As Consequências das Escolhas Precipitadas – Luciano de Paula Lourenço

As Consequências das Escolhas Precipitadas – Luciano de Paula Lourenço

Texto Base: Gênesis 13:7-18

“O longânimo é grande em entendimento, mas o de ânimo precipitado exalta a loucura” (Pv.14.29).

INTRODUÇÃO

As Escrituras Sagradas dão testemunhos de várias personagens bíblicas que fizeram más escolhas e boas escolhas. As más escolhas geralmente foram tomadas num contexto de precipitação ou extraordinária pressão. Nesta Aula, daremos maior ênfase a dois personagens bíblicos: Abraão, que fez uma excelente escolha e; Ló, sobrinho de Abraão, que fez uma escolha precipitada. Ló, em um gesto precipitado, tomou uma decisão que acabou por gerar uma crise que causou consequências nefastas para sua família (Gn.13:10-13). Uma escolha sem a direção de Deus pode trazer prejuízos irreparáveis para si e para outrem. Portanto, antes de tomar uma decisão e fazer uma escolha devemos pedir a orientação de Deus. Não devemos agir sem pensar e acima de tudo sem orar, pois somente Deus conhece todas as coisas. Somente Ele sabe aquilo que é melhor para todos nós.

I. O CUIDADO COM AS ESCOLHAS

Em nossa jornada somos desafiados a decidir e fazer escolhas. É nesse momento que a vida de uma pessoa será definida, para o progresso ou para a derrota. Todos os dias, temos de tomar decisões pequenas ou grandes. A maior delas é a de servir ao Senhor. Josué, no último momento como líder do povo de Israel, conclama o povo a tomar uma decisão acertada e pública; não havia lugar para indecisão, por isso foi tão enfático: “Escolhei hoje a quem haveis de servir” (Js.24:15). A decisão tinha que ser “hoje”. A Bíblia diz: “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações”(Hb.4:7). Diante de tantas influências que recebemos do mundo para o nosso viver, a nossa decisão deve ser tal qual à de Josué: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor”. Qual tem sido a decisão de vida para cada um de nós, pessoalmente, e para a nossa família? Corajosa e resoluta como a de Josué? Não espere ficar velho para tomar essa decisão, pois o Senhor virá como um ladrão, ou seja, não hora em que nós não esperamos (1Tes.5:2; 2Pd.3:10).

  1. A prosperidade de Abraão. Deus abençoou Abraão com bênçãos materiais de forma abundante. Diz o texto sagrado que “… a sua fazenda era muita…”(Gn.13:6). O segredo do sucesso de Abraão: comunhão plena com Deus. Quanto mais Abrão mantinha comunhão com Deus mais próspero materialmente ele ficava. A obediência à Palavra de Deus era o combustível que o levava a uma vida abundante. O Altar era um marco sempre presente na vida de Abraão, em todos os caminhos de suas peregrinações (Gn.12:7,8; 13:4,18; 22:9). Era o local onde Abraão adorava a DEUS. Era o lugar onde ofertava sacrifícios a DEUS. Ele edificava seus altares em locais visíveis, diante dos povos pagãos que moravam ao seu redor. Que testemunho! Os crentes, que de contínuo vivem diante do Altar, dão testemunho de “terem estado com Jesus” (Atos 4:13).

Abraão viveu nas terras da promessa como um estrangeiro, morando em tendas, pois esperava a Cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é DEUS (Hb.11:9,10). Abraão nunca se prendeu a nenhum lugar da terra de suas peregrinações. Estava sempre em trânsito (Gn.12:8). Deixando um lugar, ficavam apenas as marcas de seu acampamento. Também nós, como crentes, somos peregrinos e forasteiros nesta Terra (1Pd.2:11). Não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura (Hb.13:14). Estamos no mundo, mas não somos do mundo (João 17:16,18). Devemos sempre estar prontos para partir.

