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2014

A Atualidade dos √öltimos Conselhos de Tiago - CPAD

INTRODUÇÃO

I - O VALOR DA PACIÊNCIA E A PROIBIÇÃO DO JURAMENTO (Tg 5.7-12)

II - A UNÇÃO DE ENFERMOS E COMO DEUS OUVIU A ELIAS (Tg 5.13-18)

III - A IMPORT√āNCIA DA CONVERS√ÉO DE UM IRM√ÉO (Tg 5.19,20)

CONCLUSÃO

A ADVERTÊNCIA DE TIAGO ACERCA DO JURAMENTO. TIAGO 5.12.

Nesta √ļltima li√ß√£o, veremos a advert√™ncia de Tiago concernente a v√°rios conselhos pr√°ticos que os crentes da dispers√£o deveriam observar, inclusive, acerca do juramento. O meio irm√£o do Senhor adverte aos crentes que n√£o √© necess√°rio se apropriar do juramento como forma de ratificar suas afirmativas. Pois o car√°ter de suas obras deve evidenciar, diante de Deus e dos homens, a veracidade de suas declara√ß√Ķes: “Mas, sobretudo, meus irm√£os, n√£o jureis, nem pelo c√©u, nem pela terra, nem fa√ßais qualquer outro juramento; mas que a vossa palavra seja sim, sim, e n√£o, n√£o; para que n√£o caiais em condena√ß√£o” (Tg 5.12). Porquanto, nada ser√° mais manifesto em nosso favor do que nossas atitudes. Da mesma maneira, vemos no serm√£o da montanha, Cristo ensinar aos seus disc√≠pulos acerca do juramento: “Seja, por√©m, o vosso falar: sim, sim; n√£o, n√£o, porque o que passa disso √© de proced√™ncia maligna” (Mt 5.37). Vemos aqui que ambas as passagens apresentam a pr√°tica de vida como algo que deve alinhar-se com a verdade confessada. Caso contr√°rio, os crentes cair√£o em condena√ß√£o, pela falta de comprometimento com aquilo que tratam diante de Deus. Tal comportamento √© designado por Jesus como sendo de proced√™ncia maligna, tendo em vista que a mentira √© uma caracter√≠stica inerente ao Diabo, pois “n√£o h√° verdade nele; quando profere a mentira, fala do que lhe √© pr√≥prio, porque √© mentiroso e pai da mentira” (cf. Jo 8.44). Assim, √© imprescind√≠vel que os crentes permane√ßam firmes e constantes em tudo quanto tratarem perante Deus e os homens, a fim de que o nome de Cristo n√£o seja blasfemado. Tendo em vista que devemos ter cuidado com o que falamos, “pois pelas nossas palavras seremos justificados ou seremos condenados” (cf. Mt 12.37), explique √† classe sobre a import√Ęncia de o crente manter a palavra, a fim de demonstrar a verdade do evangelho. Avalie com os alunos se a aus√™ncia de tal comportamento n√£o evidencia a falta do verdadeiro “novo nascimento”.

Devemos evitar fazer juramentos

Considerando a advert√™ncia de Tiago, √© importante entender que o juramento n√£o pode ser utilizado pelos crentes como forma de comprovar suas afirmativas, visto que o car√°ter de suas obras dar√° testemunho de suas palavras. Pois nada √© mais evidente do que o testemunho de um homem para torn√°-lo digno de credibilidade. De acordo com o Dicion√°rio B√≠blico Wycliffe, “Os juramentos de Deus nas Escrituras s√£o de dois tipos, aqueles feitos por Deus e aqueles feitos pelos homens: os juramentos de Deus s√£o afirma√ß√Ķes solenes para seu povo, afirma√ß√Ķes da alian√ßa da absoluta verdade de sua Palavra (Nm 23.19) afim de que possam depositar uma confian√ßa impl√≠cita em sua palavra (Is 45.20-24). Suas promessas confirmadas por juramento foram feitas aos patriarcas (Gn 50.24; Sl 105.9-11), √† na√ß√£o de Israel (Dt 29.10-13), √† dinastia dav√≠dica (Sl 89.35-37,49), e ao Sacerdote-Rei messi√Ęnico (Sl 110.1-4; Hb 7.15-22). J√° o juramento feito pelos homens √© um recurso solene a Deus para confirmar a veracidade de suas palavras, carregando a implica√ß√£o expressa de castigo em caso de falha em falar a verdade ou cumprir a promessa. Nas Escrituras, os juramentos desempenharam um papel importante em tribunais legais (√äx 22.11; Lv 6.2-5) e em transa√ß√Ķes nacionais (1 Rs 18.10; 2 Rs 11.4; Ez 17.16), bem como em assuntos dom√©sticos e religiosos (Gn 24.37; Jz 21.5; 1Rs 2.43; Ed 10.5). […] O Senhor Jesus Cristo condenou o uso indiscriminado, leviano ou evasivo de juramentos que prevalecia entre os judeus (Mt 5.33-37; 23.16-22). Ele ensinou que os homens deveriam ser transparentes e honestos em seu falar, para que o juramento entre eles se tornasse desnecess√°rio (Mt 5.34-37)” (CPAD, 2010, pp.1118-19). Conforme o meio irm√£o do Senhor tornou conhecido ao longo desta ep√≠stola, as pr√°ticas das obras evidenciam a verdade da f√©. Da mesma maneira, o car√°ter crist√£o comprovar√° a veracidade de nossas palavras por interm√©dio da nossa pr√°tica. Tendo em vista que √© inerente ao crente falar a verdade, torna-se desnecess√°rio a utiliza√ß√£o do juramento (cf. Jo 8.44; 1 Co 5.8; 13.6).

A palavra do crente deve ser meramente sim ou n√£o

Desta forma, o meio irm√£o do Senhor enfatiza que a resposta de nossas declara√ß√Ķes deve ser meramente sim ou n√£o. Porquanto, nada ser√° mais manifesto em nosso favor do que as nossas atitudes. A proced√™ncia verdadeira em conformidade com a Palavra de Deus comprova a veracidade de nossas declara√ß√Ķes. Semelhantemente no serm√£o da montanha, Jesus ensina seus disc√≠pulos acerca do juramento: “Seja, por√©m, o vosso falar: sim, sim; n√£o, n√£o, porque o que passa disso √© de proced√™ncia maligna” (Mt 5.37). Assim sendo, o mundo dar√° cr√©dito a nossa fala, √† medida que guardamos os mandamentos da Palavra de Deus e os colocamos em pr√°tica. Com isso, vemos que a declara√ß√£o de Tiago est√° em consenso com o evangelho de Cristo, pois prega a pr√°tica de vida em conformidade com a verdade confessada. De outra forma, os crentes cair√£o em condena√ß√£o, pois a infidelidade com aquilo que tratamos perante Deus e os homens denota a falta de autenticidade em nosso car√°ter. Tal comportamento √© designado por Jesus como proced√™ncia maligna, considerando que a mentira √© uma caracter√≠stica do Diabo, pois “n√£o h√° verdade nele; quando profere a mentira, fala do que lhe √© pr√≥prio, porque √© mentiroso e pai da mentira” (cf. Jo 8.44). Portanto, Tiago adverte a que n√£o haja incoer√™ncia nas palavras dos crentes, j√° que a honestidade e fidelidade a Verdade do Evangelho s√£o suficientes para confirmar a veracidade de nossas declara√ß√Ķes.

As palavras podem justificar e também condenar

Em face disso, √© imprescind√≠vel que os crentes permane√ßam firmes e constantes em tudo quanto tratarem perante Deus e os homens, a fim de que o nome de Cristo n√£o seja blasfemado. Porquanto, devemos ter cuidado com o que falamos, “pois pelas nossas palavras seremos justificados ou seremos condenados” (cf. Mt 12.37). Desse modo, o car√°ter do homem se torna conhecido pela abund√Ęncia do que h√° em seu cora√ß√£o. Sendo a natureza do homem m√°, todo o pensamento do seu cora√ß√£o tamb√©m prevaricar√° contra ele, visto que da sua boca proceder√° somente o que for para a sua pr√≥pria condena√ß√£o. De outro modo, se a paz for abundante em seu interior, produzir√° frutos de justi√ßa e de sua boca emanar√° somente o que for para edifica√ß√£o (cf. Mt 12.35-37; Ef 4.29). Assim, os que fazem uso do juramento com a finalidade de ratificar suas afirmativas, evidenciam que n√£o est√£o verdadeiramente firmados na verdade. Por esta causa, Jesus trata a respeito do juramento com a finalidade de desvendar a verdadeira aplica√ß√£o da lei de Deus, que os homens transformaram em rudimentos favor√°veis ao seu bel prazer, a fim de justificarem os intuitos pecaminosos da sua natureza humana deca√≠da (cf. Mt 5.17, 33-37). Contudo, diante do Senhor n√£o h√° lugar para a falsa devo√ß√£o, pois todas as coisas est√£o bem patentes aos olhos de Deus que sonda o cora√ß√£o do homem e conhece qual √© a verdadeira inten√ß√£o (cf. Jr 17.10; Pv 20.27). Sendo assim, a advert√™ncia de Tiago conclui que n√£o devemos proceder de forma d√ļbia em tudo quanto tratarmos. Para isso, importa aos crentes manterem-se comprometidos em procederem de forma coerente com aquilo que declaram, a fim de que o nome de Cristo n√£o seja blasfemado (cf. 1 Jo 3.18).

