Contrastes na Adoração da Antiga e Nova Aliança – José Roberto A. Barbosa

Contrastes na Adoração da Antiga e Nova Aliança – José Roberto A. Barbosa

CONTRASTES NA ADORAÇÃO DA ANTIGA E NOVA ALIANÇA

Texto Áureo: Hb. 9.22 – Texto Bíblico: Hb. 9.1-28

INTRODUÇÃO

Na aula de hoje, estudaremos sobre a superioridade da adoração, mais propriamente a respeito do culto, na Nova Aliança, em comparação com a Antiga. Destacaremos, a princípio, que a adoração na Antiga Aliança era insuficiente, e que esse somente se completou em Cristo, que apresentou um sacrifício superior. Ao final, destacaremos a importância do culto cristão, e que esse seja vivo e agradável a Deus, e o mais importante, que seja em Espírito e em verdade.

  1. A ADORAÇÃO NA ANTIGA ALIANÇA

A Antiga Aliança, que foi estabelecida no Monte Sinal, “tinha ordenança de culto divino e um santuário terrestre” (Hb. 9.1). O sistema de adoração foi estabelecido por Moisés, e era conduzido no tabernáculo terreno. E haviam alguns utensílios naquele tabernáculo: no santo lugar, estavam o candelabro e a mesa dos pães da proposição, e o santos dos santos, que era separado primeiro por uma cortina. Depois daquela cortina “estava o tabernáculo que se chama o Santo dos santos” (Hb. 9.3) e naquele local se encontrava também “a arca do concerto, coberta de ouro toda em redor, em que estava um vaso de outro, que continha o maná, e a vara de Arão, que tinha florescido, e as tábuas do concerto” (Hb. 9.4). É digno de destaque que esses lugares não eram acessados pelas pessoas, por isso a necessidade dos sacerdotes, e mais especificamente, do sumo sacerdote, como mediador da Aliança. Essa é uma demonstração da limitação do culto na Antiga Aliança, que estava firmada em mediadores humanos, e em uma adoração fundamentada em sacrifícios de animais. O sangue desses animais era derramado não apenas pelo povo em geral, mas também pelo próprio sacerdote, na verdade dois animais eram sacrificados, um pelos pecados do sacerdote, e outro pelos pecados do povo.

  1. A INSUFICIÊNCIA DOS SACRIFÍCIOS ANTIGOS

No santo lugar, os sacerdotes entravam diariamente, para prestar adoração ao Senhor, mas no Santo dos santos, entrava somente o sumo sacerdote, uma vez por ano, no Dia da Expiação. O acesso restrito ao Santo dos santos, na Antiga Aliança, é uma demonstração da fragilidade daquele culto. Aquelas ordenanças eram imperfeitas e temporárias (Hb. 9.9), na verdade tinha um caráter muito mais exterior que interior, mais temporário do que eterno. A partir de Hb. 9.10, ficamos sabendo que todos aqueles rituais religiosos estavam com os dias contados, e se tornariam obsoletos por causa da Nova Aliança, em Cristo Jesus. E Este, na verdade, é o sacerdote de coisas melhores, e aponta para uma dimensão escatológica, que já se realizou para aqueles que creem, ainda que terá seu cumprimento no futuro (Hb 9.11). O sacrifício de Jesus nos lança em direção ao futuro, e nos traz esperança no porvir, pois seu sangue derramado na cruz, é eficaz para salvar os pecadores. Na verdade, o autor da Epístola nos lembra que obtemos a redenção através do Seu sangue (Hb. 9.12). Isso porque o sangue de animais oferecidos no santuário era insuficiente para purificação de pecados, diferentemente de Jesus que se ofereceu a si mesmo imaculado pelo Espírito eterno a Deus (Hb. 9.14). Ele é, portanto, “Mediador de um novo testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna” (Hb. 9.15).

  1. A SUPERIORIDADE DO SACRIFÍCIO DE CRISTO

É importante explicar que a palavra grega diatheke, tanto significa em grego aliança quanto testamento. Quando usada como aliança, não implica que as partes envolvidas são iguais. Por isso, no Pacto do Sinai, Deus era o Soberano e Sua lei era mediada através de Moisés. O sangue dos animais, naquela aliança, eram “figuras das coisas que estão no céu assim se purificassem; mas as próprias coisas celestiais, com sacrifícios melhores do que estes” (Hb. 9.23). Por isso Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém “no mesmo céu, para agora comparecer, por nós, perante a face de Deus” (Hb. 9.24). O sacerdote da Antiga Aliança entrava no santuário, para oferecer sacrifícios “muitas vezes” (Hb. 9.25), mas com Cristo foi diferente, pois “oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação” (Hb. 9.28). A adoração na Nova Aliança, em linhas gerais, é superior porque o santuário no qual o sacrifício definitivo de Cristo foi realizado é celeste, e se trata do verdadeiro santuário em cujo modelo o terreno se inspirou. Além disso, o sacrifício de Jesus foi oferecido com Seu próprio sangue, sendo Ele mesmo o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. E por fim, há uma promessa escatológica, pois Ele virá segunda vez, e essa é nossa bendita esperança, aguardamos a trombeta soar, e os mortos em Cristo ressuscitarem, e nós seremos transladados (I Ts. 4.13).

CONCLUSÃO

A adoração na Antiga Aliança se tornou obsoleta, porque dispomos agora de uma Nova Aliança, fundamentada no sacrifício perfeito de Cristo, o próprio Sumo Sacerdote desse Concerto. Por causa dEle, sabemos que os verdadeiros adoradores são buscados pelo Senhor, e O adoram em Espírito e em verdade (Jo. 4.24), e oferecem seus corpos como sacrifícios vivos a Deus, sendo este um culto racional, por meio do qual experimentamos a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm. 12.1,2).

BIBLIOGRAFIA

PFEIFFER, C. The Epistle to the Hebrews. Chicago: Moody Press, 1962.

WEIRSBE, W. Be confident: Hebrews. Colorado Springs: David Cook, 2009.

Publicado no blog Subsídio EBD

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