Outra característica marcante na vida de Abrão: conquanto fosse muito rico, não punha seu coração nas riquezas daqui. Ele não ligava muito para isso. No dia que retornou da guerra contra os quatro reis, o rei de Sodoma quis compensá-lo com riquezas materiais, ele as rejeitou terminantemente (Gn.14:21-24). Para Abraão, riquezas não dadas por Deus não tinha nenhum valor – “Levantei minha mão ao SENHOR, o Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra, e juro que, desde um fio até à correia dum sapato, não tomarei coisa alguma de tudo o que é teu; para que não digas: Eu enriqueci a Abrão” (Gn.14:22,23). Muitos, hoje, dos que cristãos dizem ser, ao contrário de Abraão, só pensam em bens materiais, querem enriquecer com campanhas, sacrifícios, fogueiras santas etc. São pessoas que vivem como os gentios, que têm as mesmas preocupações e propósitos que os gentios e que, portanto, pertencem a este vasto grupo onde o amor está esfriando pelo aumento da iniquidade e que, buscando a riqueza material, não vê que se comporta como um pobre, desgraçado e nu (Ap.3:17). Vigiemos e não entremos nesta onda, que nos levará para a perdição eterna!

  1. Abraão fez a escolha certa. Abrão teve um momento decisivo em sua vida. Quando ainda morava em Ur, o Deus da glória lhe apareceu e lhe fez uma chamada que compreendia três diferentes ordens: “sai da tua terra”, “sai da tua parentela”, e “dirige-te à terra que eu te mostrar” (Atos 7:2,3). Abrão deveria decidir em obedecer e desobedecer a Deus. Como já disse na Aula 03, embora Deus seja soberano e livre para tomar as Suas decisões, como, por exemplo, o fato de ter escolhido Abrão e não outra pessoa das milhares que existiam no mundo, vemos que Ele respeita, decididamente, a liberdade que deu ao homem, de forma que, embora tenha escolhido Abrão, não o forçou a que obedecesse ao Seu chamado, tendo Abrão decidido partir por sua livre e espontânea vontade. Esta é a grande diferença entre o filho de Deus e o filho do diabo, pois o adversário escraviza o homem, retira a sua liberdade, enquanto que Deus sempre respeita o livre-arbítrio humano que, afinal de contas, é resultado da própria criação divina. O homem foi feito à imagem e semelhança de Deus e esta imagem e semelhança comporta a liberdade, o poder de decisão, como se vê claramente em Gênesis 2:16,17.

Abraão foi desafiado a crer e obedecer, embora não conhecesse todo o projeto que Deus tinha para sua vida e, por conseguinte, para toda a humanidade. Abrão fez a escolha certa, resolveu obedecer ao chamado de Deus. Embora não tivesse noção de para onde iria, decidiu confiar em Deus. Em nossa jornada precisamos aprender a confiar em Deus e nos colocar em sua total dependência. Só assim teremos escolhas decisivas que podem nos proporcionar vida abundante.

  1. Abraão desce ao Egito. A fé tem sempre deslizes, até mesmo nos mais destacados homens de Deus. Por causa de uma fome que atingiu a região, Abraão deixou o lugar que Deus lhe indicara e desceu ao Egito, símbolo do mundo. Essa mudança trouxe problemas a Abrão. Ao chegar no Egito foi acometido de um medo obsessivo de que Faraó o matasse, capturando sua formosa esposa Sara, e a levasse para seu harém. Com isso em mente, Abrão convenceu Sara a mentir e dizer que era sua irmã. É verdade que Sara era meia-irmã de Abrão (Gn.20:12), mas ainda assim era uma mentira com propósito de enganar. O artificio deu certo para Abrão (que foi recompensado generosamente), mas não funcionou para Sara (que, no fim, teve de se juntar ao harém de Faraó), nem mesmo para Faraó (ele e toda a sua casa sofreram grandes pragas). Quando Faraó descobriu a fraude, deu uma bronca no patriarca, o humilhou publicamente e o expulsou em desonra (Gn.12:19,20). Abraão voltou para Canaã. Mas, juntamente com o retorno de Abrão do Egito […] até Betel (Gn.13:1-4), percebe-se a volta à comunhão com Deus. “Retornar a Betel” é o desejo latente de todos aqueles que se apartaram de Deus.

II. LÓ É ATRAÍDO POR AQUILO QUE VÊ

Ló, sobrinho de Abraão, é um exemplo bíblico de escolha precipitada. Ele foi atraído por aquilo que viu. Chamamos isso de concupiscência dos olhos. A concupiscência dos olhos diz respeito àquelas tentações que apelam para os desejos ambiciosos dos homens de obter e possuir. A concupiscência dos olhos nos leva a colocarmos as “coisas materiais” na frente do Senhor (Cl.3:15). Ao se separar de seu tio, ele escolheu um caminho que a seus olhos parecia ser o melhor. Ele não perguntou a vontade de Deus e não honrou Abraão, o chefe do clã, ao escolher primeiro as suas terras. Ló foi precipitado e seduzido pelo seu olhar. Pagou um preço muito alto pela sua atitude precipitada.