Considera√ß√Ķes finais

Por fim, chegamos ao final desta √ļltima li√ß√£o em que vimos a abordagem de Tiago a respeito de v√°rios conselhos pr√°ticos dados aos crentes da dispers√£o. Neste √≠nterim, consideramos a advert√™ncia do meio irm√£o do Senhor referente ao juramento. Conclu√≠mos que a mensagem do evangelho tem como finalidade que os crentes apresentem uma vida em que a pr√°tica da Palavra de Deus esteja em conformidade com aquilo que professam. Deste modo, as palavras se tornar√£o insuficientes para provarem a verdade se a conduta do crente n√£o condisser com o seu discurso. Assim, o car√°ter de Cristo moldado no crente se mostra por meio da honestidade e imparcialidade em tudo quanto trata perante Deus e os homens. De fato, como j√° comentamos anteriormente, a palavra do crente deve ser firme e constante: sim, sim e n√£o, n√£o, de maneira que n√£o perca a credibilidade perante os homens. Caso contr√°rio, isto resultar√° em condena√ß√£o, pois o compromisso com a verdade √© inerente a natureza do salvo e os que procedem em mentira, devem analisar se verdadeiramente est√£o em Cristo (2 Co 13.5). Por certo, Deus √© conhecedor do cora√ß√£o do homem e observa claramente a inten√ß√£o de nossas atitudes. Assim sendo, √© a nossa proced√™ncia que evidenciar√° quem verdadeiramente somos. Por esta causa devemos ter o devido cuidado com o que falamos, pois “pelas nossas palavras seremos justificados ou seremos condenados” (Mt 12.37). Considerando a advert√™ncia de Tiago, explique a respeito do comprometimento que os crentes devem ter com aquilo que tratam perante Deus e os homens. Analise com a classe em rela√ß√£o ao comportamento crist√£o, se a aus√™ncia da verdade n√£o √© uma evid√™ncia da necessidade de haver realmente um novo nascimento.

Publicado no Portal CPAD 

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A Atualidade dos Últimos Conselhos de Tiago - Rede Brasil de Comunicação

Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Recife / PE

Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais

Pastor Presidente: Aílton José Alves

Av. Cruz Cabug√°, 29 - Santo Amaro - CEP. 50040 - 000 Fone: 3084 1524

LI√á√ÉO 13 - A ATUALIDADE DOS √öLTIMOS CONSELHOS DE TIAGO - 3¬ļ TRIM. 2014

(Tg 5.7-20)

INTRODUÇÃO

Nesta √ļltima li√ß√£o deste trimestre, analisaremos diversos conselhos pr√°ticos para a vida crist√£ ensinados por Tiago, tais como: a import√Ęncia de se esperar em Deus com paci√™ncia, tendo como exemplo a figura agricultor e do patriarca J√≥; o ap√≥stolo exorta que utilizemos o eficaz recurso da ora√ß√£o nas afli√ß√Ķes, enfermidades e confiss√£o de pecados. E, por fim, exorta-nos a resgatarmos os irm√£os que se desviaram fazendo-os regressarem a comunh√£o perdida.

I - O AGRICULTOR: UM EXEMPLO DE ESPERANÇA, PACIÊNCIA E PERSEVERANÇA

“Tiago agora passa a aconselhar o pobre oprimido. Suas instru√ß√Ķes s√£o no sentido do pobre suportar com paci√™ncia sua situa√ß√£o econ√īmica e social √† vista da iminente volta, do Senhor. Como exemplo de algu√©m que deve exercitar a paci√™ncia, Tiago cita o caso do lavrador que espera “o precioso fruto da terra”. Na Palestina, as primeiras chuvas (outubro/novembro) vinha depois da semeadura e as √ļltimas chuvas (abril/maio) quando os campos j√° estavam amadurecendo. Ambas eram de suma import√Ęncia para o sucesso da colheita. Do mesmo modo o crist√£o, diz Tiago, n√£o deve perder a paci√™ncia diante das adversidades, mas deve estabelecer firmemente o seu cora√ß√£o √† vista do fato de que “a vinda do Senhor est√° pr√≥xima” (MOODY, sd, p. 24 - acr√©scimo nosso).

CARACTER√ćSTICAS DO AGRICULTOR DEFINI√á√ÉO E REFER√äNCIAS
a) Esperan√ßa. “Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra” (Tg 5.7-a). No grego “elpis” que quer dizer “expectativa favor√°vel e confiante”. Tem a ver com o que n√£o se v√™ e o futuro (Rm 8.24,25).
b) Paci√™ncia. “aguardando-o com paci√™ncia” (Tg 5.7-b). No grego “hupomone”, que significa literalmente “perman√™ncia em baixo de”. A paci√™ncia que s√≥ se desenvolve nas provas (Tg 1.3).
c) Perseveran√ßa. “at√© que receba a chuva tempor√£ e ser√īdia” (Tg 5.7-c). No grego “proskarteresis” que significa “const√Ęncia”, “paci√™ncia”. A forma verbal desta palavra significa “aderir”, “persistir”, “ocupar-se em”, “passar muito tempo em” (Ef 6.18).

 

II - TIAGO EXORTA QUANTO A PACIÊNCIA, PRUDÊNCIA E A ORAÇÃO

2.1 Exorta√ß√£o a paci√™ncia tendo como modelo o patriarca J√≥ (Tg 5.10,11). “Al√©m dos lavradores, tamb√©m, os profetas s√£o citados como exemplos de “sofrimento e paci√™ncia”. J√≥ era tradicionalmente considerado um profeta, e aqui foi explicitamente citado como um exemplo de perseveran√ßa. Este √© o √ļnico lugar do NT, onde J√≥ foi mencionado. O ponto principal da ilustra√ß√£o de J√≥ √© que a paciente perseveran√ßa mant√©m-se sobre a convic√ß√£o de que as dificuldades n√£o s√£o sem significado, mas que Deus tem alguma finalidade e prop√≥sito nelas, o que Ele h√° de realizar” (MOODY, sd, p. 24). A B√≠blia ensina que a tribula√ß√£o produz paci√™ncia (Rm 5.3; Tg 1.3).

2.2 Exorta√ß√£o quanto aos juramentos tendo como base o ensinamento de Cristo (Tg 5.12). “Uma vez mais, Tiago menciona as palavras de Jesus em seu ensino doutrin√°rio (Mt 5.33-37). O irm√£o de Jesus e pastor da Igreja em Jerusal√©m n√£o est√° condenando os juramentos solenes, pois eram uma antiga pr√°tica judaica, legalmente v√°lida, quando se precisava atestar uma palavra empenhada (√äx 22.11). Assim como foi instado a fazer Jesus perante Caif√°s (Mt 26.63,64), e Paulo, ao expressar seu zelo para com a Igreja (Rm 1.9; 9.1). Tiago est√° condenando o uso leviano do santo nome de Deus ou de qualquer pessoa ou objeto sagrado para garantir a verdade do que se diz. Os crist√£os devem ser conhecidos como pessoas cujas palavras s√£o absolutamente dignas de cr√©dito, sem nem mesmo a necessidade de juramentos” (JAMES, 2007, p. 09).

2.3 Exorta√ß√£o quanto a pr√°tica da ora√ß√£o tendo como exemplo o profeta Elias (Tg 5.13-18). Para exemplificar o poder da ora√ß√£o, Tiago cita o profeta Elias, que sendo um homem com as mesmas limita√ß√Ķes que temos, orou ao Senhor para que n√£o chovesse e n√£o choveu; em seguida orou para que chovesse e assim foi (I Rs 17.1; 18.1). Segundo Tiago, a ora√ß√£o de um justo realiza muitas coisas (Tg 5.16-b), entre as quais podemos citar: (1) leva-o mais perto de Deus (Hb 7.25); (2) abre caminho para uma vida cheia do Esp√≠rito Santo (Lc 11.13; At 1.14); (3) d√°-lhe poder para servir e para a devo√ß√£o crist√£ (At 1.8; 4.31,33; Ef 3.14-21); (4) edifica-o espiritualmente (Jd 20); (5) d√°-lhe compreens√£o da provis√£o de Cristo por n√≥s (Ef 1.18,19); (6) ajuda-o a vencer a Satan√°s (Dn 10.12,13; Ef 6.12,18); (7) esclarece a vontade de Deus para ele (Sl 32.6-8; Pv 3.5,6 Mc 1.35-39); (8) capacita-o a receber dons espirituais (I Co 14.1); (9) leva-o a comunh√£o com Deus (Mt 6.9; Jo 7.37; 14.16,18,21) e, (10) outorga-lhe gra√ßa, miseric√≥rdia e paz (Fp 4.6,7; Hb 4.16).

