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2014

Os Pecados de Omissão e de Opressão - Ev. José Costa Júnior

CONSIDERAÇÕES INICIAIS
O assunto desta lição diz respeito aos pecados de omissão e opressão. Esta lição apresenta uma severa denúncia contra os ricos que têm granjeado prosperidade mediante opressão. Os tais são condenados, não por serem ricos, mas porque suas riquezas foram mal adquiridas, permanecendo sobre elas as marcas da corrupção. Tiago concita-os a chorar e a lamentar por causa das desventuras que lhes sobrevirão. Os orientais são muito efusivos na expressão de suas mágoas. Ouro, prata e vestuários (Mt 6.19; At 20.33) eram os principais artigos de que se compunha a riqueza no Oriente.
Quando Tiago fala sobre as riquezas “comidas de traça” e “enferrujadas”, ele está empregando o perfeito profético, em que se fala do futuro como se já tivesse ocorrido. “O destino inevitável da riqueza deles é referido como se já se tivesse realizado”. Apesar de todas as evidências externas de prosperidade e de brilhante sucesso, as vestes deles, aos olhos divinos, estavam comidas de traça; sua prata e seu ouro, em que confiavam, estavam corroídos; o seu deslustre testemunhava contra eles. Se estas palavras tiveram ou não seu cumprimento imediato nas desgraças que precederam a destruição de Jerusalém, permanece o princípio geral de que enfrentarão, um dia, inevitável retribuição os que parecem viver confiados em riquezas apodrecidas.
A principal oposição aos cristãos, naquela época, partia dos ricos. Aqui o apóstolo passa a especificar outras razões de queixa e mostra como as riquezas deles se têm corrompido. Não somente cerravam suas entranhas de compaixão pelos pobres, mas os salários justos e legais, devidos aos trabalhadores que ceifavam seus campos, esses eram retidos por eles (Lv 19.13; Dt 24.15; Jr 22.13; Ml 3.5). Pintando assim o quadro da luta entre o capital e o trabalho, Tiago não hesita em acusar de fraude os opressores. E embora os gritos e apelos dos oprimidos encontrassem ouvidos moucos da parte dos opressores, “penetravam nos ouvidos do Senhor dos exércitos”. “Jeová Sabaote”, Senhor das hostes, ou dos Exércitos é um frequente designativo de Deus no Velho Testamento, e significa Sua onipotência pela qual governa o mundo, defende o Seu povo e castiga os ímpios.
Ele não é um espectador indiferente (Êx 3.7-10). Procedendo daquele modo, os ricos só faziam “acumular tesouros para os últimos dias”. Tiago sente em sua alma o iminente juízo a desabar sobre a Santa Cidade, quando os judeus mais ricos foram despojados de tudo, seguindo-se um reinado de terror, que prevaleceu onde quer que se achassem judeus. Todavia o caso sugere também que tais condições, aí descritas, prevalecerão grandemente ao chegar ao fim a presente dispensação.
O objetivo deste estudo é trazer algumas informações, colhidas dentro da literatura evangélica, com a finalidade de ampliar a visão do sobre os pecados de omissão e opressão. Não há nenhuma pretensão de esgotar o assunto ou de dogmatizá-lo, mas apenas trazer ao professor da EBD alguns elementos e ferramentas que poderão enriquecer sua aula.
I. O PECADO DE OMISSÃO
Antes de abordar o tema específico, vale lembrar alguns conceitos importantes sobre o pecado. Segundo Vincent Cheung, o pecado produziu efeitos devastadores na humanidade. A “representatividade federal” de Adão refere-se ao seu papel como o representante de toda a humanidade no Éden. A Escritura ensina que, quando ele pecou, agiu no lugar de todos os seus descendentes na mente divina. Portanto, quando Adão caiu em pecado, toda a humanidade caiu com ele: “… o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens… uma só transgressão resultou na condenação de todos os homens…” (Rm 5.12,18). Adão representou a raça humana no Éden como um “cabeça federal” e não como um “cabeça orgânico”. Toda a humanidade está condenada por seu pecado, não por causa de relação física com ele, mas porque ele a representava na mente divina; isto é, Deus soberanamente determinou que Adão representasse toda a humanidade no Éden. Clique aqui para ler o texto completo »

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Os Pecados de Omissão e de Opressão - Sulamita Macêdo

Professoras e professores, observem estas orientações:

1 - Antes de abordar o tema da aula, é interessante que vocês mantenham uma conversa informal e rápida com os alunos:

- Cumprimentem os alunos.

- Dirijam-se aos alunos, chamando-os pelo nome, para tanto é importante uma lista nominal para que vocês possam memorizar.

- Perguntem como passaram a semana.

- Escutem atentamente o que eles falam.

- Observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração.

- Verifiquem se há alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.

2 - Este momento não é uma mera formalidade, mas uma necessidade. Ao escutá-los, vocês estão criando vínculo com os alunos, eles entendem que vocês também se importam com eles.Outro fator importante para estabelecer vínculos com os alunos é através das redes sociais, adicionem os alunos e mantenham comunicação com eles.

