As Epidemias Globais – Valorize a EBD

As Epidemias Globais – Valorize a EBD

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TEXTO DO DIA
“Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares.” (Mt 24.7)
Sínteses
As epidemias que assolam o mundo a pontam para  duas coisas aqueda do homem e o retorno de Cristo.
OBJETIVOS
  • EXPLICAR qual a origem das epidemias.
  • ELENCAR algumas epidemias deste século.
  • DISSERTAR a respeito das epidemias escatológicas,

INTERAÇÃO
 
Professor, vivemos em um mundo globalizado. Sabemos que a globalização tem seus aspectos positivos e negativos. Um dos pontos negativos é o fato de que as epidemias alastram-se com maior rapidez aumentando o número de vítimas fatais. Sabemos que o mundo já foi palco de muitos e terríveis surtos, porém acreditávamos que no século XXI tudo seria diferente, pois a ciência teria respostas e antídotos para todos os males. Todavia, o novo século não trouxe as respostas que esperávamos, e mesmo com o avanço da ciência algumas doenças ainda permanecem sem um antídoto. Então, qual deve ser a nossa postura como Igreja de Cristo diante das epidemias que surgem e assolam as cidades? É o que veremos na lição de hoje.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor a sugestão de hoje poderá ser utilizada para introduzir a lição. Escreva as questões relacionadas abaixo em tiras de papel e coloque-as em uma caixa. Já na classe, peça que os alunos formem quatro grupos. Depois, solicite que um aluno de cada grupo abra a caixa e retire uma tira de papel com a questão. Explique que os grupos terão dez minutos para discutir o assunto e responder a pergunta. Depois forme um único grupo onde os alunos vão apresentar suas conclusões. Ouça-os com atenção e faça as considerações que achar necessárias. Conclua a atividade enfatizando que mesmo que não tenhamos uma resposta para todas as questões que surgem, como Igreja do Senhor precisamos pensar, refletir à luz da Palavra de Deus a respeito das questões que tem marcado o nosso tempo.
Questões;
• “Qual deve ser a postura do cristão diante das epidemias?”
• “Podemos afirmar que as epidemias são um castigo divino para a humanidade que a cada dia se distancia mais de Deus, ou seriam elas fruto da ação devastadora do homem sobre a natureza?”
• “O que podemos fazer como Igreja para ajudar os que sofrem?”
 
TEXTO BÍBLICO Deuteronômio 32.24-27
Introdução
Neste domingo, a lição trata de um assunto que preocupa não apenas as autoridades de saúde, mas a todos, desde os pobres até os mais abastados, pois quando uma epidemia surge, os meios de comunicação informam instantaneamente, fazendo com que em poucas horas o mundo inteiro saiba que há uma nova ameaça à vida. Neste início de século, algumas epidemias apareceram e a pergunta que precisamos fazer como Igreja do Senhor é: “Há alguma relação dessas epidemias com a vinda de Cristo, ou são elas apenas consequência do desmatamento e descaso com o meio ambiente, aliados à desenfreada e crescente produção alimentícia de origem animal?”.
Procuraremos, à luz da Bíblia, refletir sobre essa questão, cientes de que a vontade de Deus é levada a efeito de muitas formas, mesmo quando os homens pensam que estão agindo autonomamente ou à parte do Criador (Ec 3.1; 8.6,7).
Epidemias  
Definições 
 