III - CONSELHOS DE TIAGO PARA QUEM SOFRE, PARA QUEM EST√Ā ENFERMO E EM PECADO

Em sua ep√≠stola, Tiago deu o devido valor a pr√°tica da ora√ß√£o mencionando-a v√°rias vezes (Tg 1.5,6; 4.2,3; 5.13-18). A B√≠blia ensina o crist√£o a orar em todo tempo (I Ts 5.17). Todavia, o ap√≥stolo elenca alguns momentos e circunst√Ęncias na vida onde devemos buscar o socorro de Deus em ora√ß√£o:

3.1 Ora√ß√£o na afli√ß√£o (Tg 5.13). Essa palavra do ap√≥stolo visa descrever aqueles que sofrem por qualquer tribula√ß√£o, aperto, necessidade, priva√ß√£o ou enfermidade. Diante de qualquer circunst√Ęncia dif√≠cil diz Tiago “ore”. Temos diversos exemplos de pessoas que recorreram a Deus em momentos de afli√ß√£o e foram por Ele aliviados (2 Cr 32.12,13; Sl 18.6; Lc 22.44; 2 Co 12.7-10). Mas, por quais raz√Ķes devemos orar na afli√ß√£o? (1¬™) Porque a ora√ß√£o √© um ato de f√© que pode solucionar problemas e trazer alegria (Gn 25.21; I Sm 1.10-18); (2¬™) porque a ora√ß√£o pode ajudar o crente a mostra-se capaz de suportar suas tribula√ß√Ķes (II Co 12.8,9; Ef 6.18); (3¬™) porque a ora√ß√£o pode distrair a mente do salvo em suas tribula√ß√Ķes (Fp 4.6,7; I Pe 5.7); e, (4¬™) porque a ora√ß√£o √© um exerc√≠cio espiritual que melhora a qualidade espiritual da alma, ainda que o homem mortal continue a padecer sob circunst√Ęncias adversas (Lc 22.44; At 7.60).

3.2 Ora√ß√£o quando se est√° enfermo (Tg 5.14,15). Certamente o texto em foco refere-se aos doentes no corpo f√≠sico. A recomenda√ß√£o do ap√≥stolo para aqueles que encontram-se nessa condi√ß√£o √© de recorrerem ao presb√≠tero a fim de pedir ora√ß√£o, crendo que sua sa√ļde pode ser restaurada. Isto n√£o √© uma sugest√£o de que Deus sempre atende a ora√ß√£o do crente com um sim. Toda ora√ß√£o, inclusive a ora√ß√£o pela cura, fica sujeita √† vontade de Deus (II Co 12.8,9; I Jo 5.14). Deve-se destacar tamb√©m que a pr√°tica de ungir a cabe√ßa do enfermo, n√£o indica que o √≥leo possui poder curador. Embora na cultura judaica o azeite de oliveira era considerado com propriedades medicinais (Lc 10.34). A ideia original √© que esse √≥leo fosse usado como um sinal vis√≠vel e tang√≠vel do poder de Deus representando a un√ß√£o do Esp√≠rito Santo. Biblicamente, o que pode proporcionar cura √© o nome do Senhor conforme o pr√≥prio Jesus e os seus santos ap√≥stolos ensinaram (Mc 16.17,18; At 3.6,7; Tg 5.14,15).

3.3 Confiss√£o de pecados contra Deus e contra o pr√≥ximo (Tg 5.15-16). A origem das enfermidades est√° no pecado original, nem sempre num pecado pessoal (Gn 3.17-19; Jo 9.1-3). Todavia, existem casos tamb√©m onde a pessoa encontra-se enferma por causa de uma transgress√£o cometida (Sl 32.3,4; II Cr 26.19; Jo 5.14). Por isso, Tiago diz: “e, se houver cometido pecados” lan√ßando luz sobre esta verdade. Em caso de pecado que fira a santidade da igreja, o transgressor confessa a Deus e pede orienta√ß√£o ao pastor e/ou presb√≠tero para que se necess√°rio for, seja aplicada a disciplina pela igreja, dependendo da gravidade do pecado (Tg 5.15; I Co 5;6). No segundo caso, se o pecado est√° no campo dos relacionamentos interpessoais, o ap√≥stolo recomenda “confessar as suas culpas uns aos outros”. Isso visa o encorajamento m√ļtuo, como tamb√©m a busca da reconcilia√ß√£o e perd√£o dos irm√£os entre si.

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TV EBD - A Atualidade dos √öltimos Conselhos de Tiago - Ev. Luiz Henrique

Assista os vídeos da TV EBD com a aula da Lição 13 - A Atualidade dos Últimos Conselhos de Tiago. Para facilitar o download, o vídeo é dividido em 6 partes. Você pode assistir aqui mesmo, clicando nos vídeos, ou clicar nos links, acima dos vídeos para salvar; ao abrir a nova página, clique no botão Download. Os vídeos são produzidos pelo Ev. Luiz Henrique e também publicados no site Estudos Bíblicos EBD, ou no blog EBDnaTV.

1ª Parte - Lição 13 - 3T/2014

2ª Parte - Lição 13 - 3T/2014

3ª Parte - Lição 13 - 3T/2014

4ª Parte - Lição 13 - 3T/2014

5ª Parte - Lição 13 - 3T/2014

Resumo do Trimestre - Lição 14 - 3T/2014

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Question√°rio - A Atualidade dos √öltimos Conselhos de Tiago - Ev. Luiz Henrique

Questionário da Lição 13 - A Atualidade dos Últimos Conselhos de Tiago
Responda conforme a revista da CPAD do 3¬ļ Trimestre de 2014 - Para jovens e adultos

Tema: F√Č E OBRAS - Ensinos de Tiago para uma Vida Crist√£ Aut√™ntica

Complete os espa√ßos vazios e marque com “V” as respostas verdadeiras e com “F” as falsas.

 

TEXTO √ĀUREO

1- Complete:

“Confessai as vossas __culpas__ uns aos outros e orai uns pelos outros, para que __sareis__; a ora√ß√£o feita por um __justo__ pode muito em seus efeitos” (Tg 5.16).

 

VERDADE PR√ĀTICA

2- Complete:

Se vivermos os __princípios__ da Epístola de __Tiago__ teremos uma vida cristã que __agradará__ ao nosso Deus.

 

I. O VALOR DA PACIÊNCIA E A PROIBIÇÃO DO JURAMENTO (Tg 5.7-12)

3- Qual o valor da paciência e da perseverança (vv.7,8)?

(    ) No versículo sete Tiago evoca uma imagem agrícola para exemplificar o valor da paciência e da perseverança. Tal imagem é comum aos destinatários de sua época.

(    ) O líder da Igreja em Jerusalém nos ensina que tanto a paciência quanto a perseverança são valores que devem ser cultivados, não em alguns momentos, mas durante a vida toda.

(¬†¬†¬† ) A fim de vencermos as dificuldades, priva√ß√Ķes, inquieta√ß√Ķes e sofrimentos da exist√™ncia terrena, precisaremos da paci√™ncia e da perseveran√ßa.

(    ) Essas características também estão relacionadas à nossa esperança na vinda do Senhor.

(    ) Sejamos pacientes e perseverantes em aguardá-la, pois ela, conforme nos diz as Escrituras, está próxima (Fp 4.5; Hb 10.25,37; 1 Jo 2.18; Ap 22.10,12,20).

 

4- Qual o valor da toler√Ęncia de uns para com os outros (v.9)?

(    ) Mais uma vez a Palavra do Senhor reitera o cuidado com a língua, pois se não soubermos usá-la acabaremos por cometer falsos julgamentos contra as pessoas.  

(    ) No versículo nove, Tiago adverte-nos acerca do dia do juízo divino.

(¬†¬†¬† ) O Juiz est√° √†s portas! Ele sim julgar√° com retid√£o e, justamente por isso, n√£o podemos nos ocupar emitindo opini√Ķes e coment√°rios falsos contra quaisquer pessoas, quer sejam esta parte da igreja quer n√£o.