3 - Após a chamada, solicitem ao secretário da classe a relação dos alunos ausentes e procurem manter contato com eles durante a semana, através de telefone ou email ou pelas redes sociais, deixando uma mensagem “in box” dizendo que sentiu falta dele(a) na EBD).Os alunos se sentirão queridos, cuidados, perceberão que vocês sentem falta deles. Dessa forma, vocês estarão estabelecendo vínculos afetivos com seus alunos.

4 - Escolham um momento da aula, para mencionar os nomes dos alunos aniversariantes, parabenizando-os, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo.

5 - Fazendo o que foi exposto acima, somando-se a um professor motivado, associando a uma boa preparação de aula, com participação dos alunos, vocês terão bons resultados! Experimentem!

6 - Agora, iniciem o estudo da lição. Observem as seguintes sugestões:- Para iniciar o estudo da lição, apliquem a dinâmica ”Injustiça Social - Igual em todo tempo?”

- Depois, escolham 03 alunos e peçam para que um deles leiam:

Amós 5:12:  “Porque sei que são muitas as vossas transgressões e graves os vossos pecados; afligis o justo, tomais resgate, e rejeitais os necessitados na porta”.

Amós 8:4-6 ”Ouvi isto, vós que anelais o abatimento do necessitado; e destruís os miseráveis da terra, dizendo: Quando passará a lua nova, para vendermos o grão, e o sábado, para abrirmos os celeiros de trigo, diminuindo o efa, e aumentando o siclo, e procedendo dolosamente com balanças enganosas, para comprarmos os pobres por dinheiro, e os necessitados por um par de sapatos, e para vendermos o refugo do trigo?”

Tiago 5. 1 ao 6: ”Eia, pois, agora vós, ricos, chorai e pranteai, por vossas misérias, que sobre vós hão de vir. As vossas riquezas estão apodrecidas, e as vossas vestes estão comidas de traça. O vosso ouro e a vossa prata se enferrujaram; e a sua ferrugem dará testemunho contra vós, e comerá como fogo a vossa carne. Entesourastes para os últimos dias. Eis que o jornal dos trabalhadores que ceifaram as vossas terras, e que por vós foi diminuído, clama; e os clamores dos que ceifaram entraram nos ouvidos do Senhor dos exércitos. Deliciosamente vivestes sobre a terra, e vos deleitastes; cevastes os vossos corações, como num dia de matança. Condenastes e matastes o justo; ele não vos resistiu”.- Depois, perguntem: Que tipo de denúncia há nestes textos bíblicos?Aguardem as respostas.Espera-se que os alunos falem que nos versículos lidos em Amós e Tiago há uma séria advertência contra a exploração dos ricos contra os pobres.

- Falem: É sobre este assunto, o tema na lição de hoje.

- Em seguida, falem sobre o pecado de comissão e omissão.- Depois, falem sobre a exploração dos pobres e trabalhadores pelos ricos gananciosos e opressores.

- Utilizem a dinâmica “Sociedade de Contrastes”- Para concluir, leiam o texto “O Bicho”.Neste texto, desde o título até o penúltimo verso, o autor nos leva a pensar que o bicho é um animal, que está comendo entre os detritos, porém há um elemento surpresa no último verso ao ser revelado que é o bicho é um homem.  É uma poesia de denúncia social, pois descreve as condições desumanas que passa o homem marginalizado devido a injustiça e desigualdade social.Depois, analisem a situação retratada neste poema, falando sobre miséria, pobreza, dignidade humana, fome, desemprego, moradia etc que muitas pessoas vivenciam.Tenham uma excelente e produtiva aula!

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TV EBD - Os Pecados de Omissão e de Opressão - Ev. Luiz Henrique

Assista os vídeos da TV EBD com a aula da Lição 12 - Os Pecados de Omissão e de Opressão. Para facilitar o download, o vídeo é dividido em 5 partes. Você pode assistir aqui mesmo, clicando nos vídeos, ou clicar nos links, acima dos vídeos para salvar; ao abrir a nova página, clique no botão Download. Os vídeos são produzidos pelo Ev. Luiz Henrique e também publicados no site Estudos Bíblicos EBD, ou no blog EBDnaTV.

1ª Parte - Lição 12 - 3T/2014

2ª Parte - Lição 12 - 3T/2014

3ª Parte - Lição 12 - 3T/2014

4ª Parte - Lição 12 - 3T/2014

5ª Parte - Lição 12 - 3T/2014

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Questionário - Os Pecados de Omissão e de Opressão - Ev. Luiz Henrique

Questionário da Lição 12 - Os Pecados de Omissão e de Opressão

Responda conforme a revista da CPAD do 3º Trimestre de 2014 - Para jovens e adultos

Tema: FÉ E OBRAS - Ensinos de Tiago para uma Vida Cristã Autêntica

Complete os espaços vazios e marque com “V” as respostas verdadeiras e com “F” as falsas.

 

TEXTO ÁUREO

1- Complete:

“Aquele, pois, que sabe fazer o ______________________ e o _______________________ faz comete _______________________” (Tg 4.17).

 

VERDADE PRÁTICA

2- Complete:

Os pecados de ________________________ e _______________________ são tão ______________________ diante de DEUS quanto às demais transgressões.

