Conselhos Gerais – Pr. Adilson Guilhermel

Conselhos Gerais – Pr. Adilson Guilhermel

Texto Áureo: Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constitui bispos. Atos 20.28.
Leitura Bíblica em Classe: I Timóteo 5.17-22; 6.9,10

Introdução: Quem assume atividades pastorais na Igreja, seja presbítero, ancião ou bispo passa a exercer a responsabilidade de Pastor e assumindo essa responsabilidade devem cuidar de si mesmos e serem exemplos de espiritualidade para os membros da Igreja. A tarefa de cuidar das necessidades de todo o rebanho de Deus exige muita preparação e qualificação para exercer esse ofício, pois nessa tarefa tudo que envolve o rebanho haverá prestação de contas com Deus. Pastorear significa cuidado amoroso e responsável como o rebanho, o qual deve ser cumprido com voluntariedade, sem jamais vir tirar proveitos para o seu engrandecimento, ou enriquecimento pessoal. O rebanho é herança de Deus e, esse é um motivo muito forte para darmos bons exemplos de vida, sem qualquer reprovação. É bom sempre ter em mente que a Igreja foi comprada pelo sangue de Cristo pagando um preço incalculável para salvar um povo para si mesmo. Ninguém pode ministrar adequadamente aos outros se a sua vida não desenvolver a espiritualidade necessária para isso. Não adianta alguém tentar apascentar aqueles que Deus confiou aos seus cuidados se não houver consciência da sua responsabilidade.
1 — O PASTOR QUE LIDERA BEM E ENSINA BEM TAMBÉM DEVE SER HONRADO – 1 Timóteo 5.17 Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina;
Um pastor que reúne qualificações de exercer esse ofício pode ser considerado uma bênção para a Igreja, porém se o pastor é conhecedor profundo da palavra e apto na arte de ensinar é considerado uma bênção maior para a Igreja. Se o pastor combina uma capacidade de liderança servindo com fidelidade e sendo talentoso como doutrinador deve receber da Igreja duplicada honra. A igreja não pode ficar despercebida quanto à qualificação do seu líder. Isso envolve um reconhecimento do bem que ele presta para todos e também é preciso entender que se deve dar valor ao que tem.
2 – O PASTOR QUE É ZELOZO PELA IGREJA DEVE TAMBÉM SER REMUNERADO – 1 Timóteo 5.18 Porque diz a Escritura: Não ligarás a boca ao boi que debulha. E: Digno é o obreiro do seu salário.
O serviço fiel e eficaz por parte do Pastor merece reconhecimento e remuneração adequada. No serviço de moenda de cereais o boi que fazia girar a moenda tinha a sua boca atada, ou seja, envolvida em panos para que não comesse das palhas ou grãos que caiam. Isso era feito para que o trabalho na moenda não sofresse interrupção. Deus determinou que os judeus não adotassem essa prática, para que os animais tivessem o direito de se alimentar. Paulo repete essa ilustração escrita em Deuteronômio para mostrar que o Pastor que dedica a sua vida em pastorear o rebanho de Deus, tem todo o direito de receber uma remuneração adequada pelo seu trabalho. O apóstolo Paulo embora preferisse não usufruir desse direito pessoalmente, sempre defendeu vigorosamente o direito dos obreiros a serem materialmente sustentados pela comunidade. (Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho. 1 Coríntios 9:14).
3 – O PASTOR NÃO PODE SER ACUSADO SEM HAVER TESTEMUNHAS IDÔNEAS – 1 Timóteo 5.19 Não aceites acusação contra o presbítero, senão com duas ou três testemunhas.
Toda denominação responsável deve ter muito cuidado com os seus procedimentos disciplinares. Qualquer membro da Igreja e principalmente o seu líder não pode ser acusado de qualquer falta sem que haja testemunhas idôneas para esse procedimento. Quando não é tomado este cuidado corre-se o risco de um inocente ser acusado injustamente e sofrer as conseqüências de algo que não cometeu. Boatos e suspeitas não constituem uma base adequada para a disciplina. Qualquer acusação contra um pastor deve ser provada por meio de testemunhas. Portanto quando se faz uma acusação, as testemunhas do fato devem necessariamente estar presentes para que haja uma base legal na inquirição. Nada pode ser feito as ocultas, pois o acusado tem o direito de encarar seu acusador na presença de testemunhas.
4 – O PASTOR QUE PECAR DEVE SER REPREENDIDO SEM QUALQUER PRIVILÉGIO – 1 Timóteo 5.20 Aos que pecarem, repreende-os na presença de todos, para que também os outros tenham temor.