 

5- Qual o testemunho da aflição, sofrimento e juramento (vv.10-12)?

(    ) O ensino desses três versículos, primeiramente, alude à aflição e a paciência dos profetas que falaram em nome do Senhor.

(    ) De igual modo, posteriormente, trata da paciência de Jó e o fim que o Senhor lhe concedeu após tamanha aflição e sofrimento (Ez 14.14,20; Hb 11.23-38).

(    ) Os crentes a quem Tiago escreveu sentiam-se orgulhosos por ser comparados aos personagens do Antigo Testamento.

(¬†¬†¬† ) Ao experimentar as afli√ß√Ķes, eles sabiam que assim como Deus concedera gra√ßa a J√≥ (J√≥ 42.10-17), da mesma forma daria a eles. ¬†

(    ) No versículo doze, após o exemplo do poder de Deus em relação aos seus servos, os profetas e Jó, Tiago admoesta-nos a que não caiamos no erro de jurar pelo céu ou pela terra.

(    ) Nossas palavras não são poderosas para garantir o juramento.

(    ) Não! Tudo depende de Deus e da sua vontade. Tiago nos ensina que não devemos fazer tais juramentos, pois a palavra do discípulo de Jesus deve se resumir ao sim ou ao não (Mt 5.33-37). Isto deve ser suficiente!

 

II. - A UNÇÃO DE ENFERMOS E COMO DEUS OUVIU A ELIAS (Tg 5.13-18)

6- Qual o valor da ora√ß√£o e dos c√Ęnticos (Tg 5.13)?

(    ) Diante das adversidades, ou nos períodos de bonança, a Bíblia nos recomenda a adorar a Deus.

(¬†¬†¬† ) Se estivermos tristes e angustiados, devemos buscar o Senhor em ora√ß√£o; se estivermos alegres, devemos cantar louvores a Deus. Em ambas as situa√ß√Ķes, Deus deve ser adorado! Como √© bom sermos acolhidos pelo Senhor.

(    ) Se tivermos de chorar, choremos na presença dEle; se tivermos de cantar, entoemos louvores diante dEle.

Dessa maneira, seremos maravilhosamente consolados pelo Criador.

 

7- Qual o valor da oração da fé (vv. 14,15) pelo enfermo?

(    ) A orientação de se chamar os presbíteros, ou anciãos da comunidade cristã, para orar por um enfermo e ungi-lo com azeite, denota a ideia de respeito que os crentes tinham com esses ministros.

(    ) Os presbíteros serviam ao povo de Deus com alegria. Isso também indica que a atitude de ungir o enfermo com o óleo não deve ser banalizada em nosso meio.

(    ) Hoje, as pessoas ungem bens materiais, bairros e até cidades. Isso é esoterismo!

(    ) A base bíblica em o Novo Testamento fala do acolhimento ao enfermo para que ele seja curado.

(¬†¬†¬† ) √Č a “ora√ß√£o da f√©” que, al√©m de curar o doente, faz com que ele sinta igualmente o perd√£o dos seus pecados.

 

8- Como são a oração e confissão (v.16-18)?

(¬†¬†¬† ) Esse √© um texto maravilhoso, mas infelizmente, desprezado por muitos. Ele recha√ßa a “confiss√£o entre os irm√£os”.

(¬†¬†¬† ) √Č um incentivo a koinonia, ou seja, √† uni√£o e ao amor fraternal entre os salvos.

(¬†¬†¬† ) Como todos somos pecadores, em vez de acusarmo-nos uns aos outros, devemos realizar confiss√Ķes p√ļblicas para ajudarmo-nos mutuamente. ¬†

(    ) Uma vez confessada a nossa culpa e tendo orado uns pelos outros, seremos sarados.

(¬†¬†¬† ) Tiago lan√ßa ainda m√£o do conhecido profeta Elias, para mostrar que at√© mesmo um homem como ele, que foi usado poderosamente por Deus, era igual a n√≥s e sujeito √†s mesmas paix√Ķes. Todavia, o profeta orou e Deus ouviu o seu clamor. De fato, a ora√ß√£o de um justo pode muito em seus efeitos.

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A Atualidade dos √öltimos Conselhos de Tiago - Ev. Luiz Henrique

LI√á√ēES B√ćBLICAS - 3¬ļ Trimestre de 2014 - CPAD - Para jovens e adultos

Tema: F√Č E OBRAS - Ensinos de Tiago para uma Vida Crist√£ Aut√™ntica

Coment√°rio: Pr. Eliezer de Lira e Silva
Complementos, ilustra√ß√Ķes, question√°rios e v√≠deos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva

N√ÉO DEIXE DE ASSISTIR AOS V√ćDEOS DA LI√á√ÉO ONDE TEMOS MAPAS, FIGURAS, IMAGENS E EXPLICA√á√ēES DETALHADAS DA LI√á√ÉO

http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm

 

TEXTO √ĀUREO

“Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sareis; a ora√ß√£o feita por um justo pode muito em seus efeitos” (Tg 5.16).

 

VERDADE PR√ĀTICA

Se vivermos os princípios da Epístola de Tiago teremos uma vida cristã que agradará ao nosso Deus.

 

LEITURA DI√ĀRIA

Segunda - Tg 5.7,8 Pacientes até a vinda do Senhor

Terça - Tg 5.9 Não nos acusemos mutuamente

Quarta - Tg 5.10,11 O exemplo da paciência de Jó

Quinta - Tg 5.12 Ninguém seja falso

Sexta - Tg 5.13-16 A oração da fé

Sábado - Tg 5.17,18 O exemplo da oração de Elias

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A Atualidade dos √öltimos Conselhos de Tiago - Pr. Geraldo Carneiro Filho

ESCOLA B√ćBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANG√ČLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITER√ďI - RJ
LI√á√ÉO N¬ļ 13 - DATA: 28/09/2014
T√ćTULO: “A ATUALIDADE DOS √öLTIMOS CONSELHOS DE TIAGO”
TEXTO √ĀUREO - Tg 5.16
LEITURA B√ćBLICA EM CLASSE: Tg 5.7-20
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br
blog: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/

I - INTRODUÇÃO:

Vivemos num mundo de pressa e de mudan√ßas constantes, a ponto de haver elevado n√ļmero de pessoas neur√≥ticas, principalmente nas grandes cidades. Contudo, a Palavra de Deus nos exorta a sermos pacientes, tanto nos momentos de alegria quanto nas tribula√ß√Ķes. O texto b√≠blico em estudo nos desperta para o valor da paci√™ncia, aguardando a vinda do Senhor, que, certamente, est√° mais perto do que pensamos.

II - CONCEITOS DE PACIÊNCIA:

(1) -¬†Sentido comum¬†- A palavra paci√™ncia vem do latim “patientia”, significando “qualidade de paciente; virtude que consiste em suportar as dores, inc√īmodos, infort√ļnios, sem queixas e com resigna√ß√£o”.

(2) -¬†A paci√™ncia crist√£¬†- Para o crist√£o, a paci√™ncia, al√©m de ser a capacidade de suportar com resigna√ß√£o, dores e infort√ļnios, √© a virtude que o capacita a suportar as falhas e ofensas alheias. √Č tamb√©m a “tranquila espera por algum acontecimento, que venha a alterar as circunst√Ęncias inc√īmodas. Trata-se da capacidade de esperar por mudan√ßas, sem demonstrar ansiedade exagerada”. √Č sin√īnimo de longanimidade, que √© uma das manifesta√ß√Ķes do fruto do Esp√≠rito (cf. Gl 5.22).

(3) -¬†A paci√™ncia divina¬†- Deus √© paciente. √Č a nossa sorte, pois, se o Senhor n√£o tivesse paci√™ncia conosco, ante as falhas e pecados, certamente n√£o estar√≠amos hoje estudando esse assunto.

(A) -¬†No Antigo Testamento¬†- “O Senhor √© long√Ęnimo e grande em benefic√™ncia, que perdoa a iniquidade e a transgress√£o…” (Nm 14.18).

Mois√©s, orando a Deus, disse: “Jeov√°, o Senhor, Deus misericordioso e piedoso, tardio em iras…” (√äx 34.6b). Ele suportou os pecados de Israel no deserto durante quarenta anos!

(B) -¬†No Novo Testamento¬†- A paci√™ncia √© destacada em v√°rios textos. Em Rm 5.3,4 lemos: “E n√£o somente isto, mas tamb√©m nos gloriamos nas tribula√ß√Ķes, sabendo que a tribula√ß√£o produz a paci√™ncia; e a paci√™ncia, a experi√™ncia; e a experi√™ncia, a esperan√ßa”.