 

I. O PECADO DE OMISSÃO (Tg 4.17)

3- como é a realidade do pecado?

(    ) Um dia o homem resolveu involuntariamente desobedecer a DEUS.

(    ) Um dia o homem resolveu voluntariamente desobedecer a DEUS.

(    ) O pecado, então, tornou-se uma realidade fatal.

(    ) A partir dessa atitude rebelde, todas as relações dos seres humanos entre si, com o Criador e com a criação, foram distorcidas.

(    ) A humanidade e a criação sofrem e gemem como vítimas da vaidade humana.

(    ) Não somos capazes de, por nós mesmos, vencermos o pecado!

(    ) Em JESUS toda essa grave realidade pode ser superada, pois o Pai enviou o seu Filho para que morresse por nós e, assim, resgatasse-nos da miséria do pecado.

 

4- Como acontece o pecado de comissão (Gn 3.17-19)?

(    ) A partir da realidade do pecado algumas formas de pecados podem ser verificadas nas Escrituras.

(    ) Uma delas é o pecado de omissão, ou seja, realizar aquilo que é expressamente condenado por DEUS.

(    ) Uma delas é o pecado de comissão, ou seja, realizar aquilo que é expressamente condenado por DEUS.

(    ) Os nossos pais, Adão e Eva, foram proibidos de comer do fruto da árvore do bem e do mal.

(    ) Ainda assim dela comeram.

(    ) Realizar conscientemente o que DEUS de antemão condenou é um atentado à sua santidade e justiça.

 

5- Como acontece o pecado de omissão (Tg 4.17)?

(    ) Essa forma de transgredir as leis divinas, muitas vezes, é ignorada entre o povo de DEUS.

(    ) As consequências do seu julgamento não serão menores diante do Altíssimo.

(    ) Não é apenas deixando de obedecer a lei expressa de DEUS que incorremos em pecado, mas de igual modo, quando omitimo-nos de fazer o bem pecamos contra DEUS e a sua justiça.

(    ) Não é apenas deixando de obedecer a lei expressa de DEUS que incorremos em pecado, mas de igual modo, quando omitimo-nos de fazer o bem entristecemos DEUS e sua alegria.

 

II. - O PECADO DE ADQUIRIR BENS À CUSTA DA EXPLORAÇÃO ALHEIA (Tg 5.1-3)

6- Qual o julgamento divino sobre os comerciantes ricos (v.1)?

(    ) Não é a primeira vez que Tiago menciona os ricos em sua epístola.

(    ) Aqui há uma particularidade, enquanto nos outros textos o meio-irmão do Senhor faz advertências ou denúncias contra os ricos, o quinto capítulo apresenta o juízo divino contra eles.

(    ) Da forma em que o texto da epístola está construído, percebemos que não há indício algum de que a sentença divina é exclusiva para os que conhecem a DEUS, deixando “os ricos ignorantes” de fora do juízo divino.

(    ) O alvo aqui são todos os ricos crentes que conduzem os seus negócios de maneira desonesta e opressora contra os menos favorecidos.

(    ) O alvo aqui são todos os ricos, crentes ou descrentes, que conduzem os seus negócios de maneira desonesta e opressora contra os menos favorecidos.

 

7- De que modo o mal virá (v.2)?

(    ) A Bíblia afirma que a confiança dos ricos embora não esteja amparada nos bens que possuem, elas contaminam o ser humano.

(    ) A Bíblia afirma que a confiança dos ricos está amparada nos bens que possuem.

(    ) Não atentando para a brevidade da vida e a transitoriedade dos bens materiais, eles orgulham-se e confiam na quantidade de bens que possuem.

(    ) Tiago diz que as riquezas dos ricos desonestos e arrogantes estão apodrecidas e as suas roupas comidas pela traça, isto é, brevemente elas se mostrarão ineficazes para garantir-lhes o futuro.

(    ) Os ricos opressores terão uma triste surpresa em suas vidas!

 

8- Como é a corrosão das riquezas e o juízo divino (v.3)? Complete:

JESUS de Nazaré falou do mesmo assunto no Sermão da ______________________, ao advertir que “não [devemos ajuntar] ______________________ na terra, onde a traça e a ferrugem tudo v, e onde os ladrões minam e roubam” (Mt 6.19). Sabemos que nos dias atuais, muitos ignoram esta admoestação do Senhor, dizendo que não é bem isso que Ele quis dizer. Ora, então do que se tratava o assunto do nosso Senhor, senão do perigo de se ______________________ bens neste mundo? A arrogância demonstrada pelo ______________________ insensato revela esse desvario do nosso tempo (Lc 12.15-21). Olhando para os dois textos citados, tanto o de Mateus quanto o de Lucas, é impossível não atentarmos para essas duas perspectivas: a denúncia para o ______________________ da riqueza e a revelação profética do ______________________ divino contra a confiança nela (Ap 3.17; 6.15; 13.16).