  1. Briga entre os pastores de Abraão e Ló. Ao chegar a Canaã os pastores de Ló e Abrão brigaram por espaço para seus rebanhos. Apesar da deslealdade praticada por Abrão no Egito, ainda assim o Senhor decidiu abençoá-lo naquele lugar; Abrão e Ló prosperaram – possuindo servos, ovelhas e gado. A multiplicação dos rebanhos de Abrão e Ló foi tão significativa que eles chegaram à conclusão de que era impossível a coexistência nas mesmas terras de pastagens. A prosperidade gerou uma crise entre família, entre Abrão e seu sobrinho Ló, pois não havia mais espaço suficiente para ambos no local onde viviam. Faltava água e pastagem para tantos animais, e em pouco tempo, os pastores de Abrão e Ló começaram a brigar. A contenda estava instalada na família, e era preciso tomar uma decisão.
  1. A decisão de Abraão. O patriarca logo tentou resolver a situação conflituosa. Ele não adiou o problema, mas chamou seu sobrinho para uma solução pacífica – “Não está toda a terra diante de ti? Eia, pois, aparta-te de mim…” (Gn.13:9). Às vezes, pessoas da mesma família devem separar-se em prol da paz (ver Atos 15:39; 1Co.7:10-16). A partir daquele instante cada um deveria escolher o próprio caminho – “e escolheres a esquerda, irei para a direita; e, se a direita escolheres, eu irei para a esquerda” (Gn.13:9). Com cortesia, bondade e altruísmo, Abraão ofereceu a Ló a oportunidade de escolher em toda a terra onde desejava morar. Humilde, o patriarca considerava os outros superiores a si mesmo (Fp.2:3).

Abrão renunciou à campina com o melhor pasto, mas Deus entregou toda a terra de Canaã a Abrão e seus descendentes para sempre. Além disso, o Senhor prometeu ao patriarca uma descendência incontável. Após se mudar para Hebron, Abrão levantou ali um altar ao Senhor; como de costume, construiu um altar para o Senhor, mas nunca uma casa para si.

  1. A escolha precipitada de Ló. Abraão, em um gesto de bondade e mansidão, fez a seguinte proposta ao sobrinho: “Não está toda a terra diante de ti? Eia, pois, aparta-te de mim; se escolheres a esquerda, irei para a direita; e, se a direita escolheres, eu irei para a esquerda” (Gn.13:9). Ló escolheu morar nas pastagens verdejantes da campina do Jordão, perto das cidades perversas de Sodoma e Gomorra – “E levantou Ló os seus olhos e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem regada, antes de o SENHOR ter destruído Sodoma e Gomorra, e era como o jardim do SENHOR, como a terra do Egito, quando se entra em Zoar. Então, Ló escolheu para si toda a campina do Jordão e partiu Ló para o Oriente; e apartaram-se um do outro. Habitou Abrão na terra de Canaã, e Ló habitou nas cidades da campina e armou as suas tendas até Sodoma. Ora, eram maus os varões de Sodoma e grandes pecadores contra o SENHOR” (Gn.13:10-13).

Ló foi seduzido pela aparência do lugar. Escolhas precipitadas, feitas somente pela aparência, podem causar muitos males. Apesar de crente verdadeiro (2Pd.2:7,8), Ló tinha um gostinho pelas coisas do mundo. Conforme alguém comentou, “Ló ficou com grama para seus rebanhos, enquanto Abrão ficou com graça para os seus filhos” (Gn.13:15,16).

“Ora, eram maus os varões de Sodoma e grandes pecadores contra o SENHOR” (Gn.13:13). O fato de os homens de Sodoma e Gomorra serem maus e grandes pecadores contra o Senhor não influenciou a escolha de Ló. Foi uma sequência de decisões. Observe os passos que o levaram a mergulhar no mundanismo: Ló (por meio de seus pastores) experimentou contenda (Gn.13:7); depois viu (Gn.13:10) e escolheu (Gn.13:11); foi armando as suas tendas até Sodoma (Gn.13:12); passou a morar longe do lugar onde residia o sacerdote de Deus (Gn.14:12) e; sentava-se junto à entrada da cidade, lugar onde os grandes disputavam o poder político (Gn.19:1). Aparentemente, na cosmovisão humana, materialista e desviada de Deus, Ló tinha progredido na vida: ele se tornou um oficial local em Sodoma. Mas, quando se olha com os olhos de Deus, vemos que foi um péssimo negócio para Ló. De forma precipitada, fez a sua escolha optando por aquilo que parecia ser melhor aos seus olhos (Gn.13:10). Ele não buscou a Deus para tomar a decisão que seria a mais importante para o seu futuro e da sua descendência.