III - A NECESSIDADE DA PACIÊNCIA:

(1) -¬†Na espera da vinda do Senhor¬†- Tiago ao exortar os crentes a serem pacientes “at√© a vinda do Senhor” (v.7), tinha em mente que a volta do Senhor seria iminente, exortando, assim, os crentes de sua √©poca a se manterem pacientes na f√©. Ele tomou como exemplo o lavrador, que “espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paci√™ncia…” (v.7b).

(A) -¬†Ante a impaci√™ncia e incredulidade- Naquele tempo, havia uma certa impaci√™ncia e descren√ßa quanto √† vinda do Senhor. O ap√≥stolo Pedro escreveu aos irm√£os, exortando-os a esperar a volta de Jesus, alertando para os escarnecedores, que diziam: “Onde est√° a promessa da sua vinda? Porque, desde que os pais dormiram todas coisas permanecem como desde o princ√≠pio da cria√ß√£o” (2 Pe 3.4).

(B) -¬†Ante a cronologia de Deus¬†- Pedro lembra que a cronologia de Deus √© diferente da nossa. “Mas, amados, n√£o ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor √© como mil anos, e mil anos, como um dia” (2 Pe 3.8). Ele assevera que Deus √© fiel, e que “o Dia do Senhor vir√° como o ladr√£o” (2 Pe 3.10). Sendo assim, precisamos ser pacientes, n√£o s√≥ na espera, mas na fidelidade, de modo que sejamos “achados imaculados e irrepreens√≠veis em paz” (2 Pe 3.14). Se no tempo de Tiago, a vinda do Senhor j√° estava pr√≥xima (cf. v.8), quanto mais agora, quando os sinais dos fins dos tempos s√£o bem evidentes!

(2) -¬†No amor fraternal¬†- Tiago, antevendo a vinda do Senhor, exorta-nos a sermos pacientes, n√£o nos queixando “uns contra os outros”, para n√£o sermos condenados, pois “o juiz est√° √† porta” (v.9). Naquele tempo, como hoje, infelizmente, √© comum a exist√™ncia de queixas entre os irm√£os. Isso √© pr√≥prio da natureza falha do homem. Contudo, se desejamos ter nossos “esp√≠rito, alma e corpo (…) plenamente conservados irrepreens√≠veis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (l Ts 5.23), precisamos demonstrar paci√™ncia no amor fraternal, pois a caridade (amor em a√ß√£o), “√© benigna, √© sofredora (…), tudo espera, tudo suporta” (l Cor 13.7).

(3) -¬†Na proclama√ß√£o do Evangelho¬†- Tiago recorre ao exemplo do lavrador, que “espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paci√™ncia, at√© que receba a chuva t√™mpora c ser√īdia” (v.7b).

A proclamação do evangelho é comparada à ação do lavrador (cf. Mt 13.44; Mc 4.1-20), ora plantando uma pequena semente, ora semeando em terrenos os mais diversos. Mas é muito importante, na evangelização, seguir o exemplo do lavrador, cuja característica mais marcante é a da paciência.

No livro de Eclesiastes temos uma solene orienta√ß√£o sobre isto: “Lan√ßa o teu p√£o sobre as √°guas, porque, depois de muitos dias, o achar√°s (…) Pela manh√£, semeia atua semente e, √† tarde, n√£o retires a tua m√£o, porque tu n√£o sabes qual prosperar√°; se esta, se aquela ou se ambas igualmente ser√£o boas” (Ec 11.1, 6).

As igrejas que mais t√™m prosperado s√£o aquelas que trabalham diuturnamente, sem des√Ęnimo, evangelizando, discipulando e integrando os crentes.

IV - EXEMPLOS DE PACI√äNCIA E CONST√āNCIA:

Na Bíblia, encontramos exemplos notáveis de servos de Deus, que se destacaram no cultivo da paciência em suas vidas. Por isso, em meio às vicissitudes, eles venceram tudo.

(1) -¬†Jeremias¬†- Chamado “o profeta da l√°grimas”, teve um minist√©rio de quarenta anos (626-586 a.C.), tendo sofrido intensa e pacientemente, ao ver que a “Palavra de Deus ia sendo repudiada por seus familiares e amigos, pelos sacerdotes e reis, e pela totalidade do povo de Jud√°. Embora fosse solit√°rio e rejeitado durante toda a sua vida, Jeremias n√£o deixou de ser um dos mais ousados e corajosos profetas”¬†¬†(B√≠blia de Estudo Pentecostal).

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A Atualidade dos Últimos Conselhos de Tiago - Sulamita Macêdo

Professoras e professores, observem estas orienta√ß√Ķes:

1 - Antes de abordar o tema da aula, é interessante que vocês mantenham uma conversa informal e rápida com os alunos:

- Cumprimentem os alunos.

- Dirijam-se aos alunos, chamando-os pelo nome, para tanto é importante uma lista nominal para que vocês possam memorizar.

- Perguntem como passaram a semana.- Escutem atentamente o que eles falam.- Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.

- Verifiquem se h√° alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.

2 - Este momento não é uma mera formalidade, mas uma necessidade. Ao escutá-los, vocês estão criando vínculo com os alunos, eles entendem que vocês também se importam com eles.Outro fator importante para estabelecer vínculos com os alunos é através das redes sociais, adicionem os alunos e mantenham comunicação com eles.

3 - Ap√≥s a chamada, solicitem ao secret√°rio da classe a rela√ß√£o dos alunos ausentes e procurem manter contato com eles durante a semana, atrav√©s de telefone ou email ou pelas redes sociais,¬†deixando uma mensagem “in box” dizendo que sentiu falta dele(a) na EBD).Os alunos se sentir√£o queridos, cuidados, perceber√£o que voc√™s sentem falta deles. Dessa forma, voc√™s estar√£o estabelecendo v√≠nculos afetivos com seus alunos.

4 - Escolham um momento da aula, para mencionar os nomes dos alunos aniversariantes, parabenizando-os, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo.

5 - Fazendo o que foi exposto acima, somando-se a um professor motivado, associando a uma boa preparação de aula, com participação dos alunos, vocês terão bons resultados! Experimentem!

6 - Agora, iniciem o estudo da li√ß√£o. Observem as seguintes sugest√Ķes:- Falem que nesta li√ß√£o vamos estudar sobre v√°rios conselhos pr√°ticos e atuais de Tiago, encontrados no √ļltimo cap√≠tulo do livro, tais como:

Paciência e perseverança

Esperança na Vinda do Senhor

N√£o queixar-se dos outros

N√£o fazer juramento

Juízo divino

Cantar na alegria e orar na aflição

Unção de enfermos

Oração da fé

Confiss√Ķes de culpas

Orar uns pelos outros

Convers√£o de um irm√£o

- Escrevam estas express√Ķes acima citadas no quadro, para que haja melhor compreens√£o do que vai ser estudado.

- Em seguida, comecem a ler os versículos 7 a 20 do capítulo 5 de Tiago. À medida que a leitura for efetuada, façam comentários sobre o que foi lido.Neste momento, estimulem a participação dos alunos e procurem contextualizar o que está sendo explanado com o tipo de aluno que você ensina.

- Vejam algumas sugest√Ķes para trabalhar alguns pontos da li√ß√£o:Sobre a paci√™ncia, voc√™s podem escolher entre a din√Ęmica¬†“Perdendo a Cabe√ßa”¬†ou ¬†a f√°bula¬†“A Lebre e a Tartaruga”(postadas abaixo).Sobre a ora√ß√£o, voc√™s podem utilizar a din√Ęmica¬†“A Chave”.Sobre a un√ß√£o de enfermos, pe√ßam a um presb√≠tero para ungir os alunos que est√£o doentes.

- Para conclus√£o do trimestre, foi sugerida desde a li√ß√£o 10, a realiza√ß√£o de uma gincana. Caso voc√™s estejam tomando conhecimento desta sugest√£o apenas hoje, fa√ßa algumas adapta√ß√Ķes para realizar algumas tarefas da gincana sugerida.Tenham uma excelente e produtiva aula.

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A Atualidade dos Últimos Conselhos de Tiago - Pr. César Moisés

Dicas da CPAD para que o professor possa dar uma boa aula.

O Pr. Alexandre Coelho ajuda você na preparação da sua aula de Escola Dominical falando sobre o tema da lição 12 - Os Pecados de Omissão e de Opressão.