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Os Pecados de Omissão e de Opressão - Ev. Luiz Henrique

Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva

Questionário

NÃO DEIXE DE ASSISTIR AOS VÍDEOS DA LIÇÃO ONDE TEMOS MAPAS, FIGURAS, IMAGENS E EXPLICAÇÕES DETALHADAS DA LIÇÃO

http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm

 

TEXTO ÁUREO

“Aquele, pois, que sabe fazer o bem e o não faz comete pecado” (Tg 4.17).

 

VERDADE PRÁTICA

Os pecados de omissão e opressão são tão repulsivos diante de DEUS quanto às demais transgressões.

 

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Gn 3.1-24 A queda do ser humano

Terça - Is 59.2 O pecado nos separa de DEUS

Quarta - Jo 1.29 O Cordeiro de DEUS que tira o pecado

Quinta - Hb 9.22 Remissão pelo sangue de JESUS

Sexta - 1 Jo 1.7 O sangue de JESUS purifica de todo pecado

Sábado - 1 Rs 8.46 Não há quem não peque

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Tiago 4.17; 5.1-6

17 Aquele, pois, que sabe fazer o bem e o não faz comete pecado

1 Eia, pois, agora vós, ricos, chorai e pranteai por vossas misérias, que sobre vós hão de vir. 2 As vossas riquezas estão apodrecidas, e as vossas vestes estão comidas da traça. 3 O vosso ouro e a vossa prata se enferrujaram; e a sua ferrugem dará testemunho contra vós e comerá como fogo a vossa carne. Entesourastes para os últimos dias. 4

Eis que o salário dos trabalhadores que ceifaram as vossas terras e que por vós foi diminuído clama; e os clamores dos que ceifaram entraram nos ouvidos do Senhor dos Exércitos. 5 Deliciosamente, vivestes sobre a terra, e vos deleitastes, e cevastes o vosso coração, como num dia de matança. 6 Condenastes e matastes o justo; ele não vos resistiu.

INTERAÇÃO

Professor, na lição de hoje estudaremos a respeito dos pecados de omissão e opressão. Também veremos a exortação de Tiago em relação ao julgamento dos ricos impiedosos. O meio-irmão do Senhor adverte os ricos, não pela posse de bens materiais, mais porque estes não eram bons mordomos dos seus bens. Segundo Tiago, estes ricos exploravam os pobres (Tg 2.5,6). Atitude esta que DEUS abomina.

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Os Pecados de Omissão e de Opressão - Ev. José Roberto A. Barbosa

OS PECADOS DE OMISSÃO E DE OPRESSÃO

Texto Áureo Tg. 4.17 - Leitura Bíblica Tg. Tg. 5.1-6
Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa

www.subsidioebd.blogspot.com

Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO

Vivemos em mundo dominado por Mamom, o deus das riquezas, a adoração a essa divindade tem ceifado muitas vidas. Na aula de hoje estudaremos a respeito desse assunto, ressaltando os perigos de se dobrar diante do dinheiro (Mt. 6.24). Quando se trata de dinheiro, nem sempre os cristãos estão conscientes que podem pecar tanto por omissão quanto por opressão. Por isso, destacaremos nesta aula que há um processo de naturalização desse tipo de pecado, de forma que as pessoas julgam normal a opressão, principalmente dos mais pobres.

1. O PECADO E O PERIGO DAS RIQUEZAS

O mundo jaz no maligno, e o dinheiro pauta as decisões, regidas por Mamom, o deus das riquezas (Mt. 6.24). Há aqueles que querem atenuar o papel do dinheiro nesta sociedade, admitindo que esse é bom. No entanto, a visão de Jesus, em relação às riquezas, é negativa (Mt. 6.19-21), bem como a de Paulo (I Tm. 6.10). Qualquer pessoa sóbria reconhecerá que o dinheiro tem trazido mais mal do que bem à humanidade. Diariamente vidas são ceifadas por causa da busca desenfreada pelas riquezas (Pv. 11.28). Os ricos estão ficando cada vez mais ricos, e os pobres cada vez mais pobres. Entre os cristãos há aqueles que admitem essa realidade como se isso fosse normal. Existem até aqueles que se envolvem em negócios escusos, e querem justificar tais procedimentos como se fosse benção do Senhor. Os recursos que deveriam ser investidos nas necessidades básicas da população, tais como saúde e educação, são desviados para benefício de poucos, resultando em enriquecimento ilícito. A igreja tem sido cúmplice dessa realidade, considerando seu pecado de omissão. Existem até pastores que se beneficiam economicamente das alianças políticas. Na medida em que esses auferem lucros por meio da política corrupta, estão contribuindo para a manutenção de  um sistema opressor, que desfavorece os mais pobres. É uma tristeza chegar aos hospitais públicos, e também atestar as dificuldades pelas quais passa a educação do nosso país. Os filhos dos mais abastados frequentam escolas particulares, nem sempre de boa qualidade, enquanto que as escolas públicas se encontram em condição precária. Se refletirmos a respeito dessa condição, chegaremos à conclusão de que somos todos culpados. Nesses dias que antecedem as eleições, precisamos avaliar bem nossos candidatos. Não adianta votar em um candidato apenas porque é evangélico, é preciso ponderar sobre seu compromisso social. A agenda moralmente evangélica também não é critério suficiente, devemos também averiguar seu preparo para lidar com as demandas dos mais necessitados.

