o rádio, a máquina de somar, e outras numerosas demais para se mencionar. Olhem a civilização construída pelas diversas artes.

Considerem os livros que foram escritos, a poesia e a música que foram compostas. E então adorem ao Criador por esse dom maravilhoso da razão! A tragédia da história é esta: que o homem tem usado esse dom para propósitos destrutivos, até mesmo para negar o Criador que o fez uma criatura pensante.

  1. Capacidade para a imortalidade.

A existência da árvore da vida no Jardim do Éden indica que o homem nunca teria morrido se não tivesse desobedecido a Deus.Cristo veio ao mundo para colocar a Alimento da Vida ao nosso alcance, para que não pereçamos, mas vivamos para sempre.

  1. Domínio sobre a terra.

O homem foi designado para ser a imagem de Deus com respeito à soberania; e como ninguém pode ser monarca sem súditos e sem reino, Deus deu-lhe tanto um “império” como um”povo”. Deus os abençoou, e lhes disse: “Frutificai, multiplicai-vos,enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre aterra” (Gên. 2:28.Vide Sal. 8:5-8.) Em virtude dos poderes implícitos em ser o homem formado à imagem de Deus, todos os seres viventes sobre a terra estavam entregues na sua mão. Eledevia ser o representante visível de Deus em relação às criaturas que o rodeavam.

O homem tem enchido a terra com as suas produções. É um privilégio especial do homem subjugar o poder da natureza à sua própria vontade. Ele, o homem, obrigou o relâmpago a ser o seu mensageiro, tem circundado o globo, subido até às nuvens e penetrado as profundezas do mar. Ele tem jogado as forças da natureza umas contra as outras, mandando os ventos ajudá-lo em enfrentar o mar. Se é tão maravilhoso o domínio do homem sobre a natureza externa e inanimada, mais maravilhoso ainda é o seu domínio sobre a natureza animada.

Vejam o falcão treinado derribar a presa aos pés do seu dono e voltar quando os grandes espaços o convidam à liberdade; vejam o cão usar a sua velocidade a serviço do dono, tomar a presa que não será sua;vejam o camelo transportar o homem através do deserto, sua própria habitação. Todos eles mostram a capacidade criadora do homem e a sua semelhança com Deus o Criador. A queda do homem resultou na perda e no desfigramento da imagem divina.

Isto não quer dizer que os poderes mentais e psíquicos (a alma)foram perdidos; mas que a inocência original e a integridade moral,nas quais foi criado, foram perdidas por sua desobediência.

Portanto, o homem é absolutamente incapaz de salvar-se a si mesmo e está sem esperança, a não ser por um ato de graça que lhe restaure a imagem divina.Este assunto será tratado mais detalhadamente no capítulo seguinte.

Comentário Conhecendo as Doutrinas da Bíblia = MyerPerlman

Publicado no Blog do Ev. Isaías de Jesus

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