Lição 13 - 3T/2014

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A Atualidade dos Últimos Conselhos de Tiago - Ev. Isaías de Jesus

TEXTO √ĀUREO¬†= “Confessai as vossas culpas uns aos outros e oral uns pelos outros, para quesareis; a ora√ß√£o feita por um justo pode muito em seus efeitos” (Tg 516).
VERDADE PR√ĀTICA¬†= Se vivermos os princ√≠pios da Epistola de Tiago teremos uma vida crist√£ que agradar√° ao nosso Deus.
LEITURA BIBLICA = TIAGO 5: 7-20
INTRODUÇÃO
A vida crist√£ aqui, √© alternada por momentos de alegria e afli√ß√£o e tristeza. Para cada um deles, no entanto, a Palavra de Deus indica os meios da gra√ßa dispon√≠veis ao crente. Em ocasi√Ķes de alegria, louvar e adorar ao Senhor √© a atitude mais apropriada. Nos momentos de doen√ßa, tristeza e afli√ß√£o, o caminho √© a ora√ß√£o da f√©, que, feita por um justo, “pode muito em seus efeitos”.
Tiago conclui a sua ep√≠stola com uma s√©rie de recomenda√ß√Ķes √ļteis √† vida do crente, em particular, e da Igreja de forma geral. Ele faz recomenda√ß√Ķes quanto √† conduta crist√£, envolvendo assuntos tais como: juramento, irrepreens√£o na palavra, afli√ß√£o e ora√ß√£o, alegria e louvor, doen√ßa, un√ß√£o com √≥leo e cura, confiss√£o e perd√£o, e restaura√ß√£o de desviados √† comunh√£o da Igreja.
Tiago n√£o tenta provar a doutrina da Segunda Vinda, nem anunci√°-la. Para ele, a Segunda Vinda √© uma esperan√ßa viva para a Igreja Primitiva. Ele cita a imin√™ncia e realidade da vinda (parousia) do Senhor como um motivo para os crist√£os permanecerem firmes: Sede, pois, irm√£os, pacientes at√© a vinda do Senhor (v. 7).Dois tipos de paci√™ncia s√£o sugeridos. O primeiro diz: Sede […] pacientes (v. 7) - n√£o se apressem em retaliar contra as injusti√ßas cometidas contra voc√™s por homens descritas nos vers√≠culos 1-6. O segundo diz: Sede […] pacientes (v. 8)-aceitando pacientemente a demora de Deus em rela√ß√£o ao retorno do nosso Senhor.
A ilustra√ß√£o da √©poca de plantio e colheita foi tirada da experi√™ncia palestina. O fruto da terra √© a colheita de gr√£os. Ele era precioso porque a vida do lavrador e sua fam√≠lia dependiam dele. Na Palestina, o gr√£o √© plantado no outono e recebe a chuva tempor√£ no final de outubro. Ele recebe a chuva […] ser√īdia em mar√ßo e abril, pouco antes de estar maduro. Durante todo esse tempo, o agricultor espera pacientemente pela colheita. A raz√£o da sua paci√™ncia √© sua esperan√ßa confiante na colheita.
Tiago interpreta sua própria parábola: Sede vós também pacientes, fortalecei o vosso coração, porque já a vinda do Senhor está próxima (v. 8). A vinda do nosso Senhor era uma grande fonte de esperança para os primeiros cristãos. Porventura temos essa mesma expectativa em relação à vinda do Senhor? Tasker escreve:
Se a volta do Senhor parece muito distante, ou se a relegamos a um futuro t√£o remoto que t√£o exerce nenhum efeito sobre a nossa perspectiva ou nossa maneira de viver, fica claro que deixou de ser para n√≥s uma esperan√ßa viva. √Č poss√≠vel que tenhamos permitido que a doutrina da sua volta em gl√≥ria para julgar os vivos e os mortos tenha sido abafada pelo ceticismo ou se transformado em algo diferente, talvez como a transforma√ß√£o gradual da sociedade humana por valores crist√£os, que parou de exercer qualquer tipo de influ√™ncia em nossas vidas.¬†Na medida em que permitimos que isso aconte√ßa, cessamos de ser crist√£os do Novo Testamento.
A PRESSÃO NOS INDUZ À IMPACIÊNCIA, 5.9
O foco aqui muda da paciência com os pecadores fora da igreja para a paciência um com o outro dentro da Igreja. Alguém escreveu o seguinte:
Caminhar em amor com os santos de cimaSerá uma maravilhosa glória;Mas, caminhar com os santos aqui em baixo,Bem, isso já é uma outra história!
Em tempos de dificuldades, a paci√™ncia √© provada e somos tentados a nos queixar (v. 9; lit., gemer, ou seja, reclamar ou resmungar) uns contra os outros. Tiago adverte os crist√£os a n√£o apontarem para erros de outra pessoa, para que n√£o sejais condenados. A proximidade da vinda de Cristo serve como advert√™ncia contra o fracasso do crist√£o bem como para a consolida√ß√£o da sua cont√Ęncia. Al√©m do mais, o juiz est√° √† porta. O retorno de Cristo est√° pr√≥ximo; Ele ser√° o Juiz de todos os homens; portanto, n√£o devemos assumir o papel de julgar os outros, quer fora quer dentro da Igreja (cf. Mt 7.1-5).
EXEMPLOS DE PACIÊNCIA, 5.10,11
Exemplos de piedade e devo√ß√£o sempre servem de encorajamento para o crist√£o. Tiago provavelmente tinha as palavras de Jesus em mente: “bem-aventurados sois v√≥s quando vos […] perseguirem […] por minha causa. Exultai […] porque assim perseguiram os profetas que foram antes de v√≥s” (Mt 5.11-12). √Č por isso que ele diz: Eis que temos por bem-aventurados (v. 11, “Eis que temos por felizes”, ARA).

“N√≥s, semelhantemente a Jesus, pronunciamos uma bem-aventuran√ßa aos profetas que foram homens t√£o pacientes”. Tiago nos lembra do nosso privil√©gio bem como do nosso sofrimento. Se sofremos por Deus, estamos em boa companhia. Por que os profetas, em vez de Jesus (cf. 1 Pe 2.21), foram escolhidos por Tiago como exemplos de paci√™ncia? Mayor considera diversas possibilidades, entre elas que “Tiago deseja que eles vejam Jesus como o Senhor da gl√≥ria em vez de o padr√£o de sofrimento”.
Dos profetas que sofriam com paci√™ncia e que falaram em nome do Senhor (v. 10), Tiago volta-se agora para um homem que tem sido conhecido como “o maior exemplo” de paci√™ncia. Essa √© a √ļnica refer√™ncia a J√≥ no Novo Testamento, embora Tiago entenda que seus leitores estejam familiarizados com a hist√≥ria de J√≥:
Ouvistes qual foi a paci√™ncia de J√≥ (v. 11). A paci√™ncia dos profetas era uma atitude de longanimidade em rela√ß√£o aos seus compatriotas que os perseguiam. A palavra usada para descrever a paci√™ncia de J√° (hypomene) significa persist√™ncia ou toler√Ęncia’ √Ā paci√™ncia singular de J√≥ podia ser reconhecida na sua determina√ß√£o em suportar quaisquer que fossem os infort√ļnios, sem perder sua f√© em Deus. A frase o fim que o Senhor significa “o alvo do Senhor”. O ap√≥stolo sabia que o prop√≥sito final de Deus sempre √© b√™n√ß√£o para o homem que suporta com paci√™ncia a afli√ß√£o. Provavelmente, citando dos Salmos, ele conclui: “porque o Senhor √© cheio de terna miseric√≥rdia e compassivo” (v. 11, ARA; cf SI 103.8; tamb√©m Ex 34.6).
O JURAMENTO √Č PROIBIDO, 5.12
Superficialmente, a admoesta√ß√£o desse vers√≠culo n√£o parece estar relacionada com o contexto. H√°, no entanto, uma conex√£o com o pensamento do vers√≠culo 9. Debaixo da press√£o das circunst√Ęncias, h√° uma tend√™ncia de se falar explosivamente e se usar o nome de Deus em v√£o com juramentos precipitados e irreverentes. Talvez seja com rela√ß√£o ao vers√≠culo 9 que Tiago diz: Mas, sobretudo - i.e., acima todas as formas desprotegidas do falar emocional e queixoso - n√£o jureis. Nesse mandamento o autor est√° parafraseando as palavras de Jesus (Mt 5.34-37; veja CBB, vol VI).
Nem Tiago nem Jesus tinham a intenção de proibir o juramento sério ou oficial ordenado nas Escrituras (cf. Dt 6.13; 10.20; Is 65.16; Jr 4.2; 12.16). Ambos estavam preocupados com o uso irreverente do nome de Deus e advertiam contra o falar desonesto que requeria um juramento para apoiar cada afirmação. O caminho para evitar ofensa desse tipo é fazer uso de uma linguagem simples e sincera - que a vossa palavra seja sim, sim e não, não.