2. PARA OS PECADOS DE OMISSÃO

Tiago destaca o pecado da ilicitude no trato do dinheiro, especialmente quando pessoas são oprimidas (Tg. 5.1). No meio evangélico a famigerada teologia da ganância, geralmente denominada de prosperidade, serve de fomento para propagar a desigualdade social. Existem evangélicos que acham normal ver os pobres passar por carências. Os fundamentalistas tentam até encontra justificativas morais, argumentando que as pessoas são pobres porque se distanciam de Deus. Antigamente se explicava a imponência americana com base em sua formação evangélica. Mas o que dizer da China, que nunca teve um compromisso com a fé cristã, por também desfruta de prosperidade? A relação entre prosperidade e riqueza é falaciosa, não tem qualquer fundamentação bíblica. Existem pessoas simples nas igrejas, que não dispõem de condição financeira favorável, mas que são verdadeiros servos e servas de Deus. Por outro lado, há alguns que têm contas bancárias vultosas, mas que vivem de maneira descompromissada com a palavra de Deus. Os ricos, tanto aqueles que estão dentro das igrejas, quanto os que estão do lado de fora, irão prestar contas diante de Deus (Tg. 5.4). Ter recursos financeiros é mais do que um privilégio, é também uma responsabilidade. Ecoando as palavras de provérbios, Tiago lembra que existem aqueles que se enriquecem usufruindo das carência dos pobres (Pv. 22.16,22). Desde a Antiga Aliança Deus já havia advertido ao povo de Israel para que esse não se aproveitasse dos mais pobres (Dt. 24.14,15; Lv. 19.13). Tiago denuncia o pecado da ostentação, os ricos pecam quando vivem regaladamente, gastam seu dinheiro em coisas supérfluas, apenas para mostrar seu poder de compra (Tg. 5.4). Até mesmo o tráfico de influência é condenado por Tiago, os juízes serão penalizados pelo Senhor, aqueles que se vendem na coorte, para retirar o direito do mais necessitado (Tg. 5.6). Através do profeta Isaias o Senhor chama a atenção dos juristas que criam leis injustas, tão somente visando o desfavorecimento dos pobres (Is. 10.1). Deus já havia orientado os juízes para que não fossem gananciosos (Ex. 18.21), muito menos parciais (Lv. 19.15), e que não aceitassem suborno (Dt. 19.16-19).

3. PARA OS PECADOS DE OPRESSÃO

Amós é um exemplo de profeta que não pactua com os pecados de omissão, e denuncia os pecados de opressão (Am. 5.12,13). De igual modo, Tiago chama a atenção daqueles que acumulam riquezas como um fim em si mesmo. Evidentemente isso nada tem a ver com o cuidado previdente, associado à manutenção da família (II Co. 12.14; I Tm. 5.8; Mt. 25.27). Mas devemos ser cautelosos para não confiarmos nas riquezas, o cristão não pode colocar seu coração no dinheiro. Jesus censurou o rico insensato que pensou ser o dono da própria vida (Lc. 12.15-21). A vida é passageira, e as riquezas não podem garantir vida eterna (I Tm. 6.17). Tiago lembra que as riquezas são passageiras (Tg. 5.2,3), com Paulo assume que nada trouxemos para esse mundo, e que dele nada levaremos (I Tm. 6.7). Portanto, devemos investir na piedade com contentamento (I Tm. 6.6). Há pessoas que estão sendo devoradas pelas próprias riquezas, a paixão pelos bens do presente século está correndo as suas almas (Tg. 5.3). Patrões, sejam eles evangélicos ou não, prestarão contas a Deus quanto à maneira que trataram seus empregados. Os empregadores cristãos têm a responsabilidade de tratar com justiça seus empregados. Eles não podem abusar financeiramente dos seus trabalhadores, atentando para as normas trabalhistas do nosso país. Ao invés de exercitar a ganância, somos orientados pela Palavra a viver com generosidade (II Co. 6.10). E mais que isso, devemos também trabalhar para modificar as estruturas sociais arraigadas neste país. Não podemos acatar com naturalidade práticas que são consideradas normais. Existem pessoas que não fizeram opção pela pobreza, elas se encontram em tal condição por causa da injustiça social. Os cristãos devem dar o exemplo, não apenas “dando o peixe”, mas também “ensinando a pescar”. E quando necessário, denunciar atitudes que cerceie o direito dos pobres e necessitados.

CONCLUSÃO

O pecado é uma realidade, em sua etimologia grega, a palavra significa “errar o alvo”. Fato é que todos pecaram, e por isso foram destituídos de Deus (Rm. 3.23). Mas a graça de Deus, em Jesus Cristo, nos dá gratuitamente a vida eterna (Rm. 6.23). A salvação em Cristo nos impele à responsabilidade social, não podemos nos furtar da defesa pelos mais pobres.  A naturalização da injustiça pode nos conduzir à omissão, e se não estivermos atentos, à opressão. Como crentes em Cristo, devemos fazer a diferença na sociedade, auxiliando aos mais necessitados, e contribuindo para a melhoria e funcionamentos das estruturas sociais, para o bem da coletividade.