Uma epidemia se caracteriza pela incidência, em curto período de tempo, de grande número de casos de uma doença. O termo tem origem no grego clássico: epi (sobre) + demos (povo) e sabe-se ter sido utilizado por Hipócrates no século VI a.C..
A ocorrência, numa comunidade ou região, de casos de doença, acidente, malformação congênita, comportamento especificamente relacionado com a saúde ou outros acontecimentos relacionados com a saúde que ocorre em um determinado momento e espaço, é um fato até aqui normal, já que interagimos com o ambiente e outras formas de vida. Um surto epidêmico ocorre quando há um grande desequilíbrio com o agente (ou surgimento de um), sendo este posto em vantagem. Este desequilíbrio é comum quando uma nova estirpe do organismo aparece (mutação) ou quando o hospedeiro é exposto pela primeira vez ao agente.
Doença Epidêmica
O número de casos indicativos da presença de uma epidemia devido a um agente transmissível varia de acordo com o agente, dimensão, tipo e estado imunitário da população exposta, experiência ou falta de experiência prévia com o agente responsável e com o tempo, local, forma de ocorrência e seu comportamento na população.
Umas das formas para se dizer se uma determinada doença é epidêmica ou endêmica, baseia-se na seguinte equação:
Incidência máxima esperada = Media da incidência + 2 x Desvio padrão
Para sua utilização é necessário conhecer a incidência de uma determinada enfermidade em um determinado espaço de tempo, que condiga com seu comportamento em uma determinada população. Técnica esta utilizada em Bioestatística sob circunstancias rigorosas. Para exemplificar, pegaremos uma doença X, que tem sua incidência medida de ano em ano. Se o número de casos que ocorreram no ano atual superar o valor da ‘’’incidência máxima esperada’’’, temos um caso epidêmico, se for inferior, temos um caso endêmico.
 Epidemia Dengue Temos o caso da gripe espanhola, a gripe suína,etc
As grandes epidemias ao longo da história
Bactérias, virus e outros microorganismos já causaram estragos tão grandes à humanidade quanto as mais terriveis guerras, terremotos e erupções de vulcões
PESTE NEGRA 
50 milhões de mortos (Europa e Ásia) – 1333 a 1351
História: A peste bubônica ganhou o nome de peste negra por causa da pior epidemia que atingiu a Europa, no século 14. Ela foi sendo combatida à medida que se melhorou a higiene e o saneamento das cidades, diminuindo a população de ratos urbanos
Contaminação: Causada pela bactéria Yersinia pestis, comum em roedores como o rato. É transmitida para o homem pela pulga desses animais contaminados
 
Sintomas: Inflamação dos gânglios linfáticos, seguida de tremedeiras, dores localizadas, apatia, vertigem e febre alta
Tratamento: À base de antibióticos. Sem tratamento, mata em 60% dos casos
CÓLERA
Centenas de milhares de mortos – 1817 a 1824
História – Conhecida desde a Antigüidade, teve sua primeira epidemia global em 1817. Desde então, o vibrião colérico (Vibrio cholerae) sofreu diversas mutações, causando novos ciclos epidêmicos de tempos em tempos
Contaminação – Por meio de água ou alimentos contaminados
Sintomas – A bactéria se multiplica no intestino e elimina uma toxina que provoca diarréia intensa
Tratamento – À base de antibióticos. A vacina disponível é de baixa eficácia (50% de imunização)
TUBERCULOSE
1 bilhão de mortos – 1850 a 1950
História – Sinais da doença foram encontrados em esqueletos de 7 000 anos atrás. O combate foi acelerado em 1882, depois da identificação do bacilo de Koch, causador da tuberculose. Nas últimas décadas, ressurgiu com força nos países pobres, incluindo o Brasil, e como doença oportunista nos pacientes de Aids
Contaminação – Altamente contagiosa, transmite-se de pessoa para pessoa, através das vias respiratórias
Sintomas – Ataca principalmente os pulmões
Tratamento – À base de antibióticos, o paciente é curado em até seis meses
VARÍOLA
300 milhões de mortos – 1896 a 1980
 
História – A doença atormentou a humanidade por mais de 3 000 anos. Até figurões como o faraó egípcio Ramsés II, a rainha Maria II da Inglaterra e o rei Luís XV da França tiveram a temida “bixiga”. A vacina foi descoberta em 1796
Contaminação – O Orthopoxvírus variolae era transmitido de pessoa para pessoa, geralmente por meio das vias respiratórias
Sintomas – Febre, seguida de erupções na garganta, na boca e no rosto. Posteriormente, pústulas que podiam deixar cicatrizes no corpo
Tratamento – Erradicada do planeta desde 1980, após campanha de vacinação em massa
GRIPE ESPANHOLA
20 milhões de mortos – 1918 a 1919
 