A precipitação é um grande mal que deve ser evitado sempre. Quando nos precipitamos não raciocinamos, não prestamos atenção ao bom senso, não andamos por fé, mas apenas por vista. Quem tem a mente de Cristo deve sempre manter os pés no chão, pedir orientação a Deus e aguardar o calor dos acontecimentos passarem. Fácil?! Não, não é uma tarefe fácil, mas sem dúvida trata-se de uma atitude responsável e madura que leva em conta o fator global da circunstância e não somente parte dela, nem prioriza o fator emocional do acontecimento.

III. LÓ, UM CASO DE PROSPERIDADE E PERDAS

  1. Ló e suas riquezas. Não era só Abrão que era rico em rebanhos, vacas e tendas. Seu sobrinho Ló também tinha rebanhos numerosos (Gn.13:5,6) – “E também Ló, que ia com Abraão, tinha rebanhos, gado e tendas. […] porque os seus bens eram muitos; de modo que não podiam habitar juntos”. Mas, apesar da sua prosperidade, Ló andava por vista e não por fé (Gn.13:7-13). No momento mais decisivo de sua vida não consultou o Senhor para uma escolha correta.

– Ló fez uma decisão pelo que viu, deixou-se levar pelas aparências. Foi ganancioso e precipitado – “Então Ló levantou os olhos, e viu toda a planície do Jordão, que era toda bem regada (antes de haver o Senhor destruído Sodoma e Gomorra), e era como o jardim do Senhor, como a terra do Egito, até chegar a Zoar. E Ló escolheu para si toda a planície do Jordão, e partiu para o oriente; assim se apartaram um do outro. Habitou Abraão na terra de Canaã, e Ló habitou nas cidades da planície, e foi armando as suas tendas até chegar a Sodoma” (Gn.13:10-12). Foi um pecado em série – “foi armando as suas tendas até chegar a Sodoma”.

A ambição é sinônimo de cobiça, e a cobiça é transgressão à Lei de Deus (vide Êx.20:17). A Palavra de Deus nos diz que não devemos ambicionar “coisas altas” (Rm.12:16) – “…não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes…”. A ambição sufoca a Palavra no coração, tornando-a infrutífera (Mc.4:19) – “Mas os cuidados do mundo, a sedução das riquezas e a cobiça doutras coisas, entrando, sufocam a palavra e ela fica infrutífera”.

– Ló foi egoísta. Em nenhum momento ele pensou em seu tio. Só via a si mesmo. O egoísmo é a exaltação do próprio eu, do ego. O apóstolo Paulo diz que o egoísmo é uma característica dos homens dos últimos tempos – “Sabe, porém, isto, que nos últimos dias sobrevirão tempos penosos; pois os homens serão amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a seus pais, ingratos, ímpios” (2Tm.3:1,2).

– Ló não observou o lado negativo de sua escolha (Gn.13:13) – “Ora, os homens de Sodoma eram maus e grandes pecadores”. A Palavra de Deus nos alerta sobre os perigos de nosso envolvimento com o mundo – “Infiéis, não sabeis que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto qualquer que quiser ser amigo do mundo, constitui-se inimigo de Deus” (Tg.4:4).

Não se deixe enganar pela beleza das coisas desse mundo passageiro. Não abra mão daquilo que é eterno!

  1. A guerra dos reis. A terra que Ló havia escolhido era boa, mas seus vizinhos não eram. Não demorou muito e Ló teve que enfrentar uma grande crise, uma guerra. Diz o texto sagrado:

“1 – E aconteceu, nos dias de Anrafel, rei de Sinar, Arioque, rei de Elasar, Quedorlaomer, rei de Elão, e Tidal, rei de Goim, 2 – que estes fizeram guerra a Bera, rei de Sodoma, a Birsa, rei de Gomorra, a Sinabe, rei de Admá, e a Semeber, rei de Zeboim, e ao rei de Bela (esta é Zoar). 3 – Todos estes se ajuntaram no vale de Sidim (que é o mar de Sal). 4 – Doze anos haviam servido a Quedorlaomer, mas, ao décimo-terceiro ano, rebelaram-se. 11- E tomaram toda a fazenda de Sodoma e de Gomorra e todo o seu mantimento e foram-se. 12 – Também tomaram a Ló, que habitava em Sodoma, filho do irmão de Abrão, e a sua fazenda e foram-se. 13 – Então, veio um que escapara e o contou a Abrão, o hebreu; ele habitava junto dos carvalhais de Manre, o amorreu, irmão de Escol e irmão de Aner; eles eram confederados de Abrão. 14 – Ouvindo, pois, Abrão que o seu irmão estava preso, armou os seus criados, nascidos em sua casa, trezentos e dezoito, e os perseguiu até Dã” (Gn.14:1-4;11-14).

No tempo de Abrão, a maioria das cidades possuía seus próprios reis, e eram comuns as guerras e rivalidades entre eles. Uma cidade conquistada pagava imposto ao rei vitorioso. Cinco cidades, incluindo Sodoma, haviam pago impostos a Quedorlaomer durante 12 anos (Gn.14:4). Quando as cinco cidades fizeram uma aliança e se negaram a pagar os impostos (Gn.14:4), Quedorlaomer reagiu rapidamente e reconquistou todas elas. Ao derrotar Sodoma, foram capturados Ló, sua família e seus pertences. Ló foi levado cativo e todos os seus bens e alimentos foram tomados como espólio de guerra. Ele agora era um prisioneiro e todos os seus bens foram perdidos. Decisões precipitadas podem nos fazer viver tempos conturbados.

  1. Abraão socorre Ló. Ao ser avisado do desastre militar que haviam sofrido as cidades do vale, Abraão armou seus 318 servos, conseguiu a ajuda de seus aliados amorreus e perseguiu os invasores. Abraão arrisca sua vida e fortuna para resgatar o seu sobrinho Ló, o qual foi sequestrado, perdeu suas posses e estava enfrentando escravidão. Abraão poderia ter se negado a ajudar Ló, pois ele mesmo tinha escolhido aquelas terras, mas o amigo de Deus não tinha um coração rancoroso, vingativo. Abraão recuperou os cativos e o despojo, mediante um ataque de surpresa à noite. Tudo que pertencia a Ló foi recuperado (Gn.14:16). Não obstante, o elemento mais importante foi a intervenção de Deus – “bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos” (Gn.14:20).

Nota-se que Abraão, o homem separado do mundo, não era indiferente aos sofrimentos dos que se encontravam ao seu derredor. Estava disposto a proteger seu indigno sobrinho e os de Sodoma. Isto demonstra que os que mantêm uma vida separada da pecaminosidade são os que atuam com mais prontidão e êxito em favor de outros no momento de crise.

CONCLUSÃO

Devemos aprender com as Escrituras que qualquer decisão importante que tomarmos não devemos fazê-la debaixo de pressão ou precipitadamente. Não se esqueça de que o Deus eterno tem todo o conhecimento e sabe o que é melhor para sua vida. Por isso, não faça nada sem consultar o Senhor. Porém, só consultar o Senhor e não confiar nele é inútil. Não confie nas suas próprias forças. O nosso fracasso decorre de acharmos que podemos conseguir por nós mesmos. Por isso, confie no Senhor e não nas suas forças e possibilidades. Não subestime os inimigos. A nossa luta não é contra a carne e o sangue em todas as instâncias da vida, mas contra os principados e potestades e dominadores do mal. Em toda a estrutura da sociedade há um poder maligno que opera e você precisa estar revestido da armadura de Deus para vencer (ver Efésios 6:10-18).

—————

Luciano de Paula Lourenço

Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com

Referências Bibliográficas:

Bíblia de Estudo Pentecostal.

Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.

Comentário Bíblico popular (Novo Testamento) – William Macdonald.

Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal. CPAD.

Revista Ensinador Cristão – nº 68. CPAD.

Dr. Caramuru Afonso Francisco. Tempos trabalhosos para a Igreja. PortalEBD_2007.

Rev. Hernandes Dias Lopes. Quatro homens, um destino.

Pr. Elienai Cabral. O Deus da Provisão, Esperança e sabedoria divina para a Igreja em meio ás crises. CPAD.

Bruce K. Waltke. GÊNESIS.

Publicado no Blog do Luciano de Paula Lourenço

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.