BIBLIOGRAFIA

LOPES, H. D. Tiago. São Paulo: Hagnos, 2006.

WEIRSBE, W. W. Exodus: be delivered. Colorado Springs: David Cook, 2010.

Publicado no Blog Subsídio EBD 

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Os Pecados de Omissão e de Opressão - Luciano de Paula Lourenço

Texto Base: Tiago 4:17; 5:1-6
“Aquele, pois, que sabe fazer o bem e o não faz comete pecado” (Tg 4:17)

INTRODUÇÃO
Nesta Aula, trataremos a respeito dos pecados de omissão e de opressão. Veremos a contundente reprimenda de Tiago à opressão dos ricos contra os pobres. Segundo Tiago, os ricos exploravam os pobres (Tg 2:5,6). No ambiente de Tiago, podemos pensar particularmente em senhores de terras judeus da região palestina, que possuíam grandes áreas e estavam preocupados somente com o lucro que poderiam obter de suas terras. Tiago ousa anunciar a condenação desses ricos proprietários de terras (Tg 5:1) e justifica tal condenação com base no acúmulo egoísta de riquezas (Tg 5:2,3), na fraude contra os que trabalhavam para eles (Tg 5:4), na vida autoindulgente que levavam (Tg 5:5) e na opressão que mantinham contra “o justo” (Tg 5:6).
Qual o propósito de Tiago pregar esta mensagem de denúncia contra não-cristãos, numa Epístola endereçada à Igreja? Por dois propósitos principais: Primeiro, para que os fiéis, ouvindo sobre o miserável fim dos ricos, não invejem sua fortuna; Segundo, para que os fiéis, sabendo que Deus será o vingador dos males que sofreram, possam com calma e resignação suportá-los. Seguramente, esta mensagem de Tiago é, também, para os dias de hoje.
I. O PECADO DE OMISSÃO (Tg 4:17).
“Aquele, pois, que sabe fazer o bem e o não faz comete pecado”.
1. A realidade do pecado. Um Dia o ser humano resolveu voluntariamente desobedecer a Deus (Gn 3:1-24). Então, o pecado tornou-se uma realidade fatal. Ao pecar, o homem tornou-se servo do pecado (João 8:34), dominado totalmente por ele (Gn 4:7), sem condição alguma de modificar esta situação. Entretanto, a história não terminou com esta tragédia. Bem ao contrário, a Bíblia Sagrada nos ensina que, mesmo antes da fundação do mundo, dentro de sua presciência, Deus já havia elaborado um plano para retirar o homem desta situação tão delicada (Ef 1:4; Ap 13:8). Este plano, já existente mesmo antes da criação do mundo, foi revelado ao homem no dia mesmo de sua queda, quando o Senhor anunciou que haveria de surgir alguém da semente da mulher que esmagaria a cabeça da serpente e tornaria a criar inimizade entre o homem e o mal e, consequentemente, amizade, comunhão entre Deus e o homem (Gn 3:15). O Plano divino para a salvação da humanidade foi plenamente cumprido no sacrifício inocente, amoroso e vicário de nosso Senhor Jesus Cristo (João 1:29;Gl 4:4,5).
O pecado foi uma atitude do homem contra o propósito para ele estabelecido por Deus. Deus havia determinado a obediência à Sua Palavra, às Suas ordens, mas o homem, dotado que era de liberdade, não observou a ordem dada por Deus e, por conseguinte, o homem desviou-se do critério estabelecido pelo Senhor e o resultado disto foi o fracasso espiritual, a separação entre Deus e o homem, pois o que faz divisão entre Deus e o homem é, precisamente, o pecado (Is.59:2).
Este sentido do pecado, aliás, fica realçado pela terminologia que as Escrituras utilizam para se referir ao pecado, a saber:
a) transgressão (Hb 2:2) - o pecado é uma transgressão, ou seja, é um desvio de uma norma estabelecida por Deus ao homem.
b) impiedade (Rm 1:18) - o pecado é impiedade, ou seja, uma demonstração de falta de amor e de piedade para com Deus. Jesus mesmo disse que amar a Deus é, sobretudo, obedecer a Deus (Jo.15:14).
c) injustiça (Rm 1:18) - o pecado é injustiça, ou seja, um procedimento contrário à justiça. Ora, a Bíblia diz que Deus é nossa justiça (Jr.33:16), de modo que o pecado é uma ofensa contra o Senhor.
d) desobediência (Hb 2:2) - o pecado é desobediência, insubmissão, rebelião contra o Senhor. É o contrário à obediência.
e) iniquidade (1João 5:17) - o pecado é o contrário à equidade, à justiça distributiva. O pecado é uma atitude que contraria a ordem estabelecida por Deus, que foge aos parâmetros estatuídos pelo Senhor.