História – O vírus Influenza é um dos maiores carrascos da humanidade. A mais grave epidemia foi batizada de gripe espanhola, embora tenha feito vítimas no mundo todo. No Brasil, matou o presidente Rodrigues Alves
Contaminação – Propaga-se pelo ar, por meio de gotículas de saliva e espirros
Sintomas – Fortes dores de cabeça e no corpo, calafrios e inchaço dos pulmões
 
Tratamento – O vírus está em permanente mutação, por isso o homem nunca está imune. As vacinas antigripais previnem a contaminação com formas já conhecidas do vírus
TIFO 3 milhões de mortos (Europa Oriental e Rússia) – 1918 a 1922
História – A doença é causada pelas bactérias do gênero Rickettsia. Como a miséria apresenta as condições ideais para a proliferação, o tifo está ligado a países do Terceiro Mundo, campos de refugiados e concentração, ou guerras
Contaminação – O tifo exantemático (ou epidêmico) aparece quando a pessoa coça a picada da pulga e mistura as fezes contaminadas do inseto na própria corrente sangüínea. O tifo murino (ou endêmico) é transmitido pela pulga do rato
Sintomas – Dor de cabeça e nas articulações, febre alta, delírios e erupções cutâneas hemorrágicas
Tratamento – À base de antibióticos
FEBRE AMARELA
30 000 mortos (Etiópia) – 1960 a 1962
História – O Flavivírus, que tem uma versão urbana e outra silvestre, já causou grandes epidemias na África e nas Américas
Contaminação – A vítima é picada pelo mosquito transmissor, que picou antes uma pessoa infectada com o vírus
 
Sintomas – Febre alta, mal-estar, cansaço, calafrios, náuseas, vômitos e diarréia. 85% dos pacientes recupera-se em três ou quatro dias. Os outros podem ter sintomas mais graves, que podem levá-los à morte
Tratamento – Existe vacina, que pode ser aplicada a partir dos 12 meses de idade e renovada a cada dez anos
SARAMPO- 6 milhões de mortos por ano – Até 1963
História – Era uma das causas principais de mortalidade infantil até a descoberta da primeira vacina, em 1963. Com o passar dos anos, a vacina foi aperfeiçoada, e a doença foi erradicada em vários países
Contaminação – Altamente contagioso, o sarampo é causado pelo vírus Morbillivirus, propagado por meio das secreções mucosas (como a saliva, por exemplo) de indivíduos doentes
Sintomas – Pequenas erupções avermelhadas na pele, febre alta, dor de cabeça, mal-estar e inflamação das vias respiratórias
 
Tratamento – Existe vacina, aplicada aos nove meses de idade e reaplicada aos 15 meses
MALÁRIA 3 milhões de mortos por ano – Desde 1980
História – Em 1880, foi descoberto o protozoário Plasmodium, que causa a doença. A OMS considera a malária a pior doença tropical e parasitária da atualidade, perdendo em gravidade apenas para a Aids
 
Contaminação – Pelo sangue, quando a vítima é picada pelo mosquito Anopheles contaminado com o protozoário da malária
Sintomas – O protozoário destrói as células do fígado e os glóbulos vermelhos e, em alguns casos, as artérias que levam o sangue até o cérebro
Tratamento – Não existe uma vacina eficiente, apenas drogas para tratar e curar os sintomas
AIDS
22 milhões de mortos – Desde 1981
História – A doença foi identificada em 1981, nos Estados Unidos, e desde então foi considerada uma epidemia pela Organização Mundial de Saúde
Contaminação – O vírus HIV é transmitido através do sangue, do esperma, da secreção vaginal e do leite materno
Sintomas – Destrói o sistema imunológico, deixando o organismo frágil a doenças causadas por outros vírus, bactérias, parasitas e células cancerígenas
 
