Benignidade: Um Escudo Protetor Contra as Porfias – Daniel Conegero

Benignidade: Um Escudo Protetor Contra as Porfias – Daniel Conegero

Benignidade: Um Escudo Protetor Contra as Porfias é o tema da lição 7 das Lições Bíblicas CPAD do 1º trimestre de 2017 para a Escola Bíblica Dominical. Neste estudo bíblico veremos a importância da benignidade para combater as disputas típicas da velha natureza.

Texto Áureo: Efésios 4:32

Leitura Bíblica em Classe: Colossenses 3:12-17

Introdução – Lição 7: Benignidade: Um Escudo Protetor Contra as Porfias

Lições Bíblicas 1º Trimestre de 2017 – Escola Bíblica Dominical

Um cristão verdadeiro, guiado pelo Espírito Santo, certamente traz a benignidade como uma característica marcante em sua conduta de vida.

Por outro lado, uma pessoa que é guiada pelos desejos da velha natureza deprava e corrompida pelo pecado é marcada pela prática das obras da carne, e ao invés de ser benigno, acaba sendo exatamente o oposto disto, isto é, maligno. Uma pessoa maligna se deixa levar pelos impulsos do ciúme, pelo egoísmo, pela hostilidade e pelas porfias.

I- A Benignidade Fundamenta-se no Amor – Lição 7: Benignidade: Um Escudo Protetor Contra as Porfias

Uma pessoa benigna é aquela que não causa dor e sofrimento a ninguém, é uma pessoa que transborda bondade em seu comportamento e em suas atitudes. A benignidade também pode ser traduzida como amabilidade. O apóstolo Paulo menciona a benignidade como uma das virtudes do fruto do Espírito.

É interessante notar que todas as virtudes mencionadas pelo apóstolo são interligas entre si pelo elo do amor. O próprio amor é a primeira virtude a ser citada, de modo que todas as outras virtudes resultam dessa primeira.

Quando se tem amor naturalmente se tem alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (Gl 5:22). Saiba mais sobre o que significa benignidade.

II A Porfia Fundamenta-se na Inveja e no Orgulho – Lição 7: Benignidade: Um Escudo Protetor Contra as Porfias

A porfia está cada vez mais presente em nossa sociedade. Essa palavra também pode ser traduzida como discórdia e implica naquele comportamento de disputa, de guerra de palavras, algo comum quando se formam partidos rivais em que um procura derrubar o outro.

As pessoas buscam o sucesso a qualquer custo, mesmo que isso signifique a derrota de alguém, mesmo que para isso não se meçam mais as palavras, nem se reflita sobre a importância do caráter.

Na Epístola aos Romanos, Paulo menciona a contenda como um comportamento característico da depravação dos homens (Rm 1:29). Às vezes esse tipo de comportamento reprovável pode ser percebido até mesmo entre a comunidade cristã. Foi assim com a igreja em Corinto, onde partidos foram estabelecidos e cada partido começou a defender sua própria causa, sem se importar com as divisões que estavam surgindo por conta desse comportamento carnal (1Co 1:11,12; cf. 3:3).

Entre aqueles irmãos havia os que tinham Paulo como herói, enquanto outros preferiam oapóstolo Pedro, e outros, Apolo. Diante dessa rivalidade o apóstolo perguntou: “Está Cristo dividido?” (1Co 13).

Mais a frente, ele também deixou claro que esse tipo de atitude é característico de pessoas carnais, que vivem segundo os homens (1Co 3:3).

Em outra ocasião, escrevendo aos filipenses, o apóstolo alertou sobre a existência de pessoas que “proclamam a Cristo por inveja e porfia” (Fp 1:15). Tais pessoas são falsos mensageiros, que pregam sobre Cristo para que eles mesmos sejam exaltados e recompensados. Quando essas pessoas não são confrontadas, é perigoso a congregação se dividir entre tantas disputas (cf. 2Co 12:20).

Escrevendo a Timóteo, o apóstolo também ressaltou que aqueles que ensinam outra doutrina rejeitando o verdadeiro Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, “é soberbo, e nada sabe”, e deliram “acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas, perversas contendas de homens corruptos”(1Tm 6:3-5).

III- Revistamo-nos de Benignidade – Lição 7: Benignidade: Um Escudo Protetor Contra as Porfias

Paulo, na Segunda Epístola aos Coríntios, escreveu que a benignidade é uma das virtudes pela qual os verdadeiros cristãos são recomendados (2Co 6:6). A Bíblia nos revela que não há maior benignidade do que a manifestada pelo nosso Deus, de modo que é pela benignidade d’Ele que somos conduzidos ao arrependimento (Rm 2:4).

Os verdadeiros seguidores de Cristo são exortados a praticar a benignidade (Mt 5:43-48). Nas Escrituras também encontramos várias pessoas que demonstraram a benignidade como uma marca em suas vidas.

Lucas, no livro de Atos dos Apóstolos, descreveu Barnabé como “um homem bom, repleto do Espírito Santo e de fé” (At 11:23,24). Quando lemos sobre o ministério de Barnabé, e a forma com que ele se dedicou a servir na Igreja Primitiva, principalmente no trato comSaulo de Tarso, podemos entender que ele de fato era uma pessoa benigna.

No entanto, esse mesmo versículo do livro de Atos nos revela uma verdade inquestionável:a verdadeira benignidade não é uma realização própria, mas é gerada pelo Espírito Santo. Quando vivemos no Espírito, guiados por Ele, o fruto que Ele produz em nós gera a verdadeira benignidade, um escudo contra as porfias.

Conclusão – Lição 7: Benignidade: Um Escudo Protetor Contra as Porfias

Durante Seu ministério, nosso Senhor demonstrou incomparável benignidade para com os pecadores (cf. Lc 23:34).

Hoje, como seguidores de Cristo, devemos ter uma conduta de vida que reflete a verdadeira benignidade, aquela que não possui origem humana, mas é produzida pelo Espírito Santo em nós.

Publicado no blog Estilo Adoração

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