Percebemos, portanto, que o pecado não é uma ilusão, como se tem dito ultimamente, nem tampouco uma invenção proveniente de uma tradição religiosa, mas uma pura realidade. O pecado é um gesto de rebelião contra Deus, o mau exercício da liberdade de que o homem foi dotado quando de sua criação.
2. O pecado de comissão (Gn 3:17-19). A partir da realidade do pecado, algumas formas de pecados podem ser verificadas nas Escrituras. Uma delas é o pecado da comissão, ou seja, realizar aquilo que é expressamente condenado por Deus. A pessoa sabe que é proibido, mesmo assim comete o pecado.
Conhecimento implica em responsabilidade. As pessoas conhecem a vontade de Deus, mas deliberadamente a desobedecem. Nosso pecado torna-se mais grave, mais hipócrita e mais danoso do que o pecado de um incrédulo ou ateu. Mais grave porque pecamos contra um maior conhecimento. Mais hipócrita porque declaramos que cremos, mas desobedecemos. O apóstolo Pedro diz: “Porque melhor lhes fora não terem conhecido o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado” (2Pe 2:21).
Por que as pessoas que conhecem a vontade de Deus, deliberadamente a desobedecem?
Em primeiro lugar, por orgulho. O homem gosta de considerar-se o dono do seu próprio destino, o capitão da sua própria alma. Os gentios, como todos sabemos, são o resultado da comunidade pós-diluviana que se instalou em Babel e que, ali, se rebelou contra Deus. Ora, todos eles tinham, naquela comunidade, pleno conhecimento de Deus, tanto que resolveram construir “…uma torre cujo cume toque nos céus, e nos façamos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra” (Gn 11:4b). Isto é uma clara demonstração de que tinham conhecimento de que havia um Deus no céu e que pretendiam construir uma vida independente de Deus.
Em segundo lugar, pela ignorância da natureza da vontade de Deus. Muitas pessoas têm medo da vontade de Deus. Pensam que Deus vai fazê-las miseráveis e infelizes. Mas a infelicidade reina onde o homem está fora da vontade de Deus. O lugar mais seguro para uma pessoa estar é no centro da vontade de Deus.
O que acontece àqueles que deliberadamente desobedecem a vontade de Deus? Eles são disciplinados por Deus até se submeterem (Hb 12:5-11). Eles perdem recompensas espirituais (1Co 9:24-27). Enfim, eles sofrerão consequências sérias na vinda do Senhor (Cl 3:22-25).
3. O pecado de omissão (Tg 4:17). ”Aquele, pois, que sabe fazer o bem e o não faz comete pecado”.
Tiago diz que quem sabe fazer o bem e o não faz comete pecado. O que seria o “bem” aqui? Que pecado de omissão é este? É não levarmos Deus em consideração. “Fazer o bem” significa levar Deus em consideração em todos os aspectos da vida e viver na dependência dEle a cada momento. Se sabemos que devemos agir desse modo, mas não o fazemos, pecamos claramente. É evidente que o princípio tem uma aplicação mais ampla. Em todas as áreas da vida, temos a responsabilidade de fazer o bem sempre que surge a oportunidade. Se sabemos o que é certo, temos a obrigação de viver de acordo com esse conhecimento. A negligência é pecado contra Deus, nosso próximo e nós mesmos.
II. O PECADO DE ADQUIRIR BENS À CUSTA DA EXPLORAÇÃO ALHEIA (Tg 5:1-3)
O Rev. Hernandes Dias Lopes disse: “O dinheiro é o maior deus deste mundo. Por ele as pessoas roubam, mentem, corrompem, casam-se, divorciam-se, matam e morrem. O dinheiro é mais do que uma moeda, ele é um espírito, um deus, ele é Mamom. Ninguém pode servir a Deus e ao dinheiro. Ele é o mais poderoso dono de escravos do mundo. O problema não é possuir dinheiro, mas ser possuído por ele. O dinheiro é um bom servo, mas um péssimo patrão. Não é pecado ser rico. A riqueza é uma bênção. Davi disse que riquezas e glórias vêm de Deus (1Cr 29:12). Moisés disse que é Deus quem nos dá sabedoria para adquirirmos riqueza (Dt 8:18)”. O problema é colocar o coração na riqueza (Sl 62:10). A raiz de todos os males não é o dinheiro, mas o amor ao dinheiro (1Tm 6:10). Clique aqui para ler o texto completo »