Tratamento – Não existe cura. Os soropositivos são tratados com coquetéis de drogas que inibem a multiplicação do vírus, mas não o eliminam do organismo
Fonte: Organização Mundial de Saúde (OMS) e Fundação Oswaldo Cruz
 
Resumo da lição 5 as epidemias Globais (Jovens)
 
I – A DESOBEDIÊNCIA – CAUSA DAS EPIDEMIAS
1. A desobediência humana como fonte das enfermidades.
2. A quebra do concerto com Deus traria terríveis conseqüências a Israel.
3. A “função” das pragas do Egito.
 
II – EPIDEMIAS DESTE SÉCULO
1. Sars.
2. Gripe Aviária.
3. Gripe Suína.
II! – EPIDEMIAS ESCATOLÓGICAS
1.0 início do tempo do fim
2. Pestes apocalípticas.
3. A igreja diante das epidemias globais.
IV – AS EPIDEMIAS E A MISSÃO DA IGREJA
1. A Obra de Cristo na Terra.
2. O papel da Igreja em relação ao mundo.
3.0 bem como forma de pregação
SUBSÍDIO
“A Globalização e as Doenças Modernas Nas últimas décadas, os contínuos avanços na atenção à saúde, com aumento da expectativa de vida. melhora nas condições sanitárias, piora dos hábitos alimentares com maior ingestão de alimentos gordurosos, diminuição da atividade física não programada, entre outros fatores, fazem com que patologias que previamente tinham pouca expressão na saúde passem a aparecer como verdadeiras epidemias. Em entrevista ao Jornal do Comercio, o Dr, Gilberto Ururahy, diretor da Med-Rio Chek-up e autor do livro O Cérebro Emocional: As emoções e o estresse do cotidiano (Editora Rocco) faz uma abordagem sobre o impacto da globalização e as doenças modernas no mundo corporativo. Segundo ele. os efeitos da globalização vão alem do estado de permanente transformação das economias e das culturas dos paises. O cenário de intensa mudança provoca impactos profundos em cada pessoa e o estresse crônico é um desses impactos mais nocivos, pois ele è o vilão de varias doenças que vêm afetando executivos e, consequentemente, as empresas na ultima década”
(GABY, Wagner Tadeu dos Santos. As Doenças do Século, i, ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, p. gí.
Caro professor, se o objetivo é educar as pessoas com vistas à plena realização humana (Gn 1.26,27; Ef 1.10-14; Tg 3.9). visando tomar-nos – educadores e educandos – semelhantes a Cristo (Ef 4-13). precisamos de uma pedagogia que oriente o nosso que fazer docente, para que não nos achemos como meros replicadores religiosos.
A grande pergunta não é como podemos fazer isso e sim: devemos fazer isso? Melhor, é possível ensinar a fé? Aqui é preciso fazer uma distinção fundamental entre ‘fé’ como conjunto ou sistema de crenças, e ‘fé’ como uma característica essencialmente humana que leva o ser humano a abrir-se e ser receptivo com o que ele, inicialmente, desconhece, mas que percebe, sente e, mesmo transcendendo-o, ‘sabe’, ou seja, crê que existe, A mesma distinção faz ALister McGrath, ao dizer que a ‘fé geralmente [é] compreendida de modo relacionai [enquanto que a] crença geralmente [él compreendida de modo cognitivo’. Para ambos os sentidos de fé, o físico não cristão, Marcelo Gleiser, diz que até mesmo ‘a ciência precisa de um arcabouço conceituai para funcionar, precisa de suposições, de princípios, de leis de conservação, ‘em outras palavras, precisa de ‘fé’” (CARVALHO, César Moisés. Uma Pedagogia para a Educação Cristã. Noções básicas da Ciência da Educação a pessoas não especiatizadas. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2015, pp.42-43).

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