UNÇÃO DE ENFERMOS E COMO DEUS OUVIU A ELIAS
1. Chamar os presb√≠teros da igreja (v.14).¬†”Est√° algu√©m entre v√≥s doente? Chame os presb√≠teros da igreja…” Por que os presb√≠teros? Como os presb√≠teros ou bispos do tempo do ap√≥stolo, os pastores e obreiros de hoje, devem ser chamados a orar pelos enfermos e ungi-los com azeite, pois para fazer jus a esses nomes, s√£o crentes id√īneos e dedicados √† ora√ß√£o.
2. Receber a ora√ß√£o da f√©.¬†”E orem sobre ele…”(v.14). Os familiares ou irm√£os em Cristo, devem chamar os presb√≠teros e estes oram sobre o enfermo. Aqui, sem d√ļvida, cabe a pr√°tica da imposi√ß√£o das m√£os (Mc l6.18b), como gesto ou sinal de f√©, atrav√©s de m√£os aben√ßoadas por Deus, que transmitem virtude. N√£o √© errado recorrer aos m√©dicos (Mt 9.12). Contudo, √© fundamental buscar primeiro a ora√ß√£o da f√©, no nome do Senhor.
3. Receber a un√ß√£o em nome do Senhor. “Ungindo-o com azeite em nome do Senhor” (v.14c). A un√ß√£o √© pr√°tica adotada pelos seguidores de Jesus. Os disc√≠pulos a utilizavam (Mc 6.13). “O azeite, sem d√ļvida, simboliza o Esp√≠rito Santo e Seu poder sanador: a un√ß√£o com azeite estimula a f√©” (B√≠blia de Estudo Pentecostal).
Duas crianças, cuja mãe estava muito doente, foram a uma cruzada evangelística. Lá, viram o pregador ungir com azeite. De volta à sua casa, tomaram azeite de cozinha, ungiram a mãe e ela se levantou curada. Temos visto muitas pessoas curadas através desse ato de fé.
4. “A ora√ß√£o da f√© salvar√° o doente” (v.15a).¬†Tiago falava para pessoas crentes, salvas em Jesus. Salva√ß√£o, nesse vers√≠culo, refere- se √† cura propriamente dita. “. . . e o Senhor o levantar√°; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-√£o perdoados” (v.15b). A√≠, vemos a cura da enfermidade f√≠sica, e, no caso de ter havido pecados, o doente seria perdoado, sem d√ļvida ap√≥s sua confiss√£o. “Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros para que sareis” (v. 16). Fechando o texto sobre a ora√ß√£o da f√©, Tiago diz que “a ora√ß√£o feita por um justo pode muito em seus efeitos” (v.16b) e toma o exemplo de Elias, que, orando, mudou o clima, fazendo vir a seca e, depois, chuva (vv.17,18). Lembremo-nos de que o Deus de Elias √© o nosso Deus!
RECOMENDA√á√ēES QUANTO √Ä ORA√á√ÉO
Tiago começa e termina a sua epístola tratando sobre oração. Ele tinha consciência de que a oração exerce um papel de inestimável valor na vida individual do cristão, bem como na vida da Igreja como um todo. Quanto a isto, Tiago diz que:
1. Devemos orar quando aflitos (v.13).¬†Em afli√ß√£o, Davi orou ao Senhor muitas vezes. Ele orou dizendo: “Olha para a minha afli√ß√£o, e livra-me…” (Sl 119.153).
Pela √ļltima vez no Gets√™mani, em afli√ß√£o e em agonia profunda, Jesus orava intensamente, “e o seu suor tornou-se grandes gotas de sangue, que corriam at√© ao ch√£o” (Lc 22.44).¬†¬†Deus tem os seus ouvidos atentos √†s ora√ß√Ķes resultantes da f√© e afli√ß√£o dos Seus filhos queridos.
2. Devemos orar pelos enfermos (v.14). Tiago recomenda que os doentes da Igreja chamem os presbíteros para que orem sobre eles, ungindo-os com óleo em nome do Senhor para que sejam sarados. Aqui, nem de leve, sugere ungir com óleo a roupa do doente para que ele seja curado, a carteira profissional de um desempregado que busca emprego, e nem mesmo fotos de pessoas problemáticas, para que alcancem vitória. Também não é qualquer pessoa que pode ministrar a cura através do azeite.  A unção com óleo tem que ser sobre o doente, e só os ministros da Igreja deverão administrá-la.
3. Devemos confessar as nossas culpas uns aos outros (v.16).¬†N√£o apenas confessar as nossas culpas uns aos outros, devemos orar uns pelos outros tamb√©m, “para que sareis”, numa evidente alus√£o tanto √† cura f√≠sica quanto √† restaura√ß√£o espiritual decorrente da confiss√£o. Os membros das nossas igrejas no Brasil precisam aprender mais e melhor o ensino b√≠blico concernente √† confiss√£o. Eles t√™m que aprender que “o que encobre as suas transgress√Ķes, nunca prosperar√°; mas o que as confessa e deixa, alcan√ßar√° miseric√≥rdia” (Pv 28.13).¬†¬†O pecado na vida do crente tem sido uma constante causa de enfermidades, e a n√£o confiss√£o do pecado tem sido a causa de muitos crentes n√£o serem curados. Clique aqui para ler o texto completo »

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A Atualidade dos Últimos Conselhos de Tiago - Luciano de Paula Lourenço

Texto Base: Tiago 5:7-20
“Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sareis; a ora√ß√£o feita por um justo pode muito em seus efeitos” (Tg 5:16).