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Os Pecados de Omissão e de Opressão - AD Londrina

Aula ministrada pela Professora Eliza Nantes para EBD da Asssembléia de Deus em Londrina.

Acesse: www.adlondrina.com.br

Lição 12 - 3T/2014

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Os Pecados de Omissão e de Opressão - Ev. Natalino das Neves

Aula ministrada pelo Ev. Natalino das Neves - Projeto IEADSJP_EBDTV.

Projeto da IEADSJP - Igreja Evangélica Assembleia de Deus de São José dos Pinhais

Baixe, também, os slides da aula, clicando aqui.

Publicado no Blog do Ev. Natalino das Neves

Lição 12 - 3T/2014

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O Julgamento e a Soberania Pertencem a Deus - Pr. Altair Germano

O texto de Tiago 4.11-17, além de tratar sobre o julgamento e a soberania de Deus, aborda também sobre o pecado da maledicência e a arrogância humana.
O PECADO DA MALEDICÊNCIA
Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Aquele que fala mal do irmão ou julga a seu irmão fala mal da lei e julga a lei; ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz. Um só é Legislador e Juiz, aquele que pode salvar e fazer perecer; tu, porém, quem és, que julgas o próximo? (Tg 4.11-12)
A Bíblia nos ensina que é possível entre os crentes regenerados haver quem fale mal do seu irmão. Falar mal significa: expressar hostilidade, caluniar, injuriar, insultar, ofender, ultrajar, vilipendiar, falar coisas ruins, etc.
O pecado da maledicência é veementemente proibido em vários textos:
O caluniador não se estabelecerá na terra; ao homem violento, o mal o perseguirá com golpe sobre golpe. (Sl 140.11)
Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia. (Ef 4.31)
Mas, agora, vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal, nem ainda comais. (1 Co 5.11)
Da mesma sorte, quanto a mulheres, é necessário que sejam elas respeitáveis, não maldizentes, temperantes e fiéis em tudo. (1 Tm 3.11)
Despojando-vos, portanto, de toda maldade e dolo, de hipocrisias e invejas e de toda sorte de maledicências, (1 Pe 2.1)
O verbo grego no imperativo presente katalaleite (falar mal), antecedido da negativa me (não) em Tiago 4.11, revela que a ação já estava em andamento na igreja, e que precisava ser refreada continuamente.
O juízo feito entre irmãos não tinha como propósito a motivação correta de  reparar um dano, antes, estavam causando danos uns aos outros através da maledicência. Tratava-se de crítica destrutiva, em vez de construtiva.
A MALEDICÊNCIA, O JULGAMENTO E A LEI
A declaração de Tiago de que o maledicente fala mal e julga a própria Lei, pode ser compreendida das seguintes maneiras:
- Ao falar mal de um irmão, falamos mal da Le e a julgamos, pois ela nos proíbe que o façamos (Lv 19.16, 18) (J. Gill);
- Quando falamos mal e julgamos os irmãos, geralmente o fazemos em áreas da vida sobre as quais as leis de Deus não se pronunciam com clareza ou que nos deixa a liberdade de agir como quisermos. Dessa forma, acabamos achando defeito na própria lei de Deus por não se pronunciar sobre esses assuntos (M. Henry);
- Ao falar mal de um irmão e ao julgá-lo, tomamos a lei em nossas mãos e assumimos o papel de legisladores. Ao fazer isso, julgamos a lei e até achando falta nela. (J. Calvino)
Vale lembra que o julgamento condenado por Tiago não diz respeito ao ato de avaliar os erros e pecados dos irmãos com o objetivo de corrigi-los e conduzi-los ao arrependimento (Mt 7.6; 18.15; Lc 17.3; Gl 6.1; 1 Jo 4.1; Ap 2.2). O procedimento que conduz a conversão de um irmão pecador é recomendado pelo próprio Tiago (5.19, 20).
Somente Deus, o único Legislador e Juíz soberano, através de suas leis, pode julgar os homens no âmbito em que Tiago censura a maledicência/julgamento (Tg 4.12).
A SOBERANIA DE DEUS E A ARROGÂNCIA HUMANA
Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros. Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo.    Agora, entretanto, vos jactais das vossas arrogantes pretensões. Toda jactância semelhante a essa é maligna. (Tg 4.13-16)
A soberania de Deus, o faz Senhor absoluto sobre toda a criação, e nos é revelada conforme abaixo:
Soberania não é uma propriedade da natureza divina, mas uma prerrogativa oriunda das perfeições do Ser Supremo. Se Deus é Espírito, e portanto uma pessoa infinita, eterna e imutável em suas perfeições, o Criador e preservador do universo, a soberania absoluta é um direito seu. A infinita sabedoria, bondade e poder, com o direito de posse que pertence a Deus no tocante às suas criaturas, são o fundamento imutável de seu domínio (cf. Sl 115.3; Dn 4.35; 1 Cr 29.11; Ez 18.4; Is 45.9; Mt 20.15; Ef 1.11; Rm 11.36)  (Charles Hodge, p. 331, 2001).
Os textos abaixo nos falam sobre a soberania e a autoridade de Deus:
No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada. (Sl 115.3)
Todos os moradores da terra são por ele reputados em nada; e, segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes” (Dn 4.35)
Teu, SENHOR, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu, SENHOR, é o reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos.” (1 Cr 29.11)
Ai daquele que contende com o seu Criador! E não passa de um caco de barro entreoutros cacos. Acaso, dirá o barro ao que lhe dá forma: Que fazes? Ou: A tua obra não tem alça. (Is 45.9)
Porventura, não me é lícito fazer o que quero do que é meu? Ou são maus os teus olhos porque eu sou bom? (Mt 20.15)
[…] nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade, (Ef 1.11)
Deus não condena o planejamento em si mesmo, mas a maneira como ele algumas vezes é feito. Excluir a ajuda de Deus dos nossos planos, ou simplesmente pedir que ele os aprove sem opinar, é pecado de arrogância, pois transmite a ideia de que não precisamos ou dependemos dele para conseguir os nossos objetivos pessoais, profissionais, ministeriais, eclesiais, etc. Clique aqui para ler o texto completo »

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