As Obras da Carne e o Fruto do Espírito – Pr. Adilson Guilhermel

As Obras da Carne e o Fruto do Espírito – Pr. Adilson Guilhermel

Lição 1 – As Obras da Carne e o Fruto do Espírito
01 de Janeiro de 2017
Texto Áureo: “Digo, porém: Andai em Espírito e não cumpríreis a concupiscência da carne.” (G1 5.16)
Verdade Prática: Para vencer as obras da carne precisamos andar em Espirito
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – Gálatas 5.16 – 26

Introdução: O povo incrédulo vive totalmente escravizado pela carne e não tem como se livrar disso, a não ser que aceite Cristo para que os seus pecados sejam perdoados. Porque está escrito que se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. Quanto ao povo cristão que já foi liberto por Cristo é totalmente condenável viver praticando as obras da carne, mas nem todos conseguem refrear os seus impulsos carnais e deixam de seguir os mandamentos divinos que exortam quanto a isso. Tudo é uma questão de consciência em relação a viver voltado para a carne, ou viver voltado para o Espírito. Dentre essas duas tendências, uma influenciada pelo maligno e a outra pelo Espírito Santo, não há meio termo, pois, ou se está na carne ou se está no Espírito. (Porventura deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa? Tiago 3:11). Paulo diz: todas as coisas me são lícitas, porém não me deixarei dominar por nenhuma. Não podemos abusar da nossa liberdade cristã para não debilitar o nosso caráter e fragilizar a nossa mente e tornarmos escravos de vícios que contaminam a nossa alma. Se o crente não vigia e cai no pecado, não somente ele debilita seu próprio poder, como também o poder de Cristo sobre si ficando entregue as forças tenebrosas da maldade.

QUER SER HERDEIRO DO REINO DE DEUS? ENTÃO ANDE NO ESPÍRITO

1 – É andando no Espírito que vencemos os desejos da natureza carnal

Gálatas 5.16 Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne.

Ninguém pense que pode vencer a carne pela sua força de vontade, pois isso nunca acontecerá. Isto porque a carne e o Espírito são opostos entre si e pelas nossas próprias forças não conseguiremos de modo algum vencer essa batalha. A concupiscência sendo um forte desejo desenfreado deve ser evitada pelo cristão, pois ela não se aplica apenas na área sexual e sim em todas as suas facetas. A concupiscência pode ser passiva ou ativa. É passiva quando o alvo é só desejado, mas impossível de ser conquistado. Só essa atitude já coloca o crente como se tivesse consumado o pecado. A concupiscência se torna ativa quando o alvo desejado é conquistado, pois literalmente consumou o pecado. Em ambos o caso a carne falou mais alto e o pecado foi consumado. (Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela. Mateus 5:28).

2 – É andando no Espírito que não damos lugar para o velho homem

Gálatas 5.17 Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis.

Paulo diz: (Romanos 7:19,20 Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim). O apóstolo Paulo declara que ele próprio sofria batalhas interiores em relação a carne. São dois problemas extremamente sérios que nós enfrentamos no dia a dia. O primeiro problema é que nem sempre conseguimos fazer o bem que desejamos e o segundo problema é que estamos sujeitos a fazer o mal que não desejamos. Significa que por nós mesmos, pelas nossas próprias forças não conseguimos uma obediência total a palavra de Deus, porque o mal está sempre presente em toda nossa caminhada. Daí a necessidade de andarmos no Espírito para minimizar o máximo possível os nossos erros, porque não é fácil alguém se livrar dos vícios da velha natureza. (Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós. 1 João 1:10). (Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. 1 João 2:1).

3 – É andando no Espírito que não vivemos atados ao jugo da lei

Gálatas 5.18 Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei.

A lei que antes estava escrita em tábuas de pedra, apesar de ser boa, não tinha a eficácia da lei que agora está escrita em nossos corações pelo Espírito Santo. Portanto se andarmos voluntariamente conduzidos e andando pelo Espírito não estamos debaixo da lei. Andar sob a lei era uma imposição dos judeus legalistas aos gálatas, o que era uma forma sutil e diabólica de induzi-los a não andar no Espírito.

4 – É andando no Espírito que evitamos vícios que nos deserdam do reino

Gálatas 5.19 Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, Gálatas 5.20 Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Gálatas 5.21 Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.

O pecado é gerado pela carne e esta não tem condições por si próprias alcançar a justificação de Deus. Paulo faz uma enumeração de pecados da carne que englobam três áreas onde a carne encontra o seu campo de atuação, as quais são o sexo, a religião e relações sociais. Na área sexual envolve todos os tipos de sexo ilícitos, como o adultério (sexo entre pessoa casada com outra). A fornicação (sexo antes do casamento). A impureza (sexo voltado ao homossexualismo, ao lesbianismo, com animais e outros mais). A lascívia (esta voltada à sensualidade, onde tanto o homem como a mulher usam vestimentas provocadoras com exposição quase explícitas das suas partes íntimas intencionalmente). Na área da religião estão à idolatria (que é entre outras coisas colocar qualquer tipo de imagem, ídolos, pessoas ou o nosso próprio eu, antes de Deus). Feitiçaria (envolve magia ou ocultismo ou) coisas similares introduzidas nos cultos de igrejas neopentecostais, tais como: sal grosso, rosa ungida, vassoura ungida, tijolo ungido, lenço suado, água ungida e mais uma infinidade de objetos que só servem para enganar os incautos. Inimizades (afrontas e desarmonia que geram contendas provocadas pela ausência do amor). Porfias (envolve quem causa hostilidades, criador de problemas e divisões). Ciúmes (envolve desejar se sobrepuser ao valor alheio, desejo de vantagens pessoais, como também é uma inveja de forma maligna provocado pelo egoísmo, deseja o mal ao próximo e não o seu bem). Iras (Temperamento descontrolado, com explosões de ira que criam uma mente hostil contra o seu próximo). Discórdia (espírito faccioso, provocador de divisões e contendas). Dissensões (contendas entre irmãos que provocam desunião no corpo de Cristo). Facções (Formação de partidos ou divisões, Usurpadores de igrejas, que abrem espaços e levam o povo tomando para si). Bebedices (A bebedeira leva o cristão ao vício, causando prejuízos, tanto físicos com espirituais). Glutonarias (Glutão, o crente com tendência desregrada de se alimentar em demasia, em excesso). Todos esses males e coisas semelhantes a estas são resultantes de uma vida segundo a carne e quem deseja a salvação definitiva deve observar esta listagem para ver se não está enquadrado nesta listagem de vícios. Quem está enquadrado nessa listagem deve imediatamente se recompor, pois se assim continuar não entrará no reino de Deus. (Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; Mateus 7:13).