INTRODUÇÃO
Com esta Aula, conclu√≠mos os estudos da Ep√≠stola de Tiago. Estudamos treze temas que trouxeram subst√Ęncia √† nossa alma e combust√≠vel √† nossa f√©. Depois de trazer uma palavra de encorajamento aos irm√£os destinat√°rios de sua Ep√≠stola, haja vista que passavam por tribula√ß√Ķes ferrenhas, bem como duras exorta√ß√Ķes sobre o mundanismo que imperava dentro da Igreja, Tiago finda seus ensinos com uma consola√ß√£o. Ele fala a respeito da paci√™ncia em meio √†s afli√ß√Ķes e cita J√≥ como exemplo de vida e paci√™ncia (Tg 5:11). Segundo a vis√£o de Tiago, a paci√™ncia pode ser considerada sob dois aspectos: condi√ß√£o de resistir √†s afli√ß√Ķes com resigna√ß√£o e a capacidade de suportar as ofensas alheias. Tiago lembra aos irm√£os que Jesus em breve voltar√° (Tg 5:8) e que toda tribula√ß√£o ter√° o seu fim, pois desfrutaremos da miseric√≥rdia e bondade de Deus para todo o sempre.
I. O VALOR DA PACIÊNCIA E A PROIBIÇÃO DO JURAMENTO (Tg 5:7-12)
“A paci√™ncia √© a virtude de suportar a injusti√ßa, o sofrimento, as afli√ß√Ķes, confiando a nossa vida na m√£o de Deus para corrigir todas as coisas na sua vinda” (B√≠blia de Estudo Pentecostal).
1. O valor da paci√™ncia e da perseveran√ßa (Tg 5:7,8).¬†”Sede v√≥s tamb√©m pacientes, fortalecei o vosso cora√ß√£o, porque j√° a vinda do Senhor est√° pr√≥xima”¬†(5:8).
A falta de¬†paci√™ncia¬†√© um dos males que atormenta a humanidade, a causa de muitas doen√ßas ps√≠quicas, e at√© som√°ticas. Nos dias em que vivemos, em que a imediatidade e a pressa s√£o a regra, falar em paci√™ncia soa estranho e se apresenta como um desafio, mas os salvos em Cristo Jesus, devem ter esta caracter√≠stica, que √© mais uma das marcas do nosso Deus, que √© conhecido nas Escrituras como long√Ęnimo (Nm 14:18; Sl 103:8; Jn 4:2; 2Pe 3:9).
Ningu√©m quer esperar, mas em qualquer lugar aonde se v√°, imp√Ķe-se a necessidade de esperar. Para saber esperar √© preciso ter¬†paci√™ncia:¬†paci√™ncia para esperar o transporte coletivo; paci√™ncia para esperar nos congestionamentos do tr√Ęnsito; paci√™ncia nos bancos, nos supermercados; paci√™ncia para pagar e receber; paci√™ncia para ser atendido nos consult√≥rios e nos hospitais, at√© mesmo particulares; paci√™ncia para registrar uma queixa, ou elaborar um Boletim de Ocorr√™ncia;¬†paci√™ncia de J√≥, se precisar bater √†s portas do Poder Judici√°rio; paci√™ncia para com tudo e para com todos. Todos est√£o prestes a explodir, mas o crente fiel precisa fazer a diferen√ßa: mostrar amor, toler√Ęncia, dar provas de paci√™ncia, pois “… o fruto do Esp√≠rito √©:… paci√™ncia…”, ou longanimidade.
H√° uma certa¬†inquieta√ß√£o¬†nos meios evang√©licos. Falta paci√™ncia para buscar e pensar nas“…coisas que s√£o de cima…”(Cl 3:1). Falta a paci√™ncia e a perseveran√ßa da¬†vi√ļva¬†da par√°bola do Juiz In√≠quo (Lc 18:1-8);¬†ela permaneceu batendo e pedindo, com perseveran√ßa. Colossenses 1:9-11 ensina-nos a perseverar com paci√™ncia na f√© crist√£.
2. O valor da toler√Ęncia de uns para com os outros (Tg 5:9). “Irm√£os, n√£o vos queixeis uns contra os outros, para que n√£o sejais condenados. Eis que o juiz est√° √† porta“.
Este texto chama os servos do Senhor a trabalhar juntos em meio √†s tribula√ß√Ķes. Nos momentos de press√£o √© comum o ser humano se irar contra aqueles que mais ama. Da√≠ a advert√™ncia: “Irm√£os, n√£o vos queixeis uns contra os outros, para que n√£o sejais condenados”. √Ä √©poca de Tiago, como hoje, √© comum a exist√™ncia de queixas entre os irm√£os. Isso √© pr√≥prio da natureza carnal do homem. Contudo, se desejamos ter nosso “espirito, alma e corpo (…) plenamente conservados irrepreens√≠veis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Ts 5:23), precisamos demonstrar paci√™ncia no amor fraternal, pois o amor “√© benigno, √© sofredor (…), tudo espera, tudo suporta” (1Co 13:7).
3. Aflição, sofrimento e juramento (Tg 5:10-12).
Afli√ß√£o.¬†”Meus irm√£os, tomai por exemplo de afli√ß√£o e paci√™ncia os profetas que falaram em nome do Senhor¬†(Tg 5:10).
Os profetas foram homens que andaram com Deus, ouviram a voz de Deus, falaram em nome de Deus, mas passaram tamb√©m por grandes afli√ß√Ķes. Eles trilharam o caminho estreito das provas e foram pacientes. Privil√©gio e provas caminharam juntos na vida dos profetas. Sofrimento e minist√©rio caminharam lado a lado na vida dos profetas. Exemplos: Isa√≠as n√£o foi ouvido pelo seu povo. Ele foi serrado ao meio; Jeremias foi preso, jogado num po√ßo e maltratado por pregar a verdade. Ele viu o cerco de Jerusal√©m e chorou ao ver o seu povo sendo destru√≠do; Daniel foi banido da sua terra e sofreu press√Ķes quando jovem. Sofreu amea√ßa e persegui√ß√£o por causa da sua fidelidade a Deus, a ponto de ser jogado na cova dos le√Ķes.
O ap√≥stolo Paulo diz: “E na verdade todos os que querem viver piamente em Cristo Jesus padecer√£o persegui√ß√Ķes” (2Tm 3:12). Nem sempre a obedi√™ncia a Deus produz vida f√°cil! Se a igreja for mais perseguida, ser√° mais fiel? N√£o. Se ela for mais fiel ser√° mais perseguida. Isso significa que Deus n√£o nos poupa das afli√ß√Ķes, mas Ele nos assiste nas afli√ß√Ķes. Elias anunciou ao √≠mpio rei Acabe que a seca viria sobre Israel. Ele tamb√©m sofreu as consequ√™ncias da seca, mas Deus cuidou dele e lhe deu vit√≥ria sobre os √≠mpios.
Jesus disse: “Bem-aventurado sois v√≥s, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra v√≥s por minha causa. Alegrai-vos e exultai, porque √© grande o vosso galard√£o nos c√©us; porque assim perseguiram aos profetas que foram antes de v√≥s” (Mt 5:11,12).
Quando voc√™ estiver enfrentando sofrimento, n√£o coloque em d√ļvida o amor de Deus, pois pessoas que andaram com Deus como voc√™, tamb√©m passaram pelas afli√ß√Ķes. Seja paciente!
Sofrimento. “Eis que temos por bem-aventurados os que sofreram. Ouvistes qual foi a paci√™ncia de J√≥ e vistes o fim que o Senhor lhe deu; porque o Senhor √© muito misericordioso e piedoso” (Tg 5:11).
A “Teologia da Prosperidade” tem pregado que o bem-estar espiritual √© irreconcili√°vel com qualquer esp√©cie de sofrimento. Se o crente sofre √© porque n√£o √© pr√≥spero.¬†Todavia, a vida crist√£ n√£o uma sala VIP, nem uma col√īnia de f√©rias. O sofrimento √© o c√°lice que o povo de Deus precisa beber, enquanto caminha rumo √† gl√≥ria. A cruz vem antes da coroa, o sofrimento antes da recompensa final. N√≥s entramos no reino de Deus por meio de muitas tribula√ß√Ķes (At 14:22).¬†O ensino b√≠blico, por√©m, √© claro ao ensinar que “muitas s√£o as afli√ß√Ķes do justo,¬†mas o Senhor o livra de todas”(Sl 34:19).
N√£o h√° vit√≥ria sem luta. N√£o h√° picos sem vales. Se voc√™ deseja a b√™n√ß√£o, voc√™ tem que estar preparado para carregar o fardo e entrar nessa guerra. J√≥ era um homem piedoso, justo, pr√≥spero, bom pai, sacerdote da fam√≠lia, preocupado com a gl√≥ria de Deus. O pr√≥prio Deus d√° testemunho a seu respeito. Deus o constitui Seu advogado na terra. Todavia, Satan√°s faz J√≥ sofrer com a permiss√£o de Deus. J√≥ perdeu todos os seus bens, perdeu todos os seus filhos e perdeu tamb√©m a sua sa√ļde (J√≥ 1:22; 2:10). J√≥ perdeu o apoio da sua mulher. J√≥ perdeu o apoio dos seus amigos. J√≥ faz 16 vezes a pergunta:¬†por qu√™?¬†J√≥ expressa sua queixa 34 vezes. Mas no auge da sua dor, ele disse para Deus: “Ainda que Deus me mate, ainda assim, esperarei nele…”¬†(J√≥ 13:15).
J√≥ esperou pacientemente no Senhor e Deus o honrou. Ele n√£o explicou nada para J√≥, mas apesar de J√≥ n√£o conhecer os porqu√™s de Deus, ele p√īde conhecer o car√°ter de Deus (J√≥ 42:5). A maior b√™n√ß√£o que J√≥ recebeu n√£o foi sa√ļde e riqueza, mas um conhecimento mais profundo de Deus. Isso √© a pr√≥pria ess√™ncia da vida eterna (Jo√£o 17:3).
Jó passou a conhecer o Senhor de uma forma nova e mais profunda. O propósito de Satanás era fazer de Jó um homem impaciente com Deus. Isto porque um homem impaciente com Deus é uma arma nas mãos do maligno. Mas o propósito de Deus em permitir Jó sofrer foi fortalecê-lo e fazer dele uma bênção maior para o mundo inteiro.
Como os profetas, devemos procurar oportunidades para testemunhar, mesmo no meio do sofrimento. Como Jó, devemos esperar para que o Senhor complete Seu amoroso propósito em nós, mesmo em meio ao sofrimento.
Juramento.¬†”Mas, sobretudo, meus irm√£os, n√£o jureis nem pelo c√©u nem pela terra, nem fa√ßais qualquer outro juramento; mas que a vossa palavra seja sim, sim e n√£o, n√£o, para que n√£o caiais em condena√ß√£o” (Tg 5:12).
Jurar era um costume comum, e Tiago queria que essa prática fosse suspendida entre os crentes. As pessoas ofereciam garantias verbais desrespeitosas ou arrogantes que elas mesmas podiam reverter através de alguns detalhes legais. Os cristãos não deviam fazer nenhum juramento para garantir a veracidade daquilo que diziam. A nossa honestidade deve ser inquestionável. Os crentes não precisam fazer juramentos, pois as suas palavras devem ser sempre verdadeiras. Não deve haver motivo para que eles precisem reforçar as suas palavras com um juramento. Deus irá julgar as suas palavras.
Uma pessoa que tenha a reputa√ß√£o de exagerar ou de mentir n√£o pode conseguir que algu√©m creia nela somente atrav√©s de sua palavra. Por exemplo, esta pessoa poderia dizer: “Eu prometo!”, ou: “Eu juro!”. Os crist√£os n√£o devem nunca ser assim. Seja sempre honesto, para que os outros creiam nos seus simples “sim” e “n√£o“. Evitando as mentiras, as meias-verdades, e as omiss√Ķes da verdade, voc√™ ficar√° conhecido como uma pessoa digna de confian√ßa. Clique aqui para ler o texto completo »

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