Paulo instruiu a Timóteo sobre as questões disciplinares, tanto com a membrezia, como principalmente com os presbíteros da Igreja. A orientação quanto a isso indica que o pecado de alguém não deve ser omitido ou escondido dos demais por alguma razão. Na realidade não existe justificativa para esconder qualquer tipo de erro dentro da comunidade, pois a Igreja deve ser mantida como um lugar santo quando o povo se reúne nela. Assim Timóteo foi instruído a levar o caso diante de todos e diante de todos repreender ou punir o infrator. Assim pelo exemplo da ação sofrida ao infrator os que também estão tentados a pecar seja acometidos de temor. A repreensão pública é designada para o bem dos outros, para que tenham temor; bem como o indivíduo repreendido se redima das suas atitudes pecaminosas. Isso acontecia no Antigo Testamento como lemos: ( Para que todo o Israel o ouça e o tema, e não torne a fazer semelhante maldade no meio de ti – Deuteronômio 13.11).
5 – O PASTOR NÃO PODE SER PARCIAL PARA ACOBERTAR ALGUÉM EM PECADO – 1 Timóteo 5.21 Conjuro-te diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, e dos anjos eleitos, que sem prevenção guardes estas coisas, nada fazendo por parcialidade.
Uma das coisas que pode afetar a Igreja e sua espiritualidade é quando o líder não tem pulso, coragem ou autoridade suficiente para agir com imparcialidade diante de questões disciplinares na Igreja. Isto porque se o líder não age com imparcialidade para resolver questões principalmente de pecado na Igreja, ou faz vistas grossas, ou procura defender ou acobertar por alguma razão um indivíduo em erro, este líder que deixa de agir conforme a palavra acaba sendo conivente com o erro. Dessa forma ele acaba também entrando no pecado de omissão.
6 – O PASTOR NÃO DEVE SE PRECIPITAR IMPONDO AS MÃOS EM PESSOA INAPTA – 1 Timóteo 5.22 A ninguém imponhas precipitadamente as mãos, nem participes dos pecados alheios; conserva-te a ti mesmo puro.
Nenhuma ordenação ao ofício do ministério pode ser feita sem critérios rigorosos ou de forma apressada e inconsiderada, sem os devidos testes necessários para isso. É preciso ter grande precaução quanto à ordenação tanto de ministros como de qualquer outro ofício na Igreja. Isso é algo que jamais pode ser feito apressadamente, pois se o indivíduo separado nessas condições demonstrar uma conduta inconveniente, o responsável pela sua separação incorrerá no mesmo pecado, a qual esse individuo vier a praticar na obra. Assim uma razão sadia porque um pastor principal deve exercer prudência em ordenar alguém para o ministério é evitar a associação de si mesmo com os pecados de quem foi ordenado. Isto porque com toda a justiça o líder responsável pela ordenação usando de pressa imprópria se tornará participante de todo escândalo promovido pelo que foi ordenado.
7 – O PASTOR NÃO PODE USAR A RELIGIÃO COMO FACHADA PARA OBTER RIQUEZA – 1 Timóteo 6.9 Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína.
O Diabo sabe identificar perfeitamente aqueles que têm tendência a colocar a sua felicidade na riqueza mundana e assim age para influenciar esses tipos para serem exploradores no meio evangélico no sentido de que muitos que se deixam levar por estes sejam enganados e outros escandalizados. Esses ministros são irrefreáveis e determinados a conquistarem recursos financeiros sem se importar se é lícito ou ilícito. Onde há enganos, mentiras, exploração abre-se um campo farto para o Diabo agir com toda sorte de heresias dentro da Igreja. O apóstolo Paulo sempre teve o cuidado de não usar o seu ministério como um meio de ganhar dinheiro e, em algumas ocasiões chegou a recusar ofertas para que ninguém o acusasse de tirar proveito do seu ofício. Em nossos dias existem muitos charlatães religiosos que se aproveitam de pessoa ingênuas e leigas, as quais se deixam engodar facilmente com as promessas desses charlatães que de maneira esperta exploram tirando dinheiro e bens dessas pessoas.
8 – O PASTOR QUE SE APEGA AO DINHEIRO CORRE O RISCO DE SE DESVIAR DA FÉ – 1 Timóteo 6.10 Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.
O desejo desmedido por riquezas conduz o homem ao pecado. As riquezas dentro desse angulo de visão torna-se uma grande armadilha onde muitos têm caído por ela, ou estão presos a ela. Na realidade as riquezas principalmente obtidas de maneira ilícita conduzem à escravidão e não à liberdade. Os que conseguem dessa maneira não se saciam e acabam se enveredando a outras concupiscências a serem satisfeitos. Aqueles que usam a religião como fachada para obter riquezas certamente entra para o rol dos mercenários da fé e não pode ser identificado como um verdadeiro pastor. (1 Coríntios 6:10 Não erreis: “nem os roubadores herdarão o reino de Deus”).

Elaborado pelo Pastor Adilson Guilhermel

Publicado no site Esboços da EBD

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