5 – É andando no Espírito que são implantadas em nós qualidades morais

Gálatas 5.22 Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.

O fruto do Espírito que Paulo escreve no singular, são resultados do Espírito Santo operando no espírito do crente. O fruto não significa obras que realizamos no reino, pois obra são coisas que realizamos por nós mesmos. O fruto é produzido por um poder que não é dele mesmo, pois o homem não pode fazer o fruto. Amor (É o solo ou a fonte para que haja a produção de outros frutos. Não havendo amor no coração do crente, ele é um solo seco. Devemos cultivar o amor para que ele aumente cada vez mais em nossa vida). Alegria e paz (Deve ser algo que irradie na vida do crente e isso acontece com o crente que vive na esfera do amor. Juntos, o amor e a alegria, o resultado é ter paz). Longanimidade (Tardio em irar-se, controlando todo sentimento de vingança). Benignidade (Brandura no tratamento, pessoa que expressa bondade com todos). Bondade (Pessoa generosa e gentil com os outros, que se dispõe a ajudar os necessitados). Fidelidade (Voltado a lealdade e confiança diante de Deus e para com o próximo). Fé (É a ação de crer, e quem não tem é impossível agradar a Deus). Mansidão (Exercer autocontrole em todas as coisas sem imposições). Temperamento (Controlar os impulsos com autodisciplina e de total autocontrole).

6 – É andando no Espírito que não há lei que possa nos condenar

Gálatas 5.23 Contra estas coisas não há lei.

Essas virtudes alistadas não são proibidas tanto pela lei de Deus, como pela lei dos homens. E quem cultiva essas virtudes é visto como uma pessoa diferente e digna de elogios. Esses frutos produzidos pelo Espírito Santo, dentro do sistema da graça divina não podem ser condenados pela lei divina, pois são virtudes essenciais que levam o cristão aos olhos dos outros ser um testemunho vivo de uma vida transformada pelo Espírito.

7 – É andando no Espírito que desenvolvemos atitudes semelhantes a Cristo

Gálatas 5.24 E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.

Paulo diz: (Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim. Gálatas 2:20). Quando aceitamos Cristo e entramos nele, significa que entramos na sua morte, portanto morremos com Cristo usando aqui uma figura de linguagem, a qual descreve a nossa libertação do pecado. O resultado disso é que não enfrentaremos a morte eterna por nossos pecados. Só haverá a verdadeira transformação em nossa vida quando o pecado é interrompido e isso acontece quando verdadeiramente morrermos com Cristo.

8 – É andando no Espírito que alcançamos a manifestação dos dons espirituais

Gálatas 5.25 Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito.

Todos nós temos o livre arbítrio que é o direito de fazer escolhas em relação a nossa vida diária, como também a nossa vida que envolve a eternidade. A palavra de Deus é extremamente precisa quando adverte quanto a pratica das obras da carne. Isto porque, a nossa salvação é um processo e não um ato, pois o ato que nos levou ao caminho da salvação foi o ato da justificação. Dentro da listagem de vícios condenados pela palavra, se estivermos praticando qualquer deles e continuarmos nessa prática, não entraremos no reino de Deus. Significa que o inimigo agiu para tomar a nossa coroa da salvação e conseguiu. (Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. Apocalipse 3:11). Para vivermos ativamente pelo Espírito é preciso muita disciplina e esforço (E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível. 1 Coríntios 9:25). O próprio apóstolo Paulo se esforçava para ter uma vida no Espírito, para que a sua carne fosse sempre subjulgada (Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado. 1 Coríntios 9:27).

9 – É andando no Espírito que adquirimos um equilíbrio espiritual consciente

Gálatas 5.26 Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros.

Paulo diz: (Aquele, porém, que se gloria, glorie-se no Senhor. 2 Coríntios 10:17). Só podemos nos gloriar se for na cruz de nosso Senhor Jesus, pelo qual o mundo está crucificado para nós e nós para o mundo. Se andarmos no Espírito teremos um senso de valor legal que elimina toda a propensão por vanglórias, auto-exaltação e posição. Temos que deixar de lado todo sentimento egoísta, prepotente e destrutivo para que verdadeiramente possamos desenvolver uma comunhão fundamentada no amor. Não devemos desejar vanglórias e nem andar em busca do aplauso humano, porque isso não é uma condição em que se observa o desenvolvimento do fruto do Espírito. A glória vinda de homens resulta em vanglória, coisa que não devemos desejar e sim mortificá-la.

Elaborado pelo Pastor Adilson Guilhermel

Publicado no blog Esboços da EBD

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